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Verbete Gustavo Fruet

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FRUET, GUSTAVO *dep. fed. PR 1999‐2011.     Gustavo Bonato Fruet nasceu em Curitiba no dia 18 de abril de 1963, filho de Maurício Roslindo  Fruet  e de Ivete  Ana  Bonato  Fruet.

 Seu  pai,  conhecido  como  Maurício  Fruet, advogado  e  jornalista  com  ampla atuação política no Paraná, foi deputado federal por três vezes, constituinte de 1987‐1988, prefeito  deCuritiba entre 1983 e 1986 e um dos principais líderes do Partido do Movimento Democrático Brasileiro  (PMDB) no estado até sua morte em agosto de 1998 durante campanha eleitoral para deputado federal.  Cursou  o  ensino  médio  no  colégio  Dom  Bosco  de  Brasília  e  no  colégio  Bom  Jesus  em  Curitiba. Iniciouo  curso de direito na Faculdade  de  Direito  da Universidade  Federal  do  Paraná  (UFPR) em 1982, graduando‐seem  1986. Durante o curso  foi  eleito  para  várias  entidades  representativas  estudantis, tendo  sido  representante  discente  no  Conselho  Universitário  da  UFPR  entre  1984  e  1985  e presidente  do  Centro  Acadêmico  Hugo  Simas,  tradicional  entidade  dos  estudantes de  direito do  Paraná, de 1985 a 1986. Após concluir a graduação, especializou‐se em direito penal em 1989 e cursou o  mestrado  em  direito  público de1991 a 1994, também  na UFPR.  Em  1993  tornou‐se  assessor  jurídico  do  Tribunal de Alçada do Estado do Paraná, cargo que exerceu até o ano seguinte. De 1996 a 1997 concluiu o  doutorado em direito das relações sociais na UFPR. Simultaneamente à sua  formação  acadêmica dedicou‐se  às  atividades  políticas, trabalhando  como assessor político do pai e, em 1991, filiou‐se ao PMDB. No pleito de outubro de 1996 disputou seu  primeiro  mandato,  elegendo‐se vereador  em  Curitiba  pelo  PMDB  com 4.770 votos. Em agosto de  1998,  licenciou‐se e concorreu a deputado federal pelo Paraná na legenda do PMDB. Sua candidatura substituiu  a do pai,  que  havia  falecido no  mesmo  mês. Apesar  do  pouco  tempo  de  campanha,  foi  o  segundo deputado mais  votado  em  Curitiba,  com  45.929  votos,  obtendo  um  total  de 105.180 votos no  estado. Empossado em  janeiro  de  1999, foi  vice‐presidente  da  Comissão  de  Desenvolvimento  Urbano  e  Interior e relator da Subcomissão de Violência Urbana. Participou ainda das comissões do Código Civil, de  Constituição e Justiça e Redação, da Reforma do Judiciário e de Ciência, Tecnologia e Comunicação. Teve  atuação  significativa  na  discussão  do  projeto  do  Estatuto  da  Cidade  e  integrou  o  Grupo  Executivo  de  Transporte Urbano, que discutiu soluções para o problema do transporte nas grandes cidades. Nas  eleições  para  a  prefeitura  de  Curitiba  em  outubro  de  2000  destacou‐se  como  um  dos  pré‐ candidatos  preferidos  pelas  bases  do  partido  para  concorrer  ao  cargo,  mas  foi  preterido  pelas  cúpulas  partidárias, mais favoráveis ao lançamento da candidatura de Maurício Requião, irmão do ex‐governador  Roberto  Requião.  Nesse  pleito,  Cássio  Taniguchi,  do  Partido  da  Frente  Liberal  (PFL)  elegeu‐se  prefeito, derrotando Maurício Requião no primeiro turno que obteve cerca de 10,0% dos votos válidos. No  final  de  seu  primeiro  mandato,  em  setembro  de  2001, tornou‐se  presidente  da Comissão  Parlamentar  de  Inquérito  (CPI) do  Proer, instalada na Câmara  dos  Deputados para investigar  as  relações  do  Banco  Central  com  o  Sistema  Financeiro  Nacional  por  ocasião  da  implantação  do  Programa  de  Estímulo  à  Reestruturação  e  ao  Fortalecimento  do  Sistema  Financeiro  Nacional,  mais  conhecido  como  Proer,  criado  para  socorrer  grandes  bancos  em dificuldades financeiras  durante  o  governo  de  Fernando  Henrique Cardoso. Em seu relatório final, aprovado em abril de 2002, após serem realizadas 23 audiências  públicas  e  tomados  30  depoimentos  de  personalidades  envolvidas  no  processo,  entre  diretores  e  ex‐ dirigentes  do  Banco  Central,  ex‐controladores  de  bancos  liquidados  e  interventores,  a  CPI concluiu  que  o Proer  evitou  que,  a  partir  de  1995,  houvesse  uma  crise  sistêmica  no  setor  financeiro reconhecendo ainda  que  os  controladores  dos  bancos  liquidados  ou que receberam  ajuda  do  Proer não foram pessoalmente beneficiados, pois passaram a responder civil e criminalmente pelos danos  causados  pelos  atos  de  administração  fraudulenta  ou  temerária  que  praticaram. Teve  participação  destacada nas várias etapas da realização da CPI obtendo visibilidade nacional com sua atuação. Nas  eleições  de  outubro  de  2002, reelegeu‐se deputado  federal pelo  Paraná na  legenda  do  PMDB,com 105.166  votos, sendo o  candidato  mais  votado  do partido na  capital  paranaense. Assumiu  o  novo  mandato  em  fevereiro  de  2003  e foi  indicado  primeiro  vice‐líder  do  PMDB  na  Câmara dos  Deputados. De  janeiro  a  dezembro  de  2003, presidiu  o  PMDB  do  Paraná, realizando um  trabalho  de  reorganização  e  estruturação  do  partido  em  todo  o  estado em  decorrência  da  vitória  do  candidato  peemedebista, Roberto Requião, para o governo nas eleições do ano anterior, pondo fim a oito anos de  domínio  do  “lernismo”.  Ainda nesse ano, à  revelia  do  governador  Roberto  Requião, começou  a  articular  sua pré‐candidatura para o cargo de prefeito de Curitiba nas eleições a serem realizadas em outubro de 

2004. A defesa da tese da candidatura própria nas eleições de 2004, somada à sua postura independente  em relação aos setores hegemônicos do PMDB no estado, determinaram seu progressivo afastamento de  Requião e do PMDB, culminando com seu pedido de desfiliação do partido em setembro de 2004, depois  que a convenção municipal decidiu trocar a candidatura dele pela indicação do candidato a vice na chapa  de Ângelo Vanhoni do Partido dos Trabalhadores (PT). No pleito de outubro do mesmo ano declarou seu  apoio ao candidato eleito no segundo turno das eleições, o ex‐deputado estadual Beto Richa do Partido  da Social Democracia Brasileira (PSDB), que derrotou Ângelo Vanhoni do PT com 54,5% dos votos válidos. Após ficar por um curto período sem partido, filiou‐se ao PSDB em fevereiro de 2005. Ao longo do  ano,  teve  intensa  atuação  na Comissão  Parlamentar  Mista  de  Inquérito (CPMI) criada  para  investigar  as  denúncias de corrupção e desvio de verbas em empresas estatais, em especial na Empresa Brasileira de  Correios e Telégrafos, que ficou conhecida como “CPMI dos Correios”. Logo após a instalação da CPMI em  junho  de  2005 e  o  início  das  investigações,  o  foco  das averiguações deslocou‐se  para  o  "mensalão",  esquema  de compra  de  votos da  base  aliada  pelo  governo  em  troca  de  apoio  parlamentar,  denunciado  pelo  deputado  federal  Roberto  Jefferson,  do  Partido  Trabalhista  Brasileiro (PTB/RJ).  As  acusações  prolongaram‐se por todo o ano de 2005 envolvendo vários integrantes do primeiro e segundo escalões do  governo  Lula  e  provocando  grave  crise  política.  Durante  os  trabalhos  da  CPMI foi  sub‐relator  de  movimentação  financeira,  tendo  redigido  relatório  parcial no  qual propunha o  indiciamento  do  empresário Marcos Valério de Souza e do ex‐tesoureiro do PT, Delúbio Soares, ambos indicados como os  principais operadores do “mensalão”,apresentando ainda uma série de dez argumentos para contestar a  versão  dos envolvidos  segundo  a qual as  transações  entre  os bancos  BMG  e  Rural  e o  PT estariam relacionadas à organização de “caixa 2” para a arrecadação de verbas destinadas a financiar  campanhas  eleitorais  de  candidatos  do  partido. Em  seu  relatório  final,  aprovado por  17  votos  contra  4 em abril de 2006  e que  incorporou  várias de  suas sugestões, a  CPMI reconheceu que  houve  o  pagamento  de  propina  a  parlamentares  para  que  eles  trocassem  de  partido  ou  para  que  apoiassem  o  governo  nas votações  de  matérias de  interesse na  Câmara  dos  Deputados. O  relatório  também recomendou ao  Ministério  Público o  indiciamento  de  cem  pessoas,  entre  elas  os  ex‐ministros  José  Dirceu (PT/SP) e  Luís Gushiken (PT/SP),  os  empresários Marcos  Valério  Fernandes  de  Sousa  e  Duda  Mendonça, o  senador  Eduardo  Azeredo  (PSDB/MG),  os  ex‐integrantes  da  cúpula  petista  José  Genoíno,  Delúbio  Soares,  Sílvio  Pereira  e  Marcelo  Sereno, 18  deputados  ou  ex‐deputados  acusados  de  receber  o  "mensalão" e  diversas outras pessoas  ligadas  às  fraudes  ocorridas  nas  estatais  e  nos  fundos  de  pensão. Após  o  término  da  CPMI,  defendeu  uma  posição  mais  firme  do  PSDB na  oposição  ao  governo  Lula solicitando que  seu  partido  apurasse  até  as  últimas  consequências  as  denúncias  de  corrupção  e  desvio ilegal de verbas mencionadas no relatório final da Comissão. No  pleito  de  outubro 2006  reelegeu‐se  com 210.674  votos,  tendo  sido o  deputado  federal  mais  votado do Paraná. No mesmo pleito, Luís Inácio Lula da Silva do PT foi reeleito presidente da República  derrotando  Geraldo  Alckmin (PSDB), candidato a  quem  havia  apoiado  no  segundo  turno  das  eleições  realizado  em 29 de outubro  de 2006. Em  dezembro, foi  o  segundo  deputado  mais  votado  na  primeira  consulta pública eletrônica realizada pelo site Congresso em Foco, para eleger os melhores parlamentares  da  legislatura. Na  votação  para  a  escolha  do  melhor deputado, obteve 419.288  votos,  atrás  apenas  do  deputado Fernando Gabeira (PV/RJ) que recebeu 419.498 votos. Empossado em 1º de fevereiro de 2007, foi membro titular do Conselho de Ética da Câmara, da  Comissão  de  Ciência,  Tecnologia,  Comunicação  e  Informática,  presidente  da Subcomissão  de  Transgênicos, e relator da proposta de regulamentação da Corregedoria Geral da Câmara. Logo  após  tomar  posse,  foi  o  candidato  da  oposição à  presidência  da  Câmara  dos  Deputados,  disputando  as  eleições com Arlindo Chinaglia (PT/SP)  e  Aldo  Rebelo  (PCdoB). Durante  a  campanha,recomendou entre  outras  coisas a  necessidade  de  modernização  e autonomia da  Câmara  em  relação  às  diretrizes  do  Executivo, a  redução  das  medidas  provisórias, o  fim  dos  abusivos  aumentos  salariais  autoconcedidos  pelos  deputados,  uma  maior  transparência  do  Legislativo  com  a  divulgação  de  verbas  de  gabinete  e  de  todos  os  cargos  de  confiança, declarando‐se  ainda  contra  o  voto  secreto  dos  deputados  nas  sessões  em  que  se  decidiam  a  cassação  de  seus  pares por  quebra  de  decoro  ou  envolvimento  com  irregularidades. O  primeiro  turno  das  eleições realizou‐se em 1° de  fevereiro  de  2007 e Arlindo Chinaglia do PT, apoiado pelo PMDB, obteve a primeira colocação com 236 votos, seguido  por Aldo  Rebelo  que, com  o  apoio  do PFL, teve 175 votos, e  Fruet ficou  em  terceiro  lugar com  98  votos. No  segundo  turno  da  votação  realizada  no  mesmo  dia  e  disputada entre  os  dois  primeiros 

colocados, Chinaglia foi eleito o novo presidente da Câmara para o biênio 2007‐2009 com 261 votos, uma  vantagem  de  apenas  18  votos  sobre  o  segundo  colocado.  Na  ocasião  declarou  que sua  candidatura  já  representava  uma  vitória  política,  na  medida  em  que  conseguiu  colocar  na  agenda  de  debates  temas  como a necessidade de uma maior autonomia da Câmara perante o Executivo e a denúncia dos reajustes  salariais abusivos dos deputados, assuntos antes ignorados pelas duas candidaturas governistas. Vice‐líder  do PSDB exerceu essa função até fevereiro de 2009. De março a setembro de  2007 integrou  a  CPI  da  Crise  Aérea, denominada  de  “CPI  do  Apagão  Aéreo”,para apurar os problemas de gestão no sistema aeroportuário brasileiro e as causas dos acidentes  aéreos ocorridos no Brasil. Nas  eleições  municipais  de  outubro de  2008,  participou  ativamente da campanha  do  prefeito  reeleito de Curitiba,  Beto  Richa  (PSDB),  vitorioso  no  primeiro  turno  das  eleições com  77,3%  dos  votos  válidos. Na ocasião, seu nome chegou a ser cogitado para fazer parte da chapa de Beto Richa como vice‐ prefeito, mas recusou o convite. No ano seguinte, integrou a CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, também chamada de “CPI  dos  Grampos”, que  investigou abusos  no  uso de  escutas  em investigações por  órgãos  do  governo, instalada na  Câmara  dos  Deputados  de fevereiro de  2008 até junho  de 2009. No  relatório  final  da CPI foi solicitado aoMinistério Público o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas por escuta telefônica  ilegal e de várias outras autoridades da Política Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que  haviam participado das escutas. Na ocasião, apresentou voto em separado ao relatório final, sugerindo a  inclusão  de  várias  autoridades  que  haviam  sido  excluídas  do documento pelo  relator,  entre as  quais  o  delegado da Polícia Federal Protógenes Queirós e outros altos funcionários da Abin. Nessa legislatura, manifestou‐se contra a incorporação da verba de ressarcimento do salário fixo  dos  deputados,  ao  aumento dos parlamentares  acima  do  índice  de  inflação,  e  foi  o  único  deputado  paranaense  a  votar  contra  a proposta  de emenda constitucional  aumentando  em  mais  de  7 mil vagas  o  número  de  vereadores  no  país. Foi  um  dos  principais defensores da  realização  de  uma  reforma  política  abrangente  para  resolver  os  problemas  no  funcionamento  do  sistema  político  brasileiro,  especialmente no  sistema  de  representação  política. No  segundo  semestre  de  2009  foi  lançado  por  lideranças  do  PSDB  paranaense como  pré‐candidato  a  uma  das  duas  vagas  de  senador  em  disputa  no  pleito de outubro de 2010. Ao longo de sua carreira, foi também membro da Comissão de Exame da Ordem dos Advogados  do  Brasil  em Curitiba (1992),  representante  discente  no  curso  de  pós‐graduação da  Faculdade  de  Direito da UFPR (1997) e membro do Instituto de Ciências Penais da mesma Faculdade (1997). Solteiro, não teve filhos. Publicou Lei  de imprensa  e liberdade  de informação (dissertação  de  mestrado, 1984), Legislaçãoeleitoral (1996), Eleição, informação  e crime eleitoral (tese  de  doutorado,  1997) e Leis eleitorais (em co‐autoria com Antônio Silveira Brasil Filho, 1998).     FONTES: http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/ acesso em  1/10/2009; http://www.gustavofruet.com.br/acesso em 1/10/2009; http://www2.camara.gov.br/ acesso  em 1/10/2009; http://www.parana‐online.com.br/ acesso em 1/10/2009; http://www.estadao.com.br/  acesso em 1/10/2009; http://www.folha.uol.com.br/ acesso em 1/10/2009.    

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