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DIREITO PENAL – Aulas 03 a 12
Professora Cynara Monteiro

TEMA III- TIPICIDADE, ILICITUDE, CULPABILIDADE,E PUNIBILIDADE. 3)CONCEITO DE CRIME(FORMAL, MATERIAL E ANALÍTICO). IMPORTANTE: A doutrina costuma usar a expressão crime ou delito em sentido amplo para referir-se a infração penal como gênero. Nas notas abaixo quando nos referirmos ao conceito de crime, estaremos abrangendo as contravenções penais. Conforme havíamos pontuado não há diferença de essência entre crime ou delito e contravenção. No Brasil encontramos as contravenções penais reguladas pelo Dec-lei 3.688 de 03.10.1941. Os crimes ou delitos estão regulados pelo Código Penal Brasileiro ( Dec-Lei Nº 2.848, de 7 de dezembro 1940 -DOU 32.12.1940) e em Leis penais especiais ou extravagantes ( ex: Lei de abuso de autoridadeLei 4.898/65;crimes ambientais- Lei 9.605/1998; Lei de Tóxico- 11.343/2006, etc.). Nos tópicos posteriores fazemos citações do Código Penal para o estudo dos elementos do crime segundo o conceito analítico. O código penal traz regras gerais1 que são aplicáveis a toda legislação penal, exceto quando estas trazem em seu texto disposição diferente. No que diz respeito às contravenções penais encontramos em seu texto algumas modalidades próprias diferentes das regras gerais do Código penal. Podemos citar como principais: a) A tentativa é impunível nas contravenções penais ( art. 4 da LCP2) b) A admissão da modalidade culposa é diferente do sistema do CP. No estudo de cada um desses tópicos relembraremos essas diferenças nas notas de rodapé. 3.1. CONCEITO DE CRIME3 a) Conceito Material: crime é a conduta humana que lesa ou expõe a perigo o bem jurídico penalmente protegido. b) Conceito Formal: é a conduta descrita abstratamente no tipo. c) Conceito Analítico ou conceito estratificado de crime: Tem por finalidade examinar todas as características, requisitos que compõem a infração penal: * critério dicotômico: crime é fato típico e antijurídico (culpabilidade é pressuposto para aplicação da pena). * critério tricotômico(Majoritário): crime é fato típico, antijurídico e culpável. OBS: A doutrina prevalente entende que a punibilidade não é requisito do crime, mas sua conseqüência jurídica. OBS: ELEMENTOS DA INFRAÇÃO PENAL PELO CONCEITO ANALÍTICOCRITÉRIO TRICOTÔMICO: a)FATO TÍPICO4 ( TIPICIDADE), b)ANTIJURIDICIDADE( ANTIJURÍDICO) OU ILICITUDE( ILÍCITO) C) CULPABILIDADE( CULPÁVEL)

3.1.1)FATO TÍPICO * PRIMEIRO REQUISITO PARA QUE HAJA CRIME- (PRIMEIRO ELEMENTO DA INFRAÇÃO PENAL)

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Legislação especial CP.Art. 12. As regras gerais deste Código aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial, se esta não dispuser de modo diverso. (Redação dada ao artigo pela Lei nº 7.209, de 11.07.1984, DOU 13.07.1984, com efeitos a partir de seis meses após a data de sua publicação) 2 Lei das Contravenções penais. 3 O conceito atribuído ao crime é um conceito jurídico ( fornecido pelos doutrinadores) uma vez que o Legislador não nos forneceu o conceito de crime. 4 “NÃO VISLUMBRAMOS DIFERENÇA QUE MEREÇA DESTAQUE ENTRE AS EXPRESSÕES AÇÃO TÍPICA OU FATO TÍPICO”. ROGÉRIO GRECO. www.voupassar.com.br Página 1 de 12 www.voupassar.com.br
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Fato típico é o comportamento humano descrito em lei como crime ou contravenção. Consiste no fato que se enquadra no conjunto de elementos descritivos do delito contidos na lei penal. I) Elementos do fato típico: A)CONDUTA HUMANA B) RESULTADO C) NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE A CONDUTA E O RESULTADO D) E TIPICIDADE OBS: Faltando um dos elementos do fato típico a conduta passa a constituir um indiferente penal. É um fato atípico. A)CONDUTA5 HUMANA- é todo comportamento humano, consciente e voluntário, comissivo ou omissivo, doloso ou culposo, tendente a um fim( dirigido a determinada finalidade). *Só o homem pode realizar uma conduta. a.1)Consciente e voluntária- para que a conduta humana possa ter aptidão para qualificar-se como crime, é necessário que se tenha desenvolvido conscientemente e por ato voluntário 6 do agente. A doutrina penal prevê os seguintes casos de exclusão da conduta A) movimentos reflexos7- movimento de reação a um estímulo interno ou externo- ato fisiológico. Exs: convulsão epilética, espirro, acesso de tosse. B) Estados de inconsciência- atos realizados independentemente da vontade humana. Exs: Sonambulismo, sono profundo, hipnose profunda. C) Coação física irresistível (vis absoluta). Nesse tipo de coação, o coacto, não tem liberdade de agir. O ato é realizado pela vontade exclusiva do coactor. Ao coacto não resta à mínima liberdade de opção, não há domínio do corpo. Ex: pressionar o dedo de uma pessoa em uma folha de papel para deixar marcada a sua impressão digital. d) Caso fortuito e força maior- acontecimentos imprevisíveis e inevitáveis que escapam do domínio da vontade. a.2)Da conduta comissiva e omissiva O agente pode praticar a infração penal, fazendo alguma coisa a que estava proibido ou deixando de fazer alguma coisa a que estava obrigado. a.2.1) conduta comissiva- crimes cometidos por meios de ações, que é a maioria dos crimes prevista na legislação penal. a.2.2) conduta omissiva- quando o agente não faz o que pode e deve fazer, que lhe é juridicamente ordenado. Espécies de crimes omissivos: I-Omissivo próprio, puros ou simples*Há subsunção direta- são obrigatoriamente previstos em tipos penais específicos. Ex: artigos 135, 236 (ocultando-lhe), 244, 246, 257 (ocultar)269, 299 (omitir), 305, 319 e 356( deixar). * Contenta-se com a simples omissão. * Há um dever de agir que recai sobre todos indistintamente * Não admite tentativa * É crime de mera conduta

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“conduta é sinônimo de ação e comportamento.”. Rogério GRECO. Para a teoria causal-naturalista ação ( VON LISZT/BELING) se define como o comportamento humano voluntário manifestado no mundo exterior. É objetiva, desprovida do dolo e culpa.Não importava a finalidade do agente. O dolo e a culpa não integram a conduta, mas estão na culpabilidade. Para a teoria finalista de WELZEL (adotada pelo nosso Código Penal) – conduta é o movimento humano, voluntário dirigido a um fim. A teoria finalista introduz na conduta o dolo e a culpa, retirando-os da culpabilidade. 6 Só a conduta voluntária interessa ao direito penal. (Flávio Augusto Monteiro de Barros) 7 “Também não se confundem os movimentos reflexos com os chamados atos habituais( mecânicos ou automáticos), que se traduzem na reiteração de um mesmo comportamento, como, por exemplo, dirigir sem as mãos no volante. Esses atos não excluem a conduta, ganham relevância na análise dos crimes culposos”. ( Flávio Augusto Monteiro de Barros)

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II- Omissivo impróprio (comissivo por omissão ou omissivos espúrios ou omissão qualificada). * Há subsunção indireta ou mediata- Não têm tipologia própria. * Exige o resultado naturalístico. Há o dever jurídico de agir para evitar o resultado. * Há um dever de agir que recai sobre determinadas pessoas- garantidores da não ocorrência do resultado- art. 13, parágrafo segundo do CP. * Responde por tipo comissivo, mas pratica por omissão. 8 * Admite tentativa * É crime material Os crimes omissivos impróprios estão previstos no art. 13 § 2º do Código Penal, ou seja, apenas responderá por eles aqueles que têm o dever jurídico de evitar o resultado. Quem tem o dever jurídico de evitar o resultado? a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; Dever legal de agir. Há um mandamento legal determinando a realização da conduta impeditiva do resultado. Ex: cônjuges mutuamente; pais aos filhos9; policial; médico; bombeiros10, etc. b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; O sujeito voluntariamente se colocou na função de garantidor (posição de garante) da não ocorrência do resultado. Deriva de acordo, ainda que tácito. Não é necessário o contrato formal entre as partes. Ex: Guia alpino: pessoa que aceita olhar uma criança enquanto seu pai vai dar um mergulho no mar; babá em relação à criança, organizadores de competições esportivas, um pedestre que resolve auxiliar um cego a atravessar a via pública, instrutor em relação aos escoteiros, etc. c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. Produção do risco. Aquele que provoca uma situação de perigo, ainda que culposamente (sem intenção) tem o dever de tentar impedir a concretização do dano. ATENÇÃO:Existe crime de conduta comissiva e omissiva ao mesmo tempo? Sim.
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Por essa razão é que se diz que o crime é comissivo por omissão, porque a conduta comissiva prevista no tipo é praticada de forma omissiva pelo agente. ( Rogério Greco.Curso de Direito Penal. Parte geral. Vol 1. página 232. 9 Tanto a mãe pode matar o próprio filho de tenra idade, através de um fazer positivo, como por meio de uma omissão, no caso, por exemplo de negar-lhe alimento. Código Civil.Art. 1634. Compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores: I - dirigir-lhes a criação e educação; II - tê-los em sua companhia e guarda; III - conceder-lhes ou negar-lhes consentimento para casarem; IV - nomear-lhes tutor por testamento ou documento autêntico, se o outro dos pais não lhe sobreviver, ou o sobrevivo não puder exercer o poder familiar; V - representá-los, até aos dezesseis anos, nos atos da vida civil, e assisti-los, após essa idade, nos atos em que forem partes, suprindo-lhes o consentimento;. VI - reclamá-los de quem ilegalmente os detenha; VII - exigir que lhes prestem obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição. 10 Constituição Federal. Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I - polícia federal; II - polícia rodoviária federal; III - polícia ferroviária federal; IV - polícias civis; V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.

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Ex: Art. 169, parágrafo único. Apropriação de coisa achada II - quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria( comissivo), total ou parcialmente, deixando( omissivo próprio) de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente, dentro do prazo de 15 (quinze) dias. A.3)Da conduta dolosa e culposa11 Se a conduta não é dolosa ou culposa não há infração penal12. O nosso Código Penal adota a teoria finalista da ação segundo a qual toda conduta é dirigida a um fim. Essa teoria enfoca que o dolo e a culpa pertencem à conduta. Se a conduta está no fato típico, dolo e culpa, em conseqüência pertencem ao fato típico. 13 a.3.1)dolosa14 a) Previsão legal-( art. 18 do Código Penal). Art. 18. Diz-se o crime: I - doloso, quando o agente quis o resultado (dolo direto) ou assumiu o risco de produzi-lo (dolo eventual); b) Conceito- é a vontade consciente de realizar ou aceitar realizar a conduta prevista no tipo penal incriminador. O código penal traz como regra que todo crime seja doloso. Somente se admite a forma culposa quando a lei expressamente admitir. É o que diz o art. 18, parágrafo único: “Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente. (Redação dada ao artigo pela Lei nº 7.209, de 11.07.1984, DOU 13.07.1984) c) Elementos do dolo: -cognitivo ou intelectual-consciência daquilo que se quer praticar -volitivo(vontade)- decisão a respeito de querer realizá-lo d) teoria do dolo: - teoria da vontade- dolo é a vontade consciente de querer praticar a infração penal. O agente antever e quer o resultado. - teoria do consentimento ou assentimento ou assunção – o agente que antevendo o resultado como possível, mesmo não o querendo diretamente,prossegue com sua conduta, assumindo o risco de produzí-lo. - teoria da representação- o agente tem tão somente a previsão do resultado como possível e, ainda assim, prossegue com sua conduta. Não se deve perquirir se o agente havia assumido o risco de produzir o resultado O Brasil adota a teoria da vontade em relação ao dolo direto e do consentimento em relação ao dolo eventual. e) espécies de dolo. Há modalidades básicas de dolo: I- dolo direito (determinado)- o agente visa a produção de determinado resultado. - O dolo direto em relação ao fim proposto e aos meios escolhidos é classificado como de primeiro grau ( ou dolo direto imediato), e em relação aos efeitos colaterais, representados como necessários é classificado como de segundo grau ( ou dolo direto mediato ou dolo de conseqüências necessárias). II –Dolo indireto ou indeterminado- o agente com sua conduta não visa a produção de resultado certo e determinado. Pode ser:

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Elementos anímicos da conduta. Princípio da Responsabilidade pessoal subjetiva. 13 Na época da teoria causalista ou neokantiana o dolo e a culpa pertenciam à culpabilidade que é o terceiro requisito da infração penal segundo o conceito analítico majoritário. 14 O dolo, elemento essencial da ação final, compõe o tipo subjetivo.

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a) dolo eventual15- O agente dirige sua vontade à conduta, mas ele prevê que aquela conduta pode provocar determinado resultado e mesmo assim continua a praticá-la, assumindo o risco de produzir o resultado. O dolo eventual conta com três requisitos16: representação do resultado + aceitação desse resultado + indiferença frente ao bem jurídico. O agente não visa o resultado e sim a conduta. O agente não visa o resultado, mas prevê e assume o risco de produzi-lo. Em regra os crimes admitem o dolo direto e o eventual. Em alguns o tipo exige a certeza sobre determinada circunstância, excluindo o dolo eventual. Não admitem dolo eventual: art. 138, parágrafo 1; art. 180; art. 237; art. 339. O código penal equiparou o dolo direito e eventual quanto aos efeitos. A quantidade da pena não varia segundo a espécie de dolo. Assim, em lesão corporal simples, a pena será a cominada abstratamente para o crime (detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.), quer ocorra o dolo direto, quer tenha o agente atuado com dolo eventual. Na aplicação da pena, porém, o juiz poderá levar em consideração a espécie de dolo. b)dolo alternativo- o agente quer indiferente um resultado ou outro. b.1)Dolo alternativo objetivo- quando fizer referência ao resultado. B.2)Dolo alternativo subjetivo- quando fizer referência à pessoa. OUTRAS CLASSIFICAÇÕES RELACIONADAS COM DOLO: I-dolo natural(teoria finalista)- basta a consciência da conduta. O dolo no Brasil é sempre o natural. II- dolo normativo ou dolus malus (teoria causalista ou clássica ou naturalista - é necessária a consciência do agente de que o que está fazendo é proibido. Esse não é o dolo no Brasil. III- dolo de dano- é a vontade de produzir lesão efetiva a um bem jurídico. IV- dolo de perigo- é a vontade de expor o bem jurídico a um perigo de lesão V- dolo geral ou hipótese de erro sucessivo O agente com a intenção de praticar determinado fato, realiza uma conduta capaz de produzir o resultado desejado e logo depois crendo que o resultado já ocorreu, passa a realizar uma segunda conduta com finalidade diferente, ocorrendo que o segundo comportamento é o que causa o resultado. OBS: Elemento subjetivo específico ou elemento subjetivo especial do tipo ou elemento subjetivo especial do injusto( o que a doutrina chamava dolo específico) especial fim de agir- ex: art. 121, parágrafo 2, V- matar alguém para.... art. 131- com o fim de.... art. 319 para satisfazer interesse ou sentimento pessoal; diferencia o art. 148 do 159 por exemplo) a.4) culposa I- conceito- conduta voluntária (ação ou omissão) que produz um resultado (evento) antijurídico não querido, mas previsível, e excepcionalmente previsto, que podia, com a devida atenção ser evitado.17 II- Previsão legal Art. 18 - Diz-se o crime: II – culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia a) culpa lato sensu- Juízo de reprovação social que recai sobre o agente da conduta. Ver art. 59 do CP. b) culpa stricto sensu- Pode ser definida com a inobservância do cuidado necessário. II- Elementos do crime culposo a) conduta (sempre voluntária), comissiva ou omissiva
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No dolo eventual, o agente prevê o resultado como provável ou, ao menos, como possível, mas apesar de prevê-lo, age aceitando o risco de produzi-lo. Frank, em sua conhecida teoria positiva do conhecimento, sintetiza a definição de dolo eventual, nos termos seguintes: “se o agente diz a si próprio: seja como for, dê no que der, em qualquer caso, não deixo de agir, é responsável a título de dolo. 16 Gomes. Luiz Flávio. Direito Penal. Vol 2. pág.378.Ed. RT 17 Maggiori

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Enquanto nos crimes dolosos a vontade está dirigida à realização de resultados objetivos ilícitos, os tipos culposos ocupam-se não com o fim da conduta, mas com as conseqüências anti-sociais que a conduta vai produzir; no crime culposo o que importa não é o fim do agente (que é normalmente lícito), mas o modo e a forma imprópria com que atua. Os tipos culposos proíbem, assim, condutas em decorrência da forma de atuar do agente para um fim proposto e não pelo fim em si. 18 A conduta, nos delitos de natureza culposa, é o ato humano voluntário dirigido, em geral, à realização de um fim lícito, mas que, por imprudência, imperícia ou negligência, isto é, por não ter o agente observado o seu dever de cuidado, dá causa a um resultado não querido, nem mesmo assumido, tipificado previamente em lei.19 b) violação de um dever de cuidado objetivo Maneira de violar o cuidado objetivo20 que a doutrina chama de modalidades de culpa: Iimprudência- a prática de um fato perigoso sem os cuidados que o caso requer 21. IInegligência: ausência de precaução ou indiferença em relação ao ato realizado( desleixo, descaso, descuido, menosprezo, desídia) . IIIimperícia: existe uma falta de habilidade, de conhecimentos técnicos para o exercício de arte ou profissão. Só ocorre no âmbito profissional. OBS: Não confundir imperícia com negligência ou imprudência cometido no exercício de arte, profissão ou ofício. OBS: Não confundir erro profissional (erro científico) com imperícia. No erro profissional o agente observa as regras técnicas e procede conforme a metodologia científica adotada, mas devido a constante evolução destas regras, elas mostram-se imperfeitas em determinado caso concreto. O erro profissional afasta a culpa, pois a falha é da ciência. OBS:A imprudência, negligência e imperícia podem coexistir no mesmo fato. OBS1:Imperícia fora do âmbito profissional? Não há. Imperícia só ocorre no âmbito profissional. OBS2:se a imperícia advier de pessoa que não exerce arte ou profissão, haverá imprudência OBS3:Em razão de todos os delitos culposos haver a falta do dever de cuidado a doutrina o chama de “direito penal de negligência”, pois a imprudência e imperícia são espécies de negligência. b) resultado lesivo involuntário (não querido, tampouco assumido) naturalístico- é sempre crime material. Mesmo que o agente deixe de observar o seu dever de cuidado, seu comportamento pode não causar danos, assim, o agente não responderá pelo delito culposo porque neste é preciso que ocorra um resultado naturalístico. c) nexo de causalidade entre a conduta do agente e o resultado lesivo d) previsibilidade objetiva22.

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Julio Fabbrini Mirabete Rogério Greco 20 O dever de cuidado , dirigido a todos nós, faz com que atentemos para determinadas regras de comportamento, mesmo que não escritas ou expressas, a fim de convivermos harmoniosamente em sociedade. ( Rogério Greco) 21 BRUNO, Aníbal. Direito Penal. P. 88 22 É a possibilidade de o homem médio prever o resultado. Se o fato escapar totalmente à previsibilidade do agente, o resultado não lhe poderá ser atribuído, mas sim ao caso fortuito e força maior. ( ROGÉRIO GRECO).

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Fato previsível pelo agente, mas não assumido. Fato não previsto, mas que lhe era previsível. e) tipicidade- A culpa não se deduz, deve vir expressa no tipo23 Culpa é tipo aberto (tipo que exige juízo de valor.). Crime culposo é tipo aberto.

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III- Espécies de culpa: (a) culpa inconsciente ou culpa comum:o agente não quis o resultado, não assumiu o risco de produzir, não previu o resultado, mas o resultado era previsível objetivamente ao homem de discernimento médio submetido às mesmas condições.O agente deixa de prever o resultado que lhe era previsível.O resultado, embora previsível, não foi previsto pelo agente. (b) culpa consciente:o resultado é previsto pelo sujeito, mas não assume o risco de produzir, ao contrário, ele espera sinceramente que o resultado não ocorra ou que possa evitá-lo. É, portanto, composta por dois requisitos: representação do resultado + confiança de que não vai ocorrer. A culpa consciente se diferencia do dolo eventual, neste o sujeito não quer diretamente o resultado, mas assume o risco da produção do resultado. Na culpa consciente o resultado não é querido, mas é previsto pelo agente que confia na sua não produção. (c) culpa própria: ocorre quando o agente não quer o resultado. É o gênero do qual são espécies a culpa consciente e inconsciente. (d) culpa imprópria (culpa por extensão, por assimilação ou por equiparação): ocorre quando o agente prevê e quer o resultado, mas atua em erro de tipo vencível ou inescusável. O agente quer o resultado em virtude de sua vontade encontrar-se viciada por um erro que, com mais cuidado poderia ter sido evitado. São casos de culpa imprópria os previsto no artigo 20, parágrafo 1, segunda parte e art. 23, parágrafo único, parte final. Descriminantes putativas Art. 20. § 1º. É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. ( culpa imprópria) Quando há o erro, devo analisar: a) é evitável ( inescusável) ou inevitável( escusável). Se for evitável é o caso da culpa imprópria. Se for inevitável, não há que se falar em culpa própria ou imprópria, pois a inevitabilidade do erro exclui a responsabilidade penal. OBS:De acordo com a teoria finalista toda vontade é dirigida a um fim. No crime doloso o fim é ilícito, no culposo, em regra, é lícito. Excepcionalmente na culpa imprópria o resultado ilícito é desejado pelo agente OBS: o crime culposo admite tentativa? Não. No crime culposo há um resultado não desejado. Exceção: culpa imprópria. OBS: Para o nosso código quem age com culpa consciente responde do mesmo jeito que aquele que age com culpa inconsciente- responde por crime culposo. (e) culpa mediata ou indireta( não é aceita no nosso direito penal): Ocorre quando o sujeito causa um crime culposo que se vincula a um novo resultado, sem rompimento do nexo de causalidade. f) Compensação de culpas (a culpa da vítima elimina a culpa do réu?). Não se admite a compensação de culpas em direito penal. A culpa da vítima não elide a culpa do réu, mas atenua a sua responsabilidade. (art. 59, CP). Portanto, não há compensação, há concorrência de culpas. É permitido verificar o comportamento

A previsibilidade subjetiva não é elemento do fato típico culposo. É analisada na culpabilidade. 23 A admissão da modalidade culposa , nas contravenções, é diferente do sistema do CP. Neste, a culpa deve ser expressa ( art. 18, parágrafo único). Nas hipóteses em que a infração é culposa, a LCP não emprega as expressões usuais no CP, como “se o crime é culposo”, “ou no caso de culpa” etc. A existência da modalidade culposa, nas contravenções, decorre da própria descrição legal do fato. Exs.: dar causa a desabamento de construção “por erro no projeto”( art. 29); “não guardar com a devida cautela animal perigoso”( art. 31, caput). A norma não emprega termos como “se a contravenção é culposa”ou “no caso de culpa”. O tipo culposo decorre da própria natureza do fato definido na norma. É necessário, entretanto, que a lei contravencional contenha referência à modalidade culposa, empregando termos indicativos da ausência de cuidado na realização da conduta. Ausentes, significa que a contravenção só admite dolo, sendo atípico o fato culposo. Assim, as vias de fato são estritamente dolosas, uma vez que o art. 21 da LCP não contém redação recepcionando o comportamento culposo.” ((JESUS, Damásio E de.)

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da vítima que será apreciado e valorado no momento em que o Julgador for encontrar a pena- base para a infração cometida. Obs: Culpa presumida? Não. Não existe presunção de culpa, em Direito Penal. Culpa presumida é a que deriva da simples inobservância de disposição regulamentar. OBS: As agravantes incidem nos crimes culposos? Não, as agravantes do art. 61, CP, não incidem nos crimes culposos. Exceção: reincidência. QUADRO COMPARATIVO: DIFERENÇAS Dolo direto Dolo eventual Culpa consciente Culpa inconsciente CONSCIÊNCIA Previsão Previsão Previsão não há previsão Há previsibilidade VONTADE Quer o resultado assume o risco de produzir o resultado não quer o resultado. Não assume o risco. Acredita poder evitar o resultado Não quer,não assume o resultado

A.4) Conduta comissiva dolosa e culposa.Conduta omissiva dolosa e culposa. 0BS: O crime comissivo pode ser doloso ou culposo. OBS: O crime omissivo impróprio pode ser doloso. OBS: O omissivo impróprio pode ser culposo. OBS: O omissivo próprio pode ser doloso .( o agente deve saber que não estar cumprindo seu dever legal e querer não realizar o que a norma determina)Ex: Art. 135 do CP. OBS: O omissivo próprio pode ser culposo( deve haver previsão expressa na lei da forma culposa). Ex: Art. 381 do Código Penal Militar. OBS: CONDUTA OMISSIVA SEGUIDA DE UMA CONDUTA COMISSIVA. “Um desses exemplos é aquele em que uma pessoa oferece a outra um copo d’água, sem ferver, quando na localidade, grassava uma epidemia de tifo, que a outra pessoa desconhecia. Essa outra toma a água sem ferver, contrai a doença e morre. Aqui há uma conduta omissiva anterior, primitiva, que é o fato de não ter fervido a água antes de oferecê-la, sabendo da existência de uma epidemia de tifo.A seguir há uma segunda conduta, agora ativa, comissiva, que é oferecer o copo d’água naquelas circunstâncias. Nesse caso, há uma omissão e uma ação posterior. A solução mais correta, a nosso juízo, é considerar o crime comissivo...teríamos um crime culposo comissivo.” 24 A.5) crime preterdoloso a.6.1) Introdução O crime preterdoloso ou preterintencional é uma espécie de crime qualificado pelo resultado. Há crimes em que o legislador25, após descrever uma conduta típica, acrescenta-lhe um resultado cuja ocorrência agrava a sanção. São os chamados crimes qualificados pelo resultado.

Espécies de crime qualificado pelo resultado: a) dolo no antecedente e no conseqüente= DOLO + DOLO b) culpa no antecedente e no conseqüente= CULPA + CULPA

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Cezar Roberto Bitencourt O crime qualificado pelo resultado agravador deve estar previsto em Lei. A lei sempre vai descrever o resultado agravador.

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c) culpa no antecedente e dolo no conseqüente= CULPA + DOLO

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d)dolo no antecedente e culpa no conseqüente.Conduta dolosa e resultado agravador culposo. DOLO + CULPAÉ aqui que se encaixa o conceito de crime preterdoloso ou preterintencional. a.6.2) Conceito de crime preterdoloso ou preterintencional. Crime cujo resultado vai além da intenção do agente, isto é, a ação voluntária inicia dolosamente e termina culposamente, porque o resulta efetivamente produzido estava fora da abrangência do dolo.26 a.6.3) Elementos do crime preterdoloso I- conduta dolosa direcionada a resultado menos grave II- resultado culposo mais grave III- nexo causal entre a conduta dolosa e o resultado culposo. - O agente não quer e nem assume o risco de produzir o resultado mais grave. Pelo artigo 19, do CP o resultado maior que o desejado só pode ser atribuído ao agente que houver causado ao menos culposamente 27, ou seja, o resultado previsível ao homo medius (previsibilidade do resultado qualificador). Se proveniente de caso fortuito e força maior o agente não responde por esse resultado. B) DO RESULTADO. I-Distinguimos: a)Resultado jurídico ou normativo( teoria normativo ou jurídica) - ocorre lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado. b) Resultado naturalístico (teoria naturalística)- ocorre a mudança exterior causada pela conduta; II) Classificação da infração penal quanto ao resultado naturalístico: A) CRIMES MATERIAIS - o tipo menciona a conduta e o resultado naturalístico( modificação no mundo exterior) cuja ocorrência é necessária a sua consumação ex: homicídio, lesão corporal, furto. B) CRIMES FORMAIS OU DE RESULTADO NATURALÍSTICO CORTADO OU DE CONSUMAÇÃO ANTECIPADA- o tipo menciona a conduta e o resultado

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BITENCOURT. Cezar Robeto. Tratado de direito penal.. Parte geral. 14 edição Afasta a responsabilidade objetiva

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naturalístico, mas não exige a sua produção para a consumação. ex: crimes contra a honra. C) CRIMES DE MERA CONDUTA OU SIMPLES ATIVIDADE OU SEM RESULTADO NATURALÍSTICO- contém no tipo somente a conduta, o tipo não menciona resultado naturalístico. Conclusão: I- Todo crime tem resultado jurídico ou normativo 28. O resultado jurídico ou normativo integra a dimensão material ou normativa. II- Nem todos os crimes têm resultado naturalístico. O resultado naturalístico integra a dimensão fática ou formal. * Para a teoria naturalística os crimes formais e os de mera conduta não exigem resultado naturalístico III- Somente nos crimes materiais exige-se a ocorrência do resultado naturalístico para sua consumação. IV- Fato típico e resultado jurídico: FATO TÍPICO = CONDUTA+RESULTADO+NEXO CAUSAL+TIPICIADE V- Fato típico e resultado naturalístico: Se o crime for material: FATO TÍPICO= CONDUTA+RESULTAO+NEXO CAUSAL+ TIPICIDADE Se o crime for formal ou de mera conduta: FATO TÍPICO= CONDUTA + TIPICIDADE
QUESTÕES APLICATIVAS; 1-(FCC/AUDITOR/ISS/SP/2007) 23- Adotada a teoria finalista da ação, o dolo e culpa integram a: a) b) c) d) e) punibilidade tipicidade culpabilidade imputabilidade antijuridicidade

2- (OAB/SP-129) Se alguém causa a morte de outrem porque, tendo o dever jurídico de agir para impedir o resultado, omitiu-se, comete crime: a) omissivo próprio b) omissivo puro c) comissivo próprio d) comissivo por omissão 3-(ESAF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/MPU/2004) 12- A diferença entre dolo eventual e culpa consciente consiste no fato de que: a) no dolo eventual a vontade do agente visa a um ou outro resultado; e na culpa consciente o sujeito não prevê o resultado, embora este seja previsível; b) no dolo eventual a vontade do agente não visa a um resultado preciso e determinado; e na culpa consciente o agente conscientemente admite e aceita o risco de produzir o resultado;

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Princípio da ofensividade ou lesividade ao bem jurídico.

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c) no dolo eventual, não é suficiente que o agente tenha se conduzido de maneira a assumir o resultado, exige-se mais, que ele haja consentido no resultado; já na culpa consciente, o sujeito prevê o resultado, mas espera que este não aconteça; d) se o agente concordou em última instância com o resultado, não agiu com dolo eventual, mas com culpa consciente; e) se não assumiu o risco de produzir, mas tão-só agiu com negligência, houve dolo eventual e não culpa consciente. 4- (CESP/UnB-OAB/NORDESTE-2006)Um terrorista internacional queria causar a morte de uma importante autoridade pública. Sabendo, antecipadamente, que a vítima faria uma viagem de cunho político, colocou um explosivo no avião em que essa autoridade seria transportada. O explosivo foi detonado quando a aeronave já havia decolado. Em conseqüência, ocorreu a morte da autoridade pública e de todas as pessoas que estavam no referido vôo. Diante dos fatos descritos na situação hipotética acima, redija um texto em que indique qual a espécie de dolo do agente relativamente à autoridade pública e às demais pessoas que estavam a bordo do avião. Fundamente sua resposta e aborde as espécies de dolo reconhecidas pela doutrina. 5-(CESPS/AUDITOR/TCU/2007) No que tange ao princípio da legalidade, às imunidades, às espécies de dolo e aos crimes contra as finanças públicas, julgue o item seguinte: a) A respeito das espécies de dolo, o Código Penal adotou a teoria da vontade para o dolo direito e a teoria do risco para o dolo eventual. 6-(DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL 1997– CESPE/UNB- modificada) Acerca dos elementos constitutivos do crime (tipicidade, ilicitude e culpabilidade), julgue os itens a seguir. C1) A previsibilidade objetiva do resultado da conduta é elemento da tipicidade culposa, ao passo que a previsibilidade subjetiva é elemento da culpabilidade. C2) Na culpa consciente, o agente tem a previsão do resultado. C3) Não há concorrência de culpas no direito penal. 7- (PROCURADOR DO BANCO CENTRAL 2002-ESAF) Em relação à culpa lato sensu pode-se dizer que:

a) a punição a título de culpa stricto sensu é a regra, enquanto a sanção por dolo é excepcional. b) no dolo eventual é suficiente que o agente tenha-se conduzido de maneira a assumir o risco de produzir o resultado e, assim, não se exige que haja ele assentido com o resultado; já na culpa consciente o sujeito não prevê o resultado, embora este seja previsível. c) no crime culposo é dispensável haver nexo de causalidade entre a conduta e o resultado, pois este é reprovável pela desatenção do agente ao dever de cuidado para evitar o previsível. d) culpa própria é aquela que o agente prevê e quer o resultado, mas sua vontade baseia-se em erro de tipo inescusável ou vencível; na culpa imprópria o sujeito não prevê o resultado nem assume o risco de provocá-lo. e) se o agente não deu seu assentimento último ao resultado, não agiu com dolo eventual, mas com culpa consciente. 8- (OAB/SP/EXAME 119) Na culpa consciente, o agente: a) prevê o resultado e, conscientemente, assume o risco de produzi-lo; b) prevê o resultado, mas espera, sinceramente, que ele não ocorra; c) não tem previsão quanto ao resultado, mas apenas à previsibilidade do mesmo d) não tem previsão quanto ao resultado, mas, conscientemente, considera-o previsível 9-(FCC/ANALISTA ADMINISTRATIVO/TRT/PA/2004) 58- Dentre os elementos do crime doloso, não se inclui a: a) consciência do resultado

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b) noção da conduta; c) imprudência, imperícia e negligência; d) consciência do nexo causal entre conduta e resultado; e) vontade de praticar a conduta e alcançar o resultado

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10-(ESAF/ PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/2006) 87- Geraldo pratica a conduta X. Sem desejar, porém, assumindo o risco, tendo mentalmente, antevisto o resultado, danifica o patrimônio de Ciro. A conduta de Geraldo, no aspecto subjetivo, identifica: a) dolo direito b) dolo eventual c) culpa inconsciente d) culpa consciente e) preterdolo 11- CESPE/DEFENSORIA DA UNIÃO/2004) Acerca do fato típico, julgue o item a seguir. a) Na denominada culpa imprópria, o agente supõe, por incidir em erro de tipo inescusável, estar diante de causa de exclusão de ilicitude que justificaria a prática de uma conduta típica.

GABARITO: 12345B D C INCORRETO C1) Correto. C2)Correto- Na culpa consciente, existe previsão do resultado, apesar do agente sinceramente não querê-lo, confiando plenamente em sua capacidade de evitá-lo. C3) ERRAD0 6- E 7- B 8- C 9- B 10- CORRETO 11- E

OBS; ESTE MATERIAL DE AULA FOI ELABORADO COM BASE NAS SEGUINTES OBRAS:
BITENCOURT, Cezar Roberto. Manual de direito penal - Parte geral. São Paulo: Saraiva, 2009. BARROS, Flávio Augusto Monteiro. Direto Penal. Parte geral. 5 ed. Saraiva. 2006. GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal. Vol. I. 8 ed. Ímpetus. 2007. GOMES, Luiz Flávio. Direito Penal. Parte geral. Vol 2. Revista do Tribunais. 2007 JESUS, Damásio E de. Direito penal – Lei da Contravenções penais anotada.3 ed. SaraivA,1995. ZAFFARONI, Eugênio Raúl; PIERANGELI, José Henrique. Manual de direito penal brasileiro - Parte geral. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007.

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