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IGP_ GOVERNO ELETRÔNICO Inovação e modernização na Gestão Pública.doc

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas Disciplina Introdução à Gestão Pública

GOVERNO ELETRÔNICO:
Inovação e modernização na Gestão Pública

Bruno Henrique Brito Bicalho Davi Nasser Matar Rachid Huxley Bruno Marques Batista Jean Lopes Xavier Julio Filho

Belo Horizonte 2010

SUMÁRIO

1 Introdução: Governo Eletrônico

2 Tecnologias e Governo Eletrônico 2.1 Internet 2.1.1 Problemas da Internet no Brasil 2.1.2 - Resposta do Estado: Intervenções 2.2 Domínios 2.3 Softwares 2.5 Telefonia Móvel 2.5 Satélites

3 Burocracia e Governo Eletrônico

4 Governo Eletrônico: Limites X Possibilidades 4.1 Limites/Barreiras relacionadas ao Governo Eletrônico 4.2 Possibilidades/Facilidades relacionadas ao Governo Eletrônico

5 Modelos de gestão e governo eletrônico 5.1 Modelos de Gestão 5.2 Administração Pública Eletrônica 5.3 Desafios para o Governo Eletrônico

6 Democracia e Governo Eletrônico

7 CONCLUSÃO

8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

São criados comitês técnicos com intuito de implementar o uso de softwares livres.1 Introdução : Governo Eletrônico Tratamos de Governo Eletrônico com intuito de compreender algumas diversas esferas às quais está ligado. gerenciar páginas e serviços on-line. “O desenvolvimento de programas de Governo Eletrônico tem como princípio a utilização das modernas tecnologias de informação e comunicação (TICs) para democratizar o acesso à informação. e na integração com parceiros e fornecedores. No Brasil.governoeletrônico. tornar os sistemas intercomunicativos e integrados. tratar dos sistemas antigos e das licenças dos softwares. ampliar discussões e dinamizar a prestação de serviços públicos com foco na eficiência e efetividade das funções governamentais. O que se pretende com o Programa de Governo Eletrônico brasileiro é a transformação das relações do Governo com os cidadãos. na melhoria da sua própria gestão interna.” Extraído do site http://www. . somente em 2000 o Governo Eletrônico é oficialmente regulamentado e passa a ser estratégia de governança. tratar da inclusão digital. e fortalecer a participação cidadã por meio do acesso a informação e a uma administração mais eficiente.br em 20/11/2010 Embora já tivessemos experimentado vários usos das TICs pelo estado como forma de governo. empresas e também entre os órgãos do próprio governo de forma a aprimorar a qualidade dos serviços prestados. relações governo para governo (g2g) e gestão de conhecimentos e informações estratégicas. desde questões técnicas à como pode ser uma importante ferramenta na consolidação de um projeto de governo presente e dinâmico.gov. promover a interação com empresas e indústrias. tratar da infra-estrutura de rede. a política de Governo Eletrônico segue um conjunto de diretrizes que atuam em três frentes fundamentais: junto ao cidadão.

porém um dos principais e que mais expande o governo digital na atualidade é o uso da internet. ofertando conexões ADSL. a cabo ou por rádio. a internet surge em 1991 da interligação entre redes de dados de diversas partes do mundo. No Brasil a internet se restringia a fins educacionais e governamentais até 1995 quando adota-se uma política de privatização do setor de telecomunicações e então é concedido à iniciativa privada o direito de exploração do serviço e interconexão com as redes nacionais e estrangeiras.1 Problemas da Internet no Brasil Como a internet brasileira é composta por vários AS (Autonomous System) que disputam o mercado é comum termos problemas de interoperabilidade e transferência de tráfego entre estes. por microondas. conexão com tempo e transferência ilimitados. temos soluções como a de aparelhos móveis (celulares) sendo o que mais se expande atualmente. por energia elétrica em testes a alguns anos pela CEMIG.2 Tecnologias e Governo Eletrônico Não podemos dissociar o estudo do Governo Eletrônico do estudo do uso das tecnologias aplicadas. conexões até então limitadas à 56kbps. Na época as antigas operadoras de BBS passaram a oferecer o serviço de internet e também tiveram alguns novos concorrentes investindo no mercado. são diversos fatores técnicos relevantes. e a Satelital sendo única que atualmente cobre todo espaço geográfico brasileiro. 2. porém ainda com baixas velocidades. Os serviços ainda tinham um preço bem proibitivo e a maior parte dependia do uso da linha telefônica. O Comitê Gestor da Internet mantém desde 23 de julho de 2010 uma lista .1. os serviços eram tarifados pelo tempo de uso com um limite de transferência mensal até que aos poucos apareceram serviços com mensalidades menores. por fibra ótica (hikari jap. e no ano seguinte aparecem os primeiros serviços de banda larga no setor privado. Além destas duas predominantes vertentes da oferta de internet no Brasil. 2.:Luz). Em 2000 começam a surgir os primeiros provedores de internet discada sem custo direto.1 Internet Atualmente uma das TICs em maior expansão nos planos de governo eletrônico. tornando possível o trânsito de dados entre países em uma “teia global”.

Porto Alegre. Goiânia. Campina Grande. onde há maior riqueza e densidade populacional. Salvador e São Paulo. com falta de largura de banda suficiente para atender às demandas. nos Estados Unidos. que até o fechamento deste trabalho. projeto responsável pelos PTT (Pontos de Troca de Tráfego) entre os AS. dado que serviços podem ser descontinuados. Brasília. Os preços da conexão praticados no Brasil estão dentre os mais caros do mundo. além de ter velocidades inferiores. Florianópolis. tornando-se mais rentável o investimento nessas áreas em comparação com regiões periféricas. Fortaleza. Como forma de minimizar a dependência de serviços controlados por empresas privadas. Campinas. os investimentos dos operadores tem se concentrado principalmente nos centros dos perímetros urbanos. O Estado também como consumidor desses serviços é um setor que é obrigado a pagar ao mercado o valor que o mesmo oferece.de uso de diversos setores para detectar problemas de indisponibilidades das redes. Por motivos de economia os investimentos são para os limites operacionais. Rio de Janeiro. alterados ou interceptados por interesses estrangeiros. e sob qualquer ameaça de guerra torna-se um inimigo potencial. O objetivo de lucro tem como consequência explicita a exclusão de setores menos favorecidos. o que torna inviável um projeto de governo eletrônico ao passo que os serviços não podem ser dados a todos. Curitiba. e são bem maiores que em países europeus.2 .1. onerando o erário público. Coréia do Sul ou Japão. Recife. muitas vezes diferenciado aos preços praticados para o setor privado. o governo federal está recriando a empresa . na maioria das vezes tratando de discutir problemas de rotas por falta de cooperação entre as ASNs ou por problemas físicos ligados à falta de logistica ou investimentos. torna-se frágil a situação de segurança para o governo. na maioria com capital estrangeiro. Além dos problemas da rede. antes discutido na lista GTER.Resposta do Estado: Intervenções Para intermediar interconexões e sanar problemas de rota foi criado o PTTMetro. Atualmente existem PTTs instalados nas cidades de Belo Horizonte. e não apenas em momentos de excessão é comum ter um “gargalo” na internet. Londrina. com 130 dias de operação teve 1057 mensagens. 2. Como boa parte da infraestrutura é privada e está sob controle de empresas estrangeiras.

criados em 1983. Atualmente o NIC. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.br controla mais de 2 milhões de registros do toponimio .gov. assim como controle da internet. órgão do Comitê Gestor da Internet.3 Softwares A adoção de softwares livres tem sido fundamental no desenvolvimento do governo .2 Domínios Os domínios são os nomes dados para identificar computadores na rede e existem antes mesmo da internet. da acadêmia e da sociedade civil organizada.br. sendo composta de diversas instituições de ensino e pesquisa ofertando serviços próprios para a comunidade acadêmico-científica e ao público. No setor da educação a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) é pioneira na internet e tem sua própria rede.br são de uso exclusivo de setores civis do governo e cabe ao Ministério Planejamento autorizar o uso desses domínios. era da FAPESP. Os domínios governamentais .br e está entre um dos 10 maiores do mundo. como a não garantia de banda disponível. também sendo incluído nos planos do governo o lançamento do Satélite Geoestácionário Brasileiro.br são para órgãos militares e compete ao Ministério da Defesa a autorização do uso. programa de ensino à distância de nível superior. Para controlar a grande quantidade de reclamações relacionadas ao não cumprimento dos serviços ofertados. Os . A RNP embora não seja diretamente vinculada tem também grande importância na UAB (Universidade Aberta do Brasil). o governo está desenvolvenddo novas regras de regulamentação para o setor. responsável pelo controle dos nomes. grupo formado pelo setor público.pública Telebrás e pretende usar uma rede própria para ofertar serviços a setores não atendidos pelo setor privado e atender aos orgãos governamentais. Inicialmente no Brasil a responsabilidade dos domínios. São registrados como em um cartório virtual. representantes da iniciativa privada.mil. até que após atingir estabilidade e ter pressão de múltiplos setores foi criado o CGI. Os Telecentros são outro tipo de iniciativa de governos locais para a promoção do acesso à internet. sendo que existem vários desses “registrars”. disponibilizando espaços com máquinas conectadas à internet ao público. 2. porém no Brasil a responsabilidade é cabida ao NIC. 2.

como o vestibular da UFMG por exemplo divulga gabaritos e resultados. O software livre é uma iniciativa de compartilhar os softwares e seus respectivos códigos afim de criar algo cooperativo e passível de adaptação e análise. 2.5 Satélites O governo aluga transmissões em satélites para transmissão dos canais públicos para os brasileiros. canal do estado brasileiro em castelhano. assim como para as comunidades vizinhas através da Rede Integración. e vai além das . Não necessita de investimento na aquisição. • Não tem o código aberto e não é possivel descobrir se há falhas de segurança ou interceptação proposital. 2. porém seu licenciamento é exclusivo para uso em orgãos públicos estatais ou paraestatais sem fins lucrativos. Atualmente uma parcela consideravel da população tem acesso a satélites. Como a cobertura satelital está presentes em todo terrritório nacional. • Possibilidade de descontinuidade de suporte e serviço sem haver ferramentas de migração dos dados. O software proprietário tem problemas diversos como: • Geralmente envolve alto custo na sua aquisição. onde 26% dos domicilios tinham acesso em 2009. além de ser base para criação de softwares proprietários do governo e softwares públicos. É um direito autoral que permite o uso e a colaboração e proibe que roubem o conhecimento produzido e o registrem como proprietário. protegendo o trabalho dado ao público de ser usado para uso exclusivamente privado. No caso o software livre tem seu código aberto permitindo à equipe técnica da administração pública responsável conhecer o seu funcionamento e adaptar às suas necessidades e conhecer as falhas de segurança. O software público é desenvolvido pelo estado ou parceiros voltado a atender demandas do estado e tem seu código aberto. Algumas instituições usam o WAP (protocolo de aplicações sem Fio) para consultas. É um setor não explorado pelo governo como alternativa de presença de governo e serviços.eletrônico no Brasil.4 Telefonia Móvel No Brasil há mais aparelhos celulares que habitantes e 78% dos domicilios brasileiros tem telefones móveis.

.nossas fronteiras. é a ferramenta de TIC que possibilita a todos locais acesso para governo eletrônico.

organizada com base no paradigma tecnológico da indústria. então. esferas de competência bem delimitadas e critérios de seleção de funcionários. concebidos por teóricos do direito. o termo burocracia apareceu como uma crítica à rigidez do aparelho do Estado e aos partidos políticos que sufocavam a democracia de base. Eles eram responsáveis por várias áreas relacionadas aos interesses coletivos da sociedade. pois. principalmente de tradição marxista. o termo era empregado para indicar funções da administração pública. Inicialmente foi empregado apenas para designar a estrutura administrativa estatal. Segundo a perspectiva desses filósofos e pensadores. Dentro dessa perspectiva jurídica. fundador e expoente da teoria sociológica clássica. bem como corporações e empresas privadas. entre muitas outras. traria consequências terríveis para uma futura sociedade socialista. dentro do projeto revolucionário de esquerda. podia ser definida da seguinte forma: aparato técnicoadministrativo.3 Burocracia e Governo Eletrônico Nas últimas décadas. O alemão Max Weber foi um dos mais renomados pensadores sociais. com a Teoria do Departamento de Administração Geral de Willoughby e a experiência européia das burocracias francesa. consolidou-se com a criação do DASP. tendo como fontes de inspiração a escola administrativa norte-americana. Esta última deu suporte ao tipo ideal racional-legal descrito por Weber. selecionados segundo critérios racionais e que se encarregavam de diversas tarefas importantes dentro do sistema. formado por profissionais especializados. atribuições específicas. o avanço da burocratização. este conceito. ela era concebida como um obstáculo à participação democrática popular. que era guiada por normas. tanto nas estruturas estatais como nas partidárias. já possuiu outros significados. no Brasil e no mundo. em diferentes períodos históricos. Ele elaborou um conceito de burocracia baseado em elementos jurídicos do século 19. em análises feitas por cientistas sociais. No século 20. foi constituída dentro de um modelo de Estado interventor e produtor. A burocracia. A burocracia. como as forças armadas. . A burocracia. formada pelos funcionários públicos. no Brasil. italiana e alemã. a polícia e a justiça. O termo "burocracia" surgiu na segunda metade do século 18. na década de 30. Mas. no Brasil. o termo burocracia adquiriu fortes conotações negativas. após a criação da União Soviética. É popularmente usado para indicar a proliferação de normas e regulamentos que tornam ineficientes as organizações administrativas públicas.

os processos da existência individual e coletiva passam a ser moldados pelas novas tecnologias. hierarquização e rotinização de tarefas. temos que lidar com uma série de fatores não tecnológicos. Em contrapartida. 78-79) relaciona os aspectos do novo paradigma que. 5) crescente convergência de tecnologias específicas para sistemas altamente integrados. remonta aos primórdios da produção industrial. alicerçadas sobre a lógica mecanicista e centralizadora dos primórdios da indústria. Para usufruirmos das vantagens das novas tecnologias. CASTELLS (1999. esta variável direciona a mudança e afeta o desempenho . flexíveis. integradas em redes. 4) a flexibilidade permite reversibilidade nos processos e reconfiguração decorrente das constantes mudanças e da fluidez organizacional. representam a base material da sociedade de informação: 1) a informação é a matéria-prima sobre a qual as novas tecnologias vão agir. mais horizontais. sendo por isso mais transparente e passível de controle social. e não apenas informação para agir sobre a tecnologia. Isso determina o surgimento de novas formas de organização do trabalho. comunicáveis. De acordo com eles. baseadas na criatividade e permeáveis a diferentes formas de conhecimento e de exercício do poder. o paradigma informacional. que ainda sobrevive na forma burocrática de gerenciar. 2) sendo a informação parte integral de toda a atividade humana. que acompanha o avanço das tecnologias de comunicação e de informação entra em conflito com a racionalidade burocrática. com um padrão de organização do trabalho caracterizado pela divisão entre os que pensam e os que executam. As organizações construídas com base no paradigma informacional estão mais aptas a operar em contextos complexos típicos da nova sociedade da informação.O modelo de administração científica. a seu ver. o padrão de gestão de políticas públicas orientado pelo novo paradigma é substancialmente mais flexível e adaptável à complexidade da sociedade democrática. Assim sendo. HEINTZE & BRETSCHENEIDER (2000) analisam o impacto das novas tecnologias de informação e de comunicação sobre organizações do setor público e destacam a relevância das atitudes gerenciais no processo de incorporação tecnológica. como no caso das revoluções tecnológicas anteriores. à diferença das organizações burocráticas tradicionais. entretanto. p. 3) a morfologia das redes é adaptada à crescente complexidade de interação e à imprevisibilidade do desenvolvimento derivado do poder criativo dessa interação. pela departamentalização. pois é fundamentalmente baseado na superação da dicotomia entre ação e pensamento. Essa lógica de organização é ilustrativa do nosso modelo tecnoburocrático de gestão das políticas públicas.

Há consensos. também. apontando-se os riscos de criação de formas mais sofisticadas de exercício do poder. Os autores reconhecem. em se tratando da complexidade das organizações do setor público. Os benefícios do desenvolvimento tecnológico não obedecem a uma lógica inexorável.organizacional. o peso do ambiente externo no processo de mudança das organizações públicas. . mas também muitas controvérsias quanto aos reais benefícios das novas tecnologias de informação e de comunicação para a sociedade. as vantagens das novas tecnologias devem ser contrabalançadas por mecanismos eficazes de participação e de controle social. E. Assim. o processo de transformação exige definições sobre até que ponto as novas tecnologias podem interferir na construção do modelo de Estado democrático. a não ser que nos limitemos a utilizar TI de forma instrumental para reeditar uma versão eletrônica da burocracia existente. esbarramos sobre a lógica de funcionamento das organizações públicas. Assim sendo.

305-306) Já para Martin Ferguson em Eisenberg e Cepik (2002) o Governo Eletrônico teria atualmente quatro barreiras principais a serem transpostas. Uma segunda barreira apresentada pelo autor seria a de ordem “institucional e política” entendidas como resistência a mudanças no interior das próprias instituições públicas. também por causa de normas obsoletas) às ‘barreiras técnicas’ (por exemplo. 4. etc.). de modo a facilitar o acesso a serviços públicos por outros canais. 2005. (FUNGINI et al. etnia. Mais do que colocá-los em meio eletrônico é preciso torná-los acessíveis à população. Ainda a desconfiança relacionada ao uso de alguma das tecnologias empregadas pelo Governo Eletrônico é apontada como uma barreira de ordem “social e cultural”. uma abordagem importante a ser considerada é que trata de seus limites e possibilidades.1 Limites/Barreiras relacionadas ao Governo Eletrônico Colocar em meio eletrônico. todos ou parte dos serviços públicos é uma tarefa que exige grandes esforços por parte dos governos.. a interoperacionalidade ainda não generalizada por causa de tecnologias herdadas do passado. Ao implantar o Governo Eletrônico. os cidadãos devem cobrar dos governantes a adoção das TICs.4 Governo Eletrônico: Limites X Possibilidades Na análise em torno do Governo Eletrônico.] das ‘barreiras organizacionais’ (resistência à mudança. Do outro lado. Ao tratar do tema Fungini e outros (2005) apontam dois entraves principais ao seu pleno desenvolvimento indo: [.. mas podemos acrescentar a segurança e a exigência de multicanalidade. faremos num primeiro momento uma análise aprofundada dos limites e barreiras impostas ao Governo Eletrônico para em seguida trazer suas possibilidades e fatores facilitadores à sua implantação na gestão pública. Os governos que utilizam novas Tecnologias de Comunicação e Informação (TICs) na governança eletrônica devem levar em conta certos aspectos antes mesmo de as adotarem. A primeira delas seria uma de ordem “social e cultural” relacionada à predisposição de certos grupos em utilizarem ou não as TICs conforme idade. p. o que faz das TICs importantes instrumentos na gestão do Governo Eletrônico. princípio da equidade que . renda explicada pela chamada “exclusão digital” em que nem todos têm acesso as tecnologias que potencializam o Governo Eletrônico. tanto governos como cidadãos podem se beneficiar com a possibilidade de haver serviços públicos ágeis e práticos à disposição de todos. Adiante.

o autor menciona uma barreira de ordem “tecnológica” que impõe restrições devido a exigência de múltiplos canais de contato e a necessidade de infraestrutura que comporte o processamento de todos os dados e informações disponibilizados aos usuários.8% em 2008 para 27. Dados da ComScore mostram que o número de internautas no país em maio deste ano chegou a 73 milhões de usuários. 4.determina que todos devem ter acesso aos serviços públicos sem qualquer tipo de distinção e ainda a necessidade de uma “vontade política” para que o Governo Eletrônico seja implementado. Ainda de acordo com o autor haveriam barreiras de ordem “financeira” explicada pelo custo elevado no desenvolvimento/implantação de serviços públicos baseados nas TICs e dificuldades orçamentárias dos governos para destinar recursos a tais tecnologias de prestação de serviços. Em grande parte o crescimento dos serviços de Governo Eletrônico vem sendo estimulado pela expansão da Internet no Brasil. 06).” (FUNGINI. Ainda o número de domicílios com internet disponível saltou de 23. o Governo Eletrônico tem se mostrado essencial nas gestões públicas atuais. Nos governos é essencial que haja “vontade política” de colocar em prática esse componente da gestão moderna.” (ENDLER. 2000. Com Endler. há a defesa de uma políticia pública de prestação de serviços através da internet que segundo ele proporcionaria a “diminuição do volume de pessoas que procuram e congestionam os órgãos públicos.4% no ano passado conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009 divulgada pelo IBGE no último mês de setembro. p. p. Tal situação evidencia um contexto favorável para a migração dos serviços públicos até o meio. De maneira sintética. 2005. Por fim. Para Klaus Frey em Eisenber e Cepik (2002) a . as dificuldades para o pleno desenvolvimento do Governo Eletrônico estarão dentro dos próprios governos ou entre uma parcela dos cidadãos. 306). De fato. De acordo com Fungini et al (2005) “a TIC fornece o apoio e potencializa as melhorias de qualidade nos serviços públicos oferecidos nos moldes tradicionais.2 Possibilidades/Facilidades relacionadas ao Governo Eletrônico Ao colocar em prática serviços de Governo Eletrônico tem sido mais ou menos um consenso entre os especialistas das áreas afins que o maior objetivo tem sido aumentar a eficiência dos serviços públicos. Já entre os cidadãos é importante que assumam uma postura consciente buscado conhecer os serviços públicos disponíveis e seus canais de acesso para que possam cobrar de seus governantes a adoção de novas tecnologias.

quiosques públicos ou até mesmo pelos aparelhos de TVs das pessoas.governança eletrônica está intrinsecamente ligada a utilização da internet. pois segundo ele o que chama de “governo em um só lugar” teria por principal ideia “tornar disponíveis todos ou a maior parte dos serviços públicos. Cada vez mais. Basta que as gestões públicas se apropriem de todo potencial proporcionado pelas práticas de Governo Eletrônico demonstrando interesse e acima de tudo agindo para que sejam colocadas em funcionamento. Aos governantes e gestores públicos cabe tornar possível uma melhoria da utilização desses espaços de modo a atender as demandas geradas na sociedade. De tal forma. p. . acredita-se que uma utilização mais efetiva do Governo Eletrônico se dará em contextos em que ambos os lados (governo e sociedade) se mostrem dispostos a manter intercâmbio de informações por meio das novas TICs. A oportunidade está aí colocada. via PCs. Com o avanço de outras mídias tais como a TV Digital Interativa (DTVi) e os aparelho celulares inteligentes (smartphones) espera-se que os governos possam também estar presente no cotidiano das pessoas oferecendo serviços públicos de qualidade em múltiplas plataformas de acesso. a qualquer hora do dia e da noite. a partir de um único ponto de entrada. a Internet tem criado novas demandas por acesso a serviços público através de sua rede. 2002. Pensando nas possibilidades do Governo Eletrônico e a Internet pode ser concluído existir um espaço ainda melhor a ser explorado pelas gestões públicas. 146). CEPIK.” (EISENBERG.

As TIC alteram não apenas a velocidade. na forma como se relaciona com empresas e cidadãos e na forma como se relaciona com outros estados.2 Administração Pública Eletrônica A aplicação de Governo Eletrônico ou Administração Pública Eletrônica nada mais é do que o uso das Tecnologias da Informação e Comunicações (TIC) por parte da Administração Pública tanto em seu funcionamento externo quanto na troca e prestação de informações e serviços com empresas. No modelo burocrático existe a preocupação em viabilizar a competência técnica. as condições de racionalidade dos indivíduos.5 Modelos de gestão e Administração Pública Eletrônica 5. aumentando a transparência das ações da Administração. possuindo estrutura flexível e horizontalizada com formalização de objetivos e resultados. temos que elas promovem mudanças na forma como o estado funciona internamente. em suma. Os impactos que podem ter a informatização da Administração Pública não devem ser subestimados. burocrático e gerencialista. O modelo patrimonialista é caracterizado pelo uso de bens e serviços públicos em benefício particular. 5.1 Modelos de Gestão Como modelos de gestão pública predominantes no cenário brasileiro temos os modelos: patrimonialista. aplicando este raciocínio ao Estado. de informatizar a Administração Pública. O modelo de gestão gerencialista possui características de administração advindas do mercado e do setor privado. Não se trata apenas de agilizar procedimentos. mas possui fortes apegos às normas e regulamentos. serviços. Trata-se de transformar a administração pública. Enquanto em países desenvolvidos é grande o desafio que enfrenta o Estado ao buscar não se tornar um obstáculo ao desenvolvimento ou se tornar defasado e lento perante as inovações . dentre outros impactos. automatizar tarefas repetitivas e prestar serviços e informações remotamente. outros governos e a população. ou de grupos. estruturas institucionais. inclusive alterando leis. Trata-se. mas também a forma como as pessoas se relacionam e.

eficazes e baratos. nos países em desenvolvimento é ainda maior. A criação de novos processos a partir das tecnologias não é a principal tarefa e nem a mais difícil. o desenvolvimento. As novas tecnologias da informação permitem não apenas agilizar e tornar mais eficientes processos que já existiam. em transparência e objetividade que as novas tecnologias promovem podem ser usados como fortes aliados na redução do déficit público. De certa forma pode-se dizer que são os países em desenvolvimento aqueles que mais fortemente necessitam implantar uma Administração Pública Eletrônica. promovendo formas de educação continuada que permitam a cidadãos com baixo poder aquisitivo ter acesso a informação e educação de qualidade. da cultura. mas também criar processos novos e suprimir processos existentes. permitindo maior controle e consequentemente reduzindo a corrupção.incessantes da sociedade. • Inclusão Social: o desafio de utilizar as TIC como uma ferramenta importante na promoção da cidadania. difundindo informações. passar a ver o Estado de forma cada vez mais clara e completa. já que mais do que acompanhar as inovações da sociedade o desafio consiste em promover inovações. além de adequar as atividades do Estado às necessidades do cidadão. 5. na redução da corrupção e do patrimonialismo que se erguem como importantes obstáculos ao crescimento no Brasil e em diversos países em desenvolvimento. da educação.3 Desafios para o Governo Eletrônico • Inclusão Política: o desafio de incluir cidadãos no processo político. • Eficiência e impacto: o desafio de tornar os processos da Administração pública mais rápidos. É a supressão de processos que traz os principais benefícios e que causa maiores . por meio das TICs. • Transparência: o desafio de permitir ao cidadão. universalisando efetivamente o voto e o controle do estado por parte da sociedade. o crescimento econômico e a distribuição de renda ao mesmo tempo em que se busca reestruturar a Administração Pública para torná-la mais eficiente. Os meios estão disponíveis para que o Estado promova uma verdadeira revolução na educação. Isto porque os ganhos em redução de custos.

preocupações. foi de aproximadamente 190 milhões de habitantes.96 bilhões de pessoas tinham cesso à Internet em junho de 2010. É fácil. entidades ou instituições. a Europa detinha quase 420 milhões de usuários. mas esse percentual é reduzido para 6.7% da população mundial. portanto. mais da metade da população. A população do Brasil. etc. supor que não é simples utilizar tais tecnologias em todo seu potencial. . o que representa 28. quase 175 milhões de pessoas tinham o acesso à Internet. conforme registrado pela PNAD de 2008. Observações: De acordo com a Internet World Stats. Segundo a pesquisa. sendo que 67. na supressão de determinados órgãos. Na América Latina e Caribe.8% na África.5 milhões são brasileiros. Ela implica necessariamente na perda de poder por parte de determinados atores. 1. de determinadas atividades profissionais. Mais de 60% da população da Oceania tem o acesso à Internet.

2002.6 Democracia e Governo Eletrônico Neste tópico procuraremos expor nosso entendimento quanto às possíveis relações entre Democracia e Governo Eletrônico. Já em relação à democracia usaremos do entendimento adotado por Abraham Lincoln. alguns conceitos a fim de que nossa análise se apresente clara e não genérica.. além das questões político-institucionais de tomada de decisões. a priori. de modo que os governantes que atuam em prol do benefício dos cidadãos sejam reeleitos. portanto. 3) E governos responsivos são aqueles que promovem os interesses dos cidadãos. p. escolhendo políticas “que uma assembléia de cidadãos. Lançando mão do artigo de Anastasia e Azevedo (2002) importamos abaixo conceitos que nos servirão de apoio para o desenvolvimento de nossas discussões. Para tal. notadamente a internet.] governos são responsáveis quando os cidadãos têm possibilidade de discernir aqueles que agem em seu benefício. no que se refere ao processo de definição. Se o conceito de governabilidade remete às condições sistêmicas sob as quais se dá o exercício do poder. o conceito de governança aqui utilizado não se limita ao formato institucional e administrativo do Estado e à maior ou menor eficácia da máquina estatal na implementação de políticas públicas (MELO. (PRZERWORSKI apud ANASTASIA. tão informados quanto o Estado. DINIZ apud ANASTASIA. 2). DINIZ apud ANASTASIA. 2002).” Tal concepção. nos termos desta Constituição. AZEVEDO. aos condicionantes do exercício da autoridade política. Começamos trazendo um conceito de Governo Eletrônico defendido por LAIA (2009. e podem lhes impor sanções apropriadas. AZEVEDO. p. exploraremos. Vejamos: Assim. AZEVEDO. 1988). Ainda em Anastasia e Azevedo (2002) citam Przeworski que diz: [. . pelo povo e para o povo. 2002. governança qualifica o modo de uso dessa autoridade. e os que não o fazem sejam derrotados. largamente difundida – porém nem sempre implementada – ao redor do mundo foi assumida em nossa atual constituição federal. Posteriormente faremos algumas considerações sobre o tema. 99) em sua tese de doutoramento: Um conceito conciso e interessante é exposto pelo Gartner Group (2000): o governo eletrônico é a conjugação da otimização na prestação de serviços com a participação do eleitorado e a transformação dos relacionamentos internos e externos da administração pública por meio das tecnologias da informação. as formas de interlocução do Estado com os grupos organizados da sociedade. acompanhamento e implementação de políticas públicas (MELO. Envolve. p.. como mostra o parágrafo único de seu artigo 1°: “Todo o poder emana do povo. COELHO.” (BRASIL. ou seja. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. que a considera como o “governo do povo.

sob os mesmos constrangimentos institucionais”. 2010) Feito esse posicionamento frente a alguns conceitos – nem sempre claros e por vezes controversos – tecemos abaixo considerações entre Governo Eletrônico e suas possíveis implicações para a democracia. (COSTA. AZEVEDO. Sabemos que várias são as características de uma democracia e que somente quando tidas em um conjunto mínimo podem oportunizar reais condições de oposição e participação política à população. p. Inicialmente deixamos claro que a adoção da “ferramenta” Governo Eletrônico (eGov) não necessariamente implica em uma gestão democrática. não se faz qualquer distinção analítica e normativa entre os atores coletivos ligados à sociedade civil e os grupos que representam interesses econômicos específicos. Nessa perspectiva. (p.escolheria por votação majoritária. STOKES apud ANASTASIA.. o espaço de ação onde os atores coletivos disputam visibilidade e influência.. sendo a recíproca também verdadeira: não é suficiente tampouco fundamental que um governo incorpore o e-Gov para que seja considerado democrático. além da arena onde os atores políticos buscam conquistar o apoio plebiscitário dos cidadãos. o governo eletrônico pode ser reconhecimento como uma oportunidade de repensar a forma como governos prestam serviços aos cidadãos. mediada pela tecnologia. (PRZEWORSKY. 2002. Sendo seus recursos oferecidos de forma plena pelos gestores à população e esta sabendo e tendo condições de explorá-los o e-Gov pode se comportar como excelente mecanismo de interlocução entre governantes e governados. mesmo não havendo eleições periódicas para a escolha do chefe do executivo da nação. atendem às necessidades dos usuários de informação governamental e criam ambientes com alto grau de accountability na condução das políticas públicas. Os diferentes atores coletivos buscariam. A titulo ilustrativo podemos dizer que um Estado onde há sufrágio universal pode não ser considerado tão democrático quanto outro onde há grande número de instituições que oportunizem à população voz e vez em relação aos assuntos de interesse público. indistintamente. Finalizando esse momento reservado às terminologias tratamos da concepção de esfera pública: [. Retornando ao tema do e-Gov o percebemos como importante instrumento a favor de governos bem intencionados em relação à qualificação da democracia. instrumentalizar o espaço público para a concretização de seus interesses particulares. 3). permitir novos . que é a de. 100) Quando em “subutilização” ou sob a forma de “Administração Eletrônica” o pseudo e-Gov foge à sua finalidade precípua.] a esfera pública representa. como assinala LAIA (2009): Dessa forma.

. abrangendo as possibilidades da esfera pública e.modos de interação entre cidadãos e governo criando maneiras alternativas de accountability. de governança. por fim. exigindo posturas mais responsivas de nossos representantes para com o povo.

participativa e transparente. Por outro lado. Muitos governantes receosos do impacto sobre os processos decisórios da participação popular não empreendem esforços para . concluímos que a utilização de novas tecnologias de comunicação e informação (TICs) na prestação de serviços públicos por parte dos governos se torna cada dia mais importante no mundo atual.7 CONCLUSÃO A parir deste trabalho. Seria de grande relevância a adoção de lesgilação que desse ao estado direito de interconexão direta com os serviços concedidos à iniciativa privada. os cidadãos tem acesso a uma série de instrumentos que proporcionam fiscalizar as ações de governo. Entretanto. De mesmo modo. os governos podem estar à disposição de todos a qualquer hora do dia ou da noite em um ambiente caracterizado pela rapidez e praticidade. os governos podem de fato colocar em prática o Governo Eletrônico. A adoção das práticas de Governo Eletrônico ainda hoje esbarra em estruturas governamentais rígidas e pouco afeitas à mudanças. As novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) potencializam a participação cidadã nos processos de gestão. afim de minimizar os custos e maximizar a participação do estado em políticas de governo eletrônico. Com sua adoção acredita-se ser possível tornar os serviços públicos mais ágeis e eficientes. Acreditamos que assumindo para si a responsabilidade de inovar e modernizar os processos e instrumentos de gestão. Por meio delas. nos governos a adoção dessas novas tecnologias propicia a accountability tornando a gestão pública-governamental mais aberta. podem ser beneficiados gastando menos tempo no acesso e execução dos serviços à disposição por meio das TICs Outra oportunidade inerente ao Governo Eletrônico é a da participação democrática. não são todos os governos que adotam as TICs na prestação de serviços públicos seja por dificuldades financeiras e/ou tecnológicas ou ainda falta de “vontade política” em implementar tais ferramentas de gestão. Com o advento e expansão da Internet. Daí justamente reside o fato de muitos governos serem reticentes à implantação do Governo Eletrônico. Esse é um verdadeiro dilema pelo qual os governos precisam enfrentar ao introduzir novas tecnologias na gestão pública. De tal maneira. A estrutura burocrática de governo tem se deparado cada vez mais com novas tecnologias que nem sempre fizeram parte das rotinas administrativas. com um foco em serviços de telefonia móvel e satelital. tanto os cidadãos quanto os servidores. não são todas as pessoas que têm acesso a essas tecnologias devido inúmeros fatores.

Por outro lado. cabe a todos os cidadãos cobrarem de seus governantes a implementação de novas tecnologias para facilitar o acesso aos serviços públicos. teremos na prática o Governo Eletrônico.a sua ativação no âmbito da gestão pública. Somente assim. é importante que os mesmos cidadãos façam uso das tecnologias à sua disposição. . Assim.

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