DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO

IVO

APRESENTAÇÃO

Caros concursandos de todo Brasil, sejam bem vindos! É com grande felicidade que inicio mais este curso aqui no Ponto, com foco total no tão aguardado concurso para Agente da Polícia Federal. Antes de tudo, para que me conheçam um pouco melhor, farei minha apresentação. Meu nome é Pedro Ivo, sou servidor público há 12 anos e, atualmente, exerço o cargo de Auditor-Fiscal Tributário no Município de São Paulo (ISS-SP). Iniciei meus trabalhos no serviço público atuando na Administração Federal, na qual, durante alguns anos, permaneci como Oficial da Marinha do Brasil. Por opção, comecei a estudar para a área fiscal e, concomitantemente, fui aprendendo o que é o “verdadeiro espírito de concurseiro”, qualidade que logo percebi ser tão necessária para alcançar meu objetivo. Atualmente, após a aprovação no cargo almejado, ministro aulas em diversos cursos do Rio de Janeiro e de São Paulo, sou pós-graduado em Auditoria Tributária, pós-graduado em Processo Penal e Direito Penal Especial e autor dos livros “Direito Penal – Questões comentadas da FCC”, “Direito Processual Penal – Resumo dos tópicos mais importantes para concursos públicos” e “1001 Questões Comentadas – Direito Penal – CESPE”, todos publicados pela Editora Método. Agora que já me conhecem um pouco, posso, com certa tranquilidade, começar a falar de nosso curso. Em primeiro lugar é importante que desde já firmemos uma parceria em busca dos 100% de acertos em sua PROVA. Digo isto porque espero, nas próximas semanas, poder estar conversando com vocês sobre o Direito Processual Penal em suas casas, no trabalho, no metrô, no ônibus, enfim, em qualquer lugar em que vocês estiverem lendo as aulas. Trata-se efetivamente de uma conversa, sem formalismos desnecessários e objetivando o maior grau de assimilação possível. Nosso curso será no método QP, ou seja, Quase-Presencial.
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DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO “Mas professor... Eu nunca ouvi falar neste tal de “QP”, o que é isso?” É o método através do qual eu apenas não estarei fisicamente na sua frente, mas buscarei com que se sintam em uma sala de aula, aprendendo a matéria através de uma linguagem clara e objetiva, voltada para a sua aprovação. Durante nossos encontros, buscarei evitar o máximo possível o uso do “juridiquês”, ou seja, da linguagem que, regra geral, utiliza-se na faculdade de Direito. É claro que em alguns momentos não conseguiremos fugir da utilização de termos jurídicos, pois alguns são adotados pelo CESPE e, assim, precisam passar a fazer parte do seu linguajar. O curso terá por base a integralidade do último edital do concurso para Agente da Polícia Federal. Assim, será composto das seguintes aulas:

AULA 01

INQUÉRITO POLICIAL

AULA 02

PROVA – PARTE 01

AULA 03

PROVA – PARTE 02

AULA 04

BUSCA E APREENSÃO

AULA 05

PRISÃO: ASPECTOS GERAIS / PRISÃO EM FLAGRANTE / PRISÃO PREVENTIVA / PRISÃO TEMPORÁRIA CONFORME LEI Nº 12.403/11 PARTE 01

AULA 06

PRISÃO - PARTE 02 SIMULADO

Cada aula será composta de 40 a 60 páginas, com exceção da demonstrativa. Ao término de cada encontro, apresentarei exercícios comentados a fim de fixar a matéria. Ao final do curso chegaremos a cerca de 200 questões resolvidas.
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DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO Para finalizar essa nossa primeira conversa, lembro que todas as dúvidas poderão ser sanadas no fórum e que qualquer crítica ou sugestão poderá ser enviada para pedro@pontodosconcursos.com.br. Bom, agora que já estamos devidamente apresentados e você já sabe como será o nosso curso, vamos começar a subir mais um importante degrau rumo à aprovação!!! Bons estudos!!!

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DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO

AULA 01 – INQUÉRITO POLICIAL
Caros alunos de todo o Brasil, sejam bem-vindos a nossa primeira aula! Hoje veremos um tema importante e que é objeto de questionamento por praticamente todas as bancas de prova: O inquérito policial. É um assunto interessante e que constantemente lemos nos jornais e escutamos falar nos telejornais... O problema é que muitas vezes tal tema é tratado de uma maneira incorreta e esses erros acabam ficando na cabeça. Observe o texto publicado pelo jornal “o globo”: “A origem das balas com cocaína que levaram 17 crianças e adolescentes a passar mal em uma escola municipal de Santo Antonio da Posse vai ficar sem resposta. A polícia decidiu nesta quinta-feira arquivar o inquérito que apurava o caso.” Será que este texto está correto? Será que a autoridade policial pode arquivar o inquérito? Bom, estas e outras perguntas serão respondidas no decorrer da aula e, ao final, você começará a prestar mais atenção nas notícias... Afinal, só mesmo concurseiros “de carteirinha” ficam procurando (e encontrando) erros que quase ninguém acha nos jornais!!! Dito isto, vamos ao que interessa? Bons estudos!!! *****************************************************************

1.1 CONCEITO
Constantemente vemos na sociedade fatos que são claramente infrações penais, entretanto não é possível, de pronto, a determinação da autoria e a configuração correta do delito. Assim, surge no ordenamento jurídico, mais precisamente no Código de Processo Penal (CPP), a figura do inquérito policial, um PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO que tem por finalidade o levantamento de informações a fim de servir de base à ação penal ou às providências cautelares.

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DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO Você deve lembrar-se do recente e triste caso da menina Isabella Nardoni onde ouvimos falar muito no inquérito. Qual era a real finalidade deste procedimento? A finalidade era a apuração dos autores do delito e a definição de como efetivamente ele ocorreu, a fim de propiciar a atuação do Ministério Público. Conforme lição do saudoso Prof. Mirabete, o “inquérito policial é todo procedimento policial destinado a reunir os elementos necessários à apuração da prática de uma infração penal e de sua autoria. Trata-se de uma instrução provisória, preparatória, informativa em que se colhem elementos por vezes difíceis de obter na instrução judiciária...“. Regra geral, os inquéritos são realizados pela Polícia Judiciária (Polícias Civis e Polícia Federal) e são presididos por delegados de carreira, entretanto o art. 4º, parágrafo único, do Código de Processo Penal deixa claro que existem outras formas de investigação criminal como, por exemplo, as investigações efetuadas pelas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) e o inquérito realizado por autoridades militares para apurar infrações de competência da Justiça Militar (IPM). Art. 4º A polícia judiciária será exercida pelas autoridades policiais no território de suas respectivas circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria. Parágrafo único. A competência definida neste artigo não excluirá a de autoridades administrativas, a quem por lei seja cometida a mesma função. (grifo nosso)

1.2 CARACTERÍSTICAS
• PROCEDIMENTO ESCRITO Conforme dito anteriormente, a grande finalidade do inquérito é servir de base para uma posterior ação penal. Desta forma o art. 9º do CPP deixa claro que as peças do inquérito serão reduzidas a escrito ou datilografadas, não sendo possível a ocorrência de uma investigação verbal. Art. 9o Todas as peças do inquérito policial serão, num só processado, reduzidas a escrito ou datilografadas e, neste caso, rubricadas pela autoridade.

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Neste sentido já se pronunciaram por diversas vezes o STF e o STJ. É importante ressaltar que para os atos que dependem de autorização judicial.). Devido a esta presunção. autos de flagrante e de inquérito. 20 [. salvo no caso de existir condenação anterior.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO OBSERVAÇÃO: Algumas vezes você encontrará a expressão “o depoimento foi REDUZIDO A TERMO”. a autoridade policial não poderá mencionar quaisquer anotações referentes a instauração de inquérito contra os requerentes. 20. PROCEDIMENTO SIGILOSO O CPP no seu art. Parágrafo Único: Art.com. • Professor: Pedro Ivo www.br 6 . findos ou em andamento. O sigilo é um elemento de que dispõe a autoridade policial para facilitar seu trabalho na elucidação do fato. dispõe o CPP em seu Art. O sigilo deverá ser observado também como uma forma de preservar a intimidade do investigado. o advogado só terá acesso se possuir PROCURAÇÂO ESPECÍFICA. segundo a CF (escuta. é um direito do advogado examinar. segundo entendimento do STF. A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. mesmo sem procuração.pontodosconcursos. Tal sigilo encontra-se extremamente atenuado.. 20 nos diz: Art. resguardando-se seu estado de inocência. Nos atestados de antecedentes que Ihe forem solicitados. 20. Isso só quer dizer que foi escrito ou datilografado. Também é permitido o acesso total aos autos ao Ministério Público e ao Juiz. interceptação telefônica etc. em qualquer repartição policial..] Parágrafo único. pois.

mas voltaremos neste assunto quando tratarmos das espécies de ação. Entretanto. Existem algumas ações para as quais o inquérito não segue este princípio. do arquivamento. desde que comprovado cabalmente que o indiciado agiu acobertado por uma causa excludente da ilicitude ou da culpabilidade Gabarito: ERRADA • OFICIOSIDADE O início do inquérito independe de provocação e DEVE ser determinado de ofício quando houver a notícia de um crime. 17 do CPP.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO CAIU EM PROVA! O inquérito policial é público. Este é um ponto que gera inúmeras dúvidas. especificamente. não podendo a autoridade policial impor sigilo. ainda que necessário à elucidação do fato.pontodosconcursos.com. Gabarito: ERRADA • INDISPONIBILIDADE Nos termos do art. a autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito. A oficiosidade decorre do princípio da legalidade (ou obrigatoriedade) da ação pública. a requisição de instauração do inquérito por parte do Ministério Público ou do Professor: Pedro Ivo www. sendo razoável uma avaliação preliminar para determinar se o ato noticiado realmente constitui crime. Entretanto. É importante frisar que não é por toda notícia que deverá ser instaurado imediatamente o inquérito. fique tranquilo que tudo ficará claro quando tratarmos. pois se contrapõe ao que normalmente imaginamos como válido. CAIU EM PROVA! ***A autoridade policial poderá promover o arquivamento do IP.br 7 .

constituindo. Ainda quando a titularidade da ação penal é atribuída ao particular ofendido (ação penal privada). ainda. mas objeto de investigação. ainda que.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO Juiz tem natureza de ordem e não deve ser questionada ou verificada pela autoridade policial. pois. proceder para alcançar a finalidade do É inquisitivo o procedimento em que fato e à determinação da autoria autoridade. pois a fase investigatória é preparatória da acusação. razão pela qual não pode ser descumprida pela autoridade policial. O ilustre mestre Alexandre de Moraes dispõe que: "O contraditório nos procedimentos penais não se aplica aos inquéritos policiais.br 8 .pontodosconcursos. CAIU EM PROVA! ***A requisição do MP para instauração do IP tem a natureza de ordem. Este poderá. • INQUISITIVO ATENÇÃO ESTA É A CARACTERÍSTICA MAIS EXIGIDA EM PROVA!!! as atividades visando à elucidação do ficam concentradas em uma única Delegado de Polícia. destinado a subsidiar a atuação do titular da ação penal.com. o Ministério Público". de caráter investigatório. Professor: Pedro Ivo www. não cabe a este a efetuação dos procedimentos investigatórios. seja descabida a investigação. decidir como vai inquérito. Durante o inquérito não há que se falar em contraditório e ampla defesa. inexistindo. pois ainda não existe acusado e o indiciado não é sujeito de direitos. no caso a figura do discricionariamente. Gabarito: CORRETA • OFICIALIDADE Somente órgãos de direito público podem realizar o inquérito policial. no entender desta. mero procedimento administrativo. acusado.

em qualquer hipótese. ou do órgão do Ministério Público. que não excederá de três dias. será decretada por despacho fundamentado do Juiz. GABARITO: CORRETA Do exposto podemos resumir: 1. a autoridade policial tem discricionariedade para determinar todas as diligências que julgar necessárias ao esclarecimento dos fatos. OBJETIVANDO A EXPULSÃO DE ESTRANGEIRO. respeitado. na figura do delegado de polícia. 6. pois a persecução concentra-se. CAIU EM PROVA! ***Pelo fato de o IP ser um procedimento administrativo de natureza inquisitorial. o disposto no artigo 89. durante o inquérito. do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil. a requerimento da autoridade policial. A incomunicabilidade do indiciado dependerá sempre de despacho nos autos e somente será permitida quando o interesse da sociedade ou a conveniência da investigação o exigir. 21. Parágrafo único.815/80).DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO ATENÇÃO!!! O ÚNICO INQUÉRITO QUE ADMITE O CONTRADITÓRIO É O INSTAURADO PELA POLICIA FEDERAL. A incomunicabilidade. inciso III. (LEI Nº.com.3 INCOMUNICABILIDADE A incomunicabilidade do investigado está regulamentada no art. 21 do Código de Processo Penal nos seguintes termos: Art.br 9 .pontodosconcursos. Professor: Pedro Ivo www. A PEDIDO DO MINISTRO DA JUSTIÇA.

não pode por si só servir de lastro à sentença condenatória. Ademais. não se justifica sentença condenatória baseada unicamente no inquérito policial. pois. durante um inquérito. da CF. Parece evidente que se a Constituição proíbe a incomunicabilidade até mesmo na vigência de um "estado de exceção" não seria nada razoável admiti-la em condições normais como conseqüência de um simples inquérito policial. 1. Prevê o art. Será que a decisão condenatória poderia ser apoiada exclusivamente nesta confissão extrajudicial? A resposta é não. 7º. sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado"). III do Estatuto da Advocacia que sempre será facultado ao advogado comunicar-se com seu cliente de forma pessoal e reservada. segundo o STF.com. segundo o qual. a incomunicabilidade afigura-se incompatível com as garantias insculpidas no art.pontodosconcursos. entre os quais o de permanecer calado. um aspecto é indiscutível: a incomunicabilidade prevista no art. 21 do Código de Processo Penal não pode impedir o contado do advogado com o preso. não seguindo os princípios da ampla defesa e do contraditório. Apesar das divergências. na vigência do estado de defesa é vedada a incomunicabilidade do preso. Realmente. O mais forte argumento no sentido da não recepção deste dispositivo tem por base o art. IV. Como peça meramente informativa. Professor: Pedro Ivo www. § 3º. garantia constitucional. sob pena de se infringir o princípio do contraditório. 5º da CF/88. 136.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO A jurisprudência majoritária inclina-se para a inconstitucionalidade do dispositivo. confessou ao delegado de polícia a participação em um crime e tal confissão foi reduzida a termo.br 10 . agora que já sabemos que o inquérito policial é um procedimento inquisitivo.4 VALOR PROBATÓRIO Digamos que determinado indivíduo. destinada tão somente a autorizar o exercício da ação penal. mormente com as plasmadas em seus incisos LXII ("a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada") e LXIII ("o preso será informado de seus direitos. fica fácil entender o VALOR PROBATÓRIO RELATIVO atribuído a tal procedimento administrativo pela Suprema Corte.

GABARITO: ERRADA curso do inquérito policial 1.. Assim. e. esta situação não será passível de gerar a anulação da ação penal. O art. RTF 76/741).com. desde que a peça acusatória tenha fundamento em dados de informação suficiente à caracterização da materialidade e autoria da infração penal (STF. Se. sem nenhuma investigação policial. (grifo nosso) No mesmo sentido já definiu o STF: "O inquérito policial não é imprescindível ao oferecimento de denúncia ou queixa. do CPP deixa claro esta não obrigatoriedade: Art. Professor: Pedro Ivo www. neste caso. se com a representação forem oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal.5 VÍCIOS Os vícios do inquérito não contaminam ou ocasionam nulidades no processo. é razoável que esta fase preliminar seja dispensada.] § 5o O órgão do Ministério Público dispensará o inquérito. se uma confissão foi obtida mediante tortura na fase do inquérito. for possível a determinação da autoria e do fato. 39 § 5o . 39. oferecerá a denúncia no prazo de quinze dias.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 1. CAIU EM PROVA! ***Eventuais nulidades ocorridas no contaminam a subseqüente ação penal. Tal fato tem por base o caráter meramente informativo da fase inquisitorial.6 A NECESSIDADE DO INQUÉRITO Para se chegar à conclusão da obrigatoriedade ou não do inquérito policial basta pensar na real finalidade de tal procedimento.[.br 11 ..pontodosconcursos.

7 “NOTITIA CRIMINIS” É a fase preliminar do inquérito policial. Ocorre quando a autoridade policial toma conhecimento do ilícito por meio de algum ato jurídico de comunicação formal do delito. etc. II) www. Professor: Pedro Ivo .pontodosconcursos. com a máxima cautela e discrição. por investigações da polícia judiciária.1 CLASSIFICAÇÃO: 1. É com base nesse conhecimento que a autoridade dá início às investigações. por comunicação da polícia preventiva. de jornais. § 3o ). 5º. caracteriza-se pela inexistência de um ato jurídico formal de comunicação da ocorrência do delito Ocorre quando a autoridade policial toma conhecimento direto do ilícito através de suas atividades de rotina.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 1. 5º. mandará instaurar inquérito. verbalmente ou por escrito.com. Conforme leciona o professor Fernando Capez. § 3o Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em que caiba ação pública poderá. (CPP. dá-se o nome de notitia criminis (notícia do crime) ao conhecimento espontâneo ou provocado. por parte da autoridade policial. pela descoberta do corpo do delito. São exemplos de notitia criminis de cognição indireta: • Delatio criminis simples É a comunicação por escrito ou verbal. NOTITIA CRIMINIS DE COGNIÇÃO INDIRETA OU MEDIATA Também chamada de notitia criminis provocada ou qualificada. 2. prestada por pessoa identificada. verificada a procedência das informações. somente devendo instaurar o inquérito na hipótese de haver um mínimo de consistência nos dados informados.7.br 12 (CPP. • Requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público art. comunicá-la à autoridade policial. art. a fim de verificar a verossimilhança da informação. a autoridade policial deve proceder a uma investigação preliminar. 1. e esta. de um fato aparentemente criminoso. Nestes casos. NOTITIA CRIMINIS DE COGNIÇÃO DIRETA OU IMEDIATA Também chamada de espontânea ou inqualificada.

7º. art. §3º.pontodosconcursos.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO • • Requisição do Ministro da Justiça Representação do ofendido (CP. O assunto pode ser resumido através do quadro abaixo que facilita a memorização: COGNIÇÃO DIRETA OU IMEDIATA 1-ATIVIDADES ROTINEIRAS 2-JORNAIS 3-INVESTIGAÇÕES 4-CORPO DO DELITO 5-DELAÇÃO APÓCRIFA INEXISTÊNCIA DE UM ATO JURÍDICO FORMAL !!! NOTITIA CRIMINIS COGNIÇÃO INDIRETA OU MEDIATA 1-DELATIO CRIMINIS 2-REQUISIÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO 3-REQUISIÇÃO DO MINISTRO DA JUSTIÇA 4-REPRESENTAÇÃO DO OFENDIDO EXISTÊNCIA DE UM ATO JURÍDICO FORMAL !!! COGNIÇÃO COERCITIVA PRISÃO EM FLAGRANTE Professor: Pedro Ivo www. §4º) 3. a comunicação do crime é feita mediante a própria apresentação de seu autor por servidor público no exercício de suas funções ou por particular. 5º. Nesta hipótese. NOTITIA CRIMINIS DE COGNIÇÃO COERCITIVA Ocorre no caso de prisão em flagrante.com. b) (CPP.br 13 . art.

com. Temos ai a AÇÃO PENAL PRIVADA. AÇÃO PENAL PÚBLICA 2.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 1. Posteriormente. importa sobremaneira a toda sociedade.pontodosconcursos. mas exige que este aguarde a manifestação Professor: Pedro Ivo www. 1.8.1 ESPÉCIES DE AÇÃO PENAL No nosso país as ações penais são divididas em dois grandes grupos: 1. para a compreensão deste tópico.8 O INÍCIO DO INQUÉRITO POLICIAL O início do inquérito dependerá do tipo de ação penal. AÇÃO PENAL PRIVADA Essa divisão atende a razões de exclusiva política criminal e é isso que entenderemos agora através de exemplos. Desta forma. obviamente. temos claramente um crime contra a honra e eis a pergunta: O que este delito importa para a sociedade? Na verdade. Em um meio termo entre a Pública Incondicionada e a Privada temos a PÚBLICA CONDICIONADA. Desta forma. pois. Neste caso. aprofundaremos os conceitos. Pensemos agora em outra situação em que uma mulher chega para um homem e diz que ele é “mais feio que briga de foice no escuro”. a lei atribui a titularidade da ação ao Estado. Imaginemos que um indivíduo comete um homicídio. Sobre este tema. ele fere a esfera íntima do indivíduo e.br 14 . Este delito. faz-se necessário apresentar alguns breves apontamentos sobre a ação penal. o Estado concede a possibilidade de o ofendido decidir se inicia ou não a ação penal. o fato fere imediatamente a esfera íntima do indivíduo e mediatamente (secundariamente) o interesse geral. a partir de tal fato. Neste caso. atribuindo a este a titularidade. devido a isto. a ação recebe a classificação de PÚBLICA INCONDICIONADA e não depende de qualquer pedido ou condição para ser iniciada bastando o conhecimento do fato pelo Ministério Público. fica claro que há um indivíduo no mínimo desequilibrado solto na sociedade.

1.com. 152). a TITULARIDADE. Neste tipo de ação. (grifo nosso) Conforme o CPP a titularidade da ação pública incondicionada é do Ministério Público. assim como na ação pública incondicionada. violação de correspondência comercial (art. seqüestro. é do Ministério Público. ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. Essa condição tanto pode ser a demonstração de vontade do ofendido ou de seu representante legal (REPRESENTAÇÂO). Tal fato ocorre.pontodosconcursos. como a REQUISIÇÃO do Ministro da Justiça. mas dependerá. corrupção. Nos crimes de ação pública.8.1. não necessitando de qualquer manifestação do ofendido. Sobre a titularidade para iniciar a ação dispõe o Código de Processo Penal: Art. quando a lei o exigir. no delito de ameaça.1 AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA É a ação que pode ser iniciada logo que o titular para impetrá-la tiver conhecimento do fato.8. 24.br 15 . SENDO A PRIVADA. por exemplo. É IMPORTANTE RESSALTAR QUE A REGRA GERAL É A AÇÃO PENAL PÚBLICA. Exemplos de crimes perseguidos por ação pública incondicionada: roubo. podendo instaurar o processo criminal independente da manifestação de vontade de qualquer pessoa e até mesmo contra a vontade da vítima ou de seu representante legal. ameaça (art. A EXCEÇÃO. 130). 147).DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO do ofendido para que possa iniciar a ação. de requisição do Ministro da Justiça. esta será promovida por denúncia do Ministério Público. 1. 1. Professor: Pedro Ivo www.2 AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA É a ação PÚBLICA cujo exercício está subordinado a uma condição. São exemplos previstos no Código Penal: Perigo de contágio venéreo (art.

Exemplo de crime perseguido por ação privada: todos os crimes contra a honra (calúnia. I e II.com.8.Requisição do Ministério Público Professor: Pedro Ivo www. Art.8.Capítulo V do Código Penal). difamação . 1.Portaria da autoridade policial de ofício. art. Neste tipo de ação o Estado visa impedir que o escândalo do processo provoque um mal maior que a impunidade de quem cometeu o crime. 145). §1º e 2º) etc. 156). 2º e 3º) 1. 153). furto de coisa comum (art.3 AÇÃO PENAL PRIVADA Neste tipo de ação.1. injúria. Perceba que nesta transferência de legitimidade reside a diferença fundamental entre a ação penal PÚBLICA E PRIVADA. mediante simples notícia do crime. o delito afronta tão intimamente o indivíduo que o ESTADO transfere a legitimidade ativa da ação para o ofendido.br 16 .de ofício. 5o Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: I . 225. exceto em lesão corporal provocada por violência injuriosa (art. 2. 5º. §§ 1º. o estupro e o atentado violento ao pudor quando a vítima não tem dinheiro para financiar a ação privada (art.2 FORMAS DE INICIAR O INQUÉRITO POLICIAL NOS CRIMES DE AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA (CPP.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO divulgação de segredo (art. 1.pontodosconcursos.

b) a individualização do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção ou de presunção de ser ele o autor da infração.. DETERMINAÇÃO. DESTA FORMA.] ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. c) a nomeação das testemunhas. Entretanto. a fim de dar garantias ao solicitante e impedir indeferimentos arbitrários..mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público 3. 4..DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO Art.] II .Requerimento de qualquer pessoa do povo Art. 5o Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: [. 5o Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: [. (grifo nosso) Neste caso a autoridade policial não precisa “cumprir” o que é solicitado pelo indivíduo caso entenda descabido o requerimento. ou os motivos de impossibilidade de o fazer. com todas as circunstâncias... preceitua o parágrafo 2º do art.pontodosconcursos.br 17 .Requisição do juiz de Direito OBSERVAÇÃO IMPORTANTE A REQUISIÇÃO DO JUIZ E DO MINISTÉRIO PÚBLICO POSSUI CONOTAÇÃO DE EXIGÊNCIA.com. NÃO PODERÁ SER DESCUMPRIDA PELA AUTORIDADE POLICIAL. § 1o O requerimento a que se refere o no II conterá sempre que possível: a) a narração do fato.. com indicação de sua profissão e residência.] II – [. 5º do CPP: Professor: Pedro Ivo www.

Precedentes desta Corte e do STF. art.Auto de prisão em flagrante (APF) Apesar de não mencionado expressamente no artigo 5º o APF é forma inequívoca de instauração de inquérito policial. Nº 46. compreende-se a manifestação pela qual a vítima ou seu representante legal autoriza o Estado a desenvolver as providências necessárias à investigação e apuração judicial nos crimes que a requerem. (STJ. dispensando a portaria subscrita pelo delegado de polícia. não poderá sem ela ser iniciado.] do ofendido ou de seu § 4o O inquérito.br 18 . Nada impede que a representação esteja incorporada na comunicação de ocorrência policial e neste sentido já se manifestou. por diversas vezes. HC. Por representação. Observe o julgado: A representação nos crimes de ação penal pública condicionada prescinde de qualquer formalidade. o STJ. § 4º) REPRESENTAÇÃO 1. sendo necessário apenas a vontade inequívoca da vítima ou de seu representante legal.com. também conhecida como delatio criminis postulatória. Mas quem é o chefe de polícia? Para a prova de vocês é o SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA. 5º [.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO § 2o Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia .Mediante representante legal Art.455 – RJ) Professor: Pedro Ivo www. 1. 5º. nos crimes em que a ação pública depender de representação.3 FORMAS DE INICIAR O INQUÉRITO POLICIAL NOS CRIMES DE AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA (CPP. mesmo que realizada na fase policial.pontodosconcursos. 5...8.

isto é. dependendo do caso. Nos crimes de ação pública. 5º. dependendo do caso. Como exemplo podemos citar os crimes cometidos por estrangeiro fora do País e os crimes contra a honra cometidos contra o Presidente da República.br 19 .com.]. de requisição do Ministro da Justiça[.. 1... GABARITO: ERRADA 3. reduzido a termo neste último caso. a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la.pontodosconcursos. CAIU EM PROVA! ***Em todas as espécies de ação penal. esta será promovida por denúncia do Ministério Público. Art. art.. § 5º) 5. necessitam da manifestação do Ministro da Justiça para que possam ser investigado.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 2.Mediante requisição do Ministro da Justiça. por questões de política. o IP deve ser instaurado de ofício pela autoridade policial.Mediante requerimento escrito ou verbal. quando a lei o exigir. independentemente de provocação. 5º[. 4.Auto de Prisão em Flagrante Desde que exista representação da vítima ou do Ministro da Justiça. Existem alguns delitos que. mas dependerá.Mediante requisição do Juiz ou do Ministério Público Desde que exista representação da vítima ou do Ministro da Justiça. Art. 24. do ofendido ou de seu representante legal.8. Professor: Pedro Ivo www. pois tem a característica da oficiosidade.4 FORMAS DE INICIAR O INQUÉRITO POLICIAL NOS CRIMES DE AÇÃO PENAL PRIVADA (CPP.] § 5o Nos crimes de ação privada.

não importando a vontade da vítima. Representação da vítima ou do representante legal. CRIMES DE AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA Requisição do juiz ou ministério público. desde que instruído com a representação da vítima. Professor: Pedro Ivo www. Requisição do ministro da justiça.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 1. Requisição do Ministério Público ou Juiz. Podemos resumir o tema da seguinte forma: Ex officio pela autoridade policial. Auto de prisão em flagrante. através CRIMES DE AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA de portaria.pontodosconcursos.com. Auto de prisão em flagrante. 2.Mediante requisição do Juiz ou do Ministério Público exista requisição da vítima ou do representante legal. desde que acompanhada da representação da vítima ou da requisição do ministro da justiça. desde que instruído com o requerimento da vítima ou do representante legal.br 20 . Requerimento de qualquer do povo.Auto de Prisão em Flagrante Desde que Desde que exista requisição da vítima. Requerimento do ofendido ou representante legal CRIMES DE AÇÃO PENAL PRIVADA Requisição do Ministério Público ou Juiz. Auto de prisão em flagrante. desde que acompanhada do requerimento do ofendido ou de seu representante legal.

Professor: Pedro Ivo www.ouvir o ofendido.colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias. familiar e social. deverão ser executados. VI .com. sob o ponto de vista individual.br 21 . Observe o disposto: Art. deste Livro. e quaisquer outros elementos que contribuírem para a apreciação do seu temperamento e caráter. e o que encontramos no art.apreender os objetos que tiverem relação com o fato.ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico. via de regra. que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outras perícias. e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes. sua atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele.averiguar a vida pregressa do indiciado.determinar. providenciando para que não se alterem o estado e conservação das coisas. IX . 6º do CPP é uma série de procedimentos que. V . conveniente e oportuna. com observância. devendo o respectivo termo ser assinado por duas testemunhas que Ihe tenham ouvido a leitura.dirigir-se ao local. se for caso. IV .9 PROVIDÊNCIAS – ART. no que for aplicável.pontodosconcursos. até a chegada dos peritos criminais. 6º DO CPP Imaginemos um inquérito policial para apurar um homicídio duplamente qualificado e outro para averiguar um furto de galinhas no quintal do vizinho. após liberados pelos peritos criminais III . VII . II . O inquérito será exatamente igual? Ou melhor.proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações. do disposto no Capítulo III do Título Vll. será que seria possível definir um rito procedimental exato a ser executado pela autoridade policial em qualquer situação? É claro que a resposta é negativa.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 1. entretanto para cada caso será uma ritualização diferente. sua condição econômica. se possível. 6o Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal.ouvir o indiciado. VIII . a autoridade policial deverá: I .

com. a autoridade deverá apreender os objetos que tiverem relação com o fato. Esta busca e apreensão poderá ocorrer: 1. 7º do CPP: Art. No decorrer de nosso curso trataremos mais detalhadamente sobre algumas das citadas providências. Deverá ser determinada a realização do exame de corpo de delito sempre que a infração deixar vestígios.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO Agora resumindo o que importa para sua PROVA: O inciso I do supracitado artigo nos traz que a autoridade policial deverá dirigir-se ao local.9.1 REPRODUÇÃO SIMULADA DOS FATOS Reza o art. 5. Seguindo no artigo 6º.970/73 que nos diz que para acidentes de trânsito a autoridade ou o agente policial que primeiro tomar conhecimento do fato poderá autorizar a imediata remoção dos feridos. desde que esta não contrarie a moralidade ou a ordem pública. após liberados pelos peritos criminais. providenciando para que não se alterem o estado e a conservação das coisas.br 22 .pontodosconcursos. Para esta regra existe uma exceção na lei nº. 3. até a chegada dos peritos criminais. 2. Professor: Pedro Ivo www. Poderão ser realizadas acareações e o reconhecimento de pessoas e coisas.Na própria pessoa. 1. a autoridade policial poderá proceder à reprodução simulada dos fatos.Em domicílio. que poderão ser conduzidos coercitivamente para prestar esclarecimentos caso não atendam às intimações. A autoridade policial ouvirá o ofendido e o indiciado. bem como dos veículos se estiverem prejudicando o tráfego.No local do crime. 7o Para verificar a possibilidade de haver a infração sido praticada de determinado modo.

Aqui há um ponto importantíssimo que precisa ser deixado bem claro: Dispõe a súmula 568 do STF que a identificação criminal não constitui constrangimento ilegal. ninguém é obrigado a produzir prova contra si. VIII do CPP trata da identificação datiloscópica.] Professor: Pedro Ivo www..2 IDENTIFICAÇÃO DATILOSCÓPICA Datiloscopia é o processo de identificação humana por meio das impressões digitais. Entretanto. em prol do princípio da verdade real. dizendo que a autoridade policial deverá determiná-la. caso em que o indiciado é obrigado a comparecer e participar da reconstituição. Desde que não contrarie a moralidade ou a ordem pública. O art..9. GABARITO: ERRADA 1.br 23 .pontodosconcursos. tal dispositivo foi editado pela Suprema Corte em 1977 e encontrase superado pela Constituição de 1988 que traz expressamente no art. 5º LVIII o seguinte texto: Art.com. CAIU EM PROVA! ***A reprodução simulada dos fatos ou reconstituição do crime pode ser determinada durante o inquérito policial. mas não a participar da reconstituição.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO A reprodução simulada é um instrumento importante de que dispõe a autoridade policial para elucidar um crime. segundo a Constituição Federal. todos os passos do delito podem ser refeitos com acompanhamento de peritos. 5º [. possibilitando um maior número de informações para o inquérito. O indiciado poderá ser forçado a comparecer. 6o. ainda que o indiciado já tenha sido identificado civilmente. pois.

10 PRAZO DO INQUÉRITO O art. ou estiver preso preventivamente. que serão realizadas no prazo marcado pelo juiz. 30 DIAS. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias. a partir do dia em que se executar a ordem de prisão. • • O parágrafo 3º do supracitado artigo admite a prorrogação do prazo quando o fato for de difícil elucidação. ou no prazo de 30 dias. a autoridade poderá requerer ao juiz a devolução dos autos. contado o prazo.pontodosconcursos. 10 do CPP assim dispõe: Art. salvo nas hipóteses previstas em lei. e o indiciado estiver solto. 10. mediante fiança ou sem ela. Professor: Pedro Ivo www. quando estiver solto.o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal. e o indiciado estiver solto: § 3o Quando o fato for de difícil elucidação. segundo entendimento doutrinário e jurisprudencial deve ser razoável à elucidação dos fatos. se o indiciado tiver sido preso em flagrante. para ulteriores diligências. nesta hipótese. pois o próprio texto constitucional deixa claro que salvo nas hipóteses previstas em lei. 1. Tal prorrogação não encontra um limite definido no CPP.com.br 24 . entretanto.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO LVIII . A partir deste artigo podemos definir a seguinte regra geral para a conclusão do inquérito: INDICIADO PRESO INDICIADO SOLTO 10 DIAS. Isso quer dizer então que NUNCA o civilmente identificado será submetido à identificação criminal? A resposta é negativa.

2.POLÍCIA FEDERAL – Lei 5. 1. • INDICIADO SOLTO PRAZO DE15 DIAS PRORROGÁVEL 30 DIAS Professor: Pedro Ivo www.010/66: • INDICIADO PRESO POR MAIS 15. Vamos.343/06 : • INDICIADO PRESO • INDICIADO SOLTO 30 DIAS. 10 do CPP é a regra e esta é excepcionada por algumas leis especiais que fixam outros prazos. 11.INQUÉRITO POLICIAL MILITAR: • INDICIADO PRESO • INDICIADO SOLTO POR MAIS 20 DIAS.br 25 .10. o previsto no art.LEI DE TÓXICOS – Lei nº. PRAZO DE 40 DIAS PRORROGÁVEL 4. conhecer os prazos definidos pelas leis extravagantes: 1.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO CAIU EM PROVA! ***O inquérito prorrogado.CRIMES CONTRA A ECONOMIA POPULAR – Lei nº. 90 DIAS 3.1 PRAZOS ESPECIAIS 1.com. 20 DIAS. policial não pode ter seu prazo de conclusão GABARITO: ERRADA Conforme enfatizado.pontodosconcursos. agora.521/51: • INDICIADO PRESO OU SOLTO 10 DIAS.

Deverá também a autoridade policial enviar informações relativas ao inquérito ao Instituto de Identificação e Estatística. a autoridade policial deverá fazer um relatório detalhado de tudo o que foi apurado no inquérito. completará a contagem do primeiro dia às 24:00 do dia 16.11 O FIM DO INQUÉRITO Concluídas as investigações. 798 § 1º do CPP. despreza-se o dia inicial e inclui-se o dia final. indicando.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 1. mencionando o lugar onde possam ser encontradas. os indiciados. 23 do CPP. § 2º No relatório poderá a autoridade indicar testemunhas que não tiverem sido inquiridas. acompanharão os autos do inquérito.pontodosconcursos. Concluído o relatório. as testemunhas que não foram ouvidas e as diligências não realizadas. se determinado inquérito teve início no dia 15 de fevereiro às 16:00h. 1. Professor: Pedro Ivo www.. bem como os objetos que interessarem à prova. A autoridade não deve emitir opiniões ou qualquer juízo de valor sobre os fatos narrados.2 CONTAGEM DO PRAZO O prazo para o término do inquérito segue a regra do art. os autos do inquérito serão remetidos ao juiz competente. nos termos do art. 11.br 26 . pois a Polícia Judiciária possui expediente em tempo integral.. se necessário. Como exemplo. Art. ou seja. ou qualquer outro aspecto relativo ao inquérito ou à sua conclusão.10.] § 1º A autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao juiz competente. Os instrumentos do crime. acompanhados dos instrumentos do crime e dos objetos que interessam à prova. É importante ressaltar que para a contagem do prazo do inquérito não há que se falar em sábados. 10[. Art. domingos e feriados.com.

requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação. conforme expressamente previsto no já analisado art.12 ARQUIVAMENTO Agora será tratado um tema importantíssimo para concurso público e que consequentemente deve ser muito bem estudado.1 COMPETÊNCIA PARA O ARQUIVAMENTO O primeiro ponto que deve ser deixado claro é que a autoridade competente para o arquivamento de um inquérito é o Juiz.12.12. ao qual só então estará o juiz obrigado a atender. Ao fazer a remessa dos autos do inquérito ao juiz competente. o juiz. 23.br 27 . designará outro órgão do Ministério Público para oferecêla. 1. a autoridade policial oficiará ao Instituto de Identificação e Estatística. no caso de considerar improcedentes as razões invocadas. Se o órgão do Ministério Público. 1. e os dados relativos à infração penal e à pessoa do indiciado. ou repartição congênere. ou insistirá no pedido de arquivamento.pontodosconcursos. por falta de base para a denúncia. fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral. Diferentemente do que muitos pensam. 28 do CPP assim dispõe: Art. 18. a autoridade policial (Delegado) não pode determinar tal ato. 18 do CPP: Art. 28. Outro ponto importante é a participação do Procurador Geral quando ocorre divergência de entendimento entre o MP e a autoridade judicial quanto ao cabimento ou não do arquivamento. mencionando o juízo a que tiverem sido distribuídos.com.2 DESARQUIVAMENTO Dispõe o art. ao invés de apresentar a denúncia. e este oferecerá a denúncia. 17 do CPP. O art. 1.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO Art. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária. a autoridade Professor: Pedro Ivo www.

não poderá desarquivá-lo diante de novas provas. coisa julgada material. Perceba que a autorização é SOMENTE para a realização de novas pesquisas. por ser evidente. CAIU EM PROVA! ***Por entender inexistente o crime apurado em inquérito policial. sem novas provas. quando caberá recurso em sentido estrito. 58 e 60 do Decreto-Lei nº. se surgirem NOVAS PROVAS. Embora tal artigo trate especificamente da autoridade policial.Quando o arquivamento é determinado em virtude da atipicidade do fato. decadência ou outra causa extintiva da punibilidade. na súmula 524.com. o STF. excepcionalmente. Assim. GABARITO: ERRADA OBSERVAÇÕES: 1. mas. não pode a ação penal ser iniciada. não será possível o desarquivamento. a requerimento do Promotor de Justiça.br 28 Professor: Pedro Ivo .259/44. se de outras provas tiver notícia. podemos concluir que o despacho que arquivar o inquérito é irrecorrível. se ocorrer a prescrição. sendo excetuada tal regra somente nos casos de crime contra a economia popular. não é possível o desarquivamento constituindo. 2. www. o representante do Ministério Público requereu ao juiz competente o arquivamento dos autos. amplia a abrangência consolidando a jurisprudência: SÚMULA 524: Arquivado o inquérito policial. 6. aceitando o pedido do Ministério Público e arquivando o inquérito policial.pontodosconcursos. por despacho do juiz.Não existe número máximo de desarquivamentos. onde cabe recurso oficial e no caso das contravenções penais previstas nos art.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO policial poderá proceder a novas pesquisas. Em tal caso o juiz.

não está previsto em nenhuma norma expressa. Podemos compreender o trâmite do arquivamento através do seguinte quadro esquematizado: DELEGADO Solicitar diligências complementares MINISTÉRIO PÚBLICO Oferecer denúncia Solicitar arquivamento SIM JUIZ NÃO ARQUIVAMENTO Determinar ou oferecer a denúncia Determinar ao Juiz o arquivamento PROCURADOR GERAL 1.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 3.pontodosconcursos.br 29 . o Juiz não pode desarquivar o inquérito policial de ofício.O Juiz não pode arquivar o inquérito sem a manifestação neste sentido do titular da ação. Professor: Pedro Ivo www. pois se trata de uma construção doutrinária e jurisprudencial. e este não concorda com a reabertura.com.3 ARQUIVAMENTO IMPLÍCITO Embora seja muito comum sua prática do dia a dia forense. se o IP foi arquivado a requerimento do Ministério Público. 4.Segundo o STJ. a autoridade judicial não poderá reabri-lo para determinar novas diligências. ou seja.12.

que não exerceu a fiscalização sobre o princípio da obrigatoriedade da ação penal” (RANGEL). no entanto. que ocorrerá quando estiverem sendo investigados vários fatos criminosos em um único inquérito. Professor: Pedro Ivo www. ou ainda. Vindo o arquivamento implícito a ser consumado. deixa de denunciar algum (uns) indiciado. Exemplo: omissão de outros crimes ou omissão de qualificadoras. quando o magistrado ao exercer sua fiscalização sobre o principio da obrigatoriedade da ação penal (art. Este arquivamento se consuma quando o Juiz não se pronuncia na forma do art. É o também chamado de arquivamento expresso. quando tratar-se de omissão de indiciados. alegando que este não era passível de oferecimento de denúncia.pontodosconcursos. No aspecto subjetivo.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO O arquivamento implícito é fenômeno no qual o Ministério Público. Para ficar mais fácil a compreensão.com. E no aspecto objetivo. deixa de mencionar na denúncia algum (uns) fato (os) criminoso que estava contido no inquérito ou peça de informação. se referia apenas a um dos fatos que foi apurado no inquérito. 28 – CPP). sem expressa manifestação ou justificação deste procedimento. quando tratar-se de omissão a fatos investigados. 28 com relação ao que foi omitido na peça acusatória” (JARDIM). sem se manifestar expressamente os motivos que o levaram a tal omissão. e não se manifeste em relação aos outros fatos criminosos. deixa de se pronunciar em relação aos fatos que foram omissos na denúncia. “o arquivamento implícito ocorre sempre que há inércia do promotor de justiça e do juiz.br 30 . Parte da doutrina ainda prevê uma terceira modalidade de arquivamento implícito. estará também configurado o arquivamento implícito do inquérito policial. O arquivamento implícito poderá ser analisado diante de um duplo aspecto. e o Ministério Público se pronuncia pelo arquivamento de todo conteúdo do inquérito. mas lacunoso. observe como alguns autores tratam do tema: “Entende-se por arquivamento implícito o fenômeno de ordem processual decorrente de o titular da ação penal deixar de incluir na denúncia algum fato investigado ou alguns dos indiciados. Caso o Juiz homologue totalmente o requerimento.

No caso de haver divergência entre o promotor e o magistrado. que será realizada. Explico: Se o membro do Ministério Público entender que o juízo é incompetente deve solicitar ao magistrado a remessa dos autos ao juízo competente e não deixar de oferecer a denúncia quando há justa causa. manifestar-se no sentido de não oferecer a denúncia sob o fundamento de que o juízo é incompetente para a ação penal. bem como os objetos que interessarem à prova. ou seu representante legal. sempre que servir de base a uma ou outra. ser-lhe-á nomeado curador pela O Ministério Público não poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade policial. 28 do CPP. ou não. ***************************************************************** Professor: Pedro Ivo www. Citarei aqui as que são importantes: Os instrumentos do crime. menor. por analogia com o art. Se o indiciado for autoridade policial. senão para novas diligências. a juízo da autoridade. Tal situação não é considerada admissível pela doutrina e poderá ocasionar a responsabilidade disciplinar do promotor.12. O inquérito policial acompanhará a denúncia ou queixa.13 REGRAS PROCEDIMENTAIS REFERENTES AO INQUÉRITO Há no CPP algumas regras meramente procedimentais. mas que são exigidas em PROVA.4 ARQUIVAMENTO INDIRETO O arquivamento indireto ocorre na hipótese de o promotor. a “palavra final” será do procurador-geral. simplesmente.pontodosconcursos. e o indiciado poderão requerer qualquer diligência. 1.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 1.br 31 . acompanharão os autos do inquérito. imprescindíveis ao oferecimento da denúncia.com. O ofendido.

Pedro Ivo Professor: Pedro Ivo www.br 32 . sem dúvida. reveja os pontos sobre os quais ainda restam dúvidas e. assim.com. esteja cada vez mais perto de sua aprovação. bons estudos e até a próxima aula. você encontrará em sua PROVA questões versando sobre os assuntos aqui apresentados. Chegamos ao término da nossa primeira aula e.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO Futuros aprovados. releia os conceitos. Abraços.pontodosconcursos. Sendo assim.

10.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO PRINCIPAIS ARTIGOS TRATADOS EM AULA Art. contado o prazo. ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. Art. § 3o Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em que caiba ação pública poderá. ou os motivos de impossibilidade de o fazer. ou no prazo de 30 dias.br 33 . Art. reduzidas a escrito ou datilografadas e. rubricadas pela autoridade. neste caso. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias. num só processado. Parágrafo único.mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público. Art. 4º A polícia judiciária será exercida pelas autoridades policiais no território de suas respectivas circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria. b) a individualização do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção ou de presunção de ser ele o autor da infração. A competência definida neste artigo não excluirá a de autoridades administrativas. mediante fiança ou sem ela. com indicação de sua profissão e residência. se o indiciado tiver sido preso em flagrante.pontodosconcursos. nos crimes em que a ação pública depender de representação. a autoridade policial poderá proceder à reprodução simulada dos fatos. § 5o Nos crimes de ação privada.de ofício. mandará instaurar inquérito. quando estiver solto. a partir do dia em que se executar a ordem de prisão. 9o Todas as peças do inquérito policial serão. a quem por lei seja cometida a mesma função. § 2o Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia. Professor: Pedro Ivo www. com todas as circunstâncias. e esta. Os instrumentos do crime. § 4o O inquérito. acompanharão os autos do inquérito. c) a nomeação das testemunhas. nesta hipótese. verificada a procedência das informações. II . Art. não poderá sem ela ser iniciado. comunicá-la à autoridade policial. Art. 5o Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: I . § 1o O requerimento a que se refere o no II conterá sempre que possível: a) a narração do fato. a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la. 7o Para verificar a possibilidade de haver a infração sido praticada de determinado modo. 11. ou estiver preso preventivamente. desde que esta não contrarie a moralidade ou a ordem pública.com. bem como os objetos que interessarem à prova. verbalmente ou por escrito.

19. Art.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO Art. ou não. O inquérito policial acompanhará a denúncia ou queixa. que será realizada. Art.pontodosconcursos. onde aguardarão a iniciativa do ofendido ou de seu representante legal. 20. A incomunicabilidade do indiciado dependerá sempre de despacho nos autos e somente será permitida quando o interesse da sociedade ou a conveniência da investigação o exigir. Nos atestados de antecedentes que Ihe forem solicitados. O ofendido. Art. Art.br 34 . a autoridade policial não poderá mencionar quaisquer anotações referentes a instauração de inquérito contra os requerentes. será decretada por despacho fundamentado do Juiz. Se o indiciado for menor. respeitado. ou serão entregues ao requerente. A incomunicabilidade. a requerimento da autoridade policial. 15. Nos crimes em que não couber ação pública. sempre que servir de base a uma ou outra. e o indiciado poderão requerer qualquer diligência. ser-lhe-á nomeado curador pela autoridade policial. por falta de base para a denúncia. o disposto no artigo 89. Art. do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil. Parágrafo único. se o pedir. a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas. senão para novas diligências. 12. em qualquer hipótese. 17. os autos do inquérito serão remetidos ao juízo competente. inciso III. Art. salvo no caso de existir condenação anterior. a juízo da autoridade. Professor: Pedro Ivo www. Art. 18. Art. se de outras provas tiver notícia. 14. que não excederá de três dias. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária.com. ou seu representante legal. Parágrafo único. 16. O Ministério Público não poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade policial. ou do órgão do Ministério Público. A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito. mediante traslado. 21.

o prazo para a conclusão do inquérito será de trinta dias. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: Conforme o art.TJ-ES / 2011) Via de regra. ou não.TRE-ES / 2011) O inquérito policial não é indispensável à propositura de ação penal. a juízo da autoridade. do CPP. e caso o agente esteja solto. do CPP. ser prorrogado. § 4º. 5º. que será realizada. não legal para que o ofendido ou o indiciado requeiram Professor: Pedro Ivo www. o inquérito policial poderá ser instaurado independentemente de representação da pessoa ofendida. em crimes de atribuição da polícia civil estadual. o ofendido. (CESPE / Analista Judiciário .PC-ES / 2011) As diligências no âmbito do serão realizadas por requisição do membro do ou pela conveniência da autoridade policial. o inquérito. também.br 35 . 3. podendo ser prorrogado. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: Segundo o art. 4. (CESPE / Perito inquérito policial Ministério Público existindo previsão diligências. o prazo para a conclusão do inquérito será de quinze dias. nos crimes em que a ação pública depender de representação. razão pela qual. 2. caso o indiciado esteja preso. tratando-se de delito de ação penal pública condicionada à representação.PC-ES / 2011) O inquérito policial independe da ação penal instaurada para o processo e julgamento do mesmo fato criminoso. 14. podendo.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO EXERCÍCIOS 1. não poderá sem ela ser iniciado. e o indiciado poderão requerer qualquer diligência. (CESPE / Perito Criminal . GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: A regra geral é a contida no artigo 10 do CPP (10 dias se estiver preso e 30 dias se estiver solto). ou seu representante legal. (CESPE / Analista Judiciário . mas denúncia Criminal .com.pontodosconcursos.

(CESPE / Escrivão . GABARITO: CERTA COMENTÁRIOS: O IP não é fase obrigatória.br 36 .PC-ES / 2011) O desenvolvimento da investigação no IP deverá seguir. admite-se que a autoridade policial realize novas diligências.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO desacompanhada de um mínimo de prova do fato e da autoria é denúncia sem justa causa. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: O IP é um procedimento administrativo e não possui rito. mediante representação do ofendido ou representante legal. por falta de elementos que evidenciem a justa causa. a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas.PC-ES / 2011) São formas de instauração de IP: de ofício.pontodosconcursos. Além disso. 6. do CPP.PC-ES / 2011) Arquivado o IP. 7. todas as diligências previstas de forma taxativa no Código de Processo Penal. pela autoridade policial. após apuração preliminar. GABARITO: CERTA COMENTÁRIOS: conforme o art. 18.com. se de outras provas tiver notícias. (CESPE / Escrivão . sob pena de ofender o princípio do devido processo legal. (CESPE / Escrivão . por meio de requisição do Ministério Público ou do ministro da Justiça. as diligências previstas no CPP não são taxativas. se de outras provas tiver notícia. 5º do CPP. podendo ser dispensado caso o MP disponha de suficientes elementos para o oferecimento da ação penal. necessariamente. Professor: Pedro Ivo www. por intermédio do auto de prisão em flagrante e em virtude de delatio criminis anônima. depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária. 5. por falta de base para a denúncia. GABARITO: CERTA COMENTÁRIOS: Questão que exige o conhecimento do art.

GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: Segundo NESTOR TÁVORA. 9. por falta de base para a denúncia.PC-ES / 2011) O indiciamento do investigado é ato essencial e indispensável na conclusão do IP.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 8. por não impedir pesquisas supervenientes (art. ou seja. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária. 18 do CPP). (CESPE / AGU / 2010) O arquivamento do inquérito policial não gera preclusão. não pode a ação penal ser iniciada. (CESPE / Escrivão .pontodosconcursos. somente com novas provas pode ser iniciada a ação penal. não produz coisa julgada formal.com. O CPP não define uma fase própria em que o investigado passa a ser indiciado e não exige que haja este ato. Veja: Art. arquivado o inquérito policial. e não de ato de jurisdição. uma vez arquivado o inquérito a pedido do promotor de justiça. se de outras provas tiver notícia. 10. os vícios nele existentes podem contaminar a ação penal subsequente. por despacho do juiz. Indiciamento é a informação ao susposto autor do fato objeto das investigações.br 37 . nos termos da súmula 524 do STF. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: Os vícios do inquérito não contaminam a ação penal. (CESPE / AGU / 2010) Embora o inquérito policial tenha natureza de procedimento informativo. É a cientificação ao suspeito de que ele passa a ser o principal foco do IP. a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas. Todavia. sem novas provas. 18. a requerimento do Promotor de Justiça. GABARITO: CERTA COMENTÁRIOS: O arquivamento. ou fruits of the poisonouss tree. não gera preclusão. Professor: Pedro Ivo www. todavia. com base na teoria norte-americana dos frutos da árvore envenenada.

2o No relatório poderá a autoridade indicar testemunhas que não tiverem sido inquiridas. mediante fiança ou sem ela. sempre que servir de base a uma ou outra. GABARITO: CERTA COMENTÁRIOS: Exige do candidato o conhecimento do artigo 12 do CPP. Art. contado o prazo.com. tem ela o dever funcional de realizar as diligências requisitadas por estas autoridades. o crime de desobediência. (CESPE / DPU / 2010) Segundo o STJ. A recusa no cumprimento das diligências requisitadas não consubstancia. 10 § 2o do CPP. mencionando o lugar onde possam ser encontradas. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: Embora não esteja a autoridade policial sob subordinação funcional do juiz ou ao membro do Ministério Público. Observe que é possível que a autoridade indique testemunhas. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: Contraria o Art. nesse relatório. RT 747/624). O inquérito policial acompanhará a denúncia ou queixa. ou estiver preso preventivamente.pontodosconcursos. (CESPE / Polícia Federal/2009) O término do inquérito policial é caracterizado pela elaboração de um relatório e por sua juntada pela autoridade policial responsável. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 11. que não pode.br 38 . indicar testemunhas que não tiverem sido inquiridas. 10. 12. se o indiciado tiver sido preso em flagrante. sequer em tese. repercutindo apenas no âmbito administrativo-disciplinar (STJ. Professor: Pedro Ivo www. a partir do dia em que se executar a ordem de prisão. ou no prazo de 30 dias. 12. Art. quando estiver solto. (CESPE / POLÍCIA CIVIL-PB / 2008) O IP acompanhará a denúncia ou queixa. nesta hipótese. a recusa da autoridade policial em cumprir requisição judicial relativa a cumprimento de diligências configura o crime de desobediência. sempre que servir de base a uma ou outra. 13.

se de outras provas tiver notícia. 17.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 14. a autoridade policial não poderá proceder novas pesquisas se de outras provas tiver notícia. visando apurar a prática de crime contra www. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária. o ofendido ou seu representante legal e o indiciado poderão requerer qualquer diligência que será realizada. 15. salvo com expressa autorização judicial. por falta de base para a denúncia. 14. que será realizada.com.br 39 Professor: Pedro Ivo . (CESPE / Polícia Federal/2009) No inquérito policial. GABARITO: CORRETA COMENTÁRIOS: Reprodução exata do disposto no artigo 14 do CPP. ou não. pois o inquérito tem natureza administrativa. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: Contraria o artigo 18 que afirma que a autoridade policial PODERÁ proceder a novas pesquisas. Veja: Art. (CESPE / Ministério Público do Estado de Roraima – Promotor de Justiça/2008) Considere a seguinte situação hipotética. ou não. por falta de base para a denúncia. a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas. a juízo da autoridade. 18. Foi instaurado inquérito policial contra Sérgio. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: Inquérito com natureza judicial??? Pode parar por aqui. O ofendido. a juízo da autoridade. Veja: Art. (CESPE / Polícia Federal/2009) Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária. e o indiciado poderão requerer qualquer diligência. 16. (CESPE / Polícia Federal/2009) O inquérito policial tem natureza judicial visto que é um procedimento inquisitório conduzido pela polícia judiciária com a finalidade de reunir os elementos e informações necessárias à elucidação do crime. ou seu representante legal.pontodosconcursos. se de outras provas tiver notícia.

19. O inquérito foi encaminhado ao promotor de justiça. porém. produzindo-lhe lesões corporais de natureza leve. que promoveu o arquivamento do feito. por tratar-se de processo destinado a decidir litígio. ao tomar conhecimento do fato. Nessa situação. (CESPE / TSE / 2007) Aplica-se ao inquérito policial a garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa. no caso o Ministério Público. não é possível o desarquivamento. atuou corretamente a autoridade policial.br 40 . sendo necessária a manifestação da vítima ou seu representante legal para a instauração do inquérito. pois a representação do ofendido em casos como esse é condição de procedibilidade para a persecução penal. uma vez que o arquivamento foi determinado por juiz absolutamente incompetente.com. inexistindo. independentemente da competência ou não da autoridade judicial.pontodosconcursos. cuidando. deliberadamente. sendo a competência da justiça federal. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS:O contraditório e a ampla defesa não se aplicam aos inquéritos policiais. acusado. uma vez que teria havido ofensa a direitos coletivos do trabalho. considerando que o fato em apuração não era típico. pois a fase investigatória é preparatória da acusação. instaurou o competente procedimento. de colher previamente a manifestação da vítima no sentido de ver processado o autor do delito. Posteriormente. Nessa situação. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: Conforme vimos. que entendeu ter-se configurado crime. de caráter Professor: Pedro Ivo www. a denúncia deverá ser recebida. (CESPE / Procurador Municipal do município de vitória/2007) Considere a seguinte situação hipotética. argumentação que foi acolhida pelo juiz. ainda. GABARITO: CORRETA COMENTÁRIOS: A lesão corporal leve é um delito que dá ensejo à ação penal pública condicionada. ofereceu denúncia contra Sérgio. 18. feriu um desafeto. A autoridade policial. Trata-se de mero procedimento administrativo. o fato foi levado a conhecimento do procurador da República. Um indivíduo.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO as relações de trabalho. se a atipicidade foi levantada pelo titular da ação. Assim sendo.

(CESPE / Agente da Polícia Federal/2004) Um promotor de justiça requereu o arquivamento de um inquérito policial fundamentado na prescrição da pretensão punitiva. não as relativas à decretação e às vicissitudes da execução de diligências em curso. por seu advogado. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: O Juiz. como interceptações telefônicas e buscas e apreensões. tem por objeto as informações já introduzidas nos autos do inquérito. Professor: Pedro Ivo www.br 41 . angariar elementos de convicção aptos a embasar denúncia.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO investigatório. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: Pode o Ministério Público dispensar inquérito policial. ainda não trazidas ao interior da investigação. considerando improcedentes as razões invocadas. deverá enviar os autos ao ProcuradorGeral que poderá oferecer a denúncia. caso o juiz discorde. 20. o Ministério Público. (CESPE / TSE / 2007) O indiciado e seu advogado têm direito de acessar as informações já introduzidas nos autos do inquérito policial e as relativas à decretação e à execução de diligências em curso. caso discorde. Nessa situação. 22.com.pontodosconcursos. determinar o arquivamento ou designar outro órgão do Ministério Público para dar início a ação penal. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: O direito do indiciado. quando lhe são encaminhadas peças de informação suficientes para o oferecimento da denúncia. (CESPE / TSE / 2007) O MP não pode dispensar o inquérito policial ainda que tenha conseguido. destinado a subsidiar a atuação do titular da ação penal. deverá encaminhar os autos a outro promotor para que este ofereça a denúncia. 21. por outros meios.

26. não podendo ter início ex officio. ou insistirá no pedido de arquivamento. GABARITO: CERTA COMENTÁRIOS: Nos termos do art. ainda que se trata de crime de ação penal pública condicionada. este deverá remeter os autos à consideração do Procurador. ao qual só então estará o juiz obrigado a atender. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: Com base no Art. e este oferecerá a denúncia. desde que o faça motivadamente. 28 do CPP. (CESPE / TJ-PA / 2009) No caso do Promotor de Justiça requerer o arquivamento do inquérito policial por entender ausente a justa causa para a instauração da ação penal. Professor: Pedro Ivo www. diante da possibilidade de se efetuar transação em matéria penal. havendo discordância do Juiz. 25. requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação. (CESPE / DPE-AL / 2010) O princípio da indisponibilidade foi mitigado com o advento dos juizados especiais criminais.pontodosconcursos. (CESPE / MPE-SE / 2009) O inquérito policial pode ser iniciado de ofício. se o órgão do Ministério Público. 24. fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: A ação penal pública condicionada depende da representação do ofendido ou representante legal. designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la. realmente o princípio da indisponibilidade encontra-se mitigado com a criação dos Juizados Especiais Criminais. o delegado poderá mandar arquivar o inquérito policial.Geral de Justiça. 17 do CPP. o juiz. (CESPE / Agente da Polícia Federal/2004) Verificando que o fato evidentemente não constitui crime. no caso de considerar improcedentes as razões invocadas.br 42 . GABARITO: CERTA COMENTÁRIOS: Conforme vimos.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 23.com. ao invés de apresentar a denúncia. a autoridade policial não poderá determinar o arquivamento dos autos.

(CESPE / MPE-SE / 2009) O inquérito policial deverá terminar no prazo de dez dias.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 27. 28. mas apenas à propositura da ação penal respectiva. Por tratar-se de um procedimento administrativo.com. a representação não é necessária para dar início ao inquérito policial. (CESPE / contraditório. GABARITO: CERTA COMENTÁRIOS: O art. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: O CPP define as linhas mestras para o inquérito. (CESPE / TRE-GO / 2009) Nos crimes de ação penal pública condicionada. 31. (CESPE / MPE-SE / 2009) O inquérito policial pode ser arquivado por ordem da autoridade policial. se o indiciado tiver sido preso em flagrante.pontodosconcursos. 30. 10 do CPP define o prazo para o término do inquérito como sendo de 10 dias se o indiciado estiver preso e 30 dias caso esteja solto. cabe ao Delegado a prerrogativa de determinar a melhor forma de atingir o objetivo da investigação. todavia cada crime é diferente do outro. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: Só o Juiz pode determinar o arquivamento. 29.br 43 . MPE-SE / 2009) O inquérito policial obedece ao GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: Trata-se o inquérito de um procedimento inquisitivo que não se submete ao contraditório. (CESPE / MPE-SE / 2009) O inquérito policial tem rito próprio. GABARITO: ERRADA Professor: Pedro Ivo www.

br 44 .com. Nessa situação. a representação é necessária tanto para a instauração do inquérito quanto para o início da ação. 15 do CPP.pontodosconcursos. a autoridade policial não precisará nomear curador. (CESPE / Promotor / 2008) O inquérito policial não é indispensável à propositura da ação penal nos crimes em que se procede mediante queixa do ofendido.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO COMENTÁRIOS: Nos crimes de ação penal pública condicionada. 32. 33. o inquérito policial poderá ser iniciado a requerimento do ofendido. GABARITO: CERTA Professor: Pedro Ivo www. quando o fato evidentemente não constituir infração penal ou quando tiver sido praticado em situação que exclua a antijuridicidade. se o indiciado for menor. 5º do CPP. serlhe-á nomeado curador pela autoridade policial. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: AUTORIDADE POLICIAL NÃO PODE MANDAR ARQUIVAR OS AUTOS DE INQUÉRITO!!! 35. (CESPE / TRE-GO / 2009) Nos crimes de ação penal pública. considerando a natureza inquisitorial do inquérito policial. 34. caberá recurso para o chefe de polícia contra despacho que. GABARITO: CERTA COMENTÁRIOS: Está em perfeita consonância com o art. (CESPE / TRE-GO / 2009) Em caso de indiciado menor de idade. (CESPE / TRE-GO / 2009) A autoridade policial mandará arquivar os autos de inquérito. GABARITO: ERRADA COMENTÁRIOS: Nos termos do art. indeferir o requerimento de abertura do inquérito. eventualmente. que dispensa contraditório.

br 45 .com.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO COMENTÁRIOS: Quando não há dúvidas quanto ao fato e a autoria. Professor: Pedro Ivo www.pontodosconcursos. não há que se falar em necessidade do inquérito policial.

com. também. 7. por intermédio do auto de prisão em flagrante e em virtude de delatio criminis anônima. podendo ser prorrogado. mediante representação do ofendido ou representante legal. 2. (CESPE / Analista Judiciário . se de outras provas tiver notícia. podendo. (CESPE / Escrivão . admite-se que a autoridade policial realize novas diligências. o prazo para a conclusão do inquérito será de quinze dias. mas denúncia desacompanhada de um mínimo de prova do fato e da autoria é denúncia sem justa causa.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO LISTA DOS EXERCÍCIOS APRESENTADOS 1.TJ-ES / 2011) Via de regra. 4.PC-ES / 2011) Arquivado o IP. (CESPE / Escrivão . todas as diligências previstas de www. e caso o agente esteja solto. (CESPE / Escrivão .PC-ES / 2011) O desenvolvimento da investigação no IP deverá seguir. o prazo para a conclusão do inquérito será de trinta dias.PC-ES / 2011) O inquérito policial independe da ação penal instaurada para o processo e julgamento do mesmo fato criminoso. não legal para que o ofendido ou o indiciado requeiram 3. necessariamente. Criminal . (CESPE / Analista Judiciário . razão pela qual. (CESPE / Perito inquérito policial Ministério Público existindo previsão diligências.br 46 Professor: Pedro Ivo . caso o indiciado esteja preso. pela autoridade policial. tratando-se de delito de ação penal pública condicionada à representação. ser prorrogado. por meio de requisição do Ministério Público ou do ministro da Justiça.TRE-ES / 2011) O inquérito policial não é indispensável à propositura de ação penal. por falta de elementos que evidenciem a justa causa. em crimes de atribuição da polícia civil estadual. 6. (CESPE / Perito Criminal .PC-ES / 2011) São formas de instauração de IP: de ofício. 5.pontodosconcursos. após apuração preliminar.PC-ES / 2011) As diligências no âmbito do serão realizadas por requisição do membro do ou pela conveniência da autoridade policial. o inquérito policial poderá ser instaurado independentemente de representação da pessoa ofendida.

ou não. uma vez arquivado o inquérito a pedido do promotor de justiça. 13. (CESPE / AGU / 2010) Embora o inquérito policial tenha natureza de procedimento informativo. (CESPE / Polícia Federal/2009) O término do inquérito policial é caracterizado pela elaboração de um relatório e por sua juntada pela autoridade policial responsável. a juízo da autoridade. 11. indicar testemunhas que não tiverem sido inquiridas.br 47 . a recusa da autoridade policial em cumprir requisição judicial relativa a cumprimento de diligências configura o crime de desobediência. 10. 15. (CESPE / Polícia Federal/2009) O inquérito policial tem natureza judicial visto que é um procedimento inquisitório conduzido pela polícia judiciária com a finalidade de reunir os elementos e informações necessárias à elucidação do crime. 9. 8. os vícios nele existentes podem contaminar a ação penal subsequente. 14. (CESPE / AGU / 2010) O arquivamento do inquérito policial não gera preclusão. (CESPE / POLÍCIA CIVIL-PB / 2008) O IP acompanhará a denúncia ou queixa. Professor: Pedro Ivo www. que não pode. 12. com base na teoria norte-americana dos frutos da árvore envenenada. e não de ato de jurisdição.com. sob pena de ofender o princípio do devido processo legal.PC-ES / 2011) O indiciamento do investigado é ato essencial e indispensável na conclusão do IP.pontodosconcursos. ou fruits of the poisonouss tree. todavia. (CESPE / DPU / 2010) Segundo o STJ. nesse relatório. (CESPE / Escrivão . sempre que servir de base a uma ou outra. (CESPE / Polícia Federal/2009) No inquérito policial. o ofendido ou seu representante legal e o indiciado poderão requerer qualquer diligência que será realizada.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO forma taxativa no Código de Processo Penal. somente com novas provas pode ser iniciada a ação penal.

(CESPE / Procurador Municipal do município de vitória/2007) Considere a seguinte situação hipotética. Nessa situação.com. Professor: Pedro Ivo www. deliberadamente. de colher previamente a manifestação da vítima no sentido de ver processado o autor do delito. a denúncia deverá ser recebida. uma vez que teria havido ofensa a direitos coletivos do trabalho. considerando que o fato em apuração não era típico. produzindo-lhe lesões corporais de natureza leve. uma vez que o arquivamento foi determinado por juiz absolutamente incompetente. Posteriormente. (CESPE / TSE / 2007) O indiciado e seu advogado têm direito de acessar as informações já introduzidas nos autos do inquérito policial e as relativas à decretação e à execução de diligências em curso.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 16. cuidando. 18. a autoridade policial não poderá proceder novas pesquisas se de outras provas tiver notícia. ofereceu denúncia contra Sérgio. instaurou o competente procedimento. como interceptações telefônicas e buscas e apreensões. sendo a competência da justiça federal. (CESPE / Polícia Federal/2009) Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária. atuou corretamente a autoridade policial. O inquérito foi encaminhado ao promotor de justiça. por falta de base para a denúncia. por tratar-se de processo destinado a decidir litígio. o fato foi levado a conhecimento do procurador da República. Assim sendo. ainda não trazidas ao interior da investigação.br 48 . Foi instaurado inquérito policial contra Sérgio. que promoveu o arquivamento do feito. (CESPE / TSE / 2007) Aplica-se ao inquérito policial a garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa. Nessa situação. pois a representação do ofendido em casos como esse é condição de procedibilidade para a persecução penal. argumentação que foi acolhida pelo juiz. que entendeu ter-se configurado crime.pontodosconcursos. Um indivíduo. visando apurar a prática de crime contra as relações de trabalho. 20. 17. salvo com expressa autorização judicial. ao tomar conhecimento do fato. 19. porém. A autoridade policial. feriu um desafeto. (CESPE / Ministério Público do Estado de Roraima – Promotor de Justiça/2008) Considere a seguinte situação hipotética.

pontodosconcursos. 25. angariar elementos de convicção aptos a embasar denúncia. 27. 28. caso o juiz discorde. (CESPE / contraditório. (CESPE / Agente da Polícia Federal/2004) Verificando que o fato evidentemente não constitui crime. deverá encaminhar os autos a outro promotor para que este ofereça a denúncia. (CESPE / DPE-AL / 2010) O princípio da indisponibilidade foi mitigado com o advento dos juizados especiais criminais. este deverá remeter os autos à consideração do Procurador. Nessa situação.DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 21. diante da possibilidade de se efetuar transação em matéria penal. MPE-SE / 2009) O inquérito policial obedece ao 29. se o indiciado tiver sido preso em flagrante. 30. 22. por outros meios. 24.com. desde que o faça motivadamente.Geral de Justiça. (CESPE / Agente da Polícia Federal/2004) Um promotor de justiça requereu o arquivamento de um inquérito policial fundamentado na prescrição da pretensão punitiva. 23. 26. (CESPE / TSE / 2007) O MP não pode dispensar o inquérito policial ainda que tenha conseguido. (CESPE / MPE-SE / 2009) O inquérito policial pode ser arquivado por ordem da autoridade policial. (CESPE / TJ-PA / 2009) No caso do Promotor de Justiça requerer o arquivamento do inquérito policial por entender ausente a justa causa para a instauração da ação penal. considerando improcedentes as razões invocadas. Professor: Pedro Ivo www. (CESPE / MPE-SE / 2009) O inquérito policial tem rito próprio. havendo discordância do Juiz. (CESPE / MPE-SE / 2009) O inquérito policial pode ser iniciado de ofício.br 49 . (CESPE / MPE-SE / 2009) O inquérito policial deverá terminar no prazo de dez dias. ainda que se trata de crime de ação penal pública condicionada. o delegado poderá mandar arquivar o inquérito policial.

DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR PEDRO IVO PROFESSOR PEDRO IVO 31. (CESPE / Promotor / 2008) O inquérito policial não é indispensável à propositura da ação penal nos crimes em que se procede mediante queixa do ofendido. que dispensa contraditório. Nessa situação.br 50 . a autoridade policial não precisará nomear curador. o inquérito policial poderá ser iniciado a requerimento do ofendido. eventualmente. quando o fato evidentemente não constituir infração penal ou quando tiver sido praticado em situação que exclua a antijuridicidade. GABARITO 1-E 7-E 13-E 19-E 25-C 31-E 2-E 8-E 14-C 20-E 26-E 32-E 3-E 9-E 15-E 21-E 27-C 33-C 4-C 10-C 16-E 22-E 28-E 34-E 5-C 11-E 17-E 23-E 29-E 35-C 6-C 12-C 18-C 24-C 30-E ***** Professor: Pedro Ivo www.pontodosconcursos. mas apenas à propositura da ação penal respectiva. (CESPE / TRE-GO / 2009) A autoridade policial mandará arquivar os autos de inquérito. considerando a natureza inquisitorial do inquérito policial. (CESPE / TRE-GO / 2009) Em caso de indiciado menor de idade. 34. (CESPE / TRE-GO / 2009) Nos crimes de ação penal pública condicionada.com. caberá recurso para o chefe de polícia contra despacho que. 33. indeferir o requerimento de abertura do inquérito. (CESPE / TRE-GO / 2009) Nos crimes de ação penal pública. 32. 35. a representação não é necessária para dar início ao inquérito policial.

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