CURSO DE GESTÃO E MANUTENÇÃO DE ESPAÇOS VERDES

MÓDULO: MULTIPLICAÇÃO DE PLANTAS
FORMADORA: Paula Paulo

Multiplicação sexuada

Sexuada: Semente

a reprodução sexuada envolve uma alternância entre meiose e fecundação. que produzem células sexuais ou gâmetas.Exige-se que os descendentes sejam formados a partir de dois progenitores. Essas células. Assim. unem-se para originar o novo indivíduo. uma feminina e outra masculina. apresentando uma elevada vantagem evolutiva para os organismos pois produz e mantém a variabilidade das populações .

A reprodução nas Gimnospérmicas foi a adaptação ao meio terrestre. eliminando a dependência da água para a fecundação com a produção de um tubo polínico. que transporta o anterozóide á oosfera. .

.

protegido por tegumentos formados a partir de tecidos do esporângio. que permite a protecção e nutrição do embrião.A formação de semente. . até que as condições ideais para a germinação sejam encontradas.

.

são de vida livre. embora existam seres parasitas. até monocotiledóneas flutuantes não maiores que 1 mm de comprimento. variando desde os eucaliptos gigantes com mais de 100 metros de altura e 20 metros de diâmetro. com muito poucas excepções.As características vegetativas das Angióspermicas são muito variadas. Todas as Angiospérmicas. Assim como plantas dicotiledóneas . que não apresentam clorofila.

Quadro comparat ivo de caract eríst icas de Mono e Dicot iledóneas Características Peças florais Pólen Cotilédones Nervação da folha Feixes vasculares primários no caule Raiz Crescimento secundário Exemplos Dicotiledóneas múltiplos de 4 ou 5 com 3 sulcos ou poros dois em rede em anel único aprumada tipicamente presente todas as árvores e arbustos (excepto as gimnospérmicas) e a maioria das ervas Monocotiledóneas múltiplos de 4 com um sulco ou poro um paralela disposição complexa fasciculada ausente gramíneas. antúrios. etc. . palmeiras. lírios.

.Estrutura da flor monóica A flor é um ramo modificado. As angiospérmicas podem apresentar flores dióicas ou monóicas. formando anéis concêntricos em redor do eixo central de sustentação. formado por folhas modificadas (férteis e estéreis).

.

tais como: pedúnculo orgãos que sustentam a liga a flor ao resto ramo.Uma flor monóica típica apresenta três tipos de orgãos: orgãos de suporte flor. onde se inserem as restantes peças florais . receptáculo dilatação na zona terminal do pedúnculo.

orgãos de protecção orgãos que envolvem as peças reprodutoras propriamente dita. O conjunto dos órgãos de protecção designa-se perianto. Uma flor sem perianto diz-se nua. protegendo-as e ajudando a atrair animais polinizadores. Destes fazem parte: .

cálice conjunto de sépalas. A sua função é proteger a flor quando em botão. e for semelhante a sépalas diz-se sepalóide. Neste caso diz-se que o perianto é indiferenciado . A flor sem sépalas diz-se assépala. Se todo o perianto apresentar o mesmo aspecto (tépalas). as peças florais mais parecidas com folhas. pois geralmente são verdes.

CORTE LONGITUDINAL MOSTRANDOPEÇAS DE SUPORTE. PROTECÇÃO E REPRODUTORAS .

A flor sem pétalas diz-se apétala. Também neste caso. peças florais geralmente coloridas e perfumadas. para atrair animais. o perianto se designa indiferenciado. . Se todo o perianto for igual (tépalas). e for semelhante a pétalas diz-se petalóide.corola conjunto de pétalas. com glândulas produtoras de néctar na sua base.

pois sustentam esporângios. é o conjunto dos estames. São constituídas por um filete (corresponde ao pecíolo da folha) e pela antera (corresponde ao limbo da folha).orgãos de reprodução folhas férteis modificadas. As folhas férteis masculinas formam o anel mais externo e as folhas férteis femininas o interno: androceu parte masculina da flor. . Os estames são folhas modificadas. localizadas mais ao centro da flor e designadas esporófilos. ou esporófilos.

.

as paredes do ovário formam o fruto. Cada carpelo. é o conjunto de carpelos. dado que contém óvulos. ou esporófilo feminino.gineceu parte feminina da flor. . o estilete. Após a fecundação. O carpelo prolonga-se por uma zona estreita. e termina numa zona alargada que recebe os grãos de pólen. designada estigma. de modo a dificultar a autopolinização. é constituído por uma zona alargada oca inferior designada ovário. Geralmente o estigma é mais alto que as anteras.

com funções bem distintas: .Estrutura dos esporófilos masculinos No estame. A antera apresenta sulcos longitudinais que a dividem em dois lobos ou tecas. a zona mais importante do ponto de vista da reprodução é a antera. A antera apresenta três camadas de células. cada uma contendo dois sacos polínicos.

tal como todo o corpo da planta. . a antera está envolvida por células de protecção.camada de células epidérmicas .

como se pode verificar. grandes e de contorno muito regular. apresentam uma parede celular muito espessada. estas células perdem a água. As células desta camada. . devido a um mecanismo semelhante ao que existe nos esporângios de fetos.camada mecânica localizada imediatamente abaixo das células epidérmicas. entre os sacos polínicos. provocando o rasgar da antera e consequente libertação dos esporos no seu interior. já prédeterminada. Á medida que a antera amadurece. O mecanismo de libertação dos esporos é. A ruptura ocorre sempre na mesma zona da antera.

CORTE TRANSVERSAL DE UMA ANTERA JOVEM .

camada nutritiva a designação destas células já revela a sua. Esta camada apenas é visível em anteras jovens. pois é através delas que as células que irão originar os esporos se alimentam. função. pois não tem qualquer função numa antera madura. . em que os esporos não foram já libertados. importante.

as células que lhes dão origem são as célulasmães dos grãos de pólen. Atendendo a que os esporos se designam. irão originar os esporos. . por meiose.Os sacos polínicos são os esporângios masculinos ou microsporângios. e no seu interior encontram-se as células-mães dos esporos. neste caso. que. grãos de pólen ou micrósporos.

poroso e espesso. .Os grãos de pólen apresentam dois tegumentos envolventes. directamente em contacto com a membrana citoplasmática. um externo exina -. Quando ainda se encontram encerrados nas anteras. com esculturações características da espécie e um interno intina mais fino e celulósico. os grãos de pólen iniciam a sua germinação sofrendo uma mitose não seguida de citocinese. obtendo-se uma célula com dois núcleos: núcleo germinativo e núcleo vegetativo.

estilete e estigma. presos á parede do ovário através de um pedúnculo designado funículo. o ovário é formado por três lóculos. câmaras fechadas onde se encontram os óvulos. por exemplo.Estrutura dos esporófilos femininos Os carpelos são constituídos por três zonas principais: ovário. . No caso da açucena.

fornecendo alimento e hormonas . por este segregada.Fecundação Os grãos de pólen aderem ao estigma por intermédio de uma substância viscosa e nutritiva. Esta substância vai permitir o continuar do desenvolvimento do grão de pólen.

Tanto o estigma como o estilete são estruturas especializadas em facilitar a germinação do grão de pólen e o crescimento do tubo polínico. o grão de pólen absorve água. pois produzem nutrientes e conduzem o tubo em direcção ao ovário. devido á existência de um gradiente de potencial hídrico. proveniente das células do estigma. .Uma vez em contacto com o estigma. crescendo o tubo tanto entre as células como por dentro das suas células. Na maioria das angiospérmicas o estilete é sólido.

pode-se compreender melhor a composição da semente: embrião resultante do zigoto.Atendendo a que toda esta estrutura está envolvida pelos tegumentos do óvulo. por mitoses sucessivas. .

protegendo a semente. que se espessam e impermeabilizam. é um tecido triplóide com elevado conteúdo em substâncias de reserva. tal como protegiam o macrosporângio . tegumentos de protecção (casca) formados a partir da primina e secundina.endosperma também designado albúmen.

notamos que existe entre eles uma diferença bem acentuada: .Multiplicação assexuada Num caule jovem de uma dicotiledonea e uma monocotiledonea.

. ficando com uma estrutura primária durante a vida inteira. pois os tecidos de condução são encontrados dispersos. Os caules das dicotiledoneas. com o passar do tempo. formando uma estrutura secundária. Já os caules das monocotiledoneas não engrossam. formam meristemas secundários que fazem com que engrossem.Enquanto que no caule de dicotiledonea se pode observar um cilindro central bem destacado nas monocotiledoneas isto não ocorre.

.

Multiplicação assexuada Mergulhia União .a planta matriz Alporquia Estacas caulinares Lenhosa Semi-lenhosa Herbácea .

Estacas foleares Folha completa Fragmento de folha Folha completa + gomo Estacas de gomo Estacas radiculares Divisão de bolbos Fragmentos de raízes Fragmentos de tubérculos e rizomas .

Enxertia Garfo Borbulha Micropropagação .

ou. uma folha ou raiz e colocá-los em um meio adequado para que se forme um sistema radicular e. A propagação por estacas baseia-se na faculdade de regeneração dos tecidos e emissão de raízes. desenvolva a parte aérea. .ESTACA A propagação vegetativa por estacas consiste em destacar da planta original um ramo.

a multiplicação de genótipos seleccionados. . Além disso. ainda. a técnica de maior viabilidade económica para o estabelecimento e plantação de clones. a um custo menor. a estaca é. pois permite. a estaca tem a vantagem de não apresentar o problema de incompatibilidade que ocorre na enxertia. num curto período de tempo.De entre os métodos de propagação vegetativa.

devem ser retirados pela manhã.As estacas herbáceas são obtidas de ramos apicais. quando ainda estão túrgidas e com níveis mais elevados de ácido abscísico e de etileno. . que são elementos favoráveis ao enraizamento.

quase sem excepção. constituem-se no material básico de propagação de árvores frutíferas. com idade entre 8 e 15 meses e encontram maior campo de aplicação que as herbáceas e.As estacas lenhosas são obtidas de ramos lenhosos ou lenhificados. os principais tipos de estacas lenhosas com suas características são: .

Estaca simples A estaca simples é obtida subdividindo-se o ramo em pedaços de 20 a 30 cm de comprimento. O diâmetro dessa estaca normalmente varia de 0.5 cm e cada uma deve possuir de 4 a 6 gemas.5 a 1. tanto pelo rendimento que oferece como na prática da estaca. . Esse tipo de material constitui-se num dos mais efectivos.

é inferior ao das simples. neste tipo.Difere da anterior por trazer consigo parte do lenho velho. O número de estacas. pois só podem ser obtidas quando os ramos apresentam bifurcação. É obtida destacando-se um ramo no ponto de inserção com outro de dois anos. que se denomina talão. É utilizada quando a espécie ou variedade apresenta dificuldade de enraizamento. .

em vez de ser retirada com um pedaço de lenho velho na forma de pata de cavalo. Apresenta o formato de uma cruz .Estaca-cruzeta Assemelha-se ao tipo anterior. de modo a permitir maior porção de lenho. é obtida seccionando-se o ramo de dois anos. porém.

Estaca-gema O material de propagação é representado por uma única gema e é utilizado em casos muito especiais. . O seu uso restringe-se à multiplicação de material muito valioso ou quando não se dispõe de material em quantidade suficiente.

.

como cavalo.Estaca-enxerto As estacas de difícil propagação podem ter o seu enraizamento facilitado utilizando-a com garfo e a estaca de mais fácil enraizamento. .

de preferência durante a Primavera e o Verão. O enraizamento das estacas lenhosas está intimamente ligado às substâncias de reserva. de ponteiro. são multiplicadas durante o ano todo.Época de propagação As estacas herbáceas. daí a sua utilização durante o período de repouso vegetativo. quando o ramo apresenta-se outonado. As lenhosas normalmente são empregadas após a queda das folhas. portanto. .

.Preparação das estacas As estacas são preparadas cortando-se os ramos de acordo com o tipo desejado. A parte superior é seccionada a um ou mais centímetros acima da última gema e a parte inferior. com uma gema do lado oposto ao corte. em bisel.

segundo o tipo de estaca utilizada. . e as estacas são fincadas no solo. Excepção é feita para a estaca-gema ou semente. de modo que apenas um terço permaneça exposto ou uma única gema. a qual requer os mesmos cuidados que os empregados na propagação de sementes.A estaca é feita em terreno preparado.

Desenvolvimento Anatómico das Raízes nas Estacas O processo de desenvolvimento das raízes adventícias nas estacas caulinares pode ser dividido em três fases: .

incluindo a ruptura de outros tecidos do caule e a formação de conexões vasculares com os tecidos condutores da estaca. E desenvolvimento e emergência das novas raízes. . Diferenciação desses grupos de células em primórdios de raiz reconhecíveis.Formação de grupos de células meristemáticas (as iniciais da raiz).

Factores que Afectam a Propagação por Estacas Dentre os vários factores de que depende o enraizamento de estacas. O sucesso. a maturação. que influenciam. sobretudo. . no entanto. o estado fisiológico. o tipo de propágulo. a sua origem na copa e a época de coleta. destacam-se os ambientais. depende de factores internos e externos. na capacidade e na rapidez de enraizamento.

Factores Internos Factores Externos .

Factores Internos

Espécie Condição fisiológica da planta-mãe. Há consideráveis evidências de que a nutrição da planta-mãe exerce forte influência sobre o desenvolvimento de raízes e ramos

Idade da Planta-mãe Estacas de plantas jovens enraízam melhor que as de plantas velhas. O rejuvenescimento, por meio de poda, favorece o enraizamento. Estacas de plantas jovens, procedentes de sementes, enraízam com maior facilidade que as estacas retiradas de plantas da mesma espécie, porém mais velhas

Época do ano A época do ano, em alguns casos, pode exercer grande influência sobre o enraizamento das estacas. Para estacas de folhas caducas, as melhores épocas são o Outono e o Inverno e, para as de folhas persistentes, a Primavera e o Verão.

a base da copa é mais favorável que a parte superior para colheita. de maturação fisiológica. a parte da copa onde é extraído o material não é indiferente quanto ao resultado do enraizamento.Tipo de estaca O tipo de estaca pode também ser decisivo e deve-se usar o mais adequado. Com relação às estacas obtidas de ramos. . normalmente. Por uma questão.

Factores Externos Humidade É factor de grande importância para o sucesso de um programa de propagação vegetativa por meio de enraizamento de estacas. A retirada das estacas deve ser feita sempre que possível pela manhã. quando estão ainda túrgidas e com maior teor de ácido abscísico e de etileno .

O ambiente seco favorece o ressecamento das estacas. favorecendo o seu enraizamento A presença de folhas nas estacas é um forte estímulo para a formação de raízes. Humidade relativa mais alta. Alto grau de humidade relativa do ar é necessário para evitar o dessecamento das estacas . reduzindo a sua possibilidade de enraizamento. mantém as estacas túrgidas. porém a perda de água pela transpiração pode levar as estacas à morte antes que se formem as raízes.

entre 12 e 27ºC. favorecem o aumento de carbohidratos e o enraizamento das plantas. A flutuação da temperatura é prejudicial à sobrevivência das estacas. Temperaturas amenas.Temperatura A temperatura tem importante função reguladora no metabolismo das estacas. . devendo fornecer condições para que haja indução.

. A luminosidade fornecida às estacas durante o período de enraizamento é de fundamental importância na emissão de raízes. qualidade e fotoperiodismo. de ramos e nas suas características. pela sua intensidade.Luz Interfere na produção de carbohidratos.

de forma a proporcionar um máximo de fotossíntese. .Deve-se fornecer às estacas com folhas a luminosidade máxima. para que haja acumulação de substâncias indutoras do enraizamento.

como também na qualidade do sistema radicular que se forma. influi no sucesso do enraizamento e vai depender do sistema de irrigação a ser empregado. O meio pode influenciar muito. no qual são colocadas as estacas.Substrato O substrato. não só na percentagem de enraizamento. .

Estaca: Caule Folha Raiz .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

15 dias .

Cavalo Enxertia Estaca Mergulhia .

. consistindo no vergamento de um ramo de caule da planta. até que este atinja o solo e nele seja mergulhado. Nestes casos pode ser utilizada a técnica da mergulhia .Mergulhia Existem espécies de plantas ornamentais apresentando enraizamento muito difícil quando a multiplicação é tentada através da separação de suas partes. como ocorre com as estacas.

propagando a planta por uma mergulhia natural. . enquanto ligados à planta-mãe. na propagação de plantas. caules especializados podem formar raízes adventícias naturalmente. Nalgumas plantas.A mergulhia aérea ou alporquia é uma técnica que ainda encontra alguma aplicação na Floricultura Ornamental.

. A divisão de tufos e a utilização de rebentos da base já enraizados. caules especializados que se desenvolvem a partir da axila de uma folha.É o caso dos estolhos. são também formas de propagação de plantas semelhantes à mergulhia. cresce horizontalmente sobre o solo e forma novas plantas em alguns dos nós.

. chamado de mergulho. curvar e enterrar o ramo a uma profundidade de 10 -15 cm de forma que a área anelada fique no fundo. Deve-se escolher ramos flexíveis do ano. instalar um tutor e fixar o ramo enterrado nele.TIPOS DE MERGULHIA Mergulhia simples É o processo em que se mergulha um ramo de uma planta. deixar os primeiros 25 cm da ponta do ramo para fora do solo. directamente no solo.

Mergulhia invertida Difere da anterior porque a ponta do ramo é que é enterrada. . devendo-se enterrar o ramo verticalmente até certa profundidade e fixá-lo por um tutor. após ser decepada ou não.

Depois. o ramo enraizado pode ser cortado em várias mudas como se fossem estacas pré-enraizadas.Mergulhia contínua Na mergulhia contínua. . sendo deixada somente a ponta para fora.. um longo ramo é enterrado.

Parta um palito a meio e insira-o no corte para evitar que este feche. no sentido de baixo para cima. 2. 4.Amarre uma porção de plástico opaco em torno de um ramo de forma a fazer uma bolsa. . 3.Procedimento Alporquia (mergulhia aérea) 1. Acima do plástico. efectue duas incisões em lados opostos do ramo. Limpe o látex com um toalhete de papel.

Humedeça um bocado de turfa de forma a que a água escorra por entre os seus dedos quando comprime a turfa com a mão. 7. corte o ramo abaixo da zona onde se formaram as raízes e plante num vaso. . envolvendo-a com o plástico. Amarre a parte superior do plástico ao caule fazendo uma bolsa fechada em volta da turfa. 6.5. remova a turfa e observe se ocorreu enraizamento. Coloque a turfa em torno do caule. Neste caso. cobrindo os cortes. 8. No final do semestre.

3. 4. Disponha os pequenos vaso em torno do vaso com o pé-mãe.Encha pequenos vasos de um substrato à base de turfa.Propagação por estolhos 1. No final do semestre. verifique o enraizamento das novas plantas e corte os estolhos que as ligam à planta-mãe. Coloque as pequenas plantas formadas nos nós dos estolhos em contacto com o substrato e prenda-as com um grampo. 2. .

.

.

.

.

.

.

.

.

garfo. borbulha. com outro que lhe sirva de suporte. contendo pelo menos uma gema. .ENXERTIA A enxertia é o método de propagação assexuada que consiste na união de um fragmento vegetal. O fragmento contendo as gemas é responsável pela formação da parte aérea da nova planta e é denominado de enxerto. A parte responsável pela formação do sistema radicular é denominada a porta-enxerto ou cavalo.

. há problemas de compatibilidade entre elas ou há necessidade de controlar o vigor da copa. De entre as principais finalidades do uso da enxertia encontra-se a propagação de plantas que não podem ser multiplicadas por outros métodos. o aproveitamento de características favoráveis do porta-enxerto. em certas situações. porém.Normalmente. a propagação por enxertia consiste nestas duas partes.

ou seja. alguns factores devem ser observados. devem possuir um certo grau de parentesco.Para que a enxertia tenha um bom pegamento. Dentre estes factores pode-se destacar os seguintes: Compatibilidade As partes a serem enxertadas devem ser compatíveis. Na prática recomenda-se que o porta-enxerto seja no mínimo da mesma família .

Temperaturas muito elevadas favorecem a desidratação do enxerto. . bem como temperaturas muito baixas não favorecem a cicatrização.Condições ambientais As condições ambientais antes. durante e depois da enxertia afectam fortemente o fragmento dos enxertos.

pois pode causar dessecação rápida do enxerto. após a realização da enxertia. efectuar a enxertia em dias com intensa luminosidade. além de acelerar o processo de desidratação. Deve evitar-se também.O vento pode provocar a quebra do enxerto no ponto de união. .

Idade do material usado Como se sabe. menor a actividade celular e a capacidade de cicatrização. . as quais podem comprometer o pegamento e o desenvolvimento da nova planta. quanto maior a idade dos tecidos.Sanidade É importante que as plantas utilizadas na enxertia estejam livres de pragas e doenças. é recomendável que tanto o enxerto quanto o porta-enxerto sejam mais jovens. Por esta razão.

Nas plurianuais quanto maior o ciclo de vida maior o período juvenil).ENXERTIA Objectivos -Obter benefício de porta-enxertos -Mudar cultivares de plantas já estabelecidas . .Ultrapassar ou diminuir períodos juvenis (inicio de desenvolvimento das plantas até ao aparecimento das primeiras flores.

Reparar parte de plantas (pode utilizar-se enxertos quando existe uma parte danificada). .-Obter formas especiais através de diferentes formas de crescimento (podem obter-se formas diferentes quando colocamos os gomos voltados para baixo). .Estudar viroses .

.

Nº de estacas por planta/unidade superfície e por unidade de tempo. Depende: .PROPAGAÇÃO DE PLANTAS PLANTA-MÃE 1 Capacidade de regeneração dos órgãos em falta na planta 2 Potencial de regeneração de .

Posição da estaca na planta-mãe . temperatura.-Características genéticas da espécie -Condições (idade) fisiológicas das plantas-mãe -Condições edáfo-climáticas do meio de propagação (substrato. humidade e luz) .

-Época de enraizamento Repouso vegetativo ou Inverno (estacas lenhosas sem folhas/estacas radiculares) Desde inicio do crescimento vegetativo (Primavera estacas semi-lenhosas de espécies de folha caduca) .

No final de um período de grande desenvolvimento vegetativo (estacas de folha persistente de estacas semi-lenhosas) Em qualquer época do ano (estacas caulinares herbáceas e estacas foleares) .

. favorecendo o transporte de nutrientes para a base da estaca .CONDIÇÕES AMBIENTAIS 1 Temperatura Temperatura do substrato superior e média 5ºC à temperatura ambiental.Diminui a actividade da estaca. .Limita-se a transpiração.

Redução do aquecimento do substrato no final do período de enraizamento (favorece o endurecimento das raízes) e substituir a nebulização por rega. 2 HA HS Humidade relativa Humidade ambiental (nebulização) Humidade do substrato (rega) .

Impede a transpiração elevada.Humidade ambiental óptima de enraizamento 70 90 % . assegura uma temperatura constante de dia e amplitudes térmicas menores . reduz a temperatura do ambiente.

Baixa intensidade luminosa + humidade (desenvolvimento de doenças) . queimaduras). .Alta intensidade luminosa (dessecamento de estacas.3 Intensidade luminosa Consoante a espécie e a época do ano utilizar luz artificial ou ensombramento no processo de enraizamento. . destruição das auxinas formadas nas folhas e gomos.

Importante para a planta-mãe (se a espécie é de difícil enraizamento manter a planta-mãe à sombra antes de recolher estacas). .

Bolbos .

CLASSIFICAÇÃO DAS ESPECIES BOLBOSAS EM FUNÇÃO DO ORGÃO VEGETATIVO DE REPRODUÇÃO BOLBOS CORMOS TUBERCULOS RIZOMAS RAIZES TUBEROSAS Jacinto Gladíolo Narciso Fresia Tulipa Lírio Anémona Begónia Ranúnculo Dália Agapanto Iris .

que é um bolbo Há muitas espécies bolbosas. .O QUE SÃO PLANTAS BOLBOSAS A espécie mais conhecida é a TULIPA. Cada ano existem mais variedades no mercado.

Chama-se plantas bolbosas ás que se cultivam a partir de qualquer destes orgãos: -Bolbos (tulipa)

- Cormos (gladiolo) - Raizes tuberosas (dália) - Rizomas (jarro)

Os bolbos,cormos, raizes tuberosas e rizomas, são 4 orgãos que estão debaixo da terra e que servem para acumular as reservas nutritivas que fabricam as folhas. É a partir deles que se origina uma nova planta cada ano.

BOLBO (tulipa)

CORMO (gladiolo)

RIZOMA (jarro)

RAIZ TUBEROSA (dalia)

As plantas bolbosas caracterizam-se porque no Inverno não têm folhas, e quando chega a Primavera rebentam de novo. Épocas de floração Cada espécie bolbosa tem a sua época de floração Primavera Tulipa, Jacinto, Narciso, Lirio, Ranúnculo,... Verão Begonia, Dalia, Fresia, Gladiolo, Açucena, Crocósmia

Inverno Ciclamen.Outono Amarilis. Campainha de Inverno .

PLANTAR BOLBOS.As bolbosas que florescem na Primavera. plantamse no Outono ( Outubro Novembro). RIZOMAS E TUBÉRCULOS Época para plantar bolbos. rizomas e tubérculos .As bolbosas que florescem no Verão. . plantam-se na Primavera de Março a Maio .

BOLBO EM MAU ESTADO DE CONSERVAÇÃO . Se ao precionar com os dedos.Comprar bolbos sãos.PREPARAÇÃO DO TERRENO . está mole é porque não está em boas condições. o mesmo acontece para os rizomas e tuberculos. duros.

Com isto vai melhorar-se a drenagem do solo. são os que têm mais riscos de encharcarem. . que não encharque. Estes devem ser corrigidos com areia e matéria orgânica. Num solo com demasiada água os bolbos. raizes tuberoras e rizomas apodrecem.É muito importante que o solo drene bem. Lavrar o terreno onde se vai plantar com uma profundidade de 20 25 cm. A terra fica solta. Os solos argilosos. cormos.

DISTÂNCIA DE PLANTAÇÃO A distância entre bolbos depende da espécie. oscila entre 5 20 cm Os bolbos grandes devem plantar-se com uma distância de 12 cm Os pequenos com 8 cm de distância .

Norma geral.PROFUNDIDADE DE PLANTAÇÃO A profundidade a que se devem colocar é muito importante. tubérculos ou rizomas. Ou seja a base do bolbo deve estar a uma profundidade que seja o dobro do tamanho do bolbo. . a parte superior do bolbo deve estar coberta por uma camada de terra da espessura que mede o bolbo em altura. Varia segundo as espécies se são bolbos.

. à profundidade e distância adequada segundo a espécie Os bolbos devem ter a ponta por onde vão brotar as novas plantas virados para cima Cobrem-se com terra. rega-se abundantemente no momento da plantação.Plantam-se com um plantador de bolbos.

PLANTADOR DE BOLBOS .

PLANTAÇÃO EM VASOS E FLOREIRAS .

CLASSIFICAÇÃO DAS ESPECIES BOLBOSAS EM FUNÇÃO DA ALTURA DE FORMAÇÃO DA FLOR 1 A flor forma-se durante a Primavera do ano anterior ao que vai florescer. (Narciso) . Pouco depois da primeira floração e antes da colheita do bolbo .

Este tipo de bolbo recolhe-se no Verão e quando se plantam no Outono têm formada a jovem flor. depois da recolha do bolbo e durante o período de armazenamento ou repouso. Crocus) Crocus .2 Formação da flor no final do período prévio de assimilação. Jacinto. (Tulipa.

3 A flor forma-se uma vez plantado o bolbo em condições de baixa temperatura. (Íris) .

(Lírio. Begónia) Lírio .4 A formação da flor inicia-se no final do período de armazenamento mas acaba de completar-se após a plantação. Dália.

Dália .

Begónia .

Ranúnculo) Anémona . Anémona.5 A flor forma-se depois da plantação (Gladíolo.

Ranúnculo .

(Amarillis). .6 A formação da flor inicia-se 2 anos antes da floração.

Instalar e conduzir culturas de espécies bolbosas no solo Materiais Enxadas e sachos Material vegetal Cordel e estacas para Lilium marcação das linhas Frésias Rede de plantação Gladíolos Etiquetas de plástico e Tulipas marcador Fungicida .

Os Lilium refrigerados devem ser aclimatados lentamente até atingirem a temperatura ambiente 3 . 2 .Procedimento 1 . armado em camalhões e humedecido.Observe e classifique os bolbos de cada uma das espécies.O terreno foi previamente preparado. .Recepcione os bolbos.

Nas tulipas.L-1 durante cerca de 15 a 20 min.Desinfecte os bolbos mergulhando-os numa solução de benlate (s. proceda ao descasque (escorchamento) dos bolbos. com cuidado para não ferir as raízes 5 . benomil) à concentração de 1 g. a.4 . .

6 -Plante de acordo com os seguintes compassos e profundidade de plantação: a)Lilium: 15 x 15 cm (10 cm de solo acima do bolbo) b) Gladíolo: 20 x 15 cm (5 cm de solo acima do bolbo) c) Frésia: 15 x 10 cm (4 cm de solo acima do bolbo) d) Tulipa: 5 x 5 cm (10 x 10) (1-2 cm de solo acima do bolbo) .

Acompanhe a condução da cultura ao longo do semestre a)Fertilizações b) Regas c) Protecção contra os inimigos da cultura .7 .

b) Data de colheita da haste floral. doenças e acidentes fisiológicos . d) Ocorrência de pragas.8 -Observe o desenvolvimento da cultura e proceda ao registo de: a)Data em que botões florais se tornaram visíveis. c) Ocorrência de bolbilhos.

Devido à falta de túnicas protectoras.Recepção dos bolbos Bolbos de Lilium Estes bolbos são recebidos refrigerados. estes bolbos estão muito sujeitos à desidratação. São fornecidos em caixas. cobertos por turfa e embrulhados num filme de polietileno .

Desinfecção dos bolbos A desinfecção dos bolbos antes da plantação é uma operação fundamental para uma boa instalação da culturas. Aqui bolbos de gladíolo imersos numa solução de Benelate (2%) durante 20 min. .

. Note-se a rede de plantação para facilitar a definição do compasso.Plantação Plantação dos bolbos numa aula prática de Floricultura e Plantas Ornamentais.

com. The unregistered version of Win2PDF is for evaluation or non-commercial use only.win2pdf. .This document was created with Win2PDF available at http://www.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful