MANUAL DE INSTALAÇÃO

E MANUTENÇÃO
MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO
TRIFÁSICOS DE ALTA E BAIXA TENSÃO





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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS



PREFÁCIO




O motor elétrico é o equipamento mais utilizado pelo homem na sua caminhada em busca do
progresso, pois, praticamente todas as máquinas e muitos inventos conhecidos dependem dele.


Como desempenha um papel de relevante importância para o conforto e bem-estar da
humanidade, o motor elétrico precisa ser identificado e tratado como uma máquina motriz, cujas
características envolvem determinados cuidados, dentre os quais os de instalação e manutenção. Isso
significa dizer, que o motor elétrico deve receber tratamento adequado.


Sua instalação e manutenção exigem cuidados específicos, para garantir o perfeito funcionamento
e vida mais longa à máquina motriz.


O manual de instalação e manutenção de MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS DE
BAIXA E ALTA TENSÃO tem como objetivo ajudar os profissionais do ramo, facilitando-lhes a tarefa de
conservar o mais importante de todos os equipamentos:


O motor elétrico!




WEG EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS S.A. - MÁQUINAS.




---- IMPORTANTE ----
LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES DESTE MANUAL PARA PERMITIR A
OPERAÇÃO SEGURA E CONTÍNUA DO EQUIPAMENTO.



9300.0008 P/7
Novembro 2006





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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO...........................................................................................................................................................................6
2. INSTRUÇÕES GERAIS..............................................................................................................................................................7
2.1. INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA....................................................................................................................................... 7
2.2. RECEBIMENTO.............................................................................................................................................................. 7
2.3. ARMAZENAGEM............................................................................................................................................................ 7
2.3.1. ARMAZENAGEM INTERNA.................................................................................................................................. 7
2.3.2. ARMAZENAGEM EXTERNA.................................................................................................................................. 7
2.3.3. ARMAZENAGEM DE MOTORES VERTICAIS............................................................................................................ 8
2.3.4. DEMAIS CUIDADOS DURANTE A ARMAZENAGEM.................................................................................................. 8
2.3.5. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO.......................................................................................................................... 8
2.3.6. ÍNDICE DE POLARIZAÇÃO................................................................................................................................. 9
2.4. ARMAZENAGEM PROLONGADA.................................................................................................................................... 10
2.4.1. INTRODUÇÃO................................................................................................................................................ 10
2.4.2. GENERALIDADES............................................................................................................................................ 10
2.4.3. LOCAL DE ARMAZENAGEM............................................................................................................................... 10
2.4.3.1. ARMAZENAGEM INTERNA .............................................................................................................. 10
2.4.3.2. ARMAZENAGEM EXTERNA.............................................................................................................. 11
2.4.5. PEÇAS SEPARADAS......................................................................................................................................... 11
2.4.6. RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO ..................................................................................................................... 11
2.4.7. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO........................................................................................................................ 11
2.4.8. SUPERFÍCIES USINADAS EXPOSTAS.................................................................................................................. 11
2.4.9. MANCAIS ...................................................................................................................................................... 12
2.4.9.1. MANCAL DE ROLAMENTO LUBRIFICADO À GRAXA .......................................................................... 12
2.4.9.2. MANCAL DE ROLAMENTO LUBRIFICADO A ÓLEO............................................................................ 12
2.4.9.3. MANCAL DE DESLIZAMENTO (BUCHA)............................................................................................ 12
2.4.10. ESCOVAS..................................................................................................................................................... 12
2.4.11. CAIXA DE LIGAÇÃO:...................................................................................................................................... 13
2.4.12. PREPARAÇÃO PARA ENTRADA EM OPERAÇÃO APÓS LONGO PERÍODO DE ARMAZENAGEM..................................... 13
2.4.12.1. LIMPEZA ..................................................................................................................................... 13
2.4.12.2. LUBRIFICAÇÃO DOS MANCAIS ..................................................................................................... 13
2.4.12.3. VERIFICAÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO......................................................................... 13
2.4.12.4. OUTROS...................................................................................................................................... 13
2.4.13. PLANO DE MANUTENÇÃO DURANTE A ARMAZENAGEM...................................................................................... 14
2.5. MANUSEIO................................................................................................................................................................. 15
2.5.1. MANUSEIO DE MOTORES - LINHA H................................................................................................................. 15
2.5.2. MANUSEIO DE MOTORES - LINHA M................................................................................................................. 15
2.5.3. MANUSEIO DE MOTORES VERTICAIS................................................................................................................ 16
2.5.4. POSICIONAMENTO DE MOTORES VERTICAIS..................................................................................................... 16
3. INSTALAÇÃO..........................................................................................................................................................................17
3.1. ASPECTOS MECÂNICOS............................................................................................................................................... 17
3.1.1. MONTAGEM................................................................................................................................................... 17
3.1.2. FUNDAÇÕES.................................................................................................................................................. 17
3.1.2.1. TIPOS DE BASES........................................................................................................................... 18
3.1.3. ALINHAMENTO/NIVELAMENTO......................................................................................................................... 20
3.1.4. ACOPLAMENTOS ............................................................................................................................................ 21
3.1.4.1. ACOPLAMENTO DE MOTORES EQUIPADOS COM MANCAIS DE BUCHA - FOLGA AXIAL ...................... 22
3.2. ASPECTOS ELÉTRICOS................................................................................................................................................ 23
3.2.1. SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO............................................................................................................................. 23
3.2.2. LIGAÇÃO....................................................................................................................................................... 23
3.2.3. ESQUEMAS DE LIGAÇÕES GERAIS.................................................................................................................... 24
3.2.4. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ESTATORES E ROTORES...................................................................................... 25
3.2.4.1. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ESTATORES E ROTORES (norma IEC 60034-8) ................................. 25
3.2.4.2. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ESTATORES E ROTORES (norma NEMA MG1) ................................... 26
3.2.5. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ACESSÓRIOS...................................................................................................... 27
3.2.6. PARTIDA DE MOTORES ELÉTRICOS.................................................................................................................. 29
3.2.6.1. PARTIDA – MOTOR DE GAIOLA...................................................................................................... 29
3.2.6.2. FREQÜÊNCIA DE PARTIDAS DIRETAS............................................................................................. 29
3.2.6.3. CORRENTE DE ROTOR BLOQUEADO (Ip/In).................................................................................... 29
3.2.6.4. PARTIDAS DE MOTORES TRIFÁSICOS, COM ROTOR DE ANÉIS, COM REOSTATO.............................. 29
3.2.7. PROTEÇÃO DOS MOTORES.............................................................................................................................. 30
3.2.7.1. LIMITES DE TEMPERATURA PARA OS ENROLAMENTOS................................................................... 30
3.2.7.2. RESISTÊNCIAS DE AQUECIMENTO................................................................................................. 32
3.2.7.3. LIMITES DE VIBRAÇÃO.................................................................................................................. 32
3.2.7.4. LIMITES DE VIBRAÇÃO DO EIXO.................................................................................................... 32





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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
3.3. ENTRADA EM SERVIÇO............................................................................................................................................... 33
3.3.1. EXAME PRELIMINAR....................................................................................................................................... 33
3.3.2. PARTIDA INICIAL........................................................................................................................................... 33
3.3.3. FUNCIONAMENTO.......................................................................................................................................... 34
3.3.4. DESLIGAMENTO............................................................................................................................................. 34
3.4. PROPRIEDADES ACÚSTICAS........................................................................................................................................ 34
3.5. MOTORES APLICADOS EM ÁREAS DE RISCO ATMOSFERAS EXPLOSIVAS....................................................................... 34
3.5.1. CUIDADOS GERAIS COM MOTORES ELÉTRICOS APLICADOS EM ÁREAS DE RISCO.................................................. 35
3.5.2. CUIDADOS ADICIONAIS RECOMENDADOS PARA MOTORES APLICADOS EM ÁREAS DE RISCO.................................. 35
4. MANUTENÇÃO........................................................................................................................................................................36
4.1. LIMPEZA .................................................................................................................................................................... 36
4.1.1. LIMPEZA PARCIAL.......................................................................................................................................... 36
4.1.2. LIMPEZA COMPLETA....................................................................................................................................... 36
4.2. LUBRIFICAÇÃO........................................................................................................................................................... 37
4.2.1. MANCAIS DE ROLAMENTO LUBRIFICADOS A GRAXA........................................................................................... 37
4.2.1.1. INTERVALOS DE LUBRIFICAÇÃO.................................................................................................... 37
4.2.1.2. TIPO E QUANTIDADE DE GRAXA.................................................................................................... 40
4.2.1.3. QUALIDADE E QUANTIDADE DE GRAXA.......................................................................................... 40
4.2.1.4. COMPATIBILIDADE........................................................................................................................ 40
4.2.1.5. INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO................................................................................................ 41
4.2.1.6. ETAPAS DE RELUBRIFICAÇÃO DOS ROLAMENTOS........................................................................... 41
4.2.1.7. DISPOSITIVO DE MOLA PARA RETIRADA DA GRAXA....................................................................... 41
4.2.1.8. SUBSTITUIÇÃO DE ROLAMENTOS.................................................................................................. 42
4.2.2. MANCAIS DE ROLAMENTO A GRAXA – MOTORES VERTICAIS ............................................................................... 42
4.2.2.1. CARACTERÍSTICAS........................................................................................................................ 42
4.2.2.2. INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO................................................................................................ 42
4.2.2.3. DESMONTAGEM / MONTAGEM - MANCAL TRASEIRO....................................................................... 43
4.2.2.4. DESMONTAGEM / MONTAGEM - MANCAL DIANTEIRO ..................................................................... 44
4.2.3. MANCAIS DE ROLAMENTO LUBRIFICADOS A ÓLEO............................................................................................. 45
4.2.3.1. INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO................................................................................................ 45
4.2.3.2. OPERAÇÃO DOS MANCAIS............................................................................................................. 45
4.2.3.3. AJUSTE DAS PROTEÇÕES............................................................................................................... 45
4.2.3.4. MANUTENÇÃO DO MANCAL............................................................................................................ 46
4.2.4. MANCAIS DE DESLIZAMENTO .......................................................................................................................... 47
4.2.4.1. INSTRUÇÕES GERAIS.................................................................................................................... 48
4.2.4.2. DESMONTAGEM DO MANCAL (TIPO "EF")....................................................................................... 48
4.2.4.3. MONTAGEM DO MANCAL............................................................................................................... 49
4.2.4.4. AJUSTE DAS PROTEÇÕES (PT100).................................................................................................. 49
4.2.4.5. REFRIGERAÇÃO COM CIRCULAÇÃO DE ÁGUA.................................................................................. 50
4.2.4.6. LUBRIFICAÇÃO.............................................................................................................................. 50
4.2.4.7. VEDAÇÕES.................................................................................................................................... 50
4.2.4.8. OPERAÇÃO.................................................................................................................................... 51
4.3. CONTROLE DO ENTREFERRO (MOTORES ABERTOS DE GRANDE POTÊNCIA) ............................................................................. 51
4.4. ANÉIS COLETORES (PARA MOTORES COM ROTOR BOBINADO)................................................................................................ 51
4.5. PORTA-ESCOVAS E ESCOVAS (PARA MOTORES COM ROTOR BOBINADO)................................................................................. 51
4.5.1. DISPOSITIVO DE ATERRAMENTO DO EIXO........................................................................................................ 52
4.6. PORTA ESCOVAS LEVANTÁVEL.................................................................................................................................... 53
4.6.1. ESQUEMA DE LIGAÇÃO................................................................................................................................... 53
4.6.2. PROCEDIMENTO PARA A PARTIDA DO MOTOR................................................................................................... 55
4.6.3. PROCEDIMENTO APÓS A PARTIDA DO MOTOR................................................................................................... 55
4.6.4. MONTAGEM................................................................................................................................................... 57
4.6.4.1. CONJUNTO DE LEVANTAMENTO DO PORTA ESCOVAS..................................................................... 57
4.6.4.2. CONJUNTO DE MOVIMENTO DA BUCHA DE CURTO CIRCUITO......................................................... 58
4.6.4.3. CONJUNTO DE ACIONAMENTO DO PORTA ESCOVAS....................................................................... 59
4.6.4.4. CONJUNTO DO PINO DE RETORNO................................................................................................ 60
4.6.4.5. CONJUNTO DO PORTA ESCOVA...................................................................................................... 60
4.6.5. DESMONTAGEM............................................................................................................................................. 61
4.6.6. AJUSTE DO SISTEMA DE LEVANTAMENTO DAS ESCOVAS .................................................................................... 61
4.7. SECAGEM DOS ENROLAMENTOS.................................................................................................................................. 61
4.8. MONTAGEM E DESMONTAGEM DO MOTOR.................................................................................................................. 61
4.8.1. LINHA MASTER.............................................................................................................................................. 61
4.8.1.1. RETIRADA DO ROTOR:.................................................................................................................. 62
4.8.2. LINHA A........................................................................................................................................................ 62
4.8.3. LINHA F........................................................................................................................................................ 62
4.8.4. LINHA H........................................................................................................................................................ 63
4.8.5. TORQUE DE APERTO DOS PARAFUSOS.............................................................................................................. 64





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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.9. RECOMENDAÇÕES GERAIS.......................................................................................................................................... 64
4.10. PLANO DE MANUTENÇÃO.......................................................................................................................................... 65
5. PEÇAS SOBRESSALENTES .....................................................................................................................................................66
5.1. ENCOMENDA.............................................................................................................................................................. 66
5.2. MANUTENÇÃO DO ESTOQUE....................................................................................................................................... 66
6. ANORMALIDADES EM SERVIÇO............................................................................................................................................67
6.1. DANOS COMUNS A MOTORES DE INDUÇÃO................................................................................................................ 67
6.1.1. CURTO ENTRE ESPIRAS .................................................................................................................................. 67
6.1.2. DANOS CAUSADOS AO ENROLAMENTO............................................................................................................. 67
6.1.3. DANOS CAUSADOS AO ROTOR (gaiola) ............................................................................................................. 68
6.1.4. DANOS EM ROTORES COM ANÉIS..................................................................................................................... 68
6.1.5. CURTOS ENTRE ESPIRAS EM MOTORES COM ANÉIS........................................................................................... 68
6.1.6. DANOS AOS MANCAIS..................................................................................................................................... 68
6.1.7. FRATURA DO EIXO......................................................................................................................................... 69
6.1.8. DANOS DECORRENTES DE PEÇAS DE TRANSMISSÃO MAL AJUSTADAS OU DE ALINHAMENTO DEFICIENTE DOS
MOTORES .............................................................................................................................................................. 69
6.2. INSTRUÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DA CAUSA E ELIMINAÇÃO DAS CONDIÇÕES ANORMAIS NO MOTOR................... 70
6.3. INSTRUÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DA CAUSA E ELIMINAÇÃO DE CONDIÇÕES NÃO USUAIS E DEFEITOS NOS
ROLAMENTOS................................................................................................................................................................... 72
7. TERMO DE GARANTIA PRODUTOS ENGENHEIRADOS.........................................................................................................73
8. ASSISTENTES TÉCNICOS WEG MÁQUINAS..........................................................................................................................74





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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
1. INTRODUÇÃO

IMPORTANTE:
Este manual visa atender todos os
motores trifásicos de indução com
rotor de gaiola e anéis da WEG
Máquinas. Motores com
especialidades podem ser fornecidos com
documentos específicos (desenhos, esquema de
ligação, curvas características...). Estes
documentos devem ser criteriosamente avaliados
juntamente com este manual, antes de proceder
a instalação, operação ou manutenção do motor.
Para os motores com grandes especialidades
construtivas, caso seja necessário algum
esclarecimento adicional, solicitamos contatar a
WEG. Todos os procedimentos e normas
constantes neste manual deverão ser seguidos
para garantir o bom funcionamento do
equipamento e segurança do pessoal envolvido na
operação do mesmo. A observância destes
procedimentos é igualmente importante para que
o termo de garantia constante na contracapa
deste manual seja aplicado.
Aconselhamos, portanto, a leitura detalhada deste
manual, antes da instalação e operação do motor
e, caso permaneça alguma dúvida, favor contatar
a WEG.


























































































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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
2. INSTRUÇÕES GERAIS

2 2. .1 1. . I IN NS ST TR RU UÇ ÇÕ ÕE ES S D DE E S SE EG GU UR RA AN NÇ ÇA A

Todos que trabalham em instalações elétricas,
seja na montagem, na operação ou na
manutenção, deverão ser permanentemente
informados e atualizados sobre as normas e
prescrições de segurança que regem o serviço, e
aconselhados a seguí-las. Cabe ao responsável
certificar-se antes do início do trabalho, de que
tudo foi devidamente observado, e alertar seu
pessoal para os perigos inerentes à tarefa
proposta. Motores deste tipo quando
impropriamente utilizados, incorretamente
utilizados ou se receberem manutenção deficiente
ou ainda se receberem intervenção de pessoas
não qualificadas, podem vir a causar sérios danos
pessoais e/ou materiais. Em função disto,
recomenda-se que estes serviços sejam efetuados
por pessoal qualificado. Entende-se por pessoal
qualificado pessoas que, em função de seu
treinamento, experiência, nível de instrução,
conhecimentos de normas relevantes,
especificações, normas de segurança e prevenção
de acidentes e conhecimento das condições de
operação, tenham sido autorizadas pelos
responsáveis pela realização dos trabalhos
necessários e que possam reconhecer e evitar
possíveis perigos. Equipamentos para combate a
incêndios e avisos sobre primeiros socorros não
devem faltar no local de trabalho, devendo estar
sempre em lugares bem visíveis e acessíveis.


2 2. .2 2. . R RE EC CE EB BI IM ME EN NT TO O

Os motores fornecidos são testados e estão em
perfeitas condições de operação. As superfícies
usinadas são protegidas contra corrosão. A caixa
ou container deverá ser checado logo após sua
recepção, a fim de verificar-se a existência de
eventuais danos provocados pelo transporte. Os
motores são transportados com um sistema de
travamento de eixo para evitar danos aos
mancais. Sugerimos que o dispositivo de
travamento seja devidamente armazenado para
ser utilizado quando o motor necessitar ser
transportado.
Qualquer não conformidade deverá ser
comunicada imediatamente à empresa
transportadora, à seguradora e à WEG Máquinas.
A não comunicação acarretará a perda da
garantia. Ao se levantar a embalagem (ou
container) devem ser observadas as partes de
içamento, o peso indicado na embalagem e a
capacidade da talha.
Motores acondicionados em engradados de
madeira devem sempre ser levantados pelos seus
próprios olhais ou por empilhadeira adequada e
nunca pelo madeiramento.
A embalagem nunca poderá ser tombada.
Coloque-a no chão com cuidado (sem impactos)
para evitar danos aos mancais.
Não retire a graxa de proteção existente na ponta
do eixo nem as borrachas ou bujões de
fechamento dos furos das caixas de ligações.
Estas proteções deverão permanecer até a hora
da montagem final. Após o desempacotamento,
deve-se fazer uma completa inspeção visual no
motor. Para os motores com sistema de
travamento de eixo, este deve ser retirado. Para
os motores com mancais de rolamentos, deve-se
girar manualmente o rotor algumas vezes. Caso
se verifiquem danos, comunique imediatamente à
empresa transportadora e à WEG Máquinas.


2 2. .3 3. . A AR RM MA AZ ZE EN NA AG GE EM M

2.3.1. ARMAZENAGEM INTERNA

Caso o motor não seja desempacotado
imediatamente, a caixa deverá ser colocada em
lugar protegido de umidade, vapores, rápidas
trocas de calor, roedores e insetos.
Os motores devem ser armazenados em locais
isentos de vibrações para que os mancais não se
danifiquem.


2.3.2. ARMAZENAGEM EXTERNA

Se possível escolha um local de estocagem seco,
livre de inundações e livre de vibrações.
Repare todos os danos à embalagem antes de pôr
o equipamento no armazenamento, o que é
necessário assegurar condições de
armazenamento apropriadas.
Posicione as máquinas, os dispositivos e os
engradados em palhetas, feixes de madeira ou
fundações que garantem a proteção contra a
umidade da terra.
Impeça o equipamento de afundar-se na terra. A
circulação do ar debaixo do equipamento também
não pode ser impedida.
A cobertura ou lona usada para proteger o
equipamento de contra intempéries não devem
fazer o contato com as superfícies do
equipamento. Assegure a circulação de ar
adequada posicionando blocos de madeira
espaçadores entre o equipamento e tais
coberturas.





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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
2.3.3. ARMAZENAGEM DE MOTORES
VERTICAIS
Motores verticais com mancais lubrificados a
graxa podem ser armazenados tanto na posição
vertical quanto na horizontal.
Motores verticais com mancais lubrificados a óleo
devem ser necessariamente armazenados na
posição vertical e com mancais lubrificados.
O óleo dos mancais dos motores verticais, que
são transportados na posição horizontal é retirado
para evitar vazamentos durante o transporte.
Quando do recebimento, estes motores devem
ser colocados na posição vertical e seus mancais
devem ser lubrificados.


2.3.4. DEMAIS CUIDADOS DURANTE A
ARMAZENAGEM

Para os motores que possuírem resistências de
aquecimento, estas devem estar ligadas.
Qualquer dano à pintura ou proteções contra
ferrugens das partes usinadas deverão ser
retocadas.
Para motores de anéis, as escovas devem ser
levantadas, retiradas do alojamento, para evitar
oxidação de contato com os anéis quando a
armazenagem durar mais que 2 meses.

OBS: Antes da entrada em operação,
as escovas devem ser recolocadas no
alojamento e o assentamento deve
ser checado.


2.3.5. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO


* * CUIDADO! * *
Antes de fazer a medição da resistência de
isolamento, a máquina deve estar desligada e
parada.
O enrolamento em teste deve ser conectado a
carcaça e a terra por um período até remover a
carga eletrostática residual. Aterre os
capacitores (se fornecidos) antes de desconectar
e separar os terminais e medir com o
Megôhmetro.
A não observação destes procedimentos pode
resultar em danos pessoais.


Quando o motor não é colocado imediatamente
em serviço, deve-se protegê-lo contra umidade,
temperatura elevada e sujeiras, evitando assim,
que a resistência de isolamento sofra com isso.
A resistência de isolamento do enrolamento deve
ser medida antes da entrada em serviço.
Se o ambiente for muito úmido, é necessário uma
verificação periódica durante a armazenagem. É
difícil prescrever regras fixas para o valor real da
resistência do isolamento de uma máquina, uma
vez que ela varia com as condições ambientais
(temperatura, umidade), condições de limpeza da
máquina (pó, óleo, graxa, sujeira) e qualidade e
condições do material isolante utilizado.
Considerável dose de bom senso, fruto de
experiência, deverá ser usada, para concluir
quando uma máquina está ou não apta para o
serviço. Registros periódicos são úteis para esta
conclusão.
A resistência do isolamento deve ser medida
utilizando um MEGOHMETRO. A tensão do teste
para os enrolamentos dos motores deve ser
conforme tabela abaixo de acordo com a norma
IEEE43.

Tensão nominal do
enrolamento (V)
Teste de resistência de
isolamento Tensão contínua (V)
< 1000 500
1000 – 2500 500 – 1000
2501 – 5000 1000 – 2500
5001 - 12000 2500 – 5000
> 1000 5000 - 10000

A tensão do teste para resistência de
aquecimento deve ser 500Vcc e demais
acessórios 100Vcc. Não é recomendada a
medição de resistência de isolamento de
protetores térmicos.
Se o ensaio for feito em temperatura diferente,
será necessário corrigir a leitura para 40ºC,
utilizando-se uma curva de variação da resistência
do isolamento em função da temperatura,
levantada com a própria máquina. Se não se
dispõe desta curva, pode-se empregar a correção





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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
Imediatamente após a medição da
resistência de Isolamento, aterre o
enrolamento para evitar acidente.
aproximada fornecida pela curva da figura 2.3,
conforme NBR 5383 / IEEE43.






























Figura 2.3.

Em máquinas velhas, em serviço,
podem ser obtidos freqüentemente
valores muito maiores. A comparação
com valores obtidos em ensaios
anteriores na mesma máquina, em condições
similares de carga, temperatura e umidade serve
como uma melhor indicação das condições da
isolação do que o valor obtido num único ensaio,
sendo considerada suspeita qualquer redução
grande ou brusca.

Valor da resistência do
isolamento
Avaliação do isolamento
2MΩ ou menor Ruim
< 50MΩ Perigoso
50...100MΩ Regular
100...500MΩ Bom
500...1000MΩ Muito Bom
> 1000MΩ Ótimo
Tabela 2.3.a - Limites orientativos da resistência de
isolamento em máquinas elétricas.
Resistência de Isolamento Mínima:
- Se a resistência de isolamento medida for menor
do que 100 MΩ a 40ºC, os enrolamentos devem
ser secados de acordo com o procedimento
abaixo antes da máquina entrar em operação:
- Desmontar o motor retirando o rotor e os
mancais;
- Levar a carcaça com o enrolamento do estator a
uma estufa e aquecê-la a uma temperatura de
130°C, permanecendo nesta temperatura por pelo
menos 08 horas. Para grandes máquinas (acima
da carcaça 630 IEC ou 104XX série NEMA, pode
ser necessária à permanência por pelo menos 12
horas).
Utilizar o mesmo procedimento para rotores
bobinados de motores de anéis.
Verificar se a resistência de isolamento alcançada
está de dentro de valores aceitáveis, conforme
tabela 2.3.a, caso contrário, entre em contato
com a WEG.

2.3.6. ÍNDICE DE POLARIZAÇÃO

O índice de polarização (I.P.) é tradicionalmente
definido pela relação entre a resistência de
isolamento medida em 10 min e a resistência de
isolamento medida em 1 min medida com
temperatura relativamente constante.
Através do índice de polarização pode-se avaliar
as condições do isolamento do motor conforme
tabela abaixo:

Índice de polarização
Avaliação do
isolamento
1 ou menor Ruim
< 1,5 Perigoso
1,5 a 2,0 Regular
2,0 a 3,0 Bom
3,0 a 4,0 Muito Bom
> 4,0 Ótimo
Tabela 2.3.b - Índice de polarização (relação entre 10 e
1 minuto).

















10

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
2 2. .4 4. . A AR RM MA AZ ZE EN NA AG GE EM M P PR RO OL LO ON NG GA AD DA A

2.4.1. INTRODUÇÃO

As instruções para armazenagem prolongada,
descritas a seguir são válidas para motores com
armazenamento prolongado e / ou períodos de
parada prolongada anterior ao
comissionamento.

2.4.2. GENERALIDADES

A tendência existente, especialmente durante a
construção da planta, para armazenar os
motores por um período prolongado antes do
comissionamento ou instalar imediatamente
algumas unidades, resulta no fato que os
motores são expostos a influências que não
podem ser avaliadas com antecedência para
este período de tempo.
O stress (atmosférico, químico, térmico,
mecânico) imposto ao motor, que pode
acontecer durante manobras de
armazenamento, montagem, testes iniciais e
espera até o comissionamento de diferentes
formas, é difícil avaliar.
Outro fator essencial é o transporte, por
exemplo, o contratante geral pode transportar o
motor ou unidade completa com motor como
transporte conjunto para local de instalação.
Os espaços vazios do motor (interior do motor,
rolamentos e interior da caixa de ligação) são
expostos ao ar atmosférico e flutuações de
temperatura. Devido à umidade do ar, é possível
a formação de condensação, e, dependendo de
tipo e grau de contaminação de ar, substâncias
agressivas podem penetrar nos espaços vazios.
Como conseqüência depois de períodos
prolongados, os componentes internos como
rolamentos, podem enferrujar, a resistência de
isolamento pode diminuir a valores abaixo dos
admissíveis e o poder lubrificante nos mancais é
adversamente afetado.
Esta influência aumenta o risco de dano antes
do comissionamento da planta.

Para manter a garantia do fabricante, deve
ser assegurado que as medidas
preventivas descritas nestas instruções,
como: aspectos construtivos, conservação,
embalagem, armazenamento e inspeções,
sejam seguidos e registrados.

2.4.3. LOCAL DE ARMAZENAGEM

Para proporcionar as melhores condições de
armazenagem ao motor durante longos períodos
de armazenagem, o local de armazenagem deve
obedecer rigorosamente aos critérios descritos
nos itens a seguir.

2.4.3.1. ARMAZENAGEM INTERNA

- O ambiente deve ser fechado e coberto;
- O local deve estar protegido contra umidade,
vapores, descarga de fumo agressivo,
roedores e insetos.
- Não deve apresentar gases corrosivos, tais
como: cloro, dióxido de enxofre ou ácidos;
- Não deve apresentar severas vibrações
contínuas ou intermitentes.
- Possuir sistema de ventilação com filtro;
- Temperatura ambiente (5° C, > t < 60 °C),
não devendo apresentar flutuação de
temperatura súbita;
- Umidade relativa do ar <50%;
- Possuir prevenção contra sujeira e depósitos
de pó;
- Possuir sistema de detecção de incêndio.
- Deve estar provido de eletricidade para
alimentação das resistências de aquecimento e
Iluminação.

Caso algum destes requisitos não seja atendido
pelo ambiente de armazenagem, a WEG sugere
que proteções adicionais sejam incorporadas na
embalagem do motor durante o período de
armazenagem, conforme segue:
- Caixa de madeira fechada ou similar com
instalação que permita que as resistências de
aquecimento sejam energizadas;
- Se existe risco de infestação e formação de
fungo, a embalagem deve ser protegida no
local de armazenamento borrifando ou
pintando-a com agentes químicos apropriados.
- A preparação da embalagem deve ser feita
com maior cuidado por uma pessoa
experiente. A empresa contratada para esta
finalidade deve ser responsável pela
embalagem da máquina.









11

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
2.4.3.2. ARMAZENAGEM EXTERNA

A armazenagem externa do motor (ao
tempo) não é recomendada.
Caso a armazenagem externa não puder ser
evitada, o motor deve estar acondicionado em
embalagem específica para esta condição,
conforme segue:
- Para armazenagem externa (ao tempo), além
da embalagem recomendada para
armazenagem interna, deve-se cobrir
completamente esta embalagem com uma
proteção contra poeira, umidade e outros
materiais estranhos, utilizando uma lona ou
plástico resistente.
- Posicione a embalagem, em engradados,
feixes de madeira ou fundações que garantem
a proteção contra a umidade da terra.
- Impeça a embalagem de se afundar na terra.
- Depois que a máquina estiver coberta, um
abrigo deve erguido para proteger da chuva
direta, neve e calor excessivo do sol.

IMPORTANTE
É recomendável conferir as condições do local de
armazenagem e a condição dos motores
conforme plano de manutenção durante longos
períodos de armazenagem, descrito neste manual.

2.4.5. PEÇAS SEPARADAS

- Caso tenham sido fornecidas peças separadas
(caixas de ligação, trocador de calor, tampas,
etc...) estas peças deverão ser embaladas
conforme descrição acima.
- A umidade relativa do ar dentro da embalagem
não deve exceder 50% até que a máquina seja
desempacotada.

2.4.6. RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO

- As resistências de aquecimento do motor
devem ser energizadas durante o período de
armazenagem para evitar a condensação de
umidade no interior do motor, mantendo assim
a resistência de isolamento dos enrolamentos
em níveis aceitáveis.

A RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO DO
MOTOR DEVE SER OBRIGATÓRIAMENTE
LIGADA QUANDO O MESMO ESTIVER
ARMAZENADO EM LOCAL COM
TEMPERATURA < 5°C E UMIDADE
RELATIVA DO AR > 50%.

2.4.7. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO

- Durante o período de armazenagem, a
resistência de isolamento dos enrolamentos do
motor deve ser medida conforme item 2.3.5
deste manual e registrada a cada 3 meses e
antes da instalação do motor.
- Eventuais quedas no valor da resistência de
isolamento devem ser investigadas.

2.4.8. SUPERFÍCIES USINADAS EXPOSTAS

- Todas as superfícies expostas (por exemplo, à
ponta de eixo e flanges) são protegidas na
fábrica com um agente protetor temporário
(inibidor de ferrugem).
- Esta película protetora deve ser reaplicada
pelo menos a cada 6 meses. Quando esta for
removida e/ou danificada, deve-se fazer a
mesma ação preventiva.
Produtos Recomendados:
Nome: Dasco Guard 400 TX AZ, Fabricante: D.A.
Stuart Ltda
Nome: TARP, Fabricante: Castrol.






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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
2.4.9. MANCAIS

2.4.9.1. MANCAL DE ROLAMENTO
LUBRIFICADO À GRAXA
Os rolamentos são lubrificados na fábrica para
realização dos ensaios no motor.
Durante o período de armazenagem, a cada dois
meses deve-se retirar o dispositivo de trava do
eixo e girar o eixo manualmente para conservar o
mancal em boas condições.
Após 6 meses de armazenagem e antes da
entrada em operação, os rolamentos devem ser
relubrificados, conforme item 4.2.1.5 deste
manual.
Caso o motor permaneça armazenado por um
período maior que 2 anos, os rolamentos deverão
ser lavados, inspecionados e relubrificados
segundo o item 4.2 deste manual.

2.4.9.2. MANCAL DE ROLAMENTO
LUBRIFICADO A ÓLEO
- Dependendo da posição, o motor pode ser
transportado com ou sem óleo nos mancais.
- O motor deve ser armazenado na sua posição
original de funcionamento e com óleo nos
mancais;
- O nível do óleo deve ser respeitado,
permanecendo na metade do visor de nível.
- Durante o período de armazenagem, a cada
dois meses deve-se retirar o dispositivo de
trava do eixo e girar o eixo manualmente para
conservar o mancal em boas condições.
- Após 6 meses de armazenagem e antes da
entrada em operação, os rolamentos devem
ser relubrificados, conforme item 4.2.3.1 deste
manual.
- Caso o motor permaneça armazenado por um
período maior que 2 anos, os rolamentos
deverão ser lavados, inspecionados e
relubrificados segundo o item 4.2 deste
manual.

2.4.9.3. MANCAL DE DESLIZAMENTO
(BUCHA)
- Dependendo da posição, o motor pode ser
transportado com ou sem óleo nos mancais e
deve ser armazenado na sua posição original
de funcionamento com óleo nos mancais;
- O nível do óleo deve ser respeitado,
permanecendo na metade do visor de nível.
- Durante o período de armazenagem, a cada
dois meses deve-se retirar o dispositivo de
trava do eixo e gira-lo a uma rotação de 30
rpm para recircular o óleo e conservar o
mancal em boas condições.
Caso não seja possível girar o eixo do motor, o
procedimento a seguir deve ser utilizado para
proteger internamente o mancal e as superfícies
de contato contra corrosão:
- Drene todo o óleo do mancal;
- Desmonte o mancal, seguindo o procedimento
descrito no item 4.2.4.2 deste manual.
- Limpe o mancal;
- Aplique o anti-corrosivo (ex.: TECTIL 511,
Valvoline ou Dasco Guard 400TXAZ) nas
metades superior e inferior do casquilho do
mancal e na superfície de contato no eixo do
motor;
- Monte o mancal, seguindo o procedimento
descrito no item 4.2.4.3 deste manual;
- Feche todos os furos roscados com plugs;
- Sele os interstícios entre o eixo e o selo do
mancal no eixo através da aplicação de fita
adesiva a prova d’água;
- Todos os flanges (ex.: entrada e saída de óleo)
devem estar protegidas com tampas cegas;
- Retire o visor superior do mancal e aplique
com spray o anti-corrosivo no interior do
mancal;
- Coloque algumas bolsas de desumidificador
(sílica gel) no interior do mancal. O
desumidificador absorve a umidade e previne a
formação de condensação de água dentro do
mancal;
- Feche o mancal com o visor superior.

Em casos em que o período de armazenagem for
superior a 6 meses.
- Repita o procedimento descrito acima;
- Coloque novas bolsas de desumidificador
(sílica gel) dentro do mancal

Em casos em que o período de armazenagem for
maior que 2 anos.
- Desmonte o mancal
- Preserve e armazene as peças do mancal.

2.4.10. ESCOVAS
- As escovas dos motores de anéis devem ser
levantadas nos porta-escovas, pois não devem
permanecer em contato com os anéis coletores
durante o período de armazenagem, evitando
assim a oxidação dos anéis coletores.
- Antes da instalação e comissionamento do
motor, as escovas devem voltar à posição
original.






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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
2.4.11. CAIXA DE LIGAÇÃO

Quando a resistência de isolamento dos
enrolamentos do motor for verificada, deve-se
inspecionar também a caixa de ligação principal e
demais caixas de ligação, especialmente nos
seguintes aspectos:
- O interior deve estar seco, limpo e livre de
qualquer depósito de poeira.
- Os elementos de contato devem estar isentos
de corrosão.
- As vedações devem estar em condições
apropriadas.
- As entradas dos cabos devem estar
corretamente seladas.

Se algum destes itens não estiver correto, uma
limpeza ou reposição de peças deve ser realizada.

2.4.12. PREPARAÇÃO PARA ENTRADA EM
OPERAÇÃO APÓS LONGO PERÍODO DE
ARMAZENAGEM

2.4.12.1. LIMPEZA

- O interior e o exterior da máquina devem estar
livres de óleo, água, pó e sujeira. O interior do
motor deve ser limpo com ar comprimido com
pressão reduzida.
- Remover o inibidor de ferrugem das
superfícies expostas com um pano embebido
em solvente a base de petróleo.
- Certificar-se de que os mancais e cavidades
utilizadas para lubrificação estejam livres de
sujeira e que os plugs das cavidades estejam
corretamente selados e apertados. Oxidações
e marcas nos assentos dos mancais e eixo
devem ser cuidadosamente removidas.

2.4.12.2. LUBRIFICAÇÃO DOS MANCAIS

Utilizar graxa ou óleo especificado para
lubrificação dos mancais. Estas informações estão
contidas na placa de identificação dos mancais e a
lubrificação deve ser feita conforme descrito no
capítulo 4 “Manutenção” deste manual, de acordo
com o tipo de mancal.
Nota: Mancais de deslizamento, onde fora
aplicado internamente o produto de proteção
contra corrosão e desumidificadores devem ser
desmontados conforme o procedimento descrito
no item 4.2.4.2, lavados para retirada do anti-
corrosivo e os desumidificadores retirados.
Montar novamente os mancais, conforme o
procedimento descrito no item 4.2.4.3 e proceder
a lubrificação.

2.4.12.3. VERIFICAÇÃO DA RESISTÊNCIA
DE ISOLAMENTO

Antes da entrada em operação deve ser verificada
a resistência de isolamento, conforme item 2.3.5
deste manual.


2.4.12.4. OUTROS

Siga os demais procedimentos descritos no
capítulo 3.3. “Entrada em Serviço” deste Manual
antes de colocar a máquina em operação.






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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
2.4.13. PLANO DE MANUTENÇÃO DURANTE A ARMAZENAGEM

Durante o período de armazenagem, a manutenção do motor deverá ser executada e registrada de acordo
com o plano descrito na tabela abaixo:

Mensal
A cada
dois
meses
A cada
seis
meses
A cada
2 anos
Antes de
entrar em
operação
Nota
Local de Armazenagem
Inspecionar as condições de limpeza X X

Inspecionar as condições de umidade
e temperatura
X

Verificar sinais de infestações de
insetos
X

Medir nível de vibração X

Embalagem
Inspecionar danos físicos X
Inspecionar a umidade relativa no
interior
X

Trocar o desumidificador na
embalagem (se houver)
X Quando necessário
Resistência de aquecimento
Verificar as condições de operação X

Motor completo
Realizar limpeza externa X X
Verificar as condições da pintura X
Verificar o inibidor de oxidação nas
partes expostas
X
Repor o inibidor de oxidação X
Enrolamentos
Medir resistência de isolamento X X

Medir índice de polarização X X

Caixa de ligação e terminais de aterramento
Limpar o interior das caixas X X

Inspecionar os selos e vedações

Mancais de rolamento a graxa ou a óleo
Rotacionar o eixo X

Relubrificar o mancal X X

Desmontar e limpar o mancal X

Mancais de bucha
Rotacionar o eixo X

Aplicar anti-corrosivo e
desumidificador
X

Limpar os mancais e relubrificá-los X

Desmontar e armazenar as peças X

Escovas (motores de anéis)
Levantar as escovas Durante a armazenagem
Abaixar as escovas e verificar contato
com os anéis coletores
X







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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
2 2. .5 5. . M MA AN NU US SE EI IO O

Para levantar o motor, use somente os olhais
existentes no mesmo. Caso se faça necessário,
use uma travessa para proteger partes do motor.
Observe o peso indicado. Não levante o motor aos
socos ou o coloque no chão bruscamente para
assim evitar danos aos mancais.

2.5.1. MANUSEIO DE MOTORES - LINHA H



Olhais nas tampas, mancais, radiador, etc.,
servem apenas para manusear estes
componentes. Nunca use o eixo para levantar o
motor por meio de cabos, etc.

2.5.2. MANUSEIO DE MOTORES - LINHA M























































Notas:
1) Os olhais de suspensão da carcaça são para
levantar somente o motor. Não os utilize
para levantar o conjunto motor + máquina
acionada.
2) As correntes ou cabos de içamento devem
ter um ângulo máximo de 30º com relação
a vertical.
3) Utilizar todos os olhais fixados na carcaça,
que acompanham o motor;
4) Não observar estas recomendações poderá
causar danos ao equipamento, ferimento a
pessoas ou ambos.

LINHA M


1) Não levante o motor pelo trocador de calor
(se houver).
2) Levantamento sem o trocador de calor.
3) Caso o centro de gravidade não esteja
perfeitamente no centro dos olhais de
suspensão, utilize uma das formas
conforme item 3.





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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
2.5.3. MANUSEIO DE MOTORES VERTICAIS



O manuseio dos motores verticais WEG deverá
ser feito conforme figura acima.
Utilizar-se sempre dos 4 olhais para
movimentação dos motores na posição vertical,
de tal forma que as correntes ou cabos de
içamento fiquem também na posição vertical
evitando assim esforços demasiados nos olhais.

2.5.4. POSICIONAMENTO DE MOTORES
VERTICAIS

Os motores verticais WEG são fornecidos com 8
pontos para içamento, sendo 4 na parte dianteira
e 4 na parte traseira.
Alguns motores são transportados na posição
horizontal e necessitam ser movimentados para a
posição original.
O procedimento a seguir serve para
movimentação de motores com forma construtiva
vertical da posição horizontal para vertical e vice-
versa, independente do modelo ou linha do
produto.





1) Levante o motor através dos 4 olhais laterais
utilizando-se de 2 talhas;

2) Abaixe a talha que está presa na parte
dianteira do motor e ao mesmo tempo levante
a talha que está presa no lado traseiro do
motor até que o motor atinja o equilíbrio.

3) Solte a talha presa na parte dianteira do motor
e gire o motor 180º para possibilitar a fixação
da talha solta nos outros 2 olhais da parte
traseira do motor.

4) Fixe a talha solta nos outros 2 olhais da parte
traseira do motor e levante-a até que o motor
fique na posição vertical.






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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
3. INSTALAÇÃO

Máquinas elétricas devem ser instaladas em locais
que permitam fácil acesso para inspeção e
manutenção, principalmente no que se refere aos
mancais (relubrificação) e inspeção das escovas.
Se a atmosfera ambiente for úmida, corrosiva ou
contiver substâncias ou partículas abrasivas, é
importante assegurar o correto grau de proteção.
A instalação de motores onde existam vapores,
gases ou poeiras perigosas, inflamáveis ou
combustíveis oferecendo possibilidade de fogo ou
explosão, deve ser feita de acordo com as Normas
ABNT NBR, NEC-Art.500 (National Electrical Code)
e UL-674 (Underwriter's Laboratories Inc.).
Em nenhuma circunstância os motores poderão
ser cobertos por caixas ou outras coberturas que
possam impedir ou diminuir a livre circulação do
ar de ventilação.
As máquinas dotadas de ventilação externa
devem ficar, no mínimo, a 50mm de altura do
piso a fim de deixar margem para a entrada de
ar.
As aberturas para entrada e saída de ar jamais
deverão ser obstruídas ou diminuídas por objetos,
paredes, colunas, etc.
O ambiente no local de instalação deverá ter
condições de renovação de ar da ordem de 20m³
por minuto para cada 100kW de potência da
máquina.


3 3. .1 1. . A AS SP PE EC CT TO OS S M ME EC CÂ ÂN NI IC CO OS S

3.1.1. MONTAGEM

Afim assegurar a operação adequada, além de
uma fundação estável, o motor deve estar
precisamente alinhado com o equipamento
acoplado e os componentes montados no seu
eixo, adequadamente balanceados.

Observação:
Com a máquina montada e acoplada, as relações
entre a freqüência natural da fundação e:
- A freqüência de giro do motor;
- O dobro da freqüência de giro;
- O dobro da freqüência da linha.

Devem estar conforme especificado abaixo:
- Freqüência natural de 1ª ordem da fundação:
≥ +25% ou ≤ -20% em relação às freqüências
acima.
- Freqüências naturais da fundação de ordens
superiores:
≥ +10% ou ≤ -10% em relação às freqüências
acima.

3.1.2. FUNDAÇÕES

A fundação onde está colocado o motor deve ser
plana e, se possível, isenta de vibrações.
Recomenda-se, portanto, uma fundação de
concreto. O tipo de fundação a escolher
dependerá da natureza do solo no local da
montagem, ou da resistência dos pisos.
No dimensionamento da fundação do motor, deve
ser considerado o fato de que o motor pode,
ocasionalmente, ser submetido a um torque maior
que o torque nominal. Se este dimensionamento
não for criteriosamente executado poderá
ocasionar sérios problemas de vibração do
conjunto fundação, motor e máquina acionada.

OBS: Na base de concreto deverá ser prevista
uma placa metálica para apoio do parafuso de
nivelamento.

Baseado na figura 3.1., os esforços sobre a
fundação podem ser calculados pelas equações:







Onde:
F1 e F2 - Reação dos pés sobre a base (N)
g - Aceleração da gravidade (9,81m/s²)
m - massa do motor (kg)
Cmáx - Torque máximo (Nm)
A - Obtido do desenho dimensional do motor (m)


Figura 3.1.

OBS.: O desenho acima indica os esforços no
motor quando o sentido de rotação é horário.
Para sentido anti-horário, invertem-se os esforços
(F1, F2, 4.Cmáx).

) (
max) 4 (
. . . 5 . 0
1
A
C
g m F + + ·
) (
max) 4 (
. . . 5 . 0
2
A
C
g m F − + ·





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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
Blocos de ferro ou de aço, placas com superfícies
planas e com dispositivos de ancoragem, poderão
ser fundidos no concreto para receber e fixar os
pés do motor, conforme sugestões na figura 3.2.
Importante observar que todos os equipamentos
da estrutura deverão ser adequados para
transmitir as forças e torques que ocorrem
durante a operação.
















































Figura 3.2 - Forma de fixação de motores.
3.1.2.1. TIPOS DE BASES

a) Bases de concreto (ou chumbadas no
concreto)
Conforme mencionado no item anterior, as bases
de concreto são as mais usuais para acomodar
estes motores.
O tipo e o tamanho da fundação - ressaltos e/ou
reentrâncias, parafusos de ancoragem com placas
de ancoragem soltas ou fundidas no concreto
dependem do tamanho e do tipo do motor.
Os motores poderão ser montados em uma base
de concreto sobre 4 blocos de fundação. Vide
dimensões dos componentes de instalação na
tabela a seguir.
Instalação e exemplos a seguir:





































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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
Bloco de fundação
Parafusos de fixação
(DIN 933)
Pinos cônicos
(DIN 258) Ø dos furos nos pés
do motor
Qtde. Dimensão Qtde. Dimensão Qtde. Dimensão
28 4 M24 4 M24 x 60 2 14 x 100
36 4 M30 4 M30 x 70 2 14 x 100
42 4 M36 4 M36 x 80 2 14 x 100
48 4 M42 4 M42 x 90 2 14 x 100

Dimensões de montagem
Rosca
s t u v w
M26 e M30 50 450 220 265 315
M36 70 539 240 300 350
M42 70 600 270 355 400
Tabela 3.1. - Medidas de ancoragem (exemplo de instalação).



Figura 3.3 - Exemplo 1.




Figura 3.4 - Exemplo 2.

Exemplo de preparação:
Remova toda a sujeira de fundação para
garantir uma adequada amarração entre os
blocos de fundação e a argamassa.
Fixe os blocos de fundação junto aos pés do
motor, usando parafusos.
Coloque calços de diferentes espessuras
(espessura total de aproximadamente 2mm)
entre os pés do motor e as superfícies de apoio
da fundação para assim posteriormente poder
fazer um alinhamento vertical preciso.
Para garantir a centralização dos parafusos em
relação aos furos dos pés, embuchar com uma
chapa metálica ou papel rígido (prespan),
possibilitando um posterior alinhamento preciso
em sentido horizontal.
Coloque calços ou parafusos de nivelamento sob
os blocos de fundação para um adequado
nivelamento do motor e para um perfeito
alinhamento do mesmo com a máquina que ele
aciona. Após a colocação da argamassa faça um
preciso controle do alinhamento.
Eventuais pequenas correções podem ser feitas
com arruelas ou chapas de metal e através de
reajuste da folga dos parafusos de fixação.
Aperte agora firmemente todos os parafusos de
fixação.
Deve-se ter aqui o devido cuidado para que as
superfícies de apoio dos pés do motor estejam
apoiadas sem distorção da carcaça do motor.
Para fixação exata, introduza dois pinos cônicos
após o término de teste. Para isso devem ser
usados os furos pré-broqueados no pé do
motor.





20

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
b) Bases deslizantes
Em acionamento por polias o motor deve ser
montado sobre a base deslizante (trilhos) e a
parte inferior da correia deve estar tracionada.
O trilho mais próximo da polia motora é colocado
de forma que o parafuso de posicionamento fique
entre o motor e a máquina acionada. O outro
trilho deve ser colocado com o parafuso na
posição oposta como mostra a figura 3.5.
O motor é parafusado nos trilhos e posicionado na
fundação.
A polia motora é então alinhada de forma que seu
centro esteja no mesmo plano do centro da polia
movida e os eixos do motor e da máquina
estejam paralelos.
A correia não deve ser demasiadamente esticada,
ver figura 3.12. Após o alinhamento, os trilhos são
fixados.
















Figura 3.5.

c) Bases metálicas
A base deverá ter superfície plana contra os pés
do motor de modo a evitar deformações na
carcaça. A altura da superfície de apoio deve ser
determinada de tal modo que debaixo dos pés do
motor possam ser colocadas chapas de
compensação numa espessura total de 2mm.
As máquinas não devem ser removidas da base
comum para alinhamento; a base deve ser
nivelada na própria fundação, usando níveis de
bolha (ou outros instrumentos niveladores).
Quando uma base metálica é utilizada para
ajustar a altura da ponta de eixo do motor com a
ponta de eixo da máquina, esta deve ser nivelada
na base de concreto.
Após a base ter sido nivelada, os chumbadores
apertados e os acoplamentos verificados, a base
metálica e os chumbadores são concretados.



3.1.3. ALINHAMENTO/NIVELAMENTO

A máquina elétrica deve estar perfeitamente
alinhada com a máquina acionada, especialmente
nos casos de acoplamento direto.
Um alinhamento incorreto pode causar defeito
nos rolamentos, vibrações e mesmo, ruptura do
eixo.
Uma maneira de conseguir-se um alinhamento
correto é usando relógios comparadores,
colocados um em cada semi-luva, um apontado
radialmente e outro axialmente. Assim é possível
verificar simultaneamente o desvio de paralelismo
(figura 3.6a) e o desvio de concentricidade (figura
3.6b), ao dar-se uma volta completa nos eixos.

Uma medição em 4 diferentes pontos de
circunferência não poderá apresentar uma
diferença maior que 0,03mm.


Figura 3.6a - Desvio de paralelismo.



Figura 3.6b – Desvio de concentricidade.


No alinhamento/nivelamento deve-se considerar o
efeito da temperatura sobre o motor e a máquina
acionada. As diferentes dilatações das máquinas
acopladas podem significar uma alteração no
alinhamento/ nivelamento durante o
funcionamento da máquina.
Após o alinhamento do conjunto e verificação do
perfeito alinhamento (tanto a frio como a quente)
deve-se fazer a pinagem do motor, conforme
figura 3.7.
Existem instrumentos que realizam o alinhamento
utilizando raio laser visível e computador próprio
com programas específicos que conferem alta
confiabilidade e precisão no alinhamento de
máquinas.





21

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS

Figura 3.7.

OBS: Os pinos, porcas e arruelas serão fornecidos
com o motor quando solicitados.


3.1.4. ACOPLAMENTOS

a) Acoplamento direto
Deve-se preferir sempre o acoplamento direto,
devido ao menor custo, reduzido espaço ocupado,
ausência de deslizamento (correias) e maior
segurança contra acidentes. No caso de
transmissão com relação de velocidade, é usual
também o acoplamento direto através de
redutores.

CUIDADOS: Alinhar cuidadosamente as pontas
de eixos, usando acoplamento flexível, sempre
que possível, deixando folga mínima de 3mm
entre os acoplamentos.


Figura 3.6c - Folga axial.

b) Acoplamento por engrenagens
Acoplamento por engrenagens mal alinhadas, dão
origem a solavancos que provocam vibrações na
própria transmissão e no motor. Cumpre cuidar,
portanto, para que os eixos fiquem em
alinhamento perfeito, rigorosamente paralelos no
caso de engrenagens retas e em ângulo certo no
caso de engrenagens cônicas ou helicoidais.
O engrenamento perfeito poderá ser controlado
com inserção de uma tira de papel, na qual
apareça após uma volta, o decalque de todos os
dentes.



c) Acoplamento por meio de polias e
correias
Quando uma relação de velocidade é necessária,
a transmissão por correia é a mais
freqüentemente usada.

MONTAGEM DE POLIAS: Para montagem de
polias em ponta de eixo com rasgo de chaveta e
furo roscado na ponta, a polia deve ser encaixada
até na metade do rasgo da chaveta apenas com
esforço manual do montador.
Para eixos sem furo roscado recomenda-se
aquecer a polia de 80ºC (figura 3.8).



Figura 3.8 - Montagem de polias.

DESMONTAGEM DE POLIAS: Para
desmontagem de polias recomenda-se o uso de
dispositivos como o mostrado na figura 3.9,
procedendo-se com cuidado para não danificar a
chaveta e o assento da polia.

Figura 3.9 - Desmontagem de polias.

Deve ser evitado o uso de martelos na montagem
de polias evitando a formação de marcas nas
pistas dos rolamentos. Estas marcas, inicialmente
são pequenas, crescem durante o funcionamento
e podem evoluir até danificar totalmente o
rolamento.
O posicionamento correto da polia é mostrado na
figura 3.10.








Figura 3.10.





22

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
FUNCIONAMENTO: Evitar esforços radiais
desnecessários nos mancais, situando os eixos
paralelos entre si e as polias perfeitamente
alinhadas (figura 3.11).
Correias que trabalham lateralmente enviesadas
transmitem batidas de sentido alternante ao rotor,
e poderão danificar os encostos do mancal. O
escorregamento da correia poderá ser evitado
com aplicação de um material resinoso, como o
breu, por exemplo.

















Figura 3.11 - Correto alinhamento das polias.
A tensão na correia deverá ser apenas suficiente
para evitar o escorregamento no funcionamento
(figura 3.12).










Figura 3.12 - Tensões na correia.

NOTA: Correia com excesso de tensão aumenta o
esforço na ponta de eixo, causando vibração e
fadiga, podendo chegar até a fratura do eixo.

Deve ser evitado o uso de polias demasiadamente
pequenas; estas provocam flexões no motor
devido ao fato que a tração na correia aumenta à
medida que diminui o diâmetro da polia.

Em cada caso específico do
dimensionamento da polia, o setor de
vendas da WEG Máquinas deverá ser
consultado para garantir uma aplicação
correta.
Devido as tensões existentes nas correias, ocorre
uma reação atuando como carga radial na ponta
de eixo do motor.

Os dados para cálculo desta reação (força radial)
são:
- Potência transmitida [kW] (P) - Rotação
motora [rpm] (RPM).
- Diâmetro da polia movida [mm] (DPMV).
- Diâmetro da polia motora [mm] (DPMT).
- Distância entre os centros [mm] (I).
- Coeficiente de atrito [-] (MI) - (normalmente
0,5).
- Coeficiente de escorregamento [-] (K).
- Ângulo de contato da correia na polia menor
[RAD] (alfa).
- FR: Força radial atuante na ponta do eixo [N]
(FR).


NOTA: Sempre utilizar polias devidamente
balanceadas. Evitar em todos os casos, sobras de
chavetas, pois estas representam um aumento da
massa de desbalanceamento. Caso estas
observações não forem seguidas, ocorrerá um
aumento nos índices de vibração.


3.1.4.1. ACOPLAMENTO DE MOTORES
EQUIPADOS COM MANCAIS DE BUCHA -
FOLGA AXIAL

Motores equipados com mancais de bucha devem
operar com acoplamento direto à máquina
acionada ou a um redutor. Não é possível o
acoplamento através de polias e correias.
Os motores equipados com mancais de bucha
possuem 03 marcas na ponta de eixo, sendo que
a marca central (pintada de vermelho) é a
indicação do centro magnético, e as 02 marcas
externas indicam os limites de movimento axial do
rotor.
Para o acoplamento do motor é necessário que
sejam considerados os seguintes fatores:
- Folga axial do mancal, indicada na tabela 1
abaixo, para cada tamanho de mancal;
- O passeio axial da máquina acionada (se
existente);
- A folga axial máxima permitida pelo
acoplamento.
( )
( )
[ ] ( ) [ ]
2
1 21 . 1 ( 1 25 , 18836
1
1
1 . 1
1
2
ALFA COS x ALFA COS x K
x
DPMTxRPM
N
FR
MIxALFA
MIxALFA
x K
DPMT DPMV
ALFA
+ + −
·
1
]
1

¸


+
·

,
_

¸
¸ −
− ·
χ
ε
ε
π





23

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
Folgas utilizadas em mancais de bucha
WEG Máquinas
Tamanho do mancal
Folga axial total
em mm
9 3 + 3 = 6
11 4 + 4 = 8
14 5 + 5= 10
18 7,5 + 7,5 = 15
22 12 + 12 = 24
28 12 + 12 = 24
Tabela 3.3.

O motor deve ser acoplado de maneira que a seta
fixada na carcaça do mancal fique posicionada
sobre a marca central (pintada de vermelho),
quando o motor encontra-se em operação.
Durante a partida, ou mesmo em operação o
rotor pode mover-se livremente entre as duas
ranhuras externas, caso a máquina acionada
exerça algum esforço axial sobre o eixo do motor,
mas em hipótese nenhuma o motor pode operar
de maneira constante com esforço axial sobre o
mancal.
Os mancais de bucha utilizados normalmente pela
WEG não foram projetados para suportar esforço
axial constante.

A figura 3.14. abaixo mostra um detalhe do
mancal dianteiro com a configuração básica do
conjunto eixo / mancal e a folga axial.


















Figura 3.14.


A figura 3.15. mostra em detalhes a carcaça do
mancal, com a seta de indicação do centro
magnético e as 03 marcas no eixo.



















Figura 3.15.


3 3. .2 2. . A AS SP PE EC CT TO OS S E EL LÉ ÉT TR RI IC CO OS S

3.2.1. SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO

É muito importante que se observe a correta
alimentação de energia elétrica. Os condutores e
todo o sistema de proteção devem garantir uma
qualidade de energia elétrica nos bornes do motor
dentro dos seguintes parâmetros, conforme
norma IEC60034-1:
- Tensão: poderá variar dentro de uma faixa de
±10% do valor nominal.
- Freqüência: poderá variar dentro de uma faixa
entre -3 e +5% do valor nominal.


3.2.2. LIGAÇÃO

Para ligar os cabos de alimentação, desparafuse
as tampas das caixas de ligação do estator e do
rotor (se houver). Corte os anéis de vedação
(motores normais sem prensa cabos) conforme os
diâmetros dos cabos a serem utilizados. Insira os
cabos dentro dos anéis. Corte o cabo de
alimentação no comprimento necessário, decape
a extremidade e coloque os terminais a serem
utilizados.
Ligue o revestimento metálico dos cabos (se
houver) ao condutor terra comum. Corte o
condutor terra no comprimento e ligue-o ao
conector existente na caixa de ligação e/ou o
existente na carcaça. Fixe firmemente todas as
conexões.

OBS: Não utilize arruelas de aço ou outro
material mal condutor de corrente elétrica na
fixação dos terminais.






24

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
Sugerimos que seja passado, antes de serem
efetuadas as ligações, uma graxa de proteção de
contatos em todas as conexões.
Coloque todos os anéis de vedação nas
respectivas ranhuras. Parafuse a tampa da caixa
de ligação sempre observando se os anéis de
vedação estão colocados corretamente.


3.2.3. ESQUEMAS DE LIGAÇÕES GERAIS

A seguir mostramos esquemas de ligações
orientativos para motores de indução com rotor
de gaiola, rotor bobinado e para proteção contra
surtos (capacitor e pára-raio).


Figura 3.16. - Esquema de ligação geral para
motores de gaiola.

Figura 3.17 - Esquema de ligação geral para
motores de anéis.


Figura 3.18 - Esquema de ligação geral para
motores com pára-raios e capacitores.













25

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
3.2.4. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ESTATORES E ROTORES

Os esquemas de ligação a seguir mostram a identificação dos terminais na caixa de ligação e as ligações
possíveis para o estator (fases) e rotor dos motores de indução trifásicos.
Os números descritos em cada esquema na tabela abaixo servem para o usuário identificar o esquema de
ligação correspondente ao seu motor através de uma placa de fixada no motor onde estão descritos os
números dos códigos correspondentes aos esquemas de ligação do estator, rotor e acessórios:


3.2.4.1. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ESTATORES E ROTORES (norma IEC 60034-8)

Identificação geral dos bornes
U, V, W = Estator
K, L, M = Rotor

ESQUEMAS DE LIGAÇÃO DO ESTATOR
3 BORNES 6 BORNES 6 BORNES - DAHLANDER
9100

3 BORNES + NEUTRO
9121

9101

∆ Y
9102


MENOR
VELOCIDADE
9103
YY

MAIOR
VELOCIDADE
9104
Y



MENOR
VELOCIDADE
9105
YY



MENOR
VELOCIDADE
9106




MAIOR
VELOCIDADE

9 BORNES 12 BORNES
9107
∆∆

9108


9109
YY
9110
Y

9111
∆∆
9112
YY

9113


9114
Y


12 BORNES - (part winding)
9115

PARA PARTIDA
EM Y
9116

PARA PARTIDA
EM ∆
9117

Y SO PARA
PARTIDA
9118

PARA VELOCIDADE
NOMINAL

ESQUEMAS DE LIGAÇÃO DO ROTOR (MOTOR DE ANÉIS)
ROTOR
9120


9119







26

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
3.2.4.2. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ESTATORES E ROTORES (norma NEMA MG1)

Identificação geral dos bornes
T1 a T12 = Estator
M1, M2, M3 = Rotor

ESQUEMAS DE LIGAÇÃO DO ESTATOR
3 BORNES 6 BORNES 6 BORNES - DAHLANDER
9200

3 BORNES + NEUTRO
9221

9201

∆ Y

9202


MENOR
VELOCIDADE
9203
YY

MAIOR
VELOCIDADE
9204
Y


MENOR
VELOCIDADE
9205
YY


MENOR
VELOCIDADE
9206



MAIOR
VELOCIDADE

9 BORNES 12 BORNES
9207
∆∆

9208


9209
YY

9210
Y
9211
∆∆
9212
YY

9213

9214
Y

12 BORNES - (part winding)
9215

PARA PARTIDA
EM Y
9216

PARA PARTIDA
EM ∆
9217

Y SO PARA
PARTIDA
9218

PARA VELOCIDADE
NOMINAL

ESQUEMAS DE LIGAÇÃO DO ROTOR (MOTOR DE ANÉIS)
ROTOR
9220


9219


SENTIDO DE ROTAÇÃO
- O sentido de rotação está descrito na placa de identificação e deve ser visto na extremidade do eixo do lado
acionado do motor.
- Motores com a identificação dos terminais e ligações descritas nos capítulos 3.2.4.1 e 3.2.4.2 deste manual possuem
sentido de rotação horário.
- Para inverter o sentido da rotação deve-se inverter a ligação de duas fases.
- Os Motores com sentido único de rotação, indicados na placa de identificação e por uma seta fixada na carcaça,
possuem ventilador unidirecional e devem operar somente no sentido especificado.
- Para inversão do sentido de rotação de motores unidirecionais, deve-se consultar a WEG.





27

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
3.2.5. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ACESSÓRIOS

Os esquemas de ligação a seguir mostram a identificação dos terminais na caixa de ligação e as ligações dos
acessórios dos motores de indução trifásicos.
Os números descritos em cada esquema na tabela abaixo servem para o usuário identificar a ligação dos
acessórios correspondente ao seu motor através de uma placa de fixada no motor onde estão descritos os
números dos códigos correspondentes aos esquemas de ligação do estator, rotor e acessórios:

Identificação geral dos terminais dos acessórios
16 a 19 = Resistências de aquecimento.
20 a 27 = Termoresistências no estator.
36 a 43 = Termistores no estator.
52 a 59 = Termostatos no estator.
68 a 71 = Termoresistências nos mancais.
72 a 75 = Termistores nos mancais.
76 a 79 = Termostatos nos mancais.
80 a 82 = Dínamos taquimétricos.
88 a 91 = Termômetros.
92 e 93 = Freios.
94 a 99 = Transformadores de corrente.

ESQUEMAS DE LIGAÇÃO DOS ACESSÓRIOS
TERMOSTATOS
9029
NO ESTATOR
1 POR FASE

9030
NO ESTATOR
1 POR FASE EM SÉRIE


9031
NO ESTATOR
2 POR FASE

ALARME DESLIGAMENTO
9032
NO ESTATOR
2 POR FASE EM SÉRIE


ALARME DESLIGAMENTO
9036
NOS MANCAIS
1 POR MANCAL

DIANTEIRO TRASEIRO


TERMISTORES
9025
NO ESTATOR
1 POR FASE

9026
NO ESTATOR
1 POR FASE EM SÉRIE

9027
NO ESTATOR
2 POR FASE

ALARME DESLIGAMENTO
9028
NO ESTATOR
2 POR FASE EM SÉRIE

ALARME DESLIGAMENTO
9035
NOS MANCAIS
1 POR MANCAL
DIANTEIRO TRASEIRO






28

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
TERMOSENSORES – PT100
9021
NO ESTATOR
1 POR FASE
9022
NO ESTATOR
1 POR FASE COM 3 FIOS
9023
NO ESTATOR
2 POR FASE

ALARME DESLIGAMENTO

9024
NO ESTATOR
2 POR FASE COM 3 FIOS

ALARME DESLIGAMENTO

9033
NOS MANCAIS
1 POR MANCAL


DIANTEIRO TRASEIRO
9034
NOS MANCAIS
1 POR MANCAL COM 3 FIOS


DIANTEIRO TRASEIRO

RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO (tensão única) RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO (tensão dupla)
9038

9039
COM TERMOSTATO

9410
MENOR TENSÃO MAIOR TENSÃO


TERMÔMETRO (Mancal dianteiro) TERMÔMETRO (Mancal traseiro)
9037

9037



ACESSÓRIOS ADICIONAIS

Em motores com mais de 1 rolamento por mancal, o sensor de temperatura utilizado no rolamento extra é
identificado com o número correspondente ao primeiro rolamento precedido do número 1 (para 1 rolamento
extra) ou 2 (para 2 rolamentos extras)
Exemplo: Motor com mancal traseiro composto de 2 rolamentos - 1 PT100 com 3 fios por rolamento.
O primeiro rolamento é identificado com a numeração 70 - 70 - 71 e o segundo com a numeração 170 - 170
– 171.
A mesma regra descrita acima se aplica também para sensores extras no estator ou termômetros extras nos
mancais.








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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
3.2.6. PARTIDA DE MOTORES ELÉTRICOS

3.2.6.1. PARTIDA – MOTOR DE GAIOLA

Sempre que possível, a partida de um motor
trifásico com rotor de gaiola, deve ser direta (a
plena tensão), por meio de um contator.
É o método mais simples, viável porém, apenas
quando a corrente de partida não afeta a rede de
alimentação.
Lembrando que a corrente de partida de motores
de indução atinge valores de ordem de 6 a 7
vezes a corrente nominal e, como a corrente
nominal é função da potência, configura-se uma
situação em que a respectiva corrente de partida
(Ip) deve estar numa relação com a corrente
nominal da rede, tal que, durante o tempo de
partida, essa corrente (Ip) não venha a alterar as
condições de alimentação de outros
consumidores, pela maior queda de tensão
causada na rede.
Essa situação é satisfeita em uma das três
condições:
a) Quando a rede é suficientemente "forte" e a
corrente do motor é desprezível em relação a
capacidade da rede.
b) A partida do motor é feita sempre sem carga,
o que, sobretudo reduz o tempo de partida e,
assim, a duração da corrente de partida, sendo
tolerável para os outros consumidores à queda
de tensão momentânea.
c) Quando devidamente autorizada pela
concessionária de energia elétrica da região.
Nos casos em que a corrente de partida do motor
é elevada podem ocorrer as seguintes
conseqüências prejudiciais:
a) Elevada queda de tensão no sistema de
alimentação da rede. Em função disto, provoca
a interferência em equipamentos instalados
neste sistema;
b) O sistema de proteção (cabos, contatores)
deverá ser super dimensionado, ocasionando
um custo elevado;
c) A imposição das concessionárias de energia
elétrica que limitam a queda de tensão da
rede.
Caso a partida direta não seja possível, devido
aos problemas citados acima, pode-se usar
sistema de partida indireta para reduzir a corrente
de partida.

Estes sistemas de partida indireta (tensão
reduzida) são:
- Chave estrela-triângulo;
- Chave série-paralelo;
- Chave compensadora ou auto-trafo;
- Chave de partida estática ou soft-start;
- Inversor de freqüência.
3.2.6.2. FREQÜÊNCIA DE PARTIDAS
DIRETAS

Devido ao valor elevado da corrente de partida
dos motores de indução, o tempo gasto na
aceleração de cargas de inércia apreciável resulta
na elevação rápida da temperatura do motor. Se
o intervalo entre partidas sucessivas for muito
reduzido, isto levará a uma aceleração de
temperatura excessiva nos enrolamentos,
danificando-os ou reduzindo sua vida útil. A
norma NBR 7094 estabelece um regime de
partida mínimo que os motores devem ser
capazes de realizar:
a) Duas partidas sucessivas, sendo a primeira
feita com o motor frio, isto é, com seus
enrolamentos à temperatura ambiente e a
segunda logo a seguir, porém, após o motor
ter desacelerado até o repouso;
b) Uma partida com o motor quente, ou seja,
com os enrolamentos à temperatura de
regime.
A primeira condição simula o caso em que a
primeira partida do motor é abortada, por
exemplo, pelo desligamento da proteção,
permitindo-se uma segunda tentativa logo a
seguir.
A segunda condição simula o caso de um
desligamento acidental do motor em
funcionamento normal, por exemplo, por falta de
energia na rede, permitindo-se retomar o
funcionamento logo após o restabelecimento da
energia.


3.2.6.3. CORRENTE DE ROTOR BLOQUEADO
(Ip/In)

De acordo com a norma NBR 7094, está indicado
na placa de características o valor de I
P
/I
n
, que é
a relação entre a corrente de rotor bloqueado e a
corrente nominal.


3.2.6.4. PARTIDAS DE MOTORES
TRIFÁSICOS, COM ROTOR DE ANÉIS, COM
REOSTATO

Na partida dos motores de anéis, um reostato
externo é conectado ao circuito rotórico, através
do conjunto de escovas e anéis deslizantes.
A resistência rotórica adicional é mantida no
circuito durante a partida, para diminuir a
corrente de partida e aumentar o conjugado. É
possível ainda, regular-se a resistência externa,
de forma a obter-se o conjugado de partida igual
ou próximo ao valor do próprio conjugado
máximo.
OBS: Sempre que for utilizado um sistema de
partida deferente da direta, a WEG Máquinas
deverá ser comunicada com antecedência a fim
de analisar os conjugados requeridos pela carga.





30

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
3.2.7. PROTEÇÃO DOS MOTORES

Nos circuitos de motores, há, em princípio, dois
tipos de proteção: a proteção dos motores contra
sobrecarga/rotor bloqueado e proteção dos
circuitos (terminais e de distribuição) contra curto
circuito.
Os motores utilizados em regime contínuo devem
ser protegidos contra sobrecargas, ou por um
dispositivo integrante do motor, ou um dispositivo
de proteção independente, geralmente com relé
térmico com corrente nominal ou de ajuste, igual
ou inferior ao valor obtido multiplicando-se a
corrente nominal da alimentação a plena carga do
motor por:
- 1,25 para motores com fator de serviço igual
ou superior a 1,15 ou;
- 1,15 para motores com fator de serviço igual a
1,0.
Alguns motores possuem, quando solicitados pelo
cliente como parte integrante, dispositivos de
proteção contra sobrelevação de temperatura (em
casos de sobrecargas, travamento do motor,
baixa tensão, falta de ventilação do motor), tais
como: termostato (sonda térmica), termistor,
termoresistores tipo PT100.


3.2.7.1. LIMITES DE TEMPERATURA PARA
OS ENROLAMENTOS

A temperatura do ponto mais quente do
enrolamento deve ser mantida abaixo do limite da
classe térmica. A temperatura total vale a soma
da temperatura ambiente com a elevação de
temperatura (T) mais a diferença que existe entre
a temperatura média do enrolamento e a ponto
mais quente.
A temperatura ambiente é, no máximo 40°C, por
norma, e acima disso as condições de trabalho
são consideradas especiais.
Os valores numéricos e a composição da
temperatura admissível do ponto mais quente,
são indicados na tabela abaixo.

Classe de isolamento B F H
Temperatura ambiente °C 40 40 40
T = elevação de temperatura
(método da resistência)
°C 80 100 125
Diferença entre o ponto mais
quente e a temperatura média
°C 10 15 15
Total: Temperatura do ponto
mais quente
°C 130 155 180
Tabela 3.4.



TERMOSTATO (BIMETÁLICO)
São detetores térmicos do tipo bimetálico, com
contatos de prata normalmente fechados. Estes
se abrem com determinada temperatura. Os
termostatos são ligados em série ou
independentes conforme esquema de ligação.

TERMISTORES (TIPO PTC ou NTC)
São detetores térmicos, compostos de
semicondutores que variam sua resistência
bruscamente ao atingirem uma determinada
temperatura. Os termistores são ligados em série
ou independentes conforme esquema de ligação.

NOTA: Os termostatos e os termistores deverão
ser conectados a uma unidade de controle que
interromperá a alimentação do motor ou acionará
um dispositivo de sinalização.

TERMORESISTÊNCIA (TIPO PT100-RTD)
A termoresistência é um elemento de resistência
calibrada feito de platina.
Seu funcionamento baseia-se no princípio de que
a resistência elétrica de um condutor metálico
varia linearmente com a temperatura. Os
terminais do detetor são ligados a um painel de
controle, que inclui um medidor de temperatura.
Normalmente são instalados uma resistência
calibrada por fase e um por mancal, regulando-se
os dispositivos de controle para alarme e posterior
desligamento. (Por motivo de segurança extra, é
possível instalar dois protetores por fase).
A tabela 3.7 mostra uma comparação entre os
sistemas de proteção.

OBS:
1) Além dos dispositivos de proteção
aqui indicados, outros deverão ser
utilizados quando a aplicação assim
exigir.
2) A tabela 3.8 mostra os valores de temperatura
em função da resistência ôhmica medida.
3) Recomenda-se que os relés sejam ajustados
conforme indicado abaixo:
Classe F:
Alarme: 130ºC.
Desligamento: 155ºC.
Classe H:
Alarme: 155ºC.
Desligamento: 180ºC.

Os valores de alarme e desligamento podem ser
definidos em função da experiência, porém não
devem ultrapassar aos indicados anteriormente.






31

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
Proteção em função da corrente
Causas de sobreaquecimento
Só fusível
Fusível e
protetor
térmico
Proteção com
sondas
térmicas no
motor
1. Sobrecarga com corrente 1,2 corrente nominal. não protegido protegido protegido
2. Regimes de carga S1 a S8 EB 120. não protegido semi-protegido protegido
3. Frenagens, reversões e funcionamento com
partidas freqüentes.
não protegido semi-protegido protegido
4. Funcionamento com mais de 15 partidas por hora. não protegido semi-protegido protegido
5. Rotor bloqueado. semi-protegido semi-protegido protegido
6. Falta de fase. não protegido semi-protegido protegido
7. Variação de tensão excessiva. não protegido protegido protegido
8. Variação de freqüência na rede. não protegido protegido protegido
9. Temperatura ambiente excessiva. não protegido protegido protegido
10. Aquecimento externo provocado por rolamentos,
correias, polias, etc.
não protegido não protegido protegido
11. Obstrução na ventilação. não protegido não protegido protegido
Tabela 3.7 - Comparação entre sistemas de proteção de motores.

ºC 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
0 100.00 100.39 100.78 101.17 101.56 101.95 102.34 102.73 103.12 103.51
10 103.90 104.29 104.68 105.07 105.46 105.95 106.24 106.63 107.02 107.40
20 107.79 108.18 108.57 108.96 109.35 109.73 110.12 110.51 110.90 111.28
30 111.67 112.06 112.45 112.83 113.22 113.61 113.99 114.38 114.77 115.15
40 115.54 115.93 116.31 116.70 117.08 117.47 117.85 118.24 118.62 119.01
50 119.40 119.78 120.16 120.55 120.93 121.32 121.70 122.09 122.47 122.86
60 123.24 123.62 124.01 124.39 124.77 125.16 125.54 125.92 126.31 126.69
70 127.07 127.45 127.84 128.22 128.60 128.98 129.37 129.75 130.13 130.51
80 130.89 131.27 131.66 132.04 132.42 132.80 133.18 133.56 133.94 134.32
90 134.70 135.08 135.46 135.84 136.22 136.60 136.98 137.36 137.74 138.12
100 138.50 138.88 139.26 139.64 140.02 140.39 140.77 141.15 141.53 141.91
110 142.29 142.66 143.04 143.42 143.80 144.17 144.55 144.93 145.31 145.68
120 146.06 146.44 146.81 147.19 147.57 147.94 148.32 148.70 149.07 149.45
130 149.82 150.20 150.57 150.95 151.33 151.70 152.08 152.45 152.83 153.20
140 153.58 153.95 154.32 154.70 155.07 155.45 155.82 156.19 156.57 156.94
150 157.31 157.69 158.06 158.43 158.81 159.18 159.55 159.93 160.30 160.67
Tabela 3.8 - Variação da resistência calibrada de platina.


OBS: Quando houver previsão de caixa de ligação para acessórios, nesta caixa estarão os terminais de
ligação dos protetores térmicos e outros acessórios. Caso contrário, os terminais dos acessórios estarão na
caixa principal.





32

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
3.2.7.2. RESISTÊNCIAS DE AQUECIMENTO

Quando o motor encontra-se equipado com
resistência de aquecimento para impedir a
condensação de água durante longos períodos
sem operação estas devem ser ligadas de modo a
serem sempre energizadas logo após o
desligamento do motor e serem desenergizadas
logo que o motor entre em operação
O desenho dimensional e uma placa de
identificação específica existem no motor indicam
o valor da tensão de alimentação e a potência das
resistências instaladas.


3.2.7.3. LIMITES DE VIBRAÇÃO

Os motores e geradores WEG são balanceados
em fábrica atendendo os limites de vibração
estabelecidos pelas normas IEC34-14, NEMA MG1
- Parte 7 e NBR 11390 (exceto quando o contrato
de compra especifique valores diferentes).

As medições de vibração são realizadas nos
mancais traseiro e dianteiro, nas direções vertical,
horizontal e axial.

Quando o cliente envia a meia luva de
acoplamento para a WEG o motor é balanceado
com a meia luva montada no eixo. Caso contrário,
de acordo com as normas acima, o motor é
balanceado com meia chaveta (isto é, o canal de
chaveta é preenchido com uma barra de mesma
largura, espessura e altura que o canal de
chaveta durante o balanceamento).

Os níveis máximos de vibração recomendados
pela WEG para motores em operação são
informados na tabela abaixo. Esses valores são
orientativos e genéricos, sendo que condições
específicas da aplicação devem ser consideradas:

Níveis de Vibração (mm/s RMS)
Rotação
nominal (rpm)
Carcaça < 355
355 à
630
> 630
Alarme 4,5 4,5 5,5
600 ≤ n ≤ 1800
Desligamento 7,0 7,0 8,0
Alarme 3,5 4,5 5,5
1800 < n ≤ 3600
Desligamento 5,5 6,5 7,5
Tabela 3.5.

As causas de vibração encontradas mais
freqüentemente no campo são:
- Desalinhamento entre o motor e o
equipamento acionado;
- Fixação do motor à base inadequada, com
“calços soltos” debaixo de um ou mais pés do
motor, e parafusos de fixação mal apertados;
- Base inadequada, ou com falta de rigidez;
- Vibrações externas provenientes de outros
equipamentos.

Operar o motor com valores de vibração
acima dos descritos acima pode prejudicar a
sua vida útil e/ou seu desempenho.


3.2.7.4. LIMITES DE VIBRAÇÃO DO EIXO

Em motores equipados ou com previsão para
instalação de sensor de proximidade
(normalmente utilizados em mancais de bucha) as
superfícies do eixo são preparadas com
acabamento especial nas áreas adjacentes aos
mancais, visando garantir a correta medição da
vibração do eixo.
A vibração do eixo nestes motores é medida e
deve atender às normas IEC 34-14 ou NEMA MG
1.
Os valores de alarme e desligamento da tabela
3.6 representam valores de vibração do eixo
admissíveis para máquinas elétricas acopladas
conforme norma ISO7919-3.
Estes valores são orientativos e genéricos, sendo
que as condições específicas da aplicação devem
ser consideradas, principalmente a folga diametral
entre o eixo e o mancal.

Vibração do Eixo (μm pico-a-pico)
Rotação
Nominal (rpm)
Carcaça
280 e
315
355 a
450
> 450
Alarme 110 130 150
1800
Desligamento 140 160 190
Alarme 85 100 120
3600
Desligamento 100 120 150
Tabela 3.6.

Operar o motor com valores de vibração do
eixo na região de alarme ou desligamento
pode causar danos ao casquilho do mancal.

As principais causas para aumento na vibração do
eixo são:
- Problemas de desbalanceamento, acoplamento
ou outros problemas que repercutem também
na vibração da máquina;
- Problemas de forma do eixo na região de
medição, minimizados durante a fabricação;
- Tensão ou magnetísmo residual na superfície
do eixo onde é feita a medição;
- Arranhões, batidas ou variações no
acabamento do eixo na região de medição.





33

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
3 3. .3 3. . E EN NT TR RA AD DA A E EM M S SE ER RV VI IÇ ÇO O

3.3.1. EXAME PRELIMINAR

Antes de ser dada a partida inicial de um motor
ou após longo tempo sem operação verifique:
1) O motor está limpo? Foram removidos os
materiais de embalagem e os elementos de
proteção?
2) Combinam a tensão e a freqüência do motor
com o sistema de alimentação? (Ver plaqueta
de identificação).
3) As partes de conexão do acoplamento estão
em perfeitas condições e devidamente
apertadas e engraxadas onde necessário?
4) O motor está alinhado? (Conforme item 3.1.3)
5) Estão os rolamentos devidamente lubrificados?
(Conforme item 4.2)
6) Estão conectados os bornes do rotor? (No caso
de motores de anéis).
7) Estão conectados os cabos dos protetores
térmicos, aterramento e das resistências de
aquecimento?
8) A resistência de isolamento do estator e do
rotor tem o valor prescritos? (Conforme item
2.3.5)
9) Foram removidos todos os objetos, como
ferramentas, instrumentos de medição e
dispositivos de alinhamento da área de
trabalho do motor?
10)Os porta-escovas estão em ordem? As escovas
estão corretamente assentadas? (Ver item 4.5
ou 4.6)
11)Todos os parafusos do motor estão
devidamente apertados?
12)Acionado o motor em vazio ele gira levemente
sem ruídos estranhos? O sentido da rotação
está correto? (Observar que para inverter o
sentido da rotação, basta inverter a ligação à
rede de 2 terminais quaisquer).
13)A ventilação do motor está OK? (Observar no
sentido de rotação para motores
uni-direcionais).

IMPORTANTE:
1) A distância entre os porta-escovas e a
superfície dos anéis coletores, deverá ser de
2mm a 4mm.
2) A pressão da escova sobre o anel, deverá estar
de acordo com o especificado e deverá ainda
incidir perpendicularmente sobre a superfície
de contato se as escovas forem radiais.
3) Caso a condição de carga (corrente nominal de
trabalho) imposta ao motor não estiver de
acordo com as características nominais do
mesmo (acima ou abaixo) é necessário
analisar a especificação das escovas em
função da real condição de carga, verificar o
descrito no item 4.5.
4) Para inverter o sentido de rotação de motores
2 pólos é necessário consultar a WEG
Máquinas para análise do ventilador.
5) Os motores da linha "H" com nível de ruído
especial possuem ventilador unidirecional
(todas as polaridades), para inverter o sentido
de rotação é necessário consultar a WEG
Máquinas para análise do ventilador.
6) Os motores da linha "Master" são
unidirecionais, portanto no caso de haver a
necessidade de alterar o sentido de rotação é
preciso consultar a WEG Máquinas para análise
do ventilador.



ATENÇÃO: A não observância do descrito
anteriormente provocará problemas sérios para o
desempenho dos motores, podendo ocorrer
desgastes excessivos de escovas e anéis coletores
(para motores com rotor bobinado), aquecimento
excessivo e até a danificação dos enrolamentos
dos motores, problemas estes não cobertos pelo
termo de garantia WEG Máquinas, na contracapa
deste manual.


3.3.2. PARTIDA INICIAL

MOTOR COM ROTOR GAIOLA
Após o exame preliminar, dar a partida inicial de
acordo com uma das formas citadas
anteriormente.

MOTOR COM ROTOR DE ANÉIS
- O método de partida deverá seguir as
orientações do fabricante do sistema de
partida.
- Em motores com escovas em contato
permanente, o reostato de partida é mantido
na posição de "trabalho" durante todo tempo
de funcionamento do motor.
- Exceção é feita aos reostatos especiais
destinados a regular a velocidade de rotação,
os quais são projetados para ligação
permanente dos contatos da resistência dentro
da gama de regulagem.
- As escovas deverão estar corretamente
acentadas.
- Em motores com porta-escovas motorizado,
após a aceleração completa do motor, deverá
se ter a garantia de que o sistema de
levantamento das escovas atuou.






34

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
*** ATENÇÃO ***
As caixas de ligação de motores
equipados com capacitores não devem
ser abertas antes do tempo de descarga:
Tempo de descarga dos capacitores: 5
minutos após o desligamento do motor.
3.3.3. FUNCIONAMENTO

Acionar o motor acoplado à carga até atingir sua
estabilidade térmica e observar se aparecem
ruídos e vibrações anormais ou aquecimentos
excessivos. Caso houverem variações de vibração
significativas no conjunto, entre a condição inicial
de funcionamento e a condição após a
estabilidade térmica, é necessário reanalisar o
alinhamento e nivelamento. Comparar a corrente
de linha absorvida, com o valor indicado na placa
de identificação.
Em regime contínuo, sem oscilação de carga, este
não deve exceder a corrente nominal vezes o
fator de serviço indicado na placa.
Todos os instrumentos e aparelhos de medição e
controle deverão ficar sob observação
permanente a fim de que eventuais alterações
possam ser constatadas e sanadas as suas
causas.
Em caso de motores de anéis deverá se levantar a
real condição de carga a que o motor será
submetido em regime de trabalho, e se necessário
redimensionar o conjunto de escovas. Em caso de
dúvida, consultar a WEG Máquinas.


3.3.4. DESLIGAMENTO

Cabe aqui, antes de qualquer situação, uma
advertência muito séria: enquanto houver um
motor rodando, mesmo depois de desligado,
constitui perigo de vida tocar em qualquer uma de
suas partes ativas.

a) MOTOR COM ROTOR DE GAIOLA: Bastará
abrir a chave do circuito estatórico e uma vez
parado o motor, recolocar o
autotransformador, se houver, na posição de
partida.

b) MOTOR COM ROTOR DE ANÉIS: Deverá ser
aberta a chave de circuito estatórico. Após a
parada, o reostato deverá ser recolocado na
posição de "arranque".













3 3. .4 4. . P PR RO OP PR RI IE ED DA AD DE ES S A AC CÚ ÚS ST TI IC CA AS S

Para um adequado planejamento no nível de
conforto acústico em residências, escritórios e
fábricas, é importante observar como origina-se o
ruído de motores e como afeta o nível de ruído do
ambiente onde estão instalados. As seguintes
partes de um motor podem produzir ruído na
faixa audível:
1) Sistema de refrigeração.
2) As escovas.
3) Os rolamentos.
4) O circuito magnético.

A parte do motor que predomina como fonte de
ruído depende do porte da máquina, de sua
velocidade de rotação, do grau de proteção
mecânica (invólucro) e da máquina.
O ruído devido ao sistema de refrigeração é
propagado pelo ar e geralmente afeta o nível do
ruído apenas do ambiente onde está instalado.
Contudo, se o ruído origina-se nos rolamentos ou
no circuito magnético, a situação é distinta: o
ruído deve-se a vibrações mecânicas de parte ou
de toda a máquina, e o som pode propagar-se
através da fundação, das paredes ou tubulações
da máquina. Este tipo de propagação, através de
componentes estruturais da instalação, pode ser
reduzido, pela montagem da máquina em
amortecedores adequadamente dimensionados;
deve-se ter em mente que amortecedores
inadequados podem até mesmo amplificar as
vibrações.


3 3. .5 5. . M MO OT TO OR RE ES S A AP PL LI IC CA AD DO OS S E EM M Á ÁR RE EA AS S
D DE E R RI IS SC CO O A AT TM MO OS SF FE ER RA AS S E EX XP PL LO OS SI IV VA AS S

Os motores especificados para operar em áreas
de risco possuem características adicionais de
segurança, que estão definidas em normas
específicas para cada tipo de área de risco,
conforme sua classificação.
Os requisitos gerais para equipamentos que
operam em áreas de risco, estão descritos nas
seguintes normas brasileiras e internacionais,
respectivamente:
NBR 9518 = Equipamentos elétricos para
atmosferas explosivas.
Requisitos gerais (especificações).
IEC 79-0 = Equipamentos elétricos para
atmosferas explosivas.
Requisitos gerais.
EN 50014 = Equipamentos elétricos para
atmosferas explosivas em potencial.
Requisitos gerais.







35

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
3.5.1. CUIDADOS GERAIS COM MOTORES
ELÉTRICOS APLICADOS EM ÁREAS DE
RISCO

Antes de instalar, operar ou proceder manutenção
em motores elétricos de áreas de risco, devem ser
tomados os seguintes cuidados:
- As normas citadas abaixo, aplicáveis para o
caso em questão, devem ser estudadas e
entendidas;
- Todos os requisitos exigidos nas normas
aplicáveis devem ser atendidos.
Exe - Segurança Aumentada: IEC 79-7 / NBR
9883 / EN 50019.
Exp - Pressurizado: IEC 79-2 / NBR 5420.
Exn - Não ascendível: IEC 7915.


3.5.2. CUIDADOS ADICIONAIS
RECOMENDADOS PARA MOTORES
APLICADOS EM ÁREAS DE RISCO

- Desenergizar o motor e aguardar que o
mesmo esteja completamente parado, ante de
executar qualquer processo de manutenção,
inspeção ou reparo nos motores;
- Todas as proteções existentes devem estar
instaladas e devidamente ajustadas antes da
entrada em operação;
- Certificar-se que os motores estejam
devidamente aterrados;
- Os terminais de ligação devem estar
devidamente conectados de modo a evitar
qualquer tipo de mal contato que possa gerar
aquecimento ou faísca.

NOTA: Todas as outras instruções
quanto a armazenagem,
movimentação, instalação e
manutenção existentes nesse
manual e aplicável ao tipo de motor
em questão, também devem ser observadas.












































































36

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4. MANUTENÇÃO

Em uma manutenção de motores elétricos,
adequadamente aplicados, deve-se inspecionar
periodicamente níveis de isolamento, a elevação
de temperatura (enrolamentos e mancais),
desgastes, lubrificação dos rolamentos, vida útil
dos mancais, eventuais exames no ventilador,
quanto ao correto fluxo de ar, níveis de vibração,
desgastes de escovas e anéis coletores.
A não observância de um dos itens anteriormente
relacionados podem significar paradas não
desejadas do equipamento. A freqüência com que
devem ser feitas as inspeções, depende do tipo
do motor e das condições locais de aplicação.
A carcaça deve ser mantida limpa, sem acúmulo
de óleo ou poeira na sua parte externa para
facilitar a troca de calor com o meio.

Advertência quanto ao transporte:
Os motores providos com rolamentos de esferas
ou rolos, sempre que necessitem de transporte,
deve-se observar que o eixo esteja devidamente
travado, a fim de evitar danos aos mancais. Para
o travamento do eixo, utilizar o dispositivo
fornecido juntamente com o motor, ver o disposto
no item 2.2.


4 4. .1 1. . L LI IM MP PE EZ ZA A

Os motores devem ser mantidos limpos, isentos
de poeira, detritos e óleos. Para limpá-los,
deve-se utilizar escovas ou panos limpos de
algodão. Se a poeira não for abrasiva, deve-se
empregar um jateamento de ar comprimido,
soprando a sujeira da tampa defletora e
eliminando toda acumulação de pó contida nas
pás do ventilador e nas aletas de refrigeração.
Os tubos dos trocadores de calor (quando
existirem) devem ser mantidos limpos e
desobstruídos para garantir uma perfeita troca de
calor. Para limpeza dos tubos, pode ser utilizada
uma haste com escova redonda na extremidade
que, ao ser introduzida nos tubos, retira a sujeira
acumulada.

NOTA: Para limpeza dos tubos,
retirar a tampa traseira do trocador
de calor e inserir a escova nos tubos.

Em caso de trocadores de calor ar-água, é
necessário uma limpeza periódica nas tubulações
do radiador a fim de que se retire quaisquer
incrustações.



Em motores de anéis, o compartimento das
escovas deve ser limpo com aspirador de pó,
retirando o pó das escovas para fora do motor.
Os anéis coletores devem ser limpos com um
pano limpo e seco e que não solte fiapos.
Os espaços entre os anéis devem ser limpos com
uma mangueira de aspirador de ar com uma
varinha de plástico na ponta.
Não devem ser usados solventes para limpeza dos
anéis coletores, pois o vapor destes produtos é
prejudicial ao funcionamento das escovas e anéis
coletores.

Os detritos impregnados de óleo ou umidade
podem ser limpos com panos embebidos em
solventes adequados.
Em motores com proteção IP 54, recomenda-se
uma limpeza na caixa de ligação.
Esta deve apresentar os bornes limpos, sem
oxidação, em perfeitas condições mecânicas e
sem depósitos de pó nos espaços vazios.
Em ambiente agressivo, recomenda-se utilizar
motores com proteção IP(W)55.

4.1.1. LIMPEZA PARCIAL

- Drene a água condensada.
- Limpe o interior da caixa de ligação.
- Inspeção visual do isolamento do enrolamento.
- Limpe os anéis coletores (vide item 4.4 e 4.5).
- Verifique as condições da escova.
- Limpeza do trocador de calor.

4.1.2. LIMPEZA COMPLETA

- Limpe os enrolamentos sujos com pincel ou
escova. Use um pano umedecido em álcool ou
com solventes adequados para remover graxa,
óleo e outras sujeiras que aderiram sobre o
enrolamento. Seque com ar seco.
- Passe ar comprimido através dos canais de
ventilação no pacote de chapas do estator,
rotor e mancais.
- Drene a água condensada, limpe o interior das
caixas de ligação e os anéis coletores.
- Meça a resistência de isolamento (ver tabela
2.3a).
- Limpe o conjunto escovas/porta-escovas
conforme item 4.5.
- Limpe completamente o trocador de calor.

NOTA: Caso o motor possua filtros
na entrada e ou saída de ar, os
mesmos deverão ser limpos através
da passagem de ar comprimido.
Caso a poeira seja de remoção difícil, lave-o em
água fria com um detergente neutro e seque-o na
posição horizontal.





37

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4 4. .2 2. . L LU UB BR RI IF FI IC CA AÇ ÇÃ ÃO O

4.2.1. MANCAIS DE ROLAMENTO
LUBRIFICADOS A GRAXA

A finalidade de manutenção, neste caso, é
prolongar o máximo possível, a vida útil do
sistema de mancais.
A manutenção abrange:
a) Observação do estado geral em que se
encontram os mancais.
b) Lubrificação e limpeza.
c) Exame mais minucioso dos rolamentos.
O ruído nos motores deverá ser observado em
intervalos regulares de 1 a 4 meses. Um ouvido
bem treinado é perfeitamente capaz de distinguir
o aparecimento de ruídos anômalos, mesmo
empregando meios muito simples (uma chave de
fenda, etc.).
Para uma análise mais confiável dos mancais,
aconselha-se a utilização de equipamentos que
permitam fazer análises preditivas.

O controle da temperatura num
mancal também faz parte da
manutenção de rotina. Sendo o
mancal lubrificado com graxas
recomendadas no item 4.2.1.2 a elevação de
temperatura não deverá ultrapassar os 60ºC,
medido no anel externo do rolamento (T =
60ºC/ambiente máx. = 40ºC, temperatura
absoluta = T + ambiente).

A temperatura poderá ser controlada
permanentemente com termômetros, colocados
do lado de fora do mancal, ou com
termo-elementos embutidos.

As temperaturas de alarme e
desligamento para mancais de
rolamento podem ser
ajustadas respectivamente
para 100ºC e 120ºC.

Os motores WEG são normalmente equipados
com rolamentos de esfera ou de rolos,
lubrificados com graxa. Os rolamentos devem ser
lubrificados para evitar o contato metálico entre
os corpos rolantes e também para proteger os
mesmos contra corrosão e desgaste.
As propriedades dos lubrificantes deterioram-se
em virtude de envelhecimento e trabalho
mecânico, e, além disso, todos os lubrificantes
sofrem contaminação em serviço, razão pela qual
devem ser completados ou trocados de tempos
em tempos.

4.2.1.1. INTERVALOS DE LUBRIFICAÇÃO

Os motores WEG são fornecidos com graxa
POLYREX EM 103 (Fabricante: Esso) até a
carcaça 450 e a graxa STABURAGS N12MF
(Fabricante Klüber) para a carcaça 500 e acima,
suficientes para o período de funcionamento
indicado na folha de dados a na placa de
identificação dos rolamentos.

O período de relubrificação depende do tamanho
do motor, da velocidade de rotação, das
condições de serviço, do tipo de graxa utilizado e
da temperatura trabalho.
O período de lubrificação e o tipo dos rolamentos
para cada motor estão gravados na placa de
identificação fixada no motor.

O motor que permanecer em
estoque deve ser relubrificado a
cada 6 meses. A cada 2 meses
deve-se girar o eixo algumas voltas
para homogeneizar a graxa pelos
mancais.
Os intervalos de lubrificação, quantidade de graxa
e os rolamentos usados nos motores, estão nas
tabelas 4.2a e 4.2b, como valores orientativos.





Os dados dos rolamentos, quantidade e
tipo de graxa e intervalo de lubrificação
são informados em uma placa de
identificação fixada no motor.
Antes do procedimento de lubrificação
dos mancais, verifique estes dados.





38

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
INTERVALO MÁXIMO DE LUBRIFICAÇÃO (EM HORAS) PARA MOTORES COM EIXO HORIZONTAL - 60Hz
Mancal Dianteiro
Mancal Dianteiro
(com Polia)
Mancal Traseiro
(motor de Gaiola)
Mancal Traseiro
motor de anéis
(Escovas Fixas)
Mancal Traseiro
motor de anéis
(Escovas Levantáveis)
Carcaça Pólos
Mancal Relub Mancal Relub Mancal Relub Mancal Relub Mancal Relub
2 6314 3.400 6314 3.400
4 6.400 2.000 8.900 6.600 6.600
6 10.000 4.500 10.000 10.000 10.000
315
8
6320
10.000
NU322
6.400
6316
10.000
6222
10.000
6222
10.000
2 6314 3.400 6314 3.400
4 4.800 1.600 6.400 5.800 5.800
6 8.700 3.900 10.000 10.000 10.000
355
8
6322
10.000
NU324
5.800
6320
10.000
6224
10.000
6224
10.000
4 2.200 1.400 6.400 5.100 3.400
6 4.900 3.700 10.000 9.300 6.900 400
8
NU224
6.800
NU228
5.500
6320
10.000
6226
10.000
6230
9.800
4 2.200 4.800 3.400 6234 2.500
6 4.900 8.700 3.400 5.600 450
8
NU224
6.800
6322
10.000
6230
3.400
6234
8.400
4 1.800 4.800 3.400 2.500
6 4.300 8.700 6.900 5.600 500
8
NU226
6.200
6322
10.000
6230
9.800
6234
8.400
4
6 3.700 5.500 3.100 2.300
8
NU228
5.500 7.500 4.900 3.900
4
6 2.700 5.500 3.100 2.300
560
8
NU232
4.400
NU222
7.500
NU230
4.900
NU234
3.900
4
6 1.200 4.900 3.100 2.300
8 2.200 6.800 4.900 3.900
10 3.100 8.100 6.300 5.200
12
23032
3.800 9.000 7.300 6.200
4
6
8 1.600 6.800 4.900 3.900
10 2.400 8.100 6.300 5.200
630
12
23036
3.100
NU224
9.000
NU230
7.300
NU234
6.200
6
8 1.600 6.200 4.400 3.900
10 2.400 7.500 5.700 5.200
12
23036
3.100 8.400 6.700 6.200
6
8 1.300 6.200 4.400 3.900
10 2.000 7.500 5.700 5.200
710
12
23040
2.600
NU226
8.400
NU232
6.700
NU234
6.200

Graxa Polyrex EM 103 (Esso) Graxa Staburags N12MF (Klüber)
Tabela 4.2a.
NOTAS:
- Intervalo de relubrificação normal adotado para temperatura ambiente de 40ºC e tipos de graxa especificados acima;
- Para aplicação dos mancais na vertical, diminuir os intervalos a metade;
- Temperatura de trabalho do rolamento = 70ºC;
- Adotar os fatores de correção abaixo nos intervalos de lubrificação da tabela acima, nos seguintes casos:
- Temperatura de operação menor que 60ºC: 1,59.
- Temperatura de operação de 70ºC a 80ºC: 0,63.
- Temperatura de operação de 80ºC a 90ºC: 0,40.
- Temperatura de operação de 90ºC a 100ºC: 0,25.





39

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
INTERVALO MÁXIMO DE LUBRIFICAÇÃO (EM HORAS) PARA MOTORES COM EIXO HORIZONTAL - 50Hz
Mancal Dianteiro
Mancal Dianteiro
(com Polia)
Mancal Traseiro
(motor de Gaiola)
Mancal Traseiro
motor de anéis
(Escovas Fixas)
Mancal Traseiro
motor de anéis
(Escovas Levantáveis)
Carcaça Pólos
Mancal Relub Mancal Relub Mancal Relub Mancal Relub Mancal Relub
2 6314 4.900 6314 4.900
4 8.300 3.000 10.000 8.500 8.500
6 10.000 5.700 10.000 10.000 10.000
315
8
6320
10.000
NU322
7.600
6316
10.000
6222
10.000
6222
10.000
2 6314 4.900 6314 4.900
4 6.500 2.500 8.300 7.700 7.700
6 10.000 5.100 10.000 10.000 10.000
355
8
6322
10.000
NU324
6.900
6320
10.000
6224
10.000
6224
10.000
2 6317 3.400 6317 3.400
4 3.300 2.300 8.300 6.900 4.800
6 6.100 4.900 10.000 10.000 8.700
400
8
NU224
7.900
NU228
6.700
6320
10.000
6226
10.000
6230
10.000
4 3.300 6.500 4.800 6234 3.700
6 6.100 10.000 8.700 7.300 450
8
NU224
7.900
6322
10.000
6230
10.000
6234
10.000
4 2.800 6.500 4.800 3.700
6 5.500 10.000 8.700 7.300 500
8
NU226
7.300
6322
10.000
6230
10.000
6234
10.000
4 2.300 3.900 1.900 1.300
6 4.900 6.800 4.300 3.300
8
NU228
6.700 8.600 6.100 5.000
4
6 3.800 6.800 4.300 3.300
560
8
NU232
5.500
NU222
8.600
NU230
6.100
NU234
5.000
4
6 1.800 6.100 4.300 3.300
8 2.900 7.900 6.100 5.000
10 3.800 9.000 7.300 6.200
12
23032
4.400 9.600 8.000 7.100
4
6 1.300 6.100 4.300 3.300
8 2.300 7.900 6.100 5.000
10 3.100 9.000 7.300 6.200
630
12
23036
3.700
NU224
9.600
NU230
8.000
NU234
7.100
6 1.300 5.500 3.800 3.300
8 2.300 7.300 5.500 5.000
10 3.100 8.400 6.700 6.200
12
23036
3.700 9.100 7.600 7.100
6 1.000 5.500 3.800 3.300
8 1.800 7.300 5.500 5.000
10 2.600 8.400 6.700 6.200
710
12
23040
3.200
NU226
9.100
NU232
7.600
NU234
7.100

Graxa Polyrex EM 103 (Esso) Graxa Staburags N12MF (Klüber)
Tabela 4.2b.
NOTAS:
- Intervalo de relubrificação normal adotado para temperatura ambiente de 40ºC e tipos de graxa especificados acima;
- Para aplicação dos mancais na vertical, diminuir os intervalos a metade;
- Temperatura de trabalho do rolamento = 70ºC;
- Adotar os fatores de correção abaixo nos intervalos de lubrificação da tabela acima, nos seguintes casos:
- Temperatura de operação menor que 60ºC: 1,59.
- Temperatura de operação de 70ºC a 80ºC: 0,63.
- Temperatura de operação de 80ºC a 90ºC: 0,40.
- Temperatura de operação de 90ºC a 100ºC: 0,25.





40

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.2.1.2. TIPO E QUANTIDADE DE GRAXA

Graxas fornecidas com os motores
FABRICANTE GRAXA
TEMPERATURA DE TRABALHO
CONSTANTE (°C)
APLICAÇÃO
ESSO POLYREX EM 103 (BASE DE POLIURÉIA) (-30 a +170)
KLÜBER STABURAGS N12MF (BASE DE COMPLEXO DE SÓDIO E MoS
2
) (-20 a +140)
NORMAL
Tabela 4.3a.

Opções de graxas
FABRICANTE GRAXA
TEMPERATURA DE TRABALHO
CONSTANTE (°C)
APLICAÇÃO
ESSO UNIREX N2 (BASE COMPLEXO DE LÍTIO) (-35 a +175)
PETROBRAS LUBRAX GMA-2 (BASE DE LÍTIO) (0 a +130)
ALVÂNIA R3 (BASE DE LÍTIO) (-35 a +130)
NORMAL
SHELL
AEROSHELL 7 (MICROGEL) (-55 a +100)
ESSO BEACON 325 (BASE DE LÍTIO) (-50 a +120)
BAIXA TEMPERATURA
Tabela 4.3b.


Quantidade de graxa (g)

Rolamento de esferas

Rolamento de rolos
Rolamento de rolos
autocompensador
Rolamento Graxa (g) Rolamento Graxa (g) Rolamento Graxa (g)
6222 40 NU222 40 23032 75
6224 45 NU224 45 23036 105
6226 50 NU226 50 23040 130
6230 65 NU228 55 Tabela 4.4c.
6234 85 NU230 65
6314 30 NU232 70
6316 35 NU234 85
6320 50 Tabela 4.4b.
6322 60
Tabela 4.4a.


4.2.1.3. QUALIDADE E QUANTIDADE DE
GRAXA

É importante que se faça uma lubrificação
correta, isto é, aplicar graxa correta e em
quantidade adequada, pois tanto uma lubrificação
deficiente quanto uma lubrificação excessiva,
trazem efeitos prejudiciais.
A lubrificação em excesso acarreta elevação de
temperatura, devido à grande resistência que
oferece ao movimento das partes rotativas, e
principalmente devido ao batimento da graxa, que
acaba por perder completamente suas
características de lubrificação.
Isto pode provocar vazamento, com penetração
da graxa para o interior do motor, depositando-se
sobre as bobinas, anéis coletores e escovas.

















4.2.1.4. COMPATIBILIDADE

A compatibilidade dos diversos tipos de graxas
constitui, ocasionalmente, um problema. Pode-se
dizer que as graxas são compatíveis, quando as
propriedades da mistura se encontram entre as
faixas de propriedades das graxas
individualmente.




Graxas com diferentes tipos de base
nunca deverão ser misturadas.
Exemplo: Graxas à base de Lítio nunca
devem ser misturadas com outras que
tenham base de sódio ou cálcio.






41

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
Para se evitar qualquer possível problema de
incompatibilidade de graxas. Uma boa prática de
lubrificação consiste em se introduzir uma nova
graxa no equipamento, eliminando-se por
completo a graxa velha e limpando perfeitamente
o local que vai ser lubrificado.
Quando isto não for possível, deve-se aplicar
graxa nova sob pressão. Expulsando-se a antiga,
até sair graxa limpa pelo dreno do mancal.
Em geral, graxas com o mesmo tipo de sabão são
compatíveis entre si, mas dependendo da
proporção de mistura, pode haver
incompatibilidade. Assim sendo, não é
recomendada a mistura de diferentes tipos de
graxas, sem antes consultar o fornecedor da
graxa ou a WEG.
Alguns espessantes e óleos básicos, não podem
ser misturados entre si.
Forma-se então uma mistura não homogênea.
Neste caso, não se pode descartar uma tendência
ao endurecimento, ou ao contrário, um
amolecimento da graxa, (ou queda do ponto de
gota da mistura resultante).


4.2.1.5. INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO

O sistema de lubrificação foi projetado para que
na relubrificação dos rolamentos, toda a graxa
seja removida das pistas dos rolamentos e
expelida através de um dreno que permite a saída
e impede a entrada de poeira ou outros
contaminantes nocivos ao rolamento.
Este dreno também evita a danificação dos
rolamentos pelo conhecido problema de
relubrificação excessiva.
É aconselhável fazer a relubrificação durante o
funcionamento do motor, de modo a permitir a
renovação da graxa no alojamento do rolamento.
Se isto não for possível devido à presença de
peças girantes perto da engraxadeira (polias, etc.)
que podem por em risco a integridade física do
operador, procede-se da seguinte maneira:
- Injeta-se aproximadamente metade da
quantidade total estimada da graxa e
coloca-se o motor a girar durante
aproximadamente 1 minuto em plena rotação;
- Desliga-se o motor e injeta-se o restante da
graxa.

A injeção de toda a graxa com o motor parado
pode levar a penetração de parte do lubrificante
no interior do motor, através da vedação interna
da caixa do rolamento.

OBS: É importante manter as graxeiras limpas
antes da introdução da graxa a fim de evitar a
entrada de materiais estranhos no rolamento.
Para lubrificação, use exclusivamente pistola
engraxadeira manual.



Fig. 4.2. - Rolamentos e sistemas de lubrificação.

4.2.1.6. ETAPAS DE RELUBRIFICAÇÃO DOS
ROLAMENTOS

1. Retirar a tampa do dreno.
2. Limpar com pano de algodão as proximidades
do orifício da graxeira.
3. Com o rotor em funcionamento, adicionar a
graxa por meio de pistola engraxadeira manual
até que a graxa comece a sair pelo dreno ou
até ter sido introduzida a quantidade de graxa
nas tabelas.
4. Deixar o motor funcionando durante o tempo
suficiente para que se escoe todo o excesso de
graxa.
5. Inspecione a temperatura do mancal para
certificar-se de que não houve nenhuma
alteração significativa.

4.2.1.7. DISPOSITIVO DE MOLA PARA
RETIRADA DA GRAXA

Quando a saída de graxa do mancal não está
acessível ao operador, alguns motores são
providos de um dispositivo com mola para
retirada da graxa durante a relubrificação dos
mancais.
Etapas para lubrificação:
1. Antes de iniciar o procedimento de lubrificação
do mancal, limpe a graxeira com pano de
algodão;
2. Retire a vareta com mola, limpe a mola e
coloque de volta;
3. Com o rotor em funcionamento, adicione a
quantidade de graxa especificada na placa de
identificação dos rolamentos, por meio de
equipamento engraxador manual.
4. O excesso de graxa sai pelo dreno inferior do
mancal e se deposita na mola.
5. Permanecer com o motor funcionando durante
o tempo suficiente para que escoa todo o
excesso de graxa.





42

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
6. Esta graxa deve ser retirada puxando-se a
vareta da mola e limpando-se a mola. Este
procedimento deve ser feito tantas vezes
quanto forem necessárias até que a mola
permaneça sem graxa.
7. Inspecione a temperatura do mancal para
certificar-se de que não houve nenhuma
alteração significativa.



Figura 4.3. - Exemplo de um mancal de rolamento
traseiro vertical com saída de graxa com
dispositivo de mola.


4.2.1.8. SUBSTITUIÇÃO DE ROLAMENTOS

A fim de evitar danos aos núcleos, será necessário
após a retirada da tampa do mancal calçar o rotor
no entreferro com cartolina de espessura
correspondente.
A desmontagem dos rolamentos não é difícil,
desde que sejam usadas ferramentas adequadas
(com 3 garras conforme figura 4.4).



Figura 4.4. - Extrator de rolamentos.

As garras do extrator deverão ser aplicadas sobre
a face lateral do anel a ser desmontado, ou sobre
uma peça adjacente.
É essencial que a montagem dos rolamentos seja
efetuada em condições de rigorosa limpeza e por
pessoal competente, para assegurar um bom
funcionamento e evitar danificações.
Rolamentos novos somente deverão ser retirados
da embalagem, no momento de serem montados.
Antes da colocação do rolamento novo, será
necessário corrigir quaisquer sinais de rebarba ou
pancadas no assento do rolamento no eixo.
Os rolamentos não podem receber golpes diretos
durante a montagem. Recomenda-se que sejam
aquecidos (aquecedor indutivo) visando, a partir
da dilatação do anel interno, facilitar a montagem.
O apoio para prensar o rolamento deve ser
aplicado sobre o anel interno.


4.2.2. MANCAIS DE ROLAMENTO A GRAXA –
MOTORES VERTICAIS

4.2.2.1. CARACTERÍSTICAS

Os dados característicos dos mancais, tais como,
tipo de rolamento, intervalo de lubrificação
quantidade e tipo de graxa, estão descritos em
uma placa de características no motor.


4.2.2.2. INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO

1) Antes de iniciar a lubrificação do mancal, limpe
a graxeira com um pano limpo.
2) Retire o dispositivo de mola (17), limpe-a e
recoloque-a no local.
3) Com o motor em operação, adicione a
quantidade de graxa indicada na placa de
características do mancal, preferencialmente
com engraxadeira manual.
4) O excesso de graxa sai pelo dreno de saída de
graxa e deve ser retirado através do
dispositivo de mola.
5) Mantenha o motor funcionando por um
período suficiente para drenagem de todo o
excesso de graxa.
6) Este excesso de graxa deves ser retirado
retrirando o dispositivo de mola e limpando a
mola tantas vezes quanto necessário até que
todo o excesso de graxa seja drenado.
7) Verifique a temperature do mancal
certificando-se de que não houve nenhuma
variação significante.

Manutenção e troca do rolamento
Se for necessária a limpeza ou a retirada do
rolamento para manutenção, siga as instruções a
seguir:












Entrada de graxa
Mola para retirada da graxa





43

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.2.2.3. DESMONTAGEM / MONTAGEM - MANCAL TRASEIRO






Antes de desmontar:
- Retires os tubos de prolongamento da entrada
e saída de graxa;
- Retire a tampa defletora (se houver) ventilador
e outros componentes que estão na arte
traseira do motor de tal forma que a ponta de
eixo traseira fique livre para a retirada do
rolamento.
- Limpe completamente a parte externa do
mancal.
- Retire os sensores de temperatura do mancal
e providencie um suporte para o eixo para
evitar danos.

Desmontagem do mancal traseiro
Tenha cuidado especial para evitar danos nas
esferas, rolos e superfícies do rolamento e eixo.
Para desmontagem do mancal, siga
cuidadosamente as instruções a seguir, mantendo
todas as peças em local seguro:
1) Retire a porca de fixação (16);
2) Retire o dispositivo de mola (17);
3) Retire o disco de fechamento externo (6);
4) Retire os parafusos (12) que fixam o anel de
fixação externo;
5) Retire o anel de fixação externo (2);
6) Retire os parafusos (11 e 13);
7) Retire a tampa traseira (8);
8) Retire o rolamento externo (14), anel
separador (4) e rolamento interno (15);
9) Retire o parafuso que fixa o centrifugador de
graxa (3) e remova-o;
10) Retire o anel de fixação interno (1), se
necessário.






Montagem do mancal traseiro
- Limpe os mancais completamente e inspecione
as peças desmontadas e o interior dos anéis
de fixação.
- Certifique-se que as superfícies do rolamento,
eixo e anéis de fixação estejam perfeitamente
lisas.
- Coloque a graxa recomendada
em ¾ do depósito dos anéis de
fixação interno e externo (foto ao
lado) e lubrifique o rolamento
com quantidade suficiente de
graxa antes de montá-lo.
- Antes de montar o rolamento no eixo, aqueça-
o à uma temperatura entre 50ºC e 100ºC.
Para montagem completa do mancal, siga as
instruções para desmontagem na ordem inversa.




Detalhe dos sensores de temperatura
1- Anel de fixação interno
2- Anel de fixação externo
3- Centrifugador de graxa
4- Anel separador
5- Tampa da graxa
6- Disco de fechamento
exteno
7- Proteção da mola
8- Tampa traseira
9- Mola de pré -carga
10- Anel interno
11- Parafuso de fixação
12- Parafuso de fixação
13- Parafuso de fixação
14- Rolamento externo
15- Rolamento interno
16- Porca de fixação
17- Mola retirada graxa
18- Alivio de graxa
19- Arruela de pressão





44

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.2.2.4. DESMONTAGEM / MONTAGEM - MANCAL DIANTEIRO




Antes de desmontar:
- Retires os tubos de prolongamento da entrada
e saída de graxa;
- Limpe completamente a parte externa do
mancal.
- Retire a escova de aterramento (se houver)
- Retire os sensores de temperatura do mancal
e providencie um suporte para o eixo para
evitar danos.

Desmontagem
Tenha cuidado especial para evitar danos nas
esferas, rolos e superfícies do rolamento e eixo.
Para desmontagem do mancal, siga
cuidadosamente as instruções a seguir, mantendo
todas as peças em local seguro:
1) Retire os parafusos (4) que fixam o disco de
fechamento (13).
2) Retire o anel com labirinto (6);
3) Retire o parafuso (3) que fixam os anéis de
fixação (1 e 5);
4) Retire o anel de fixação externo (5);
5) Retire o parafuso (7) que fixa o centrifugador
de graxa (8);
6) Retire o centrifugador de graxa (8);
7) Retire a tampa dianteira;
8) Retire o rolamento (10).
9) Retire o anel de fixação interno (1), se
necessário;


Montagem
- Limpe os mancais completamente e inspecione
as peças desmontadas e o interior dos anéis
de fixação.
- Certifique-se que as superfícies do rolamento,
eixo e anéis de fixação estejam perfeitamente
lisas.
- Coloque a graxa recomendada
em ¾ do depósito dos anéis de
fixação interno e externo (foto ao
lado) e lubrifique o rolamento
com quantidade suficiente de
graxa antes de montá-lo.
- Antes de montar o rolamento no eixo, aqueça-
o a uma temperatura entre 50ºC e 100ºC.
Para montagem completa do mancal, siga as
instruções para desmontagem na ordem inversa.


1- Anel de fixação interno
2- Feltro branco
3- Parafuso de fixação dos anéis
4- Parafuso de fixação do disco
5- Anel de fixação externo
6- Anel com labirinto
7- Parafuso de fixação do centrifugador
8- Centrifugador de graxa
9- Gaveta para saída da graxa
10- Rolamento
11- Graxeira
12- Protetor térmico
13- Disco de fechamento externo






45

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.2.3. MANCAIS DE ROLAMENTO
LUBRIFICADOS A ÓLEO



4.2.3.1. INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO

Retirada do óleo - Quando é necessário efetuar
a troca do óleo do mancal, remova a tampa da
saída de óleo (3) e deixe sair o óleo
completamente.

Para inserção de óleo no mancal:
- Feche a saída de óleo com a tampa (3).
- Remova a tampa da entrada de óleo ou filtro
(1) (se houver).
- Coloque o óleo especificado até o nível
indicado no visor de óleo.

NOTAS:
1) Todos os furos roscados não usados devem
estar fechados por plugues e nenhuma
conexão deve apresentar vazamento.
2) O nível de óleo é atingido quando o
lubrificante pode ser visto aproximadamente
no meio do visor de nível.
3) O uso de maior quantidade de óleo não
prejudica o mancal, mas pode ocasionar
vazamentos através das vedações de eixo.

Tipo de óleo - O tipo e a quantidade de óleo a
ser utilizado estão especificados na placa de
características fixada no motor perto do mancal

Troca do óleo - A troca do óleo dos mancais
deve ser efetuada obedecendo a tabela abaixo,
de acordo com a temperatura de trabalho do
mancal:
Abaixo de 75ºC = 20.000 horas
Entre 75 e 80ºC = 16.000 horas
Entre 80 e 85ºC = 12.000 horas
Entre 85 e 90ºC = 8.000 horas
Entre 90 e 95ºC = 6.000 horas
Entre 95 e 100ºC = 4.000 horas

IMPORTANTE:
A vida útil dos mancais depende de suas
condições de operação, das condições de
operação do motor e dos procedimentos seguidos
pelo pessoal de manutenção.
As seguintes recomendações devem ser
observadas:
- O óleo selecionado para a aplicação deve ter a
viscosidade adequada para a temperatura de
operação do mancal. O tipo de óleo
recomendado pela WEG já considera estes
critérios.
- Quantidade insuficiente de óleo pode danificar
o mancal.
- O nível de óleo mínimo recomendado é
alcançado quando o lubrificante pode ser visto
na parte inferior do visor de nível de óleo, com
o motor parado.
O nível de óleo deve ser
inspecionado diariamente e deve
permanecer no meio do visor de
nível de óleo.


4.2.3.2. OPERAÇÃO DOS MANCAIS
A operação de motores equipados com mancais
de rolamento lubrificado a óleo é similar a de
motores equipados com mancais de rolamento à
graxa.
A partida do sistema deve ser acompanhada
cuidadosamente, assim como as primeiras horas
de operação.
Antes da partida verifique:
- Se o óleo utilizado está de acordo com o
especificado na placa de características.
- As características do lubrificante
- O nível de óleo.
- As temperaturas de alarme e desligamento
ajustadas para o mancal.
Durante a primeira partida deve-se ficar atento
para vibrações ou ruídos. Caso o mancal não
trabalhe de maneira silenciosa e uniforme o motor
deve ser desligado imediatamente.
O motor deve operar durante várias horas até que
a temperatura dos mancais se estabilize dentro
dos limites citados anteriormente. Caso ocorra
uma sobre elevação de temperatura o motor
deverá ser desligado e os mancais e sensores de
temperatura checados.
Depois de atingida a temperatura de trabalho dos
mancais cheque se não há vazamento de óleo
pelos plugues, juntas ou pela ponta de eixo.

4.2.3.3. AJUSTE DAS PROTEÇÕES
Cada mancal está equipado com um detector de
temperatura (4) tipo PT100. Este dispositivo
deverá ser conectado a um painel de controle
com a função de indicar sobre aquecimentos e de
proteger o mancal de danos devido a operação
com temperatura elevada.
IMPORTANTE: As seguintes
temperaturas devem ser ajustadas
no sistema de proteção do mancal:
ALARME 100ºC / DESLIGAMENTO 120ºC
1
2
3
1- Entrada de óleo

2- Visor de nível de óleo

3- Saída de óleo

4- Sensor de temperatura
4





46

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.2.3.4. MANUTENÇÃO DO MANCAL



Para desmontar o mancal, siga as instruções
abaixo:

Antes de desmontar
- Limpe externamente todo o mancal.
- Remova o dreno (12);
- Remova completamente o óleo do mancal;
- Remova o sensor de temperatura (15) do
mancal;
- Remova a escova de aterramento (se houver);
- Providencie um suporte para o eixo para
sustentar o rotor durante a desmontagem.

Desmontagem do mancal:
- Tenha cuidado para evitar danos nas esferas,
rolos ou na superfície do eixo.
- Para desmontar o mancal, siga com cuidado as
informações abaixo:
- Mantenhas as peças desmontadas em local
seguro e limpo.
1) Retire o parafuso (9) que fixa o anel com
selo labirinto (8);
2) Retire o anel com selo labirinto (8);
3) Retire os parafusos (16) que fixam o
reservatório de óleo externo (1);
4) Retire o reservatório externo de óleo (1);
5) Retire os parafusos (14) que fixam o anel de
fixação externo (3);
6) Retire o anel de fixação externo (3).
7) Retire os parafusos (5) que fixam o
centrifugador de óleo (4) e remova-o.
8) Retire a tampa dianteira (17);
9) Retire o rolamento (7).
10) Se for necessária a desmontagem completa
do mancal, retire o anel de fixação interno
(6) e o reservatório interno de óleo (2).

Montagem do mancal
Limpe completamente o rolamento, os
reservatórios de óleo e inspecione todas as peças
para montagem do mancal.
- Certifique-se que as superfícies de contato do
rolamento, anéis estejam lisas, sem sinais de
riscos ou corrosão.
- Antes da inserção do rolamento no eixo,
aquecer o mesmo à uma temperatura entre 50
e 100ºC.
- Para montagem completa do mancal, siga as
instruções de desmontagem na ordem inversa.

Atenção
Na montagem do mancal, aplique Curril T para
vedar as superfícies do reservatório de óleo.

NOTA: Os motores podem ser fornecidos com
filtro (10) no local indicado no desenho acima ou
na entrada de óleo.

1- Resevatório de óleo externo
2- Reservatório de óleo interno
3- Anel de fixação externo
4- Centriffugador de óleo
5- Parafuso
6- Anel de fixação interno
7- Rolamento
8- Anel com labirinto
9- Parafuso
10- Filtro
11- Visor de nível de óleo
12- Dreno (saída de óleo)
13- Tampa (entrada de óleo)
14- Parafuso
15- Protetor térmico (RTD)
16- Parafuso
17- Tampa





47

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.2.4. MANCAIS DE DESLIZAMENTO


Figura 4.5.


1) Bujão de dreno;
2) Carcaça do mancal;
3) Carcaça do motor;
4) Parafusos de fixação;
5) Capa da carcaça do mancal;
6) Parafusos da capa do mancal bipartido;
7) Selo máquina;
8) Parafusos de selo máquina;
9) Olhal de suspensão;
10) Parafusos da tampa externa;
11) Tampa externa;



12) Casquilho inferior;
13) Casquilho superior;
14) Anel pescador;
15) Entrada de óleo;
16) Conexão para sensor de temperatura;
17) Nível de óleo ou saída de óleo para
lubrificação;
18) Bujão para tubos;
19) Parafusos de proteção externa;
20) Alojamento do labirinto;
21) Metade inferior do alojamento do labirinto.
22) Tubo de respiro





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MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.2.4.1. INSTRUÇÕES GERAIS

A manutenção de mancais de deslizamento inclui
verificação periódica do nível e das condições do
lubrificante, checagem dos níveis de ruído e de
vibrações do mancal, acompanhamento da
temperatura de trabalho e reaperto dos parafusos
de fixação e montagem.
A carcaça deve ser mantida limpa, sem acúmulo
de óleo ou poeira na sua parte externa para
facilitar a troca de calor com o meio.
Furos roscados para conexão de termômetro,
visor de nível, entrada e saída de óleo, bomba de
circulação de óleo ou termômetro para leitura no
reservatório são fornecidos em ambos os lados,
de modo que as conexões possam ser feitas pelo
lado direito ou esquerdo da carcaça do mancal.
O dreno de óleo está localizado na parte inferior
do mancal.
No caso de mancais com lubrificação por
circulação de óleo a tubulação de saída deve ser
conectada à posição do visor de nível.
Se o mancal é eletricamente isolado as superfícies
esféricas de assento do casquilho na carcaça são
encapadas com um material isolante. Nunca retire
esta capa.
O pino anti-rotação também é isolado, e os selos
de vedação são feitos de material não condutor.
Instrumentos de controle de temperatura que
estiverem em contato com o casquilho também
devem ser devidamente isolados.
Mancais refrigerados a água são fornecidos com a
serpentina de refrigeração instalada e devem ser
manuseados com cuidado especial para não
danificar as conexões durante o transporte e a
instalação.

4.2.4.2. DESMONTAGEM DO MANCAL (TIPO
"EF")

Para desmontar o mancal e ter acesso aos
casquilhos, bem como a outros componentes siga
cuidadosamente as instruções abaixo. Guarde
todas as peças desmontadas em local seguro (ver
figura 4.5).

Lado acionado:
- Limpe completamente o exterior da carcaça.
Desatarraxe e retire o plugue do dreno de óleo
(1) localizado na parte inferior da carcaça
permitindo que todo o lubrificante escoe.
- Remova os parafusos (4) que fixam a metade
superior da carcaça (5) no motor (3).
- Retire os parafusos (6) que unem as faces
bipartidas da carcaça (2 e 5).
- Use os parafusos olhais (9) para levantar a
metade superior da carcaça (5)
desencaixando-a completamente das metades
inferiores da vedação externa (11), dos
labirintos de vedação, dos alojamentos dos
labirintos (20) e do casquilho (12).
- Continue a desmontar a metade superior da
carcaça sobre uma bancada. Desatarraxe os
parafusos (19) e retire a metade superior da
proteção externa. Remova os parafusos (10) e
desencaixe a metade superior do alojamento
do labirinto (20).
- Desencaixe e retire a metade superior do
casquilho (13).
- Remova os parafusos que unem as duas
metades do anel pescador (14) e
cuidadosamente separe-as e retire-as.
- Retire as molas circulares dos anéis labirinto e
remova a metade superior de cada anel.
Rotacione as metades inferiores dos anéis para
fora de seus alojamentos e retire-as.
- Desconecte e remova o sensor de temperatura
que penetra na metade inferior do casquilho.
- Usando uma talha ou macaco levante o eixo
alguns milímetros para que a metade inferior
do casquilho possa ser rotacionada para fora
do seu assento.

IMPORTANTE: Para tanto é necessário que os
parafusos 4 e 6 da outra metade do mancal
estejam frouxos.
- Rotacione cuidadosamente a metade inferior
do casquilho sobre o eixo e remova-a.
- Desatarraxe os parafusos (19) e retire a
metade inferior da proteção externa (11).
Desatarraxe os parafusos (10) e remova a
metade inferior do alojamento do anel labirinto
(21).
- Retire os parafusos (4) e remova a metade
inferior da carcaça (2).
- Desatarraxe os parafusos (8) e remova o selo
máquina (7).
- Limpe e inspecione completamente as peças
removidas e o interior da carcaça.
- Para montar o mancal siga as instruções acima
na ordem inversa.

NOTA: Torque de aperto dos parafusos de
fixação do mancal ao motor = 10 Kgfm.

Lado não acionado:
- Limpe completamente o exterior da carcaça.
Solte e retire o plugue (1) do dreno de óleo
localizado na parte inferior da carcaça,
permitindo que todo o lubrificante escoe.
- Solte os parafusos (19) e retire a tampa do
mancal (11).
- Desatarraxe os parafusos (4) que fixam a
metade superior da carcaça (5) no motor (3).
Retire os parafusos (6) que unem as faces
bipartidas da carcaça do mancal (2 e 5).





49

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
- Use os parafusos olhais (9) para levantar a
metade superior da carcaça (5)
desencaixando-a completamente das metades
inferiores da carcaça (2), do labirinto de
vedação e do casquilho (12).
- Desencaixe e retire a metade superior do
casquilho (13).
- Remova os parafusos que unem as duas
metades do anel pescador (14) e
cuidadosamente separe-as e retire-as.
- Retire a mola circular do anel labirinto e
remova a metade superior do anel. Rotacione
a metade inferior do anel labirinto para fora do
seu alojamento e retire-a.
- Desconecte e remova o sensor de temperatura
que penetra na metade inferior do casquilho.
- Usando uma talha ou macaco levante o eixo
alguns milímetros para que a metade inferior
do casquilho possa ser rotacionada para fora
do seu assento.
- Rotacione cuidadosamente a metade inferior
do casquilho (12) sobre o eixo e remova-a.
- Retire os parafusos (4) e remova a metade
inferior da carcaça (2).
- Desatarraxe os parafusos (8) e remova o selo
máquina (7).
- Limpe e inspecione completamente as peças
removidas e o interior da carcaça.
- Para montar o mancal siga as instruções acima
na ordem inversa.

NOTA: Torque de aperto dos parafusos de
fixação do mancal ao motor = 10 Kgfm.

4.2.4.3. MONTAGEM DO MANCAL

Cheque as superfícies de encaixe do flange
certificando-se que elas estejam limpas, planas e
isentas de rebarbas.
Verifique se as medidas do eixo estão dentro das
tolerâncias especificadas pela Renk e se a
rugosidade está de acordo com o exigido (< 0,4).
Remova a metade superior da carcaça (2) e os
casquilhos (12 e 13), verifique se não ocorreu
nenhum dano durante o transporte e limpe
completamente as superfícies de contato.
Levante o eixo alguns milímetros e encaixe o
flange da metade inferior do mancal no rebaixo
usinado na tampa da máquina parafusando-o
nesta posição.
Aplique óleo no assento esférico da carcaça e no
eixo, coloque o casquilho inferior (12) sobre o
eixo e rotacione-o para a sua posição cuidando
para que as superfícies axiais de posicionamento
não sejam danificadas. Após alinhar
cuidadosamente as faces da metade inferior do
casquilho e da carcaça abaixe vagarosamente o
eixo até sua posição de trabalho. Com um martelo
aplique leves golpes na carcaça para que o
casquilho se posicione corretamente em relação
ao seu assento e ao eixo. Este procedimento gera
uma vibração de alta freqüência que diminui o
atrito estático entre o casquilho e a carcaça e
facilita o seu correto alinhamento.
A capacidade de auto-alinhamento do mancal tem
a função de compensar somente a deflexão
normal do eixo durante a montagem. Na
seqüência deve-se instalar o anel pescador, o que
deve ser feito com muito cuidado, pois o
funcionamento perfeito do mancal depende da
lubrificação fornecida pelo anel. Os parafusos
devem ser levemente apertados e qualquer
rebarba cuidadosamente retirada para
proporcionar um funcionamento suave e uniforme
do anel. Numa eventual manutenção deve-se
cuidar para que a geometria do anel não seja
alterada.
As metades inferior e superior do casquilho
possuem números de identificação ou marcações
para orientar o seu posicionamento. Posicione a
metade superior do casquilho alinhando suas
marcações com as correspondentes na metade
inferior. Montagens incorretas podem causar
sérios danos aos casquilhos.
Verifique se o anel pescador gira livremente sobre
o eixo. Com a metade inferior do casquilho
posicionada instale o selo de vedação do lado
flangeado do mancal. (Veja parágrafo
"Vedações").
Após revestir as faces bipartidas da carcaça com
um componente de vedação não endurecível,
monte a parte superior da carcaça (5) cuidando
para que os selos de vedação se ajustem
perfeitamente em seus encaixes. Certifique-se
também que o pino anti-rotação esteja encaixado
sem nenhum contato com o furo correspondente
no casquilho.
NOTA: Carcaça ou casquilho são
intercambiáveis desde que
considerados completos (metades
individuais não são intercambiáveis).


4.2.4.4. AJUSTE DAS PROTEÇÕES (PT100)

Cada mancal está equipado com um detector de
temperatura tipo PT100 instalado diretamente no
casquilho, próximo a zona de carga. Este
dispositivo deverá ser conectado a um painel de
controle com a função de indicar sobre
aquecimentos e de proteger o mancal de danos
devido a operação com temperatura elevada.





50

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
IMPORTANTE: As seguintes
temperaturas devem ser ajustadas
no sistema de proteção do mancal:
ALARME 100ºC
DESLIGAMENTO 120ºC


4.2.4.5. REFRIGERAÇÃO COM CIRCULAÇÃO
DE ÁGUA

Nestes casos o reservatório de óleo, no mancal,
possui uma serpentina por onde circula a água.
A água circulante deve apresentar, na entrada do
mancal, uma temperatura menor ou igual a do
ambiente, a fim de que ocorra a refrigeração.
A pressão da água deve ser de 0,1 Bar e a vazão
igual a 0,7 l/s. O pH deve ser neutro.

NOTA: Sob hipótese alguma
pode haver vazamento de água
para o interior do reservatório
de óleo, o que representaria
em contaminação do lubrificante.


4.2.4.6. LUBRIFICAÇÃO

Mancais auto-lubrificados
A troca do óleo dos mancais deve ser efetuada
obedecendo a tabela abaixo, de acordo com a
temperatura de trabalho do mancal:

Abaixo de 75ºC = 20.000 horas
Entre 75 e 80ºC = 16.000 horas
Entre 80 e 85ºC = 12.000 horas
Entre 85 e 90ºC = 8.000 horas
Entre 90 e 95ºC = 6.000 horas
Entre 95 e 100ºC = 4.000 horas


Mancais com lubrificação forçada (externa)
A troca do óleo dos mancais deve ser efetuada a
cada 20.000 horas de trabalho, ou sempre que o
lubrificante apresentar alterações em suas
características. A viscosidade e o pH do óleo
devem ser verificados periodicamente.

O nível do óleo deve ser
acompanhado diariamente,
devendo ser mantido
aproximadamente no centro do
visor de nível.

O mancal deve ser lubrificado com o óleo
especificado através do orifício do visor superior.
Todos os furos roscados não usados devem estar
fechados por plugues e nenhuma conexão deve
apresentar vazamento.
O nível de óleo é atingido quando o lubrificante
pode ser visto aproximadamente no meio do visor
de nível. O uso de maior quantidade de óleo não
prejudica o mancal, mas pode ocasionar
vazamentos através das vedações de eixo.

IMPORTANTE:
Os cuidados tomados com a
lubrificação determinarão a vida útil
dos mancais e a segurança no
funcionamento do motor. Por isso, é de suma
importância observar as seguintes
recomendações:
- O óleo selecionado deverá ser aquele que
tenha a adequada para a temperatura de
trabalho dos mancais. Isso deve ser observado
em uma eventual troca de óleo ou em
manutenções periódicas.
- Insuficiente de lubrificante, devido a
enchimento incompleto ou falta de
acompanhamento do nível pode danificar os
casquilhos. O nível mínimo de óleo é atingido
quando o lubrificante pode ser visto tocando
na parte inferior do visor de nível com o motor
fora de operação.


4.2.4.7. VEDAÇÕES

As duas metades do anel labirinto de vedação são
unidas por uma mola circular. Elas devem ser
inseridas no alojamento do anel de modo que o
pino de travamento esteja encaixado em seu
rebaixo na metade superior da carcaça. A
instalação incorreta destrói a vedação.
Antes de montar as vedações limpe
cuidadosamente as faces de contato do anel e de
seu alojamento, e recubra-as com um
componente de vedação não endurecível. Os
furos de drenagem existentes na metade inferior
do anel devem ser limpos e desobstruídos. Ao
instalar esta metade do anel de vedação, aperte-a
levemente contra a parte inferior do eixo.
Uma vedação adicional está instalada
internamente ao motor para prevenir a sucção do
óleo devido a baixa pressão gerada pelo sistema
de ventilação da máquina.






51

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.2.4.8. OPERAÇÃO

A operação de motores equipados com mancais
de escorregamento é similar a de motores
equipados com mancais de rolamento.
A partida do sistema deve ser acompanhada
cuidadosamente, assim como as primeiras horas
de operação.
Antes da partida verifique:
- Se o óleo utilizado está de acordo com o
especificado.
- As características do lubrificante.
- O nível de óleo.
- As temperaturas de alarme e desligamento
ajustadas para o mancal (respectivamente 100
e 120ºC para alarme e desligamento).
Durante a primeira partida deve-se ficar atento
para vibrações ou ruídos. Caso o mancal não
trabalhe de maneira silenciosa e uniforme o motor
deve ser desligado imediatamente.
O motor deve operar durante várias horas até que
a temperatura dos mancais se estabilize dentro
dos limites citados anteriormente. Caso ocorra
uma sobre elevação de temperatura o motor
deverá ser desligado e os mancais e sensores de
temperatura.
Após atingida a temperatura de trabalho dos
mancais cheque se não há vazamento de óleo
pelos plugues, juntas ou pela ponta de eixo.


4 4. .3 3. . C CO ON NT TR RO OL LE E D DO O E EN NT TR RE EF FE ER RR RO O
( (m mo ot to or re es s a ab be er rt to os s d de e g gr ra an nd de e p po ot tê ên nc ci ia a) )

Após desmontagens e montagens do motor, será
necessário analisar a medida do entreferro para
verificar a concentricidade do mesmo. A variação
do entreferro em dois pontos diametralmente
opostos, terá que ser inferior a 10% da medida
do entreferro médio.


4 4. .4 4. . A AN NÉ ÉI IS S C CO OL LE ET TO OR RE ES S ( (p pa ar ra a m mo ot to or re es s
c co om m r ro ot to or r b bo ob bi in na ad do o) )

Estes deverão ser mantidos limpos e lisos. A
limpeza deverá ser feita via de regra a cada mês,
ocasião em que deverá ser removida a poeira que
tenha se depositado entre os anéis (ver item
4.10).
Em caso de desmontagem dos anéis coletores, a
montagem deve garantir sua centralização
evitando ovalização ou batimentos radiais.
Também deverá ser garantido o correto
posicionamento da escova sobre o anel (100% de
contato). Caso esses cuidados não sejam
tomados, ocorrerão problemas de desgastes de
anéis coletores e escovas.
4 4. .5 5. . P PO OR RT TA A- -E ES SC CO OV VA AS S E E E ES SC CO OV VA AS S ( (p pa ar ra a
m mo ot to or re es s c co om m r ro ot to or r b bo ob bi in na ad do o) )

Os porta-escovas devem ficar em sentido radial
com referência ao anel coletor, e afastados no
máximo 4mm da superfície de contato, a fim de
evitar ruptura ou danos às escovas (figura 4.6).








Figura 4.6 – Montagem do porta-escovas.

OBS.: Semanalmente, as escovas deverão ser
verificadas para garantir o livre deslizamento no
alojamento do porta-escovas.

Escovas
Os motores elétricos dotados de anéis coletores,
são fornecidos com um determinado tipo de
escovas, que são especificados para a potência
nominal do motor.

NOTA: Caso o motor esteja
operando abaixo de sua potência
nominal (carga baixa) ou carga
intermitente, o conjunto de escovas
(tipo de escova e quantidade), deverão ser
adequados as condições reais de trabalho, sob
pena de danificar completamente o motor. Esta
adequação deverá ser feita sob consulta a WEG
Máquinas.

Nunca deverão ser misturados sobre o mesmo
anel, escovas de tipos diferentes. Qualquer
alteração no tipo de escova somente deverá ser
feita, com a autorização da WEG Máquinas,
porque as diferentes espécies de escovas
provocam modificação no comportamento da
máquina em serviço.
As escovas deverão ser semanalmente
observadas durante o serviço. As que revelam
desgastes ultrapassando a marca indicada na
figura 4.7, deverão ser substituídas em tempo
hábil.
Por ocasião da troca, e sempre que possível
deverá ser substituída para cada anel,
primeiramente uma escova, trocando-se a
segunda após decorrido algum tempo, a fim de
dar tempo ao necessário assentamento. Ao serem
substituídas, as escovas deverão ser lixadas a fim
de que se moldem perfeitamente à curvatura da
superfície do anel (mínimo 75%).






52

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS











Figura 4.7 - Marca de desgaste da escova.

Em máquinas que trabalham sempre no mesmo
sentido de rotação, o assentamento das escovas
deverá ser feito somente no mesmo sentido e não
em movimentos alternados, devendo a escova ser
levantada durante o movimento de retorno do
eixo (figura 4.8).

Figura 4.8 - Assentamento das escovas.

As escovas deverão assentar com uma pressão
uniforme sobre a superfície de contato, para que
fique assegurada uma distribuição uniforme da
corrente e um baixo desgaste das escovas.
É importante que em todas as escovas montadas,
a pressão seja igual, com uma tolerância de mais
ou menos 10%. Desvios maiores levam a uma
distribuição desigual da corrente e com isso há
desgastes desiguais das escovas.
O controle da pressão das escovas é feito com um
dinamômetro.
Molas cansadas devem ser substituídas.


4.5.1. DISPOSITIVO DE ATERRAMENTO DO
EIXO

Em alguns motores de indução, principalmente
nos que há necessidade de controle da velocidade
com inversor de freqüência, é utilizado um
conjunto de porta-escovas e escova para
aterramento do eixo.
Este dispositivo evita a circulação de corrente
elétrica pelos mancais, que são altamente
prejudiciais ao seu funcionamento. A escova é
colocada em contato com o eixo e ligada através
de um cabo à carcaça da máquina, que deve estar
aterrada. Deve-se verificar a fixação do porta-
escovas e sua ligação com a carcaça.



Figura 4.9 – Escova para aterramento do eixo.

Para não haver dano ao eixo dos motores WEG
durante o transporte, estes são protegidos com
um óleo secativo. Para um funcionamento
adequado da Escova de Aterramento, deve-se
remover este óleo da superfície do eixo antes da
posta em marcha da máquina, bem como
qualquer resíduo que estiver entre o eixo e a
escova.
A escova deverá ser constantemente observada
durante o seu funcionamento e, ao chegar ao fim
de sua vida útil, deve ser substituída por outra de
mesma qualidade (granulação).






53

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4 4. .6 6. . P PO OR RT TA A E ES SC CO OV VA AS S L LE EV VA AN NT TÁ ÁV VE EL L

4.6.1. ESQUEMA DE LIGAÇÃO

OPERAÇÃO MOTORIZADA:
Condição para operação com escovas
abaixadas e anéis coletores não curto
circuitados.
Para garantir que as escovas estejam abaixadas,
as chaves:
- CCA1 - contatos 34 e 35,
- CCA2 - contatos 22 e 23,
- CCD - contatos 13 e 14, devem estar
simultaneamente fechados (lógica "AND").
Com esta lógica o motor está apto para partir.

Descrição dos componentes:

A - Atuador eletromecânico ATIS.
Tipo: MAI-25. B3. d9-25.10-F10-2CC-2CT-IP65.
B - Motor trifásico Nº 71.
06 Pólos - 0,25kW - F.C. B3E - IPW55.
Flange C105 - DIN 42948.
Tensão e freqüência conforme solicitação ao
cliente.
C - Chave fim de curso com dupla isolação.
Tipo XCK-P121 - Telemecanique.








































Figura 4.10.





54

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
Condição para a operação com escovas
levantadas e anel coletor curto circuitado.
Para garantir que as escovas estejam levantadas,
as chaves:
- CCL1 - contatos 37 e 38,
- CCL2 - contatos 25 e 26,
- CCE - contatos 16 e 17, devem estar com os
contatos simultaneamente fechados (lógica
"AND").
Com esta lógica o motor está em regime.



















































Figura 4.11.





55

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
OPERAÇÃO MANUAL:










Figura 4.12.

SIMBOLOGIA:
CLD = Chave de torque para desligamento em
sobre carga durante o abaixamento das escovas
(ou inversão de fases).


Se houver falha no CCD.


Figura 4.13.

CLE = Chave de torque para desligamento em
sobre carga durante o levantamento das escovas
(ou inversão das fases).


Se houver falha no CCE.


Figura 4.14.

CCD = Chave fim de curso para indicar quando as
escovas estiverem totalmente abaixadas.

CCE = Chave fim de curso para indicar quando as
escovas estiverem totalmente levantadas.

CLR = Chave seletora indicando posição manual
ou motorizado.






Figuras 4.15.

CHAVES FIM DE CURSO ADICIONAL PARA
SINALIZAÇÃO
CCL1 e CCL2 = Chave fim de curso para indicar
quando as escovas estiverem totalmente
levantadas.
CCA1 e CCA2 = Chave fim de curso para indicar
quando as escovas estiverem totalmente
abaixadas.
4.6.2. PROCEDIMENTO PARA A PARTIDA DO
MOTOR

Antes de efetuar a partida do motor, deverá ser
feita uma inspeção no dispositivo de
levantamento e curto-circuitamento verificando
através da tampa de inspeção a posição da
escova ou através de uma sinalização proveniente
da chave CCD, que indica a posição da escova,
totalmente abaixada.
Caso esta sinalização não estiver indicando a
posição de escovas totalmente abaixadas, não
deve ser dada a partida do motor, sem antes
levar o comando para a posição de escovas
totalmente abaixadas.
Isto poderá ser feito manualmente, através do
volante (7), acionando-se a alavanca (8) ou
automaticamente acionando-se o atuador
eletromecânico (9). Caso seja utilizado o sistema
manual (7), a alavanca (8) retorna a posição
anterior acionando-se o atuador eletromecânico
(9). Nesta condição (escovas totalmente
abaixadas), os anéis (5) não se encontram curto-
circuitados, permitindo desta forma a ligação das
resistências externas (reostato) em série com o
enrolamento rotórico, através das escovas (6).
OBS.: Realizar os testes de comando com o
sistema de levantamento de escovas antes da
partida em carga do motor.


4.6.3. PROCEDIMENTO APÓS A PARTIDA DO
MOTOR

Quando o motor tiver atingido a rotação nominal,
deve ser iniciado o procedimento de curto-
circuitamento dos anéis coletores, acionando-se o
dispositivo de levantamento e curto-circuitamento
(1), em sentido contrário, através do atuador
eletromecânico (9), ou manualmente através do
volante (7).
O curto-circuitamento é feito através da bucha de
deslize (2), que suporta os contatos de prata (3).
Em seguida é acionado o mecanismo de
levantamento das escovas (4).
Quando as escovas estiverem totalmente
levantadas, o dispositivo é desligado
automaticamente, através da chave CCE.

OBS.:
1) O sistema automático de levantamento das
escovas, possui um sistema de proteção de
sobrecarga do atuador eletromecânico de
acionamento (9), através das chaves de torque
para desligamento em sobrecarga, durante o
abaixamento (CLD) ou levantamento das
escovas (CLE).






56

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
2) Antes de dar o start up do motor, certificar-se
de que as chaves CLD, CLE, CCD e CCE
estejam corretamente conectadas ao painel.

3) Quando uma das chaves CLE ou CLD atuarem,
deve ser evitado o uso do sistema novamente,
antes que seja verificado o motivo pelo qual
elas atuaram.

4) O usuário deverá instalar sinalização indicando
o funcionamento da lógica do sistema no
painel de comando do sistema motorizado de
levantamento de escovas.

5) O sistema de comando e sinalização do
sistema de levantamento de escovas não é
fornecido pela WEG.

6) Após a partida do motor, as escovas não
poderão permanecer em contato com os anéis
coletores, o que pode causar desgaste
excessivo nas escovas e anéis coletores, bem
como causar danos ao sistema de
levantamento de escovas.




Figura 4.16.
Figura 4.17.





57

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.6.4. MONTAGEM

4.6.4.1. CONJUNTO DE LEVANTAMENTO DO
PORTA ESCOVAS

1. Fixar o disco suporte dos pinos com fixador do
conjunto de levantamento na caixa de
proteção do conjunto porta escovas.
2. Montar rolamento no pino suporte e fixar com
pino de fixação que deve ser fixo com anel de
retenção. Fixar o pino suporte do rolamento no
disco suporte.
3. Fixar os pinos de levantamento do porta
escovas no disco suporte dos pinos.

OBS.: Rolamento do pino suporte: 6305 2ZRS1.










Figura 4.18.





58

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.6.4.2. CONJUNTO DE MOVIMENTO DA
BUCHA DE CURTO CIRCUITO

1. Montar o rolete no mancal do rolete no braço
de movimento da bucha de curto e após, os
rolamentos, a bucha distanciadora e fixar a
tampa do mancal.

2. Fixar os pinos superiores em um dos braços de
movimento.

3. Montar o pino do suporte articulador neste.

4. Fixar o suporte articulador na base do suporte
e os braços de movimento no suporte. Os
roletes deverão estar alinhados com a bucha
de curto de modo que estes toquem
simultaneamente na bucha.

NOTA.: Rolamento do braço de movimento:
6003Z.







Figura 4.19.





59

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.6.4.3. CONJUNTO DE ACIONAMENTO DO
PORTA ESCOVAS

1. Montar o rolamento no eixo e fixar com anéis
de retenção, depois colocar anel de retenção
para encosto do segundo rolamento e após
montá-lo com anel de retenção.

2. Montar e fixar disco no eixo de acionamento.

3. Introduzir eixo de acionamento no flange do
conjunto.

4. Fixar o disco de levantamento no eixo de
acionamento.

5. Montar bucha no eixo de acionamento do
braço e fixar com anel de retenção. Fixar o
eixo no disco de acionamento.




































Figura 4.20.
6. Fixar a tampa o dispositivo de travamento no
atuador eletromecânico e depois fixá-la à
carcaça do dispositivo.

7. Fixar o conjunto de acionamento na caixa de
proteção do porta escovas.

OBS:
1) O eixo de acionamento deve passar entre os
pinos superiores do braço de levantamento.

2) Todas as partes em contatos mecânicos
deverão ser lubrificados. Após 6 meses de uso,
verificar a lubrificação dessas partes.















































60

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.6.4.4. CONJUNTO DO PINO DE RETORNO

1. Montar o eixo da mola no suporte do eixo.,
Montar a arruela guia do eixo, colocar no eixo
e travar com porca.
2. Fechar o conjunto com anel de fixação externo
e fixá-lo na caixa de proteção do porta
escovas.

Figura 4.21.

4.6.4.5. CONJUNTO DO PORTA ESCOVA

1. Fixar as escovas no porta escovas. Fixar os
pinos isolados no suporte, montar os discos
isolantes, porta escovas e anéis de contato
sobre os pinos.

2. Acertar o raio de curvatura existente nas
escovas com anéis coletores e colocar uma lixa
entre a escova e o anel. A lixa deve ser
movimentada de um lado para outro para
promover um melhor acentamento do raio da
escova com o do anel. Soltar o parafuso de
fixação do porta escovas e girar o porta
escovas no sentido horário, até o raio da
escova coincidir perfeitamente com o anel.















Figura 4.22. – Escovas levantadas.




















Figura 4.23. - Posição Não Curto Cirtuitado.








Figura 4.24. - Posição Curto Cirtuitado.















Figura 4.25. – Escovas abaixadas.





61

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.6.5. DESMONTAGEM

Para a desmontagem do porta escovas levantável,
proceder da maneira inversa ao da montagem.


4.6.6. AJUSTE DO SISTEMA DE
LEVANTAMENTO DAS ESCOVAS

1. Girar o disco de levantamento até a posição de
curto circuito e depois girar um pouco mais até
liberar os roletes, para evitar esforços
desnecessários sobre os rolamentos do rolete.

2. Rosquear o parafuso de ajuste até o disco
batente e depois travar o parafuso de ajuste.

3. Girar o disco de levantamento até a posição de
não curto circuito (escovas abaixadas) e
repetir a mesma operação realizada de curto
circuito.


4 4. .7 7. . S SE EC CA AG GE EM M D DO OS S E EN NR RO OL LA AM ME EN NT TO OS S

Esta operação deve ser feita com o máximo
cuidado e, somente por pessoal qualificado.
A taxa de incremento da temperatura não deve
exceder a 5ºC por hora, e a temperatura final não
deve exceder a 150ºC. Tanto uma temperatura
final quanto uma taxa de incremento da
temperatura muito elevada pode gerar vapor,
danificando a isolação.
Durante o processo de secagem, a temperatura
deve ser cuidadosamente controlada e a
resistência da isolação medida a intervalos
regulares.
No início do processo, a resistência irá diminuir
como conseqüência ao aumento de temperatura,
para crescer é medida que a isolação for sendo
desumidificada.
O processo de secagem deve continuar até que
sucessivas medições de resistência de isolamento
indiquem que esta atingiu um valor mínimo
indicado, conforme especificado no item 2.3.5.
É extremamente importante impor uma boa
ventilação no interior do motor durante a
operação de secagem
para assegurar que a umidade seja efetivamente
removida.








4 4. .8 8. . M MO ON NT TA AG GE EM M E E D DE ES SM MO ON NT TA AG GE EM M D DO O
M MO OT TO OR R

4.8.1. LINHA MASTER

A) ROTOR GAIOLA

Lado acionado:
1. Retire o trocador de calor (se houver).
2. Retire os detetores de temperatura de mancal
(se existir).
3. Solte os parafusos que fixam o conjunto
mancal.
4. Retire os anéis de fixação externos (para
motores com mancais de rolamento).
4.1. Para motores com mancais de
deslizamento, seguir o procedimento descrito
no item 4.2.4.2.
5. Desparafuse a tampa. Os parafusos que forem
retirados deverão ser inseridos nas roscas
vazias existentes nas tampas para forçar sua
saída. Certifique-se que o eixo esteja apoiado
para evitar a queda do rotor sobre o estator.
6. Remova o(s) rolamento(s) (para motores com
mancais de rolamentos).
7. Retire o anel de fixação interno (para motores
com mancais de rolamentos).

Lado não acionado:
1. Desparafuse a tela de proteção do ventilador
(motores fechados).
2. Retire o ventilador soltando os parafusos que o
prendem sobre o eixo.
3. Solte as 4 porcas que fixam a caixa de
proteção do ventilador e remova-a. Retire os
parafusos distanciadores.
4. Repita a operação 2 a 7 do item anterior.


B) ROTOR DE ANÉIS

Lado acionado:
Idêntico ao de rotor gaiola.

Lado não acionado:
1. Retire a tampa traseira de proteção do
porta-escovas.
2. Desconecte os cabos do anel coletor. Retire as
escovas e desmonte o porta-escovas.
3. Desparafuse a caixa de proteção do
porta-escovas da caixa de ventilação.
4. Retire o coletor de anéis e o disco de
ventilação.
5. Repita as operações 2 a 4 do "lado não
acionado" para motores de gaiola.







62

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.8.1.1. RETIRADA DO ROTOR:

Por meio de um dispositivo adequado, retire o
rotor de dentro do estator. O dispositivo deverá
impedir que o rotor raspe no pacote do estator ou
nas cabeças de bobina.


4.8.2. LINHA A

A) Lado acionado:
1. Desconecte os cabos das resistências de
aquecimento das caixas de ligação.
2. Retire os detetores de temperatura dos
mancais (se houver).
3. Solte os parafusos que fixam o conjunto
mancal.
4. Retire os anéis de fixação externos (para
motores com mancal de rolamento).
4.1. Para motores com mancal de
deslizamento, seguir o procedimento
descrito no item 4.2.4.2.
5. Desparafuse a tampa. Por meio de ferramenta
adequada vá forçando a tampa a sair,
girando-a. Certifique-se que o eixo esteja
apoiado para evitar a queda do rotor sobre o
estator.
6. Remova o(s) rolamento(s) (para motores com
mancais de rolamentos).
7. Retire o anel de fixação interno.

B) Lado não acionado:
1. Retire a tampa defletora.
2. Solte o anel de retenção do ventilador.
3. Repita as operações 2 a 7 do item 4.8.2 (A).

OBS:
1. Para retirar o rotor observe o item 4.8.1.1.
2. O estator não necessita ser retirado da carcaça
para eventual rebobinamento.


4.8.3. LINHA F

Lado acionado:
Idêntico a linha A e H.

Lado não acionado:
1. Repetir operações 1 a 3 do item 4.8.2 (B).
2. Retire a tampa traseira de proteção dos porta-
escovas.
3. Desconecte os cabos dos anéis coletores.
4. Retire as escovas e desmonte o porta-escovas.










63

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.8.4. LINHA H

Figura 4.26.
Pos. Denominação Pos Denominação
1 Carcaça 15 Ventilador interno
2 Terminal de aterramento 16 Anel de fixação traseiro interno
3 Eixo 17 Resistência de aquecimento traseira
4 Centrifugador de graxa dianteiro 18 Tampa traseira
5 Anel de fixação dianteiro externo 19 Sensor de temperatura do mancal traseiro
6 Rolamento dianteiro 20 Rolamento traseiro
7 Anel de fixação dianteiro interno 21 Centrifugador de graxa traseiro
8 Sensor de temperatura do mancal dianteiro 22 Anel de fixação traseiro externo
9 Tampa dianteira 23 Caixa de ligação dos acessórios
10 Resistência de aquecimento dianteira 24 Caixa de ligação do estator
11 Rotor completo 25 Ventilador externo
12 Pacote do estator 26 Tampa defletora
13 Sensor de temperatura do estator 27 Graxeira do mancal traseiro
14 Pino de fixação do estator 28 Graxeira do mancal dianteiro
Tabelas 4.5.

Segurança!
Garantir que os cabos de força foram
desligados.

DESMONTAGEM
1) Desconecte os cabos dos sensores de temperatura
(pos. 8 e 19) dos terminais da caixa de ligação
dos acessórios;
2) Retire a tampa defletora traseira (pos. 26);
3) Solte o anel de retenção do ventilador traseiro
externo e retire o ventilador (pos.25);
4) Solte os parafusos que fixam os anéis de fixação
externos dos mancais;
5) Retire os anéis de fixação externos, dianteiro e
traseiro (pos. 5 e 22);
6) Retire os centrifugadores de graxa dianteiro e
traseiro (pos. 4 e 21), soltando os parafusos que
os fixam no eixo;
7) Coloque apoios embaixo do eixo para evitar a
queda do rotor sobre o estator;
8) Desparafuse e retire as tampas dianteira e traseira
(pos.9 e 18);
9) Retire os rolamentos dianteiro e traseiro (pos.6 e
20) utilizando sacador apropriado;
10) Retire os anéis de fixação internos, dianteiro e
traseiro (pos. 7 e 16);
11) Utilizando dispositivo adequado, retire o rotor
(pos. 11) de dentro do estator, pela parte traseira
do motor e com os devidos cuidados para que o
rotor não raspe no pacote do estator ou nas
cabeças de bobina.


MONTAGEM
1) Utilizando dispositivo adequado, coloque o rotor
(pos. 11) dentro do estator, inserindo-o pela
parte traseira do motor e com os devidos
cuidados para que o rotor não raspe no pacote
do estator ou nas cabeças de bobina;
2) Coloque os anéis de fixação internos;
3) Preencher com graxa ¾ do compartimento dos
anéis internos e do rolamento (ver tipo de graxa
nas placas de características dos rolamentos,
fixadas nas tampas do motor);
4) Examine com cuidado as superfícies do eixo e
das tampas onde ficarão alojados os rolamentos
de maneira que não possua riscos ou batidas e
certificando-se das corretas tolerâncias das
dimensões mecânicas;
5) Aqueça e coloque os rolamentos dianteiro e
traseiro (pos. 6 e 20);
6) Levante o rotor, coloque apoios embaixo do eixo
e coloque as tampas dianteira e traseira (pos.9 e
18);
7) Coloque o centrifugador de graxa dianteiro e
traseiro (pos. 4 e 21) e fixe-os no eixo;
8) Coloque os anéis de fixação externos dianteiro e
traseiro (pos. 5 e 22), fixando-os juntamente
com os anéis de fixação internos (pos. 7 e 16);
9) Coloque o ventilador traseiro externo (pos. 25)
fixando-o com o anel de retenção;
10) Coloque a tampa defletora traseira (pos. 26);
11) Conecte os cabos dos sensores de temperatura
(pos. 8 e 19) nos terminais da caixa de ligação
de acessórios;
12) Complete a graxa dos rolamentos através das
graxeiras traseira e dianteira (pos. 27 e 28).





64

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4.8.5. TORQUE DE APERTO DOS PARAFUSOS

A tabela abaixo apresenta os torques de aperto
dos parafusos recomendados para montagem do
motor ou de suas peças:

Classe de
resistência
4.6 5.8 8.8 12.9
Diâmetro
Torque de aperto (Nm) – tolerância
±10%
M6 1.9 3.2 5.1 8.7
M8 4.6 7.7 12.5 21
M10 9.1 15 25 41
M12 16 27 42 70
M16 40 65 100 175
M20 75 125 200 340
M24 130 220 350 590

Notas:
- A classe de resistência normalmente está
indicada na cabeça dos parafusos sextavados.
- Quando não há marcação no parafuso, indica
que a classe de resistência do parafuso é 4.6.
- Os parafusos sextavados internos “tipo Allen”
são de classe de resistência 12.9.


4 4. .9 9. . R RE EC CO OM ME EN ND DA AÇ ÇÕ ÕE ES S G GE ER RA AI IS S

- Qualquer peça danificada (trincas,
amassamento de partes usinadas, roscas
defeituosas), deve ser preferencialmente
substituída, evitando-se recuperações.
- Todos os serviços aqui descritos deverão ser
efetuados por pessoal especializado e
experiente sob pena de ocasionar danos
completos ao equipamento. Em caso de
dúvidas, consulte a WEG Máquinas.





65

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
4 4. .1 10 0. . P PL LA AN NO O D DE E M MA AN NU UT TE EN NÇ ÇÃ ÃO O


COMPONENTE DIARIAMENTE SEMANALMENTE
CADA 3
MESES
ANUALMENTE
(revisão parcial)
CADA 3 ANOS
(revisão completa)
- Motor completo.
- Inspeção de
ruído e de
vibração.

- Drenar água
condensada
(se houver).
- Reapertar
parafusos.
- Desmontar motor;
- Checar partes e
peças.
- Enrolamento do
estator e rotor.

- Inspeção visual;
Medir resistência
de isolação.
- Limpeza;
- Checar fixação do
enrolamento;
- Estecas;
- Medir resistência de
isolação.
- Mancais.
- Controle de
ruído.
- Reengraxar;
- Respeitar intervalos
conforme placa de
lubrificação;
- Controle de
vibração.

- Limpeza dos
mancais, substituir,
se necessário;
- Inspecionar
casquilho e
substituir, se
necessário (mancal
de bucha);
- Inspecionar pista de
deslize (eixo) e
recuperar quando
necessário.
- Caixas de ligação,
aterramentos.

- Limpar interior,
reapertar
parafusos.
- Limpar interior e
reapertar parafusos.
- Acoplamento
(observe as
instruções de
manutenção do
fabricante do
acoplamento).

- Após 1ª semana:
cheque
alinhamento e
fixação.

- Cheque
alinhamento e
fixação.
- Cheque alinhamento
e fixação.
- Dispositivos de
monitoração.

- Registre os valores
da medição.

- Se possível,
desmontar e testar
seu modo de
funcionamento.
- Filtro.
- Limpe
(quando
necessário).
- Limpe (quando
necessário).
- Limpe (vide item
4.1.2).
- Áreas dos anéis.
- Controle a limpeza,
se necessário.
- Controle a limpeza.
- Anéis.
- Controle da
superfície, limpeza
e contato.

- Escovas (motores
de anéis);
- Escova de
aterramento do
eixo (se houver).

- Controle, substituir
quando estiver
gasto (verificar
marca de desgaste,
figura 4.5).

- Trocador de calor
ar-ar.

- Limpar os tubos do
trocador.
Tabela 4.6.





66

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
5. PEÇAS SOBRESSALENTES

5 5. .1 1. . E EN NC CO OM ME EN ND DA A

Ao se fazer uma encomenda de peças
sobressalentes, deve-se indicar o tipo do motor e
o número de série da máquina conforme
especificado na placa de identificação.


5 5. .2 2. . M MA AN NU UT TE EN NÇ ÇÃ ÃO O D DO O E ES ST TO OQ QU UE E

Recomendamos manter em estoque as peças que,
em funcionamento normal, apresentam desgaste:
- Jogo de rolamentos;
- Escovas (tipo e quantidade conforme
especificado);
- Feltros para filtro (se houver).
As peças sobressalentes devem ser armazenadas
em ambientes limpos, secos e bem arejados. Se
possível sob uma temperatura constante. Os
casquilhos dos mancais de deslizamento também
são peças de reposição, porém, devido ao seu
alto custo sugerimos analisar a real necessidade
de manter estas peças em estoque.






67

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
6. ANORMALIDADES EM SERVIÇO

Grande parte das anormalidades que prejudicam
a operação normal das máquinas elétricas, podem
ser evitadas com providências e cuidados de
caráter preventivo.
Ventilação suficiente, limpeza e manutenção
cuidadosa, são fatores de maior importância.
Outro fator importante é intervir imediatamente
ao surgirem, ou serem notados quaisquer
fenômenos, como por exemplo: vibrações, batidas
de eixo, resistência de isolação permanentemente
decrescente, indícios de fumaça e fogo,
centelhamento ou forte desgaste nos anéis
coletores e escovas, variações bruscas de
temperatura nos mancais ou nos rolamentos.
A primeira providência a ser tomada quando
ocorrem anormalidades de natureza elétrica ou
mecânica, é desligar os motores e examinar todas
as partes mecânicas e elétricas da instalação.
Em caso de incêndio, a instalação deverá ser
isolada da rede; o que é feito geralmente pelo
desligamento das respectivas chaves.
Na presença de fogo no interior do motor,
deve-se procurar detê-lo e sufocá-lo, cobrindo as
aberturas de ventilação.
Para combatê-lo, devem ser usados extintores de
pó químico seco ou CO
2
, mas nunca a água.

6 6. .1 1. . D DA AN NO OS S C CO OM MU UN NS S A A M MO OT TO OR RE ES S D DE E
I IN ND DU UÇ ÇÃ ÃO O

Os motores da WEG Máquinas são normalmente
projetados para classe de isolamento F (155ºC), e
para temperatura ambiente de 40ºC (conforme
verificado na placa de identificação).
A maioria dos defeitos nos enrolamentos se
origina quando são ultrapassados as temperaturas
limites em todo o enrolamento, ou em partes do
mesmo, em conseqüência de sobrecarga de
corrente. Eles se revelam por escurecimento ou
carbonização da isolação dos fios.


6.1.1. CURTO ENTRE ESPIRAS

O curto-circuito entre espiras pode ser
conseqüência de coincidirem casualmente dois
pontos defeituosos na isolação dos fios ou
resultarem de defeitos provocados
simultaneamente em dois fios que correm lado a
lado.
Nas três fases, se manifestam correntes desiguais
cuja diferença porém, conforme as circunstâncias,
poderá ser tão pequena que a proteção do motor
nem reaja.
Curto entre espiras, contra o ferro ou entre fases
em conseqüência de defeitos na isolação, ocorrem
raramente e assim mesmo, quase sempre nos
primeiros tempos após a colocação em serviço.
6.1.2. DANOS CAUSADOS AO
ENROLAMENTO

a) UMA FASE DE ENROLAMENTO QUEIMADA
Este dano ocorre quando o motor trabalha ligado
em triângulo e falta corrente num condutor da
rede. A corrente sobe de 2 a 2,5 vezes no
enrolamento restante, ao mesmo tempo em que a
rotação cai acentuadamente. Se o motor parar, a
corrente subirá de 3,5 até 4 vezes o seu valor
nominal.
Na maioria das vezes a ocorrência desse defeito
se deve ao fato de não ter sido instalada
nenhuma chave de proteção ou então, dessa
chave ter recebido uma regulagem
excessivamente alta.

b) DUAS FASES DO ENROLAMENTO
QUEIMADAS
Este defeito ocorrerá se faltar corrente num
condutor da rede e o enrolamento do motor
estiver ligado em estrela.
Uma das fases do enrolamento fica sem corrente
enquanto que as outras passam a absorver toda a
potência e a conduzir uma corrente
demasiadamente elevada. O escorregamento
chega quase a duplicar.

c) TRÊS FASES DO ENROLAMENTO
QUEIMADAS
Causa provável 1:
O motor é protegido apenas por fusíveis;
sobrecarga no motor será a causa da
anormalidade.
A conseqüência será a carbonização progressiva
dos fios e da isolação culminando com curto entre
espiras ou curto contra a massa.
Se o motor for precedido por uma chave de
proteção esta anormalidade poderá ser facilmente
evitada.

Causa provável 2:
O motor está ligado errado.
Vejamos por exemplo: Um motor com
enrolamento projetado para 220/380V é ligado
através de chave estrela-triângulo a uma rede de
380V.
A corrente absorvida será tão alta que o
enrolamento queimará em poucos segundos se os
fusíveis ou uma chave de proteção
incorretamente ajustada não reagirem
imediatamente.





68

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
Causa provável 3:
A chave estrela-triângulo não é comutada e o
motor continua rodando durante algum tempo,
ligado em estrela, sob o esforço de uma carga
excessiva.
Em virtude de desenvolver apenas 1/3 do seu
torque, o motor não consegue atingir sua
velocidade de rotação nominal. A acentuação do
escorregamento significa para o motor perdas
ôhmicas mais elevadas decorrentes do efeito
Joule.
Em virtude da corrente do estator não
ultrapassar, conforme a carga, o seu valor
nominal para a ligação em triângulo, a chave de
proteção não reagirá.
O motor aquecerá em conseqüência do aumento
de perdas no enrolamento e no rotor, e o
enrolamento queimará.

Causa provável 4:
Sobrecarga térmica, por um número excessivo de
arranques no regime de operação intermitente ou
por um período de arranque demasiadamente
prolongado danificará o enrolamento. O perfeito
funcionamento de motores que trabalham sob
este regime poderá ser assegurado se forem
devidamente levados em conta os seguintes
valores na especificação do motor:
a) Número de partidas por hora;
b) Partida com ou sem carga;
c) Freio mecânico ou de reversão da corrente;
d) Massas girantes aceleradas ligadas ao eixo do
motor;
e) Momento de carga em função da rotação, por
ocasião da aceleração e da frenagem.

Em virtude do continuado esforço despendido
pelo motor, por ocasião do arranque no regime
intermitente dar origem a maiores perdas, que
provocam aquecimento mais elevado, não estará
fora de cogitação em casos especiais a
possibilidade de que o enrolamento do estator
venha a sofrer danos com o motor parado, em
conseqüência do aquecimento ocorrido no motor.


6.1.3. DANOS CAUSADOS AO ROTOR
(gaiola)

Se um motor rodando sob carga emitir um ruído
de intensidade variada e cuja sua freqüência
aumenta a medida que aumenta a carga, o
motivo será na maioria dos casos, a existência de
uma dessimetria ao enrolamento do rotor.
Em motores com rotor de gaiola a causa será,
quase sempre, uma interrupção em uma ou mais
barras do rotor; simultaneamente poderão ser
constatadas variações periódicas da corrente do
estator.
Este defeito costuma aparecer via de regra,
unicamente em gaiolas de alumínio fundidas em
molde ou sob pressão.
Interrupções em uma ou outra barra se revelam
por aquecimento local do pacote rotórico,
apresentando manchas azuladas nos pontos
afetados.
Se houver interrupção em várias barras
justapostas poderão aparecer vibrações com
estremecimentos, que se comportam como as que
decorrem de desbalanceamentos e que são
muitas vezes, confundidas com tal. Quando o
pacote rotórico adquire uma coloração azulada ou
violeta, é sinal de que está havendo sobrecarga.
Esta pode ser causada por escorregamento
demasiadamente acentuado, por excessivo
número de arranques, ou por período de arranque
muito prolongado. O dano pode ser originado
também por tensão insuficiente na rede.


6.1.4. DANOS EM ROTORES COM ANÉIS

A interrupção numa fase do enrolamento rotórico
se manifesta por forte ruído trepidante, que varia
conforme o escorregamento, acrescido de
variações periódicas bem mais acentuadas da
corrente do estator.
Em casos raros, é possível que ocorra ruptura na
ligação entre o enrolamento e o anel coletor.
Convém todavia, verificar primeiramente se a
interrupção ocorreu na ligação ao reostato de
partida ou nele mesmo.


6.1.5. CURTOS ENTRE ESPIRAS EM
MOTORES COM ANÉIS

Trata-se de uma anormalidade que somente
ocorre em casos extremamente raros.
Dependendo da magnitude do curto, o motor
arranca com violência, mesmo quando o reostato
de partida está apenas no ponto inicial de sua
posição de arranque.
Como nesse caso as fortes correntes de partida
não passam pelos anéis, não serão notados ali,
marcas de queimaduras.


6.1.6. DANOS AOS MANCAIS

Danos aos mancais são as causas mais freqüentes
de paradas prolongadas. Funcionamento com
vibração excessiva, inadequado, desalinhamentos,
acoplamentos desbalanceados, cargas radiais e ou
axiais excessivas são os principais responsáveis
pelos danos causados aos mancais. Verificar item
4.2 sobre manutenção em mancais.






69

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
6.1.7. FRATURA DO EIXO

Muito embora os mancais constituam
tradicionalmente a parte mais fraca e os eixos
sejam projetados com ampla margem de
segurança, não é de todo impossível que ocorram
fraturas em eixos, face a incessante repetição dos
esforços de flexão provocados pela tensão
excessiva da correia.
As fraturas ocorrem na maioria dos casos,
imediatamente após o mancal do lado acionador.
Em conseqüência dos esforços de flexão
alternados que solicitam o eixo em marcha, as
fraturas vão se aprofundando de fora para dentro,
até culminar com a ruptura, quando a resistência
do que ainda resta da seção do eixo não for mais
suficiente.
Evitar usinagens adicionais no eixo (furos para
parafusos de fixação, etc.) pois podem causar
concentrações de tensões.
A troca de apenas uma ou outra entre várias
correias paralelas de uma transmissão, além de
representar uma prática nociva é freqüentemente
causa de fraturas em eixos.
Se forem conservadas algumas correias velhas e
conseqüentemente dilatadas em seu
comprimento, e localizadas, mas próximas do
motor, enquanto que as novas e mais curtas
giram mais afastadas do mancal, poderão advir
excessivas tensões por flexão para o eixo.


6.1.8. DANOS DECORRENTES DE PEÇAS DE
TRANSMISSÃO MAL AJUSTADAS OU DE
ALINHAMENTO DEFICIENTE DOS MOTORES

Mancais danificados e fraturas em eixo são,
muitas vezes, resultado de polias, acoplamentos
ou pinhões ajustados sem a necessária firmeza
sobre o eixo.
Essas pecas "batem" quando em giro. O defeito
pode ser reconhecido pelas escoriações que
aparecem no eixo.
Rasgos de chaveta com suas bordas arrebitadas
por chavetas folgadas introduzidas, podem
igualmente dar origem a fraturas em eixos.
Acoplamentos mal alinhados acarretam batidas e
estremecimentos em sentido radial e axial aos
mancais e conduzem, em pouco tempo, a
deterioração dos mancais e ao alargamento do
apoio do mancal na tampa situada no lado
acionador.
Em casos mais graves, poderá ocorrer fratura do
eixo.






























































70

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
6 6. .2 2. . I IN NS ST TR RU UÇ ÇÕ ÕE ES S P PA AR RA A A A D DE ET TE ER RM MI IN NA AÇ ÇÃ ÃO O D DA A C CA AU US SA A E E E EL LI IM MI IN NA AÇ ÇÃ ÃO O D DA AS S C CO ON ND DI IÇ ÇÕ ÕE ES S
A AN NO OR RM MA AI IS S N NO O M MO OT TO OR R

NOTA: As instruções a seguir constituem uma relação básica de anormalidades, causas e ações corretivas.
Em caso de dúvida, favor contatar a WEG Máquinas, Assistência Técnica ou Serviços.


ANORMALIDADE POSSÍVEIS CAUSAS CORREÇÃO
- Não dá partida nem acoplado e nem
desacoplado.
- No mínimo dois cabos de alimentação
estão interrompidos, sem tensão.
- Rotor está bloqueado.
- Problemas nas escovas.
- Mancal danificado.
- Verificar o painel de comando, os cabos
de alimentação, os bornes, o
assentamento das escovas.
- As escovas podem estar gastas, sujas
ou colocadas incorretamente.
- Substitua o mancal.
- Motor parte a vazio, mas falha ao se
aplicar carga. Parte muito lentamente
e não atinge rotação nominal.
- Torque de carga muito grande
durante a partida.
- Tensão de alimentação muito baixa.
- Queda de tensão muito alta nos cabos
de alimentação.
- Rotor com barras falhadas ou
interrompidas.
- Um cabo de alimentação ficou
interrompido após a partida.
- Não aplicar carga na máquina acionada
durante a partida.
- Medir a tensão de alimentação, ajustar
o valor correto.
- Verificar dimensionamento da instalação
(transformador, seção dos cabos,
verificar relés, disjuntores, etc.).
- Verificar e consertar o enrolamento do
rotor (gaiola), testar dispositivo de
curto-circuito (anéis).
- Verificar os cabos de alimentação.
- A corrente do estator oscila em carga
com o dobro de freqüência de
escorregamento, o motor apresenta
zumbido na partida.
- Enrolamento do rotor está
interrompido.
- Problemas nas escovas.
- Verificar e consertar o enrolamento do
rotor e dispositivo de curto-circuito.
- As escovas podem estar gastas, sujas
ou colocadas incorretamente.
- Corrente a vazio muito alta. - Tensão de alimentação muito alta.
- Medir a tensão de alimentação e ajustá-
la no valor correto.
- Aquecimentos localizados no
enrolamento do estator.
- Curto-circuito entre espiras.
- Interrupção de fios paralelos ou fases
do enrolamento do estator.
- Ligação deficiente.
- Rebobinar.
- Refazer a ligação.
- Aquecimentos localizados no rotor. - Interrupções no enrolamento do rotor.
- Consertar enrolamento do rotor ou
substituí-lo.
- Ruído anormal durante operação em
carga.
- Causas mecânicas.
- Causas elétricas.
- O ruído normalmente diminui com a
queda de rotação; veja também:
"operação ruidosa quando
desacoplado".
- O ruído desaparece ao se desligar o
motor. Consultar o fabricante.
- Quando acoplado aparece ruído,
desacoplado o ruído desaparece.
- Defeito nos componentes de
transmissão ou na máquina acionada.
- Defeito na transmissão de
engrenagem.
- Base desalinhada/desnivelada.
- Balanceamento deficiente dos
componentes ou da máquina
acionada.
- Acoplamento.
- Sentido de rotação do motor errado.
- Verificar a transmissão de força, o
acoplamento e o alinhamento.
- Alinhe o acionamento.
- Realinhar/nivelar o motor e a máquina
acionada.
- Fazer novo balanceamento.
- Inverta a ligação de 2 fases.





71

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
ANORMALIDADE POSSÍVEIS CAUSAS CORREÇÃO
- Enrolamento do estator esquenta
muito sob carga.
- Refrigeração insuficiente devido a
canais de ar sujos.
- Sobrecarga.
- Elevado número de partidas ou
momento de inércia muito alto.
- Tensão muito alta,
conseqüentemente, as perdas no ferro
são muito altas.
- Tensão muito baixa,
conseqüentemente a corrente é muito
alta.
- Interrupção em um cabo de
alimentação ou em uma fase do
enrolamento.
- Rotor arrasta contra o estator.
- A condição de operação não
corresponde aos dados na placa de
identificação.
- Desequilíbrio na alimentação (fusível
queimado, comando errado).
- Enrolamento sujos.
- Dutos de ar interrompidos.
- Filtro de ar sujo.
- Sentido de rotação não compatível
com o ventilador utilizado.
- Abrir e limpar os canais de passagens de
ar.
- Medir a corrente do estator, diminuir a
carga, analisar a aplicação do motor.
- Reduzir o número de partidas.
- Não ultrapassar a 110% da tensão
nominal, salvo especificação na placa de
identificação.
- Verificar a tensão de alimentação e a
queda de tensão no motor.
- Medir a corrente em todas as fases e
corrigir.
- Verificar entreferro, condições de
funcionamento (vibração...), condições
dos mancais.
- Manter a condição de operação
conforme placa de identificação, ou
reduzir a carga.
- Verificar se há desequilíbrio das tensões
ou funcionamento com duas fases e
corrigir.
- Limpe.
- Limpar o elemento filtrante.
- Analisar o ventilador em função do
sentido de rotação do motor.
- Operação ruidosa quando
desacoplado.
- Desbalanceamento.
- Interrupção em uma fase do
enrolamento do estator.
- Parafusos de fixação soltos.
- As condições de balanceamentos do
rotor pioram após a montagem do
acoplamento.
- Ressonância da fundação.
- Carcaça do motor distorcida.
- Eixo torto.
- Entreferro não uniforme.
- O ruído continua durante a
desaceleração após desligar a tensão.
- Fazer novo balanceamento.
- Medir a entrada de corrente de todos os
cabos de ligação.
- Reapertar e travar os parafusos.
- Balancear o acoplamento.
- Ajustar o fundamento.
- Verificar planicidade da base.
- O eixo pode estar empenado;
- Verificar o balanceamento do rotor e a
excentricidade.
- Verificar o empenamento do eixo ou o
desgaste dos rolamentos.
- Motor de anéis funcionando a uma
velocidade baixa com resistência
externa desligada.
- Condutores mal dimensionados entre
motor e reostato.
- Circuito aberto nos enrolamentos do
rotor (incluindo ligações com reostato.
- Sujeiras entre a escova e o anel
coletor.
- Escovas presas no alojamento.
- Pressão incorreta sobre as escovas.
- Anéis coletores com superfícies
ásperas ou anéis ovalizados.
- Densidade de corrente alta nas
escovas.
- Escovas mal assentadas.
- Redimensionar os condutores.
- Testar continuidade.
- Limpar os anéis coletores e o conjunto
isolante.
- Verificar mobilidade das escovas nos
alojamentos.
- Verificar a pressão sobre cada escova e
corrigir, se necessário.
- Limpar, lixar e polir ou usinar, quando
necessário.
- Adequar as escovas a condição de
carga.
- Assentar corretamente as escovas.
- Faiscamento.
- Escovas mal assentadas.
- Pressão baixa entre escovas e anéis.
- Sobrecarga.
- Anéis coletores em mau estado
(ovalizados, superfícies ásperas,
estrias...).
- Escovas presas nos alojamentos.
- Vibração excessiva.
- Baixa carga provocando danificação
aos anéis coletores.
- Corrigir o assentamento da escovas e
estabelecer a pressão normal.
- Adequar a carga às características do
motor ou dimensionar novo motor para
aplicação.
- Usinar os anéis coletores.
- Verificar a mobilidade das escovas os
alojamentos.
- Verificar origem da vibração e corrigir.
- Adequar as escovas a real condição de
carga e usinar os anéis coletores.
Tabela 6.2.





72

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
6 6. .3 3. . I IN NS ST TR RU UÇ ÇÕ ÕE ES S P PA AR RA A A A D DE ET TE ER RM MI IN NA AÇ ÇÃ ÃO O D DA A C CA AU US SA A E E E EL LI IM MI IN NA AÇ ÇÃ ÃO O D DE E C CO ON ND DI IÇ ÇÕ ÕE ES S
N NÃ ÃO O U US SU UA AI IS S E E D DE EF FE EI IT TO OS S N NO OS S R RO OL LA AM ME EN NT TO OS S

NOTA: As instruções a seguir relacionam características básicas de problemas em rolamentos. Em certos
casos é necessário uma análise do fabricante do rolamento para determinação da causa do defeito.


DEFEITO POSSÍVEIS CAUSAS DETERMINAÇÃO E ELIMINAÇÃO
- Motor ronca durante a operação. - Rolamentos danificados. - Substitua o rolamento.
- Ruídos moderados no rolamento,
pontos foscos, formação de ranhuras
nas pistas.
- Rolamento foi montado em posição
enviezada.
- Recuperar o assento no eixo e substituir
o rolamento.
- Alto ruído do rolamento e um
aquecimento maior do rolamento.
- Corrosão na gaiola, pequenos
cavacos na graxa, formação de falhas
nas pistas devido a deficiência de
graxa, eventualmente folga de
rolamento inadequada.
- Fazer limpeza e reengraxar segundo as
prescrições.
- Substituir o rolamento.
- Aquecimento dos rolamentos.
- Graxa em demasia.
- Excessivo esforço axial ou radial da
correia.
- Eixo torto/vibração excessiva.
- Falta de graxa.
- Graxa endurecida ocasionando o
travamento das esferas.
- Matéria estranha na graxa.
- Retirar o bujão de escapamento da
graxa e deixar o motor funcionando até
que se verifique a saída do excesso de
graxa.
- Diminuir o esforço da correia.
- Corrigir o eixo e verificar o
balanceamento do rotor. Verificar a
origem da vibração e corrigir.
- Adicionar graxa no rolamento.
- Substituir os rolamentos.
- Lavar os rolamentos e lubrificar.
- Manchas escuras num lado da pista
do rolamento posteriormente
ranhuras.
- Força axial muito grande.
- Examinar as relações de acionamento e
acoplamento.
- Linhas escuras nas pistas ou
ranhuras transversais bastante
juntas;
- No caso de rolamento de esferas,
marcas puntiformes.
- Circulação de corrente pelos mancais.
- Limpe e substitua o isolamento do
mancal. Coloque isolamento, se não
houver.
- Desviar a corrente evitando passá-la
pelo rolamento.
- Sulcos nas pistas, posteriormente
claros.
- Recalcamentos na divisão dos
elementos cilíndricos.
- Vibrações externas, principalmente
quando o motor esteve parado por
um longo período.
- Falta de manutenção durante a
armazenagem.
- De tempos em tempos girar o rotor do
motor parado para uma outra posição,
principalmente em se tratando de motor
sobressalente.
Tabela 6.3.


IMPORTANTE:
As máquinas referenciadas neste manual experimentam aperfeiçoamentos constantes,
por isso as informações deste manual estão sujeitas a modificações sem prévio aviso.















73

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
7. TERMO DE GARANTIA PRODUTOS ENGENHEIRADOS



A WEG Máquinas oferece garantia contra defeitos de fabricação ou de materiais, para seus produtos, por um
período de 12 (doze) meses, contados a partir da data de emissão da nota fiscal fatura da fábrica. No caso
de produtos adquiridos por revendas/distribuidor/ fabricantes, a garantia será de 12 (doze) meses a partir
da data de emissão da nota fiscal da revenda/ distribuidor/fabricante, limitado a 18 (dezoito) meses da data
de fabricação. A garantia independe da data de instalação do produto e os seguintes requisitos devem ser
satisfeitos:

- Transporte, manuseio e armazenamento adequados;
- Instalação correta e em condições ambientais especificadas e sem a presença de agentes agressivos;
- Operação dentro dos limites de suas capacidades;
- Realização periódica das devidas manutenções preventivas;
- Realização de reparos e/ou modificações somente por pessoas autorizadas por escrito pela WEG
Máquinas;
- O equipamento, na ocorrência de uma anomalia esteja disponível para o fornecedor por um período
mínimo necessário à identificação da causa da anomalia e seus devidos reparos;
- Aviso imediato, por parte do comprador, dos defeitos ocorridos e que os mesmos sejam posteriormente
comprovados pela WEG Máquinas como defeitos de fabricação.

A garantia não inclui serviços de desmontagem nas instalações do comprador, custos de transportes do
produto e despesas de locomoção, hospedagem e alimentação do pessoal da Assistência Técnica quando
solicitado pelo cliente. Os serviços em garantia serão prestados exclusivamente em oficinas de Assistência
Técnica autorizados WEG Máquinas ou na própria fábrica.

Excluem-se desta garantia os componentes cuja vida útil, em uso normal, seja menor que o período de
garantia.

O reparo e/ou substituição de peças ou produtos, a critério da WEG Máquinas durante o período de garantia,
não prorrogará o prazo de garantia original.

A presente garantia se limita ao produto fornecido não se responsabilizando a WEG por danos a pessoas, a
terceiros, a outros equipamentos ou instalações, lucros cessantes ou quaisquer outros danos emergentes ou
conseqüentes.










WEG EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS S.A. - MÁQUINAS
Av. Prefeito Waldemar Grubba, 3000 89256-900 Jaraguá do Sul/SC
Tel. (047) 372-4000 Fax (047) 372-4030
São Paulo: Tel.(011) 5053-2300 Fax (011) 5052-4202
www.weg.com.br




1012.04/0696





74

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
8. ASSISTENTES TÉCNICOS WEG MÁQUINAS

Atenção: Analisar o nível de credenciamento e em caso de dúvida, contatar a Assistência Técnica WEG
Máquinas, tel.: (47) 372-4328.
Brasil
BAHIA
BARREIRAS (47800-000)
ELÉTRICA RAPOSO LTDA
Rua Prof. José Seabra, 22
Tel.: (77) 611 1812
Fax: (77) 611 6149
Nível: 3.2
eletricaraposo@uol.com.br

SIMÕES FILHO (40310-100)
STAUMMAQ SERV. TEC. AUT. MOT. E
MAQS. LTDA
Via Urbana, 01-CIA-SUL-SIMOES
FILHO
Tel.: (71) 22036301
Fax: (71) 22036310
Nível: 1.1, 2.2 e 3.3
staummaq@terra.com.br

TEIXEIRA DE FREITAS (45995-000)
JOÃO SANDRO MARTINS
RODRIGUES
Av. Pres.Getúlio Vargas, 324-São José
Tel.: (73) 32926399
Fax: (73) 32925600
Nível: 1.2, 2.2, 3.2, 4 e 5.2
eletrweg@uol.com.br

CEARÁ
FORTALEZA (60325-330)
ISELÉTRICA LTDA
Av. José Bastos, 933, Otavio Bonfim
Tel.: (85) 3281 7177
Fax: (85) 3281 5681
Nível: 3.4
adm@iseletrica.com.br

MARACANAÚ (61900-000)
P.W.ELETROTÉCNICA COM.E
SERV.LTDA
Av.Dr.Mendel Steinbruch, 2807, Lojas
B/C
Tel.: (85) 3297 2434
Fax: (85) 3297 2434
Nível: 1.2, 2.2, 3.2, 4 e 5.2
pweletrotecnica@secrel.com.br

ESPÍRITO SANTO
ARACRUZ (29190-000)
ESTEL – MÁQS.E SERV.INDS. LTDA
Rua Luiz Musso, 240 - Centro
Tel.: (27) 3256 1711
Fax: (27) 3256 3138
Nível: 1.1, 2.2 e 3.4
estel@estel.com.br

SERRA (29160-440)
TEREME TEC.RECUP.MAQS.ELETR.
LTDA
Rua D, 100 – Bairro Novo Horizonte
Tel.: (27) 3228 2320
Fax: (27) 3338 1755
Nível: 1.2, 2.2, 3.2, 4 e 5.2
tereme@tereme.com.br

GOIÁS
ACREÚNA (75960-000)
AILDO BORGES CABRAL
Rua Amaury P. Caetano, nº 117-Centro
Tel./Fax: (64) 3645 1491
Nível: 3.3
acabral@dgmnet.com.br

GOIÂNIA (74435-190)
AJEL SERVICE LTDA
Rua 12, nº 206 - Bairro Aeroviário
Tel.: (62) 3295 3188
Fax: (62) 3295 1890
Nível: 1.1, 2.1 e 3.3
ajelservice@ajelservice.com.br

MARANHÃO
SÃO LUIS (65054-100)
ELÉTRICA VISÃO COM. E SERVS.
LTDA
Rua Projetada 2, Qd L, s/n -
Forquilha
Tel.: (98) 3245 4500
Fax: (98) 3244 1144
Nível: 3.4
eletricavisao@eletricavisao.com.br

MATO GROSSO
SINOP (78550-000)
ELETROTÉCNICA PAGLIARI LTDA
Rua Colonizador Enio Pepino, 1505
– Setor Industrial Sul
Tel.: (66) 3511 9400
Fax: (66) 3511 9404
Nível: 1.2 e 3.4
pagli@terra.com.br

MATO GROSSO DO SUL
CAMPO GRANDE (79006-600)
BERGO ELETRICIDADE COM. DE
SERVS. LTDA
R: Brigadeiro Tobias, 415
Tel./Fax: (67) 3331 3362
Nível: 3.4
bergoms@gmail.com

DOURADOS (79841-000)
ÁVILA DA CRUZ & CIA. LTDA-ME
Av. Marcelino Pires, 7120
Tel.: (67) 3424 4132
Fax: (67) 3424 2468
Nível: 3.4
uriasweg@terra.com.br

MINAS GERAIS
ARCOS (35588-000)
ELETROMECANICA GOMIDE LTDA
Rua Jacinto da Veiga, 147 - Centro
Tel.: (37) 3351 1709
Fax: (37) 3351 2507
Nível: 1.1, 2.2 e 3.3
gomide@twister.com.br

BELO HORIZONTE (31250-710)
LEOPOLDO E SILVA LTDA
R: Caldas da Rainha, 1340 – Bairro
São Francisco
Tel.: (31) 3491 1096
Fax: (31) 3492 8944
Nível: 1.1, 2.3 e 3.1
comercial@leopoldoesilva.com.br

SARZEDO (30660-220)
DATA ENGENHARIA LTDA
R: São Judas Tadeu, 280
Tel.: (31) 3577 0404
Fax: (31) 3577 6877
Nível: 1.4, 2.5 e 3.5
data@dataengenharia.com.br

SARZEDO (32450-000)
MPC COM. SERV. ELETR. LTDA
R: São Judas Tadeu, 144
Tel.: (31) 3577 7766
Fax: (31) 3577 7002
Nível: 1.2, 2.3 e 3.3
mpcservice@mpcservice.com.br
PARÁ
BELÉM (66113-010)
ELETROTÉCNICA WILSON LTDA
Travessa Djalma Dutra, 682
Tel./Fax: (91) 3244 5191
Nível: 2.1 e 3.4
eletrotecnicawilsonltda@bol.com.br

PARAÍBA
JOÃO PESSOA (58011-200)
G.M.S. SERVS. E COM. LTDA
R: Índio Piragibe, 418 - Varadouro
Tel./ Fax: (83) 3241 2620
Nível: 3.1
gmsmotores@veloxmail.com.br

PARANÁ
CURITIBA (81610-020)
C.O.MUELLER COM.MOT.BOMBAS
R: Anne Frank, 1134
Tel.: (41) 3276 9041
Fax: (41) 3276 0269
Nível:1.1 e 3.3
at.weg@comueller.com.br

FRANCISCO BELTRÃO
(85601-190)
FLESSAK ELETRO IND. LTDA
Av. Duque de Caxias, 282 - Alvorada
Tel./Fax: (46) 3520 1060
Nível: 1.4, 2.4 e 3.5
flessak@flessak.com.br

PONTA GROSSA (84001-970)
SS MOTORES ELETRICOS LTDA
Av. Ernesto Vilela, 537-Fundos
Tel.: (42) 3222 2166
Fax: (42) 3222 2374
Nível: 1.1, 2.2 e 3.3
eletrocometa@uol.com.br

PERNAMBUCO
JABOATÃO DOS GUARAR.
(54345-160)
ENERGY SERVICE LTDA
Rod. Br 101 Km 82,1 - Prazeres
Tel.: (81) 3476 1633
Fax: (81) 3476 1616
Nível: 1.4, 2.5 e 3.5
energy@energyservice.com.br

RECIFE (50090-000)
J. M. COM. E SERVIÇOS LTDA
R: Imperial, 1859 - São José
Tel.: (81) 3428 1288
Fax: (81) 3428 1669
Nível: 1.2, 2.3 e 3.4
jmservice@jmservice.com.br

PIAUÍ
TERESINA (64000-370)
ITAMAR FERNANDES
R: Coelho de Resende, 480 - Sul
Tel.: (86) 3222 2250
Fax: (86) 3221 2392
Nível: 1.1, 2.1 e 3.2
ifconsertos@ig.com.br
RIO DE JANEIRO
CAMPOS GOYTACAZES (28035-
100)
ELETRO SOSSAI LTDA
Av. 15 de Novembro, 473/477
Tel.: (22) 2732 4008
Fax: (22) 2732 2577
Nível: 1.3, 2.4 e 3.3
eletrosossai1@terra.com.br





75

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
MACAÉ (27910-230)
ELETRO SOSSAI DE MACAÉ LTDA
R: Aluisio da Silva Gomes, 123
Tel.: (22) 2762 4124
Fax: (22) 2762 7220
Nível: 1.1, 2.2 e 3.3
eletrosossai@terra.com.br

RIO DE JANEIRO (20911-290)
ELÉTRICA TEMPERMAR LTDA
Av. Dom Helder Câmara, 186 - Benfica
Tel.: (21) 3890 4949
Fax: (21) 3890 1500
Nível: 1.3, 2.4 e 3.4
tempermar@tempermar.com.br

SÃO JOÃO DE MERITI (25555-440)
ELETRO JULIFER LTDA
R: Senador Nereu Ramos, Lt.06 Qd.13
Tel.: (21) 2751 6846
Fax: (21) 2751 6996
Nível: 1.2, 2.3 e 3.3
julifer@julifer.com.br

RIO GRANDE DO NORTE
NATAL (59040-340)
ELÉTRO MEC.IND.E COM.LTDA
R: Dr.Luiz Dutra, 353 - Alecrim
Tel.: (84) 3213 1252
Fax: (84) 3213 3785
Nível: 1.1, 2.1 e 3.3
cemweg@bol.com.br

RIO GRANDE DO SUL
PELOTAS (96020-380)
CEM CONSTR. ELÉTR E MEC. LTDA
R: Santos Dumont, 409
Tel./Fax: (53) 3225 8699
Nível: 1.1 e 3.3
cemweg@bol.com.br

PORTO ALEGRE (90200-001)
JARZYNSKI & CIA LTDA
Av. dos Estados, 2215 - Anchieta
Tel.: (51) 3371 2133
Fax: (51) 3371 1449
Nível: 1.1 e 3.3
jarzynski@jarzynski.com.br

RIO GRANDE (96200-400)
CRIZEL ELETROMECÂNICA LTDA
R: General Osório, 521 - Centro
Tel.: (53) 3231 4044
Fax: (53) 3231 4033
Nível: 1.1 e 3.3
crizel@mikrus.com.br

SÃO LEOLPOLDO (93010-260)
M.V.M. REBOBINAGEM DE MOTORES
LTDA
R: São Pedro, 365
Tel.: (51) 3592 8213
Fax: (51) 3589 7776
Nível: 1.1, 2.2 e 3.4
mvmcom@mvmcom.com.br

SANTA CATARINA
ITAJAÍ (88303-040)
ELETRO MAFRA COM. REPRES. MOT.
LTDA
R: Almirante Barroso, 257
Tel./Fax: (47) 3348 2915
Nível: 1.1 e 3.3
eletromafra@brturbo.com.br

LUZERNA (89609-000)
AUTOMATIC IND.COM.EQUIP.ELET.
LTDA
R: Rui Barbosa, 564
Tel./Fax: (49) 3523 1033
Nível: 1.1 e 3.4
automatic@automatic.com.br


SIDERÓPOLIS (88860-000)
INO INOCÊNCIO LTDA
R: Família Inocêncio, 57 - Centro
Tel.: (48) 3435 3088
Fax: (48) 3435 3160
Nível: 1.2 e 2.4
ino@ino.com.br

SÃO PAULO
ADAMANTINA (17800-000)
OLIVEIRA & GOMES ADAMANTINA
LTDA
Av. Francisco Bellusci, 707
Tel./Fax: (18) 3521 4712
Nível: 1.2 e 3.3
eo.adt@terra.com.br

ARUJÁ (07400-000)
PRESTOTEC TECN. EM MANUT.
INDUST. LTDA
R: Bahia, 414 Cx. Postal 80
Tel.: (11) 4655 2899
Fax: (11) 4652 1024
Nível: 1.4, 2.3, 3.4
prestotec@uol.com.br

CAPIVARI (13360-000)
ELETRO TÉCNICA MS LTDA
Al. Faustina F. Annicchino, 960
Tel.: (19) 3491 5599
Fax: (19) 3491 5613
Nível: 1.2, 2.2 e 3.3
eletrotecnicams@uol.com.br

CATANDUVA (15805-160)
MACIAS ELÉTROTÉCNICA LTDA
R: Rosa Cruz, 130 – Jd. Caparroz
Tel./Fax: (17) 3522 8421
Nível : 1.1
maciaseletro@uol.com.br

JABOTICABAL (14870-010)
ELÉTRICA RE-VOLTIS LTDA
Av. Carlos Berchieri, 200 - Centro
Tel./ Fax: (16) 3202 3711
Nível: 1.2, 2.2, 3.2, 4 e 5.2
revoltisfilial@netsite.com.br

JANDIRA (06618-010)
THEMA IND. COM. ASSES. E
MANUT. ELÉTRICA LTDA
R: Manoel Alves Garcia, 130 - Vl.
Márcia
Tel./ Fax: (11) 4789 2999
Nível:
thema@thema-motores.com.br

JUNDIAÍ (13211-410)
REVIMAQ ASSIST. TEC. DE MÁQ.
E COM. LTDA
Av. Com. Gumercindo Barranqueiros,
20
Tel.: (11) 4582 8080
Fax: (11) 4815 1128
Nível: 1.1, 2.1 e 3.3
revimaq@revimaq.com.br

LIMEIRA (13480-743)
GOMES PRODUTOS ELET. LTDA
R: Pedro Antonio de Barros, 314
Tel.: (19) 3451 0909
Fax: (19) 3442 7403
Nível: 1.1, 2.2 e 3.3
gomes@gomes.com.br

MATÃO (15990-000)
WALDEMAR PRIMO PIN.& CIA.
LTDA
R: Narciso Baldan, 135 - Centenário
Tel.: (16) 3382 1142
Fax: (16) 3382 2450
Nível: 1.2, 2.4 e 3.4
wpp@process.com.br


MOGI GUAÇU (13844-282)
ELETROSILVA ENROL.MOTOR.
LTDA
Av. Ulisses Leme, 1426
Tel.: (19) 3861 0972
Fax: (19) 3861 2931
Nível: 1.2, 2.2, 3.2, 4 e 5.2
eletrosilva@eletrosilva.com.br

PIRACICABA (13400-770)
ENROLAMENTOS DE MOTORES
PIRACICABA LTDA
R: do Vergueiro, 183 - Centro
Tel.: (19) 3417 8080
Fax: (19) 3417 8081
Nível: 1.2, 2.2 e 3.3
emp@emp.com.br

SANTO ANDRÉ (09111-410)
MANUTRONIK
COM.SERV.MOT.ELETR. LTDA
Av. São Paulo, 330-Parque
Marajoara
Tel.: (11) 6875 6280
Fax: (11) 6875 6290
Nível: 1.2, 2. 2 e 3.3
vendas@manutronik.com.br

SANTOS (11013-152)
ELETROTÉCNICA L.S. LTDA
Rua Armadro Bueno, 438-Paqueta
Tel.: (13) 3222 4344
Fax: (13) 3235 8091
Nível: 1.2, 2.2, 3.2, 4 e 5.2
is@eletrotecnicals.com.br

S. BERNARDO CAMPO
(09832-270)
ERG - ELETROMOTORES LTDA
R: Luiza Viezzer Finco, 175
Tel.: (11) 4354 9259
Fax: (11) 4354 9886
Nível: 2.1
erg@erg.com.br

S. BERNARDO CAMPO
(09844-150)
HRISTOV ELETROMEC. LTDA
Estrada Marco Pólo, 601/611
Tel.: (11) 4347 0399
Fax: (11) 4347 0251
Nível: 1.1 e 2.2
hristoveletromec@uol.com.br

S. BERNARDO CAMPO
(09735-520)
YOSHIKAWA COM. MANUT.
MÁQS. EQUIPS. LTDA
R: Assahi, 28 - Rudge Ramos
Tel.: (11) 4368 4955
Fax: (11) 4368 0697
Nível: 1.1, 2.2 e 3.2
yoshikawa@yoshikawa.com.br

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
(12245-031)
J. R. FERNANDES MOT. E MAQS.
ELÉTRICAS LTDA
Rua Miguel Couto, 32 - Jd. São
Dimas
Tel./Fax: (12) 3922 4501
Nível: 1.1
jrmotores@hotmail.com.br

SÃO PAULO (03055-000)
ELETRO BUSCARIOLI LTDA
R: São Leopoldo, 225/301
Tel.: (11) 6618 3611
Fax: (11) 6693 3824
Nível: 1.3, 2.3 e 3.4
buscarioli@buscarioli.com.br

SÃO PAULO (04366-000)
ESA-ELETROT. SANTO AMARO
LTDA





76

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
Av. Cupece, 1678 - JD Prudência
Tel.: (11) 5562 8866
Fax: (11) 5562 6562
Nível: 1.2, 2.4 e 3.3
esa@esa.com.br

SÃO PAULO (02111-031)
YAMADA–ASSIST.TEC.MOT.LTDA
R: Itauna, 1111 – Vila Maria
Tel.: (11) 6955 6849
Fax: (11) 6955 6709
Nível: 1.1
eletrotec.yamada@uol.com.br

SUZANO (08674-080)
ELETRO MOTORES SUZANO LTDA
R: Barão de Jaceguai, 467
Tel./Fax: (11) 4748 3770
Nível: 1.1
emsmotores@emsmotores.com.br

OUTROS PAÍSES
ARÁBIA SAUDITA
DAMMAM
ISCOSA – INDUSTRIES &
MAINTENCE, LTD
P.O BOX 1032, 31431
Tel.: 966 (03) 842 8380
Fax: 966 (03) 843 4333
john.pead@siemens.com

ARGENTINA
CASEROS – BUENOS AIRES
ELECTROMECANICA ANTONIO
CATTOZZO e HIJOS S.A.I.C
Av. Mitre, 3628
Tel.: (01) 750 2873/6987
Fax: (01) 734 2121/6885
Nível: 1.2 e 3.3
info@cattozzo.com.ar

GODOY CRUZ - MENDOZA
ELECTROMECANICA SASSO S.A
R: Rodriguez Peña y Acceso Sur
Tel./Fax: (054) 261 405 5100
Nível: 1.3, 2.4 e 3.4
servicio@elesasso.com

MÓRON – BUENOS AIRES
REDINTER S.A
Monteagudo, 871, 1708
Tel.: (054) 11 4629 4142
Fax: (01) 11 4627 2611
Nível: 1.3, 2.4 e 3.4
redinter@redinter.com.ar

CHILE
ANTOFAGASTA
P&M MINE PRO
Av. Pedro Aguirre Cerda, 6551
Tel.: (56) 55 350 200
Fax: (56) 55 350 228
Nível: 1.4
caaraya@phmining

ANTOFAGASTA
SALAR ELECT. ELECTM. INDUST.
Av. Argentina, 4274
Tel.: (56) 55 260 262
Fax: (56) 55 265 934
Nível: 1.4, 2.5 e 3.4
elsalar@ctcinternet.cl

CHUQUICAMATA
CODELCO CHUQUICAMATA
Bairro: Tocopilla, s/n
Tel.: (56) 55 352 185
Fax: (56) 55 325 167
Nível: 1.4, 2.5 e 3.5
mpavlov@codelco.cl

SANTIAGO
FERROMAN S.A
Av. José Miguel Carrera, 13104
Tel.: (56) 252 80851
Fax: (56) 252 84032
Nível: 1.4, 2.5 e 3.5
ferroman-jsn@entelchile /
jsepulveda@ferroman.cl

SANTIAGO
JORGE E. PINTO CARRASCO
(TCHEM)
R. José Joaquim Perez, 4385
Tel.: (56) 2 773 3815
Fax: (56) 2 775 1868
Nível: 1.4, 2.5 e 3.4

CHINA
SHANGHAI
SHANGHAI DON GHAO ELEC.
MACHINERY CO. LTDA
399 Jin Wan Road, Jin Qiao Export
Processing Zone, Pudong, Shang
Hai, China. Zip: 201206
Tel.: 86 21 5834 0165
Fax: 86 21 5834 2775
Nível: 1.4, 2.4 e 3.4
dhdjyzm@126.com / dhdjyx@sh163.net

COLOMBIA
BARRANQUILLA
CENTRAL DE BOBINADOS S.A
Carrera 13 Nº 30 - 44
Tel.: (5) 363 6634
Fax: (5) 362 7041
cebosanorte@yahoo.es

BUCARAMANGA
CENTRAL DE BOBINADOS S.A
Calle 17 Nº 17 – 18
Tel.: (7) 671 2643 – 671 9394
Fax: (7) 671 3781
cebosa@epm.net.co

SANTAFE DE BOGOTÁ
L.K.S DEL CARIBE LTDA
Carrera, 24 nº 23-89
Tel.: (57) 1 596 7493
Fax: (57) 1 268 1957
Nível: 1.4, 2.5 e 3.5

CUBA
HABANA
WALDO DIAS FUENTES
Calle Jon de La Concha, 25
Tel.: (537) 863 8371
Fax: (537) 863 8285
Nível: 1.3, 2.5 e 3.5

ESTADOS UNIDOS
CEDAR RAPIDS, IOWA
HUPP ELECTRIC
275 33rd Avenue Southwest
Tel.: 1 319 366 0761
Fax: 1 319 366 4597
chuck_rutledge@hupp-electric.com

LONGVIEW, TEXAS
FLANDERS ELECTRIC INC.
901 Harrison Road
Tel.: (903) 759 9439
Fax: (903) 297 9439
mflorczykowski@flanderselectric.com

ÍNDIA
BANGALORE
RAJAMANE & HEGDE SERVICES
(P) LTD
Whitefield Road Mahadevapura Post
Bangalore, 5600 48
Tel.: 91 80 8524252 / 91 80 8524409
Fax: 91 80 8524950
Nível: 2.3, 1.3 e 3.5
rewinding@vsnl.net


DIST. PUNE
IEC MOTOR SERVICES PVT. LTD
Shed Nº 1094, Seurvey Nº 32/1/2/3,
Tathwade, Tal. Mulshi, 411033
Tel.: 91 20 5886651/ 91 20 5880689
Fax: 91 20 5889206
Nível: 1.3, 2.3 e 3.4
concepteng@vsnl.net

NAGAR (MAHALI)
HSB ELECTRO HI-TECH PVT LTD
C 142, Industrial Área, Phase VIII
SAS, 160 057
Tel.: 91 11 256624 / 91 11 390790
Fax: 91 11 390796 / 91 11 390438
Nível: 1.3, 2.3 e 3.4
hsbmohali@indiatimes.com

PARAGUAI
SAN LORENZON
RECORD SERVICE
R. Mcal. Estigarribiá km 10,5
Tel.: (59) 521 511 991
Fax: (59) 521 585 096
Nível: 1.3, 2.4 e 3.4

TAILÂNDIA
SAMUTSAKOM
U-SERVICES CO. LTD
1/116 Moo 6 Industrial Park, Thasai,
Muang, 74000
Tel.: 66 34 490 584 5
Fax: 66 34 490 586
Nível: 1.3, 2.3 e 3.4
amphans@ubtet-thailand.com

PATHUMTHANI
AMC SERVICE – ASIA MOTOR
SERVICE CENTER CO. LTD
13/2 Moo 6 Sanphigthai, Amphur
Muang, 12000
Tel.: 975 0223 30
Fax: 975 0231 32
Nível: 1.3, 2.3 e 3.4

VENEZUELA
CIUDAD OJEDA
RIMES ELECTRO MEC. C.A
Av. Intercomunal
Tel.: (58) 65 411 763
Fax: (58) 65 413 261
Nível: 1.4, 2.5 e 3.5





























1020.25/1206
1. MOTORES DE INDUÇÃO
1.1. Até Carcaça 355 – Baixa Tensão
– Gaiola
1.2. Até Carcaça 355 – Baixa Tensão
– Gaiola e Anéis
1.3. Até Carcaça 500 – Baixa e Alta
Tensão (até 6,6 KV) – Gaiola e
Anéis
1.4. Até Carcaça 500 e acima – Baixa
e Alta Tensão (até 6,6 KV) -
Gaiola e Anéis

2. MOTORES DE CORRENTE
CONTÍNUA
2.1. Até Carcaça 132
2.2. Ate Carcaça 180
2.3. Até Carcaça 280
2.4. Até Carcaça 355
2.5. Até Carcaça 355 e acima

3. GERADORES SÍNCRONOS
3.1. Até Carcaça 160 (Auto Regulado)
3.2. Até Carcaça 225 (Baixa Tensão)
3.3. Até Carcaça 250 (Baixa Tensão)
3.4. Até Carcaça 400 (Baixa Tensão)
3.5. Até Carcaça 400 e acima – Baixa
e Alta Tensão (6,.6 KV)

4. TACOGERADORES

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS

PREFÁCIO

O motor elétrico é o equipamento mais utilizado pelo homem na sua caminhada em busca do progresso, pois, praticamente todas as máquinas e muitos inventos conhecidos dependem dele.

Como desempenha um papel de relevante importância para o conforto e bem-estar da humanidade, o motor elétrico precisa ser identificado e tratado como uma máquina motriz, cujas características envolvem determinados cuidados, dentre os quais os de instalação e manutenção. Isso significa dizer, que o motor elétrico deve receber tratamento adequado.

Sua instalação e manutenção exigem cuidados específicos, para garantir o perfeito funcionamento e vida mais longa à máquina motriz.

O manual de instalação e manutenção de MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS DE BAIXA E ALTA TENSÃO tem como objetivo ajudar os profissionais do ramo, facilitando-lhes a tarefa de conservar o mais importante de todos os equipamentos:

O motor elétrico!

WEG EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS S.A. - MÁQUINAS.

---- IMPORTANTE ---LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES DESTE MANUAL PARA PERMITIR A OPERAÇÃO SEGURA E CONTÍNUA DO EQUIPAMENTO.

9300.0008 P/7 Novembro 2006

2

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS

ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO...........................................................................................................................................................................6 2. INSTRUÇÕES GERAIS..............................................................................................................................................................7 2.1. INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA ....................................................................................................................................... 7 2.2. RECEBIMENTO.............................................................................................................................................................. 7 2.3. ARMAZENAGEM ............................................................................................................................................................ 7
2.3.1. ARMAZENAGEM INTERNA.................................................................................................................................. 7 2.3.2. ARMAZENAGEM EXTERNA.................................................................................................................................. 7 2.3.3. ARMAZENAGEM DE MOTORES VERTICAIS............................................................................................................ 8 2.3.4. DEMAIS CUIDADOS DURANTE A ARMAZENAGEM.................................................................................................. 8 2.3.5. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO.......................................................................................................................... 8 2.3.6. ÍNDICE DE POLARIZAÇÃO ................................................................................................................................. 9

2.4. ARMAZENAGEM PROLONGADA .................................................................................................................................... 10
2.4.1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................ 10 2.4.2. GENERALIDADES............................................................................................................................................ 10 2.4.3. LOCAL DE ARMAZENAGEM............................................................................................................................... 10

2.4.3.1. ARMAZENAGEM INTERNA .............................................................................................................. 10 2.4.3.2. ARMAZENAGEM EXTERNA .............................................................................................................. 11
2.4.5. PEÇAS SEPARADAS......................................................................................................................................... 11 2.4.6. RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO ..................................................................................................................... 11 2.4.7. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO........................................................................................................................ 11 2.4.8. SUPERFÍCIES USINADAS EXPOSTAS.................................................................................................................. 11 2.4.9. MANCAIS ...................................................................................................................................................... 12

2.4.9.1. MANCAL DE ROLAMENTO LUBRIFICADO À GRAXA .......................................................................... 12 2.4.9.2. MANCAL DE ROLAMENTO LUBRIFICADO A ÓLEO ............................................................................ 12 2.4.9.3. MANCAL DE DESLIZAMENTO (BUCHA)............................................................................................ 12
2.4.10. ESCOVAS..................................................................................................................................................... 12 2.4.11. CAIXA DE LIGAÇÃO:...................................................................................................................................... 13 2.4.12. PREPARAÇÃO PARA ENTRADA EM OPERAÇÃO APÓS LONGO PERÍODO DE ARMAZENAGEM..................................... 13

2.4.12.1. LIMPEZA ..................................................................................................................................... 13 2.4.12.2. LUBRIFICAÇÃO DOS MANCAIS ..................................................................................................... 13 2.4.12.3. VERIFICAÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO......................................................................... 13 2.4.12.4. OUTROS...................................................................................................................................... 13
2.4.13. PLANO DE MANUTENÇÃO DURANTE A ARMAZENAGEM...................................................................................... 14

2.5. MANUSEIO ................................................................................................................................................................. 15
2.5.1. MANUSEIO DE MOTORES - LINHA H ................................................................................................................. 15 2.5.2. MANUSEIO DE MOTORES - LINHA M................................................................................................................. 15 2.5.3. MANUSEIO DE MOTORES VERTICAIS................................................................................................................ 16 2.5.4. POSICIONAMENTO DE MOTORES VERTICAIS..................................................................................................... 16

3. INSTALAÇÃO..........................................................................................................................................................................17 3.1. ASPECTOS MECÂNICOS............................................................................................................................................... 17
3.1.1. MONTAGEM................................................................................................................................................... 17 3.1.2. FUNDAÇÕES .................................................................................................................................................. 17

3.1.2.1. TIPOS DE BASES........................................................................................................................... 18
3.1.3. ALINHAMENTO/NIVELAMENTO......................................................................................................................... 20 3.1.4. ACOPLAMENTOS ............................................................................................................................................ 21

3.1.4.1. ACOPLAMENTO DE MOTORES EQUIPADOS COM MANCAIS DE BUCHA - FOLGA AXIAL ...................... 22 3.2. ASPECTOS ELÉTRICOS................................................................................................................................................ 23
3.2.1. SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO............................................................................................................................. 23 3.2.2. LIGAÇÃO....................................................................................................................................................... 23 3.2.3. ESQUEMAS DE LIGAÇÕES GERAIS .................................................................................................................... 24 3.2.4. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ESTATORES E ROTORES...................................................................................... 25

3.2.4.1. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ESTATORES E ROTORES (norma IEC 60034-8) ................................. 25 3.2.4.2. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ESTATORES E ROTORES (norma NEMA MG1) ................................... 26
3.2.5. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ACESSÓRIOS...................................................................................................... 27 3.2.6. PARTIDA DE MOTORES ELÉTRICOS .................................................................................................................. 29

3.2.6.1. PARTIDA – MOTOR DE GAIOLA ...................................................................................................... 29 3.2.6.2. FREQÜÊNCIA DE PARTIDAS DIRETAS............................................................................................. 29 3.2.6.3. CORRENTE DE ROTOR BLOQUEADO (Ip/In).................................................................................... 29 3.2.6.4. PARTIDAS DE MOTORES TRIFÁSICOS, COM ROTOR DE ANÉIS, COM REOSTATO.............................. 29
3.2.7. PROTEÇÃO DOS MOTORES.............................................................................................................................. 30

3.2.7.1. LIMITES DE TEMPERATURA PARA OS ENROLAMENTOS................................................................... 30 3.2.7.2. RESISTÊNCIAS DE AQUECIMENTO ................................................................................................. 32 3.2.7.3. LIMITES DE VIBRAÇÃO.................................................................................................................. 32 3.2.7.4. LIMITES DE VIBRAÇÃO DO EIXO.................................................................................................... 32

3

.... MANUTENÇÃO DO MANCAL.............................................. MONTAGEM........................................4.................4.................................3......................... 43 4............. 61 4........................ 45 4......................................................................4........ PROPRIEDADES ACÚSTICAS........................... CUIDADOS ADICIONAIS RECOMENDADOS PARA MOTORES APLICADOS EM ÁREAS DE RISCO ...........4............5....................... LIMPEZA COMPLETA .... 42 4................................2.......2..2..............2............................1.........................6.................................................................3.........................4.................7........................5................................................. DESMONTAGEM ...............................5................................... LINHA A............................................ CUIDADOS GERAIS COM MOTORES ELÉTRICOS APLICADOS EM ÁREAS DE RISCO . MANCAIS DE ROLAMENTO A GRAXA – MOTORES VERTICAIS ............ 46 4.......................... 36 4...... DESMONTAGEM / MONTAGEM ....................................MANCAL DIANTEIRO ....................... 34 3........2......................... 61 4.........................3.......... REFRIGERAÇÃO COM CIRCULAÇÃO DE ÁGUA......................... TIPO E QUANTIDADE DE GRAXA .........4........ MANCAIS DE DESLIZAMENTO ................................ 41 4......5................................................................. 51 4......2....1...... 62 4..........................4......2........ 60 4........ 34 3............................... MANCAIS DE ROLAMENTO LUBRIFICADOS A GRAXA ................................................... OPERAÇÃO.......................... 37 4.................................................1................................... 42 4............2.....................................................1..................................................... INTERVALOS DE LUBRIFICAÇÃO .................. CONJUNTO DO PINO DE RETORNO......2................................................................................................................................... 50 4........ SECAGEM DOS ENROLAMENTOS....................................................... INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO ................................ 58 4...1.......................................... 51 4.............. RETIRADA DO ROTOR:............................4. 44 4.................... ENTRADA EM SERVIÇO ..................................7...................................2.............................4...6.....3...1................................................... 63 4...36 4.........................3..........................4. 37 4.......................................4........8.............1.......................................................................................................................1.......... 50 4.2..........4..............5........................................................................................3....6..................6..........................................................3..........2..............................................2..................... DESMONTAGEM / MONTAGEM ....................................................1....................................2...................................................... MANCAIS DE ROLAMENTO LUBRIFICADOS A ÓLEO.......1....... 50 4..... 42 4.....................5.........................1...................... PARTIDA INICIAL................................ CONTROLE DO ENTREFERRO (MOTORES ABERTOS DE GRANDE POTÊNCIA) ...............2............2.......................8..........6.......................... 51 4......................................2... FUNCIONAMENTO .......................................... 33 3........................................1........................2........4........................ TORQUE DE APERTO DOS PARAFUSOS.................6................................................................3...........................2.....3. LINHA F................................ 41 4........... 55 4............................ 35 3......................................................3...2.....3...................... LUBRIFICAÇÃO............2........................................................................................................................................................................4..........6.................MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 3...................... 49 4............1.................................................2..................................................................................1............................................................................... QUALIDADE E QUANTIDADE DE GRAXA..........4................... 48 4................6......... 40 4............. 60 4...... 35 4......8...........................................................5...................................................................................................................... 53 4........................... PROCEDIMENTO PARA A PARTIDA DO MOTOR...............................2................................................................... EXAME PRELIMINAR ................................................................................................ MONTAGEM E DESMONTAGEM DO MOTOR.............................................8............................2...2................................ 48 4................................................................... CONJUNTO DE LEVANTAMENTO DO PORTA ESCOVAS.....1.... LIMPEZA ......... PORTA-ESCOVAS E ESCOVAS (PARA MOTORES COM ROTOR BOBINADO).5.....3....... ANÉIS COLETORES (PARA MOTORES COM ROTOR BOBINADO).................4..........8.........................3............................................. 37 4................2..................... SUBSTITUIÇÃO DE ROLAMENTOS ............................... MONTAGEM DO MANCAL ...........................................................1........ LUBRIFICAÇÃO.....................2............................................. INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO .............. DISPOSITIVO DE ATERRAMENTO DO EIXO..........1....................2.............3.....................................4.............3..........................7................................................................... 47 4..................................................1......................................... 45 4................................................................................. 40 4.. OPERAÇÃO DOS MANCAIS .................2.............................. VEDAÇÕES............................. 49 4.....2..................................................................................4.... 51 4........... DESMONTAGEM DO MANCAL (TIPO "EF")............................................ 62 4.....3........................................... 61 4.................................................................. LINHA MASTER .............................................2.......... AJUSTE DO SISTEMA DE LEVANTAMENTO DAS ESCOVAS ........... INSTRUÇÕES GERAIS ...... 41 4............... 61 4...............................................5.......1.................. DESLIGAMENTO.... 34 3........ 53 4...2...................1...........4....6...............1................................2.................................................... LINHA H............................................................ 55 4................................................. PORTA ESCOVAS LEVANTÁVEL..2.......................................... 57 4...... INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO .......................... 36 4......3..........................4.................. 64 4 .......................2....... 57 4...............2................................................ 61 4...... MOTORES APLICADOS EM ÁREAS DE RISCO ATMOSFERAS EXPLOSIVAS......1............. CONJUNTO DE MOVIMENTO DA BUCHA DE CURTO CIRCUITO........6............8........................ AJUSTE DAS PROTEÇÕES (PT100).. ETAPAS DE RELUBRIFICAÇÃO DOS ROLAMENTOS.............8.................................................... COMPATIBILIDADE............................................ 33 3.......4............8.6....... CONJUNTO DE ACIONAMENTO DO PORTA ESCOVAS. 40 4.......................................................6.................. PROCEDIMENTO APÓS A PARTIDA DO MOTOR................................... CONJUNTO DO PORTA ESCOVA......................................... 45 4...................................MANCAL TRASEIRO ...............2.................. CARACTERÍSTICAS.......................................1.......................................................................................4...2...............3................... MANUTENÇÃO........ LIMPEZA PARCIAL ................1............... 59 4............... DISPOSITIVO DE MOLA PARA RETIRADA DA GRAXA .................. 42 4.................................... 45 4.......................................................2..... AJUSTE DAS PROTEÇÕES..................................................................6......................................4.........................................5...........3. 33 3.................................................. 34 3............ ESQUEMA DE LIGAÇÃO............................. 62 4...............6....................2..................2...................8....................4.......................... 52 4.........................................................2............2...........................................................2........6................. 36 4........................1...................................................................

.................................. 69 6..........................................1..1........................................................................................ ANORMALIDADES EM SERVIÇO.......................................................................................................................6......................................................................... 70 6................................................................ 66 5................................. DANOS AOS MANCAIS............... FRATURA DO EIXO. CURTO ENTRE ESPIRAS .....................................1...4.. ENCOMENDA ..73 8..... DANOS CAUSADOS AO ENROLAMENTO ................. PEÇAS SOBRESSALENTES ...... ASSISTENTES TÉCNICOS WEG MÁQUINAS........1..................... 72 7.......................................7....................................... 68 6.....2......... 67 6..........................................2... TERMO DE GARANTIA PRODUTOS ENGENHEIRADOS............... 68 6...........MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4.......... CURTOS ENTRE ESPIRAS EM MOTORES COM ANÉIS ....................................... 67 6..................2......................................... 68 6.................................................. DANOS EM ROTORES COM ANÉIS................ DANOS CAUSADOS AO ROTOR (gaiola) ........................................................................................................................3. DANOS COMUNS A MOTORES DE INDUÇÃO..................... PLANO DE MANUTENÇÃO.....................................................66 5..........................................................................................................74 5 ......................................1....................................................... DANOS DECORRENTES DE PEÇAS DE TRANSMISSÃO MAL AJUSTADAS OU DE ALINHAMENTO DEFICIENTE DOS MOTORES ..3.................................. 66 6..............................................................9.........................................................1........... MANUTENÇÃO DO ESTOQUE.....................................................................................................................1..............1........................................................................................................ 67 6........5............................................................................................................. 69 6..................67 6...............................................................................................................................1........................................................................................1...... 68 6...... INSTRUÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DA CAUSA E ELIMINAÇÃO DE CONDIÇÕES NÃO USUAIS E DEFEITOS NOS ROLAMENTOS ........................ INSTRUÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DA CAUSA E ELIMINAÇÃO DAS CONDIÇÕES ANORMAIS NO MOTOR ......8.... RECOMENDAÇÕES GERAIS............................................................................................................................................. 64 4..............................................1.............................................................................. 65 5......................................10...

antes da instalação e operação do motor e. solicitamos contatar a WEG.. Todos os procedimentos e normas constantes neste manual deverão ser seguidos para garantir o bom funcionamento do equipamento e segurança do pessoal envolvido na operação do mesmo. Motores com especialidades podem ser fornecidos com documentos específicos (desenhos. operação ou manutenção do motor. esquema de ligação.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 1.). INTRODUÇÃO IMPORTANTE: Este manual visa atender todos os motores trifásicos de indução com rotor de gaiola e anéis da WEG Máquinas. portanto. curvas características. caso seja necessário algum esclarecimento adicional. Para os motores com grandes especialidades construtivas. antes de proceder a instalação. favor contatar a WEG. A observância destes procedimentos é igualmente importante para que o termo de garantia constante na contracapa deste manual seja aplicado. a leitura detalhada deste manual. Aconselhamos. caso permaneça alguma dúvida.. 6 . Estes documentos devem ser criteriosamente avaliados juntamente com este manual.

2. INSTRUÇÕES GERAIS 2.3. Os motores são transportados com um sistema de travamento de eixo para evitar danos aos mancais. comunique imediatamente à empresa transportadora e à WEG Máquinas. nível de instrução. INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA Todos que trabalham em instalações elétricas.1. os dispositivos e os engradados em palhetas. Para os motores com mancais de rolamentos. a fim de verificar-se a existência de eventuais danos provocados pelo transporte. deve-se girar manualmente o rotor algumas vezes. A não comunicação acarretará a perda da garantia. feixes de madeira ou fundações que garantem a proteção contra a umidade da terra. livre de inundações e livre de vibrações. e aconselhados a seguí-las. Ao se levantar a embalagem (ou container) devem ser observadas as partes de içamento. em função de seu treinamento. normas de segurança e prevenção de acidentes e conhecimento das condições de operação. Motores deste tipo quando impropriamente utilizados. ARMAZENAGEM EXTERNA Se possível escolha um local de estocagem seco. e alertar seu pessoal para os perigos inerentes à tarefa proposta. Caso se verifiquem danos. experiência. Os motores devem ser armazenados em locais isentos de vibrações para que os mancais não se danifiquem. Em função disto. Repare todos os danos à embalagem antes de pôr o equipamento no armazenamento.1. roedores e insetos. seja na montagem. A embalagem nunca poderá ser tombada. tenham sido autorizadas pelos responsáveis pela realização dos trabalhos necessários e que possam reconhecer e evitar possíveis perigos. podem vir a causar sérios danos pessoais e/ou materiais. Entende-se por pessoal qualificado pessoas que. RECEBIMENTO Os motores fornecidos são testados e estão em perfeitas condições de operação. deve-se fazer uma completa inspeção visual no motor. incorretamente utilizados ou se receberem manutenção deficiente ou ainda se receberem intervenção de pessoas não qualificadas. 2. ARMAZENAGEM INTERNA Caso o motor não seja desempacotado imediatamente. Posicione as máquinas. de que tudo foi devidamente observado. à seguradora e à WEG Máquinas. A caixa ou container deverá ser checado logo após sua recepção.3. A circulação do ar debaixo do equipamento também não pode ser impedida. Impeça o equipamento de afundar-se na terra. 2. próprios olhais ou por empilhadeira adequada e nunca pelo madeiramento. o que é necessário assegurar condições de armazenamento apropriadas. Estas proteções deverão permanecer até a hora da montagem final. Coloque-a no chão com cuidado (sem impactos) para evitar danos aos mancais. Cabe ao responsável certificar-se antes do início do trabalho. deverão ser permanentemente informados e atualizados sobre as normas e prescrições de segurança que regem o serviço. Qualquer não conformidade deverá ser comunicada imediatamente à empresa transportadora.2.3. Assegure a circulação de ar adequada posicionando blocos de madeira espaçadores entre o equipamento e tais coberturas. conhecimentos de normas relevantes. As superfícies usinadas são protegidas contra corrosão. rápidas trocas de calor. a caixa deverá ser colocada em lugar protegido de umidade. Equipamentos para combate a incêndios e avisos sobre primeiros socorros não devem faltar no local de trabalho. especificações. Não retire a graxa de proteção existente na ponta do eixo nem as borrachas ou bujões de fechamento dos furos das caixas de ligações.2. devendo estar sempre em lugares bem visíveis e acessíveis. Motores acondicionados em engradados de madeira devem sempre ser levantados pelos seus 7 . na operação ou na manutenção. A cobertura ou lona usada para proteger o equipamento de contra intempéries não devem fazer o contato com as superfícies do equipamento. ARMAZENAGEM 2. Sugerimos que o dispositivo de travamento seja devidamente armazenado para ser utilizado quando o motor necessitar ser transportado.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 2. recomenda-se que estes serviços sejam efetuados por pessoal qualificado. este deve ser retirado. Após o desempacotamento. Para os motores com sistema de travamento de eixo. o peso indicado na embalagem e a capacidade da talha. vapores.

2. A não observação destes procedimentos pode resultar em danos pessoais. a máquina deve estar desligada e parada.10000 A tensão do teste para resistência de aquecimento deve ser 500Vcc e demais acessórios 100Vcc. OBS: Antes da entrada em operação. deve-se protegê-lo contra umidade. Tensão nominal do Teste de resistência de enrolamento (V) isolamento Tensão contínua (V) < 1000 500 1000 – 2500 500 – 1000 2501 – 5000 1000 – 2500 5001 . Registros periódicos são úteis para esta conclusão. estas devem estar ligadas. para evitar oxidação de contato com os anéis quando a armazenagem durar mais que 2 meses. graxa. ARMAZENAGEM DE MOTORES VERTICAIS Motores verticais com mancais lubrificados a graxa podem ser armazenados tanto na posição vertical quanto na horizontal. óleo. Se o ambiente for muito úmido. É difícil prescrever regras fixas para o valor real da resistência do isolamento de uma máquina. Considerável dose de bom senso. Aterre os capacitores (se fornecidos) antes de desconectar e separar os terminais e medir com o Megôhmetro. para concluir quando uma máquina está ou não apta para o serviço. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO * * CUIDADO! * * Antes de fazer a medição da resistência de isolamento. é necessário uma verificação periódica durante a armazenagem.5. A resistência de isolamento do enrolamento deve ser medida antes da entrada em serviço.3. utilizando-se uma curva de variação da resistência do isolamento em função da temperatura. as escovas devem ser levantadas. retiradas do alojamento. sujeira) e qualidade e condições do material isolante utilizado. DEMAIS CUIDADOS DURANTE A ARMAZENAGEM Para os motores que possuírem resistências de aquecimento. deverá ser usada. temperatura elevada e sujeiras. Para motores de anéis.3. O enrolamento em teste deve ser conectado a carcaça e a terra por um período até remover a carga eletrostática residual. Quando o motor não é colocado imediatamente em serviço. que a resistência de isolamento sofra com isso. Qualquer dano à pintura ou proteções contra ferrugens das partes usinadas deverão ser retocadas. uma vez que ela varia com as condições ambientais (temperatura. que são transportados na posição horizontal é retirado para evitar vazamentos durante o transporte. pode-se empregar a correção 8 . Se o ensaio for feito em temperatura diferente. evitando assim. Quando do recebimento.3. Não é recomendada a medição de resistência de isolamento de protetores térmicos. A tensão do teste para os enrolamentos dos motores deve ser conforme tabela abaixo de acordo com a norma IEEE43. condições de limpeza da máquina (pó. Motores verticais com mancais lubrificados a óleo devem ser necessariamente armazenados na posição vertical e com mancais lubrificados. umidade). será necessário corrigir a leitura para 40ºC.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 2. Se não se dispõe desta curva. estes motores devem ser colocados na posição vertical e seus mancais devem ser lubrificados.3. A resistência do isolamento deve ser medida utilizando um MEGOHMETRO. fruto de experiência.12000 2500 – 5000 > 1000 5000 . levantada com a própria máquina. O óleo dos mancais dos motores verticais. 2.4. as escovas devem ser recolocadas no alojamento e o assentamento deve ser checado.

Utilizar o mesmo procedimento para rotores bobinados de motores de anéis.. 2.6.1000MΩ Ótimo > 1000MΩ Tabela 2. Para grandes máquinas (acima da carcaça 630 IEC ou 104XX série NEMA.0 Bom 3.0 a 3.b .3. Através do índice de polarização pode-se avaliar as condições do isolamento do motor conforme tabela abaixo: Figura 2.Levar a carcaça com o enrolamento do estator a uma estufa e aquecê-la a uma temperatura de 130°C.. permanecendo nesta temperatura por pelo menos 08 horas.Limites orientativos da resistência de isolamento em máquinas elétricas.0 Regular 2.0 Muito Bom > 4.3. Valor da resistência do Avaliação do isolamento isolamento Ruim 2MΩ ou menor Perigoso < 50MΩ Regular 50. os enrolamentos devem ser secados de acordo com o procedimento abaixo antes da máquina entrar em operação: . conforme tabela 2.3. Avaliação do isolamento 1 ou menor Ruim < 1.0 Ótimo Tabela 2.5 Perigoso 1..Se a resistência de isolamento medida for menor do que 100 MΩ a 40ºC.) é tradicionalmente definido pela relação entre a resistência de isolamento medida em 10 min e a resistência de isolamento medida em 1 min medida com temperatura relativamente constante. Em máquinas velhas. . Resistência de Isolamento Mínima: .P. Verificar se a resistência de isolamento alcançada está de dentro de valores aceitáveis.0 a 4.100MΩ Bom 100.3. Índice de polarização Imediatamente após a medição da resistência de Isolamento.Índice de polarização (relação entre 10 e 1 minuto). ÍNDICE DE POLARIZAÇÃO O índice de polarização (I. A comparação com valores obtidos em ensaios anteriores na mesma máquina..MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS aproximada fornecida pela curva da figura 2. pode ser necessária à permanência por pelo menos 12 horas). aterre o enrolamento para evitar acidente.500MΩ Muito Bom 500.. entre em contato com a WEG. em serviço. conforme NBR 5383 / IEEE43.. sendo considerada suspeita qualquer redução grande ou brusca.Desmontar o motor retirando o rotor e os mancais.5 a 2. caso contrário.a . em condições similares de carga.3. temperatura e umidade serve como uma melhor indicação das condições da isolação do que o valor obtido num único ensaio. 9 .3. podem ser obtidos freqüentemente valores muito maiores.a.

10 . vapores. testes iniciais e espera até o comissionamento de diferentes formas. dependendo de tipo e grau de contaminação de ar. GENERALIDADES A tendência existente.4. INTRODUÇÃO As instruções para armazenagem prolongada. dióxido de enxofre ou ácidos. deve ser assegurado que as medidas preventivas descritas nestas instruções. embalagem.4. térmico. os componentes internos como rolamentos. Para manter a garantia do fabricante. 2. por exemplo. descarga de fumo agressivo. Umidade relativa do ar <50%.3.3. o contratante geral pode transportar o motor ou unidade completa com motor como transporte conjunto para local de instalação. ARMAZENAGEM PROLONGADA 2.1. como: aspectos construtivos. Não deve apresentar severas vibrações contínuas ou intermitentes. tais como: cloro. resulta no fato que os motores são expostos a influências que não podem ser avaliadas com antecedência para este período de tempo.2. Não deve apresentar gases corrosivos. mecânico) imposto ao motor. Esta influência aumenta o risco de dano antes do comissionamento da planta. roedores e insetos. sejam seguidos e registrados. e. > t < 60 °C). Os espaços vazios do motor (interior do motor. . Possuir sistema de detecção de incêndio. Possuir sistema de ventilação com filtro. - - Caso algum destes requisitos não seja atendido pelo ambiente de armazenagem. Deve estar provido de eletricidade para alimentação das resistências de aquecimento e Iluminação. LOCAL DE ARMAZENAGEM Para proporcionar as melhores condições de armazenagem ao motor durante longos períodos de armazenagem. a embalagem deve ser protegida no local de armazenamento borrifando ou pintando-a com agentes químicos apropriados. químico. é difícil avaliar.Se existe risco de infestação e formação de fungo. Como conseqüência depois de períodos prolongados. substâncias agressivas podem penetrar nos espaços vazios. armazenamento e inspeções. para armazenar os motores por um período prolongado antes do comissionamento ou instalar imediatamente algumas unidades. especialmente durante a construção da planta.4.1. 2. conservação. montagem.Caixa de madeira fechada ou similar com instalação que permita que as resistências de aquecimento sejam energizadas. Devido à umidade do ar. rolamentos e interior da caixa de ligação) são expostos ao ar atmosférico e flutuações de temperatura. conforme segue: .4. a resistência de isolamento pode diminuir a valores abaixo dos admissíveis e o poder lubrificante nos mancais é adversamente afetado. não devendo apresentar flutuação de temperatura súbita. Temperatura ambiente (5° C. . é possível a formação de condensação. A empresa contratada para esta finalidade deve ser responsável pela embalagem da máquina.4. podem enferrujar. ARMAZENAGEM INTERNA O ambiente deve ser fechado e coberto.A preparação da embalagem deve ser feita com maior cuidado por uma pessoa experiente. descritas a seguir são válidas para motores com armazenamento prolongado e / ou períodos de parada prolongada anterior ao comissionamento. a WEG sugere que proteções adicionais sejam incorporadas na embalagem do motor durante o período de armazenagem. Outro fator essencial é o transporte. O stress (atmosférico. Possuir prevenção contra sujeira e depósitos de pó. que pode acontecer durante manobras de armazenamento.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 2. 2. O local deve estar protegido contra umidade. o local de armazenagem deve obedecer rigorosamente aos critérios descritos nos itens a seguir.

Esta película protetora deve ser reaplicada pelo menos a cada 6 meses. - 2. SUPERFÍCIES USINADAS EXPOSTAS Todas as superfícies expostas (por exemplo. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO Durante o período de armazenagem. neve e calor excessivo do sol.Impeça a embalagem de se afundar na terra. . etc. - 2.8. à ponta de eixo e flanges) são protegidas na fábrica com um agente protetor temporário (inibidor de ferrugem). RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO As resistências de aquecimento do motor devem ser energizadas durante o período de armazenagem para evitar a condensação de umidade no interior do motor.. feixes de madeira ou fundações que garantem a proteção contra a umidade da terra. deve-se fazer a mesma ação preventiva.4. mantendo assim a resistência de isolamento dos enrolamentos em níveis aceitáveis.2. Fabricante: Castrol.4. além da embalagem recomendada para armazenagem interna. conforme segue: . . um abrigo deve erguido para proteger da chuva direta. . ARMAZENAGEM EXTERNA A armazenagem externa do motor (ao tempo) não é recomendada. Eventuais quedas no valor da resistência de isolamento devem ser investigadas. a resistência de isolamento dos enrolamentos do motor deve ser medida conforme item 2.) estas peças deverão ser embaladas conforme descrição acima. utilizando uma lona ou plástico resistente.Para armazenagem externa (ao tempo). Fabricante: D.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 2. 2. o motor deve estar acondicionado em embalagem específica para esta condição. Produtos Recomendados: Nome: Dasco Guard 400 TX AZ. Quando esta for removida e/ou danificada.Posicione a embalagem. tampas.4. Caso a armazenagem externa não puder ser evitada. 2. Stuart Ltda Nome: TARP.3.5 deste manual e registrada a cada 3 meses e antes da instalação do motor.3. trocador de calor. A umidade relativa do ar dentro da embalagem não deve exceder 50% até que a máquina seja desempacotada. IMPORTANTE É recomendável conferir as condições do local de armazenagem e a condição dos motores conforme plano de manutenção durante longos períodos de armazenagem. descrito neste manual.4.Depois que a máquina estiver coberta. .6.A. PEÇAS SEPARADAS Caso tenham sido fornecidas peças separadas (caixas de ligação. 11 . em engradados. deve-se cobrir completamente esta embalagem com uma proteção contra poeira.4. A RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO DO MOTOR DEVE SER OBRIGATÓRIAMENTE LIGADA QUANDO O MESMO ESTIVER ARMAZENADO EM LOCAL COM TEMPERATURA < 5°C E UMIDADE RELATIVA DO AR > 50%. umidade e outros materiais estranhos..5.7.

Feche todos os furos roscados com plugs. O desumidificador absorve a umidade e previne a formação de condensação de água dentro do mancal. os rolamentos devem ser relubrificados.1.2. os rolamentos deverão ser lavados. a cada dois meses deve-se retirar o dispositivo de trava do eixo e gira-lo a uma rotação de 30 rpm para recircular o óleo e conservar o mancal em boas condições. .9. . inspecionados e relubrificados segundo o item 4. MANCAL DE DESLIZAMENTO (BUCHA) .2.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 2.2.Antes da instalação e comissionamento do motor. 2. a cada dois meses deve-se retirar o dispositivo de trava do eixo e girar o eixo manualmente para conservar o mancal em boas condições. .3. Em casos em que o período de armazenagem for superior a 6 meses.4.Dependendo da posição.As escovas dos motores de anéis devem ser levantadas nos porta-escovas. pois não devem permanecer em contato com os anéis coletores durante o período de armazenagem.2. MANCAL DE ROLAMENTO LUBRIFICADO À GRAXA Os rolamentos são lubrificados na fábrica para realização dos ensaios no motor. o motor pode ser transportado com ou sem óleo nos mancais e deve ser armazenado na sua posição original de funcionamento com óleo nos mancais. Durante o período de armazenagem.5 deste manual.2 deste manual.Monte o mancal.Drene todo o óleo do mancal. . inspecionados e relubrificados segundo o item 4. . as escovas devem voltar à posição original.Coloque algumas bolsas de desumidificador (sílica gel) no interior do mancal. 2. a cada dois meses deve-se retirar o dispositivo de trava do eixo e girar o eixo manualmente para conservar o mancal em boas condições.4.Feche o mancal com o visor superior. . . . o procedimento a seguir deve ser utilizado para proteger internamente o mancal e as superfícies de contato contra corrosão: .2 deste manual. permanecendo na metade do visor de nível. evitando assim a oxidação dos anéis coletores.4. . .4. conforme item 4.9. . .4.Todos os flanges (ex.Após 6 meses de armazenagem e antes da entrada em operação.O nível do óleo deve ser respeitado. MANCAIS 2.Desmonte o mancal. ESCOVAS . . 2.Preserve e armazene as peças do mancal.: TECTIL 511.Dependendo da posição.3 deste manual.Durante o período de armazenagem.Coloque novas bolsas de desumidificador (sílica gel) dentro do mancal Em casos em que o período de armazenagem for maior que 2 anos. .Repita o procedimento descrito acima.O nível do óleo deve ser respeitado. . Valvoline ou Dasco Guard 400TXAZ) nas metades superior e inferior do casquilho do mancal e na superfície de contato no eixo do motor. . os rolamentos deverão ser lavados.2.9.9.Desmonte o mancal . Após 6 meses de armazenagem e antes da entrada em operação. .Limpe o mancal.2 deste manual. os rolamentos devem ser relubrificados.Retire o visor superior do mancal e aplique com spray o anti-corrosivo no interior do mancal.1. permanecendo na metade do visor de nível. MANCAL DE ROLAMENTO LUBRIFICADO A ÓLEO .3.4.: entrada e saída de óleo) devem estar protegidas com tampas cegas. seguindo o procedimento descrito no item 4.O motor deve ser armazenado na sua posição original de funcionamento e com óleo nos mancais.Caso o motor permaneça armazenado por um período maior que 2 anos.Durante o período de armazenagem. .1 deste manual. . . 12 . Caso o motor permaneça armazenado por um período maior que 2 anos.4.10. conforme item 4. seguindo o procedimento descrito no item 4.Sele os interstícios entre o eixo e o selo do mancal no eixo através da aplicação de fita adesiva a prova d’água. . Caso não seja possível girar o eixo do motor. o motor pode ser transportado com ou sem óleo nos mancais.Aplique o anti-corrosivo (ex.

lavados para retirada do anticorrosivo e os desumidificadores retirados.4.12. Remover o inibidor de ferrugem das superfícies expostas com um pano embebido em solvente a base de petróleo. Certificar-se de que os mancais e cavidades utilizadas para lubrificação estejam livres de sujeira e que os plugs das cavidades estejam corretamente selados e apertados.2.4. onde fora aplicado internamente o produto de proteção contra corrosão e desumidificadores devem ser desmontados conforme o procedimento descrito no item 4. “Entrada em Serviço” deste Manual antes de colocar a máquina em operação.As vedações devem estar em condições apropriadas.12. LUBRIFICAÇÃO DOS MANCAIS Utilizar graxa ou óleo especificado para lubrificação dos mancais. de acordo com o tipo de mancal. conforme item 2. conforme o procedimento descrito no item 4. especialmente nos seguintes aspectos: . - - 2.12. limpo e livre de qualquer depósito de poeira.3.4.2.12. pó e sujeira. OUTROS Siga os demais procedimentos descritos no capítulo 3. . Estas informações estão contidas na placa de identificação dos mancais e a lubrificação deve ser feita conforme descrito no capítulo 4 “Manutenção” deste manual.3. Nota: Mancais de deslizamento.3. PREPARAÇÃO PARA ENTRADA EM OPERAÇÃO APÓS LONGO PERÍODO DE ARMAZENAGEM 2. Montar novamente os mancais.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 2.4. Se algum destes itens não estiver correto. . deve-se inspecionar também a caixa de ligação principal e demais caixas de ligação. uma limpeza ou reposição de peças deve ser realizada.2. LIMPEZA O interior e o exterior da máquina devem estar livres de óleo. 2.3 e proceder a lubrificação.Os elementos de contato devem estar isentos de corrosão. 2.5 deste manual.2.4. água. . CAIXA DE LIGAÇÃO Quando a resistência de isolamento dos enrolamentos do motor for verificada. VERIFICAÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO Antes da entrada em operação deve ser verificada a resistência de isolamento.4.As entradas dos cabos devem estar corretamente seladas. 2.4.11. Oxidações e marcas nos assentos dos mancais e eixo devem ser cuidadosamente removidas.O interior deve estar seco. 13 .4.1.12.4. O interior do motor deve ser limpo com ar comprimido com pressão reduzida.

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 2. a manutenção do motor deverá ser executada e registrada de acordo com o plano descrito na tabela abaixo: Mensal A cada dois meses A cada seis meses A cada 2 anos Antes de entrar em operação Nota Local de Armazenagem Inspecionar as condições de limpeza Inspecionar as condições de umidade e temperatura Verificar sinais de infestações de insetos Medir nível de vibração X Embalagem Inspecionar danos físicos Inspecionar a umidade relativa no interior Trocar o desumidificador na embalagem (se houver) Resistência de aquecimento Verificar as condições de operação X Motor completo Realizar limpeza externa Verificar as condições da pintura Verificar o inibidor de oxidação nas partes expostas Repor o inibidor de oxidação Enrolamentos Medir resistência de isolamento Medir índice de polarização Caixa de ligação e terminais de aterramento Limpar o interior das caixas Inspecionar os selos e vedações Mancais de rolamento a graxa ou a óleo Rotacionar o eixo Relubrificar o mancal Desmontar e limpar o mancal Mancais de bucha Rotacionar o eixo Aplicar anti-corrosivo e desumidificador Limpar os mancais e relubrificá-los Desmontar e armazenar as peças Escovas (motores de anéis) X X X X X X X Quando necessário X X X X X X X X X X X X X X X X X X Durante a armazenagem X Levantar as escovas Abaixar as escovas e verificar contato com os anéis coletores X 14 .13.4. PLANO DE MANUTENÇÃO DURANTE A ARMAZENAGEM Durante o período de armazenagem.

. 15 . 2. MANUSEIO DE MOTORES . 3) Utilizar todos os olhais fixados na carcaça. Caso se faça necessário. etc. mancais. 2) Levantamento sem o trocador de calor. radiador. 4) Não observar estas recomendações poderá causar danos ao equipamento.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 2. servem apenas para manusear estes componentes.LINHA M LINHA M Notas: 1) Os olhais de suspensão da carcaça são para levantar somente o motor. Observe o peso indicado. Não levante o motor aos socos ou o coloque no chão bruscamente para assim evitar danos aos mancais. 3) Caso o centro de gravidade não esteja perfeitamente no centro dos olhais de suspensão. 1) Não levante o motor pelo trocador de calor (se houver). que acompanham o motor.LINHA H Olhais nas tampas. utilize uma das formas conforme item 3. use uma travessa para proteger partes do motor. 2) As correntes ou cabos de içamento devem ter um ângulo máximo de 30º com relação a vertical. ferimento a pessoas ou ambos. MANUSEIO Para levantar o motor.1.5. use somente os olhais existentes no mesmo.5. Não os utilize para levantar o conjunto motor + máquina acionada. etc. 2.2.5. MANUSEIO DE MOTORES . Nunca use o eixo para levantar o motor por meio de cabos.

POSICIONAMENTO DE MOTORES VERTICAIS Os motores verticais WEG são fornecidos com 8 pontos para içamento. sendo 4 na parte dianteira e 4 na parte traseira. O procedimento a seguir serve para movimentação de motores com forma construtiva vertical da posição horizontal para vertical e viceversa. Alguns motores são transportados na posição horizontal e necessitam ser movimentados para a posição original. de tal forma que as correntes ou cabos de içamento fiquem também na posição vertical evitando assim esforços demasiados nos olhais.4. O manuseio dos motores verticais WEG deverá ser feito conforme figura acima. 16 . 4) Fixe a talha solta nos outros 2 olhais da parte traseira do motor e levante-a até que o motor fique na posição vertical. 2) Abaixe a talha que está presa na parte dianteira do motor e ao mesmo tempo levante a talha que está presa no lado traseiro do motor até que o motor atinja o equilíbrio.5. 3) Solte a talha presa na parte dianteira do motor e gire o motor 180º para possibilitar a fixação da talha solta nos outros 2 olhais da parte traseira do motor.3. 1) Levante o motor através dos 4 olhais laterais utilizando-se de 2 talhas.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 2. MANUSEIO DE MOTORES VERTICAIS 2. independente do modelo ou linha do produto.5. Utilizar-se sempre dos 4 olhais para movimentação dos motores na posição vertical.

As aberturas para entrada e saída de ar jamais deverão ser obstruídas ou diminuídas por objetos.1.Obtido do desenho dimensional do motor (m) Figura 3. portanto.Torque máximo (Nm) A .1. O ambiente no local de instalação deverá ter condições de renovação de ar da ordem de 20m³ por minuto para cada 100kW de potência da máquina. INSTALAÇÃO Máquinas elétricas devem ser instaladas em locais que permitam fácil acesso para inspeção e manutenção. + F2 = +0. Devem estar conforme especificado abaixo: . etc. Para sentido anti-horário. 4. o motor deve estar precisamente alinhado com o equipamento acoplado e os componentes montados no seu eixo. paredes. No dimensionamento da fundação do motor. é importante assegurar o correto grau de proteção.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 3..m.g.O dobro da freqüência da linha.Freqüências naturais da fundação de ordens superiores: ≥ +10% ou ≤ -10% em relação às freqüências acima. NEC-Art. Baseado na figura 3. além de uma fundação estável. F2.5. .Freqüência natural de 1ª ordem da fundação: ≥ +25% ou ≤ -20% em relação às freqüências acima. se possível. principalmente no que se refere aos mancais (relubrificação) e inspeção das escovas.A freqüência de giro do motor. corrosiva ou contiver substâncias ou partículas abrasivas. ASPECTOS MECÂNICOS 3. isenta de vibrações. motor e máquina acionada. Se este dimensionamento não for criteriosamente executado poderá ocasionar sérios problemas de vibração do conjunto fundação. As máquinas dotadas de ventilação externa devem ficar. MONTAGEM Afim assegurar a operação adequada. deve ser feita de acordo com as Normas ABNT NBR.g.m. OBS: Na base de concreto deverá ser prevista uma placa metálica para apoio do parafuso de nivelamento.2.Cmáx). colunas. a 50mm de altura do piso a fim de deixar margem para a entrada de ar. ou da resistência dos pisos. deve ser considerado o fato de que o motor pode.81m/s²) m . no mínimo.massa do motor (kg) Cmáx . ocasionalmente.Reação dos pés sobre a base (N) g . .O dobro da freqüência de giro. FUNDAÇÕES A fundação onde está colocado o motor deve ser plana e. invertem-se os esforços (F1. Em nenhuma circunstância os motores poderão ser cobertos por caixas ou outras coberturas que possam impedir ou diminuir a livre circulação do ar de ventilação. O tipo de fundação a escolher dependerá da natureza do solo no local da montagem. adequadamente balanceados. Onde: F1 e F2 . uma fundação de concreto. A instalação de motores onde existam vapores.1. inflamáveis ou combustíveis oferecendo possibilidade de fogo ou explosão. as relações entre a freqüência natural da fundação e: . . Se a atmosfera ambiente for úmida.1.1. OBS. − (4C max) ( A) (4C max) ( A) 3. Observação: Com a máquina montada e acoplada. 17 . ser submetido a um torque maior que o torque nominal. gases ou poeiras perigosas. 3.).Aceleração da gravidade (9.: O desenho acima indica os esforços no motor quando o sentido de rotação é horário. os esforços sobre a fundação podem ser calculados pelas equações: F1 = +0. Recomenda-se.5.500 (National Electrical Code) e UL-674 (Underwriter's Laboratories Inc.1.

ressaltos e/ou reentrâncias. 3. placas com superfícies planas e com dispositivos de ancoragem. as bases de concreto são as mais usuais para acomodar estes motores.2.1. Vide dimensões dos componentes de instalação na tabela a seguir. Os motores poderão ser montados em uma base de concreto sobre 4 blocos de fundação. Importante observar que todos os equipamentos da estrutura deverão ser adequados para transmitir as forças e torques que ocorrem durante a operação.2 . conforme sugestões na figura 3.2. parafusos de ancoragem com placas de ancoragem soltas ou fundidas no concreto dependem do tamanho e do tipo do motor. Instalação e exemplos a seguir: Figura 3.Forma de fixação de motores. O tipo e o tamanho da fundação .1. TIPOS DE BASES a) Bases de concreto (ou chumbadas no concreto) Conforme mencionado no item anterior. 18 . poderão ser fundidos no concreto para receber e fixar os pés do motor.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS Blocos de ferro ou de aço.

Exemplo 2. possibilitando um posterior alinhamento preciso em sentido horizontal. 2 2 2 2 Dimensão 14 x 100 14 x 100 14 x 100 14 x 100 Dimensões de montagem Rosca s M26 e M30 M36 M42 50 70 70 t 450 539 600 u 220 240 270 v 265 300 355 w 315 350 400 Tabela 3. Deve-se ter aqui o devido cuidado para que as superfícies de apoio dos pés do motor estejam apoiadas sem distorção da carcaça do motor. introduza dois pinos cônicos após o término de teste.Exemplo 1. 19 Exemplo de preparação: Remova toda a sujeira de fundação para garantir uma adequada amarração entre os blocos de fundação e a argamassa.3 . Para garantir a centralização dos parafusos em relação aos furos dos pés. Para fixação exata. usando parafusos. . Após a colocação da argamassa faça um preciso controle do alinhamento. 4 4 4 4 Dimensão M24 x 60 M30 x 70 M36 x 80 M42 x 90 Pinos cônicos (DIN 258) Qtde. 4 4 4 4 Dimensão M24 M30 M36 M42 Parafusos de fixação (DIN 933) Qtde. Para isso devem ser usados os furos pré-broqueados no pé do motor.1. Coloque calços ou parafusos de nivelamento sob os blocos de fundação para um adequado nivelamento do motor e para um perfeito alinhamento do mesmo com a máquina que ele aciona. .MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS Ø dos furos nos pés do motor 28 36 42 48 Bloco de fundação Qtde. Coloque calços de diferentes espessuras (espessura total de aproximadamente 2mm) entre os pés do motor e as superfícies de apoio da fundação para assim posteriormente poder fazer um alinhamento vertical preciso. Aperte agora firmemente todos os parafusos de fixação. Figura 3. Figura 3. Eventuais pequenas correções podem ser feitas com arruelas ou chapas de metal e através de reajuste da folga dos parafusos de fixação.Medidas de ancoragem (exemplo de instalação). embuchar com uma chapa metálica ou papel rígido (prespan).4 . Fixe os blocos de fundação junto aos pés do motor.

a base deve ser nivelada na própria fundação.03mm. esta deve ser nivelada na base de concreto. os trilhos são fixados. Figura 3.5. 20 . ao dar-se uma volta completa nos eixos. vibrações e mesmo. a base metálica e os chumbadores são concretados. usando níveis de bolha (ou outros instrumentos niveladores).6b). O outro trilho deve ser colocado com o parafuso na posição oposta como mostra a figura 3.12. Existem instrumentos que realizam o alinhamento utilizando raio laser visível e computador próprio com programas específicos que conferem alta confiabilidade e precisão no alinhamento de máquinas. No alinhamento/nivelamento deve-se considerar o efeito da temperatura sobre o motor e a máquina acionada. Após a base ter sido nivelada. c) Bases metálicas A base deverá ter superfície plana contra os pés do motor de modo a evitar deformações na carcaça. A polia motora é então alinhada de forma que seu centro esteja no mesmo plano do centro da polia movida e os eixos do motor e da máquina estejam paralelos. os chumbadores apertados e os acoplamentos verificados.6a . Após o alinhamento do conjunto e verificação do perfeito alinhamento (tanto a frio como a quente) deve-se fazer a pinagem do motor. A correia não deve ser demasiadamente esticada. Assim é possível verificar simultaneamente o desvio de paralelismo (figura 3. ruptura do eixo. especialmente nos casos de acoplamento direto. colocados um em cada semi-luva. A altura da superfície de apoio deve ser determinada de tal modo que debaixo dos pés do motor possam ser colocadas chapas de compensação numa espessura total de 2mm. ALINHAMENTO/NIVELAMENTO A máquina elétrica deve estar perfeitamente alinhada com a máquina acionada.1. As máquinas não devem ser removidas da base comum para alinhamento.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS b) Bases deslizantes Em acionamento por polias o motor deve ser montado sobre a base deslizante (trilhos) e a parte inferior da correia deve estar tracionada. Figura 3.Desvio de paralelismo. Um alinhamento incorreto pode causar defeito nos rolamentos. Figura 3. Uma maneira de conseguir-se um alinhamento correto é usando relógios comparadores. O motor é parafusado nos trilhos e posicionado na fundação. O trilho mais próximo da polia motora é colocado de forma que o parafuso de posicionamento fique entre o motor e a máquina acionada. Quando uma base metálica é utilizada para ajustar a altura da ponta de eixo do motor com a ponta de eixo da máquina.6b – Desvio de concentricidade. Uma medição em 4 diferentes pontos de circunferência não poderá apresentar uma diferença maior que 0. conforme figura 3. 3.3.7.6a) e o desvio de concentricidade (figura 3. Após o alinhamento.5. As diferentes dilatações das máquinas acopladas podem significar uma alteração no alinhamento/ nivelamento durante o funcionamento da máquina. um apontado radialmente e outro axialmente. ver figura 3.

ACOPLAMENTOS a) Acoplamento direto Deve-se preferir sempre o acoplamento direto. Cumpre cuidar. MONTAGEM DE POLIAS: Para montagem de polias em ponta de eixo com rasgo de chaveta e furo roscado na ponta. inicialmente são pequenas. porcas e arruelas serão fornecidos com o motor quando solicitados.9 .Folga axial. é usual também o acoplamento direto através de redutores. para que os eixos fiquem em alinhamento perfeito.Desmontagem de polias.10.10.6c . rigorosamente paralelos no caso de engrenagens retas e em ângulo certo no caso de engrenagens cônicas ou helicoidais. deixando folga mínima de 3mm entre os acoplamentos. Figura 3. Estas marcas. portanto.Montagem de polias. usando acoplamento flexível.7. procedendo-se com cuidado para não danificar a chaveta e o assento da polia. na qual apareça após uma volta. reduzido espaço ocupado. Figura 3.9. CUIDADOS: Alinhar cuidadosamente as pontas de eixos. O posicionamento correto da polia é mostrado na figura 3. b) Acoplamento por engrenagens Acoplamento por engrenagens mal alinhadas. Para eixos sem furo roscado recomenda-se aquecer a polia de 80ºC (figura 3. Figura 3. DESMONTAGEM DE POLIAS: Para desmontagem de polias recomenda-se o uso de dispositivos como o mostrado na figura 3. No caso de transmissão com relação de velocidade. 3. OBS: Os pinos. a transmissão por correia é a mais freqüentemente usada. devido ao menor custo. sempre que possível.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS c) Acoplamento por meio de polias e correias Quando uma relação de velocidade é necessária.8 . dão origem a solavancos que provocam vibrações na própria transmissão e no motor. Deve ser evitado o uso de martelos na montagem de polias evitando a formação de marcas nas pistas dos rolamentos. a polia deve ser encaixada até na metade do rasgo da chaveta apenas com esforço manual do montador. o decalque de todos os dentes. Figura 3.1.4. crescem durante o funcionamento e podem evoluir até danificar totalmente o rolamento.8). O engrenamento perfeito poderá ser controlado com inserção de uma tira de papel. 21 . ausência de deslizamento (correias) e maior segurança contra acidentes. Figura 3.

11).21x [ + COS ( ALFA )] 1 1 18836. 3. Para o acoplamento do motor é necessário que sejam considerados os seguintes fatores: . Devido as tensões existentes nas correias. .A folga axial máxima permitida pelo acoplamento.Tensões na correia. . . o setor de vendas da WEG Máquinas deverá ser consultado para garantir uma aplicação correta. sendo que a marca central (pintada de vermelho) é a indicação do centro magnético.11 .Potência transmitida [kW] (P) . Correias que trabalham lateralmente enviesadas transmitem batidas de sentido alternante ao rotor. . e as 02 marcas externas indicam os limites de movimento axial do rotor. como o breu. 22 . . situando os eixos paralelos entre si e as polias perfeitamente alinhadas (figura 3. podendo chegar até a fratura do eixo. Em cada caso específico do dimensionamento da polia. .FR: Força radial atuante na ponta do eixo [N] (FR). Os motores equipados com mancais de bucha possuem 03 marcas na ponta de eixo.Diâmetro da polia motora [mm] (DPMT). . . Evitar em todos os casos. Não é possível o acoplamento através de polias e correias.O passeio axial da máquina acionada (se existente). ACOPLAMENTO DE MOTORES EQUIPADOS COM MANCAIS DE BUCHA FOLGA AXIAL Motores equipados com mancais de bucha devem operar com acoplamento direto à máquina acionada ou a um redutor.1x    ε ( MIxALFA) − 1 FR = K 2 x [ − COS ( ALFA ] + 1 .Rotação motora [rpm] (RPM).(normalmente 0.25χN x DPMTxRPM 2 Figura 3. ocorrerá um aumento nos índices de vibração.1. por exemplo. e poderão danificar os encostos do mancal.Distância entre os centros [mm] (I).MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS FUNCIONAMENTO: Evitar esforços radiais desnecessários nos mancais. . indicada na tabela 1 abaixo. Os dados para cálculo desta reação (força radial) são: . pois estas representam um aumento da massa de desbalanceamento. NOTA: Sempre utilizar polias devidamente balanceadas.Ângulo de contato da correia na polia menor [RAD] (alfa).12).12 .  DPMV − DPMT  ALFA = π −   1    ε ( MIxALFA) + 1 K = 1.Coeficiente de escorregamento [-] (K). sobras de chavetas.Coeficiente de atrito [-] (MI) . causando vibração e fadiga. NOTA: Correia com excesso de tensão aumenta o esforço na ponta de eixo.Folga axial do mancal.1. O escorregamento da correia poderá ser evitado com aplicação de um material resinoso. Figura 3. estas provocam flexões no motor devido ao fato que a tração na correia aumenta à medida que diminui o diâmetro da polia. A tensão na correia deverá ser apenas suficiente para evitar o escorregamento no funcionamento (figura 3.Diâmetro da polia movida [mm] (DPMV). para cada tamanho de mancal. ocorre uma reação atuando como carga radial na ponta de eixo do motor.5).Correto alinhamento das polias. Caso estas observações não forem seguidas.4. Deve ser evitado o uso de polias demasiadamente pequenas.

conforme norma IEC60034-1: . A figura 3. Os mancais de bucha utilizados normalmente pela WEG não foram projetados para suportar esforço axial constante. 3.1. Corte os anéis de vedação (motores normais sem prensa cabos) conforme os diâmetros dos cabos a serem utilizados.15. ou mesmo em operação o rotor pode mover-se livremente entre as duas ranhuras externas. OBS: Não utilize arruelas de aço ou outro material mal condutor de corrente elétrica na fixação dos terminais. com a seta de indicação do centro magnético e as 03 marcas no eixo.Freqüência: poderá variar dentro de uma faixa entre -3 e +5% do valor nominal. Insira os cabos dentro dos anéis. Durante a partida. Corte o condutor terra no comprimento e ligue-o ao conector existente na caixa de ligação e/ou o existente na carcaça. Figura 3. .5 + 7. Figura 3.2. ASPECTOS ELÉTRICOS 3. desparafuse as tampas das caixas de ligação do estator e do rotor (se houver). decape a extremidade e coloque os terminais a serem utilizados.2.2.15.2. abaixo mostra um detalhe do mancal dianteiro com a configuração básica do conjunto eixo / mancal e a folga axial.5 = 15 12 + 12 = 24 12 + 12 = 24 O motor deve ser acoplado de maneira que a seta fixada na carcaça do mancal fique posicionada sobre a marca central (pintada de vermelho). mostra em detalhes a carcaça do mancal. quando o motor encontra-se em operação.3. A figura 3. 3.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS Folgas utilizadas em mancais de bucha WEG Máquinas Folga axial total Tamanho do mancal em mm 9 11 14 18 22 28 Tabela 3.Tensão: poderá variar dentro de uma faixa de ±10% do valor nominal. mas em hipótese nenhuma o motor pode operar de maneira constante com esforço axial sobre o mancal. LIGAÇÃO Para ligar os cabos de alimentação. SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO É muito importante que se observe a correta alimentação de energia elétrica.14. Ligue o revestimento metálico dos cabos (se houver) ao condutor terra comum. caso a máquina acionada exerça algum esforço axial sobre o eixo do motor.14. Os condutores e todo o sistema de proteção devem garantir uma qualidade de energia elétrica nos bornes do motor dentro dos seguintes parâmetros. Fixe firmemente todas as conexões. 3+3=6 4+4=8 5 + 5= 10 7. Corte o cabo de alimentação no comprimento necessário. 23 .

Parafuse a tampa da caixa de ligação sempre observando se os anéis de vedação estão colocados corretamente. .18 .17 . antes de serem efetuadas as ligações. 24 .Esquema de ligação geral para motores de anéis.Esquema de ligação geral para motores com pára-raios e capacitores.Esquema de ligação geral para motores de gaiola.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS Sugerimos que seja passado.2. Coloque todos os anéis de vedação nas respectivas ranhuras. ESQUEMAS DE LIGAÇÕES GERAIS A seguir mostramos esquemas de ligações orientativos para motores de indução com rotor de gaiola. Figura 3. 3.16.3. Figura 3. rotor bobinado e para proteção contra surtos (capacitor e pára-raio). Figura 3. uma graxa de proteção de contatos em todas as conexões.

ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ESTATORES E ROTORES (norma IEC 60034-8) Identificação geral dos bornes U. M = Rotor ESQUEMAS DE LIGAÇÃO DO ESTATOR 3 BORNES 9100 6 BORNES 9101 6 BORNES . ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ESTATORES E ROTORES Os esquemas de ligação a seguir mostram a identificação dos terminais na caixa de ligação e as ligações possíveis para o estator (fases) e rotor dos motores de indução trifásicos.4.4. rotor e acessórios: 3. W = Estator K. L.2.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 3. V.DAHLANDER 9102 9103 9104 9105 9106 ∆ ∆ 3 BORNES + NEUTRO 9121 MENOR VELOCIDADE YY Y YY ∆ Y MAIOR VELOCIDADE MENOR VELOCIDADE MENOR VELOCIDADE MAIOR VELOCIDADE 9 BORNES 9107 9108 9109 9110 12 BORNES 9111 9112 9113 9114 ∆∆ ∆ YY Y ∆∆ YY ∆ Y 12 BORNES . Os números descritos em cada esquema na tabela abaixo servem para o usuário identificar o esquema de ligação correspondente ao seu motor através de uma placa de fixada no motor onde estão descritos os números dos códigos correspondentes aos esquemas de ligação do estator.2.1.(part winding) 9115 9116 9117 9118 PARA PARTIDA EM Y PARA PARTIDA EM ∆ Y SO PARA PARTIDA PARA VELOCIDADE NOMINAL ESQUEMAS DE LIGAÇÃO DO ROTOR (MOTOR DE ANÉIS) ROTOR 9120 9119 25 .

DAHLANDER 9202 9203 9204 9205 9206 ∆ 3 BORNES + NEUTRO 9221 Y ∆ YY Y YY ∆ MENOR VELOCIDADE MAIOR VELOCIDADE MENOR VELOCIDADE MENOR VELOCIDADE MAIOR VELOCIDADE 9 BORNES 9207 9208 9209 9210 12 BORNES 9211 9212 9213 9214 ∆∆ ∆ YY Y ∆∆ YY ∆ Y 12 BORNES .2 deste manual possuem sentido de rotação horário. Para inverter o sentido da rotação deve-se inverter a ligação de duas fases. indicados na placa de identificação e por uma seta fixada na carcaça.4.2. M3 = Rotor ESQUEMAS DE LIGAÇÃO DO ESTATOR 3 BORNES 9200 6 BORNES 9201 6 BORNES . 26 . Motores com a identificação dos terminais e ligações descritas nos capítulos 3. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ESTATORES E ROTORES (norma NEMA MG1) Identificação geral dos bornes T1 a T12 = Estator M1. possuem ventilador unidirecional e devem operar somente no sentido especificado.2.2. Para inversão do sentido de rotação de motores unidirecionais. deve-se consultar a WEG.(part winding) 9215 9216 9217 9218 PARA PARTIDA EM Y PARA PARTIDA EM ∆ Y SO PARA PARTIDA PARA VELOCIDADE NOMINAL ESQUEMAS DE LIGAÇÃO DO ROTOR (MOTOR DE ANÉIS) ROTOR 9220 9219 SENTIDO DE ROTAÇÃO O sentido de rotação está descrito na placa de identificação e deve ser visto na extremidade do eixo do lado acionado do motor.2.4.4. Os Motores com sentido único de rotação. M2.1 e 3.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 3.

20 a 27 = Termoresistências no estator. Os números descritos em cada esquema na tabela abaixo servem para o usuário identificar a ligação dos acessórios correspondente ao seu motor através de uma placa de fixada no motor onde estão descritos os números dos códigos correspondentes aos esquemas de ligação do estator.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 3. 52 a 59 = Termostatos no estator.2. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO PARA ACESSÓRIOS Os esquemas de ligação a seguir mostram a identificação dos terminais na caixa de ligação e as ligações dos acessórios dos motores de indução trifásicos.5. 68 a 71 = Termoresistências nos mancais. 76 a 79 = Termostatos nos mancais. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO DOS ACESSÓRIOS TERMOSTATOS 9029 NO ESTATOR 1 POR FASE 9030 NO ESTATOR 1 POR FASE EM SÉRIE 9031 NO ESTATOR 2 POR FASE ALARME DESLIGAMENTO 9032 NO ESTATOR 2 POR FASE EM SÉRIE 9036 NOS MANCAIS 1 POR MANCAL ALARME DESLIGAMENTO DIANTEIRO TRASEIRO TERMISTORES 9025 NO ESTATOR 1 POR FASE 9026 NO ESTATOR 1 POR FASE EM SÉRIE 9027 NO ESTATOR 2 POR FASE ALARME DESLIGAMENTO 9028 NO ESTATOR 2 POR FASE EM SÉRIE 9035 NOS MANCAIS 1 POR MANCAL ALARME DESLIGAMENTO DIANTEIRO TRASEIRO 27 . 36 a 43 = Termistores no estator. 92 e 93 = Freios. 88 a 91 = Termômetros. 94 a 99 = Transformadores de corrente. 72 a 75 = Termistores nos mancais. 80 a 82 = Dínamos taquimétricos. rotor e acessórios: Identificação geral dos terminais dos acessórios 16 a 19 = Resistências de aquecimento.

A mesma regra descrita acima se aplica também para sensores extras no estator ou termômetros extras nos mancais.70 .1 PT100 com 3 fios por rolamento.170 – 171. O primeiro rolamento é identificado com a numeração 70 . o sensor de temperatura utilizado no rolamento extra é identificado com o número correspondente ao primeiro rolamento precedido do número 1 (para 1 rolamento extra) ou 2 (para 2 rolamentos extras) Exemplo: Motor com mancal traseiro composto de 2 rolamentos .MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS TERMOSENSORES – PT100 9021 NO ESTATOR 1 POR FASE 9022 NO ESTATOR 1 POR FASE COM 3 FIOS 9023 NO ESTATOR 2 POR FASE ALARME DESLIGAMENTO 9024 NO ESTATOR 2 POR FASE COM 3 FIOS 9033 NOS MANCAIS 1 POR MANCAL 9034 NOS MANCAIS 1 POR MANCAL COM 3 FIOS ALARME DESLIGAMENTO DIANTEIRO TRASEIRO DIANTEIRO TRASEIRO RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO (tensão única) 9038 9039 COM TERMOSTATO RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO (tensão dupla) 9410 MENOR TENSÃO MAIOR TENSÃO TERMÔMETRO (Mancal dianteiro) 9037 TERMÔMETRO (Mancal traseiro) 9037 ACESSÓRIOS ADICIONAIS Em motores com mais de 1 rolamento por mancal.71 e o segundo com a numeração 170 . 28 .

regular-se a resistência externa.2. .6. por falta de energia na rede. Caso a partida direta não seja possível.6. através do conjunto de escovas e anéis deslizantes. . COM REOSTATO Na partida dos motores de anéis. b) O sistema de proteção (cabos. porém. A norma NBR 7094 estabelece um regime de partida mínimo que os motores devem ser capazes de realizar: a) Duas partidas sucessivas. para diminuir a corrente de partida e aumentar o conjugado. pela maior queda de tensão causada na rede. a duração da corrente de partida. Nos casos em que a corrente de partida do motor é elevada podem ocorrer as seguintes conseqüências prejudiciais: a) Elevada queda de tensão no sistema de alimentação da rede. 3. viável porém. permitindo-se retomar o funcionamento logo após o restabelecimento da energia. Lembrando que a corrente de partida de motores de indução atinge valores de ordem de 6 a 7 vezes a corrente nominal e.Chave estrela-triângulo. Estes sistemas de partida indireta (tensão reduzida) são: . com seus enrolamentos à temperatura ambiente e a segunda logo a seguir. isto é. de forma a obter-se o conjugado de partida igual ou próximo ao valor do próprio conjugado máximo.1. que é a relação entre a corrente de rotor bloqueado e a corrente nominal. com os enrolamentos à temperatura de regime. sendo a primeira feita com o motor frio.6. permitindo-se uma segunda tentativa logo a seguir. b) A partida do motor é feita sempre sem carga. CORRENTE DE ROTOR BLOQUEADO (Ip/In) De acordo com a norma NBR 7094. devido aos problemas citados acima. A segunda condição simula o caso de um desligamento acidental do motor em funcionamento normal. configura-se uma situação em que a respectiva corrente de partida (Ip) deve estar numa relação com a corrente nominal da rede. PARTIDA DE MOTORES ELÉTRICOS 3. Em função disto.2.3. ocasionando um custo elevado. COM ROTOR DE ANÉIS. provoca a interferência em equipamentos instalados neste sistema. deve ser direta (a plena tensão). Se o intervalo entre partidas sucessivas for muito reduzido. isto levará a uma aceleração de temperatura excessiva nos enrolamentos.2. sendo tolerável para os outros consumidores à queda de tensão momentânea.6. É possível ainda.2. . PARTIDAS DE MOTORES TRIFÁSICOS.Chave série-paralelo. pelo desligamento da proteção. c) Quando devidamente autorizada pela concessionária de energia elétrica da região. durante o tempo de partida. por exemplo.2.Inversor de freqüência. c) A imposição das concessionárias de energia elétrica que limitam a queda de tensão da rede. b) Uma partida com o motor quente. ou seja. PARTIDA – MOTOR DE GAIOLA Sempre que possível. OBS: Sempre que for utilizado um sistema de partida deferente da direta. É o método mais simples.2. sobretudo reduz o tempo de partida e. o que. pode-se usar sistema de partida indireta para reduzir a corrente de partida.6. a WEG Máquinas deverá ser comunicada com antecedência a fim de analisar os conjugados requeridos pela carga. 3.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 3. o tempo gasto na aceleração de cargas de inércia apreciável resulta na elevação rápida da temperatura do motor. tal que. A resistência rotórica adicional é mantida no circuito durante a partida. como a corrente nominal é função da potência. a partida de um motor trifásico com rotor de gaiola. FREQÜÊNCIA DE PARTIDAS DIRETAS Devido ao valor elevado da corrente de partida dos motores de indução.Chave compensadora ou auto-trafo. Essa situação é satisfeita em uma das três condições: a) Quando a rede é suficientemente "forte" e a corrente do motor é desprezível em relação a capacidade da rede. . por meio de um contator. contatores) deverá ser super dimensionado. está indicado na placa de características o valor de IP/In . um reostato externo é conectado ao circuito rotórico. A primeira condição simula o caso em que a primeira partida do motor é abortada. por exemplo. assim. . apenas quando a corrente de partida não afeta a rede de alimentação.4.Chave de partida estática ou soft-start. 29 3. essa corrente (Ip) não venha a alterar as condições de alimentação de outros consumidores. danificando-os ou reduzindo sua vida útil. após o motor ter desacelerado até o repouso.

8 mostra os valores de temperatura em função da resistência ôhmica medida. Classe H: Alarme: 155ºC.2. outros deverão ser utilizados quando a aplicação assim exigir. que inclui um medidor de temperatura.25 para motores com fator de serviço igual ou superior a 1. falta de ventilação do motor). OBS: 1) Além dos dispositivos de proteção aqui indicados. geralmente com relé térmico com corrente nominal ou de ajuste.15 para motores com fator de serviço igual a 1.15 ou. (Por motivo de segurança extra. Os motores utilizados em regime contínuo devem ser protegidos contra sobrecargas. Os valores de alarme e desligamento podem ser definidos em função da experiência.7. Desligamento: 155ºC. porém não devem ultrapassar aos indicados anteriormente. é possível instalar dois protetores por fase). A temperatura ambiente é. Seu funcionamento baseia-se no princípio de que a resistência elétrica de um condutor metálico varia linearmente com a temperatura. no máximo 40°C.1.1. termistor. compostos de semicondutores que variam sua resistência bruscamente ao atingirem uma determinada temperatura.2. com contatos de prata normalmente fechados. °C °C °C B 40 F 40 H 40 80 100 125 10 15 15 °C 130 155 180 30 . Classe de isolamento Temperatura ambiente T = elevação de temperatura (método da resistência) Diferença entre o ponto mais quente e a temperatura média Total: Temperatura do ponto mais quente Tabela 3. ou um dispositivo de proteção independente. Estes se abrem com determinada temperatura. Alguns motores possuem. em princípio. igual ou inferior ao valor obtido multiplicando-se a corrente nominal da alimentação a plena carga do motor por: .7. dois tipos de proteção: a proteção dos motores contra sobrecarga/rotor bloqueado e proteção dos circuitos (terminais e de distribuição) contra curto circuito. tais como: termostato (sonda térmica).7 mostra uma comparação entre os sistemas de proteção. . há. Os valores numéricos e a composição da temperatura admissível do ponto mais quente. 2) A tabela 3. baixa tensão. travamento do motor. Normalmente são instalados uma resistência calibrada por fase e um por mancal.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 3. A tabela 3. termoresistores tipo PT100. 3) Recomenda-se que os relés sejam ajustados conforme indicado abaixo: Classe F: Alarme: 130ºC. LIMITES DE TEMPERATURA PARA OS ENROLAMENTOS A temperatura do ponto mais quente do enrolamento deve ser mantida abaixo do limite da classe térmica.0. regulando-se os dispositivos de controle para alarme e posterior desligamento. por norma. TERMOSTATO (BIMETÁLICO) São detetores térmicos do tipo bimetálico. A temperatura total vale a soma da temperatura ambiente com a elevação de temperatura (T) mais a diferença que existe entre a temperatura média do enrolamento e a ponto mais quente. e acima disso as condições de trabalho são consideradas especiais. quando solicitados pelo cliente como parte integrante. são indicados na tabela abaixo. TERMORESISTÊNCIA (TIPO PT100-RTD) A termoresistência é um elemento de resistência calibrada feito de platina. TERMISTORES (TIPO PTC ou NTC) São detetores térmicos. Os terminais do detetor são ligados a um painel de controle. dispositivos de proteção contra sobrelevação de temperatura (em casos de sobrecargas. Os termistores são ligados em série ou independentes conforme esquema de ligação. NOTA: Os termostatos e os termistores deverão ser conectados a uma unidade de controle que interromperá a alimentação do motor ou acionará um dispositivo de sinalização. Desligamento: 180ºC. PROTEÇÃO DOS MOTORES Nos circuitos de motores. 3. ou por um dispositivo integrante do motor.1. Os termostatos são ligados em série ou independentes conforme esquema de ligação.4.

24 110.69 130.07 158.26 143.81 5 101.02 110.30 9 103.91 145.57 154.95 105.61 117.2 corrente nominal.45 159. 4. 10.18 6 102. Frenagens.89 134.68 108.77 128.27 135.46 139.96 112. Temperatura ambiente excessiva.38 118.12 107.32 152.63 110.67 Tabela 3.68 149. 11. nesta caixa estarão os terminais de ligação dos protetores térmicos e outros acessórios. Funcionamento com mais de 15 partidas por hora.73 113.08 138. Falta de fase.04 135. ºC 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 150 0 100.83 116. 9.35 113.85 121.98 132.84 131.83 156. Sobrecarga com corrente 1.7 .86 126.95 157.39 104.09 125. OBS: Quando houver previsão de caixa de ligação para acessórios.Comparação entre sistemas de proteção de motores. 5.60 140. etc.78 123. correias. 8.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS Proteção em função da corrente Causas de sobreaquecimento Só fusível 1.01 122.08 120.39 144.82 159.78 104.94 151.55 148. Regimes de carga S1 a S8 EB 120.51 134.18 136.82 153.57 151.07 108.56 105.79 111.42 147.45 116.07 130.04 146.17 105.53 145.24 127.57 160.67 115.15 119.66 135.32 158.39 128.69 2 100.64 143.47 121.33 155. 31 .06 149.00 103. 7.90 107.70 155.50 142.16 128.34 106.45 131.90 114.18 112.12 141.57 112. polias. Rotor bloqueado.31 130.73 106.15 144.74 141.54 129. Variação de tensão excessiva.45 153. os terminais dos acessórios estarão na caixa principal. Variação de freqüência na rede.94 160.62 122.98 140.36 141.32 125.Variação da resistência calibrada de platina.94 137.37 133.51 107.80 136.29 108.62 127.54 119.08 155.60 132.13 133.06 3 101.12 113. Caso contrário.92 129.88 142. Aquecimento externo provocado por rolamentos.77 144.31 120. 6. 2.43 4 101.31 1 100.93 124.46 109.66 146.84 139.80 147.95 154.24 122. reversões e funcionamento com partidas freqüentes.40 111.70 125.22 117.55 7 102.19 150.22 132.02 143.31 149. 3.42 136.47 126.93 119.17 147.51 114.58 157.29 146.93 148.19 159.8 .20 153.40 123.77 118.55 124.70 120.20 156.06 115.75 133.56 137.16 124.44 150. Obstrução na ventilação.93 8 103. não protegido não protegido não protegido não protegido semi-protegido não protegido não protegido não protegido não protegido não protegido não protegido Fusível e protetor térmico protegido semi-protegido semi-protegido semi-protegido semi-protegido semi-protegido protegido protegido protegido não protegido não protegido Proteção com sondas térmicas no motor protegido protegido protegido protegido protegido protegido protegido protegido protegido protegido protegido Tabela 3.70 152.28 115.01 127.81 150.22 140.99 117.70 138.32 138.70 158.95 109.07 152.45 156.

3.0 3.6.Parte 7 e NBR 11390 (exceto quando o contrato de compra especifique valores diferentes).5 6.Arranhões. Caso contrário. Operar o motor com valores de vibração do eixo na região de alarme ou desligamento pode causar danos ao casquilho do mancal. Os valores de alarme e desligamento da tabela 3.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 3. Vibrações externas provenientes de outros equipamentos. .7. espessura e altura que o canal de chaveta durante o balanceamento). LIMITES DE VIBRAÇÃO Os motores e geradores WEG são balanceados em fábrica atendendo os limites de vibração estabelecidos pelas normas IEC34-14. Os níveis máximos de vibração recomendados pela WEG para motores em operação são informados na tabela abaixo. batidas ou variações no acabamento do eixo na região de medição. e parafusos de fixação mal apertados.5 7. Esses valores são orientativos e genéricos.5 5. ou com falta de rigidez. A vibração do eixo nestes motores é medida e deve atender às normas IEC 34-14 ou NEMA MG 1.5 - - Fixação do motor à base inadequada.6 representam valores de vibração do eixo admissíveis para máquinas elétricas acopladas conforme norma ISO7919-3.Tensão ou magnetísmo residual na superfície do eixo onde é feita a medição. o motor é balanceado com meia chaveta (isto é.4. As medições de vibração são realizadas nos mancais traseiro e dianteiro. As causas de vibração encontradas mais freqüentemente no campo são: . Base inadequada.2. o canal de chaveta é preenchido com uma barra de mesma largura. LIMITES DE VIBRAÇÃO DO EIXO Em motores equipados ou com previsão para instalação de sensor de proximidade (normalmente utilizados em mancais de bucha) as superfícies do eixo são preparadas com acabamento especial nas áreas adjacentes aos mancais. sendo que condições específicas da aplicação devem ser consideradas: Rotação nominal (rpm) 600 ≤ n ≤ 1800 Níveis de Vibração (mm/s RMS) Carcaça Alarme Desligamento Alarme Desligamento < 355 4. principalmente a folga diametral entre o eixo e o mancal. acoplamento ou outros problemas que repercutem também na vibração da máquina.0 4. . horizontal e axial.7. 3.2. com “calços soltos” debaixo de um ou mais pés do motor. RESISTÊNCIAS DE AQUECIMENTO Quando o motor encontra-se equipado com resistência de aquecimento para impedir a condensação de água durante longos períodos sem operação estas devem ser ligadas de modo a serem sempre energizadas logo após o desligamento do motor e serem desenergizadas logo que o motor entre em operação O desenho dimensional e uma placa de identificação específica existem no motor indicam o valor da tensão de alimentação e a potência das resistências instaladas. . As principais causas para aumento na vibração do eixo são: .2.Problemas de forma do eixo na região de medição.5 355 à > 630 630 4.0 5. Operar o motor com valores de vibração acima dos descritos acima pode prejudicar a sua vida útil e/ou seu desempenho.2.5 7. nas direções vertical. . visando garantir a correta medição da vibração do eixo. 32 1800 < n ≤ 3600 Tabela 3.5 8.7.5. Quando o cliente envia a meia luva de acoplamento para a WEG o motor é balanceado com a meia luva montada no eixo. de acordo com as normas acima.5 5. Estes valores são orientativos e genéricos. sendo que as condições específicas da aplicação devem ser consideradas.5 7. NEMA MG1 .Desalinhamento entre o motor e o equipamento acionado.3.Problemas de desbalanceamento. minimizados durante a fabricação. Rotação Nominal (rpm) 1800 Vibração do Eixo (μm pico-a-pico) 280 e 355 a Carcaça > 450 315 450 Alarme Desligamento Alarme Desligamento 110 140 85 100 130 160 100 120 150 190 120 150 3600 Tabela 3.

IMPORTANTE: 1) A distância entre os porta-escovas e a superfície dos anéis coletores.3.1. MOTOR COM ROTOR DE ANÉIS . após a aceleração completa do motor. 13)A ventilação do motor está OK? (Observar no sentido de rotação para motores uni-direcionais).Em motores com escovas em contato permanente.5) 9) Foram removidos todos os objetos. 33 . .Em motores com porta-escovas motorizado.3. podendo ocorrer desgastes excessivos de escovas e anéis coletores (para motores com rotor bobinado).5 ou 4.6) 11)Todos os parafusos do motor estão devidamente apertados? 12)Acionado o motor em vazio ele gira levemente sem ruídos estranhos? O sentido da rotação está correto? (Observar que para inverter o sentido da rotação. deverá se ter a garantia de que o sistema de levantamento das escovas atuou. basta inverter a ligação à rede de 2 terminais quaisquer). 3) Caso a condição de carga (corrente nominal de trabalho) imposta ao motor não estiver de acordo com as características nominais do mesmo (acima ou abaixo) é necessário analisar a especificação das escovas em função da real condição de carga. para inverter o sentido de rotação é necessário consultar a WEG Máquinas para análise do ventilador.2) 6) Estão conectados os bornes do rotor? (No caso de motores de anéis). deverá estar de acordo com o especificado e deverá ainda incidir perpendicularmente sobre a superfície de contato se as escovas forem radiais. 5) Os motores da linha "H" com nível de ruído especial possuem ventilador unidirecional (todas as polaridades). portanto no caso de haver a necessidade de alterar o sentido de rotação é preciso consultar a WEG Máquinas para análise do ventilador. verificar o descrito no item 4. aterramento e das resistências de aquecimento? 8) A resistência de isolamento do estator e do rotor tem o valor prescritos? (Conforme item 2. EXAME PRELIMINAR Antes de ser dada a partida inicial de um motor ou após longo tempo sem operação verifique: 1) O motor está limpo? Foram removidos os materiais de embalagem e os elementos de proteção? 2) Combinam a tensão e a freqüência do motor com o sistema de alimentação? (Ver plaqueta de identificação). . deverá ser de 2mm a 4mm. 3.3) 5) Estão os rolamentos devidamente lubrificados? (Conforme item 4. PARTIDA INICIAL MOTOR COM ROTOR GAIOLA Após o exame preliminar. . problemas estes não cobertos pelo termo de garantia WEG Máquinas. como ferramentas. instrumentos de medição e dispositivos de alinhamento da área de trabalho do motor? 10)Os porta-escovas estão em ordem? As escovas estão corretamente assentadas? (Ver item 4. o reostato de partida é mantido na posição de "trabalho" durante todo tempo de funcionamento do motor.3. 6) Os motores da linha "Master" são unidirecionais.5.O método de partida deverá seguir as orientações do fabricante do sistema de partida. aquecimento excessivo e até a danificação dos enrolamentos dos motores. os quais são projetados para ligação permanente dos contatos da resistência dentro da gama de regulagem. na contracapa deste manual. ENTRADA EM SERVIÇO 3. 7) Estão conectados os cabos dos protetores térmicos.1. .3. ATENÇÃO: A não observância do descrito anteriormente provocará problemas sérios para o desempenho dos motores.As escovas deverão estar corretamente acentadas.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 3. 2) A pressão da escova sobre o anel. 3) As partes de conexão do acoplamento estão em perfeitas condições e devidamente apertadas e engraxadas onde necessário? 4) O motor está alinhado? (Conforme item 3.Exceção é feita aos reostatos especiais destinados a regular a velocidade de rotação. dar a partida inicial de acordo com uma das formas citadas anteriormente.2. 4) Para inverter o sentido de rotação de motores 2 pólos é necessário consultar a WEG Máquinas para análise do ventilador.

Requisitos gerais. estão descritos nas seguintes normas brasileiras e internacionais. do grau de proteção mecânica (invólucro) e da máquina. 3) Os rolamentos. 2) As escovas. através de componentes estruturais da instalação.3. Requisitos gerais.4. O ruído devido ao sistema de refrigeração é propagado pelo ar e geralmente afeta o nível do ruído apenas do ambiente onde está instalado. este não deve exceder a corrente nominal vezes o fator de serviço indicado na placa. Todos os instrumentos e aparelhos de medição e controle deverão ficar sob observação permanente a fim de que eventuais alterações possam ser constatadas e sanadas as suas causas. As seguintes partes de um motor podem produzir ruído na faixa audível: 1) Sistema de refrigeração. a situação é distinta: o ruído deve-se a vibrações mecânicas de parte ou de toda a máquina. uma advertência muito séria: enquanto houver um motor rodando. recolocar o autotransformador. Em regime contínuo. 3. mesmo depois de desligado. e se necessário redimensionar o conjunto de escovas. A parte do motor que predomina como fonte de ruído depende do porte da máquina. Este tipo de propagação. 3. PROPRIEDADES ACÚSTICAS Para um adequado planejamento no nível de conforto acústico em residências. IEC 79-0 = Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas. escritórios e fábricas. Caso houverem variações de vibração significativas no conjunto. deve-se ter em mente que amortecedores inadequados podem até mesmo amplificar as vibrações. é necessário reanalisar o alinhamento e nivelamento. *** ATENÇÃO *** As caixas de ligação de motores equipados com capacitores não devem ser abertas antes do tempo de descarga: Tempo de descarga dos capacitores: 5 minutos após o desligamento do motor. constitui perigo de vida tocar em qualquer uma de suas partes ativas. EN 50014 = Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas em potencial. que estão definidas em normas específicas para cada tipo de área de risco. a) MOTOR COM ROTOR DE GAIOLA: Bastará abrir a chave do circuito estatórico e uma vez parado o motor.4. entre a condição inicial de funcionamento e a condição após a estabilidade térmica. é importante observar como origina-se o ruído de motores e como afeta o nível de ruído do ambiente onde estão instalados. b) MOTOR COM ROTOR DE ANÉIS: Deverá ser aberta a chave de circuito estatórico. com o valor indicado na placa de identificação. antes de qualquer situação. Contudo. Após a parada. MOTORES APLICADOS EM ÁREAS DE RISCO ATMOSFERAS EXPLOSIVAS Os motores especificados para operar em áreas de risco possuem características adicionais de segurança. Requisitos gerais (especificações). Comparar a corrente de linha absorvida. Em caso de motores de anéis deverá se levantar a real condição de carga a que o motor será submetido em regime de trabalho. conforme sua classificação. na posição de partida. 34 . e o som pode propagar-se através da fundação. sem oscilação de carga.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 3. FUNCIONAMENTO Acionar o motor acoplado à carga até atingir sua estabilidade térmica e observar se aparecem ruídos e vibrações anormais ou aquecimentos excessivos. das paredes ou tubulações da máquina. DESLIGAMENTO Cabe aqui. de sua velocidade de rotação.3.5. 4) O circuito magnético. o reostato deverá ser recolocado na posição de "arranque".3. se houver. pela montagem da máquina em amortecedores adequadamente dimensionados. pode ser reduzido. 3. consultar a WEG Máquinas. Em caso de dúvida. respectivamente: NBR 9518 = Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas. Os requisitos gerais para equipamentos que operam em áreas de risco. se o ruído origina-se nos rolamentos ou no circuito magnético.

Certificar-se que os motores estejam devidamente aterrados. CUIDADOS ADICIONAIS RECOMENDADOS PARA MOTORES APLICADOS EM ÁREAS DE RISCO Desenergizar o motor e aguardar que o mesmo esteja completamente parado.Todos os requisitos exigidos nas normas aplicáveis devem ser atendidos.Segurança Aumentada: IEC 79-7 / NBR 9883 / EN 50019. movimentação.Não ascendível: IEC 7915. - - NOTA: Todas as outras instruções quanto a armazenagem.2.Pressurizado: IEC 79-2 / NBR 5420. CUIDADOS GERAIS COM MOTORES ELÉTRICOS APLICADOS EM ÁREAS DE RISCO Antes de instalar. devem ser tomados os seguintes cuidados: . devem ser estudadas e entendidas.5. inspeção ou reparo nos motores.1.As normas citadas abaixo. 3. Todas as proteções existentes devem estar instaladas e devidamente ajustadas antes da entrada em operação. ante de executar qualquer processo de manutenção. operar ou proceder manutenção em motores elétricos de áreas de risco. Os terminais de ligação devem estar devidamente conectados de modo a evitar qualquer tipo de mal contato que possa gerar aquecimento ou faísca. também devem ser observadas.5. instalação e manutenção existentes nesse manual e aplicável ao tipo de motor em questão.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 3. 35 . Exe . Exp . aplicáveis para o caso em questão. . Exn .

a fim de evitar danos aos mancais.2. Limpeza do trocador de calor. adequadamente aplicados. LIMPEZA PARCIAL Drene a água condensada. A não observância de um dos itens anteriormente relacionados podem significar paradas não desejadas do equipamento. Não devem ser usados solventes para limpeza dos anéis coletores. eventuais exames no ventilador. Limpe completamente o trocador de calor. Seque com ar seco. recomenda-se utilizar motores com proteção IP(W)55. Caso a poeira seja de remoção difícil. A carcaça deve ser mantida limpa. deve-se inspecionar periodicamente níveis de isolamento. pois o vapor destes produtos é prejudicial ao funcionamento das escovas e anéis coletores. Os detritos impregnados de óleo ou umidade podem ser limpos com panos embebidos em solventes adequados. 36 . recomenda-se uma limpeza na caixa de ligação. sempre que necessitem de transporte. os mesmos deverão ser limpos através da passagem de ar comprimido. Esta deve apresentar os bornes limpos. soprando a sujeira da tampa defletora e eliminando toda acumulação de pó contida nas pás do ventilador e nas aletas de refrigeração. A freqüência com que devem ser feitas as inspeções. Os espaços entre os anéis devem ser limpos com uma mangueira de aspirador de ar com uma varinha de plástico na ponta. LIMPEZA COMPLETA Limpe os enrolamentos sujos com pincel ou escova.1.2. Em caso de trocadores de calor ar-água. Para limpá-los. detritos e óleos. ao ser introduzida nos tubos. Passe ar comprimido através dos canais de ventilação no pacote de chapas do estator. sem acúmulo de óleo ou poeira na sua parte externa para facilitar a troca de calor com o meio. depende do tipo do motor e das condições locais de aplicação. utilizar o dispositivo fornecido juntamente com o motor. em perfeitas condições mecânicas e sem depósitos de pó nos espaços vazios. 4. o compartimento das escovas deve ser limpo com aspirador de pó. a elevação de temperatura (enrolamentos e mancais). Se a poeira não for abrasiva. MANUTENÇÃO Em uma manutenção de motores elétricos. é necessário uma limpeza periódica nas tubulações do radiador a fim de que se retire quaisquer incrustações.3a).5). - - NOTA: Caso o motor possua filtros na entrada e ou saída de ar. rotor e mancais. lubrificação dos rolamentos. isentos de poeira. lave-o em água fria com um detergente neutro e seque-o na posição horizontal.5.1. pode ser utilizada uma haste com escova redonda na extremidade que. quanto ao correto fluxo de ar. Use um pano umedecido em álcool ou com solventes adequados para remover graxa. Em ambiente agressivo. deve-se empregar um jateamento de ar comprimido.1. vida útil dos mancais. 4. Os tubos dos trocadores de calor (quando existirem) devem ser mantidos limpos e desobstruídos para garantir uma perfeita troca de calor. Advertência quanto ao transporte: Os motores providos com rolamentos de esferas ou rolos. retira a sujeira acumulada. 4. ver o disposto no item 2. desgastes. Drene a água condensada. Em motores com proteção IP 54. deve-se utilizar escovas ou panos limpos de algodão. Para o travamento do eixo. Meça a resistência de isolamento (ver tabela 2. deve-se observar que o eixo esteja devidamente travado. limpe o interior das caixas de ligação e os anéis coletores. Verifique as condições da escova. sem oxidação. desgastes de escovas e anéis coletores. Inspeção visual do isolamento do enrolamento. Em motores de anéis.4 e 4. retirar a tampa traseira do trocador de calor e inserir a escova nos tubos. Para limpeza dos tubos. retirando o pó das escovas para fora do motor. Limpe o interior da caixa de ligação. níveis de vibração. Os anéis coletores devem ser limpos com um pano limpo e seco e que não solte fiapos.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. Limpe o conjunto escovas/porta-escovas conforme item 4. LIMPEZA Os motores devem ser mantidos limpos. Limpe os anéis coletores (vide item 4. NOTA: Para limpeza dos tubos. óleo e outras sujeiras que aderiram sobre o enrolamento.1.

todos os lubrificantes sofrem contaminação em serviço. a vida útil do sistema de mancais. As temperaturas de alarme e desligamento para mancais de rolamento podem ser ajustadas respectivamente para 100ºC e 120ºC. além disso. Um ouvido bem treinado é perfeitamente capaz de distinguir o aparecimento de ruídos anômalos. O motor que permanecer em estoque deve ser relubrificado a cada 6 meses. LUBRIFICAÇÃO 4. b) Lubrificação e limpeza. MANCAIS DE ROLAMENTO LUBRIFICADOS A GRAXA A finalidade de manutenção. 37 .1. do tipo de graxa utilizado e da temperatura trabalho. suficientes para o período de funcionamento indicado na folha de dados a na placa de identificação dos rolamentos. estão nas tabelas 4. da velocidade de rotação.2. = 40ºC. temperatura absoluta = T + ambiente).2.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. As propriedades dos lubrificantes deterioram-se em virtude de envelhecimento e trabalho mecânico. quantidade e tipo de graxa e intervalo de lubrificação são informados em uma placa de identificação fixada no motor. etc. como valores orientativos.2 a elevação de temperatura não deverá ultrapassar os 60ºC. aconselha-se a utilização de equipamentos que permitam fazer análises preditivas.2a e 4. mesmo empregando meios muito simples (uma chave de fenda. e. c) Exame mais minucioso dos rolamentos. Os dados dos rolamentos. 4. INTERVALOS DE LUBRIFICAÇÃO Os motores WEG são fornecidos com graxa POLYREX EM 103 (Fabricante: Esso) até a carcaça 450 e a graxa STABURAGS N12MF (Fabricante Klüber) para a carcaça 500 e acima. A manutenção abrange: a) Observação do estado geral em que se encontram os mancais. O ruído nos motores deverá ser observado em intervalos regulares de 1 a 4 meses. medido no anel externo do rolamento (T = 60ºC/ambiente máx. verifique estes dados. A temperatura poderá ser controlada permanentemente com termômetros. é prolongar o máximo possível. Sendo o mancal lubrificado com graxas recomendadas no item 4.).2. quantidade de graxa e os rolamentos usados nos motores.1.1.1. O período de lubrificação e o tipo dos rolamentos para cada motor estão gravados na placa de identificação fixada no motor. colocados do lado de fora do mancal.2. neste caso. Os intervalos de lubrificação. lubrificados com graxa.2b. Antes do procedimento de lubrificação dos mancais. Os rolamentos devem ser lubrificados para evitar o contato metálico entre os corpos rolantes e também para proteger os mesmos contra corrosão e desgaste. razão pela qual devem ser completados ou trocados de tempos em tempos. O período de relubrificação depende do tamanho do motor. A cada 2 meses deve-se girar o eixo algumas voltas para homogeneizar a graxa pelos O controle da temperatura num mancal também faz parte da manutenção de rotina. Para uma análise mais confiável dos mancais. Os motores WEG são normalmente equipados com rolamentos de esfera ou de rolos. mancais. ou com termo-elementos embutidos. das condições de serviço.

300 2.Intervalo de relubrificação normal adotado para temperatura ambiente de 40ºC e tipos de graxa especificados acima.200 6. nos seguintes casos: .900 6.100 4.900 6.800 8.000 4.200 7.Temperatura de operação de 90ºC a 100ºC: 0.400 1.500 5.63.Temperatura de operação menor que 60ºC: 1.400 1.700 10.800 2.700 10.25. diminuir os intervalos a metade.600 10.200 6.100 4.800 1.200 6222 6222 355 6224 6224 400 NU224 NU228 6320 6226 6230 6234 6234 6234 450 NU224 6322 6230 500 NU226 6322 6230 NU228 560 NU222 NU230 NU234 NU232 23032 630 NU224 NU230 NU234 23036 1.300 3.700 6.200 4.800 10.300 3.800 10.Adotar os fatores de correção abaixo nos intervalos de lubrificação da tabela acima.000 4.800 8.500 7.000 6.200 7.800 4.000 5.800 2.40.400 Graxa Staburags N12MF (Klüber) 4.700 10.700 3.900 3.900 3.900 5.600 3.400 3.200 2.900 9.900 10.600 6.59.500 5.000 5. .Temperatura de trabalho do rolamento = 70ºC.100 9.500 6.700 5.300 6.60Hz Mancal Traseiro Mancal Traseiro Mancal Dianteiro Mancal Traseiro motor de anéis motor de anéis Mancal Dianteiro (com Polia) (motor de Gaiola) Carcaça Pólos (Escovas Fixas) (Escovas Levantáveis) Mancal Relub Mancal Relub Mancal Relub Mancal Relub Mancal Relub 315 2 4 6 8 2 4 6 8 4 6 8 4 6 8 4 6 8 4 6 8 4 6 8 4 6 8 10 12 4 6 8 10 12 6 8 10 12 6 8 10 12 6314 6320 6314 6322 3.900 6.300 10.900 2.800 8.000 10.000 6.800 8.000 10.200 6.400 10.000 10.900 2.600 2.400 6.400 6.200 23036 710 NU226 NU232 NU234 23040 Graxa Polyrex EM 103 (Esso) NOTAS: . .Temperatura de operação de 70ºC a 80ºC: 0. 38 Tabela 4.600 8.000 10.100 1.300 7. .100 9. .000 4.300 7.200 3.000 3.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS INTERVALO MÁXIMO DE LUBRIFICAÇÃO (EM HORAS) PARA MOTORES COM EIXO HORIZONTAL .400 3.400 3.Temperatura de operação de 80ºC a 90ºC: 0.400 8.900 5.600 8.100 1.500 7.000 5.800 3.200 4.100 9.2a.400 3.900 5.700 5.800 1.400 4.500 2.900 6.700 4.200 3.700 4.200 3.700 6. .400 10.500 8.000 10.100 3.200 3.000 6.800 6314 NU322 2.000 2.400 5.400 3.Para aplicação dos mancais na vertical.400 6.900 6.900 9. .400 2.400 6. .200 6.500 8.300 6.000 3.000 5.000 10.000 10.300 4.400 6.800 8.400 10.900 5.100 4.500 5.000 3.300 3.400 3.500 6316 6314 NU324 6320 3.000 10.400 2.900 5.600 10.000 2.400 5.500 4.600 2.000 3.

200 7.000 3.300 6.000 3.300 2.300 3.300 3.600 3.800 5.900 6.000 10.100 6.000 10.000 6.900 6.000 3.300 10.300 5. . .400 1.400 8.300 5.300 2. nos seguintes casos: .700 7.300 4.300 5.000 10.900 8.000 10.500 10.100 7.100 7.000 4.500 7.000 10.300 5.900 4.000 9.600 6.400 9.500 10.700 7.000 10.900 2.400 9.700 3.000 1.100 3.100 7.Temperatura de operação de 90ºC a 100ºC: 0.600 5.500 6.100 7.900 3.900 10.700 7.100 5.100 8.300 10.300 8.100 3.Temperatura de trabalho do rolamento = 70ºC.800 2.000 4.500 10.200 6314 NU322 3.Adotar os fatores de correção abaixo nos intervalos de lubrificação da tabela acima.100 7.300 3.500 1.600 2.300 5.63.800 5.000 10.000 4.Temperatura de operação de 70ºC a 80ºC: 0.50Hz Mancal Traseiro Mancal Traseiro Mancal Dianteiro Mancal Traseiro motor de anéis motor de anéis Mancal Dianteiro (com Polia) (motor de Gaiola) Carcaça Pólos (Escovas Fixas) (Escovas Levantáveis) Mancal Relub Mancal Relub Mancal Relub Mancal Relub Mancal Relub 315 2 4 6 8 2 4 6 8 2 4 6 8 4 6 8 4 6 8 4 6 8 4 6 8 4 6 8 10 12 4 6 8 10 12 6 8 10 12 6 8 10 12 6314 6320 6314 6322 6317 NU224 4.300 6.500 6.700 10.300 6.700 10.000 3.100 7. .000 3.000 3.700 6316 6314 NU324 6320 6317 NU228 6320 4.000 6.900 8.300 6.400 3.900 2.700 10.59.200 7.100 3.Temperatura de operação menor que 60ºC: 1.600 3.200 7.800 4.300 2.900 10.000 6.40.800 5.900 6.Para aplicação dos mancais na vertical. .700 10.300 6.300 10.800 8.000 1.100 4.000 10.700 7.800 8.100 4.100 3.000 10.000 1.100 6222 6222 355 6224 6224 400 6226 6230 6234 6234 6234 450 NU224 6322 6230 500 NU226 6322 6230 NU228 560 NU222 NU230 NU234 NU232 23032 630 NU224 NU230 NU234 23036 23036 710 NU226 NU232 NU234 23040 Graxa Polyrex EM 103 (Esso) Graxa Staburags N12MF (Klüber) NOTAS: .700 7.000 3.300 5.800 2.800 5. .800 8.900 9.500 10.900 6.300 8. diminuir os intervalos a metade.300 10.600 6.000 10.000 7.000 6.900 9.500 5. 39 Tabela 4. .800 8.900 3.000 10.000 7.500 7.800 8.600 6.000 10.300 10. .000 4.000 3.100 3.200 7.000 4.300 8.700 10.700 1.300 6.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS INTERVALO MÁXIMO DE LUBRIFICAÇÃO (EM HORAS) PARA MOTORES COM EIXO HORIZONTAL .300 8.000 4.000 10.500 7.000 6.000 6.2b.600 8.000 6.Temperatura de operação de 80ºC a 90ºC: 0.000 5.700 1.25.000 9.Intervalo de relubrificação normal adotado para temperatura ambiente de 40ºC e tipos de graxa especificados acima.300 4.500 10.

3a.4c. e principalmente devido ao batimento da graxa. um problema. trazem efeitos prejudiciais. Pode-se dizer que as graxas são compatíveis. QUALIDADE E QUANTIDADE DE GRAXA É importante que se faça uma lubrificação correta. 75 105 130 4.1.2. Graxas com diferentes tipos de base nunca deverão ser misturadas.4. aplicar graxa correta e em quantidade adequada. pois tanto uma lubrificação deficiente quanto uma lubrificação excessiva.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. TIPO E QUANTIDADE DE GRAXA Graxas fornecidas com os motores FABRICANTE ESSO KLÜBER GRAXA POLYREX EM 103 (BASE DE POLIURÉIA) STABURAGS N12MF (BASE DE COMPLEXO DE SÓDIO E MoS2) TEMPERATURA DE TRABALHO CONSTANTE (°C) (-30 a +170) (-20 a +140) APLICAÇÃO NORMAL Tabela 4. Isto pode provocar vazamento. COMPATIBILIDADE A compatibilidade dos diversos tipos de graxas constitui. Quantidade de graxa (g) Rolamento de esferas Rolamento 6222 6224 6226 6230 6234 6314 6316 6320 6322 Tabela 4.3b. Rolamento de rolos Rolamento NU222 NU224 NU226 NU228 NU230 NU232 NU234 Tabela 4.2. 4.3. quando as propriedades da mistura se encontram entre as faixas de propriedades das graxas individualmente.4a. Exemplo: Graxas à base de Lítio nunca devem ser misturadas com outras que tenham base de sódio ou cálcio. ocasionalmente. Opções de graxas FABRICANTE ESSO PETROBRAS SHELL ESSO GRAXA UNIREX N2 (BASE COMPLEXO DE LÍTIO) LUBRAX GMA-2 (BASE DE LÍTIO) ALVÂNIA R3 (BASE DE LÍTIO) AEROSHELL 7 (MICROGEL) BEACON 325 (BASE DE LÍTIO) TEMPERATURA DE TRABALHO CONSTANTE (°C) (-35 a +175) (0 a +130) (-35 a +130) (-55 a +100) (-50 a +120) APLICAÇÃO NORMAL BAIXA TEMPERATURA Tabela 4. 40 .4b. Graxa (g) 40 45 50 65 85 30 35 50 60 Graxa (g) 40 45 50 55 65 70 85 Rolamento de rolos autocompensador Rolamento Graxa (g) 23032 23036 23040 Tabela 4. isto é. A lubrificação em excesso acarreta elevação de temperatura.1. depositando-se sobre as bobinas.2. que acaba por perder completamente suas características de lubrificação. anéis coletores e escovas. devido à grande resistência que oferece ao movimento das partes rotativas. com penetração da graxa para o interior do motor.2.1.

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Para se evitar qualquer possível problema de incompatibilidade de graxas. Uma boa prática de lubrificação consiste em se introduzir uma nova graxa no equipamento, eliminando-se por completo a graxa velha e limpando perfeitamente o local que vai ser lubrificado. Quando isto não for possível, deve-se aplicar graxa nova sob pressão. Expulsando-se a antiga, até sair graxa limpa pelo dreno do mancal. Em geral, graxas com o mesmo tipo de sabão são compatíveis entre si, mas dependendo da proporção de mistura, pode haver incompatibilidade. Assim sendo, não é recomendada a mistura de diferentes tipos de graxas, sem antes consultar o fornecedor da graxa ou a WEG. Alguns espessantes e óleos básicos, não podem ser misturados entre si. Forma-se então uma mistura não homogênea. Neste caso, não se pode descartar uma tendência ao endurecimento, ou ao contrário, um amolecimento da graxa, (ou queda do ponto de gota da mistura resultante).

Para lubrificação, use exclusivamente pistola engraxadeira manual.

Fig. 4.2. - Rolamentos e sistemas de lubrificação. 4.2.1.6. ETAPAS DE RELUBRIFICAÇÃO DOS ROLAMENTOS 1. Retirar a tampa do dreno. 2. Limpar com pano de algodão as proximidades do orifício da graxeira. 3. Com o rotor em funcionamento, adicionar a graxa por meio de pistola engraxadeira manual até que a graxa comece a sair pelo dreno ou até ter sido introduzida a quantidade de graxa nas tabelas. 4. Deixar o motor funcionando durante o tempo suficiente para que se escoe todo o excesso de graxa. 5. Inspecione a temperatura do mancal para certificar-se de que não houve nenhuma alteração significativa. 4.2.1.7. DISPOSITIVO DE MOLA PARA RETIRADA DA GRAXA Quando a saída de graxa do mancal não está acessível ao operador, alguns motores são providos de um dispositivo com mola para retirada da graxa durante a relubrificação dos mancais. Etapas para lubrificação: 1. Antes de iniciar o procedimento de lubrificação do mancal, limpe a graxeira com pano de algodão; 2. Retire a vareta com mola, limpe a mola e coloque de volta; 3. Com o rotor em funcionamento, adicione a quantidade de graxa especificada na placa de identificação dos rolamentos, por meio de equipamento engraxador manual. 4. O excesso de graxa sai pelo dreno inferior do mancal e se deposita na mola. 5. Permanecer com o motor funcionando durante o tempo suficiente para que escoa todo o excesso de graxa. 41

4.2.1.5. INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO O sistema de lubrificação foi projetado para que na relubrificação dos rolamentos, toda a graxa seja removida das pistas dos rolamentos e expelida através de um dreno que permite a saída e impede a entrada de poeira ou outros contaminantes nocivos ao rolamento. Este dreno também evita a danificação dos rolamentos pelo conhecido problema de relubrificação excessiva. É aconselhável fazer a relubrificação durante o funcionamento do motor, de modo a permitir a renovação da graxa no alojamento do rolamento. Se isto não for possível devido à presença de peças girantes perto da engraxadeira (polias, etc.) que podem por em risco a integridade física do operador, procede-se da seguinte maneira: - Injeta-se aproximadamente metade da quantidade total estimada da graxa e coloca-se o motor a girar durante aproximadamente 1 minuto em plena rotação; - Desliga-se o motor e injeta-se o restante da graxa. A injeção de toda a graxa com o motor parado pode levar a penetração de parte do lubrificante no interior do motor, através da vedação interna da caixa do rolamento. OBS: É importante manter as graxeiras limpas antes da introdução da graxa a fim de evitar a entrada de materiais estranhos no rolamento.

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6. Esta graxa deve ser retirada puxando-se a vareta da mola e limpando-se a mola. Este procedimento deve ser feito tantas vezes quanto forem necessárias até que a mola permaneça sem graxa. 7. Inspecione a temperatura do mancal para certificar-se de que não houve nenhuma alteração significativa.

Os rolamentos não podem receber golpes diretos durante a montagem. Recomenda-se que sejam aquecidos (aquecedor indutivo) visando, a partir da dilatação do anel interno, facilitar a montagem. O apoio para prensar o rolamento deve ser aplicado sobre o anel interno.

4.2.2. MANCAIS DE ROLAMENTO A GRAXA – MOTORES VERTICAIS
Entrada de graxa

4.2.2.1. CARACTERÍSTICAS Os dados característicos dos mancais, tais como, tipo de rolamento, intervalo de lubrificação quantidade e tipo de graxa, estão descritos em uma placa de características no motor.
Mola para retirada da graxa

4.2.2.2. INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO 1) Antes de iniciar a lubrificação do mancal, limpe a graxeira com um pano limpo. 2) Retire o dispositivo de mola (17), limpe-a e recoloque-a no local. 3) Com o motor em operação, adicione a quantidade de graxa indicada na placa de características do mancal, preferencialmente com engraxadeira manual. 4) O excesso de graxa sai pelo dreno de saída de graxa e deve ser retirado através do dispositivo de mola. 5) Mantenha o motor funcionando por um período suficiente para drenagem de todo o excesso de graxa. 6) Este excesso de graxa deves ser retirado retrirando o dispositivo de mola e limpando a mola tantas vezes quanto necessário até que todo o excesso de graxa seja drenado. 7) Verifique a temperature do mancal certificando-se de que não houve nenhuma variação significante. Manutenção e troca do rolamento Se for necessária a limpeza ou a retirada do rolamento para manutenção, siga as instruções a seguir:

Figura 4.3. - Exemplo de um mancal de rolamento traseiro vertical com saída de graxa com dispositivo de mola. 4.2.1.8. SUBSTITUIÇÃO DE ROLAMENTOS A fim de evitar danos aos núcleos, será necessário após a retirada da tampa do mancal calçar o rotor no entreferro com cartolina de espessura correspondente. A desmontagem dos rolamentos não é difícil, desde que sejam usadas ferramentas adequadas (com 3 garras conforme figura 4.4).

Figura 4.4. - Extrator de rolamentos. As garras do extrator deverão ser aplicadas sobre a face lateral do anel a ser desmontado, ou sobre uma peça adjacente. É essencial que a montagem dos rolamentos seja efetuada em condições de rigorosa limpeza e por pessoal competente, para assegurar um bom funcionamento e evitar danificações. Rolamentos novos somente deverão ser retirados da embalagem, no momento de serem montados. Antes da colocação do rolamento novo, será necessário corrigir quaisquer sinais de rebarba ou pancadas no assento do rolamento no eixo.

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4.2.2.3. DESMONTAGEM / MONTAGEM - MANCAL TRASEIRO
12345678910111213141516171819Anel de fixação interno Anel de fixação externo Centrifugador de graxa Anel separador Tampa da graxa Disco de fechamento exteno Proteção da mola Tampa traseira Mola de pré -carga Anel interno Parafuso de fixação Parafuso de fixação Parafuso de fixação Rolamento externo Rolamento interno Porca de fixação Mola retirada graxa Alivio de graxa Arruela de pressão

Detalhe dos sensores de temperatura

Antes de desmontar: - Retires os tubos de prolongamento da entrada e saída de graxa; - Retire a tampa defletora (se houver) ventilador e outros componentes que estão na arte traseira do motor de tal forma que a ponta de eixo traseira fique livre para a retirada do rolamento. - Limpe completamente a parte externa do mancal. - Retire os sensores de temperatura do mancal e providencie um suporte para o eixo para evitar danos. Desmontagem do mancal traseiro Tenha cuidado especial para evitar danos nas esferas, rolos e superfícies do rolamento e eixo. Para desmontagem do mancal, siga cuidadosamente as instruções a seguir, mantendo todas as peças em local seguro: 1) Retire a porca de fixação (16); 2) Retire o dispositivo de mola (17); 3) Retire o disco de fechamento externo (6); 4) Retire os parafusos (12) que fixam o anel de fixação externo; 5) Retire o anel de fixação externo (2); 6) Retire os parafusos (11 e 13); 7) Retire a tampa traseira (8); 8) Retire o rolamento externo (14), anel separador (4) e rolamento interno (15); 9) Retire o parafuso que fixa o centrifugador de graxa (3) e remova-o; 10) Retire o anel de fixação interno (1), se necessário.

Montagem do mancal traseiro - Limpe os mancais completamente e inspecione as peças desmontadas e o interior dos anéis de fixação. - Certifique-se que as superfícies do rolamento, eixo e anéis de fixação estejam perfeitamente lisas. - Coloque a graxa recomendada em ¾ do depósito dos anéis de fixação interno e externo (foto ao lado) e lubrifique o rolamento com quantidade suficiente de graxa antes de montá-lo. - Antes de montar o rolamento no eixo, aqueçao à uma temperatura entre 50ºC e 100ºC. Para montagem completa do mancal, siga as instruções para desmontagem na ordem inversa.

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4) Retire o anel de fixação externo (5).Retire os sensores de temperatura do mancal e providencie um suporte para o eixo para evitar danos. . . rolos e superfícies do rolamento e eixo.4. . 2) Retire o anel com labirinto (6). Para montagem completa do mancal. Montagem . eixo e anéis de fixação estejam perfeitamente lisas.MANCAL DIANTEIRO 12345678910111213- Anel de fixação interno Feltro branco Parafuso de fixação dos anéis Parafuso de fixação do disco Anel de fixação externo Anel com labirinto Parafuso de fixação do centrifugador Centrifugador de graxa Gaveta para saída da graxa Rolamento Graxeira Protetor térmico Disco de fechamento externo Antes de desmontar: . se necessário. 7) Retire a tampa dianteira.Antes de montar o rolamento no eixo. 3) Retire o parafuso (3) que fixam os anéis de fixação (1 e 5). 5) Retire o parafuso (7) que fixa o centrifugador de graxa (8). Para desmontagem do mancal. .Retire a escova de aterramento (se houver) . 6) Retire o centrifugador de graxa (8).MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. 8) Retire o rolamento (10). . 9) Retire o anel de fixação interno (1). 44 .Certifique-se que as superfícies do rolamento.Limpe completamente a parte externa do mancal.2. Desmontagem Tenha cuidado especial para evitar danos nas esferas. DESMONTAGEM / MONTAGEM . aqueçao a uma temperatura entre 50ºC e 100ºC.2. siga cuidadosamente as instruções a seguir.Limpe os mancais completamente e inspecione as peças desmontadas e o interior dos anéis de fixação.Coloque a graxa recomendada em ¾ do depósito dos anéis de fixação interno e externo (foto ao lado) e lubrifique o rolamento com quantidade suficiente de graxa antes de montá-lo. mantendo todas as peças em local seguro: 1) Retire os parafusos (4) que fixam o disco de fechamento (13). siga as instruções para desmontagem na ordem inversa.Retires os tubos de prolongamento da entrada e saída de graxa.

de acordo com a temperatura de trabalho do mancal: Abaixo de 75ºC = 20. . Este dispositivo deverá ser conectado a um painel de controle com a função de indicar sobre aquecimentos e de proteger o mancal de danos devido a operação com temperatura elevada. remova a tampa da saída de óleo (3) e deixe sair o óleo completamente.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4.000 horas Entre 75 e 80ºC = 16. O motor deve operar durante várias horas até que a temperatura dos mancais se estabilize dentro dos limites citados anteriormente.000 horas IMPORTANTE: A vida útil dos mancais depende de suas condições de operação.Quando é necessário efetuar a troca do óleo do mancal.000 horas Entre 90 e 95ºC = 6.O nível de óleo mínimo recomendado é alcançado quando o lubrificante pode ser visto na parte inferior do visor de nível de óleo. .3. OPERAÇÃO DOS MANCAIS A operação de motores equipados com mancais de rolamento lubrificado a óleo é similar a de motores equipados com mancais de rolamento à graxa. IMPORTANTE: As seguintes temperaturas devem ser ajustadas no sistema de proteção do mancal: ALARME 100ºC / DESLIGAMENTO 120ºC 45 .Saída de óleo 4.Se o óleo utilizado está de acordo com o especificado na placa de características.3.3. . Tipo de óleo .Entrada de óleo 1 2 3 2.Remova a tampa da entrada de óleo ou filtro (1) (se houver).Sensor de temperatura 4. 3) O uso de maior quantidade de óleo não prejudica o mancal.000 horas Entre 95 e 100ºC = 4. O tipo de óleo recomendado pela WEG já considera estes critérios. O nível de óleo deve ser inspecionado diariamente e deve permanecer no meio do visor de nível de óleo.A troca do óleo dos mancais deve ser efetuada obedecendo a tabela abaixo. com o motor parado.2. Caso ocorra uma sobre elevação de temperatura o motor deverá ser desligado e os mancais e sensores de temperatura checados.As temperaturas de alarme e desligamento ajustadas para o mancal. . juntas ou pela ponta de eixo.2. NOTAS: 1) Todos os furos roscados não usados devem estar fechados por plugues e nenhuma conexão deve apresentar vazamento.1. Antes da partida verifique: . Caso o mancal não trabalhe de maneira silenciosa e uniforme o motor deve ser desligado imediatamente. AJUSTE DAS PROTEÇÕES Cada mancal está equipado com um detector de temperatura (4) tipo PT100.2. Depois de atingida a temperatura de trabalho dos mancais cheque se não há vazamento de óleo pelos plugues.As características do lubrificante . Durante a primeira partida deve-se ficar atento para vibrações ou ruídos. Para inserção de óleo no mancal: .3.Feche a saída de óleo com a tampa (3).Quantidade insuficiente de óleo pode danificar o mancal.O nível de óleo. das condições de operação do motor e dos procedimentos seguidos pelo pessoal de manutenção. . As seguintes recomendações devem ser observadas: . assim como as primeiras horas de operação.000 horas Entre 85 e 90ºC = 8. MANCAIS DE ROLAMENTO LUBRIFICADOS A ÓLEO 4 1.Visor de nível de óleo 3.000 horas Entre 80 e 85ºC = 12. mas pode ocasionar vazamentos através das vedações de eixo.3. A partida do sistema deve ser acompanhada cuidadosamente. INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO Retirada do óleo . 4. .Coloque o óleo especificado até o nível indicado no visor de óleo.O óleo selecionado para a aplicação deve ter a viscosidade adequada para a temperatura de operação do mancal. 2) O nível de óleo é atingido quando o lubrificante pode ser visto aproximadamente no meio do visor de nível.2. 4.2.O tipo e a quantidade de óleo a ser utilizado estão especificados na placa de características fixada no motor perto do mancal Troca do óleo .

4.Filtro 11.Antes da inserção do rolamento no eixo. 1) Retire o parafuso (9) que fixa o anel com selo labirinto (8). 6) Retire o anel de fixação externo (3). 4) Retire o reservatório externo de óleo (1).Parafuso 15. 8) Retire a tampa dianteira (17). NOTA: Os motores podem ser fornecidos com filtro (10) no local indicado no desenho acima ou na entrada de óleo.Dreno (saída de óleo) 13. aquecer o mesmo à uma temperatura entre 50 e 100ºC. Desmontagem do mancal: . siga as instruções de desmontagem na ordem inversa.Tenha cuidado para evitar danos nas esferas. siga as instruções abaixo: Antes de desmontar . .Remova o sensor de temperatura (15) do mancal. 5) Retire os parafusos (14) que fixam o anel de fixação externo (3).Tampa Para desmontar o mancal. 46 10) Se for necessária a desmontagem completa do mancal.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4.Protetor térmico (RTD) 16. 3) Retire os parafusos (16) que fixam o reservatório de óleo externo (1). anéis estejam lisas.Tampa (entrada de óleo) 14. sem sinais de riscos ou corrosão. . os reservatórios de óleo e inspecione todas as peças para montagem do mancal. . .Remova a escova de aterramento (se houver). .Limpe externamente todo o mancal.Visor de nível de óleo 12. Montagem do mancal Limpe completamente o rolamento. . . MANUTENÇÃO DO MANCAL 123456789- Resevatório de óleo externo Reservatório de óleo interno Anel de fixação externo Centriffugador de óleo Parafuso Anel de fixação interno Rolamento Anel com labirinto Parafuso 10. aplique Curril T para vedar as superfícies do reservatório de óleo. .3.Providencie um suporte para o eixo para sustentar o rotor durante a desmontagem. 9) Retire o rolamento (7). 7) Retire os parafusos (5) que fixam o centrifugador de óleo (4) e remova-o.Mantenhas as peças desmontadas em local seguro e limpo. rolos ou na superfície do eixo. . . 2) Retire o anel com selo labirinto (8).Para desmontar o mancal.Remova completamente o óleo do mancal.2. siga com cuidado as informações abaixo: .Parafuso 17.Remova o dreno (12).Para montagem completa do mancal. retire o anel de fixação interno (6) e o reservatório interno de óleo (2). Atenção Na montagem do mancal.Certifique-se que as superfícies de contato do rolamento.

14) Anel pescador. 17) Nível de óleo ou saída de óleo para lubrificação. MANCAIS DE DESLIZAMENTO Figura 4. 20) Alojamento do labirinto. 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) Bujão de dreno. 18) Bujão para tubos.5. 16) Conexão para sensor de temperatura. 13) Casquilho superior. 11) Tampa externa. 47 . 21) Metade inferior do alojamento do labirinto. Olhal de suspensão. 19) Parafusos de proteção externa. Carcaça do mancal. Parafusos da capa do mancal bipartido. Capa da carcaça do mancal. 22) Tubo de respiro 10) Parafusos da tampa externa.2. Parafusos de selo máquina. Carcaça do motor.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. 12) Casquilho inferior. Selo máquina.4. Parafusos de fixação. 15) Entrada de óleo.

INSTRUÇÕES GERAIS A manutenção de mancais de deslizamento inclui verificação periódica do nível e das condições do lubrificante. Desencaixe e retire a metade superior do casquilho (13).Para montar o mancal siga as instruções acima na ordem inversa. visor de nível.Limpe e inspecione completamente as peças removidas e o interior da carcaça.Remova os parafusos (4) que fixam a metade superior da carcaça (5) no motor (3). Guarde todas as peças desmontadas em local seguro (ver figura 4. Desatarraxe os parafusos (10) e remova a metade inferior do alojamento do anel labirinto (21). Desatarraxe e retire o plugue do dreno de óleo (1) localizado na parte inferior da carcaça permitindo que todo o lubrificante escoe. permitindo que todo o lubrificante escoe. NOTA: Torque de aperto dos parafusos de fixação do mancal ao motor = 10 Kgfm.Desatarraxe os parafusos (8) e remova o selo máquina (7). Solte e retire o plugue (1) do dreno de óleo localizado na parte inferior da carcaça. Rotacione as metades inferiores dos anéis para fora de seus alojamentos e retire-as. Instrumentos de controle de temperatura que estiverem em contato com o casquilho também devem ser devidamente isolados. Desconecte e remova o sensor de temperatura que penetra na metade inferior do casquilho. e os selos de vedação são feitos de material não condutor.2. 4. entrada e saída de óleo. .Solte os parafusos (19) e retire a tampa do mancal (11). IMPORTANTE: Para tanto é necessário que os parafusos 4 e 6 da outra metade do mancal estejam frouxos. de modo que as conexões possam ser feitas pelo lado direito ou esquerdo da carcaça do mancal. O dreno de óleo está localizado na parte inferior do mancal. Desatarraxe os parafusos (19) e retire a metade superior da proteção externa.Desatarraxe os parafusos (19) e retire a metade inferior da proteção externa (11).MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. DESMONTAGEM DO MANCAL (TIPO "EF") Para desmontar o mancal e ter acesso aos casquilhos. . Continue a desmontar a metade superior da carcaça sobre uma bancada. Retire os parafusos (6) que unem as faces bipartidas da carcaça do mancal (2 e 5). Lado não acionado: . .5).1.Limpe completamente o exterior da carcaça. . .Rotacione cuidadosamente a metade inferior do casquilho sobre o eixo e remova-a. bomba de circulação de óleo ou termômetro para leitura no reservatório são fornecidos em ambos os lados.Retire os parafusos (6) que unem as faces bipartidas da carcaça (2 e 5). . Usando uma talha ou macaco levante o eixo alguns milímetros para que a metade inferior do casquilho possa ser rotacionada para fora do seu assento.4.Retire os parafusos (4) e remova a metade inferior da carcaça (2).Limpe completamente o exterior da carcaça. . Nunca retire esta capa.4.2. dos alojamentos dos labirintos (20) e do casquilho (12). O pino anti-rotação também é isolado.Desatarraxe os parafusos (4) que fixam a metade superior da carcaça (5) no motor (3). Remova os parafusos (10) e desencaixe a metade superior do alojamento do labirinto (20). sem acúmulo de óleo ou poeira na sua parte externa para facilitar a troca de calor com o meio. A carcaça deve ser mantida limpa. acompanhamento da temperatura de trabalho e reaperto dos parafusos de fixação e montagem. bem como a outros componentes siga cuidadosamente as instruções abaixo.2. Remova os parafusos que unem as duas metades do anel pescador (14) e cuidadosamente separe-as e retire-as. dos labirintos de vedação.Use os parafusos olhais (9) para levantar a metade superior da carcaça (5) desencaixando-a completamente das metades 48 - - - - inferiores da vedação externa (11). . Mancais refrigerados a água são fornecidos com a serpentina de refrigeração instalada e devem ser manuseados com cuidado especial para não danificar as conexões durante o transporte e a instalação. Retire as molas circulares dos anéis labirinto e remova a metade superior de cada anel. Furos roscados para conexão de termômetro. checagem dos níveis de ruído e de vibrações do mancal. Lado acionado: . No caso de mancais com lubrificação por circulação de óleo a tubulação de saída deve ser conectada à posição do visor de nível. . . . . Se o mancal é eletricamente isolado as superfícies esféricas de assento do casquilho na carcaça são encapadas com um material isolante.

Montagens incorretas podem causar sérios danos aos casquilhos.2. AJUSTE DAS PROTEÇÕES (PT100) Cada mancal está equipado com um detector de temperatura tipo PT100 instalado diretamente no casquilho. Usando uma talha ou macaco levante o eixo alguns milímetros para que a metade inferior do casquilho possa ser rotacionada para fora do seu assento. Desatarraxe os parafusos (8) e remova o selo máquina (7). o que deve ser feito com muito cuidado.4. NOTA: Carcaça ou casquilho são intercambiáveis desde que considerados completos (metades individuais não são intercambiáveis). Limpe e inspecione completamente as peças removidas e o interior da carcaça.3. planas e isentas de rebarbas. do labirinto de vedação e do casquilho (12). Numa eventual manutenção deve-se cuidar para que a geometria do anel não seja alterada. Os parafusos devem ser levemente apertados e qualquer rebarba cuidadosamente retirada para proporcionar um funcionamento suave e uniforme do anel.4. Rotacione a metade inferior do anel labirinto para fora do seu alojamento e retire-a. Remova os parafusos que unem as duas metades do anel pescador (14) e cuidadosamente separe-as e retire-as. . MONTAGEM DO MANCAL Cheque as superfícies de encaixe do flange certificando-se que elas estejam limpas. pois o funcionamento perfeito do mancal depende da lubrificação fornecida pelo anel. Na seqüência deve-se instalar o anel pescador. monte a parte superior da carcaça (5) cuidando para que os selos de vedação se ajustem perfeitamente em seus encaixes. Retire a mola circular do anel labirinto e remova a metade superior do anel.4. (Veja parágrafo "Vedações"). As metades inferior e superior do casquilho possuem números de identificação ou marcações para orientar o seu posicionamento.2. Com a metade inferior do casquilho posicionada instale o selo de vedação do lado flangeado do mancal. coloque o casquilho inferior (12) sobre o eixo e rotacione-o para a sua posição cuidando para que as superfícies axiais de posicionamento não sejam danificadas. Este procedimento gera uma vibração de alta freqüência que diminui o atrito estático entre o casquilho e a carcaça e facilita o seu correto alinhamento. Levante o eixo alguns milímetros e encaixe o flange da metade inferior do mancal no rebaixo usinado na tampa da máquina parafusando-o nesta posição. Desencaixe e retire a metade superior do casquilho (13). Após alinhar cuidadosamente as faces da metade inferior do casquilho e da carcaça abaixe vagarosamente o eixo até sua posição de trabalho. verifique se não ocorreu nenhum dano durante o transporte e limpe completamente as superfícies de contato. Com um martelo 49 aplique leves golpes na carcaça para que o casquilho se posicione corretamente em relação ao seu assento e ao eixo. Desconecte e remova o sensor de temperatura que penetra na metade inferior do casquilho. Verifique se o anel pescador gira livremente sobre o eixo. Aplique óleo no assento esférico da carcaça e no eixo. Certifique-se também que o pino anti-rotação esteja encaixado sem nenhum contato com o furo correspondente no casquilho.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS - - - - - Use os parafusos olhais (9) para levantar a metade superior da carcaça (5) desencaixando-a completamente das metades inferiores da carcaça (2). 4.4). Verifique se as medidas do eixo estão dentro das tolerâncias especificadas pela Renk e se a rugosidade está de acordo com o exigido (< 0. próximo a zona de carga. Este dispositivo deverá ser conectado a um painel de controle com a função de indicar sobre aquecimentos e de proteger o mancal de danos devido a operação com temperatura elevada. NOTA: Torque de aperto dos parafusos de fixação do mancal ao motor = 10 Kgfm. Para montar o mancal siga as instruções acima na ordem inversa. A capacidade de auto-alinhamento do mancal tem a função de compensar somente a deflexão normal do eixo durante a montagem. Remova a metade superior da carcaça (2) e os casquilhos (12 e 13). Retire os parafusos (4) e remova a metade inferior da carcaça (2). Após revestir as faces bipartidas da carcaça com um componente de vedação não endurecível. 4. Rotacione cuidadosamente a metade inferior do casquilho (12) sobre o eixo e remova-a. Posicione a metade superior do casquilho alinhando suas marcações com as correspondentes na metade inferior.

O uso de maior quantidade de óleo não prejudica o mancal. e recubra-as com um componente de vedação não endurecível.000 horas 12.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS IMPORTANTE: As seguintes temperaturas devem ser ajustadas no sistema de proteção do mancal: ALARME 100ºC DESLIGAMENTO 120ºC O nível do óleo deve ser acompanhado diariamente. O mancal deve ser lubrificado com o óleo especificado através do orifício do visor superior.1 Bar e a vazão igual a 0. Isso deve ser observado em uma eventual troca de óleo ou em manutenções periódicas. possui uma serpentina por onde circula a água. ou sempre que o lubrificante apresentar alterações em suas características. 4. mas pode ocasionar vazamentos através das vedações de eixo.2. O nível de óleo é atingido quando o lubrificante pode ser visto aproximadamente no meio do visor de nível.000 horas 6.000 horas 8. Mancais com lubrificação forçada (externa) A troca do óleo dos mancais deve ser efetuada a cada 20.4. REFRIGERAÇÃO COM CIRCULAÇÃO DE ÁGUA Nestes casos o reservatório de óleo. 50 . A pressão da água deve ser de 0. na entrada do mancal. Todos os furos roscados não usados devem estar fechados por plugues e nenhuma conexão deve apresentar vazamento. O pH deve ser neutro.Insuficiente de lubrificante. no mancal.000 horas 16.4.4.2.5. Uma vedação adicional está instalada internamente ao motor para prevenir a sucção do óleo devido a baixa pressão gerada pelo sistema de ventilação da máquina. a fim de que ocorra a refrigeração.O óleo selecionado deverá ser aquele que tenha a adequada para a temperatura de trabalho dos mancais. . Ao instalar esta metade do anel de vedação.000 horas 4.000 horas de trabalho. uma temperatura menor ou igual a do ambiente. A viscosidade e o pH do óleo devem ser verificados periodicamente. devendo ser mantido aproximadamente no centro do visor de nível. IMPORTANTE: Os cuidados tomados com a lubrificação determinarão a vida útil dos mancais e a segurança no funcionamento do motor. Elas devem ser inseridas no alojamento do anel de modo que o pino de travamento esteja encaixado em seu rebaixo na metade superior da carcaça. o que representaria em contaminação do lubrificante.6. VEDAÇÕES As duas metades do anel labirinto de vedação são unidas por uma mola circular. LUBRIFICAÇÃO Mancais auto-lubrificados A troca do óleo dos mancais deve ser efetuada obedecendo a tabela abaixo. Por isso. devido a enchimento incompleto ou falta de acompanhamento do nível pode danificar os casquilhos. NOTA: Sob hipótese alguma pode haver vazamento de água para o interior do reservatório de óleo. Os furos de drenagem existentes na metade inferior do anel devem ser limpos e desobstruídos. de acordo com a temperatura de trabalho do mancal: Abaixo de 75ºC = Entre 75 e 80ºC = Entre 80 e 85ºC = Entre 85 e 90ºC = Entre 90 e 95ºC = Entre 95 e 100ºC = 20. A instalação incorreta destrói a vedação.000 horas 4. aperte-a levemente contra a parte inferior do eixo.7 l/s.7. é de suma importância observar as seguintes recomendações: . 4. Antes de montar as vedações limpe cuidadosamente as faces de contato do anel e de seu alojamento. O nível mínimo de óleo é atingido quando o lubrificante pode ser visto tocando na parte inferior do visor de nível com o motor fora de operação.2. A água circulante deve apresentar.

Antes da partida verifique: . ANÉIS COLETORES (para motores com rotor bobinado) Estes deverão ser mantidos limpos e lisos. ocasião em que deverá ser removida a poeira que tenha se depositado entre os anéis (ver item 4.2. a montagem deve garantir sua centralização evitando ovalização ou batimentos radiais. primeiramente uma escova. a fim de evitar ruptura ou danos às escovas (figura 4.Se o óleo utilizado está de acordo com o especificado. será necessário analisar a medida do entreferro para verificar a concentricidade do mesmo. Durante a primeira partida deve-se ficar atento para vibrações ou ruídos. A variação do entreferro em dois pontos diametralmente opostos.As temperaturas de alarme e desligamento ajustadas para o mancal (respectivamente 100 e 120ºC para alarme e desligamento). e afastados no máximo 4mm da superfície de contato. Caso ocorra uma sobre elevação de temperatura o motor deverá ser desligado e os mancais e sensores de temperatura. Também deverá ser garantido o correto posicionamento da escova sobre o anel (100% de contato). a fim de dar tempo ao necessário assentamento. sob pena de danificar completamente o motor. e sempre que possível deverá ser substituída para cada anel. A partida do sistema deve ser acompanhada cuidadosamente.5. deverão ser substituídas em tempo hábil.4. as escovas deverão ser lixadas a fim de que se moldem perfeitamente à curvatura da superfície do anel (mínimo 75%). . as escovas deverão ser verificadas para garantir o livre deslizamento no alojamento do porta-escovas. ocorrerão problemas de desgastes de anéis coletores e escovas.: Semanalmente. porque as diferentes espécies de escovas provocam modificação no comportamento da máquina em serviço. 51 . juntas ou pela ponta de eixo. Por ocasião da troca. Figura 4. As escovas deverão ser semanalmente observadas durante o serviço.4. . assim como as primeiras horas de operação. 4.O nível de óleo. CONTROLE DO ENTREFERRO (motores abertos de grande potência) Após desmontagens e montagens do motor. Escovas Os motores elétricos dotados de anéis coletores. Esta adequação deverá ser feita sob consulta a WEG Máquinas. 4. As que revelam desgastes ultrapassando a marca indicada na figura 4. deverão ser adequados as condições reais de trabalho. OPERAÇÃO A operação de motores equipados com mancais de escorregamento é similar a de motores equipados com mancais de rolamento. A limpeza deverá ser feita via de regra a cada mês.6). com a autorização da WEG Máquinas. o conjunto de escovas (tipo de escova e quantidade). . OBS. Caso esses cuidados não sejam tomados. Qualquer alteração no tipo de escova somente deverá ser feita.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. PORTA-ESCOVAS E ESCOVAS (para motores com rotor bobinado) Os porta-escovas devem ficar em sentido radial com referência ao anel coletor.6 – Montagem do porta-escovas.7. Após atingida a temperatura de trabalho dos mancais cheque se não há vazamento de óleo pelos plugues. que são especificados para a potência nominal do motor. Nunca deverão ser misturados sobre o mesmo anel. Caso o mancal não trabalhe de maneira silenciosa e uniforme o motor deve ser desligado imediatamente. 4. Em caso de desmontagem dos anéis coletores. terá que ser inferior a 10% da medida do entreferro médio.8.As características do lubrificante. escovas de tipos diferentes. trocando-se a segunda após decorrido algum tempo. O motor deve operar durante várias horas até que a temperatura dos mancais se estabilize dentro dos limites citados anteriormente. NOTA: Caso o motor esteja operando abaixo de sua potência nominal (carga baixa) ou carga intermitente. Ao serem substituídas.10). são fornecidos com um determinado tipo de escovas.3.

Figura 4. DISPOSITIVO DE ATERRAMENTO DO EIXO Em alguns motores de indução. Em máquinas que trabalham sempre no mesmo sentido de rotação.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS Figura 4. que são altamente prejudiciais ao seu funcionamento. O controle da pressão das escovas é feito com um dinamômetro.8). 4. ao chegar ao fim de sua vida útil. principalmente nos que há necessidade de controle da velocidade com inversor de freqüência.8 . Figura 4. bem como qualquer resíduo que estiver entre o eixo e a escova. 52 . o assentamento das escovas deverá ser feito somente no mesmo sentido e não em movimentos alternados. é utilizado um conjunto de porta-escovas e escova para aterramento do eixo. Desvios maiores levam a uma distribuição desigual da corrente e com isso há desgastes desiguais das escovas.9 – Escova para aterramento do eixo. deve-se remover este óleo da superfície do eixo antes da posta em marcha da máquina. As escovas deverão assentar com uma pressão uniforme sobre a superfície de contato. deve ser substituída por outra de mesma qualidade (granulação).Assentamento das escovas. Este dispositivo evita a circulação de corrente elétrica pelos mancais. que deve estar aterrada. Molas cansadas devem ser substituídas.5.7 . para que fique assegurada uma distribuição uniforme da corrente e um baixo desgaste das escovas. Para não haver dano ao eixo dos motores WEG durante o transporte.1. A escova deverá ser constantemente observada durante o seu funcionamento e. Deve-se verificar a fixação do portaescovas e sua ligação com a carcaça. a pressão seja igual. É importante que em todas as escovas montadas.Marca de desgaste da escova. Para um funcionamento adequado da Escova de Aterramento. devendo a escova ser levantada durante o movimento de retorno do eixo (figura 4. estes são protegidos com um óleo secativo. A escova é colocada em contato com o eixo e ligada através de um cabo à carcaça da máquina. com uma tolerância de mais ou menos 10%.

Telemecanique. Figura 4.10.Chave fim de curso com dupla isolação. Descrição dos componentes: A .CCD . .contatos 34 e 35.Atuador eletromecânico ATIS. B .contatos 22 e 23. PORTA ESCOVAS LEVANTÁVEL 4. B3E .0. d9-25.DIN 42948. 06 Pólos .6. C . .CCA1 . devem estar simultaneamente fechados (lógica "AND"). Tensão e freqüência conforme solicitação ao cliente. Tipo: MAI-25. Tipo XCK-P121 .F.CCA2 . Flange C105 .10-F10-2CC-2CT-IP65.contatos 13 e 14. ESQUEMA DE LIGAÇÃO OPERAÇÃO MOTORIZADA: Condição para operação com escovas abaixadas e anéis coletores não curto circuitados.25kW . Com esta lógica o motor está apto para partir.1. as chaves: .C.IPW55. Para garantir que as escovas estejam abaixadas. 53 .Motor trifásico Nº 71.6. B3.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4.

Para garantir que as escovas estejam levantadas.11. - CCL2 . Figura 4. as chaves: . 54 .CCL1 .contatos 16 e 17. devem estar com os contatos simultaneamente fechados (lógica "AND"). CCE . Com esta lógica o motor está em regime.contatos 25 e 26.contatos 37 e 38.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS Condição para a operação com escovas levantadas e anel coletor curto circuitado.

Figura 4. o dispositivo é desligado automaticamente. através das escovas (6). Quando as escovas estiverem totalmente levantadas. 4. Em seguida é acionado o mecanismo de levantamento das escovas (4). Caso seja utilizado o sistema manual (7). Caso esta sinalização não estiver indicando a posição de escovas totalmente abaixadas.6. através do volante (7). que suporta os contatos de prata (3).: 1) O sistema automático de levantamento das escovas. os anéis (5) não se encontram curtocircuitados. que indica a posição da escova. CCD = Chave fim de curso para indicar quando as escovas estiverem totalmente abaixadas. acionando-se a alavanca (8) ou automaticamente acionando-se o atuador eletromecânico (9). CLR = Chave seletora indicando posição manual ou motorizado.14. totalmente abaixada. 55 . OBS. OBS. deve ser iniciado o procedimento de curtocircuitamento dos anéis coletores.12. CCA1 e CCA2 = Chave fim de curso para indicar quando as escovas estiverem totalmente abaixadas. Figuras 4. permitindo desta forma a ligação das resistências externas (reostato) em série com o enrolamento rotórico. através das chaves de torque para desligamento em sobrecarga. através do atuador eletromecânico (9).6. O curto-circuitamento é feito através da bucha de deslize (2).: Realizar os testes de comando com o sistema de levantamento de escovas antes da partida em carga do motor. CLE = Chave de torque para desligamento em sobre carga durante o levantamento das escovas (ou inversão das fases). através da chave CCE. a alavanca (8) retorna a posição anterior acionando-se o atuador eletromecânico (9).MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS OPERAÇÃO MANUAL: 4. possui um sistema de proteção de sobrecarga do atuador eletromecânico de acionamento (9). em sentido contrário.3. Figura 4. acionando-se o dispositivo de levantamento e curto-circuitamento (1). Se houver falha no CCD. ou manualmente através do volante (7). PROCEDIMENTO PARA A PARTIDA DO MOTOR Antes de efetuar a partida do motor. CHAVES FIM DE CURSO ADICIONAL PARA SINALIZAÇÃO CCL1 e CCL2 = Chave fim de curso para indicar quando as escovas estiverem totalmente levantadas.13.15. durante o abaixamento (CLD) ou levantamento das escovas (CLE). Figura 4.2. SIMBOLOGIA: CLD = Chave de torque para desligamento em sobre carga durante o abaixamento das escovas (ou inversão de fases). CCE = Chave fim de curso para indicar quando as escovas estiverem totalmente levantadas. não deve ser dada a partida do motor. PROCEDIMENTO APÓS A PARTIDA DO MOTOR Quando o motor tiver atingido a rotação nominal. deverá ser feita uma inspeção no dispositivo de levantamento e curto-circuitamento verificando através da tampa de inspeção a posição da escova ou através de uma sinalização proveniente da chave CCD. Nesta condição (escovas totalmente abaixadas). Se houver falha no CCE. Isto poderá ser feito manualmente. sem antes levar o comando para a posição de escovas totalmente abaixadas.

Figura 4. 5) O sistema de comando e sinalização do sistema de levantamento de escovas não é fornecido pela WEG. Figura 4. certificar-se de que as chaves CLD. CCD e CCE estejam corretamente conectadas ao painel. bem como causar danos ao sistema de levantamento de escovas. antes que seja verificado o motivo pelo qual elas atuaram.16. 6) Após a partida do motor.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 2) Antes de dar o start up do motor. o que pode causar desgaste excessivo nas escovas e anéis coletores. deve ser evitado o uso do sistema novamente. as escovas não poderão permanecer em contato com os anéis coletores. 56 .17. 4) O usuário deverá instalar sinalização indicando o funcionamento da lógica do sistema no painel de comando do sistema motorizado de levantamento de escovas. 3) Quando uma das chaves CLE ou CLD atuarem. CLE.

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. Figura 4. 57 . CONJUNTO DE LEVANTAMENTO DO PORTA ESCOVAS 1.6.18.4.1.6.4. Fixar o pino suporte do rolamento no disco suporte. Fixar o disco suporte dos pinos com fixador do conjunto de levantamento na caixa de proteção do conjunto porta escovas. Fixar os pinos de levantamento do porta escovas no disco suporte dos pinos. MONTAGEM 4. 2. 3. OBS. Montar rolamento no pino suporte e fixar com pino de fixação que deve ser fixo com anel de retenção.: Rolamento do pino suporte: 6305 2ZRS1.

2. Figura 4.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. 58 .: Rolamento do braço de movimento: 6003Z.4. a bucha distanciadora e fixar a tampa do mancal. Fixar os pinos superiores em um dos braços de movimento. Fixar o suporte articulador na base do suporte e os braços de movimento no suporte. Montar o rolete no mancal do rolete no braço de movimento da bucha de curto e após. NOTA. os rolamentos.2. CONJUNTO DE MOVIMENTO DA BUCHA DE CURTO CIRCUITO 1.19.6. Os roletes deverão estar alinhados com a bucha de curto de modo que estes toquem simultaneamente na bucha. 4. 3. Montar o pino do suporte articulador neste.

MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. Fixar o conjunto de acionamento na caixa de proteção do porta escovas. Após 6 meses de uso. Introduzir eixo de acionamento no flange do conjunto. Fixar o eixo no disco de acionamento. Montar bucha no eixo de acionamento do braço e fixar com anel de retenção. 7. 4.3. Montar o rolamento no eixo e fixar com anéis de retenção. verificar a lubrificação dessas partes.20. Montar e fixar disco no eixo de acionamento. 6. CONJUNTO DE ACIONAMENTO DO PORTA ESCOVAS 1. depois colocar anel de retenção para encosto do segundo rolamento e após montá-lo com anel de retenção. 2) Todas as partes em contatos mecânicos deverão ser lubrificados. Fixar a tampa o dispositivo de travamento no atuador eletromecânico e depois fixá-la à carcaça do dispositivo. 5. 59 . OBS: 1) O eixo de acionamento deve passar entre os pinos superiores do braço de levantamento. Figura 4. 2.4. Fixar o disco de levantamento no eixo de acionamento. 3.6.

.6.4. Figura 4. – Escovas levantadas. – Escovas abaixadas. 4.24. Soltar o parafuso de fixação do porta escovas e girar o porta escovas no sentido horário.4.22. . 60 . Fixar as escovas no porta escovas. até o raio da escova coincidir perfeitamente com o anel.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. porta escovas e anéis de contato sobre os pinos.Posição Curto Cirtuitado. Montar a arruela guia do eixo. Fechar o conjunto com anel de fixação externo e fixá-lo na caixa de proteção do porta escovas. . Figura 4. Figura 4.25. CONJUNTO DO PORTA ESCOVA 1. montar os discos isolantes.4. Figura 4.21.5. 2. A lixa deve ser movimentada de um lado para outro para promover um melhor acentamento do raio da escova com o do anel. colocar no eixo e travar com porca. Figura 4.23.6. Acertar o raio de curvatura existente nas escovas com anéis coletores e colocar uma lixa entre a escova e o anel.Posição Não Curto Cirtuitado. 2. Montar o eixo da mola no suporte do eixo. CONJUNTO DO PINO DE RETORNO 1. Fixar os pinos isolados no suporte.

Para motores com mancais de deslizamento. 2. 3. 4. Repita a operação 2 a 7 do item anterior. Solte os parafusos que fixam o conjunto mancal. Retire o anel de fixação interno (para motores com mancais de rolamentos). LINHA MASTER A) ROTOR GAIOLA Lado acionado: 1. Girar o disco de levantamento até a posição de não curto circuito (escovas abaixadas) e repetir a mesma operação realizada de curto circuito. AJUSTE DO SISTEMA DE LEVANTAMENTO DAS ESCOVAS 1.1. Retire os detetores de temperatura de mancal (se existir). 3. 4. Solte as 4 porcas que fixam a caixa de proteção do ventilador e remova-a.8.2. MONTAGEM E DESMONTAGEM DO MOTOR 4. para evitar esforços desnecessários sobre os rolamentos do rolete. danificando a isolação. 2. 7.8. 3. para crescer é medida que a isolação for sendo desumidificada. Desconecte os cabos do anel coletor.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. Retire os anéis de fixação externos (para motores com mancais de rolamento). 4. conforme especificado no item 2. Desparafuse a caixa de proteção do porta-escovas da caixa de ventilação.6. Retire os parafusos distanciadores. Durante o processo de secagem. Retire o coletor de anéis e o disco de ventilação. B) ROTOR DE ANÉIS Lado acionado: Idêntico ao de rotor gaiola. Retire a tampa traseira de proteção do porta-escovas.4. DESMONTAGEM Para a desmontagem do porta escovas levantável. 61 . Rosquear o parafuso de ajuste até o disco batente e depois travar o parafuso de ajuste. Retire o trocador de calor (se houver). Lado não acionado: 1. Certifique-se que o eixo esteja apoiado para evitar a queda do rotor sobre o estator. 6. 3.7. 2.5. Tanto uma temperatura final quanto uma taxa de incremento da temperatura muito elevada pode gerar vapor.1. Desparafuse a tampa.2. e a temperatura final não deve exceder a 150ºC. Lado não acionado: 1. 4. No início do processo. 4.6. Os parafusos que forem retirados deverão ser inseridos nas roscas vazias existentes nas tampas para forçar sua saída. 5. SECAGEM DOS ENROLAMENTOS Esta operação deve ser feita com o máximo cuidado e. somente por pessoal qualificado. É extremamente importante impor uma boa ventilação no interior do motor durante a operação de secagem para assegurar que a umidade seja efetivamente removida. A taxa de incremento da temperatura não deve exceder a 5ºC por hora. Retire o ventilador soltando os parafusos que o prendem sobre o eixo. Desparafuse a tela de proteção do ventilador (motores fechados). 4. Retire as escovas e desmonte o porta-escovas. O processo de secagem deve continuar até que sucessivas medições de resistência de isolamento indiquem que esta atingiu um valor mínimo indicado.3. Repita as operações 2 a 4 do "lado não acionado" para motores de gaiola.6. proceder da maneira inversa ao da montagem. 2. seguir o procedimento descrito no item 4. Girar o disco de levantamento até a posição de curto circuito e depois girar um pouco mais até liberar os roletes.5. a resistência irá diminuir como conseqüência ao aumento de temperatura. 5. Remova o(s) rolamento(s) (para motores com mancais de rolamentos). a temperatura deve ser cuidadosamente controlada e a resistência da isolação medida a intervalos regulares. 4.

4. 4.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. Repita as operações 2 a 7 do item 4.1. 7. Desconecte os cabos dos anéis coletores.3. seguir o procedimento descrito no item 4. LINHA F Lado acionado: Idêntico a linha A e H.1. 4.8. Solte o anel de retenção do ventilador. 2. Desparafuse a tampa.2. 2.2 (A). Para motores com mancal de deslizamento. RETIRADA DO ROTOR: Por meio de um dispositivo adequado. 4.1. retire o rotor de dentro do estator. girando-a.4.2. OBS: 1. O estator não necessita ser retirado da carcaça para eventual rebobinamento.8. Repetir operações 1 a 3 do item 4. Remova o(s) rolamento(s) (para motores com mancais de rolamentos). LINHA A A) Lado acionado: 1. 62 . Retire os anéis de fixação externos (para motores com mancal de rolamento). Retire a tampa traseira de proteção dos portaescovas. B) 1. 6.8. Desconecte os cabos das resistências de aquecimento das caixas de ligação. Lado não acionado: Retire a tampa defletora. Por meio de ferramenta adequada vá forçando a tampa a sair. Certifique-se que o eixo esteja apoiado para evitar a queda do rotor sobre o estator. Solte os parafusos que fixam o conjunto mancal. 5.8. 2.2. O dispositivo deverá impedir que o rotor raspe no pacote do estator ou nas cabeças de bobina. Lado não acionado: 1. 2. 4. Para retirar o rotor observe o item 4. Retire as escovas e desmonte o porta-escovas. 3. 3.1.2 (B).8.8. Retire o anel de fixação interno. 3.1. Retire os detetores de temperatura dos mancais (se houver).

12) Complete a graxa dos rolamentos através das graxeiras traseira e dianteira (pos. coloque o rotor (pos. 11) Utilizando dispositivo adequado. fixadas nas tampas do motor). 8) Coloque os anéis de fixação externos dianteiro e traseiro (pos. Segurança! Garantir que os cabos de força foram desligados. 4) Solte os parafusos que fixam os anéis de fixação externos dos mancais. MONTAGEM 1) Utilizando dispositivo adequado. 10) Retire os anéis de fixação internos. 6) Levante o rotor. 9) Coloque o ventilador traseiro externo (pos. 4 e 21).8. 4) Examine com cuidado as superfícies do eixo e das tampas onde ficarão alojados os rolamentos de maneira que não possua riscos ou batidas e certificando-se das corretas tolerâncias das dimensões mecânicas. 5 e 22). dianteiro e traseiro (pos.5. coloque apoios embaixo do eixo e coloque as tampas dianteira e traseira (pos. 26).9 e 18).MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. 6 e 20). 11) Conecte os cabos dos sensores de temperatura (pos. 5) Retire os anéis de fixação externos. 2) Coloque os anéis de fixação internos. 8 e 19) dos terminais da caixa de ligação dos acessórios.9 e 18). 9) Retire os rolamentos dianteiro e traseiro (pos. retire o rotor (pos. Pos. 3) Preencher com graxa ¾ do compartimento dos anéis internos e do rolamento (ver tipo de graxa nas placas de características dos rolamentos. 26). 25) fixando-o com o anel de retenção. 7 e 16). 6) Retire os centrifugadores de graxa dianteiro e traseiro (pos.6 e 20) utilizando sacador apropriado. DESMONTAGEM 1) Desconecte os cabos dos sensores de temperatura (pos. 7 e 16). 3) Solte o anel de retenção do ventilador traseiro externo e retire o ventilador (pos. 4 e 21) e fixe-os no eixo. pela parte traseira do motor e com os devidos cuidados para que o rotor não raspe no pacote do estator ou nas cabeças de bobina.25). 2) Retire a tampa defletora traseira (pos. inserindo-o pela parte traseira do motor e com os devidos cuidados para que o rotor não raspe no pacote do estator ou nas cabeças de bobina. 8) Desparafuse e retire as tampas dianteira e traseira (pos.4. 11) de dentro do estator. 7) Coloque apoios embaixo do eixo para evitar a queda do rotor sobre o estator. 27 e 28). 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Denominação Carcaça Terminal de aterramento Eixo Centrifugador de graxa dianteiro Anel de fixação dianteiro externo Rolamento dianteiro Anel de fixação dianteiro interno Sensor de temperatura do mancal dianteiro Tampa dianteira Resistência de aquecimento dianteira Rotor completo Pacote do estator Sensor de temperatura do estator Pino de fixação do estator Pos 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Denominação Ventilador interno Anel de fixação traseiro interno Resistência de aquecimento traseira Tampa traseira Sensor de temperatura do mancal traseiro Rolamento traseiro Centrifugador de graxa traseiro Anel de fixação traseiro externo Caixa de ligação dos acessórios Caixa de ligação do estator Ventilador externo Tampa defletora Graxeira do mancal traseiro Graxeira do mancal dianteiro Tabelas 4. fixando-os juntamente com os anéis de fixação internos (pos. dianteiro e traseiro (pos. 63 . LINHA H Figura 4. 8 e 19) nos terminais da caixa de ligação de acessórios. 5) Aqueça e coloque os rolamentos dianteiro e traseiro (pos. soltando os parafusos que os fixam no eixo.26. 10) Coloque a tampa defletora traseira (pos. 5 e 22). 11) dentro do estator. 7) Coloque o centrifugador de graxa dianteiro e traseiro (pos.

6. evitando-se recuperações.Os parafusos sextavados internos “tipo Allen” são de classe de resistência 12. indica que a classe de resistência do parafuso é 4.9 Torque de aperto (Nm) – tolerância ±10% 1.A classe de resistência normalmente está indicada na cabeça dos parafusos sextavados.7 4.7 12.8.9.Quando não há marcação no parafuso. .1 8. Em caso de dúvidas. - 64 .MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4.1 15 25 41 16 27 42 70 40 65 100 175 75 125 200 340 130 220 350 590 Notas: .9.6 7.5. deve ser preferencialmente substituída.8 8. Todos os serviços aqui descritos deverão ser efetuados por pessoal especializado e experiente sob pena de ocasionar danos completos ao equipamento. consulte a WEG Máquinas. . TORQUE DE APERTO DOS PARAFUSOS A tabela abaixo apresenta os torques de aperto dos parafusos recomendados para montagem do motor ou de suas peças: Classe de resistência Diâmetro M6 M8 M10 M12 M16 M20 M24 4. roscas defeituosas). RECOMENDAÇÕES GERAIS Qualquer peça danificada (trincas.9 3. amassamento de partes usinadas.6 5. 4.8 12.2 5.5 21 9.

. . . CADA 3 MESES . . Medir resistência de isolação. .5). .Anéis.Cheque alinhamento e fixação. aterramentos. . . limpeza e contato.Caixas de ligação. . .6.Registre os valores da medição. 65 . figura 4.Checar fixação do enrolamento.Limpeza dos mancais.Enrolamento do estator e rotor.1. . .Reengraxar. .MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 4. . se necessário (mancal de bucha). substituir.Controle. se necessário.Limpar interior.Controle da superfície. .Após 1ª semana: cheque alinhamento e fixação.Escovas (motores de anéis). . .Controle a limpeza.10.Inspeção de ruído e de vibração.Motor completo. desmontar e testar seu modo de funcionamento. . .Escova de aterramento do eixo (se houver).Limpar interior e reapertar parafusos. substituir quando estiver gasto (verificar marca de desgaste. se necessário.Limpe (quando necessário). .Cheque alinhamento e fixação. .Controle de ruído. . .Reapertar parafusos.Acoplamento (observe as instruções de manutenção do fabricante do acoplamento).Drenar água condensada (se houver).Limpe (quando necessário). .Estecas.Limpeza. Tabela 4. PLANO DE MANUTENÇÃO COMPONENTE DIARIAMENTE SEMANALMENTE .Mancais.Trocador de calor ar-ar.Respeitar intervalos conforme placa de lubrificação.Inspecionar casquilho e substituir. .Checar partes e peças.Dispositivos de monitoração.Inspeção visual. .Inspecionar pista de deslize (eixo) e recuperar quando necessário. . . reapertar parafusos.Medir resistência de isolação.Áreas dos anéis. . .2). . . .Controle a limpeza.Limpar os tubos do trocador.Desmontar motor. .Filtro. .Limpe (vide item 4. . .Controle de vibração. . .Se possível. . . ANUALMENTE CADA 3 ANOS (revisão parcial) (revisão completa) .

MANUTENÇÃO DO ESTOQUE Recomendamos manter em estoque as peças que. ENCOMENDA Ao se fazer uma encomenda de peças sobressalentes. 5.Feltros para filtro (se houver). em funcionamento normal.Escovas (tipo e quantidade conforme especificado). deve-se indicar o tipo do motor e o número de série da máquina conforme especificado na placa de identificação.1. . secos e bem arejados. Os casquilhos dos mancais de deslizamento também são peças de reposição. apresentam desgaste: .2.Jogo de rolamentos. PEÇAS SOBRESSALENTES 5. . As peças sobressalentes devem ser armazenadas em ambientes limpos. porém. devido ao seu alto custo sugerimos analisar a real necessidade de manter estas peças em estoque. 66 . Se possível sob uma temperatura constante.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 5.

Para combatê-lo. A corrente absorvida será tão alta que o enrolamento queimará em poucos segundos se os fusíveis ou uma chave de proteção incorretamente ajustada não reagirem imediatamente. Ventilação suficiente. ao mesmo tempo em que a rotação cai acentuadamente. devem ser usados extintores de pó químico seco ou CO2. indícios de fumaça e fogo. contra o ferro ou entre fases em conseqüência de defeitos na isolação.1. O escorregamento chega quase a duplicar.1. mas nunca a água. Nas três fases. quase sempre nos primeiros tempos após a colocação em serviço. A conseqüência será a carbonização progressiva dos fios e da isolação culminando com curto entre espiras ou curto contra a massa. como por exemplo: vibrações. Vejamos por exemplo: Um motor com enrolamento projetado para 220/380V é ligado através de chave estrela-triângulo a uma rede de 380V.1. é desligar os motores e examinar todas as partes mecânicas e elétricas da instalação. ou serem notados quaisquer fenômenos. Causa provável 2: O motor está ligado errado. A primeira providência a ser tomada quando ocorrem anormalidades de natureza elétrica ou mecânica. b) DUAS FASES DO ENROLAMENTO QUEIMADAS Este defeito ocorrerá se faltar corrente num condutor da rede e o enrolamento do motor estiver ligado em estrela.5 vezes no enrolamento restante. podem ser evitadas com providências e cuidados de caráter preventivo. Uma das fases do enrolamento fica sem corrente enquanto que as outras passam a absorver toda a potência e a conduzir uma corrente demasiadamente elevada. 6. e para temperatura ambiente de 40ºC (conforme verificado na placa de identificação). Na presença de fogo no interior do motor. 6. Se o motor parar.1. resistência de isolação permanentemente decrescente. ANORMALIDADES EM SERVIÇO Grande parte das anormalidades que prejudicam a operação normal das máquinas elétricas. ocorrem raramente e assim mesmo.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 6. sobrecarga no motor será a causa da anormalidade. conforme as circunstâncias. DANOS CAUSADOS AO ENROLAMENTO a) UMA FASE DE ENROLAMENTO QUEIMADA Este dano ocorre quando o motor trabalha ligado em triângulo e falta corrente num condutor da rede. A maioria dos defeitos nos enrolamentos se origina quando são ultrapassados as temperaturas limites em todo o enrolamento. ou em partes do mesmo. 6. variações bruscas de temperatura nos mancais ou nos rolamentos. limpeza e manutenção cuidadosa. em conseqüência de sobrecarga de corrente. Em caso de incêndio. A corrente sobe de 2 a 2. Outro fator importante é intervir imediatamente ao surgirem. deve-se procurar detê-lo e sufocá-lo. batidas de eixo. Na maioria das vezes a ocorrência desse defeito se deve ao fato de não ter sido instalada nenhuma chave de proteção ou então.5 até 4 vezes o seu valor nominal. 67 .2. o que é feito geralmente pelo desligamento das respectivas chaves. são fatores de maior importância. poderá ser tão pequena que a proteção do motor nem reaja. centelhamento ou forte desgaste nos anéis coletores e escovas. a instalação deverá ser isolada da rede. DANOS COMUNS A MOTORES DE INDUÇÃO Os motores da WEG Máquinas são normalmente projetados para classe de isolamento F (155ºC). Curto entre espiras. Eles se revelam por escurecimento ou carbonização da isolação dos fios. dessa chave ter recebido uma regulagem excessivamente alta. a corrente subirá de 3. cobrindo as aberturas de ventilação. Se o motor for precedido por uma chave de proteção esta anormalidade poderá ser facilmente evitada. CURTO ENTRE ESPIRAS O curto-circuito entre espiras pode ser conseqüência de coincidirem casualmente dois pontos defeituosos na isolação dos fios ou resultarem de defeitos provocados simultaneamente em dois fios que correm lado a lado. c) TRÊS FASES DO ENROLAMENTO QUEIMADAS Causa provável 1: O motor é protegido apenas por fusíveis. se manifestam correntes desiguais cuja diferença porém.

DANOS AOS MANCAIS Danos aos mancais são as causas mais freqüentes de paradas prolongadas. acoplamentos desbalanceados. marcas de queimaduras. o seu valor nominal para a ligação em triângulo. o motivo será na maioria dos casos. por excessivo número de arranques. que se comportam como as que decorrem de desbalanceamentos e que são muitas vezes. por um número excessivo de arranques no regime de operação intermitente ou por um período de arranque demasiadamente prolongado danificará o enrolamento. DANOS CAUSADOS AO ROTOR (gaiola) Se um motor rodando sob carga emitir um ruído de intensidade variada e cuja sua freqüência aumenta a medida que aumenta a carga. quase sempre. verificar primeiramente se a interrupção ocorreu na ligação ao reostato de partida ou nele mesmo. simultaneamente poderão ser constatadas variações periódicas da corrente do estator. O dano pode ser originado também por tensão insuficiente na rede. O perfeito funcionamento de motores que trabalham sob este regime poderá ser assegurado se forem devidamente levados em conta os seguintes valores na especificação do motor: a) Número de partidas por hora. c) Freio mecânico ou de reversão da corrente. Dependendo da magnitude do curto. 68 Este defeito costuma aparecer via de regra. Verificar item 4. Se houver interrupção em várias barras justapostas poderão aparecer vibrações com estremecimentos. 6. Convém todavia.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS Causa provável 3: A chave estrela-triângulo não é comutada e o motor continua rodando durante algum tempo. Causa provável 4: Sobrecarga térmica. DANOS EM ROTORES COM ANÉIS A interrupção numa fase do enrolamento rotórico se manifesta por forte ruído trepidante. não serão notados ali. Funcionamento com vibração excessiva. mesmo quando o reostato de partida está apenas no ponto inicial de sua posição de arranque.6. acrescido de variações periódicas bem mais acentuadas da corrente do estator. confundidas com tal. CURTOS ENTRE ESPIRAS EM MOTORES COM ANÉIS Trata-se de uma anormalidade que somente ocorre em casos extremamente raros. cargas radiais e ou axiais excessivas são os principais responsáveis pelos danos causados aos mancais.1. Quando o pacote rotórico adquire uma coloração azulada ou violeta.1. A acentuação do escorregamento significa para o motor perdas ôhmicas mais elevadas decorrentes do efeito Joule.1. que varia conforme o escorregamento. Em virtude da corrente do estator não ultrapassar. sob o esforço de uma carga excessiva. em conseqüência do aquecimento ocorrido no motor. apresentando manchas azuladas nos pontos afetados. Em virtude de desenvolver apenas 1/3 do seu torque. uma interrupção em uma ou mais barras do rotor. desalinhamentos. por ocasião da aceleração e da frenagem. ligado em estrela. a chave de proteção não reagirá.5. que provocam aquecimento mais elevado. ou por período de arranque muito prolongado. é sinal de que está havendo sobrecarga. inadequado.1.3. o motor não consegue atingir sua velocidade de rotação nominal. unicamente em gaiolas de alumínio fundidas em molde ou sob pressão. conforme a carga. 6. 6. a existência de uma dessimetria ao enrolamento do rotor.2 sobre manutenção em mancais. Esta pode ser causada por escorregamento demasiadamente acentuado. b) Partida com ou sem carga. O motor aquecerá em conseqüência do aumento de perdas no enrolamento e no rotor.4. o motor arranca com violência. . Em casos raros. d) Massas girantes aceleradas ligadas ao eixo do motor. 6. por ocasião do arranque no regime intermitente dar origem a maiores perdas. e) Momento de carga em função da rotação. Como nesse caso as fortes correntes de partida não passam pelos anéis. é possível que ocorra ruptura na ligação entre o enrolamento e o anel coletor. não estará fora de cogitação em casos especiais a possibilidade de que o enrolamento do estator venha a sofrer danos com o motor parado. Em motores com rotor de gaiola a causa será. Interrupções em uma ou outra barra se revelam por aquecimento local do pacote rotórico. Em virtude do continuado esforço despendido pelo motor. e o enrolamento queimará.

Acoplamentos mal alinhados acarretam batidas e estremecimentos em sentido radial e axial aos mancais e conduzem. e localizadas. Evitar usinagens adicionais no eixo (furos para parafusos de fixação. resultado de polias. acoplamentos ou pinhões ajustados sem a necessária firmeza sobre o eixo. Se forem conservadas algumas correias velhas e conseqüentemente dilatadas em seu comprimento. As fraturas ocorrem na maioria dos casos. FRATURA DO EIXO Muito embora os mancais constituam tradicionalmente a parte mais fraca e os eixos sejam projetados com ampla margem de segurança. O defeito pode ser reconhecido pelas escoriações que aparecem no eixo. muitas vezes. além de representar uma prática nociva é freqüentemente causa de fraturas em eixos.7.1. não é de todo impossível que ocorram fraturas em eixos. Rasgos de chaveta com suas bordas arrebitadas por chavetas folgadas introduzidas. Em conseqüência dos esforços de flexão alternados que solicitam o eixo em marcha. Em casos mais graves.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 6. poderão advir excessivas tensões por flexão para o eixo. as fraturas vão se aprofundando de fora para dentro. A troca de apenas uma ou outra entre várias correias paralelas de uma transmissão.8. etc. podem igualmente dar origem a fraturas em eixos. mas próximas do motor. Essas pecas "batem" quando em giro. face a incessante repetição dos esforços de flexão provocados pela tensão excessiva da correia. DANOS DECORRENTES DE PEÇAS DE TRANSMISSÃO MAL AJUSTADAS OU DE ALINHAMENTO DEFICIENTE DOS MOTORES Mancais danificados e fraturas em eixo são. em pouco tempo. poderá ocorrer fratura do eixo. 6.1. a deterioração dos mancais e ao alargamento do apoio do mancal na tampa situada no lado acionador. até culminar com a ruptura.) pois podem causar concentrações de tensões. enquanto que as novas e mais curtas giram mais afastadas do mancal. 69 . quando a resistência do que ainda resta da seção do eixo não for mais suficiente. imediatamente após o mancal do lado acionador.

. .2. veja também: "operação ruidosa quando desacoplado". . .Queda de tensão muito alta nos cabos de alimentação. .Refazer a ligação. o motor apresenta zumbido na partida.Causas mecânicas. .Verificar e consertar o enrolamento do rotor e dispositivo de curto-circuito. Parte muito lentamente e não atinge rotação nominal. . . . .Realinhar/nivelar o motor e a máquina acionada. sujas ou colocadas incorretamente.Não dá partida nem acoplado e nem desacoplado.Corrente a vazio muito alta. CORREÇÃO . . .Problemas nas escovas. sujas ou colocadas incorretamente. Assistência Técnica ou Serviços. . verificar relés. o acoplamento e o alinhamento. .Defeito na transmissão de engrenagem.Alinhe o acionamento. o assentamento das escovas.Verificar os cabos de alimentação.Defeito nos componentes de transmissão ou na máquina acionada.A corrente do estator oscila em carga com o dobro de freqüência de escorregamento. .Ligação deficiente.Verificar a transmissão de força.Sentido de rotação do motor errado.Tensão de alimentação muito baixa.Curto-circuito entre espiras. .Rotor está bloqueado. .As escovas podem estar gastas.Ruído anormal durante operação em carga. . . sem tensão.Aquecimentos localizados no enrolamento do estator. . .MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 6. .Verificar dimensionamento da instalação (transformador. .Tensão de alimentação muito alta.Rotor com barras falhadas ou interrompidas.Medir a tensão de alimentação.Quando acoplado aparece ruído. . . .Um cabo de alimentação ficou interrompido após a partida.Base desalinhada/desnivelada. . testar dispositivo de curto-circuito (anéis).As escovas podem estar gastas.Motor parte a vazio. . .Acoplamento. .Substitua o mancal.). . . seção dos cabos. . .No mínimo dois cabos de alimentação estão interrompidos. 70 . Em caso de dúvida. ajustar o valor correto. . . . desacoplado o ruído desaparece. ANORMALIDADE POSSÍVEIS CAUSAS .Interrupções no enrolamento do rotor.Inverta a ligação de 2 fases. INSTRUÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DA CAUSA E ELIMINAÇÃO DAS CONDIÇÕES ANORMAIS NO MOTOR NOTA: As instruções a seguir constituem uma relação básica de anormalidades.Rebobinar. .Enrolamento do rotor está interrompido. . . os cabos de alimentação.Balanceamento deficiente dos componentes ou da máquina acionada. . . disjuntores. . .Aquecimentos localizados no rotor. . .Medir a tensão de alimentação e ajustála no valor correto. mas falha ao se aplicar carga.O ruído desaparece ao se desligar o motor.Mancal danificado.Problemas nas escovas. os bornes.Consertar enrolamento do rotor ou substituí-lo. favor contatar a WEG Máquinas. . causas e ações corretivas.O ruído normalmente diminui com a queda de rotação. . Consultar o fabricante.Torque de carga muito grande durante a partida. .Verificar e consertar o enrolamento do rotor (gaiola).Causas elétricas.Fazer novo balanceamento. . etc. .Verificar o painel de comando.Interrupção de fios paralelos ou fases do enrolamento do estator.Não aplicar carga na máquina acionada durante a partida.

condições dos mancais.Assentar corretamente as escovas. . . Anéis coletores em mau estado (ovalizados. .As condições de balanceamentos do rotor pioram após a montagem do acoplamento. . estrias.Fazer novo balanceamento..O ruído continua durante a desaceleração após desligar a tensão. . .Enrolamento do estator esquenta muito sob carga. .Verificar se há desequilíbrio das tensões ou funcionamento com duas fases e corrigir.. condições de funcionamento (vibração.Anéis coletores com superfícies ásperas ou anéis ovalizados. conseqüentemente a corrente é muito alta. as perdas no ferro são muito altas. .Verificar origem da vibração e corrigir.Eixo torto. .Tensão muito baixa.Medir a corrente em todas as fases e corrigir.Rotor arrasta contra o estator.Medir a corrente do estator. salvo especificação na placa de identificação.Refrigeração insuficiente devido a canais de ar sujos.Balancear o acoplamento. diminuir a carga.Escovas presas no alojamento. conseqüentemente. .Densidade de corrente alta nas escovas.Sentido de rotação não compatível com o ventilador utilizado. . .A condição de operação não corresponde aos dados na placa de identificação. . .Sobrecarga.Abrir e limpar os canais de passagens de ar. . . . . .Redimensionar os condutores.Manter a condição de operação conforme placa de identificação. quando necessário. . . lixar e polir ou usinar. . superfícies ásperas. . . Escovas mal assentadas. 71 . . .Limpe. ..Testar continuidade.Ressonância da fundação. . . ..Verificar o balanceamento do rotor e a excentricidade. .Corrigir o assentamento da escovas e estabelecer a pressão normal.O eixo pode estar empenado. . analisar a aplicação do motor.).Reduzir o número de partidas.Analisar o ventilador em função do sentido de rotação do motor.Adequar as escovas a real condição de carga e usinar os anéis coletores. .Interrupção em uma fase do enrolamento do estator.Circuito aberto nos enrolamentos do rotor (incluindo ligações com reostato. Tabela 6. .Elevado número de partidas ou momento de inércia muito alto.Escovas mal assentadas.Reapertar e travar os parafusos.Sujeiras entre a escova e o anel coletor.Vibração excessiva. . . . .Tensão muito alta. Sobrecarga.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS ANORMALIDADE POSSÍVEIS CAUSAS . .Adequar as escovas a condição de carga. Pressão baixa entre escovas e anéis. . . se necessário.Medir a entrada de corrente de todos os cabos de ligação.Dutos de ar interrompidos. .Limpar o elemento filtrante. .Pressão incorreta sobre as escovas.Adequar a carga às características do motor ou dimensionar novo motor para aplicação.Carcaça do motor distorcida. . . CORREÇÃO .Ajustar o fundamento. .Escovas presas nos alojamentos. .Verificar mobilidade das escovas nos alojamentos.Desequilíbrio na alimentação (fusível queimado.Entreferro não uniforme.Desbalanceamento. . . . .Condutores mal dimensionados entre motor e reostato. . .Limpar os anéis coletores e o conjunto isolante. .Verificar o empenamento do eixo ou o desgaste dos rolamentos. .Filtro de ar sujo.Verificar a pressão sobre cada escova e corrigir.Interrupção em um cabo de alimentação ou em uma fase do enrolamento.Faiscamento.Motor de anéis funcionando a uma velocidade baixa com resistência externa desligada. comando errado).Baixa carga provocando danificação aos anéis coletores.Usinar os anéis coletores.2.Operação ruidosa quando desacoplado. . . . . . . .Verificar a tensão de alimentação e a queda de tensão no motor.Enrolamento sujos.Parafusos de fixação soltos. . . .Verificar a mobilidade das escovas os alojamentos.Verificar planicidade da base.Não ultrapassar a 110% da tensão nominal.).Limpar. . ou reduzir a carga. . . . .Verificar entreferro.

Vibrações externas. .De tempos em tempos girar o rotor do motor parado para uma outra posição. . nas pistas.Ruídos moderados no rolamento. .No caso de rolamento de esferas.Eixo torto/vibração excessiva. .MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 6. . principalmente em se tratando de motor sobressalente.Alto ruído do rolamento e um aquecimento maior do rolamento.Desviar a corrente evitando passá-la pelo rolamento.Rolamentos danificados. . posteriormente claros.Força axial muito grande.Substituir o rolamento.Falta de manutenção durante a armazenagem. .Diminuir o esforço da correia. . .Recalcamentos na divisão dos elementos cilíndricos.Aquecimento dos rolamentos.3. . .Linhas escuras nas pistas ou ranhuras transversais bastante juntas. por isso as informações deste manual estão sujeitas a modificações sem prévio aviso.Retirar o bujão de escapamento da graxa e deixar o motor funcionando até que se verifique a saída do excesso de graxa. .Circulação de corrente pelos mancais.Corrigir o eixo e verificar o balanceamento do rotor. .Excessivo esforço axial ou radial da correia. . . marcas puntiformes. Em certos casos é necessário uma análise do fabricante do rolamento para determinação da causa do defeito. pequenos cavacos na graxa. Verificar a origem da vibração e corrigir.Graxa em demasia. . .Manchas escuras num lado da pista do rolamento posteriormente ranhuras. IMPORTANTE: As máquinas referenciadas neste manual experimentam aperfeiçoamentos constantes. se não .Rolamento foi montado em posição pontos foscos. . rolamento inadequada.Falta de graxa.Limpe e substitua o isolamento do mancal. . INSTRUÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DA CAUSA E ELIMINAÇÃO DE CONDIÇÕES NÃO USUAIS E DEFEITOS NOS ROLAMENTOS NOTA: As instruções a seguir relacionam características básicas de problemas em rolamentos. Coloque isolamento.Substituir os rolamentos.Motor ronca durante a operação.Sulcos nas pistas. . .Corrosão na gaiola.Recuperar o assento no eixo e substituir o rolamento. eventualmente folga de .Matéria estranha na graxa. houver. . .Examinar as relações de acionamento e acoplamento. principalmente quando o motor esteve parado por um longo período.Substitua o rolamento. .3.Lavar os rolamentos e lubrificar. . .Graxa endurecida ocasionando o travamento das esferas. 72 . graxa. formação de falhas .Fazer limpeza e reengraxar segundo as nas pistas devido a deficiência de prescrições. . Tabela 6. . . POSSÍVEIS CAUSAS . .Adicionar graxa no rolamento. formação de ranhuras enviezada. DETERMINAÇÃO E ELIMINAÇÃO . DEFEITO .

Operação dentro dos limites de suas capacidades. A garantia não inclui serviços de desmontagem nas instalações do comprador. não prorrogará o prazo de garantia original. lucros cessantes ou quaisquer outros danos emergentes ou conseqüentes. a critério da WEG Máquinas durante o período de garantia. . seja menor que o período de garantia. por um período de 12 (doze) meses. . . contados a partir da data de emissão da nota fiscal fatura da fábrica. Realização periódica das devidas manutenções preventivas. dos defeitos ocorridos e que os mesmos sejam posteriormente comprovados pela WEG Máquinas como defeitos de fabricação. A presente garantia se limita ao produto fornecido não se responsabilizando a WEG por danos a pessoas. a outros equipamentos ou instalações. na ocorrência de uma anomalia esteja disponível para o fornecedor por um período mínimo necessário à identificação da causa da anomalia e seus devidos reparos. Instalação correta e em condições ambientais especificadas e sem a presença de agentes agressivos.04/0696 73 .O equipamento.A. 3000 89256-900 Jaraguá do Sul/SC Tel. hospedagem e alimentação do pessoal da Assistência Técnica quando solicitado pelo cliente.com.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 7. No caso de produtos adquiridos por revendas/distribuidor/ fabricantes. para seus produtos. (047) 372-4000 Fax (047) 372-4030 São Paulo: Tel. limitado a 18 (dezoito) meses da data de fabricação. Excluem-se desta garantia os componentes cuja vida útil. a garantia será de 12 (doze) meses a partir da data de emissão da nota fiscal da revenda/ distribuidor/fabricante.weg. em uso normal.Aviso imediato. TERMO DE GARANTIA PRODUTOS ENGENHEIRADOS A WEG Máquinas oferece garantia contra defeitos de fabricação ou de materiais. a terceiros. A garantia independe da data de instalação do produto e os seguintes requisitos devem ser satisfeitos: Transporte. por parte do comprador.br 1012.MÁQUINAS Av. Prefeito Waldemar Grubba. O reparo e/ou substituição de peças ou produtos. WEG EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS S. Realização de reparos e/ou modificações somente por pessoas autorizadas por escrito pela WEG Máquinas. custos de transportes do produto e despesas de locomoção. manuseio e armazenamento adequados. Os serviços em garantia serão prestados exclusivamente em oficinas de Assistência Técnica autorizados WEG Máquinas ou na própria fábrica.(011) 5053-2300 Fax (011) 5052-4202 www.

2.5 flessak@flessak.2 eletrweg@uol. 1505 – Setor Industrial Sul Tel.com.1. Caetano. 537-Fundos Tel.br PONTA GROSSA (84001-970) SS MOTORES ELETRICOS LTDA Av. Br 101 Km 82.br MINAS GERAIS ESPÍRITO SANTO ARACRUZ (29190-000) ESTEL – MÁQS. LTDA Av. LTDA R: Brigadeiro Tobias.3 eletrosossai1@terra. 2.br BARREIRAS (47800-000) ELÉTRICA RAPOSO LTDA Rua Prof.1 e 3.com.com.LTDA Av.Centro Tel.1. 4 e 5.br RECIFE (50090-000) J.1 e 3.com.5 energy@energyservice.br MATO GROSSO DO SUL CEARÁ FORTALEZA (60325-330) ISELÉTRICA LTDA Av.3 e 3. 240 .br PARANÁ CURITIBA (81610-020) C. 100 – Bairro Novo Horizonte Tel.2./Fax: (91) 3244 5191 Nível: 2.4 e 3.: (67) 3424 4132 Fax: (67) 3424 2468 Nível: 3. 2.4.2.com.: (27) 3256 1711 Fax: (27) 3256 3138 Nível: 1.2 e 3. 2.com. Otavio Bonfim Tel.4 uriasweg@terra.2.4 estel@estel.: (81) 3428 1288 Fax: (81) 3428 1669 Nível: 1.1 .2. Ernesto Vilela. ASSISTENTES TÉCNICOS WEG MÁQUINAS Atenção: Analisar o nível de credenciamento e em caso de dúvida.com.1.E SERV./Fax: (67) 3331 3362 Nível: 3. 01-CIA-SUL-SIMOES FILHO Tel.1 gmsmotores@veloxmail.2.2 e 3. 2.com.br CAMPO GRANDE (79006-600) BERGO ELETRICIDADE COM.Dr.4 jmservice@jmservice.1. Lojas B/C Tel. 2. 933.: (41) 3276 9041 Fax: (41) 3276 0269 Nível:1.: (31) 3491 1096 Fax: (31) 3492 8944 Nível: 1. AUT.com. 418 . TEC. LTDA R: São Judas Tadeu.2 e 3.5 data@dataengenharia. 2807. 3.br PARÁ BELÉM (66113-010) ELETROTÉCNICA WILSON LTDA Travessa Djalma Dutra.com. E COM./Fax: (64) 3645 1491 Nível: 3.2 tereme@tereme. tel.1 comercial@leopoldoesilva.BOMBAS R: Anne Frank.3 gomide@twister. COM.ELETROTÉCNICA COM. LTDA R: Índio Piragibe.com. E SERVIÇOS LTDA R: Imperial. DE SERVS.4.com. LTDA-ME Av. 2.: (37) 3351 1709 Fax: (37) 3351 2507 Nível: 1.: (85) 3281 7177 Fax: (85) 3281 5681 Nível: 3.br PARAÍBA JOÃO PESSOA (58011-200) G.br 74 .2. 7120 Tel.: (31) 3577 0404 Fax: (31) 3577 6877 Nível: 1.com.com DOURADOS (79841-000) ÁVILA DA CRUZ & CIA.br BELO HORIZONTE (31250-710) LEOPOLDO E SILVA LTDA R: Caldas da Rainha.4 adm@iseletrica.INDS.2 eletricaraposo@uol. 2.br ARCOS (35588-000) ELETROMECANICA GOMIDE LTDA Rua Jacinto da Veiga.br GOIÂNIA (74435-190) AJEL SERVICE LTDA Rua 12.br MARACANAÚ (61900-000) P. nº 206 .4 eletrotecnicawilsonltda@bol.MAQS. 2.2.weg@comueller. 2.Bairro Aeroviário RIO DE JANEIRO CAMPOS GOYTACAZES (28035100) ELETRO SOSSAI LTDA Av. SERV.: (31) 3577 7766 Fax: (31) 3577 7002 Nível: 1. SERVS. 415 Tel.com.RECUP.br MATO GROSSO SINOP (78550-000) ELETROTÉCNICA PAGLIARI LTDA Rua Colonizador Enio Pepino.5 e 3. 22 Tel. 480 . 3.3.br FRANCISCO BELTRÃO (85601-190) FLESSAK ELETRO IND. 1340 – Bairro São Francisco Tel.2 ifconsertos@ig.br SERRA (29160-440) TEREME TEC.br SARZEDO (32450-000) MPC COM.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS 8.Prazeres Tel. 324-São José Tel.com. Brasil BAHIA Tel. Pres.2.4 eletricavisao@eletricavisao.br PERNAMBUCO JABOATÃO DOS GUARAR.2.: (22) 2732 4008 Fax: (22) 2732 2577 Nível: 1. 1859 .4 e 3. MOT.com. ELETR.: (73) 32926399 Fax: (73) 32925600 Nível: 1.com.Sul Tel. LTDA Rua Luiz Musso. 282 . 144 Tel.1. E SERVS. José Bastos. 2.com.1.1 e 3.com.4. nº 117-Centro Tel. 2.4 bergoms@gmail.br TEIXEIRA DE FREITAS (45995-000) JOÃO SANDRO MARTINS RODRIGUES Av.: (66) 3511 9400 Fax: (66) 3511 9404 Nível: 1.Alvorada Tel.com.: (98) 3245 4500 Fax: (98) 3244 1144 Nível: 3.2 e 3.3 eletrocometa@uol. 2.ELETR.br PIAUÍ GOIÁS ACREÚNA (75960-000) AILDO BORGES CABRAL Rua Amaury P.: (62) 3295 3188 Fax: (62) 3295 1890 Nível: 1.MUELLER COM. E MAQS. s/n Forquilha Tel. Duque de Caxias.com.: (47) 372-4328.br MARANHÃO SÃO LUIS (65054-100) ELÉTRICA VISÃO COM.Getúlio Vargas. LTDA Rua Projetada 2. (54345-160) ENERGY SERVICE LTDA Rod.2 pweletrotecnica@secrel.3 ajelservice@ajelservice.1.M. 2. 473/477 Tel.W. José Seabra. LTDA Rua D./Fax: (46) 3520 1060 Nível: 1.com.: (42) 3222 2166 Fax: (42) 3222 2374 Nível: 1.3 e 3.São José Tel.S.br SARZEDO (30660-220) DATA ENGENHARIA LTDA R: São Judas Tadeu. 2.5 e 3. LTDA Via Urbana.2 e 3.br SIMÕES FILHO (40310-100) STAUMMAQ SERV.: (71) 22036301 Fax: (71) 22036310 Nível: 1. contatar a Assistência Técnica WEG Máquinas. 15 de Novembro.Centro Tel.: (85) 3297 2434 Fax: (85) 3297 2434 Nível: 1. 3.4 pagli@terra. 2.3 at. 280 Tel. 2. M.2.E SERV.: (86) 3222 2250 Fax: (86) 3221 2392 Nível: 1./ Fax: (83) 3241 2620 Nível: 3.3 mpcservice@mpcservice. Qd L.O. 682 Tel. Marcelino Pires. 1134 Tel.br TERESINA (64000-370) ITAMAR FERNANDES R: Coelho de Resende.: (81) 3476 1633 Fax: (81) 3476 1616 Nível: 1.Mendel Steinbruch.com.Varadouro Tel.com.: (77) 611 1812 Fax: (77) 611 6149 Nível: 3.1 e 3. 4 e 5.MOT.: (27) 3228 2320 Fax: (27) 3338 1755 Nível: 1. 4 e 5.com. 147 .3 e 3.3 acabral@dgmnet.3 staummaq@terra.

2.br PORTO ALEGRE (90200-001) JARZYNSKI & CIA LTDA Av.4 automatic@automatic. 2./Fax: (12) 3922 4501 Nível: 1.: (11) 4655 2899 Fax: (11) 4652 1024 Nível: 1.br JABOTICABAL (14870-010) ELÉTRICA RE-VOLTIS LTDA Av.com.E COM.1. 2.br SÃO JOÃO DE MERITI (25555-440) ELETRO JULIFER LTDA R: Senador Nereu Ramos. DE MÁQ. R. 2.1 e 3. 330-Parque Marajoara Tel.2 eletrosilva@eletrosilva.1 erg@erg.com. LTDA R: Santos Dumont. ELÉTR E MEC. 2.1 e 3.: (16) 3382 1142 Fax: (16) 3382 2450 Nível: 1. 3.2 e 3. BERNARDO CAMPO (09844-150) HRISTOV ELETROMEC.ELETROMOTORES LTDA R: Luiza Viezzer Finco.br S.: (51) 3592 8213 Fax: (51) 3589 7776 Nível: 1.2 e 3.3 eletromafra@brturbo.: (11) 4347 0399 Fax: (11) 4347 0251 Nível: 1.2 yoshikawa@yoshikawa.br SÃO LEOLPOLDO (93010-260) M.: (22) 2762 4124 Fax: (22) 2762 7220 Nível: 1. REPRES./ Fax: (16) 3202 3711 Nível: 1. SANTO AMARO LTDA RIO GRANDE DO NORTE NATAL (59040-340) ELÉTRO MEC.1 e 3.3 jarzynski@jarzynski.: (84) 3213 1252 Fax: (84) 3213 3785 Nível: 1.2.1 e 3.3 emp@emp./Fax: (53) 3225 8699 Nível: 1. 2. Dom Helder Câmara.com. 3.com.06 Qd. 2.4 e 3.: (11) 4582 8080 Fax: (11) 4815 1128 Nível: 1.br S.: (11) 6618 3611 Fax: (11) 6693 3824 Nível: 1.V.4 prestotec@uol.com.br LUZERNA (89609-000) AUTOMATIC IND.com.MOT.com. TEC. 4 e 5.EQUIP. Annicchino. 257 Tel.3 gomes@gomes. 365 Tel. E MANUT.com. BERNARDO CAMPO (09832-270) ERG .com.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS MACAÉ (27910-230) ELETRO SOSSAI DE MACAÉ LTDA R: Aluisio da Silva Gomes. 200 . BERNARDO CAMPO (09735-520) YOSHIKAWA COM. Lt.br JANDIRA (06618-010) THEMA IND.br MATÃO (15990-000) WALDEMAR PRIMO PIN. 2. 186 .2.3.4 ino@ino.4 mvmcom@mvmcom. LTDA Av.br RIO GRANDE DO SUL PELOTAS (96020-380) CEM CONSTR. COM.3.3 crizel@mikrus. São Paulo.com. LTDA R: Pedro Antonio de Barros.: (19) 3861 0972 Fax: (19) 3861 2931 Nível: 1.com.Luiz Dutra.: (19) 3417 8080 Fax: (19) 3417 8081 Nível: 1.& CIA. 183 .br SANTOS (11013-152) ELETROTÉCNICA L.4. Caparroz Tel.br SIDERÓPOLIS (88860-000) INO INOCÊNCIO LTDA R: Família Inocêncio.Centro Tel.COM. ASSES.br SÃO PAULO (04366-000) ESA-ELETROT. MANUT. Carlos Berchieri. 2215 .: (11) 4368 4955 Fax: (11) 4368 0697 Nível: 1.adt@terra.1. Francisco Bellusci.MOTOR.com.Centro Tel.com. 2. LTDA R: Assahi.br PIRACICABA (13400-770) ENROLAMENTOS DE MOTORES PIRACICABA LTDA R: do Vergueiro.LTDA R: Dr.1. LTDA Rua Armadro Bueno.com.2 e 3. 123 Tel.1 jrmotores@hotmail.S.Jd.: (48) 3435 3088 Fax: (48) 3435 3160 Nível: 1.br SANTA CATARINA 75 . 2.br RIO GRANDE (96200-400) CRIZEL ELETROMECÂNICA LTDA R: General Osório. FERNANDES MOT.2 e 3.Anchieta Tel.br RIO DE JANEIRO (20911-290) ELÉTRICA TEMPERMAR LTDA Av. 2. 3. 2.ELET.2.: (53) 3231 4044 Fax: (53) 3231 4033 Nível: 1. Faustina F.br JUNDIAÍ (13211-410) REVIMAQ ASSIST.br CAPIVARI (13360-000) ELETRO TÉCNICA MS LTDA Al. 2.Centenário Tel.com.com.: (11) 6875 6280 Fax: (11) 6875 6290 Nível: 1. 57 .Benfica Tel. São Dimas Tel./Fax: (17) 3522 8421 Nível : 1. 314 Tel./Fax: (18) 3521 4712 Nível: 1.4 buscarioli@buscarioli.2.3 e 3. 707 Tel.2 revoltisfilial@netsite.2 e 2.1.com. MÁQS.: (19) 3491 5599 Fax: (19) 3491 5613 Nível: 1.Centro Tel. 2.3 cemweg@bol.: (19) 3451 0909 Fax: (19) 3442 7403 Nível: 1. 135 . Ulisses Leme.: (21) 2751 6846 Fax: (21) 2751 6996 Nível: 1. dos Estados. LTDA R: Rui Barbosa.2.com.: (13) 3222 4344 Fax: (13) 3235 8091 Nível: 1.2.1 e 3.: (51) 3371 2133 Fax: (51) 3371 1449 Nível: 1.2.Rudge Ramos Tel.: (11) 4354 9259 Fax: (11) 4354 9886 Nível: 2.2.IND. 521 .br SÃO PAULO (03055-000) ELETRO BUSCARIOLI LTDA R: São Leopoldo.2.2.com.1. REBOBINAGEM DE MOTORES LTDA R: São Pedro.1.1 e 3. ELÉTRICA LTDA R: Manoel Alves Garcia.M.3 revimaq@revimaq.com. 353 .com. ELÉTRICAS LTDA Rua Miguel Couto.3 vendas@manutronik./Fax: (47) 3348 2915 Nível: 1.com.com.2 is@eletrotecnicals. 414 Cx.Vl.1 e 3.com.4 e 3. MOT.ELETR. 225/301 Tel. 4 e 5./ Fax: (11) 4789 2999 Nível: thema@thema-motores.com.3 julifer@julifer.3 cemweg@bol.com.3 eletrosossai@terra.3 eletrotecnicams@uol.Centro Tel. E MAQS. LTDA R: Almirante Barroso.Alecrim Tel. 32 . 2.br CATANDUVA (15805-160) MACIAS ELÉTROTÉCNICA LTDA R: Rosa Cruz.4 wpp@process. 4 e 5.2 e 3.3 e 3. Com.br LIMEIRA (13480-743) GOMES PRODUTOS ELET.2 e 3.com. LTDA Av.SERV. LTDA Av. INDUST.br SÃO PAULO MOGI GUAÇU (13844-282) ELETROSILVA ENROL.br SANTO ANDRÉ (09111-410) MANUTRONIK COM./Fax: (49) 3523 1033 Nível: 1. 960 Tel. E COM.2 e 3. LTDA R: Bahia.2 hristoveletromec@uol.com.br ADAMANTINA (17800-000) OLIVEIRA & GOMES ADAMANTINA LTDA Av.br ARUJÁ (07400-000) PRESTOTEC TECN. EQUIPS. 175 Tel. 2 e 3. 28 . 3.2.1 maciaseletro@uol.2. 438-Paqueta Tel. LTDA R: Narciso Baldan. LTDA Estrada Marco Pólo.: (21) 3890 4949 Fax: (21) 3890 1500 Nível: 1. 1426 Tel.13 Tel. 564 Tel. Gumercindo Barranqueiros. 2. Postal 80 Tel. 130 – Jd. 130 . EM MANUT.br ITAJAÍ (88303-040) ELETRO MAFRA COM.2.3.com. 2.3 eo.br SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (12245-031) J. 2.br S. 20 Tel. 409 Tel.1 e 2. 601/611 Tel. Márcia Tel.4 tempermar@tempermar.

3 e 3. Av.br Av. 2. Zip: 201206 Tel. 2.4 dhdjyzm@126.5.3 esa@esa. 4274 Tel. Pudong.4. 901 Harrison Road Tel.com 2.5 e 3.5 COLOMBIA TAILÂNDIA SAMUTSAKOM U-SERVICES CO. Shang Hai. 411033 Tel. 4.3.: (56) 252 80851 Fax: (56) 252 84032 Nível: 1. José Miguel Carrera.2.4 servicio@elesasso.A Av.5 rewinding@vsnl. 2.4.A. 2.2 e 3.A Carrera 13 Nº 30 . TEXAS FLANDERS ELECTRIC INC. ELECTM.net.1.I.: 66 34 490 584 5 Fax: 66 34 490 586 Nível: 1.2.com. 2.5 e 3.1. C.6 KV) TACOGERADORES CUBA HABANA WALDO DIAS FUENTES Calle Jon de La Concha.5 ferroman-jsn@entelchile / jsepulveda@ferroman.4.4.4 e 3. 1./Fax: (11) 4748 3770 Nível: 1.: (57) 1 596 7493 Fax: (57) 1 268 1957 Nível: 1. Mulshi.cl SANTIAGO FERROMAN S.3. 74000 Tel.4 e 3. IOWA HUPP ELECTRIC 275 33rd Avenue Southwest Tel. 31431 Tel.: 91 80 8524252 / 91 80 8524409 Fax: 91 80 8524950 Nível: 2.net ÍNDIA 1020.5 1. 2.net NAGAR (MAHALI) HSB ELECTRO HI-TECH PVT LTD C 142.O BOX 1032.4.: (01) 750 2873/6987 Fax: (01) 734 2121/6885 Nível: 1. 2.4. PINTO CARRASCO (TCHEM) R. Intercomunal Tel. 2.4 hsbmohali@indiatimes. 24 nº 23-89 Tel. MOTORES DE INDUÇÃO Até Carcaça 355 – Baixa Tensão – Gaiola Até Carcaça 355 – Baixa Tensão – Gaiola e Anéis Até Carcaça 500 – Baixa e Alta Tensão (até 6. Tal.A BARRANQUILLA CENTRAL DE BOBINADOS S. Mcal.: (903) 759 9439 Fax: (903) 297 9439 mflorczykowski@flanderselectric.5 mpavlov@codelco. Cupece.4 e 3.4 redinter@redinter. 1111 – Vila Maria Tel. Estigarribiá km 10. s/n Tel. 2. 3.A Calle 17 Nº 17 – 18 Tel. 5600 48 Tel.: 1 319 366 0761 Fax: 1 319 366 4597 chuck_rutledge@hupp-electric. 2. 3.4.yamada@uol.5 Tel.net DIST.4 VENEZUELA CIUDAD OJEDA RIMES ELECTRO MEC. 2. 3.: (59) 521 511 991 Fax: (59) 521 585 096 Nível: 1.: (5) 363 6634 Fax: (5) 362 7041 cebosanorte@yahoo.3.4.4 amphans@ubtet-thailand. 1.ar ANTOFAGASTA P&M MINE PRO Av.: 91 11 256624 / 91 11 390790 Fax: 91 11 390796 / 91 11 390438 Nível: 1. LTD 13/2 Moo 6 Sanphigthai. LTD Shed Nº 1094.4 caaraya@phmining ANTOFAGASTA SALAR ELECT.ar GODOY CRUZ .: (56) 2 773 3815 Fax: (56) 2 775 1868 Nível: 1. 3.6 KV) – Gaiola e Anéis Até Carcaça 500 e acima – Baixa e Alta Tensão (até 6.: (054) 11 4629 4142 Fax: (01) 11 4627 2611 Nível: 1. 2.2. Jin Qiao Export Processing Zone. LTD 1/116 Moo 6 Industrial Park.3.TEC. 2.es BUCARAMANGA CENTRAL DE BOBINADOS S. 1. Industrial Área. LTD P. 2./Fax: (054) 261 405 5100 Nível: 1.com.5 e 3. 1708 Tel.cl SANTIAGO JORGE E.: (58) 65 411 763 Fax: (58) 65 413 261 Nível: 1.3.co SANTAFE DE BOGOTÁ L.S DEL CARIBE LTDA Carrera. José Joaquim Perez.com.: 975 0223 30 Fax: 975 0231 32 Nível: 1.com.4 concepteng@vsnl.1 eletrotec. BANGALORE RAJAMANE & HEGDE SERVICES (P) LTD Whitefield Road Mahadevapura Post Bangalore. 3628 Tel. 3.4.com CHINA PARAGUAI SAN LORENZON RECORD SERVICE R. 160 057 Tel. 2. Phase VIII SAS. 13104 Tel. 4385 Tel.MENDOZA ELECTROMECANICA SASSO S.: (7) 671 2643 – 671 9394 Fax: (7) 671 3781 cebosa@epm.com MÓRON – BUENOS AIRES REDINTER S. Muang. 467 Tel. 25 Tel.3 e 3.com / dhdjyx@sh163.: (11) 5562 8866 Fax: (11) 5562 6562 Nível: 1. MACHINERY CO. 3.LTDA R: Itauna. 2.MOT.JD Prudência Tel.A Monteagudo. LTDA 399 Jin Wan Road. 2.44 Tel.5 e 3. Tathwade. Amphur Muang.pead@siemens.3.: (56) 55 260 262 Fax: (56) 55 265 934 Nível: 1.com PATHUMTHANI AMC SERVICE – ASIA MOTOR SERVICE CENTER CO.: 966 (03) 842 8380 Fax: 966 (03) 843 4333 john.5. 6551 Tel.5 CHILE ESTADOS UNIDOS CEDAR RAPIDS.3. 2.1 emsmotores@emsmotores.3.5 e 3. 1.MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS Av.5 e 3.: 86 21 5834 0165 Fax: 86 21 5834 2775 Nível: 1.: 91 20 5886651/ 91 20 5880689 Fax: 91 20 5889206 Nível: 1.: (11) 6955 6849 Fax: (11) 6955 6709 Nível: 1. 12000 Tel. China. 2.3.C Av.K. Thasai. PUNE IEC MOTOR SERVICES PVT. 2.com OUTROS PAÍSES ARÁBIA SAUDITA ARGENTINA CASEROS – BUENOS AIRES ELECTROMECANICA ANTONIO CATTOZZO e HIJOS S.4.5 e 3.3 e 3. 871.4 elsalar@ctcinternet.3.25/1206 76 . Argentina.br SÃO PAULO (02111-031) YAMADA–ASSIST. INDUST. 2.3 e 3.: (537) 863 8371 Fax: (537) 863 8285 Nível: 1. 1.: (56) 55 350 200 Fax: (56) 55 350 228 Nível: 1.2. Seurvey Nº 32/1/2/3.3 e 3.com LONGVIEW.4 SHANGHAI SHANGHAI DON GHAO ELEC.3. Pedro Aguirre Cerda.br SUZANO (08674-080) ELETRO MOTORES SUZANO LTDA R: Barão de Jaceguai.com..6 KV) Gaiola e Anéis MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA Até Carcaça 132 Ate Carcaça 180 Até Carcaça 280 Até Carcaça 355 Até Carcaça 355 e acima GERADORES SÍNCRONOS Até Carcaça 160 (Auto Regulado) Até Carcaça 225 (Baixa Tensão) Até Carcaça 250 (Baixa Tensão) Até Carcaça 400 (Baixa Tensão) Até Carcaça 400 e acima – Baixa e Alta Tensão (6.3 info@cattozzo.4 e 3.4 e 3. Mitre.3. 1678 .cl CHUQUICAMATA CODELCO CHUQUICAMATA Bairro: Tocopilla.A R: Rodriguez Peña y Acceso Sur Tel.4 DAMMAM ISCOSA – INDUSTRIES & MAINTENCE.: (56) 55 352 185 Fax: (56) 55 325 167 Nível: 1.1.

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