Crônica de uma guerra eterna

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Palestina

1917 – Depois da queda do Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial, a zona passa para o controle britânico cujo governo favorece a chegada de judeus sionistas na região, aos quais havia prometido a criação de um estado judeu em troca de apoio econômico na guerra. Enquanto aos árabes lhes promete um grande estado muçulmano se se rebelassem contra os turcos. 1933 – Começa a perseguição nazista aos judeus. O ritmo da imigração judaica aumenta exponencialmente. 1937 – Diferentes relatórios analisam a situação criada pela chegada massiva de imigrantes à Palestina. Conclusões: dois povos com forte sentimento nacionalista que lhes impedem de conviver; propõe-se o fim do mandato britânico e a criação de dois estados. 1939 – Conflito entre judeus e palestinos. A Grã-Bretanha proíbe a imigração (Livro Branco). Os sionistas começam uma campanha de atentados contra palestinos e britânicos. 1939-45 – II Guerra Mundial – Os judeus se organizam e criam seu próprio parlamento e administração, dando lugar a um estado dentro do estado. Contam com o apoio da Haganat (atual exército israelense). 1945 – Depois da visão do Holocausto judeu perpetrado pelos nazistas, a opinião pública internacional se torna bastante favorável à criação de um estado judeu. A Haganat organiza a imigração judaica dos campos de refugiados na Europa. 1947 – Relatórios anglo-americanos sugerem passar o mandato da Grã-Bretanha aos Estados Unidos. Onda de atentados tanto de judeus como de palestinos. A ONU se envolve: plano de partição em dois estados.

29 novembro de 1947 – O plano de partição em dois estados com Jerusalém sob controle internacional é votado por 33 votos a favor e 13 contra. Os judeus com 54% da terra aceitam o plano. Os palestinos e os países árabes o recusam. Enfrentamento entre judeus e palestinos. 1948 – Um dia antes do fim do mandato britânico, os judeus proclamam unilateralmente o estado de Israel. A liga árabe ataca Israel. 1949 – Firma-se a paz pela pressão das potências internacionais. Israel obtem 78% do território. Generaliza-se a imigração de judeus de todo o mundo (mais de 650 mil), enquanto que mais de 1 milhão e 500 mil palestinos se convertem em refugiados. 1956 – O Egito nacionaliza o Canal de Suez (empresa britânica). França, Grã-Bretanha e Israel entram em guerra contra o Egito. A pressão soviética e americana na ONU faz com que os europeus se retirem e entreguem à ONU o controle da Península do Sinai. Nasce o Al-Fatah, liderado por Yasser Arafat, movimento pela libertação da Palestina. 1957-67 – Os Capacetes Azuis patrulham as fronteiras do Egito e Israel. Israel se converte em um poderoso estado militarista. 1964 – O Al-Fatah cria a OLP (Organização pela Libertação da Palestina) que aglutina as diferentes forças com o objetivo da criação de um estado palestino. Defende a luta armada como método e não aceita o estado de Israel. A OLP fustigará com táticas guerrilheiras as fronteiras de ISrael a partir dos países fronteiriços. 1967 – Guerra dos seis dias – O Egito remilitariza a Península do Sinai. Israel lança um ataque preventivo e passa a controlar a Faixa de Gaza, Jerusalém Oriental, Cisjordânia e as Colinas de Golã. Resolução 242 da ONU que reclama a devolução dos territórios ocupados por Israel e a aceitação do estado hebreu pelos países árabes. Ambos os lados a recusam. Nos anos seguintes a situação dos palestinos sob controle militar israelense é cada vez pior. Os Estados Unidos são o aliado de Israel, enquanto que a URSS apóia os estados árabes. A OLP se radicaliza. 1970 – Setembro negro – A radicalização da OLP leva-os a querer ser a primeira força militar na Jordânia ao que o rei Hussein responde atavando os campos de refugiados palestinos. 1973 – Guerra de Yom Kippur – O Egito ocupa a margem do Canal de Suez contralada por Israel, enquanto a Síria ataca as posições que Israel havia ocupado em 1967. Neste novo conflito os países árabes usam o petróleo como arma política, envolvendo o mundo inteiro no conflito. 1977 – Acordos de Camp David – O Egito (que não tem petróleo) firma unilateralmente a paz com Israel e começam a ter relações diplomáticas. Israel retira suas tropas do Sinai e se compromete a dar certa autonomia aos palestinos em Gaza. 1982 – Massacre de Sabra e Chatila – As milícias libanesas falangistas (católicos maronitas), treinadas e dirigidas por Israel (Ariel Sharon dirige a operação) assassinam, violam e esquartejam mais de 3 mil pessoas nos campos de refugiados de Shabra e Chatila no sul do Líbano. 1987 – Primeira Intifada – A população civil palestina de Gaza e Cisjordânia se subleva para chamar a atenção internacional. Principalmente crianças armadas com paus e pedras enfrentam o exército israelense. A resposta do exército hebreu deixou mais de um milhão de vítimas. Anos 1990 – Acordos de Madri e Oslo – Como resultado da Primeira Intifada, são convocadas as primeiras negociaçãoes em Madri, onde a OLP reconheceria o estado de Israel em troca da retirada do exército hebreu e a criação de um estado palestino. Israel concede o contrloe à OLP sobre 20% do território enquanto que Israel mantem controle sobre os assentamentos judeus em território palestino

e as estradas que os unem. O resto do território estará sob a autoridade civil palestina, mas sob controle militar israelense. Os palestinos aceitam, mas o contínuo crescimento dos assentamentos judeus em território palestino e os atentados de certas facções palestinas como a Jihad islâmica e o Hamas coloca a perder o processo. 2000 – Segunda Intifada – Ariel Sharon, primeiro ministro israelense, visita a esplanada da mesquita de Al-Aqsa acompanhado de 2 mil soldados, o que é visto como uma provocação pelos palestinos, começando a Segunda Intifada. Israel anula as autonomias concedias e reocupa o território. Começam os atentados suicidas por parte dos palestinos e os assassinatos extra-judiciais por parte de Israel. 2002 – Israel começa a construir na Cisjordânia o "Muro da Vergonha", estendendo-se até 22km no território palestino, com o objetivo de separar Israel e as colônias judaicas na Palestina do resto do território palestino. 2006 – Diante da corrupção e a pouca eficácia do Al-Fatah, o movimento islâmico Hamas ganha as eleições com 65% dos votos. Os Estados Unidos, a Europa e Israel não aceitam os resultados e forçam um governo de coalizão com o Al-Fatah. 2007 – O fracasso do governo de coalização entre os dois partidos palestinos majoritários dá lugar a enfrentamentos que acabam com Gaza sob controle do Hamas e a Cisjordânia do Al-Fatah. Israel bloqueia a Faixa de Gaza, proibindo a entrada de alimentos, medicamentos ou gasolina, entre outros produtos. 2009 – O maior ataque contra a população de Gaza depois do bloqueio dá lugar a mais de 5 mil feridos e 1.300 mortos, a maioria civis. Israel mantém o bloqueio e planeja duplicar os assentamentos na Cisjordânia com mais de 73 mil novas moradias. O novo presidente norte-americano, Barak Obama, exige sua paralização. Israel não cede. 2010 – Israel anuncia que construirá 5.000 moradias em zonas ocupadas ao mesmo tempo que limita ou proíbe construções em territórios palestinos.
FONTES: http://alifa.org/wp-content/uploads/2009/02/mapa-palestina.jpeg http://alifa.org/tag/cronica

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