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A BELEZA DA LITURGIA

Propostas para celebrações dignas

SECRETARIADO NACIONAL DE LITURGIA

APRESENTAÇÃO
“Só Deus não teve princípio, | nem tão pouco há-de ter fim, | criou o mundo em seis dias, | eu vou contar, foi assim... || Para começar, logo ao primeiro dia, | Deus criou a Luz, que é toda alegria. | No segundo dia fez o firmamento, | tão azul quando não está cinzento” |, dizem as duas primeiras quadras duma canção para crianças, que gosto muito de ensinar aos mais pequenos da catequese. As coisas feitas pela mão do homem, ao contrário de Deus infinito e eterno, que não teve princípio nem tão pouco há-de ter fim, são todas datadas. Começam num dia e acabam noutro, como o livro que tem entre mãos, caríssimo leitor ou leitora, que teve uma data para começar e outra para ser acabado. Vou-lhe contar como foi, imitando os dizeres da canção. Certa manhã, alguém escreveu uma carta ao Secretariado Nacional de Liturgia fazendo uma pergunta relacionada com a celebração da Missa. Respondeu-lhe um dos vogais do mesmo Secretariado, e foi como se alguém provocasse um incêndio. Não tardaram a surgir perguntas e mais perguntas de participantes nos nossos Encontros Nacionais ou Diocesanos de Liturgia, e logo a seguir de pessoas que tinham conhecimento dessas respostas, morassem elas no Brasil ou nalgum dos Países que fazem parte dos PALOPs. Interpretámos o fenómeno como sinal do desejo e necessidade que muitos cristãos sentem de aprofundar as coisas da Liturgia, que a Constituição Sacrosanctum Concilium «considera como o exercício da função sacerdotal de Cristo, na qual os sinais sensíveis significam e, cada um à sua maneira, realizam a santificação dos homens e o Corpo Místico de Jesus Cristo – cabeça e membros – presta a Deus o culto público integral» (SC 7). A todas se respondia, na medida do tempo disponível e na data mais livre de outros trabalhos urgentes, dado que este não era prioritário, mas apenas e só uma forma de realização pessoal que nos dava muito

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APRESENTAÇÃO

prazer. Pensava-se na solução a dar à pergunta feita, escrevia-se a resposta no computador e depois enviava-se pela Internet. Os destinatários eram pessoas que não conhecíamos, mas que tinham gosto pela Liturgia e não receavam apresentar-nos todo o género de questões, das mais simples às mais complexas. As respostas foram-se acumulando e, num dia destes, alguém nos sugeriu que era tempo de juntá-las em livro e de as colocar à disposição de quem quisesse conhecê-las. Assim se fez e a obra aqui está na sua mão. As respostas vão-se sucedendo em determinada ordem. Primeiro as que dizem respeito à celebrAção dA missA, nos seus quatro momentos, formando outros tantos Capítulos: Preparação, Ritos Iniciais, Liturgia da Palavra e Liturgia Eucarística. A esta primeira secção, que é a mais extensa, com 83 respostas, seguem-se mais nove: diversAs formAs de celebrAção dA missA (17 respostAs), outrAs celebrAções litúrGicAs (36), Ano litúrGico (32), disposição e Adorno dAs iGrejAs (9), liturGiA e livros litúrGicos (11), ofícios e ministérios (18), cAnto e músicA nA liturGiA (3), reliGiosidAde populAr (8), iGrejA, sAcerdócio e fé cristã (4), Ao serviço dA liturGiA em portuGAl (2). Ao todo são 223 respostas, agrupadas em 38 Capítulos. Os colaboradores são cinco, tendo sempre respondido em nome do Secretariado, o que, de algum modo, compromete a responsabilidade deste e da Comissão Episcopal da Liturgia. Pela nossa parte, desejamos que os leitores deste livro nele encontrem tanto prazer, como o sentimos nós ao prepará-lo, convencidos de que estávamos a prestar um serviço de qualidade à causa da liturGiA em portuGAl. «Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do Céu nos abençoou, com todas as bênçãos espirituais em Cristo» (Efésios 1,3).
JOSÉ DE LEÃO CORDEIRO

CELEBRAÇÃO DA MISSA

8 CELEBRAÇÃO DA MISSA 1 PREPARAÇÃO 1. Utilizamos a 3ª edição (2009). o que não admira.. Convém que. Conheço outras em que. para a celebração da Missa. existe outro. Nada se diz de outras cruzes que possam existir na igreja. além desse crucifixo grande. um crucifixo. Dado o grande número de citações das quatro siglas da Instrução Geral do Missal Romano (IGMR). voltado para a assembleia. com a respectiva imagem voltada para a assembleia. umas vezes Instrução Geral. Crucifixo durante a celebração da Missa Numa Igreja em que. e sempre bastou e continua a bastar. 308. mesmo fora das acções litúrgicas. pois a Instrução. permaneça junto do altar uma tal cruz. Conheço igrejas em que. será litúrgico colocar um pequeno crucifixo ao centro do altar. optámos por indicá-las. . no n. com a imagem de Cristo voltada para o celebrante. Cruz e imagem de Cristo devem ter dimensões que permitam à assembleia vê-las bem. de menores dimensões. crucifixo que até perturba a visão do que se passa no altar? A Instrução Geral do Missal Romano. bem à vista da assembleia. de grandes proporções. a partir de agora.2 A interpretação deste texto é fácil. sem necessidade de mais nenhum. doravante.1 documento que iremos citar muitas vezes ao longo deste livro. outras apenas Instrução. apenas pelas duas primeiras letra (IG). exprime-se assim: «Sobre o altar ou junto dele coloca-se também uma cruz.. para recordar aos fiéis a paixão salvadora do Senhor» (IGMR 308).. está em lugar alto. com a imagem de Cristo crucificado. como naquela que a consulente refere. Vou vendo algumas celebrações em que 1 2 A Instrução Geral do Missal Romano será citada. do Secretariado Nacional de Liturgia. em local alto e visível está ao meio um grande crucifixo. fala apenas da celebração. colocado perto do altar. Durante a celebração da Missa coloca-se sobre o altar ou junto dele um crucifixo. Fora da celebração é conveniente que tal cruz permaneça junto do altar. que a assembleia possa ver bem.

Uma só cruz ou várias cruzes Na nossa igreja. E ontem mesmo.3 que tem introduções muito ricas sobre diversas celebrações. A santa cruz representa a paixão de Cristo e o seu triunfo sobre a morte e. bem ao centro. a um metro do altar. decidimos chamar-lhe Ritual da Celebração das Bênçãos. ocupa o primeiro lugar a representação da cruz preciosa e vivificante. o que também é verdade. Mas. a fim de que. que é o símbolo de todo o Mistério pascal. mas também não as imite. duas cruzes coladas pelas costas.PREPARAÇÃO 9 o crucifixo é posto sobre o altar. ser reposta na sacristia ao lado do presbitério e ser novamente usada na procissão de saída? 1. com a imagem de Cristo voltada para o presidente. atrás do altar temos uma cruz pintada a mosaico na janela central. ao mesmo tempo. um padre pediu que se colocasse também a cruz processional ao lado do altar. não fique admirada nem se assuste. Não faço comentários. 2. anuncia a sua vinda gloriosa» (RCB 960). sobre o altar. pois corresponde a um fascículo do Ritual Romano. Mas alerto a nossa consulente para tais situações. . para não confundirmos as suas siglas (CB) com outras iguais que correspondem às iniciais do Cerimonial dos Bispos (CB). Sobre o lugar eminente da cruz na igreja e na vida dos fiéis afirma: «A imagem da cruz não só é proposta à veneração dos fiéis na Sexta-Feira 3 Este livro litúrgico chama-se apenas Celebração das Bênçãos. Para responder ao seu pedido de esclarecimento. alguém me dizia que já há quem ponha. durante a procissão de entrada. Muitas vezes o pároco gosta de colocar no presbitério. começo por citar o Ritual da Celebração das Bênçãos. nenhuma outra imagem é mais querida. depois da procissão de entrada. nenhuma é mais antiga. A propósito da importância da cruz exprime-se assim: «Entre as sagradas imagens. Não deverá essa cruz. uma cruz de madeira. uma voltada para o presidente e outra para o povo. No domingo. como ensinaram os Santos Padres. e isso permitir-nos-á citá-lo com as iniciais (RCB). quando as vir. Para o povo cristão.

para se tornar a cruz do altar.. com o crucificado. de preferência. As normas da Instrução insistem na unicidade da cruz e na obrigatoriedade de ela ter a imagem de Cristo crucificado. mas está também em lugar eminente na igreja e coloca-se diante do povo sempre que ele se reúne para celebrar as acções sagradas e.10 CELEBRAÇÃO DA MISSA Santa e celebrada como troféu de Cristo e árvore da vida na festa da Exaltação. que em geral é a sacristia.» (IG 122).. o acólito pode levar a cruz. para se tornar a cruz do altar. devem. A Instrução Geral do Missal Romano refere-se. Avancemos agora um pouco mais. 3. Transcrevem-se dois dos muitos números da Instrução que o referem.. mesmo fora das acções litúrgicas. Tendo em conta as circunstâncias do tempo e do lugar. durante a celebração da Eucaristia. com a imagem de Cristo crucificado» (IG 117). haja uma cruz. ou então seja guardada num lugar digno. ocupa um lugar nobre nas casas dos baptizados. Pareceu-me oportuno transcrever estas afirmações. a 14 de Setembro. afirmando que deve haver uma só cruz. No final da procissão de entrada. com a imagem de Cristo crucificado. que deve ser apenas uma. 2. à cruz de Cristo. . «Sobre o altar ou junto dele coloca-se também uma cruz. «Na procissão de entrada. as outras cruzes eventualmente presentes. para recordar aos fiéis a paixão salvadora do Senhor» (IG 308). que a assembleia possa ver bem. em vários dos seus números. onde pode permanecer mesmo fora das acções litúrgicas. Essa cruz pode permanecer junto do altar mesmo fora das celebrações. de preferência junto do altar. para que seja testemunho da sua fé e sinal do amor de Deus para com todos os homens» (RCB 961). «A cruz com a imagem de Cristo crucificado e porventura levada na procissão pode colocar-se junto do altar. além disso.. com razão os fiéis erigem publicamente a cruz. ao problema colocado pelo consulente.. Uma só cruz. Por isso.» (IG 188). ser guardadas num lugar digno. Chegando ao altar. permaneça junto do altar uma tal cruz. apesar de não responderem.. Vou transcrever os vários números da Instrução que assim o determinam: «Sobre o altar ou perto dele. Convém que. ou então coloca-a num lugar digno. põe a cruz junto dele. por si sós. O que delas se conclui é isto: a cruz é o símbolo primordial para todos os cristãos. Quando se incensa essa cruz única? Pode incensar-se duas vezes.

. Deverá haver muitas flores em toda a igreja? 2... Importância da cruz do altar e da procissão. Se a cruz está sobre o altar ou junto dele. 4. Ornamentação da igreja. À cruz do altar e àquela que é levada na procissão deve prestar-se a maior atenção: «Acima de tudo há-de prestar-se a maior atenção àquilo que.PREPARAÇÃO 11 «chegado ao presbitério. depois a cruz e o próprio altar. como acabámos de dizer. por exemplo... é incensada quando o sacerdote passa diante dela. E como se incensa? Com três ductos do turíbulo: «Incensa-se com três ductos do turíbulo. litúrgica e pastoral a tudo o que diz respeito à celebração da Missa. é incensada antes da incensação do altar. o sacerdote incensa a cruz e o altar» (IG 49). a cruz do altar e a cruz que é levada na procissão» (IG 350).. Creio que as informações que se retiram do Ritual da Celebração das Bênçãos e da Instrução Geral do Missal Romano permitem que o consulente fique esclarecido sobre o problema litúrgico que o levou a escrever-nos. «o sacerdote pode incensar os dons colocados sobre o altar. depois de colocar o pão e o cálice sobre o altar.. na celebração eucarística. como são. está directamente relacionado com o altar. Deus vos ajude a ultrapassar estes diferendos e a permanecer na paz de Cristo. Este documento constitui uma verdadeira introdução teológica.. A resposta que lhe vou dar tem por base o que sobre o assunto se diz na Instrução Geral do Missal Romano.» (IG 75).» (IG 277). se for oportuno. Estará bem pôr flores aos pés da Cruz de Jesus? 1.. grande dom que podemos e devemos pedir sem cessar. Como se incensa a cruz do altar? A cruz do altar é incensada duas vezes. 3. 5. Deverão pôr-se muitas flores no altar? 3. .. caso contrário. do altar e da cruz 1. Ornamentação da igreja. a cruz do altar..

o que há são flores e verduras naturais. mas precisa de saber o que a Igreja pensa e ensina sobre esses temas. Não são a verdade das coisas. Procurar a verdade das coisas é utilizar flores e verduras naturais. mas fazê-lo para formar os fiéis. 292 e comento-o frase por frase: «Na ornamentação da igreja deve tender-se mais para a simplicidade do que para a ostentação. procure-se a verdade das coisas. As das fábricas. é capaz de contribuir. Penso que. e o que contribua para a formação dos fiéis e para a dignidade de todo o lugar sagrado». 292: «.. o que só se adquire recebendo formação em pequenos cursos. não é bom conselheiro. em vários dos seus números. entra-se aqui num campo vastíssimo. Transcrevo o n. Segunda frase do n. A ornamentação deve servir de suporte e envolvência à liturgia. Na escolha dos elementos decorativos. por mais bonitas que sejam. há que fugir sempre da ostentação. Resumidamente direi. Não se deve ornamentar uma igreja por ornamentar. para não me alongar. nessas áreas. essa ornamentação deve tender para a simplicidade. O que é preciso .». A verdade das coisas exige isso. mas a liturgia que aí será celebrada. Afirmam-se nesta frase três coisas: as igrejas devem ser ornamentadas.. através da sua arte decorativa. e não artificiais. não se comparam àquelas. O amadorismo. Nos jardins. Uma pessoa com algum jeito para ornamentação e com algumas luzes na linha do que acabámos de dizer. Deverá haver muitas flores em toda a igreja? Não é preciso.». As flores e verduras artificiais vêm das fábricas. que a pessoa encarregada da ornamentação de uma igreja.. 292: «. aparato e riqueza. se respondeu à primeira pergunta. do qual não posso agora falar muito. Os elementos decorativos são principalmente as flores e a verdura que se utilizam. E o que é formar os fiéis através da ornamentação? Como é fácil de compreender. Não precisa de ter um curso superior.. com simplicidade e não com exibicionismo. O adorno ou ornamentação das igrejas vem tratado no capítulo V da Instrução Geral. do ano litúrgico e da pastoral litúrgica. mas imitação. Última frase do n. As flores verdadeiras são as dos jardins. que é sinónimo de exibição. Porquê? Porque o importante não é a ornamentação da igreja.12 CELEBRAÇÃO DA MISSA 2. no campo da Liturgia... tem de ter noções certas pelo menos acerca da liturgia.. para a formação dos fiéis e para dar dignidade sagrada ao espaço celebrativo. com o que fica dito.. e estar ao seu serviço. luxo. Na ornamentação de uma igreja nunca deveriam entrar flores nem verduras artificiais.

DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA .

mas não sei onde obter informação. o envio para Deus (mittere). a oblação do nosso sacrifício eucarístico. missa est. Esta Ceia aparece descrita em quatro lugares do Novo Testamento (Mt 26. mais do que dizer. e a despedida dos fiéis. Mc 14. há quem prefira outra etimologia para a palavra ‘missa’. ‘Ceia do Senhor’. A sua celebração. 1. 22-23. ‘Missa’. O Catecismo da Igreja Católica prefere relacionar a palavra ‘missa’ com o envio dos que participaram na celebração: a celebração eucarística . por Ele próprio chamada a Páscoa ou a Ceia pascal. etc. Qual foi a origem da palavra ‘missa’? 2. Assim. 15-20. por parte dos cristãos. chamou-se ‘missa’. Lc 22.. Origem da palavra ‘missa’ e evolução da celebração eucarística 1. no final da celebração: ite. a palavra ‘missa’ estaria antes relacionada com a oferenda. Etimologicamente a palavra ‘missa’ vem do verbo latino mittere (enviar. ‘Eucaristia’. já se fez a oblação’. 1 Cor 11. ‘Celebração eucarística’. despedir). 26-27. pouco a pouco. ‘Sacrifício’. quereria antes dizer: ‘ide. é a despedida’. ‘ide. não apenas às despedidas mas às duas partes que as antecediam (missa dos catecúmenos e missa dos fiéis). a frase final ite. E a partir do século VI chama-se ‘missa’ a toda a celebração. A partir do século IV. Com efeito. Devo acrescentar que tudo isto que acabo de lhe dizer está muito simplificado. tem tido muitos nomes: ‘fracção do pão’. a oferta. Como evoluiu a celebração da Eucaristia nos primeiros séculos? Sei que é pedir muito. no fim da Liturgia da Palavra. 22-25). ‘já se enviou para Deus a nossa oferenda’. A palavra ‘missa’ designa hoje a celebração da última Ceia que Jesus fez com os seus discípulos. e deve ter designado inicialmente apenas dois momentos da celebração: a despedida dos catecúmenos.152 DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA 5 A MISSA ANTES DA REFORMA LITÚRGICA 84. missa est. Em vez de ser a despedida ou a própria celebração.

12. Aconselho-o a ler o que diz o Catecismo da Igreja Católica do n. 2. apesar de tudo. Missa exequial. Mas este significado não parece estar muito provado pelos documentos históricos. 11. 1337-1355. Missa do dia. A Missa. 10. Missa ritual. São as duas partes do livro. seguindo um livro muito especial sobre o assunto. Como facilmente perceberá por este simples enunciado de títulos. A Eucaristia no tempo dos mártires. . Quero. não é possível minimamente responder à sua pergunta. O seu autor. Missa conventual. A primeira parte. 1416. e que só outros mestres podem explicar e desenvolver: 1. indicar-lhe as grandes articulações dessa história. mas muito especialmente os nn. 7. Missa com o povo. a Eucaristia dominical». Missa ferial. para que eles vão cumprir a vontade de Deus na sua vida quotidiana» (CIC 1332). Missa crismal. A Eucaristia depois do Concílio Vaticano II. Hoje. 8. vinte séculos de história. A Eucaristia das Igrejas do mundo greco-romano. etc. Da Ceia do Senhor à Eucaristia da Igreja. que tem por título A Missa ontem e hoje. a dos vinte séculos de história. Missa dominical. Essas informações só é possível adquiri-las num curso específico sobre a história da celebração eucarística. próprio da Missa. sobretudo nas rubricas e nos títulos: Missa estacional. Como diz e bem. A Eucaristia das Igrejas judaico-cristãs. A Eucaristia na época carolíngia. 1322 ao n. O manto branco de Igrejas a seguir à paz. 3. Em vez da palavra Missa muitos preferem a palavra Eucaristia. Missa votiva. A Eucaristia no tempo das invasões dos bárbaros.A MISSA ANTES DA REFORMA LITÚRGICA 153 chama-se «Santa Missa porque a liturgia em que se realiza o mistério da salvação termina pela despedida dos fiéis (missio). A Eucaristia na Idade Média. 2. 9. Actualmente continua a chamar-se Missa a toda a celebração. a cada um dos quais dá um título que é uma verdadeira síntese de muitos saberes. ou seja. o que pede é muito. A Eucaristia no tempo dos Padres. divide-a em 13 capítulos. A Eucaristia no tempo da Reforma católica. Missa vespertina. A Eucaristia durante a renovação litúrgica. Missa concelebrada. Ordinário da Missa. 4. 13. Missa da comunidade. 6. A herança de Israel. Missa de defuntos. Missas com crianças. explica o título assim: «Ontem. grande mestre e pedagogo da liturgia. Missa celebrada de frente para o povo. 5.

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OUTRAS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS .

Laudes. que passou a chamar-se Liturgia das Horas. gostaria de fotocopiar o livro com o modo de rezar antigo.180 OUTRAS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS 9 LITURGIA DAS HORAS 101. e tornar possível àqueles que rezam todo o ciclo da Liturgia das Horas. Noa. excepto o Ofício de Leitura. Diz a Constituição Litúrgica: «Distribuam-se os salmos. Não foi só o número de momentos de oração diária que diminuiu de 8 para 5. Sexta. que o próprio Concílio mandou suprimir (cf. sempre para menos. propô-la a todos os fiéis. e que Tércia. fácil é concluir que não foram as Matinas que desapareceram. Prima. mas por mais longo espaço de tempo» (SC 91). Vésperas e Completas. Sexta e Noa foram substituídas pela Hora Intermédia. Mesmo em latim. Laudes. Breviário e Liturgia das Horas A reforma litúrgica alterou muito o antigo Breviário. ao passo que a estrutura também diária da Liturgia das Horas passou a ser: Ofício de Leitura. sendo alterado. SC 89. . O Breviário tinha a seguinte estrutura diária: Matinas. alteraram bastante o então chamado Breviário. caro consulente. Alguém me pode ajudar? De facto. fazerem-no nas horas do dia o mais aproximadas possível do tempo real. mas também a extensão de cada um deles. Vésperas e Completas. mas sim a Hora de Prima. não já por uma semana. Sabendo nós que o actual Ofício de Leitura corresponde às antigas Matinas. Tércia. que ficou sem hora própria. d: “Suprima-se a Hora de Prima”). pelo menos Laudes e Vésperas diárias. podendo ser rezado no momento do dia ou da noite mais disponível. Esta grande reforma tinha um objectivo: adaptar a Oração Oficial da Igreja. a reforma litúrgica iniciada pelo Concílio Vaticano II com a publicação da Constituição sobre a Liturgia Sacrosanctum Concilium e os trabalhos que se seguiram a esse documento. Hora Intermédia. o número de salmos.

podemos rezar Vésperas? Diz o Ritual da Sagrada Comunhão e culto do Mistério Eucarístico fora da Missa: «Diante do Santíssimo Sacramento exposto por um tempo prolongado pode celebrar-se alguma parte da Liturgia das Horas. Liturgia das Horas durante a exposição do Santíssimo Será liturgicamente correcto rezar uma parte da Liturgia das Horas durante a exposição do Santíssimo? Por exemplo. não vale a pena puxar para trás. prolongam-se pelas várias horas do dia os louvores e acções de graças que a Deus são dadas na celebração da Eucaristia. . Com efeito. não apenas é liturgicamente correcto. O mesmo repete o Cerimonial dos Bispos (nn. tem de pensar como vai reunir essas centenas de páginas fotocopiadas. A Liturgia das Horas é muitíssimo mais rica do que o antigo Breviário. Não há comparação possível entre ambos. porém. Mas pode fazê-lo. para o rezar à sua vontade. As Vésperas são.LITURGIA DAS HORAS 181 Diz no seu correio: Mesmo em latim. sobretudo comunitariamente. mas também individualmente. Alguém me pode ajudar? A quem me deverei dirigir? Não penso que seja muito viável copiar centenas e centenas de páginas em latim do antigo Breviarium Romanum. basta pedir emprestado um Breviário em latim. Rezá-las diante do Santíssimo Sacramento exposto por um tempo prolongado. n. pelas razões indicadas pelo Ritual. Dou-lhe um conselho: o melhor e mais prático é adquirir a edição completa da Liturgia das Horas (4 volumes) e aí encontrará todo o Ofício Divino. mas é recomendado fazê-lo. por Ele. as Horas principais da Liturgia das Horas. 102. juntamente com as Laudes. a um sacerdote que conheça. por meio dela. 96). e dirige-se a Cristo e. No momento histórico em que o Concílio nos convidou a andar em frente. Bom trabalho. sobretudo as Horas principais. distribuído ao longo do mês. temos o Santíssimo exposto durante uma hora e. ao Pai as súplicas da Igreja em nome do mundo inteiro» (CEFM. Antes. 1111-1114). se quiser. dentro dessa hora. gostaria de fotocopiar o livro com o modo de rezar antigo.

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ANO LITÚRGICO .

o principal dia de festa a propor e inculcar no espírito dos fiéis. que nasceu do próprio dia da Ressurreição de Cristo. explicitando as razões da supremacia do domingo sobre os outros dias da semana. segundo este texto. é a Constituição Sacrosanctum Concilium. se for judeu. tal como está formulada pelo nosso consulente. num dos seus números que vou transcrever integralmente: «Por tradição apostólica. filho único de Deus (fonte única da nossa salvação) e dão-se graças a Deus (Pai. Quem o afirma de maneira inequívoca. participa-se na Eucaristia (comunhão pela boca). no dia que bem se denomina dia do Senhor ou domingo. recorda-se o Mistério pascal de Cristo. Se for muçulmano. e assim recordarem a Paixão. terei de lhe dizer que esse dia é a sexta-feira. Nessa reunião escuta-se a palavra de Deus (comunhão pelo ouvido). e responder-lhe que o dia de adorar a Deus é o domingo. Vou partir da convicção de que se trata de um cristão. porque o domingo é o fundamento e o centro de todo o ano litúrgico» (SC 106).242 ANO LITÚRGICO 14 O DOMINGO 137. . a Igreja celebra o Mistério pascal todos os oito dias. Filho e Espírito Santo). a resposta terá de lhe indicar o sábado. O domingo é. depende de quem ele é enquanto homem crente. Não deve ser sacrificado a outras celebrações que não sejam de máxima importância. o nosso principal dia de festa. seja também o dia da alegria e do repouso. 3). Neste dia devem os fiéis reunir-se para participarem na Eucaristia e ouvirem a palavra de Deus. O dia do Senhor Qual o dia de adorar a Deus? A resposta a dar a esta pergunta. Ressurreição e glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os «regenerou para uma esperança viva pela Ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos» (1 Ped 1. começa por uma reunião. pois. A adoração a Deus.

ou na falta deles. que corresponda à dignidade da palavra de Deus e ao mesmo tempo recorde com clareza aos fiéis que na Missa se prepara tanto a mesa da palavra de Deus como a mesa do Corpo de Cristo e. do cronista e do povo. o ambão dispõe-se de modo que os ministros ordenados e os leitores possam facilmente ser vistos e ouvidos pelos fiéis» (IG 309). pelos leitores. deve atender-se. convirja espontaneamente a atenção dos fiéis. Nisso me parece que devemos insistir e investir esforços. neste caso. 32. às proporções e harmonia entre o ambão e o altar» (OLM. isto é. de acordo com a estrutura de cada igreja. durante a liturgia da palavra. os ajude. É aconselhável que seja cantada ou lida segundo o modo tradicional. este lugar deve ser um ambão estável e não uma simples estante móvel. por três pessoas que assumem a parte de Cristo. O mais importante na leitura da história da Paixão é fazer uma boa proclamação. da Congregação do Culto Divino. um pano longitudinal como é hábito colocar mas somente no ambão? Aqui está um assunto sobre o qual nenhum livro litúrgico diz o que quer que seja. Esta proclamação da .TRÍDUO PASCAL 243 15 TRÍDUO PASCAL 138. A Paixão é proclamada pelos diáconos ou presbíteros. n. EDREL 834). finalmente. do outro lado. nomeadamente a Instrução Geral do Missal Romano. a parte de Cristo deve ser reservada ao sacerdote. fixo. ou o Ordenamento das Leituras da Missa: «No espaço da igreja deve haver um lugar elevado. Numa Carta circular sobre a preparação e a celebração das festas pascais. a ouvir e a prestar atenção durante a liturgia da palavra. Em princípio. ao referir-se ao ambão: «A dignidade da palavra de Deus requer que haja na igreja um lugar adequado para a sua proclamação e para o qual. diz-se o seguinte: «A história da Paixão reveste-se de particular solenidade. Ambão adornado durante a leitura da Paixão do Senhor Na leitura da Paixão do Senhor estará certo colocar-se no ambão ou numa outra estante. dotado de conveniente disposição e nobreza. Tanto quanto a arquitectura da igreja o permita. Por isso. o melhor possível.

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DISPOSIÇÃO E ADORNO DAS IGREJAS .

Este capítulo corresponde àquilo a que. e o rito que nele se descreve é uma das acções litúrgicas mais solenes. Mas a palavra dedicação é mais rica. no início das obras. Utiliza-se quando o edifício fica pronto. se for realizado segundo as indicações do livro litúrgico. quer tenha sido construído de raiz. Quando o edifício é construído de raiz. pois significa a intenção de destinar a igreja unicamente e de maneira permanente ao Senhor (DIA 2). Era preciso ter resistência física acima da média para aguentar o esforço. Já houve tempos em que a celebração completa demorava cerca de seis horas. quer tenha sofrido uma intervenção importante. . o livro litúrgico a que o consulente se refere chama-se Dedicação da Igreja e do Altar. por dizer respeito à dedicação a Deus do edifício onde a comunidade cristã se reúne para «ouvir a palavra de Deus e sobretudo para celebrar os sagrados mistérios e onde se conserva o Santíssimo Sacramento da Eucaristia». De facto. Tal rito.296 DISPOSIÇÃO E ADORNO DAS IGREJAS 19 DEDICAÇÃO E USO DAS IGREJAS 169. pelo qual se implore a bênção de Deus para levar a bom termo aquela obra» (DIA 1). porém. como parece ser o vosso caso. É um rito muito bonito e catequético. Quando há dias adquirimos o livro Pontifical Romano verificámos que ele fala também na Dedicação do altar. Será que podemos fazer só a Dedicação da igreja ou devido ao altar já ter sido dedicado já não é permitido? Agradecia uma resposta da vossa parte o mais breve possível. chama inauguração. O Capítulo II tem por título Rito da dedicação da igreja. como vem indicado no Capítulo I. Ora acontece que o altar da nossa igreja já foi dedicado há 30. é conveniente celebrar um rito. é facultativo: «Quando se começa a construção de uma nova igreja. Dedicação da igreja e do altar Estamos a terminar as obras de requalificação da nossa igreja paroquial e temos a ideia de fazer a Dedicação da mesma. do Rito do lançamento da primeira pedra ou do começo das obras. a Dedicação propriamente dita pode ser precedida. a quando da inauguração da igreja. na sua pergunta.

entrada na igreja (n. com as necessárias adaptações. 33). a piedade e a religião. 35) e inclui a inauguração do ambão e a liturgia da palavra (n. pois. pois o referido filme tratava do nascimento de Jesus. grupos de oração. funerais. como é o caso da vossa. 1-4ª. 34).. prossegue com a entrega do edifício ao Bispo e a abertura da igreja pelo pároco (n. Diz o Código de Direito Canónico. 53) (com a leitura obrigatória de Neemias 8. a liturgia eucarística e a inauguração da capela do Santíssimo Sacramento ou do sacrário (nn. casamento. Se pudesse dar-vos um conselho dir-vos-ia que utilizem o modo mais solene. a oração da dedicação e a unção do altar e das paredes da igreja (nn. É este o rito que vos aconselho. de acordo com o vosso pároco. quando uma igreja sofre requalificações significativas. que começa pela procissão inicial (nn. e proíba-se tudo o que seja discordante da santidade do lugar». sem beijar o altar (n. que é o modelo. a incensação e a iluminação do altar e da igreja (nn. Mas também noutras circunstâncias: Sacramentos da iniciação cristã. essa decisão. 72-84). Num gesto de partilha e entreajuda.5-6. catequese sob todas as suas formas. mistério que celebramos em cada Natal. 66-71). 28-33). A utilização do edifício da igreja Será errado usar a igreja para fazer actividades diversas (desde que relacionadas com a igreja. 170. pode utilizar-se o rito indicado no Capítulo II. envio-vos um Rito de Dedicação preparado por mim próprio para um caso análogo ao vosso e que vos pode servir. sobretudo. Portanto. Quanto ao facto de o altar ter sido benzido há 30 anos. ida directa do bispo para a cátedra..DEDICAÇÃO E USO DAS IGREJAS 297 O livro litúrgico indica três maneiras possíveis de fazer os ritos iniciais. 63-65). parece-me perfeitamente lógico que tenham tomado. grandes festas e reuniões de multidão. Liturgia das Horas.8-10). . como é obvio) para além da Missa? A igreja é utilizada. celebrações da palavra na ausência do presbítero. ignorem o facto. no cânone 1210: «No lugar sagrado apenas se admita aquilo que serve para exercer ou promover o culto. para a reunião da assembleia na Missa do domingo.

LITURGIA E LIVROS LITÚRGICOS .

passou agora para a Liturgia organizada e celebrada pela Igreja. que Jesus confiou o encargo de continuar a obra por Ele próprio iniciada. nos libertara do poder de Satanás e da morte. ensinando-lhes o modo de viver que agrada a Deus. isto é. como o acreditava e expunha. não só para que. ou seja. O que vem então a ser a Liturgia? A definição é dada pela própria Constituição: «A Liturgia é o exercício da função sacerdotal de Cristo» (SC 7. AL 4340). e nos introduzira no Reino do Pai. anunciassem que o Filho de Deus. Esse Mistério tem no seu centro a Paixão. mas também para que realizassem a obra de salvação que anunciavam. EDREL 2061). Ressurreição dos mortos e gloriosa Ascensão do nosso Redentor. toda a Liturgia.310 LITURGIA E LIVROS LITÚRGICOS 23 O MISTÉRIO DA LITURGIA 178. à volta dos quais gira toda a vida litúrgica» (SC 6. pela sua morte e ressurreição. EDREL 2060). cheios do Espírito Santo. passou para os ritos sacramentais» (S. na pessoa dos Apóstolos. Sermões para a Ascensão. ou. mediante o sacrifício e os sacramentos. e fazendo-os progredir no mistério insondável do sacrifício pascal do Senhor. assim também Ele enviou os Apóstolos. Foi do lado de Cristo adormecido na cruz que nasceu a Igreja. evangelizando os pobres. Leão Magno. pregando o Evangelho a toda a criatura. Trata-se de uma frase densa. num dos seus sermões: «Tudo o que na vida do nosso Redentor era visível. levado a cabo pela Igreja. 3. no século V. mas simultaneamente rica e forte. tantas vezes pobre e fraca. o melhor que pode e sabe. n. cujo sentido profundo é este: tudo aquilo que Jesus Cristo realizou na terra enquanto sacerdote. desde a sua Encarnação até ao envio do Espírito Santo prometido aos Apóstolos. Assim o vai procurando fazer esta Igreja. o papa S. continua a Igreja a torná-lo presente em cada época da história na celebração da Liturgia. Leão Magno. . e foi a esta Igreja. O que celebramos na Liturgia Que celebramos nós na Liturgia? Na Liturgia celebramos sempre e só o Mistério pascal de Jesus Cristo. Di-lo a Constituição Sacrosanctum Concilium: «Assim como Cristo foi enviado pelo Pai.

a realidade profunda e invisível do seu Mistério pascal. e por Ele darmos glória a Deus Pai. Celebrar a Liturgia ou as acções litúrgicas é tornar presente. por sua vontade expressa. ser-lhes-ão perdoados (celebração da Penitência)». Cristo está sempre presente na sua Igreja. nem também é repetir para fazer de novo. que qualquer acção litúrgica é acção sagrada de valor único. seu Corpo. E o que é celebrar a Liturgia? Será repetir gestos feitos ou palavras pronunciadas por Jesus. A celebração dos mistérios da Liturgia tem um objectivo em relação a nós: fazer-nos viver por Cristo. apenas para recordar cenas da sua vida? Certamente não. uma vez mais. do Filho e do Espírito Santo (celebração do Baptismo). o que celebramos nós na Liturgia? Celebramos realidades da vida e do mistério de Jesus. para entrarmos cada vez mais em comunhão de vida com esse Mistério. delas vivermos e por elas nos deixarmos transformar. Celebrar a Liturgia nem é repetir apenas para recordar. O que é celebrar a Missa. por intervenção de Jesus e do Espírito Santo. Fazei isto em memória de Mim (celebração da Eucaristia). O ponto de partida de qualquer celebração litúrgica cristã é sempre uma palavra de Jesus transmitida pelos Evangelhos ou por outros livros do Novo Testamento: «Ide e fazei discípulos de todos os povos.O MISTÉRIO DA LITURGIA 311 Para realizar obra tão grande. quem celebra. Esse acontecimento histórico é único e irrepetível. aqueles a quem perdoardes os pecados. 179. que fazer para participar melhor? Gostava de perceber melhor o que é celebrar a Missa. para sermos tocados por elas. cuja eficácia não é igualada por nenhuma outra acção da Igreja. especialmente nas acções litúrgicas. quem é que a celebra e o que fazer para participar na sua celebração de maneira sempre mais perfeita? . baptizando-os em nome do Pai. É por ser obra de Cristo sacerdote e da Igreja. etc. com Cristo e em Cristo. na força do Espírito Santo que habita em nós. Jesus morreu e ressuscitou uma única vez. Então.

OFÍCIOS E MINISTÉRIOS .

334 OFÍCIOS E MINISTÉRIOS 27 MINISTÉRIOS LAICAIS LEITORES 189. A instituição propriamente dita consta de um chamamento simples feito ao candidato pelo Bispo. nenhum fiel cristão deve descurar uma formação cada vez mais profunda nas coisas da sua fé. Muito resumidamente posso dizer-lhe que a instituição de acólitos e leitores é feita pelo Bispo da diocese ou pelo Superior Maior dos Institutos religiosos. que o candidato recebe. . as razões da sua própria esperança. A instituição é completamente diferente da ordenação. seguido de uma oração e de uma bênção. Nestas coisas como noutras. mas fica também mais habilitado a dizer aos outros. porque assim não temos de estar sempre dependentes dos que possam ou queiram pescar por nós. antecipadamente. Rito da instituição dos leitores e dos acólitos Podem explicar-me como é o rito da instituição dos leitores e dos acólitos? Não é fácil explicar em poucas palavras como é esse rito. Além das introduções a todos os livros litúrgicos existentes e utilizados na liturgia em geral. Além disso. estas duas instituições. que é o gesto essencial duma ordenação. entre as quais a liturgia ocupa um lugar cimeiro. Quer saber em pormenor? Aconselho-o a comprar e a ler o Enquirídio dos Documentos da Reforma Litúrgica. de joelhos. quando eles lho pedirem. Aqueles que são instituídos não recebem a imposição das mãos. possui também um índice muito completo e muito útil para encontrar a resposta que eu próprio lhe estou a dar. Mas também podem ser instituídos leitores e acólitos que permaneçam sempre ou por determinado tempo nesses ministérios. Dessa forma cresce ele próprio no conhecimento. não há nada como sabermos pescar por nós próprios. Os candidatos ao diaconado permanente e ao presbiterado devem receber. diante do Bispo.

CANTO E MÚSICA NA LITURGIA .

. que vos ameis uns aos outros» . etc. Por ser culto oficial ele é orientado segundo normas estabelecidas pelo Magistério da Igreja que recebeu de Cristo o mandato de conduzir o seu povo pela santidade de vida até que chegue à meta final. Cânticos alegres na Liturgia Porque não podem cantar-se cânticos alegres na liturgia dos domingos? Em algumas igrejas católicas isso é possível e os párocos aceitam. diferentes conforme as circunstâncias. celebramos aspectos diferentes do Mistério pascal de Jesus: o Natal que é precedido de um tempo de preparação (o Advento). horas de trabalho. convocado e reunido no amor de Cristo. levando todos a aderir mais a Jesus Cristo e a praticar com maior empenho o mandamento do Salvador: «Meus filhos. Para responder à sua pergunta sugiro que considere um pouco aquilo que se passa na vida social. horas de estudo e de recreio. não se usam para distrair nem para entreter agradavelmente as pessoas. A nossa apresentação exterior. Há situações e situações. isto vos mando. manifestação de alegria pela vitória sobre o mal e o pecado. Ora a Liturgia é o culto oficial da Igreja.366 CANTO E MÚSICA NA LITURGIA 28 CANTOS EM PORTUGUÊS E EM LATIM 207. Devemos ter em conta que. e de esperança. no dia de Páscoa. Assim. Por isso a finalidade do canto é a mesma da liturgia: «o louvor de Deus e a santificação dos fiéis. naturalmente. povo de Deus.» A música instrumental e os cânticos. a sua expressão: de maior recolhimento e reflexão. que deve ser uma pessoa comprometida e empenhada em prestar um bom serviço à sua comunidade paroquial. ao longo do ano. Cada tempo litúrgico tem a sua cor própria. nem para se dizer que a Missa tal… foi gira. caríssima consulente. portanto. Penso. num Domingo da Quaresma. os nossos gestos e atitudes são. os cânticos deverão ser distintos num dia de Natal. a Páscoa preparada pelas semanas da Quaresma. o Tempo pascal e o Tempo comum. 1. espectacular… Tudo deve contribuir para a oração pessoal e comunitária. Há momentos de alegria e de tristeza. etc.

CANTOS EM PORTUGUÊS E EM LATIM 367 2. se torna mais agradável e atraente. Quem age de modo incorrecto e chama a atenção dos outros para os seus atrevimentos é.» . será esse o caminho certo? Ajudarão a fazer com que a Santa Missa seja verdadeiro alimento da fé? Porque somos livres. para cantar bem. de que a Missa com cânticos bem escolhidos. porém. a viver com fé o mistério que se celebra. mas sobretudo da perfeição e do entusiasmo interior da assembleia e dos cantores. para exercer uma profissão… é necessária uma preparação adequada de um ou vários anos e praticar junto de quem sabe… Também para orar bem. Mas. ao menos. Para aprender a ler e escrever… vai-se à escola. aconselho-a a ler com atenção o livro «A Música Sacra Nos Documentos da Igreja» (2006). Mas para se alcançar isso… Todos reconhecemos que “ninguém nasce ensinado”. o Salvador. mas da expressão duma fé que faz saborear a alegria de pertencer à família de Jesus. por isso. «Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo». mais livres? Realiza melhor a vontade de Deus? Jesus ensinou os seus discípulos a orar ao Pai: «… não nos deixeis cair em tentação. em que toda a assembleia participa. Volto a lembrar que o canto não é um ornamento para tornar a Liturgia mais bela. os documentos desde o Concílio Vaticano II em diante. Não há dúvida. Sabemos que em muitos lados se usam cantigas nas celebrações litúrgicas. mas livrai-nos do mal. isto é. Aí encontrará uma resposta mais completa que a ajudará a entender melhor esta questão e a deixar de lado os atalhos que desviam do rumo certo. Se quiser entender melhor os “por quês” e o modo correcto de compreender e viver a liturgia da Igreja. mas se destina a unir as pessoas nos mesmos propósitos. para celebrar bem com todos os irmãos na fé é necessária alguma aprendizagem e formação adequada. e realiza melhor a sua finalidade. Cânticos alegres!? A alegria do canto não depende tanto do canto em si. bem executados. Não é do barulho. todos podemos esforçar-nos por proceder bem ou mal. Leia.

RELIGIOSIDADE POPULAR .

desde que foi fundada por Ele até hoje. e rogo a Deus. enquanto objecto de estudo comparado com outras religiões. como se pode ver na Carta a Diogneto. Quando a Igreja se constitui progressivamente. e homogénea apesar das particularidades . sob o impulso da doutrina de Cristo e da certeza da sua presença.. falavam antes de religião dos cristãos. É curioso notar que os primeiros escritores cristãos em vez de falarem de religião cristã. n. A Igreja primitiva. escrita entre os anos 190-200: «Uma vez que te vejo. só do ponto de vista sociológico. A realidade à qual a história das religiões chama religião cristã. se bem que múltipla. Religião cristã ou fé cristã? Qual foi a primeira religião cristã: a ortodoxa. 1. tem sentido falar de religião cristã ortodoxa e de religião católica romana. na Europa ocidental e em todo o mundo. A palavra religião não aparece uma única vez na boca de Jesus nem nos Evangelhos.. tão interessado em conhecer a religião dos cristãos e em informar-te sábia e cuidadosamente acerca do Deus em que acreditam. ilustríssimo Diogneto. Por isso. e de tal modo ouças que não contristes quem te fala» (Carta a Diogneto..26 e 1. ou a católica romana.18).19 e 26. te tornes melhor. Paulo. chamou-lhe Jesus «a minha Igreja» (Mt 16. e nos outros livros do Novo Testamento só a encontramos quatro vezes: duas nos Actos dos Apóstolos (25. que me seja dado falar de tal modo que tu. ouvindo. ela era una. Tiago (1. e outras duas na Carta de S. hoje presente em Roma.5). O que vale a pena estudar e conhecer é a história desta Igreja de Jesus. AL 457).372 RELIGIOSIDADE POPULAR 30 RELIGIÃO E FÉ 210. sempre referida a S.27). que é uma apologia do cristianismo. hoje presente na Grécia e na Rússia. que nos concede o dizer e o ouvir. 1. aprovo o teu vivo desejo.

SACERDÓCIO E FÉ CRISTÃ .IGREJA.

Será possível mudar alguma coisa? Quando vi a sua pergunta. as grandes verdades. estive para não lhe responder. Depois lembrei-me que a resposta já existia. mas serve para tornar acessível o anúncio de Jesus Cristo. as grandes forças de amor de reconciliação que estão ligadas a esta figura e que vêm sempre da presença de Jesus Cristo. por não se tratar de um tema litúrgico. mas se faz simplesmente voz de um Outro. torna-se realmente transparência pela grande figura de Cristo e as grandes verdades que a força do amor trouxe à humanidade. tal como a li. mas ajudar a que se olhe para o Outro. nem o próprio poder. e ela própria deve ver e falar de um Outro». caríssimo consulente. não se serve a si própria para se tornar um corpo forte. Neste sentido a Igreja não procura atrair para si própria. Olhar de Bento XVI sobre a Igreja Nos primeiros séculos. a Igreja atraiu para Cristo em primeiro lugar as classes sociais mais desfavorecidas e humilhadas. A Igreja está ao serviço de um Outro. Vou transcrevê-la. «Eu diria que uma Igreja que procurasse sobretudo ser atractiva estaria já num caminho errado. como o caríssimo amigo. mas deve ser transparente para Jesus Cristo. Se não andássemos tão dependentes de estatísticas que se mandam fazer por tudo e por nada. SACERDÓCIO E FÉ CRISTÃ 35 IGREJA AO SERVIÇO DE CRISTO 218. como corpo forte e poderoso no mundo.390 IGREJA. mas da vida e do mistério da Igreja. E na medida em que ela não trabalha para si própria. Porque a Igreja não trabalha para si. não trabalha para aumentar o próprio número. Deu-a o papa Bento XVI e depois apareceu escrita em muitas revistas. Mas deixe-me dizer-lhe apenas só mais isto. vive preocupado com este assunto. Não sei acrescentar mais nada ao que aí lhe deixo como resposta do papa Bento XVI a alguém que. como a dos escravos e dos servos. Hoje parece ter perdido essa capacidade atractiva até sobre esses. . A Igreja não deve olhar para si própria.

AO SERVIÇO DA LITURGIA EM PORTUGAL .

Apesar disso não deixou de fazer bom trabalho. A Conferência Episcopal Portuguesa actua regularmente como tal desde a década 1930-1940. A Comissão Episcopal de Liturgia (CEL) é uma das Comissões Episcopais da Conferência. 2. composta dos Bispos de Lamego.400 AO SERVIÇO DA LITURGIA EM PORTUGAL 38 RESPONSÁVEIS E ÓRGÃO EXECUTIVO 222. pelos bispos titulares que em Portugal exerçam funções por designação da Santa Sé. disponível e à mão. pp. A primeira referência à sua existência. Conferência Episcopal Portuguesa A Conferência Episcopal Portuguesa é a mesma coisa que a Comissão Episcopal? Quando nasceu? Quais foram os Presidentes da Comissão Episcopal até hoje? 1. Os órgãos da Conferência Episcopal são a Assembleia Plenária. com data de 6 de Fevereiro de 1962: «No dia 6 de Fevereiro de 1962. Quer isto dizer que viveu e funcionou durante mais de trinta anos sem Estatutos aprovados e ratificados por Roma. I [1967-1977]. 243 e 250). a Comissão de Liturgia do Episcopado Português. Documentos Pastorais. no Paço Episcopal. A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e as Comissões Episcopais (CE) não são a mesma coisa. mas só em dezasseis de Maio de 1967 teve os seus Estatutos aprovados e ratificados pelo papa Paulo VI. as Comissões Episcopais. . e pelos bispos eméritos que forem eleitos para cargos da Conferência. reuniu em Lamego. 5. Lisboa e Évora. o Conselho Permanente. A Conferência Episcopal Portuguesa é formada pelos bispos residenciais. o Secretariado Geral e os Secretariados Nacionais. coadjutores e auxiliares das dioceses das três províncias eclesiásticas de Portugal: Braga. a 16 de Julho de 1967 (CEP. encontro-a no arquivo de correspondência do Secretariado Nacional de Liturgia.

C CB CDAP CDC CE CEFM CEL CEP CIC CJIC DE DMC EDREL IG IGLH IGMR MR NGALC OLM OR RCB SC – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – Anos Litúrgicos Cerimonial dos Bispos Celebrações Dominicais na Ausência do Presbítero Código de Direito Canónico Comissões Episcopais Sagrada Comunhão e Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa Comissão Episcopal de Liturgia Conferência Episcopal Portuguesa Catecismo da Igreja Católica Catecismo Jovem da Igreja Católica Directório Ecuménico Directório das Missas com Crianças Enquirídio dos Documentos da Reforma Litúrgica Instrução Geral do Missal Romano Instrução Geral Sobre a Liturgia das Horas Instrução Geral do Missal Romano Missal Romano Normas Gerais do Ano Litúrgico e do Calendário Ordenamento das Leituras da Missa Ordo Romanus Ritual do Baptismo das Crianças Constituição Sacrosanctum Concilium .SIGLAS UTILIZADAS NO LIVRO A. B.

......................................... Os textos do Missal Romano ................................................... Gestos e atitudes corporais durante a celebração da Missa ............... Lugar do comentador ............ 4................ Inclinações antes e depois da incensação ..................................... Lugar destinado aos fiéis na Missa ........... 16............................................. 5...... 22............................. Uso do incenso na Missa e fora dela ................ Lugar do ambão na igreja ... Lugar da cadeira presidencial .................... Reverência ao altar .... 13................. 12................ Formas de incensar ..................... do altar e da cruz........... 17. Uma só cruz ou várias cruzes .... Crucifixo durante a celebração da Missa ............... Papel do comentador na assembleia ........................ Liturgia da Palavra 21................................................................ Ritos Iniciais 7............. 2.............. 24............ Santo ................... 18................................................................................................. 9...................... 11........................................ 6.......... Lugar do coro na celebração da Missa ............ Incenso litúrgico . Ornamentação da igreja.............. 14........................ Textos do Glória a Deus nas alturas e do Santo............................. Acto penitencial ................. 3........... 25........................ 8...................................................................................................... 15........ Cantar a absolvição ........................................................... Quando se anunciam as intenções da Missa ............ 10............................ 19............. 8 9 11 14 16 18 2 19 20 20 21 22 23 26 30 32 33 34 35 36 40 3 40 42 43 45 46 ....... Evangeliário e cruz na procissão de entrada ......... Santo..... Olhar a assembleia durante a leitura .................................... Ambão e microfone .......................................................... Os cânticos do Ordinário da Missa: Glória........................................................ Inclinação profunda ao altar ou genuflexão ao Santíssimo ............... Salmo e Santo .. 20........ 23...........................................ÍNDICE GERAL 1ÍNDICE GERAL CELEBRAÇÃO DA MISSA 1 Preparação 1.................

. O Aleluia e o versículo antes do Evangelho .................. 38........................................................................................................................ 36.............................................. O Aleluia antes do Evangelho............. Doxologia final das Anáforas................... Inclinações ao altar durante a celebração ..........................406 ÍNDICE GERAL 26...................................................................... Atitudes corporais durante a Oração Eucarística ............... o cálice......... Genuflexões e inclinações dos leitores na Eucaristia .. presbítero e diácono na proclamação do Evangelho .... 42.................................................... A aclamação antes da leitura do Evangelho ............................ Incensação das oblatas ....... Toque da campainha na Missa .......................................................................... 41.... 47 48 50 51 52 53 54 56 58 61 64 66 66 Liturgia Eucarística 39............................. Onde se deve colocar o sanguinho....... As palavras da consagração do cálice ........... 58........ Bispo.. A pequena cruz do corporal .................... 37............................... 31.. O acto de incensar ................ 33.............................................................................................................................. 44............................ 51.. Modo de incensar ................... 50.. 59.................. 34................................................................. 57.. Ajoelhar ou genuflectir na proclamação do Credo .......................... 55.... 40............... 68 71 72 74 74 76 81 82 84 85 86 87 88 88 88 90 91 92 94 95 97 ............. O Aleluia e o seu versículo antes do Evangelho . 28.................................................... Lugar donde se canta o salmo responsorial ............................ 4 Inclinações a fazer pelo leitor ..... Colocar e estender o corporal no altar ............................ 45..................................... 53...... 30................... As mulheres e as jovens podem servir ao altar ........ O acólito............... O que deve ou pode colocar-se no altar ......... O momento da consagração ..................................... Modo de organizar a procissão dos dons .................................................. 52................................................. a patena e o altar ...... O salmo responsorial ................ 47....................................................................... 27.................... Ductos e ictos na incensação .............................................................................................................. 29........... 43.............. As coisas do altar ............. 48...................... 32.......... 56.................... Incensação e inclinações ............................. A homilia .. 35.................................................... Proclamação do Evangelho pelo diácono .................... O sinal da cruz na proclamação do Evangelho ......... Preparação do cálice ....................................... 46.......................... 54................ 49....... Os acólitos purificam as mãos?.....

...................... O embolismo do Pai-Nosso ....................... 83............................... Comungar na mão .............................. 65........ Como se reza o Pai-Nosso na Missa? .......... Receber a Comunhão na mão ou comungar por suas próprias mãos............................... 154 As sacras ........................................................... 73...................................... Posição corporal dos fiéis e dos concelebrantes durante a distribuição da Comunhão ............ 82.... A maneira de se apresentar à Comunhão ................................ .................. 62............ÍNDICE GERAL 407 60......... 78....... Comunhão sob as duas espécies ... 76......... 68............ 86..... 72.................................... Atitude corporal dos fiéis durante a Comunhão ....... Jejum eucarístico .................. Dar a Comunhão com a mão esquerda .............................................................. Os momentos a seguir à Comunhão ........................................................... 74.................................................................. 70.. 155 84........... Impossibilidade de comungar por causa da alergia ao glúten . Posição corporal dos fiéis durante a distribuição da Comunhão .... 61.................. 80.......................................................................................................... 77.................................. O canto do Pai-Nosso na Eucaristia dominical................. Momento de ir buscar a píxide ao sacrário ... 85........................................................... Cor do véu da píxide .......................... O pão para a Eucaristia ..... 63..... Levantar as mãos à doxologia final .................. 64............................................................... 152 Missa Tridentina ............................................................................................... 71................................ 102 103 105 107 107 110 112 114 117 118 120 126 129 135 137 138 139 139 141 141 143 145 147 148 DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA 5 A Missa antes da Reforma Litúrgica Origem da palavra ‘missa’ e evolução da celebração eucarística ....................................... Modo de realizar o rito da paz ....... 67................................ 81.......... Ministro do cálice na Comunhão sob as duas espécies ...... 75............................ 79. Vasos litúrgicos nas grandes Missas campais ...................... Comungar de pé ou de joelhos................. 69.... Comunhão na mão .................. Comunhão por intinção .............................................................................................. 66.......

.. Missas de defuntos 97.................................................. 102.... 94.......... 91....................... As crianças na celebração da Missa e nas celebrações da Palavra ....... Missas de defuntos . Missa da vigília e Missa vespertina ...... 106..................... Adiamento do Baptismo das crianças .................................. 90.......... Incensação durante as Vésperas com adoração do Santíssimo ...................... 156 158 160 162 163 7 164 166 167 169 171 8 172 173 174 175 OUTRAS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS 9 Liturgia das Horas 101......................................................... Missa do sétimo dia ................... 98............................ 89. Vésperas logo a seguir à Missa ............................. Cumprimento do preceito dominical em Missa não vespertina......................... 104........................................ 180 181 182 184 186 186 187 10 Sacramentos 108........................ Ornamentação do altar nas Missas de defuntos na Quaresma ........................................................................... 107....................... 105... Liturgia das Horas durante a exposição do Santíssimo .............................. 103...... 95. Encenação da palavra nas Missas com crianças ................... Leituras feitas por crianças ............ 93......................... Liturgia das Horas da solenidade do Sagrado Coração de Jesus ................................ Toque dos sinos nos funerais .......................... 96......... 100... Alguns dos dias em que pode haver Missa vespertina ............... 190 .......................................................... Aclamações nas Missas com crianças .......408 ÍNDICE GERAL 6 Missa de Vigília e Missa vespertina 87.......................... Liturgia das Horas do dia 2 de Novembro ................. As crianças na celebração da Missa......................................................... Missas com crianças 92............. 88................. 99.................... 189 109....... Completas do dia de Pentecostes ...... Hora a partir da qual se pode celebrar Missa vespertina ................... Preparação dos pais e padrinhos para o Baptismo das crianças .............. O que é e não é a Missa vespertina . Breviário e Liturgia das Horas .......

Expor o Santíssimo para recitar o terço ............ 115...................................................... 224 126...................... Exposição do Santíssimo Sacramento por um ministro extraordinário da Comunhão............. Livros Paroquiais e Baptismo ... 113.... 135................... 224 125........... 122........... Capela do Santíssimo Sacramento ...............ÍNDICE GERAL 409 110........ 114..................... 12 13 228 230 231 233 233 234 235 235 236 237 .................................................................... Festa da primeira Comunhão ............... 112.......... Comungar sem se confessar........................................................ 119................................. 131................................ 132................................ 134.......... 220 Celebrações Dominicais na Ausência do Presbítero 124........... Distribuição da Comunhão fora da Missa ............. Santíssimo exposto e exéquias de corpo presente ......................................................... Exposição do Santíssimo .............................................................. Novo casamento de divorciados ...... Recolha de ofertas num casamento sem Missa...... 130. 225 Santíssimo Sacramento 127............................................. Exposição do Santíssimo na píxide ou na custódia .................. Idade para receber a Confirmação ....................................................................................... Adoração e genuflexão ao Santíssimo Sacramento ................... Questões várias sobre o diácono ................ 193 198 199 201 202 204 207 209 211 213 214 215 217 Comunhão fora da Missa 123........... Ministros da exposição do Santíssimo .......... 111........................... Recolha da colecta nas Celebrações Dominicais na Ausência do Presbítero ............. Taxas devidas pela transferência de Baptismos ......................... Matrimónio de uma pessoa solteira com outra divorciada ...... Sacramento da Penitência ...................... 121........................................................................... Ministros leigos na proclamação do Evangelho .................. 11 Baptismo de crianças ........ 133................................... Bênção dos esposos ................ 118. 129........................................... 117........................................ Exames de consciência a partir da Palavra de Deus .............................. 120................ Genuflectir ao Santíssimo Sacramento ......... 136............... 128.... Saudação ao Santíssimo Sacramento exposto ....... 116............................. Incenso nas Celebrações Dominicais na Ausência do Presbítero ..............

.......................... 161........ Cobrir o altar com a toalha e adornar a igreja com flores na Vigília pascal ............. Celebração do Santíssimo Nome de Jesus .......................................................... 157..................... Ladainhas dos Santos na Vigília pascal .. 139.. 150. 160...... 144........................................................................ Ambão adornado durante a leitura da Paixão do Senhor . Quarta-Feira de Cinzas ..................................................................... 140....... 162..... 159...................................................................410 ÍNDICE GERAL ANO LITÚRGICO 14 O Domingo 137..................................................... 153... Solenidade de Todos os Santos ......................... Missas na Comemoração dos Fiéis Defuntos ........................................................................................ 152............................................................... As festas não se transferem............... 142......... Festas móveis ........... 257 147........................ Ocorrências litúrgicas ............. Relatos do nascimento de Jesus e celebrações do Tempo do Natal . 154...... 158............ Possibilidade de escolher leituras na Vigília de Pentecostes .... 256 146.... 149..... Vigília pascal presidida por um diácono ............................ Memórias obrigatórias e facultativas . Só o madeiro da cruz ou a cruz com a imagem do Crucificado? ..... Círio pascal .. Festas e Memórias 145. Flores na liturgia do Advento e da Quaresma ...................................... As Rogações ........... Preparar as cinzas ........... 143......... O dia do Senhor ............................................................................. Organizar o calendário litúrgico de uma Ordem Religiosa ........................................................................................... Solenidade do Corpo de Deus............ 156...... Adoração da Cruz na Sexta-Feira Santa ... 242 Tríduo Pascal 138............... Vigília de Pentecostes: leituras para a celebração prolongada ......................... Círio pascal no Tempo Pascal ....................................... 15 243 244 248 249 251 252 254 16 Solenidades....................................... 17 258 259 262 264 265 266 267 268 269 269 273 275 277 278 279 ............. 141.................. Directório Litúrgico ...................................................................... 155.................................. 258 Celebrações ao longo do Ano Litúrgico 148....................... 151...................................

................................ Igreja paroquial com má acústica ........ .......... Cobrir as imagens das igrejas ......................... Quem foi S............................... 165...... 301 Imagens 174....... 304 Insígnias do Bispo 175......... 307 177.................. 305 176............................ Nomes de Beatos na Ladainha dos Santos ........ 297 171...................................................... 167.. 308 20 21 22 LITURGIA E LIVROS LITÚRGICOS 23 O Mistério da Liturgia O que celebramos na Liturgia .............. Oração colecta da Missa de S.....ÍNDICE GERAL 411 18 Santos e Beatos 163... quem celebra................................. 310 O que é celebrar a Missa........................................................ Data da Solenidade de S................ 298 Altar 172...... S......................... padroeiro da Figueira da Foz .................................. 301 173..... 311 178.......................................................... Dedicação da igreja e do altar ............... Dionísio ................................................................................... 179........... Mitra e báculo ............... Dimensões e material de um altar menor ................. 166................ 280 282 283 285 288 289 DISPOSIÇÃO E ADORNO DAS IGREJAS 19 Dedicação e uso das igrejas 169.... Vestes do Bispo ...................... que fazer para participar melhor? ............. 168........ Reverência ao altar . Julião.................................................... A utilização do edifício da igreja .................................................................................................................. Padroeiro de um concelho ou de uma paróquia? ............. Báculo e mitra ............. Julião........... patrono da Figueira da Foz? ................................................. 164. 296 170....................... José ..........

.................. 198. Casos em que o acólito pode estender o corporal sobre o altar ..... C .. Questões relacionadas com os acólitos .412 ÍNDICE GERAL 24 Apresentação gráfica dos livros litúrgicos 180............................................ 196..... Cursos Paroquiais de Leitores ............... 25 26 324 325 325 326 329 OFÍCIOS E MINISTÉRIOS 27 Ministérios laicais Leitores 189................................................. 315 O Missal Romano 181....... Leitor instituído e distribuição da Comunhão .... Questões sobre os leitores ........................... Genuflexões e inclinações dos acólitos................ 197........................................................................... Omissão de versículos nos Leccionários .................... 195.............................................. B......................... 321 182................ O que deve ou não deve ler-se nos Leccionários ..... Acólito não instituído .......................................... Leituras a fazer em determinado dia .............. 186............................. Fazer um Missal ................... O Missal Romano actual ............. Limite de idade para se ser acólito ... Perguntas em jeito de entrevista sobre o leitor ............................................................................................................... Anos litúrgicos A................................... 185................... 190.................... 323 O Leccionário 184........................... Rito da instituição dos leitores e dos acólitos ............................. 199......... 191........................ 323 183............................ 193.......... 345 346 348 350 352 352 .. 188....................... 334 335 337 340 342 Acólitos 194............................................ 187....... Próxima edição típica do Missale Romanum ........................................ Leituras e orações das Missas não vespertinas celebradas no sábado à tarde............................ Maiúsculas e minúsculas pronominais relativas a Deus nos textos litúrgicos ................................................................................................. Funções dos acólitos .............. 192.

....................................................... Vestes dos ministros extraordinários ........................ 203............ 380 31 32 .......... 201............................ que entretanto se divorciou............... 377 Via-Sacra 213.... 369 29 RELIGIOSIDADE POPULAR 30 Religião e fé 210...... Uso de CDs nas celebrações ............... Via-Sacra e acólitos .................. Faça cada qual tudo e só o que lhe pertence ............................ 372 Rosário 211................................................. 359 360 361 362 363 CANTO E MÚSICA NA LITURGIA 28 Cantos em Português e em Latim 207.................................. Religião cristã ou fé cristã?.................................................................... 206........................... Ministros extraordinários e purificação do cálice ................................. 368 Música gravada nas celebrações 209....................... 379 214..................ÍNDICE GERAL 413 200......................... Cânticos alegres na Liturgia ...... 366 208.............. Ministros extraordinários da Comunhão ........ A recitação do Rosário ............................................. Cânticos em latim ..................................................................................................................................... Posição corporal dos ministros extraordinários durante a consagração .. Como termina a Via-Sacra .... continuar a ser acólito? .. 204.. Rezar o Rosário ou o Terço diante do Santíssimo Sacramento exposto ........................................... 358 Ministros extraordinários da Comunhão 202............... 205.................................................................. Acolitar na Missa Tridentina ....................................... 375 212................ 356 Pode um acólito............

............................................... Conferência Episcopal Portuguesa ...................................... Olhar de Bento XVI sobre a Igreja ............ assembleias litúrgicas e fé ..... 386 Bênçãos 217........... Igreja................................. Velas de cor ............ 384 216............... Uso de bandeiras na Liturgia ............ Aniversário de Ordenação presbiteral . 390 219.................................................. 395 Aprofundamento da fé 221................................................................................... 391 Sacerdócio dos Ministros 220.......... 404 .................................. 401 SIGLAS UTILIZADAS NO LIVRO ................................. 387 34 IGREJA................ Secretariado Nacional de Liturgia .................................................... 397 36 37 AO SERVIÇO DA LITURGIA EM PORTUGAL 38 Responsáveis e Órgão Executivo 222................ Procissões ...................................... 400 223....................414 ÍNDICE GERAL 33 Procissões e velas 215........................... SACERDÓCIO E FÉ CRISTÃ 35 Igreja ao Serviço de Cristo 218.................................................. Catecismo Jovem da Igreja Católica..