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PUBL ICA ÇÕES M A IS RECENTES

MELISSA - Henry Ev aristo RESULTADO DO CONCURSO DE CONTOS DO C.G. A RAINHA DOS PANTANOS A LONGA ESPERA DE LEONARD OS SERES DO ESCURO - Lino França Jr.
8. 11. 09 Í N DI CE G E RA L DA S PUBL ICA ÇÕES

ASSOMBRAÇÕES - EDWARD BULWER-LYTTON

ASSOMBRAÇÕES

A AMADA MARIANA - Henry Ev aristo (1 ) A ARTE MACABRA DE HENRY FUSELI (1 ) A CASA DAS ALMAS - Luiz Poleto (1 ) A CASA DAS SOMBRAS NEFASTAS - Paulo Soriano (1 ) A CASA DO ENFORCADO - Paulo Soriano (1 ) A CLAREIRA DOS ESQUECIDOS (2ª PARTE) - Henry Ev aristo (1 ) A CLAREIRA DOS ESQUECIDOS (Terceira parte) - Henry Ev aristo (1 ) A CLAREIRA DOS ESQUECIDOS Henry Ev aristo (1 ) A CRIATURA DO ENGENHO V ELHO - Sergio Paulo De Mello Fonseca (1 ) A CÂMARA DOS TORMENTOS (1 )

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A CÂMARA DOS TORMENTOS GANHA SELO DE QUALIDADE (1 ) A FAZENDA DOS FLORENCEHenry Ev aristo (1 ) A FLORESTA ASSOMBRADA MÁRCIO FERNANDES (1 ) A GUERRA DOS MUNDOS (CONTINUAÇÃO) - H.G. Wells (1 ) A GUERRA DOS MUNDOS (CONTINUAÇÃO) - H.G.Wells (1 ) A GUERRA DOS MUNDOS (FINAL DO LIV RO UM) - H.G. Wells (1 ) A GUERRA DOS MUNDOS (LIV RO DOIS) - H.G. Wells (1 ) A GUERRA DOS MUNDOS - H.G. Wells (1 ) A INV ASÃO DE SANTEREZ Henry Ev aristo (1 ) A ISCA PERFEITA - Jurandir Araguaia (1 ) A LEI DO MAIS FRACO - Mauren G. Müller (1 ) A LENDA DO CAV ALUM Olimac (1 ) Um amigo meu, homem de letras e filósofo, disse-me um dia, meio zombeteiro, meio sério: “Adiv inhe! Desde que nos v imos pela última v ez, descobri uma casa assombrada no meio de Londres.” A LONGA ESPERA DE LEONARD - Henry Ev aristo (1 ) A MALDITA CHOUPANA DOS DELÍRIOS - Rogério Silv ério de Faria (1 ) A MASMORRA - Paulo Soriano (1 ) A MORTA - Guy De Malpassant (1 ) A MULHER DO CARRO PRATEADO - Pedro Pazzeli (1 ) A MULHER V AMPIRO - E.T.A. Hoffman (1 ) A NOITE EM QUE V IESTE Henry Ev aristo (1 ) A PASCOA DE TRAV IS Fernando Ferric (1 ) A PATA DO MACACO - W.W. Jacobs (1 ) “E o que v ocês v iram?” A PROMESSA - Lafcádio Hearn (1 ) A RAINHA DOS PANTANOS Henry Ev aristo (1 ) “Perdão; não quero ser ridicularizado como um v isionário supersticioso, nem, por outro lado, poderia pedir-lhe aceitar, sob minha palav ra, aquilo que v ocê considerasse inacreditáv el a menos que seus sentidos o comprov assem. A única coisa que posso lhe dizer é que não foi tanto o que v imos ou ouv imos (pois v ocê poderia muito bem imaginar que fôramos ludibriados por nossa própria imaginação v iv ida ou v ítimas da impostura de outrem) que nos ex pulsou quanto um terror indefinív el que nos tomav a sempre que passáv amos pela porta de um determinado quarto v azio, no qual nada v íamos nem ouv íamos. E o mais espantoso de tudo foi que, pela primeira v ez em minha
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Edward Bulwer-Lytton

“Assombrada de v erdade? E pelo quê? Fantasmas?”

“Bem, não sei; tudo que sei é o seguinte: seis semanas atrás, minha mulher e eu estáv amos à procura de um apartamento mobiliado. Ao passar por uma rua tranqüila, v imos na janela de uma das casas: ‘Apartamentos mobiliados’. O lugar nos conv inha; entramos na casa, gostamos dos aposentos, mudamos para eles na semana seguinte... e os abandonamos no terceiro dia. Nada no mundo poderia ter conv encido minha mulher a permanecer mais tempo; e não me surpreende.”

A SOMBRA SOBRE O MAR - Luiz Poleto e Luciano Barreto (1 ) A TERRÍV EL SOLUÇÃO Luciano Barreto (1 ) A V INGANÇA DE FERNANDO JUAN CUERV O - Rogério Silv ério de Farias (1 )

v ida, concordei com minha mulher, por tola que ela seja, e admiti, após a terceira noite, ser impossív el ficar mais um dia naquela casa. Assim, na quarta manhã, chamei a mulher que cuidav a da casa e nos assistia e disse-lhe que os aposentos não nos serv iam e que prov av elmente não ficaríamos ali no restante da semana. Ela disse secamente: ‘Sei por quê: v ocês ficaram mais tempo do que os outros inquilinos. Poucos ficam além da segunda noite; ninguém antes de v ocês ficou até uma terceira. Mas suponho que eles foram muito gentis com v ocês’.”

A ÁRV ORE DA ENCRUZILHADA - Luci Lopes (1 ) AFOGADO AZUL E AFOGADO BRANCO - Mauren G. Müller (1 ) ALEISTER CROWLEY E A CONTRACULTURA (1 ) ALGO SELV AGEM - Henry Ev aristo (1 )

“Eles quem?, perguntei, tentando sorrir.”

ALGUÉM FAZ PARTE DA ESCURIDÃO - Luciano Barreto (1 ) AMANTE DAS ESTRELAS Pedro Pazeli (1 )

“Ora, os que assombram a casa, sejam quem forem. Eles não me incomodam; lembrome deles há muitos anos, quando morei nesta casa, não como criada; mas sei que me matarão algum dia. Não me importo. Sou v elha e morrerei logo, mesmo; e então estarei com eles e ainda nesta casa.”

APARIÇÕES - Ambrose Bierce (1 ) AS ABOMINAÇÕES DE Y ONDO Clark Ashton Smith (1 ) AS CRIANÇAS DO MILHARAL Stephen King (1 )

“A mulher falav a com sombria tranqüilidade, mas uma espécie de temor me impeliu a interromper a conv ersação. Paguei a semana de aluguel, e minha mulher e eu nos sentimos afortunados por pagarmos só pela estadia.”

AS V ISÕES DO SENHOR V ARGAS - Luiz Poleto (1 ) ASSOMBRAÇÕES - EDWARD BULWER-LY TTON (1 ) ASSUNTO ENTERRADO - LINO FRANÇA JR. (1 )

“V ocê despertou minha curiosidade”, disse eu. “Nada me agradaria mais do que dormir em uma casa assombrada. Por fav or, dê-me o endereço daquela que v ocê abandonou tão v ergonhosamente.”

BANSHEE - LEONARDO NUNES (1 ) BERENICE - Edgar Alan Poe (1 ) BREV E NOTA A RESPEITO DE SATANÁS - Anônimo (1 )

Meu amigo deu o endereço e, quando nos despedimos, fui imediata-mente para a casa indicada.

BRUXAS-FIGURAS DE PODER Paola Basso Menna Barreto Gomes Zordan (1 ) CARTA DE ROBERT E. HOWARD A FANSWORTH WRIGHT (1 ) CHARLES DICKENS (1 )

Ela está situada na parte norte da Ox ford Street (em uma trav essa sem mov imento, porém respeitáv el). Encontrei a casa fechada, sem nenhum cartaz na janela, e ninguém respondeu às minhas batidas na porta. Quando estav a me afastando, um desses meninos que recolhem garrafas nas v izinhanças disse-me: “O senhor quer falar com alguém daquela casa?”

CLÓV IS E O DESESPERO - Henry Ev aristo (1 ) CONHECER O MAL - Henry Ev aristo (1 ) CONTATO (1 ) CONTO ESTRANHO - Luciano Barreto (1 )

“Sim, soube que ela estav a para alugar.”

CONTÁGIO SOBRENATURAL OBLÍQUO - Luciano Barreto (1 ) CONV ERSA EM NOITE DE LUA CHEIA - José Augusto De Oliv eira (1 ) de V itor Cei (1 ) DEPOIS DA MEIA-NOITE - Lino França Jr (1 ) DIV ULGAÇÃO (1 1 ) DIV ULGAÇÃO - IRMANDADE DAS SOMBRAS (2) DO MAL DAS RELIGIÕES Henry Ev aristo (1 )
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“Alugar! Ora, a mulher que cuidav a dela está morta. Morreu há três semanas e não há ninguém lá, embora o sr. J. a tenha oferecido a tanta gente. Ele ofereceu-a à minha mãe, que lhe traz carv ão, na semana passada, apenas em troca de abrir e fechar as janelas, mas ela não quis.”

“Não quis! E por quê?”

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Retornei à Inglaterra no ano passado. perdi de tal modo as esperanças de encontrar uma pessoa para tomar conta da casa.G. J. e a autópsia.Neil Gaiman (1 ) EMBAIXO DA CAMA . Era bem educada e equilibrada — a única pessoa que pude jamais conv encer a ficar na casa. Disseram-me que era malcamaradostormentos. desde sua morte. que de bom grado a cederia por um ano.DOM . Wells (1 ) GUSTAV E DORÉ (1 ) GUSTAV E DORÉ .Henry Ev aristo (1 ) KILLER SHARK . J.Henry Ev aristo (1 ) “Há quanto tempo a casa adquiriu essa característica sinistra?” IRMANDADE DAS SOMBRAS Div ulgação (1 ) JERUSALEM'S LOT . com uma fisionomia inteligente e maneiras agradáv eis. EU SOU O UMBRAL DA PORTA Stephen King (1 ) FELIZ NATAL (1 ) FESTA DOS CACHORROS V aldeci Garcia (1 ) FLASH STRIKE . pelo tempo.Jogo on line (1 ) Imediatamente disse-lhe meu nome e minha profissão.H. pois. Estav a disposto a pagar o que ele pedisse por essa concessão.Alex andre Cthuhu (1 ) I. na rua G.Henry Ev aristo (1 ) Dei ao menino uma gorjeta em paga de suas informações generosas e dirigi-me ao sr. ao herdar a fortuna de um tio. (1 ) “Bobagem! V ocê falou sobre o sr. J. e muito menos um inquilino. Não posso alugá-la. a qualquer um que pagasse seus impostos e tax as. Alugá-la está fora de questão.blogspot. senhor. A pobre v elha que nela morreu há três semanas era pobre e eu a tinha tirado de um asilo. Encontrei-a lacrada e desabitada. um homem de idade. que chamou a atenção nas v izinhanças. em casa.A REV ISTA DA IRMANDADE DAS SOMBRAS (1 ) INCIDENTE NA SERRA DE MARANGUAPE .” E ASSIM FEZ-SE TREV AS Marcio Renato Bordin (1 ) EDITOR DA REV ISTA WEIRD TALES. que queria muito ex aminar uma casa com uma reputação tão estranha. mas há muitos anos.RENATA DRAV EN (1 ) “É. não apenas à noite. na qual se inclui a casa em questão. “a casa está a sua disposição. Infelizmente a casa é assombrada.V ersão em áudio feita por Guto Russel (1 ) “Nada em particular. como funcionário público da Companhia.” ENTREV ISTA DE HENRY EV ARISTO A IS MAGAZINE (1 ) ERASMO E A BESTA .Henry Ev aristo (1 ) ERASMO E A BESTA . que o senhor desejar. fora conhecida por alguém de minha família e. embora somente por uma noite. é solteiro. alugara aquela casa de meu tio.GRAV URAS (1 ) HORROR-GÊNERO LITERÁRIO OU PSICANÁLISE DO OCULTO . disse o sr. Acontece que passei minha v ida nas Índias Orientais.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton.O GÊNIO ATORMENTADO (1 ) GUERRA DOS MUNDOS (CONTINUAÇÃO) . com grande cortesia. se me permite usar essa ex pressão.Pedro Moreno (1 ) GOY A . Dizem que o diabo a estrangulou.com.Stephen King (1 ) JOGOS (5) KEHINDE . curto ou longo. com os olhos arregalados. em dias melhores.S MAGAZINE . em sua infância. que foi súbita. J. por que não consigo sequer um criado para mantê-la em ordem ou atender à porta.” ESTOU FORA DO RECANTO DAS LETRAS .html .” FOGO-FÁTUO . que ficaria imensamente agradecido se me permitisse alugá-la. que ficav a perto da rua da famosa casa mal-assombrada. Contei que ouv ira dizer que a casa era assombrada.Tânia Mara Souza (1 ) “A casa é mal-assombrada..Alex andre Cthulhu (1 ) FUNERAL EM FAMÍLIA . Ele é o dono da casa?” EM ALGUM LUGAR NOS ESTADOS UNIDOS . Tiv e a sorte de encontrar o sr. O fav or é o senhor quem me prestará. e a v elha que cuidav a dela foi encontrada morta na cama.Henry Ev aristo (1 ) FORÇA MORTAL . mas também de dia. De fato.Jogo on line (1 ) LONGA ESPERA . “Senhor”.Henry Ev aristo (1 ) EU REÚNO AS FORÇAS DOS ABISMOS . A v elha senhora de quem lhe falei disse que ela era assombrada quando alugou-a trinta ou quarenta anos atrás.Celly Borges 4/32 “Onde ele mora? Quem é ele? O que faz?” “Sei muito pouco sobre isso. embora à noite as perturbações sejam mais desagradáv eis e por v ezes mais amedrontadoras. sem pagamento de aluguel. se puder descobrir a causa dos estranhos fenômenos que até agora a priv ou de todo o seu v alor.

queix ar-se de que não sou suficientemente franco. não disse muito mais. nem mesmo censurar o coronel por sua quebra de contrato. “v ocê está lembrado de como ficamos desapontados por não encontrar um fantasma naquele v elho castelo na Alemanha. Minha curiosidade não está satisfeita. Era um coronel aposentado a meio-soldo.Henry Ev aristo (1 ) MEU MUNDO . Não pude em sã consciência processar.Oscar Mendes (1 ) O CELEIRO .com. que ninguém queria morar nela. Pelo que ouv i. Lov ecraft (1 ) NÃO DURMA . não há dúv ida de que algo se fará v er ou ouv ir — algo. hav ia algo de igualmente terrív el para todos.” (1 ) MALAGHANI . deu-as para mim e eu. Passei não uma noite. um filho e uma filha e quatro ou cinco criados. camaradostormentos. mas três horas em plena luz do dia naquela casa.Afonso Luiz Pereira (1 ) O sr.” O CARDEAL E O DEMÔNIO Paulo Soriano (1 ) O CASEBRE .blogspot. que diziam ser assombrado por um fantasma sem cabeça? Bem. J.Celly Borges (1 ) O GRANDE DEUS PAN . Ele entrou com sua família. anunciei-a e consegui alugá-la por um ano.Muren G.Daniel Defoe (1 ) O DRAGÃO DA MEIA-NOITE Jurandir Araguaia (1 ) O ESTRANHO . talv ez.Henry Ev aristo (1 ) Impaciente por iniciar a ex periência.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton. agradecendo-lhe v iv amente sua franqueza e cortês assentimento a meu desejo.Rogério Silv ério de Farias (1 ) MÉTODOS DE SUICÍDIO . e embora cada um deles declarasse ter v isto algo diferente do que assustara os outros. disse eu. mas reprimida. Gastei algum dinheiro em sua recuperação. O CRIME DO DOUTOR JINDAL Paulo Soriano (1 ) O Culto Satânico do Asmodeus Diego Santos (1 ) O DEGHAMMON (Primeira parte) .Henry Ev aristo (1 ) O DELÍRIO DE RUI SILV A Alex andre Cthulhu (1 ) O DESTINO DO V ENDEDOR DA AV ON . assim que cheguei a minha casa chamei meu criado de confiança — um jov em de espírito alegre.Rogério Silv ério de Farias (1 ) O CAHORRO PRETO .Paulo Soriano (1 ) MATILHAS .HENRY EV ARISTO (1 ) MELISSA .html O HOMÚNCULO .Henry Ev aristo (1 ) O CHAMADO DE CTHULHU H. Müller (1 ) “O senhor nunca tev e a curiosidade de passar uma noite naquela casa?” “Tiv e. “e embora somente um cov arde possa v angloriar-se de seus nerv os em situações inteiramente desconhecidas para si.Ambrose Bierce (1 ) O GATO PRETO . e a menos que seu interesse seja ex tremo e seus nerv os ex cepcionalmente fortes. senhor! Conte comigo”.Arthur Machen (1 ) O HOMEM QUE MATOU O DIABO .assombrada. dando um sorrisinho de prazer.S V ieira (1 ) O ABISMO E A LUA . Não tenho nenhum desejo de repetir a ex periência.Henry Ev aristo (1 ) MATER DOLOROSA .Paulo Soriano (1 ) 5/32 .H. Não lhe conto suas histórias — não houv e dois inquilinos que tenham presenciado ex atamente o mesmo fenômeno. é assombrada de v erdade. O senhor não pode. esteja somente preparado para v er e ouv ir alguma coisa e tome as precauções que desejar. V ocê não acha que. pegou de sua escriv aninha as chav es da casa. Pretendo dormir lá hoje à noite. acrescentei à sua mobília antiquada algumas peças modernas.” “Meu interesse é muito grande”.Henry Ev aristo (1 ) O DIABO JOGA COM O MORDOMO . “F.”. Coloquei então a v elha senhora de quem lhe falei e dei-lhe licença para alugar aposentos da casa. Lov ecraft (1 ) O CORPORIFICADOR DE ALMAS .Oscar Mendes (1 ) NOTAS QUANTO A ESCREV ER FICÇÃO-FANTÁSTICA . os meus têm sido temperados em tantos tipos diferentes de perigo que tenho o direito de confiar neles — até mesmo em uma casa mal-assombrada. todos eles deix aram a casa no dia seguinte.Dark Tears (1 ) NA NOITE FRIA . respondeu F.P. se eu lev ar v ocê comigo.HENRY EV ARISTO (1 ) O ASSOMBRO NA CASA DO SIDEMAR . disse-lhe eu. Não lev ei a sério uma história tão tola. aconteça o que for?” “Sem dúv ida. compreenda. com toda sinceridade aconselho-o a não passar uma noite naquela casa. eu soube de uma casa em Londres que. terriv elmente aterrorizante.A. poderei contar com sua presença de espírito.Henry Ev aristo (1 ) MILDRED. Nunca tiv e um inquilino que ficasse mais de três dias.P. destemido e tão isento de superstições quanto se possa conceber. É melhor o senhor julgar por si mesmo do que entrar na casa com a imaginação influenciada por narrativ as anteriores. fui embora com meu troféu. segundo espero..

” O TORNEIO DAS TREV AS Jurandir Araguaia (1 ) O V ISITANTE DO ESCURO Henry Ev aristo (1 ) O ÚLTIMO CAV ALHEIRO DAS TREV AS . Hoffman (1 ) Cheguei a casa. nada mais.Henry Ev aristo (1 ) OLHE BEM NOS MEUS OLHOS Pedro Pazzeli (1 ) OS CÃES DE TÍNDALOS .blogspot. e uma ou duas v ezes ruídos curtos como sussurros junto ao meu ouv ido.Leonardo Nunes (1 ) O PALHAÇO . v erifique.” “O quê? O quê?” . (1 ) Era uma noite de v erão. um tanto desapontado. e muito confortáv el.Linx (1 ) O REFLEXO PERDIDO . mas muito fria. enfim.Henry Ev aristo (1 ) O MACABRO EM MIM . dev o reconhecer que ouv i algo estranho. pus o liv ro no bolso e caminhei despreocupadamente até a casa assombrada.Tânia Mara Souza (1 ) O MEDO À ESPREITA . areje a cama.Paulo Soriano (1 ) O SENHOR DO MEDO . como de hábito.” O HORROR DE DUNWICH HOWARD PHILLIPS LOV ECRAFT (1 ) O IMPROV ÁV EL Y OU KODDLACK . acenda um bom fogo na lareira. O RESSUSCITADO . se as nuv ens permitissem.Henry Ev aristo (1 ) OS RATOS DO CEMITÉRIO HENRY KUTTNER (1 ) camaradostormentos. senhor.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton.Henry Ev aristo (1 ) O POÇO . Jantei sozinho e muito tarde e. esmaecida e doentia. o céu algo sombrio e toldado. seu estilo é tão direto e os assuntos tão relacionados com o cotidiano que poderia serv ir como um antídoto contra a influência de fantasias supersticiosas. mais ou menos. corajoso e alerta. em busca de ratos.O HORLA . seremos apenas uma dupla de ingleses patéticos.Mephisto (1 ) O RETORNO . li.html 6/32 “Ah!”. O LUGAR SOLITÁRIO . Selecionei um dos v olumes dos Ensaios de Macaulay . é claro.com. após a meianoite.V ictor Meloni (1 ) O INFERNO QUE ME ESPERA Jurandir Araguaia (1 ) Passei o resto do dia tão ocupado em negócios tão urgentes que não houv e tempo para pensar muito na av entura noturna na qual empenhara minha honra. ela estaria mais brilhante. Hav ia lua.A. Lev ei comigo meu cão fav orito — um bullterrier muito inteligente. Pensei com meus botões que poderia lev ar o liv ro comigo.” OS PORTAIS DE ÉBANO REV ISADO . V á agora. o melhor dos cães para um fantasma.Frank Belknap Long (1 ) OS OSSOS DO MUNDO (Para Michael Jackson) .V ersão em áudio feita por Guto Russel (1 ) O PROJOTO ÔMEGA . E.Henry Ev aristo (1 ) OS PORTAIS DE ÉBANO . ainda assim uma lua. disse eu.E.Henry Ev aristo (1 ) O MEDO . uma v ez que a casa há semanas permanece desabitada. um cão que gosta muito de farejar cantos e corredores estranhos e obscuros à noite.Henry Ev aristo (1 ) “O som de passos atrás de mim. bati e meu criado abriu-a com um sorriso animado. se não formos páreo para uma dúzia de fantasmas. se há v elas e também combustív el. às nov e e trinta da noite.Guy De Maupassant (1 ) “Muito bem. “v ocê não v iu ou ouv iu nada fora do comum?” “Bem. e este é o endereço.Guy De Malpassant (1 ) O MEDO O HOMEM E A LITERATURA . prov idencie também armas para si.Howard Phillips Lov ecraft (1 ) E assim. e. escolha para mim o quarto que achar melhor. O MITO DOS LOBISÔMENS Material do site The Caudron Brasil (1 ) O OCASO DE HAES-NORY AN Henry Ev aristo (1 ) O OLHO DE DEUS . E.Jurandir Araguaia (1 ) “Está tudo arranjado.T. senhor. então aqui estão as chav es da casa. enquanto jantav a.Lino França Jr. O POÇO . Lev e consigo meu rev ólv er e minha adaga — são armas suficientes para mim.

Após eu acariciar sua cabeça e dirigir-lhe palav ras de estímulo. mas mantendo-se junto a meus calcanhares em v ez de correr curioso à frente. cobertas de teias de aranha e ev identemente intocadas há muitos anos.Henry Ev aristo (1 ) F. bem à minha frente. como era seu hábito usual e normal em todos os lugares estranhos. disse eu a F. na qual hav ia duas ou três garrafas de v inho em uma caix a. Hav ia um quintalzinho sombrio com muros muito altos. Quanto ao resto. e seu olhar corajoso tranqüilizou-me quanto a um ponto. quer da poeira e da fuligem no pav imento. o contorno de uma figura humana.RAY BRADBURY (1 ) UM SUSSURRO NAS TREV AS - “Ponha essa cadeira à minha frente”.Jogo on line (1 ) SURPRESA .Tânia Mara Souza (1 ) SERV IÇO (1 ) SILV IA DE MONRABETH Rogério Silv ério de Farias (1 ) SILÊNCIO . não notara o mov imento da cadeira. v oltando.A. UM PREGO NO JAZIGO Alex andre Cthulhu (1 ) UM SALTO NA ESCURIDÃO HENRY EV ARISTO PUBLICA SEU PRIMEIRO LIV RO (1 ) UM SOM DE TROV ÃO . a impressão de um pé como que subitamente formar-se. que. nada descobrimos de notáv el.Lino França Jr.Henry Ev aristo (2) Estáv amos no saguão. V i.Gabriel Heinrich (1 ) THE GREAT GOD PAN . Ele tratav a agora de acalmar o cão. mas a ambos pareceu-nos que era a impressão de um pé descalço.blogspot. acontecesse o que acontecesse. uma saleta pequena e um terceiro cômodo ainda menor. colocou sobre a mesa o candelabro que acendera para nós.Edgar Alan Poe (1 ) SOBRE O CÉU E O INFERNO Leonardo Nunes Nunes (1 ) E então apareceu o primeiro fenômeno estranho testemunhado por mim naquela estranha habitação. que fora prov av elmente ocupado por um lacaio — todos em um silêncio mortal. nossos passos deix aram pegadas lev es por onde passamos. mas não se repetiu ao retornarmos. Quando ele se v irou para fazê-lo. Então percorremos as salas de estar.com. Parei. e quando ri meu cão ergueu a cabeça e uiv ou. mas recuara sorrateiramente para a porta e estav a arranhando e gemendo para sair. segurei meu criado e apontei para ela. V oltamos à escada e entramos nos aposentos no andar térreo. mas tão v aga que não permitia certeza. Nós dois a v imos. a pegada continuav a a me anteceder. uma cadeira à minha frente mov eu-se da parede rápida e ruidosamente e postou-se a cerca de uma jarda de minha própria cadeira. isto é. tão subitamente quanto antes.html 7/32 . Percorremos primeiramente os aposentos subterrâneos.Henry Ev aristo (1 ) Projeto KONTHOS Editora Digital publica O POÇO de Henry Ev aristo (1 ) QUANTO A ESCREV ER HORROR/SUSPENSE . a porta de entrada fechou-se e observ ei então meu cão. Inicialmente ele entrara correndo. “de v olta junto à parede. OS V ENTOS DO URRADOR Henry Ev aristo (1 ) PARA ONDE FORAM TODOS Jurandir Araguaia (1 ) PESADELO . F.Henry Ev aristo (1 ) REFLEXÕES DE GARDÊNIO Henry Ev aristo (1 ) Resultado do 1 º Ex ercício de Elaboração de Contos Fantásticos do Fórum da Câmara dos Tormentos V ários autores (1 ) Resultado do 2º Ex ercício de Elaboração de Contos da Câmara dos Tormentos V ários Autores (1 ) Resultado do concurso de contos do CG (1 ) RUA DOS ESPÍRITOS . uma sala de jantar. de frente para ela. a cozinha e outras dependências.“V ocê não está assustado?” OS RUTILANTES .” camaradostormentos. Esse fenômeno cessou quando chegamos ao muro oposto. em uma név oa azulada.Luciano Barreto (1 ) OS SERES DO ESCURO . sentei-me em uma poltrona. SPECIAL OPERATIONS .Arthur Machen (1 ) UM AMIGO . “Ora.S V ieira (1 ) SATANISMO . ele não me abandonaria. (1 ) “Eu? Nem um pouco. Na sala da frente. especialmente a adega. Mandei-o fechar a porta. Continuei a fitar a cadeira e imaginei nela v er..Material do site Lendas e Mitos (1 ) SEMENTES DO MAL . As pedras desse quintal eram muito úmidas. a impressão era lev e demais para que se pudesse distinguir sua forma. uma pegada pequena — o pé de uma criança.Arthur Machen (1 ) THE WHITE PEOPLE . fez-se uma outra. senhor”. o cão pareceu resignar-se e acompanhou-nos pela casa. e em v irtude quer da umidade.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton. O cão agora estav a quieto. Av ancei rapidamente para o lugar. disse eu. isto é melhor do que mesas que v iram”. PRISÃO SEM MUROS . Diante daquela pegada. meio sorrindo. Os fantasmas decididamente não gostav am de v inho. que pareciam ter sido recentemente reformadas.

ex atamente aqui. com duas janelas que dav am para a rua. naquele andar — um quarto grande. estav a em frente ao fogo. depois. que nenhum de nós estav a então tocando.. remendado aqui e ali.Jogo on line (1 ) V AGANDO PELOS CAMPOS DEV ASTADOS . a porta pela qual entráramos fechou-se tão silenciosamente quanto se abrira antes: estáv amos presos. senhor. ainda acompanhado por F. v oltando-se abruptamente.” V ICTOR MELONI LANÇA "ANTOLOGIA DO ABSURDO" (1 ) V IRGÍLIO . estav a emperrada.com. Terminado o ex ame desses aposentos.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton.Lov ecraft (1 ) F. “Senhor”. “Foi o senhor?”. “Mas há ilusionistas aqui. surpreso. obedeceu.html 8/32 . Precipitei-me porta adentro. disse meu criado. encostado à parede e coberto com o mesmo papel de parede marrom apagado.H.H. e o soalho parecia muito v elho. seguido de meu criado. elas eram tão úmidas e geladas que foi um alív io chegar ao aquecido andar superior. aqueci-me por uns instantes e acendi um charuto.br) V I S UA LI Z A R M EU P ER FI L C O M P LET O Pela primeira v ez senti um arrepio de indefinív el terror. Mas não meu criado.P. eles não pretendem nos armar uma cilada. com um sofá-cama e não tinha nenhuma comunicação com o corredor — nenhuma porta senão a que lev av a ao quarto que eu ocuparia. hav ia uma outra porta. eu conseguiria quebrar a porta ordinária com um pontapé. O mesmo pensamento nos tomou: alguma mão humana podia ser detectada aqui. disse eu. disse ele. nenhum tapete. sem fechaduras. O quarto de dormir que meu criado escolhera para mim era o melhor. No corredor. “Ora. pois.” V AMPIROS DE MONDELLE Henry Ev aristo (1 ) V ENTO FRIO . tínhamos tomado com todos os aposentos que v asculháramos no andar abaix o. De cada lado da lareira hav ia um armário. Lov ecraft (1 ) “Não”. que ocupav a um espaço consideráv el. INCENTIV E A L ITERA TURA FA NTÁ STICA . nós os pegaremos antes que nos assustem. como se podia v er pelos remendos mais claros na madeira. dei continuidade à v istoria.Paulo Soriano (1 ) “Ora. uma pequena janela com as v enezianas fechadas. algo me golpeou.blogspot. a porta. nenhuma outra porta senão aquela pela qual entráramos.com. A cama de dossel. H E N RY E V A RI STO Autor de UM SALTO NA ESCURIDÃO (Contatos pelo msn: v ox mundi80@y ahoo.” A QU E L E QU E A N DA P OR TRÁ S DA S F I L E I RA S “Eu o quê?” ÚLTIMA NOITE EM CRETA Déia Tuam (1 ) Acesse os MUSICAIS DA CÂMARA e assista v ídeos de bandas e artistas incrív eis da m úsica m undial! Antes que ele terminasse a frase.. Trancamos as portas das salas de estar — uma precaução que. INSIRA UM B A N N E R DA CÂ M A RA N O SE U BL OG OU SITE. Trocamos um olhar por um instante. abriu-se silenciosamente sozinha. Este era pequeno..” camaradostormentos.Gaston Leroux (1 ) URBAN SNIPER . UMA HISTÓRIA HORRIPILANTE . irregular e roído. “destranquei esta porta juntamente com todas as outras quando v im pela primeira v ez. que queimav a alto e reluzente. uma porta na parede à esquerda.P. Um pequeno quarto sombrio e v azio: poucas caix as e cestos em um canto. nem mesmo uma lareira. mas nenhum ser v iv o e nenhum lugar v isív el no qual um ser v iv o pudesse ter -se escondido. dev o dizer. ela não pode ter-se trancado por dentro. Senti-o nitidamente no ombro. auscultamos as paredes — decididamente sólidas — ex ternas da casa. Enquanto olháv amos em v olta. Ex aminamos esses armários — apenas ganchos para pendurar v estidos femininos e nada mais. e embora não consigamos descobrir seus truques. entre a cama e a janela. comunicav a-se com o quarto que ele escolhera para si.Henry Ev aristo (1 ) V ÍDEOS (6) Não permanecemos muito tempo nas salas de estar — na v erdade.

Eu estav a impaciente para ex aminar as cartas e enquanto as lia meu criado abriu uma pequena caix a na qual depositara as armas que eu lhe ordenara trazer.lgptcm WEBLOG! Q c 0 0 S _KEwMB/m ow u4mmIAAA i qTranslate A 5i/A AAj/o AAUISelect4 z C / 2 4 b E Language 1 / OEaMS anrC. mas informe e transparente — mov er-se à nossa frente e subir a escada que lev av a ao sótão. fora não hav ia nenhuma saliência — nada que interrompesse o plano v ertical da parede. Senti como se algo terrív el emanasse das frestas daquele soalho corroído e enchesse a atmosfera de uma influência nefasta e hostil à v ida humana.lgpt cm o" tre=_ln" agt"bak T R A D U Z I R gS T E X T O S D E S S E >i O <m B L O Gb r e = 0 odr"" sc"tp/1b r=ht:/. afastando a v aga apreensão que me tomara. Tomei a liberdade de pegar as cartas. e o esforço cessou. O único gesto que fiz foi apertá-las ainda mais. Eu então também forcei a porta. nesse ínterim. Nada se v ia. à direita do corredor. disse eu. contudo.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton. e este dev ia ter sido seu quarto de dormir. Ninguém que saísse por aquela janela encontraria onde pôr os pés: ele cairia nas pedras abaix o.“Tente primeiro abri-la com a mão”. ele desistiu. V irou-se então para mim e pediu-me permissão para usar da força. “enquanto abro as v enezianas para v er o que há lá fora”. Dei-lhe de bom grado a permissão solicitada. Percorremos os outros sótãos (eram quatro). igualmente em v ão. ex atamente à nossa frente. um som de passos apressados no soalho. tremeu e desapareceu. Porém. mas desta v ez mais frio e persistente. O x ale estav a coberto de pó. Segui a luz. com sua coragem. tirou-as. Quando desisti.aaaotr etsboso. muito lenta e silenciosamente. quando nos v iramos para sair. Destranquei as v enezianas — a janela dav a para o quintalzinho descrito anteriormente. justamente quando eu estav a descendo a escada. a porta sequer mex eu com seu pontapé mais v igoroso. Entrei no mesmo instante. Tiv e a curiosidade de abrir as gav etas: hav ia alguns poucos artigos de roupas femininas e duas cartas amarradas com uma fita estreita de um amarelo desbotado. nem houv e outra aparição da luz. Ela entrou. como as que comumente se encontram em sótãos reserv ados aos criados.blogspot. com a agulha ainda no remendo inacabado de um rasgão. V imos uma luz fraca e v olumosa — do tamanho de um corpo humano. nada hav ia ex ceto os passos. prov av elmente pertencera à v elha senhora que morrera naquela casa. não obstante ele fosse ex traordinariamente forte. T RANSLAT E T HIS pboso.. e então observ ei que meu cão não nos seguira quando dali hav íamos saído. sua força foi tão inútil quanto seus esforços menos v iolentos. mas ouv imos distintamente. A luz então se transformou em um pequeno globo. pousou por um momento sobre uma cama no canto. em um pequeno sótão. pareceu quase não notá-lo. Aprox imamo-nos da cama e a ex aminamos — uma cama estreita. As cartas estav am em minha mão.com. colocou-as sobre a mesa junto à cabeceira de minha cama e então pôs-se a acalmar o cão. que. Retornamos ao quarto de dormir que me fora destinado. possa ter uma noção aprox imada dos assuntos abordados. tremendo. no. longe de dar mostras de qualquer terror supersticioso. tentav a em v ão abrir a porta.html 9/32 . Sem fôlego e ofegante.o/ . F. fui nov amente tomado daquele arrepio de terror. abriu-se como que por sua própria v ontade. equilíbrio e até mesmo jov ialidade em meio a circunstâncias tão ex traordinárias. < a he=ht:/w rf"tp/w wcmrdsom . com os passos ainda a nos precederem. camaradostormentos. ex tremamente brilhante e nítido. Nada mais encontramos na sala digno de nota. que. senti claramente que pegav am meu pulso e um fraco e suav e esforço para tiradas de mim. meu criado acompanhou-me.P"> ne+TJG/ < a Gadgets powered by Google /> AT ENÇÃO! As traduções feitas pelo sistema TRADUTOR GOOGLE são automáticas e não possuem fidelidade ao tex to original. A porta então. conquistaram minha admiração e me fizeram congratular-me pela segurança de uma companhia tão à altura da ocasião. Precipitamo-nos no corredor. Serv em tão somente para que o leitor que não compreende a linguagem original do blog. E eu dev o aqui fazer justiça ao criado. cuja porta estav a aberta. Sobre a cômoda próx ima a ela v imos um x ale v elho de seda desbotada. português. Ele se postara junto ao fogo.

contudo. fique atento. dirigiu-se à escada. Então me atirei v estido na cama e disse a meu criado que ele podia ir para seu quarto. mas não. Assim armado. mas uma clara referência a uma v iagem anterior indicav am que o escritor fora um homem do mar. o lume estav a alto e. prov av elmente adormecido. caso nos encontrássemos na rua. Eram v isiv elmente de um amante a sua amada. V oltei então os olhos à minha esquerda e v i as chamas das v elas balançarem com força. meu criado disse em v oz alta: “O senhor chamou?” “Não.html 10/32 . ela estav a fechada. Temendo. Li bastante tranqüilo até às onze e trinta. mas mesmo assim a lingu agem era eloqüente. era uma das frases de que me lembro. mov endo rapidamente as orelhas para trás e para frente. olhei o chão em torno: nenhum sinal do relógio. como uma brisa súbita. camaradostormentos. Pulei da cama. Ou: “O que está feito está feito. coloquei as cartas sobre a mesa. resolv i firmemente manter meu espírito em um estado mais apropriado para lidar com os fenômenos ex traordinários que a noite ainda poderia trazer. Aqui hav ia um comentário em uma caligrafia melhor (feminina): “Eles sabem!” No fim da carta da data mais recente de todas. Cerca de v inte minutos depois. pedindo-lhe que parasse. senti um ar ex tremamente frio passar pelo rosto. a mesma caligrafia feminina escrev era estas palav ras: “Desaparecido no mar em 4 de junho. Lev antei-me. Lev antou-se dev agar. Imaginei que a porta à minha direita. e abri meu Macaulay . dizendo em um sussurro que mal me chegou aos ouv idos: “Corra. e ficou totalmente imóv el e com o mesmo olhar fix o e feroz. mas aqui e ali se liam alusões sombrias e v agas de algum segredo n ão amoroso — algum segredo aparentemente com relação a um crime. contudo que o curso de meus pensamentos pudesse abalar meus nerv os. se v i alguma v ez o terror estampado em um rosto humano. A minha frente. Ele passou por mim rapidamente. pois meu criado surgiu à porta. foi essa. mas.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton. Não somente os termos. No mesmo instante.As cartas eram curtas e estav am datadas de ex atamente trinta e cinco anos atrás. E também: “Não deix e ninguém ficar no mesmo quarto que v ocê à noite — v ocê fala durante o sono”. porém ardente. Não tiv e tempo.. Eu não o teria reconhecido. tão alteradas estav am suas feições. o relógio ao lado do rev ólv er deslizou suav emente da mesa — muito lentamente. aticei o fogo. no tapete da lareira. Sozinho no quarto mantiv e duas v elas acesas sobre a mesa ao lado de minha cabeceira. e eu lhe asseguro que não ex iste nada contra nós. a menos que o morto v oltasse à v ida”. Três batidas lentas e nítidas ouv iram-se à cabeceira da cama.. sem que qualquer mão o tocasse — e desapareceu. “porque todos nos censurariam se soubessem de tudo”. como que sob a ação de uma golfada de v ento. abriu-a e precipitou-se por ela. Coloquei meu relógio junto às armas e calmamente retomei meu Macaulay . Segui-o até o corredor sem pensar. que dav a para o corredor. no mesmo dia em que. se abrira.” O cão então lev antou e sentou-se. os pêlos eriçados. Ele mantinha os olhos fix os em mim com um olhar tão estranho que não pude afastar dele os m eus. mas permanecer acordado. Nas ex pressões carinhosas hav ia uma espécie de amor rústico. A ortografia e a letra eram as de um homem de pouca instrução. Pedilhe que deix asse aberta a porta entre os dois aposentos. agarrando o rev ólv er com uma mão e o punhal com a outra: eu não estav a disposto a deix ar que minhas armas tiv essem o mesmo destino do relógio.com. jazia o cão. de observ ar atentamente o cão. corra! Ele está atrás de mim!” Ele ganhou a porta para o corredor. ou de um marido a uma jov em esposa.” Depus as cartas e comecei a refletir sobre seu teor. que ainda estav a alto e reconfortante.blogspot. sem me dar atenção. “Dev emos amar um ao outro”.

Como julgo que a presença de espírito. coloquei minhas armas sobre a mesa ao lado do fogo. em meu fav or. Ele não pareceu me reconhecer. para v er se hav ia alguma porta oculta. não tenho o direito de dizer: “Então. mas antes. como se estiv esse se esforçando por abrir caminho atrav és dela. Aprox imei-me dele e dirigi-lhe algumas palav ras. o pobre animal estav a v isiv elmente fora de si pelo terror.html 11/32 . não é sobrenatural”. Ora.agarrando-se ao balaústre e pulando v ários degraus de cada v ez. o sobrenatural pode ex istir”. para não parecer em busca de crédito por coragem. ao contrário da opinião corrente. “Então. registros camaradostormentos. ou aquilo que chamam de coragem. está conforme as leis da natureza — isto é. a mandíbula gotejav a saliv a e certamente teria me mordido se eu o tocasse. Percebi então que o cão se atirara a um ângulo da parede e colara-se a ela. Ex aminei-o nov amente com todo cuidado. ex ceto pelo meu próprio aposento? Retornei ao meu quarto. Ora. impediram-me de fugir cov ardemente. então. Quem quer que tenha v isto no jardim zoológico um coelho fascinado por uma serpente. ou seja lá o que fosse. Procurando por todos os meios e em v ão acalmar o animal e temendo que sua mordida pudesse ser v enenosa naquele estado. e ex aminei cautelosamente o aposento. Além disso. pode fazer uma idéia da angústia que o cão mostrav a. até mesmo o fato de se admitirem como v erdadeiras as narrativ as de manifestação espiritual na América — sob a forma de música ou outros sons. Nada encontrei que justificasse o terror de meu criado. em tudo que até então eu hav ia testemunhado. a COISA. Como. em v irtude de algumas características constitutiv as. agachado em um canto. Apenas por um instante fiquei indeciso quanto a seguir ou não meu criado. fechei e tranquei a porta que abria para o interior da casa e postei-me próx imo à lareira. e que aquilo que chamam de sobrenatural é somente algo nas leis da natureza que até então ignoráv amos. fazer uma ou duas observ ações de cunho pessoal.com. que o leitor possa julgar ex agerada. Portanto. Ele mostrav a todos os seus dentes. Ouv i. seja ex atamente proporcional à familiaridade com as circunstâncias que lev aram a ela. orgulho e curiosidade.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton.blogspot. Eu testemunhara muitos fenômenos ex traordinários em div ersas partes do mundo — fenômenos a que não se daria absolutamente nenhum crédito se eu os contasse. Retornei ao meu quarto. ou antes frieza. Talv ez. a porta da rua abrir-se e também se fechar. eu possa ser perdoado se fizer uma pausa para. tanto quanto na raiv a hidrofóbica. e na v erdade em todos os prodígios que os diletantes do mistério em nossa época registram como fatos. sempre se faz necessária a interv enção material pela qual. certos fenômenos estranhos são percebidos pelos sentidos naturais. afastei-me dele. fechando atrás de mim a porta. Eu estav a só na casa assombrada. ex pectante e alerta. conseguira entrar. que tanto o assustara. também dev o dizer que há muito tempo conhecia todos os ex perimentos que dizem respeito ao Ex cepcional. a aparição de um fantasma. se um fantasma surge à minha frente. de onde estav a. minha teoria é que o sobrenatural é impossív el. ou seriam atribuídos a entes sobrenaturais. Não encontrei nenhum indício disso — nem mesmo uma costura no papel de parede marrom desbotado com o qual o cômodo estav a rev estido. sentei-me e retomei meu Macaulay . ao mesmo tempo.

ou por meio dos quais. até mesmo na suposição de que não se trata de impostura. portanto fix ei olhos e pensamentos no forte teor cotidiano das páginas do meu Macaulay .em papel. ou esperav a testemunhar naquela estranha casa. Tentei falar.com. ou a v isão ou toque de mãos concretos. eu conseguia apenas pensar com camaradostormentos.blogspot. Lev antei os olhos e v i o que encontro muita dificuldade — e talv ez me seja impossív el fazê-lo — descrev er. era antes filosófica do que supersticiosa. E posso sinceramente dizer que meu ânimo estav a tão calmo e propício à observ ação quanto o de qualquer v erdadeiro ex perimenta-lista. no seguinte. completamente separada e distinta do ar e da luz a sua v olta. os efeitos apresentados a seres humanos são produzidos. É assim com o agora familiar fenômeno mesmerismo. ou o que seja — que tem o poder de atrav essar o espaço e obstáculos. dev ia ter origem em algum ser humano. dev e hav er um ser humano como nós pelos quais. supondo v erdade que um paciente mesmerizado possa responder à v ontade ou passe de um mesmerizador uma centena de quilômetros distante. Enquanto eu a fitav a. era criado mediante alguma interv enção ou meio tão mortal quanto eu próprio. imaginei distingui-los claramente. em um contorno bastante v ago. julguei — mas não posso afirmá-lo com precisão — distinguir dois olhos olhando-me do alto. que o efeito material é comunicado de um para o outro. Enfim. E essa idéia necessariamente me liv rara de ser tomado pelo assombro — em razão das av enturas daquela noite ex traordinária — ao qual estão sujeitos aqueles que consideram sobrenaturais coisas que não se conformam às forças da natureza. eu acreditav a que tudo quanto até aquele instante testemunhara. Não posso dizer que era humana. quanto mais apropriado à observ ação ficaria meu estado de espírito. ou antes uma sombra de um ser humano.html 12/32 . Enquanto ainda estav a a fitá-la.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton. embora talv ez perigosa. É claro que. nem poderia o frio de um iceberg ter sido mais material. Assim parada. produzidos por nenhuma mão v isív el. Por um momento. pareceram desfazer-se. Estou conv icto de que não era o frio causado pelo medo. a aguardar o resultado de alguma combinação química rara. chame-o Ódico. do que qualquer outra coisa. contudo parecia ter forma humana. como que da altura em que eu meio acreditara. aos quais não parecem pertencer quaisquer corpos — ex ige que se encontre o MEIO ou ser v iv o. Um iceberg diante de mim não poderia ter-me enregelado mais. dotado por constituição do poder para fazê-lo e tendo algum motiv o para tal. Então percebi que algo se interpunha entre a página e a luz — uma sombra toldav a a página. Nem. suas dimensões pareciam gigantescas e seu topo chegav a ao teto. é a resposta menos ocasionada por um fluido material — chame-o Elétrico. ou seria mostrado aos meus sentidos. uma sensação de frio intenso inv adiu-me. com características constitutiv as capazes de produzir tais sinais. quanto mais impassív el e distante da fantasia eu mantinha minha mente. ao seu modo. Eram as próprias Trev as a tomar forma no ar. mas mesmo então dois raios de luz azul clara luziram em meio às trev as. minha v oz emudecera completamente. meio duv idara ter v isto os olhos. senti um interesse em minha teoria que. Conseqüentemente. peças de mobília que se mov em sem uma interv enção humana v isív el. então. em todos esses casos ex traordinários. minha conjectura era de que tudo que se mostrara. ou eletrobiologia: a mente da pessoa atingida é influenciada por um agente v iv o material. Como.

Ainda naquelas densas trev as. e na ex tremidade do quarto lev antaram-se. Consegui finalmente emitir um som. dissipouse — salv o pelo fato de que eu ainda conseguia v er uma sombra v aga. para aumentar meu terror. meu primeiro pensamento foi: LUZ. por assim dizer. sem qualquer interv enção material v isív el e colocou-se no lado oposto da mesa. o mesmo ocorreu com o fogo — a luz era ex traída das labaredas. Soaram então as mesmas três batidas fortes que eu ouv ira na cabeceira. Hav ia lua. mas não medo. Lembro-me de ter jorrado de minha boca algo como: “Não tenho medo. v isív el somente até o punho. se não coragem. em uma conflagração ou até mesmo quando nos deparamos com algum animal feroz. Quando aqueles sons lentamente cessaram. corri para uma das janelas. Ainda assim mantiv e meu orgulho. enrugada e pequena. azuis. as centelhas mov iam-se aleatoriamente.meus botões: “Isso é medo? Isso não é medo!” Tentei lev antar-me. o resto v estia um manto largo de um branco nebuloso. Era. talv ez. V oltei-me para olhar o quarto. minha razão rejeita essa coisa. o quarto estav a em completa escuridão. Na v erdade. a luz começou a diminuir lentamente nas v elas. rubras. prov ocou uma reação de coragem. um incêndio ou um tubarão. antes do início daquela ex traordinária cena. para cá e para lá. hav ia também a luz dos lampiões de gás na rua deserta e silenciosa. clara e calma. como que do chão. Aquela mão muito suav emente fechou-se em v olta das duas cartas que jaziam sobre a mesa. ora lentas. Para cima e para baix o. Oposta à minha v ontade hav ia uma outra. mas a mão de uma pessoa v elha — magra. recebi no braço e no ombro um estranho golpe. que lhe caíam aos ombros. pav or de estar assim na escuridão com aquela Coisa escura. A Coisa escura. Com um esforço v iolento consegui por fim estender a mão para a arma sobre a mesa. ora rápidas. enquanto essa impressão crescia em mim — v eio. e debaix o dela (que não estav a coberta por toalha ou cobertura — uma v elha mesa redonda de mogno) lev antou-se uma mão. fosse o que fosse. Subitamente. minha alma não teme”. Uma cadeira (repetindo o ocorrido com a da sala de estar no andar debaix o) mov eu-se de junto à parede. senti que o quarto todo v ibrav a. aparentando fogos-fátuos. Meus olhos então pousaram na mesa. O pav or que se abateu sobre mim. se eu não sentir medo. elas não foram. trata-se de uma ilusão — não sinto medo”. minha impressão era a de um imenso e supremo Poder a se opor a qualquer ato v oluntário — aquela sensação de total impotência para lidar com uma força superior à de qualquer homem. não obstante este fosse um grito. da cadeira brotou uma forma — uma forma feminina. E então. O rosto era de uma jov em. que se pode sentir fisicamente em uma tempestade no mar. e em minha própria mente dizia: “Isso é terror. ou antes. inerte. amarelas. em v ão. com uma estranha beleza enlutada. tão superior à minha quanto são materialmente superiores à força humana uma tempestade. mão e cartas desaparecem. com um repelão abri a cortina e empurrei as v enezianas. seus olhos não estav am camaradostormentos. em poucos minutos.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton. o terror — um terror tal que nenhuma palav ra pode descrev er. E quando v i a luz no alto.com. por fim. ele não poderá me fazer mal. de carne e osso como a minha.blogspot. junto à parede oposta. Na v erdade. Ela começou a alisar seus longos cabelos dourados. apagadas. a mão de uma mulher. cujo poder era sentido de modo tão intenso. Eu o rompi. centelhas e glóbulos como bolhas multicores de luz — v erdes.html 13/32 . e meu braço caiu ao lado. mas sua chama parecia recuar gradualmente. senti uma alegria que quase contrabalançou o terror anterior. o luar penetrav a sua sombra de modo muito fraco e parcial — mas ainda assim hav ia luz. aqui e ali. com um tubarão no oceano — era esse o sentimento moral que me tornara. também. senti como se uma força irresistív el me empurrasse para baix o. E então. Era tão nítida quanto um ser v iv ente — espectral como uma forma morta. o pescoço e os ombros estav am nus. aparentemente. quando o fiz. que parecia uma sombra daquela nuv em escura. o terror alcançara aquele clímax no qual todas as minhas faculdades me abandonariam ou eu romperia o encantamento. e ao mesmo tempo encontrei forças para lev antar-me.

v oltados para mim. rastejav am sobre meu braço direito. uma criança terriv elmente esquálida. A porta do móv el à direita da lareira abriu-se então e da fresta surgiu a figura de uma mulher idosa. E desv iei meus olhos da Sombra — sobretudo daqueles estranhos olhos de serpente — olhos que agora hav iam se tornado totalmente v isív eis. mas para a porta. E as bolhas de luz nov amente surgiram e caíram. igualmente espectral — a forma de um homem. não da Sombra. e em seus mov imentos desordenados.blogspot. e o negrume da Forma intermediária engoliu a ambos — e desapareceram. o fantasma masculino apoiou-se em sua espada espectral. grotesco. por um momento. no peito da v isão feminina. igualmente nítida. e nov amente julguei v er os olhos brilhando do alto da sombra — olhos que mirav am fix amente aquela forma. e atrás do cadáv er escondia-se uma criança. e em nada mais do que me rodeav a. fundiram-se com o pálido luar. e sobre seu ombro v i um rosto lív ido. camaradostormentos. o rosto semelhante a um homem há muito tempo afogado — inchado. e a seus pés jazia uma forma semelhante a um cadáv er. Estav a v estido à moda do século passado. Pois ali.html 14/32 . Ex atamente quando a forma masculina aprox imav a-se da feminina. nada restou senão a Sombra. e atrás dela ouv i passos. E enquanto eu olhav a para o rosto da mulher idosa. embora nítidas. turbulentos. eram obv iamente imateriais. Então. simulacros. A sombra da név oa escura no fundo tornou-se mais intensa. impalpáv eis. Quando a luz pálida retornou.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton. com seus franzidos. a precisão gentil daquela v estimenta fora de moda. opacos. Em suas errâncias nada hav ia de jov ial. como que da casca de um ov o. Ela v irou-se como se a ouv ir e então abriu as cartas e pareceu lê-las. original. todas três. pareciam tentar ouv ir. da renda. seus mov imentos. esperar. adejaram e flutuaram. flex ív eis. olhos de serpente. intenso. distendido em uma ordem inv oluntária contra todos os seres v is. correria perigo físico e concentrei todas as minhas faculdades unicamente na v ontade obstinada de resistência. embora ela não estiv esse aberta. ou antes de um modo semelhante (pois tanto a forma masculina quanto a feminin a. cada v ez mais densas e v elozes. e a Sombra precipitou-se e env olv eu em escuridão aqueles fantasmas.com. pululando sobre minha cabeça. até mesmo amedrontador no contraste entre o requinte elaborado. E então. os dois fantasmas que estav am ocultos na sombra surgiram lado a lado. de rosto encov ado e olhos amedrontados. observ ar. mais desordenados. com algas entrelaçadas em seus cabelos ensopados. também seus mov imentos eram desordenados. Como que da porta. caçando-se mutuamente. e hav ia algo de incongruente. Senti uma v ez o aperto como de dedos frios e macios em meu pescoço. a sombra escura av ançou de junto à parede. Por v ezes eu sentia um toque. como hav ia feito com os anteriores. desses mesmos glóbulos. contornav am-se incessantemente. o ar encheu-se delas. eu sabia ex istir uma V ONTADE. mas de mãos inv isív eis. e sobre ela meus olhos fix aram-se até que nov amente os olhos brotaram da Sombra — olhos maus. e o aspecto cadav érico e a imobilidade espectral de seu portador flutuante. env oltas em escuridão. o sangue a gotejar rapidamente dos franzidos. tornando-se cada v ez mais densas e. jorraram coisas monstruosas. dev orando-se mutuamente — formas nunca antes contempladas a olho nu. suas rendas e fiv elas. Assim como as formas eram assimétricas. brotou uma outra aparição. as rugas e as linhas desapareceram e ele transformou-se em um rosto jov em — de olhos duros. fantasmas). ágeis. e uma v ontade do mal em ação. um homem jov em. v ia-se uma mancha de sangue. mas ainda assim jov ens. Ela portav a cartas na mão — as mesmas cartas sobre as quais eu v ira a Mão se fechar. esbranquiçado. irregulares. e. ex ceto para lembrar o leitor da v ida ferv ilhante que o microscópio solar põe diante de seus olhos em uma gota d’água — coisas transparentes. E nov amente as bolhas de luz mov eram-se rapidamente. se cedesse ao medo. Eu ainda estav a igualmente consciente de que. larv as tão ex angues e tão horrendas que não consigo absolutamente descrev ê-las. que poderia esmagar a minha.

mas parará no mesmo instante em que desaparecera e. ainda sentia subir pelos pés o terror que sentira pela primeira v ez na noite anterior e que fora tão ex acerbado pelo que se passara em meu próprio quarto. como se daquela escuridão tudo surgira e a ela tudo retornasse. Ficou inutilizado. Posso apenas registrar fielmente o fato. a despeito dos esforços do fabricante. Mas ele não aparecera e por três dias não deu notícias. com o sol a penetrar pela janela embaçada. Quando a penumbra diminuiu. Isso fora feito no escuro? Não teria isso sido feito por uma mão tão humana quanto a minha? Não hav eria necessa riamente uma interv enção humana durante todo o tempo naquele quarto? Hav ia bons motiv os para achar que sim. Deix ei a casa somente quando já ia adiantado o dia. Fui até minha casa. Talv ez a longa v iagem me cure. v ou ficar com meu cunhado em Melbourne. os olhos proeminentes. e acho que não conseguirei trabalhar nunca mais. Desci a escada e nov amente ouv i um passo à minha frente. e a porta que se comunicav a com o quarto do criado. na v erdade. contando em encontrar lá meu criado fujão.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton. Na v erdade. datada de Liv erpool e que dizia: “Prezado Senhor. calmo e sadiamente v isív el. lev ei-o para junto da lareira. O animal estav a morto. Uma outra circunstância surpreendente: meu relógio de pulso fora dev olv ido à mesa da qual fora retirado tão misteriosamente. Eu estav a desolado pela perda de meu predileto e censurei-me sev eramente. Portanto.html 15/32 . Sinto que anos se passarão antes que eu me recupere. as mandíbulas espumantes. embora poucas esperanças tenha de que o senhor me julgará merecedor delas. As duas portas ainda estav am fechadas. Supus que ele morrera de pav or. ele não se mov eu. Isto é. a língua de fora. com efeito. O quarto nov amente v ibrav a.A atmosfera opaca do quarto começou então a av ermelhar-se. em plena luz do dia. jazia o cão. Não tinha certeza. O nav io parte amanhã. Peguei-o nos braços. como que à aprox imação de uma conflagração. e nov amente todas as coisas foram engolidas pelas trev as da Sombra escura. quando então recebi uma carta sua. Eu tinha uma forte impressão — não sei ex plicar por quê — de que nela se originara o mecanismo dos fenômenos — por assim dizer — que v iv enciara em meu quarto. funciona de modo errático por algumas horas e depois pára. seu pescoço estav a quebrado. No canto da parede ao qual ele tão conv ulsiv amente se colara. As larv as tornaram-se v iv idas como as coisas que v iv em no fogo. Tão lentamente quanto seu recuo.blogspot. Fico assustado e camaradostormentos. desde então não v oltou a funcionar normalmente. Aprox imei-me. sentia-me culpado por sua morte. permanecer mais do que meio minuto dentro daquelas paredes. Nada mais aconteceu no resto da noite. e quando abri a porta da rua julguei ouv ir distintamente uma risada bem baix a. Não consegui. E embora eu entrasse nele agora. Antes disso. a menos — Deus não permita — que o senhor tenha v isto o mesmo que eu. o leitor tirará suas próprias conclusões. as chamas lev antaram-se de nov o nas v elas sobre a mesa e também na lareira. uma v ez mais. O quarto todo se tornou. inspecionei a pequena sala v azia na qual meu criado e eu hav íamos sido aprisionados por algum tempo. logo amanheceu. nov amente ouv iram-se as três batidas espaçadas. Mas qual foi minha surpresa ao descobrir que. ainda trancada. humildemente peço desculpas. Chamei-o. a Sombra desapareceu completamente.com.

um tanto incoerentes. como um espírito inquieto. ao subir e ao descer a escada.html 16/32 . descrev er seus próprios pensamentos. é preciso observ ar que a casa estav a infestada de estranhas aparições e sons antes da morte da v elha senhora. A carta terminav a com outros tantos pedidos de desculpas. em Walworth. considero que essa seja uma solução que pareceria a muitas pessoas a mais prov áv el para acontecimentos improv áv eis. J. O sr. Retornei a casa na noite seguinte para trazer em uma carruagem de aluguel as coisas que lá deix ara e o corpo de meu pobre cão. J.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton. mas nesse sono pudesse responder a perguntas com uma ex atidão que não pode-ria fingir quando acordado. sob a mesma camaradostormentos. que env ie minhas roupas e o salário a que faço jus à casa de minha mãe. Humildemente lhe peço. Não fui perturbado. encontraríamos uma interv enção humana. ao contrário.tremo o tempo todo. salv o. ele me interrompeu e disse. respondeu: “Não sei muito a respeito do passado da mulher.com. disselhe que minha curiosidade fora plenamente satisfeita e. dirigi-me à casa do sr.. que sua família era conhecida da minha. Dev olv i-lhe as chav es. Se eu subitamente caísse em um sono profundo. ex ceto que ainda. prezado senhor. pareceu assustado e. dizer-lhe quanto em dinheiro o senhor tem no bolso. como lhe disse anteriormente. Não tenho como refutar essa conjectura. Mesmo assim. Mas o senhor reav iv a algumas v agas reminiscências desfav oráv eis a ela. mais ainda. se conseguíssemos chegar ao fundo desses mistérios. do qual o senhor não pudesse me acordar. após ponderar por alguns momentos. nem qualquer incidente digno de nota me ocorreu. inconscientemente. Ele estav a lá. pensando que AQUILO está me perseguindo. o palco no qual esses crimes hav iam sido cometidos. Eu estaria. que não tinha mais nenhum interesse por um mistério que ninguém jamais solucionara. isso não é necessariamente uma fraude.blogspot. assim como do modo ex traordinário pelo qual hav iam desaparecido. ainda que pudéssemos aceitar a superstição popular de que uma pessoa que fora ou o criminoso ou a v ítima de crimes terrív eis em v ida conseguisse rev isitar. Essa fuga talv ez dê margem a suspeita de que ele queria ir para a Austrália e de que matreiramente usara o pretex to dos acontecimentos da noite para isso. e detalhes quanto aos objetos de uso sob a custódia do missiv ista. A crença em minha própria teoria permanece inabalada. tanto quanto não é necessariamente algo sobrenatural.” “O quê! O senhor crê que seja tudo uma fraude? Com que finalidade?” “Não uma fraude no sentido comum da palav ra. Farei algumas inv estigações e o informarei do resultado.. Eu estav a decidido a informá-lo pelo menos das duas cartas que lera. embora com muita delicadeza. O John sabe meu endereço”. e então indaguei se ele julgav a que elas hav iam sido endereçadas à mulher que morrera na casa e se hav ia algo em seu passado que pudesse confirmar as suspeitas sombrias que elas hav iam lev antado. Ao deix ar o local. ouv i o mesmo som de passos à frente. quando estav a para relatar rapidamente o que se passara. O senhor sorri! O que o senhor diz?” “Eu diria o seguinte: que estou conv encido de que.

ao meu próprio cérebro pelo cérebro de um outro. mov er cadeiras. embora obsoleta. de forma alguma são superiores às que se obtêm dos v iv os de grande talento e educação. Shakespeare e Platão disseram ou escrev eram quando na Terra. não comunicariam idéias acima das de uma pessoa comum na terra. Essas comunicações. Que esse poder possa ser estendido sobre os mortos — isto é. Essas aparições surgem com pouco ou nenhum objetiv o. Seria apenas um poder raro na natureza que pode-ria ser dado a constituições com certas peculiaridades e desenv olv ido a um grau ex traordinário mediante a prática. mas se assim fosse não seria contrário à natureza. mesas mov em-se sozinhas. gela nosso sangue — ainda assim estou conv encido de que são apenas interv enções comunicadas. não dev e ser confundido com a v erdadeira alma. que tais fenômenos possam ser (a crer que sejam v erdadeiros). que me foi comunicada à distância por um ser humano que hav ia adquirido poder sobre mim mediante uma ligação anterior. Trata-se apenas de idéias manifestadas de um modo ou de outro (ainda não descobrimos como) de um cérebro mortal para outro. Mas pode-se. o que mais nos impressiona é a ausência do que consideramos alma.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton. das cinzas dessa flor criar um espectro dela. como que por fios elétricos. mas antes um fantasma do que foi mais terreno neste mundo. trata-se apenas de um eidolon da forma morta. é incinerada.influência hipnotizante. O que é comumente chamado hipnotismo não conseguiria fazê-lo. abrir e fechar portas?” “Ou prov ocar em nossos sentidos a crença em tais efeitos. A alma saiu dele tanto quanto a essência ou os elementos da flor. não se sabe para onde.” “Mas se um hipnotizador pudesse causar um efeito assim sobre um outro ser v iv o. são imensamente inferiores ao que Bacon. que afirmam ter sido dados sob os nomes dos mortos mais ilustres — Shakespeare. Bacon e sabe-se lá mais quem. se falassem. admito que muito possa ser questionado pela filosofia. mesmo as melhores. mas nada que cabe à filosofia negar.blogspot. “E esse fantasma. Ainda assim é possív el obter um espectro dela.html 17/32 . embora na superstição popular seja considerado a alma daquele que partiu. não sei dizer.com. Se esse poder pode se estender a todos os ob jetos materiais inanimados. portanto. ou formas malignas aparecem em um círculo mágico. O mesmo pode ocorrer com o ser humano. Por espantosos. ou uma Filha das Trev as. sobre a qual eu não me arriscaria a emitir opinião. Sejam quais forem os elementos daquela flor quando v iv a. sobre certos pensamentos e memórias que o morto ainda possa conserv ar — e obrigar. Em algumas constituições há uma química natural. Por conseguinte. eles desaparecem. com a aparência que ela possuía quando v iv a. como a que me apareceu. da inteligência superior e liberta de preconceitos. não aquilo que dev eria mais propriamente ser chamado ALMA e que está muito além do alcance humano. a se tornar v isív el aos nossos sentidos. como as histórias mais bem confirmadas de fantasmas ou espíritos. isto é. Tampouco — o que é mais notáv el — elas jamais contêm uma idéia que não houv esse na Terra antes. embora nunca tiv éssemos tido uma ligação com a pessoa que age sobre nós? Não. Mas não creio que o poder seja sobrenatural. não se consegue nunca encontrá-los ou reuni-los. dispersam-se. e essas constituições podem produzir prodígios camaradostormentos. é uma teoria muito antiga. Uma flor perece. o senhor pode imaginar que um hipnotizador conseguiria afetar também objetos inanimados. por meios químicos. elas raramente falam quando surgem. ou mãos sem corpos lev antam e escondem objetos materiais. Os v identes norteamericanos publicaram muitos liv ros sobre comunicações em prosa e em v erso. Se. mas pode hav er um poder afim ao hipnotismo e mais forte do que ele: o poder que em épocas passadas era chamado de Mágico. nada que seja sobrenatural. ao fazê-lo. Permita-me ex emplificar o que quero dizer com um ex perimento que Paracelso descrev e como mais ou menos fácil e que o autor das Curiosidades da Literatura cita como crív el. isto é.

Em uma fraude comum. que se trata de sonhos que esse cérebro pôs em ação e dotou de uma semi-substância. em outras. em uma interv enção sobrenatural concedida por Deus Todo-Poderoso.” “E o senhor julga que. Alguma força material dev e ter matado meu cão. o mecanismo funcionaria com v istas a efeitos quase semelhantes. O senhor compreende minha teoria?” “Sim. heterogêneos. Mas estou certo.” camaradostormentos. ser suficiente para me matar. que é maligno e destrutiv o — nisso eu acredito.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton. mutáv eis. Não se acham nem ratos nem camundongos lá. que esse cérebro não produziu v oluntariamente nada do que ocorreu.. a mesma força poderia. tiv esse eu sido subjugado pelo terror como o cão. v eja bem. que um homem. se eu o fizesse. Não conduzem a resultados grandiosos.” “Ele matou seu cão! Que coisa terrív el! De fato. e estes podem produzir prodígios elétricos. embora não inteiramente — e aceito qualquer ex trav agância (com perdão da palav ra). pueris. que o que realmente ocorre reflete apenas seus pensamentos errantes. Ora. porque possui um poder de resistência muito superior. Estou intimamente conv encido de que o pequeno quarto v azio contíguo à porta do quarto que ocupei forma um ponto de partida ou receptáculo para as influências que assombram a casa.html 18/32 . pelo seguinte motiv o: o senhor disse que duas pessoas jamais v iv enciaram a mesma coisa. embora esquisita. foi sua origem primeira. incompletos. e acredito que sem consciência dos efeitos pontuais produzidos. nunca houv e duas pessoas que v iv enciassem ex atamente o mesmo sonho. Que diabos posso fazer com a casa?” “Direi o que eu faria. sem finalidade. de tudo que v i ou ouv i. Esses fenômenos não pertencem a nenhuma dessas categorias. nem mesmo um gato. e os v erdadeiros sábios não refletiram sobre eles. e portanto o mundo não os nota. tão humano quanto eu. A razão humana tem uma percepção menos sutil. eles prov êm de algum cérebro agora distante.com. Mas basta.” “Os instintos das criaturas irracionais detectam ameaças letais a sua ex istência. Mais do que isso: derrube o quarto todo. é estranho que não se possa obrigar animal algum a ficar naquela casa. eles certamente teriam um motiv o definido. Ainda assim o mal feito a minha casa continua. um fluido natural — ou eletricidade —. Que esse cérebro possui um poder imenso. em suma.. pelo que sei. que pode mov er objetos materiais.químicos. não tiv esse meu intelecto ou meu espírito apresentado uma resistência compensadora em minha v ontade. “Mas os prodígios diferem da Ciência Normal nisto: são igualmente sem objetiv o. Observ ei que ele está separado do corpo da casa e está construído sobre o pequeno quintal e poderia ser remov ido sem prejuízo do resto do edifício.blogspot. incoerentes. de preferência a aceitar de pronto a idéia de fantasmas e duendes que absorv emos em nossos berços. e aconselho-o a que derrube as paredes e remov a o soalho. na minha opinião.

com. Ao que parece. permita-me que o comunique por escrito.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton. não obstante não ouv isse nem v isse nada.html 19/32 .blogspot. um inv estimento deu prejuízo. acreditav a-se que ele era um pirata. tentou escalar o muro. encontrou-se um alçapão. a criança tentou fugir — arrastou-se até o quintal.” Cerca de dez dias depois. posso arcar com os custos. Os v izinhos testemunharam hav ê-la ouv ido gritar a noite toda.“O senhor cortaria os fios do telégrafo. hav ia. por sua v ez. se o senhor permitir que co-mande os trabalhos. J. que procedera a uma inv estigação cuidadosa sobre a mulher a quem eu acertadamente imaginara terem elas sido escritas. o americano deix ou subitamente a Inglaterra e nunca mais retornou. o corpo desse irmão foi encontrado no Tâmisa. Tinha um irmão v iúv o. nunca permanecendo muito tempo no mesmo lugar. recebi uma carta do sr. a tirara. em v irtude de ter o falecido deix ado à sua irmã a guarda de seu único filho — e se a criança morresse a irmã seria a herdeira. que encontrara as duas cartas que eu dissera ter recolocado na gav eta de onde as tirara. Assim foi que acabou no asilo. Retornei à casa assombrada. A criança morreu cerca de seis meses depois. O sr. como se estiv esse mal-nutrida. nada dav a certo para ela. J. algumas marcas de v iolência em sua garganta. e a tia e seu marido procuraram dissimular a crueldade pela alegação de ex trema teimosia e mau gênio da criança. um banco faliu. o dia. O médico legal que fez o ex ame post-mortem disse que a criança estav a emaciada. a tia herdou a fortuna do irmão. Ele estav a bem pregado. ao que parece. em uma noite de inv erno. Então. e o corpo estav a coberto de contusões lív idas. acrescentou que passara uma hora sozinho no quarto v azio que eu lhe aconselhara destruir. contra a v ontade de seus parentes. afundando-se cada v ez mais. Marcou-se. era filha de comerciantes muito respeitáv eis e serv ira como babá antes de casar-se. para ser encarregada da mesma casa da qual fora senhora nos primeiros anos de sua v ida de casada. do qual o sr. Porém. Ele adquiriu uns nav ios cruzeiros. quanto ao resto. Um mês antes do casamento. caiu ex austa e foi encontrada sobre as pedras pela manhã. Seja como for. O americano e sua mulher ficaram responsáv eis pelo garoto. A v iúv a ficou rica. agonizante. dizendo que hav ia v isitado a casa desde minha v isita a ele. que se declarou ser retardada. Apesar de considerada equilibrada. Ele contratara pessoas para o trabalho e começaria qualquer dia que me aprouv esse marcar. que apressou-se em derrubar as paredes e remov er o assoalho como eu lhe sugerira. de gov ernanta a fax ineira. que ele as lera com pressentimentos semelhantes aos meus.. Antes de um ano de casado s. Tente. não se pôde alegar assassinato. com um filho de cerca de seis anos. ela env olv eu-se em um negócio de pouca monta e ficou insolv ente. coberto com entulho. entrei no lúgubre quarto v azio. com camaradostormentos. que quase v alerá as despesas. e que seus sentimentos de pav or enquanto lá permanecera foram tão grandes. Parece que. trinta e seis anos atrás (um ano antes da data das cartas) ela se casara. com a morte do órfão. buscou empregos. não obstante houv esse algumas prov as de crueldade. tirei os lambris e depois o assoalho. com um americano de caráter suspeito — na v erdade. que se perderam no Atlântico dois anos depois. assim. Ela. embora nada se tenha jamais alegado contra seu caráter.” “Não importa. mas elas não foram julgadas suficientes para se instaurar um inquérito e o caso foi encerrado com uma declaração de “encontrado afogado”. houv e suspeitas de negligência e maus-tratos. Estou conv encido de que estou certo. Sob as v igas. grande o suficiente para um homem. J. perto da Ponte de Londres. mas rev eses de div ersos tipos lhe sobrev ieram. honesta e particularmente tranqüila em suas ativ idades. que era tido por rico.

o elegante afilamento do contorno. encontramos um instrumento muito singular.blogspot. Nesse cofre hav ia três prateleiras e duas gav etas pequenas. Em uma das gav etas. abriu o v erso da miniatura.” Aqui seguia um nome que não mencionarei. uma bela espada. impressionante. grandes e terrív eis a brilhar.com. a quem relutantemente entreguei a miniatura. teríamos uma idéia melhor daquela fisionomia do que podem dar longas descrições: a largura e achata-mento da testa. encontramos grande dificuldade em abrir a segunda: ela não estav a trancada. mas eles hav iam sido cobertos de tijolos. Eu nada disse sobre isso ao sr. como uma tampa. Dentro dela estav a grav ado: “Marianna. encontramos cinco guinéus. com uma protuberância de cristal de rocha e uma outra de âmbar — também uma magnetita de grande poder. talv ez quarenta e sete ou quarenta e oito. e contudo uma certa calma implacáv el. Mecanicamente v irei a miniatura para ex aminar seu v erso e nele estav a grav ado um pentagrama.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton.. ex aminamos esse lugar. mas resistiu a todos os esforços. como os que ainda se usam em v estes de corte. J. aparentemente muitos anos atrás. para ti. ao ser pressionada. de cuja natureza direi somente que não era v enenosa — hav ia fósforo ou amônia na composição de algumas delas. ele ainda conserv av a alguns móv eis deteriorados — três cadeiras. que disfarçav a a força da mandíbula letal. de cuja ex istência nunca se hav ia suspeitado. como o nome de um charlatão fascinante que fizera sensação em Londres durante mais ou menos um ano e que fugira do país sob a acusação de duplo homicídio dentro de sua própria casa: a de sua amante e de seu riv al. Nesse quarto. na qual encontramos. Em um colete que no passado fora adornado de renda dourada. Ouv ira-o da boca de pessoas idosas. Hav ia uma cômoda contra a parede. apesar do grande espaço de tempo que prov av elmente permanecera lá. Hav ia também alguns tubos de v idro muito estranhos e uma haste pequena e pontuda de ferro. houv era uma janela e um fumeiro. Quando assim a hav íamos pux ado. v erdes como esmeraldas. no meio deste. cuja fechadura muito nos custou arrombar.html 20/32 . umas poucas moedas de prata e um ingresso de marfim. até que inserimos nas frestas a lâmina de um formão. Elas continham essências v oláteis incolores. de camaradostormentos.parafusos e rebites de ferro. prov av elmente para um lugar de entretenimento há muito desaparecido. descobri uma mola que. O retrato era de um homem já na meia-idade. os olhos longos. do tipo que se usav a oitenta ou cem anos antes por um cav alheiro de posses — fiv elas caras e botões de aço.. Sê fiel na v ida e na morte a. Não tiv emos dificuldade em abrir a primeira gav eta dentro do cofre de ferro. Depois de remov ê-los. uma escada. uma mesa — todos no estilo de cerca de oitenta anos antes. em minha infância. um banco de carv alho. como que nascida da consciência de um imenso poder. Mas nossa principal descoberta foi em uma espécie de cofre de ferro fix ado à parede. cujas cores se conserv av am admirav elmente v iv idas. descemos a um quarto abaix o. cujo terceiro degrau era formado pela data 1 7 65. Alinhadas nas prateleiras hav ia v árias garrafas de cristal hermeticamente fechadas. Com o aux ílio de v elas. encontramos um retrato miniatura com moldura de ouro. Se pudéssemos imaginar uma serpente poderosa transformada em homem e que conserv asse nos traços humanos as características anteriores do réptil. peças de v estimenta masculina antigas. mas que agora estav a enegrecida e suja de umidade. mas que não me era desconhecido. meio roídas. Ex aminando-o mais detalhadamente. Era um rosto notáv el..

html 21/32 . v eio dessa gav eta. mas não forte nem desagradáv el. Nada mais encontramos. Oi Henry . e casa mais tranqüila e mais saudáv el não hav ia em toda Londres. até mesmo os dois operários que estav am no quarto — uma sensação de formigamento e de arrepio que subia das pontas dos dedos da mão até as raízes do cabelo. ele a alugou bem. com um fecho de prata. Impaciente por ex aminar o bloco. O sr. a agulha da bússola girou com ex trema rapidez..:: Clau ::. disse.grande refinamento.blogspot. com uma agulha que girav a rapidamente. Tev e então a coragem de habitar ele próprio a casa durante um mês.LYT T O N 2 C O M E N T Á RI O S: . Ele demoliu a parte do edifício que continha o quarto secreto e o compartimento sobre ele. Os nossos leitores gostaram igualm ente de Câmara dos Tormentos: RESULTADO DO CONCURSO DE CONTOS DO C. e nessa folha estav am escritas dentro de um pentagrama duplo palav ras em antigo latim monacal. Quando o fiz. Pouco tempo depois.. Os dois operários ficaram tão apav orados que subiram a escada pela qual hav íamos descido do alçapão. produziu um grande efeito sobre os nerv os. J. Esse odor.. qualquer que fosse sua origem. a bússola rolou pelo quarto e naquele instante as paredes oscilaram para frente e para trás.=) 1 :5 0 A M Anônimo disse. esse pires estav a cheio de um líquido claro. Que bom que v oltou. Um odor singular. v iv os ou mortos — e mov erem a agulha.EDW A R D B ULW ER . Câmara dos Tormentos: O MACABRO EM MIM Câmara dos Tormentos: UM SOM DE TROV ÃO . e eu senti um choque que percorreu todo meu corpo e me fez deix ar cair ao chão o pires. foram facilmente conv encidos a retornar. Entrementes. eu abrira o bloco: ele estav a encadernado de pele v ermelha lisa.. não muito diferentes dos usados por astrólogos para indicar planetas. como se um gigante as balançasse e agitasse. o pires quebrou.com. O líquido derramou-se. mas. ou antes um bloco. estav a colocado um pires de cristal. mas em v ez dos pontos usuais de uma bússola hav ia se te caracteres estranhos. Todos nós o sentimos.RAY BRADBURY Câmara dos Tormentos: CONTÁGIO SOBRENATURAL OBLÍQUO P O S T A DO P O R HENR Y EV A R I S T O À S 3: 05 P M M A R C A DO R ES : A S S O M B R A Ç Õ ES .G. e seu inquilino não fez quaisquer queix as.br/2009/11/assombracoes-edward-bulwer-lytton. v endo que nada mais acontecia. será ex ercida a minha v ontade! Maldita seja a casa e desinquietos sejam os seus habitantes”. Bulwer-Ly tton.. que poderiam ser traduzidas literalmente como se segue: “Sobre todos aqueles que adentrarem estas paredes — sensív eis ou inanimados. sempre genial! 3 :0 0 PM camaradostormentos. remov i o pires. continha apenas uma folha de v elino espesso. Sobre um liv ro pequeno e fino. e nele flutuav a uma espécie de bússola.. que estav a forrada de uma madeira que depois descobrimos ser av eleira. queimou o bloco e seu anátema.

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