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DIREITO ADMINISTRATIVO

15 - Atos Administrativos
ATOS ADMINISTRATIVOS Fato jurídico em sentido amplo é tudo aquilo que interessa ao Direito, isto é, são todos os fenômenos naturais ou humanos, a que o Direito atribui significação. Os fatos jurídicos em sentido amplo são: -fatos jurídicos em sentido estrito: eventos de natureza (aqueles que não decorrem da vontade humana) dos quais resultam conseqüência jurídica. Exemplo: nascimento, morte, etc. -atos jurídicos: eventos decorrentes da manifestação da vontade humana, dos quais resultam conseqüências jurídicas. Os atos administrativos são espécie do gênero ato jurídico. Os atos administrativos são sempre manifestações unilaterais de vontade. Os atos administrativos bilaterais são os contratos administrativos. Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a si própria. (Hely Lopes Meirelles). Existem: -atos legislativos (elaboração de normas primárias); -atos judiciais (exercício de jurisdição); -atos administrativos. Fatos Administrativos Os fatos administrativos não devem ser confundidos com os atos administrativos. O fato administrativo não tem por fim a produção de efeitos jurídicos, mas sim a realização material no exercício da função administrativa. É, portanto, uma mera realização material da Administração, de ordem prática, de execução, como a construção

pois é a lei que fixa a dimensão e os limites das atribuições cometidas a pessoas administrativas. O ato exercido com excesso de poder enseja a declaração de nulidade do ato. REQUISITOS E ELEMENTOS DOS ATOS ADMINISTRATIVOS -competência -finalidade -forma -motivo -objeto Competência Competência é o poder atribuído . ao agente da Administração para o desempenho específico de suas atribuições. a limpeza de avenidas. Características da competência -legalidade -inderrogabilidade -improrrogabilidade Legalidade: explicita a regra de que a fonte formal da competência é a lei. quando exercido além dos limites estabelecidos na lei é denominado excesso de poder. Improrrogabilidade: estabelece que a incompetência não se transmuda em competência. salvo disposição legal. etc. Nenhum ato (discricionário ou vinculado) pode ser praticado validamente sem que o agente disponha de poder legal para praticá-lo. por lei. a instalação de um serviço público. a demolição de um prédio. O requisito competência. Inderrogabilidade: a competência de um órgão não se transfere a outro por acordo das partes ou por assentimento do agente da Administração. Notas: Excesso de poder: falha no requisito competência Desvio de poder: falha no requisito finalidade Finalidade O fim almejado por qualquer ato administrativo é o interesse .de uma rodovia. a apreensão de mercadorias.

Teoria dos motivos determinantes Quando a Administração declara o motivo que determinou a prática de um ato discricionário que. em princípio. por meio do qual a a Administração manifesta seu poder e sua vontade. O objeto da aplicação de uma multa é punir o transgressor de uma regra administrativa. Este motivo indicado (justificativa da realização do ato) deve existir e ser legítimo. e a busca de fim diverso do estabelecido (expressa ou implicitamente) na lei implica em nulidade do ato por desvio de finalidade. Objeto O objeto do ato administrativo identifica-se com seu próprio conteúdo. Forma É o revestimento exteriorizador do ato administrativo. formal e a forma exigida pela lei quase sempre é a escrita. Caso haja desconformidade entre a realidade e o motivo declarado torna-se possível a declaração da invalidade do ato pelo Poder Judiciário. A motivação vem ser a exposição de motivos que levaram a prática do ato. Não existe qualquer liberdade do administrador público. Exemplificando: O objeto da concessão de alvará é a própria concessão do alvará. ou atesta situações preexistentes. Etc. Motivo O motivo é a situação de direito ou de fato que determina ou autoriza a realização do ato administrativo.público. fica vinculada à existência do motivo por ela declarado. . O motivo pode vir expresso na lei como condição sempre determinante para a sua realização do ato ou pode a lei deixar ao administrador a avaliação quanto à existência e a valoração quanto à oportunidade e conveniência da prática do ato. O ato é nulo. em princípio. prescindiria de motivação expressa. Motivo e motivação O motivo é a situação de fato ou de direito que serve de fundamento para a prática do ato. Todo ato administrativo é.

Nos atos discricionários a lei confere certa margem de liberdade à atuação do administrador. formadores do mérito administrativo. possibilitando-lhe decidir sobre a oportunidade e a conveniência da prática do ato. decida sobre a oportunidade e conveniência de sua prática. ATRIBUTOS DOS ATOS ADMINISTRATIVOS Atributos são as qualidades dos atos administrativos. justificando a prática ou não do ato e a escolha de seu conteúdo. nos atos discricionários. -tipicidade. ainda que apontada a existência de vícios em sua formação que possam acarretar a futura invalidação do ato. dentro dos limites mais ou menos amplos estabelecidos na lei.MÉRITO DO ATO ADMINISTRATIVO Nos atos vinculados a atuação do administrador é restrita ao que está previsto na lei. Presunção de Legitimidade O ato administrativo obriga os administrados por ele atingidos. por meio da escolha de seu objeto e valoração de seus motivos. -auto-executoriedade. O mérito administrativo consiste no poder conferido pela lei ao administrador para que ele. A presunção de legitimidade autoriza a imediata execução de um ato administrativo . seus atributos podem ser entendidos como as características inerentes a estes atos administrativos. Os atributos dos atos administrativos são: -presunção de legitimidade. podem ser determinados pelo administrador com relativa liberdade. nos atos discricionários os requisitos motivos e objeto. desde o momento de sua edição. -imperatividade. Enquanto os requisitos dos atos administrativos constituem condições que devem ser observadas para sua válida edição. Todos os elementos do ato administrativo encontra-se descritos na lei. ou produz os efeitos que lhe são próprios. Enquanto em um ato vinculado a atuação do administrador é bastante limitada pela descrição legal de todos os elementos.

Enquanto não decretada a invalidade pela Administração ou pelo Poder Judiciário. deverá ser cumprido.. MODIFICATIVO OU ABDICATIVO -ATO VÁLIDO. Esse atributo tem o condão de afastar a possibilidade de a Administração praticar atos inominados. pois já existe presunção neste sentido. IMPERFEITO. COMPLEXOS E COMPOSTO -ATO CONSTITUTIVO. como é o caso dos atos normativos e os atos de polícia. CLASSIFCAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS -ATOS GERAIS E INDIVIDUAIS -ATOS INTERNOS E EXTERNOS -ATOS DE IMPÉRIO. ato inválido produzirá normalmente seus efeitos. Auto-executoriedade A auto-executoriedade consiste na possibilidade que certos atos administrativos ensejam de imediata e direta execução pela própria Administração Pública. mesmo e eivado de vícios e defeitos aparentes. Não é um atributo presente em qualquer ato. Não é obrigação da Administração que editou o ato provar sua validade. Essa presunção não é absoluta. ou sustados temporariamente seus efeitos. DECLARATÓRIO. ALIENATIVO. PENDENTE OU CONSUMADO . pois admite provar em contrário. independente de ordem judicial. Tipicidade É o atributo pelo qual o ato administrativo deve corresponder a figuras definidas previamente na lei como aptas a produzir determinados resultados. mas sim relativa (iuris tantum). EXTINTIVO. Imperatividade A imperativadade é qualidades dos atos administrativos para cuja execução faz-se presente a força coercitiva do Estado. devendo ser cumprido. enquanto não pronunciado sua nulidade. Representa um garantia para o administrado e afasta a possibilidade de ser praticado um ato totalmente discricionário. DE GESTÃO E DE EXPEDIENTE -ATOS VINCULADOS E DISCRICIONÁRIOS -ATOS SIMPLES. como se fosse válido. NULO E INEXISTENTE -ATO PERFEITO. mas apenas naqueles atos que sujeitam o administrado ao seu fiel cumprimento.

Exemplo: aquisição de bens pela Administração. . Esses atos não são de obediência facultativo ao particular. todos os elementos do ato estão vinculados ao disposto na lei. São praticados ex officio. Contêm comandos gerais e abstratos atingindo todos os administrados que se encontrem na situação nele descrita. sem deixar qualquer margem de liberdade ao administrador. Atos individuais são aqueles que possuem destinatários determinados ou determinável. constituindo ou declarando situação jurídica particular. Não cabe ao administrador apreciar a oportunidade e conveniência administrativa da prática do ato. Atos de gestão são aqueles praticados em que a Administração utilize sua supremaciaa sobre os particulares. Atos de expediente são atos internos da Administração que visam a dar andamento aos serviços desenvolvidos por uma entidade. O ato individual pode abranger um ou vários administrados. Atendidas as condições legais o ato tem que ser realizado. -ATOS INTERNOS E EXTERNOS Atos internos são aqueles destinados a produzir efeito somente no âmbito da Administração Pública. ou seja. VALIDADE. são os atos normativos editados pela Administração com o objetivo de assegurar a fiel execução das leis e outros diplomas de superior hierarquia. faltando qualquer elemento exigido na lei torna-se impossível sua prática. Atos externos são aqueles que atingem os administrados em geral. -ATOS VINCULADOS E DISCRICIONÁRIOS Atos vinculados são aqueles em que a lei estabelece todos os requisitos e condições de sua realização. -ATOS DE IMPÉRIO. atingindo apenas seus órgãos e agentes.-NOÇÕES DE PERFEIÇÃO. EFICÁCIA E EXEQUIBILIDADE -ATOS GERAIS E INDIVIDUAIS Atos gerais não possuem destinatários determinados. DE GESTÃO E DE EXPEDIENTE Aos de império são aqueles que a Administração impõe coercitivamente aos administrados. declarando situações jurídicas a eles relativas. um órgão ou uma repartição. criando para estes direitos. obrigações. etc. determinando procedimentos. Por outro lado.

seu modo de realização. para sua formação. Ato composto são os que resultam da vontade única de um órgão. em relação à Administração. Isoladamente um órgão não é suficiente para dar existência ao ato. DECLARATÓRIO. não depende de outras para que seja considerado perfeito. mas. ALIENATIVO. sem provocar a sua supressão. A função do segundo ato é homologatória e seu efeito é tornar executável o ato. COMPLEXOS E COMPOSTO Atos simples são aqueles que decorrem da manifestação da vontade de um único órgão. EXTINTIVO. para produzir seus efeitos. Ato declaratório é aquele que apenas declara uma situação preexistente visando a preservar o direito do administrado. MODIFICATIVO e ABDICATIVO Ato constitutivo é aquele que cria uma nova situação jurídica individual para seus destinatários.Atos discricionários são aqueles em que a Administração pode praticar com certa liberdade de escolha. ou seja. da manifestação de vontade de dois ou mais diferentes órgãos. nos termos e limites da lei. -ATOS SIMPLES. depende de um ato posterior que o aprove. tornar-se executável. Ato alienativo é aquele que que tem por fim a transferência de bens ou direitos de um titular a outro. quanto ao seu conteúdo. sua oportunidade e sua conveniência administrativa. -ATO CONSTITUTIVO. O ato simples está completo com uma só manifestação. Ato extintivo é aquele que põe fim a situações jurídicas individuais existentes. Ato abdicativo é aquele que por meio do qual o titular abre mão . Exemplo: Um regulamento elaborado por um órgão técnico e aprovado por um decreto. unipessoal ou colegiado. Ato modificativo é aquele que tem por fim alterar situação preexistente. Atos complexos são os que necessitam.

NULO E INEXISTENTE Ato válido é aquele que provém de autoridade competente e está conforme todas as exigências legais para a sua regular produção de efeitos. que ainda não está pronto para produzir efeitos. se o ato administrativo foi praticado com adequação às exigências da lei. que embora perfeito. EFICÁCIA E EXEQÜIBILIDADE Perfeição diz respeito ao processo de formação do ato administrativo: encerrado o seu ciclo de formação. que já reúne todos os elementos necessários à sua produção de efeitos. -NOÇÕES DE PERFEIÇÃO. está sujeito a condição ou termo para que comece a produzir efeitos. -ATO PERFEITO.de um determinado direito. Exeqüibilidade é a disponibilidade do ato para a produção . se não. Ato imperfeito é ato incompleto na sua formação. com a passagem por todas as fases de elaboração exigidas em lei o ato é perfeito. Ato consumado é o ato que exauriu todos os seus efeitos. Ato imperfeito é aquele que não completou o seu ciclo de formação. PENDENTE e CONSUMADO Ato perfeito é aquele que teve o seu ciclo de formação encerrado. mas que não chegou a aperfeiçoar-se como ato administrativo. ilegal. IMPERFEITO. Eficácia é a aptidão para produzir efeitos. VALIDADE. não podendo ser modificado pela Administração ou pelo Judiciário. -ATO VÁLIDO. Eficácia é a idoneidade que tem o ato administrativo para produzir efeitos. Se o ato administrativo foi praticado de acordo com a lei ele será válido. Ato nulo é aquele que nasce com vício insanável. inválido. Ato pendente é aquele. Validade diz respeito à verificação da conformidade do ato com a lei. O ato nulo é ilegítimo. Ato inexistente é aquele que possui apenas aparência de manifestação de vontade da Administração Pública. não podendo produzir efeito válido entre as partes. É ato definitivo. ou seja. O ato válido pode não ser executável de imediato em virtude de estar sujeito à verificação de um evento futuro e incerto (condição) ou de um evento futuro e certo (termo).

que veiculam determinações atinentes ao adequado desempenho de suas funções. Os atos ditos precários são os atos em que predomina o interesse . Os atos negociais discricionários são aqueles que podem. Os atos administrativos não podem inovar o ordenamento jurídico criando direitos ou deveres para os administrados que não se encontrem previstos na lei. ainda que o interesse da Administração naquela situação seja apenas indireto. A exeqüibilidade é um plus em relação à eficácia. São atos destinados a possibilitar a fiel execução de leis pela Administração devendo explicar o conteúdo destas. Atos Ordinatórios São os atos administrativos internos. ser praticados pela Administração. o ato deve ser praticado. ESPÉCIES DOS ATOS ADMINISTRATIVOS -ATOS NORMATIVOS -ATOS ORDINATÓRIOS -ATOS NEGOCIAIS -ATOS ENUNCIATIVOS -ATOS PUNITIVOS Atos Normativos Os atos administrativos normativos contém comandos gerais e abstratos aplicáveis a todos os administrados que se enquadrem na na situação neles previstas. Atos negociais São aqueles editados em situações nas quais uma determinada pretensão do particular coincide com a manifestação de vontade da Administração. conforme oportunidade e conveniência. Uma vez atendidos os requisitos pelo particular. Os atos negociais vinculados são aqueles em que existe um direito do particular à sua obtenção. não cabe à Administração escolha.imediata de efeitos. ou não. endereçados ao servidores púbicos.

São atos que predominam o interesse da Administração. A Administração atesta ou certifica um fato ou uma situação de que tem conhecimento atinente ao particular em razão de alguma espécie de relação jurídica que exista ou tenha existido entre ambos. Licença: Uma vez atendidas as exigências legais pelo administrado. Neste tipo de ato o interesse é todo do particular. ou no poder .do particular. uma situação jurídica preexistente relativa a um particular. Estes resultam de uma liberalidade da Administração. e por isso não geram direito adquirido para o particular e pode ser revogados a qualquer tempo pela Administração. Por meio da autorização a Administração possibilita ao particular a realização de alguma atividade ou utilização de algum bem. Atos Enunciativos Os atos enunciativos declaram a pedido do interessado. -parecer. Espécies de atos negociais: -licença. Autorização: É um ato administrativo discricionário e precário. uma vez que se trata de ato vinculado. Os atos definitivos embasam-se num direito individual do requerente. -autorização. existindo direito subjetivo do particular à sua obtenção. -permissão. relativamente aos particulares. Atos Punitivos Os atos punitivos são os meios pelos quais a Administração pode impor diretamente sanções a seus servidores ou aos administrados. Podem ser revogados. Permissão: É um ato administrativo discricionário e precário. -atestado. O ato punitivo encontra sua base no poder de império da Administração. São atos enunciativos: -certidão. deve a Administração concedê-la. mediante o qual a Administração possibilita ao particular realizar determinadas atividades cujo interesse predominante seja da coletividade.

O ato administrativo revogado gera efeitos ex nunc. não cria situações jurídicas definitivas e não admite convalidação. -de vícios na sua formação. O desfazimento do ato administrativo poderá ser resultante: -do reconhecimento de sua ilegalidade. porém. Atos irrevogáveis: O poder de revogação dos atos administrativos pela Administração não é ilimitado. -cassação. A anulação é ext tunc. desnecessários. alcançar qualquer ato desta espécie. Essa regra. legítimos. Existem determinados atos administrativos que não podem ser revogados: -os atos consumados. resguardardos os direitos adquiridos. O desfazimento do ato administrativo poderá acontecer por: -anulação. somente pode ser realizado pela Administração e pode. há que ser excepcionada para com os terceiros de boa-fé que tenham sido atingidos pelos efeitos do ato administrativo anulado. perfeitos. pode ser feita pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário.disciplinar. Revogação do ato administrativo A revogação retira do mundo jurídico atos administrativos válidos. Anulação do ato administrativo A anulação do ato administrativo ocorre nos casos em que existe ilegalidade e. -revogação. inoportunos. INVALIDAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS O ato administrativo permanecerá em vigor no mundo jurídico até que algo capaz de alterar esta situação lhe aconteça. A revogação tem por fundamento a poder discricionário. mas que se tornaram incovenientes. em princípio. -os atos vinculados (neles os administrador não tem liberdade de . -de sua desnecessidade. O ato nulo não gera direitos ou obrigações para as partes. por isso. no que tange aos servidores públicos.

Trata-se de convalidação tácita. .Quando os efeitos do ato viciado forem favoráveis ao administrado. quando dos defeitos do ato não resulte lesão ao interesse público ou de terceiros Convalidação e os diferentes vícios do ato Vício de Competência O ato praticado com vício de incompetência em razão do sujeito admite convalidação. gravados com garantia constitucional. Cassação do ato administrativo A cassação do ato administrativo é o seu desfazimento quando o seu beneficiário descumpre os requisitos que permitem a manutenção do ato e de seus efeitos. -os atos que geraram direitos adquiridos. -os atos que integram um procedimento. salvo comprovada má-fé do beneficiário. -os meros atos administrativos. Findo este prazo sem manifestação da Administração.escolha). Vício de Forma Não pode ser convalidado. 2. Vício de Finalidade e Motivo Não pode ser convalidado.A convalidaçãoe expressa acontece quando por iniciativa da Administração. podendo a autoridade competente ratificar o ato praticado pelo sujeito incompetente. convalidado estará o ato e definitivo serão os seus efeitos. CONVALIDAÇÃO DE ATOS ADMINISTRATIVOS A lei 9784/1999 trouxe duas hipóteses de convalidação de atos administrativos defeituosos: 1. O ato praticado com vício de incompetência em razão da matéria não admite convalidação. Vício de Objeto Não pode ser convalidado. caso em que se exclui a possibilidade de delegação ou avocação. a Administração dispõe de 5 anos para anulá-lo. desde que não se trate de competência outorgada com exclusividade. prazo este decadencial.

Exemplo: Um regulamento elaborado por um órgão técnico e aprovado por um decreto. Atos de gestão são aqueles praticados em que a Administração utilize sua supremaciaa sobre os particulares. unipessoal ou colegiado. O ato simples está completo com uma só manifestação. ou seja. não depende de outras para que seja considerado perfeito. mas. tornar-se executável. COMPLEXOS E COMPOSTO Atos simples são aqueles que decorrem da manifestação da vontade de um único órgão. São praticados ex officio. Esses atos não são de obediência facultativo ao particular. Atos de expediente são atos internos da Administração que visam a dar andamento aos serviços desenvolvidos por uma entidade. -ATOS SIMPLES. A função do segundo ato é homologatória e seu efeito é tornar executável o ato. Isoladamente um órgão não é suficiente para dar existência ao ato. . Ato composto são os que resultam da vontade única de um órgão.-ATOS DE IMPÉRIO. Atos complexos são os que necessitam. um órgão ou uma repartição. da manifestação de vontade de dois ou mais diferentes órgãos. DE GESTÃO E DE EXPEDIENTE Aos de império são aqueles que a Administração impõe coercitivamente aos administrados. para sua formação. depende de um ato posterior que o aprove. Exemplo: aquisição de bens pela Administração. para produzir seus efeitos.