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CÂMARA DOS DEPUTADOS

CÓDIGO DE ÉTICA E DECORO PARLAMENTAR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Brasília – 2002

MESA

DA

CÂMARA DOS DEPUTADOS
51a Legislatura – 4a Sessão Legislativa 2002

Presidente: Primeiro-Vice-Presidente: Segundo-Vice-Presidente: Primeiro-Secretário: Segundo-Secretário: Terceiro-Secretário: Quarto-Secretário:

AÉCIO NEVES (PSDB-MG) EFRAIM MORAIS (PFL-PB) BARBOSA NETO (PMDB-GO) SEVERINO CAVALCANTI (PPB-PE) NILTON CAPIXABA (PTB-RO) PAULO ROCHA (PT-PA) CIRO NOGUEIRA (PFL-PI)

Suplentes de Secretário Primeiro-Suplente: Segundo-Suplente: Terceiro-Suplente: Quarto-Suplente: PEDRO VALADARES (PSB-SE) SALATIEL CARVALHO (PMDB-PE) ENIO BACCI (PDT-RS) WILSON SANTOS (PMDB-MT)

Diretor-Geral: Secretário-Geral da Mesa:

Sérgio Sampaio Contreiras de Almeida Mozart Vianna de Paiva

CÂMARA DOS DEPUTADOS

CÓDIGO DE ÉTICA E DECORO PARLAMENTAR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

– Resolução no 25, de 2001, que institui o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. – Regulamento do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados.

Centro de Documentação e Informação Coordenação de Publicações Brasília – 2002

fax: (61) 318-2190 E-mail: publicacoes. 2001. de 2001. código. Brasil. I. 35 p.2(81) ISBN 85-7365-179-2 . – Brasília : Câmara dos Deputados. Câmara dos Deputados. Título. n. 26) ISBN 85-7365-179-2 1. Congresso. II. Brasil. Deputado federal.532. ética. 26 Dados Internacionais de Catalogação-na-publicação (CIP) Coordenação de Biblioteca. 2. – (Série textos básicos .1:172. Brasil. térreo Praça dos Três Poderes Brasília (DF) CEP 70160-900 Telefone: (61) 318-6865. Decoro parlamentar. 3. 25. Coordenação de Publicações.gov. Série.br SÉRIE Textos básicos n. CDU 342.CÂMARA DOS DEPUTADOS DIRETORIA LEGISLATIVA Diretor: Afrísio Vieira Lima Filho CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO Diretora: Suelena Pinto Bandeira COORDENAÇÃO DE PUBLICAÇÕES Diretora: Nelda Mendonça Raulino Câmara dos Deputados Centro de Documentação e Informação – CEDI Coordenação de Publicações – CODEP Anexo II.cedi@camara. Brasil. Código de ética e decoro parlamentar da Câmara dos Deputados : aprovado pela Resolução n. Ética parlamentar. Seção de Catalogação.

........... 16 Capítulo VI .................SUMÁRIO Apresentação ..........................Dos Deveres Fundamentais ............................... 9 CÓDIGO DE ÉTICA E DECORO PARLAMENTAR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Capítulo I ....Dos Atos Atentatórios ao Decoro Parlamentar ............. 11 Capítulo III ........... 5 Resolução no 25......................... 12 Capítulo IV ......... 23 ........................Dos Atos Incompatíveis com o Decoro Parlamentar .......Das Declarações Obrigatórias ....................... 11 Capítulo II ........ 20 Capítulo VII .........................Disposições Preliminares ....Das Penalidades Aplicáveis e do Processo Disciplinar ................................Institui o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados ..................Do Sistema de Acompanhamento e Informações do Mandato Parlamentar .................... 13 Capítulo V .......................... de 2001 ...........................Disposições Finais e Transitórias ......................... 21 Capítulo VIII ............................

...... 30 Seção III .............. 27 Capítulo II ..Dos Recursos .................Da Apreciação do Parecer ...... 34 .. 29 Seção II ............................REGULAMENTO DO CONSELHO DE ÉTICA E DECORO PARLAMENTAR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Capítulo I .................Da Instauração do Processo ..Das Disposições Gerais ...............................................................................Da Instrução Probatória ............................. 34 Capítulo III ......Do Processo Disciplinar Seção I .................Da Defesa .......................... 30 Seção IV ........................Das Disposições Finais ....................................................... 33 Seção V ...............................................................

Mas. a imagem negativa do Congresso é atribuída à influência da imprensa. na verdade. como bem observou o analista Roberto Pompeu de Toledo. a participação de todo e qualquer cidadão nas decisões de caráter nacional. a imagem negativa do Congresso junto à população decorre do suposto trabalho em causa 1 TOLEDO. Outras vezes. isto é. Se não há democracia sem representação. tampouco há representação sem credibilidade. Pois. Nesse contexto. Sem essa representação parlamentar. que ele goze de credibilidade enquanto instituição representativa do cidadão. É o Parlamento que torna possível a representação política da sociedade. sem a intermediação de representantes. refletindo as opiniões e os sentimentos dos cidadãos. “muitas outras atividades que um deputado desenvolve. p. É o parlamentar que dá voz à comunidade e transforma os anseios populares em ação política. A própria complexidade da sociedade moderna inviabiliza o que se poderia chamar de democracia direta. Veja. 1992. São Paulo. legando a definição dos rumos da nação a elites minoritárias ou a multidões desorganizadas. Roberto Pompeu de. democracia é sinônimo de representação política. Na maioria das vezes. contudo. 39. a importância do Parlamento e dos parlamentares ganha saliência. que. além de comparecer ao plenário”1 . O poder do Congresso. a organização social corre o risco de se tornar politicamente inexeqüível. quase sempre mais frutuosas. para que o Parlamento funcione como um verdadeiro canal de participação popular no processo democrático. Código de Ética e Decoro Parlamentar 5 .APRESENTAÇÃO TRANSPARÊNCIA E ÉTICA NO PARLAMENTO Não se concebe um regime democrático sem a instituição do Parlamento. hoje. nutre no público expectativas irreais ou distorcidas com respeito ao trabalho parlamentar. há. 29 abr. ao concentrar-se no plenário vazio. é necessário. Em qualquer parte do mundo. sobretudo.

nem menos. 6 Câmara dos Deputados . Por ser constituída por seres humanos. Há. De fato. O Parlamento. Na avaliação realizada pelo Instituto Datafolha em junho de 2001. privilegiar. A sociedade exige transparência nas atividades de suas instituições públicas. p. a sociedade exige coerência nas ações dos representantes e punição para possíveis abusos de suas prerrogativas. pode-se definir o Parlamento como um espelho quase perfeito da sociedade que representa. Paulo. em suas decisões e ações. tal representação enseja uma responsabilidade singular. sem dúvida. segundo as pesquisas de opinião. Além de transparência. contudo. Na Câmara dos Deputados. O representante deve. 2 Congresso é ruim ou péssimo para 40%. Folha de S. demos um primeiro passo para o estabelecimento de uma estrutura ética mais exigente e mais afinada com os anseios da população brasileira: aprovamos nosso Código de Ética. consagrando a transparência e vencendo abusos em potencial. S2 jul. Esse é o pressuposto da democracia representativa e da ação política ética. a busca do bem comum. a reprovação do Congresso foi explicada pela “avalanche de denúncias contra o então Senador Jader Barbalho e pela não-abertura da CPI da corrupção”2 .própria dos parlamentares e do não-cumprimento de suas obrigações como representantes do povo. O grande desafio do Legislativo moderno neste início de milênio é precisamente encarar a questão ética como prioridade. a sociedade prefere conhecer as mazelas do Poder Legislativo a tê-las encobertas. evitando o interesse privado e a exploração do cargo para usufruir de privilégios. uma estreita ligação entre a avaliação que o cidadão faz do Parlamento e o desempenho ético dos parlamentares. O próprio conceito de democracia representativa encerra uma forte conotação ética. 2001. Na medida em que cidadãos comuns elegem representantes e lhes concedem poderes amplos para deliberar sobre assuntos que afetam o bem-estar de todos. Nem mais. para tornar efetivo seu mandato. não é formado por seres perfeitos. a instituição tem defeitos e limitações que são comuns à própria sociedade. De fato. A7.

tanto amadurecimento institucional como vontade política para se progredir na busca por uma democracia representativa mais justa para todos os brasileiros. Deputado Aécio Neves Presidente da Câmara dos Deputados Código de Ética e Decoro Parlamentar 7 . Iniciamos também uma jornada rumo ao aperfeiçoamento constante da representação política e do intercâmbio entre representantes e representados no País. o projeto finalmente torna-se uma realidade neste ano de 2001. conseguido depois de nove anos de tentativa de se regulamentar a ética nesta Casa do Congresso Nacional. Há problemas no sistema político brasileiro que somente uma reforma muito mais profunda poderá extirpar. Após atravessar duas novas legislaturas e ter sua feição mais harmonizada aos anseios populares. o Código de Ética da Câmara dos Deputados constitui um ponto de partida.Trata-se do resultado pragmático de extensa deliberação parlamentar. instância em que entidades organizadas da sociedade civil podem apresentar projetos. Com ele. fundamentado na responsabilidade social e política de cada um dos parlamentares. Apresentada pela Mesa Diretora em 1992. Longe de ser um fim em si mesmo. passamos a colocar na pauta permanente dos debates parlamentares a questão da qualidade moral das instituições brasileiras. como é o caso da recente criação da Comissão de Participação Legislativa. Entretanto. Ele inicia nova fase na história da instituição e abre espaço para novo tipo de diálogo entre Parlamento e cidadão. O Código de Ética da Câmara dos Deputados é um instrumento que permite que a sociedade volte a olhar com respeito para o Parlamento. na Câmara dos Deputados. a aprovação deste Código constitui demonstração inequívoca de que há. a matéria sofreu várias alterações em suas idas e vindas no âmbito do processo legislativo da Câmara Federal. Isso passa até mesmo pela recuperação de mecanismos da democracia direta. Não se afirma aqui que o Código de Ética solucionará todos os problemas de decoro que se manifestam em nosso Parlamento.

Art..... 244 do Regimento Interno passam a vigorar com a seguinte redação: "Art..... 1o O Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados é instituído na conformidade do texto anexo...... que definirá também as condutas puníveis......... . será encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça e de Redação................. nos casos dos incisos I e VI................ 1 Republicada no Suplemento ao Diário da Câmara dos Deputados de 26 de outubro de 2001....... 240 e o art.......... Código de Ética e Decoro Parlamentar 9 ................................... 10 de outubro de 2001....... 2o O § 3o do art. 244......... Parágrafo único.. . Art........RESOLUÇÃO No 25........................... Faço saber que a Câmara dos Deputados aprovou e eu promulgo a seguinte resolução: Art............. DE 2001 1 Institui o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados........." (NR) Art................. 240....... § 3o A representação......... As normas estabelecidas no Código de Ética e Decoro Parlamentar complementam o Regimento Interno e dele passam a fazer parte integrante...... 245 a 248 do Regimento Interno da Câmara......... 4o Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação...... 3o Revogam-se os arts... O deputado que praticar ato contrário ao decoro parlamentar ou que afete a dignidade do mandato estará sujeito às penalidades e ao processo disciplinar previstos no Código de Ética e Decoro Parlamentar.......... observadas as seguintes normas: ....." (NR) "Art.............. Câmara dos Deputados................

10 Câmara dos Deputados .

as leis e as normas internas da Casa e do Congresso Nacional. prerrogativas e franquias asseguradas pela Constituição. II . CAPÍTULO II DOS DEVERES FUNDAMENTAIS Art. Regem-se também por este Código o procedimento disciplinar e as penalidades aplicáveis no caso de descumprimento das normas relativas ao decoro parlamentar. 2o As imunidades.respeitar e cumprir a Constituição. 3o São deveres fundamentais do deputado: I . Código de Ética e Decoro Parlamentar 11 . pelas leis e pelo Regimento Interno aos deputados são institutos destinados à garantia do exercício do mandato popular e à defesa do Poder Legislativo. 1o Este Código estabelece os princípios éticos e as regras básicas de decoro que devem orientar a conduta dos que estejam no exercício do cargo de deputado federal.promover a defesa do interesse público e da soberania nacional. Art. Parágrafo único.CÓDIGO DE ÉTICA E DECORO PARLAMENTAR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art.

abusar das prerrogativas constitucionais asseguradas aos membros do Congresso Nacional (Constituição Federal. disponibilizando as informações necessárias ao seu acompanhamento e fiscalização. os servidores da Casa e os cidadãos com os quais mantenha contato no exercício da atividade parlamentar. 4o Constituem procedimentos incompatíveis com o decoro parlamentar. em proveito próprio ou de outrem. não prescindindo de igual tratamento. zelo e probidade. IX .exercer o mandato com dignidade e respeito à coisa pública e à vontade popular. agindo com boa-fé. § 1o ). além das sessões conjuntas do Congresso Nacional. IV .zelar pelo prestígio.examinar todas as proposições submetidas a sua apreciação e voto sob a ótica do interesse público. art. vantagens indevidas (Constituição Federal. VII . 55. §1o ). 12 Câmara dos Deputados .perceber. CAPÍTULO III DOS ATOS INCOMPATÍVEIS COM O DECORO PARLAMENTAR Art. aprimoramento e valorização das instituições democráticas e representativas e pelas prerrogativas do Poder Legislativo. VIII .tratar com respeito e independência os colegas.respeitar as decisões legítimas dos órgãos da Casa. art. a qualquer título.prestar contas do mandato à sociedade. as autoridades. VI . V . puníveis com a perda do mandato: I . II . 55. no exercício da atividade parlamentar.III .apresentar-se à Câmara durante as sessões legislativas ordinárias e extraordinárias e participar das sessões do Plenário e das reuniões de comissão de que seja membro.

revelar conteúdo de debates ou deliberações que a Câmara ou comissão hajam resolvido devam ficar secretos.usar os poderes e prerrogativas do cargo para constranger ou aliciar servidor. outro parlamentar.praticar ofensas físicas ou morais nas dependências da Câmara ou desacatar. 5o Atentam. ou os respectivos Presidentes.perturbar a ordem das sessões da Câmara ou das reuniões de comissão. por qualquer meio ou forma.III .revelar informações e documentos oficiais de caráter reservado.celebrar acordo que tenha por objeto a posse do suplente. por atos ou palavras.fraudar. IV . colega ou qualquer pessoa sobre a qual exerça ascendência hierárquica. ou. CAPÍTULO IV DOS ATOS ATENTATÓRIOS AO DECORO PARLAMENTAR Art. III . V . a Mesa ou comissão. V . VI .omitir intencionalmente informação relevante. prestar informação falsa nas declarações de que trata o art. 13 Código de Ética e Decoro Parlamentar . ainda. condicionando-a a contraprestação financeira ou à prática de atos contrários aos deveres éticos ou regimentais dos deputados. contra o decoro parlamentar as seguintes condutas. IV . II . nas mesmas condições. com o fim de obter qualquer espécie de favorecimento. o regular andamento dos trabalhos legislativos para alterar o resultado de deliberação. puníveis na forma deste Código: I . 18.praticar atos que infrinjam as regras de boa conduta nas dependências da Casa. de que tenha tido conhecimento na forma regimental.

17. IX .organizar e manter o Sistema de Acompanhamento e Informações do Mandato Parlamentar.usar verbas de gabinete em desacordo com os princípios fixados no caput do art. 37 da Constituição Federal. 7o O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar compõe-se de quinze membros titulares e igual número de suplentes com mandato de dois anos. Art.processar os acusados nos casos e termos previstos no art.responder às cons ultas da Mesa. o disposto no § 2o deste artigo. IV . VIII . ou às reuniões de comissão. III . de interesse específico de pessoa física ou jurídica que tenha contribuído para o financiamento de sua campanha eleitoral.zelar pela observância dos preceitos deste Código. Parágrafo único. 14. 13.fraudar. o registro de presença às sessões. nos termos do art.VII . 28 do Regimento Interno e. atuando no sentido da preservação da dignidade do mandato parlamentar na Câmara dos Deputados. por qualquer meio ou forma. As condutas puníveis neste artigo só serão objeto de apreciação mediante provas. de comissões e de deputados sobre matérias de sua competência. Art. ser observado o caput e § 1o do art. 14 Câmara dos Deputados . V . devendo. § 1o Na representação numérica dos partidos e blocos parlamentares será atendido o princípio da proporcionalidade partidária. nos casos e termos do art. 6o Ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar compete: I . II . no que couber. na designação dos deputados que vão integrar o Conselho.instaurar o processo disciplinar e proceder a todos os atos necessários à sua instrução.relatar matéria submetida à apreciação da Câmara.

§ 4o O recebimento de representação contra membro do Conselho por infringência dos preceitos estabelecidos por este Código. no que couber. a ser aplicado de ofício por seu presidente. com prova inequívoca da verossimilhança da acusação. na legislatura. devendo perdurar até decisão final sobre o caso. observar-se-ão. Código de Ética e Decoro Parlamentar 15 . um deputado a menos que o número a que tenha direito com a aplicação do princípio da proporcionalidade partidária. 8o O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprovará regulamento específico para disciplinar o funcionamento e a organização de seus trabalhos.que tenha recebido. penalidade disciplinar de suspensão de prerrogativas regimentais ou de suspensão temporária do exercício do mandato.§ 2o O partido a que pertencer o corregedor designará. Art. inclusive no que diz respeito à eleição de seu presidente e designação de relatores.submetido a processo disciplinar em curso. com direito a voz e voto. e da qual se tenha o competente registro nos anais ou arquivos da Casa. constitui causa para seu imediato afastamento da função. II . por ato atentatório ou incompatível com o decoro parlamentar. subsidiariamente. § 3o Não poderá ser membro do Conselho o deputado: I . competindo-lhe promover as diligências de sua alçada necessárias aos esclarecimentos dos fatos investigados. Art. § 1o Enquanto não aprovar o regulamento de que trata este artigo. as disposições regimentais aplicáveis às comissões. § 2o Aprovado o regulamento previsto no caput deste artigo. o Conselho observará as disposições regimentais relativas ao funcionamento das comissões da Casa. 9o O corregedor da Câmara participará das deliberações do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. como titular.

5o . por provocação do ofendido.censura. Art. por solicitação do Presidente da Câmara ou de comissão. ou. 11. IV . II . A censura verbal será aplicada. Contra a aplicação da penalidade prevista neste artigo poderá o deputado recorrer ao respectivo Plenário. nos casos de reincidência nas condutas referidas no art. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. nos casos de incidência na conduta do inciso III do art. observado o seguinte: 16 Câmara dos Deputados . ou de comissão. 12. Parágrafo único. os danos que dela provierem para a Câmara dos Deputados. ao deputado que incidir nas condutas descritas nos incisos I e II do art. 11. pelo Presidente da Câmara. A suspensão de prerrogativas regimentais será aplicada pelo Plenário da Câmara dos Deputados. durante suas reuniões. por proposta do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Art. Art.perda do mandato.suspensão temporária do exercício do mandato. 5o . 5o . em sessão. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes do infrator. 13. ao deputado que incidir nas vedações dos incisos VI a VIII do art. verbal ou escrita. 10.suspensão de prerrogativas regimentais. A censura escrita será aplicada pela Mesa. III .CAPÍTULO V DAS PENALIDADES APLICÁVEIS E DO PROCESSO DISCIPLINAR Art. São as seguintes as penalidades aplicáveis por conduta atentatória ou incompatível com o decoro parlamentar: I . Parágrafo único.

os motivos e as conseqüências da infração cometida. e determinará seu arquivamento ou proporá a aplicação da penalidade de que trata este artigo. designando relator. ou permanecer exercendo. d) ser designado relator de proposição em comissão ou no Plenário. ao final da apuração.o Conselho emitirá. parecer concluindo pela improcedência ou procedência da representação. a juízo do Conselho. cujo presidente instaurará o processo. 14.instaurado o processo. que deverá fixar seu alcance tendo em conta a atuação parlamentar pregressa do acusado. III . cargo de membro da Mesa ou de presidente ou vice-presidente de comissão. o parecer será encaminhado à Mesa para as providências referidas na parte final do inciso IX do § 4o do art. neste caso.recebida representação nos termos do inciso I. ou apenas sobre algumas. no horário destinado ao Pequeno ou Grande Expediente.qualquer cidadão é parte legítima para representar junto à Mesa da Câmara dos Deputados. Código de Ética e Decoro Parlamentar 17 . c) candidatar-se a. b) encaminhar discurso para publicação no Diário da Câmara dos Deputados.são passíveis de suspensão as seguintes prerrogativas: a) usar a palavra. no prazo de trinta dias. a Mesa a encaminhará ao Conselho. IV . especificando os fatos e respectivas provas. II .a penalidade aplicada poderá incidir sobre todas as prerrogativas referidas no inciso V. assegurando ao representado ampla defesa e providenciando as diligências que entender necessárias.I . em sessão. verificadas a existência dos fatos e respectivas provas. V . o Conselho promoverá a apuração sumária dos fatos. VI .

III . na forma deste artigo. será remetida cópia da representação ao deputado acusado. designará três de seus membros para compor subcomissão de inquérito destinada a promover as devidas apurações dos fatos e das responsabilidades. representação popular contra deputado por procedimento punível na forma deste artigo. devendo sobre ela emitir parecer fundamentado.o presidente. § 2o Poderá ser apresentada.VII . § 4o Recebida representação nos termos deste artigo. que terá o prazo de cinco sessões ordinárias para apresentar sua defesa escrita e indicar provas. 14.em qualquer caso. determinando seu arquivamento ou o envio ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar para a instauração do competente processo disciplinar. V e IX do art. A aplicação das penalidades de suspensão temporária do exercício do mandato. por provocação da Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional. II . reabrindo-lhe igual prazo.constituída ou não a subcomissão referida no inciso anterior. § 3o A Mesa não poderá deixar de conhecer representação apresentada nos termos do § 2o . e de perda do mandato são de competência do Plenário da Câmara dos Deputados. conforme o caso. o Conselho observará o seguinte procedimento: I . Art. que deliberará em escrutínio secreto e por maioria absoluta de seus membros. 18 Câmara dos Deputados . a suspensão não poderá estender-se por mais de seis meses. 5o e com a perda do mandato o deputado que incidir nas condutas descritas no art. sempre que considerar necessário.esgotado o prazo sem apresentação de defesa. § 1o Será punível com a suspensão temporária do exercício do mandato o deputado que incidir nas condutas descritas nos incisos IV. à Mesa. o presidente nomeará defensor dativo para oferecê-la. 4o . após processo disciplinar instaurado pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. de no máximo trinta dias.

poderá o acusado recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e de Redação. VIII . ou na Comissão de Constituição e Justiça e de Redação. concluindo pela procedência da representação ou por seu arquivamento. ou fazê-la pessoalmente. findas as quais proferirá parecer no prazo de cinco sessões ordinárias da Câmara. será submetido à apreciação da comissão.a discussão e a votação de parecer nos termos deste artigo serão abertas. 15. preferencialmente entre aqueles que. constituir advogado para sua defesa. a subcomissão de inquérito. projeto de resolução destinado à declaração da suspensão ou perda do mandato. regimental ou deste Código.da decisão do Conselho que contrariar norma constitucional. procederá às diligências e à instrução probatória que entender necessárias. tenham se manifestado contrariamente à posição do primeiro. para que tome as Código de Ética e Decoro Parlamentar 19 . quando for o caso.a rejeição do parecer originariamente apresentado obriga à designação de novo relator. IX .o parecer do relator ou da subcomissão de inquérito. Quando a representação apresentada contra deputado for considerada leviana ou ofensiva à sua imagem. uma vez lido no expediente.IV . em qualquer caso. na primeira hipótese.apresentada a defesa.concluída a tramitação no Conselho de Ética. oferecendo. bem como à imagem da Câmara. publicado e distribuído em avulsos para inclusão na Ordem do Dia. durante a discussão da matéria. o relator da matéria ou. na hipótese de interposição de recurso nos termos do inciso VIII. Parágrafo único. que se pronunciará exclusivamente sobre os vícios apontados. É facultado ao deputado. o processo será encaminhado à Mesa e. os autos do processo respectivo serão encaminhados à Procuradoria Parlamentar. V . VI . em todas as fases do processo. inclusive no Plenário da Câmara dos Deputados. Art. VII . quando for o caso. considerando-se aprovado se obtiver a maioria absoluta dos votos de seus membros.

mediante a criação de arquivo individual para cada deputado. § 1o O prazo para deliberação do Plenário sobre os processos que concluírem pela perda do mandato. a Mesa terá o prazo de dois dias. exceto as previstas no art. II e III do art. funções ou missões que tenha exercido no Poder Executivo. 20 Câmara dos Deputados . e em especial sobre: a) cargos. em comissões ou em nome da Casa durante o mandato. CAPÍTULO VI DO SISTEMA DE ACOMPANHAMENTO E INFORMAÇÕES DO MANDATO PARLAMENTAR Art. 64 da Constituição Federal. 17. improrrogável. 16. para incluir o processo na pauta da Ordem do Dia. b) número de presenças às sessões ordinárias. onde constem os dados referentes: I . 10. prevista no inciso IV do art. com percentual sobre o total. nos casos das penalidades previstas nos incisos I. Os processos instaurados pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar não poderão exceder o prazo de sessenta dias para sua deliberação pelo Plenário. § 2o Em qualquer das hipóteses previstas neste artigo. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar deverá organizar e manter o Sistema de Acompanhamento e Informações do Mandato Parlamentar. na Mesa.providências reparadoras de sua alçada. 21 do Regimento Interno.ao desempenho das atividades parlamentares. não poderá exceder noventa dias. 10. nos termos do art. Art. sobrestando todas as demais matérias.

f) número de propostas de emendas à Constituição. pelo sistema nominal. projetos. ou ao recebimento de penalidades disciplinares. pareceres e propostas de fiscalização e controle. h) licenças solicitadas e respectiva motivação. indicações. destinação e objetivos de viagens oficiais ao exterior realizadas com recursos do poder público.c) número de pronunciamentos realizados nos diversos tipos de sessões da Câmara. e) relação das comissões e subcomissões que tenha proposto ou das quais tenha participado. Os dados de que trata este artigo serão armazenados por meio de sistema de processamento eletrônico. g) número. emendas. as seguintes declarações: Código de Ética e Decoro Parlamentar 21 . no caso do inciso III deste artigo. d) número de pareceres que tenha subscrito como relator. CAPÍTULO VII DAS DECLARAÇÕES OBRIGATÓRIAS Art. podendo ainda ser solicitados diretamente à secretaria do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. recursos. ficando à disposição dos cidadãos através da Internet ou outras redes de comunicação similares. i) votos dados nas proposições submetidas à apreciação.à existência de processos em curso. j) outras atividades pertinentes ao mandato. quando couber. 18. II . na legislatura. à comissão. requerimentos. Parágrafo único. cuja inclusão tenha sido requerida pelo deputado. por infração aos preceitos deste Código. O deputado apresentará à Mesa ou.

fornecendo-se ao declarante comprovante da entrega.durante o exercício do mandato. na forma da Constituição Federal (art. II . 22 Câmara dos Deputados . para efeito de posse. XII). inciso VIII. incluindo todos os passivos de sua responsabilidade de valor igual ou superior à sua remuneração mensal como deputado. § 4o Os servidores que. 5o da Lei no 8. em comissão ou em Plenário. quando este os solicitar. 5o . 1o da Lei no 8. e noventa dias antes das eleições. data e hora da apresentação.730.112. em votação nominal. § 1o As declarações referidas nos incisos I e II deste artigo serão autuadas em processos devidamente formalizados e numerados seqüencialmente. mediante recibo em segunda via ou cópia da mesma declaração. com indicação do local. para os fins previstos no § 2o do art. em razão de ofício. mediante aprovação do respectivo requerimento pela sua maioria absoluta. a responsabilidade pelo mesmo ser transferida para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. declaração de impedimento para votar. ao iniciar-se a apreciação de matéria que envolva direta e especificamente seus interesses patrimoniais. de 1993. de 1993. 116.730. declaração de bens e rendas. de 1990. no último ano da legislatura.até o trigésimo dia seguinte ao encerramento do prazo para entrega da declaração do imposto de renda das pessoas físicas.ao assumir o mandato. nos termos do parágrafo único do art. III .I . o respectivo sigilo resguardado. no entanto. § 3o Os dados referidos nos parágrafos anteriores terão. tiverem acesso às declarações referidas neste artigo ficam obrigados a resguardar e preservar o sigilo das informações nelas contidas. cópia da declaração feita ao Tesouro. da Lei no 8. § 2o Uma cópia das declarações de que trata o parágrafo anterior será encaminhada ao Tribunal de Contas da União. podendo. e art.

Os projetos de resolução destinados a alterar o presente Código obedecerão às normas de tramitação do art. Código de Ética e Decoro Parlamentar 23 . nos termos do art. Aprovado este Código. 20. a Mesa organizará a distribuição das vagas do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar entre os partidos e blocos parlamentares com assento na Casa. 7o . e convocará as lideranças a indicarem os deputados das respectivas bancadas para integrar o Conselho. excepcionalmente. Os mandatos dos membros indicados na forma deste artigo estender-se-ão. 19. Parágrafo único. 216 do Regimento Interno.CAPÍTULO VIII DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. até o início da sessão legislativa seguinte. Art.

24 Câmara dos Deputados .

REGULAMENTO DO CONSELHO DE ÉTICA E DECORO PARLAMENTAR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Código de Ética e Decoro Parlamentar 25 .

26 Câmara dos Deputados .

1o Os trabalhos do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados serão regidos por este Regulamento. Art. que disporá sobre os procedimentos a serem observados no processo disciplinar parlamentar. § 1o Havendo consulta formulada ao Conselho. 2o O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar atuará mediante provocação da Mesa da Câmara dos Deputados. nos demais casos. de acordo com o disposto no Código de Ética e Decoro Parlamentar e no Regimento Interno da Câmara dos Deputados. e das comissões e dos deputados. processo disciplinar em andamento ou qualquer matéria pendente de Código de Ética e Decoro Parlamentar 27 .CONSELHO DE ÉTICA E DECORO PARLAMENTAR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS REGULAMENTO Dispõe sobre o funcionamento e a organização dos trabalhos do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. nos casos de instauração de processo disciplinar. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar resolve: CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art.

deliberação. fora da sede da Câmara. se reeleito deputado ou se continuar no exercício do mandato. que emitirá parecer no prazo de cinco sessões ordinárias. Art. § 2o O Conselho poderá reunir-se. o presidente do Conselho será substituído por membro da mesma legenda partidária ou bloco parlamentar e. aplicando-se. compete. 48 e 50 do Regimento Interno. 3o A eleição para presidente do Conselho dar-se-á em reunião especialmente convocada para este fim pelo Presidente da Câmara. 28 Câmara dos Deputados . na ausência deste. 6o As consultas formuladas ao Conselho recebem autuação em apartado. § 1o A reunião do Conselho não poderá ser presidida por autor ou relator da matéria em debate. o deputado mais idoso. além do que lhe for atribuído neste Regulamento. o presidente do Conselho convocará os membros para se reunirem na sede da Câmara. § 1o Presidirá a reunião o último presidente do Conselho. 41 do Regimento Interno. § 2o O membro suplente e o corregedor da Câmara não poderão ser eleitos presidente do Conselho. dentre os de maior número de legislaturas. 46. observado. sendo-lhes designado relator. Art. Art. 47. 4o Ao presidente do Conselho. na sua falta. em audiência pública. 5o Nos seus impedimentos eventuais. pelo membro mais idoso do Conselho. as atribuições conferidas aos presidentes de comissão pelo art. dentre os de maior número de legislaturas. por deliberação da maioria de seus membros e com autorização do Presidente da Câmara. no que couber. no que couber. 7o do Regimento Interno. Art. os procedimentos estabelecidos no art. § 2o O presidente do Conselho só toma parte na votação para desempatá-la. no que couber. em dia e hora prefixados. o disposto nos arts. e. extraordinariamente.

o registro e autuação da representação. § 3o No caso de impedimento ou desistência do relator. § 1o Na designação do relator ou dos três membros a que se refere o inciso II do caput deste artigo. 14 do Código de Ética. 7o A representação encaminhada pela Mesa será recebida pelo Conselho. para apresentar defesa no prazo estipulado no art. Código de Ética e Decoro Parlamentar 29 .CAPÍTULO II DO PROCESSO DISCIPLINAR Seção I Da Instauração do Processo Art. nem que já lhe tenha sido distribuído outro processo em curso.notificação ao deputado representado. 8o . o presidente do Conselho procederá à escolha observando que o deputado escolhido não seja da mesma sigla partidária ou do Estado do representado.designação do relator ou dos três membros a que se refere o inciso I. § 2o Havendo designação dos três membros. III . determinando as seguintes providências: I . § 4o do art. cujo presidente instaurará imediatamente o processo. o presidente indicará dentre eles o relator do processo. o presidente do Conselho designará relator substituto na sessão ordinária subseqüente. II . acompanhada da cópia da respectiva representação e dos documentos que a instruam.

30 Câmara dos Deputados . Ao representado é assegurado amplo direito de defesa. que deverá estar acompanhada de documentos e rol de testemunhas. 11. o representado terá o prazo de cinco sessões ordinárias para apresentação de defesa escrita. oferecê-la ou requerer a produção probatória. ressalvado o direito do representado de.Seção II Da Defesa Art. a instrução probatória será processada em. Parágrafo único. Art. Findo o prazo para apresentação da defesa. podendo acompanhar o processo em todos os seus termos e atos. 8o A partir do recebimento da notificação. o presidente do Conselho deverá nomear defensor dativo para. sem que tenha sido apresentada a defesa ou a indicação de provas. até o máximo de cinco. a todo tempo. 10. no máximo. o relator procederá às diligências e à instrução probatória que entender necessárias. que poderá nomear um deputado não membro do Conselho. § 1o Nos casos puníveis com suspensão de prerrogativas regimentais. Art. pessoalmente ou por intermédio de procurador. 9o Transcorrido o prazo de cinco sessões ordinárias. Seção III Da Instrução Probatória Art. A escolha do defensor dativo ficará a critério do presidente. nomear outro de sua confiança ou a si mesmo defender-se. trinta dias. em prazo idêntico.

sendo-lhe defeso qualquer explanação ou consideração inicial à guisa de introdução. VIII . VI . será dada a palavra ao representado. de qualquer modo. Em caso de produção de prova testemunhal. V .a testemunha prestará compromisso e falará somente sobre o que lhe for perguntado.será concedido aos deputados que não integram o Conselho a metade do tempo dos seus membros.será concedido a cada membro o prazo de até dez minutos improrrogáveis para formular perguntas e o tempo máximo de três minutos para a réplica. chamando-se primeiramente os membros do Conselho e a seguir os demais deputados. este não poderá intervir ou influir.o deputado inquiridor não será aparteado.§ 2o As diligências a serem realizadas fora do Distrito Federal dependerão de autorização prévia do presidente do Conselho. IV . em caso de abuso ou violação de direito. IX . VII . II .se a testemunha se fizer acompanhar de advogado. exceto pelo presidente ou pelo relator. 12.a chamada para que os deputados inquiram a testemunha será feita de acordo com a lista de inscrição. III .ao relator será facultado inquirir a testemunha no início do depoimento e a qualquer momento que entender necessário. nas perguntas e nas respostas. na reunião em que ocorrer oitiva de testemunha observar-se-ão as seguintes normas: I . Código de Ética e Decoro Parlamentar 31 . Art.após a inquirição inicial do relator. sendo-lhe permitido consignar protesto ao presidente do Conselho.a testemunha não será interrompida.

que submeta ao Plenário da Câmara dos Deputados. o respectivo projeto de resolução. que será apreciado pelo Conselho no prazo de cinco sessões ordinárias. O Conselho poderá encaminhar à Mesa requerimento solicitando a transferência de sigilo bancário. o parecer poderá concluir pela improcedência. § 2o Recebido o parecer. sugerindo o arquivamento da representação. 13. em caráter de urgência. Art. em petição fundamentada. mediante relatório preliminar circunstanciado justificando a necessidade da medida. Considerar-se-á concluída a instrução do processo com a entrega do parecer do relator. o Conselho deverá precisar os documentos aos quais necessita ter acesso. fiscal e telefônico do representado. a que se referem os arts. o representante. somente sendo permitida a solicitação de acesso às informações sigilosas de terceiros. ou pela procedência. Art. 14 e 15. 15.Art. suspensão do exercício do mandato e perda de mandato. em apenso. além de circunstanciar os fatos e determinar a causa do pedido. caso em que oferecerá. poderá solicitar à Mesa. o Conselho. 14. Parágrafo único. obtidos por Comissão Parlamentar de Inquérito encerrada ou em funcionamento na Câmara dos Deputados. A Mesa da Câmara. só serão admissíveis em relação à pessoa do representado. requerimento de quebra de sigilo bancário. a secretaria do Conselho o desdobrará em duas partes. Art. O levantamento e a transferência de dados sigilosos. Art. disponibilizando para divulgação apenas a primeira 32 Câmara dos Deputados . fiscal e telefônico do representado. Na justificação do requerimento. § 1o Nas hipóteses previstas para aplicação de pena de suspensão de prerrogativas regimentais. o representado ou qualquer deputado poderá requerer a juntada de documentos em qualquer fase do processo até o encerramento da instrução. 17. Nos casos puníveis com perda ou suspensão de mandato. 16.

ela será conjunta.ao membro do Conselho que pedir vista do processo. o prazo de dez minutos improrrogáveis ao relator para a réplica e. o Conselho observará o seguinte procedimento: I .inicia-se a discussão do parecer. sendo facultada a apresentação de requerimento de encerramento de discussão após falarem quinze deputados.a seguir é concedido o prazo de vinte minutos. prorrogáveis por mais dez. simultaneamente. ficará sob sigilo até sua leitura em reunião pública. e se mais de um membro. a segunda. por cinco minutos.é vedada a apresentação de destaque ao parecer. que procederá à leitura do relatório. Na reunião de apreciação do parecer do relator. à defesa para a tréplica. ser-lhe-á concedida por duas sessões. podendo cada membro do Conselho usar a palavra durante dez minutos improrrogáveis e. ao representado ou seu procurador para defesa.é facultado. VIII . VII . 18. igual prazo.é devolvida a palavra ao relator para leitura do seu voto. IX . V . formada pelo relatório. a critério do presidente. VI . Seção IV Da Apreciação do Parecer Art.o Conselho deliberará em processo de votação nominal e por maioria absoluta. os deputados que a ele não pertençam.a discussão e a votação realizar-se-ão em reunião pública. IV . II . que consiste no voto do relator. pedir vista.anunciada a matéria pelo presidente passa-se a palavra ao relator. Código de Ética e Decoro Parlamentar 33 . III .parte.

ao Presidente da Câmara. 34 Câmara dos Deputados . sem efeito suspensivo. por intermédio da Mesa da Câmara. sem efeito suspensivo. a redação do parecer vencedor será feita no prazo de duas sessões pelo novo relator designado pelo presidente. 16 do Código de Ética. 21. será tido como do Conselho e. auxílio de outras autoridades públicas.X . o presidente. o Conselho poderá solicitar. desde logo. ouvido o Conselho. 19. XI . requererá à Mesa da Câmara que submeta ao Plenário a prorrogação dos prazos a que se referem o caput e § 1o do art. dentre os que acompanharam o voto vencedor. Art. Para a apuração de fatos e das responsabilidades previstas no Código de Ética e Decoro Parlamentar. constando da conclusão os nomes dos votantes e o resultado da votação. assinado pelo presidente e pelo relator. Da decisão do Conselho em processo disciplinar caberá recurso. Seção V Dos Recursos Art. 20. à Comissão de Constituição e Justiça e de Redação.se o parecer for rejeitado pelo Conselho. 22. CAPÍTULO III DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. Havendo necessidade.aprovado o parecer. Art. Da decisão de questão de ordem ou de reclamação resolvida conclusivamente pelo presidente do Conselho caberá recurso.

31 de outubro de 2001. Este Regulamento entra em vigor na data de sua publicação. Sala do Conselho. Art. 24. A proposta de emenda deste Regulamento será subscrita por membro do Conselho e tramitará em rito sumário como requerimento.Art. 23. Código de Ética e Decoro Parlamentar 35 .