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DADOS BÁSICOS PARA PROGRAMAÇÃO DE EDIFÍCIOS COM LINHA DE BALANÇO - ESTUDOS DE CASOS
Ricardo Mendes Junior, M. Eng.
Professor Assistente do Dep. Construção Civil/UFPR. Doutorando em Eng. Produção, EPS/UFSC. Rua Cap. Romualdo de Barros, 997 B2/302 CEP 88040-600 Florianópolis. e-mail:mendesjr@cesec.ufpr.br

Luiz Fernando M. Heineck, Ph.D.
Prof. Titular do Dep. de Engenharia de Produção e Sistemas UFSC/CTC Cx. P. 476 CEP 88.010-970. Florianópolis - SC -

Abstract This paper presents some fundamental data for construction scheduling with the Line of Balance (LOB) technique. These data was obtained from a sample of ten activity schedulings recently made for buildings under construction. The paper presents a summarized analysis of the results of this survey. The use of the LOB technique for tall buildings presents some peculiar features listed here and reinforced by some data collected on these sample schedulings. Many important characteristics and decisions on the application of LOB are here discussed considering the results obtained. This analysis shows some guidelines resulting in the proposition of three diferent methods for using LOB on tall buildings. Finally all the collected data serves as an important baseline for planners and managers.. The use of LOB may be greatly facilitated by consulting this information which reflects the construction site practice. key-words: scheduling, buildings, Line of Balance

Introdução A técnica de Linha de Balanço é empregada para programação de atividades repetitivas ao longo de vários postos de trabalho no canteiro de obras. Esta técnica vem sendo aplicada ao problema de programação em conjuntos habitacionais, obras rodoviárias, saneamento e construção de edifícios (LUTZ e HIJAZI, 1993). No caso de edifícios as atividades são repetidas nos diversos pavimentos ou apartamentos do edifício, possibilitando a sua programação seqüencial de forma simples. No Brasil a técnica de Linha de Balanço (LOB) é praticamente desconhecida sendo pouquíssimos os casos de sua aplicação. Esta pesquisa tem por objetivo propor um modelo prático de aplicação da LOB na construção de edifícios altos. Justifica-se sua aplicação pela falta de outros instrumentos em uso de fato na programação e acompanhamento destas obras, pela relativa facilidade na organização das atividades ao longo da programação da obra, pela simplicidade da aplicação da LOB e pela facilidade de se obter informações adicionais da programação tais como as necessidades de recursos materiais e humanos. As técnicas mais conhecidas, como PERT/CPM são de difícil aplicação, devido ao excessivo números de tarefas e pavimentos, de difícil compreensão e visualização pelo pessoal técnico do canteiro e de trabalhosa 1.

O que implica que o seu Ritmo será igual à sua duração no pavimento tipo. procurando aprimorar as informações aqui apresentadas e propor um modelo prático de aplicação da LOB em edifícios altos. Mesmo podendo-se modificar o tamanho da equipe . As unidades repetitivas no edifício podem ser os pavimentos tipo . 2 . Estas informações foram coletadas da análise de programações de obras realizadas em vários edifícios em execução por mestrandos do cursos de Engenharia de Produção e Engenharia Civil da UFSC nos anos de 1995 e 1996 (MENDES JR e HEINECK. isto é. A aplicabilidade da LOB em edifícios altos já foi mostrada em trabalhos de diversos pesquisadores (THABET e BELIVEAU.ou os apartamentos. e RUSSEL e WANG. 1997). E com grandes probabilidades uma atividade terá um Ritmo Natural diferente da suas anteriores e das suas posteriores. Neste caso algumas características são diferenciadas em relação à metodologia geral da técnica. O Ritmo pode ser definido como o número de unidades (pavimentos) que se deve concluir num dado período (semana ou mês) para que o prazo final de conclusão seja atendido. isto resultará num Ritmo para esta atividade diferente do desejado. O objetivo da técnica LOB é balancear todas as atividades. Em termos práticos isto não vem a ser um problema. o que é conhecido como Ritmo Natural. Em edifícios altos esta situação é praticamente levada ao extremo. A diferença mais importante se refere ao cálculo do Ritmo. e interpretação visual (gráfica) muito rápida e simples.o que mudará sua duração e o portanto o seu Ritmo -. Assim sempre que uma equipe passar para a unidade seguinte a programação garante que estará livre para o serviço ser iniciado. pois os prazos de execução dos edifícios permitem que se desenvolvam as atividades desta forma e é assim que se vem fazendo a muito tempo.a mais comum . Inversamente o Ritmo também pode ser apresentado como o tempo (dias ou semanas) para conclusão de cada unidade. À luz desta análise novas obras estão sendo investigadas pelos autores. Este trabalho faz uma análise resumida das informações coletadas em casos reais que demonstram estas características peculiares e também propõem índices que auxiliam a sua aplicação para uma programação operacional prévia da construção. Este trabalho não aborda os aspectos conceituais relativos a esta questão (HEINECK. Características da aplicação da LOB em edifícios altos A aplicação da LOB em edifícios tem algumas características diferenciadas em relação à forma geral da técnica. uma vez que apresenta informações obtidas em obras cuja execução não está sendo influenciada pelos conceitos da LOB. Já a LOB é de fácil elaboração. Em função da composição usual de equipes adotada na construção de edifícios. tem-se que na maioria das vezes as atividades serão executadas com uma única equipe. Como resultado teremos atividades sendo executadas em todos os pavimentos e somente próximo do término da obra os pavimentos vão sendo concluídos. 1996a). 1993). na continuidade da pesquisa.realimentação. se todas forem executadas com o mesmo Ritmo teremos uma programação paralela que não resultará em tempos desperdiçados entre uma atividade e outra ou entre na passagem de uma unidade para outra. o que implicará num posicionamento não paralelo em relação às atividades anteriores e posteriores no momento da programação. 1994.

60 10 4 3156. Todas as programações utilizaram a técnica da LOB. Posicionamento em relação a outras atividades.85 435 277. Sentido de execução.40 652. seguindo na maioria das vezes as práticas correntes da empresa construtora e informações coletadas na obra. Tecnologias de construção empregadas. tais como: Nível de detalhamento nas atividades da programação. Ritmo a ser imposto. Algumas poucas são programadas em paralelo. traduzido pelo prazo de início da atividade no canteiro em relação a outras atividades. Apart. . Nesta metodologia os conflitos entre as atividades (precedências) devem ser resolvidos em cada pavimento a medida que se vai programando.00 11 2 5038.55 7 1 2656. A primeira metodologia é mais interessante se o nível de detalhamento for alto e o prazo não for muito reduzido.00 570 473 9 320. Neste caso a maioria das atividades são programadas seqüencialmente. Área Total Total Pavimentos 1 379. e outras programadas separadamente. o que permite colocar intervalos de tempo entre várias fases construtivas.5 2 250. Produtividade esperada. porém não seguiram padrões em relação às principais decisões.00 25 1 8000. A Tabela 1 apresenta os dados gerais das obras programadas. Colocação de Portas e Esquadrias de Alumínio.00 12 8 4500.Objetivo da pesquisa Nas diversas etapas de aplicação da LOB várias decisões devem ser tomadas pelo planejador. e 3) programar segundo uma rede de atividades iniciando pelo caminho crítico. no que resulta no número de equipes simultâneas (em apartamentos ou pavimentos diferentes).5 5A 522 295 6 682. 1997a): 1) agrupar as atividades em Fases Construtivas.00 522 8 458.20 783 622 5 397.00 520 Tabela 1 .90 16 1 6366. Tamanho da equipe.00 12 4 3000.00 435 390 3 315.30 24 6 14407.00 390 315 4 600. 2) programar todas as atividades seqüencialmente. Com o objetivo de fornecer parâmetros que auxiliem o planejador e o gerente da obra nestas decisões coletamos informações básicas necessárias em várias programações realizadas em obras em execução. agrupando-as em pacotes de trabalho relacionados. De modo geral estas decisões envolvem considerações práticas sobre a atividade. como por exemplo. que influenciam as decisões anteriores.70 12 6 8192.5 471. A segunda metodologia pode ser usada com um número menor de atividades. Estas programações foram realizadas por mestrandos do cursos de Engenharia de Produção e Engenharia Civil da UFSC nos anos de 1994 a 1996. Três metodologias podem ser propostas (MENDES JR e HEINECK.Dados gerais das obras. como as de Revestimento Externo e Acabamentos das Instalações. Pavimentos Tipo Prazo (dias) Área Num. Aplicação da LOB em edifícios altos Considerando-se o exposto acima a programação das atividades em edifícios usando a LOB resulta um pouco mais simples.40 625 415 7 375.

No entanto sua aplicabilidade prática em edifícios deve ainda ser melhor demonstrada pois sabe-se que o gargalo na execução repetida das atividades não está no caminho crítico determinado para uma rede num único pavimento (SUHAIL e NEALE. A análise das precedências mostra que pode-se adotar um seqüenciamento simples das atividades.A terceira metodologia procura integrar a LOB com o PERT/CPM. Atividades programadas. Por outro lado esta metodologia permite automatizar a programação das atividades . Tempo de Base. outros 4 usaram uma rede PERT/CPM mais complexa no pavimento tipo ou no apartamento (metodologia 3) e as outras 6 usaram a metodologia 2. As atividades paralelas de maior incidência foram: Instalações (hidráulica. 6. 3. Vidros e Passagem da Fiação. A maioria das programações foram realizadas com o uso da planilha eletrônica Excel for Windows. 2. sendo que numa foi usado o sistema MS-Project e noutra o Time Line. Colocação de Azulejos e de Forros. Um estudo da ocorrências destas atividades resultou numa relação com 66 atividades mais usadas propondo um nível de detalhamento mais comum para programação prévia do edifício. Ritmo Natural de execução (dias/pavimento). Dos casos analisados 3 programações utilizaram a separação em fases (metodologia 1). incêndio e esgoto). 9. 1994). 4. 13. Sentido de execução: atividades que são executadas descendo a torre 12. 8.isto é. a solução dos conflitos de precedências nos pavimentos. Análise dos dados Foram identificadas 219 atividades diferentes nas programações. Produtividade. Colocação de Esquadrias de Madeira e Alumínio. A 4 . com poucas em paralelo. Demanda de pessoal por área construída (hh/m2). Prazo da obra. Tempo de Ritmo e Ritmo teóricos. Tamanho das equipes. 5. resultando da programação da LOB. Cronograma de alocação da mão-de-obra. gás. 10. Precedências entre as atividades. Das programações destas obras pode-se concluir que a metodologia 2 é de aplicação mais simples. Número de equipes na atividade. 11. Quantidades de serviço a executar. Informações pesquisadas Na pesquisa realizada foram analisados as seguintes informações das programações de obra: 1. Demanda por função (hh/m2) 7. Durações (no pavimento tipo). elétrica. Herdando conceitos do PERT/CPM uma atenção especial é dada às atividades do caminho crítico. determinado para uma rede no pavimento tipo.

90 30.programação das atividades de revestimento externo foi realizada separadamente.50 Armador 1.90 Encanador 2.26 1.44 0.3 hh/m2 (c.40 Total 45. As duas formas foram utilizadas nos diversos casos.44 Pintor 2. como por exemplo a inclusão o do Emboço na atividade Reboco.Demanda de mão-de-obra (hh) por m2 de área construída. Não tem muito sentido generalizar os valores obtidos para as Durações das atividades e Tamanho das equipes no pavimento tipo. Em seguida obtém-se a Demanda de Mão-de-obra. Isto ficou demonstrado pelos valores obtidos dos casos analisados e resumidos na Tabela 4.62 4. 1995. como a TCPO (Ed. O levantamento das quantidades de serviço destas programações permitiram calcular índices médios dados pela relação entre estas quantidades e a área construída do pavimento tipo. (2) Vidraceiro e colocador de Forro de Gesso e Forração de Pisos. e a inclusão da Fabricação do jogo de Formas na atividade Colocação das Formas.10 Eletricista 2. 1996). Pode-se então fixar tanto as durações das atividades quanto o tamanho da equipe. pelo produto da quantidade do serviço pelo índice de produtividade. Pini). . 1997).03 2. devendo-se analisá-los agrupando as atividades pelas fases de construção.90 Azulejista 0.08 17. A investigação de dados do canteiro na continuidade desta pesquisa tem mostrado que os índices praticados são menores (maior produtividade) que os valores apresentados nas tabelas. obtendo resultados compatíveis com a prática corrente e com dados publicados por outros autores (LOSSO.85 0.90 Carpinteiro 2. em 2 casos da própria construtora.4 hh/m2 e 27.84 (1) Fonte: LOSSO. Tabela 2 . variando entre 20. utilizando inclusive como unidade de repetição os panos de descida do jaú.0 hh/m2).21 Outros (2) 0.59 12. 1995 e HEINECK. Agrupamos os valores de demanda (hh) por metro quadrado de área construída por função e por fase construtiva. que são bem definidas na construção de edifícios (MENDES JR e HEINECK.36 5.19 1.31 Servente 20. Dois valores foram expurgados desta amostra para uma análise mais detalhada (14.85 0. = 10%).70 32.76 10.3 hh/m2 e 15. 1995) Os índices de produtividade (hh por quantidade de serviço) utilizados foram obtidos em 7 dos casos de tabelas de composição de custos.70 Marceneiro 0. sendo a escolha em função da prática corrente na obra. A demanda total média somente de profissionais foi calculada em 23. Demanda (hh/m2) Função Média obtida Losso (1) Solano (1) Pedreiro 12. e em 1 caso foram utilizados valores médios entre a TCPO e índices coletados com engenheiros e mestres da construtora. como mostramos nas Tabelas 2 e 3. A variação obtida nestes índices é bastante grande induzindo que podem haver casos com problemas de definição do serviço a ser executado.65 3.95 Serralheiro 0.9 hh/m2.v.45 1. Os valores obtidos estão próximos dos publicados por outros autores (Ver LOSSO.

= 51%) e o valor máximo foi igual a 6. Este último número indica que não há unanimidade neste procedimento.32 .90 28% 1.00 2. Este valor do Ritmo é utilizado diretamente para a programação das atividades. sendo que a média obtida foi igual a 1. A determinação do Ritmo conforme a metodologia da LOB para o caso de edifícios não tem muita necessidade.00 Rev. Porém muitas construtoras tem a prática de executar outras atividades nesse sentido.4 (c.00 Esquadrias 1. o que ficou evidenciado em algumas das programações estudadas. 1996 Tabela 3 .69 38. Tiveram programação descendo a torre 42 atividades.53 6. como a baixa variação nos 6 C.V.10 Pisos 1. a Limpeza (em 7 programações) e a Pintura Interna (6 programações). Porém se efetuarmos estes cálculos teremos resultados interessantes. A definição do número de equipes leva ao cálculo do Ritmo Natural.03 37% 2.Demanda de mão-de-obra (hh) por m2 nas fases construtivas. Internos 6.v.00 Alvenaria 4.08 9.00 Tubulações 2. tipo) 21.73 6.94 5. Mínimo Máximo 139% 0. isto é.6 Número de equipes 1.30 27.00 19% 14.00 246% 1 24 387% 0. com a média de incidência de 2. Algumas programações tiveram mais de 15 atividades executadas descendo a torre. Instalações 1. A maioria das atividades programadas tiveram 1 equipe .45 Tabela 4 . Como já foi indicado a programação da LOB em edifícios altos pode ser realizada sem preocupação com o cálculo do Tempo de Base.45 2.47 Tamanho das equipes 3.88 2. Tempo de Ritmo e Ritmo. o que aparenta ser uma boa estratégia de trabalho com a LOB. o prazo de tempo em que a atividade é concluída nos pavimentos.00 60% 0.Valores obtidos da amostra analisada.77 2. Externos 3.23 hh/m2 (do pav.00 Acab. A próxima tarefa é a determinação do número de equipes.00 Total 32. Um estudo mais detalhado do Ritmo por fases construtivas foi realizado.8 programações. Três das programações usaram 1 equipe em todas as atividades.42 Ritmo Natural 4. excetuando-se os Revestimentos Externos. sendo que 35 das 66 indicadas neste trabalho foram assim executadas em alguma das programações.75 11. servindo como uma referência de valor máximo para o Ritmo Natural das atividades.30 Rev.06 40.01 9.20 4. Mesmo assim devido ao não paralelismo dominante na programação algumas atividades podem até ultrapassar esse máximo sem ocasionar problemas sérios ao prazo de conclusão. como as de Revestimento Externo.86 Duração (dias) 5.Demanda (hh/m2) Fase Média obtida Heineck (1) Supra-estrutura 7. Média Produtividade (hh/up) 1.23 das 66 apresentadas aqui. e está sendo investigado na continuidade desta pesquisa.01 Demanda de Pessoal (hh/m2) 0. Algumas atividades são mais adequadamente executadas descendo a torre do edifício.37 7.45 Pintura e Limpeza 2.40 (1) Fonte: HEINECK.

239 28% 0.5 430.323 33% 0.1252 Tempo de Base / Área pav. como mostra a Tabela 5.3621 0.1633 h. Média 545. Unid. Os valores médios não ficam muitos diferentes com a eliminação deste caso da amostra. Da análise destes parâmetros para a programação com LOB pudemos verificar que o único edifício com mais de 10.3 35. Mínimo Máximo 22% 390 783 26% 278 622 42% 104.061 39% 0. tipo 0.0 31% 11. O trabalho analisou sucintamente estas decisões e alguns dados obtidos das programações estudadas.00 Conclusões Este trabalho analisou a programação de atividades com a técnica da Linha de Balanço em vários edifícios em construção (MENDES JR e HEINECK.1300 0.12 140. A segunda são diretrizes para a aplicação da técnica. Tempo de ritmo dias Ritmo dias/pav.9 Ritmo / Área pav. Média C.valores obtidos para o Tempo de Base (124. Destas programações muitas informações importantes para os planejadores podem ser obtidas.65 48% 3.8 dias/pavimento). Tempo de base dias/pav.Parâmetros obtidos dos dados da Linha de Balanço para a amostra Máximo 0.000 m2 de área construída nos pavimentos tipo em alguns casos teve resultado bem diferente dos demais.V.7 15% 98 158 40% 120.4 124.90 32% 58. A última são dados relativos às diversas decisões que o planejador deve tomar na programação e que em muitos casos tem relação direta com a prática de obra. porém nos levaram a incluir mais edifícios deste porte na continuidade da pesquisa.6 0. Mínimo Prazo Total / Área total dos pavimentos 0.91 Tempo de base/num equipes 93.1637 0.dia / Tempo de Base 8. indicadas aqui em três metodologias diferentes.30 Tabela 6 . Alguns parâmetros estão sendo investigados que permitam projetar dados básicos para a aplicação da LOB em edifícios e estão mostrados na Tabela 6.0432 Tempo de Base / Prazo total 0.4 47% 23.mês 48.0 524. justamente por ser apenas um.1 177. que tem por objetivo produzir informações visando um modelo prático de aplicação da Linha de Balanço e apoio à tomada de decisões na obra. Nesta tabela os valores foram calculados de forma padronizada para todas as programações com base em dados reais das obras. Prazo total dias Prazo dos pavimentos (tipo) dias Soma das durações no pavimento (tipo) dias/pav. 1997). A primeira é que a aplicação da Linha de Balanço em edifícios tem muitas características diferenciadas em relação à forma da técnica. .0283 h. Uma análise destas informações leva a três importantes conclusões.9 23.9 366.2 305.082 37% 0.8 C.0964 16.2 dias) e o Ritmo (23. Este trabalho é um primeiro passo de pesquisa em desenvolvimento no Curso de Pós-graduação da Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina.Cálculo do Ritmo da Linha de Balanço: valores médios obtidos da amostra.0543 Prazo dos pavimentos / Área total dos pavimentos 0. tipo 0.5000 99.1042 34% 0.V.9 Tabela 5 .

HEINECK.br/rmj/ 6./SC. 667-684. 8 . Florianópolis 4. L. Walid Y. Florianópolis. v. of Construction Engineering and Management. 16º Encontro Nacional de Engenharia de Produção. v. HEINECK. THABET. 167-173. Anais. 3. F.cesec. Yvan J. N11. (1996a).M. Maio/1997. RUSSEL. 196-214. R. Anais. Luiz Fernando M. Florianópolis/SC. 93-100. J. Na internet: http://www.. p. Um modelo integrado para o planejamento de edifícios com Linha de Balanço. I.Bibliografia 1. HIJAZI. Adib (1993). pp. e HEINECK. UFSC/CPGEC.br/rmj/ 8. LUTZ. 2. Editora PINI.ufpr. 9. Vol. L. W. e NEALE. Planning repetitive construction current practice. (1997a). of Construction Engineering and Management. 5.. 11. MENDES JR.ufpr.cesec. M. 120 (4). MENDES JR. R. EPS/UFSC. F. (1993). LOSSO. Dissertação de mestrado. CPM/LOB: New methodology to integrate CPM and line of balance. SUHAIL. 1996. (1995) Utilização das características geométricas da edificação na elaboração de estimativas preliminares de custo: estudo de caso em uma empresa de construção. Luiz Fernando M. Congresso Técnico-Científico de Engenharia Civil. ASCE. a ser publicado. Florianópolis/SC. Dados básicos para a programação de edifícios altos por Linha de Balanço. Piracicaba/SP. Vol. (1997). BELIVEAU. of Construction Engineering and Management. (1994). D. 2. pp. New generation of planning structures. (1994) HVLS: horizontal and vertical logic scheduling for multistory projects J. pp. Anais. Ricardo (1996). ASCE. Richard H. 119(2). Saad A.875-892. Construction Manegement and Economics. e WANG. A.C. (1996). 7. Tabelas de Composição de Preços para Orçamentos. 2. Estratégias de produção na construção de edifícios.99-110. James D. e HEINECK. MENDES JR. J. R.Estudos de Casos. Congresso Técnico-Científico de Engenharia Civil. Análise de dados básicos para a programação de edifícios altos por Linha de Balanço. Na internet: http://www. TCPO 9. São Paulo. Vol. Roteiro para programação de obras com Linha de Balanço em edifícios altos. Publicação interna. 120(3). ASCE. 10.