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Daniela Tartarotti Conte |1 Aula 1 – Fisiologia Cardiovascular A circulação mantém a renovação do meio interno.

Fluxo sanguíneo: - não é homogêneo no corpo interno - varia conforme a taxa metabólica do órgão - dependendo da situação, deve ser ajustado Capilares: - Tipos de vaso que faz as trocas de substâncias com as células. - São: • Numerosos • Formam uma rede • Diminui a espessura • Aumenta a área • Diminui a velocidade de fluxo - Não possuem músculo liso, apenas endotélio e membrana basal Artéria e arteríolas: - Possui alta resistência (aumenta contração – aumenta resistência) - Possui uma camada de músculo liso Vênulas e veias: - São vasos de capacitância - Possuem baixa resistência PaO2: 96mmHg PaCO2: 40 mmHg

PvO2: 40mmHg PvCO2: 45mmHg

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Justifica o sentido do fluxo de sangue e a nutrição dos tecidos, onde o sangue vai de maior pressão para menor pressão Pa Média = 104 mmHg Pv Média = 4mmHg Pressão no final da veia cava = Zero Pressão no átrio direito = zero

Gradiente de pressão: (= 100mmHg) (Fluxo) F = delta P (gradiente de pressão)/R (resistência) - Resistência pode ser alterada com constricção ou dilatação - Quanto maior a contração = maior resistência

Quantidade de sangue que o ventrículo esquerdo ejeta na aorta a cada sístole.No adulto em repouso.é a variável controlada (não altera) .Quanto mais eficiente o bombeamento do coração (DS) menor a FC (aumenta DS diminui FC) . .Idoso: aumenta FC e diminui DS .Atleta: diminui FC e aumenta DS . pois a resistência pulmonar é 10 vezes menor (devido ao comprimento e disposição dos vasos) Fluxo pulmonar: . aproximadamente 5L .Em insuficiência cardíaca o DC< RV DC = FC x DS DC: débito cardíaco FC: freqüência cardíaca.Quantidade de sangue que chega ao Atrio direito pelas veias cavas por minuto (aproximadamente 5L) Capilares Sistêmicos Capilares Pulmonares Geometria Venosa Geometria Arterial Pressão arterial pulmonar = 15mmHg Pressão venosa pulmonar = 5 mmHg Delta P = 10mmHg Obs: fluxo pulmonar é igual ao fluxo sistêmico. Quantidade de sístole (contração) por minuto DS: débito sistólico.DS reflete a contratibilidade do coração .Pode variar fisio ou patologicamente Retorno Venoso: .Quantidade de sangue que a aorta recebe por minuto . o que altera é a resistência OBS: O sangue só passa do sistema venoso (diminui P) para o sistema arterial (aumenta P) devido a uma bomba (coração) Débito cardíaco: . .Obs: baixa resistência indica que o vaso é mais dilatado Retorno venoso: .Daniela Tartarotti Conte |2 .é bombeado pelo coração .Possui baixo delta P e baixa resistência (pequena circulação).Nos diferentes órgãos o delta P é o mesmo.RV (retorno venoso) = DC (débito cardíaco) .

Dependo do tipo de célula. artérias que vão para determinados grupos musculares. mas também de ter uma sensibilidade de regular esse fluxo sanguíneo para que não haja isquemia. não seria mais ideal. as arteríolas. Essas artérias vão se direcionando a seus órgãos. é o líquido que possui menor volume que está no meio intravascular. os aminoácidos (produção de proteínas). que no momento é ideal. A artéria aorta é a artéria “mãe” de todas as outras artérias da grande circulação. e na circulação sistêmica ou grande circulação. do meio interno. O objetivo central da fisiologia cardiovascular é manter o fluxo sanguíneo adequando para a nutrição tecidual. Carótidas que vão levar irrigação para o SNC. ela iria ficar num meio hostil para seu funcionamento. Então a estrutura arterial é composta por: artérias e arteríolas (de calibre menor). a pressão nele vai ficar . os ácidos graxos. Por exemplo. do ponto de vista fisiológico. ou seja. das excretas celulares (CO2. ela vai precisar de um fluxo sanguíneo maior.Daniela Tartarotti Conte |3 Fisiologia cardiovascular 1ª aula Cada uma das células que constituem o nosso corpo. ele acaba sendo fundamental para TODA A MANUTENÇÃO da constância do meio interno. pobre em O2. como ele circula. No sistema cardiovascular a artéria e a arteríola são consideradas vasos de resistência. essa artéria começa com a artéria aorta. o líquido mais importante. É o sistema sanguíneo que vai garantir a constante chegada de O2 e glicose e a constate de remoção. e esses vasos sanguíneos se organizam em vasos sanguíneos arteriais. Ele estaria pobre em O2 que a célula está usando e rico em CO2 que a célula ta produzindo. elas vão logo se bifurcando em artérias menores. Então o meio intravascular. e dessas arteríolas nós vamos ter o termino da estrutura arterial. um território arterial. então quando temos um determinado volume aplicado a esse vaso. art. as artérias ao entrarem nos órgãos que pretendem ir a irrigar. ácido láctico). como a artéria hepática. Ex: Quando a célula usa o oxigênio que vêm do meio ela produz CO2. ou seja. enfim. então para qualquer substância ser aproveitada metabolicamente ela tem que estar no líquido intracelular. por exemplo. Se nesse meio não houvesse circulação depois de um tempo esse meio. que seria a desproporção entre a oferta e a demanda de nutrientes de uma célula. levando a sua morte. as coronárias que vão nutrir o próprio coração. ele é essencial para a manutenção da homeostasia. Portanto o organismo tem que ter a capacidade não só de produzir um fluxo sanguíneo. a glicose. ou seja. Renal. pois as paredes das artérias e arteríolas são muito pouco distensíveis. Esse território arterial é constituído de artérias. Porém essas células perdem os nutrientes para o meio extracelular. Ele é o mais importante pois é o que circula e promove a renovação do meio interno (os outros líquidos estão parados dentro de uma célula ou no interstício) e mantém as condições ideais desse meio. um meio rico em CO2. ali tem que estar o O2 para o metabolismo aeróbico. que vai para todo o organismo. que na verdade o meio que a célula tem contato direto é o meio intersticial (que é o meio interno oxigenado) com o qual a célula exerce uma relação direta de troca entre as substâncias. com nutrientes necessários para sobreviverem. por outro lado se essa célula é metabolicamente menos ativa vai precisar de um fluxo sanguíneo menor. Por isso tem que começar a modificar esse meio para mantê-lo ideal. art. Apesar de quantitativamente o líquido intracelular ser o mais volumoso e o interstiticial ser o segundo mais volumoso. se estiverem em condições ideais de funcionamento. Essas células aproveitam os nutrientes que estão dentro delas. se é mais metabolicamente ativa. de tudo aquilo que a célula não precisa mais para o seu funcionamento. se fosse interrompido o fluxo sanguíneo para essa célula. Os vasos sanguíneos são elementos fundamentais da estrutura cardiovascular.

ao nível dos capilares. Dos capilares o sangue vai para a vênula e dessa para as veias. Em muitos tecidos essas estruturas ateriolares organizam-se formando uma estrutura concêntrica de músculo liso tão espessa que chamamos de esfíncteres pré-capilares (o esfíncter capilar é exatamente o músculo liso encontrado na arteríola) que funciona fechando e abrindo. Essa arteríola tem uma grossa camada de músculo liso que serve. e portanto menor pressão. com alta pressão. ele vai passar por esses capilares. portanto qualquer aumento de volume ou qualquer volume dentro de um vaso arterial ou de um vaso arteriolar. espessura da parece é pequena). Ele é constituído apenas de células endoteliais com sua membrana basal. o fluxo é unidirecional. agora então: Território venoso. Quando ele fecha ele interrompe ou diminui o fluxo sanguíneo e quando abre. ele vai procurar outros caminhos. manter o fluxo sanguíneo adequado a nutrição tecidual. a grossa camada de músculo liso encontrada nas arteríolas se perde. Por outro lado. Então é um vaso de resistência. Artéria e arteríola não efetua troca com a célula. Capilares: São vasos de baixa espessura (possuem espessura fina). Dessa forma é possível entender o porque da arteríola vir antes do capilar. Esse fluxo unidirecional que vai do território arterial para os capilares e dos capilares para o território venoso. Consequentemente são vasos que tem que conduzir o sangue para os capilares sobre alta pressão. Observando todas essas características. o sangue passa da artéria para as arteríolas e os capilares. Então. o que ta interessando é o fluxo sanguíneo que está entrando na rede de capilares. percebemos que os capilares representam um segmento vascular apropriado para que haja o processo de difusão (velocidade mais lenta. de forma que a resistência for muito alta o fluxo não consegue passar. ou seja é o grau de vaso constricçao ou vaso dilatação que a arteríola vai ter. como eles não possuem muita distensão. possui uma força propulsora que faz com que o sangue vá nessa direção. que a célula tem a oportunidade de executar trocas com a corrente sanguínea. onde efetivamente vai acontecer a nutrição tecidual (difusão de O2. Graças a isso a velocidade do fluxo decai quando se está chegando ao nível dos capilares. é um território de alta pressão. Portanto o capilar não faz vaso constrição/ dilatação pois não tem motricidade. O grau de vasoconstricção ou vasodilatação que a arteríola vai apresentar vai conferir a resistência à passagem do fluxo. A pressão sanguínea no território arterial e arteriolar está aproximadamente 100mmHg. Que força é essa? A força . nem relaxar pois não possui músculo. ele não vai da vênula para o capilar. mas não tem difusão.Daniela Tartarotti Conte |4 muito alta. então é um vaso que gera pressão com muita facilidade. Ao passar pelos capilares. ele aumenta o fluxo sanguíneo. A veia diferentemente da artéria possui maior distensão. não tem como contrair. como são muito numerosos apresentam uma grande área (não o calibre individual de cada capilar. eles vão gerar uma grande pressão. glicose. área muito grande. mas total): área de sessão transversa. Então é aí. circulação circular) Fazem a troca de substâncias com as células A parede individual de cada capilar apresenta uma baixa espessura. nos capilares não há músculo liso. através do seu mecanismo de vasoconstricção (diminui fluxo) ou vasodilatação (aumenta fluxo) para controlar o fluxo sanguineo que vai irrigar cada órgão. São numerosos e formam uma rede de capilares que envolvem o tecido (micro circulação. permeabilidade muito alta. que é a área capilar total que vai ser ocupada. mas se a resistência for baixa onde arteríola encontra-se dilatada. Isso faz com que essa baixa espessura confira também uma alta permeabilidade. Território venoso: constituído pela veia e vênulas. porque? Porque possuem paredes mais espessas (na arteríola a camada muscular é muito espessa). nutrientes para a célula).

Esse sangue agora que é recolhido para o território venoso não serve para mais nada. pois a célula está produzindo esse CO2 e começa a jogá-lo na corrente sanguínea. o gradiente de pressão. quando ta passando pelo território arterial. há uma queda da concentração de O2. Mesmo que esse sangue conseguisse passar para o território arterial. portanto ele esta no território arterial. A medida que o sangue está fluindo pelos capilares. Quanto maior for a diferença de pressão. característica do sangue que serve para nutrir a célula. o sangue vem pelas veias cavas sobre uma pressão de quase zero e o átrio direito recebe sangue com uma pressão muito baixa para fazer o gradiente de pressão para o sangue poder retornar ao coração. pois não é possível passar de uma área de menor pressão para uma de maior. fazer o metabolismo aeróbico (ciclo de Krebs. o sangue não está útil para ser reutilizado. fosforilação oxidativa) para a produção de ATP. então o CO2 migra no sentido inverso. PaO2: 96mmHg é a pressão parcial de O2 (= concentração de O2). mostrando que o O2 foi deixado na célula. então a concentração de O2 no sangue arterial é de 96mmHg. (A pressão mais alta encontrada é a pressão da aorta). O que acontece com esse sangue ao passar pelos capilares? O CO2 vai aumentar. Por . perdeu sangue = ta diminuindo a pressão. tem que se fazer uma punção arterial. ele é chamado de sangue arterial. O coração tem as cavidades atriais que são as cavidades de recebimento de sangue. o “a” significa que se fez essa medida no sangue arterial.Daniela Tartarotti Conte |5 propulsora do sangue é a diferença de pressão. A veia cava tem o sangue sobre baixíssima pressão que não conseguiria passar da veia para a artéria novamente para terminar o fluxo. O sangue vai seguindo seu percurso até alcançar a veia cava onde a pressão é quase zero. Portanto o fluxo sanguíneo é diretamente proporcional a um gradiente de pressão e ele é inversamente proporcional a uma resistência. Quem vai resolver o problema da pressão? O coração. pois tem pouco O2 e muito CO2. ele vai para 45mmHg. Relembrando que nessa área a pressão vai diminuindo. se ta diminuindo a pressão ta diminuindo o gradiente de pressão e obviamente está diminuindo o fluxo sanguíneo que ta passando pela circulação. ta vindo da artéria. Quando há uma queda na pressão arterial. principalmente o O2. Esse fluxo que vai nutrir as células. A célula está gastando O2 e produzindo CO2. Ao medir a veia. e vai para a corrente sanguinea. paciente chocado. No sangue venoso o O2 que estava em 96mmHg passa para 40mmHg. por isso é importante manter uma pressão adequando dentro do território arterial. ele está moldando a gasometria do sangue. ou seja foi colhida amostra sanguínea na artéria. quando compara a concentração de O2 antes de entrar no capilar e depois de sair do capilar. O sangue vai sempre fluir da área de maior pressão para área de menor pressão. Por outro lado o CO2 que estava em 40mmHg. maior vai ser o fluxo sanguíneo que vai ser impulsionado por essa circulação. arteríola. A paO2 é maior do que a paCO2 (rico em O2 e pobre em CO2). pois ele é uma bomba. Ele recolhe esse sangue e tem que fazer uma geração de pressão para poder bombear esse sangue novamente para o território arterial. O sangue arterial é rico em nutrientes. ele sai do capilar e vai para a célula para que ela possa usar esse O2 aerobicamente. ele não estaria pronto qualitativamente porque é um sangue que já foi utilizado pelo organismo e tem uma gasometria insatisfatória. que são as medidas só que agora do território venoso. e essa bomba precisa ter uma pressão zero para recolher esse sangue de baixa pressão que vem da veia. No sangue arterial também tem uma paCO2 de 40mmHg. Esses valores dos gases que temos no sangue arterial é chamado de gasometria arterial (Medida dos gases no sangue arterial). a pvCO2 e a pvO2 (pressão parcial de O2 no sangue venoso). então o sangue vem perdendo pressão ao longo do território vascular. Quando o sangue está passando na circulação sistêmica (na grande circulação). e o O2 vai diminuir pois está sendo deixado na célula. há um aumento da concentração de CO2.

é de 5. vai eliminar mais/menos água. por exemplo o sangue que a artéria aorta está oferecendo para todas as redes vasculares ligadas a ela como: as coronárias. Essa decisão passa por vários fatores que vão influenciar porque um órgão ganha mais sangue do que outro. 5 L de sangue aproximadamente por minuto. e menos em outros órgãos. E outro fator que decide a quantidade de sangue é a função do órgão. São as resistência de cada micro circulação que vão determinar o volume de sangue que vai passar por cada leito vascular. Esse debito cardíaco agora é oferecido para os órgãos na dependência da facilidade ou dificuldade que ele vai encontrar nos leitos vasculares para ele poder fluir. ou seja o número de células que é preciso irrigar. refazer todo o ciclo analisado. o volume de sangue. Esse débito cardíaco é ejetado na aorta. que carrega sangue venoso. e essa decisão de quanto vai para um e quanto . A massa vai se relacionar ao gasto energético total do órgão não pelo o que cada célula está gastando individualmente. Essa quantidade de sangue que é ejetada na artéria aorta a cada minuto é chamado de débito cardíaco. Por exemplo. E quanto ao problema de gasometria? O sangue venoso antes de ir para a aorta. elas vão gerar pressão para poder bombear o sangue para as artérias receptivas. o músculo esquelético tem uma grande massa. exemplo: o coração tem um gasto metabólico enorme. porque esses capilares não se encontram justapostos a células que gastam. ele vai filtrar. Então saindo dos capilares pulmonares. mais dilatadas. renal. ele não pesa muito. são oferecidos a artéria aorta para que ela possa dividir esse sangue entre os leitos vasculares aos quais ela dá origem. bombeia sangue o tempo todo. então qual é o fluxo sanguíneo que se tem na aorta?Analisando uma pessoa de 70kg em condições normais.000ml/ min.Capilares pulmonares: perda de CO2 e ganho de O2 (hematose) O sangue agora arterial novamente vai passar pela veia pulmonar. caindo no átrio e após no ventrículo esquerdo e vai novamente para a grande circulação/ circulação sistêmica. hepática. vai ocorrer a perda de CO2 e ganho de O2 (hematose). Um desses fatores é a massa. O rim não vai usar esse sangue para ele. as carótidas. por exemplo o rim. porém ele tem um fluxo sanguíneo alto. ventrículo direito: sangue venoso O ventrículo direito se liga a artéria pulmonar. o coração tem uma massa menor.Daniela Tartarotti Conte |6 outro lado quando ele passa esse sangue para as cavidades ventriculares. Obs: átrio direito: sangue venoso. Ele pode encontrar mais facilidade de ir para um determinado órgão onde as arteríolas estão mais abertas. mais/menos potássio.Capilares sistêmicos: ganho de CO2 e perda de O2 . O volume de sangue que passa na grande circulação por minuto. ele vai ter que passar outra circulação onde ele será oxigenado. através do processo de respiração. ¼ desse débito cardíaco vai para o rim por causa da função dele. então há vários fatores que vão determinar esse fluxo sanguíneo na hora da divisão desse fluxo sanguíneo. Onde isso ocorre? Nos pulmões. onde a gasometria passará de venosa para arterial de novo. as artérias esplâncinicas que irrigam as vísceras abdominais. o fluxo sanguíneo. ele é um sangue que a gasometria já foi trocada: . o que se chama de índice metabólico do tecido. Outro fator que decide é o gasto energético de cada célula. e vai para as circulações especiais. ele não é um órgão tão metabolicamente ativo. enfim todas as artérias vão originar direta ou indiretamente da artéria aorta. que possui uma composição rica em O2 e pobre em CO2. ele vai controlar o sangue. Ao chegar nos capilares pulmonares. mas estão justapostos aos alvéolos que tem ar atmosférico. pois ele não descansa. já o músculo esquelético tem momentos onde o exercício é maior e outros onde é menor. mas elas juntas. tanto nos alvéolos pulmonares. onde haverá a entrega do O2 para a corrente sanguínea e a excreção do CO2.

e em condições basais ele vale 5000ml/min. índice metabólico do tecido e função do órgão). quando esse sangue está voltando para o coração. a pressão arterial é bem menor. porém o fluxo sanguíneo é igual. que é a diferença de pressão entre a pressão no território arterial menos a pressão no território venoso (resultando na força propulsora). não mais arterial. eles só vão para o pulmão. na verdade o débito cardíaco é igual ao retorno venoso. Quem decide o aumento do débito cardíaco? O coração não pode bombear o sangue que não recebeu. ele é a variável controlada. ele se chama retorno venoso. o retorno venoso é o volume de sangue que retorna ao coração a cada minuto. possui uma pressão menor. facilitando o fluxo. O papel do coração é o de receber o retorno venoso e bombeá-lo para frente. pois ele é impulsionado pelo gradiente. A pressão média na aorta. vai haver alguma diferença? Lembrando que o fluxo sanguineo é diretamente proporcional ao gradiente de pressão. porém isso não ocorre. suporíamos que o fluxo sanguíneo pulmonar seria 10 vezes menor do que o fluxo que está passando pela grande circulação. então o sangue vai de uma área de maior pressão. ele não é uma bomba de armazenamento. Conclusão: a circulação pulmonar. Então a artéria pulmonar. Na hora que vai se comparar o fluxo sanguíneo que vai passar na pequena circulação e o que vai passar na grande circulação. O coração eficiente é aquele que cumpre esse papel. Então a força propulsora do sangue para a pequena circulação é 10 vezes menor do que a força propulsora do sangue na grande circulação. então qual é o gradiente de pressão? 104 – 4 que vai dar 100. Um atleta correndo uma maratona ele pode chegar a um débito cardíaco de até 35L por minutos. apesar da pressão ser 10 vezes menor. Então todo fluxo sanguíneo na grande circulação se faz com uma grande força propulsora equivalente a 100mmHg. ele é quem varia. então na circulação pulmonar também há um gradiente. quando comparada com a sistêmica é bem diferente: os vasos são menores. no território arterial.Daniela Tartarotti Conte |7 vai para a outra vai ser decidido de acordo com essas variáveis acima (massa. mantém o mesmo fluxo pois tem uma resistência menor. para que todo o sangue que foi usado tenha a oportunidade de rearterializar de sofrer uma mudança na gasometria para que ele possa voltar para o átrio esquerdo e possa ser rebombeado. O sangue agora. o sistema se ajusta para o fluxo acontecer. o sangue de chegada é venoso e o de saída é arterial. O pulmão. ele vale 10mmHg (15-5) e na circulação sistêmica ele valia 100mmHg. não há fluxo. Se não houver um gradiente. é uma bomba propulsora. Qual é o gradiente de pressão que está impulsionando o sangue na grande circulação? O sangue na circulação sistêmica ele está se deslocando do território arterial sistêmico onde a pressão está em 104mmHg e está indo para o território venoso sistêmico onde a pressão sanguínea na veia é em torno de 4mmHg. porém em alguns momentos esse débito cardíaco pode sofrer algumas alterações. então todo processo decisório reside sobre o retorno venoso. O valor equivalente a 5L está passando por um circuito fechado. . não o armazena. o território arterial pulmonar. Então. transformado em venoso ele vai para as vênulas e de lá para a veia cava. está em 104mmHg e na artéria pulmonar a pressão é de 15mmHg. que é a artéria. Na circulação pulmonar. para uma de menor pressão. o gradiente de pressão é menor. ele converte toda forma de débito cardíaco no retorno venoso que ele está recebendo: se ele recebeu 5 L/min débito cardíaco de 5L. Na circulação pulmonar ou pequena circulação (pequena porque só vai ao pulmão e pelo pulmão estar perto do coração) a pressão é menor. a resistência é bem menor. quando ele volta para o coração é chamado de retorno venoso. No território venoso pulmonar a pressão média é de 5mmHg. tem menor comprimento. então 5000 é o débito cardíaco e é o retorno venoso. Então o débito cardíaco refere-se a quando ele está indo para nutrir as células. que é de pegar o retorno venoso e bombeá-lo. ele muda de nome. ele pode aumentar.

organizada num sarcômero. ele vai fazer 1 sístole. que é o numero de batimentos que o coração vai fazer em 1 minuto. Se é uma pessoa sem condicionamento físico. controle de potenciais de ação gerados no coração (força contrátil). então o ventrículo esquerdo trabalha muito mais e isso se reflete em sua parede que é muito mais espessa. Para isso ele precisou da integração de dois controles: um controle de freqüência e um de força. se ele ejetar 70mL em cada sístole e ele ejetar 72 vezes por minuto. como ele vai fazer isso? Ele vai dividir o trabalho dele. então tem . A propriedade do relaxamento é denominada lusitropismo. ou de baixa pressão) cujo funcionamento deve ter uma pressão muito baixa para receber o sangue (tanto o sangue veio da cava quanto do pulmonar). e esse músculo tem papel de contrair (sístole) e relaxar (diástole).Daniela Tartarotti Conte |8 Quando o coração recebe 5L ele tem que bombear 5L. Tipo de celular no coração: constituído de células miocárdicas. esse é o débito sistólico. O controle de força vai dizer se ele é uma força eficaz. e essas células também tem na parede do ventrículo esquerdo (miocárdio contrátil ventricular. O coração faz essas contrações e relaxamento para que ocorra o bombeamento do sangue.Miocárdio contrátil atrial (ou miocárdio mecânico): forma a parede do átrio. porque o débito cardíaco é no minuto. então o ventrículo sempre vai ter sempre ter que fazer trabalho pra ejetar/bomba ejetora). troponina. Inotropismo positivo (aumenta inotropismo). por exemplo. O débito sistólico é o volume de sangue que o ventrículo esquerdo ejeta na aorta a cada sístole. que ele pode bombear de uma vez um valor significativo. com o tempo o debito sistólico melhora e a freqüência diminui. que também tem como função a sístole e a diástole). ejeta 70mL naquela sístole. ou seja o coração dividiu a tarefa. Calcula-se: o quanto ele bombeia em cada sístole e multiplica-se pelo número de vezes que ele bombeia em 1 minuto. O ventrículo direito ejeta contra uma pressão de 15 e o esquerdo contra uma pressão de 100. Aí ele vai bombear mais 70mL resultando em 140 (os 70 da primeira sístole e os 70 da segunda) e assim por diante. o número de prestações é chamado de freqüência cardíaca. . Se ele tem que ejetar 5000 ml. e o volume sanguíneo que ele ejeta em cada batimento é o débito sistólico e o débito cardíaco é o produto desses dois valores. que é a propriedade da contração é denominada inotropismo (relacionada a força contrátil do miocárdio contrátil. e o miocárdio que se organiza no coração ele se divide em 2 tipos de miocárdio: miocárdio especializado e miocárdio contrátil atrial. O coração vai receber um retorno venoso e ele tem que bombear na forma de débito cardíaco. o coração tem que ser capaz de bombear um volume significativo a cada sístole para no minuto ele pode fazer um numero razoável de sístoles que consegue fazer o bombeamento de tudo que ele recebeu. pois não tinha como fazer isso de uma vez só. multiplicando esse números vai dar o débito cardíaco (aproximadamente 5000L). Então o coração é constituído de um músculo estriado cardíaco (miocárdio). inotropismo negativo (diminui inotropismo). Então ele vai bombeando aos poucos. esse é o debito cardíaco? Não. capacidade do miocárdio contrair o coração). e a freqüência cardíaca é o numero de sístoles que ele faz e o débito cardíaco é o valor que ele ejetou no final do minuto. a freqüência cardíaca vai aumentar muito. são as células contráteis. formado de actina. é aquele que vai fazer força. é o que ele ejetou em cada sístole. são células que formam uma massa significativa (células numerosas) e que vão fazer a sístole e a diástole. ao fazer seu trabalho de ejetar o débito cardíaco ele vai dividir em “prestações”. e cavidades ventriculares (ligadas a artérias pulmonar e aorta. É uma função integrada de fenômenos elétricos relacionados a freqüência. A propriedade encontrada no miocárdio atrial e no ventricular. miosina. desenvolvida para ele poder fazer o trabalho dele. O coração vai se organizar em 4 cavidades: cavidades atriais (cavidades de recebimento de sangue. território de alta pressão. bombeou ejetou.

então a sístole e a diástole é a propriedade de bombeamento do sangue. mas dependem de um estimulo para se despolarizarem. Entre o músculo atrial e o ventricular há as válvulas que interrompem a união do átrio e ventrículo. ou seja. ele gera uma PA e volta para o repouso. todas as células do miocárdio atrial vão se despolarizar juntas. célula fibrosa não propaga. porque tem o esqueleto fibroso passando. Já o miocárdio especializado. As células miocárdicas são ligadas umas as outras através de bandas que são chamados de discos intercalares (unem uma cél miocárdica a outra). podem sofrer despolarização. ele precisa do músculo especializado. Esses discos são áreas de junção do tipo GAP. Não gera sozinha um potencial de ação. uma passa para outra a informação elétrica. um meio de conduzir o potencial de ação dos átrios para os ventrículos. . elas não tem automatismo. é a sístole do sincío (união) atrial. podem gerar potencial de ação. Ele é o nó sinoatrial (nó sinusal). esse esqueleto fibroso que sustenta as válvulas isola o miocárdio atrial do miocárdio ventricular. . Então miócito atrial não passa informação para miócito ventricular. gera outro PA.Miocárdio especializado: pobre em actina e miosina. Conclusão: o músculo contrátil não tem automatismo. vai estimulá-lo para que ele possa fazer a sístole. localizando ligando eletricamente os átrios aos ventrículos. De certa forma o miocárdio especializado comando o miocárdio contrátil. independentes de qualquer despolarização. localizado no átrio direito. todo átrio entra em sístole/diástole junto. diástole). Quando o átrio entrar em sístole. que vai agir como uma bateria para ele. ou seja. Então na hora que o miocárdio contrátil for se contrair ele vai obedecer a lei do “tudo ou nada”. Se uma célula do miocárdio atrial despolarizar. que é a capacidade de conduzir. esses discos são regiões de baixíssima resistência elétrica. e isso é chamado de dromotropismo. todo miocárdio é excitável. quando olhamos o coração. as células ao invés de ficarem no repouso esperando que ocorra um estimulo para ativálas. todo miocárdio especializado tem a propriedade do automatismo. se um novo estimulo não acontecer. ele não faz bombeamento (sístole. não tem inotropismo e lusitropismo. de qualquer estimulo. então tem que existir um nó atrioventricular. mas não as do ventrículo. elas se despolarizam automaticamente. não tem capacidade de se ativarem sozinha. a diástole atrial e a diástole ventricular. O miocárdio contrátil tem então uma segunda propriedade que é o dromotropismo. ou seja. não é só do átrio direito ou só do esquerdo. vamos ver que temos a união do miocárdio atrial e a união do miocárdio ventricular.Daniela Tartarotti Conte |9 que ter a sístole atrial e sístole ventricular. O mesmo equivale para o ventrículo. há canais iônicos verdadeiros entre uma célula e outra. a célula continua em repouso. mas sim em pequenos nodos ou feixes. elas sozinhas são capazes de gerar correntes despolarizantes. um passa informação para o outro. e entre um miocárdio e outro há um esqueleto fibroso (que sustenta as válvulas mitral e tricúspide) que os isola. O sangue é ejetado e o coração se enche de novo. mas entre os miócitos atriais e entre os miócitos ventriculares. se uma célula do miocárdio contrátil for ativada e gerar PA. e ele não se organiza formando massas para fazer contração. pois ele que envia o estimulo para o contrátil se contrair. todas as outras vão ser. e o nó atrioventricular. se receber um novo estímulo. que é a capacidade que as células miocárdicas tem de conduzir o potencial de ação entre elas. que é uma “portinha” elétrica. O miocárdio contrátil se for ativado por um estímulo. Miocárdio contrátil tem excitabilidade. as células do miocárdio contrátil tem excitabilidade. Se o miocárdio contrátil não receber esse estímulo ele não vai se contrair.

Quando o nodo sinoatrial bate. compara-se sua atividade de automatismo com a atividade de automatismo em outras áreas do organismo. constituintes do miocárdio especializado. sozinho. Quando observamos o nodo sinoatrial e sua a atividade de marcapasso. o coração sempre bate dentro de uma freqüência controlada. não tem contração (apenas um discreto movimento). Por isso ele é chamado de marcapasso fisiológico e o paciente que tem o ritmo cardíaco normal. Além de freqüência e automatismo. e lusotropismo a força com que ele vai relaxar. . por isso há tantos hormônios comandando a função digestiva. Na fisiologia normal o automatismo não aparece nas fibras de purkinje e nodo atrioventricular. ele vai ser capaz de manter os batimentos constantes. O nodo sinoatrial tem maior automatismo que no nodo atrioventricular e nas fibras de Purkinje. Nodo atrioventricular e fibras de purkinje são chamados de marcapassos latentes. mas caso haja uma lesão no nó sinoatrial. é uma freqüência que se reproduz. Então ele é quem tem a maior freqüência de disparo e comanda todo o coração.D a n i e l a T a r t a r o t t i C o n t e | 10 Feixe de Hiss: ele vem do nodo atrioventricular. qualquer uma dessas áreas pode passar a comandar a frequencia cardíaca. Resumindo: Propriedades do miocárdio contrátil: entrar em sístole (contração) e diástole (relaxamento). ninguém está ativando ele. com uma freqüência adequada para o funcionamento do nosso organismo. propriedade de gerar o PA espontaneamente. Nodo sinoatrial. Ele tem a propriedade do automatismo. que penetram a massa ventricular. passa a informação para células adjacentes (através das junções gaps): dromotropismo. sendo que o nodo atrioventricular tem mais chance que as fibras de purkinje. acontece na velocidade de 0. mas se for estimulado ele gera potencial de ação e se propaga por todo miocárdio atrial/ ventricular. Esses ramos logo dão origem a uma arborização. é um automatismo responsável pela função cardíaca. nodo atrioventricular e fibras de Purkinje . por isso que o nodo sinoatrial comanda a freqüência cardíaca. nodo atrioventricular e fibras de Purkinje. está batendo sozinho. A velocidade. tem batimentos constantes. ele bate com automatismo. Propriedade da condução. A propriedade que define a força com que o coração vai contrair é chamada de inotropismo. retirarmos a inervação do coração. propriedade chamada de batimotropismo (ritmo regular). Cronotropismo é o controle de freqüência. Se. Propriedade da condução do potencial de ação que ele gera. não tem automatismo. é diferente de outras áreas. porém eles tão outras funções. que é o automatismo que geram ali. o automatismo que o nodo sinusal tem. as fibras de Purkinje. permite que uma célula quando ativada. O coração é diferente. Representado pelo nodo sinoatrial. elas não entram em automatismo na fisiologia normal. por exemplo. com que o processo de condução acontece.4m/seg (velocidade do miocárdio atrial/ventricular). como por exemplo com a atividade de marcapasso do músculo liso. ele bate 7090batimentos por minuto. o nodo sinoatrial é muito eficiente. não há contração do nó sinusal e do nó atrioventricular (não tem propriedade do inotropismo e do lusotropismo. ele tem um ritmo sinusal (ritmo controlado pelo nodo sinusal). então outra propriedade do nodo sinoatrial é o cronotropismo. segue pelo septo interventricular dando o ramo esquerdo e o direito. ele não gera espontaneamente. As células do miocárdio especializado mandam no miocárdio contrátil para que esse realize sístole/diástole. o nodo sinoatrial tem ritmo. então quem comanda a freqüência cardíaca e todos os ciclos cardíacos é o nodo sinoatrial. mediado pelo miocárdio contrátil. dromotropismo. a velocidade. Propriedades do miocárdio especializado: não tem a propriedade de contração. Condução do pulso elétrico. onde há as células de cajal que tem um ritmo elétrico básico. Além disso a freqüência com que ele bate por minuto. ou seja. regulares. mas que não é suficiente para manter a função digestiva.

02m/seg. esse retardo possibilita que o átrio tenha tempo de se esvaziar no ventrículo que está em diástole. ele quem conduz o potencial de ação. acabando o ciclo cardíaco. 10 vezes mais rápido. Há uma integração perfeita entre o miocárdio contrátil e o miocárdio especializado. então o mecanismo de contração e relaxamento obedece as normas do músculo que se organiza em sarcomeros que possui proteínas contráteis: actina. Então o miocárdio especializado também tem dromotropismo. poder bombear o sangue. não pode transmitir rápido a informação. que tem como função acelerar a passagem da informação. e quando há repolarização. ora mais lentamente ora mais rapidamente (nodo av é lento.4m/seg). ele está relaxado. proteínas reguladoras da contração muscular: troponina. O impulso para conseguir passar para o ventrículo tem que passar pelo nodo atrioventricular. o impulso aparece no feixe de hiss que vai se encaminhar para o ventrículo direito e para o esquerdo pelas fibras de purkinje.4m/seg. A finalidade da sístole atrial é encher o ventrículo. ocorre a contração (sístole). vai ser a despolarização do átrio. a sístole não pode chegar o sangue de volta para as veias. é ele quem gera o potencial de ação. ou seja. as primeiras células a receberem o PA são essas do átrio direito. consequentemente é despolarizado primeiro o átrio e depois o ventrículo. para entrar em sístole. Por outro lado. ocorre relaxamento (diástole). o miocárdio especializado age como a bateria elétrica do coração. não pode ter ainda recebido o potencial elétrico. tem mais massa. é 0. porque o ventrículo é maior. Não há fibras especializadas para levarem essa informação. consequentemente. a passagem pelo nodo AV é com uma velocidade muito menor do que a velocidade com que está se despolarizando o átrio. O miocárdio atrial conduziu seu próprio impulso a 0. ele vai passá-la lentamente. há o vínculo da propriedade elétrica com a propriedade mecânica. fibras de purkinje é rápido). e ela vai passar 4m/seg. entrando em sístole. Quando o nodo atrioventricular vai passar essa informação. então a parte elétrica comanda a parte mecânica. e portanto tem que se aumentar a velocidade. ele vai coordenar a sequência de ativação cardíaca. depois o ventrículo volta a repolarizar.02m/seg ele está tentando passar pelo nodo AV. ele tem que fazer uma lentificação. para dar tempo de esvaziar o átrio. O nodo AV tem que transmitir a informação e também tem que fazer um retardo. lembrando que ele visa levar a informação para o miocárdio contrátil poder se contrair. quem conduz é o próprio músculo (músculo cardíaco. e a passagem do . propagação pelo sincício atrial. Esse retardo que o nodo AV faz é chamado de retardo nodal (retardo fisiológico).4m/seg e a 0. então a primeira coisa que ocorre na seqüência de ativação cardíaca. quando fala-se em contração do miocárdio contrátil. O impulso está andando pelo átrio a 0. ele tem que estar em diástole.D a n i e l a T a r t a r o t t i C o n t e | 11 O nodo sinoatrial está localizado no átrio direito e quando gera o PA. quando há despolarização a célula. Como é feita essa transição? Se o coração está em diástole. Então quando observamos a velocidade de condução do AV. o nodo atrioventricular é a ligação elétrica entre o átrio e o ventrículo. ou seja. Quando o PA é emitido pelo nodo sinoatrial ele segue se propagando do átrio direito para o átrio esquerdo. ele coordena a atividade do miocárdio contrátil. tropomiosina. no caso do ventrículo ele tem o impulso se propagando pelas fibras de Purkinje. O átrio despolariza para haver contração. porque no ventrículo há muita massa. a uma velocidade de 0. que é o único tecido excitável que consegue atravessar o esqueleto fibroso. o átrio já ta repolarizando e entrando em diástole. muito trabalho a ser feito para conseguir se fazer uma sístole ventricular homogênea. e ele precisa estar relaxado para que possa receber o sangue que vem do átrio. A função das fibras de purkinje (tanto o ramo direito quanto o esquerdo) então é acelerar a condução para os ventrículos. No momento em que os ventrículos se despolarizam e estão entrando em sístole. Depois que o átrio entrou em sístole. miosina. ele é um músculo estriado.

porém ele só vai conseguir entrar na célula se o canal abrir. concentração alta). ele encontra-se fechado e é aberto quando a célula se despolariza. A concentração de cálcio no meio extracelular é de 10-3molar. ou seja quando a célula está em repouso. O que acontece com a troponina quando o músculo ta contraído ou ta relaxado? como ela monitora a contração ou relaxamento? Através de sua ligação com o cálcio. quanto cardíaco. ele tem a tendência de ir do meio mais concentrado para o meio menos concentrado. depende da troponina. sístole. e o cálcio é também atraído por essas células negativas dentro da célula (atrai quantidade pequenas de cálcio). e ela passa a permitir a contração.Em condições de relaxamento (diástole): Considerando um coração em repouso polarizado eletricamente com cargas negativas dentro. essa concentração é considerada baixa. Na sístole a troponina está ligada ao cálcio. Onde está o cálcio nesse momento? No meio extracelular.B): Compartimento A: Cálcio do sangue que está percorrendo pelas veias. A troponina é a proteína do sarcômero. durante a diástole em que a concentração de cálcio livre no sarcoplasma é igual a 10-7 molar. está ocorrendo 72 vezes essa transição. Considerando que o ciclo cardíaco faz 72 sístoles e diástoles. Se o coração está em diástole (repouso). se está em diástole ela ta desligada do cálcio. Compartimento de cálcio transcelular (C): Compartimento C: canal de Cálcio (canal L. a troponina está desligada do cálcio. Então a transmissão da sístole para diástole tem a ver com a concentração de cálcio que se tem no sarcoplasma (diástole: concentração baixa. Qual seria a relação entre o aumento da concentração de cálcio e os fenômenos elétricos? A despolarização faz com que a concentração de cálcio aumente. é o cálcio livre que pode ir até a troponina. impedindo a ligação da miosina com a actina. o coração está relaxado (diástole). reguladora da contração muscular. A célula em repouso o cálcio não entra.E. e no potencial de repouso a membrana celular é negativa. Quando ela se liga ao cálcio. Quem faz a troponina se ligar ao cálcio ou não? O controle é feito pela concentração de cálcio no sarcoplasma. da contração para o relaxamento e vice-versa. portanto quando a concentração se encontra nesse valor. Quando a concentração de cálcio livre no sarcoplasma é 10-7 molar.F): Compartimento D: compartimento pequeno. PDC). é a parte interna da membrana celular. para o meio extracelular. e fica positiva. e a repolariação faz com que a concentração de cálcio diminua. . o músculo cardíaco está em potencial de repouso. Quando ela está com os sarcômeros relaxados.D a n i e l a T a r t a r o t t i C o n t e | 12 músculo estriado. Quando a concentração de cálcio alcança o valor de 10-5 molar. e vai ocorrer a sístole. essa concentração é suficiente para o cálcio se ligar a troponina. no sistema cardiovascular. Compartimentos de cálcio intracelulares (D. Compartimento B: Cálcio aderido ao glicocálix que são as proteínas que se projetam para fora da membrana celular. isso induz uma alteração conformacional nela. é um canal PDC. Quando a membrana despolariza. é uma concentração baixa e o cálcio não está indo até a troponina. Canal L de cálcio que o que predomina no miocárdio. é bem alta. Então o cálcio pode estar em dois compartimentos: Compartimentos extracelulares (A. Então esse cálcio tem tendência de entrar na célula cuja concentração é de 10-7 molar. como isso ocorre? . e essas proteínas tem carga negativa (sítios aniônicos da membrana celular) que atraem o cálcio para próximo da membrana para que ele possa entrar mais rápido. o cálcio é repelido. é uma quantidade insuficiente para o cálcio se ligar a troponina.

a concentração necessária de cálcio. foram através de canais. Vai ocorrer então a sístole. onde a célula está repolarizada (em repouso). Abrindo o canal. .Há muito cálcio no compartimento A e B. no sarcoplasma.O cálcio do compartimento D que estava aderido a face interna da membrana porque lá era negativo. Para parar esse processo é preciso que o cálcio desligue-se da troponina e isso só ocorre. que é o canal de cálcio está fechado .Tem-se pouco cálcio no compartimento F. Observação: Todos os movimentos do cálcio foram passivos. o cálcio dos compartimento A e B. que quer sair. portanto sua tendência é de sair do retículo e ir para o sarcoplasma. vai fazer agora com que a concentração de cálcio alcance os 10-5 molar.Tem-se cálcio no retículo sarcoplasmático: 10-4 molar. portanto. . então ele é mais concentrado no retículo do que no sarcoplasma. agora como despolarizou é positivo. A sístole gasta ATP quando a tropina liga-se ao cálcio e começa a acionar aquele movimento da actina com a miosina. A cinética do cálcio na sístole é totalmente passiva. e abre o canal ryanodina-2 de cálcio do retículo. Então o cálcio vai do compartimento D para o compartimento F (sarcoplasma). pois sua concentração é de 10-4 molar e fora do retículo. meio extracelular. não foi gasto nenhum ATP. mas para isso o cálcio vai ter que atravessar a membrana do retículo e ele não atravessa a hora que quiser. O que falta acontecer? Esse cálcio que entrou na célula. A quantidade de cálcio liberada pelo retículo somada as outras entradas de cálcio na célula. pois enquanto ele estiver ligado a troponina. ele vai para o retículo sarcoplasmático. e vai para o compartimento F (sarcoplasma) . é de 10-7 molar. é a ligação do canal com o cálcio que faz com que o canal abra (o cálcio libera cálcio). Compartimento F: a concentração de cálcio livre no sarcoplasma Voltando a premissa de que o coração está em diástole. nesse momento: .Tem-se cálcio no compartimento D atraído pelas cargas negativas da membrana (célula em repouso.Compartimento F então começa a receber cálcio de duas maneiras: o cálcio que estava dentro da célula mas que estava aderido a parte interna da membrana e o cálcio que passa pelo canal C. potencial = negativo).A despolarização muda a conformação do compartimento C. Essa quantidade de cálcio que está indo para o compartimento F. Então essa concentração que não foi suficiente para realizar a sístole é suficiente para ir ao retículo sarcoplasmático e abrir o canal ryanodina de cálcio pra o retículo liberar o cálcio. solta e pega novamente pois a troponina ainda está ali. o cálcio se liga então a troponina. Esse canal é um canal de liberação do cálcio e também está fechado. o ciclo permanece. mas ele não esta entrando na célula porque o compartimento C. e com a despolarização ele se abre). pouco cálcio livre no sarcoplasma. é o retículo sarcoplasmático.D a n i e l a T a r t a r o t t i C o n t e | 13 Compartimento E: compartimento grande. e faz a sístole. no sarcoplasma. despolarização: . quando a concentração de cálcio voltar . não chega ainda atinge o valor. portanto a troponina está desligada do cálcio. Diástole: Para que haja diástole é necessário tirar o cálcio da troponina. que estava fechado e agora encontra-se aberto (lembrando q é um canal PDC. começa a entrar na célula através do C. O retículo sarcoplasmático guarda cálcio contra o gradiente de concentração. Ele possui uma concentração de cálcio de 10-4 molar. mas não sai porque o canal ryanodina-2 encontra-se fechado. não gasta energia. . vindo do A e B. a actina pega a miosina. ali também existe um canal: canal ryanodina-2. havendo. puxa. que ele precisa para fazer a sístole (10-5 molar). indo do meio mais concentrado para o meio menos concentrado.

Através da SERCA (presente na membrana do retículo sarcoplasmático) por transporte ativo primário que o cálcio vai conseguir voltar para o retículo. Agora ele precisa voltar para o retículo. por TA 1º (gasta ATP). porém não é tão simples. . pois quando ele saiu do retículo para o sarcoplasma. ele saiu do meio mais concentrado para o menos concentrado. Um outro transportador (PMCA) encontrado na membrana na célula.D a n i e l a T a r t a r o t t i C o n t e | 14 a ser 10-7 molar. tem que se tirar cálcio do sarcoplasma. A SERCA também é conhecida como bomba de Cálcio. Para isso ocorrer vai ter que primeiramente ocorrer a repolarização. foi difusão. também retira cálcio do sarcoplasma F. Para isso ocorrer. Além desses 3 sistemas para diminuir o cálcio no compartimento F a membrana também tem um trocador de sódio/cálcio que atua por transporte ativo secundário ou contra-transporte/antiporte com o Na+. Com a repolarização a célula volta a ficar negativa por dentro e o cálcio volta a fixar na face interna da membrana (compartimento D). Para onde o cálcio vai agora? Ele vai pros mesmos locais de onde ele veio. Enquanto o Na+ entra o cálcio sai.