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EPIDEMIOLOGIA DA DOENÇA DE CHAGAS

INTRODUÇÃO A doença de Chagas tem como agente etiológico o Trypanosoma cruzi, protozoário de ciclo biológico heteroxênico, apresentando uma fase de multiplicação intracelular em hospedeiros vertebrados e outra extracelular no inseto vetor (pertencente aos Triatomíneos). A importância médico-social da doença é de extrema relevância epidemiológica. No Brasil, cerca de oito milhões de pessoas vivem sob o flagelo dessa endemia. No mundo, a OMS aponta a doença de Chagas como uma das principais causadoras de morte súbita em indivíduos produtivos. Tanto a discriminação do chagásico quanto a sobrecarga dos órgãos de previdência social tem relação direta com esse quadro, revelando a importânica econômicasocial da não-contigência da mazela. EPIDEMIOLOGIA 1. Espaço A doença se distribui em duas zonas ecológicas distintas: no sul da América do norte, América central e México, o vetor vive dentro e fora do domicílio; e o outro no cone sul, onde os insetos vetores vivem em habitações humanas. No Brasil, cerca de oito milhões distribuídos, principalmente, nos seguintes estados: Rio Grande do Sul, parte de Santa Catarina e Paraná, São Paulo, Minas Geras (exceto no sul), Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul e toda a região Nordeste. Podemos inferir que a doença de Chagas era exclusivamente de animais e triatomíneos, passando para os humanos após a destruição da biocenose silvestre. O barbeiro ameaçado migrou para abrigos próximos, adaptando-se de forma eficaz nos novos ambientes (geralmente habitações rurais de pau-a-pique e de barro). Nota-se que tais habitações ocorreram em freqüência irrelevante nos EUA, determinando ausência de infestação domiciliar, apenas silvestre. 2. Tempo Os Triatomíneos tem relação direta com a doença de Chagas pelo fato de se estabelecerem como vetores. Portanto, o ciclo biológico desses insetos irá determinar as infecções por parte da população. Valendo-se de ambientes neotropicais para proliferação, os Triatomíneos colonizaram de forma eficaz as Américas e a pouca variabilidade de temperatura e umidade em grande parte delas têm papel fundamental no caráter endêmico da doença. Nota-se que o tempo não se apresenta de forma sazonal ou errática, as manifestações da doença são constantes. Outra característca fundamental é o hábito noturno do hospedeiro invertebrado. Alimentando-se do sangue de mamíferos, após a sucção o inseto hematófago defeca e, juntamente com as fezes, o parasito. A reação alérgica local causa irritação cutânea e a ação de coçar introduz o parasito na corrente sangüínea. 3. Pessoa Um estudo realizado em 1986 na cidade de Virgem da Lapa, localizada no vale do Jequitinhonha, apontou a não existência de variáveis demográficas e variáveis que expressam o estilo de vida. Entretanto, a variável social é de fundamental importância. Pelo fato do vetor se estabelecer, principalmente, em áreas precárias, necessitadas de infra-estrutura adequada, os grupos sociais menos abastados são mais susceptíveis ao contato com o inseto potencialmente capaz de transmitir a doença.

PESSOA. A. P. 2004. 1988. ocorreu ausência de infecção nos indivíduos que nasceram após o início da campanha de prevenção. São Paulo: Atheneu. Parasitologia Médica. B. . Parasitologia. REY. 11 ed. Parasitologia Humana. L.Além disso. após nove anos de controle da doença através do combate ao barbeiro e melhoria da habitação. V. 12 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. MARTINS.. D. 3 ed. 2001. S. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS NEVES. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.