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PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA SEMAM – SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DIEP – DIRETORIA DE ESTUDOS E PESQUISAS AMBIENTAIS

PLANO MUNICIPAL DE CONSERVAÇÃO E RECUPERAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA

João Pessoa, novembro de 2010
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Prefeitura Municipal de João Pessoa José Luciano Agra Prefeito Fundação SOS Mata Atlântica Mario Mantovani Diretor de Mobilização Secretaria de Meio Ambiente Equipe de elaboração Lígia Maria Tavares da Silva Geógrafa Secretária de Meio Ambiente Wellintânia Freitas dos Anjos Geógrafa Chefe de Gabinete Euzivan Lemos Alves Geógrafo Diretor Vivian Maitê Castro Turismóloga Diretora da Divisão de Projetos e Convênios Antônio Cláudio C. de Almeida Biólogo Chefe da Divisão de Estudos e Projetos Williams da Silva Guimarães de Lima Geógrafo Analista Ambiental Eliana de Oliveira da Silva Tecnológa em Geoprocessamento Suana Medeiros Silva Geógrafa Equipe de Colaboração Secretaria de Planejamento Perla Felinto Diretora de Geoprocessamento e cadastro técnico Nieja de Almeida Brito Lemos Chefe da Divisão de Análise Urbana Tânia Maria Queiroga Nóbrega Eng. Civil Conselho Municipal de Meio Ambiente Ricardo Rosas – Universidade Federal da Paraíba Tarcísio Cordeiro – Universidade Federal da Paraíba Fernando Carrilho – ONG Amigos da Praia Djanira Machado - Secretaria de Saúde - PMJP Maria Auxiliadora Dantas – Secretaria de Educação - PMJP

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1. Apresentação
O Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica de João Pessoa, coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, e com a colaboração da Secretaria de Planejamento e do COMAM (Conselho Municipal de Meio Ambiente), tem por objetivo construir um instrumento norteador das diretrizes ambientais para a gestão municipal, visando integrar projetos e ações em consonância com as leis e códigos ambientais vigentes, especialmente a Lei da Mata Atlântica, 11.428/2006 e o Decreto nº 6.660/ 2008. O Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica de João Pessoa surgiu da necessidade de elaborar e planejar estratégias de políticas públicas para a preservação do meio ambiente, a partir de um mapeamento macro-espacial do município de João Pessoa, referente à sua situação atual de conservação e degradação ambientais. Tais aspectos, por sua vez, estão em constantes atualizações, ou seja, áreas verdes podem desaparecer, assim como áreas degradadas podem ser recuperadas. Por isso, esse plano tem diretrizes metodológicas que abrangem o constante reordenamento do uso do solo urbano, sendo orientado para responder possíveis mudanças conforme as diretrizes da política urbana de planejamento municipal.

2. Marcos Conceituais (BRASIL, 2010. Biodiversidade, 35)

Foto 1: Barra do Rio Gramame DIEP/SEMAM 3

manter o ciclo hidrológico.  Cidade Legal O conceito de cidade legal é aquela que tem ruas e calçadas largas.  Serviços Ambientais Os serviços ambientais são fornecidos pela natureza de forma silenciosa. transporte coletivo suficiente e de qualidade. filtrando e promovendo a qualidade da água. cultivos. conforme a legislação vigente. entendemos por cidade legal a cidade desejada por todos aqueles que compreendem a importância da qualidade de vida e da sustentabilidade. Neste estudo. ou seja. além de campos naturais. absorvendo.Os conceitos norteadores deste estudo foram estabelecidos pelo Ministério do Meio Ambiente. mantendo a sua estrutura e estabilidade. além de moradia digna.  Mata Atlântica Conjunto de formações florestais. estacionamentos amplos e arborizados. espaços de lazer como praças e jardins bem arborizados. ciclovias. sistemas de segurança pública. manguezais e ecossistemas associados. onde os proprietários e/ou posseiros respeitam a legislação ambiental e. de educação e de saúde funcionando. restingas.  Propriedade Legal Este conceito (Brasil. gratuita e continuamente trazem uma série de benefícios aos seres viventes. 4 . parques e áreas verdes e conservadas. 2010) aplica-se às propriedades rurais. recreação e turismo. oferecer espaços para moradia. amenizando desastres como enchentes. secas e tempestades. conseguem ter alta produtividade e qualidade de vida. tais como: • • • • • regular o clima. por meio de publicações que visam orientar a elaboração do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica. atuar na prevenção da erosão do solo. saneamento básico. contribuir na produção de oxigênio. ao mesmo tempo. o equilíbrio entre o desenvolvimento urbano e a preservação ambiental.

5 . objetivando estabelecer diretrizes e ações prioritárias para projetos e políticas públicas municipais. baseado na Lei Federal nº 11. Objetivos 3. portanto.áreas prioritárias para conservação e manutenção dos serviços ambientais. dimensionando-os e classificando-os de acordo com a relevância biológica. para priorizar as áreas de recuperação ambiental.2. • regular a composição química dos oceanos. que serão objetos de pesquisas e projetos ambientais futuros. destinadas à expansão urbana. Diagnosticar as áreas degradadas e as características do meio físico onde elas se encontram. 3.áreas prioritárias para recuperação. considerando: . 3. as funções ecológicas e os Serviços Ambientais para as presentes e futuras gerações. Específicos Elaborar o mapeamento cartográfico de ares com remanescentes vegetais. visando ampliar os fragmentos vegetais e criar unidades de conservação e corredores ecológicos para a conservação da biodiversidade. • manter processos que a tecnologia humana não domina e nem substitui como a polinização e a decomposição de resíduos. mantendo João Pessoa como uma Cidade Sustentável.propriedades rurais potencialmente parceiras na conservação e preservação da Mata Atlântica.428/06. . . Estabelecer diretrizes estratégicas de ação para a conservação e recuperação da Mata Atlântica do município de João Pessoa.1 Geral Elaborar e realizar o Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica de João Pessoa.áreas não prioritárias de recuperação e.• manter as condições dos recursos ambientais naturais. em especial a biodiversidade e a variabilidade genética. que vem caracterizando a sua identidade de Cidade Verde. das quais os homens retiram elementos essenciais à sobrevivência. .

vetorização em tela e classificação prévia dos fragmentos vegetais e das áreas degradadas. • Estabelecimento dos critérios de escolha das dez áreas prioritárias para conservação e recuperação. • Oficina coletiva de mapeamento.  Primeira Fase: • Pesquisa bibliográfica e cartográfica: imagens de satélite. definidas na Resolução CONAMA No 391. • Classificação das prioridades para recuperação. 6 . e nas atribuições específicas para o Estado da Paraíba. estado de conservação dos fragmentos.4. 2proteção de recursos hídricos e 3-contenção de erosão. plantas topográficas e referências bibliográficas. em (A) Alta. de Junho de 2007. mapas em formato digital e impresso. • Definição dos parâmetros de classificação das áreas degradadas: 1-conectividade. com base na Resolução CONAMA No 10 de outubro de 1993. de 2007/2008. este último. Métodos A metodologia de elaboração do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica foi estabecida em três fases. efeito de borda e conectividade. estágio de regeneração. que são: extensão. (B) Média e (C) Baixa. utilizando como suporte cartográfico a imagem de satélite QuickBird.

Figura 1: Imagem de Satélite Quickbird. 2008 Fonte: SEPLAN/PMJP 7 .

Figura 2: Mapa dos Remanescentes da Mata Atlântica e Áreas Degradadas Fonte: SEMAM/PMJP 8 .

a iniciar por um sobrevôo planejado no município com a finalidade de atualizar os dados levantados na pesquisa cartográfica e. • Analisar a relação entre a expansão urbana e a preservação ambiental do município para propor as diretrizes. • Correlação entre as bases cartográficas do Plano de Mata Atlântica com o Macrozoneamento do Plano Diretor e as áreas de risco elaboradas pela COMDEC (Coordenadoria Municipal da Defesa Civil). a partir do diálogo. 9 . por fim. a pesquisa terrestre para reconhecimento dos problemas e potencialidades de cada área. a partir da análise de imagens aéreas.Segunda Fase: • Trabalhos orientados de campo. Foto 2: Curso do Rio Gramame DIEP/SEMAM • • Avaliação mais detalhada das imagens aéreas e das informações de campo. os instrumentos e as propostas para a execução do Plano de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica.  Terceira Fase: • Identificação das áreas de maior pressão urbana sobre a Mata Atlântica. Compilação das informações e produção de um relatório técnico-científico.

definidos segundo os parâmetros básicos da Resolução CONAMA N o 10.1. definidas na Resolução CONAMA No 391.. Geralmente. e posteriormente verificados em campo. Estes efeitos apresentam-se em maior ou menor grau conforme a intensidade. Utilizando-se deste fragmento como referência local de regeneração e grau de conservação. maiores incidências de luz e fluxo de vento (Kapos. O grau de regeneração dos dez fragmentos prioritários de floresta (além dos cinco de manguezais). 1989.1. 10 . Seu efeito é bastante diverso. os outros remanescentes foram sendo classificados. que dificultam o estabelecimento de indivíduos arbóreos. Matlack. essa situação é caracterizada pela invasão de gramíneas. dependendo do organismo considerado e inclue fortes variações de temperatura e umidade. de 01 de Outubro de 1993. Aspectos como impactos antrópicos (como exploração de madeira e mineral) e ameaças relacionadas à especulação imobiliária também foram considerados. 1990).• 4. Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.1. 1993) que influenciam diretamente na composição da fauna e flora presentes naquele fragmento. Critérios considerados nos Remanescente Vegetais Prioritários 4. Estado de conservação e regeneração dos fragmentos A definição do estado de conservação dos remanescentes naturais foi obtida com base nos seus estágios de regeneração. e nas atribuições específicas ao estado da Paraíba. elencados por este estudo. pautou-se no remanescente principal e sua relevância biológica: A Mata do Buraquinho. Tamanho dos fragmentos e efeito de borda O efeito de borda é conseqüência da fragmentação florestal e está associado a mudanças ecológicas e microclimáticas da região de contato dessa fisionomia florestal com outras fisionomias não florestais de entorno. 4. a duração e o tipo do fator de degradação (Triquet et al.2. particularmente exóticas e pelo domínio desequilibrado de algumas populações de lianas ou arvoretas.1. de 25 de Junho de 2007. os intervalos de ocorrência.

Mais especificamente.45 Km2 e encontra-se localizada nas coordenadas 8o 07' S e 34o52' W. O principal acesso se dá através da rodovia BR 101 que faz a ligação com o Estado de Pernambuco ao Sul. A formação de corredores ecológicos visa facilitar o fluxo gênico de organismos dentro das áreas de conservação de João Pessoa e remanescentes florestais dos municípios adjacentes. A bacia do rio Gramame possui fundamental importância por ser a principal responsável pelo 11 . Segundo documento da Prefeitura Municipal (Projeto de Gestão Integrada da Orla Marítima . João Pessoa apresenta uma área de 210. 5.Foto 3: Exemplo de borda de fragmento em contato com o canavial Proximidades do rio Gramame DIEP/SEMAM 4. objetiva a ampliação destes fragmentos. a base cartográfica. SITUAÇÃO E LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA João Pessoa. e ao Norte.3.Projeto Orla). ocupa porções de duas bacias hidrográficas: rio Gramame e rio Paraíba. faz parte da mesorregião Zona da Mata Paraibana e da microrregião de João Pessoa. Conectividade A conectividade entre remanescentes muito fragmentados. Cabedelo (com o qual se limita ao Norte). A região insere-se no contexto hidrográfico da Bacia do Atlântico Nordeste Oriental. Desta maneira. objetivando manter a qualidade dos serviços ambientais essenciais à vida humana e a manutenção da biodiversidade.1. capital do Estado da Paraíba. Conde (com o qual se limita ao Sul) e Lucena. com Rio Grande do Norte. a qual é composta por mais cinco municípios: Bayeux e Santa Rita (com os quais se limita a Oeste). o sobrevôo e o trabalho terrestre de campo poderão auxiliar na visualização de potenciais corredores ecológicos e na ampliação das áreas verdes em zona urbana.

a exploração de minerais não metálicos (principalmente areia e barro) e o abastecimento urbano. Geomorfologicamente. sendo a bacia responsável por 60% do suprimento de água dos municípios da Grande João Pessoa (SEMARH. segundo classificação Köppen.abastecimento do conglomerado urbano formador da Grande João Pessoa. com sua camada superficial pertencendo ao Grupo da Formação Barreiras. com as chuvas concentradas entre março e agosto. 2008). 2000). A média anual de temperatura é de 25º C. merece especial destaque o cultivo extensivo de cana-de-açúcar. 2000). 1985). e umidade relativa de 80 % (Lima & Heckendorff. Seu relevo está formado sobre um capeamento sedimentar integrante da Bacia Sedimentar Costeira Pernambuco-Paraíba. Foto 4: Rio Aratú DIEP/PMJP 12 . A área é caracterizada pelo contato entre a Vegetação de Restinga e a Floresta Estacional Semidecidual. onde para o Oeste da região podemos já encontrar rochas do embasamento cristalino. com precipitação total entre 1500 e 1700 milímetros por ano. Assim como toda a região costeira do estado da Paraíba. O clima da região se classifica como As’. mais especificamente formada por um tipo florestal denominado Mata dos Tabuleiros. da expressiva população residente no seu espaço geográfico e das atividades supridas pelos seus recursos naturais (SEMARH. 2000). Entre estas atividades. essa região se encontra nos compartimentos dos Baixos Planaltos Costeiros ou Tabuleiros (SEMARH. predominam componentes do segundo tipo (BARBOSA. quente e úmido. João Pessoa encontra-se dentro do domínio da Mata Atlântica. contudo.

mas contextualize as diversas relações que o compõem”. O processo de ocupação e expansão da orla. A natureza vai registrando. Portanto. 59/03. cada elemento tem relação direta ou indireta com os demais. com doze municípios: Bayeux. Cabedelo. a verticalização dos bairros mais próximos a 13 . Caaporã. 88) “viver para o homem é produzir espaço (. as firmas. dando sentido a todos. Dessa forma. Rio Tinto. Pitimbu. Sua ocupação deu-se a partir do centro da cidade. Em 30 de dezembro de 2003. p. drenagem e esgoto. Santa Rita (conurbados). assim como de diversos serviços públicos e privados. causando um movimento de expansão nessas áreas. teve como conseqüência a implementação de uma infra-estrutura composta de abertura de vias. “compreender a organização espacial tem como premissa a compreensão do espaço geográfico. de onde grande parte da população habitante. De acordo com Silva (2010).6. migrou em direção aos bairros próximos do mar. que correspondem às feições do respectivo momento histórico”. Segundo Silva (2009). De acordo com o referido autor (1994. João Pessoa. Cruz do Espírito Santo. por meio da Lei Estadual nº. Lucena. Segundo Santos (1985). entendemos que o espaço geográfico de João Pessoa é resultado da soma de vários fatores. e ampliada pela Lei Complementar Estadual 90/ 2009.) a forma de vida do homem é o processo de criação do espaço”. em detrimento da preservação das falésias. tendo sido fundada em 5 de agosto de 1585 com o nome de Nossa Senhora das Neves. A cidade possui remanescentes de arquitetura e arte barrocas. 89) “A relação do homem com a natureza é reciprocamente progressiva. ele adquirindo feições. foi instituída a sua Região Metropolitana. a definição do espaço geográfico de João Pessoa.. Assim. CARACTERIZAÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO João Pessoa possui população de 597. parte também dos fatores que influenciaram direta ou indiretamente no seu processo de formação. o processo de colonização. posteriormente. que se intensificou nas décadas de setenta e oitenta. tombadas como patrimônio histórico da Paraíba. p. seu desenvolvimento econômico e as gestões que governaram a cidade até o momento atual.. a partir de uma discussão que não somente o defina. vindo a receber o nome atual apenas no ano 1930. dentre eles: como se deu sua ocupação. Para Santos (1994. o meio ecológico e as infra-estruturas. Alhandra. incorporando a ação do homem. o espaço geográfico é constituído por cinco elementos relacionados e interdependentes entre si: os homens. as instituições. Mamanguape.934 habitantes (IBGE 2000) e é a terceira cidade mais antiga do Brasil.

orla é limitada pela Constituição Estadual de 1989. devido à urbanização. Art. seguido pelo setor secundário. modificando praças. resistem em meio a construções modernas. “a produção do espaço é resultado da ação dos homens agindo sobre o próprio espaço (. refletem a ação antrópica sobre os elementos naturais. é dramático”. As primeiras. Art. matas ciliares e arborização urbana. pela Lei Orgânica. o Setor Terciário corresponde à maior parte da renda da população. materiais e imateriais (. movimentos. e as intervenções culturais no espaço do município. 64). com a produção e plantação de mudas nativas em áreas de todo o município. cores. sendo composta de volumes. p. esse processo de forma acelerada. sons. o homem se utiliza do saber científico e das invenções tecnológicas sem aquele senso de medida que caracterizará as suas primeiras relações com o entorno natural. que faz parte do plano de governo da gestão atual. objetivando 14 .. pelo Plano Diretor. 229. Art. em sua maioria. possuindo um Distrito Industrial. solo e recursos hídricos. pela pouca extensão de áreas rurais. Além dessas áreas. p. atualmente. que retratam mudanças no âmbito políticoeconômico.. localizado a 6 km do centro. e pelo Código Municipal de Meio Ambiente. As paisagens urbanas preservam as construções coloniais. Paisagem. Art. De acordo com Santos (1994. isso não impede a ocorrência de verticalização e adensamento residencial em bairros vizinhos e também próximos à orla. 25. 34. lugares de socialização e de funcionalidade. Contudo. é tudo aquilo que conseguimos alcançar com a visão... 175. carregadas de idealismos políticos das gestões que passam pela cidade. as segundas contêm formas produzidas ao longo de sua história. odores. o litoral sul do município também sofre forte movimento de expansão imobiliária e impactos ambientais provenientes da ação antrópica nos recursos naturais a exemplo de vegetação. Em relação às atividades econômicas. A vegetação de João Pessoa é composta por matas fechadas.)”. segundo o autor citado. estamos vendo. mangues. Contudo. pode-se afirmar que se têm apenas resquícios da vegetação natural na Planície Litorânea. 44) constata: “Senhor do mundo. sendo o agropecuário pouco expressivo. que vivencia. a exemplo do bairro Altiplano. O resultado. Santos (1994. restingas. patrão da natureza. o município concentra a maioria da produção industrial da Paraíba. que contemporaneamente.). Cada tipo de paisagem é a reprodução de níveis diferentes de forças produtivas. bem como abriga em seu território várias agências bancárias e empresas de diversas atividades. etc. Paisagens naturais e urbanas compõem o espaço de João Pessoa. Contudo. Sobre a ação antrópica.

Neste estudo.000 km 2 ao longo do litoral entre os estados de Pernambuco. situando-se entre os paralelos 6o e 9o Sul. (2002). assim como a ocupação das áreas verdes do município. atração dos turistas ou a valorização cultural regional. se estendendo por aproximadamente 24.1). com a Bacia de Alagoas (Mabessone & Alheiros 1988) citado por Guedes. que ocupa uma faixa estreita de cerca de 9. elencamos essas áreas verdes. configurando-se na bacia sedimentar mais Setentrional da costa brasileira. 15 . se configurando como uma das cidades mais arborizadas do país. Ainda assim. onde vêm proliferando os condomínios privados. Foto 5: Construção de condomínio em área desmatada Adjacências do rio Gramame DIEP/SEMAM 7. entendidas enquanto remanescentes vegetais. Por sua vez. Limitase a Norte pelo Alto de Touros com a Bacia Potiguar e a Sul pelo Alto de Maragogi. que inclue ainda os manguezais. chamados de “condomínios ecológicos” por preservarem poucos exemplares das árvores do local devastado. as paisagens naturais sofrem um processo de urbanização cada vez maior com a ocupação do litoral para residências permanentes ou de veraneio. a cidade possui em seu território diversas paisagens naturais litorâneas e algumas áreas verdes protegidas por meio de leis ambientais municipal. ELEMENTOS DO MEIO FÍSICO ABIÓTICO O território do município de João Pessoa esta inserido no domínio geológico da Bacia Pernambuco-Paraíba. Paraíba e parte do Rio Grande do Norte (Figura 1.000 km2 pela plataforma continental.visibilidade política. estadual ou federal.

Sobrepondo a formação anterior. Esta Formação atinge uma espessura aproximada de 55 metros.. com as fácies mais distais desta última. depósitos flúvio-marinhos de mangue e depósitos de praias. adentrando na direção Norte. inclusive. 2002). restingas. até atingir o litoral Norte-Rio-Grandense. terraços fluviais e coberturas arenosas que se sobrepõem às camadas inferiores. dunas e recifes. temos os sedimentos da Formação Barreiras que se apresentam na forma de capeamento. calcários argilosos. constituídos por depósitos de grão de quartzo inconsolidados e fragmentos de animais marinhos (calcário orgânico) assim como alguns minerais pesados litificados por cimentação carbonática (Oliveira 2001). que recebeu essa denominação de Oliveira et.1 – Localização da Bacia Pernambuco-Paraíba no contexto regional (Fonte: Mabessoone & Alheiros 1988. margas e calcarenitos. Outros tipos litológicos são as formações quaternárias holocênicas. areias de praias. dos quais mais de dois terços são representados por calcários cinzentos. de espessura variável e fácies distintas. (1940) para melhor definir as ocorrências de calcários margosos no vale do Rio Gramame. Na base desta formação é encontrada uma camada irregular de fosforita.Figura 1. Esta Formação caracteriza bem toda a faixa costeira do município de João Pessoa. copilado de Guedes. No Grupo Paraíba ocorre a Formação Gramame. A mesma repousa concordamente sobre os clásticos da Formação Beberibe. como os aluviões. mangues. São sedimentos soltos ou pouco consolidados exceto os recifes que são sedimentos arenosos. al. 16 . interdigitando-se. constituída predominantemente de calcários quase puros. Os sedimentos holocênicos de idade Quaternária compreendem os depósitos mais recentes como: depósitos coluviais e aluviais. representadas por sedimentos inconsolidados.

com corridas de lama. preservadas em função da ausência da ação do ácido húmico. A litologia da Formação Barreiras explica emolduramento dos Baixos Planaltos Sedimentares Costeiros. acarretando a ocorrência de sedimentos sem seleção. Terraços Marinhos Holocênicos. originado de processos de acumulação de sedimentos dispostos à retaguarda da Planície Costeira. estão localizados nas cotas mais baixas entre as elevações (encostas) e os fundos dos vales encaixados. Sugere-se que devido a uma fase de agradação dentro do ciclo geomorfológico durante os quais. são encontrados nas pequenas depressões pantanosas. Os sedimentos desta unidade constituem-se de areias quartzosas de cores claras. Segundo os referidos autores. lagoas e depressões. os sedimentos argilosos e argilo-siltosos associados ao material de natureza orgânica. Depósitos de Mangues e Depósitos Aluvionais (Leal e Sá 1998). dos diferentes paleoclimas a que foi submetida à 17 . citado por Guedes (2002). os sistemas morfogenéticos. na realidade. aparecem como responsáveis pela sua deposição. assim como em boa parte da planície aluvial da restinga onde fica localizada a antiga desembocadura do JaguaribeTimbó.Segundo esse autor. às vezes alternados com corridas de areia. Os terraços marinhos Pleistocênicos são caracterizados morfologicamente como áreas planas com cotas entre 7 e 8 metros. ocorrente nos Terraços Pleistocênicos (Leal e Sá 1998). com grãos subarredondados a arredondados e seleção regular. Os terraços marinhos Holocênicos são conhecidos como alinhamento de cordões litorâneos e tidos como testemunhos de antigas linhas de costa dispostas estreitamente próximas e paralelas entre si. orgânicos e grosseiros incluindo seixos rolados. consequência da descida do nível do mar durante a regressão subsequente à última transgressão. terraços fluviais. que acompanha a linha de costa. os Baixos Planaltos Costeiros ou tabuleiros são. Os sedimentos de composição heterogênea argilo-arenosos. Os arranjos litológicos têm um papel fundamental quando da análise dos aspectos relacionados ao relevo e. tem sua origem ligada a diversas fases de geomorfismo que originou o relevo nordestino. portanto. que de acordo com estudos realizados por Bigarella e Andrade (1964) citado por Neves (1993). na deposição desses sedimentos intervieram processos de deslocamento fluído. argilosos. distinguindo-se do mesmo apenas pela presença de conchas. siltosos. estes que têm sua origem ligada a movimentos tectônicos. as formações geológicas da Bacia Pernambuco-Paraíba que ostenta os depósitos Quaternários ocorrem os Terraços Marinhos Pleistocênicos. com granulumetria média a grossa e grãos arredondados a subarredondados. principalmente abaulamentos e falhamentos. semelhantes as do Terraço Pleistocênico. formados por areias quartzosas de granulometria média a grossa. Morfologicamente. um compartimento fragmentado.

Os tabuleiros em João Pessoa apresentam subcompartimentos topográficos. As temperaturas médias anuais. por ser um fator ativo que coordena um conjunto de processos naturais. representados. É sobre a superfície desta forma de relevo que encontramos os remanescentes do Bioma Mata Atlântica que são mais representativos e que desempenham um papel relevante na estabilização de sua morfodinâmica. comumente conhecidas como várzeas. pode-se apresentar uma caracterização do clima local baseada nos dados disponíveis. Portanto. algumas formas de relevo se diferenciam pelas evidências de morfologia resultante de subsidência por efeito cárstico. com altitudes que podem variar entre 25 e 30 metros.região durante a Era Cenozóica. a amplitude térmica anual é de cerca de 5oC. e formadas de depósitos provenientes da sedimentação fluvial. é necessário que se tenha cuidado com a ordem de grandeza a qual ele está vinculado. O clima e seus elementos é outro atributo importante para caracterizar o meio físico. Para aferir a tipologia climática de João Pessoa. o que é bem característico dos climas tropicais oceânicos. Os topos dos tabuleiros são relativamente planos e seus bordos inferiores apresentam-se entalhados por pequenos vales abertos. nunca são excessivas: 23oC é a média das mínimas e 28oC a das máximas. pela proximidade do oceano e pela latitude. 18 . ora por topos planos. Ao Sul do município de João Pessoa-PB. embora sabendo que estes são insuficientes para uma abordagem climática mais completa. e diversos arranjos na estruturação da paisagem. sendo que em alguns setores. argilosos e cascalheiras. nas imediações das Três Lagoas de Oitizeiro. contendo principalmente materiais arenosos. material orgânico. Estas planícies são datadas do Quaternário. Compondo ainda esta unidade geomorfológica temos as Planícies Aluviais e flúviomarinhas que correspondem às áreas essencialmente planas ou levemente inclinadas. areno-argilosos. este relevo apresenta-se da base para o topo. cujo poder de deposição está na dependência da competência dos rios. 2001). em forma de degraus com ausência da rede de drenagem regular. ora destacam-se linhas de falésias vivas e mortas. passando para rampas suavemente inclinadas que convergem para as cabeceiras dos vales e para os próprios vales (Oliveira. que constituem os restos de uma superfície de aplainamento mais antiga da área – Pós-Barreiras. São formas de relevo bastante dissecadas com cotas altimétricas variando entre 20 e 30 metros. definindo relações de interdependências entre os elementos abióticos e bióticos. que é a escala do clima local.

as quais. na área estudada. sem dúvida. durante os meses de inverno (junho-julho-agosto). 19 . sendo outubro o mês mais seco dos três. De modo geral. novembro e dezembro englobam o período ecologicamente seco no qual se verificam os maiores déficits pluviométricos. A redução dos valores térmicos. atuam na região e. As temperaturas diurnas ultrapassando 33oC são raras.727. O período mais chuvoso ocorre nos meses de abril-maio-junho.As temperaturas mais elevadas ocorrem na primavera. Dos 1. conforme foi mencionado. embora haja sempre uma estação chuvosa (outono-inverno) e outra seca (primavera-verão) que estão na dependência das perturbações que ocorrem nos sistemas de circulação atmosférica. Ela coincide também com a estação ecologicamente seca. durante a primavera.7mm das chuvas. sendo que os meses de outubro. quando se verificam as mais fortes deficiências pluviométricas. por conseguinte. secundados por outubro e janeiro.750mm. é muito pouco significativa: média de 23oC. maiores.3 se perdem por evaporação. ou mesmo até fevereiro. as médias pluviométricas estão em torno de 1. O período seco se estende de setembro até janeiro. sendo que. é de cerca de 2. Ao contrário das temperaturas que se caracterizam por apresentarem certa homogeneidade. A insolação. Os dados de evaporação foram compilados da SUDENE (1971). direta ou indiretamente. os valores são. assim como uma acentuada evapotranspiração. sendo que os meses que apresentam as taxas mais elevadas são novembro e dezembro. época que coincide com a estação seca. o regime pluviométrico é marcado por uma grande heterogeneidade no tempo. podendo as chuvas começar em fevereiro e se prolongarem até agosto.995 horas. embora esse total varie de ano para ano. 842.

Eles afloram nas pedreiras da Cimpor.800 mm anuais bem distribuídas ao longo do ano). freqüentes na área e já mencionadas. Gramame e Beberibe. fluxo perene. Cuiá. apresentam como característica comum. e na área só aflora diretamente na barragem do Buraquinho. fluxo de água contínuo. a noroeste de João Pessoa. Jaguaribe. anfiteatros de erosão e depressões pseudo-cársticas. Aratú. sobrevivência das populações ribeirinhas. com precipitações entre 1. cuja denominação provém do rio de mesmo nome que corta a Grande João Pessoa na sua porção meridional. Esta característica é determinada pelas condições climáticas: Tropical quente úmido (clima chuvoso.Os recursos hídricos de superfície do município de João Pessoa-PB. Um aqüífero Gramame. nos Bairros do Roger e Mandacaru e nas ilhas estuarinas do Stuart e Tiriri. são representados pelas bacias hidrográficas do Paraíba.200 e 1. As condições geológicas. Dentre os benefícios que os rios promovem destacam-se a manutenção e a melhoria do microclima urbano. oferta de recursos hídricos. favorecem a formação de aqüíferos substanciais. Ela representa o mais importante aqüífero da área. Gramame. Os tipos litológicos e seus diversos arranjos estratigráficos são os responsáveis pela criação de várias aqüíferos. a exemplo do aqüífero Beberibe. pois é dotada de um potencial elevado de água subterrânea. Sanhauá. que apresenta no seu leito. que são exclusivamente os sedimentos das Formações Barreiras. Jacarapé e Mumbaba. Influências subjacentes dessa formação se refletem em certas feições geomorfológicas como: lagoas. refúgio para a fauna silvestre nas matas ciliares e utilização do próprio rio para as espécies aquáticas. 20 . Cabelo. Todas as bacias hidrográficas que se encontram inseridas no espaço urbano de João Pessoa-PB. além de outras sub-bacias. representado pela formação de mesmo nome que assenta-se direta e discordantemente sobre o embasamento pré-cambriano.

Onde as camadas rochosas são argilosas. produzindo água de boa qualidade. Por sua heterogeneidade faciológica e granulométrica. sobretudo pela presença de microrelevos. encharcados e salinos. nas áreas de mangue os solos são argilosos. Os depósitos quaternários constituem sistemas aqüíferos livres e acham-se bem distribuídos pelas planícies aluviais e pela planície litorânea. SUDENE/MA (1972). temos o aqüífero Barreiras formado pelos sedimentos que constituem a Formação Barreiras ocupam uma extensão considerável na área da bacia do Jaguaribe. adaptado para o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos da EMBRAPA (1999). A Formação Barreiras é um aqüífero de relativa importância na área. Neossolos. Nos tabuleiros costeiros. de origem marinha e flúviomarinha Holocênica. elas se revelam boas fornecedoras de água subterrânea. As variações no quadro pedogenético em geral são promovidas. Os solos da restinga foram desenvolvidos sobre sedimentos predominantemente areno-quartzosos não consolidados recentes. os solos são comumente pobres e ácidos sobre os sedimentos Terciários (Formação Barreiras). podem ser citadas a baixa fertilidade natural. Quando essas intercalações são predominantemente areníticas e permeáveis. os solos arenosos caracterizam as praias e as restingas. Possuem características gerais que se resumem em solos de aporte bruto marinho e flúvio-marinho. formando um mosaico de associações pedológicas. Espodossolos. muito profundo. Rocha (1996) sugere que dentre as principais limitações destes solos. ácidos e com pouca ou quase nenhuma vocação agrícola. submetidos permanentemente à ação das marés. pela proximidade do mar. pelo nível do lençol freático e pela influência flúviomarinha. 21 . identificamos na área de João Pessoa as seguintes classes de solos: Argissolos.Por último. a drenagem excessiva e a capacidade muito baixa de retenção de água. Segundo o Levantamento Exploratório dos Solos do Estado da Paraíba. ela se constitui um sistema freático heterogêneo em virtude das intercalações clástico-pelíticas no qual o nível hidrostático acomoda-se graças a sua configuração em tabuleiros ou planalto sub-estruturais. predominam os solos ferralíticos ou lateríticos (latossolos) e os podzólicos. Gleissolos e Alissolos. Organossolos. No que se refere aos aspectos edáficos. que explica em parte as variações fitofisionômica da cobertura vegetal.

.851. Schäffer & Prochnow.51 km2). gardneriana). Nessa formação. guajiru (Chrysobalanus icaco). 1981. A vegetação é classificada como Floresta Estacional Semidecidual das Terras Baixas. apresenta 261 espécies de mamíferos (32 exclusivas). A diversidade dos elementos bióticos 8. sucupira (Bowdichia virgilioides). Caracterização da biodiversidade da Mata Atlântica de João Pessoa No Brasil. 2002. sapucaia (Lecythis pisonis). amescla (Protium heptaphyllum e P.000 espécies vegetais (entre 33 a 36% das espécies existentes no país). Ipê-roxo (Tabebuia impetiginosa). 2002). o bulandi (Simphonia globulifera). Avicennia schaueriana (mangue-preto). Contudo. Ipêamarelo (Tabebuia chrysotricha). 620 de pássaros (217 exclusivas) e 260 de anfíbios (128 exclusivas) (Dossiê Mata Atlântica.8. VELOSO et al. Segundo o livro “Mata Atlântica: Patrimônio Nacional dos Brasileiros” (BRASIL. no o bioma Mata Atlântica ocupa uma área de 11. rubriflora). com freqüência. mangabeira (Hancornia speciosa). exclusivas de áreas arenosas lixiviadas. Nos interflúvios.66 % da área total do Estado da Paraíba. ipê-branco (Tabebuia elliptica). 2001. sobre os tabuleiros pliopleistocênicos do Grupo Barreiras. em particular.300. Nas várzeas e matas ciliares ocorre. Nas zonas costeiras estuarinas. 2001). No que se refere à fauna. ocorrem os “tabuleiros” (savanas) que é uma formação campestre com arvoretas (“schrubs”). giganteum). localiza-se nos domínios do Bioma Mata Atlântica (Dossiê Mata Atlântica. jatobá (Hymenaea courbaril e H. A cidade de João Pessoa. SANTOS et al.578. 2010). como também sucupira (Bowdichia virgilioides) e muricida-praia (Byrsonima cf. imbiriba (Eschweilera ovata).000 km 2 (15% do território nacional) distribuídos em quatro das cinco regiões brasileiras e hoje este bioma está reduzido a 7. Munguba (Eriotheca crenulaticalyx). 22 . a Mata Atlântica ocupava uma área equivalente a 1. predomina a vegetação de manguezais. destacam-se as seguintes espécies: cajueiro (Anacardium occidentale). destacando-se: Rhyzophora mangle (manguevermelho).21 ha (6. configurando um total de 657. 1991). entre outras. predomina a cobertura vegetal de gramíneas de crescimento rasteiro e diferentes espécies de ciperáceas e gramíneas (BRASIL. Laguncularia racemosa (mangue-branco) e Conocarpus erecta (mangue-de-botão).1. Nas dunas. reúne cerca de 20. Perobinha (Tabebuia roseolba). sendo metade destas espécies exclusivas deste bioma.. onde ocorrem espécies típicas como: pau-brasil (Caesalpinia echinata).84% da sua cobertura original.

A caracterização da flora e fauna de vertebrados está mais bem representada pelos levantamentos dos remanescentes florestais existentes no alto e médio curso nas áreas de influência da Mata do Buraquinho, vertente do vale do Timbó e reserva florestal do Campus Universitário da Universidade Federal da Paraíba. As listagens das espécies aqui incluídas foram levantadas através de trabalhos de campo e das informações disponíveis na literatura científica, conforme bibliografia citada neste estudo. (Ver lista de espécies em anexo) Na Mata Atlântica, aparecem elementos florísticos das fitofisionomias caracterizadas como Floresta Estacional Semi-decidual das terras baixas, incluindo a mata ciliar e encostas, e nos interflúvios com manchas dos Tabuleiros Costeiros (BRASIL, 1981). Localmente, a fauna e a flora observada compreendem elementos que são relativamente freqüentes e de ampla distribuição nos fragmentados do bioma Mata Atlântica (LEI Nº 11.428/ 2006; Decreto 6.660/2008), ao longo de toda a costa do Estado da Paraíba e no extremo nordeste do Brasil, com alguns elementos endêmicos para o centro de endemismo de Pernambuco (ex. Swartzia pickelii Killip ex Ducke, Jacarandá-branco), com poucas variações na sua composição, apesar dos fortes impactos que têm sofrido, ao longo de toda sua área de ocupação na malha urbana da cidade de João Pessoa.

8.2. Flora Foram levantados 581 táxons vegetais, distribuídos nas formações da Floresta Estacional Semidecidual e Tabuleiros litorâneos. Dentre as espécies foram registradas três espécies ameaçadas de extinção: Chrysobalanus icaco L., Guajiru, Bowdichia virgilioides Kunth, Swartzia pickelii Killip ex Ducke. (AMAZONAS, 2006; BARBOSA, 1996; BARBOSA et al 2006; NETO, 2004) Cabe ressaltar, que o mais representativo remanescente da vegetação original do “continuum” das matas ciliares, vegetação dos interflúvios e aningal (áreas inundadas e inundáveis, compostas por aninga, Montrichardia cf. arborescens) do Rio Jaguaribe, está protegido na reserva da biosfera “Mata do Buraquinho”, composto por um fragmento de floresta, com 577 hectares, em bom estado de conservação. Assim, esse fragmento e outros esparsos, ao logo do seu curso, devem ser considerados como “fontes de colonização” ou “bancos de sementes”, os quais podem fornecer os indicadores (vegetais) que podem ser usados para restauração ambiental, bem como fonte potencial na recuperação a médio e longo prazo, dos corredores ecológicos que venham a formar-se em trechos do rio, passíveis de manejo, com o objetivo da restauração da biodiversidade local, podendo ser usado como modelo para outras bacias.

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Segundo a classificação do Projeto RADAMBRASIL (BRASIL, 1981) a fitofisionomia classificase como “área das formações pioneiras” à jusante do rio Jaguaribe. A comunidade arbórea está composta por espécies remanescentes da Floresta Estacional Semidecidual (RADAMBRASIL, op. cit.). Cabe ressaltar que na área foi observada a espécie vegetal arbórea panã (Annona glabra L.) indicadora de área de influência fluviomarinha pretérita, o que justifica a conservação da área como remanescente de elementos ecossistêmicos relevantes da bacia do rio Jaguaribe no Bioma Mata Atlântica (Lei Federal Nº 11.428/2006). A composição florística de um modo geral apresenta espécies na fase inicial, médio e avançado de regeneração, sendo que há forte predomínio, a priori do estágio inicial e médio, composta por espécies herbáceas ruderais e arbustivas com abundância de indivíduos estrato arbóreo em menor densidade. No estrato arbóreo houve perda acentuda dos elementos da floresta fluvial original, dando lugar a uma ocupação por muitas espécies exóticas ou nativas alóctones, as quais compõem em abundância de indivíduos nas matas ciliares em diversos trechos. A presença de espécies introduzidas ao longo das áreas remanescentes pode ser explicada por forte pressão antrópica, tanto pela ocupação irregular como por deposição de restos de podas (frutos, sementes, galhos, folhas etc) e outros resíduos orgânicos depositados na área da mata ciliar, o que favoreceu o desenvolvimento de muitas dessas espécies nas áreas desmatadas às margens do rio. Alguns dos representantes mais freqüentes são o sombreiro (Clitoria fairchildiana) e castanhola (Terminalia catappa) que necessitam de intensas ações de manejo para controle da população.

8.3. Fauna Foram levantados elementos da fauna de vertebrados, sendo que considerou de relevância para caracterização da biodiversidade, tanto as espécies animais registradas por observação direta, bem como as relatadas nas entrevistas pelos moradores locais, mesmo que a consideremos raras ou quase extintas, e ainda com base na literatura específica. A fauna observada caracteriza-se por espécies relativamente comuns na área dos domínios do Bioma Mata Atlântica, porém com uma diversidade que justifica a dependência de algumas das espécies à cobertura vegetal tanto do ecossistema de manguezal como o de mata ciliar e floresta densa que não cruzam áreas abertas (ex Platyrinchus mystaceus). Foram levantadas 275 táxons da fauna de vertebrados, dentre elas 12 táxons ameaçados de extinção: Leptodactylus labyrinthicus, Lachesis muta rhabeata (Wied, 1825), Phrynops cf. geoffroanus (Schweigger, 1812), Penelope superciliaris alagoensis (Nardelli, 1993), Touit surdus (Kuhl, 1820), Picumnus exilis pernambucensis 24

(Zimmer, 1947), Conopophaga lineata cearae (Cory, 1916), Tangara fastuosa (Lesson, 1831), Bradypus variegatus, Lontra longicaudis Olfers, Leopardus tigrinus, Trichechus manatus, Sciurus aestuans. A maior representatividade está entre as aves e mamíferos, cinco 5 espécies em cada um dos dois últimos grupos (ARAÚJO, 2005; DUNNING, 1987; KESSLRING e EBERT, 1979; MEYER DE SCHAUENSEE, 1970; SICK, 1985; TC/BR, 2003). O estado atual de conhecimento da fauna, da Mata Atlântica no município é insuficiente, particularmente para os invertebrados e peixes continentais e anfíbios; e ainda o grupo fauna de um modo geral necessita de reavaliação do seu “status” de conservação tendo em vista a perda de habitat ocorrida nos últimos anos, provocada pelo desmatamento no município. Foram levantados dentre os vertebrados os grupos crustáceos e insetos – Lepidotptera, com base em informações secundárias e outras observações diretas. Dos crustáceos levantou-se 9 espécies, com uma ameaçada de extinção – o caranguejo-uça; entre as borboletas conhece-se 356 espécies registradas particularmente na mata do buraquinho, com algumas informações sobre quatro espécies de extinção, segundo MELO (1992). De todo o estudo da biodiversidade para o Bioma Mata Atlântica entre a flora e fauna do município de João Pessoa foram computados com base em informações secundárias e outras primárias, baseadas em observações de campo, registrou-se 20 táxons da flora e fauna ameaçadas ou vulneráveis de extinção, número que está distante de representar a realidade do estado de conservação do bioma no município, o que demanda fomento à pesquisas científicas, a fim de atualizar as informações a cerca do estado de conservação da biodiversidade do bioma em João Pessoa.

9. Diagnóstico da Mata Atlântica Municipal
9.1. Situação da degradação e conservação da Mata Atlântica em João Pessoa A cidade de João Pessoa hoje, com 673.832 habitantes (IBGE,2007), tem 207 Km² de área territorial (PMJP/DGEOC, 2010), apresentando uma densidade bruta de 32,02 hab/ha, sendo 78% da área, urbana. Sua ocupação territorial, ao longo da história, apresentou alguns acertos e desacertos. Como principal acerto, temos o controle do adensamento nas áreas da faixa litorânea, o que permitiu à cidade que tivesse uma característica própria, peculiar, que constitui um verdadeiro valor, não apenas no aspecto ambiental e paisagístico, mas também no seu valor como identidade urbana, vez que se estruturou de forma diferente das demais. 25

Foto 6: Termoelétrica DIEP/SEMAM b) a cidade ainda detém muitos vazios urbanos em sua mancha ocupada. o que representa infra-estruturas. serviços e provimentos urbanos que funcionam bem abaixo de sua capacidade otimizada. com várias contradições: a) a cidade se expande exageradamente para a periferia. principalmente nas últimas quatro décadas. mais intenso que a média das cidades de mesmo porte. percebe-se. Mas. pois é uma tendência pressionada por um modelo internacional ou globalizado e fundamentado nos interesses do capital. 26 . o fenômeno ocorrente na cidade é bem acentuado. uma expansão territorial bastante extensiva. o que gera estruturas bastante anômalas. enquanto desenvolve em sua área central uma “expansão da deterioração”. Este processo não é exclusividade da cidade.Como principal desacerto.

que esquece o passado (inclusive os sítios de grande valor histórico). acontece o fenômeno inverso com a existência de algumas áreas urbanas em meio a um território ainda predominantemente rural sem o nível adequado de provimentos urbanos. Foto 8: Rio Gramame DIEP/SEMAM O modelo de desenvolvimento comumente em vigor. abandona o seu centro (sítio de convergência e importância política e bem provido e articulado com todo o espaço urbano) e orienta seu crescimento e seu 27 .Foto 7: Gramame DIEP/SEMAM c) na borda peri-urbana.

áreas sujeitas à deslizamentos ou desabamentos. O quadro 1. Quadro 1.360 0 0 0 (*) 221.600 597.0. sendo um modelo insustentável.adensamento para formas dispersas e anti-ecológicas.1 % Evolução 34. diminuiu bastante.977 3.942 497.1 mostra a evolução dos aglomerados sub-normais e sua população para o qüinqüênio 2000 . em detrimento de muitos ou de quase todos. nas últimas décadas: Quadro 1. o crescimento médio anual foi de 3. Dinâmica Populacional .934 673. desde este período considerado. abaixo indicado.832 7.4 28 Fontes: SEDES/FAC . áreas sob a linha de transmissão de alta tensão. 9.832 Fonte: IBGE/IDEME/PMJP (2007) Dentre este aumento populacional urbano ocorrido. Nas últimas duas décadas (1980 a 2000).Síntese e Análise A cidade apresentou. os maiores índices de crescimento populacional.582 497. estando.546 329.7 23.600 597.000 (2) % habitantes 18. O quadro 1.62%. dentro da cidade de João Pessoa. áreas com riscos de contaminação.Evolução populacional no município de João Pessoa – PB (1970-2007) Ano Urbana Rural Total 1970 1980 1990 2000 2007 213.934 673.1 – Evolução recente dos aglomerados sub-normais e sua população (2000-2005) Ano 2000 2005 Número aglomerados 99 209 (1) Bairros 40 49 População 111. etc). impulsionado principalmente pelo aumento da dinâmica do turismo e dos serviços. que atraiu fortes migrações.569 326. Estes aglomerados vêm se expandindo num ritmo de tal forma acelerado que coloca em risco a construção da “cidade legal”. atualmente em uma fase de deflexão da sua taxa de crescimento.557 150. demonstra a evolução populacional do município.2005.1. uma vez que a taxa de crescimento vegetativo. que deve ser revisto e modificado.1.0 . que beneficiam apenas alguns. a evolução mais preocupante diz respeito à evolução populacional e física dos aglomerados sub-normais. em função da redução do número de filhos e do tamanho familiar. nas décadas de 70 e 80. Geralmente ocupando áreas de risco (áreas inundáveis.

vemos que a mesma ocupa uma parte ínfima da área atual. Se tomarmos como base a área ocupada pela urbanização em 1972. – Espacialidade Urbana e Assimetria Social: A Configuração Ambiental em João Pessoa PB O que se observa na expansão espacial urbana da cidade de João Pessoa é um comportamento explosivo e disperso ocorrido nos últimos quarenta anos. por parte da população mais privilegiada. 29 . Figuras 3(a) e 3(b).1.2.(1) Incluindo também edifícios invadidos (2) Estimativa 9. Neste processo estão influindo concomitantemente o uso especulativo da terra e a extensividade advinda do desejo de setorização social.

já havia sido observado por Silveira (2004). se espacializando em setores sob a forma de “fatias de pizza”. não apenas em seu sentido social propriamente dito. é a assimetria social. Este aspecto estrutural na cidade. (2006). 30 . mas também no aspecto espacial. Outro aspecto estrutural nitidamente influente. J. mostrando a tendência expansionista nas últimas décadas. da fundação até 2004.L. Fonte: Oliveira. Figura 3 (b) . J.Figura 3 (a) – Fases do crescimento espacial urbano.Percentual de crescimento por período.L. A maneira de se posicionar as diferentes classes sociais sugere uma configuração clássica proposta por Hoyt (1939).A.A. Fonte: Oliveira. (2006). inclusive no processo já observado.

Neste setor de alta renda. os 31 . E. (2007) a partir da constatação de Silveira (2004). orientada pela implantação conjunta dos principais corredores radiais. as funções centrais se deslocam. baseando-se no modelo Hoyt. a partir do Centro. Fonte: Ribeiro.L.BAIXA RENDA SETOR CENTRO-SUL DOIS DE FEVEREIRO . mas também setores de dinâmica econômica bastante diferenciada.BAIXA RENDA SETOR SUDESTE PEDRO II . constitui-se um setor de alta renda. estruturadas pelos principais corredores viários da cidade. Neste contexto. define áreas não apenas de tendência de localização social seletiva ou excludente.MÉDIA BAIXA RENDA Figura 4 . focado mais no escopo do lucro e na seletividade do mercado.MÉDIA RENDA SETOR SUDOESTE CRUZ DAS ARMAS.ALTA RENDA SETOR OESTE CORREDOR OESTE. Esta diferenciação ocorre particularmente em função do atual modelo econômico. com um mercado imobiliário bastante intenso. e tendência de alta concentração de atividades econômicas financeiras e de maior aplicação de capitais e mais rentáveis. O setor Centro-Leste. estruturando-se de forma radial em relação à malha urbana. orientado axialmente pela Avenida Epitácio-Pessoa. Esta setorização social. de forma excêntrica.SETOR CENTRO-LESTE EPITÁCIO PESSOA . em direção ao centro de gravidade da alta renda e não permanece mais no centro de convergência estrutural da cidade. se instalam a maior parte dos equipamentos turísticos.Setorização espacial das diferentes classes sociais.

visto que muitas áreas de expansão recente deveriam ter sido preservadas em função da importância ecológica para a conservação do Bioma Mata Atlântica. Tomando-se para análise a cidade de João Pessoa. orientado axialmente pelo corredor Dois de Fevereiro. constituise um setor de predomínio de renda média baixa. Outro aspecto negativo desta relativa perda de importância econômica das áreas centrais. No aspecto referente à expansão da malha urbana. nos custos econômicos e ambientais de seu funcionamento e. Os corredores sul-sudoeste e sudoeste-oeste. teve uma queda significativa de sua participação relativa. Neste setor também se localiza alguns grandes equipamentos (estádios. quase crônica.1. O elevado custo de provimento infra-estrutural. orientados axialmente pela Avenida Cruz das Armas e pelo Corredor Oeste. vemos que a expansão espacial urbana degrada mais do que o necessário. etc.3. particularmente ao longo da margem direita do alto rio Jaguaribe. constitui-se uma área de classe média. provoca uma deficiência de longo prazo.grandes equipamentos comerciais (Hipermercados) e os novos simulacros centrais (Shoppingcenters). tinha uma quase hegemonia sobre as atividades comerciais.) e a sede de Instituições e Empresas estatais importantes. causado pelo excessivo espraiamento. atacadistas. ginásios de esportes. nas oportunidades de desenvolvimento humano da população. artefatos mecânicos e atacadistas mais populares. com alguns pequenos setores de renda média e um largo setor de renda baixa. algumas considerações de ordem físico-ambiental se fazem necessárias. nas áreas 32 . O Centro urbano principal. O setor Sudeste. ainda. 9. sendo a segunda área de maior dinâmica imobiliária (em termos econômicos) e a área de maior produção quantitativa imobiliária (em termos de número de novos imóveis habitacionais produzidos). respectivamente. deficiência crônica estrutural e infra-estrutural que se estabelece nas periferias urbanas. As atividades comerciais predominantes se referem principalmente ao comércio de alimentos. O setor Sul intermediário. orientado axialmente pelo corredor Pedro II. se constituem em setores de predomínio de baixa renda. principalmente em relação às áreas mais nobres. O Sprawl urbano e seus efeitos Os efeitos do exagerado espraiamento urbano se reflete em: impactos sobre o ambiente natural. ao longo da Rodovia BR-230. foi o distanciamento das novas áreas geradoras de emprego e de postos de trabalho em relação às residências dos mais pobres. que até a década de 1980. na cidade.

quando foi realizada a revisão do Plano Diretor por meio da LEI COMPLEMENTAR N. das grandes distâncias e da precariedade viária das vias em setores periféricos. que passa a ter dificuldade de viabilização em função da baixa densidade. a qual instituiu a Zona Rural do Município. Os programas estatais de habitação contribuíram muito para esse processo. Esta mesma deficiência insistente.1% da área do Município (Secretaria Municipal de Planejamento). ocupou apenas 30% do seu território. respeitando-se as áreas de fragilidade ambiental. aumentando os custos para implantação das redes de infra-estrutura além dos ônus econômicos. portanto. um problema de excessivo espraiamento urbano até 2008. também ocorre nos serviços urbanos.mais periféricas e de baixa renda. de 23 de dezembro de 2008. energéticos e ambientais dos deslocamentos de populações no espaço urbano e das demandas de transportes decorrentes. Foto 9: Pressão Urbana Mata do Jacarapé DIEP/SEMAM João Pessoa. garantindo o funcionamento eficiente e ecologicamente adequado da 33 . desde sua fundação até o inicio da década de 1970 (385 anos). particularmente nos setores mais periféricos que tem a sua viabilização reduzida pela baixa densidade e pela baixa capacidade de pagamento por sua população. uma vez que os conjuntos habitacionais eram construídos em áreas distantes do centro. A delimitação precisa da área urbana teve como objetivo promover a ocupação da área já parcelada e urbanizada. Já nos últimos 37 anos (de 1971 a 2008). principalmente o transporte coletivo. Existia. houve uma expansão urbana exacerbada que atingiu a ocupação de 76.º 054.

1.cidade. por sua vez necessitam de revisão e comparação da metodologia utilizada pela SEPLAN e SEMAM.25 hectares Áreas Degradadas – 1.67% (SEMAM -PMJP) em todo o território municipal. podemos inferir que a cidade de João Pessoa possuía em 2005.690 hectares Arborização urbana – 160 hectares Total: 30. nos últimos cinco anos. sendo as áreas verdes remanecescentes fragmentos isolados e distantes um do outro.4.060.15 %. Foto 10: Mumbaba Exemplo de Fragmento isolado DIEP/SEMAM 9. conforme observado em campo aéreo. Dados numéricos aproximados constatados em 2010 (Semam) • • • • Remanescentes Vegetais – 3.439. de acordo com estudos realizados na SEPLAN (PMJP). um índice geral de cobertura vegetal de 59.58 hectares Manguezal – 1. Não obstante. Esses dados. objetivando conclusões mais precisas sobre cobertura vegetal do município e as causas de sua diminuição.67% da área territorial do município 34 . visando sempre à qualidade de vida de sua população. grande parte da área rural está ocupada pela atividade canavieira. Cobertura Vegetal De uma maneira geral. este número caiu para 30. No entanto. entre áreas públicas e privadas.

Isto posto. observam-se constantemente práticas abusivas ao meio ambiente. sem qualquer tipo de controle. o poder público deverá também intervir de maneira direta pra que estas Unidades de Conservação sejam viabilizadas e justificadas no ponto de vista ambiental.102 de 31 de dezembro de 1975 que institui o Código de Urbanismo. científicos e paisagísticos das Unidades de Conservação de João Pessoa-PB. Esta ação é primordial em praticamente todo o município de João Pessoa. 201. devem ser priorizadas as ações de educação ambiental.  As Zonas Especiais de Preservação Ambiental As zonas de preservação foram criadas legalmente no município de João Pessoa por meio dos artigos Art. berçários. assegurando espaços verdes de ocupação sustentável. portanto. a coleta de espécies animais e vegetais e de material mineral.SPP e os Parques Urbanos. Para este fim foram criadas as Zonas de Preservação da Paisagem – ZPP. É mister. como a remoção da cobertura vegetal em remanescentes de mata atlântica. na revisão do Plano Diretor em 2008.1. incluindo o uso de métodos vetados pela legislação. foram criados novos instrumentos urbanísticos que visam atualizar a malha urbana quanto à necessidade de disciplinamento do território buscando oferecer ao cidadão. Finalmente.5. 211 e 212 da Lei Nº 2. privilegiando o uso contemplativo da área e coibindo o uso abusivo de seus recursos naturais. Mais recentemente. verifica-se a necessidade urgente de recomposição da vegetação nativa. da presença de locais de reprodução. a deposição indiscriminada de resíduos sólidos. entre outras práticas ilícitas que degradam o Bioma Mata Atlântica. 35 . em função de seu precário estado de conservação. a presença dos remanescentes de vegetação de Mata Atlântica. Associado a este processo. da contribuição da flora na produtividade primária e participação na biomassa.9. abrigos e alimentação da fauna. como uma das formas de contribuir para a preservação das várias espécies importantes para esse bioma. os Setores de Proteção da Paisagem . visando à conscientização para a importância ecológica e paisagística destas Unidades de Conservação. Faz-se necessário a proteção legal das UCs. melhor qualidade de vida. cuja importância ecológica é decorrente da diversidade e complexidade de habitats existentes. Cobertura vegetal em áreas públicas  As Unidades de Conservação de João Pessoa Apesar da importância dos processos ecológicos. a exemplo da areia. ocasionado pela ocupação humana.

et. Ao todo. reservas biológicas. nos Brejos Nordestinos. nesses termos. na Serra do Mar.08%) e nas Florestas de Interior (45. SPP e Parques.6. 2000). por englobarem áreas com grandes alterações antrópicas e. al. os números de UCs de proteção integral nas seis subregiões variam de três. Descrição das Unidades de Conservação A conservação é um compromisso social que inclui as ações de indivíduos.1.7. Segundo Silva e Casteleti (2005). incluem apenas unidades federais e estaduais maiores que 10 km2 e excluem aquelas sem vegetação típica de Mata Atlântica e as Áreas de Proteção Ambiental.. geralmente constituídos por vazios urbanos inseridos na Zona Rural ou nas Zonas Especiais de preservação: ZEPs.75%). 2005). As unidades de conservação. estações ecológicas e reservas ecológicas). 85. 2005). A criação dessas UCs pode contribuir para a modificação do estado de degradação atual em João Pessoa. a 72. Em áreas privadas Dos remanescentes existentes. é alta na Serra do Mar (48.95% estão localizados em áreas privadas. ZPP. existem cinco unidades espalhadas pela cidade.1. podemos realizar para proteger as espécies e os processos ecológicos que as mantem (Galindo–Leão. existiam 102 unidades de conservação de diferentes categorias (parques.25 km2 (Câmara. sendo que a maioria não 36 . Esse dado merece uma consideração maior no sentido da criação de mecanismos institucionais e políticas públicas transversais em consonância com as políticas de urbanização. que se difunde por meio das atividades de grupos e da sociedade como um todo. visando garantir a permanência desses remanescentes vegetais em áreas consideradas estratégicas para a conservação da biodiversidade e da garantia da manutenção gratuita dos serviços ambientais. indicava que em 2001. mais baixa nas outras quatro sub-regiões (menos de 12%). e manejada por meios legais efetivos” (IUCN. com média de 191. A quantidade de proteção. À medida que os ecossistemas “deterioram-se” e um crescente número de espécie peregrina para beira da extinção. associados. todos os esforços devem ser direcionados para a promoção de ações que nós enquanto indivíduos e como membros da sociedade. definidas pela Conservação Internacional. 9. Vale ressaltar que uma área protegida é definida como “uma área de terra e/ou mar especialmente dedicada à proteção e à manutenção da diversidade biológica e dos recursos naturais e culturais.9.

Sanhauá.recebeu. João Chagas e Três Lagoas. A área possui relevo bastante acentuado. Riacho São Bento. VII – O Altiplano do Cabo Branco. de 16 de dezembro de 2002. Paratibe. Paraíba. Mussuré. 9. Aratú. Falésias Vivas e Mortas. X – Os Vales dos Rios: Jaguaribe. Cabelo. A área tem uma cobertura vegetal exuberante rodeada de residências. Existe uma nascente (riacho Cruz do Peixe) que segue límpido até receber efluentes de esgoto in natura das comunidades 37 . XIV – As áreas tombadas ou preservadas por Legislação Federal. Estadual e Municipal. art. Mandacaru. caracterizando uma forte pressão urbana.9. Riacho do Pacote. II – Falésias do Cabo Branco.33 hectares e está localizado na confluência do bairro Jardim 13 de Maio com o bairro de Tambiá. Mumbaba e Gramame. com vale profundo em forma de V e encostas íngremes. prédios públicos e comerciais. IX – O Sítio da Graça. Cuia. V – Mata do Cabo Branco. Parque Lauro Pires Xavier – criado pela lei 9. Tal relevo é responsável pela manutenção da estrutura vegetal existente no local. Gramame. Timbó.1. 26. XI – As Lagoas do Parque Solon de Lucena. considera as seguintes Zonas Especiais de Conservação: I – Centro Histórico do Município. tem aproximadamente 22. e nem se adequam aos parâmetros estabelecidos pelo Sistema Nacional de Unidade de Conservação da Natureza (SNUC). XII – Os Terrenos Urbanos e Encostas com declividade superior a vinte por cento. VIII – A Ponta e a Praia do Seixas. sendo parte integrante do Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica). Tambiá.839/2002. VI – Os Mananciais de Marés. Segundo o Código Municipal do Meio Ambiente. XIII – As Praças Públicas com área superior a 5.000m2. projetos de gestão e conservação. IV – Mata do Buraquinho. Parques existentes: 1. Riacho Laranjeiras. In loco foram observadas espécies vegetais exóticas nas partes mais baixas e nas bordas deposição de resíduos sólidos. III – Parque Arruda Câmara. Riacho da Bomba. até o momento.

fica delimitado como Zona Especial de Preservação (ZEP). Art. 1º. através da Lei 9. Contudo. De acordo com o Art.202. Parque Ecológico Jaguaribe (entre a Av. além de outros recursos naturais. uma caracterização deste como Parque Urbano Temático.74 m2 ou 1. 2º. de 23 de Julho de 2007. educação ambiental através de trilhas interpretativas.42 ha. se adequando ao Plano Diretor da Cidade de João Pessoa-PB. devendo ser implantado um Parque Ecológico. A zona afetada pela ação antrópica. bem como. possuindo uma área de aproximadamente 14. Ministro José Américo de Almeida e Presidente Epitácio Pessoa) Criado pela Lei complementar nº 46.adjacentes. a área está em processo de cercamento e desenvolvendo ações de recuperação como plantio de espécies nativas e implementação de sistema de drenagem. diversificadas que se distribuem entre 16 espécies vegetais arbóreas. mantendo a área verde preservada. projeto e obra de adequação da área citada e viabilização do Parque Ecológico será de responsabilidade do Poder Executivo Municipal. seus ecossistemas. demanda ações de restauração física e biológica. condições indispensáveis à qualidade e estabilidade do ecossistema. 3. podendo sofrer intervenções urbanísticas e paisagísticas. denominando-o de “Parque Ecológico Augusto dos Anjos”. o patrimônio genético e a biodiversidade. devido à área não possuir atributos suficientes para se enquadrar nesse tipo de classificação.739. A área possui potencial para implantação de um parque urbano ecológico desde que sejam observadas as tendências do relevo. De acordo com a equipe técnica da SEMAM (2009). Parque Cabo Branco – criado pelo Decreto Municipal no 5. bancos de praça e placas contendo identificação arbórea. O Parque foi instituído pela Lei Municipal nº 10. a nomenclatura “parque” não deve ser usada para referir-se como uma Unidade de Conservação. a exemplo de conteiros com serrapilheiras para a manutenção do solo e das árvores. que entrou em vigor desde o dia 23 de março de 2008. bem como as poesias do autor. sendo mais adequada. segundo o Sistema Nacional de Unidade de Conservação – SNUC. além de desenvolver atividades de pesquisa científica. 2. as espécies da fauna e flora. Existe o diagnóstico das 38 .363/2005. 4. pela Lei Complementar no 054. reconhecido como área de preservação ecológica e ambiental. Art. tentando mitigar a degradação e devolver sua qualidade original. de 10 de Maio de 2006. o parque possui 73 árvores. como por exemplo. Para tal. O objetivo principal é recuperar e preservar. 8º. localiza-se em Gramame. Parque Ecológico Augusto dos Anjos – O Parque Ecológico Augustos dos Anjos. facilitar a regeneração espontânea da vegetação.985/2000.

Em 1999 o parque foi registrado junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). através do Decreto Lei nº 110. de 27 de setembro de 1924. Existe um mapeamento para a incorporação das áreas da Escola Piolim e do CPTRAN. 6. devido ao número significativo de nascentes nessas áreas. A extensão do Parque é de aproximadamente 26. homenageando o frade carmelita e naturalista Manuel Arruda Câmara. Remanescente do vale do rio Cabelo e seus riachos afluentes. é considerado o mais antigo em João Pessoa. 2. Remanescente da área dos Escoteiros do Brasil. passou a ser denominado como “Parque Sólon de Lucena”. 9.8 ha e localiza-se no bairro Tambiá. composta por espécies vegetais seculares. e posteriormente em 1985 teve seu espaço físico recuperado.653. o Arruda Câmara (Bica). Mumbaba e Mussuré. Remanescente das comunidades Paratibe Monsenhor Magno (integra a Bacia do Rio Cuiá). 4. que caracterizam.porção leste (Mata do Xexem). No ano de 1922. 39 . Remanescentes da Fazenda Cuiá (em processo de desapropriação).1.10. 5. Parque Sólon de Lucena – O entorno da Lagoa no centro da cidade de João Pessoa. a importância histórica e ambiental desta área para a cidade. 5. 7. Remanescente do Vale do Gramame. com uma flora relativamente diversificada. a área foi inaugurada com este nome. Remanescente do terreno da Embrapa nos tabuleiros ao sul (parque do Rio Cabelo). que ocupa uma área de 150 mil m2. onde ainda podem ser observadas árvores nativas de grande porte. assim como o Parque Lauro Pires Xavier. 3. como Parque Zôobotanico Arruda Câmara. no dia 26 de agosto. 6. 25/01/1999. Sua inauguração oficial como Parque urbanizado deu-se no ano de 1939. o Parque foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba – IPHAEP por meio do decreto nº 8. através do processo 4000080/99 – IBAMA. Remanescente do manancial de marés .condições geoambientais realizado pela DIEP/SEMAM (2009) com um conjunto de recomendações para a restauração e manutenção da mata ciliar e da fauna aquática e terrestre observada no local. Em 1980. Áreas Potenciais para Proteção Legal e Conservação em João Pessoa: A – Unidades de Conservação: 1. Parque Zoobotânico Arruda Câmara – dentre os parques existentes no município de João Pessoa.

1. 02 – Remanescente do riacho Pacote – próximo a CIMPOR (Mata da Graça e Renascer). Intermares. 16. 19. Remanescentes dos Parques Estaduais do Aratú e Jacarapé. 13. 15. Remanescente do Bosque dos Sonhos (Parque do Cabo Branco). 16. 07 – Parque Linear do Bessa .I). 40 . 16. Áreas dos Manguezais. Bacia do Mandacaru. 06 – CITEX (três lagoas). 18. A. B – Parque Urbano (PU): 01 – Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Parque Urbano + Unidade de Conservação – Parque Lauro Xavier). J. Mata do Buraquinho (Jardim Botânico). Remanescente do Sítio Betel .2.UC. 02 – Remanescente do 15° Batalhão de Infantaria Motorizado (15 R. Bacia do Paraíba/Sanhauá. Bessa. Remanescente do antigo estuário do rio Jaguaribe. 16.3. Remanescente do riacho Buracão no Valentina (Bacia do Rio Cuiá). 10.riacho afluente do Timbó (Bacia do Rio Jaguaribe). Bacia do Bessa. .4. 11. 9.Remanescente do Sítio da Graça C – Remanescente Vegetal (RV): 01 – Vegetação remanescente da UFPB. Almeida). 03 – Remanescente do Parque Sólon de Lucena. Remanescente dos riachos nos bairros Água Fria e Geisel (bacia do Cuiá). Remanescente do Rio Laranjeiras (Bacia do Rio Cuiá). Remanescente das falésias morta do Bairro do Cabo Branco. 08 .Parque Parahyba. Remanescente do Parque Lauro Pires Xavier (Unidade de Conservação dentro da UC). 16.8. 12. 14. Remanescente do Vale do Timbó e afluentes (unir c/ Av. 04 – Três Lagoas. Remanescente do SESC Gravatá (Bacia do Rio Gramame). 17. 05 – Lagoa do Buracão.

nos últimos meses.03 – Remanescente do Conjunto Altiplano. 04 – Remanescente da falésia morta do Bairro São José. Altiplano Cabo Branco – APP (OBRA DA CAGEPA . (Falésia) ZEP 04.1.Grau de regeneração 2 6 – Mata do Timbó / Sítio Betel .11.Grau de regeneração 2 5 – Horto Florestal Municipal Cidade Verde e Rio Cabelo . 1.Grau de regeneração 2 e 3 10 – Rio Laranjeiras / Rio Cuiá .Grau de regeneração 2 4 – Desembocadura do Rio Cuiá .Grau de regeneração 2 8 – Médio Gramame .Grau de regeneração 3 9 – Fazenda Mumbaba . Valentina Figueiredo – inclusive APP (INVASÃO) 2.EMBARGADA) 41 . 06 – Bairro do Roger (Fontes/Igrejas/Jardins) 9.Grau de regeneração 2 3 – Sítio da Garça .Grau de regeneração 3 7 – Baixo Gramame . 05 – Remanescente do Bairro das Indústrias (Corpo de Bombeiros). Indicação e definição das áreas prioritárias para conservação ou recuperação 1 – Mata do Buraquinho .8 – Desmatamentos fiscalizados em 2010 Os desmatamentos fiscalizados pela SEMAM no município.Grau de regeneração 1 e 2 11 – Manguezal Paraíba – Sanhauá 12 – Manguezal Barra do rio Gramame 13 – Manguezal Rio Cuiá 15 – Manguezal rio Mandacarú/Paraíba 16 – Manguezal rio Jaguaribe/ Bessa 9.Grau de regeneração 3 2 – Parque Estadual do Jacarapé .1. oferecem uma noção acerca das ocorrências de maior pressão urbana sobre a área de mata atlântica.

Mata do Jacarapé DIEP/SEMAM 5. Bancários (ÁREA DE APP PRÓXIMO A UFPB. Grotão (CONSTRUÇÃO DE CONJUNTOS HABITACIONAIS E INVASÃO. BR 230. RIO JAGUARIBE) 14.EMBARGADA) 4.3. RIO JAGUARIBE) 12. PRÓXIMO AO VIADUTO. Bairro das Indústrias (CONSTRUÇÃO DE CONJUNTOS HABITACIONAIS) 19. RIO JAGUARIBE) 15. Mangabeira VII (CONJUNTO DA ASSPOM . MARGENS DOS RIOS CUIÁ E MORIBUNDO) 11. Epitácio Pessoa/Beira Rio (INVASÃO. Bessa (COMUNIDADE SÃO LUÍS E OUTRA. Mangabeira VI (INVASÃO . PRÓXIMO AO CENTRO DE ENSINO DA PM. Jacarapé – APP (RIO ARATÚ – INVASÃO e CONSTRUÇÃO DO CENTRO DE CONVENÇÕES) Foto 11: Centro de Convenções . RIO CABELO) 8. Mangabeira VIII (PRÓXIMO AO NOVO PRESÍDIO PB8– INVASÃO) 6. CONSTRUÇÃO DE CONJUNTO HABITACIONAL – EMBARGADA) 10. RIO CABELO) 9. Cristo/Rangel (MARGENS DA BR 230. Esplanada (PRÓXIMO AO MAKRO. PRÓXIMO AO PRESÍDIO MÉDIO DE MANGABEIRA. AMBAS EM APP. Mangabeira VII (INVASÃO.EMBARGADA) 7. José Américo/Colibris/Bancários (ÁREA DE APP – RIO LARANJEIRAS) 16. Nova Mangabeira (ÁREA DE APP. Paratibe (ÁREA DE QUILOMBOLA. RIO CUIÁ) 13. Falésia do Seixas – APP (CONSTRUÇÃO DE CASA DE SHOW . RIO JAGUARIBE) 17. RIO JAGUARIBE) 42 . Alto do Mateus (CONSTRUÇÃO DE CONJUNTOS HABITACIONAIS) 18.

 Ações de Fiscalização (Plano estratégico de controle ambiental – DCA/SEMAM/PMJP). tais como: APPs degradadas ou ocupadas por agricultura e pastagens.  Indicação de áreas para recuperação.  Proteção de áreas frágeis e de risco de enchentes. Diretrizes Estratégicas para a Conservação e Recuperação da Mata Atlântica  Criação de um Sistema Municipal de Unidades de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica Públicas e Privadas. ou áreas de Reserva Legal degradadas.  Elaborar um projeto de lei para a aprovação do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica de João Pessoa. e sua regulamentação. deslizamentos e desbarrancamentos. RIOS LARANJEIRAS E CUIÁ) Foto 12: Pressão Urbana Rio Cabelo .  Implantação de atividades de Ecoturismo.  Formação de Corredores Ecológicos.20.  Proteção e recuperação de mananciais e de áreas de recarga de aquíferos. 43 .  Indicação de áreas para expansão urbana. José Américo/ Água Fria (INVASÃO E CONSTRUÇÕES PARTICULARES.Horto Florestal Municipal Cidade Verde DIEP/SEMAM 10.

Unidades de Conservação. Divisão de Fiscalização . de Corredores da Mata Atlântica do vegetais e manguezais. por meio do Centro de Estudos e Práticas Ambientais da SEMAM. e levantamentos e atualização do estado de conservação das 44 . Elaboração de Ecológicos. Estabelecer aprofundadas. no plano – Diretoria de Controle Ambiental. mecanismos Estudos e pesquisas de natureza institucionais e políticas públicas jurídica para subsidiar políticas transversais para a criação de públicas ambientais. – Conservação e Recuperação da Mata Atlântica do Município Critério 1. Município Restabelecer a conectividade Formação entre os fragmentos.1. complementar a fim parcerias com Realizar estudos e pesquisas instituições de pesquisas para a de execução destes estudos os pesquisas específicas. Plano de Conservação Proteger Ação Prevista os Atividades Propostas remanescentes Cercamento e sinalização das APP’s e as UC’s criadas.SEMAM. estadual e federal) e privadas. Elaboração sensibilização ambiental comunidades.10. Elaboração do Plano Estratégico Definir estratégias de fiscalização para as áreas prioritárias definidas de Fiscalização Ambiental. Estabelecimento de parcerias Viabilizar a execução de projetos públicas (com as esferas e ações ambientais. de e junto plano de Elaboração de material didático educação sobre a mata atlântica municipal e às capacitação de professores da rede pública de ensino.

3. de Projetos Identificação e fiscalização de Diagnóstico das áreas poluídas. Elaboração de Captação de recursos financeiros Recuperação Ambiental em para a viabilização dos projetos de áreas públicas do município. públicos e privados. com ênfase nos recursos financeiros para a estuários do município. visando a Agenda 21. em conformidade com a tais como Cinturão Verde. segundo Pesquisa e documentação sobre o estado de degradação e a áreas degradadas – DIEP/SEMAM. 45 dos serviços . rurais. recuperação das áreas considerando as especificidades degradadas. fontes poluidoras nas bacias fiscalização e captação de hidrográficas. junto aos DIEP/DIBOT/SEMAM órgãos competentes. manutenção ambientais. viabilização dos projetos. DIVA/SEMAM. Orientação de TAC’s da Divisão de Análise Ambiental Direcionamento de ações de . Promover ambiental a das adequação Parcerias com órgãos e entidades propriedades sociais que atuam na zona rural. por meio de editais de cada área. Recuperação de Áreas de Reserva Legal Pesquisa e levantamento de Diagnóstico informações sobre as reservas rurais das do propriedades município. Plano de Recuperação de Áreas Degradadas Diagnóstico das áreas. capacidade de recuperação. SENAR. legislação vigente.recuperação de áreas degradadas no processo de licenciamento ambiental .espécies da fauna e flora. legais do município. 2.DIVA/DIEP/SEMAM.

da erosão e recomposição da por meio de editais públicos e cobertura vegetal nativa. Conservação de Parques Urbanos Diagnóstico dos parques Elaboração de planos de manejo. Diagnóstico objetivando: das APP’s Elaboração de Projetos de recuperação da Recuperação Ambiental para a cobertura vegetal. adequação do subnormais. da recomposição vegetal ciliar. de Projetos de Captação de recursos financeiros Ambiental. tais como encostas. de prioridades. urbanos municipais. manguezais. Recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs). privados. que inclui ações como a restauração da vegetação nativa e a eliminação das fontes de principalmente. Elaboração Recuperação visando. por meio de editais públicos e privados.DIEP/DIBOT/SEMAM. Estabelecer parcerias entre secretarias municipais. mata ciliar. visando SEINFRA/SEPLAN/SEMHAB/SEDES restabelecer ambientais. estabilização captação de recursos financeiros. 5. uso e conservação ambiental. Recuperação de Áreas de mananciais para abastecimento humano Diagnóstico mananciais das a áreas de Plano de recuperação de serem mananciais e áreas de recarga de recuperadas e estabelecimento aqüíferos . 46 . nascentes. órgãos ambientais dos municípios vizinhos e comitê de bacias hidrográficas do litoral sul. os processos /SEMAM/EMLUR/COMDEC 6. saneamento ambiental e recuperação do solo. 7. Recuperação de ZEIS Diagnóstico e caracterização dos Remoção e relocação de problemas ambientais em áreas comunidades de ZEIS. cobertura poluição hídrica. a para a viabilização dos projetos.4.

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Dicliptera mucronifolia Ness Justicia comata (L. ex Müll.Fr. Agave Rama Nome comum 10.) Griseb 14.. 29. AMARANTHACEAE 11. Annona sp. Spondias mombin L. Embira-preta Araticum Panã Apaga-fogo Bredo-d´água Cajueiro Mangueira Aroeira Aroeira-da-praia Cajazeiro Copiúba Caboatã-de-leite 50 . 12. Schinus terebinthifolius Raddi ANACARDIACEAE 17. Arg. Alternanthera maritima (Mart.St.) A. 21. 15. 19. Aspidosperma spruceanum Benth. ex Ness Ruellia paniculata L. Hydrocotyle sp. ACANTHACEAE 4.) Lam. 20. APOCYNACEAE 33. ochroleuca Mart. & K. ex Griseb. Agave sp. Mangifera indica L. 26. Anaxagorea dolichocarpa Sprague e Sandwith 22. Annona salzmannii A. 32. Lepidagathis alopecuroidea (Vahl.) R. Anacardium ocidentale L. 28. 34. 23. ANNONACEAE 25.ANEXOS Levantamento Florístico preliminar da Mata Atlântica de João Pessoa.) Miers Jaquirinha do mato Orelha-de-onça Para-sol Orelha-de-onça Embira-vermelha. Sanchezia nobilis Hook. Guatteria sp. Ruellia cf.f. Alternanthera philoxeroides (Mart. ex Benth. 24. Ruellia geminiflora H. Hydrocotyle bonariensis Lam. 27. 3. Bonafousia rupicola (Benth.Br. Thyrsodium spruceanum Salzm. 6. Schinus terebinthifolius Raddi 18.-Hil. Annona glabra L. Ruellia sp. Guatteria schomburgkiana Mart. Tapirira guianensis Aubl.DC. 16. PB Família/Subfamília Espécie 1. indet.E. AGAVACEAE 9. Hydrocotyle verticillata Thumb. Xylopia laevigata (Mart. 7. APIACEAE 31. Rollinia pickelii Diels 30. Xylopia frutescens Aubl. 2.) R. 5. B. Alternanthera tenella Colla 13. 8.

) K. Aristolochia trilobata L. Centratherum punctatum Cass. Gomes 38. 63. Syngonium podophyllum Schott 48.35. AQUIFOLIACEAE 40. Didymopanax morototoni (Aubl. Montrichardia linifera (Arruda) Schott ARACEAE 44. Aristolochia birostris Duch. 61. Don 70. Elephantopus mollis H.) Maguire. Emilia sonchifolia (L. Schum. Montrichardia arborescens (L. Anthurium sp. Eclipta alba (L. 71.) L. e Schult. Ervatamia coronaria Stapf 36. 67.) Cass. ex Roem.) Hassk.B. Jacquin 54. ARISTOLOCHIACEAE 56. 45. 69.) Decne.) Woodson 37.) Woodson 39. Steyerm. Elephantopus hirtiflorus DC. 41. 65. Aristolochia pappilaris Mart.DC. 55. 59. 51.) Rauschert 62.K. 68. 57.B. e Frodin ARALIACEAE 49. Bidens bipinnata L. Syngonium angustatum Schott 47. Chamomilla recutita (L. Elaeis guineensis N. Hancornia speciosa B. Lourteigia ballotifolia (H. 60. Mandevilla moricandiana (A.) R. Ilex sp.) Schott. Emilia sp.Robinson ASTERACEAE 64. Acrocomia intumescens Drude ARECACEAE 52.) R. 50.Robinson Jasmim-manga Leiteira Mangabeira Aninga Aninga Alface-d’água Pé-de-galinha Sambaquim Sambaquim Macaúba Tucum Dendenzeiro Buriti Papo-de-peru Papo-de-peru Espinho-de-agulha Perpétua Camomila Cravo-bravo Fumo-bravo Pincel Pincel 51 . 58. J. Mauritia flexuosa L. 43. Pistia stratiotes L. Acmella uliginosa (Sw. Schefflera morototoni (Aubl.King & H. Emilia coccinea (Sims) F. Bactris ferruginea Burret 53. 42.King & H. Himatanthus phagedaenicus (Mart. Delilia biflora L. Philodendron acutatum Schott 46. Conocliniopsis prasiifolia (DC.K. Hidrocotyle umbellata L. Mandevilla scabra (Hoffmanns.f. Eclipta prostrata (L. 66. & Planch.) DC. A.

Avicennia schaueriana Stapf & Leechm. Cordia rufescens A. Porophyllum ruderale Cass. ex Kunth 91. Tecoma stans (L.) Juss. 73.) Hitchc. Protium heptaphyllum (Aubl. Phryganocydia corymbosa (Vent. BIGNONIACEAE 90. Paragonia pyramidata Bureau 88. Wulffia baccata (L. 92. 95. 105. Adenocalymma cf coriaceum DC. Tabebuia cf caraiba (Mart. Wedelia cf. Cordia multispicata Cham. BURSERACEAE 108. Tabebuia roseoalba (Ridl. Vernonia cinerea (L. DC. DC. Wedelia trilobata (L. 76. 87.) Baker 106.) Sandwith 94. Adenocalymma sp. Protium cf ovatum Engl. Bixa orellana L. Capparis flexuosa (L. Cryptanthus bromelioides Otto & A. Tabebuia elliptica (A. Tabebuia impetiginosa (Mart. Eriotheca crenulaticalyx A. Robyns.72. 107. 97. Tridax procumbens L.Johnst. 86. Botão-de-ouro Botão-de-ouro Cravo-de-urubú Mal-me-quer Remela de velho.) Bureau ex K. Lundia cordata (Vell.) Pruski 79. Tournefortia candidula (Miers) I. Cordia monosperma Roem.DC. Aechmea lingulata (L. & Schult. 78. paludosa DC. 103. Cordia nodosa Lam. Tournefortia brachiata A. 99. Tabebuia sp. BRASSICACEAE BROMELIACEAE 104.M. Melampodium divaricatum DC.) Standl. 101. 81. Rolandra fruticulosa ? 77. Protium giganteum Engl. Melampodium paniculatum Gardner 74.) Bureau 93. ex DC.Schum. BORAGINACEAE 100. Diert.) Kuntze AVICENNIACEAE 84. DC. Tilesia baccata (L. Mikania sp. 75.) Sandwith BIXACEAE BOMBACACEAE 96. 82.) A. 85. Mentrasto Mangue-manso Cipó-trepador Cipó de cesto Ipezinho-de-jardim Ipê-róseo Caraibeira Ipê roxo Urucum Munguba Louro-branco Feijão-de-boi Amescla Amescla 52 . 80.) L. 89.) Less. 98. Wedelia villosa Gardner 83. 102.) Marchand 109.

128. 143. ex Roem.) Killip 115. 132. 138. Sclerolobium densiflorum DC. Chamaecrista nictitans (L. 135. Maytenus obtusifolia Mart. Mey. Chrysobalanus icaco L.) Irwin & Barneby 124. Cleome spinosa Jacq. Dichorisandra sp. 147.) Irwin & Barneby 125.. Chamaecrista desvauxii (Collad. Cassia cf.) Greene 117. Senna alata (L. COMMELINACEAE 146. 136. 120. Cannabis sativa L.) Roxb. 113. Cassia sp. palmata Willd. CHRYSOBALANACEAE 137. 140.C.) Kuntze 139. Chamaecrista rotundifolia (Pers. Tradescantia spathacea Sw. Symphonia globulifera L. Senna sp. Chamaecrista sp. Maytenus distichophylla Mart. 148. Pau-lacre Olho-de-Santa-Luzia 53 . Matapasto Maconha Mussambê Imbaúba Azeitona-do-mato Azeitona do mato Pau-cinza Guajiru AMPB (MELO. 111. Clusia nemorosa G. Apuleia leiocarpa (Vog. Vismia guianensis (Aubl.) Greene 119. CELASTRACEAE 133. CANNABACEAE 127.Rich. 112. 122. & Zucc. 144.) Moench CAESALPINIACEAE 118. Guajiru 141.) Link 126. Senna obtusifolia (L. 121.f.) L. Chamaecrista diphylla Greene 116. 130. Chamaecrista flexuosa (L. Hirtella ciliata Mart. Capparis flexuosa (L. Gitaí Mororó Sene-do-campo Ingá-de-porco Mata-pastão Matapasto-liso Mangerioba.110. e Schult. Commelina sp. 114. Bauhinia sp. Trema micrantha Blume CAPPARACEAE CECROPIACEAE 129. Senna quinquangulata (L. grandis L.) Pers 145. CLUSIACEAE 142. Commelina obliqua Vahl. Licania littoralis Warm. Senna georgica Irwin & Barneby 123. Hirtella racemosa Lam. 1992) Pororoca Orelha-de-burro Bulandi amarelo Lacre.) Macbr. Senna occidentalis (L. Maytenus sp. 110. Maytenus erythroxylon Reissek 134. Licania octandra (Hoffmanns. 131. Clusia sp.f. Cecropia cf.

luzulae (L. Ipomoea asarifolia Roem. 159. Cyperus aff.) C. Cyperus odoratus L. Ipomoea alba L. Costus sp. 188. 184. CONNARACEAE 155. & Schult. Gurania multiflora Cogn. Cyperus laxus Lam. 173. 160. Cayaponia tayuya Cogn. et Schult.Clarke 180. Kalanchoe sp. Laguncularia racemosa C. 181. Melothria fluminensis Gardn. Gurania cf. 163. Bulbostylis capillaris (L. 185. Evolvulus nummularius L. Ipomoea imperati (Vahl. CUCURBITACEAE 174. 175. Gaerth 154. COSTACEAE CRASSULACEAE 168. Terminalia catappa L. Gurania sp. 158. Cyperus surinamensis Rottb. Calyptrocarya glomerulata (Brongn. CONVOLVULACEAE 162.) Cogn. 186. 161. CUSCUTACEAE 178. 179.) O’Donell 167.) Boeck. Merremia aegyptia (L. 152.) Retz. F. 153. Cyperus sp. Cyperus ligularis L.) Hallier f. 166.) Griseb.B. 177. 187. Ipomoea bahiensis Willd. 170. Merremia macrocalyx (Ruiz e Pav. Connarus sp.) Urb. Rourea doniana Baker 156. Cayaponia sp.149. 182. Costus cf. Merremia umbellata (L. 172. Ipomoea hederifolia L. subumbellata (Miq.) Hallier f. CYPERACEAE 183.) Urb. 150. Merremia cissoides (Lam. Jacquemontia glaucescens Choisy 164. Buchenavia capitata (Vahl) Eichler COMBRETACEAE 151. spiralis Roscoe 169. ex Roem. Cuscuta sp. 165. Momordica charantia L. Rourea gardneriana Planch. Cyperus haspan L. Tradescantia sp. 176. Tiririca Tiririca Melão-de-sãocaetano Pepino-de-papagaio Cana-do-brejo Salsa Imbirindiba Castanhola Mangue-de-botão Sapateira 54 . Conocarpus erectus L. 171. Diplacrum capitatum (Willd. 157.

Euphorbia hyssopifolia L. Fuirena umbellata Rottb. Diospyros sp. Pera glabrata (Schott. 205. Davilla lucida C. St. Eleocharis acutangula (Roxb.) Schult. 197. 226. 191. Fimbristylis sp. 222.-Hil. 207. 227. 213. ex Baill. 223. 216. Croton sellowii Baill. 200. Croton lobatus L. Sansevieria trifasciata Prain 204. nervosa (Vahl) Boeck. Dalechampia scandens L. 217. Microstachys corniculata (Vahl. Chamaesyce sp. Croton polyandrus Spreng. Scleria bracteata Cav. Chamaesyce hyssopifolia Small 211. Euphorbia sp. Erythroxylum suberosum A. 219. Chamaesyce thymifolia Millsp. Eleocharis sellowiana Kunth 190. 209. Presl 202. 214. 194. EUPHORBIACEAE 218. 193. Tetracera breyniana Schltdl. & Schult.) Arthur 215. ERYTHROXYLACEAE 206.) Griseb. 192. Erythroxylum squamatum Sw. 220. Cnidoscolus urens (L.) Millsp.) Poepp. Junco-fino Junco-três-quinas Capim-narvalha Cipó fogo Cipó de fogo Espada-de-são-Jorge Estroladeira Burra-leiteira Burra-leiteira Urtiga branca Urtiga Cipó-de-fogo 55 . Croton hirtus L´Hér. Euphorbia prostrata Aiton 224.. Erythroxylum sp. Eleocharis sp. Croton sp. Rhynchospora cf. Chamaesyce hirta (L.189.) Vahl 195. Rhynchospora cephalotes (L. 198.Hil. DILLENIACEAE DRACAENACEAE EBENACEAE 201. 212. Erythroxylum citrifolium A. Dalechampia ipomoeifolia Benth. 208. 228.) Roem. 196. Joannesia princeps Vell. 221. Chaetocarpus myrsinites Baill. Scleria interrupta Rchb. 203.St. 225. Rhynchospora comata (Link. 210. Rhynchospora pubera (Vahl) Boeck. Kyllinga vaginata Lam. 199. Hevea sp.

Mucuna sp. Desmodium barbatum (L.2 261. Dioclea violacea Mart. Centrosema plumieri (Turp. Machaerium hirtum (Vell. Calliandra sp. 236. 257. 266.) Amshoff 258. Aeschynomene denticulata Rudd 239. Ex Benth. Centrosema brasilianum (L. Aeschynomene sp.) Benth. Aeschynomene histrix Poir. 240.1 260. 265. Clitoria ternatea L. 243. Desmodium axilare DC. Sapium glandulatum (Vell. Phyllanthus sp.) Pax 234. Dioclea virgata (Rich. Quebra-pedra Cocão Mamona Burra-leiteira Burra-leiteira Malícia-sem-espinho Maricazinho Sensitiva Angelim Tabaco de negra Espia-caminho Sombreiro Guizo-de-cascavel Guiso-de-cascavel Cipó de macaco Pega-rapaz Barbadinho Amor-de-vaqueiro Espinheiro 56 . 245.229.) DC. Calopogonium mucunoides Desv. 256. 259. Crotalaria pallida Aiton 255. 262. Clitoria sp. Phyllanthus niruri L. Centrosema sp. Bauhinia monandra Kurz 244. Desmodium Incanum (Sw.) Benth. 230. 237. FABACEAE 252. Sapium sp. ERIOCAULACEAE 235. ex Pers. Crotalaria retusa L. 264. Ricinus communis L. Desmodium sp. Desmodium rotundifolium DC. ex Benth. 241. Andira nitida Mart. 263. Clitoria fairchildiana Howard 251.) Benth. 231. Calopogonium sp. Dioclea sp. 267.) Stellfeld 268. 254. 238. Paepalanthus sp. 232. 233. Bauhinia outimouta Aubl. Desmodium adscendens (Sw. Clitoria laurifolia Poir. 246. 250. 247. 249. Dioclea sp. Pogonophora schomburgkiana Miers ex Benth.) DC. 242. 253. 248. Aeschynomene viscidula Michx. Crotalaria stipularia Desv. Andira humilis Mart.

) Pers. 303. Hyptis sinuata Pohl ex Benth.) L. 284. 289. Inga capitata Desv. 299. Heliconia cf. 300. Indigofera hirsuta L. 281. 270. 302. Grimes 285. Periandra mediterranea (Vell.S.) Malme 293. 1992) Alcançú Pau-sangue Mata pasto 57 .) Hochr. Schultesia guianensis (Aubl. GENTIANACEAE 292. mattogrossensis f. 283. 305.W. 2008) Cássia-ferruginha. Cipura paludosa Aubl. Senna pinheiroi H. Irwin e Barneby 273. Casearia commersoniana Cambess.) Pers. Pterocarpus rohrii Vahl 277. Hyptis atrorubens Poit. Bowdichia virgilioides Kunth 275. glabra Cuatrec.) Taub. 296. 271. Stryphnodendron pulcherrimum (Willd. Casearia aculeata Jacq. Ex Benth. Sparattanthelium botocudorum Mart. LAMIACEAE 304.) Sw. Stylosanthes sp. Abarema cochliacarpos (Gomes) Barneby e J. Senna georgica H. Senna siamea (Lam. 282. Tephrosia cinerea (L. 301. bihai (L. Irwin e Barneby 272. HELICONIACEAE HERNANDIACEAE HUMIRIACEAE HYPERICACEAE IRIDACEAE INDETERMINADA 294. 287.269. 291. 297. 288. Favinha Jacarandá-branco AM (MMA. Ocimum gratissimum L.) H. 298. Xylosma sp. Helicônia Helicônia Arco-de-pipa Pitomba-de-morcego Lacre Café-do-mato Espinho-de-judeu Olho-de-pombo Barbatimão Anil Ingá cabeludo Ingá Jaguarana.) Schauer Manjericão Menta-rateira Alfazema-brava Paquivira.) DC. Stylosanthes viscosa (L. Inga blanchetiana Benth. Vigna luteola Benth. Sacoglottis mattogrossensis Cuatrec. Rhynchosia phaseoloides (Sw.f. FLACOURTIACEAE 290.S.S. 306. 307. Rhapidon echinus (ness et Mart. var. 279. 286. Hyptis suaveolens Poit. Hyptis fruticosa Salzm. Heliconia psittacorum L. Vismia guianensis (Aubl. 276. Cássia-do-sião Sucupira AM (MELO. Schultesia sp. Sclerolobium densiflorum Benth. Swartzia pickelii Killip ex Ducke 280. 295. 278. Vigna sp. Hymenaea courbaril L. Irwin e Barneby 274. Hyptis pectinata Poit.

Limnocharis flava (L. 339. Ocotea glomerata (Ness) Mez 313. Juss. Corchorus hirtus L. LECYTHIDACEAE 316. 309. 319. Bunchosia armeniaca DC. 346. Lecythis pisonis Cambess. 334. 331.)Mez 314. Byrsonima gardneriana A. Juss. 336. Cuphea flava Spreng. Spigelia anthelmia L. Cuphea sp. Persea americana L. Lemna sp. Stigmaphyllon paralias A. Eschweilera ovata (Cambess. Struthanthus marginatus (Desr. Stigmaphyllon rotundifolium A. Malva-guaxima Munguba Mutamba Açoita-cavalo. 337. 343. Pereiro Pau-de-jangada Resedá Murici-da-praia Murici Cereja-do-pará Cipó-forte Sete-sangria Pasta-miúda Paraci. Lemna cf. Luehea ochrophylla Mart.) Blume 326.) Fawcett & Rendle 342. Mureré Lombrigueira Erva-de-passarinho Erva-de-passarinho Erva-de-passarinho Erva-de-passarinho Louro Abacateiro Embiriba Sapucaia Louro-porco Canela Louro-pinho 58 .) Cav. Phoradendron strongyloclados Eichl. Cassytha americana Nees 310. Phoradendron sp. Guazuma ulmifolia Lam. Juss. LEMNACEAE LIMNOCHARITACEAE LOGANIACEAE 318. Sida sp. 328. 345. Byrsonima sericea DC. 320. Ocotea duckei Vattino LAURACEAE 312. Schum. 344. Pavonia cancellata (L. 330. Pavonia typhalaea Cav. Sida linifolia Cav.Juss. 315. Apeiba tibourbou Aubl. 341. Cuphea campestris Mart. ex Koehne LYTHRACEAE 327. Phthirusa pyrifolia Eichl. 333. 324.308. minor L. Sida ciliaris L. Ocotea bracteosa (Meisn. 325. Ocotea canaliculata Mez 311.) Buchenau 321. 322. 329. LORANTHACEAE 323. Robyns 338. Vitex rufescens A. Eriotheca crenulaticalyx A. Pavonia fruticosa (Mill. Ocotea sp. MALVACEAE 340. Lawsonia inermis L. Sida glaziovii K. 335. MALPIGHIACEAE 332.) Miers 317.

Artocarpus heterophyllus Lam. 368. Macrosamanea pedicellaris (DC. 359. Carrapicho Malva-roxa Maranta Cinzeiro Anis Barba-de-paca Gitó Barbatimão Ingá Ingá-mirim Ingá Linhaça. Miconia calvescens Schrank e Mart. Brosimum cf.) Huber MORACEAE 382. 377. Schum. Don 354.) Willd. Comolia veronicaefolia Benth. Inga laurina (Sw.-Hil) Miers 364. Indeterminada MENISPERMACEAE 363. 350. 352. 372. guianense (Aubl.) Willd. americana Gurke 348. 358. Miconia sp. Mimosa cf.-Hil.) K.) Benth. 369. Leucena Vassourinha Sabiá Malícia. & Bompl. MELASTOMATACEAE 356. Pithecellobium dulce (Roxb.St. Clidemia capitellata (Bonpl. Matafome Malícia-de-bode Fruta-pão Jaqueira Gameleira 59 . Chondrodendron platiphyllum (A. Rapanea guianensis Aubl. 385. Artocarpus altilis (Parks) Fosberg 380. 353. sensitiva L. glaberrima A.C. Inga edulis Mart. ex DC. 375. pudica L. Mimosa caesalpiniifolia Benth. Urena sinuata L.Rich.) Naud. Inga thibaudiana DC. Sorocea hilarii Gandich. Schrankia leptocarpa DC. 379.ex Willd. 384. MELIACEAE 361. Urena lobata L. Inga Ingoides (Rich.) Kleinh. Guarea guidonia (L. Mimosa somnians Humb. 367. eugenioides Triana 360. MYRSINACEAE 386.St. Cissampelos cf. var. Miconia albicans (Sw. 374. Mimosa cf. Mimosa sp.) DC. Abarema cochliocarpos (Gomes) Barneby & Grimes 366. 365. 373. Maranta sp. 355. Sorocea guilleminiana Gaudich. Leucaena leucocephala (Lam. Miconia cf. Sorocea sp.) Sleumer 362. Dormideira Ingá-doce. MARANTACEAE 351. 376. Miconia ciliata (L. Nepsera aquatica (Aubl. Waltheria sp. Ischnosiphon gracilis (Rudge) Körn. 378.347. 370.) de Wit MIMOSACEAE 371. 349. Ficus gomelleira Kunth & Bouché ex Kunth 383. 381.) Triana 357.) D. Monotagma plurispicatum (Koern.

Eugenia flavencens DC. Myrcia paniculata Krug. 420. Nymphaea alba L. 407. Eugenia blanchetiana O. Berg 389.) Skeels 409.) Baill. Eugenia hirta O. Myrcia platyclada DC. Raven 424. 405. Mirabilis jalapa L. Eugenia aquea Burm. Guabiraba Murta Jambo-branco Viuvinha Goiabeira Araçá Jambo-vermelho Oliveira Bonina Ninféia Ninféia Batiputá Bom-nome Ameixa-brava Cruz-de-malta Ludwigia Rabo-de-tatu 60 . 401. Cyrtopodium paranaensis Schltr. 418. 402. Psidium guianensis Sw. 395.) DC. 390. NYCTAGINACEAE 410. NYMPHAEACEAE 413. 415. Syzygium malaccense (L. 398.-Hil. Campomanesia dichotoma (O. Myrcia tomentosa (Aubl. Ludwigia erecta (L. Boerhavia diffusa L. Eugenia sp. Guapira sp.) Merr. Ouratea cearensis (Tiegh. Mey. Oeceoclades sp.) DC. alagoensis Berg 396. Eugenia hiemalis Cambess. 392. Perry 408.) Sastre 417. 400. 393. 414. Sauvagesia sp. Myrcia guianensis (Aubl. OLACACEAE 419. Ouratea hexasperma (A.) DC. Myrcia cf.387.) DC. Psidium sp. 412. & Urb. Ludwigia peploides (Kunth) P.M.H. Ximenia americana L. Eugenia punicifolia (Kunth) DC.) DC.) Hara ONAGRACEAE 422. 406. Myrcia sylvatica (G. DC. Ludwigia octovalvis (Jacq. & L. 404. Schoepfia brasiliensis A. 426. 421. Epidendrum cinnabarinum Salzm. 399. 403.Berg 394. Guapira pernambucensis (Casar.St. Sauvagesia erecta L. Myrcia bergiana Berg MYRTACEAE 397. Syzygium jambolanum (Lam.f.) Raven 423.) Lundell 411. Nymphaea sp. Syzygium cumini (L. 391. OCHNACEAE 416. Psidium guajava L. Berg) Matos 388. Myrcia multiflora (Lam. ORCHIDACEAE 425.

Paspalum conjugatum Berg 465.427. Paspalum sp. Rivina brasiliensis Nocca 442.) Lindl. Echinochloa polystachya (Kunth) Hitchc. Scoparia dulcis L. Eragrostis sp. 454. Lasiacis ligulata Hitchc. Piper arboreum Aubl. PIPERACEAE 444. Bambusa vulgaris Schrad. 455. Eleusine indica (L. 429. Passiflora suberosa L. 460. Beauv. 437. DC. Passiflora glandulosa Cav. Phytolacca thyrsiflora Fenzl 440. 431. 451. Capim-gengibre Capim-colonial Taquara Capim-cabeludo Louco Bambú Carrapicho Pé-de-galinha Pimenta-darda Capim-névoa Maracujá Vanila 61 . 448. Peperomia sp. 453. Passiflora kermesina Link e Otto 432. Passiflora edulis Sims. 462. Panicum maximum Jacq. 463. Piper marginatum Jacq. Cenchrus echinatus L. Panicum pilosum Sw. Echinochloa crus-pavonis (Kunth) Schult. Scoparia sp. Ichnanthus sp. 456. Sarcoglottis sp. Piper tuberculatum Jacq.) P. 449. 441. 461. Piper caldense C. Panicum trichanthum Ness 464. & Chase 459. 428. 446. Vanilla sp. Passiflora foetida L. 450. 436. ex Wendl.) Richt. PHYTOLACACEAE 439. 443. PASSIFLORACEAE 433. Paspalum maritimum Trin. Olyra latifólia L.) Gaertn. PLANTAGINACEAE PLUMBAGINACEAE 447. 430. 466. 452. Plumbago scandens L. Oeceoclades maculata (Lindl. 435. Passiflora subrotunda Mast. Microtea paniculata Moq. POACEAE 458. Polystachia sp. Rivina humilis L. 445. 457. Oplismenus hirtellus (L. Dactyloctenium aegyptium (L. 434. Microtea scabrida Urban 438.

Colubrina glandulosa Perk.) Roem. 476.W. Gouania blanchetiana Miq.C. 487.F. Rhynchelytrum repens (Willd. Polygala longicaulis H. Coccoloba densifrons Mart. Schum.Cabral 492. Alibertia sp. Bredemeyera laurifolia Klotzsch. 480. Psychotria erecta (Aubl. Mitracarpus hirtus (L. RUBIACEAE 496. glaziovii Lind.Schum.) Bacigalupo & E.Caninana Mangue-gaiteiro Canela-de-veado Cavaçú Amor-agarradinho Cauaçú Cauaçú-de-rama Gangu Rabo-de-lagartixa 62 . Antigonon leptopus Hook. 485. Borreria ocymifolia (Roem.) Müll.K. 503. Mitracarpus sp.C.467.Hubb. Coccoloba alnifolia Casar. POLYGONACEAE 479. Borreria humifusa Mart.) G. 504. 498. POLYGALACEAE 473. Borreria verticillata (L. 502. B. 472. Polygonum hydropiperoides Michx PORTULACACEAE RHAMNACEAE RHIZOPHORACEAE 483. 475.Rich. 490.L. ex DC. 478.) Hitchc.Johnston 486. & Schltdl. 468.) DC. var. reitzii (M.) C. Polygala martiana A. Arg.F. 493. 501. & Schult. Portulaca pilosa L. Psychotria bracteocardia (DC. 499. Coccocypselum hirsutum Bartl. 505. Polygala violacea Aubl. Coccoloba mollis Casar. 482. 497. Securidaca cf. ex Roem. Chiococca alba (L. Setaria sp. 469. Coccoloba cf. ex C. 500. Amaioua corymbosa H. 470. Psychotria barbiflora DC. 471. & Schult. 491.Meissn. Setaria tenax (A. Posoqueria longiflora Aubl.) Standl. & Steyerm. 489.E.Mey. Palicourea crocea (Sw. Guettarda sp.) K. 481. 477.) Desv. & K. & Arn. 495.B. e Schult. Sporobolus sp. 488. 484.W. Guettarda vibournoides Cham. coriacea Bonpl.Bennett 474. Coccoloba laevis Casar. Mata-Calado Angélica Catucá. Diodia apiculata (Willd. Rhizophora mangle L. 494. Guettarda platypoda DC.Johnston) M. Alibertia myrciifolia Spruce ex K.

ex Roem. 517. 528. Smilax sp. 520. & Schltdl.2 538. RUTACEAE SALICACEAE 513. Pouteria grandiflora (A. Solanum agrarium Sendt. Scoparia dulcis L. 514. 523.) Müll. 533.1 537.) Baehni 527. Casearia javitensis Kunth 516. Chrysophyllum rufum Mart. 526. Serjania salzmanniana Schltr. SMILACACEAE 536. Pouteria sp. Solanum paludosum Moric. 508.DC.) Radlk.) Radlk. SCROPHULARIACEAE 530. Pradosia lactescens (Vell. SAPINDACEAE 519. 509. Solanum paniculatum L. Buchnera sp. 543. & Schltdl. & Schult. 515. 535. Salzmannia nitida DC. Pouteria bangii (Rusby) T. Tocoyena formosa (Cham. Picramnia andrade-limae Pirani SIMAROUBACEAE 534. Talisia esculenta (A.Penn. SOLANACEAE 541. 511.-Hil. Simarouba amara Aubl. 544. Psychotria platypoda DC. Cestrum sp. Casearia commersoniana Cambess. 540. Tocoyena sellowiana (Cham. ) K. Jurubeba Jurubeba-branca Gogóia Erva-moura Jurubeba braba. Solanum caavurana Vell. Paullinia trigonia Vell. Serjania paucidentata DC. Monnieria trifolia L. 539. Matayba guianensis Aubl. Schum 512.) Steud. Stemodia pratensis Mart.) K. Arg. Psychotria hoffmannseggiana (Willd. 529. Simaba ferruginea A. Solanum americanum Mill. 518. 531.St. Solanum asperum Rich 542. DC. Jussara.506. Schum. Manilkara salzmannii (A. 532.-Hil.) Lam. ex DC. Smilax sp. Richardia grandiflora (Cham. Cupania revoluta Radlk. Sabicea cinerea Aubl. 510.St. 522. 507. Allophylus laevigatus Radlk.D. 524. Tetraulacium veronicaeforme Turcz. 521. e Schltdl. SAPOTACEAE 525. Cumichá Ticongo Pau-paraíba Vassourinha Cipó-Cururú Cipó cururu Pitombeira Lacre-da-mata Massaranduba Caboatã-de-rêgo Café do mato Genipapo bravo Erva-de-rato Poaia-da-praia 63 .

554. 566. Turnera subulata Sm. TRIGONIACEAE 556.) Blume 563. 578. 570.) B. 569.-Hil. Pilea sp. 557. Tamonea spicata Aubl. Typha domingensis Pers.M. Stachytarpheta sp. Cissus verticillata (L.545. Turnera ulmifolia L. Xyris sp. VIOLACEAE VITACEAE XYRIDACEAE ZINGIBERACEAE 577. 574. Luehea ochrophylla Mart. Solanum batirutense Huber 546. Waltheria viscosissima A. TILIACEAE 553.) N. stramonifolium 547.E. Trigonia nivea Cambess. 567. Sterculia foetida L. TYPHACEAE ULMACEAE 561. Aegiphila sp. 560. var. 555. VERBENACEAE 571. 548. Piriqueta racemosa Sw. 560.Br. 568.) Chew. Aegiphila aff sellowiana Cham. Jurubeba branca Jurubeba-branca Jurubeba-branca Mutamba Chichá Malva-preta Pau-de-jangada Açoita-cavalo Carrapicho Chanana Chanana Junco Piriquiteira Embaúba Urtiga-vermelha Chumbinho. Lippia sp.Burtt ex R. 572. Solanum sp. Turnera sp. Lippia alba (Mill. Cissus erosa Rich. 565. Solanum stramonifolium Jacq.E. TURNERACEAE 558. 551. 573. Solanum asperolanatum Ruiz & Pav. Lantana radula Sw.DC. Corchorus sp. Laportea sp.) Nicolson e C. 576. Lantana camara L. Laportea aestuans (L. 549. Alpinia zerumbet (Pers. 575. Priva bahiensis P. 559. in Schult. Guazuma ulmifolia Lam. Trema micrantha (L. Câmara Chumbinho-branco Erva-cidreira Gervão Fita de moça Insulina Colônia Total geral de espécies da flora: 581 espécies 64 .St. STERCULIACEAE 550. 552. 579. 581. Triumfetta rhomboidea Jacq. 562. Paypayrola cf blanchetiana Tul. Apeiba tibourbou Aubl. Starchytarpheta elatior Schrad.Sm. Cecropia cf pachystachya Trécul URTICACEAE 564.L. Jarvis 580.

Bufo schneideri Werner 11. Iguana Surucucu AMPB (MELO 1992) Calango-dourado Cobra-coral-verdadeira falsa-coral Cobra-corre-campo 65 . 3. 5. Cururú Cururú Perereca-cabrito Pererequinha Perereca-de-banheiro Perereca-verde Gia AM (?) Rã-manteiga Rã Sapo-cão Calango. Ameiva ameiva 20. 8. 1825) 35. Hyla rubra 14. Hyla albopuntacta 12. 2. 1. brasiliensis Hoplias malabaricus Bloch Oreochromis niloticus Linnaeus Poecilia reticulata Peters Poecilia vivipara Bloch & Schneider Pristella cf. Hemidactylus mabouia 33. jararacuçu Jacaré-tinga Jacaré-de-papo-amarelo Cobra-cipó Mussurana Calanguinho-verde PEIXES 4. Caiman crocodilus 25. Cnemidophorus ocellifer 29. maxillaris Synbranchus marmoratus Bloch Bufo paracnemis Piaba Acará Traíra Tilápia (exótica) Guarú Guarú-pintado Piabinha Mussum Sapo-cururu. PB. Amphisbaena alba Linnaeus 21. Calango-verde Cobra-de-duas-cabeças Papo-de-vento Jibóia Jararaca. Outubro de 2010. Crotalus durissus 31. Astyanax bimaculatus Linnaeus Geophagus cf. 1825) 26. Physalaemus cuvieri 19. Epicrates cenchria 32.Fauna de Vertebrados da Mata Atlântica e ecossistemas associados de João Pessoa. Boa constrictor 23. Anolis sp. Oxyrhopus trigeminus 38. Leptodactylus labyrinthicus 16. 22. Philodryas nattereri Steindachner Cascavel Salamanta Lagartixa-de-parede Camaleão. 7. 10. Mabuya sp 36. Sinambu. Iguana iguana Linnaeus 34. Leptodactylus ocellatus 17. Lachesis muta rhabeata (Wied. Chironius sp 27. 9. Hyla sp 15. Corallus caninus 30. Bothrops sp 24. Leptodactylus troglodytes Lutz 18. Hyla minuta 13. Micrurus ibiboboca 37. 6. Caiman latirostris (Daudin. Clelia occipitolutea ANFÍBIOS RÉPTEIS 28.

1758) 59. 1758) 64. 1812) 42. Dendrocygna autumnalis (Linnaeus. Crypturellus parvirostris (Wagler. Ardea alba Linnaeus.39. Tropidurus torquatus Wied 46. 1827) 48. Philodryas sp 41. 1816 74. 1782) 63. Ardea cocoi Linnaeus. Fregata magnificens Mathews. Caracara plancus (Miller. Buteogallus urubitinga (Gmelin. Egretta thula (Molina. 1758) 54. Falco sparverius Linnaeus. Spilotes pullatus 43. 1766) 57. Buteo albicaudatus Vieillot. 1825) 51. 1758 77. Cochlearius cochlearius (Linnaeus. Tupinambis merianae 47. 1793) 67. Bubulcus ibis (Linnaeus. Coragyps atratus (Bechstein. Dendrocygna viduata (Linnaeus. 1766) 49. 1818) 72. 1758) 61. Nycticorax nycticorax (Linnaeus. Phrynops cf. 1758) 65. Butorides striata (Linnaeus. Egretta caerulea (Linnaeus. 1777) 75. Elanoides forficatus (Linnaeus. 1758) 71. 1788) gavião-preto 70. 2003) 52. AMPB (MELO. 1766 60. Rupornis magnirostris (Gmelin. 1758) 50. 1788) 73. Pandion haliaetus (Linnaeus. 1822 gavião-tesoura gavião-peneira gavião-pega-pinto gavião-de-rabo-branco carcará carrapateiro quiri-quiri falcão-de-coleira 66 . Cathartes burrovianus Cassin. Falco femoralis Temminck. Tropidurus spp 45. Philodryas olfersi 40. 1788) 69. Tachybaptus dominicus (Linnaeus. 66. 1816) 76. 1766) 53. 1992) Caninana Lagartixa Calango-preto Lagartixa Teiú inhambu-chororó Irerê marreca-asa-branca Aracuã jacupemba AM (MMA. 1758) 58. 1993) Cobra-verde Cobra-cipó Cágado. Milvago chimachima (Vieillot. 1758) 68. 1758 merguhão-pequeno mergulhão-caçador Tesourão socó-boi Arapapá Savacu Socozinho garça-moura garça-vaqueira garça-branca-grande garça-branca-pequena garça-azul urubu-de-cabeça-vermelha 1845 urubu-de-cabeçaamarela urubu-de-cabeça-preta águia-pescadora caranguejeiro AVES 62. Tigrisoma lineatum (Boddaert. Tropidurus hispidus 44. Podilymbus podiceps (Linnaeus. Ortalis guttata (Spix. Elanus leucurus (Vieillot. Penelope superciliaris alagoensis (Nardelli. geoffroanus (Schweigger. Cathartes aura (Linnaeus. 1783) 56. Buteogallus aequinoctialis (Gmelin. 1914 55.

1825 87. 1766) 93. 1792) juriti-gemedeira 105. 1789) 92. Columbina talpacoti (Temminck. 1811) 100. Aramus guarauna (Linnaeus. 1825) 80. Calidris pusilla (Linnaeus. Aramides mangle (Spix. 1776) 81. 1855 juriti-pupu 104. Columbina squammata (Lesson. Charadrius semipalmatus Bonaparte. Catoptrophorus semipalmatus (Gmelin. Limnodromus griseus (Gmelin. 1776) maracanã 106. Leptotila rufaxilla (Richard & Bernard. Vanellus chilensis (Molina. Aratinga leucophthalma (Statius Muller. Patagioenas picazuro (Temminck. 1758) 90. Columbina passerina (Linnaeus. 1766) 85. 1789) 89. 1764) 95.78. 1818 88. Aramides cajanea (Statius Muller. Actitis macularius (Linnaeus. Porphyrio martinica (Linnaeus. Calidris alba (Pallas. Diopsittaca nobilis (Linnaeus. 1813 91. 1758) 83. Gallinula chloropus (Linnaeus. Columbina minuta (Linnaeus. Piaya cayana (Linnaeus. 1813) 103. Neocrex erythrops (Sclater. Numenius phaeopus (Linnaeus. 1766) Tapa-cú apuim-de-cauda-amarela AMPB (MELO. Jacana jacana (Linnaeus. 1992) papagaio-do-mangue alma-de-gato rolinha-caldo-de-feijão fogo-apagou rolinha-picui asa-branca 67 . 1867) 82. 1820) 109. 1758) carão saracura-do-mangue saracura-três-potes turu-turu galinha-d’água frango-d'água-azul jaçanã tetéu batuíra-de-bando (espécie migratória) batuíra-de-coleira (espécie migratória) maçarico-de-costas-brancas maçarico-galego maçarico-solitário (espécie migratória) maçarico-de-asa-branca maçarico-pintado (espécie migratória) vira-pedras (espécie migratória) maçarico-branco (espécie migratória) maçarico-rasteirinho trinta-réis-boreal (espécie migratória) rolinha-cinzenta 94. Leptotila verreauxi Bonaparte. 1758 97. Arenaria interpres (Linnaeus. Amazona amazonica (Linnaeus. Touit surdus (Kuhl. 1758) maracanã 107. Columbina picui (Temminck. Forpus xanthopterygius (Spix. 1766) 96. 1758) 98. 1831) 101. 1824) 108. Charadrius collaris Vieillot. 1766) 84. 1766) 79. 1766) rolinha-de-asa-canela 99. 1782) 86. 1813) 102. Tringa solitaria Wilson. 1766) 110. Sterna hirundo Linnaeus.

1789) 123. Amazilia versicolor (Vieillot. Trogon curucui Linnaeus. Crotophaga ani Linnaeus. 1853) 126. 1816 besourinho-de-bicovemelho beija-flor-de-barriga-branca beija-flor-de-banda-branca beija-flor-de-garganta-verde beija-flor-de-bochecha-azul surucuá-de-barrigavermelha martim-pescadorgrande martim-pescador-verde martim-pescador-pequeno martinzinho fura-barreira joão-bobo pica-pau-anão-dourado. 1782) 119. 1817) 116. 1788) 117. Chloroceryle americana (Gmelin. Athene cunicularia (Molina. Chrysolampis mosquitus (Linnaeus. 1839) anu-preto anu-branco saci coruja-de-igreja corujinha-do-mato caburé coruja-orelhuda coruja-buraqueira mãe-da-lua bacurau joão-corta-pau bacurau-tesoura andorinhão-de-coleira-falha andorinhão tesourinha rabo-branco-rubro rabo-branco-acanelado 128. Tachornis squamata (Cassin. 1788) 135. 1789) 120. 1809) 148. 1788) 113. Caprimulgus rufus Boddaert. Chlorestes notata (Reich. Rhinoptynx clamator (Vieillot. Hydropsalis torquata (Gmelin. Colaptes melanochloros (Gmelin. Ceryle torquatus (Linnaeus. Nyctidromus albicollis (Gmelin. 2003) picapauzinho-anão pica-pau-verde-barrado choca-boi choca-bate-cabo choca-da-mata beija-flor-tesoura beija-flor-vermelho beija-flor-de-garganta-azul 68 . Thamnophilus punctatus (Shaw. 1790) 139. Megascops choliba (Vieillot. 1764) 141. 125. 1866) 124. 1947) 144. Heliothryx auritus (Gmelin. Glaucidium brasilianum (Gmelin. Phaethornis ruber (Linnaeus. Eupetomena macroura (Gmelin. Chaetura sp. AM (MMA. Nystalus maculatus (Gmelin. 1793) 131. 1816) 147. 1788) 136. Tapera naevia (Linnaeus.111. Thamnophilus caerulescens Vieillot. Chloroceryle amazona (Latham. 1789) 121. Veniliornis passerinus (Linnaeus. Tyto alba (Scopoli. 1788) 143. 1758) 127. 1788) 133. 1766 137. 1766) 138. 1788) 140. 1783 122. Nyctibius griseus (Gmelin. Galbula ruficauda Cuvier. 1788) 129. 1758 112. 1766) 145. Chlorostilbon aureoventris (d'Orbigny & Lafresnaye. 1758) 130. Picumnus exilis pernambucensis (Zimmer. Phaethornis pretrei (Lesson & Delattre. Streptoprocne biscutata (Sclater. Amazilia fimbriata (Gmelin. 1838) 132. 1766) 114. Taraba major (Vieillot. 1808) 118. 1818) 134. Amazilia leucogaster (Gmelin. Guira guira (Gmelin. Chloroceryle aenea (Pallas. 1816 142. 1788) 146. 1769) 115.

1788) 155. 1789) 182. 1788) 158. 1823) 150. Todirostrum cinereum (Linnaeus. 1831) 170. 1822) 163.149. Xiphorhynchus picus (Gmelin. Myiarchus ferox (Gmelin. 1776) 177. 1823) 156. 1831 168. Furnarius figulus (Lichtenstein. Phaeomyias murina (Spix. 1868 164. Fluvicola nengeta (Linnaeus. 1825) 166. Euscarthmus meloryphus Wied. 1822) 162. Myiarchus tyrannulus (Statius Muller. Arundinicola leucocephala (Linnaeus. Glyphorynchus spirurus (Vieillot. 1766) 161. Sittasomus griseicapillus (Vieillot. Myiodynastes maculatus (Statius Muller. 1819 180. Elaenia flavogaster (Thunberg. 1859 157. 1837) 160. 1776) 183. 2003) arapaçu-verde arapaçu-de-bico-de-cunha arapaçu-de-bico-branco casaca-de-couro-da-lama petrim curutié maria-de-olho-branco sebinho-de-olho-de-ouro sebinho-relógio piolhinho cucurutado-de-barrigaamarela cucurutado-de-topeteuniforme risadinha bagageiro marianinha-amarela barulhento bico-chato-de-orelha-preta bico-chato-amarelo patinho filipe guaracavuçu lavadeira freirinha bentevizinho-de-penachovermelho bem-te-vi-rajado bem-te-vi neinei suiriri irré maria-cavaleira maria-cavaleira-de-raboenferrujado tesourinha (espécie migratória) fruxu-do-cerradão 69 . Myiozetetes similis (Spix. 1783) corozinho-de-boné 151. 1868) 159. Tolmomyias flaviventris (Wied. Synallaxis frontalis Pelzeln. 1831) 173. 1818) 153. Tyrannus melancholicus Vieillot. 1766) 174. Megarynchus pitangua (Linnaeus. Elaenia cristata Pelzeln. Myiarchus swainsoni Cabanis & Heine. Pitangus sulphuratus (Linnaeus. Tolmomyias sulphurescens (Spix. 1819) 154. Cnemotriccus fuscatus (Wied. Hemitriccus margaritaceiventer (d'Orbigny & Lafresnaye. Capsiempis flaveola (Lichtenstein. 1824) 165. 1776) 172. Conopophaga lineata cearae (Cory. 1859 181. 1766) 179. Tyrannus savana Vieillot. Neopelma pallescens (Lafresnaye. Phyllomyias fasciatus (Thunberg. Myiophobus fasciatus (Statius Muller. 1916) 152. Certhiaxis cinnamomeus (Gmelin. Herpsilochmus pileatus (Lichtenstein. Hemitriccus zosterops (Pelzeln. 1766) 178. 1818 171. 1808 184. 1825) 176. 1764) 175. Formicivora grisea (Boddaert. Platyrinchus mystaceus Vieillot. 1823) 167. Camptostoma obsoletum (Temminck. 1853) papa-formiga-pardo cuspidor-do-nordeste AM (MMA. 1825) 169.

Ramphocelus bresilius (Linnaeus. 1766) 219. Tangara cayana (Linnaeus. 1766) 214. Thraupis palmarum (Wied. 1823 198. Thraupis sayaca (Linnaeus. 1758 196. 1783) 220. 1788) 199. 1807) 202. Volatinia jacarina (Linnaeus. Thryothorus genibarbis Swainson. Troglodytes musculus Naumann. Turdus rufiventris Vieillot. Sporophila bouvreuil (Statius Muller. 1783) 206. 1817) 195. 1766) 213. 1776) 218. 1838 197. Sicalis flaveola (Linnaeus. AM (MELO. Tachyphonus rufus (Boddaert. 1766) 190. 1766) 205. 1776) caboclinho curió tico-tico-de-bico-preto tempera-viola canário-da-terra-verdadeiro 70 . Thlypopsis sordida (d'Orbigny & Lafresnaye. Saltator maximus (Statius Muller. Hemithraupis guira (Linnaeus. 1818 200. 1837) rendeira frade anambezinho-de-axilas-lilás pitiguari juruviara cancã andorinha-do-rio andorinha-do-campo andorinha-doméstica-grande andorinha-asa-de-telha andorinha-de-bando (espécie migratória) garrinchão-pai-avô corruíra ou rouxinol balança-rabo-de-chapéupreto sabiá-laranjeira sabiá-barranco sabiá-da-praia sibito saí-canário 204. Conirostrum bicolor (Vieillot. Polioptila plumbea (Gmelin. Coereba flaveola (Linnaeus. Cyanocorax cyanopogon (Wied.185. 2003) saíra-amarela saí-azul saíra-beija-flor saíra-de-papo-preto 210. Arremon taciturnus (Hermann. Hirundo rustica Linnaeus. Sporophila angolensis (Linnaeus. Iodopleura pipra (Lesson. 1766) 207. 1831) 188. 1766) 186. 1831) tiê-galo pipira-preta tiê-sangue sanhaçu-cinzento sanhaçu-do-coqueiro pintor-verdadeiro AMPB. 1758) 203. MMA. Progne chalybea (Gmelin. Chiroxiphia pareola (Linnaeus. 1766) 212. 1766) tiziu 217. 1823) 209. Tachyphonus cristatus (Linnaeus. 1766) 187. Dacnis cayana (Linnaeus. Cyclarhis gujanensis (Gmelin. Progne tapera (Vieillot. 1789) 189. Tangara fastuosa (Lesson. Cyanerpes cyaneus (Linnaeus. 1766) 211. 1766) 216. 1789) 194. Stelgidopteryx ruficollis (Vieillot. 1817) 193. Turdus leucomelas Vieillot. 1766) 208. Mimus gilvus (Vieillot. 1809) sibito-do-mangue 215. Manacus manacus (Linnaeus. Vireo olivaceus (Linnaeus. Tachycineta albiventer (Boddaert. 1821) 191. 1818 201. 1783) 192. 1992.

Galea spixii 249. 1758) 228. Euphractus sexcinctus 233. 1758) 227. Callithrix jacchus Linnaeus 250. Artibeus lituratus 253. Stumira lilium 258. Cerdocyon thous pula-pula canário-da-mata xexéu encontro vim-vim guriatã bico-de-lacre (espécie exótica) pardal (espécie exótica) Gabiru Guaxinim Tatu-galinha Tatu-peba Tatu-de-rabo-mole Gambá. Procyon cancrivorus G. Cuvier 231. Leopardus tigrinus 243. papa-mel Furão Preá Preá Sagüi. Anoura geoffroyi 254. Euphonia violacea (Linnaeus. Carollia perspicillata 255.221. 1830) 222. Cebus apella 242. Phyllostomus discolor 257. AMPB (MELO. Bradypus variegatus 240. Didelphis albiventris 235. Procyon cancrivorous 245. Tamandua tetradactyla 239. timbú Cuíca Rato-cachorro Rato-cachorro Tamanduá-mirim Preguiça AMPB (MELO. Dasypus novemcinctus 232. Estrilda astrild (Linnaeus. Basileuterus flaveolus (Baird. Euphonia chlorotica (Linnaeus. AM (MMA. Artibeus cinereus 251. 2003) Cachorro-do-mato Guaxinim. Lontra longicaudis Olfers 241. Caluromys philander 236. 1865) 223. Monodelphis domestica 238. 1758) 229. Passer domesticus (Linnaeus. 1766) 226. Desmodus rotundus 71 . 1992) Lontra. Cacicus cela (Linnaeus. Glossophaga soricina 256. Platyrrhinus lineatus 259. mão-pelada Irara. Eira barbara 246. Noctilio leporinos 260. Cabassous unicinctus 234. Icterus cayanensis (Linnaeus. Sagüi-de-tufosbrancos Morcego Morcego Morcego Morcego-beija-flor Morcego Morcego-beija-flor Morcego Morcego Morcego Morcego-pescador Morcego-vampiro MAMÍFEROS 244. Artibeus jamaicensis 252. Marmosa murina 237. 1992) Macaco-prego Gato-do-mato-pequeno. Rattus novergicus Berkenhout 230. 1758) 224. Cavia sp 248. Galictis vottata 247. 1766) 225. Basileuterus culicivorus (Deppe.

esquilo. Akodon cursor 266. Molossus molosus 263. AMPB (MELO. Sylvilagus brasiliensis Morcego Morcego Peixe-boi-marinho. Dasyprocta agouti 273.261. Sciurus aestuans 265. Dasyprocta prymnolopha 274. punaré Capivara Cutia Cutia Tapiti Total de espécies da fauna de vertebrados: 274 espécies de vertebrados 72 . Calomys sp 268. Oryzomys subflavus 269. Oryzomys megacephalus 270. 2003) Rato-coco. 1992) Rato Rato Rato Rato Rato Rabudo. Myotis nigricans 262. Trichechus manatus 264. Thrichomys apereoides 271. AM (MMA. manati. Bolomys lasiurus 267. Hydrochaeris hydrochaeris 272.