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Testamento

Visão Holística

Visão Holística de Hebreus
Apresenta: A superioridade de Jesus Cristo
Antes de iniciar sua leitura faça uma oração pedindo orientação ao Espírito Santo. Para maior compreensão do estudo, use sua Bíblia, pois o estudo contém várias citações que precisam ser conferidas em sua Bíblia Escola Bíblica Dominical 21/06/2012

Aplicação Pessoal Panorâmica
Consumidores conscientes compram os melhores produtos que o seu dinheiro possa adquirir. Os pais sensatos desejam o melhor para os seus filhos. Todos nós buscamos sempre o melhor investimento de tempo, talento e dinheiro. Em todas as áreas, conformar-se com menos seria desperdício, tolice e irresponsabilidade. Contudo, é um ímpeto natural caminhar em direção ao que é conveniente e confortável. Sair da zona de conforto nem sempre parece ser a melhor escolha. O Judaísmo não era inferior ou fácil. Divinamente criado, era a melhor religião, a que mais expressava a verdadeira adoração e devoção a Deus. Os mandamentos, as cerimônias e os profetas descreveram as promessas de Deus e revelaram o caminho para o perdão e a salvação. Mas Cristo veio, cumpriu a Lei e os Profetas, venceu o pecado, quebrou todas as barreiras que impediam que os homens estivessem na presença de Deus, proveu gratuitamente a vida eterna. As Boas Novas eram de difícil aceitação por parte dos judeus. Embora eles tivessem buscado e aguardado o Messias durante séculos, estavam arraigados ao pensamento e adoração de acordo com a forma tradicional. Seguir a Jesus parecia repudiar a sua herança e as suas maravilhosas Escrituras. Com precaução e perguntas, eles ouviram o evangelho, porém muitos o rejeitaram e procuraram eliminar esta “heresia”. Aqueles que aceitaram a Jesus como o Messias encontravam-se frequentemente voltando às rotinas que lhes eram familiares, tentando viver uma fé híbrida. Hebreus é um documento magistral, escrito para os judeus que estavam avaliando Jesus ou lutando com esta nova fé. A mensagem deste livro é que Jesus é o melhor, supremo e suficiente Salvador. Hebreus começa enfatizando que tanto a aliança antiga (judaísmo) quanto a nova (cristianismo) são religiões reveladas por Deus (1:1-3). Na seção doutrinária que se segue (1:4 ao 10:18), o escritor mostra como Jesus é superior aos anjos (1:4 ao 2:18), aos líderes religiosos (3:1 ao 4:13) e sacerdotes (4:14 ao 7:28). O cristianismo ultrapassa o judaísmo por ter uma aliança melhor (8:1-13), um santuário melhor (9:1-10) e um sacrifício suficiente pelos pecados (9:11 ao 10:18). Tendo estabelecido a superioridade do cristianismo, o escritor parte para as implicações práticas de seguir a Cristo. Os leitores são exortados a apegarem-se à sua nova fé, a encorajaremse uns aos outros e aguardarem ansiosamente a volta de Cristo (10:19-25). São advertidos das consequências de rejeitar o sacrifício de Cristo (10:26-31) e lembra-los das recompensas da fidelidade (10:32-39). Então, o autor explica como viver pela fé, citando exemplos de homens e mulheres fiéis na história de Israel (11:1-40), encorajando-os e exortando-os quanto ao cotidiano cristão (12:1-17). Esta seção termina comparando a antiga aliança com a nova (12:1829). O escritor conclui com exortações morais (13:1-17), um pedido de oração (13:18,19), uma bênção e saudações (13:20-25). Idependente do que você estaja considerando como o enfoque mais importante na vida, saiba que Cristo é superior. Ele é a revelação perfeita de Deus, o sacrifício final e completo pelo pecado, o mediador compassivo e compreensivo, e o único caminho para a vida eterna. Leia Hebreus e comece a enxergar a história e a vida sob a perspectiva de Deus. Então, entregue-se franca e completamente a Cristo, sem quaisquer reservas.

Panorama Holístico
Jesus Cristo, nosso Intercessor junto ao Trono
Como cristãos, temos o melhor - melhor em todos os sentidos. A palavra-chave do livro de Hebreus é “melhor”, que aparece 13 vezes. Há palavras nesse livro que nos ajudam a ter uma

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visão holística. Sublinhe as palavras e expressões: “eterno”, “perfeito”, “uma vez”, “sangue”, “fora”, “melhor”, “sentar-se” e “celestial”. O autor da epístola é desconhecido. Tem havido muitas especulações, mas não há nenhuma certeza. Atribui-se Hebreus a Paulo e, ainda que muitos ponham em dúvida sua autoria, há muitas evidências a seu favor. Tem sido chamada “o quinto evangelho”. Mateus, Marcos Lucas e João descrevem o ministério de Cristo na terra; Hebreus descreve seu ministério no céu, à destra de Deus. Revela as glórias de nosso Salvador. Nossos olhos estão fixados em Jesus, o “Autor e Consumador da fé” (12:2). Ele aparece diante de nós nos céus “coroado de glória e de honra” (2:9). Essa epístola foi escrita, antes de tudo, para judeus cristãos, provavelmente de Jerusalém, que estavam vacilando na fé. Por causa dos escárnios e zombarias de seus perseguidores, esses cristãos estavam começando a pensar que tinham perdido tudo ao aceitar o cristianismo: altar, sacerdotes e sacrifícios. O apóstolo prova que eles só haviam perdido a sombra e receberam a substância (Jesus Cristo). Estavam subestimando seus privilégios em Cristo e entregando-se à autopiedade e ao desânimo. Corriam o perigo de até mesmo abandonar a fé (5:11,12). Tinham começado bem (6:10), mas não haviam progredido (6:11). A vida cristã é como andar de bicicleta: se não estivermos em movimento, caímos. O autor procura conduzi-los de um conhecimento elementar a uma compreensão mais madura. Exorta-os a serem fiéis ao cristianismo. Mostra-lhes a superioridade do cristianismo em relação ao judaísmo. Quer impedilos de voltar às cerimônias e aos ritos judaicos. Insiste em que deixem tudo o mais e conservem firmes a fé e a esperança do evangelho. É também uma advertência oportuna e uma palavra de consolo a todos, especialmente hoje em dia quando muitos têm tão pouca instrução nas coisas de Cristo e se inclinam a toda sorte de cultos. Hebreus mostra habilidade em tratar com os judeus cristãos desanimados. O autor fala de tudo o que temos em Cristo. Ao viajarmos por uma estrada pela primeira vez, nossa preocupação é achar o caminho. Quando a percorremos de novo, olhamos e observamos as coisas que surgem. Faça isso ao estudar o livro de Hebreus. Leia-o até o fim e não se preocupe com o que não puder entender. Depois, volte a lê-lo de novo, e observe as coisas que estiverem pelo caminho. Podemos gastar meses em Hebreus. Ele apresenta muitas verdades maravilhosas. Na primeira leitura, você se impressionará, sobretudo, com um fato: Jesus Cristo é proeminente em cada página. Não é o que acontece com os outros livros do Novo Testamento. Em Atos, predominam os apóstolos, os discípulos, os judeus e os pagãos. Em Romanos, uma grande doutrina prende a nossa atenção. Em outras cartas, o estudo é sobre a igreja e seus problemas. Mas aqui o próprio Senhor é o centro.

Jesus Cristo
 Maior que os profetas (1:1-3)  Maior que anjos (1:4; 2:18)  Maior que Moisés (3:1-19)  Maior que Josué (4:1-16)  Maior que Arão (5:1; 10:18) A razão pela qual o autor faz as declarações acima é que todas essas personagens ocupavam lugar de grande importância na religião dos judeus. Formavam a estrutura do seu culto e tinha de ficar provado que alguma coisa ou alguém “melhor” viera para tomar o lugar deles, de modo que os seus seguidores transferissem sua lealdade para esse alguém “melhor”. Esse livro foi escrito tendo em vista fortalecer a fé vacilante de cristãos hesitantes. O grande argumento do autor é a superioridade de Crísto sobre todos os outros. Sabemos qual é a diferença real entre ter Cristo como Salvador e tê-lo como Sacerdote? O livro responde a essa pergunta. Hebreus prova que não podemos entender o Antigo Testamento sem o Novo, nem o Novo, sem o Antigo.
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A Superioridade da Pessoa de Cristo (Cap. 1:1 ao 4:13)
Em nenhum lugar se dá maior ênfase à divindade e à humanidade de Cristo do que na carta escrita aos Hebreus, especialmente nos três primeiros capítulos. Como nosso grande Sumo Sacerdote, Cristo é capaz de entender todas as nossas necessidades, porque é homem perfeito. Ele se compadece de nossas fraquezas (4:15). Pode satisfazer todas as nossas necessidades porque é Deus perfeito. A frase inicial de Hebreus é uma das mais sublimes da Bíblia. Equipara-se às palavras iniciais de Gênesis e João. Veja: Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo. O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas. (Hb.1:13,NVI) Encontramos Jesus ali: Sua divindade, Sua glória, o Criador, o Herdeiro de todas as coisas, superior a todas elas, o Salvador. Anote tudo quanto encontrar sobre Cristo nos três primeiros capítulos de Hebreus. Se nada soubesse sobre ele, além do que se acha nesses três capítulos, já saberia muito. Duas grandes verdades são apresentadas aqui: A existência de Deus; E o fato de que ele se revela aos homens. Ele revelou-se “outrora (...) pelos profetas nestes últimos dias (...) pelo Filho” (1:1,2). A Bíblia registra uma série de narrativas de como Deus falou aos homens e lhes deu a conhecer sua vontade e seu plano. Como é maravilhoso ouvir o Filho unigênito falar! A epístola foi escrita para corrigir a idéia errônea de que os judeus cristãos tinham perdido determinadas coisas ao aceitarem o cristianismo. O cristianismo não é “abrir mão”, mas “receber” o maior dom da vida, na realidade a própria Vida, porque Cristo é Vida.

Argumento a favor do Cristianismo
A superioridade da pessoa de Cristo Antes de prosseguirmos com a temática da superioridade de Cristo, veja e reflita o vídeo abaixo, baseado nas mensagens dos Drs. John Edmund Haggai e S.M. Lockridge, voz de David Quinlan, com trilha e edição de Márcio Mello. (Para ver o vídeo acesse: www.bibliaholistica.com) 1. O Senhor Jesus Cristo é maior do que qualquer líder humano ou profeta (1:1-3):  É Filho de Deus.  É herdeiro de todas as coisas.  É o Criador do mundo.  É o próprio Deus.  Sustenta todas as coisas.  Purificou-nos dos pecados.  Está assentado à destra de Deus. 2. O Senhor Jesus Cristo é maior do que os anjos (1:4 ao 2:18): Tem o mais excelente nome de Filho (1:4,5).  Os anjos o adoram (1:6)  É Deus eterno (1:7-12).  Seu trono é para todo o sempre (1:8).  Tem domínio sobre os séculos vindouros (1:11-13). 3. O Senhor Jesus Cristo é maior do que Moisés (3:1-19):  Moises foi servo fiel.

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 Cristo é o Filho sobre a sua própria casa. 4. O Senhor Jesus Cristo é maior do que Josué (4:1-16):  Josué foi um grande líder. Conduziu os hebreus para dentro da terra prometida, mas não os levou ao descanso.  Jesus é maior porque só ele dá descanso real. Convém notar que anjos e espíritos humanos (daqueles que morrem) não são iguais. A vida humana é uma ordem de criação diferente dos anjos. Não nos tornamos anjos quando morremos. Eles são uma criação especial de Deus. São agora, e serão sempre, no céu, nossos servos (1:14). Os anjos adoram a Cristo exatamente como nós. Quando Deus quis salvar o homem de seu pecado, ele não enviou um anjo, mas seu Filho. Deus não veio em forma de anjo, mas de homem. Fez-se homem para remir o homem. Sofreu e morreu como homem para que pudesse ser nosso Redentor (2:10). Jesus provou a amargura da morte por nós a fim de vencer o diabo, que tem o poder da morte. Jesus subiu da sepultura com as chaves do inferno e da morte; o diabo já não pode prender nenhum de nós na morte.

Consideremos Jesus
Essa é a nossa fraqueza: olhamos para nós mesmos e para nossa fragilidade. Consideremos Jesus (3.1). A palavra “considerai” nesse texto é um termo da astronomia. Dirija o seu telescópio para o céu e contemple-o. Muitos judeus cristãos estavam confusos quanto ao ministério de Cristo na terra. Pensavam que ele tivesse vindo para cumprir a lei de Moisés. Ele era o doador da lei, e Cristo deveria cumpri-la. Essa era a interpretação deles. Mas Cristo é o próprio Legislador da lei. O velho sistema mosaico era imperfeito e fraco (7:11,18). Cumpriu o seu propósito. Agora Cristo tem um “melhor caminho”. Ele está acima de Moisés, que era apenas servo. Cristo é Filho, Mestre “sobre a sua casa”. É o herdeiro (3:6). Canaã, a terra que manava leite e mel, era a terra prometida para onde Josué conduziu os filhos de Israel. Isso, porém, é apenas figura do descanso da fé no próprio Deus, que todo cristão deve desfrutar. Santo Agostinho disse que a alma não acha descanso senão em Deus. Josué não pôde conduzir os filhos de Israel ao seu perfeito descanso e confiança em Deus, mas Jesus o fez. Deixe o esforço próprio e submeta-se a Cristo (4:10). Confie em Jesus como o seu Josué e entre na terra da promessa. Deixe de lutar e ponha tudo nas mãos de Cristo (Sl.37:5).

Duas grandes advertências:
1. Cuidado para não negligenciar tão grande salvação como a que nos é oferecida, não por anjos, mas pelo próprio Senhor. Esteja atento ao que o Filho fala (2:1-4). 2. Cuidado para não se afastar do Deus vivo (3:12). Hebreus 4.12 mostra o poder da Palavra de Deus. Deixemos que ela nos sonde e nos prove que ocupa o devido lugar em nossa vida. Ela perscruta todos os motivos, desejos e propósitos da nossa vida e nos ajuda a avaliá-los. Cristo é a Palavra viva de Deus. Ele é vivo, poderoso e onisciente.

A Superioridade do Sacerdócio de Cristo (Cap. 4:14 ao 10:18)
Aqui começa o tema principal do livro. “Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote” (8:1). Cristo já foi comparado aos profetas, aos anjos, a Moisés e a Josué, mas a comparação mais importante é com Arão, o sumo sacerdote. O autor mostra que o sacerdócio de Cristo é superior ao sacerdócio da lei levítica. O ponto central do livro é o sacerdócio eterno de Cristo e o seu sacrifício que pagou pelo pecado do mundo. A Epístola detém-se no tema da suprema importância e poder do sangue de

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Cristo para obter a nossa redenção. Ele nos purificou de todo o pecado e abriu o caminho que leva ao santuário celestial e ao próprio trono de Deus. O próprio Cristo é sacerdote. Eis o que diz a Palavra, no Livro de Hebreus: “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (4.14-16,NVI). Jesus Cristo não só possuía as qualificações de um sacerdote como Arão, o sumo sacerdote terreno, mas é sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque, porque este sacerdócio é contínuo e nunca terá fim. O sacerdócio arônico não podia fazer os homens perfeitos, porque os próprios sacerdotes eram pecadores, mas Cristo é eterno e sem pecado.

O Sacerdócio de Cristo
Comparado ao de Melquisedeque (Gn.14):  Sacerdócio real: ambos eram reis da paz e da justiça  Universal: não só para os judeus  Sem genealogia humana: sem pai, sem mãe, sem genealogia (7:3).  Sem sucessor: quando Melquisedeque morreu, ninguém tomou o seu lugar. Assim, Cristo é sacerdote para sempre. Há um fato importante a notar. Em nenhum lugar do Novo Testamento, os ministros cristãos são chamados “sacerdotes” (IPe.2:9). Nas cartas de Paulo, os ministros do evangelho são chamados mestres e pastores.

Cristo é Sacerdote
 De uma superior aliança (8:6): É uma aliança superior porque está baseada em promessas. Tais promessas são escritas no coração, e não em tábuas de pedra (8:10).  De um mais perfeito tabernáculo (9:11): Cristo ministra no céu. O tabernáculo era deste mundo. O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos uma vez por ano, mas Cristo entrou no santuário celeste de uma vez por todas (9:12).  De superior sacrifício (9:23): Ele mesmo é o sacrifício. Ofereceu-se a si mesmo como cordeiro sem mácula para nos purificar. Os sacrifícios do Antigo Testamento eram bezerros e bodes. Não podiam remover o pecado. Eram apenas a sombra. Este Sacrifício só precisava ser oferecido uma vez. Cristo é nosso Sumo Sacerdote. Que significa isso? A Palavra de Deus ensina claramente que o pecado separou o homem do seu Criador; nenhum pecador podia aproximar-se Dele; o caminho estava fechado. Na antiga aliança, um representante - o sumo sacerdote - nomeado por Deus, podia ir à Sua presença uma vez por ano, depois de oferecer sacrificios pelos pecados do povo. Tinha de oferecer o sangue de novilhos e bodes não só pelos pecados do povo, mas também pelos seus, porque também era pecador. Depois entrava no Lugar Santo e, além do véu, no Santo dos Santos, onde ficava a arca da aliança. Ali ficava o propiciatório onde Deus se encontrava com o homem por meio do mediador, o sumo sacerdote. Como podemos ir a Deus hoje? Cristo tornou isso possível. Ele é o nosso Sumo Sacerdote, nosso legítimo representante diante de Deus. Entrou no santuário celeste, na presença de Deus, levando o sangue de seu próprio sacrifício para nos purificar do pecado e nos dar salvação eterna. O seu sangue tinha de ser derramado, porque “sem derramamento de sangue, não há remissão” (9:22). “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus” (10:12). “Está consumado”, exclamou Ele na cruz. Toda a sua obra

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de redenção tinha sido completada, por isso o vemos assentado. Este quadro de Cristo aparece freqüentemente em Hebreus. Nosso Sumo Sacerdote está à direita do Pai neste momento, intercedendo por você e por mim (7:25; 8:1; 10:12). Ele foi “comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (9:24). Essa é a razão pela qual podemos entrar no Santo dos Santos com ousadia, pelo sangue de Jesus, mediante um novo e vivo caminho (10:19,20). Lancemos mão desse glorioso privilégio.

Jesus, ao morrer, rasgou o véu
Durante a vida de Jesus, o Santo Templo em Jerusalém era o centro da vida religiosa dos judeus. Era aqui onde os sacrifícios de animais eram executados e onde adoração de acordo com a Lei de Moisés era seguida fielmente. Hebreus 9:1-9 nos diz que no Templo um véu separava o Santo dos Santos - a habitação terrena da presença de Deus - do resto do Templo onde os homens habitavam. Isso significava que o homem era separado de Deus pelo pecado (Is.59:1-2). Apenas o Sumo Sacerdote tinha a permissão de passar pelo véu uma vez por ano (Êx.30:10; Hb.9:7), de entrar na presença de Deus representando Israel e de fazer expiação pelos seus pecados (Lv.16). O Templo de Salomão tinha 30 côvados de altura (IRs.6:2), mas Herodes tinha aumentado sua altura para 40 côvados de acordo com as escritas de Josefo, um historiador do primeiro século. Não temos certeza a que um côvado se compara em metros e centímetros, mas podemos supor que esse véu tinha mais ou menos 18 metros de altura. Josefo também nos diz que o véu tinha 12 cm de grossura, e que cavalos puxando o véu dos dois lados não podiam partilo. A narrativa no livro de Êxodo nos ensina que esse grosso véu era feito de material azul, roxo e escarlate e de tecido de qualidade. O tamanho e grossura do véu deram muito mais importância aos eventos que aconteceram no exato momento da morte de Cristo na cruz. “Depois de ter bradado novamente em alta voz, Jesus entregou o espírito. Naquele momento, o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo.” (Mt.27:50-51a, NVI). O que podemos aprender disso tudo? Qual a significância do véu partido para nós nos dias de hoje? Acima de tudo, o rasgar do véu no momento da morte de Jesus dramaticamente simboliza que Seu sacrifício e o derramamento do seu próprio sangue serviram como uma expiação suficiente pelos pecados para sempre. Significa que o caminho para o Santo dos Santos estava aberto para todas as pessoas, em todos os tempos, tanto judeus quanto gentios. Quando Jesus morreu, o véu rasgou e Deus saiu daquele lugar para nunca mais habitar em um Templo feito por mãos humanas (At.17:24). Deus deu um fim ao Templo e seu sistema religioso e de adoração. O Templo e Jerusalém ficaram “desolados” (destruído pelos Romanos) em 70d.C, assim como Jesus tinha profetizado em Lucas 13:35. Enquanto o Templo continuasse a existir, isso significava a continuação da Velha Aliança. Hebreus 9:8-9 se refere à Aliança que estava passando e à Nova Aliança que estava sendo estabelecida (Hb.8:13). De uma certa forma, o véu era um símbolo de Cristo como sendo o único caminho ao Pai (Jo.14:6). Isso é simbolizado pelo fato de que o Sumo Sacerdote tinha que entrar no Santo dos Santos através do véu. Agora Cristo é o nosso superior Sumo Sacerdote, e quando acreditamos no Seu trabalho completo passamos a compartilhar do Seu sacerdócio. Podemos então entrar no Santo dos Santos através dEle. Hebreus 10:19-20 diz que os fiéis entram no santuário através do “sangue de Jesus, pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne”. Vemos aqui a imagem da carne de Jesus sendo rasgada a nosso favor no momento em que Ele partia o véu por nós. O véu sendo rasgado de cima para baixo é um fato histórico. O significado profundo desse evento é explicado em grande detalhe neste Livro escrito aos Hebreus. Essas coisas eram uma sombra das coisas por vir, e todas apontam para Jesus. Ele era o véu do Santo dos Santos e, através de Sua morte, os crentes têm acesso direto a Deus. O véu do Tabernáculo era um lembrete constante de que o pecado nos torna ineptos para entrar na presença de Deus. O fato de que a oferenda de pecado era oferecida anualmente e

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inúmeros outros sacrifícios eram repetidos diariamente serviam para nos mostrar graficamente que sacrifícios de animais não podiam permanentemente expiar o pecado. Jesus Cristo, através de sua morte, removeu as barreiras entre Deus e o homem. Por isso podemos agora nos aproximar dEle com confiança e audácia (Hb.4:14-16). Ouça agora o louvor do Toque no Altar (És minha vida) que diz exatamente isso (que não devemos remendar o véu que Senhor rasgou por me amar) e tire suas vestes e rasgue o seu coração para entrar na presença do Deus vivo. (Para ouvir a músic, acesse: www.bibliaholistica.com)

As grandes aparições de Cristo
Em Hebreus 9, temos realçadas as três grandes aparições de nosso Senhor. 1. No passado (na cruz): “Agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” (9:26). 2. No presente (à destra do trono): “Para comparecer agora, por nós, diante de Deus” (9:24). 3. No futuro (nas nuvens de glória): “Aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação” (9:28).

Cristo: um sacrifício superior (Cap. 9:23)
Cristo ofereceu-se a si mesmo como sacrifício, cordeiro sem defeito e sem mácula (1Pe.1:19). O sacerdote oferecia a vida de novilhos e bodes, mas eles não podiam tirar o pecado. Este sacrifício superior só teve de ser oferecido de uma vez por todas (10:10-18). Uma vez que Cristo preparou esse novo e vivo caminho, que leva à presença do Pai, “acheguemo-nos, portanto, confiadamente junto ao trono da graça” (4:16). O problema do pecado está para sempre resolvido. Não só nos acheguemos ao trono da graça, mas “não abandonemos a nossa própria congregação” (10:25). Nada nos ajuda a crescer mais do que a comunhão cristã. Moody visitou, certa vez, uma senhora que estava fria espiritualmente. Disse que não tinha disposição de ir à igreja e não sabia o que a tinha levado a sentir essa frieza espiritual. Sem dizer uma só palavra, Moody levantou-se, foi até a lareira e separou uma brasa das demais. Não demorou que a brasa começasse a apagar. “Compreendo” disse ela. “Não podemos continuar a brilhar na vida cristã se ficarmos sozinhos. Precisamos do calor da comunhão com outros irmãos.”

A Superioridade da vida em Cristo (Cap.10:19 ao 13.25)
Daqui em diante, o escritor fala sobre a espécie de vida que devemos viver por causa da obra de Cristo como Sumo Sacerdote a nosso favor. Sabemos que Ele está à destra de Deus, vivendo sempre para interceder por nós. Depois que a pessoa se converte a Cristo, há níveis de vida cristã:  Alguns vivem no porão da experiência cristã - Estão dentro do edifício, mas num lugar escuro, sombrio e triste.  Outros vivem no andar térreo - Deixam os primeiros fundamentos e prosseguem. Alguma luz penetra mas sua visão está limitada às circunstâncias ao redor. Vivem muito apegados ao mundo.  Há, no entanto, outros que vivem num plano mais alto: A luz e o calor inundam os aposentos. O burburinho e as atrações do mundo lá fora não os perturbam. Divisam o céu azul e as montanhas distantes. Vivem acima do mundo, escondidos com Cristo em Deus.

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É nessa esfera elevada que Deus deseja que todos vivamos continuamente.Os homens e mulheres cujos nomes figuram em Hebreus 11 tiveram uma visão elevada. O Espírito Santo diz que o segredo do viver é a fé; todavia, não é tanto sua fé como sua dependência da fidelidade de Deus.

Fé operante
O segredo da vida cristã está em simplesmente permitir que Cristo venha ao encontro das nossas necessidades. Alguns dizem: “Não tenho fé, não posso crer”. Entretanto, constantemente temos fé em nosso semelhante. Ao fazermos uma viagem de avião, por exemplo. Compramos a passagem e entramos no avião, que vai ser controlado por um piloto. Sem vê-lo ou saber de suas aptidões, confiamos nossa vida a ele. Fé é só confiar em Deus, é crer nele. Não há nada de misterioso nisso. É um simples ato da vontade. Ou queremos crer em Deus, ou não. A decisão é nossa. É tão simples como acender a lâmpada. Não é difícil nem complicado. E qual é o resultado? É luz e força. Quando decidimos crer em Deus, a vida e o poder sobrenaturais entram em nossa vida. Realiza-se um milagre dentro de nós. Um dos resultados práticos da fé é fazer os homens fracos se tornarem fortes (11:34). Se quisermos viver para sempre na “Galeria da Fé”, precisamos fazer duas coisas:  Primeiro, como qualquer pessoa que participa de uma corrida, desembaraçar-nos de todo peso. Entregar tudo a Cristo.  Segundo, precisamos crer realmente que Jesus é digno de confiança. Quando fizermos isso, teremos abandonado o pecado que tenazmente nos assedia — porque esse é o pecado da incredulidade. Vencemos esse pecado olhando para Jesus. Só há um tipo de pessoa no mundo que pode agradar a Deus. Qual é (11:6)? Não é o que fazemos por Deus, mas o que ele faz por nós que nos dá uma vida de poder e força. Nosso grande Deus, e não a nossa grande fé, é o que importa. Corramos a carreira da vida que Deus colocou diante de nós. Como o atleta que se prepara para a corrida, deixemos de lado todo hábito pecaminoso e tudo que nos possa impedir de corrê-la (12:1,2).

A fé de Abraão
Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo. (Hb.11:8, NVI). Não é a toa que Abraão é conhecido como o pai da fé, durante a sua vida inteira foi provado na fé. E ele nunca deixou sua fé acabar. Nós também seremos provados dia a dia na fé, e temos que seguir o exemplo de Abraão não deixar que nossa fé se esfrie. Pois a fé é o que nos liga a Deus, é o que nos faz acreditar dia a dia que Deus existe, que Jesus morreu por nós, que a Palavra de Deus é viva. Não deixe sua fé esfriar! A fé é ligada a obediência, e temos que ter fé e obedecer. Obedecer a Deus de todo coração. Pois a fé sem obras é morta. "Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta." (Tg.2:26, ACF) Não basta somente ter fé, mas é preciso agir, e não basta somente agir é preciso ter fé! "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.Porque por ela os antigos alcançaram testemunho.Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente." (Hb.11:1-3, ACF) Ora, foi exatamente isso que Abraão fez. Não ficou somente na teoria ele agiu. Como símbolo de sua fé em Deus ele pegou o seu filho, seu único filho, o filho da promessa e ofereceu em holocausto a Deus. Veja cenas fortíssimas, extraído do filme Abraão e Isaque, com música do Trazendo a Arca (Entre a fé e a razão). (Para acessar o vídeo acesse: www.bibliaholistica.com)

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Para correr a carreira da vida
 Sejamos perseverantes (12:1)  Suportemos a disciplina (12:11)  Sigamos a paz e a santificação (12:14)  Sempre olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé. “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém” (Hb.13:20,21).

Diário Holístico
 Domingo: Cristo superior a profetas e anjos (Hb.1:1-14)  Segunda: Cristo superior a Moisés (Hb.3:1-19)  Terça: Cristo superior a Arão (Hb.5:1-14)  Quarta: As alianças superiores de Cristo (Hb.8:1-13)  Quinta: A expiação superior de Cristo (Hb.10:1-25)  Sexta: A vida de fé superior em Cristo (Hb.11:1-40)  Sábado: Os privilégios superiores de Cristo (Hb.12:1 ao13:25)

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