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UNOPAR – UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ

PÓS-GRADUAÇÃO EM AUDITORIA, PERÍCIA E GESTÃO AMBIENTAL

ENIZABETE APARECIDA BARBOSA DA SILVA

PERÍCIA SECURITÁRIA SEGURO AMBIENTAL

Cacoal/RO 2010

ENIZABETE APARECIDA BARBOSA DA SILVA

PERÍCIA SECURITÁRIA SEGURO AMBIENTAL

Trabalho apresentado a UNOPAR Universidade Norte do Paraná, como requisito parcial de obtenção de nota na disciplina de Perícia Securitária sob a orientação do Prof. Rafael Bechara.

CACOAL/RO 2010

1.INTRODUÇÃO

O seguro ambiental ainda não é obrigatório, porém nossos governantes já pensam que é necessário instituir o seguro ambiental para licenciamento de empreendimento como obrigatório, por isso já tramita o projeto de lei 2.313/2003 e anexos no Congresso Nacional. No Brasil uma cultura de preservação ambiental por parte da grande maioria das empresas ainda é um mito, pois grande parte pensa em lucratividade e cada vez mais em algo mais rentável, independente dos prejuízos que serão causados. Um dos principais problemas é que, a demanda pela cobertura ambiental ainda é pequena e isso inibe o mercado segurador, que não investe nesse tipo de produto porque sabe que não terá retorno, tornado um mercado inadequado para as seguradoras que não tem clientes e os clientes não buscam por esses serviços, pois as coberturas não estão adequadas as legislações brasileiras.
“Há mais de 20 anos se discute a necessidade de criação de coberturas ambientais específicas no mercado segurador brasileiro. No entanto, até hoje, o risco ambiental continua objeto de coberturas acessórias em apólices de responsabilidade civil de riscos industriais.” (BOJUNGA, 2009)

A cobertura do seguro ambiental no Brasil ainda é muito limitada, pois, são muitos os aspectos e conseqüências que incluem um acidente e o risco ambiental, sendo assim muito difícil para uma assegurada cobrir esses acidentes, globalizando-os nos problemas e malefícios que serão provocados a curto, médio e longo prazo, pois, as contaminações são graduais e decorrentes de um ou mais fatos geradores, que somente serão percebidos após algum tempo, tais como vazamentos, infiltrações, gotejamentos, etc. Para que haja um comprometimento das seguradoras e dos empresários fazse necessário que sejam feitos levantamentos minuciosos para detectar e medir a poluição provocada pelo desastre, além de maior conscientização para que os empresários tomem consciência e, voluntariamente, contratem seguro para proteção do meio ambiente. Visto que, uma empresa seguradora do meio ambiente, deveria ser fiscalizada ou estar subordinada a alguma entidade governamental, pois assim seriam respeitadas as

cláusulas e compensadas de forma correta e adequada cada situação ocorrida no meio ambiente. Segundo Luiz Bojunga, em alguns países europeus como França, Espanha e Itália o pool de empresas foi a solução adotada. “Quando a cultura de seguro é insuficiente para satisfazer as necessidades de cobertura de uma sociedade, o Estado deve intervir, criando instrumentos compulsórios, extinguindo finalmente o círculo vicioso de inexistência de oferta por inexistência de demanda, possibilitando que o licenciamento de um projeto ou de um estabelecimento esteja vinculado à contratação do correspondente seguro ambiental”, afirma o especialista. A Unibanco AIG lançou o seguro de Responsabilidade Civil por Danos de Poluição Ambiental. O objetivo é definir soluções que atendam às necessidades de gerenciamento de risco de cada empresa, além de auxiliar compradores e vendedores a mensurar os riscos de passivos ambientais envolvidos numa transação de fusão ou aquisição. É a única seguradora no mercado nacional a colocar à disposição do segmento corporativo esse tipo de seguro. De acordo com dados da Cetesb, há 2.582 casos de acidentes ambientais ocorridos no Estado de São Paulo registrados somente nos últimos cinco anos. Apesar disso, o mercado brasileiro só possuía uma cobertura de poluição súbita e acidental no seguro de Responsabilidade Civil Geral para emissões ou vazamentos de poluentes que tivessem cessado até 72 horas após o seu início. O Seguro Ambiental deverá cobrir casos de perdas e danos corporais e materiais causados a terceiros em decorrência de poluição súbita e poluição gradual, podendo se estender aos custos com limpeza e contenção de poluentes, custos judiciais e lucros cessantes dos próprios segurados. A cobertura da apólice será de até US$ 35 milhões. Hoje toda e qualquer empresa fica exposta ao risco de ser responsabilizada por danos ambientais, independentemente do seu tamanho, atividade ou conhecimento prévio dos problemas, essa é a função do Seguro Ambiental da Unibanco AIG, que suprirá esta ausência. Podemos destacar como foco os empreendimentos de: - Indústrias Química e Petroquímica; - Papel e Celulose; - Siderurgia e Metalurgia; - Mineração;

- Sucroalcooleiro; - Alimentos; - Têxtil; - Curtumes e, - Geração de Energia. Os desastres ambientais provocados por grandes e pequenas empresas são muitos e infelizmente irreparáveis, alguns são acidentais, porém outros são provocados por vontade própria, que é o caso de jogar excrementos e resíduos nos rios e nas ruas. Os riscos ambientais de graves conseqüências, assim como os advindos dos avanços tecnológicos, começaram a ser considerados como chaves para a compreensão das características, das transformações e dos limites do projeto histórico da modernidade. O entendimento passou a ser o de que os riscos têm origem no próprio desenvolvimento científico e tecnológico que, apesar de seus avanços positivos, adicionam a estes uma incerteza quanto ao aproveitamento que lhe atribui a atividade econômica humana. Hoje se reconhece que somente por meio dessa perspectiva é possível abordar, em sua complexidade, a estimativa dos riscos. Com base nos estudos do BID e da CEPAL, podemos concluir que o conceito de desastre pressupõe a ocorrência de dois fatores: a ameaça de uma situação e a vulnerabilidade das pessoas e dos bens. A ameaça refere-se à probabilidade da ocorrência de um evento físico capaz de ocasionar danos: terremotos, ciclones, inundações, acidentes industriais, etc. A vulnerabilidade, por sua vez, refere-se à propensão de uma sociedade ou de um grupo social para sofrer danos a partir da ocorrência do evento físico. A partir dessa perspectiva, o risco passou a ser o resultado da concorrência dos dois parâmetros anteriores: ameaça e vulnerabilidade. Os desastres então acontecem quando uma situação de ameaça se concretiza, associada com uma condição de vulnerabilidade, excedendo-se a capacidade social de controlar ou assimilar as conseqüências. Logo, pelo menos a partir do componente da vulnerabilidade, podemos concluir que mesmo os desastres chamados “naturais” são, de alguma forma, antrópicos e socialmente induzidos.
Ao adotar uma gestão ambientalmente responsável, mais do que cumprindo a legislação, sua empresa agrega valor à própria imagem. Demonstra também ser consciente de que a economia mundial necessita, para seu desenvolvimento, preservar a integridade dos recursos naturais. O Seguro Ambiental é o primeiro do mercado brasileiro que, além das garantias para poluição súbita e acidental, protege sua empresa em caso de poluição gradual, oferecendo as coberturas a Danos e Perdas Causados a Terceiros, Danos

Corporais/Materiais, Custo com Limpeza e Contenção, Custos Judiciais e Lucros Cessantes. O Seguro Ambiental destaca-se pela flexibilidade das coberturas, que permite elaborar uma solução sob medida, de acordo com as necessidades específicas de sua empresa. (Disponível em: http://www.unibancoseguros.com.br/?redir=/pej/esp/amb/index.asp, em 20 de set. de 2010)

Vários são os fatores considerados na análise do risco e na composição do custo dos prêmios correspondentes. Podem ser destacados os seguintes: I - LOCALIZAÇÃO DO RISCO SEGURÁVEL • • • • • • • Tipo de Atividade desenvolvida pelo Segurado. Tipos de Processos aplicados na indústria. Tipos de Emissões - Atmosfera - Água - Solo. Tipo de Tratamento aplicado para os resíduos. Quantidade de Poluentes estocada. Tipo de utilização dos recursos naturais. Proteções e Planos Emergenciais disponíveis.

II - EXTENSÃO PROVÁVEL • • • • Tipo de Vizinhança - Densidade da população existente. Valores acumulados na circunvizinhança - Naturais e Edificados Serviços Públicos existentes. Transporte das Emissões - Condições geológicas, hidrológicas e atmosféricas.

2.CONCLUSÃO

A procura por produtos de empresas ambientalmente corretas cresce a cada dia em todo o mundo e no Brasil não é diferente, existe também uma maior competitividade e que pode ser identificado em diversos setores. A sociedade civil organizada tem de se mobilizar para que o meio ambiente seja protegido e que a economia seja praticada em uma ordem sustentável. Do contrário, o planeta perecerá e os nossos filhos e netos viverão em um mundo decadente, que espera apenas a hora de seu fim. Pelo visto, o seguro é mais importante neste momento.

Devemos destacar que, com o advento do novo Código Civil Brasileiro, poderá ocorrer a possibilidade de efetivar a implementação do Seguro Ambiental, pois os textos normativos contidos nos arts. 778 a 788 (do seguro de dano), possibilitam a existência e a regulamentação de tal tipo de seguro, vale ressaltar que, esse fato é extremamente grave, porque a educação ambiental, a importância das águas para a vida humana e o equilíbrio são fundamentais para o meio ambiente.

3.REFERÊNCIAS

Seguro ambiental obrigatorio. Disponível http://www.revistameioambiente.com.br/2009/05/07/seguro-ambiental-obrigatorio/, acesso em 20 de set de 2010.

em:

Disponível em: http://www.pinheiropedro.com.br/biblioteca/boletim_amb_legal/01a08/amblegal0005/seg uro.htm, acesso em 20 de set. de 2010. Disponível em: http://www.unibancoseguros.com.br/?redir=/pej/esp/amb/index.asp, acesso em 20 de set. de 2010. Disponível em: http://ambientes.ambientebrasil.com.br/gestao/artigos/instrumentos_politicos_e_riscos_a mbientais_urbanos.html, acesso em 20 de set. de 2010. Revista Eco 21, Ano XIII, Edição 81, Agosto 2003. Disponível em: www.eco21.com.br, acesso em 20 de set. de 2010. Disponível em: http://www.administradores.com.br/informe-se/informativo/unibanco-aig-lanca-seguroambiental-para-empresas/1602/, acesso em 22 de set. de 2010. Disponível em: http://www.mundoquente.com.br/artigos/educacao_ambiental_no_brasil.html, acesso em 23 de set. de 2010.