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Abraão de Almeida

Edição revista e ampliada

CPAD

José dos Reis
E-Books Digital

P 168. Brasil 11a Edição 2001 . Israel. Copidesque: Judson Canto Revisão: Gláucia Victer Capa e projeto gráfico: Eduardo Souza Editoração eletrônica: Rodrigo Fernandes 236 . Casa Publicadora das Assembléias de Deus Caixa Postal 331 20001-970. cm. RJ.Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus. rev. salvo indicação em contrário. ISBN 85-263-0222-1 1 Escatologia 2. Rio de Janeiro. ./Abraão de Almeida IIa ed. Abraão de ALM i Israel.Todos os direitos reservados..Escatologia Almeida. Anticristo . da Sociedade Bíblica do Brasil. CDD 236 - Escatologia A s citações bíblicas foram extraídas da versão Almeida Revista e Corrigida. Ediçao de 1995. . Gogue e o Anticristo. e ampl. 1999. Copyright © 1978 para a língua portuguesa da Casa Publicadora das Assembléias de Deus. 14x21. 3..

.. 41 Capítulo 3 Deus luta por Israel.................. 1 Capítulo 2 Renasce Israel.........................................................................133 Capítulo 9 O anticristo......................1 1 2 Capítulo 8 Removendo as dúvidas..........................................Prefácios.............................................................................................. 155 Notas bibliográficas.. 163 ................ 6 1 Capítulo 4 Gogue e seus aliados.................................................................................. 9 1 Capítulo 6 O fim da Rússia.............................1 1 4 Capítulo 10 Desfecho final........................................................................................... 11 1 Capítulo 7 O novo império rom ano.........................................7 Capítulo 1 5 judeu................... um povo so frid o ....................................................................................................... 77 Capítulo 5 M otivos da invasão.....................................................................................................................................................................................................................................................................................................

contra tanto infortúnio e adversidade? Abraão pesquisou muito. e fez aflorar fatos surpreendentes escondidos na caudalosa torrente dos séculos e milênios da história desse povo. lutas.Prefácio 1 Tive a satisfação de ler os originais do livro Israel Gogue e o anticristo. sempre íntegro. derrotas. fonte prima inter-paris. de autoria do jornalista Abraão de Almeida. mas conservando o sinal que o dis­ tingue de todos os outros povos. que nos apresenta de forma singular o que consideramos um dos grandes. O escritor soube estear-se na Bíblia Sagrada. com a mesma fé. senão o maior mistério da história da humanidade: a sobrevivência do povo ju­ deu. Tudo isso fará com­ . e seus sofrimentos. com os mesmos costumes e tradições. único na sua peculiaridade. penetrando nos caminhos de fontes históricas inacessíveis à maioria dos leitores. Como e por que pôde um povo sobreviver através de milênios. cujas páginas aurifulgentes informam com a força da verdade incon­ testável o surgimento do povo hebreu e sua caminhada através dos séculos com as suas vitórias.

mas procura mostrar. Abraão de Almeida. porém serão derrotados. Gogue e o anticristo expõe como o povo judeu surgiu na esteira do século. Isaque e Jacó. Abraão de Almeida. que afirmava que a maior perfeição que se atinge é o êxtase do profeta. e Israel alcançará o desideratum determinado por seu Deus — o glorioso Deus de Abraão. judeu alexandrino. como crente em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. O autor não se preocupa com divagações ou con­ ceitos filosóficos — como Phiion. portanto. Esclarece ainda pontos escatológicos obs­ curos para muitos leitores. e o faz com rara facilidade. o Deus de toda a graça. não discute dogmas. G O G U E E O A N T IC R IST O preender o que é o judeu. visíveis e invisíveis. que é a causa intrínseca e eficiente de todas as coisas criadas. desterros e extermínios inexoráveis.8 ISRAEL. integrando-os e inteirando-os como guardador dos oráculos divinos. A nação israelita será envolvida nos últimos aconte­ cimentos. o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. mesmo os mais cultos. e cada judeu de per si sentirse-á honrado de sua condição de pertencer ao povo de Deus. o Deus que é o criador do Universo. e como esse povo pôde vencer todas as vicissitudes — supor­ tando sofrimentos. Israel. Gogue e o anticristo desempenharão seus papéis. o pa­ pel que a nação judaica desempenha no contexto de todos os acontecimentos que envolvem a Igreja do Se­ nhor jesus Cristo — a coluna e firmeza da verdade. Sendo o êxtase um elemento novo no desenvolvimento da psique humana. entende mais que Phiion qual o verdadeiro êxtase que envolve aqueles que recebem a promessa do Pai. . no qual a luz da consciência individu­ al se manifesta submersa “ na consciência divina". angústias.

po­ rém julgamos desnecessário. conseguindo ao mesmo tempo conhecer tantos fatos sobre a vida desse povo sofrido mas vencedor. sem dúvida. pelo povo de Deus. o povo de Deus. João Pereira de Andrade e Silva [De saudosa memória] . Além da parte estritamente espiritual — que é a principal — esta obra é um excelente repositório histó­ rico. Ninguém pode ser açoi­ tado pelo fato de se fundamentar exclusivamente em fatos históricos. His­ tória não se forrageia. Poderíamos dizer muito mais sobre este livro. dependem de informações das fontes históricas. ou historiadores.PREFÁ CIO S 9 Como dissemos. a qual na verdade é amada pelos cristãos verdadeiros — os evangélicos. pois todos os conhecedores de histó­ ria. especialmente. e justamente neste particular consiste o peso e o valor deste livro. que encontrará. São estes os que oram pelo povo israelita e o defendem. Gogue e o anticristo deve ser lido por todas as pessoas de bom gosto e. que é a nação israelita. motivação maior para a sua vida espiritual. Israel. porque a própria obra fala melhor. Cita-se. Abraão pesquisou e analisou. onde Israel é apresentado no lugar de destaque que a história lhe conferiu e onde a figura vértice de todos os acontecimentos humanos — nosso Senhor Jesus Cristo — permanece cintilante no brilho que ilu­ mina o coração daqueles que crêem no seu nome. sabendo que o cumprimento das profecias relativas à posição da Igreja no mundo está intimamente relacio­ nado com o que suceder a Israel.

depois de duas edições vendidas. Um marco nos programas de editoração da CPAD . E não nos enganamos. pois dezenas de milhares de exemplares têm sido distribuídos em todo o Brasil. na história dos escritores pentecostais de nossa pátria. tracei como uma das minhas principais metas a edição de livros. Com o lançamento de mais esta edição — que está melhorada e acrescida de novos fatos e informações — esperamos corresponder aos anseios do grande núme­ ro de leitores brasileiros. G O G U E E O A N T IC R IST O Prefácio 2 A o assumir a diretoria executiva da Casa Publicadora das Assembléias de Deus. um marco. Na época. A causa da extraordinária aceitação deste livro [e de outros do mesmo autor] está no seu estilo claro e na segurança bíblica com que analisa os grandes temas do momento. Conhecia já o valor desta obra de Abraão de Alm ei­ da. Israel Gogue e o anticristo estava esgotado. Enfim. Custódio Rangel Pires .10 ISRAEL. por acreditar no papel preponderante da boa literatura para a formação intelectual e edificação cristã da Igreja. na abordagem de temas atuais e escatológicos. e por isso resolvi continuar a imprimi-la. Louvamos a Deus por este autor brasileiro e por esta obra.ao mesmo tempo em que cum­ primentamos o autor pela sua brilhante carreira como escritor evangélico. que está editada também em outros pa­ íses.

mas logo perderam-se inteiramente na gran­ de massa da humanidade. O interesse por este livro transcendeu as fronteiras do Brasil. Ele permanece distinto onde quer que viva. todavia. A volta dos judeus para a sua antiga terra depois de quase dois mil anos de desterro e de padecimentos sem conta. em 1977. a sua extraordinária sobrevivência como Estado e seu incrível desenvolvimento em todos os cam­ pos da ciência e da produção — a despeito de tantas guerras sofridas e de constantes e crescentes pressões e ameaças internacionais — são fatos que todo cristão deve considerar à luz da infalível profecia bíblica. alguns enviando documentos que comprovam minhas afirma­ ções. sempre apaixonante para quem estuda as pro­ fecias bíblicas.PR EFÁ C IO S 1 1 Prefácio 3 Desde o seu lançamento. na África e na Ásia. e foi tra­ duzido para a língua espanhola e editado nos EU A . em fina impressão com 252 páginas. O povo judeu. tenho recebido grande número de manifestações de leitores. con­ . A o todo. A história não registra caso semelhante ao do ju­ deu. jesus se referia a esse povo quando disse: "Em ver­ dade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas aconteçam" [M t 24. cerca de 240 mil exemplares distribuídos em to­ dos os continentes! O motivo principal de tão calorosa acolhida está no tema Israel. Deze­ nas de outras nações nesse mesmo período têm surgi­ do e mantido suas características próprias durante al­ gum tempo. Ele foi editado em Portugal e colocado à dis­ posição de milhares de leitores na Europa.34]. outros simplesmente fatando do despertamento que lhes representaram os temas sempre atuais de Isra­ e l G o g u e e o anticristo.

como descendente de Abraão. no cruzamento de três continentes. como E U A . Plantado na região mais cobiçada do mundo. que perto está já o verão. muitas delas refe­ rentes ao recente renascimento de Israel. A té mesmo grandes potências e poderosas nações. Israel é como o relógio divino. China e a Rússia — têm girado em torno desse pequeno país. Quando Frederico o Grande pediu uma prova da existência de Deus ao seu capelão. Assim tam bém vós. Resistiu a todos os poderes da perseguição e a todas as influências que o compeliram ao caldeamento com outras nações. Quando já com eçam a brotar.29-31: Olhai para figueira e para todas as árvores. e os . na América ou em qual­ quer outra parte do mundo a mesma distinção que possuía há três mil anos. Israel é hoje a figueira que está brotando. vós sabeis por vós m os. quando virdes acontecer essas coisas. majestade!" Nesse povo tão peculiar cumprem-se hoje profeci­ as bíblicas de mais de três mil anos. e junto às vastíssimas reservas petrolí­ feras do Oriente Médio. na Ásia. este respondeu pron­ tamente: "O povo judeu. às guerras árabe-israelenses e ao papel que esse novo país desem­ penharia entre as nações nesse limiar do século X X I. Por isso são de grande atualidade as palavras de Jesus em Lucas 21. mas permaneceu fiel à sua linhagem. na Europa. G O G U E E O A N T IC R IST O serva hoje. o Estado de Israel tem sido o alvo das atenções e dos interesses de todos os povos. a mostrar a todos nós quão adiantados estamos na corrida do tempo. vendoesm as.12 ISRAEL. sabei que o Reino de Deus está perto.

então recomen­ de este livro aos seus melhores amigos. É meu sincero desejo que o Senhor continue aben­ çoando esta obra. até os dias atuais. a Pérsia. tema tão profundo e abrangente como o de Israel nas profecias. É meu propósito mostrar. Desde 1977. Se assim aconte­ cer. muitos acontecimentos envolvendo a Rússia e seus ex-satélites. o Iraque e Israel vêm confir­ mar nossas previsões nas edições anteriores deste livro. Se. em vista da proximidade de sua glori­ osa vinda.PR EFÁ C IO S 13 milagres testemunhados por aquele país são um sinal de que o nosso Deus há de se manifestar aos olhos das nações quando ocorrerem as grandes invasões da Pales­ tina. Abraão de Almeida . preditas nas profecias. depois de lidas estas páginas. É claro que não tenho nenhuma pretensão de esgo­ tar. nestas páginas. nem tenho a intenção de dogmatizar acerca das conclusões a que cheguei. dando ao leitor motivos para uma vida mais consa­ grada ao Senhor. quando esta obra foi lançada. o leitor sentir-se induzido pelo Espírito Santo a viver mais abundantemente o evangelho de Cristo. uma análise de Ezequiel 38 e 39 e trazer ligeiros comentários sobre o anticristo — os si­ nais visíveis que prenunciam a sua manifestação ao mundo e a aplicação e significação do misterioso número 666 — . na acessível linguagem jornalística que sempre uso. e o autor sentir-se-á plenamente recompensado. esta mensagem terá cumprido seu nobre objetivo.

abarrotava-se de peregrinos que ali compareciam anualmente.] e as vossas cidades serão desertas. Jerusalém. centro espiritual de to­ dos os judeus da diáspora romana. Dt 28.25). Desse total de ju­ deus. O Senhor te fará cair diante dos teus inimigos (Lv 26.E vos espalharei entre as nações e desembainharei a espada atrás de vós. dos quais quatro milhões e meio de judeus.. às cente­ nas de milhares. alcula-se que. por ocasião das festi- . mais que a metade vivia fora dos limites da Palestina. a população do vasto império romano era de cerca de 250 mi­ lhões.. [.33. no início da era cris­ tã.

G O G U E E O A N T IC R IST O vidades da Páscoa e do Pentecoste — pontos altos do culto judaico. porei as m inhas palavras na sua boca. Partos e medos. Jesus foi preso. junto a Cirene. Eu m o pedirei contas de todo aquele que não ouvir as esm m inhas palavras. que ele falar em m nom (Dt 1 . e Ponto. de todas nações que estão debaixo do céu. e cretenses. Conscientes ou não. baseadas no amor ao próximo. Mas os ideais judaicos de independência política não morreram com o advento do cristianismo nem com a conversão de milhares de israelitas à nova fé. e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. e árabes [At 2 . Particularmente porque suas doutrinas. varões religiosos. os israelitas rejeitavam o Mes­ sias tão ansiosamente esperado e atraíam sobre si e seus filhos as conseqüências terríveis de tão trágica escolha. .por que não dizer. Os partidos .5 . e Ásia. cheias de sentimento espiritual e vazias de cunho político-nacionalista. que eles responderam a Pilatos:"0 seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos" [M t 27.25]. e Capadócia. num momento de incontido ódio a Cristo e à sua mensa­ gem. Egito e partes da Líbia. O evangelista Lucas testifica desse fato quando descreve a descida do Espírito Santo no dia de Pentecoste: E em Jerusalém estavam habitando judeus. e Judéia. inflamada de um nacionalismo ardente e doen­ tio. e Panfília.1 . E foi assim. como disse o Senhor a Moisés: Eu lhes suscitarei um profeta do m de seus ir­ eio m ãos. decepcionavam e enfureciam os judeus. sem elhante a ti.e forasteiros romanos (tanto judeus como prosélitosj. e Frigia.9 1 ].1 Numa atmosfera carregada de religiosidade e. Edição Contemporânea]. eu e 889 EC. elamitas e os que habitam na Mesopotâmia.1 . julgado e crucificado.16 ISRAEL.

. que ia ser verdadeiro para um general romano. tornando impossível qualquer solução pacífica a partir de maio de 66 d. como os acon­ tecimentos o demonstraram m tarde. até o instante em que — apesar de es­ condido e temeroso de sua sorte — lhe foram oferecer um governo com um exército. condições. oito . Dessa época e de Vespasiano. tornaram-no os ais judeus para si próprios e se revoltaram . prossegue o historiador romano do primeiro século: Como se fosse necessário. para reprimir esta sublevação. mas prevalecendo sempre a férrea Roma.quando as autoridades romanas reagiram pelas armas na tentativa de sufocar a rebelião organizada que pretendia assumir o controle de todo o país.JU D E U . reforçou as suas tropas com duas legiões. Várias e sangrentas batalhas travaram-se nas cidades da Galiléia. depois que os rebeldes aniquilaram as guarnições romanas do mar M orto e de Antônia. A campanha para esmagar a revolta foi organizada pelo próprio imperador Nero. de um general valente. Vespasiano teve a preferência sobre todos os dem como um chefe competentíssimo ais. U M P O V O SO FR ID O 17 político-religiosos continuavam sua trama secreta e multi­ plicavam os atentados violentos contra os seus dominadores. difundida por todo o Oriente. de da obscuridade da sua fam e do seu nom Nestas ília e. predita pelos des­ tinos. Era um antiga e sólida a crença. Este oráculo. a quem se pudesse confiar sem perigo tal em presa. m ainda da saudação pública. diz Suetônio: Excluído não somente da intimidade do im perador. Mais adiante. e experimentado e do qual nada havia a tem em virtu­ er.C. de que homens saídos da Judéia naquela época se tornariam os senhores do m undo. retirou-se para um cidaas a dezinha isolada. com elevado número de baixas em ambos os lados.

Convém salientar aqui. Restabeleceu prontamente a disciplina e ofereceu um combate. que registrou em detalhes as terríveis conseqüências da rebelião judaica. no seu a escudo. outro. em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras. na páscoa do ano 70. e. atraiu sobre si a atenção das províncias vizinhas. e te derribarão. a fim de impe­ dir a fuga dos sitiados e forçá-los à rendição.44]. G O G U E E O A N T IC R IST O esquadrões e dez cortes. segundo testemunho de Flávio Josefo. num erosas flechadas. ordenou o início do cerco de Jerusa­ lém. em seguida. de sete quilômetros de com­ primento. Depois. determinando a construção de uma muralha de estacas ao redor da cidade.1 Aclamado imperador romano após o suicídio de Nero (e depois que três imperadores. O s sitiantes empregaram a crucificação em larga escala. e te sitiarão e te estreitarão de todas as bandas. segundo o qual os fugiti­ vos famintos engoliam peças de ouro para recuperá- . a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem (Lc 19. Desde que assentou o pé na sua província. deixou Vespasiano o último ato da guerra dos judeus ao seu filho Tito. que a população israelita da Palestina na época dessa guerra era bem maior.18 ISRA EL. pendurando no madeiro todos os judeus cap­ turados. com tanta energia que. ao sitiar um forte. um após outro.43. perderam o trono e a vida]. incluindo o nome de seu filho no rol dos lugar-tenentes. até que uma vasta floresta de cruzes se er­ guesse ao redor de Jerusalém e não houvesse mais árvore alguma nas redondezas. levantada em apenas três dias. Este. foi ferido no joelho por um pedrada e aparou. entretanto. Cumpri­ am-se as palavras de Jesus: Porque dias virão sobre ti. um boato espalhou-se entre as legiões.

O terrível sítio de Jerusalém durou cinco meses de sofrimentos indescritíveis. os judeus tentaram de novo sacudir de sobre si o pesado jugo romano. contou-se cerca de um milhão e cem mil mortos. A peste e a fome encarregavam-se de dizimar centenas de pessoas diariamente. à procura dos supos­ tos valores. e milhares de outros seguiram para trabalhos forçados no Egito. a predição de Jesus não poderia ser mais mi­ nuciosa: os alicerces dos edifícios foram removidos. Dos 97 mil 1 sobreviventes. muitos foram presenteados às províncias do império para que morressem como gladiadores nas arenas. A k ib a e Bar Koba De 132 a 135. . Quando a cidade caiu. e muitas se punham a caminho da sepultura antes mesmo de chegada a sua hora. inclusive os do templo. organizaram-se em heróicas legiões e enfren­ taram com sucesso forças incomparavelmente mais nu­ merosas. e apenas por uma das suas portas foram retirados 1 5 mil cadáveres. Os fanáticos políticos da inflexível resistência judaica. U M P O V O SO FRID O 19 Ias posteriormente caso conseguissem escapar. e isso originou uma nova modalidade de exterm ínio: a golpes de espada a soldadesca furiosa abria o ventre de suas vítimas ainda em vida. Não ficou ali "pedra sobre pedra" (Lc 19. a maior parte foi levada para Roma. A crise avolumou-se até ao ponto de impedir qualquer acordo entre os rebeldes ocupantes e as auto­ ridades romanas. Com relação à cidade e ao grande templo de Herodes. Nesse período. seiscentos mil cadáveres foram lançados para fora dos muros da cidade.44]. e toda a sua área ficou nivelada. em espetáculos públicos. sob a liderança do rabi­ no Akiba.JU D E U .

o Senhor é o único!" Os romanos mudaram o nome da judéia para Síria Filistéia. os remanescentes judeus dedicaram-se ao co­ mércio e trocaram suas ambições políticas pelas con­ quistas do espírito.20 ISRAEL. G O G U E E O A N T IC R IST O Então. Em decorrência de mais essa trágica revolta nacio­ nalista. jerusaiém foi reconstruída como uma cidade tipicamente pagã. no ano 681. de novo a teimosia dos israelitas os leva à beira de um extermínio total. . Despatriados. sob pena de morte. as comunidades israelitas em várias partes do mundo che­ garam a ser prósperas. enquanto resistiam valentemente à implacável destruição levada a efeito pelos soldados romanos. humilhados. o Senhor é nosso Deus. na cidade de Toledo. O horror das cruzadas Vivendo em paz e dedicadas ao livre comércio. e outros milhares perece­ ram de inanição na cidade fortificada de Betar. Porém. Adriano proibiu a prática do judaísmo. numa fulminante operação de limpeza. O general romano Severius. Akiba foi capturado e esfolado vivo e.a quem Akiba apresentara como o Messias. diminuídos e marginali­ zados. de onde se derivou a moderna palavra "Palestina". Cerca de 580 mil homens caíram somente nas batalhas. ao morrer. onde os comentários e as interpretações da Bíblia formaram mais tarde o fa­ moso Talmude. devastou a terra e deixou em situação precária os novos exércitos orga­ nizados pelo famoso guerreiro Bar Koba. novamente os mercados de escravos abarrota­ ram-se de judeus. Israel. exclamou: "O uvi.a Igreja Romana começou a impor-Ihes restrições. transferindo o centro da sua cul­ tura da Judéia para a Babilônia.

um multidão furiosa esp plo. No ano 1096. enquanto se deixava em paz um povo que tinha crucificado o seu Deus. Raciocinavam os irmãos peregrinos que. Para inflamar as paixões. de Treveris.aIém de outros lugares. a aIhou-se pelas cidades vizinhas do Reno e do Mosela. eles tiveram o cuidado de fazer falar o céu e de apoiar sua opinião em visões m ila­ grosas. já se m ostrava muito propenso a persegui-los. que tinham sob sua lei o túmulo de Jesus Cristo. As hordas sanguinárias arrastaram homens. para quem os judeus eram por toda parte objeto de horror e de ódio. a primeira guerra da cruz contra os maometanos ocupantes dos lugares santos da Palestina. U M P O V O SO FRID O 21 A superstição e o baixo nível espiritual a que desceu o cristianismo nominal durante a Idade Média ocuparamse de fazer o resto. mas a maioria preferiu pagar com a vida sua fidelidade aos milenares princípios do judaísmo. mulheres e crianças aos templos cató­ licos para serem batizados à força. . que tinham por chefes o padre Volkmar e o conde Emicon: Esses dois chefes adm iraram de que se ia fazer -se guerra aos m uçulmanos. França. foi organizada em Clermont. m assacrou impiedosamente a todos os judeus que en­ controu em sua passagem . O historiador Joseph-François Michaud conta o seguinte acerca de um grupo desses peregrinos reuni­ dos às margens do Reno e do Mosela. Emicon e Volkmar deram o si­ nal e o exem À sua voz. O povo. de Espira e de Worms.JU D E U . Os cruzados comandados pelo mercenário francês Guilherme abateram-se sobre as comunidades judaicas da Renânia. precisavam eliminar no Ocidente os descendentes daqueles que cruci­ ficaram o Filho de Deus. an­ tes de exterminar os sarracenos no Oriente.

em poucas sema­ nas. uma peste virulenta que matou um terço de toda a população da Europa. alguns amarravam grandes pedras às vestes e precipitavam-se com seus haveres no Reno e no Mosela. o fanatismo falou mais alto que a razão e a ruína veio como uma tempestade: em mais de 350 cidades européias os infelizes israelitas foram mortos à pauladas. irrompeu devastadora a morte negra. sob todos os pontos de vista. Todos esses infelizes imploravam a morte.400 homens. enforcados e estrangulados. como os outros homens pediam a vida.2 Peste negra e Inquisição Entre os anos de 1350. o complexo anti-semita e a ignorância encarregaram-se de lançar toda a culpa da desgraça sobre os judeus. G O G U E E O A N T IC R IST O No seu desespero. foram queimados vivos 2. queimados vivos. durante a vigência da Inquisição. O s que se diziam arrependidos da sua falsa conversão alcançavam a "misericórdia"de serem estrangulados antes de atirados às chamas "purificadoras". As m sufocavam seus filhos ao seio. solicitavam a piedade para ajudá-los a m orrer. As m ulheres. Mais uma vez a superstição. Só em Toledo. antes de receber a morte das as m dos inimigos. Apesar de o papa Clemente V I inocentar os judeus. afogados. um grande número dessas víti­ m preferiu suicidar-se. di­ ães zendo que preferiam m andá-los ao seio de Abraão a vêlos entregues ao furor dos cristãos.22 ISRAEL. afirmando que eles morriam da peste tanto quanto os cris­ tãos. . os velhos. Infamante. Muitos encerraram-se em suas ca­ ãos sas e morreram no m de cham que eles m os eio as esm haviam ateado. acusados de infidelidade ao catolicismo. foi o mar­ tírio dos judeus na Espanha e em Portugal.

Onde os cristãos-velhos queriam ver um m ilagre — um raio de luz filtrado pelos vitrais incidira sobre um crucifixo. "Heresia! Heresia!" clam ava-se. emanado dos poderes eclesiásticos. fun­ deados no rio.JU D E U . Se­ guiu-se um longo dram da anarquia. assassinando-o e queim ando-lhe o cadá­ ver. implorando em gritos a clem ência divina. vieram associar-se à plebe amotinada. esse nefasto tri­ bunal agiu contra os judeus com tamanha crueldade que provocou um protesto do papa Paulo II. indignada. Um cristão-novo que estava entre os presentes dei­ xou escapar imprudentes frases de incredulidade. Mas o ódio aos judeus não começou com a Inquisição nem era uma característica exclusiva dos inquisidores. ele transbordava nas massas fanatizadas. Em 56 ãe. onde a peste chegava a m atar 230 pessoas por dia. Foi o rastilho! Iniciou-se a caça aos recém -convertidos.. além de fazer com que o Concilio de Trento se ocupasse da sanha bárbara dos inquisidores lusos. logo saltou sobre o blasfem arrastan­ o. As m arinhagens de muitos navios estrangeiros. levantavam preces públicas. praticando cenas horríveis. que deu origem à feroz m atança dos cristãos-novos. organizavam pro­ -se -se cissões e penitências. E o povo arrastado pela exaltação percorria as ruas. aureolando-o de luminosidade. Eis um exemplo: Vinte anos antes da instalação da Inquisição em Portugal. em visita a sua m D Beatriz. . a . D Manuel. A mul­ tidão. U M P O V O SO FR ID O 23 Implantado em Portugal em 1536. resultando sem­ pre em sangrentos morticínios. Domingos. fugindo de terrível peste. no início de 1 1 a Beja.. pois. dirigiu-se . O motim tornava-se em revolução popular. Foi então que a 1 de abril desse m o ano 5 esm ocorreu o conhecido episódio na igreja de S. Lisboa. do-o pelo adro.

mas continuou atuante em muitas partes do mundo. É natural que a m aioria dos judeus recusasse o batism com poucas exceções. Os cadáveres amontoavam em pilhas. todavia. não desapareceu com as cruzadas nem com a Inquisição. arrastados.24 ISRAEL. tudo enfim foi feito em nom da religião. publicou em 1653. a queim de pessoas a vivas.. os judeus não queriam a tornar-se cristãos.Tudo isso sucedeu no curto espaço entre abril e novem de 1 4 . tanto no Rossio como nas ribeiras do Tejo. m perm as anecer fiéis ao seu D e a su eus a nobilíssim tradição histórica. informando ao mundo . o afirm um de seus historiadores. que se salvou fugindo para Amsterdã. enfrentaram a m orte do martírio..3 .. O anti-semitismo.. em hebraico. As ater­ -se rorizadas vítimas nem m o escapavam nos templos esm aonde se acolhiam na derradeira esperança de se salva­ rem Houve saques. G O G U E E O A N T IC R IST O Os cristãos-novos que perambulavam despreveni­ dos pelas ruas foram mortos ou m feridos. o rasgar dos mem bros. violações de mulheres. O núm bro 68 ero de judeus assassinados superou duzentos m il. os despedaçamentos e ais mutilações. Alagaram-se de sangue as ruas. ainda que um tal fidelidade a a trouxesse consigo o exterm de seus filhos. Como o.4 Referindo-se a esse sombrio acontecimento. em Veneza. os apóstolos da "última fé verdadeira" fizeram inveja aos inquisidores espanhóis e portugueses. um relato. a violação e ínio a morte de suas m ulheres. o sábio judeu de Volínia. Em grandes m assas e aos m ilha­ res. As m cruéis carnificinas. al às vezes semivivos. Natan ben Moshe Hannover. ou a m orte. Existem relatos e crônicas dessa época para a leitura dos quais são precisos bons nervos. Nos países do Leste Euro­ peu. para as fogueiras que rapidamente se tinham armado. as hordas e fanatizadas parece que conheciam um só fórmula: o ba­ a tismo. Queimaram-se casas.

ó povo meu. para que não pudessem arrancar o animal. Uma das profecias acerca da restauração nacional dos judeus. e deixavam à morte os corpos assim mutilados. costuravam o corpo com o gato dentro. a muitas punham gatos vivos nos ventres abertos. a invasão do Líbano em per­ seguição aos inimigos palestinos e o isolamento cada vez maior de seu país no contexto das nações têm suas raízes nos muitos sofrimentos da Diáspora.como o de Varsóvia. rasgavam as crian­ ças pelas pernas. abriam ven­ ães tres de mulheres grávidas e com o feto que arranca­ vam batiam no rosto das vítimas. e vos trarei à terra de Israel. por exemplo. E . O s sucessos nas guerras com os árabes. pois mui­ tos deles se transformaram literalmente em verdadei­ ras sepulturas de numerosíssimas comunidades. U M P O V O SO FRID O 25 como morriam os judeus na Polônia.JU D E U .à mão dos cossacos e ucranianos: Arrancavam-lhes a pele. nem dar cabo de sua existência. e vos farei sair das vossas sepulturas. na quai os guetos tornaram-se o principal símbolo da odiosa e humilhante segregação racial e religiosa de que foram vítimas.5 Guetos e pogrons A atual luta desesperada dos judeus pela conser­ vação do seu território não pode ser compreendida sem o pano de fundo da História. cortando das mulheres os braços. Mas os guetos não se tornaram apenas o símbolo da perversidade humana. e a carne jogavam aos cães. diz: “Assim diz o Senhor Jeová: Eis que eu abrirei as vossas sepulturas. assavam os bebês e obrigavam as m a engolir a carne dos seus rebentos. cortavam-lhes as mãos e o pés.

abolido no período da Revolução Francesa.12. monta aos Concílios de Latrão de 1179 e 1215.26 ISRAEL. entre­ tanto. A idéia. Era. Era uma cida­ de dentro de uma cidade."gueto" define um bairro judeu. que proibiram judeus e cristãos de viverem juntos. em Praga e em algumas cidades polonesas. quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair das vossas sepulturas. poderia ser mais adequada do que uma sepultura.o papa Paulo IV ordenou que os judeus nos Estados papais deviam viver em quarteirões separados. de segregação dos judeus. com freqüência. O nome "gueto" era agora universalmente aplicado. de onde muitos judeus têm saído para a sua pátria. no decorrer da geração seguinte. G O G UE E O ANT1CRISTO sabereis que eu sou o Senhor. O nome deriva da fundição. Além do mais. em Veneza. porém. ou G uetto. N o século XV. o que foi imedi­ atamente levado a efeito em Roma e tornou-se regra por toda a Itália. sermões de conversão. os judeus viviam. restrições profissionais etc. foi reintroduzido localmente no século X IX e . acompanhado pelo batismo forçado. implícita na primeira legislação da Igreja Romana. Nenhuma outra figura dos modernos guetos. onde os judeus dali foram segregados em 1517. desfrutando de certo grau de autonomia e de vigorosa vida espiritual e intelectual. o gueto. uma área deli­ mitada por lei para ser habitada somente por judeus. ó povo meu" [Ez 37. os frades na Itália começaram a pressionar no sentido de uma segregação efetiva dos judeus. superpovoada [visto que sua área não podia expandir-se] e sujeita freqüentemente a incêndios. o sistema de gueto era.13]. Em 1555. em juderias providas de muros e portões de proteção. Na Itália. A instituição tornou-se comum também na Alemanha. Em sentido estrito. Na Espanha. insalubre. desde o século XIII. o uso da insígnia de judeu.

havia duzentos mil. ao Iêmen e ao Marrocos. Lvov. da Checoslováquia e de outras regiões foram transferidos principalmente para as áreas deVarsóvia e de Lublin. o fanatismo xiita. A lei muçulmana original não estipulava áreas de residência não muçulmanas. fechados à noite e no sabath. que nomeavam conselhos de judeus . fechados. a situação foi semelhante. já superpovoados de início. como bairros de judeus. Em outros países.JU D E U . também.em última análise. Entre 1939 e 1942.como Lodz. Eram todos. A popula­ ção do gueto deVarsóvia chegou a 445 mil habitantes. O controle estava em mãos da Gestapo e das SS. no gueto de Lodz.Minsk. a Pérsia]. com o declínio econômico. foi não serem submeti­ dos ao sistema de guetos. quando os judeus foram obrigados a afastar-se das vizinhanças das mesquitas e ficaram restritos aos limites de suas casas. U M P O V O SO FR ID O 27 teve fim quando Roma uniu-se ao Reino da Itália em 1870. Foram estendidos. Uma das características dos novos núcleos na Europa O ci­ dental. Guetos foram instituídos aí e em outros lugares. N o leste muçulma­ no [por exemplo. A degradação veio no sé­ culo X V III. os quarteirões judeus viraram favelas. Os guetos estabelecidos pelos nazistas na Europa Oriental [1939-1942] não foram formados em caráter permanente. Muitos guetos marroquinos ainda hoje são habitados. eram parte do plano de extermínio dos judeus e visaram concentrar. foram conti­ dos com firmeza em seus limites originais. Tais guetos. Vilma. a partir do século X V I. impôs a formação de quar­ teirões judeus separados. Riga. e a saída [exceto com permissão] era punida com a morte. Sosnowiec. fazendo-se sentir de dentro para fora. Bialystok. da Alemanha. Cracóvia. isolar e enfraquecer espiritualmente os seus ocupantes. antes da aniquilação. os judeus da Polônia.

8: "Eis que os trarei da terra do Norte. os ce­ gos. que formavam um grupo privilegiado. através de uma força policial judia. cumprindo literalmente a profecia de Jeremias 31. que trabalhavam para a A le­ manha a salários nominais. Eles deixaram suas "sepulturas" [os guetos] sem nada po­ derem levar consigo.0 extermínio metódico dos guetos começou com a sucessiva remoção de grupos para aniquilamento.6 Após a vitória israelense contra os exércitos invasores na Guerra da Independência. em 1941. e os congregarei das extremidades da terra. os judeus man­ tinham uma atividade cultural intensa. tanto os conselhos quanto a polícia judaica passaram progressivamente para as mãos dos colaboracionistas. os aleijados. em grande congregação. as mulheres grávidas e as de parto junta­ mente. e os restantes por volta de 1944. Os conselhos organizavam escolas e promo­ viam o bem-estar. G O G U E E O A N T IC R IST O para levar a cabo as suas ordens. O gueto de Varsóvia foi liquidado em 1943.28 ISRAEL. e. O gueto pos­ suía centros industriais. Os nazistas levaram os guetos sistematicamente à inanição. Dessa resistência moral nasceram as revoltas de 1943. em 1948. mas não posso privar o leitor da descri­ ção de um dos inúmeros pogrons de que tem sido vítima . À medida que os planos nazistas se evidenciavam. mantinham cortes de justiça e eram obrigados a fornecer mão-de-obra para os alemães. e qualquer assistência possível somente podia ser financiada às expensas dos próprios judeus. com eles. centenas de milha­ res de judeus foram expulsos em massa dos países árabes. escolas e auxílio mútuo. A des­ peito de indigência e de desmoralização. O que é um pogrom Não é minha intenção tornar demasiadamente exten­ so este trabalho. voltarão para aqui".

e organizaram um serviço permanente de informação e de ligação entre esses agentes por meio de ciclistas recrutados entre os estudantes. U M P O V O SO FR ID O 29 o povo israelita. os seminaristas e os funcionários. Este pogrom ocorreu em 1903. onde 49 pesso- . assacravam viola­ . e os policiais. os dirigentes do pogrom utiliza­ ram o início da noite de domingo para organizar de um modo racional e sistemático o massacre. desde as três horas da m adrugada até às oito horas da noite.jU D E U . Todo o dia de segunda-feira. as hordas bárbaras entregavam a esta orgia em m às ruínas que eles -se eio acum ulavam Enquanto acossavam m . capazes de quebrar todas as por­ tas e todos os armários. Por volta das três horas da madrugada os prepara­ tivos foram considerados suficientes para que o sinal da nova fase do pogrom fosse dado. pessoas da classe média e mesmo os seminaristas da Igreja Ortodoxa. Segundo o relato da comissão de pesquisa da Organi­ zação Sionista de Londres. os agentes do pogrom marcaram com giz branco todas as casas e lojas dos judeus. na cidade russa de Kishinev. Entre as armas distribuídas aos que haviam de partici­ par do massacre. estavam o machado. mesmo blindados. Durante a noite. . peças de ferro e maças [arma de ferro com uma extremidade esférica provi­ da de pontas aguçadas]. Esses dirigentes muniram de armas e uniformes os arruaceiros7os operári­ os. m artirizavam os judeus de Kishinev. vam. uma sede bárbara de sangue e uma devassi­ dão diabólica. A organiza­ ção não se limitou à cidade. É claro que os historiadores do pogrom não tive­ ram condições de descrever pormenorizadamente o que aconteceu a seguir. em meio a uma orgia de bestialidade abominável. pois foram enviados emissári­ os às aldeias mais próximas a fim de convidarem campone­ ses para que se juntassem à pilhagem e ao massacre dos judeus.

e corriam de casa em casa e de rua em rua. em um pátio. ao m o tempo. esm tem bandos de d a vinte pessoas. urrando. ez cem conduziram segundo o m o sistem Como n . Mas.. sobre os telhados. O pânico m terrível reinava entre os judeus. Se os judeus não os entregassem rapidam . Arrancavam os braços e as pernas de criancinhas. exigindo dinheiro e jóias. as lojas foram atacadas e pilhadas. D esde o início da noite.. todas as casas judias de Kishinev ressoaram com gritos m edonhos de assassinos e gritos dilacerantes das in felizes vítim Em toda a parte e ao m o as. as . aquilo que não podia ser levado era em bebido com gasolina e incendiado. cam ­ poneses. O governador respondeu que nada poderia fazer porque não havia ainda recebido instruções de São Petersburgo. o governador transmitiu a todas as esm estações de telégrafo a interdição estrita de aceitar tele­ gram de São Petersburgo.ISRAEL. ente eram m assacrados. policiais. às vezes de oitenta a po. D m e anhã cedo. e às vezes as m ulheres eram vio­ ladas sucessivam ente por vários bandidos. Reinou durante a noite inteira um terror indescritível. operários e vagabundos. Os bandos penetraram em seguida. Quando não tinham m nada para entregar. sim plesm ente m assacravamos ho­ m Depois violavam as m ens. -se esm a. por mortes e destruições sistem áticas. que ais procuravam em vão abrigo em um porão. Representantes de todas as cam adas da população tomaram parte nesta fúria selvagem solda­ : dos. ulheres sob os olhos dos sobre­ viventes. m ulheres. um com a issão de quarenta judeus se dirigiu ao governador a fim de implorar o seu socorro. padres. G O G U E E O A N T IC R IST O as foram assassinadas em m a torturas e violações das eio m abom ais ináveis. Algumas crianças foram arrastadas aos andares superiores e jogadas nas ruas. a véspera. ou quando os assassinos ais tinham outros caprichos. nas casas dos judeus. crianças. funcionários. m aridos e filhos.

m são todas confirm as adas por testem unhas oculares. profanaram o que restou dos rolos e submeteram os prédios das sinagogas a um a pilhagem sistemática. Os bandos alçavam como bandeiras. Depois arrancaram os ro­ ais los da Torá da Arca Sagrada. Os bandidos não permitiam que os judeus gravemente feridos fossem levados a um médico ou ao hospital. diante da a Arca Sagrada.7 Os historiadores do pogrom afirmaram que a desen­ freada loucura bárbara dos assassinos provocou entre os judeus numerosos casos de loucura. Alexandre Schmidt. olhados no sangue das vítim judias. retalharam os pergami­ nhos em pedacinhos que as crianças cristãs ofereciam em seguida. Em um das sinagogas. aguardou o assalto dos assassinos. por alguns kopeques [moedas russas]. As torturas inventadas pelos as assassinos são indescritíveis.que tentou fazer .JU D E U . as as As hordas de assassinos ainda acharam tempo para realizar o assalto e a pilhagem de sinagogas com um a cólera toda especial. Foi assassinado da m aneira m abominável. as fúria de violências ou salvar algum vítim judias. U M P O V O SO FR ID O 31 Om assacre prosseguiu o dia todo. pronto para prote­ ger com seu corpo os rolos sagrados. e os bondes ou os carros recusavam-se a transportar passageiros judeus. Com seu talit [xale de orações] e seus filactérios. opor-se à . como "lembranças de Kishinev". na qual se encontravam os rolos santos da Torá. pois não tinham para onde fugir nem a quem recorrer. O desamparo das vítimas era total. estava um bedel animado de um coragem exem a ­ plar. lenços e trapos m . Entre as raras exceções que se verificaram entre as autoridades de Kishinev ficou registrada a tentativa do prefeito da cidade. sem esm orecer. por m édicos cristãos e por alguns indivíduos cristãos que tentaram m em vão.

Entre os dois fornos crematórios há uma estátua de bronze representando um prisioneiro de Dachau: um homem esquelético.Alemanha. e p com ela unidade dos povos. dos mais pobres aos mais ricos. como expiação dos crim com es etidos nesses cam para advertência à hum pos. pela p das classes e das raças. todos participaram do massacre e tomaram parte nos excessos sob as suas formas mais cruéis. Cerca de mil famílias foram tocadas pela morte. G O G U E E O A N T IC R IST O com que o governador agisse de algum modo em defe­ sa dos judeus. inclusive mulheres. para salvar a az honra da nossa Nação. o governo alemão instalou no local um mostruário dos horrores ali praticados e tornou obrigatória a visita de colegiais de nível médio. .32 ISRAEL. cabeça raspada. Uma legenda. Os praticantes do pogrom de Kishinev pilharam e demoliram mais de oitocentas casas e lojas. em suas diferentes camadas sociais. para que não esqueçam a que ponto chegou o desvario nazista. O Holocausto Construído em 1933. entre os quais muitos outros vie­ ram a morrer em conseqüência de seus ferimentos. padres e semina­ ristas. é um angustiante grito de alerta à raça humana. anidade e instrução a todos os visitantes. e todos os ou­ tros judeus foram gravemente feridos em sua condição física. colocada ao pé da estátua. mataram. mas tudo foi em vão. o campo de concentração de Dachau. Em 1966. roupas esfarra­ padas. com requintes de crueldade. foi a prisão de dezenas de milhares de judeus durante a Segunda Grande Guerra. crianças. Toda a população. Diz a inscrição: À m ória das vítim de todos os cam de con­ em as pos centração. 49 judeus e feriram gravemente mais de uma centena. Uns trinta foram espancados até a mutilação. faces encaveiradas.

a forca e a câmara de gás. a barraca das punições especiais com suplícios e agonias. Um hom da SS era especialista em m em atar crian­ ças. e em seguida todo o grupo. depois de suportarem as mais variadas formas de tortu­ ra estudadas minuciosamente pelos carrascos. levava os condena­ dos diretamente à fornalha. As crian­ ças eram amontoadas em cim das cabeças dos outros. tom ava-as pelas pernas e lhes rachava a cabeça con­ tra a parede. Acerca do centro de extermínio dos judeus de Buna Auschwitz. uma esteira transportadora. m ulheres e crianças eram obrigados a caminhar nus pela estrada ao encontro das câm aras de g Chegados aí. às m ulheres cortavam os -se cabelos. homens. a barraca das experiên­ cias médicas [onde novas drogas eram testadas em co­ baias humanas!].8 E que falar de Birkenau e Gleiwitz? N o primeiro. eram im ás. Russel: Depois que as vítimas tinham desembarcado nas pla­ taformas eram reunidas num só lugar onde tinham de tirar a roupa e os calçados. composto de judeus. o grupo de trabalho forçado. A execução pelo gás durava 1 minutos.. guardada por soldados atentos e cães treinados. escreveu Lord B.. Havia nesse campo o local dos fuzilamentos. vivos! Eles eram atirados sobre a veloz esteira por outros judeus do trabalho . N o se­ gundo campo. a Algumas vezes as crianças eram mortas antes. U M P O V O SO FRID O 33 Nesse local sombrio morreram homens e mulheres. abriam se as portas. as enormes filas de condenados caminhavam para dentro do forno crematório. não sem antes serem aspergidas de gasolina para se consumirem mais depressa. retirava os cadáveres e arrumava a câm para a ara próxima fornada. e.JU D E U . 5 quando se supunha que todos estavam mortos. peli­ dos para dentro das câm aras com os braços levantados para que coubesse o maior número de pessoas.

de cabelos brancos como a neve. em 5 de outubro de 1942: Meu capataz e eu fomos diretamente às valas. Os pais contemplavam aquele quadro com os olhos cheios de lágrim O pai segurava a m de um menino de dez as.não ouvi um queixa ou pedido de m a isericórdia. depois de exaustos. G O G U E E O A N T IC R IST O forçado. a Nesse momento. A criança ria. Sem gritar ou chorar. parecendo explicar-lhe algum coisa. por sua vez. se­ guiam o mesmo trágico destino de seus irmãos! Não é fácil ler esses relatos. Como pode alguém ser tão cruel. As pessoas que deviam descer dos cami­ nhões — homens. Tinham que deixar as roupas em lugares determinados para cada peça do vestuário. cerca de oitocentos a m pares. . despiam todos. reuniam -se -se em grupos de fam beijavam uns aos outros. tão insensível à dor alheia? Mas quero trazer mais um tes­ temunho insuspeito. -se am e aguardavam um sinal de outro hom das SS. Durante os 1 m 5 inutos que perm aneci nas proxim idades da vala. segurava nos braços um criança de um ano. afagou-lhe a cabeça. e grandes pilhas de costumes e il roupas de baixo. despedi­ ília. os quais.Trata-se de uma testemunha ocu­ lar alemã de como foi a execução em massa feita em Dubno.. satisfeita. ão anos e falava-lhe carinhosamente. que -se em se achava junto à vala e que tam bém em punhava um chico­ te. Vi um montão de sapatos. nem acreditar na vera­ cidade deles. que empunhava um chicote. cantarolava a para ela e fazia-lhe cócegas.34 ISRAEL. Uma senhora idosa.. o hom das SS que se achava em junto à vala bradou qualquer coisa para o companheiro. o m enino esforçava-se por reprimir as lágrim O pai apontou para o céu e as. m ulheres e crianças de todas as ida­ des — eram obrigadas a despir-se por ordem de um indivíduo das SS. Ouvi tiros de fuzil em rápida sucessão por detrás dos mon­ tes de terra.

a matança era tão intensa que os nazistas só não conseguiram levar a cabo a sua solução final do problema judaico porque perderam a guerra! . Olhei para o homem que atirava. Escorria sangue de quase todas elas.JU D E U . As pessoas. Achava-se sentado à beira da vala. que. alguns acariciavam os que ainda estavam vivos e m ur­ m uravam-lhes qualquer coisa. desciam alguns degraus e subiam por sobre as cabeças das que já lá estavam nos lugares para os quais o homem das SS ordenava. apontou para si m a e im esm disse: "Vinte e três anos de idade". esbelta e de cabelos e a pretos.. Desceram todos para a vala e alinharam diante das vítimas que os ante­ -se cederam Foram tam . Duas terças partes da vala já estavam tomadas.9 Em todos os campos de concentração. Algumas das pessoas ainda se moviam. ao passar por m . vi corpos contorcerem-se e algumas cabeças já imobilizadas sobre os corpos que se encontravam debaixo. jazendo uns sobre os outros de modo que só se lhes viam as cabeças. outras ergui­ am os braços e viravam a cabeça como para mostrar que ainda estavam vivas. completamente nuas. bém fuzilados. Olhei para a vala. Aproxim ava-se o grupo seguinte. Ouvi. e balançava as pernas. depois. Estava socada de gente. em sua extremidade. Era um ele­ mento das SS.Tinha um fuzilmetralhadora sobre os joelhos e fumava um cigarro. Deitavam -se junto aos mortos ou feridos.. Recordo-m perfeitamente de um jovem. um série a de tiros. O sangue escorria-lhes do pescoço. Dirigi-me para o outro lado do monte de terra e deparei com um im a ensa vala. ordenando-lhes que fossem para detrás do grande monte de terra. U M P O V O SO FRID O 35 Este contou cerca de vinte pessoas. Calculei que continha cerca de m il pessoas.

Prisões que. superava seiscentos mil. Programa instituído para assassinar os "não produtivos". Como exemplo. Lublin-Maidanek. • A N oite dos Cristais [Kirsallnachtj. de várias nacionali­ dades. Comandos militares des­ tacados para liquidar dirigentes e intelectuais poloneses e judeus.36 ISRAEL.789. Auschwitz. conhecidos como Wilde Konzentratioslager. justificadas posterior­ mente como medida do Executivo em caráter de emer­ gência nacional. • O putsch de Rohm. chefe do estado-maior das tropas de choque do Partido Nacional Socialista. 0 • Eutanásia. Cálculos conservadores colocam o número de . serviram de centros de exter­ mínio e de exploração brutal de trabalho manual. Prisões arbitrárias e preventivas nos primeiros campos de concentração ilegais. a partir de junho de 1933. o total de presos. entre muitos. N o começo de 1945. passaram a substituir os primeiros campos de concentração. • G rupos operacionais na Polônia e unidades de autoproteção da Etnia Alemã. Prisão e morte sumária de Erneste Rohm. o número de presos em julho de 1933 somava 26. e de vários ofici­ ais dessa organização paramilitar. 36 assassinados e 1 1 sinagogas destruídas. Dachau. Pogrom or­ ganizado contra os judeus na noite de 9 de novembro de 1938: vinte mil judeus foram presos. • Campos de concentração. G O G U E E O A N T IC R IST O A m aquinaria da m orte Aqui estão alguns dos principais crimes cometidos pelos nazistas desde 1933: • O s prim eiros atos de violência contra os adver­ sários políticos. entre outras localidades. os doentes mentais. Câmaras de gás para este fim foram instaladas em Grafeneck e Sonnestein.

Entre oitenta e noventa por cento dos mortos eram judeus. Milhares de civis foram executa­ dos durante a guerra pelo exército alemão. • O u tro s crimes. entre sessenta e oitenta mil. para solucionar o problema judeu e cumprir ordens executi­ vas durante o ataque à União Soviética. • A polícia de segurança e os grupos operacionais do serviço de segurança na Campanha Soviética. Qua­ tro grupos formados por membros da Gestapo. foram assassinados por causa de pequenas infra­ ções. em de­ zembro de 1942.987 fazendas na União Soviética. • Crimes cometidos contra os prisioneiros de guer­ ra. por ordem do A lto Comando Militar. foram executa­ dos pouco depois de capturados. • "A solução final do problema judeu". Um relatório preliminar coloca o número de vítimas em 560 mil. Briga­ da Criminal e do Serviço de Segurança. incluindo o assassinato de mulheres e crianças. em 1941. em abril de 1942. Só em Auschwitz mais de dois milhões de judeus foram assassinados nas câmaras de gás. Plano apre­ sentado por Reinhard Heidrich em 1942 para exterminar todos os judeus na Europa. Milhares de prisioneiros soviéticos e judeus. sem serem enquadrados na lista dos crimes enumerados. . os ou­ tros acusados de atividades comunistas. • Crimes nazistas durante a luta contra a resistên­ cia. poloneses e judeus na gran­ de maioria. Perseguição desumana contra o movimento de re­ sistência. Um relatório preliminar nazista registra a destruição de 150 aldeias e 1. e muitos desses operários estrangeiros foram mortos para impedir que fossem libertados pelos exér­ citos aliados. U M P O V O SO FRID O 37 mortos por essas unidades. Poloneses e soviéticos.JU D E U . submetidos a trabalhos forçados na A le­ manha.

que tão alto preço pagou por abrigar os judeus e ajudá-los a escapar das garras dos nazistas. fora recentemente anunciada no decorrer de uma con­ ferência em Chicago pelo monsenhor John S. Nela o papa pede a Deus perdão por todos os sofrimentos que a Igreja Católica fez que os judeus padecessem. que segundo as inten­ ções do autor deveria ser recitada em todas as igrejas. em virtude de algumas declara­ ções impensadas de Martinho Lutero. com muitas e honro­ sas exceções. num momento de profunda reflexão e de convicção do cuidado de Deus pela des­ cendência de Abraão. no decorrer de muitos séculos. quem sabe. Eis o texto da oração de João X X III. o protestantismo alemão pouco fez para impedir o extermínio de judeus. o Vaticano confirmou a existência e a autenticidade de uma oração composta por joão X X III poucos dias antes de sua morte. e até da Igreja Protestante. agora publicada: Estamos hoje conscientes de que. nossos olhos se achavam tão cegos que já não éram capazes de ainda ver a beleza de teu povo os eleito nem de reconhecer n face os traços de nossos a irm privilegiados. como vimos. Talvez por essa ra­ zão. como foi o caso bem conhecido da família holandesa Ten Boon. A existência dessa oração. a Igreja Romana confessou-se também culpada diante de incontestáveis relatos históricos a pesar-lhe na consciência e. um dos peritos do Concilio. Mas. N o dia 7 de setembro de 1966. ao restaurar-lhe a pátria e um nome respeitável no concerto das nações. ou por medo. Compreendemos que o sinal de Caim ãos . que se penitenciou após a Segunda Grande Guerra pelo que havia feito aos ju­ deus. além da Alemanha. Quinn.38 ISRAEL. G O G U E E O A N T IC R IST O "Não sabíamos o que fazíamos" Boa parte da culpa pelo sofrimento do povo judeu pesa sobre os ombros da Igreja Romana.

desde o primeiro século d. • 1099: a comunidade israelita de Jerusalém é vítima de matanças por parte dos cruzados. aldição que injustamente tínhamos atribuído ao teu nom de judeu. 1: • 640. No curso dos séculos estava nosso irmão deitado ensangüentado e em prantos por causa de nossa falta.1391: os judeus espanhóis são forçados a se converter ao cristianismo. • 1421: expulsos da Áustria. damos agora uma breve cronologia das perseguições por que passou o povo judeu. U M P O V O SO FRID O 39 esteja inscrito em nossa fronte. • 1492:180 mil judeus expulsos da Espanha. ® 1355: população massacra 12 mil judeus em Toledo. até nossos dias.721. • 1290: expulsos da Inglaterra.873: os judeus do império bizantino são forçados a se converter ao cristianismo. • 1420: aniquilada a comunidade judaica de Tolosa. • 49: Cláudio expulsa os judeus de Roma [A t 18. porque havíam esquecido teu os am Perdoa-nos a m or. • 1495: expulsos da Lituânia.C. • 1 5 expulsão dos judeus da ilha de Chipre.1 Um rastro de sangue Resumindo tudo o que falamos até aqui. • 1009: os cruzados alemães exterminam diversas comunidades judaicas. .2]. • 1349-60: expulsos da Hungria. Espanha. • 1146. ® 1306: expulsos da França. Perdoa-nos o te haver­ e m um segunda vez crucificado neles em sua carne.JU D E U . os a porque não sabíam o que fazíam 0 os os. • 1492: expulsos da Áustria.

Pérsia. Portugal. é forçada a converter-se ao Islã. • 1838: a comunidade judaica de Meshed.1656: duzentos mil judeus são assassinados nas matanças perpetradas por Chm ielnicki. • 1939-45: seis milhões de judeus são mortos pelos nazistas alemães e seus cúmplices. dando origem aos guetos. • 1541: expulsos do reino de Nápoles. * . • 1941: a comunidade israelita de Bagdá é atacada pelo populacho turbulento: 180 judeus perdem a vida.1747: expulsos da Rússia. sob ameaça de expulsão ou de escravatura. • 1882-90: 750 mil judeus russos são obrigados a viver numa área limitada. • 1648.ISRAEL. na Polônia. • 1502: todos os judeus de Rodes são forçados a se converter ao catolicismo. • 1948 até hoje: perseguição contra as comunidades judaicas nos países árabes e expulsões em massa. • 1516: massacre de milhares de judeus em Lisboa. • 1727. G O G U E E O A N T IC R IST O • 1497: expulsão dos judeus da Sicília e Sardenha.

de maneira incon­ fundível. escrevendo a sangrenta histó­ ria dos filhos de Abraão atra­ vés dos séculos. E. das angústias desse povo entre as nações: “ E vos espalharei entre as nações e desembainharei a espada atrás de vós. e a vossa terra será assola­ da. A Bíblia trata. diz o Senhor. alguém disse que ela é mais conhecida pelas crônicas de seus massacres. teu Deus (Am 9.15). e as vossas cidades serão desertas. quanto aos que de . e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei.E os plantarei na sua terra.

. porque também o Senhor prometeu: "E. sofrem a sedução de exagerada opulên­ cia e prazer e ainda assim perm anecem fiéis em seu an­ seio um pelo outro. nem me enfadarei deles.1 1 . nas terras dos seus inimigos.tem significado. continua a Palavra de Deus: "O Senhor te fará cair diante dos teus inimigos [. unidos. estando eles na terra dos seus inimigos. como uma nação livre e soberana. E a história de Israel é a história de um povo e de um lugar. Mas assim como.. a volta de Israel. o início de uma nova vida.. a aurora raiaria também para o povo judeu. demais disto também.37].. não os rejeitarei. mais do que o começo de um novo dia.36. sonhador e visionário E para muitos.42 ISRAEL. separados.37]... Mais adiante. "Quem desejaria possuir uma terra tão estranha?" pergunta M eyer Levin. [.33.25. surge a manhã de um novo dia. Herlz. tentando efetuar a reu­ nião que finalmente aconteceu. que responde: Um povo de temperamento extremo. findan­ do a noite. eu meterei tal pavor no seu coração. e tu serás oprimido e quebrantado todos os dias.] e não podereis parar diante dos vos­ sos inimigos" [Lv 26. a am á-la im ­ petuosamente. incessantes. É impressionante como tais predições tenham sido tão rigorosamente cumpridas. que o sonido duma folha movida os perseguirá [. E serás por pasmo.. para consumi-los.33.. G O G U E E O A N T IC R IST O vós ficarem." [Lv 26.44]. peste e exílio. por ditado e por fábula entre todos os povos a que o Senhor te levará"[Dt 28. Os am antes passam pela prova de guer­ ra.] Nenhum dram de am a antes separados e reunidos novamente é m romântico que a história desta gente ais e sua terra natal. sem e sem pre pre.] O fruto da tua terra e todo o teu trabalho o comerá um povo que nunca conheceste.

R EN A SC E ISRA EL 43 Mas não se pode ignorar.. [. de Viena. a poeta Bracha Kopstein escreveu estas palavras: Acorda. É um pedaço da idade m édia desgarrado em nosso tem e da qual com a m po. de Viena para Israel. exercendo as funções de correspon­ dente. Estadista nato. com espadas desem bainhadas contra o céu! A teus pés jazem flores frescas. em Budapeste. embora sem Estado e sem povo organi­ zado. na história moderna de Isra­ el. Nascido em 2 de maio de 1860. HerzI penetrou fundo no problema judaico e buscou avidamente a sua solução. registra: A questão judaica existe. estudou Direito em Viena e dedicou-se ao jor­ nalismo e à literatura. Em seu livro O Estado judeu.. sonhador e visionário.1 2 Por ocasião da trasladação dos restos mortais de HerzI. os Esfrega os teus olhos do teu sono letárgico e verás: titãs judaicos estão perto de ti. os povos civilizados não se poderiam de­ sem baraçar. em Paris. que tão bem traçou os planos para a redação política de seu povo. de terra livre arrancadas... ero. a figura impoluta deTeodoro HerzI. Jorra para ti — em carne e ossos — . da Neue Freie Presse.] A questão judaica existe por toda parte onde os judeus vivem por menor que seja o seu núm E . elhor von­ tade do m undo. acerca da Palestina: é a nossa pátria histórica. de cuja página literária foi redator durante toda a sua vida. Esse nom por e si só seria um toque de reunir poderosam ente em polgante para o nosso povo. em 1949. a em ostra-nos o teu sábio sorriso. idealista. ao m enos por um hora. e nós te m ostrarem a tua profecia.

diplomatas.44 ISRAEL.1.e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará. e Acorda. como o pastor. o teu Povo está presente! Os ossos secos Conscientemente ou não. seria novamente recolocado em sua própria terra. e nossas criancinhas. Antes. reedificarão eu as cidades assoladas. ao final dos tempos. Acorda ao m enos por um hora. novos e destemidos líderes. ó nações. 10 Mudarei a sorte do m povo de Israel.ARA]. Ouvi a palavra do Senhor. ó profeta. de nos determos na análise desse capítulo. Deus mostra como Israel. Nesse capítulo. loiras e m oreninhas. ao m enos por um hora a e verás: os que compareceram a esta solenidade: a Bandeira Azul e Branca desfraldada! A língua hebraica viva em nossas bocas! A alegria imperando em nossos corações! A Vitória e toda nossa fé! Nossos titãs.Teodoro HerzI teve muito a ver com a profecia de Ezequiel 37. porém. G O G U E E O A N T IC R IST O o teu sublim sonho realizado. ao seu rebanho [|r 3 . plantarão vinhas e . e verás: a no grandioso dia da sua História. e nelas habitarão.ARA. Almeida 12 Revista e Atualizada]. ajuntará os desterrados de Israel e os dispersos de Judá recolherá desde os quatro confins da terra [Is 1. parlam entares. veja­ mos o que outros profetas registraram: Levantará um estandarte para as nações.1 . e anunciai nas terras longínquas do mar. judeus de todas as cam adas.

A R A ]. N o capítulo 37 de Ezequiel. houve um ruído."[v. temos a época para o cumpri­ 1 mento dessa profecia: "Então. ouvi a palavra do Senhor. eis que dizem: O s nossos ossos se secaram. tu o sabes."Então. e pereceu a nossa esperança. e d e izeIhes: Ossos secos. A ordem dos eventos. Os massacres continuaram rotineiros até 1921. e m fez andar ao redor deles. e so poderão reviver estes ossos? Respondi: Senhor Deus. -.7. ele m levou pelo im ão e Espírito do Senhor e m deixou no m de um vale que e eio estava cheio de ossos.. e do reconhecimento por parte dos judeus da sua triste e desesperadora condição. profetizei segundo me fora ordenado.. D isse-m ele: Profetiza a estes ossos. soaram como uma claridade de esperança. o vale significa o mun­ do. os ossos indicam o povo de Israel e as sepulturas apontam para as nações atuais. Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Eis que farei entrar o espírito em vós.R EN A SC E ISRA EL 45 beberão o seu vinho.A s notícias acerca da organização de um movimento capaz de conduzir os judeus de volta à sua antiga pátria. farão pom ares e lhes comerão o fruto [Am 9 4 ARA]. Diz o texto: Veio sobre m a m do Senhor.1 . O tempo desse lamento. e vivereis [vv. . levadas a todas as comunidades israelitas do mundo. enquanto eu profetizava. e eram m numerosos na superfície do vale e estavam ui sequíssim Então m perguntou: Filho do homem. nós estamos cortados". quando uma grande onda de p o g ro n s exterminou dezenas de milhares deles em centenas de municípios da Rússia. teve início a partir de 1871. N o versículo 1 . estes ossos são toda a casa de Israel. aca­ os. . 1 5 ARA]. me disse: Filho do ho­ mem.

ou seja. quando Israel proclamou sua inde­ pendência. Dois anos depois a Inglaterra proibiu a entrada dos judeus na Terra Santa. em 1967. a preparação e a viagem à Terra Santa dos primeiros colonos israelitas. A "pele" indica proteção e acabamento. a população israelita da Palestina já era de 430 mil. um barulho de ossos que batiam contra ossos e se ajuntavam. mais de quatro milhões.46 ISRAEL. Em 1956. Em 1937. e se estendeu a pele sobre eles. Em 1973.2. dessa forma. Esse número aumentou para 83 mil em 1922 e para trezentos mil em 1935. ano em que Hitler se fortalecia na Alemanha e não escondia o seu anti-semitismo. as forças . e eis que havia tendões sobre eles. já eram 1. cada osso ao seu osso". Em 1948. mas não havia neles o espírito" [v. e cresce­ ram as carnes. 1 As "carnes" indicam as estruturas políticas que de­ ram forma à nação em 1948. cerca de seis milhões.. 8.8 milhões. O ajuntamento dos "ossos" vem ocorrendo como segue..ano da Proclamação Balfuor. havia 25 mil judeus na Palestina. Kibutzvem da mesma raiz do verbo hebraico "congregar". que tiveram de enfrentar grandes dificuldades. Em 1917. usado por jeremias no versículo 10 do capítulo 3 de seu livro. A R A ]. faltava a Israel um exército organizado. m ilitares.3. principalmente através dos kibutzim. "O lhei.© número chegava a oitocentos mil. Em 1945.Aqui temos o movimento [ou reboliço] dos os­ sos.9 milhão [quando ocorreu a segunda guerra árabe-israelense]. o renascimento da língua hebraica e a recuperação eco­ nômica. à mercê dos nazistas. e três anos mais tarde. deixando-os. Hoje. em 1983. e no final de 1998. Os "tendões" [ou nervos] indicam alianças p o líticas. G O G U E E O A N T IC R IST O Prossegue Ezequiel: ". da mesma maneira como o reboco dá forma à parede. havia quinhentos mil.3.

o Senhor.29 e A tos 2. diz o Senhor"[A RA ]. 1 . da Grande Tribulação. e vivereis.R EN A SC E ISRA EL 47 armadas israelenses estão entre as mais bem treinadas e equipadas do mundo. no Milênio.10. carnes e pele. sabereis que eu.1 .28. falta-lhes ainda a vida espiritual. porque ele despedaçou e nos sarará. e viveremos diante dele" [6. teu Deus" [A R A ]. com inicial mai­ úscula.17. Note que. o vindouro perío­ do de tribulação. fez a ferida e a ligará. e. diz o Senhor. que culminará com a batalha do Armagedom no final do reinado do anticristo. Basta dizer que na guerra-reIâmpago de 1967 havia quarenta soldados árabes para cada soldado israelense. [Veja estas passagens: Jeremias 30. ou seja. dessa terra que lhes dei.. e então viverá diante do Senhor. Note que a palavra "Espírito" aqui. João 3. e vos estabelecerei na vossa própria terra.18. conforme Joel 2. e Israel venceu! É evidente que as palavras divinas de Amós 9.7.24 — e o "dia da vingança do nosso Deus". e tornemos para o Senhor.36. o p rim e iro dia com eçou com o .2: o "ano aceitável do Senhor"— ou "o dia que fez o Senhor". Embora todos esses ossos estejam unidos. ou seja.15 se cumpriram: "Plantá-los-ei na sua terra. já não serão arrancados. Israel só será levantado ao terceiro dia. quan­ do todo o Israel será salvo: "Vinde. com ten­ dões. Então. Apocalipse 3. A ssim . O povo de Israel somente será cheio do Espírito Santo quando se converter a Jesus no final do "dia da vingança do nosso Deus" [Is 61.1. Os dois dias correspondem aos dois períodos men­ cionados em Isaías 61. no que diz respeito a Israel. refere-se ao Espírito Santo.2]. Depois de dois dias nos dará a vida. nos ressuscitará. ao tercei­ ro dia.14. de Salmos 118. do "tempo da angústia para Jacó" etc. cada "dia" é marcado por dois eventos: um no início e outro no fim . 7. prometida no versículo 14: "Porei em vós o meu Espí­ rito. disse isto e o fiz.] 1 8 O profeta Oséias indica esse tempo glorioso.2].

Em 2 de novembro de 1917. começa com a ferida de Israel.48 ISRAEL. a Inglaterra inclina-se a favor do sionismo. e termina com a cura da ferida. que está ocorrendo em nossos dias e assinala o tempo do arrebatamento da Igreja. foi remetido ao Lorde Rotschild. o dia da ira. Esse famoso documento. que se converterá. no nascimento da Igreja. pa­ lavra que significa "subida". quando Jesus virá em socorro do remanescente israelita. e em pregará todos os seus esforços para facilitar a realização desse objetivo. Dizia ele: O governo de Sua Majestade encara favoravelm ente o estabelecim ento de um Lar Nacional para o povo judeu. G O G U E E O A N T IC R IST O despedaçamento da nação. Então a nação ressuscitará espiritual­ mente no terceiro dia. estando claram ente entendido que não se falará nada que possa acarretar prejuízo aos direitos civis e religiosos das com unidades não judias da . n a Palestina. no início do período de tribulação. extraída da expressão bíblica "subindo para Jerusalém". responsável por tantas reviravoltas políticas em todo o mundo e princi­ palmente no Oriente Médio. submetida ao Gabinete de Ministros daquele país e por ele aprovada. O segundo dia. A Proclamação Balfuor O retorno dos judeus à sua terra começou precaria­ mente no século X IX . o Milênio. e viverá diante dEIe. no final da tribulação. Cada grupo de imigração era conhecido como aliyah. de Cristo. em conseqüência dos horrorosos pogrons praticados livremente contra esse povo nos guetos de centenas de cidades européias e principalmente na Rússia. através da declaração do ministro dos Negócios Exteriores do Governo Britânico. Balfuor. e terminará com a cura do despedaçamento.

missionário nazareno em Jerusalém. bem como aos direitos e ao status político de que os judeus possam gozar em qualquer outro p aís. quando Israel tornou-se de novo um Estado indepen­ dente. e somente em 1 981 o país passou a contar com uma população judaica suficientemente numerosa para sentir-se seguro contra . no jubileu. Segundo o mandamento divino. e as cidades solitárias. houve um intervalo de 1878 anos. e não serão m arrancados da sua terra que ais lhes dei. e nelas habitarão. o m ovim ento imigratório aumentou consideravelmente. receberia novamente a liberdade e a res­ tauração da sua terra após 49 anos. teu Deus.1 .1 3 Anim ados por essa promessa. E dirão: Esta terra assolada ficou como jardim do Éden. . Israel obteve a posse de toda a terra apenas em 1957. E os plantarei na sua terra. e vos congregarei de todos os países. em parte. o qual exa­ minou o longo exílio dos judeus à luz do ano bíblico do jubileu. o israelita que tivesse perdido a sua propriedade e tivesse sido feito escravo. dos cálculos feitos por Alex Wachtel.24. em cumpri­ mento à profecia bíblica: E removerei o cativeiro do m povo Israel. e plantarão vinhas. e assoladas. e eu reedificarão as cidades assoladas.35]. e beberão o seu vinho. Agradecer-vos-ei levar esta declaração ao conheci­ m ento da Federação Sionista. e vos trarei para a vossa terra. e lhes comerão o fruto.1 .C.R EN A SC E ISRAEL 49 Palestina. Desde o ano 70 d. até o ano recente de 1948. diz o Senhor. O castigo e o fubileii Sirvo-me. e destruídas estão fortalecidas e habitadas [Am 9 4 5 Ez 36. e farão po­ m ares. E vos tomarei dentre as nações.

O período de tempo entre 70 e 1981 é de 1 1 anos7 começando com a destruição e 91 dispersão. É interessante notar que o número máximo de açoites que um homem culpado podia receber era de quarenta [Dt 25. os dois ensinos se acham no Antigo Testam ento. Se levarmos em conta que o exílio para os judeus é sempre considerado na Bíblia como um castigo.25].C. que­ brassem a lei. entretanto. depois da destruição de Jerusalém pelos romanos. esse número havia sido reduzido para 39 a fim de evitar que as autoridades. Esse longo exílio repleto de sofrimentos revela quão profunda era a triste­ za de Deus pelo fato de Israel haver rejeitado seu Filho e o levado à morte! Wachtel conclui: No período de 11 anos. Como somos um povo dirigido pela Bíblia. encontra­ 91 mos o número 39. Dividindo-se 1 1 por 49. vem o núm m 91 os ero áxim o de anos de escravidão e de separação da terra — multipli­ cado pelo m áxim núm de golpes que alguém poderia o ero receber num castigo. um castigo de 39 anos.3J. que vai da destruição de Jerusalém por Nabucodonosor. os judeus haveriam de sofrer.C.50 ISRAEL. Apropriadamente. que também foi o tempo gasto na restauração de Jerusalém [Dn 9.em 587 a. então para cada ano que o judeu sofria em Babilônia. Esse período é de 49 anos.. G O G U E E O A N T IC R IST O as nações vizinhas hostis. em 538 a. e terminando com a volta e a segurança. e por isso falam com auto­ ridade tanto para os cristãos como para os judeus.1 4 . N o tempo de Jesus. um pre­ cedente bíblico seria de grande ajuda. há um período mais acen­ tuado do exílio.até o regresso do primei­ ro grupo de judeus. Dentro do cativei­ ro babilônico de setenta anos. por erro de cálculo.

C. contando 2.14. Ele me disse: A té duas mil e trezentas tardes e manhãs. mas também aos aconte­ cimentos "do fim do mundo".. Gabriel diz a Daniel: "Entende. conforme sugere Ezequiel 4. ou seja. entretanto. isto é. chegaríamos ao ano 1966 d. Alexandre o Grande morre repentina­ mente em 323 a. Cada par de tarde e manhã corresponde.300 anos a partir dessa data. porque esta visão se realizará no fim do tempo" [EC]. nessa interpre­ tação^ um dia. estendeu-se pelo Sul da Europa.R EN A SC E ISRA EL 51 Há outros cálculos interessantes relacionados com o moderno Estado de Israel. que afirm a:"O bode se engran­ deceu sobremaneira. na sua maior for­ ça.) Adam Clarke.300 tar­ des e manhãs poderiam referir-se a 2.C. porém. [Ver nota na Bíblia de Estudo Pentecostaí. Mas estando na sua maior força.150 dias depois que o altar de Deus foi removido por Antíoco. aquele grande chifre foi quebrado. entendendo também que as 2. Na segunda parte do versículo 17. comenta que se datarmos os anos desde o cumprimento da visão do bode [invasão da Ásia por Alexandre] em 334 a.. com a idade de 33 anos. pela parte oci­ dental da Ásia e pelo Nordeste da África. O primeiro cumprimento da profecia ocorreu 1.sendo o primeiro a unir três con­ tinentes.6. filho do homem. O império grego. estando.300 anos.C. feitos especialmente por Adam Clarke no início do século X IX e baseados no texto de Daniel 8.. quando Alexandre estava no apogeu do seu poderio.8. quando . e o santuário será purificado" [EC]. "aquele grande chifre foi que­ brado". Entre os versículos 8 e 14 de Daniel está descrita a perseguição dos judeus por Antíoco Epifanes no sécu­ lo segundo antes de Cristo. para os quatro ventos do céu. Clarke entende que essa passagem se refere não somente a Antíoco. e subiram no seu lugar quatro também notáveis.

a qual devem ao gênio de nossos profetas. não a importa quão modesto. e 1d. acrescentado a 1966. ou 754 de Roma.C. Esse ano. Considerando que o ano 1 a. exér­ cito e um certa quantidade de poder temporal.1 os 5 Einstein não poderia perceber. m conhecimento da natureza essencial do judaísm eu o resiste à idéia de um Estado judeu. nos daria 1967. que deve ser inter­ posto entre 1a. ele expressou seus te­ mores diante do crescimento do nacionalismo judaico. muitos judeus discorda­ ram da criação do Estado de Israel. especialm ente os provenientes do desenvolvim en­ to de um estreito nacionalism dentro do Estado judeu. Israel proclama a independência Apesar de todos os sofrimentos por que passou o povo israelita entre as nações. Fora considerações práticas. Já o não som m os judeus do período m os ais acabeu! O retor­ no a um nação no sentido político da palavra seria equi­ a valente a voltar as costas à espiritualização de nossa co­ m unidade.C. Eu queria muito m ver um acordo de p com os ais az árabes n base de um vida em comum em p do que a a a az criação de um Estado judeu. Estou temeroso dos danos internos que o judaísm o sofrerá. ano em que de fato Israel obteve a sua maior vitória nas guerras contra os árabes. e o ano 1 d. longe de . G O G UE E O ANTICRISTO o santuário seria purificado mediante a volta dos judeus à parte antiga de Jerusalém e à área do templo. Em 1938.C. como tantos outros judeus também não perceberam e ainda não percebem. omitimos assim o ano zero. passando a ocupar os lugares mais sagrados de Jerusalém. é o ano de Roma 753. é o ano de Roma 755. com fronteiras. que o renascimento de Israel como um país.C.52 ISRAEL. entre eles o famoso físico Albert Einstein.

Chamamos o povo judeu de toda a diáspora a congregar-se em torno da população do Estado. é exatamen­ te um avanço do povo israelita rumo à futura espiritualização. e a ajudá-lo em suas tarefas de imigração e construção. Esse aspecto espiritual do povo israelita não poderia estar ausente na Declaração da Independência. O Estado de Israel está disposto a colabo­ rar no esforço comum para o progresso do Médio Ori­ ente em sua totalidade. no mesmo dia em que os britânicos deixavam o país e as nações árabes iniciavam a primeira guerra oficial não declarada ao novo Estado: Aqui se forjou sua personalidade espiritual. Aqui tem legado ao m undo o eterno Livro dos livros. Oferecemos a p e a am az izade a todos os países vizinhos e a seus povos. Aqui tem vivido como povo livre e soberano.RENASCE ISRAEL 53 ser um "voltar as costas à espiritualização". na sessão do Con­ . lida à na­ ção no dia 14 de maio de 1948. Com a fé no Todo-poderoso. afirma o histórico documento: Exortamos os habitantes árabes do Estado de Israel — ainda em m à agressão sangrenta que se leva a eio cabo contra nós desde alguns m eses — a manter a paz e a participar na construção do Estado. sobre a base dos plenos direitos civis e de um representação adequada a em todas as suas instituições provisórias e perm anentes. religiosa e nacional. e em sua grande em presa pela m aterialização de suas aspirações m ilenárias de redenção de Israel. na base da ajuda m útua. pois o seu renascimento político prece­ de o seu renascimento espiritual. firmamos de nosso próprio punho e letra esta declaração. e os convidamos a cooperar com o povo judeu independente em seu país. Mais adiante.

54 ISRAEL. Seguem 38 assina­ 4 aio 48 -se turas.1 6 Operação Tapete Mágico Uma das mais extraordinárias operações de imigra­ ção dos tempos modernos realizou-se em 1948. um trem de ferro. encabeçadas pela do primeiro presidente. sobre o solo da Pátria. Enquanto viveram no Iêmen. David Ben Gurion. G O G UE E O ANTICRISTO selho Provisório do Estado. Toda a sua cultura consistia em saber de cor o Antigo Testamento. Quando cometiam qualquer erro. e a tarefa recomeçada. Foi deno­ minada Tapete Mágico. véspera de sábado. Por estarem sempre sujeitos às mudanças da política local. um avião. por exemplo. Também haviam copiado a Bíblia à mão. e fontes fidedignas confirmam a continuida­ de deles naquele país desde os primeiros séculos do cris­ tianismo. é 5 de lyar de 5708 [1 de m de 19 ]. todo o manuscrito era inutilizado. enquanto em 1 2 um decreto deter­ 91 . pequeno país situado na extremidade sul da Arábia. eles foram obrigados a limpar os esgotos da cidade de Sana. a luz elétrica ou qualquer invento moderno. jun­ to ao mar Vermelho. da mes­ ma maneira como faziam os escribas dos dias de Jesus. Durante todo esse longo tempo. n a cidade de Tel-Aviv. por menor que fosse. esses israelitas sofreram todo o tipo de opressão. Acredita-se que muitos deles tenham imigrado para o Iêmen nos dias do rei Salomão. nunca viram um automóvel. de Gênesis a Malaquias. A história desse povo é fascinante. todos procedentes do Iêmen. Este dia. A cópia tinha de ser absolutamente perfeita. e transportou dezenas de milha­ res de judeus para Israel. em algumas épocas a situação desses judeus foi comparada à dos escravos. Em 1846.

Nessas condições de pobreza geral e de repetidas humilhações. fer­ reiros. ali viveram virtualmente isolados de qualquer in­ fluência cultural externa. os pseudomessias continuaram a entusiasmar a popula­ ção até o século X IX . Os primeiros imigrantes do Iêmen que chegaram a Israel pareciam seres vindos de outro mundo.desde os dias em que o Sinédrio tinha sua sede em Jerusalém.RENASCE ISRAEL 55 minava a conversão dos órfãos judeus ao islamismo. c o n tu d o . em 1948. Era um verdadeiro milagre que conseguissem ganhar a vida como ourives. . Imprensados entre os con­ quistadores otomanos e a população árabe do Iêmen. era-Ihes proibido possuir armas e estudar a Torá fora da sinagoga. os dirigentes iemenitas organizaram um grande êxodo da Arábia para a Palestina. não podiam vestir roupas finas nem usar meias. na época do Segundo Tem­ plo. Em lu­ gar nenhum. embora perseguidos pelo mundo exterior. as antigas tradições haviam sido preservadas tão fielmen­ te como entre eles. sendo reprimidos duramen­ te pelos go vern an tes da época. Como se isto não bastasse. dentro de suas comunidades m antinham com extraordi­ nária pureza todos os ensinamentos e os hábitos trans­ mitidos de pai para filho. foram excluídos por leis discriminatórias da sociedade muçulmana dominante. Porém. Desde que os primeiros núcleos se estabeleceram no Iêmen. não é de admirar que os movimentos messiânicos florescessem. durante todo o exílio do povo judeu. tecelões.1 7 A o tomar conhecimento da criação do Estado de Israel. marceneiros e mascates.

a operação Tapete Mágico trans­ portou cerca de setenta mil israelitas. m podiam-se ouvir também os rabis que. Dificilmente eles punham um pé à frente do outro. pediu auxílio ao governo americano. e assim fizeram Alguns deles cam . pros­ as. m mesmo tropeçando. os judeus iemenitas se recusaram a entrar nelas. diziam: "Dai m um ais passo. sob temperaturas frígidas. noutras. um tropeçando. sem qualquer receio. controlados pelos ingleses. o qual enviou avi­ ões comerciais ao porto de Áden.500 quilômetros através de desertos e m ontanhas. as em tom vibrante e estranho.56 ISRAEL. [. levaram os judeus iem enitas à sua antiga pátria. versículo 8. beijaram o solo e perguntaram:"Onde está o Messias?" . G OG UE E O ANTICRISTO O primeiro-ministro de Israel. seguiam. no capítulo 60. muito abaixo de zero. andaram debaixo de temperaturas escaldantes. que diz:"Quem são estes que vêm voando como nuvens e como pom­ bas. e muitos deles. O governo de Israel enviou pessoal e equipa­ mento para filmar este grande êxodo. filhinhos! Nós vamos a caminho da pátria para encontrar o Messias". às suas janelas?" Depois de explicarem que Deus os mandaria bus­ car e levar à pátria em asas de águias. Então seus rabis leram a profecia de Isaías acerca do futuro retorno dos filhos de Israel. de onde. Em certas ocasiões. inharam 1. os judeus iemenitas subiram resolutamente para os aviões. David Ben-Gurion. ao chegar a Israel... Em 450 vôos.1 8 A o chegarem a Áden e verem aquelas enormes "a v e s " enviadas pelo governo israelense para transportá-los à sua antiga terra. O único m possível para chegarem ao porto de eio Áden era a pé. outras as caindo.] Ouviam-se as crianças gritar por água.

RENASCE ISRAEL

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O deserto floresce
Foi em circunstâncias as mais adversas que várias co­ munidades judaicas se instalaram na Terra Santa, princi­ palmente a partir do final da Primeira Guerra Mundial, realizando, a duras penas, o sonho deTeodoro HerzI, um dos mais destacados pais da moderna nação de Israel. Através de congressos sionistas internacionais, os israelitas discutiram e lançaram as bases de sua futura pátria, mui­ to embora a Inglaterra adotasse uma política egoísta e imediatista e fechasse os olhos aos seus compromissos assumidos em 1917, abandonando as populações judaicas da Palestina à sua própria sorte. Além das dificuldades de ordem política, os imi­ grantes judeus, fugindo dos rotineiros massacres na Europa, tiveram de vencer tremendos obstáculos na Palestina. Subjugada durante séculos por povos estra­ nhos, a Terra Santa se foi tornando pouco a pouco em um enorme deserto, a ponto de deixar perplexos os viajantes que a visitavam. Os turcos fizeram recair sobre cada árvore um im­ posto, e os beduínos, que odiavam qualquer tipo de tributo, cortaram-nas uma a uma. E à medida que a vegetação desaparecia, as chuvas escasseavam e a deso­ lação avançava, chegando mesmo aos lugares antes bem arborizados e onde outrora erguiam-se florescentes ci­ dades. Era o cumprimento da Palavra de Deus, em Levítico 26.33:"... e a vossa terra será assolada, e as vossas cida­ des serão desertas". Foi exatamente na condição de terra assolada e de cidades desertas que os primeiros judeus encontraram a Palestina.Todavia, trabalhando diuturnamente nas condi­ ções mais desfavoráveis possíveis, os novos colonizadores plantaram dezenas de milhões de árvores e drenaram ex­ tensos pântanos através de um arrojado programa de

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ISRAEL, G O G UE E O ANTICRISTO

recuperação do solo, em que parte do rio Jordão foi desviada, até que o deserto começasse a florescer. O crescimento dos desertos tem preocupado tanto nos últim os anos que a O N U criou a palavra desertificação especialmente para o fenômeno, e tem organizado conferências em várias partes do mundo, especialmente na África, onde o problema é mais grave e requer providências urgentes. N o meio de tanta preocupação internacional, Israel prova que nem tudo está perdido na luta contra o fan­ tasma da desertificação. Desde que chegaram os primei­ ros colonos israelitas aos desertos da Palestina, parece que nada tem sido mais importante para Israel do que transformar desertos em florestas, pomares e jardins. Flo­ res e frutos são abundantes no Neguebe e no restante do país, a ponto de esses produtos se tornarem impor­ tantes itens de exportação e geradores de divisas. Mas, por que a imprensa em geral enfatiza tanto as terríveis conseqüências da expansão dos desertos do mundo e dá tão pouca atenção ao milagre da agricultu­ ra no deserto de Israel? A resposta é que as boas notí­ cias não vendem tanto quanto as más, nem a ciência é mais interessante do que a política, especialmente em se tratando da política do Oriente Médio e da tendência anti-sionista dos meios de comunicação. Segundo o professor Arieh Issar, diretor do Institu­ to de Pesquisa do Deserto [IPD], uma das tragédias bá­ sicas do deserto, atualmente, é que a questão é sóciopolítica."Ninguém sabe melhor disso do que o israelen­ se. Enquanto as árvores de pistacho crescem no Neguebe à base de dois copos d'água por ano, e os kibutzim usam água cujo limite de salinidade é quatro vezes mai­ or do que era considerado o limite há vinte anos, a imprensa prefere concentrar-se nas sutilezas políticas".

RENASCE ISRAEL

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O IPD, que tem sido um dos campi da Universidade Ben Gurion do Neguebe, está localizado em Nahal Zin, ao lado do kibutz Sde Boker, e ocupa grandes prédios modernos. Mas muito mais importante do que a bela arquitetura são os projetos de pesquisa desenvolvidos no instituto."Os cientistas do deserto não vivem numa torre de marfim, nem o querem", afirma Issar. E acres­ centa: "O instituto tem por trás de si uma filosofia definida. Não se pode reconstruir o deserto por con­ trole remoto. Não se pode viver longe do deserto se existe interesse de se trabalhar com ele. É preciso ser parte dele, é preciso viver nele". Muitos dos pesquisadores do instituto mudaram-se do Norte e do centro do país para Berseba, e todos eles sabem o que devem fazer: transformar o deserto em terre­ no adequado à agricultura, à indústria, à habitação e recre­ ação. Afirmam os pesquisadores do IPD que há três manei­ ras de enfrentar o deserto. A primeira delas, geralmente adotada pelos Estados Unidos, é a tendência de impor o homem ao deserto. A segunda maneira é a dos beduínos, que vivem das sobras do deserto. A terceira maneira é a do israelense, que se torna parte do deserto, acentuando o seu equilíbrio ecológico e cuidando em não perturbá-lo. O utra observação interessante que se pode fazer em relação aos desertos da Palestina é que, pelo me­ nos naquela parte do mundo, a desertificação não pode ser atribuída ao clima, pois este não sofreu ne­ nhuma mudança climática ecologicamente significati­ va nos últimos dez mil anos. Não havendo outra ex­ plicação razoável para o problema, resta a profecia de Moisés em Levítico 26.33: "Espalhar-vos-ei por entre as nações, e desembainharei a espada atrás de vós. A vossa terra será assolada, e as vossas cidades ficarão desertas" [EC].

trigo. .] sejam edificados os lugares desertos. beterrabas.60 ISRAEL. muitas fazendas usam essa água na irrigação. me­ lões. flores colhidas no Neguebe são congeladas e exportadas para as grandes cidades do mundo. Por isso. Lavrar-se-á a terra deserta.33-35. grandes depósitos natu­ rais de água salobra. vento e secura do solo. Esta última frase profética tem sido repetida em nossos dias por tantos quantos visitam aquele país. pepinos e melancias. às vezes mediante sofisticado sistema computadorizado. limitando assim o grau de salinidade do solo. Há. que estão entre cinqüenta e cem metros de profundidade e são renovados pelas nuvens. Dir-se-á: Esta terra deso­ lada ficou como o jardim do Éden"(Ez 36.A R A ]. G O G UE E O ANTICRISTO Em virtude da grande necessidade de poupar água. em vez de estar desolada aos olhos de todos os que passam.que controla a quantidade de água com referência a variáveis como temperatura. Realmente.. A restauração dos desertos de Israel é claríssimo cumprimento de muitas profecias. Israel inventou e adotou um sistema de irrigação à base de borrifo ou respingo. Hoje. o que lhe permite ser o pioneiro no uso da água salobra. e frutas israelenses alcançam as me­ lhores cotações no mercado internacional. as cidades antigas foram reconstruídas e habitadas. Esse sistema de irrigação à base de água salobra tem permitido ricas safras de tomates.. como estas: "Então farei que [. Esta é fornecida diretamente à raiz da planta. no deserto do Negueve. e a triste paisagem desértica foi substituída pelo verde alegre da natureza.

os egípcios serão como mulheres. e temerão por causa do movimento da mão do Senhor dos Exércitos.POR ÍS R A á Naquele tempo. Poucos . porque ela se há de mover contra eles. mbora a O N U tenha determinado a partilha da Palestina em dois Es­ tados — Israel e Jordânia — os ju­ deus tiveram de garantir o seu di­ reito de propriedade da terra às suas próprias custas.17). e mais uma vez o pequeno "Davi" teve de defrontarse com o "gigante Goíias".16. 14 de maio de 1948. A guerra começou no dia da partida dos britânicos. e tremerão. E a terra de Judá será um espanto para o Egito (Is 19.

com a cozinha. quan­ do apareceram sete tanques egípcios. pois form avam um cadeia de fortins n a a periferia de Israel. mal armados.. um deles foi abatido a tiros de fuzil. os defensores de Negba resistiram durante m eses e saíram vitoriosos. os colonos acionaram sua única bazuca.62 ISRAEL. antes do ataque.] Foi construída um completa fortaleza subterrânea.. em pleno deserto [. na m adrugada de 2 de junho. À s tropas foram prometidos os despojos da guerra: mulheres e produto do saque. abastecidos apenas pelos "Piper Cubs". Os colonos cavaram redutos subter­ râneos [. Seis m bom caíram sobre Negba em um único il bas dia. tripulados por árabes roncavam sobre suas cabeças. Nada disso aconteceu. O novo kibutz não passa­ va de um fileira de cabanas à volta de um torre para a a água feita de concreto armado. Totalmente cercados pelo inimigo. no caminho egípcio. . Esperando que os tanques chegassem a um distân­ a cia de 200 jardas..] Uma história clássica de defesa é a de Negba. G O G ÜE E O ANTICRISTO acreditavam que o novo Estado durasse duas semanas. assessorado por um médico e quatro enferm eiras. As crianças foram enviadas -se a ao interior do país. proteger cidades desguarnecidas contra mais de trinta milhões de ferozes inimigos equipados com o mais moderno material bélico? Conta M eyer Levin que os comandantes árabes já escolhiam as casas de Tel-Aviv que pretendiam ocupar. casam atas e um hospital. Logo tornou-se evidente que n realidade os kibutzim (fazendas coletivas] estavam m a uito bem colocados. seguidos por sete carros blindados e dois m hom Um par de"Spitfires" il ens. Como poderiam setecentos mil judeus. todos os edifícios da superfície arrasados.. Os acampamentos da fronteiras dividi­ ram para um ação final. no Negueve.

Sua resistência ultrapassou os limites da bra­ vura. Nasser. Isto foi explicado na frase de guerra "ein brayra" que significa "não h escolha". realmente. a cinco jardas dos defen­ sores. mas não a guerra. suas m udas. Acreditando na feroz ameaça de seus irmãos de san­ gue. de onde a nova nação judaica foi alvo das maiores intri­ gas e ameaças por parte dos seus inimigos feridos e humilhados. Confinados numa área designada pelas Nações Uni­ das. os países árabes consolavam-se uns aos outros dizen­ do que haviam perdido a batalha. As perdas foram pesadas. atingidos por granadas de m explodiu.1 9 Barril de pólvora Batidos vergonhosamente em todas as frentes de batalha pelo minúsculo mas heróico povo israelita. e a batalha durou cinco horas. abandonaram o país para que os ju­ deus fossem varridos e exterminados. Dois tiros se perderam Os dois tiros restantes atingiram um . O último fugiu. esses deslocados foram mantidos fora de Israel para fins de propaganda política. como tal não ocorreu. m Negba agüentou fir­ as m Os colonos saíam à noite arrastando-se para regar e.DEUS LUTA POR ISRAEL 63 O primeiro tiro pôs um tanque fora de combate. Os judeus não tinham á para onde bater em retirada. tanque cada. Esta. Um outro tanque. os refugiados foram alimentados diuturnamente por uma ardilosa campanha anti-semítica e explorados ao máximo pelos inimigos do Estado judeu. Dois ou­ ão tros bateram em m inas. ao iniciar-se o conflito de 1948. Porém. Chegou então a infantaria. o co- . muitos árabes residentes em Israel. transferiu-se dos campos da Palestina para as tribunas das organizações internacionais.

Enquanto se multiplicavam os atentados à sobe­ rania do novo Estado e à vida de seus cidadãos. Já por diversas vezes gritara ele que haveria de vingar sua derrota de 1948. . Nasser apoderou-se do canal de Suez e ameaçou Israel. foram enviados ao território de Israel para destruir e matar. chamados fedayrrí. e desses campos grupos assassi­ nos treinados. todo o ódio árabe. transbordou. a situação na Terra Santa transfor­ mou-se num perigoso barri! de pólvora. Em 1956. Mas o primeiro-ministro Ben-Gurion resolveu atacar primeiro. alimentado dia a dia desde 1948. agra­ vava-se a guerra fria. empur­ rando os judeus até o mar. Dessa maneira. GO G UE E O ANTICRISTO ronel egípcio que se rendeu em 1948 no mesmo local onde Golias caiu diante de Davi. deixaram-se envolver cada vez mais no problema palestino. comandados por Moshe Dayan. limparam o Sinai. apoderou-se do gover­ no do Egito e tentou unir o seu povo pelo ódio aos judeus. extrema­ mente dependentes dos recursos petrolíferos da Mesopotâmia. E os israelenses. sugerindo soluções para a paz e ao mesmo tempo procurando consolidar sua influên­ cia na região.64 ISRAEL. A s potências mundiais. localizando e destruin­ do as bases inimigas. numa rápida e fulminante campanha. Seis dias gloriosos As derrotas de 1948 e 1956 não bastaram para que os povos árabes aceitassem a realidade inegável da exis­ tência de Israel como nação e de sua firme determina­ ção de manter a independência do país mesmo às cus­ tas de enormes sacrifícios. como fizera Hitler na Alemanha. onde encontraram vastos depósi­ tos de armas russas. através de vasto fornecimento de mo­ dernos equipamentos militares. Ele instigou seus irmãos refugiados.

5 iraquianos e combatentes de outros países. enfrentaram heroicamente os inimigos. seiscentos tanques e milhares de peças de artilharia. armas leves e veículos. Se houve alguma responsabilidade pelas gran­ des perdas infligidas aos árabes. Foram seis dias de medo e apreensão em todo o mun­ do. a destruição do Estado judaico. de terrível surpresa e humilhação para os invasores e de grandes e inesquecíveis glórias para a jovem nação israelense. em preciosas vi­ das humanas e em caríssimo armamento. superando o valor de um bilhão e meio de dólares! Em toda a guerra apenas setecentos soldados judeus perderam a vida. liderados pelo dita­ dor egípcio Gamai Abdel Nasser. o território de seu país. ela é inteiramente dos soviéticos. Nasser assustou o mundo com uma arrogante ameaça: "Nosso objetivo básico é destruir Israel". Falava na qualidade de comandante su­ premo das numerosas e bem armadas forças árabes. munições. planejaram e tenta­ ram. Somente o Egito perdeu quatrocentos aviões. Os prejuízos sofridos pelos árabes. perfeitamente praticáveis do ponto de vista da lógica humana. Mas os seus ambiciosos intentos. constituindo talvez o mais efi­ ciente exército do mundo. Em 26 de maio de 1967. 1 mil jordanianos e milhares de sírios. Foram os soviéticos que incitaram os árabes a movimentos perigosos. Os soldados judeus. os árabes. não foram alcança­ dos. a de junho de 1967 foi conseqüência de estimativas mal feitas por vários dos implicados. em junho de 1967.DEUS LUTA POR ISRAEL 65 Armados pelas grandes potências e estimulados por seus governos belicosos.2 0 . destroçaram por com pleto o seu moderníssimo equipamento bélico e ampliaram. morreram dez mil egípcios. foram deveras impressionantes. Como a maioria das guerras. para quase quatro vezes. Nos seis dias de guerra.

2. um número cada vez maior de turistas visitam a cidade. 3. subiu para perto de qui­ nhentos mil em 1999. exigindo dos cristãos a guarda dos dias de repou­ so semanal dos muçulmanos. A cada ano.66 ISRAEL. segundo a qual os santos lugares seriam protegidos contra qualquer vio­ lação. Sob o domínio israelense. A sua reunificação pôs termo a uma série de restrições impostas pelas autoridades jordanianas aos cristãos. A profanação dos santos lugares seria punida com até sete anos de prisão. Je­ rusalém passou inteiramente para o domínio israelita no dia 8 de junho. O empenho do governo em proteger os lugares sagrados de Jerusalém pode ser notado em uma lei aprovada em 27 de junho de 1967. como: 1 proibindo a aquisição de terras na cidade ou em . sen­ do eles gregos desde o sexto século. 4. onde há liberdade de culto para todas as religiões. . G O G UE E O ANTICRISTO Como resultado de mais esse confronto bélico.abolindo as isenções de impostos a que tinham direito as instituições cristãs. obrigando os membros da Irmandade do Santo Sepulcro a se tornarem cidadãos jordanianos. Jerusalém tornou-se uma cidade aberta. assim como contra qualquer intento de dificul­ tar aos membros das diversas religiões a liberdade de acesso aos lugares que lhes são sagrados ou pelos quais sentem veneração. seus arredores. Sua população fixa. considerando-se toda a área da Grande Jerusalém. e onde o progresso está presente em todos os setores de sua vida. que era de 165 mil em 1948 e de apenas 261 mil em 1967.

ditam os termos da paz. a então União Soviética empenhou-se vigorosamente pela vitória árabe. Todo mundo espera que os judeus sejam os únicos verdadeiros cristãos deste mundo. ela também sofreu o revés da guerra. Moral e psicologicamente. a Turquia expulsou um milhão de franceses. os árabes deslocados tornaram-se eternos refugiados. Mas no caso de Israel. Outras nações expulsam milhares de pessoas e ninguém fala de um pro­ blema de refugiados. Outras nações. o jornalista nor­ te-americano Eric Hoffer publicou o seguinte artigo no Los Angeles Times: Os judeus são um povo singular: coisas permitidas a outras nações são proibidas aos judeus. Arnold Toynbee considera o deslocamento dos árabes uma atrocidade maior do que as que foram cometidas pelos nazistas.Todo o mundo insiste em que Israel deve trazer de volta cada árabe. a Polônia e a Checosiováquia também. E ninguém disse uma pala­ vra sobre refugiados. com o fim de obrigar os judeus a um recuo em suas fronteiras de segurança. Mas a União Sovi­ ética não esperava a derrocada de seus aliados e prote­ gidos. deve clamar pela paz. orientou o seu uso e final­ mente empurrou-os para o desastre. . A Rússia o fez. Mas quando Israel vence. "P ro ib id o para judeus" Em decorrência da gigantesca campanha empreen­ dida pelos aliados dos países árabes após a derrota des­ tes em 1967. Aos inimigos de Israel ela forneceu armas e munições em abundância. quando vitoriosas no campo de ba­ talha. e teve de suportar vergonhosamente essa dura realidade. a Indonésia mandou embora não se sabe exatamente quantos chineses.DEUS LUTA POR ISRAEL 67 Tanto antes como durante a Guerra dos Seis Dias.

ele teria varrido Israel do mapa e nin­ guém teria levantado um dedo para salvar os judeus. os franceses nos jogaram um embargo nas costas as­ sim que sentiram uma inebriante aragem de petróleo bruto. os ingleses' nos tra­ íram. Mandaram para Hitler mi­ nério de ferro da melhor qualidade. Israel precisa viver! M a s acerca desse isolam ento de Israel. teria sido destruída. Tão logo a cortina se ergueu. nós nos acostumamos à idéia de que estamos mais ou me­ nos isolados dentro da família das nações.68 ISRAEL. depois.]2 1 Pela sua eloqüência. e abasteceram seus trens de tropas que se dirigiam para o Noroeste.Mas quando Hitler assassinou os judeus ninguém protestou. a opinião de E ric H o ffer dispen­ sa co m en tário s e expressa uma realidade que já não pode ser negada. Nenhum compromisso dos judeus com qualquer gover­ no.. sobrevivem e se recuperam. além de rolamentos. incluindo-se o dos Estados Unidos.. que estão prontos a romper relações com os Estados Unidos por aquilo que é feito no Vietnã. E dos recursos judeus [. Mas se Israel tivesse sido derrotada. tão . escreveu um jornalista judeu: No curto período de nossa história nacional. quando derrotadas. valeu o papel em que foi escrito. Se Nasser tivesse vencido em junho do ano passado [1967]. por uma questão de tradição. Os judeus estão sozinhos no mundo. Há uma grita geral em todo o mundo contra o ultraje quando pessoas são mortas no Vietnã ou quando dois negros são executados na Rodésia. Os suecos. G OG UE E O ANTICRISTO Outras nações. e os alemães esfriaram consideravelmente. não se mexeram quan­ do Hitler assassinava judeus. foram os russos que passaram para o outro lado do corredor. Se Israel so­ breviver será exclusivamente por causa dos esforços ju­ deus.

Como pode uma pequena nação. Naquele tempo. do que determinou contra eles [Is 1 .. e temerão por causa do movimento da mão do S enhor dos Exércitos. e tremerão. Quão à risca essas palavras têm sido .DEUS LUTA PO R ISRAEL 69 logo compreenderam as vantagens inerentes à derrota militar. diz o Senhor. a Palavra de Deus afirma que os judeus seriam plantados na sua terra. pode sa­ tisfazer plenamente a razão humana.] E agora só nos restam os judeus do mundo. 9 6 7 Nesses dois textos. de onde não seriam mais arrancados. Quem mais? U Thant nos odiou até a medula dos nossos ossos desde o princípio. com uma população superior a cem milhões? Nenhuma resposta. o ardor deles arrefece assim que as eleições presidenciais se encerram. e quanto aos nossos amigos norte-americanos. fora da Bíblia Sagrada.1 .1 ]. E a terra de Judá será um espanto para o Egito. [. A Palavra de Deus fala com uma clareza meridiana dos últimos sucessos israelenses no Oriente Médio: E os plantarei na sua terra. e não serão mais arranca­ dos da sua terra que lhes dei. teu Deus [Am 9. por causa de nossas pequenas dimen­ sões. levar à bancarrota nada menos que 14 países aliados.2 2 Assombro e milagre As espetaculares vitórias dos judeus têm sido um assombro para o mundo. todo aquele a quem isso se anunciar se assombra­ rá.15]. habitada por menos de três milhões de pessoas. os egípcios serão como mulheres. por causa do propósito do S en hor dos Exércitos.. porque ela se há de mover contra eles. e que os egípcios seriam como mulhe­ res diante de Israel.

enquanto ainda há tempo". principal capelão do exército israelita. afirmou solenemente: O povo árabe tem que lutar. ó Israel. A rádio de Amã advertiu os israelenses: "É melhor fugir agora. portanto. os judeus não encontraram a mínima resistência. Esperamos o dia propício para estar plenamente preparados. . Pega do escu­ do e da rodela. Porque eis que teus inimigos se alvoroçam. nem vos aterrorizeis diante de­ les. alardeava a rádio do Cairo. Com esta certeza decidimos dar os passos atuais. redigiu uma prece para os soldados judeus recitarem antes dos combates. Deus nos ajudará e haveremos de triunfar. G O G UE E O ANTICRISTO cumpridas! O medo dos soldados egípcios diante do exército israelense tem sido tão grande que. Antes da Guerra dos Seis Dias.Nasser. Vocês serão todos mortos. a pelejar contra os que pelejam contra mim. Vocês sabem como os árabes exercem a sua vingança. enquanto não chegamos. pois o Senhor vosso Deus é quem vai convosco. o otimismo dos árabes era evidente e se manifestava nos discursos de seus chefes. A luf Shlomo Goren.70 ISRAEL. se entrarmos na batalha contra Israel.2 3 "Atingimos o estágio crucial da guerra".2 4 Nada disso ocorreu. e conspiram contra os teus protegidos. Agora nos sentimos bastante fortes e. portanto uma semana antes do início do conflito. em 1967. hoje vos achegais à peleja contra os vossos inimigos. muitas vezes. Astutamente formam conselho con­ tra o teu povo. e os que te aborrecem levantaram a cabeça. que se não amoleça o vosso coração. baseada em passagens bíblicas: Ouve.discursando a 29 de maio daquele ano. é melhor abandonar o país agora. não temais nem tremais. e levanta-te em minha ajuda.

"um varão de branco apareceu por alguns segun­ dos entre as fileiras. e os egípcios. canhões carregados e prontos a semear a morte e a destruição. fugiram em debandada". salientando que. quando já não havia nenhuma possibilidade de sobrevi­ vência. "Ou será uma emboscada? Mas por que fazer uma emboscada. cuidadosamente. dois pára-quedistas israelenses de­ pararam-se com um enorme tanque egípcio do qual so­ bressaíam as cabeças de dois soldados."O que será? Que aconteceu?" Contamos 1 soldados egípcios dentro daquele tan­ 8 que. tomados de repentino assombro. em situações difíceis. pareciam rígidos.cen­ tenas de tanques e canhões inimigos nem sequer che­ garam a entrar em ação. Alguns pára-quedistas que partiram com a missão de desalojar o inimigo de uma posição estratégica chegaram ao local como turistas. em direção ao tanque — m os as dois soldados que o tripulavam não se mexiam. Um jornal cristão de Jerusalém publicou alguns desses milagres.DEUS LUTA POR ISRAEL 71 Os judeus foram vitoriosos e muitos voltaram do campo de batalha convertidos e relatando os milagres que tinham visto com os próprios olhos. se nos vêem perfeita­ mente?" O meu companheiro e eu nos movíamos vagaro­ samente. "Por que será que eles não nos matam?" pensei. o alar­ me dos ataques aéreos só era ouvido quando as fortale­ zas voadoras de Israel já haviam atingido os seus objeti­ vos e regressavam ilesas às suas bases. Perguntamos aos soldados por que . porque os egípcios fugiram sem disparar um só tiro! Em Sharm-el-Sheik. Muitos soldados contaram que. o radar não funcionava devidamente e. apesar do alerta total. de maneira estranha e inexplicável. por vezes. e todos estavam vivos e com saúde — e todos eles levantaram as suas armas em rendição! O tanque estava cheio de armas. muitos aviões de combate egíp­ cios não estavam preparados.

Deus lutou por Israel na Guerra dos Seis Dias. A profecia cumpriu-se literalmente. alguns dos meus companheiros disseram-me que as nossas forças haviam avançado com tanta rapidez. G OG UE E O ANTICRISTO é que não disparavam. permitindo a aterragem dos aviões. res­ ponderam eles. Ver­ dadeiramente Deus interveio em defesa da minúscula nação israelense. Todos eles foram imediatamente capturados. pois de outra forma nunca poderíamos vencer. "Quando vimos os soldados israelitas. Depois da guerra. Perguntamos a um veterano de guerra egípcio por que motivo desistiram eles com tanta facilidade. um homem idoso andava pelas ruas de Jerusalém predizendo exatamente o que se iria passar e o dia em que o conflito principiaria. E é só". A respeito dos inúm eros aparecim entos de objetos voadores não identificados [óvnis]. O mais interessante — continua Abraham Eliezer — ocorreu na campanha do Sinai com os militares egíp­ cios feitos prisioneiros. testifica: Antes da Guerra dos Seis Dias. cristão evangéli­ co. Respondeu-nos que tanto ele como seus com­ panheiros tinham visto anjos ao lado dos israelitas. antes de os aliados árabes telefonarem para o campo oferecendo aviões de combate argelinos. em determinada zona. Ele declarou que o Deus de Israel está vivo e que prome­ teu estar com o seu povo durante a batalha.72 ISRAEL. as nossas mãos ficaram paralisadas — não pudemos mover os dedos — e um medo terrível se apossou de nós. p o r ocasião das ba- . tal a desproporção dos exércitos em cena. O nosso oficial respondeu em egípcio. que serviu nessa guerra. que tomaram um campo de aviação egípcio na península do Sinai.2 5 O jovem judeu A b ra h a m Eliezer. "Não podemos explicar".

num programa de rádio de Yoe. Mesmo não aceitando a informação de que os óvnis realmente existam e sejam pilotados por anjos.1967 e 1973. chefe da divisão de divulgação e diretor do escritório sobre óvnis. Mesmo atacados de surpresa. E U A . e quase se apoderaram do Egito. O fortalecimento e florescimento de Israel é hoje uma realidade incontestável e assinala. sob o títu lo 'A invencibilidade de Israel e dos óvnis": Deus e seus óvnis. como o relógio de Deus. a proximidade da vinda de jesus. facilitando-lhes as vitórias em todos os campos de batalha. em razão da presença ali do povo de Israel. Barry conta que mil soldados egípcios se entregaram a cem opositores porque se viram rodeados por milhares de israelenses e por dez tanques.DEUS LUTA POR ISRAEL 73 talhas entre judeus e árabes na Palestina. a ocorrência de coisas espanto­ sas em favor dos israelitas. aju­ daram Israel na vitória sobre os árabes nas quatro guer­ ras de 1947. Os milagres realmente aconteceram no Oriente M é­ dio. durante as guer­ ras árabe-israelenses. provocando o pânico entre as tropas árabes. por insistência do próprio Egito e de seus aliados. de fato. Deus guerreou por Israel E na guerra do Yom Kipur [Dia do Perdão] não acon­ teceu diferente. dirigidos por anjos pilotos. . a imprensa divulgou que. os judeus assumiram o controle completo da situação. grande número desses estranhos objetos foram observados no ar.1956. Pensilvânia. De fato. não fosse o cessar fogo decretado às pressas pelas Nações Unidas. não deixa de interessar a afirmação de Robert Barry. temos de reconhe­ cer que houve.

E o milagre aconteceu. egípcios e sírios perderam nessa guerra o total de 22 mil homens. a Linha Barlev tinha seiscentos homens apoiados por uma brigada motorizada e cerca de 240 tanques. 650 aviões e 150 baterias de mísseis antiaéreos. 185 sírios e 230 egípcios. sete mil mortos e 2 mil feridos. apesar de todo esse gigantesco aparato militar. G OG UE E O ANTICRISTO Segundo cálculos do Instituto Estratégico Interna­ cional. O surpreen­ dente resultado dessa e de outras guerras entre árabes e israelenses não pode ser atribuído somente ao treinamento rigoroso dos batalhões e à eficiência das armas de Israel. E em aviões: 106 israelenses.500 feridos.500 tanques. Israel defende a necessidade de fronteiras seguras para seu país e suas últimas mudanças políticas vie­ . A expansão territo rial A instalação de várias colônias judaicas nos terri­ tórios ocupados por Israel.500 homens e 180 tanques no Golã! Na frente egíp­ cia.812 mortos e 7. E. As perdas em tanques foram. pois está sendo con­ siderada uma afronta aos planos de paz na região só poder ser “ discutida" após o recuo do Estado judeu às suas linhas demarcatórias de 1948.200 tanques e cerca de 45 mil homens contra um destacamento israelense de apenas 4. tendo o Egito 1 5 mil mortos e 45 mil feridos. e a Síria. para os lados: oitocentos israelenses. vem trazendo complicações internacionais certamente já previstas pelo governo israelense. Israel teve 2. nas últimas guerras. Outra fonte informou que. assessorados por 2. Levando em conta todo o esforço bélico dos árabes e mais o fator surpresa. o Egito lançou setecentos mil homens na batalha. 1 A mesma fonte dá conta de que os sírios emprega­ ram entre novecentos e 1. 650 egípcios e seiscentos sírios. muita gente afirmou que só um mila­ gre poderia salvar Israel. nessa guerra. foram duramente batidos. sediado em Londres.74 ISRAEL.

presidida pelo chanceler brasileiro Osvaldo Aranha. resultando na ampliação territorial destes em prejuízo daqueles. A União Soviética. O povo ju­ deu. senão pela ação de um Deus eterno? E. a Bíblia não é compulsada pelos políticos em busca de uma resposta aos mistérios que envolvem a des­ cendência de Abraão. nascer uma terra num só dia?"[A RA ]. armou-os e os empurrou para sucessivas guerras contra os judeus. 29 de novembro de 1947. quase sempre desconhecido e negligenciado pelas grandes potências: a escatologia bíblica. Em realidade. nun­ ca mais será arrancado da sua terra. tradicional opressora de três milhões de judeus radicados em seu território. o país hebreu sabe dos riscos que corre e por isso mesmo age segundo o seu próprio critério de segurança. Atraiçoado várias vezes por seus vizinhos. abandonado por seus aliados e mais de uma vez deixado à sua própria sorte pelos organismos internacionais. Então voltou-se para os árabes. Cumpria-se Isaías 66. movimentouse diplomaticamente pela criação do Estado judeu na Palestina. a intenção russa na ocasião era a de estabelecer no Oriente Médio uma base de influ­ ência via Israel. Como é sabido. Mas a colonização israelita dos territórios tomados aos árabes não deve ser encarada apenas do ponto de . Deus se serve até mesmo dos inimigos do seu povo. acaso. Mas existe outro aspecto do problema palestino. por deliberação da Assembléia Geral da O N U . mas foi frustrada. Como justificar a sobrevivência desse povo perseguido durante tantos séculos e o seu retorno à Terra Santa. como aconteceu após a Segunda Grande Guerra. para tornar em fato histórico o que prometeu.DEUS LUTA POR ISRAEL 75 ram reforçar ainda mais essa posição. amado por Deus por causa das promessas. e esse Estado nasceu num só dia.8:"Pode.

pois tem raízes na profecia bíblica. A Palavra de Deus não falha! . Ela é ainda mais extensa d o que a atual área sob o d o m ín io israelense.7.76 ISRAEL. A terra dada p o r Deus aos filhos de ísraei nunca foi p o r estes ocupada em toda a sua pleni­ tude. co nfo rm e D eu tero n ô m io 1. G OG UE E O ANTICRISTO vista da segurança do país judaico.

m dos grandes paradoxos do século X X foi. tu e todas as tuas tropas. numa febril atividade. convenceram o maior nú­ mero possível de países a votarem a favor da criação do Estado judeu na Palestina.como nenhu­ ma outra nação. sem dúvida. subirás. Logo após o término da Segun­ da Grande Guerra. a atitude da Rússia de empenhar-se. Graças em grande parte ao . virás como uma tempestade.Então. e muitos povos contigo (Ez 38. far-te-ás como uma nuvem para cobrir a terra. delegados da então União Soviética.9). em favor dos inte­ resses do povo de Israel.

tão logo a revolução bolchevista assumiu as rédeas do poder na Rússia: Precisamos lutar contra o padre. assim determinou as diretrizes a se­ rem seguidas pelo governo. mediante a votação a favor de 33 a 13 Presidia a Assembléia Geral o . abade. G O G UE E O ANTICRISTO apoio da Rússia. muitas vezes extravasado em sangrentos massacres. seja ele denominado pastor. Buda. A criação do Estado de Israel cumpriu uma pro­ fecia de Isaías. razão pela qual V. sempre foram considerados. por sua secular tradição religiosa. O estranho comportamento dos comunistas em favor dos judeus não poderia passar despercebido. eles foram alvo do ódio comunista. inimigos declarados do regime ateísta de Moscou. Nessas condições. seja ele denominado jeová. ou Alá. Fiéis à sua antiga fé.2 6 . as comunidades israelitas da União Soviética constituíam sério entrave ao progra­ ma de comunização do país.8]. rabino. mullhah ou papa. chanceler brasileiro Osvaldo Aranha. Várias conjecturas vieram à tona e muitas perguntas foram feitas em todo o mundo sobre o que estaria pretendendo a superpotência vermelha. jesus. dentro e fora da "co rti­ na de ferro". Stepanov. que diz:"Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nas­ cer uma terra em um só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos" [Is 66. De certa época em diante esta batalha deve se transformar em luta contra Deus. A s suspeitas eram perfeitamente procedentes. Israel nasceu como país em 29 de no­ vembro de 1947 por deliberação da O N U . uma vez que os judeus.78 ISRAEL. tradutor de Marx e um dos mais destacados líderes revolucionários.

cujos planos não eram nada menos que dominar todo o mundo? Segundo Moshe Sné — um dos sionistas funda­ dores do Estado de Israel — . num instante em que a guerra fria ainda se encontrava no auge. inclusive até o fornecimento de armas e encaminhamento de aliyá [via Checoslováquia e Polônia] — perpetrou-se o terrí­ vel assassínio de escritores judeus soviéticos e caiu o machado sobre a vida cultural da coletividade judaica na URSS [.] O apoio à criação do Estado de Israel e sua posteri­ or defesa contra os invasores harmonizavam-se inteira­ mente com os propósitos políticos da URSS. Naquela época [1948]. Béria e seus comparsas temiam que o apoio ao Estado de Is­ rael pudesse ser interpretado pelos judeus russos como sinal verde à intensificação e ao cultivo da simpatia ou de quaisquer laços com o novo Estado judeu e com o povo judeu espalhado pelo mundo.2 7 . o que fazia com que qualquer contato de um cidadão sovié­ tico com o estrangeiro o tornasse suspeito desde o início como traidor. a política externa sovi­ ética.. com vistas à primeira abertura de sua posição no Mediterrâneo como grande potência. em que a União Soviética proporcionou ao jovem Estado de Israel.. ao final da Segunda Grande Guerra. espião ou agente do inimigo. Não obstante.GOG UE E SEUS ALIADOS 79 Q ue pretendia a Rússia comunista ao favorecer os judeus? Q ue secreto objetivo teria a superpotên­ cia ateísta. Stalin. cercado de inimigos. todo seu apoio político e moral. estava longe de significar uma tolerância para com o povo judeu. ao mesmo tempo.

que sempre constituiu o maior obstácu­ lo à penetração russa no Oriente Médio. e esse malogro levou os russos a procurarem vingarse por mãos de terceiros. G O G UE E O ANTICRISTO O malogro da política russa O testemunho insuspeito de Moshé Sné — em vir­ tude de suas atividades pró-comunistas e tentativas de aproximação com o Kremlin • mostra que o compor­ — tamento da URSS. os russos penetraram e ampliaram sua influência na região . que vem desde a época czarista. Além dis­ so^ Inglaterra. sempre foi frus­ trado pelas potências ocidentais. pois já era sobejamente conhecida a inclinação socialista dos líderes e fundadores do Estado israelita. O interesse russo na Palestina foi aguçado no início do século X X com a descoberta dos vastos lençóis pe­ trolíferos e das facilidades da navegação propiciadas pela rota do canal de Suez. correspondia a mais uma tentativa visando aos seus próprios interesses nacionais. como era o Médio Oriente. na época. malogrou a política russa em relação a Isra­ el. uma vez que o sonho da expansão russa rumo ao Le­ vante. tornara-se detestada pelo Estado judeu em virtude de sua política anti-sionista na região. Israel despontava como uma nação moderna e. Os kibutzim eram modelos de organizações soviéti­ cas e muitos políticos de influência em Israel manifesta­ vam publicamente sua tendência esquerdista. e eles apegaram-se a ela com o maior entusiasmo possível.80 ISRAEL. Num mundo mergulhado na miséria e no feu­ dalismo. notadamente pela GrãBretanha. Todavia. ao negarem ao Egito a ajuda militar que este solicitava.acima de tudo. A o fim da Segunda Guerra M un­ dial. simpática à URSS e à sua causa. Aproveitando-se de um la­ mentável erro de cálculo das potências ocidentais. surgiu então a esperada oportunidade para os rus­ sos.

quando os milhares de assessores e conse­ lheiros militares russos foram expulsos do Egito pelo presidente Sadat. E te farei voltar. terra de Magogue. mas acabaram aniquilan­ do-se em virtude de seu próprio esforço desordenado. etíopes e os de Pute com eles. com escudo e rodela. cavalos e cavaleiros. com todo o teu exército. ó Gogue. E dize: Assim diz o Senhor J eo v á : Eis que eu sou contra ti. da banda do Norte. to­ dos com escudo e capacete.GOG UE E SEUS ALIADOS 81 através de fornecimento de sofisticado equipamento militar aos inimigos do Estado hebreu. con­ gregação grande. eles devastaram como um turbilhão as antigas civiliza­ ções mesopotâmicas e siríacas. não temos alternativa senão aceitar como o mais razoável que se trate efetivamente . muitos povos contigo [Ez 38. a casa de Togarma. príncipe e chefe de Meseque e de Tubal. e porei anzóis nos teus queixos. manejando to­ dos a espada. e te levarei a ti.C. persas. todos vestidos bizarramente. Sugerimos ao leitor o exame de todo o texto com­ preendido pelos capítulos 38 e 39 de Ezequiel. príncipe e chefe de Meseque e de Tubal. e profetiza contra ele.2-6]. Procedentes do norte. Identificando G ogue e seu bando Filho do homem. eles procuraram transferir suas cabeças-de-ponte para outras nações. Como Ezequiel escreveu as suas profecias cerca de sessenta anos depois da invasão cita e como nenhum outro evento ocorreu no passado que sugerisse o cum­ primento de tais predições. principalmente Síria. Iraque e Líbia. Em 1972. e todas as suas tropas. dirige o rosto contra Gogue. A descrição que o profeta faz dessa futura invasão talvez se ressinta da profunda impressão deixada pela invasão dos citas em 630 a. Gomer e todas as suas tro­ pas.

quais últimos opositores de Cristo e dos seus fiéis.2].3 0 É fato incontestável que em nenhum país do mun­ do tenha havido tanta treva espiritual como na Rússia. que nas versões modernas aparece como chefe.2 8 Antônio Neves de Mesquita identifica os povos mencionados por Ezequiel como descendentes de Jafé: Magogue. textos escatológicos contextualizados com as predições apocalípticas [20. Entretanto. abstração feita dos dados geográficos e nacionais. Mongólia. no fim dos tempos. são mencionados na relação dos povos vizinhos de Moscou e Tubal [Gn 10.82 ISRAEL. a terra das trevas. Aqui. onde durante cerca de oito décadas a saudação comu­ nista tenha sido "o punho fechado e levantado contra o . um país e um povo de Magogue. pois essa palavra. e seus nomes correspondem aos de Mogul. Moscou e Moscovi. G O G UE E O ANTICRISTO de acontecimentos projetados numa extrema distância. então. Seriam.7] de grandes e misteriosas batalhas que deverão preceder o final da história. no original hebraico é rosh. Tobolski. Tubal e Meseque são mencionados por Ezequiel. Magogue deveria ser decomposto em Mãtu [terra ou região] e Gogue. é opinião corrente que a Rússia representa hoje a antiga Rosh.2 9 Um reino de trevas Entre os lexicógrafos modernos. os referidos povos se nos apre­ sentam como os derradeiros inimigos de Israel. como no Apocalipse. Em súmere — afirmam os teólogos — Gogue sig­ nifica trevas e nos soaria bem tão expressivo nome dos típicos inimigos do povo de Deus.

Você não agüenta. conta o seguinte: Experimente colocar uma colher bem cheia de sal em sua boca e então engula o sal. ele traz o perfume celestial". pelo menos em suas raízes. E que falar dos milhões de evangé­ licos que ali sofreram ou foram martirizados por causa da sua fé? E que falar dos milhares de judeus vítimas dos pogrons livremente realizados na Rússia entre 1 7 e 81 1921? O pastor luterano Richard Wurmbrand. M. Depois disto. . Somente a Igreja Ortodoxa venera como mártires 58 bispos e mais de mil padres. zomban­ do diziam: "Vejam o seu Cristo. e onde cristãos de diversas confissões foram cruelmente martirizados. Entretanto. Duas vezes por dia as cruzes eram baixa­ das até o chão e os outros prisioneiros eram obrigados a fazerem as suas necessidades fisiológicas sobre as faces e corpos dos crucificados. É insupor­ tável. Panton].3 1 O testem unho da arqueologia Parece providencial que aqueles nomes bíblicos te­ nham sido conservados. Crentes foram presos a cruzes por quatro dias e quatro noites. quatro colheres cheias de sal foram colocadas em nossas bocas e não nos foi dada água ne­ nhuma. mortos sob o comunismo russo antes de 1923. espere uma hora para tomar água. Então as cruzes eram levanta­ das novamente e os comunistas ao redor delas.G O G UE E SEUS ALIADOS 83 céu7em desafio a Deus" [D. durante tantos séculos. desde que os descendentes de Jafé habitaram a região localizada ao norte da Palestina.que pas­ sou 14 longos anos em cadeias comunistas e que possui em seu corpo as marcas das torturas que sofreu por não denunciar os nomes dos crentes secretos.

afirma o mesmo autor: Tendo como base as descobertas arqueológicas. assim também consta na tradução alemã feita por Menge. sa­ bemos que estas tribos [antepassados dos russos e de outros europeus orientais] se estabeleceram ao norte do mar Negro.3 2 Mais adiante. O Talmude judaico confirma esta figura geográfica. Caso ainda persistam dúvidas com relação à pergunta de quem se trata aqui. tendo-se estendido então ao sudeste até os últimos limites da Europa. que m tarde passou a ser chama­ ais da de Moscou.. seja dito nesta oportunidade quais eram os nomes das antigas capitais do império russo: a sede governamental da Sibéria ou capitai asiática éTubal ouTobolsk. O nome Moscou manteve-se até hoje. enquanto que a capital européia. Isto incluiu a Alemanha Oriental e os pa­ íses eslovacos.. Magogue. igualmente. na Polônia e na Checoslováquia. Flávio Josefo as localizou en­ tre outras no Leste da Alemanha. uma expressão simbólica. desde a grande ofensiva de Napoleão era Meseque. G O G UE E O ANTICRISTO Um estudioso do assunto assim comenta a profecia de Ezequiel 38: A tradução grega do Antigo Testamento.". Que esta designação se refere ao império russo está fora de dúvida.84 ISRAEL. diz neste lugar: "Eis que Tubal. Concluímos disto que Gômer e suas hordas são povos que se localizam atrás da cortina de ferro na Eu­ ropa Oriental.3 3 . a Septuaginta. Gogue é o símbolo para a expressão cabeça ou imperador de todos os russos. que aparece mais ou menos trezentos anos antes de Cristo e que foi citada muitas vezes por Jesus e pelos escritores do Novo Testamento. é a terra.

ou Moscóvia. baseadas em Ezequiel 38 e passagens paralelas.apresentou um estudo profético à igreja que pastoreava no Texas. no qual mostrava o lugar exato onde o seu país deveria ser dividido. desapareceu como país e uniu-se a seus irmãos ocidentais. cidade . Suas predições. do qual se fala nas inscrições assírias. Julga-se que Tubal é Tobolsk. em decorrência da absoluta ausência de outra explicação convincente. desde que deixou de ser a superpotência comunista. Mais provas É interessante notar como se avolumam as provas a favor da tese defendida neste trabalho. Henry H. como ha­ bitantes do Cáucaso. o missionário João KoIenda. EU A . aliados da Rússia. Halley. a Polônia e a Checoslováquia seriam os territórios dos aliados dos russos levanta algumas in­ teressantes questões.G OGUE E SEUS ALIADOS 85 A interpretação de Josefo e do Talmude de que o Leste da Alemanha. vem atravessando uma série de crises tanto na economia como na política. é bom ressaltar que. nome antigo russo. abandonaram o marxismo e a sua dependência dos russos. afirma: Meseque entendem uns que significa Moscou. profundo estudioso da Palavra de Deus. inclusive a Alemanha Oriental que. a Rússia. No que diz respeito à antiga Alemanha Oriental. antes dos nazistas deflagrarem o que veio a se tornar a Segunda Grande Guerra. com a queda do vergonhoso muro de Berlim. Todos os pa­ íses do Leste Europeu. ou um povo chamado Mosqui. tiveram fiel cumprimento.Voltaria a Rússia a exercer domínio sobre tais territórios? Seriam os atuais ocupantes daque­ les antigos territórios os mesmos povos que se unirão aos russos na invasão da Palestina? Como se sabe.de nacionalidade germânica.

nos dias do Império Assírio. Seja qual for a exata identificação destes povos.C. forçados à escravidão. e deixando-as após si como um deserto ululante.2]. povos de quem os russos atuais são des­ cendentes.3 4 [Grifo meu.3 5 .] O mesmo autor conclui tratar-se aqui de uma terrível invasão. Correndo pelos desfiladeiros do Cáucaso — de onde vinham. Ezequiel declara que habitavam nas "bandas do norte" [38. a região toda tornada um espetá­ culo de desolação. os rebanhos tomados ou destruídos. Avançavam como uma nuvem de gafanho­ tos. e ocuparam partes da Ásia Menor. achando as terras que en­ contravam tal e qual um jardim. E. Os habitantes das terras seriam impiedosamente massacrados pelos invasores.600 anos pelos citas. Gômer pensa-se ter sido a nação dos cimerianos que do Norte vieram em grande número atra­ vés do Cáucaso. e não pode haver muita dúvida de que ele queria significar nações além do Cáucaso. durante o reinado de ]osias em judá. Relanceandose a vista pelo mapa ver-se-á que ele tinha em mente aquela parte do mundo conhecida hoje como Rússia. das praias S.86 ISRAEL. na melhor das hipóte­ ses. ninguém sabia — hordas após hordas de citas escureciam as ricas planuras do Sul. Não poupariam idade nem sexo. As colheitas seriam devora­ das. nos moldes da que foi levada a efeito há 2. irresistíveis. ou.. as vilas ou fazendas incendiadas. ou o que pretendiam. mas que foram repelidos. incontáveis. GO G UE E O ANTICRISTO da Sibéria. ou um povo chamado Tibereni. esses bárbaros foram um horror para as nações do Sudoeste da Ásia. Em 627 a.15.Togarma julga-se que era a Armênia. 39. do Mar Negro.6.

a África negra estaria ainda nas garras do marxismo. Líbia ou Pute são as nações árabes do Norte da África. mas eles se firmaram na palavra dos profe­ tas "com o a uma luz que alumia em lugar escuro. quando a vasta Rússia jazia mergulhada na miséria e em grande atraso industri­ al. ainda mais pavorosa do que a acima descrita e que foi a ruína de Judá? Hal-Lindsey e C.19]. Para Lindsey e Carlson. parecendo impossível que dali pudesse surgir uma potência. cuja inclinação ideológica tem sido cada vez mais hostil a Israel. Riquíssima em diamantes. esteve praticamente perdido para o O ci­ dente. não fosse a derrocada do comunismo no Leste Europeu. onde a influência russa tem sido muito acentuada. Aqueles eruditos viveram nos séculos X V III e X IX . Angola ocupa uma posição estratégica para o domínio do Atlântico Sul e poderia facilitar aos russos avanços para outras nações.até que o dia esclareça" [2 Pe 1. C. a onda de violência decorrente do cruel regime racista foi explorada em todos os seus aspectos pelos russos. Gômer e todas as tropas. Etiópia ou Cuxe são as nações da África negra. a Rússia Meridional e os cossacos. por sua vez. Carlson. Enfim.Togarma e seu bando. os autores citados acertaram em sua previsão. Cumming e o sábio judeu Gesenius para provar que não é recente a identificação da Rússia como sendo a Gogue da Bíblia. Moçambique. Escrevendo antes das crises políticas ocorridas no continente africano. citam Lowth. Chamberlain. em A agonia do grande planeta Terra. .G O G UE E SEUS ALIADOS 87 Não estariam os citas modernos ensaiando mais uma destruidora ocupação armada do Médio Oriente. ferro e café. os países da excortina de ferro. Na África do Sul. petróleo. pois Angola e Moçambique durante mui­ tos anos se tornaram satélites da Rússia. tanto da África como da América do Sul.

Para podermos determinar este lugar temos que sair forçosamente da Palestina. ou o umbigo da terra. o interessante testemunho do escritor norte-americano H.88 ISRAEL.3 6 Vejamos.15 e 39. Heijkoop: Os capítulos 38 e 39 dão-nos a resposta concreta a esta pergunta. A conclusão a que chegamos é que Gogue repre­ senta o governante russo. do extremo Norte.] Em outras palavras. o profeta apresenta a árvore genealógica desse comandante do Norte.2 está escrito que vem do Norte. Es­ tes dois capítulos tratam da Palestina. Logo.6. de modo a podermos seguir a trilha das migrações das tribos que ele refere até à nação que hoje conhecemos. Magogue é o segundo filho. finalmente. e Meseque é o sexto. e em particular as terras de Israel. conforme lemos nas mais recentes traduções. como traduz lite­ ralmente o versículo 1 do capítulo 38. L. Literalmente. Esses nomes são menci­ onados no capítulo da Bíblia comumente chamado pelos eruditos de índice das nações [veja-se Gênesis 10].Meseque eTubal. G O G U E E O A N T IC R IST O Synésio Lira.com exceção de Roxe [Gênesis 10. e este país é tam­ bém o centro.. Tubal é o quinto. dá sua opinião acerca de Gogue: Que a Rússia e seus satélites invadirão o Oriente Médio.2]. Em 38. São apresentados como netos de Noé. Gogue é o nome que simboliza o chefe dessa nação. através de seu filho Jafé. e Magogue é a sua terra. não resta a menor dúvida. Basta para isto que sejam lidos com atenção os capítulos 38 e 39 de Ezequiel e outras indicações proféticas [.autor de vários trabalhos sobre escatologia bíblica. É também o príncipe dos antigos povos que se chamam Roxe..1. não pode 2 . em cumpri­ mento às profecias.

3 7 Para a expressão “ o príncipe e chefe de Meseque". As traduções mais antigas do Antigo Testamento seguem esta versão a qual é. São chamados seus aliados: persas.] Os nomes confirmam também que se trata da Rússia. Vemos aqui. aceita também pelos melhores tradutores e hebraístas contemporâneos. Estes são os países que se encontram submetidos a Gogue ou ligados a ele. uma parte de cujos descen­ dentes habita o Eufrates [Gênesis 10]. e que em 1958 previu a tomada por Israel dos territórios a leste do jordão e da parte velha de Jerusalém então em poder da Jordânia — o que efetivamente se cumpriu em 1967 . O norte-americano Frank Boyd. Expressão similar foi mantida no rodapé da N V I [Nova Versão Internacional] em por­ tuguês: "príncipe de Rôs". um nome próprio e deve. pois.Cuxe e Pute são filhos de Cam. visto que ao norte da Palestina existe somente uma parte da Ásia Menor. dos versículos 2 e 3 de Ezequiel 38. pois. ficar sem tradução.. de Mesech e Tubal. na realidade. aliás. e depois segue-se o imenso reino russo [. Mesech e Tubal reconhecemos claramente os Russos. a Rússia com seus aliados nos últimos dias.G O G U E E SEUS A L IA D O S 89 tratar-se de outro país que não seja a Rússia. Nas palavras Ros. a Nova Versão Internacional da Bíblia. Moscovo e Tobolsk. Gômer é o progenitor dos Celtas. Neste caso devemos ler Gogue. traz como nota de rodapé: "príncipe de Rosh".. A palavra empregada em muitas traduções por chefe é. príncipe de Ros. etíopes [em hebraico Cuxe] e iíbios [descendentes de Putej. conhecido por suas conferências sobre profecias bíblicas. A casa deTogarma são os armênios. em inglês.

antiga capital da Sibéria. ele pergunta: "Há algum país que ocupe o extremo Norte. às cidades e aos po­ vos. e com direto acesso à Palestina. a não ser a União Soviética?" .3 8 Boyd salienta que as formas modernas desses no­ mes podem ser facilmente explicadas pela transforma­ ção por que passam as línguas humanas na sua história. não há dúvi­ da que as tribos com esses nomes vieram e estabeleceram-se nos vales que ainda os mantém. sob a bem conhecida lei da toponímia. Moscou está si­ tuada na margem do rio Moscova [subafluente doVolga]. e Toboisk é banhada pelo rio Tobol. Depois de notar que essas nações invasoras da Terra Santa virão de regiões localizadas na banda do N orte. capitai da Rússia. conforme men­ cionado pela profecia. Assim temos aqui os mesmos nomes dados aos rios. e com Toboisk. G O G U E E O ANT1CRISTO — também conclui que os etimologistas têm identifi­ cado Mesech e Tubal como Moscou.90 ISRAEL.

. e explica todo o seu interesse pela criação de Israel. e tornar a tua mão contra as terras desertas que agora se habitam e contra o povo que se ajuntou dentre as nações. que . e de arrebatar a presa. há muito.] afim de tomar o despojo. De fato. o qual tem gado e possessões e habita no meio da terra (Ez 38.. que terás imaginações no teu coração e conceberás um mau desígnio [. naquele dia. a cobi­ ça dos russos. foi apoiando-se no Ma pai.10. s fabulosas riquezas da Palestina têm despertado.CTíOCÍVOS DA ÍPVASAO E acontecerá. principal­ mente da juventude. e sabia que o movimento trabalhista era muito forte em Israel antes de 1947. A Rússia também conhecia a tendên­ cia socialista dos judeus.12).

Quando a Rússia deixar cair a máscara que ainda agora ostenta e invadir a Palestina.. virei contra os que estão em repouso. A Palavra de Deus deixa bem clara a intenção de Gogue: Assim diz o Senhor Je o v á : E acontecerá. Quando Jerusalém foi conquistada pelo general Allenby. e de arrebatar a presa. que habitam seguros. que terás imaginações no teu coração e conceberás um mau desígnio.3 trilhões de dólares àquela época! O cientista inglês calculou o valor do brômio em 260 milhões. promovendo a criação de Israel na Palestina. Mas a que grande despojo se refere a Palavra de Deus? Comecemos pelo mar M orto. G O G U E E O A N T IC R IST O representava os trabalhadores. muitos lhe dirão: "Vens tu para tomar o despojo? Ajuntaste o teu bando [. e tornar a tua mão con­ tra as terras desertas que agora se habitam e contra o povo que se ajuntou dentre as nações. um geólogo britânico começou a in­ vestigar as riquezas do mar M orto e chegou à conclu­ são de que a impressionante quantidade de vários sais minerais ali existentes chegava ao valor assombroso de 1. além de grandes valores em outros minerais.13].10-12]. o da potassa em setenta bilhões de dólares e o do cloreto de magnésio em 825 bilhões de dólares. para saquear grande despojo?" [Ez 38..] para tomar o gado e as possessões. o qual tem gado e possessões e habita no meio da terra [Ez 38. em 1917. a Rússia esperasse ampliar a sua influência em todo o Oriente Médio a partir do novo país. e no partido religioso que Davi Ben Gurion se elegeu presidente em 1948. isso a fim de tomar o despojo.92 ISRAEL. todos eles habitam sem muro e não têm ferrolho nem portas. onde o valor dos sais minerais ali depositados é quase incrível. É natu­ ral que. E dirás: Subirei contra a terra das al­ deias não muradas. . naquele dia.

o escritor Jú­ lio Minhan pergunta:"Como estão estas riquezas?"— e responde: Estão em sais que as indústrias de todo o mundo procuram desesperadamente — vinte e dois bilhões de toneladas de cloreto de potássio.3 9 Mais recentemente.antimônio. Isto. e. e foi também avaliada como sendo supe­ rior a toda a riqueza reunida da Inglaterra. Incluindo as inú­ meras toneladas de sais dos metais preciosos. asbesto comercial. no deserto do Negueve. como seria cansativa sua enumeração. enormes jazidas de xisto. em contrapeso. toneladas de tremolita. nos limitaremos a dizer que a fortuna que pode ser retirada do mar Morto daria para comprar todos os países de influência muçulmana na Ásia.M O T IV O S DA IN V A S Ã O 93 Referindo-se a essas mesmas riquezas. ainda escasso em Israel. descobriram-se. há mui­ tos outros. ainda não é tudo! Pesqui­ sas feitas no subsolo da Palestina revelaram grandes jazidas de minérios de ferro. árabes. Esse produto é um bom substituto do petróleo. ou seja. Somente a fortuna do mar M orto foi considerada superior ao valor de todo o ouro já extraído das entra­ nhas da terra. chumbo. tungstênio e o urânio tão procurado atualmente para produzir o isótopo U-23S. por causa desses rios de ouro. avaliadas de início em cinqüenta milhões de toneladas. que já seria muito. dos Estados Unidos. prata. como no passado. Europa e Egi­ to. da Alemanha e da Itália! . Se a Palestina não continua a manar leite e mel. mas que certamente poderá vir a ser descoberto a qual­ quer momento. ingleses e judeus se matam lá furiosamente. da França. aumentando ainda mais o já impressio­ nante tesouro da Terra Santa. mana rios de ouro e pode muito bem ser que. tório. níquel.

no deserto do Negueve. dos Estados Unidos. Incluindo as inú­ meras toneladas de sais dos metais preciosos. Se a Palestina não continua a manar leite e mel. avaliadas de início em cinqüenta milhões de toneladas. em contrapeso. que já seria muito. mas que certamente poderá vir a ser descoberto a qual­ quer momento. há mui­ tos outros.antimônio. como seria cansativa sua enumeração. da França. toneladas de tremolita. níquel. prata. ou seja. por causa desses rios de ouro. Esse produto é um bom substituto do petróleo. mana rios de ouro e pode muito bem ser que. e. como no passado. asbesto comercial. tório. descobriram-se.3 9 Mais recentemente. da Alemanha e da Itália! . o escritor Jú­ lio Minhan pergunta:"Como estão estas riquezas?” '— e responde: Estão em sais que as indústrias de todo o mundo procuram desesperadamente — vinte e dois bilhões de toneladas de cloreto de potássio. nos limitaremos a dizer que a fortuna que pode ser retirada do mar Morto daria para comprar todos os países de influência muçulmana na Ásia.chumbo. Europa e Egi­ to. Somente a fortuna do mar M orto foi considerada superior ao valor de todo o ouro já extraído das entra­ nhas da terra. enormes jazidas de xisto.M O T IV O S DA 1NVASAO 93 Referindo-se a essas mesmas riquezas. ainda escasso em Israel. e foi também avaliada como sendo supe­ rior a toda a riqueza reunida da Inglaterra. Isto. árabes. aumentando ainda mais o já impressio­ nante tesouro da Terra Santa. ainda não é tudo! Pesqui­ sas feitas no subsolo da Palestina revelaram grandes jazidas de minérios de ferro. ingleses e judeus se matam lá furiosamente. tungstênio e o urânio tão procurado atualmente para produzir o isótopo U-235.

entre eles a Pérsia. os campos petrolíferos da Mesopotâmia e a incrível riqueza do mar M orto fazem da Palestina o cerne crítico da terra e constituem o principal motivo da invasão predatória dos russos. duas são de fundamental importância para a compreen­ são deste assunto: 1 a invasão ocorrerá "n o fim dos ] anos") 2] Gogue virá " das bandas do N orte” . numa ousada operação que ficou registrada nos anais da espionagem internacional. somente inferior. Dentre as afirmações do referido texto sagrado. . atual­ mente. a região ao norte da Palestina está ocupada pela Rússia! Todos os povos mencionados como acompa­ nhantes de Gogue. Ora. Para reforçar ainda mais essa atitude. ampliou o seu reino de trinta mil quilômetros quadra­ dos para um milhão. com uma população na época de 12 milhões de pessoas.94 ISRAEL. tão necessitados de posi­ ções importantes para dominar o mundo. além de transferir da Espanha para Moscou toneladas de ouro. o canal de Suez. estamos vivendo nos últimos tempos e. Nasceu na idade Média a idéia de que a Rússia estaria predestinada por Deus para ser a senhora do mundo. As intenções russas A maioria absoluta dos estudiosos da Bíblia afirma que Gogue é a Rússia. que assumiu o trono de Moscóvia em 1533. Ivã IV. e do petróleo árabe para alimentar sua gigantesca máquina de guerra. Ela apossou-se de oitenta por cento do trigo e de 85 por cento do equipamento industrial dos seus países satélites. G O G U E E O A N T IC R IST O Da ambição russa ninguém duvida. à da França. por ser este o único país que possui todas as características exigidas pela profecia bí­ blica. estão a aproximar-se dele mais e mais. A exaltada posição de Israel no meio das nações. na Europa. o Terrível.

Em 1829. a coletânea de várias Crônicas antigas sobre o início da nação eslavo-russa descobria. universal. Ultrapassa a todos os demais em sua devoção. em 1974. que. ó pio tzar! é a Terceira Roma.o metropolita de Moscou outorgou-se o título de Patriarca autocéfalo de todas as Rússias. diz o cro­ nista. "Desde que a Rússia. o filóso­ fo Peter Iacovlevitch Chaadaev [1794-1856] afirm ou:"A Rússia é grande em demasia para seguir uma política nacional. exclama o poeta F.] A Providência nos fez demasiadamente for­ tes para podermos ser nacionalistas. sexto filho de Jafé. mesmo sem Constantinopla. Filoteu de . Na mesma época. À primazia espiritual unia-se a cronológica..Todos os reinos cristãos se unem no seu.M O T IV O S DA IN V A S Ã O 95 A partir desse famoso monarca. todos os imperadores russos consideravam-se sucessores dos césares. ao tzar:'Seu grande reino. sua tarefa no mundo é a política do gênero humano [. neto de Noé. Sois [sic] o único sobe­ rano cristão no mundo. finalmente. Ela nos colocou além dos interesses nacionais: ela nos confiou os inte­ resses da humanidade". e Ecumênico — isto é. Moscou surgia assim como a mais antiga urbe do mun­ do. em suas fronteiras atuais se torne o império cristão em pleno sentido do termo e o reino da justiça e misericór­ dia. N o ato da criação do patriarcado. que em 1547 ado­ tou oficialmente o título de "césar" [tzar ou czar]. Sucessora universal de Roma e Bizâncio e sucessora russa de Kiev e VIadimir. que a Bíblia menciona em Gênesis 10. soberano de todos os verdadei­ ros cristãos!" O escritor Margulies informa-nos. as origens "ver­ dadeiras" de Moscou: "A cidade foi fundada". 1 Tiutchev: .2..assim se dirigiu seu primeiro titular. "por Mosoc.ainda.Jeremias. também o resto lhe será dado em adição!" "Em 1589. O escritor Marcos Margulies relaciona interessante registro acerca dessa pretensão russa.

A Bíblia informa: "Virás. no caso. sucederá que hei de trazer-te contra a minha terra" [Ez 38. salvador dos homens no dilúvio. Daí. Será essa a última e a maior aventura dos estadistas russos.1 1 1 estudioso 92 11 russo compilou todos estes fatos e escreveu a seu respeito uma tese: 'Rus. e subirás contra o meu povo de Israel. são antigas as pretensões dos russos de governarem o mundo. o substantivo feminino Rus designa coletivamente um organizado grupo varejo. é interessante notar que ele aparece em vários documentos históricos como sendo Rus. trazer consi­ go todos os grupos guerreiros dependentes do chefe ou do príncipe. Em 1 1 . 'trazer toda a Rus'significa. suas intenções expansionistas. que acompanha seu chefe. pois. Por força das armas. do terror e do extermínio. em mais de uma ocasião. tu e muitos povos contigo.o vencedor dos tártaros. das bandas do Norte. novo Israel'". e ainda ocuparam. era glorificado como Gideão7SauI e Davi. Versão brasileira]. Como se percebe. Dmitri Donskoi. Acerca do antigo nome da Rússia. Eles alimentam esse diabólico propósito há mui­ tos anos. apoderaram-se de diversas na­ ções vizinhas ao seu território durante a Segunda Grande Guerra. montados todos a cavalo.16]. no fim dos dias.15. grande ajuntamento e exército numero­ so. novy Izrael' — 'Rus [Rússia]. diversos pa­ íses no Sudeste asiático e na África negra. como uma nuvem. por via indireta. o que corresponde clara­ mente ao termo usado por Ezequiel [38. ." Baseando-se em Nestor [confirmado. Deste termo nasceria depois a denomi­ nação do país — doravante governado pelos príncipes varegos através da Rus". por Annales Bertianini]. de características militares.3. positivamente. para cobrir a terra. pois já provaram. G O G U E E O ANT1CRISTO Pskov comparava o tzar a Noé. ou Rhos. do teu lugar.96 ISRAEL. É por isso que a Rússia planeja lançar milhares de homens na conquista da Pa­ lestina.

os russos sabem que. a Grécia etc. como afirmou Napoleão Bonaparte no início do século X IX . como o Egito. governará finalmente o mundo".S. teria custado à Rússia um milhão de dólares por dia. a Babilônia. Assim diz Deus referindo-se a JerusaIém:"Esta é Jerusalém.M O T IV O S DA IN V A S Ã O 97 Em relação à Terra Santa e ao riquíssimo Oriente Médio. afir­ . às vezes do­ minadas por estrangeiros. o ódio 8 ao povo israelita passou a ser exercido pelo regime co­ munista. em um período que vai desde 1 71 a 1921."quem ficar com a Palesti­ na. como a poderosa Assíria e diversos pequenos rei­ nos do passado. Em 1919. como porta-voz de Lênine. O marxismo prega um só regime em todo o plane­ ta. EC]. Por quê? Porque a Palestina é o cruzamento natural entre três continentes e está localizada no meio da terra. Josef Stalin. os motivos divinos são hoje bem conhecidos. a Pérsia. A medida da injustiça Deus tem as suas próprias maneiras de punir uma nação. E. Foi nesse país que os israelitas mais sofre­ ram com os pogrons. Algumas recebem um juízo rápido e desapare­ cem. Outras são castigadas mediante a hu­ milhação de se tornarem reinos pequenos. A s metas do comunismo nunca mudaram desde a sua implantação no final da Primeira Guerra Mundial. Somente a manutenção do comunismo em Cuba. É fato sobejamente conhecido que o comunismo não pode subsistir num mundo ideologicamente dividi­ do. assim que terminaram os pogrons. razão pela qual a Rússia gastava verdadeira fortuna na tarefa de exportar sua filosofia para todas as nações livres e consolidar a comunização nas áreas por ela con­ quistadas. que coloquei no meio das nações e terras que estão ao redor dela" [Ez 5. nos primeiros anos do governo Fidel Castro. N o caso da Rússia.

e o socialismo. enquanto nós estuda­ mos as qualidades indeléveis comuns a todos os homens em toda a parte. então? Temos que empurrá-las para a sepultura". por exemplo. declarou Nikita Khruschev:"Agora. Um especialista em ciências políticas analisou a dou­ trina de Marx em contraste com os princípios demo­ cráticos. • Na sociologia. tomando como exemplo os próprios Estados Unidos: A contradição existente entre o marxismo e a tradi­ ção norte-americana surge com maior aspereza em qua­ se todas as áreas às quais se estende o intelecto humano — como. onde insistem em afirmar que a rela­ ção existente entre as classes é um caso de exploração e . onde os marxistas tratam o procedimento humano como um produto infi­ nitamente plástico do meio social. Um de nós tem que ir para a sepultura. referindo-se à divisão política do mundo: "O mun­ do dividiu-se em dois campos irreconciliáveis: o campo do imperialismo e o campo do socialismo". sendo fundamentalmente oposto a qualquer outro regime. que está transbordando com uma cres­ cente força vital e goza do apoio dos trabalhadores de todos os países". G O G U E E O A N T IC R IST O mou. Que fazer. Quarenta anos mais tarde. há no mundo dois sistemas sociais: o capitalismo. numa Resolução do X X I Congresso do PCUS [Partido Comunista da União Soviética].de 1957. Não queremos ir para a sepultura. Essa declaração otimista explica outra. Elas [as potências ocidentais] tampouco querem ir para a sepultura. quan­ do Khruschev falava a uma assistência na União Sovié­ tica acerca de coexistência pacífica: "M as naturalmente temos que compreender que não podemos coexistir eternamente. sempre pregou a subversão com o objetivo de assumir as rédeas do governo mundial. na psicologia.4 0 O marxismo.98 ISRAEL. que está nos últimos estertores.

julgamos difícil enca­ rar com muito respeito um sistema de idéias tão . empirismo e pragmatismo — em suma. • e. mesmo como um desa­ fio à última. sobre tais crenças. nos pensamentos e nos valores hu­ manos. os homens gozam de absoluta liberdade de pensamento. cuja maravilhosa complexidade transfor­ maram em modelo de luta de classes e um cataclismo social. • nos princípios do constitucionalismo. sobretudo. os limites da política e a presença de Deus. Por este motivo. e que encaramos em termos de origens múltiplas e misteriosas. • no terreno econômico. mas que nós encaramos como apenas uma das três ou quatro maiores influências. e que os marxistas desprezam e ridicularizam. Toda a sua doutrina está escravizada a um materialismo rígido. que os ensina a temer o poder do Estado liberal e a confiar inteiramente no poder da dita­ dura do proletariado. na filosofia. • na teoria política. mas. idealismo. nas idéias básicas que auxi­ liam o homem a aproximar-se tanto das grandes maravi­ lhas como dos pequeninos fatos do mundo em que vive. enquanto a nossa constitui uma mistura sutil de racionalismo.4 1 Mais adiante. de todos os caminhos que levam ao conhecimen­ to. Possui crenças monolíticas sobre a dignidade do homem.M O T IV O S DA IN V A S A O 99 de luta. que encaram como uma fraude burguesa. e que nós consideramos como a essência de um governo livre. enquanto nós a encaramos como um caso de cooperação e interdependência. a excelência da liberdade. o mesmo autor salienta que “ nos­ so sistema de idéias mostra-se aberto aos novos pen­ samentos e às novas evidências. • na história. que julgam ter influência dominadora na vida. mas que nos ensina a recear o poder sem peias posto em mãos humanas.

Deus diz: "Direi ao Norte: Dá. através de um selo de correio emitido em . mostrando que o monismo. que trata do retorno do povo israelita para a Pa­ lestina. os soviéticos já revelaram suas reais in­ tenções. Por outro lado. como querem alguns.100 ISRAEL. A s agudas crises eco­ nômicas e políticas por que passa a grande nação do Norte podem ser prenúncios de juízos vindouros. G O G U E E O A N T IC R IST O monístico como o marxismo. represen­ tam cumprimentos de outras predições bíblicas. o muro de Berlim já caiu e os satélites da Rússia são hoje nações independentes em busca de um desenvolvimento que o totalitarismo marxista nunca produziu. pensamos que é muito mais difícil ainda suportá-lo. A cortina de ferro já não existe. aquela nação está agora sozinha para cumprir as profecias. não permitia que os judeus partissem. longe de invalidarem a profecia.4 2 É certo que a intensa campanha russa pelo domí­ nio do mundo através do comunismo resultou num completo e humilhante fracasso. Ignorando ou não a Pala­ vra de Deus. mas não pôde retê-los. se Deus vai tratar diretamente com a Rússia nos montes de Israel. mas agora milhões deles estão se dirigindo à sua antiga pátria! O Sul é clara indicação da Etiópia. Ou melhor. leva ao absolutismo no mundo dos acontecimentos". sobretudo ante as inúmeras provas que temos diante dos olhos. Mas as grandes mudanças políticas e sociais ocorri­ das na Rússia. O Norte. mas prefiro vê-las como uma resposta divina às orações da igreja subterrânea da Rússia e uma grande oportunidade das igrejas do Ocidente de leva­ rem o evangelho ao carente povo russo. todo o terreno estará preparado. ao mundo das idéias. Quando chegar o momento exato de Deus puxar a Rússia e seus aliados até os montes de Israel.6. Em Isaías 43. que também tentava impedir a sa­ ída dos judeus. e ao Sul: Não retenhas". que claramente indica a Rússia.

a Rússia possui hoje a mais numerosa cavalaria militar do mundo. De fato.M O T IV O S DA IN V A S A O 101 1930.4 3 Guilherme Beirnes.Vê-se a cava­ laria vermelha. no qual o texto de Ezequiel 38 e 39 não poderia ser melhor ilustrado. por se adequar perfeitamente à acidentada topografia do caminho que leva à Palestina através da Turquia e que caracteriza o próprio solo israelense. e com toda cer­ teza será esta a principal força terrestre a ser utilizada por Gogue em sua campanha contra a Terra Santa. . Há um detalhe na profecia de Ezequiel que não deve passar despercebido. a lembrar um dos quatro cavaleiros do Apocalipse."Seus exércitos são demons­ trados como prontos para atacar. Centro de ateísmo num berço de religiões? A s autoridades da antiga União Soviética sempre afirmaram que sem o ateísmo o completo plano de KarI Marx não poderia subsistir. O fundo representa a União Soviética. partindo da seção mon­ tanhosa do Sul da Turquia". É o que faz referência aos cavalos e cavaleiros de Gogue. afirma que as três estradas ilustradas no selo apontam diretamente para o Sul da Turquia — a Togarma da Bí­ blia — em direção a IsraeI. A Rússia está ao norte da Palestina e a linha negra por baixo dos cavalos representa o caminho a se­ guir pelos cavaleiros e aponta diretamente para a Palesti­ na. Todo o fundo do desenho é ocupado por uma nu­ vem que representa de modo perfeito a visão de Ezequiel. Pode-se ver o mar de Azov e desenhada a provável rota do exército vermelho. no valor de 14 copeques. editor de O grito da meia-noite. que também ilustram o selo de correio referido. Por isso surgiram tantas campanhas contra a religião naquele país.

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De fato, Marx deixou bem claro o seu conceito acerca de toda espécie de religião:
Para se buscar hoje em dia a origem das idéias reli­ giosas há que volver-se ao passado,à origem não explicada das dores sofridas e a sua aparência inevitável metamorfoseada em instituição sobrenatural. Ainda que a massa seja o joguete do modo de produção, as misérias que o regime capitalista cria e aquela sofre, conservarão a seus olhos um caráter sobre-humano, e, portanto, per­ sistirá esse terror desconhecido que apavora, isto é, o sentimento religioso. A religião não é outra coisa senão o refluxo das forças sociais na mente, as últimas forças externas cuja maneira de ser faz crer ao homem que dimanam de uma força superior [...] O déspota terrestre, o capitalista, ar­ rastará na sua queda o fantasma celeste; regendo o ho­ mem a produção em lugar de ser regido por ela; encon­ trando enfim o bem-estar sobre a terra; tendo noção clara e precisa de sua situação no universo em geral e na sociedade em particular, desaparecerá universalmente a necessidade desse gênero de esperanças e consolos, que são a conseqüência da tirania hoje misteriosa para as massas, assim como a crença em um ser supremo, dispensador soberano dos gozos e dos sofrimentos. Nós outros, fogosos anti-católicos, ridículos afeiço­ ados a batismos civis e outros ritos, que imaginamos

libertar a sociedade civil de toda ligação mística e mistificadora porque comemos carne em sexta-feira san­
ta, fazemos do livre pensamento a primeira condição da regeneração social; e não vemos, ou não queremos ver, que as religiões não são organismos independentes do meio econômico em que se movimentam * [Grifos meus.]

Abraçando tão entusiasticamente as doutrinas mar­ xistas, os comunistas russos trabalham em busca de um

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governo mundial liberto, também, do "ópio do povo" — a religião. É impossível, portanto, conciliar marxismo e fé religiosa, daí a intensiva campanha anti-religiosa le­ vada a efeito nos países vermelhos. Idelfonso Albano, numa réplica ao livro O poder soviético, de Hewlett Johnson, mostra com riqueza de detalhes o que tem sido a perseguição religiosa na Rússia de 1917 a 1938:
Em 1 1 vários comunistas foram encarregados da 9 9, campanha anti-religiosa. Em 1 2 , organizaram-se células 91 atéias nas cidades e no campo. 0 12° congresso do parti­ do comunista, realizado em 1923, adotou uma sistemática campanha anti-religiosa, surgindo, em virtude disso, dois jornais, O sem Deus e O sem Deus na Oficina. Em 1925, fundou-se o União dos Sem-deus, com o fim de propagar o ateísmo em todo o país. Essa entidade contava, em 1926, com 2.421 células e 87.033 membros; em 1927 seu número chegava a 3 2 células e 138.402 .1 1 membros. Em 1929 foi inaugurado um museu da central anti-religiosa em Moscou, capaz de proporcionar ao visi­ tante, dentro de poucas horas, uma educação anti-religiosa completa. Em 1933, esse museu remeteu para as pro­ víncias 179 pequenas exposições ambulantes, destinadas também a propagar o ateísmo marxista-leninista.4 5

Albano continua a sua análise da perseguição religi­ osa na Rússia informando que, para os comunistas de cultura mediana, a "U nião" preparou um método alta­ mente eficaz. Por poucos rublos, podia-se adquirir con­ ferências redigidas pelo Conselho Central da União, acompanhados de dispositivos luminosos para proje­ ção. Essas conferências eram destinadas a secundar a poderosa ação dos teatros, do rádio e sobretudo dos cinemas, que trabalhavam cada qual em sua área para acabar com toda espécie de deísmo.

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A campanha anti-religiosa alcançou grande progres­ so nos anos trinta, chegando a possuir oitenta mil célu­ las e sete milhões de militantes sem-deus. Entre 1932 e 1936, lançou-se um plano qüinqüenal anti-religioso, que previa o fechamento das igrejas ainda abertas, a expul­ são de pessoas religiosas das empresas e repartições do Estado, a proibição de toda a literatura religiosa, a pre­ paração de 150 filmes anti-religiosos etc. Em fins de 1963, informa ainda Albano, a cruzada anti-religiosa na então União Soviética entrou em nova fase. O Comitê Central do Partido Comunista estabele­ ceu uma instituição especial denominada Instituto para o Ateísmo Científico, projetado para dirigir todas as atividades ateístas.A imprensa foi colocada à disposição do novo organismo para que desacreditasse a supersti­ ção religiosa. N o propósito de propagar o ateísmo, os periódicos soviéticos passaram a publicar artigos condenando o individualismo cristão e o seu amor ao próximo, princí­ pios abertamente opostos ao coletivismo marxista e ao seu implacável ódio a todos os não-comunistas. Especi­ almente o princípio cristão de amar o próximo passou a ser ridicularizado nos periódicos comunistas, sob a alegação de que é absurdo amar os inimigos da humani­ dade, ou seja, todos os governos não-comunistas do mundo. Na moral marxista, a origem ideológica e a classe do indivíduo determinarão se ele deve ser amado ou odiado. Aos "capitalistas" e "imperialistas" não se deve amar, mas odiar. O progresso do comunismo sempre se baseou no ódio, jamais no amor. Ainda na década de 1960, houve também uma ofen­ siva contra a religião para fora da cortina de ferro, como parte da estratégia comunista internacional que visava o domínio do mundo em médio prazo. Através da espi­ onagem e da falsa conversão, pretendeu-se enfraquecer

]. rico com burguês. Essa ofensiva comunista bem cedo conseguiu atin­ gir o Concilio Mundial de Igrejas. ficou patente a infiltração comunista naquela organização ecumênica: Através da recepção da Igreja Ortodoxa Russa. denunciou que os comunistas. em carta aberta ao papa. pelo fato de considerarem a igreja como o ópio do povo. surgiu na América Latina a chamada te­ ologia da libertação.] Mas os dez eclesiásticos de batina que tomaram parte na delegação russa de dezesseis membros em Nova Délhi. Os seis leigos de roupa comum. foram expoentes alarmantes da classe comunista. quanto aos atos e à aparência da­ vam substância à afirmação de que eram policiais secre­ tos [. inclusive o intérprete V. Em parte como resultado dessa ofensiva.4 6 Em 1975.M O T IV O S DA IN V A S A O 105 internamente as estruturas religiosas e dar um sentido marxista à sua mensagem. Na mesma década de 1970. pobre com proletário.de Roma. pecado com opressão e o evangelho da paz com revolução armada. preten­ diam controlá-la a fim de tomarem o poder. um padre afirmou perante 1 5 mil fiéis que o comunismo era a única solução para o problema da miséria no mundo..o padre polonês Miguel Poradowski. radi­ cado no Chile. realizada em Nova Délhi. o Conselho aceita a participação comunista. N o México. chefiada pelo arcebispo Nikodim de Yaroslav e Rostov. o arcebispo Arrigo PintoneIIo. igreja com comunidade. que confunde evangelização com contextualização. informou que o comunismo e o ateísmo já haviam contaminado mais de noventa por cento do clero jovem da Igreja . Zaitsen. em 1961.... em 1977. e culpou o Vaticano pela queda de Saigon em mãos dos comunis­ tas. Líderes ingê­ nuos do Conselho insistem em que não há nada de po­ lítico nisso [. Em sua 3aAssembléia Geral.

Como resultado. dentro e fora da Rússia. 2. os sacerdotes e pastores mais ativos eram enviados pelo governo às pri­ sões. o número de igrejas diminuiu na Rússia. e só o fato de uma pessoa proclamar-se religiosa era interpretado como sintoma de anormalidade psíquica. exaltava a liberdade dos cidadãos.na China. É difícil prever até onde o regime comunista impediu o avanço da evangelização da Rússia. na URSS. . a educação religiosa para as crianças continuou proibida. e obrigava todos os cidadãos a trabalharem para a edificação da sociedade comunista atéia.945 tem­ plos. e isso apesar do esforço missionário pela evangelização do país desde o fim do comunismo. destruição de 5.35 milhões se diziam orto­ doxos e apenas um por cento da população professava a fé cristã evangélica. decorrentes dos acordos de Helsinque. Dos seus 150 milhões de habitantes em fins de 1998. 150 mi­ lhões de vítimas de MaoTsé-tung. ruíram por terra.106 ISRA EL. aos hospícios ou aos campos de concentração.500 sacerdotes. Idelfonso Albano esclarece ainda que enquanto a pro­ paganda. G O G U E E O A N T IC R IST O Católica. Apesar dos insistentes pedidos de milhares de fiéis e da pressão de organismos internacionais que defendiam a liberdade de religião e de pensamento. os crentes e os não-crentes que defendiam a liberdade de consciência eram submetidos a castigos seve­ ros. e os filhos de pais religiosos continuaram a ser discrimina­ dos na escola e obrigados a receber uma educação atéia. por ele assim enumerados: 66 milhões de mortos sob o governo de Stalin. Todas as esperanças de liberdade religiosa na Rússia. dando-lhe base legal.5 milhões de assassinatos no Camboja. que a nova constituição soviéti­ ca reforçava a posição monopolística do Partido Comunis­ ta. e lamentou o silêncio da sua igreja ante os cri­ mes comunistas. A organização Ajuda à Igreja Neces­ sitada informava. jun­ tamente com 1. extinção do episcopado nas prisões e no exílio. na Ucrânia.em 1978. quando os soviéti­ cos prometeram ao Ocidente respeitar os direitos huma­ nos.

manifestou sempre o firme propósito de banir Deus da vida do seu povo e destruir toda espécie de religião no mundo.o evangelho haveria de ser anunciado também ao sofrido povo russo [M t 24. Teria Deus se esquecido de todas as afrontas feitas a Ele pelos russos durante a vigência do comunismo e de todos os crimes cometidos contra os que confessam o nome dEIe. o que vem acontecendo ultimamente mediante gigantesco esforço missionário de evangélicos do mun­ do todo. inclusive do Brasil. A grave crise econômica. não é de admirar que ela almejasse um dia ocupar a Palestina. para que duas coisas ocorressem dentro de seu propósito de cumprir as profecias. que é berço de três religiões: judaísmo. Lênine disse:"Nossa propaganda exige a propaganda do ateísmo". desde 1917. na sua misericórdia. mas que provaria ao mundo que Deus não existe. quer judeus? O modo como Deus tem tratado as nações que se levantam contra Ele e o seu povo mostra que o dia da Rússia chegará. em 1991.14]. cristianismo e islamismo. e Stalin se vangloriava de reunir o maior exército já constituído para ser enviado à Terra Santa. quer cristãos. conforme Isaías 43. Segunda. Deus. a Rússia haveria de permi­ tir a saída dos judeus de seu território.6 ["Direi ao Norte: Dá"]. Stalin teria declarado que. derrubou por terra a cortina de ferro e o muro de Berlim. Primeira.13 ["Quando eu abrir as vossas sepulturas"]. ele haveria de destruí-lo. mas a Rússia — a despeito dos dramáticos esforços em busca da demo- . se hou­ vesse Deus.e Ezequiel 37. política e social por que passa a nação russa torna solenes as recentes palavras de um estudioso dos eventos de nossa época: A União Soviética pode ter desaparecido. Antes da sua morte.M O T IV O S DA IN V A S A O 107 Semeadura e colheita Se a Rússia.

fa­ minto. Eles têm uma economia domésti­ ca de Terceiro Mundo e um padrão de vida acoplado a um complexo industrial militar de alcance mundial. líde­ res cristãos de todo o mundo pressentiram que a perestroika não passava de uma oportunidade que Deus estava dando aos cristãos de todo o mundo de fazer que aqueles países também ouvissem o evangelho. pressionados . mais perigosa do que nunca. a liberdade religiosa começou a ser cerceada em 1998. neste mundo cada vez mais instável. fala que a atual Rússia pós-perestroika está pronta para cumprir o que as profecias prevêem: O urso não está hibernando. inclusive do Bra­ sil. Ele está acordado. A rapidez com que agências missionárias e grandes denominações evangélicas do Ocidente.108 ISRAEL.4 7 Outro profundo estudioso das profecias bíblicas. Este é o tipo de ambi­ ente — combinado com o remanescente desta colossal infra-estrutura militar — que produz o controle militar. e pronto para atirar-se sobre o mundo. cujo ministério pelo rádio e pela televisão alcança 25 mil cida­ des dos Estados Unidos e 160 nações ao redor do globo. G O G U E E O A N T IC R IST O cracia e da liberdade — está. exatamente como a Palavra de Deus tem profetizado. De fato.4 8 Ressurgirá a União Soviética? Quando caiu o comunismo no Leste Europeu. quando o par­ lamento russo e o presidente Bóris Yeltsin. A única coisa que eles têm para vender a um perigoso e lucrativo Oriente Médio é o melhor armamento de destruição de massa que o dinheiro pode comprar. Jamais devemos nos esquecer de que a Rússia e suas ex-repúblicas representam um paradoxo da História. acorreram àqueles países levando a Palavra de Deus atestava a certeza de que a porta da liberdade não per­ maneceria aberta por muito tempo.

para encontrar uma indicação do rumo que a Rússia está tomando.4 9 A profunda crise política e econômica por que passa a Rússia. No salão onde fazemos as reuniões. não descar­ ta a possibilidade do retorno do regime comunista: A igreja russa teme perder a liberdade religiosa. amargurado com o presente e céptico sobre o seu futuro.5 0 Mas a crise econômico-social da Rússia não re­ presenta apenas uma ameaça à frágil democracia. Segundo esse projeto. a igreja tem que estar registrada no nome de um russo. precisamos estar bem documentados e sempre com um russo ao nosso lado. escrevendo acerca do desejo da Rússia de vol­ tar a ser uma superpotência. Adriano Marinho da Costa Júnior. e realmente não é preciso olhar mais para além das recentes eleições na direção da Duma Russa.a polícia nos pede outros documentos e uma auto­ rização para evangelização nas ruas. especialmente no momento em que escrevo. revela a possibilidade de um rápido retrocesso em ter­ mos de democracia.M O T IV O S DA IN V A S A O 109 por Alexei II7 líder máximo da Igreja Ortodoxa Russa. afirmou: O império dos soviéticos durante o tempo do governo comunista era uma fonte de grande orgulho para muitos. e eles não falam muito alto. outro estudioso das profecias. É nesse clima que a ditadura desabrocha. Lá os cultos são bem diferentes. somente igrejas com um mínimo de 1 anos 5 de registro têm liberdade de funcionamento. que entrou na Rússia em 1995 como missionário evangélico. Essa . A humilhação de perder esse império junto com o empobreci­ mento de sua economia trôpega deixou o povo russo sau­ doso de seu passado. aprovaram um projeto que proíbe a abertura de novos trabalhos missionários e novas igrejas no país. Com a nova lei. A esse respeito. Às vezes.

arrasaria tudo numa área quadrada de vários quilôme­ tros. A possibilidade de um foguete balístico nu­ clear ser disparado por falha técnica ou eletrônica é hoje muito maior do que no tempo da guerra fria. e torna bem vivas as pala­ vras apostólicas: "Quando disserem: Há paz e segu­ rança. duas pessoas foram presas em Miami pelo FBI por estarem tentando negoci­ ar armas russas. que podem ser abrigadas dentro de uma mala comum de viagem.3]. . então. ainda mais radical do que antes. causar uma destruição de proporções internacionais. Em 1997. em Washington. inclusive a Casa Branca. desa­ pareceram do país e podem estar em mãos até de grupos terroristas do tipo que tem atacado instituições norteamericanas em várias partes do mundo. os Estados Unidos têm investido centenas de milhões de dólares na Rússia e reforçado a vigilância de suas fronteiras. eles mes­ mos. como as dores de parto àquela que está grávida. Todo esse caos que envolve a extinta União So­ viética torna solenes as advertências de que o co­ munismo pode retornar a qualquer momento. pois algumas armas nucleares miniaturizadas. A fim de atenuar a gravidade dessa crise. lhes sobrevirá repentina destruição. Esses militares. que têm recebido seu soldo com vários meses de atraso — o que tem quadruplicado o índice de suicídio entre eles — poderiam.110 ISRAEL. Uma mala dessas deixada nas proximidades do Capitólio. num ato de desespero. saídas daquele país talvez em virtude de suborno ou de descuido dos militares russos. e de modo nenhum escaparão" [2 Ts 5. G O G U E E O A N T IC R IST O falta de recursos tem prejudicado a manutenção de todo o sistema eletrônico de controle das armas nu­ cleares.

4). e c ls aves de rapina. e os povos que estão contigo. e todas as tuas tropas. te darei por pasto (Ez 39. o destino de um povo muitas vezes depende da sua atitude em relação à Palavra de Deus.Nos montes de Israel. aceitando ou não as Boas . o evangelho da graça de Deus tem sido procla­ mado em todo o mundo. Em cumprimento à ordem imperativa de Jesus. cairás. Tal aconteceu e ainda acon­ tece a Israel e a muitas outras na­ ções. tu. eliz ou trágico. e cis aves de toda a asa. para tes­ temunho a todas as gentes. e aos animais do campo. E os ouvintes.

notou que esta se abrira no Salmo 9 . A intenção de Napoleão deixou Alexandre profun­ damente angustiado. mas não soube aproveitá-la. e mais tarde escreveu:"Eu devorava a Bí­ blia e suas palavras deram consolo ao meu coração. G O G U E E O ANT1CRISTO Novas. Galitzin disse-lhe que não fora por acaso. A Rússia teve também a sua oportunidade de tornarse biblicamente cristã. individual e coletivamente. durou pouco. Napoleão Bonaparte arrasava os países do Ocidente Europeu.112 ISRAEL. que a vida era algo muito sério e por isso procurou meditar e cuidar da formação de sua própria personalidade. Na sua insaciável sede de dom ínio.Alexandre aliouse aos inimigos do ditador francês e também perdeu a guerra. Os dois estavam diariamente juntos. Alexandre compreen­ deu. certa­ mente. Du­ rante a guerra franco-britânica. no início do século XIX. N o ano seguinte. o futu­ ro de sua própria nação. Teve de pedir a paz em 1807. e a nova vida do príncipe cren­ te impressionou fortemente o imperador. ao tomar a Bíblia de sobre a mesa para Ier um trecho ao imperador. Galitzin. todavia. Possuidor de um caráter bastante contra­ ditório. Certo dia.o príncipe Galitzin. A o apanhá-la. o Nosso Senhor abriu os meus olhos . deixou-a cair inadverti­ damente. ameaçou ocupar a Rússia. furioso. que abandonara uma vida tormentosa e se convertera ao evangelho. e este procurou um amigo da sua juventude. que a Bíblia se abrira ali. em 1805.Alexandre Ieu as palavras e ficou impressionado. ao peso das graves circunstâncias da sua época. Na sua imensa graça.Tornou 1 a lê-las. escolhem. e Napoleão. Isso ocorreu no tempo do imperador Alexandre I. Desde aquele momento Alexandre mostrou grande inte­ resse pela Bíblia. mas propenso a reconhecer a sua própria fraque­ za e a se humilhar diante de Deus. A amizade entre os dois estadistas. mas por vontade divina. Alexandre aliou-se a Napoleão e declarou guerra à Su­ écia^ esta perdeu a Finlândia.

Esta edificação. Galitzin foi obrigado a deixar a presidência da socieda­ de. Alexandre ajoelhou-se perante todos e glorificou a Deus pela vitória. percebendo que os seus alicerces estavam sendo minados. mas sofreu fragorosa derrota pela espada. inclusive grandes subsídios. tão oposta à doutrina de jesus de Nazaré. pelo frio e pela fome. No dia de seu aniversário. . impe­ dindo assim todo o programa de distribuição de Escri­ turas naquele país. houve uma grande fome num do^ estados da Rússia. em cumprimento ao Salmo 91. Depois de passar em revista seus 150 mil homens. e os líderes do sínodo tomaram o seu lugar. fundada por iniciativa inglesa em 1812. conta-se. moveu tal campanha contra aquela en­ tidade "protestante" que o imperador não pôde resistir. que conhecia as campanhas napoleônicas. conforme prometera.O FIM DA R Ú SSIA 113 de modo que entendi o que li. 1 de setembro de 1815.Alexandre 1 estava na França e Napoleão era um conquistador defi­ nitivamente derrotado. despertou o ódio de muitos contra a rica igreja e isso. Essa atitude. sem dúvida. Que teria acontecido à Rússia se ela tivesse sido semeada de Bíblias? O comunismo ateu teria ali prevalecido? Por essa época. recebera todo o apoio do imperador. que lia diariamente. isso era a mão de Deus. e um padre de uma fregue­ sia pensou em vender um pouco dos muitos bens da igreja para comprar pão. levou o comunismo a tomar conta de toda aquela grande nação. porém o bispo afirmou que preferia ver o povo morrer de fome do que consentir que se gastasse ouro da igreja para matar a fome dos famintos. Tornou-se mais fiel ao evangelho e trazia sempre consigo a Bíblia Sagrada.5 Napoleão invadiu a Rússia. Para Alexandre. A Sociedade Bíblica Russa. esta luz interior e muitas outras bênçãos tenho de agradecer à 1 leitura das Sagradas Escrituras". Mas o Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa.

quando KarI Marx e Frederik Engels lançaram O manifesto comunista. A séria cri­ se de autoridade nos governos do mundo tornar-seá cada vez mais acentuada. mas a História testifica que o terrível regime vermelho cami­ nha rapidamente para o seu próprio fim. Da Rússia o comunismo conquistou outros países até ao ponto de dominar um terço da humanidade. salientando que o caráter ateísta do sistema constitui uma blasfêmia que o Criador não deixaria ficar impune. na Rússia. isto sim. Acredito que o que ainda restar do comunismo no mundo desaparecerá mediante a liderança do anticristo no império romano restaurado. O movimento obteve boa reper­ cussão em todo o mundo. Em edições anteriores deste livro. G O G U E E O A N T IC R IST O O fim do comunismo? A história moderna do comunismo começou em 1848. segundo a qual toda a liderança será um dia concentrada nas mãos do anticristo. mas só logrou ocupar o poder em 1917. à custa de milhões de assassinatos. Historiadores vários afirmam que os responsáveis pela derrubada do czarismo pouco ou nada tinham de marxistas. De fato. . As profecias dão-nos a garantia de que o ateísmo não exis­ tirá durante o governo do anticristo. De qualquer forma.114 ISRAEL. o aproveitamento por parte dos comunistas da situação caótica reinante no país. dentro da perspectiva da escatologia bíblica. tendo havido. pela pri­ meira vez o sistema foi implantado. afirmei que so­ mente Deus podia parar o comunismo. graças à pode­ rosa mão de Deus que tem impedido a sua marcha. e não materialista e ateísta. assim ocorreu. na revolução bolchevique lide­ rada por Lênine. Duvida-se da originalidade do movimento comu­ nista soviético.que será religioso.

Por­ que disse no meu zelo. de tal sorte que tremerão diante da minha face os peixes do mar. naquele dia. sobre todos os meus . e os montes cairão. haverá grande tremor sobre a terra de Israel. e então será trágico o fim dos exércitos invasores: Sucederá. do cristianis­ mo e do islamismo. naquele dia. Deus romperia as sepulturas em que estavam retidos os judeus! Um julgamento de Deus Bem no fundo. e os animais do campo. e todos os répteis que se arrastam sobre a terra. e todos os homens que estão sobre a face da terra. no fogo do meu furor. Porque chamarei contra Gogue a espada. no dia em que vier Gogue contra a terra de Israel. que a minha indignação subirá a meus narizes. diz o Senhor Jeová. mas por trás de tudo isso está a mão de Deus. mas Deus intervirá con^o seu braço forte em favor do seu povo. e banir a religião da face da terra. e os precipícios se desfa­ rão.O FIM DA R Ú SSIA 115 É claro que a hábil política exterior de Ronald Reagan ajudou a fechar o cerco e levar a Rússia à perestroika. pelo menos. e as aves do céu. e todos os muros desabarão por terra. A perestroika significa também o cumprimento da promessa de Deus de derrubar a cortina de ferro e o muro de Berlim para que os judeus pudessem retornar à sua antiga terra. que é o berço do judaísmo. porém. os comunistas russos alimentam ainda hoje o objetivo de retornar ao poder e ocupar a Palestina. um exemplar da Escritura Sagrada. que. respon­ dendo às orações angustiosas de milhões de crentes que suspiravam pela liberdade de poder cultuar a Deus livremente e de possuir.

BLH. diz o Senhor Jeová. que o en­ cherão de medo.20-23.] os pei­ xes do mar"].18-23]. o Senhor Eterno.] as aves do céu"]. fogo e enxofre farei cair sobre ele. Será trava­ da com violência nos mares ["trem erão [.. Os soldados de Gogue ferirão uns aos outros com as suas espadas.. e grandes pedras de saraiva.] todos os rép­ teis que se arrastam sobre a terra"]. pedras de gelo. Desse modo mostrarei a todas as nações que sou poderoso e santo.. fogo e enxofre em cima de Gogue e do seu exército e em cima das muitas nações que estão do lado dele. e me farei conhecer aos oihos de muitas nações. e uma chuva inundante. e os combates em terra serão estarrecedores ["trem erão [. e não terá similar na história do mundo. Elas ficarão sabendo que eu sou o Eterno [Ez 38... Mas a vitória penderá em favor dos judeus. e sobre os muitos povos que estiverem com ele. Derramarei chuvas pesadas. . Assim. pelas próprias con­ vulsões da natureza sob intervenção divina. o conflito aéreo será horripilante ["tre­ merão [..116 ISRAEL. as grandes pedras ficarão em pedaços e todas as muralhas cairão. e saberão que eu sou o Se­ nhor [Ez 38. Eu os castigarei com doenças e mortes. quem está falando. G O G U E E O A N T IC R IST O montes. Sou eu. Bíblia na Linguagem de Hoje]. A batalha do gigante Gogue contra o pequeno Israel será das mais terríveis que se possa imaginar. a espada de cada um se voltará contra seu irmão. como afirma a Bíblia: As montanhas serão arrasadas. E contenderei com ele por meio da peste e do sangue. Farei cair sobre Gogue todo tipo de desgraças. eu me engran­ decerei. e sobre as suas tropas. e me santificarei.

15. coisas espantosas e humanamente inexplicáveis poderão ocorrer aos exércitos de Gogue: aviões e tan­ ques enguiçarão em plena batalha.14 etc. como vere­ mos mais adiante. e aos animais do campo. Nos montes de Israel. E tirarei o teu arco da tua mão esquerda e farei cair as tuas flechas da tua mão direita. tão grandes.12. É interessante notar que o Senhor especifica um número de anzóis: seis. E te farei voltear. Êx 20. A exemplo do que tem ocorrido nas guerras árabeisraelenses. 23. cairás. corresponde ao número do homem. te darei por pasto [Ez 39. livremente ou sob pressão.1-4]. Eis que eu sou contra ti. As nações en­ tenderão que se tratou de uma interferência direta do Deus vivo contra o inimigo da retidão e da justiça. sem qualquer motivo ["tirarei o teu arco da tua mão esquerda e farei cair as tuas flechas da tua mão direita"].].9. Lc 13. e às aves de toda a asa. A dura linguagem profética mostra ainda que o Deus vivo vai tratar a Rússia como a uma fera. que foi criado no sexto dia e que deve trabalhar seis dias na semana [Gn 1. e te trarei aos montes de Israel.O FIM DA R Ú SSIA 117 Quando isso acontecer. segundo os teólo­ gos. os seis anzóis ajustam-se perfeitamente a Gogue e aos demais povos que o acompanharão. . príncipe e chefe de Meseque e de Tubal. o mundo não terá dúvidas de que Deus lutou por Israel. pondo-lhe seus anzóis e trazendo-a para ser castigada e julgada nas montanhas de Israel. 31. ó Gogue.26. e todas as tuas tropas. e às aves de rapina. e os povos que estão contigo. tu. espantosos e sobrenaturais serão esses julgamentos. Esse número. e te porei seis anzóis. Em suma. e te farei subir das bandas do Norte. no capítulo 9. e os soldados ficarão paralisados de medo ante as tropas israelenses.

10]. nem a cortarão dos bosques. Em The Mount Zion Report. no final da dispensação atual. e com as lanças. os ingleses. e farão fogo com tudo isso por sete anos. e os russos como material de guerra para aviões. . e os escudos. E não trarão lenha do campo. e as rodelas. De um excelente periódico evangélico português. com os arcos. e com as flechas. e rou­ barão aos que os roubaram e despojarão aos que despo­ jaram. Ele cita Ezequiel 39. Tudo para a invasão do Oriente Médio. e com os bastões de mão.9. John Weston apresenta um material chama­ do lignostone. Lignostone é semelhante a [vinte a trinta] pedaços de contraplacado apertado por um tremendo poder de va­ por. tanques. mas com as armas acenderão fogo.10 acer­ ca das armas russas que Israel usará como combustível durante sete anos. transcrevemos o interessante comentário: A palavra profética de Deus não tem falhas na sua descrição. Os holandeses utilizam-no nas suas fábricas de gás. diz o Senhor Jeová [Ez 39. do qual os russos fabricam dezenas de milhares de objetos diferentes para a guerra. espingardas e outros. mais elástico do que molas da mesma matéria e que arde melhor do que o carvão.9. e total­ mente queimarão as armas. como raios de rodas nos seus enormes carros de carga. É uma invenção holandesa mais forte do que o aço.118 ISRAEL. G O G U E E O A N T IC R IST O As armas dos invasores Lemos na Palavra de Deus uma descrição do materi­ al utilizado para fabricação das armas de guerra usadas por Gogue: E os habitantes das cidades de Israel sairão.

porque fez grandes coisas (JI 2. é possível que ele fale do fim humilhante da Rússia após a fracassada investida contra Israel. Essa linguagem poderia significar um pequeno e pobre território compreendido pelos desertos da Sibéria.O FIM DA R Ú SSIA 119 É esta matéria que Israel. usará como combustível durante sete anos.20]. e subirá o seu mau cheiro. e subirá a sua po­ dridão. . a sua frente para o mar oriental.5 2 Ah! se os russos soubessem o que os espera em Israel! Será o desmascaramento público da Rússia.500 anos. Pelo fato de ser Joel o profeta dos grandes sinais dos fins dos tempos e das batalhas finais que consuma­ rão os séculos. e a sua retaguarda para o mar ocidental. quando afirma: E aquele que é do Norte farei partir para longe de vós. e lançá-lo-ei em uma terra seca e deserta. entre o mar de Bering e o oceano Glacial Ártico. segundo a profecia de há 2.

preferido pela maior parte dos estudiosos da Palavra de Deus. e esse reino não passará a outro povo. esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre (Dn 2. o Deus do céu levantará um reino que não serájamais destruído. julgamos necessária uma palavra acerca dos diversos sistemas de interpretação da profecia bíblica aceitos hoje pelos cristãos. Acerca desse siste­ ma e de suas implicações teológicas .44). omo introdução a este e aos demais capítulos. É evidente que a situação mundial evolui mais de conformidade com o método futurista. nos dias desses reis.o novo ÍOlPéRÍO R00)A1)0 Mas.

Progressista. pois a queda da Rússia — acreditamos — provocará profundas modifi­ cações político-religiosas no mundo. inter­ preta Daniel e o Apocalipse como o desenvolvimento histórico do mundo. Nessa visão das profecias.. desde então. com exceção de umas poucas. Interpreta as profecias de Daniel e do Apocalipse como já cumpridas. Como o próprio nome já indica. como o papado. o que praticamente já o fizemos.testemunhas-de-jeová e outros pequenos grupos ainda divulgam esse tipo de interpre­ tação. Foi tão grande a decepção dos que sinceramente aguar­ davam o retorno de Cristo para aquela data que. . no início do século passado. no século X V I. a Reforma. e alcançou seu apogeu com as pregações de Guilherme Miller. Ela procura os cumprimentos proféticos nos grandes eventos. por não ser o objetivo precípuo deste trabalho. e assim mesmo com divergências. Passemos agora à consideração das principais escolas escatológicas: Preterista.122 ISRAEL. e seus adeptos chegaram a marcar diversas datas para a volta de Cristo. na sua quase totalidade. Esse método nasceu na Reforma Protestante.a septuagésima semana de Daniel teve seqüência imediata à sexagésima nona. sendo a principal delas a de 22 de outubro de 1844. Essa forma de interpretação tem sido geralmente aceita pela Igreja Romana. a Revolução Francesa etc. foi cumprido nos primeiros três séculos da Era Cristã. pelos teólogos protestantes liberais e pelos que rejeitam o dispensacionalismo. apenas adventistas. interromper aqui nossas considerações seria como deixar os leitores no meio do caminho. To­ davia. Assim.e seu cumprimento deu-se há quase dois mil anos.quase todo o livro de Daniel se cumpriu no período interbíblico [antes de Cristo] e o Apocalipse. algumas das quais já estão sendo ensaiadas. G O G U E E O A N T IC R IST O pouco falaremos. que é o de analisar a profecia de Ezequiel com respeito a Gogue.

mas o resto do povo não será expulso da cidade. mas a quebrará no meio da semana. e metade do monte se apartará para o norte. . e as casas serão saqueadas.2-4. dando origem à Grande Tribulação.C. E o Senhor sairá e pelejará contra estas nações. naquele dia. estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras. e as mulheres. e a cidade será tomada.9: Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém. de onde emergirá o anticristo. e um será o seu nome. e mais sete anos ainda por vir. O sistema futurista ensina ainda que a Igreja consti­ tui um parêntese na cadeia profética das setenta sema­ nas de anos [Dn 9. E. Este fará uma aliança com Israel. até 32 d. Segundo essa escola. Entre as passagens bíblicas que reforçam a interpre­ tação futurista está a de Zacarias 14. forçadas. que abrange o período desde 445 a. para inauguração do seu reino milenial na Terra. um será o Senhor. que só terá fim quando Jesus vier. A interpretação futurista ensina que a invasão de Israel por Gogue e seu bando dar-se-á no início ou às vésperas dessa última semana de anos e provocará a formação do novo império romano. para o sul. por sua vez. com po­ der e grande glória.C. e a outra metade dele.após a ascensão da Igreja. E o Senhor será rei sobre toda a terra. e metade da cidade sairá para o cativeiro. que. ocorrerá repentinamente.24-27]. para o oriente e para o ocidente. que está defronte de Jerusalém para o oriente. naquele dia.O N O V O IM PÉ R IO R O M A N O 123 Futurista. e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio. quase todas as pro­ fecias de Daniel e do Apocalipse se cumprirão durante os sete anos que se seguirão ao arrebatamento da Igre­ ja. como pelejou no dia da batalha.. e haverá um vale muito grande.

os fatos nar­ rados a seguir são dignos de uma análise imparcial à luz da Palavra de Deus. quando expandiu e consolidou as frontei­ ras do império romano..5 3 Vinte e cinco anos mais tarde. Esse passo é de importância tal que não pode ser comparado àquele dado por Júlio César há mais de vinte séculos. Sob o título "Proposta a união total da Europa". em janeiro de 1999. o euro. quando entregou as cópi­ 1 as aos outros membros da Comunidade. O documento [.] já desencadeou um debate que a agência France Press considera "um dos mais apaixonados do século [XX] na Europa". Estados Unidos da Europa? Um jornal paulista publicou uma notícia de elevado interesse para os que aguardam o cumprimento das profecias bíblicas. . A Comunidade Européia inaugura com grande sucesso a sua moeda única. Bonn e Paris acolheram favora­ velmente o relatório de 80 páginas preparado por Tindemans a pedido de seus colegas da CEE em 1974 e concluído dia 3 de dezembro..124 ISRAEL. Naquele tempo. a união foi obtida por meio de sangrentas batalhas. que seja o embrião de uma superpotência de mais de 300 milhões de habitantes. finalmente consolida-se o sonho de Tindemans e de tan­ tos outros líderes europeus. G O G U E E O A N T IC R IST O Qualquer que seja a opinião do leitor. ao passo que hoje essa fusão de nações ocorre mediante a renúncia ao nacionalismo intransigente e à entrega a uma batalha pacífica: a do livre comércio. assim noticiou o importante matutino: O primeiro-ministro belga Leo Tindemans propôs a transformação da Comunidade Econômica Européia numa "autêntica" união da Europa. pois constituem uma advertência solene de que a vinda de Cristo está às portas.

De todos os povos que acompanharão os russos na invasão de Israel. criando as condi­ ções necessárias ao surgimento do anticristo. os armênios. O novo império romano A invasão da Palestina pela Rússia e seus aliados insere-se no contexto dos grandes acontecimentos dos últimos tempos. Dessa união de países que constituirão o império ro­ mano restaurado ficarão de fora os russos e o povo euro­ peu identificado como Gômer.sincretistas e cientistas nucleares modernos.26]. os etíopes e os Iíbios. além dos demais. O ressurgimento do império romano como um do­ mínio mundial será a concretização do anseio de ecumenistas. As opiniões indi­ cam que poderiam ser os habitantes alemães orientais [da antiga Alemanha Oriental]. ou negarão delegá-la. o novo Império Romano — . dentre eles a união européia e o surgimento do anticristo. Até mesmo Stanley jones. assim. húngaros. apreciado autor de livros devocionais de grande aceitação nos meios evangé­ licos. Acredito que após a invasão russa e seu desastroso fim nas montanhas israelenses. portanto. preditos pela profecia bíblica. serão unificados pelo medo. os quais integraram a antiga União Soviética. que são: os persas."na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo" [Lc 21. está.O N O V O IM PÉ R IO R O M A N O 125 Surge. a grande potência européia — biblicamente. pregadores de uma só religião e de um só governo para o mundo. Diz ele: A dificuldade. que se apresenta como problema mundial. continuando a confiar em . crua e nua à nossa frente: dele­ garão as nações sua soberania a uma união federativa mundial. checos e eslováquios. a descendência de Gômer tem sido a mais difícil de ser claramente estabelecida na Europa atual. os europeus ocidentais. defendia um tipo de federação de nações.

os representantes de todo o gênero humano. satisfazer as necessidades e ajustar as relações de todas as raças e povos entre si. por falar em nome de mais de meio bilhão de seres humanos — que vem pregan­ do a mesma mensagem. descreve o modelo do governo mun­ dial preconizado pela sua religião: A unidade do gênero humano — assim como Bahá'úlláh a concebeu — compreende o estabelecimento de uma comunidade mundial em que todas as nações. Se de livre e es­ pontânea vontade não delegarem sua soberania e inde­ pendência em favor da paz. Shoghi Effendi. mui a contragosto a legarão em favor da guerra. Um executivo mundial. apoiado por uma força interna­ cional. pactos. aplicará as leis por ele criadas e protegerá a unidade orgânica de toda .126 ISRAEL. Esta é centrai. Tal comunidade mundial deve abranger.5 4 Em nossos dias. a liberdade e a iniciativa pessoal dos membros indi­ viduais destes sejam garantidos de um modo definitivo e completo. raças. diversas seitas do Oriente e do Ocidente pregam a necessidade do governo mundial como único meio para se evitar o desastre total da humanidade.o Guardião da Fé Bahá'i. credos e classes estejam estreita e permanentemente unidas. destacando-se o Conselho Mundial de Igrejas — já detentor de considerável influência no mundo político-religioso. efetuará as decisões desse legislativo mundial. seita oriental que está sendo amplamente propagada no Ocidente e em todo o mundo. um Legislativo mundial. tratados e cartas? Todas as questões são secundárias e marginais. e na qual a autonomia dos Estados que o com­ põem. con­ trolarão todos os recursos das respectivas nações compo­ nentes e criarão as leis que forem necessárias para regular a vida. G O G U E E O A N T IC R IST O ligas. segun­ do o nosso conceito. cujos mem­ bros.

um sistema universal e uniforme de moeda. em 1945. Ele teria os poderes legais de trancar sempre todos os casos que. diz ele: Eis por que não há a menor dúvida de que se nós deixarmos produzir-se uma nova guerra. e será ensinado em todas as escolas de todas as nações.O N O V O IM PÉ R IO R O M A N O 127 a comunidade mundial. Japão. Uma escrita mundial. até agora. essa tese nasceu logo após a explosão da primeira bomba atômica. e seu grande defensor foi Albert Einstein.] Um idioma mundial será criado. É preciso um trabalho de educação paciente e in­ tensivo em todos os países para que seja possível tal . uma literatura mundial. o estabelecimento de um governo mundial efetivo. Numa carta escrita a uma editora de Tó­ quio. assim como o controle das instituições. Um tribunal mundial deverá adjudi­ car toda e qualquer disputa que surja entre os vários elemen­ tos que constituem esse sistema universal.5 5 Nos meios científicos. as cidades transformar-se-ão em ruínas e até mesmo a terra ficará envenenada. Seme­ lhante desastre só poderá ser evitado pela criação de um governo mundial que teria à sua disposição todas as ar­ mas. grande parte da humanidade será destruída. A criação de um governo mundial dotado de poderes tão amplos só será possível se os povos de todos os países compreenderem perfeita­ mente que não existe meio mais econômico e mais em harmonia com o pensamento político tradicional das na­ ções. em 1957. como auxiliar à língua nativa. Einstein propôs. ou escolhi­ do dentre as línguas existentes. Ele acreditava que somente uma institui­ ção supranacional desse tipo seria capaz de evitar uma guerra nuclear. sendo irrevogável a sua decisão [. até mesmo dotado de poderio militar. de pesos e medidas simplifi­ carão e facilitarão intercâmbio e entendimento entre as na­ ções e raças da humanidade". um dos pais da ter­ rível arma.. conduziram à guerra..

A cabeça de ouro era o poder babilônico [608-538 a.3].C. então. E essa inclinação será acelerada à medida que se sucederem os próximos acontecimentos no Médio Oriente. simboli­ zados nos elementos que a constituíam. quando disserem: Há paz e segurança. porém:"Pois que. sua realização não esbarrará em dificuldades técnicas.embora mais extenso que o seu antecessor.toda­ via. O ventre e as coxas de .5 6 À luz da Palavra de Deus.foi. que deverá ser realizada antes que seja tarde [. jamais igualado. o mundo deverá inclinarse. para esse governo internacional. menor em magnificência. e de modo nenhum escaparão" [1 Ts 5. lhes sobrevirá repentina destrui­ ção.. o cristo do diabo. Diz a Bíblia. cada vez mais. O testemunho de Daniel Na imponente e terrível estátua mostrada em sonho a Nabucodonosor.. G O G U E E O A N T IC R IST O mudança fundamental.] Nossa missão principal é sempre conven­ cer os povos de que a Federação Mundial representa sua única esperança para o futuro. Se conseguirmos propa­ gar esta convicção entre as nações. A própria atitude condenável da Rússia. como as dores de parto àquela que está grávida.] que. o falso messias.]. está representado o poder político das nações. Nela viu o monarca o desen­ rolar da história dos grandes impérios mundiais. como única alternativa contra os terríveis ma­ les de uma generalizada conflagração nuclear. para onde convergem as atenções e interesses atuais das nações. As Escrituras afirmam que desse "novo" mundo emer­ girá o "homem forte" da paz. Os braços e o peito de prata refe­ riam-se ao domínio dos medos e persas [538-331 a. motivará os povos a optarem pelo governo mundial. ao abater-se co­ vardemente sobre uma região desarmada e que repousa em paz.C.128 ISRAEL. rei da Babilônia.

mas não se liga­ rão um ao outro.44]. esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre. de onde há de sobressair o anticristo. e fiel a sua interpretação [Dn 2.42.4]. grego [331 a 168 a. conclui: Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo. na Europa Ocidental. e certo é o sonho. o romano. sem mãos. reprovada. o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído.]. pelo Se­ nhor foi feito isso e é maravilhoso aos nossos olhos? E quem cair sobre esta pedra despedaçar-se-á. na verdade. a pedra viva. o barro. O profeta Daniel.a prata e o ouro. Mas. e esse reino não passará a outro povo. Pedro corrobora esta mesma doutrina quando escreve: "E. o Deus grande fez saber ao rei o que há de ser depois disso. A pedra referida por Daniel é Cristo. finalmente.C.O N O V O IM PÉ R IO R O M A N O 129 cobre falavam do terceiro governo mundial. os contornos de um novo império romano. nações estas que estão deline­ ando hoje. chegando-vos para ele [Cristo]. as pernas de ferro e os pés em parte de barro e em parte de ferro caracterizavam o quarto poder mundial. nos dias desses reis. que teve início em 168 a.43-45]. misturar-se-ão com semente humana. assim como o ferro se não mistura com o barro. e ela esmiuçou o ferro. Foi nesse período que se deu a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. que afirmou: "Nunca lestes nas Escrituras:A pedra que os edificadores rejeitaram.C. E. Da maneira como viste que do monte foi cortada uma pedra. e permanece ainda nos dias atuais. o cobre. e aquele so­ bre quem ela cair ficará reduzido a p ó "[M t 21. mas para com Deus eleita e preciosa" [1 Pe 2. intérprete fiel dos acontecimentos revelados por Deus a Nabucodonosor. Afirma a Bíblia que os dez dedos dos pés da estátua representam igual número de nações remanescentes da férrea potência dos césares. . pelos homens. essa foi posta por cabeça do ângulo.

tantos foram os casamentos entre príncipes e princesas que a rainha Vitória.Como se sabe. Guilherme II e Hitler foram todas infrutíferas. N o século X IX . De 1979 para cá diversos outros decisivos passos têm sido dados na direção do objetivo fixado por Carlos Magno no século V III: a unidade européia. da In­ glaterra e Irlanda [1837-1901]. sonhou com uma Europa unida . ficaram conhecidos como os avós da Europa. e o rei Cristiano V III. cuja plataforma será o novo im­ pério romano. assim como o ferro se não mistura com o barro". bem como as campanhas impetuosas de Carlos Magno. com a eleição do Parlamento Europeu. tártaras e turcas. e os esforços das hordas árabes. ampliou os domínios dos francos pelas armas. sessenta por cento dos 180 milhões de eleitores dos nove países membros elegeram seus 410 representantes. Carlos V. Othon. o rei da Inglaterra.130 ISRAEL.a união da Europa é hoje uma tremenda realidade! Um passo importante nesse sentido foi dado em Io de julho de 1979. mas daí à unificação da Europa permaneceram enormes barreiras. o célebre filho de Pepino. Àquela época. mas não se ligarão um ao outro. o Breve. Luís XIV. a pedra cairá e reduzirá tudo a pó! Salienta Daniel que os povos representados pelos dedos dos pés da estátua "misturar-se-ão com semente humana [casamento]. Apesar dos fracassos do passado. o czar da Rússia e o kaiser da Alema­ nha eram primos entre si! Pelo poder das armas também não se conseguiu levantar um novo império das cinzas do velho. G O G U E E O A N T IC R IST O A o rejeitarem o seu Messias. Napoleão I. houve ocasião em que a maioria dos mo­ narcas europeus eram membros de uma mesma família. Mas sobre o governo mundial do anticristo. da Dinamarca [1863-1906]. De fato. os judeus tropeçaram na Pedra e foram feitos em pedaços — espalhados e perseguidos por todo o mundo. Por ocasião da Primeira Guerra Mundial. Felipe II.

chifres sem elhantes aos de um cordeiro. serão destruídos . sobre a os chifres. Daniel deixa claro que o número final de nações que constituirão o império romano nos tempos finais será de dez. Estava fundado no O ci­ dente um novo império. e. Embora o número de países integrantes da Comu­ nidade Européia seja hoje maior que o número de po­ vos preditos na Bíblia. cuja chaga mortal fora curada [Ap 1 . Segundo a interpretação que o próprio anjo dá a João. ou seja. a cidade de Roma. O profeta Daniel não deixa dúvidas a respeito. e o seu império começou a enfraquecer-se. mundialmente conhecida por suas sete coli­ nas. o décimo país a ingressar na Co­ munidade Européia foi exatamente aquele que repre­ senta as unhas de bronze dos dedos: a Grécia [Dn 7.1 . Os dez chifres são os dez reis (reinos]. dez diadem e.1 ]. blasfêm E vi subir da terra outra besta. um nome de as. e falava como o dragão. E exerce todo o poder da primeira besta n sua a presença e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta. correspon­ dentes aos dez dedos da estátua de Daniel 2. Mas o grande guerreiro e estadista morreu em 814. sobre as cabeças.1 1 2 3 . demons­ trando que o antigo império romano será restaurado nestes últimos dias para ser reduzido a pó pela Pedra. as sete cabeças representam as sete montanhas onde a primeira besta está assentada. ou os de: chifres do quarto e terrível animal.O N O V O IM PÉ R IO R O M A N O 131 e foi coroado imperador dos romanos pelo papa Leão III no dia 25 de dezembro de 800. e tinha dois ia. ao afirmar que os dez dedos dos pés da estátua. A mesma profecia acha-se também no livro de Apocalipse: E eu pus-m sobre a areia do m e vi subir do m e ar ar um besta que tinha sete cabeças e dez chifres.que rivalizava com o do Oriente.19].

inicialmente sediado em Roma ou diretamente influenciado por essa cidade. essas hipóteses não possuem qual­ quer fundamento bíblico. os que ficarmos vivos. a segunda. seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens [. Não dogmatizo sobre matéria tão controvertida.132 ISRAEL. Acredito. depois nós. .8].17]. E como esta. e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. e com a trombeta de Deus. A Roma papal está identificada no capítulo 17 de Apocalipse. inclusive o meu.. a Igreja — a fiel Noiva do Cordeiro — já terá sido arreba­ tada a encontrar o Senhor nos ares. o cumpri­ mento dessa profecia está ainda para acontecer. e com voz de ar­ canjo.e nos Estados Unidos. enquanto o capítulo 1 3 refere-se ao império romano restaurado. que é Cristo.16. porém. G O G U E E O A N T IC R IST O pela Pedra [Dn 7. ainda não se manifestou em poder e grande glória. Apenas saliento o ponto de vista de estudiosos da escatologia bíblica.7. Todavia. que quando essas coisas estiverem acontecendo aqui. Alguns intérpretes históricos do Apocalipse procu­ ram ver no papa a primeira besta."porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido.] e assim estaremos sempre com o Senhor" [1 Ts 4..

embora se faça referência a gran­ des choques navais. . ão poucas pessoas confundem as passagens bíblicas relativas às guer­ ras previstas para os tempos finais.3). A s Escrituras fazem referência a grandes batalhas: • A batalha de Gogue. travada principalmente nas montanhas de Is­ rael.Sabeis diferençar a face do céu e não conheceis os sinais dos tempos? (Mt 16.

apenas esperando o desapa­ recimento daquele que o impede.do qual Gogue é apenas um precursor. alguns comentaristas das profecias bíblicas concluem que Ezequiel 38 e 39 só se cumprirão após o arrebata­ mento da Igreja. • A tentativa de Satanás. no vale do Armagedom. Também defendemos.antes. o Adversário.a apostasia. de maneira que só a seu tempo ele se manifestará: porque o mistério da iniqüidade já está em ação. após o arrebatamento da Igreja e antes do estabeleci­ mento do milênio e ao final da septuagésima semana de Daniel. G O G U E E O A N T IC R IST O • A batalha do anticristo.5 7 Todavia. É o que afirma claramente o apóstolo: Que ninguém vos engane de forma alguma. mas a pessoa bendita de nosso Senhor jesus Cristo. firma­ dos em inúmeras e claras passagens bíblicas.134 ISRAEL. O anticristo será não um povo. que se levanta contra tudo . que o Senhor Jesus destruirá com o sopro de sua boca. o Ser perdido. aniquilando-o com o resplendor de sua Vinda (2 Ts 2. Há de vir. de atacar a cidade amada. mas sim um homem. ou uma confederação de nações. Adolfo Hitler e outros.Ó-8].como o foram Antíoco Epifanes. Espera­ mos não a tribulação. no presente capítulo. esse texto refere-se à manifestação do anticristo. será frustrada por Deus. Então se manifestará o ímpio. no final do milênio. a tese de que a Igreja não passará pela Grande Tributação. que intervirá em defesa de seus santos. há de manifestar-se o Homem ímpio. A o interpretarem Gogue como sendo o anticristo. Firmam-se na passagem: Sabeis o que atualmente o retém.

R E M O V E N D O A S D Ú VID A S 135 o que tenha o nome de Deus. que marcharão contra a Nova Jerusalém [não a velha cidade] sob o comando de Satanás [não o anticristo]. Surgirá como o Salvador do mundo e o Messias dos judeus. para as ajuntar em batalha" [Ap 20. Gogue e Magogue. . que os salvaria (2 Ts 2. por influência de Satanás.se outro vier em seu próprio nome.43. o recebereis" (Jo 5.10]. A confusão de muitos decorre do seguinte texto de ApocaIipse:"E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra. no santuá­ rio de Deus. bem como de todas as seduções do mal. ostentando-se como se fora Deus. e o seu trono final será Jerusa­ lém. e b] a batalha do anticristo. e não Moscou. pois simbolizam os inimigos de­ clarados do povo de Deus. Gogue será derrotado nas montanhas de Israel e não chegará a ocupar o trono de Davi. na Cidade Santa. no vale do Armagedom. cujo número é como a areia do mar. ou seja objeto de culto.8]. as Escrituras fazem referência a duas grandes batalhas. infere-se do texto supra que o anticristo será judeu. no final do M ilênio (e não antes].9. por não terem abraçado o amor da verdade. certam efite. e não russo. Recapitulando. que poderá ocorrer tanto imediata­ mente antes do arrebatamento da Igreja como imedia­ tamente após. e não me recebeis. sendo: a] a batalha de Gogue.3. nos montes de Israel.4. cumprindo-se as palavras de Jesus:"Vim em nome de meu Pai. após o rapto da Igreja e antes do estabe­ lecimento do Milênio. chegando ao ponto de sentar-se.5 8 Portanto. sinais e prodígios falsos. para aqueles que se perdem. Mas Gogue e Magogue têm aqui sentido diverso. A R A ]. ele próprio. ao final da septuagésima semana profética de Daniel. de toda a sorte de milagres. O apa­ recimento do ímpio será acompanhado.

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ISRAEL, G O G U E E O A N T IC R IST O

A o final do Milênio, Satanás planejará uma batalha contra a Nova Jerusalém, mas não conseguirá seus objetivos:"E subiram sobre a largura da terra e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu e os devorou. E o diabo, que os enganava, foi lança­ do no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre" [Ap 20.9,10]. Finalmente, a ação predatória de Gogue e seu ban­ do será de caráter político e econômico e não contará com o apoio de todas as nações. O próprio Deus os induzirá a tal iniciativa, pois o seu nome será glorificado na humilhante derrota deles.

Guerras diferentes
Como vimos, os capítulos 38 e 39 de Ezequiel não tratam do conflito do Armagedom, pois este tem características diferentes e acontecerá no final da Grande Tribulação. Será uma época de terrível angús­ tia e sofrimento para todo o mundo, mas especial­ mente para o povo hebreu, antes de sua conversão final a Cristo. Há, portanto, uma diferença muito grande entre es­ tas duas guerras profetizadas na Bíblia. Em Ezequiel, Deus mesmo guerreia contra Gogue nos montes de Israel, enquanto no Armagedom todas as nações são reunidas com um propósito único:"Congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem eles espalharam entre as nações, repartin­ do a minha terra" [JI 3.2]. E mais adiante:"Movam-se as nações e subam ao vale de Josafá; porque ali me assen­ tarei, para julgar todas as nações em redor" [JI 3.12]. Nessa guerra final, ninguém se colocará ao lado do povo israelita, a não ser Jesus Cristo [JI 3.12; Ap 1 1], 9.1

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enquanto na invasão liderada por Gogue algumas na­ ções desafiarão o poder do Grande Urso. "Sabá, e Dedã, e os mercadores de Társis, e todos os seus leõezinhos te dirão: Vens tu para tomar o despojo? Ajuntaste o teu bando para arrebatar a presa, para levar a prata e o ouro, para tomar o gado e as pos­ sessões, para saquear grande despojo?" [Ez 38.13]. "Sabá, e Dedã, e os mercadores de Társis, e todos os seus leõezinhos" (grifo meu], parece indicar clara­ mente a Inglaterra, que tem o leão como o seu sím­ bolo e o de sua comunidade de nações, inclusive os Estados Unidos da Am érica e Canadá, que foram ini­ cialmente colonizados pelos britânicos. "Társis" de­ riva-se de Tartesus, que era uma província da Espanha, abrangendo a área hoje conhecida por Gibraltar, per­ tencente ao Reino Unido. Ainda mais alguns contrastes: • Na primeira guerra, o objetivo principal é to ­ mar o despojo; na segunda, o propósito é destruir os judeus e provocar a Deus. • Na batalha contra Gogue, os mortos são se­ pultados; no Arm agedom os cadáveres ficarão insepultos (Ez 39.12; Ap 19.18]. • Na invasão do O riente M édio, predita por Ezequiel,a confederação do N orte será a provocadora, mas na batalha final, no vale de Josafá, a provoca­ ção partirá do próprio anticristo e de todas as na­ ções [Ez 39.12; Ap 19.18], • Na primeira batalha, os russos serão motiva­ dos pelo ódio aos judeus; na segunda, o ódio do anticristo e de todas as nações será contra Deus, Je­ sus e Jerusalém (Zc 13.2,3]. Todavia, "o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, elei­ tos e fiéis" [Ap 17.14],

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ISRAEL, G O G U E E O A N T IC R IST O

Redenção ou tribulação?
A Bíblia Sagrada não afirma se a Igreja ainda estará aqui quando da tentativa de ocupação da Palestina por parte da Rússia, mas dá a entender que tal fato poderá ocorrer um pouco antes ou um pouco depois do arrebatamento, como já dissemos. A derrocada dos exérci­ tos vermelhos na Terra Santa precipitará uma série de medidas políticas e religiosas de âmbito mundial e pre­ parará o mundo, em todos os seus aspectos, para o cumprimento das predições bíblicas para essa época. Se existem divergências em alguns pontos menos im­ portantes, numa coisa, entretanto, a maioria dos estudan­ tes da Bíblia estão perfeitamente concordes: a Igreja não deve esperar a Grande Tribulação — a ira futura — , mas sim o glorioso arrebatamento/Torque Deus não nos des­ tinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo" [1 Ts 5.9], O Senhor Jesus afirma: “ Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para ten­ tar os que habitam na terra" (Ap 3.10]. Apontando os nossos dias, Jesus disse:
E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira e para todas as árvores. Quando já começam a brotar, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão. Assim também vós, quando virdes acontecer essas coisas, sabei que o Reino de Deus está perto (Lc 21.29-31].

A nação israelita não constitui apenas o centro ge­ ográfico do mundo, mas também o centro nevrálgico da política internacional. Mesmo no auge da crise vietnamita, quando a imprensa internacional destacava bombasticamente os mais importantes acontecimentos daquele conflito, para os principais comentaristas e

têm ori­ entado sua conduta em função do problema árabe-israelense. . o verda­ deiro barril de pólvora sempre foi o Oriente Médio. interesses e preocupações de todos os povos mostram a rápida aproximação do verão profético. em decorrência da presença ali do novo e progressista Esta­ do de Israel. acerca do qual nenhum país consegue ficar real­ mente neutro. todavia. As grandes potências. o milagroso renascimento de Israel e a crescente centralização nesse pequeno país das aten­ ções.R E M O V E N D O A S D Ú V ID A S 139 estudiosos dos problemas do mundo. bem como praticamente to­ das as nações do globo. a assinalar a breve volta de Cristo. incluindo-se o Brasil. Essa evolução dos acontecimentos no mundo polí­ tico e religioso.

à vista dos homens. ofilho da perdição. de maneira que até fogo faz descer do céu à terra. no templo de Deus. . um líder autêntico.13. Bíblia afirma e todos concordam num ponto: a besta será realmente um homem. revesti­ do de poderes paranormais.4). E engana os que habi­ tam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse" [Ap 13. de sorte que se assentará. “E faz grandes sinais.14].3. o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora. como Deus. querendo parecer Deus [2 Ts 2.0 ADCÍCRÍSCO O homem do pecado.

O que ele fez no Brasil é irrelevante em relação às assombrosas manifestações de poder demonstrada em outros países. como por exemplo: um objeto. em dimensão muitas vezes superior. foi traslada­ do de Nova Iorque a Israel — 10 mil km de distância — com a velocidade do relâmpago! .que pesquisou o assunto. Muito antes de esse jovem judeu apresentar-se na televisão brasileira. tomei conhecimento das realizações dele em outros países e fiquei surpreendido com o seu incrível poder de influenciar pessoas ou coisas. Andrija (autor de um dos livros sobre Geller]. em 1949 num jardim árabe. prepara­ dos de tal sorte onde a fraude seria impossível e onde os maiores mágicos do mundo nada puderam fazer. da Europa e dos Estados Unidos. uma espécie de Uri Geller. que o escolhe para importan­ te missão neste mundo. aos três anos de idade. o que entendemos e constatamos à medida que volvemos as páginas dos livros. a entortadura de fer­ ros em geral. entre os quais figura o conhecidíssimo WernerVon Braun. de propriedade do Dr. E tudo foi feito em laboratórios. As espantosas coisas sobrenaturais que ele realiza ga­ nham autenticidade por terem sido reconhecidas por imi­ nentes [sic] e renomados cientistas — de Israel. defronta-se com um fenômeno ignolucífero de grande esplendor. a teletransportação de obje­ tos. o desabrochamento de botões de flores.142 ISRAEL. a transformação de chumbo em ouro. o desapa­ recimento de objetos e seu reaparecimento em lugares im­ possíveis. Entre as inumeráveis coisas sobrenaturais que ele rea­ liza. escre­ veu em um periódico paulistano: Tudo começou quando ele. o germinar de sementes e aumento de seu tama­ nho em questão de segundos. encontram-se: a mudança das estruturas dos metais. G O G U E E O A N T IC R IST O Possivelmente. O pastor Gerson Rocha. a paralisação de máquinas — inclusive compu­ tadores.

notadamente as armas nucleares. e por causa dele e da situação de Israel.Von Braun: . e se autentificam por meio de naves espaciais que visitam constantemente o nosso planeta e se identificam como Os Nove Princípios que se apresentam como eneaúno — Deus com o nome de Hoova — tentando imitar. Gover­ nos e líderes mundiais importantes estão preocupados com ele e têm tido reuniões secretas. um temor reverente. chama-se Spectra. A mais im­ portante destas naves.5 9 O pastor Rocha explica ainda que U ri7no hebraico. o nome de Jeová. Vozes jamais gravadas numa fita cassete nunca usa­ da antes falam e instruem Uri Geller sobre a missão urgente que ele tem que desempenhar no mundo. ele pôde rea­ lizar coisas espantosas na França e na Noruega. numa fração de segundos.. Soldados e oficiais do Exército Israelense passaram a ter. a esperança da vinda do Messias dos judeus se reacendeu. estando antes na cidade de Nova Iorque. já vistas por muitos. que no hebraico é Iehovah. Elas explicam o aparecimento de seres extrater­ restres que cercam e protegem Uri e Andrija. por Uri Geller. significa "minha luz". conta um incidente ocorrido com o Dr. em sua autobiografia.O A N T IC R IST O 143 O próprio Uri Geller foi transportado a Ossining. inconscientemente. O próprio Geller. como foi fácil descobrir. enquanto o Andrija se esforça por encontrar a maneira correta de transformá-lo num líder forte. acaba dizendo " minha Ji 12 é Geller". e que ao dizer "U ri G eller" o mundo. no que se refere à paz e à destruição dos poderes bélicos dos homens. sendo que as duas cidades estão separadas por uma distância de quase 50 km! E tudo tem sido irrecusavelmente constatado! Da Inglaterra.. Andrija Punharich como promotor de Uri nos meios científicos e no mundo em geral. elegem o Dr.

Von Braun tirasse sua grossa aliança de ouro do dedo e a pusesse na palma aberta da mão. político. enquanto estava na palma de minha mão. Não conheço nenhuma explicação científica. É possível que. adquirindo um forma­ to oval. De repente o anel entortou. O exemplo da História Tanto na historia bíblica como na secular.6 0 A o tomar ciência desses fatos. . Só sei que o anel antes era redondo. neto de Noé.144 ISRAEL. quem sabe.até o imperador japonês de nossos dias. minha mente voltouse para a Palavra de Deus e convenci-me de que ali estava. mas que agora tinha ficado completamente espantado. Botei minha mão perto da dele. N o império medo-persa vemos essa tendência na ati­ tude dos inimigos de Daniel. Desde Ninrode. G O G U E E O A N T IC R IST O Pedi que o Dr. que obtêm de Dario o decre­ to segundo o qual ninguém poderia orar a qualquer deus senão ao próprio imperador (Dn 6.Von Braun admitiu que antes estava céptico. temos abundantes exemplos de que muitos dominadores do povo têm recebido tratamento dispensado apenas à di­ vindade. um precursor do anticristo. o qual exercerá influência numa escala incomparavelmente maior. Não conseguiu encontrar explicação para o fenômeno. cuidando para não tocar nem na mão nem no anel. o anticristo surja assombrando a todos e ditan­ do soluções para o caos econômico. quando o novo império romano come­ çar a exercer seu controle sobre as nações ocidentais da Europa.1-28]. Mais tarde declarou a um repórter: "Geller entortou minha aliança de ouro sem tocar nela. moral e espiritual em que o mundo se encontrará. Comecei a me concentrar nela. Agora está oval". O Dr. muitos homens e mulheres po­ derosos passaram a ocupar o panteão das nações pagãs. Não entendo como pôde fazer isso.

literalmente. O próprio ditador referiu-se ao nazismo como a uma religião superior.] nós raparemos o verniz cristão e exibire­ mos uma religião peculiar para a nossa raça. não estranhamos tanto.e estes exclamavam: “ Voz de Deus. Herodes Agripa 1 trajando ves­ 7 tes reais. e não de homem!" (A t 12. discursava aos moradores de Tiro e Sidom. Convertido ao nazismo. Mas quem poderia supor que justamente em um dos países mais cultos do mundo.. havia em toda a parte templos erigidos em honra dos césares. Disse ele: Todo aquele que vê no Nacional Socialismo nada mais do que um movimento político não sabe muito sobre ele [.22].O A N T IC R IST O 145 Nos dias apostólicos. Afirma-se que quando morria um imperador. pudesse levantar-se um ditador que fosse. que mantinham escondida. os quais adotavam o título de avgvstvs (augusto].adorado como um verdadeiro deus? Assim aconteceu na politizada Europa e na inteligente Alemanha. como se ela fosse a alma divina do falecido. subindo ao céu. Outro importante testemunho é o de Louis Bertrand. Teria Herodes sido influenciado pelo culto ao imperador. Tudo isso tinha o propósito de reforçar a crença das massas popula­ res na divinização do imperador. Por tratar-se de tempos obscuros aqueles em que se cultuava o imperador. Bertrand exultou com o seu novo messias: .aplicável somente a seres divinos ou divinizados. os que dirigiam a cerimônia fúnebre solta­ vam uma águia.. da Academia Francesa. que então se praticava em todo o mundo romano? Nessa época de supremacia romana. Por isso a ascensão de A d olf Hitler e a espiritualização de seu partido político servem também para mostrar a todos nós quão vulneráveis são as democracias e quão confiáveis são os vaticínios da Palavra de Deus. e em pleno século das luzes.

146 ISRAEL. Isto é alguma coisa totalmente diferen­ te do que mera popularidade. Disse ele: Ele é um instrumento criador de morte e divindade. foi outra pessoa de elevada cultura. G O G U E E O A N T IC R IST O Que inexcedível. Ele se tem tornado — ainda antes da sua morte — um mito. chefe da frente de trabalho nazista: Nossa fé [.. autor do best-seller Levantamento e queda do Terceiro Reich. tanto como a vasta maioria de seus seguidores compatriotas entendem. adorado e cultuado como Hitler [.. Finalizamos esta série de testemunhos com as palavras do Dr. Com um homem assim se pode conquistar o mundo. Eu me ponho de pé por ele profundamente comovido [.24].. uma lenda.. o partícipe do divino! O historiador William Shirer. talvez um deus. como um profeta do passado. Joseph Goebbels. com aqueles atributos da divindade com que os japoneses imputam ao seu imperador.... ele tem alcançado o pináculo ja­ mais antes alcançado por um rei alemão. Hitler é um profeta.] se­ guido de seu cortejo. Anticristo e falso cristo Há uma diferença flagrante entre anticristo e cristo falso (M t 24. Ley.] é o Nacional Socialismo. isto é religião! Aos olhos de seus admiradores.] Ele é profundo e místico. adulado.] reconhecendo-o como o meu líder [. O cristo falso não nega a pessoa de . e essa fé religio­ sa não tolera nenhuma outra fé ao lado dela. escreveu acerca de Hitler: Hoje.. ministro de propaganda do nazismo. que herói nacional tem jamais sido aclamado.

afirm a ser ele m esm o o C ris to espera­ d o e o que veio c u m p rir to d as as prom essas de Deus co n tid as nas E scritu ras. de anarquia e de blasfêmia que iriam caracterizar as duas bestas (2 Ts 2. mesmo que o espírito das duas bestas seja o de um anticristo no sentido verdadeiro da palavra. Billy G raham afirm ou que havia mais de q u atro cento s falsos cristos som ente na cidade de Los A ngeles. em uma conferência em A m sterd ã. mas exp lo ra os sen tim en to s. Em 1986.27]. ao usar o termo "anticristo". Esse mesmo es­ pírito de iniqüidade. principalm ente nestes últim os tem pos. no meio da Semana Setenta de Daniel. estivesse se referindo ao espírito e ao sistema corrup­ to de rebelião. característico do anticristo. mas afirm a ser ele m esm o esse C ris to . que procurará imitar e falsificar o Cristo verdadeiro. cedendo o terreno que a ele pertence e. irá culminar na manifestação das atividades abomináveis de ambas as bestas.O A N T IC R IST O 147 C ris to . o fanatism o e as esperanças do p o vo com respeito a essa Pessoa e. co m o blasfem o que é. A primeira besta fingirá um pacto com Israel. quebrará a sua promessa e iniciará uma grande perseguição contra o mesmo Israel [Dn 9. do que da segunda besta. seria mais ra­ zoável identificá-lo com a primeira besta. C e d o a p alavra a um em in e n te te ó lo g o : A idéia de oposição direta a Cristo parece ser mais uma característica da primeira besta (a força po­ lítica]. Se tivéssemos de iden­ tificar uma das bestas com o anticristo. final­ mente.6 1 . O m undo.7]. en q u an to o c ris to falso não nega a existên ­ cia d E Ie . Pode ser que João. e quem nega a Cristo está andando no mesmo sistema de apostasia e de rebelião que. depois. Já o a n tic ris to nega que haja um C ris to . ope­ ra ainda hoje. tem co n h ecid o centenas de cristo s falsos em to d o o m undo.

era Diocles. L=50. será recebi­ do não apenas como o salvador do mundo. e o seu número é seiscentos e sessenta e seis (Ap 13. Mas talvez seja significativo que a soma dessas letras romanas dê 666: 1 + 5 + 10 + 50 + 100 + 500 = 666 Acham alguns que. O número da besta O apóstolo João fecha sua descrição da besta que subiu da terra com um verdadeiro enigma: Aqui há sabedoria. que procura aplicar o 666 a conhe­ cidos inimigos da igreja. X=10. mas tam­ bém como o seu messias ■ . Aquele que tem entendimen­ to calcule o número da besta. finalmente. tanto no hebraico como no grego. porque é número de homem. . referia-se à numeração hebraica. pelo seu alto poder de liderança. C=100 e D=500 . onde apenas uma vogal e seis consoantes — I=1. outros são da o p in ião de que a besta seria mesmo distinguida na escrita grega. não da mesma forma que no latim.148 ISRAEL.e então assentar-se-á no — templo de Deus/Querendo parecer Deus". têm valor numérico. G O G U E E O A N T IC R IST O O anticristo não apenas prometerá solução para o mundo. A s letras. existe um terceiro grupo. mas será acreditado aos olhos de todos.18].constituem o siste­ — ma numérico romano. Diocleciano. Bossuet usa a gematria romana para explicar que o terrível perseguidor da Igreja. Pelos judeus. embora João tenha escrito no grego.V=5. valendo-se de algarismos romanos.

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Para fazer daqui o imperador que São João desig­ nou pela Besta, não é necessário mais do que ajuntar ao seu nome particular Diocles, a sua qualidade Augustos, que os imperadores com efeito costumavam ajuntar a seus nomes. Feito isto, logo dum golpe de vista aparece nas letras dos latinos (que destas convém que se use, visto tratar-se de um imperador romano] o número 666, Diocles Avgvstvs, DCLXVI. Eis aqui o grande persegui­ dor, que São João representou de tantas maneiras. Eis aqui o que Juliano fez reviver: por isso antes se marca o seu nome do que o de Juliano.6 2

Ainda segundo esse método, o papa já foi identifi­ cado como a besta, em razão dos títulos que adota, alguns deles gravados nas sua tiara pontifícia, e cuja soma dá o sombrio e misterioso 666. Eis aqui alguns títulos papais, em língua latina: Vicarivs Filii Dei (Vigário Filho de Deus] e Vicarivs Generali Dei in Terris [Vigá­ rio Geral de Deus na Terra], A soma, tanto de um como de outro, dá 666! Usando-se os mesmos algarismos romanos, o som­ brio 666 já foi aplicado até mesmo a Ellen Gould White, vidente e profetisa do sabatismo, considerando-se, como se fazia no passado, o "u " como "v ", e o "w " como dois "vv". Fazemos tal referência apenas para salientar a vasta aplicabilidade do obscuro sinal da besta tomando-se por base de cálculo a gematria romana.6 3 A Bíblia identifica a besta como um homem no sen­ tido restrito da palavra, e não como uma mulher ou um sistema religioso ou político, como o papado, Concilio Mundial de Igrejas, Organização das Nações Unidas, Comunidade Econômica Européia etc. Através dos sé­ culos, foi esse método largamente empregado para enfarpelar dezenas de inimigos e perseguidores do cris­ tianismo e dos judeus, desde o período apostólico até os nossos dias.

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ISRAEL, G O G U E E O A N T IC R IST O

Sendo seis o número do homem, o 666 seria en­ tão, como já vimos, a imperfeição máxima e radical do ser humano, uma espécie de auto-suficiência, ex­ trema e frontal recusa em chegar até o sete, que é o número de Deus. De fato, a Bíblia mostra de muitas maneiras a relação do homem com o número seis: foi criado no sexto dia e deve trabalhar seis dias na se­ mana. N o episódio de Davi e Golias, este gigante era da altura de seis côvados e possuía uma lança de s e i s c e n t o s siclo s de fe rro . A estátu a de Nabucodonosor apresenta igualmente o número seis e seus múltiplos: sessenta côvados de altura e seis de largura [1 Sm 17.4-7; Dn 3.1]. Em Golias, vemos o homem na sua força, desafiando os exércitos de Deus e ao próprio Deus; na imagem de ouro de Nabucodonosor, o resultado do orgulho huma­ no, buscando para si mesmo um nome. Em ambos os casos, tanto o gigante filisteu quanto o rei babilônico são precursores do anticristo. Na opinião de um dos maiores mestres da gematria, E. W. Bullinguer, é ridículo o uso dos algarismos ro­ manos para identificar o anticristo, uma vez que para tal fim devemos limitar-nos apenas "ao hebraico e ao grego, que não possuíam sinais arábicos ou especiais para cifras".6 4 Rejeitando como espúria a gematria romana, Bullinguer vê no 666 o ápice da soberba humana: Se seis é o número da perfeição secular ou huma­ na, então o 66 é um expressão m enfática do m a ais es­ mo, e 666 é sua expressão concentrada. O número 666 é, portanto, a trindade da perfeição humana; a perfeição da imperfeição; o ápice da soberba hum ana independente de Deus e em oposição a Cristo.6 5

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De acordo com Bullinguer, o número 666 era usa­ do nos antigos mistérios pagãos como um símbolo secreto relacionado com a adoração do diabo. O cor­ respondente moderno daqueles mistérios é o movi­ mento da Nova Era, que acopla em si mesmo o espiri­ tismo em suas variadas formas, a teosofia, a astrologia, a ufologia, a maçonaria e diversos outros grupos ocultistas. Era comum os antigos mistérios pagãos trazerem estampado o número seis, e por isso o grande símbolo secreto era SSS, porque a letra "s" [estigma], no alfabeto grego, simbolizava o número seis. Mas essa letra, em uma forma peculiar semelhante a uma serpente,era mis­ teriosamente inserida em sexto lugar na ordem alfabéti­ ca em lugar da zeta. É curioso que a palavra "estigma" significa "uma mar­ ca", especialmente aquela feita com um ferro em brasa, tal como se marcava gado, escravos ou soldados a fim de identificá-los como propriedade de seus senhores, ou mesmo devotos que assim se deixavam marcar como pertencentes a seus deuses. Bullinguer comenta: Não sabem por que esta letra e este número per­ os m anecem assim associados, exceto que ambos estavam intimamente relacionados com os mistérios egípcios. As três letras SSS eram o símbolo de ísis, que estava assim relacionada com o 666. Além disso, a expressãodesse número consiste nas letras inicial e final da palavra Cris­ to, ou seja, com o símbolo da serpente entre am bos.6 6

Outras interpretações do 666
Considerando Apocalipse 1 .1 como identificação pa­ 71 ralela da besta, que afirma: "E a Besta, que era,e que já não é. É ela também a oitava: É ela também uma das sete, e caminha à sua perdição" (Figueiredo], podemos chegar ao

como afirma a Bíblia. como a falsificação e a negação da divina Trindade: Pai. por sua vez o triangular de 8. o cálculo triangular que conduz ao 666 serve para mostrar o caráter anticristão da falsa Igreja Romana. O sistema triangular. a besta. Um número impresso na carne Acerca da possibilidade de a marca da besta ser gravada na testa ou na mão. destarte. a mãe das prostituições da terra. 666. 1 [. identificada no texto em apreço no sentido em que São João usa o termo anticristo em suas cartas. aplicado ao anticristo [Ap 13. O leitor poderá comprovar esse fato somando os números 1a 8 [inclusive] e da mesma forma 1a 36.152 ISRAEL. podendo-se estabelecer uma identidade entre 666 e 8. j. referindo-se ao erro doutrinário. significa a recusa de passar até ao sete. De acordo com j. encontramos o 8 como símbolo da Besta em Apocalipse 1 . a trindade satânica: dragão. Von Allmen. seria o mesmo anticristo. A sua tríplice repetição. Nossos dias assistem a uma impetuosa multiplicação do conhecimento hu­ . largamente empregado no passado. Mas o 666 representa.. O número triangu­ lar de oito é 36..18]. que é a oitava. cujo número equivalente é 777. pra­ ticamente ninguém hoje duvida. ao mesmo resultado.6 7 Na minha opinião. 666 é o número triangular de 36. besta e falso profeta. que é o número de Deus.] Notemos que o procedi­ 71 mento gemátrico possibilitou enfarpelar com o 666 to­ dos os tiranos que no transcurso da história persegui­ ram a Igreja. De fato. e o triângulo de 36 é 666. Assim. Filho e Espírito Santo. ainda. G O G U E E O A N T IC R IST O mesmo resultado por outro caminho. conduziria. permanecendo assim este número bem vivo através da história.

professor de Escatologia em Bruxelas.senão aquele que tiver o sinal. ou o número do seu nome" (vv. ricos e pobres. diz: Quase diariamente começamos a ouvir sugestões para que cada homem receba um número para a vida toda e que poderia ser impresso de forma permanente em sua carne. "vêem". pequenos e grandes. Ouvi. diziam eles. lhes seja posto um sinal na sua mão direita ou na testa. Quando feito na carne. onde se diz que o anticristo "faz que a to­ dos.17]. ou o nome da besta. falei com um amigo que traba­ lhava no Northwest National Bank. Somente nas indústrias japonesas dezenas de milhares de robôs substituem ope­ rários em diferentes atividades. A tecnologia desenvolveu-se a ponto de pro­ duzir máquinas quase humanas. livres e servos. no sentido de desenvolver . Em muitas áreas. esse incrível desenvolvimento já alcançou a ficção científica e até a ultrapassou. que o orador falava numa estação radiofônica de Frankfurt sobre a idéia de tatuar no rosto o número de um homem. depois de 1950 a 1958 e desde então já duplicou várias vezes! A rapidez com que o saber aumenta tem levado os cientistas a alterarem suas mais otimistas previsões para o futuro. Ele falou do progresso que se fazia nos laboratórios. 16. Nos Estados Unidos. o número não pode perder-se. depois de 1900 a 1950. sobem e descem escadas etc. na Europa. andam. O reverendo Willard Cantelon. nem pode ser roubado do seu dono. Este dobrou de 1775 a 1900. e a Inglaterra trabalha na produção de milhares de máquinas que "ouvem'7 . pois tudo o que já se escreveu acerca de um registro geral da população pode hoje concretizar-se perfeitamente den­ tro das características indicadas no capítulo 13 de Apocalipse. para que ninguém possa comprar ou vender.O A N T IC R IST O 153 mano.

visível unicamente sob raios ultravioletas". entretanto. e7para garanti-lo contra perda. não tóxica. será tirada da terra antes da manifestação desse premier do mundo. pregadores de uma só religião e de um só go­ verno para o mundo. Essa opção significará a concretização dos anseios de ecumenistas.6 9 Muitos são da opinião de que após a invasão de Israel pelos russos e o desastroso fim destes nas monta­ nhas de Israel."Ora. Outro valioso testemunho é o de John Wesley White.6 8 É hoje fora de dúvida que a tecnologia do computa­ dor torna possível que se emita para cada indivíduo um único cartão de crédito. os povos europeus serão unificados pelo medo. e tal número pode ler-se [sic] com um instrumento. sincretistas e cientistas nucleares mo­ dernos. G O G U E E O A N T IC R IST O uma tinta invisível. mas claramente legível sob uma luz especial. seu número "pode ser fixado fotograficamente na testa ou nas costas das mãos. tantas vezes referido na BíbIia. olhai para cima e levantai a vossa cabeça. furto ou falsificações. invisível à luz normal.154 ISRAEL.28]. Maranata! .26]. "na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo" [Lc 21. que seria tatuada na carne humana. porque a vossa redenção está próxima" [Lc 21. Em seu precioso livro prefaciado por Billy Graham. E optarão por um governo mundial. ele afirma que "existe atualmente um processo em virtude do qual pode imprimir-se em forma invisível e indelével um número na mão ou na testa. de um relance". A fiel Igreja de Cristo. quando essas coisas começarem a acontecer. mediante um dispositi­ vo eletrônico.

Ambos pagaram com a vida o seu gesto pacificador. e do premier Isca Begin.Despecbo f o a I Ora. do Egito. ainda.28). o re­ sultado dos heróicos gestos do pre­ sidente Anuar Sadat. Paz árabe-israelense? mundo todo desfruta. mas graças a eles o mundo viu-se. quando essas coisas começarem a acontecer. de . porque a vossa redenção está próxima (Lc 21.de Israel. ao su­ perarem as barreiras antes consi­ deradas intransponíveis e negocia­ rem diretamente um acordo de paz para os seus povos. olhai para cima e levantai a vossa cabeça.

] os egípcios adorarão com os assírios ao Senhor. segundo Ezequiel 38 e 39. reunindo de­ baixo da proteção divina a descendência de Abraão se­ gundo Isaque [judeus] e Ismael [árabes]: Naquele dia [. dispensando-se in­ termediários benignos ou malignos e chegando ao aperto de mãos. uma bênção no meio da terra. Po­ rém. A infalível Palavra de Deus não está alheia aos últi­ mos acontecimentos da Terra Santa. sobre a descendência de Abraão para obter o triunfo não con­ seguido através dos árabes. será caracterizado pelo domínio de uma trin­ dade maligna. Israel será o terceiro com os egíp­ cios e os assírios. Os resultados positivos do histórico encontro pro­ duziram um alívio internacional. minha herança [Is 19. outrora inimigos. as montanhas de Israel e o vale de Josafá ainda verão o derramar de muito sangue. diante de um verdadeiro milagre. após o arrebatamento da Igreja.. e. Naquele dia. Gogue e seu bando abater-se-ão. constituída pelo dragão. porém. o anticristo e seus exércitos tentarão esmagar o povo de Israel. e Israel.23-25].. Ela prevê a huma­ namente impossível paz árabe-israelense. finalmente. predito nas Escrituras Sa­ gradas. obra de minhas mãos. O "barril de pólvora" — como tem sido chamado o Oriente Médio — já se mos­ tra menos explosivo do ponto de vista estratégico.a ponto de os editorialistas recorreram mesmo à terminologia e escatologia bíblicas para explicar o encontro dos dois chefes de Estado. o "bichinho de Jacó" será vencedor. Em tudo. à luz da Bíblia. e a Assíria. pela besta e . A grande tribulação É opinião corrente entre os crentes de que o perí­ odo da Grande Tribulação. pois Deus lutará por ele. Porque o S e n h o r dos Exércitos os abençoará.156 ISRAEL. dizendo: Bendito seja o Egito. G O G U E E O ANTICR1STO repente. meu povo.

7-9] A grande igreja vindoura Mas já em nossos dias essa influência satânica opera no mundo — o mistério da injustiça — particularmen­ te através de entidades como o Concilio Mundial de Igrejas [CM I]. atesta-o a história. de orientação satânica. A besta encarnará uma terrível força política. e prodígios de mentira" [2 Ts 2. resis­ te até que do meio seja tirado. o governo do anticristo só acontecerá durante a última semana profética de Daniel — a septuagésima — depois do arrebatamento da Igreja. A Bíblia ensina que essa tríade diabólica enganará e seduzirá as nações. Todavia. o inspirador e sustentador de toda iniciativa político-religiosa. pois o Führer [Hitler]. a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vin­ da.^ esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás. e cujo objetivo primordial é a união de . do tipo preconizado pelos ecumenistas e sincretistas de nos­ sos dias. que congrega mais de seiscentos milhões de adeptos. somente há um que. e a sua imagem che­ gou a ser literalmente adorada. na qual sobressairá a besta. e. será o poder religioso apóstata. ou seja. Que isso é perfeitamente possí­ vel. identificado também na Bíblia como a segun­ da besta. então. O primeiro será a fonte de todo o mal espiritual. o anticristo. pois a Palavra de Deus afirma:"Porque já o mistério da injustiça opera. será revela­ do o iníquo. agora. infinitamente supe­ rior ao poder exercido por Stálin ou Hitler.D ESFECH O FIN A L 157 pelo falso profeta. com todo o poder. foi venerado por muitos. O ter­ ceiro. como já vimos. levando-as a prestar ao anticristo um culto apaixonado. e sinais.

Percebe-se que o movimento ecumênico mundial tem um claro e precípuo objetivo: desacredi­ tar a Bíblia e fazer de Jesus apenas um mito. na pessoa de um de seus mais destacados líderes: Dentro da Igreja Cristã sempre se tem levantado o perigo de. o C M I afirmou. ao procurar estabelecer ou proclamar o ca­ ráter único de seu Senhor. isso quer dizer sincretismo. desprezar todas as outras luzes e depreciá-las. budismo.] Não podemos evitar a pedra de tropeço que isso pode levantar. o C M I pretende nivelar todas as cor­ rentes religiosas do mundo — cristãs e pagãs — e em seguida enfeixá-Ias numa super e única igreja. de modo algum. espiritis­ mo. fingindo que ele [Cristo] é apenas uma luz entre outras. islamismo etc. bem ao gosto do vindouro falso profeta. .158 ISRAEL.. os ecumenistas modernos não se importam com o caráter teológico que essa super-igreja venha a adquirir. Convictos da necessidade das diversas confissões religiosas se unirem para a formação da grande igreja vindoura. Dessa maneira. Ele não tem a intenção de competir com as luzes do mundo. no ano de 1961. O símbolo do C M I é todos no mesmo barco: catolicismo. Essa deslavada blasfêmia contra a pessoa de Cristo e grave ofensa à infalível Palavra de Deus tem sido uma constante nos concorridos encontros internacionais da entidade. atacando mesmo a pessoa de Cristo. Não é esse o caminho de Jesus.. E para tanto eles têm-se empenhado na depre­ ciação das doutrinas bíblicas fundamentais. protestantismo. Em Nova Délhi. Numa só palavra. para que o mundo tenha uma só religião. Ele não considerou o mundo como sen­ do igualmente entenebrecido em todos os lugares [. G O G U E E O A N T IC R IST O todas as crenças em conflito.

Parece que o trágico destino dos povos é o de cair presa de cruéis regimes totalitários. vós sabeis por vós mesmos. desenvolve-se hoje. então ela ficou longe de alcançar o seu objetivo. como tem acon­ tecido por trás das cortinas de ferro e de bambu e em todos os continentes. Por essas palavras é evidente a ne­ cessidade de sabermos a que hora estamos vivendo no relógio divino. a Líbia. até chegar.29.D ESFEC H O FIN A L 159 Governo mundial Paralelamente à campanha ecumenista pela criação de uma igreja mundial. Uma palavra final Certa vez Jesus repreendeu seus negligentes ouvin­ tes com estas palavras: "Sabeis. .30]. um vigoroso movimento visando um só governo para o mundo. vendo-as. que perto está já o verão" [Lc 21. Se a Segunda Grande Guerra teve por objetivo eli­ minar a ditadura como forma de governo. esse estado de insegurança tem levado ao poder ditadores sanguinários. ao governo mundial do anticristo. A Uganda. discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?" [M t 16. este último fomentado por regimes totalitários que disputam o domínio do mundo. final­ mente. Quando já começam a brotar. A iniciativa decorre da dificuldade que têm os governos livres em solucionar sérios problemas de carestia e subversão. o Iraque e Cuba são apenas alguns exemplos do que po­ dem fazer regimes de terror. o Camboja. Em muitos países.3. nos meios religiosos e políticos.A R A ]. como se afirma. E depois disse aos seus discípuIos:"OIhai para a figueira [Israel] e para todas as árvo­ res [demais nações]. na verdade. pois a volta de Jesus pode estar mais próxima do que pensamos.

82 especialistas. o grande clamor da meia-noite. Guerras e rumores de guerras. mas a Jesus. pelo que vemos hoje. G O G U E E O A N T IC R IST O Já se ouve no mundo. se o leitor ainda não possui a bemaventurada esperança do breve regresso de Cristo. estabeleceram algumas prováveis datas para as conquistas genéticas e biomédicas: 2007. mas:"com eçarem a acontecer. E. o movimento ecumênico estruturando a babélica grande igreja vin­ doura. os sinais já começaram a acontecer. dos mais famo­ sos do mundo. De­ vemos manter acesas as lâmpadas e cheios os nossos depósitos de azeite. ramo da biologia que se ocupa da hereditariedade. Ele não diz: "quando estas coisas terminarem de acontecer". vejamos apenas o que se está passando na área da genética. das suas causas e das leis da transmissão dos caracteres individuais. e o derramamento do Espírito Santo sobre o povo de Deus testificam do adiantado da hora em que vivemos. Os sinais parecem apontar a vinda de Cristo para a nossa geração. o aperfeiçoa­ mento da inteligência e. Para não nos alongarmos muito nesse campo real­ mente fértil. 2012. A Bíblia não nos ensina a esperar os sinais.28].porque a vossa reden­ ção está próxima" [Lc 21. pavorosos terremo­ tos. em meio ao caos político. saí ao seu encontro" (M t 25. a fim de recebermos aquEle que há de vir. as drogas de controle mental e os trans­ plantes generalizados etc. A hora é de vigilância e de discernimento dos sinais dos tempos. Tem um sentido especial hoje a advertência de Jesus:"Quando essas coisas começarem a acontecer. que .160 ISRAEL. das diferenças entre os seres vivos. a re­ generação de membros e órgãos. EC]. as nações preparando-se para os grandes eventos futuros.6. soci­ al e religioso. devastadores furacões. olhai para cima e levantai a vossa cabeça." E. Em 1968. "Aí vem o noivo. talvez para antes de todas essas datas.

virá! Ele não tardará. Assim. Cristo. então. salvação eterna e perfeita segurança.que já ameaçam este mundo perdido.D ESFECH O FIN A L 161 o assunto deste livro o leve a tomar uma decisão sábia e urgente. Jesus vem! Aleluia! Aleluia! Amém! Aleluia! Amém!7 0 . Ele é o refúgio certo contra as tempestades. Ora vem. grande gozo no céu fruiremos / Jesus breve vem nos buscar. que há de vir. / Sim. nós por fim sairemos. Somente em Jesus Cristo há perdão. Senhor Jesus! Que assim seja! O Seu esplendor e a glória veremos / Do mundo.

1973. 1977. São Paulo. Herder. nesse caso. Israel de Abraão a Dayan. 26 mar. p. Rio de Ja­ neiro. 1962. p. . 1956. O Estado judeu. dez. p. 1 1 Theodor Herlz. Dinal.67. . São Paulo. 1954. A nova geogra­ 5 fia. Petrópolis. 1 Citado em Dem étrio M agnoli e Regina A raú jo . 1 O A ra u to de Santidade. 0 1 M eyer Levin. O s judeus na história da Rússia.350-351. Rio de ja­ 2 neiro. cit. 5 M arcos M arguIIes. Civilização Brasileira. São Paulo. Shirer. 4. 4. Rio de janeiro. 2 Joseph-François M ichaud. Foerster. 42. v. São Paulo. 260. p. era o judeu convertido. 44-45. 4 15 abr. v.Vozes. órgão da Igreja do Nazareno do Brasil. op. fase. p. p. 27. quase sempre pela força. 21. "C ristão-novo" ou "recém-converso".DOCAS BÍBliOQRÁfiCAS 1 Suetônio. ao catolicism o romano. 1971. A tena. 8 F. A questão judaica. Foerster. M oderna. 1961. y4 vida dos doze césares. 1 Revista Eclesiástica Brasileira. 557-559. 131-132. 138. W . 226. p. 1966. 60-63. Delega­ 3 ção da Liga dos Estados Árabes. História das cruzadas. 6 Enciclopédia judaica. São Paulo. 1969. 1997. 7 Rifka Berezin. p. Caminhos do povo judeu. p. 1 p. v. Lisboa. terra de promessa e de sangue. Mercaz-Wizo-Brasil. 3 O capital. p. Rio de Janeiro. v. 9 W illiam L. 2. Editora das Am éricas. 4 F. Ascensão e queda do Terceiro Reich. W . Bloch. 4. 1 Palestina. 1973.

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É autor de mais de trinta livros editados em português e em espanhol. ffflj III! I Sflflkr - .000 exemplares em português e espanhol. na Flórida. Lúcia. e diretor do Seminário Betei. Flórida. e o filho caçula. Com maestria. resultado de recente pesquisa que permitiu ao autor atualizar todas as informações. O casal tem ainda três filhas casadas e seis netos. que funciona na mesma cidade e também foi fundado por ele. o autor "passeia" por algumas passagens da rica história de Israel. O significado bíblico e contextualizado de Gogue. Júnior. objeto de seu estudo nesta obra. cruciais para o perfeito entendimento das profecias contidas em Ezequiel 38 e 39. O A u to r Abraão de Almeida é fundador e pastor da Igreja Evangélica Brasileira de Coconut Creek. Tudo isso numa edição revista e ampliada deste best-seller que já vendeu cerca de 240. em 1991.O que acontecerá a Israel nos últimos dias? O país será mesmo invadido por Gogue e Magogue? Quem são essas personagens? Podemos identificá-las? Q ue importância têm esses acontecimentos para a Igreja? Essas perguntas são respondidas por um dos maiores especialistas em profecias bíblicas de nosso tempo. os sinais da manifestação do anticristo e o papel do "relógio d ivino" às portas do novo milênio levam o leitor a entender melhor o propósito de Deus acerca desse povo admirável. Reside com a esposa. ■ VVi Abraão de Almeida Edição revista e ampliada ' a ■ • " wé .