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Alex Rocha Moreira <MORMAX>
Alex Rocha Moreira <MORMAX>

Alex Rocha Moreira

<MORMAX>

CURSO - ANÁLISE TÉCNICA

ANÁLISE TÉCNICA E ANÁLISE FUNDAMENTALISTA

.................................................

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ANÁLISE FUNDAMENTALISTA...............................................................................................................7 CARACTERÍSTICAS DA ANÁLISE FUNDAMENTALISTA.................................................................................7 ANÁLISE TÉCNICA..............................................................................................................................7 CARACTERÍSTICAS DA ANÁLISE TÉCNICA................................................................................................7 A IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE TÉCNICA...................................................................................................9 ORIGENS DA ANÁLISE TÉCNICA............................................................................................................9

CONCEITOS BÁSICOS

............................................................................................................

9

O QUE É UMA AÇÃO?..........................................................................................................................9 TIPOS DE AÇÃO.................................................................................................................................10 O QUE SIGNIFICA CÓDIGO DO ATIVO?....................................................................................................10 O QUE SÃO PROVENTOS?...................................................................................................................11

DIVIDENDOS.....................................................................................................................................11

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO............................................................................................................11

BONIFICAÇÃO...................................................................................................................................12

SUBSCRIÇÃO

......................................................................................................................................................12

BOVESPA E ÓRGÃOS DE

REGULAMENTAÇÃO. ...........................................................

13

BOVESPA.........................................................................................................................................13

CVM (COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS) .................................................................................13 CBLC (COMPANHIA BRASILEIRA DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA) .........................................................13 CORRETORAS ..................................................................................................................................13

INDICADORES E ÍNDICES DO MERCADO

 

13

VALE A PENA INVESTIR EM AÇÕES?

 

14

O QUE É NECESSÁRIO PARA INVESTIR EM AÇÕES?

17

QUESTÕES OPERACIONAIS

19

CALL DE ABERTURA E FECHAMENTO...................................................................................................19 JANELA DE COTAÇÃO........................................................................................................................20 LIVRO DE OFERTAS (PEDRA).............................................................................................................20

TIPOS DE ORDENS

................................................................................................................

21

ORDEM À MERCADO .........................................................................................................................21 ORDEM LIMITADA ...........................................................................................................................21 ORDEM DO TIPO START....................................................................................................................21 ORDEM DO TIPO STOP LIMITADA......................................................................................................21 ORDEM STOP SIMULTÂNEO...............................................................................................................22 ORDEM STOP MÓVEL......................................................................................................................22

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CURSO - ANÁLISE TÉCNICA

NOÇÕES BÁSICAS

.................................................................................................................

24

GRÁFICOS.......................................................................................................................................24

GRÁFICO DE BARRAS.........................................................................................................................24 GRÁFICO DE CANDLESTICKS...............................................................................................................24

ESCALA DOS GRÁFICOS

.....................................................................................................

26

ARITMÉTICA X LOGARÍTMICA............................................................................................................26

FASES DOS MOVIMENTOS

.................................................................................................

28

AS TRÊS FASES DOS MOVIMENTOS....................................................................................................28 FASES DO MERCADO DE ALTA............................................................................................................28 FASES DO MERCADO DE BAIXA..........................................................................................................28

SUPORTES E RESISTÊNCIAS

.............................................................................................

29

SUPORTES........................................................................................................................................29

RESISTÊNCIAS .................................................................................................................................30 SUPORTES E RESISTÊNCIAS INTERMEDIÁRIOS........................................................................................32

TOPOS E

FUNDOS

.................................................................................................................

34

LTAS E LTBS ..............................................................................................................................35

CANAIS...........................................................................................................................................36

TEORIA DE DOW

...................................................................................................................

38

OS ÍNDICES DESCONTAM TUDO...........................................................................................................38 AS TENDÊNCIAS...............................................................................................................................38 UMA TENDÊNCIA É VÁLIDA ATÉ QUE SEJA REVERTIDA.........................................................................39 A TENDÊNCIA DEVE SER CONFIRMADA POR DOIS ÍNDICES........................................................................40 O VOLUME DEVE CONFIRMAR A TENDÊNCIA........................................................................................40

PADRÕES GRÁFICOS

...........................................................................................................

42

PORQUE OS PADRÕES ACONTECEM?....................................................................................................42 PADRÕES DE CONTINUAÇÃO................................................................................................................42

TRIÂNGULOS....................................................................................................................................42

TRIÂNGULO ASCENDENTE...................................................................................................................42 TRIÂNGULO DESCENDENTE.................................................................................................................42 TRIÂNGULO SIMÉTRICO......................................................................................................................44

RETÂNGULOS....................................................................................................................................45

.....................................................................................................................................................45

CUNHAS..........................................................................................................................................45

BANDEIRAS E FLÂMULAS....................................................................................................................46 PADRÕES DE REVERSÃO....................................................................................................................46 OMBRO CABEÇA OMBRO (OCO) ......................................................................................................46

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CURSO - ANÁLISE TÉCNICA

TOPOS E FUNDOS DUPLOS E TRIPLOS...................................................................................................49 ESTATÍSTICAS DOS PADRÕES...............................................................................................................50

A IMPORTÂNCIA DO VOLUME

50

CANDLESTICKS

52

BACKGROUND HISTÓRICO.................................................................................................................52 CONSTRUÇÃO DOS CANDLES..............................................................................................................52

PADRÕES DE

REVERSÃO

...................................................................................................

54

HAMMER AND HANGING MAN LINES...................................................................................................54 BEARISH AND BULLISH ENGULFING....................................................................................................54 DARK CLOUD COVER.......................................................................................................................56 PIERCING PATTERN...........................................................................................................................58

STARS.............................................................................................................................................59

O DOJI............................................................................................................................................59 MORNING STAR................................................................................................................................61 EVENING STAR.................................................................................................................................61 ABANDONED BABY............................................................................................................................63 SHOOTING STAR...............................................................................................................................63 INVERTED HAMMER...........................................................................................................................65 SPINNING TOPS................................................................................................................................67

HARAMI..........................................................................................................................................67

INDICADORES

........................................................................................................................

69

MOVING AVERAGES.........................................................................................................................69 QUANDO E COMO UTILIZAR MÉDIAS MÓVEIS?.......................................................................................71 MÉDIAS MÓVEIS COMO SUPORTE E RESISTÊNCIA..................................................................................71 QUE TIPO DE MÉDIA UTILIZAR?.........................................................................................................74 MACD (MOVING AVERAGE CONVERGENCE AND DIVERGENCE)..........................................................75 STOCHASTIC OSCILATOR ..................................................................................................................76 MOMENTUM INDICATOR ...................................................................................................................80 RATE OF CHANGE INDICATOR.............................................................................................................80

RSI - RELATIVE STRENGTH INDEX

.................................................................................

83

DETERMINANDO AS FAIXAS DO RSI.....................................................................................................85

DIVERGÊNCIAS.................................................................................................................................85

TRADING BANDS..............................................................................................................................86

FIBONACCI

............................................................................................................................

89

EXTENSÕES DE FIBONACCI................................................................................................................92

.....................................................................................................................................................93

RETRAÇÕES DE FIOBONACCI..............................................................................................................94

MONEY MANAGEMENT

.....................................................................................................

99

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CURSO - ANÁLISE TÉCNICA

PERCENTUAIS NÃO SÃO SIMÉTRICOS....................................................................................................99 EXEMPLO DE GERENCIAMENTO EM UMA OPERAÇÃO:...........................................................................101 REINVESTIMENTO TOTAL / PARCIAL..................................................................................................102

CONTROLE ESTATÍSTICO

104

TRIBUTAÇÃO

104

ISENÇÃO DA TRIBUTAÇÃO.................................................................................................................104

DEDUÇÕES.....................................................................................................................................104

COMPENSAÇÃO DE PERDAS..............................................................................................................106 IMPOSTO DE RENDA NA FONTE.......................................................................................................106 COMPENSAÇÃO DO IR EM CASOS DE DAY TRADE..............................................................................106 PRAZO PARA PAGAMENTO DO IR......................................................................................................106 DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL.......................................................................................................106

SOFTWARES:

.......................................................................................................................

108

METASTOCK..................................................................................................................................108

THE DOWNLOADER........................................................................................................................109

BASE DE DADOS

 

110

SUGESTÕES DE LEITURA:

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LINKS ÚTEIS

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CURSO - ANÁLISE TÉCNICA

Análise Técnica e Análise Fundamentalista

Não há nenhuma razão para que uma pessoa não obtenha um lucro substancial no mercado financeiro; mas existem várias razões para que este investidor perca dinheiro. Diante desta possibilidade os investidores necessitam de ferramentas para auxiliá-los a tomar a decisão correta.

Existem basicamente duas metodologias com abordagens distintas que podem auxiliar o investidor na tomada de decisão, são elas:

Análise Fundamentalista

Análise Técnica

Ambas as escolas estudam o comportamento do mercado e auxiliam o investidor na escolha das ações e no melhor momento para comprar ou vender. Basicamente as duas escolas procuram resolver o mesmo problema: a decisão de compra ou venda, mas com abordagens diferentes. Enquanto a análise fundamentalista estuda as causas do movimento dos preços e a análise técnica estuda o efeito, ou o comportamento dos preços.

Apesar de serem metodologias com abordagens diferentes, usualmente utiliza-se a abordagem fundamentalista para identificar oportunidades de investimentos e a abordagem técnica para definir o momento mais apropriado para a entrada e saída.

Recentemente uma pesquisa conduzida pela InfoMoney junto a 2.045 usuários do site www.infomoney.com.br confirmou que, dos usuários pesquisados que analisam o mercado de ações, 49% utilizam conceitos tanto de análise fundamentalista como técnica. Para 29% a análise técnica prevalece, enquanto 22% apontaram sua preferência pela análise fundamentalista. O importante é entender que as metodologias não são excludentes, pelo contrário, aplicadas em conjunto têm condição de aprimorar a acuidade e por sua vez, a rentabilidade do investidor.

Uma forma cada vez mais comum de combinar as duas análises é a filtragem dos papéis por critérios de análise fundamentalista e a definição do timing de compra ou venda dos papéis com base nos critérios da análise técnica. Na prática isso se traduz pela escolha de ações de empresas sólidas, de bons fundamentos e perspectivas positivas de acordo com a análise fundamentalista e com base nesta “short list” de ações selecionadas, o investidor aplica os diversos conceitos de análise técnica, como análise de tendências, linhas de suporte e resistência, linhas de tendência, Candlesticks e o uso de indicadores técnicos, com o objetivo de determinar o melhor momento para entrar ou sair de cada papel.

Nos estados unidos, esta combinação recebe o nome de “technofundamental trading”, e permite ao investidor aplicar simultaneamente conceitos das duas escolas, buscando, sobretudo, identificar quando as duas metodologias indicam o ativo correto para compra ou venda.

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CURSO - ANÁLISE TÉCNICA

Análise Fundamentalista

É um tipo de análise de mercado que, como o próprio nome já diz, baseia-se nos fundamentos da empresa.

Tem por finalidade tentar medir o valor intrínseco de um ativo, ou seja, determinar um valor adequado que reflita a situação da empresa no presente e as possibilidades de aumento do valor das suas ações no futuro.

Determinar o valor intrínseco de uma ação consiste em avaliar fatores difíceis de quantificar, tais como: o cenário econômico em que a empresa e o setor ao qual pertencem estão envolvidos, o posicionamento da empresa no mercado, o balanço da empresa com seus indicadores da saúde econômica, as margens de lucro, fluxo de caixa, demonstrativo das mutações do patrimônio líquido, balanço social, entre outros.

Características da Análise Fundamentalista

As ferramentas que os fundamentalistas utilizam para fazer suas análises são, na maioria das vezes, indicadores como:

-Preço / Lucro -Preço / Fluxo de Caixa Operacional -Preço/Lucro+Depreciação (x) -Lucro/Preço (%) -Valor Patrimonial por ação ($) -Preço / Valor Patrimonial (X)

Análise Técnica

-Dividend Yield (%) -Pay out (%)

-Dividendo pago por ação ($)

-Price Sales Ratio (X) -Firm Value ($)

A análise técnica ou análise gráfica é uma abordagem que utiliza gráficos, como ferramenta principal para determinar o melhor momento e preço, para iniciar ou encerrar uma operação.

Em complemento à utilização de gráficos, a análise técnica inclui também ma série de teorias sobre como acontecem os movimentos do mercado.

“Análise técnica, de uma maneira simples, é uma abordagem que permite ao seu praticante avaliar qual o melhor momento (timing) para se iniciar/encerrar uma operação ou, ainda, quando ficar fora do mercado. Para tanto, utiliza gráficos e teorias formuladas sobre sua dinâmica e, mais recentemente, estudos matemático-estatísticos complementares.”

Márcio Noronha

Características da Análise Técnica

A análise técnica tem por princípio a análise de dados como preço e volume gerados pelas transações, na busca de padrões. Na verdade a análise técnica visa identificar a ação dos componentes

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CURSO - ANÁLISE TÉCNICA

emocionais presentes no mercado para tomar sempre um posicionamento favorável à tendência dos preços. A identificação da tendência dos preções é fundamental para a determinação de targets ou projeções de preço.

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ANÁLISE TÉCNICA

A importância da Análise Técnica

A análise técnica funciona porque o mercado corresponde à soma dos desejos, medos e expectativas das pessoas. O valor de um ativo reflete o encontro entre os que acreditam que o ativo irá se valorizar (compra) versus aqueles que pensam o contrário (venda). Essas manifestações são apresentadas graficamente através das cotações.

As pessoas costumeiramente lembram-se dos valores ou patamares de preço em que ganharam ou perderam dinheiro, formando intuitivamente, zonas de preços chamadas regiões de suporte ou resistência, como veremos mais adiante. De modo semelhante, as tendências são formadas e a análise técnica oferece ferramentas que possibilitam identificar e medir a força da tendência e mesmo sua provável extensão.

Outro fator importante é a crescente popularidade da análise técnica. Conforme ela ganha mais adeptos, mais pessoas passam a utilizar suas teorias e a perceber, simultaneamente, padrões de compra e venda o que acaba por impulsionar o movimento dos preços.

Origens da Análise Técnica

As origens da análise técnica moderna estão nos trabalhos de Charles Dow no início do século XX. Dow, junto com Edward D. Jones, publicava um informativo financeiro que mais tarde se tornaria o "The Wall Street Journal", que é ainda hoje, uma das principais fontes de informação do mercado americano.

Através do jornal, Dow apresentava suas observações sobre o comportamento do mercado. O conjunto desses textos seria posteriormente compilado, gerando o que pode ser considerado o início da análise técnica: “A Teoria de Dow”.

Os postulados que compõem “A Teoria de Dow” são a “espinha dorsal” da Análise Técnica e serão abordados em detalhe mais adiante, mas antes é importante que o leitos se familiarize com conceitos básicos do mercado de renda variável, no nosso caso, o mercado de ações.

Conceitos Básicos

O que é uma ação?

Por definição, uma Ação pode ser descrita da seguinte maneira:

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“Ação: Valor mobiliário correspondente a uma fração do capital social de uma companhia ou, ainda, um título representativo de propriedade da menor parcela do capital de uma empresa.”

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ANÁLISE TÉCNICA Tipos de ação Existem basicamente dois tipos de ação, as ações PN e as
ANÁLISE TÉCNICA
Tipos de ação
Existem basicamente dois tipos de ação, as ações PN e as ações
ON.
Ação PN ou Preferencial Nominativa:
Tem
preferência
na
distribuição de proventos da empresa e pode ou não ter direito a
voto na assembléia dos acionistas. Se a empresa não distribuir
dividendos em três exercícios sociais, as preferenciais adquirem
direito a voto.
Ação ON ou Ordinária Nominativa: Tem direito a voto por definição
de lei e participa da distribuição de lucros após as preferenciais.
Existe ainda uma classificação das ações por advento de sua
liquidez (capacidade de um título, ação ou outro tipo de bem, ser
convertido em dinheiro). Quanto maior a capacidade de converter o
ativo em dinheiro, maior é a liquidez do ativo.
Quanto à liquidez,
terceira linha:
as ações podem ser de primeira,
segunda ou
De primeira linha (Blue Chips): São ações de grande
liquidez e procura e em geral de empresas tradicionais, de
grande porte e excelente reputação.
De segunda linha: São ações um pouco menos líquidas, de
empresas de boa qualidade, mas de maior risco. Em geral,
são de empresas de grande e médio porte.
De terceira linha: São ações com pequena liquidez, Em
geral de companhias de porte médio e pequeno, porém não
necessariamente de menor qualidade.
Na Bovespa, as ações são agrupadas por lotes de 1, 100, 1.000,
10.000 ou 100.000, que são chamados de lotes padrão. As cotações
dos referidos lotes podem, ainda, ser por lote de mil ou unitária.
(Isso causa uma confusão inicial que solucionaremos mais a frente).
O que significa código do ativo?
O código do ativo serve para identificá-lo perante a Bolsa e a CVM.
Normalmente
é constituído por quatro
letras
e
um número.
As
letras fazem
referência
ao
nome
da
empresa
e
o número
subseqüente indica:
3 - ON
4 - PN
5 - PNA
6 - PNB
7 – PNC
10 - Recibo
11 – UNT (unit)
Vale Lembrar que as UNT ou Units são composições de ações como
podemos observar no quadro abaixo.
Nome de Pregão
Código
Composição
ALL AMER LAT
ALLL11
1 ação ON + 4 ações PN
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ANÁLISE TÉCNICA

   
 

ANHANGUERA

 

AEDU11

  • 1 ação ON + 6 ações PN

   

KROTON

 

KROT11

  • 1 ação ON + 6 ações PN

   

SANTOS BRP

 

STBP11

  • 1 ação ON + 4 ações PN

   

SEB

SEBB11

  • 1 ação ON + 6 ações PN

   

SUL AMERICA

 

SULA11

  • 1 ação ON + 2 ações PN

   

TERNA PART

 

TRNA11

  • 1 ação ON + 2 ações PN

   

UNIBANCO

 

UBBR11

  • 1 ação do Unibanco PN + 1 ação do Unibanco Holdings PNB

 
 

Fig. 0 - Relação de UNITS negociadas na Bovespa

   
 

O que são proventos?

 

Provento é um benefício que o acionista tem por advento de deter em custódia, as ações de uma determinada empresa. Existem proventos pagos em dinheiro e proventos no qual o benefício ao acionista se dá em forma de ações:

 

Dividendos / Juros sobre o capital próprio (dinheiro)

Subscrições / Bonificações (na forma de ações)

 

Dividendos

 
 

Representa o recebimento de uma parcela do lucro que a empresa apurou num determinado exercício contábil. Por lei (“Lei das Sociedades Anônimas”) toda empresa com capital social aberto listada em bolsa deve distribuir pelo menos 25% do lucro apurado no exercício contábil aos acionistas.

 

Para a empresa, os dividendos são distribuídos a partir do lucro líquido, ou seja, após o pagamento de impostos. Para o acionista que recebe o dividendo isso é bom, pois o dividendo é líquido e livre de impostos.

 

Juros sobre capital próprio

 
 

Difere

da

distribuição

de

dividendos,

pois

não

é

isenta

de

tributação, entretanto, o pagamento de 15% de imposto de renda na fonte ainda sim, pode ser melhor que o recebimento de dividendos. Para a empresa, o uso de JCP é vantajoso do ponto de vista fiscal, pois permite que a empresa remunere seus acionistas até o valor da taxa de juros de longo prazo (TJLP), considerado como despesa financeira, reduzindo assim o lucro tributável e diminuindo o IR a ser pago pela empresa.

A grande vantagem é que a empresa pagaria impostos maiores sobre o lucro, na faixa de 25%, do que os acionistas, que pagam 15% sobre os JCP. Assim, ela pode oferecer JCP, que mesmo após o pagamento de IR, podem ser maiores do que seriam na forma de dividendos, em função da diferença nas alíquotas de tributação.

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ANÁLISE TÉCNICA

Aos acionistas, cabe apenas ter a atenção necessária para averiguar se o valor anunciado para pagamento de JCP é o bruto (sem impostos) ou líquido (já descontando os impostos).

Bonificação

A bonificação não é, na grande maioria das vezes, um provento em dinheiro, mas sim em ações. A bonificação representa uma distribuição gratuita de novas ações, geralmente em função de aumento de capital ou incorporação de reservas. É importante destacar que, ao contrário dos dividendos e JCP, onde existe um efetivo desembolso de dinheiro, no caso de bonificações as cotações das ações podem se ajustar.

Por exemplo:

Se a empresa anunciar uma bonificação de 100%, ou seja, uma nova ação para cada possuída, sem uma contrapartida em termos de aumento do efetivo valor da empresa, o preço das ações tende a se ajustar.

Se o valor da empresa era de R$ 1 bilhão e ela tinha 500 milhões de ações a R$ 2,00 cada, dar uma bonificação de 100% em geral leva o preço das ações a R$ 1,00, já que são agora um milhão de ações de uma empresa que continua valendo R$ 1 bilhão.

Subscrição

A subscrição representa

um direito

que os acionistas

têm de

adquirir novas ações a custo e preço determinado. A subscrição pode surgir como um benefício aos acionistas. Caso o preço de subscrição seja inferior ao preço de mercado, de forma que estará sendo dada uma espécie de "desconto" para os acionistas. Caso o preço seja equivalente ou superior ao de mercado, isso muitas vezes não representa uma vantagem, já que não existe condição diferenciada em relação a quem ainda não possui ações da empresa.

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ANÁLISE TÉCNICA

Bovespa e órgãos de regulamentação.

Bovespa

A Bovespa (bolsa de valores de SP) é o maior centro de negociação de ações da América Latina e, devido ao expressivo volume de operações, todas as operações são fiscalizadas para sua maior transparência.

Organizadas como sociedades civis, com funções de interesse público, as bolsas atuam como órgãos auxiliares da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na fiscalização do mercado (em especial de seus membros, as Sociedades Corretoras) e tem ampla autonomia na sua esfera de responsabilidade.

CVM (Comissão de Valores Mobiliários)

A Comissão de Valores Mobiliários foi criada em 1976 para, juntamente com o Conselho Monetário Nacional, estabelecer as normas e diretrizes de funcionamento do mercado de valores mobiliários. Têm sob sua jurisdição as Bolsas de Valores e Sociedades Corretoras, Bancos de Investimento, Sociedades Distribuidoras, Companhias Abertas, Agentes Autônomos de Investimento, Auditores Independentes, Consultores e Analistas de Valores Mobiliários além dos Gestores de Recursos.

CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia)

A Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia foi criada em 1997 em resposta às necessidades do mercado brasileiro de estabelecer uma estrutura moderna de liquidação dos títulos e valores negociados. A CBLC é uma Clearing ou Depositária, que oferece serviços de custódia, compensação, liquidação e gerenciamento de riscos.

Corretoras

As Sociedades Corretoras de Valores são instituições financeiras membros das bolsas de valores, credenciadas pelo Banco Central, pela CVM e pelas próprias bolsas e estão habilitadas, entre outras atividades, a negociar valores mobiliários com exclusividade no pregão das bolsas. Todas as operações que ocorrem na bolsa de valores (seja de CPF ou CNPJ) têm necessariamente que ocorrer através de um intermediador, no nosso caso, as Corretoras.

Indicadores e Índices do Mercado

É muito comum que os iniciantes do mercado financeiro referiram- se ao “I”bovespa, na verdade querendo referir-se à Bovespa. Bovespa é a Bolsa de Valores, e Ibovespa é o índice ou carteira teórica formada pelas principais ações do mercado brasileiro, que serve de referencial para o comportamento da bolsa.

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ANÁLISE TÉCNICA

Mas na Bovespa, além do Ibovespa, existe ainda uma série de outros índices como:

- Índice FGV 100: Carteira teórica criada pela Fundação Getúlio Vargas, formado pelas 100 maiores empresas privadas não financeiras do mercado.

- Índice Futuro: Mercado

onde

se

faz seguro

(hedge) ou

se

especula com o comportamento futuro do índice Bovespa.

Vale a pena investir em ações?

ANÁLISE TÉCNICA Mas na Bovespa, além do Ibovespa, existe ainda uma série de outros índices como:

Fig. 1 – Histórico de Evolução da BRKM5 (Braskem)

O gráfico acima é um gráfico de periodicidade diária da evolução dos preços da empresa Braskem PN, que custava 7,67 no início de 2003 e que no início de 2005 chegou a custar 136,00.

Fazendo

uma

conta

simples

tivemos

aproximadamente 1673,14%.

uma

valorização

de

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ANÁLISE TÉCNICA

Considerando que um investidor tivesse efetuado uma operação de compra no início de 2003 de um total de R$ 10.000,00 (dez mil reais), e que apenas permanecesse comprado durante todo o período citado (“buy and hold), desmontando a operação em 2005, teria conseguido apurar a monta de aproximadamente R$ 167.314,00 (cento e sessenta e sete mil trezentos e quatorze reais).

Com a utilização da análise técnica, aprendemos a identificar pontos de entrada e saída para maximizar os lucros, evitando os momentos de depreciação. Alguém com conhecimento mais apurado certamente poderia, neste caso, ter tido uma rentabilidade ainda maior.

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ANÁLISE TÉCNICA

ANÁLISE TÉCNICA Fig. 1.1 – Histórico de Evolução da BRKM5 (Braskem) Fazendo uma conta simples poderíamos

Fig. 1.1 – Histórico de Evolução da BRKM5 (Braskem)

Fazendo uma conta simples poderíamos ter tido algo em torno de 847,84 % na primeira operação e 240,00% na segunda operação, gerando uma rentabilidade total de 2.229,98 %.

Ou seja: alguém que tivesse entrado no mercado com R$ 10.000,00 (dez mil reais) estaria agora com R$ 232.998,00 (duzentos e trinta e dois mil novecentos e noventa e oito reais).

É claro que este é um exemplo e que não é tão simples para um investidor qualquer identificar os papéis, e os momentos certos de compra e venda.

Por isso é importante estudarmos a Análise Técnica.

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ANÁLISE TÉCNICA

O que é necessário para investir em ações?

Organização

Mantenha sempre um “diário de bordo” atualizado, com os gráficos, pontos de entrada e saída, targets e relação risco/retorno de cada operação.

Disciplina

Plan your trade and trade your plan”, planeje suas operações e

siga à risca o que se propôs a executar.

Tolerância ao risco

O mercado acionário é um mercado de renda “VARIÁVEL” e o participante tem que estar ciente disto.

Sensibilidade

Infelizmente a sensibilidade só é adquirida com tempo de operação. Para que o ganho de sensibilidade não seja “doloroso”, com uma série de perdas financeiras, estude bastante antes de ingressar no mercado efetivamente, faça simulações (“paper trade”) de suas operações, até que tenha adquirido a tão esperada sensibilidade.

Flexibilidade

Seja flexível em aceitar outras teorias e abra sua mente a tudo e a todos. Elimine conceitos errôneos que porventura tenha assimilado anteriormente. Discuta seus posicionamentos, mas tome por orientação suas próprias conclusões.

Capital inicial

O capital sugerido para começar é de aproximadamente R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Com este valor já é possível comprar um lote padrão da maioria dos papéis negociados na Bovespa, entretanto como veremos mais adiante, quanto menor o capital inicial, mais difícil atravessar a “arrebentação”.

Microcomputador, Internet e Softwares.

O ideal é ter um micro de geração recente, rodando um sistema operacional estável (Windows Vista ou XP), com pelo menos 512 MB de memória, além de um bom monitor.

A conexão à internet deve oferecer o máximo de estabilidade possível. O aconselhável é que se tenha pelo menos 256 Kbps.

Os softwares são extremamente necessários, pois são ferramenta de trabalho e serão abordados em profundidade mais à frente.

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ANÁLISE TÉCNICA

Corretora

A corretora deve ser escolhida com muito critério, pois suas ferramentas operacionais podem facilitar o dia a dia do trader. As corretoras oferecem uma grande variedade de serviços a custos variados e a relação custo x benefício deve ser considerada antes respectiva contratação dos serviços.

Entre os serviços oferecidos pelas corretoras estão: a possibilidade de utilização de ordens de Stop de venda, Stop móvel, start para compras, limites operacionais, streamers, plataformas operacionais (home broker), aplicativos, informativos, entre outros.

Em Vitória podemos contar com a Uniletra Corretora, que está preparada para atender o público capixaba com uma estrutura moderna e eficiente, além de possuir um grupo de colaboradores especializados e preparados para tal.

Telefone:

(027) 4009-0456

Site: www.uniletra.com.br

Endereço:

R. Joaquim Lírio, 820, The Point Plaza, conj. 10/11, Praia do Canto, Vitória/ES CEP: 29055-

460

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ANÁLISE TÉCNICA

A Uniletra Corretora atua oferecendo suporte às operações de investimento no mercado financeiro e acionário nacional, com opções de:

Investimentos em Ações

Opções

Mercado à Termo

Futuros

Swaps

Para abrir a sua conta na Uniletra Corretora, basta acessar o link:

http://www.uniletra.com.br/cadastro/ ou entrar em contato com a equipe de atendimento através do telefone (027) 4009-0456 para ter acesso ao Sistema de Cadastro.

O processo

de

abertura

de

conta

normalmente

é

simples,

assemelhando-se ao de abertura de uma conta bancária

convencional, sendo necessário o preenchimento formulários e o envio dos seguintes documentos:

dos

devidos

Cópia autenticada do documento comprobatório (indicado no cadastro)

Cópia autenticada do RG

Cópia autenticada do CPF

Comprovante de residência atual.

Questões operacionais

Call de abertura e fechamento

A pré-abertura é um processo semelhante ao leilão, que ocorre durante os 15 (quinze) minutos que antecedem a abertura dos negócios. Neste processo são incluídas ordens, que poderão formar o preço de abertura, seguindo o mesmo princípio da formação de preço do leilão, mas nenhum negócio é fechado antes da abertura do pregão. Se, nos dois minutos que antecedem o encerramento da pré-abertura, for incluída uma ordem que altere os valores de preço e quantidade teórica, automaticamente, será gerado um leilão.

O call de fechamento ocorre durante os 5 (cinco) minutos que antecedem o encerramento do pregão. Neste processo todas as ações que compõe o Índice Ibovespa entram em leilão.

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ANÁLISE TÉCNICA

Janela de cotação

ANÁLISE TÉCNICA Janela de cotação Fig. 2 – Janela de Cotação da TNLP4 (Telemar PN) Esta

Fig. 2 – Janela de Cotação da TNLP4 (Telemar PN)

Esta é uma janela de cotação padrão. Todas as corretoras que tem o serviço Home Broker, disponibilizam algum recurso similar à esta janela de cotações. A partir desta janela, pode-se emitir ordens, acompanhar o preço e ter acesso a uma série de informações importantes como máxima, mínima, livro de ofertas, book de negócios, etc.

Livro de ofertas (Pedra)

ANÁLISE TÉCNICA Janela de cotação Fig. 2 – Janela de Cotação da TNLP4 (Telemar PN) Esta

Fig. 2.1 – Livro de ofertas TNLP4 (Telemar PN)

Esta é a lista de ofertas, comumente chamada de “Pedra”. Nela estão listadas por preço e ordem de chegada, as ofertas de compra e venda de um determinado papel.

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ANÁLISE TÉCNICA

Tipos de ordens

Ordem à mercado

É uma ordem onde o investidor determina apenas a quantidade de ações que deseja comprar ou vender. Ao enviar uma ordem deste tipo para a “pedra”, ela será executa nos melhores preços disponíveis naquele momento até que a quantidade total seja atendida.

Ordem Limitada

É o tipo de ordem onde o investidor limita o atendimento da ordem à um preço máximo que deseja pagar por uma compra ou o preço mínimo que deseja receber numa venda. Em alguns casos a ordem limitada pode ser executada a um preço mais favorável, dependendo das circunstâncias de mercado. As ordens inseridas através do Home-Broker , por determinação da Bovespa, são sempre do tipo Limitada.

Ordem do Tipo Start

A ordem Start é uma ordem de compra enviada à Bolsa quando o preço da ação atingir ou ultrapassar o preço determinado pelo cliente como preço de disparo da ordem.

Por exemplo:

Se um investidor deseja comprar uma ação apenas após a confirmação do rompimento de uma resistência, poderá determinar o valor de disparo da ordem bem como o preço limite a pagar pela ação. Suponha que uma ação esteja sendo negociada a R$ 20,00 e sua resistência é R$ 21,50. O investidor quer comprar a ação apenas se ocorrer um negócio no preço ou acima do preço de disparo previamente instituído. Dessa forma, ele poderá colocar a ordem Start com o preço de Start a R$ 21,51 e o preço limite a R$ 21,60. Para algumas corretoras, a ordem com Start não é VAC (válida até o cancelamento), ou seja, tem prazo de validade específico. Terminado este período, a ordem deve ser registrada novamente, caso ainda não tenha sido executada.

Ordem do Tipo Stop Limitada

As ordens do tipo Stop são extremamente importantes na montagem de uma operação, pois podem limitar as perdas de uma operação. É uma ordem de venda inserida no sistema da Bovespa através de um mecanismo onde os critérios de validação da ordem são previamente estabelecidos pelo cliente. A ordem do tipo Stop Limitada pode funcionar como uma ferramenta de proteção para o investidor, já que a ordem é enviada à Bolsa quando o preço da ação ultrapassa o preço determinado pelo cliente como preço de disparo da ordem.

Por exemplo:

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ANÁLISE TÉCNICA

Se um investidor comprar uma ação a R$ 2,00 e quiser limitar sua perda a 10%, ele poderá colocar uma ordem Stop limitada a R$ 1,80. Quando o preço do último negócio for igual ou menor a R$ 1,80, será disparada uma ordem de venda limitada a R$ 1,80. O preço de disparo pode ser diferente do preço limite de execução.

Por exemplo:

O investidor pode estabelecer o preço de disparo da ordem como sendo de R$ 1,80, mas com execução limitada a R$ 1,70 ou qualquer outro preço.

Lembre-se que mesmo que sua ordem esteja limitada a R$ 1,70 o preço de execução poderá ser superior caso haja um comprador a preço melhor no momento da execução.

Em algumas corretoras, a ordem de Stop não é VAC (válida até o cancelamento), ou seja, tem prazo de validade determinado. Findo o referido prazo, a ordem deve ser novamente registrada, caso ainda não tenha sido executada.

Ordem Stop Simultâneo

A ordem Stop simultâneo é uma ordem de venda onde o investidor define dois parâmetros para o disparo da ordem. Isso significa que a ordem pode "Stopar" um prejuízo ou "Stopar" um lucro. Por exemplo:

Supondo que o investidor comprou uma ação a R$ 20,00 reais e deseja limitar seu prejuízo vendendo-a a R$ 19,00 e realizar seu lucro vendendo-a a R$ 22,00, caso ela chegue a este patamar. Ele colocará a ordem de Stop simultâneo definindo os dois preços de disparo da ordem além do preço limite da ordem que seguirá para a Bolsa. Ao ser atingido um dos dois parâmetros, a ordem segue apenas uma vez. Ou seja, mesmo que o segundo parâmetro venha a ser atingido futuramente, a ordem já terá seguido para a Bolsa, tornando, portanto a ordem Stop desativada.

Ordem Stop Móvel

Também conhecido como trailing Stop, o Stop móvel é, como o nome sugere, uma ordem Stop que se move, mas somente para cima.

Os parâmetros do Stop Móvel são:

Preço Stop – é o preço de disparo inicial. Sua ordem de

venda será disparada imediatamente ao atingir este preço. Preço de Venda – é o preço real que você deseja vender

seu papel caso o Stop seja disparado. Início do Móvel – é o preço a partir do qual o incremento

em seu Stop começará. Deve ser uma cotação superior a cotação atual do papel. Ajuste Inicial – é o valor que será adicionado aos parâmetros de seu Stop assim que a mobilidade do mesmo for iniciada. O valor mínimo deve ser de R$ 0,01.

Exemplo:

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ANÁLISE TÉCNICA

Suponha que você tenha comprado uma ação a R$ 100,00 e tenha interesse em colocar uma ordem de Stop móvel para minimizar seu risco. Inicialmente, você não deseja perder mais do que R$ 5,00 por ação, por exemplo. Logo, poderíamos colocar o Preço Stop em R$ 96,00 e o Preço de Venda em R$ 95,00. Porém, você quer que a partir de R$ 105,00 o Stop se ajuste para um valor superior. Ou seja, você deseja que a diferença entre o máximo da cotação após você ter colocado o Stop Móvel seja sempre de R$ 5,00 assim que ela atingir os R$ 105,00. Suponha que após você ter comprado a ação, a cotação atingiu os R$ 105,00. Imediatamente ao atingir este preço, seu Stop será movido R$ 5,00 para cima a fim de efetuar o Ajuste Inicial especificado por você e manter a diferença em reais a partir deste ponto, i.e., o novo Preço Stop será de R$ 101,00 e o novo Preço de Venda será de R$ 100,00. Se a cotação da ação cair para R$ 103,00, seu Stop não será alterado e o Preço Stop continuará sendo R$ 101,00 e o Preço de Venda continuará sendo R$ 100,00. Se a cotação subir para R$ 107,00, seu Stop será movido novamente a fim de manter a diferença entre a última cotação e seu Stop móvel, i.e., o novo Preço Stop será de R$ 103,00 e o novo Preço de Venda será de R$ 102,00. Note que a diferença é SEMPRE mantida a partir do valor de Início do Móvel entre o Preço de Venda e o preço máximo do papel após sua compra ser efetuada.

Vale lembrar que o envio de uma ordem não garante a execução da mesma. Todas as ordens enviadas estão sujeitas às condições de mercado para sua execução.

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ANÁLISE TÉCNICA

 

Noções Básicas

Gráficos

É uma representação pictográfica da variação dos preços das ações ao logo do tempo, podendo ser representado de várias formas. Entre as mais comuns estão o Gráfico de Barras, o Gráfico de

 

Candles:

Gráfico de Barras

Cada barra representa o

Cada

barra

representa

o

movimento

dos

preços

em

um período

de tempo,

que

 

pode ser:

um

mês,

uma

semana,

um

dia,

 

quinze

minutos, um minuto, etc.

 

Na

barra

o

tique

esquerdo

 

representa o preço de

abertura,

o

direito,

o

de

fechamento e as extensões,

 

os valores

de

máximas

e

mínimas dos preços.

 

As periodicidades mais comuns são 5, 15 e 60 minutos, diária, semanal e mensal.

 

Fig. 3 – Exemplo de uma Barra

O tamanho da barra (distância entre o máximo e o mínimo) nos mostra o tamanho da batalha entre compradores e vendedores e pode ser chamado de “range”. Uma barra pequena ou média, normalmente, demonstra um mercado calmo, sem volatilidade.

 

Normalmente, o preço de abertura é definido por investidores que se baseiam em notícias, colocando suas ordens logo na abertura do pregão. Por outro lado, o preço de fechamento é definido pelos investidores profissionais, que acompanham as cotações durante todo o pregão, para no final, efetuar seu posicionamento. Naturalmente, o preço de fechamento é o preço mais importante do dia pois, normalmente envolve a maior quantidade de dinheiro por unidade de tempo.

Gráfico de Candlesticks

 

Da

mesma

 

forma

 

como

acontece

 

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ANÁLISE TÉCNICA Noções Básicas Gráficos É uma representação pictográfica da variação dos preços das ações ao

ANÁLISE TÉCNICA

com as barras cada candle corresponde à formação de um movimento relativo à periodicidade analisada. (Um estudo bastante aprofundado sobre Candlesticks será apresentado mais à frente).

Fig. 3.1 – Exemplo de uma Candlesticks

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ANÁLISE TÉCNICA

 
 

Escala dos Gráficos

 

Aritmética x Logarítmica.

Precisamos nos atentar à forma correta como devemos visualizar as informações. Para ativos com baixo valor de cotação, precisamos necessariamente utilizar escala logarítmica para eliminarmos distorções. No caso dos ativos que tem um valor muito baixo, a variação percentual de cada centavo é maior, sendo necessária a utilização de uma escala semilog ou semi-logarítimica (logarítmica apenas no eixo Y).

ANÁLISE TÉCNICA Escala dos Gráficos Aritmética x Logarítmica. Precisamos nos atentar à forma correta como devemos

Fig. 4 – Evolução da NETC4 (Globo Cabo PN) em Gráfico com escala aritmética

   
ANÁLISE TÉCNICA Escala dos Gráficos Aritmética x Logarítmica. Precisamos nos atentar à forma correta como devemos

Fig. 4.1

– Evolução da NETC4 (Globo Cabo PN) em Gráfico com

 

escala semilog

Como podemos observar na comparação entre os gráficos acima, os valores estavam completamente distorcidos, eliminando qualquer

 

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ANÁLISE TÉCNICA

possibilidade de se executar uma análise técnica correta. Gráficos Logarítmicos são mais indicados para ativos com baixo valor individual, pois pequenas variações de preço representam grandes variações percentuais.

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ANÁLISE TÉCNICA

Fases dos Movimentos

As Três Fases dos Movimentos

Charles Dow fez uma série de observações sobre os movimentos de preços, tanto de alta como de baixa, caracterizando aspectos psicológicos marcantes de cada fase:

Fases do Mercado de Alta

Fase

1:

início

No

da

alta

o

mercado

começa

a ser

propulsionado por investidores mais

qualificados, que

percebem logo que novos ventos estão soprando. Enquanto isso, a grande maioria ainda acredita que o pior ainda está

por vir, o que permite aos investidores de elite comprar os títulos a preços muito mais acessíveis. As notícias apresentadas pela mídia refletem as expectativas negativas da maioria.

Fase 2: A segunda parte é uma aceleração mais acentuada do movimento. A pressão compradora aumenta significativamente. As ofertas de venda começam a ficar cada vez mais escassas.

Fase 3: A terceira fase é marcada por grandes altas. Os participantes do mercado, de maneira geral, estão cada vez mais seguros de seus lucros e os investidores mais bem preparados começam a vender suas posições. A grande massa de investidores está em clima de euforia que se realimenta diariamente nos noticiários. Está aberta a possibilidade para a fase 1 do mercado de baixa.

Fases do Mercado de Baixa

 

Fase 1: Nesta fase os profissionais e investidores de elite vendem seus ativos, iniciando a retração.

Fase 2: É uma etapa marcada por um grande nervosismo, os investidores percebem o equívoco e tentam se desfazer de suas posições.

Fase

3:

Com

as

grandes

 

perdas

e

ativos

muito

desvalorizados

a

pressão

vendedora

se

dissipa,

oportunidades para uma nova alta começam a surgir.

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ANÁLISE TÉCNICA Suportes e Resistências Suportes Suportes são níveis de preços onde as compras feitas pelos
ANÁLISE TÉCNICA
Suportes e Resistências
Suportes
Suportes são níveis de preços onde as compras feitas pelos
investidores são fortes o suficiente para interromper durante algum
tempo e, possivelmente, reverter um processo de queda, gerando
um ponto de retorno;
Fig.
5
Nível
de Suporte AMBV4
(AmBev PN)
Gráfico de Barras
O movimento de exploração de níveis abaixo das linhas de suporte
é denominado “spring”, e pode ser interpretado como um
movimento provocado pela ponta de venda para testar a força do
suporte.
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ANÁLISE TÉCNICA Resistências Resistências são níveis de preços onde as vendas feitas pelos investidores são fortes
ANÁLISE TÉCNICA
Resistências
Resistências são níveis de preços onde as vendas feitas pelos
investidores são fortes o suficiente para interromper durante algum
tempo e, possivelmente, reverter um processo de subida, gerando
um ponto de retorno.
Fig.
5.1
– Nível de resistência
VCPA4 (Votorantim PN) –
Gráfico de Barras
Para rompimento de suportes, resistências e linhas de tendência,
vale o princípio da inversão (também chamado de Princípio da
Inversão de Polaridade). Como o nome sugere, o princípio está
relacionado com a inversão de papéis, ou seja, uma resistência
passa a funcionar como suporte e vice-versa.
De maneira simples, suponha que determinada região de preços é
uma resistência. Se este patamar de preços for superado, ele tende
a tornar-se uma zona de maior pressão compradora, ou seja, um
suporte. O raciocínio oposto também é válido: se uma região de
suporte for perdida, ela passará a funcionar como uma resistência.
Os pontos 2 e 3 são chamados por alguns autores de “Scouting
Party”, ou ainda “upthrust”, por terem passado além da resistência
e recuado ainda na mesma periodicidade seria o equivalente a um
“reconhecimento de terreno”, por parte da ponta de compra.
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ANÁLISE TÉCNICA

Analisemos um exemplo do princípio no índice Bovespa logo abaixo:

Fig. (Índice Bovespa) polaridade – IBOV – Princípio da Inversão 5.2 de
Fig.
(Índice Bovespa)
polaridade – IBOV
– Princípio
da Inversão
5.2
de

A linha azul é, inicialmente, um suporte, tendo funcionado diversas vezes como um local de reação do mercado. Entretanto, o suporte acabou por ser perdido transformando-se em uma linha de resistência. Trata-se da ação do princípio da inversão.

Normalmente, quando as resistências são rompidas há uma ligeira arrancada nos preços, fixando o valor de rompimento como referência de suporte. Entretanto, na maioria das vezes, os preços retroagem para testar este suporte, num movimento comumente chamado de “pull back” para testar a validade daquela faixa de valores como suporte. O mesmo acontece na perda de um suporte importante.

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ANÁLISE TÉCNICA

Suportes e Resistências intermediários

Existem situações onde nos deparamos com vários níveis de suportes e resistências. Estes pontos são considerados suportes e resistências intermediários e são muito menos significativos.

ANÁLISE TÉCNICA Suportes e Resistências intermediários Existem situações onde nos deparamos com vários níveis de suportes

Fig. 5.3 – Trading Range em ARCZ6 (Aracruz PNB) – Gráfico de Barras

Há ainda fatores que intensificam suportes e resistências. São eles:

Quanto mais longa uma área de suporte ou resistência -

sua duração no tempo ou o número de vezes que foi atingida - mais forte ela é; Quanto maior a amplitude de uma área de congestão, mais

forte ela é; Quanto maior o volume das operações numa área de suporte/ resistência, mais forte ela é.

Suportes e resistências são criados em momentos de alternância dos estados emocionais do mercado, no ciclo ganância – indecisão – medo – indecisão – ganância. Nada mais são do que pontos psicológicos do mercado, formados pela memória da massa de investidores, quando lembram que determinado ativo ao atingir um determinado preço, iniciou um processo de reversão, então, posicionam suas ordens de compra nesta faixa de preço, formando aí um SUPORTE. Do mesmo modo, lembram que a ação passou a

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ANÁLISE TÉCNICA

cair quando atingiu determinado valor e decidem coletivamente, colocar ordens de venda neste ponto, formando uma resistência.

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ANÁLISE TÉCNICA

Topos e fundos

Normalmente os preços não andam em linha reta. Cada ponto de inflexão durante a trajetória dos preços pode ser chamado de topo ou fundo.

Os topos configuram-se quando em um avanço dos preços (pelo menos dois ou três fechamentos a preços sucessivamente superiores), há falha em atingir novas máximas e fechamos abaixo do fechamento do dia anterior. Os fundos configuram-se inversamente análogos aos topos.

Existem topos e fundos primários e secundários. A noção de topos e fundos primários e secundários, de certa forma, é subjetiva. Eles serão definidos com precisão quando forem classificados de acordo com a sua periodicidade.

Os topos mais importantes (principais) são aqueles cujo ponto de inversão ocorreu após um movimento mais prolongado numa determinada direção e os menos importantes (secundários) são aqueles que inverteram a direção do preço por um curto período de tempo e que na seqüência formam um movimento mais amplo, cuja inversão no extremo cria um topo ou fundo principal.

Quando os preços apresentam uma sequência de topos e fundos ascendentes, dizemos que existe uma tendência de alta. Quando a sequência é de topos e fundos descendentes, damos o nome de tendência de baixa e quando não há uma tendência definida, chamados de congestão lateral.

Tendência de alta:

 

As tendências de alta são constituídas por uma sucessão de

topos

e

fundos

cada

vez mais altos (ziguezagues

ascendentes)

 

Tendência de baixa:

 

As tendências de baixa são constituídas por uma sucessão

topos

de

fundos

cada

e

vez

menores

(ziguezagues

descendentes).

 

Tendências laterais:

 

As tendências laterais são constituídas por topos e fundos nas mesmas faixas de valores, formadas por ziguezagues laterais. (constituindo congestões).

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ANÁLISE TÉCNICA LTAs e LTBs Linhas de tendência de alta e baixa, nada mais são que
ANÁLISE TÉCNICA
LTAs e LTBs
Linhas de tendência de alta e baixa, nada mais são que linhas
interligando fundos ascendentes (LTA) e topos descendentes (LTB)
para facilitar a visualização das tendências.
Fig. 6 – LTA (Linha de Tendência de Alta) em PETR4 (Petrobrás PN)
– Gráfico de Candles
As linhas de tendência são fundamentais na análise técnica, pois
além de evidenciarem a tendência, a sua angulação pode
demonstrar a velocidade com que os preços mover-se-ão no tempo.
Logicamente, as de menor angulação, são mais seguras.
Por isso a mudança na angulação de uma LTA / LTB sugere, em
algumas táticas operacionais, o reposicionamento dos Stops.
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ANÁLISE TÉCNICA

Canais

Comprovadamente, na maior parte do tempo, o mercado não está subindo nem descendo, está congestionado lateralmente. Isto acontece porque os movimentos que provocam o deslocamento efetivo do preço acontecem sempre de maneira rápida. Os canais acontecem quando o preço opera contido entre uma linha de suporte e uma linha de resistência.

ANÁLISE TÉCNICA Canais Comprovadamente, na maior parte do tempo, o mercado não está subindo nem descendo,

Fig. 7 – Exemplo de canal genérico

Uma vantagem dos canais que se formam entre as linhas de tendência é que eles oferecem um ponto de entrada e um ponto de saída (os dois limites do canal). Um canal pode ser:

Horizontal

Ascendente

Descendente

O exemplo a seguir mostra um canal ascendente no índice Bovespa. Observe que na região da linha do limite inferior foram gerados bons pontos de compra, enquanto que na região da linha do limite superior foram oferecidas oportunidades de saídas (venda).

ANÁLISE TÉCNICA Canais Comprovadamente, na maior parte do tempo, o mercado não está subindo nem descendo,

Fig. 7.1 – Exemplo de canal de alta IBOV (Índice Bovespa) – Gráfico de Barras 15’

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ANÁLISE TÉCNICA

É importante enfatizar que quanto maior

o

canal,

tanto em

amplitude quanto em extensão, mais importante ele se torna.

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ANÁLISE TÉCNICA

Teoria de Dow

Os Índices descontam tudo

Os índices representam a ação conjunta de inúmeros investidores, desde os mais bem informados (que contam com as melhores informações e previsões), e insiders, até os muito inexperientes. As variações diárias dos preços de um índice, portanto, já têm incluídas (descontadas) no seu valor os eventos que irão acontecer e que são desconhecidos pela maioria dos investidores. Dessa forma, todo o fator que afeta a relação de oferta/demanda está refletida no preço do mercado. Entretanto, existem os eventos que são imprevisíveis e que as pessoas não têm como saber, como calamidades naturais, catástrofes mundiais, etc. Esses são os chamados "atos divinos" , quando acontecem podem gerar fortes oscilações iniciais, mas acabam sendo absorvidos pelo mercado.

Resumo do Princípio:

Todo o fator que afeta a oferta x demanda está refletido no índice. O Índice já possui em seu valor (já descontou) eventos futuros que a imensa maioria não conhece. Acontecimentos completamente inesperados são rapidamente avaliados e seus possíveis efeitos absorvidos.

As Tendências

Explica que os preços se movem em Tendências Primárias, Secundárias e Terciárias.

A secundária corrige a primária e a terciária a secundária.

ANÁLISE TÉCNICA Teoria de Dow Os Índices descontam tudo Os índices representam a ação conjunta de

Fig. 8 – Comportamento das tendências

Não

existem

regras

para

a

determinação

da

duração

das

tendências, entretanto, é possível observar na maioria dos mercados, que as grandes tendências (primárias) podem durar de 1 a 2 anos. As tendências intermediárias (secundárias) podem durar de 3 semanas a alguns meses, e as tendências terciárias geralmente duram até 3 semanas.

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ANÁLISE TÉCNICA

No exemplo abaixo podemos observar as principais tendências

durante o deslocamento dos preços da Bradespar PN no ano de

2003.

ANÁLISE TÉCNICA No exemplo abaixo podemos observar as principais tendências durante o deslocamento dos preços da

Fig. 8.1 – Classificação das tendências – BRAP4 (Bradespar PN) – Gráfico Diário

Uma Tendência é Válida até que seja Revertida

ANÁLISE TÉCNICA No exemplo abaixo podemos observar as principais tendências durante o deslocamento dos preços da

Fig. 8.2 – Perda de LTA – IBOV (Indice Bovespa) – Gráfico

de Candles 15’

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ANÁLISE TÉCNICA Embora pareça óbvio, este princípio é importante. O mercado não vai cair apenas porque
ANÁLISE TÉCNICA
Embora pareça óbvio, este princípio é importante. O mercado não
vai cair apenas porque atingiu um nível "alto demais" ou subir
porque "já caiu demais". Uma das técnicas mais simples utilizadas é
a identificação de falhas ao formar um topo mais alto (em uma
tendência de alta) ou um fundo mais baixo (em uma tendência de
baixa).
A
tendência
deve
ser
confirmada
por
dois
índices
O princípio da confirmação afirma que para uma reversão de
tendência ou rompimento de nível de suporte/resistência ser válido,
o fato deve ocorrer em dois índices de composições distintas.
Assim, um índice confirma o outro, demonstrando que não se trata
de uma oscilação isolada de uma determinada ação ou setor.
Fig.
8.3
– Exemplo genérico de confirmação
de
índices
Este tipo de confirmação abre espaço para movimentos “macro”,
onde o mercado se desloca como um todo. Para ilustrar o princípio
da confirmação suponha dois índices (A e B) de composições
diferentes. Em nosso exemplo, o índice A rompe um determinado
patamar de resistência, mas o movimento não ocorre com o índice
B. Só num segundo momento os dois romperam a linha de
resistência, segundo em um movimento positivo.
Um investidor que avalia apenas um único índice pode concluir que
existem boas oportunidades de compra logo após o rompimento.
Contudo, o que acontece é uma retração, pois o mercado não
estava tão forte como demonstrou a falha de rompimento por parte
de B.
Essa é a essência do princípio da confirmação. Dois índices são
usados para que um pronuncie uma "segunda opinião" sobre o
outro, de modo a validar o que está acontecendo ou indicar uma
armadilha. No caso brasileiro, esses dois índices poderiam ser, por
exemplo, o índice Bovespa e o IBX.
O Volume deve confirmar a tendência
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ANÁLISE TÉCNICA

Este princípio é bastante simples. Na teoria de Dow, o volume está relacionado com as tendências da seguinte maneira:

Tendência de Alta: Em uma tendência principal de alta é esperado que o volume aumente com a valorização dos ativos e diminua nas reações de desvalorização. Qualquer variação diferente do colocado acima representa uma divergência baixista.

Tendência de Baixa: Em uma tendência principal de baixa é esperado que o volume aumente com a desvalorização dos ativos e diminua nas reações de valorização. Qualquer variação diferente do colocado acima representa uma divergência altista.

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ANÁLISE TÉCNICA

 

Padrões Gráficos

Porque os padrões acontecem?

 

Através dos anos os analistas têm realizado diversos estudos sobre os gráficos e suas formações. Através destes estudos, foram identificados e classificados, padrões que surgem repetidamente ao longo do tempo. A explicação para a existência de padrões está relacionada ao fato de compradores e vendedores agirem de acordo com suas crenças e impulsos, tomando decisões de acordo com o momento, mas, como no mercado, as circunstâncias se repetem as alterações entre as forças de oferta e demanda tendem a se repetir também, levando os investidores à uma movimentação padronizada em determinados momentos.

 

Padrões de continuação

Triângulos

Triângulos são classificados como padrões de continuação de tendência. Estes padrões são formados quando a flutuação dos preços começa a atingir amplitudes cada vez menores conforme o tempo passa. Existem três tipos básicos de triângulos, os Ascendentes, os Descendentes e os Simétricos.

 

Triângulo Ascendente

Triângulo Ascendente
 

O

triângulo

ascendente

 

possui

o

lado

superior

horizontal

e

o

inferior

como uma linha

ascendente. O rompimento

normalmente

indica

a

continuação da tendência.

 

Uma

das

técnicas

para

utilizar

o

triângulo

 

ascendente

 

como

instrumento de operação é aguardar pelo rompimento da linha horizontal com alto volume, nessa situação os analistas esperam por uma alta de pelo menos a altura do lado mais largo do triângulo.

 

Fig. 9 – Projeção em Triângulo Ascendente

 
Triângulo
 

Triângulo

 
 

Descendente

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ANÁLISE TÉCNICA

O triângulo descendente é o inverso, tende a ser um sinal de queda. A linha horizontal fica na parte inferior enquanto que uma linha de tendência inclinada para baixo se forma. Como no caso ascendente, espera-se que os preços percorram uma distância equivalente ao tamanho do lado mais largo da formação.

Fig. 9.1 – Projeção em Triângulo Descendente

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ANÁLISE TÉCNICA Triângulo Simétrico No triângulo simétrico os preços máximos e mínimos das flutuações atingem amplitudes
ANÁLISE TÉCNICA
Triângulo Simétrico
No triângulo simétrico os preços máximos e mínimos das flutuações
atingem amplitudes cada vez menores. É uma formação típica de
indecisão e a sua tendência está mais relacionada com a
continuação da tendência corrente do que com reversão.
Fig. 9.2 – Projeção em Triângulo Simétrico e suas características
Outras Características dos Triângulos:
Durante a formação do padrão os triângulos, geralmente,
apresentam diminuição constante do volume, havendo um aumento
significativo apenas na região de corte (rompimento), o que é um
sinal bastante importante. No que diz respeito a duração do padrão,
em um nível diário, o triângulo demora algo em torno de 3 ou 4
semanas para se formar e raramente mais do que 90 dias.
Entretanto, sempre é bom ressaltar que essa é uma expectativa e
não a ação que o mercado vai efetivamente tomar.
O triângulo é um padrão de continuação de tendência, mas é
importante lembrar que existe um índice de falha e que, não
necessariamente, um triângulo simétrico vai romper para cima. O
rompimento pode ser para qualquer direção, o mais importante é
saber se posicionar de acordo com o movimento posterior.
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ANÁLISE TÉCNICA

Retângulos

É um dos padrões mais comuns, e demonstra um embate entre os compradores e os vendedores. A sua perfuração deve ser validada pelo aumento do volume. Perfurações sem volume, geralmente são falsas.

ANÁLISE TÉCNICA Retângulos É um dos padrões mais comuns, e demonstra um embate entre os compradores
 

Fig. 9.3 – Projeções em Retângulos

Cunhas

As cunhas são formações em que os preços variam entre duas linhas. Ao contrário dos triângulos essas linhas são ascendentes ou descendentes.

ANÁLISE TÉCNICA Retângulos É um dos padrões mais comuns, e demonstra um embate entre os compradores

Fig. 9.4 – Projeção em Cunhas Ascendentes e Descendentes

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45

ANÁLISE TÉCNICA

Bandeiras e Flâmulas

Bandeiras e flâmulas são padrões de continuação de tendência. Ambas possuem características semelhantes:

São formações, em geral, de curta duração (1 a 3 semanas) que surgem com mais freqüência em fases de subidas ou de quedas mais bruscas. O volume durante a formação tende a se reduzir, aumentando novamente no ponto de corte. A diferença fundamental entre uma bandeira e uma flâmula é o formato do padrão corretivo da formação. Observe nas figuras abaixo que a bandeira é semelhante a um retângulo (podendo ter inclinação), enquanto que a flâmula é uma bandeira pontiaguda, lembrando bastante um triângulo.

ANÁLISE TÉCNICA Bandeiras e Flâmulas Bandeiras e flâmulas são padrões de continuação de tendência. Ambas possuem

Fig. 9.5 – Projeção das Flâmulas e Bandeiras

Normalmente as flâmulas e bandeiras atingem e, na maioria das vezes ultrapassam o seu target. O calculo do target é feito projetando-se o tamanho do mastro, no seu rompimento, tanto para bandeiras, quanto para flâmulas.

Padrões de Reversão

Ombro Cabeça Ombro (OCO)

ANÁLISE TÉCNICA Bandeiras e Flâmulas Bandeiras e flâmulas são padrões de continuação de tendência. Ambas possuem

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O Ombro – Cabeça – Ombro é um dos

mais

importantes

padrões de reversão

de

tendência,

pois

normalmente

 

provoca

a

reversão

de

tendências

primárias. O mercado

forma

um

primeiro

topo

(ombro)

e

retorna à linha base,

chamada

Neckline

(linha

de

pescoço).

46

ANÁLISE TÉCNICA

Desse ponto, uma alta acontece superando o topo anterior e formando a cabeça. Até esse momento o mercado sugere a continuação da alta. Os preços, a partir da cabeça, retornam uma vez mais até a linha de pescoço, sobem novamente, desta vez sob baixo volume de negócios, dando origem ao segundo ombro com tamanho muito semelhante ao primeiro. A perda da linha de pescoço é o momento crítico do padrão. Fig. 9.6 – Projeção no padrão OCO

Os OCO’s indicam reversão de tendência. O padrão da figura acima é um OCO de baixa, mas também existem OCO’s de alta como na figura abaixo.

ANÁLISE TÉCNICA Desse ponto, uma alta acontece superando o topo anterior e formando a cabeça. Até

Uma

das

características mais interessantes do padrão cabeça e

ombros é o alvo de preços que a formação sugere. Mede-se

a

altura

da

cabeça

até

a

linha de pescoço

e

projeta-se

essa

mesma

altura a partir da linha de pescoço na direção de rompimento. A linha vermelha na figura ao lado, mostra, até onde o OCO sugere que os preços subam.

Fig. 9.7 – Projeção no padrão OCO Invertido

No exemplo a seguir temos um gráfico do índice Bovespa na periodicidade diária, mostrando um OCO de reversão de topo. Perceba o comportamento dos volumes negociados em cada uma das etapas do padrão e, como os preços alcançam o target.

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47

ANÁLISE TÉCNICA

ANÁLISE TÉCNICA Fig. 9.8 – Exemplo OCO – IBOV (Índice Bovespa) – Gráfico Linha www.peixepiloto.com 48

Fig. 9.8 – Exemplo OCO – IBOV (Índice Bovespa) – Gráfico Linha

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48

ANÁLISE TÉCNICA

Topos e Fundos Duplos e Triplos

Topos duplos

Topos duplos sinalizam o final de um mercado de alta. Eles são formados quando os preços sobem até atingir um determinado nível, geralmente com volume aumentando durante o percurso e ao atingir esse nível começam um processo de retração com o volume diminuindo. Após a retração, uma nova alta inicia-se até voltar ao nível de preços atingido anteriormente ou bem próximo disso. O volume nesta segunda "viagem" poderá, inclusive, ser menor do que o volume gerado na formação do primeiro topo.

ANÁLISE TÉCNICA Topos e Fundos Duplos e Triplos Topos duplos Topos duplos sinalizam o final de

Na figura ao lado a linha vermelha

representa

duas

vezes a altura do

topo

a

partir

de

sua linha base. O

tamanho da linha

indica um preço-

alvo

para

o

movimento após a reversão. Para uma maior validade, muitas vezes os analistas apreciam certa separação entre os topos de pelo menos duas ou três semanas.

Fig. 9.9 – Topo Duplo

Fundos Duplos

Os fundos duplos possuem as mesmas características que os topos duplos. Claro que se trata do inverso, ou seja, um padrão que indica reversão para uma tendência de alta.

ANÁLISE TÉCNICA Topos e Fundos Duplos e Triplos Topos duplos Topos duplos sinalizam o final de

São

válidos

os

mesmos

conceitos

em

relação ao nível-

alvo

dos preços

após a formação

e

o

tempo

de

duração.

Conforme

os

fundos vão se formando existe, normalmente, um aumento de volume associado, diminuindo na reação de volta até a linha base.

Fig. 9.10 – Topo Duplo

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49

 

ANÁLISE TÉCNICA

   
 

Os topos duplos sinalizam venda, enquanto que os fundos indicam compras. Alguns fatores aumentam a confiabilidade do padrão como o fato de os topos/fundos serem formados em zonas de resistências/suportes importantes.

 

Todos os conceitos vistos para topos e fundos duplos são também válidos para topos e fundos triplos, a única diferença é que são padrões muito mais raros e com um topo ou fundo a mais do que nos casos estudados.

Estatísticas dos padrões

 

PADRÃO

FALHA

TARGET ALCANÇADO

PULLBACK

VARIAÇÃO MÉDIA APÓS

BANDEIRA E FLÂMULA

12.00

(%)

  • 63.00 (%)

  • 15.00 (%)

  • 18.00 (%)

CABEÇA E OMBROS

7.00

(%)

  • 63.00 (%)

  • 45.00 (%)

  • 23.00 (%)

 

CABEÇA E OMBROS INVERTIDOS

5.00

(%)

  • 83.00 (%)

  • 52.00 (%)

  • 38.00 (%)

 

CUNHA ASCENDENTE

6.00

(%)

  • 63.00 (%)

  • 53.00 (%)

  • 19.00 (%)

 

CUNHA DESCENDENTE

2.00

(%)

  • 88.00 (%)

  • 74.00 (%)

  • 43.00 (%)

 

DIA DE REVERSÃO DE FUNDO

17.00

(%)

 
  • 61.00 (%)

  • 26.00 (%)

 

DIA DE REVERSÃO DE TOPO

24.00

(%)

 
  • 71.00 (%)

  • 19.00 (%)

 

FUNDO DUPLO

3.00

(%)

  • 68.00 (%)

  • 68.00 (%)

  • 40.00 (%)

 

FUNDO TRIPLO

4.00

(%)

  • 73.00 (%)

  • 70.00 (%)

  • 38.00 (%)

 

RETÂNGULO EM FUNDO ROMPIMENTO PARA BAIXO

4.00

(%)

  • 65.00 (%)

  • 70.00 (%)

  • 19.00 (%)

 

RETÂNGULO EM FUNDO ROMPIMENTO PARA CIMA

0

(%)

  • 93.00 (%)

  • 61.00 (%)

  • 46.00 (%)

 

RETÂNGULO EM TOPO ROMPIMENTO PRA BAIXO

0

(%)

  • 77.00 (%)

  • 55.00 (%)

  • 20.00 (%)

 

RETÂNGULO EM TOPO ROMPIMENTO PRA CIMA

2.00

(%)

  • 91.00 (%)

  • 53.00 (%)

  • 52.00 (%)

 

TOPO DUPLO

17.00

(%)

  • 39.00 (%)

  • 69.00 (%)

  • 20.00 (%)

 

TOPO TRIPLO

15.00

(%)

  • 47.00 (%)

  • 84.00 (%)

  • 21.00 (%)

 

TRIÂNGULO ASCENDENTE

2.00

(%)

  • 89.00 (%)

  • 58.00 (%)

  • 44.00 (%)

 

TRIÂNGULO DESCENDENTE

4.00

(%)

  • 67.00 (%)

  • 64.00 (%)

  • 19.00 (%)

 

TRIÂNGULO SIMÉTRICO EM FUNDO ROMP. PRA BAIXO

2.00

(%)

  • 57.00 (%)

  • 57.00 (%)

  • 19.00 (%)

 

TRIÂNGULO SIMÉTRICO EM FUNDO ROMP. PRA CIMA

3.00

(%)

  • 79.00 (%)

  • 43.00 (%)

  • 41.00 (%)

 

TRIÂNGULO SIMÉTRICO EM TOPO ROMP. PRA BAIXO

6.00

(%)

  • 62.00 (%)

  • 59.00 (%)

  • 20.00 (%)

 

Fig. 10 – Tabela de Estatística dos principais Padrões

   

A importância do Volume

 

Algumas observações sobre o volume na formação dos padrões não pode ser desprezadas.

 

O volume de negócios na análise de gráfico intraday não tem o mesmo significado na análise dos gráficos diário e semanal. Toda a informação advinda de uma periodicidade mais longa tem muito mais valor em termos de análise técnica.

Sempre que uma ação apresentar aumento significativo de volume com o preço estável, é porque alguma corretora está trabalhando o papel, e isso deve chamar a atenção do trader.

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50

ANÁLISE TÉCNICA

Aumento repentino e acentuado no volume de negócios de um determinado ativo é sinal de que grandes corretoras atuaram e isso não acontece por acaso, as chances de uma movimentação maior são grandes.

A diminuição

do volume

negócios no

de

final

de

uma

congestão significativa,

também

é

sinal

de

que

uma

mudança brusca nos preços está prestes a acontecer.

Se não há volume de negócios, é porque não houve acordo entre compradores e vendedores, demonstrado desinteresse em negociar naquele patamar de preços.

Uma queda no preço acompanhada de grande volume de

negócios

é sinal

comprovação da queda e é provável

de

que o ativo siga em queda perdendo os seus suportes imediatos, o que devera acentuar ainda mais o seu processo de queda, pois uma série de ordens on Stop serão disparadas.

Sempre que houver um rompimento de uma resistência (seja ela formada por: mm, limites de triângulos, retângulos, bandeiras, flâmulas, cunhas etc.), observe se ocorreu com aumento significativo no volume, o acréscimo de volume nos rompimentos, confirmam o mesmo, justificando o posicionamento.

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51

ANÁLISE TÉCNICA

Candlesticks

Background Histórico

Mais ou menos entre 1500 e 1700 o Japão uniu 60 províncias constituindo uma nação. Mesmo com a guerra incessante entre os “daymio’s” (senhores feudais), tentando controlar seus territórios, o comércio prosperava. Os primeiros 100 anos foram chamados de “sengoku jidai”, ou literalmente “era do país em guerra” e três

extraordinários generais: Nobunaga Oda, Hideyoshi Toyotomi, e

Ieyasu Tokugawa, unificaram o país por 40 anos. Por este motivo, todas as terminologias dos Candlesticks são associadas à guerra, por exemplo: “counter attack lines” (linhas de contra ataque).

A estabilidade gerada pela unificação (ou centralização) do país,

criou muitas oportunidades comerciais e com isso

a economia

agrária cresceu, alavancando negócios no século 17 e, em pouco

o mercado japonês envolvia vários sistemas

locais de

tempo,

mercados isolados. O sistema

social era formado

por quatro

segmentos: os soldados, os fazendeiros,

artistas

os

e

os

mercadores.

O mercado de arroz foi institucionalizado e em pouco tempo os preços começaram a ser barganhados. Os cupons de arroz foram os primeiros contratos futuros negociados no mundo, chamados “rice cupons” ou “empty rice”, foram contratos ativamente negociados na época. Neste contexto, surgiu um homem, que em pouco tempo foi reconhecido por seus dons e considerado um “deus dos mercados”, seu nome era Munehisa Homma. Homma mantinha uma base de dados de variações anuais dos preços de arroz e das condições climáticas. Homma acabou virando consultor do governo, por sua habilidade em prever o movimento dos mercados, depois de 100 trades vitoriosos consecutivos.

Construção dos Candles

ANÁLISE TÉCNICA Candlesticks Background Histórico Mais ou menos entre 1500 e 1700 o Japão uniu 60

Fig. 11 – Formação Básica dos Candlesticks

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52

ANÁLISE TÉCNICA

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53

 

ANÁLISE TÉCNICA

 
 

Padrões de Reversão

 

Hammer and Hanging man lines

 
São padrões idênticos se

São

padrões

idênticos

se

 

avaliarmos

do

pondo

de

vista

pictográfico, entretanto, diferem

quanto

à

localização

da

ocorrência.

 

Martelos acontecem nos fundos e enforcados acontecem nos topos.

 

Fig. 11.2 – Martelo

 

O tamanho

da sombra deve

ter

de

duas a quatro vezes

o tamanho

do

 

corpo, e preferencialmente não devem ter sombra superior. Fig. 11.1 – Enforcado

 

Alguns fatores ainda intensificam o padrão. Quanto melhor a relação entre o corpo e a sombra, ou seja, quanto menor o corpo e maior a sombra, mais forte é o padrão. Martelos brancos e enforcados negros tem uma resposta melhor.

 

Bearish and Bullish Engulfing

 

O engolfo

é

uma

combinação

de

dois

Candles

de

cores

 

deferentes que acontecem nas condições abaixo:

 

O mercado

deve estar em tendência

(de alta

ou

de

 

baixa). A segunda vela deve envolver completamente

a

primeira. A segunda vela deve ter a cor oposta à cor da primeira.

 

Entretanto, se em uma subida

 
 
uma vela negra for

uma

vela

negra

for

”engolfada”

por

outra

vela

negra pode indicar reversão

de topo, a recíproca também verdadeira.

é

Fig. 11.4 – Engolfo de alta

 

Existem

ainda

alguns

fatores

 

importantes que devem ser observado, pois aumentam a

credibilidade do padrão:

 

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54

ANÁLISE TÉCNICA

A discrepância entre as velas.

A inclinação da tendência.

Muito volume no segundo dia do engolfo.

A vela maior engloba além da antecessora, velas anteriores.

Fig. 11.3 – Engolfo de Baixa

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55

ANÁLISE TÉCNICA

Dark Cloud Cover

ANÁLISE TÉCNICA Dark Cloud Cover confirmação baixista. Características do padrão : O primeiro dia deste padrão

confirmação baixista.

Características do padrão:

O primeiro

dia deste padrão produz um

corpo de alta forte.

No segundo dia,

os

preços abrem acima

da máxima

do

dia

anterior (gap) com os “bulls” no comando. Entretanto, no fim do segundo dia, o mercado fecha próximo à mínima e penetra bem no corpo do candle do primeiro dia. Quanto maior a penetração

no corpo de alta do primeiro dia, maior a chance de um topo estar ocorrendo. Se o corpo negro do segundo dia não fechar

abaixo da metade

do corpo branco

do

primeiro

devemos

dia

aguardar

uma

Fig. 11.5 – Teto de Nuvens Negras

Significado do dark cloud cover:

O mercado está em tendência de alta. Um “marubuzu” (grande vela cheia e sem sombras) é seguida por um gap de abertura no dia seguinte, até então os “bulls” (compradores) tem controle total da situação. Entretanto o “rally” não continua! Na verdade o mercado fecha próximo ou na mínima penetrando bem no corpo do dia anterior. Nesta situação, os comprados irão repensar suas posições e aqueles que estavam esperando para vender, tem agora uma ótima posição pra colocarem seus “Stops” - na máxima do segundo

dia do “dark cloud cover

Alguns fatores ainda intensificam a importância do dark cloud

cover:

Quanto maior a penetração do fechamento do segundo dia em relação ao primeiro dia, maior será a chance de que um topo esteja ocorrendo. Pense no “dark cloud cover” como um eclipse solar parcial e o padrão de engolfo como um eclipse solar total. Logo, o engolfo é um indicativo de topo mais forte que o “dark cloud cover”. Se um corpo branco de alta ocorre após o “dark cloud cover” e fecha acima da máxima do segundo dia do “dark cloud cover”, pode significar que o padrão deve ser desprezado, pois novo rali poderá acontecer. O tamanho e características da primeira vela (“marubuzu” de alta), e ainda se o corpo do segundo dia do “dark cloud cover” abre acima de uma forte resistência e falha em vencê-la, isto estará provando que os “bulls” estão perdendo o controle e intensifica a importância do padrão.

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56

ANÁLISE TÉCNICA

Se na abertura do segundo dia, após um “gap” de alta, ocorre um aumento expressivo de volume por uma compra desordenada e, mesmo assim, a pressão vendedora supera as compras fechando abaixo dos 50% da longa vela branca anterior, pode significar que muitos novos compradores decidiram embarcar. Provavelmente não vai demorar muito para que esta multidão de novos comprados (e também comprados mais antigos) perceba que a maré já virou. Este alto volume pode ser explicado pelo “buying blow off", onde o mercado tinha ações para oferecer “sells off”, neste caso o grande número de “open interest” pode ser um aviso.

OBS: Como este padrão é relativamente comum, devemos nos ater às suas características e grau de intensidade para não nos equivocarmos quanto à identificação do padrão.

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57

ANÁLISE TÉCNICA

Piercing pattern

Pattern:

Características do padrão Piercing

É

ANÁLISE TÉCNICA Piercing pattern Pattern : Características do padrão Piercing É um padrão de reversão de

um

padrão

de

reversão

de

fundos composto de dois “Candles” em uma tendência de

baixa: um “candle” negro seguido

um “candle”

por

alta,

de

com

gap“ de baixa.

de “piercing

O padrão

que

é

bullish” é análogo ao padrão de

bullish”,

engolfo

que

com

menor intensidade. No “piercing

pattern”, quanto maior a

penetração

no corpo

negro

do

maior a chance

primeiro

dia,

de

ocorrer uma reversão.

Significado do Piercing Pattern:

O mercado está em queda. O “candle” negro, “bearish”, só reforça esta visão. No dia seguinte o mercado abre mais abaixo, inclusive com “gap”. Os “bears” estão vendo o mercado confiante. Mas repentinamente o mercado se recupera, e fecha bem mais alto do que no dia anterior. Os “bears” certamente vão repensar suas posições. Aqueles que estavam esperando para comprar vêem uma boa oportunidade e assim o mercado pode reverter sua tendência.

Fig. 11.6 – Padrão de penetração

Variações do Piercing Pattern:

On neck In neck
On neck
In neck

Thrusting Line

são variações padrão do

são

variações

padrão

do

piercing

pattern”,

não

devem

ser

interpretadas

como padrões de reversão de fundo, pois na verdade,

 

não

atingiram uma

condição

mínima

para

considerarmos

a

condição

altista

(que

seria

o

Fig. 11.6.1 – Variações do Padrão de penetração

As formações “on neck”, “in

neck” e “thrusting line”, que

fechamento acima da metade da vela de baixa anterior).

No caso do “dark cloud cover”, que é o padrão de reversão de topo analogamente inverso, a regra é mais flexível, ou seja, um fechamento abaixo da metade da vela de alta anterior tem implicações negativas e deve ser considerado.

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ANÁLISE TÉCNICA

Stars

ANÁLISE TÉCNICA Stars Uma estrela é um candle com corpo bem pequeno que usualmente tem um

Uma

estrela

é

um

candle

com

corpo bem pequeno que usualmente tem um gap em

relação ao candle que a precede.

Interessante

que

não

haja

interseção

entre

corpo

o

da

estrela e do candle anterior. São

padrões de formação

que

ocorrem normalmente em topos

ou fundos.

cor

A

corpo da

do

estrela não tem importância, uma vez que o encerramento estará

necessariamente

próximo

muito

do valor de abertura.

Como em qualquer padrão de reversão, as estrelas são sinais de reversão mais forte nos topos do que nos fundos e representa sempre a indecisão do mercado, ou seja, um empate na guerra entre os comprados e os vendidos. Quanto menor o corpo da estrela e maiores as sombras da estrela, maior a indecisão. A estrela normalmente é um sinal de que a tendência precedente está acabando. Fig. 11.7 – Estrela

Existem alguns tipos de padrão formados por estrelas, como por exemplo:

Morning Star

Evening Star

Morning and Evening Doji Stars

Shooting Star and Inverted Hammer

The Inverted Hammer

O Doji

ANÁLISE TÉCNICA Stars Uma estrela é um candle com corpo bem pequeno que usualmente tem um

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O que é um Doji?

Doji é uma estrela que tem o fechamento igual, ou praticamente igual à abertura. Representa a indecisão do mercado.

Como determinar a importância de

um Doji?

Uma boa maneira de determinar é olhar para as velas precedentes ao doji. Caso as velas tenham pequenos “real bodies”, a significância do doji é botada em cheque.

59

ANÁLISE TÉCNICA

OBS: Dojis, como as demais sinalizações são mais

poderosas em topos, que em fundos. Normalmente, quando está em um topo, reverte o movimento, e

quando está

em

um

fundo

interrompe

completamente o movimento. Pode reverter ou congestionar. Fig. 11.8 – Tipos de Doji

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60

ANÁLISE TÉCNICA

Morning star

Morning star é um padrão de reversão de fundo e bastam estes dois candles para formar o padrão. Para confirmar é interessante que o terceiro dia seja um longo candle de alta, que penetra bem ou até supera a extensão do longo corpo de queda do primeiro dia.

ANÁLISE TÉCNICA Morning star Morning star é um padrão de reversão de fundo e bastam estes

Características que reforçam o padrão:

Uma estrela da manhã ideal deve ter um gap em relação

ao

candle

anterior

e

o

seguinte, mas

o

gap

inicial

entre o candle de queda e a

estrela é o mais importante.

O

segundo

gap,

entre

a

estrela

e

o

candle de

alta,

não

é tão importante

e

é

raro.

A cor do corpo da estrela, se

de

alta

ou

de

queda,

não

tem

nenhuma

importância,

desde

que

o

corpo

seja

pequeno.

Cenário da morning star:

O mercado está em tendência de queda e vemos uma longa vela negra, os bears estão no comando então, um candle de corpo pequeno surge. Isto significa que os vendedores estão perdendo a capacidade de jogar o mercado mais para baixo. No próximo dia, o longo candle de alta prova que os bulls assumiram o controle.

Fig. 11.9 – Estrela da Manhã

Evening star

ANÁLISE TÉCNICA Morning star Morning star é um padrão de reversão de fundo e bastam estes

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Este padrão

é composto por

três

candles: um marobuzu seguido de

uma estrela e um candle de baixa. Necessita de confirmação com um candle de queda que não tenha feito máxima maior que a máxima do dia da estrela. O quendle de queda preferencialmente deve penetrar bastante no corpo do primeiro candle. Geralmente existe

um gap entre o primeiro candle e a estrela, podendo ou não, ocorrer o segundo gap, que é ideal, mas raro. A cor do candle da estrela não

importa pois necessariamente

o

fechamento e a abertura devem ser

61

ANÁLISE TÉCNICA

valores próximos. Importante mesmo é que é a penetração da terceira vela em relação à primeira vela seja a maior possível.

Outras características que reforçam o padrão são: o tamanho dos gaps entre as velas, o grau de penetração no corpo do primeiro

candle, o comportamento do volume, que normalmente é baixo no

dia do primeiro dia e alto no terceiro dia, mostrando uma redução da força compradora e um aumento da força vendedora, e por último a sua ocorrência em cima de uma forte resistência.

Fig. 11.10 – Estrela da Tarde

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62

ANÁLISE TÉCNICA

Existem ainda as morning and evening doji stars que são padrões similares aos anteriores com uma particularidade adicional: A estrela que forma o padrão é um Doji. Naturalmente são padrões mais fortes que os citados anteriormente. De qualquer forma, para todos os tipos de estrelas da manhã e da tarde, vale fazer uma analogia com as luzes do semáforo, sendo que a estrela é o “amarelo”.

Abandoned baby

O na
O
na

bebê

abandonado,

pode

ser

um

padrão

de

reversão

de

topo

ou

fundo.

É

um

de morning and

tipo

evening doji stars aonde além do doji

composição da formação, não há intercessão, nem mesmo entre as sombras. Este sinal é muito raro, mas extremamente confiável como um sinal de topo.

Fig. 11.11 – Bebê Abandonado de alta

Shooting star

ANÁLISE TÉCNICA Existem ainda as morning and evening doji stars que são padrões similares aos anteriores

Uma

shooting

star

é

um dos

padrões de reverão de topo mais

confiáveis que existe e é

também

freqüente.

muito

É

composto basicamente por dois

Candles e, como nas outras

estrelas,

não

importa

cor

a

da

vela, e sim que tenha uma longa sombra superior. A shooting star

nos

diz

que

o mercado

abriu

próximo à mínima, depois fez um forte rally e finalmente enfraqueceu fechando próximo à abertura. Em outras palavras, o rally não pôde ser sustentado. Uma shooting star ideal tem um

gap de alta entre o candle anterior

e o corpo da shooting star,

entretanto este gap não é imprescindível. Outra característica

importante é que a shooting star ideal também

não deve

ter

sombra inferior, entretanto uma pequena sombra é tolerável.

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63

ANÁLISE TÉCNICA

Fig. 11.12 – Estrela Cadente

Reforçam O Padrão Shooting Star:

Incremento de volume no dia da shooting star ou ao menos

nos dias anterior e posterior a shooting star. O fato de ela acontecer próxima ou em cima de uma forte

resistência. Quanto maior for a sombra superior em relação ao corpo, mais intenso é o padrão.

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ANÁLISE TÉCNICA

Inverted hammer

Este padrão, como a Shooting star, possui corpo pequeno e uma

longa sombra superior. O Inverted Hammer e a Shootting Star,

apesar

de

parecidos

do

ponto

de

vista

características diferentes, pois:

pictográfico,

tem

Shooting Star é um padrão de reversão de topo.

O Inverted Hammer é um padrão de reversão de fundo.

Assim como

o martelo regular,

o martelo

bullish

invertido

é

um

sinal

após

uma

queda,

ANÁLISE TÉCNICA Inverted hammer Este padrão, como a Shooting star , possui corpo pequeno e uma

ainda que de menor intensidade. A cor do corpo

do martelo invertido não faz

diferença,

ainda

que

preferencialmente

seja

branco. É importante esperar

por

confirmação

uma

da

reversão no dia seguinte. Se

gap de

ocorrer

um

alta

em

relação ao martelo invertido

e o próximo candle, esta será

uma

confirmação

forte

da

possível

reversão

de

tendência.

O

martelo

invertido é mais

raro que

o

martelo regular e tem menos

intensidade como padrão de reversão.

Outras características que reforçam o padrão são:

Incremento de volume no dia do martelo invertido ou ao menos, nos dias anteriores e posteriores ao padrão, sua ocorrência próximo ou em cima de um forte suporte e, naturalmente, o fato de acontecer um gap de alta entre o martelo invertido e o próximo candle. (quanto maior este gap melhor). O tamanho do corpo em relação à sua sombra.

Fig. 11.13 – Martelo Invertido

Cenário:

Porque o martelo invertido requer confirmação no dia seguinte, ao contrário do martelo regular?

A variação de preços que forma o martelo invertido parece ser bearish na sua essência. O mercado abre próximo ou na mínima e depois sobe em um rally. Mas os bulls não têm forças para sustentar o mercado lá em cima e os preços desabam e fecham próximos à mínima do dia. Parece demonstrar fraqueza, mas se o próximo candle abre acima do corpo do martelo invertido, significa que aqueles que venderam na abertura ou fechamento do martelo invertido estão perdendo

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65

ANÁLISE TÉCNICA

dinheiro. Quanto mais tempo o mercado se sustentar acima do corpo do martelo invertido no dia seguinte, maior a chance que estes vendidos cubram suas operações impulsionando o mercado ainda mais para cima.

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66

ANÁLISE TÉCNICA

Spinning Tops

ANÁLISE TÉCNICA Spinning Tops com o doji . Características das Spinning Tops: Candles São de corpo

com o doji.

Características das Spinning Tops:

Candles

São

de

corpo

pequeno

e

normalmente

com

sombras

inferiores

e

superiores, geralmente tem o significado de

consolidação quando não há tendência

e

potencial

sinal

de

reversão

quando em

tendência. São muito similares ao doji, ou seja, quanto mais a abertura se aproxima do fechamento, mais o spinning top, se parece

Fig. 11.14 – Spinning Top

Harami

ANÁLISE TÉCNICA Spinning Tops com o doji . Características das Spinning Tops: Candles São de corpo

O padrão

Harami consiste de um

pequeno que está

candle de corpo

totalmente

contido

dentro

de

um

candle anterior. Harami é uma palavra

antiga

japonês

em

que significa

gravidez.

O harami é praticamente o contrário

do padrão de engolfo e não é usualmente um padrão de reversão tão significativo como, por exemplo, o

martelo,

o enforcado

ou

padrão de engolfo.

o

próprio

Pense sempre no Harami como uma “freada” da tendência corrente. Ele representa uma disparidade na saúde do mercado. Existe uma forma especial de Harami, que possui intensidade maior, que é o Harami Cross citado logo abaixo.

Fig. 11.15 – Harami de Fundo

Depois

tendência de

uma

de

ou baixa,

um candle longo

é

seguido por um pequeno

candle de indecisão.

Isto

 

mostra que a força precedente

diminuiu

naquele

menos

(ao

instante),

ensejando

uma

possível reversão de tendência.

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alta

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ANÁLISE TÉCNICA

Importante que haja incremento de volume nos dias do harami,

especialmente no dia do pequeno

candle.

O

fato

de

padrão

o

acontecer próximo

ou

em cima