Ministério Público do Estado de Mato Grosso 9ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa

Missão: Defender o regime democrático, a ordem jurídica e os interesses sociais e individuais indisponíveis, buscando a justiça social e o pleno exercício da cidadania.

EXCELENTÍSSI MO SEN HOR DOUTOR JUIZ DE DIREI TO DA VARA ESPECI ALIZADA EM AÇÃO CIVIL PÚBL ICA E AÇÃO POPUL AR DA CAPITAL .

O MINISTÉR IO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO , pelo Promotor de Justiça abaixo assinado, no exercício de suas atribuições legais, legitimado pelos arts. 127 e 129, inciso III, da Constituição Federal, art. 103 da Constituição Estadual, art. 1º da Lei Complementar Estadual nº 27/93, arts. 25 inciso IV, letra “ b”, 26, inciso I e 29, inciso VIII, da Lei nº 8.625/93-LONMP e com fundamento na Lei Federal nº 7.347/85 – ACP, vem perante Vossa Excelência propor a presente AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPR O BI DADE ADMINISTRATIVA C/C PEDIDO DE RESS ARCIMENTO DE DAN O S AO ERÁRI O em desfavor de:

TÁSSIA FABIANA BARBOSA DE LI MA , brasileira, servidora
pública, nascida em 30/01/1985, inscrita do CPF sob o nº 011.010.101-42, com endereço à Avenida Presidente Marques, 745, Aptº 1101, Cuiabá/MT;
Avenida Desembargador Milton Figueiredo Ferreira Mendes, s/nº, Setor D, Edifício do Ministério Público, Centro Político Administrativo - Fones/FAX: (65) 3611-0603 -C E P 7 8 . 0 4 9 - 9 2 8 – C u i a b á - M T
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JOSÉ GERALDO RIVA, brasileiro, Deputado Estadual, exercendo atualmente a Presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, portador da carteira de identidade RG n° 297.707 SSP-MT, devidamente inscrito no CPF/MF sob o n° 387.539.109-82, nascido em Guaçuí-ES, em data de 08/04/59, filho de Daury Riva e Maria Pirovani Riva, ende reço resid encial à Rua Estevão de Mendonça, nº 199, Edifício Giardino de Roma, Bairro Goiabeiras, em Cuiabá, MT e endereço de trabal ho à ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MATO GROSSO, situada à Avenida André Antônio Maggi, nº 06, Centro Político Administrativo, Cuiabá/MT, CEP 78049-901 SÉRGI O RICARDO DE AL MEIDA, brasileiro, Conselheiro do

Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, devidamente inscrito no CPF/MF sob o nº 334.697.509-63, nascido na data de 06/12/1958, filho de Doroti Argenton Almeida, com endereço res idenci al à Rua Tenente Alcides Duarte de sousa, nº 421, Aptº 1.602, Toscana, duque de Caxias I, em Cuiabá-MT e com e ndereço profissi onal no TRIBU NAL DE CONTAS DO ESTADO DE MATO GROSSO , situado à Rua Conselheiro Benjamin Duarte Monteiro, s/n, Centro Político Administrativo, Cuiabá/MT, CEP 78049-915 ; pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

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1 – DOS FATO S : A apurados início em no presente CIVIL ação funda-se SIMP nos fatos

INQUÉRITO de

PÚBLICO

000026pelo

023/2008, cuja cópia instrui os presentes autos, que teve decorrência representação formulada

Movime nto Org anizad o pela Morali dade Pública e Cidadania MORAL noticiando que TÁSSIA FABIANA BARBOS A DE LI MA, filha do então Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, JOSÉ JURANDIR DE LIMA, ocupava correspondente recebendo exercício de função ao pública sem cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Estado sem o específica, a devida proventos relativos cargo

contraprestação laboral, dando origem à conhecida figura de “FUNCIONÁRIO FANTASMA”, uma vez que a servidora cursava Medicina Veterinária na UNIC – Universidade de Cuiabá em período integral. 1.1 – DOS CARGOS PÚBLICOS OCU PADO S As provas produzidas no Inquérito Civil demonstraram que, de fato, TÁSSIA FABIANA BARBOS A DE LIMA ocupou cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, tendo sido nomeada, pela primeira vez, para o cargo de Assessora Adjunta da Presidência,

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exerce ndo- o a p artir de 01/02/2 006 . Posteriormente, por atos sucessivos da Mesa Diretora, foi novamente nomeada para o mesmo cargo em 01/02/2007, depois para o cargo de Coordenadora de Debates SSL em 01/09/07 e, finalmente, para o cargo de Coordenadora de Expediente da Secretaria de Serviços Legislativos, a partir de 01/02/09.

Os

detalhes

dessas

nomeações

encontram-se no quadro abaixo reproduzido (fls. 82):

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Como se percebe, a partir de fevereiro de 2006 essa servidora sempre esteve nomeada para cargo em comissão junto à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso. E segundo a Lei Estadual Nº 7.860, de

19 de dezembro de 2002, que trata do plano de cargos, carreira e salários da Assembleia Legislativa, os cargos em comissão daquela Casa Legislativa tem sua carga horária semanal estabelecida em 40 horas semanais. Confira-se (sem grifo no original): Art. 34 A jornada de trabalho dos cargos comissionados da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso é de 40 (quarenta) horas semanais.

1.2 – DOS COMPROMISSOS ESTUDAN TI S No que se refere à sua vida estudantil, conforme FABIANA se infere dos documentos iniciou no o encaminhados curso de pela instituição de ensino UNIC – Universidade de Cuiabá, TÁSSIA BARBOS A naquela DE LIMA Med icina de Veteri nária instituição segun do s emest re

2006 , havendo informações de que prosseguiu nesse curso pelo menos até o fim do segundo semestre do ano de 2010.

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Embora seja de conhecimento público, registre-se que o curso de Medicina Veterin ária , frequentado pela requerida, exigia dedicação em período integral, conforme, inclusive, prevê o próprio contrato celebrado entre a aluna e a instituição de ensino, cuja cópia se encontra acostada a fls. 36 (parte reproduzida abaixo).

Aliás, a Estrutura Curricular (fls. 37/39) e o QU ADRO DE (fls. HORÁRIO 58/73), DO CURSO DE MEDICINA UNIC, VETERINÁRIA encaminhados pela

comprovam que, de fato, o curso exigia dedicação em período integral, impossibilitando à requerida o exercício pleno dos cargos em comissão para os quais encontrou-se concomitantemente nomeada ao longo do tempo, que exigiam dedicação semanal de 40 (quarenta) horas. É o que adiante será insofismavelmente demonstrado.

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1.3 - DA ABSOLUTA INCOMPATIBILIDADE DE HO RÁR I O S Como já mencionado anteriormente, a REQUER IDA foi inicialmente nomeada para exercício de cargo em comissão perante a Assembleia Legislativa a par tir de 01/02/200 6 .

Iniciou o curso de Me dicin a Vet erinári a no segundo semestre de 2006, mais precisamente em 01/08/ 2006 , visto que o segundo semestre letivo naquela instituição inicia-se regularmente nessa data, consoante se constata do documento de fls. 35 - “Relação de faltas por aluno – período 2008/2 – Geral” - onde consta que o segundo semestre letivo na UNIC se inicia em agosto. Significa, portanto, que a partir de 01 de agosto de 2006 até a conclusão do curso acumulou ambas atividades, sendo esse o período que será analisado. Saliente-se, contudo, que a análise dos tempos possíveis de serem despendidos aos compromissos estudantis e de trabalho se restringirá aos dias e horários de possível expediente da Assembleia Legislativa, ou seja, de segund a a sexta-f eira, d as 07h30m às 18h00m, até mesmo porque, conforme se dessume do QUADRO DE HORÁRIO DO

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CURSO DE MEDICINA VETER INÁRIA (fls. 58/73), as disciplinas desse curso foram praticamente todas ministradas nesse mesmo período.

No

que

respeita

aos

compromissos

estudantis da requerida e o tempo necessário de dedicação a eles, dois documentos obtidos junto à UNIVERSIDADE DE CUIABÁ – UNIC serão analisados: a ES TRUTURA CURRI CUL AR DO CURS O DE MEDICINA VETERI NÁRIA , cuja cópia se encontra a fls. 37/39 , e os QUADROS DE HORÁRIOS das disciplinas cursadas pelo requerida nos diversos semestres em que frequentou o curso, que se encontram juntados a fls. 78/81 . No primeiro, a ESTRUTURA

CURRICUL AR DO CURS O DE MEDICIN A VETERINÁRI A, consta toda a carga horária semestral desse curso ao longo dos dez (10) semestre s . Pois bem. Sabendo-se que a carga

horária semestral informada na ESTR UTURA CURRICU LAR é ministrada em apenas 05 meses por semestre (fevereiro/junho - agosto/dezembro), distribuindo-se a carga horária indicada na estrutura curricular do curso pelo número de semanas de um semestre letivo (cinco meses = 21 semanas) , tem-se a seguinte carga horária semanal:
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CURSO DE M EDICINA VETERINÁRIA – UNIC CARGA CARGA HORÁRIA SEM ANAL SEMESTRE HORARIA (21 SEMANAS/SEMESTRE) SEMESTRAL 1º Semestre 342 16,29 2º Semestre 450 21,43 3º Semestre 450 21,43 4º Semestre 522 24,86 5º Semestre 414 19,71 6º Semestre 414 19,71 7º Semestre 540 25,71 8º Semestre 540 25,71 9º Semestre 960 45,71

Importante relembrar, a propósito, que praticamente toda essa carga horária foi cumprida em período coincidente 18h00m, o com que o expediente ser normal nos da Assembleia DE Legislativa, ou seja, de segunda a sexta-feira, entre 07h30m e pode conferido QUADRO S HORÁRIOS de fls. 78/81. Conforme aluno regular exercer qualquer se antevê, a estrutura que lhe

curricular desse curso já informa que seria impossível a um outra atividade exigisse 40 horas semanais entre 07h30m e 18h00m, de segunda a sexta-feira, como é o caso do expediente da Assembleia Legislativa.

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A conta é simples: os cinco dias úteis da semana, considerado o intervalo diário entre 07h30m e 18h00m em que ambas as atividades são exercidas (10 horas e meia), comportam intervalo 52h30m para semanais. descanso, Abatendo -se refeições o e necessário

deslocamentos, de 2,5 horas (duas horas e meia) por dia, que totalizam 12,5 horas (doze horas e meia) semanais, sobram apenas 40 horas por semana para atividades profissionais e estudantis a serem desenvolvidas no horário comercial. Abatendo-se, daí, as horas consumidas com os compromissos estudantis – que, na hipótese, variou entre 16 e 45 horas, não é preciso nenhum esforço para se concluir pela impossibilidade de cumulação. Mas, corroborando a conclusão acima, de uma detida em análise que dos QUADR OS o DE HORÁRIO S das curso, detectou-se, disciplinas efetivamente cursadas pela requerida nos diversos semestres frequentou definitivamente, a incompatibilidade antes presumida. É o que se observa dos demonstrativos elaborados a partir dessas informações, que se encontram juntados a fls. 78/81.

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Para maior clareza, reproduz-se, abaixo, o demonstrativo juntado a fls. 78, que é uma síntese dos demais e contem um resumo de 9 semestres do curso:
R ESUMO D A DO S S EMANA IS

D E MON ST R AT I VO D E H O R AS SE MAN AI S D IS P ON ÍV EI S PAR A T R AB AL H O

2006 DADOS SEMANAIS

2007

2008

2009

2010

2º 1º 2º 1º 2º 1º 2º 1º 2º SEMESTRE SEMESTRE SEMESTRE SEMESTRE SEMESTRE SEMESTRE SEMESTRE SEMESTRE SEMESTRE TEMPO EM AULA 22:10 25:50 26:30 26:20 27:20 25:40 26:40 35:50 36:50

INTERVALO ALMOÇO/DESCANSO

12:30

12:30

10:00

11:40

12:30

12:30

11:40

11:40

11:40

DISPONÍVEL P/ TRABALHO

17:50

14:10

16:00

14:30

12:40

14:20

14:10

05:00

04:00

OBS: - Pa r a os cá l cu l os a c i m a for a m con si der a da s a pe n a s a s a t i vi d a des desen vol vi da s d e segu n da a sext a -fei r a , da s 07h 30 m a t é a s 18 h 00m , que per fa z em 52h 30m sem a n a i s .

Incontestável, pois, que a requerida não honrou a carga horária do cargo para o qual fora nomeada, donde correto concluir que, conforme a denúncia sinalizava, tratou-se de uma funcionária “fantasma” da Casa Legislativa do Estado de Mato Grosso. A conclusão é óbvia, já que o fato de ter concluído o curso é prova suficiente de que teve a frequência necessária e, sendo incompatíveis os horários dos dois compromissos, a conclusão lógica é que, se frequentou um, não frequentou o outro.
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Daí que, tendo recebido vencimentos sem a contraprestação do seu labor, a requerida e também todos aqueles que foram cúmplices, coniventes ou omissos, não só causaram dano ao erário, como praticaram ato de improbidade administrativa, passíveis, portanto, de serem sancionados pela ilicitude de seus atos.

2 – DOS RESPONS ÁVEI S Já foi afirmado – e demonstrado –

alhures quais os CAR GOS OCUPADOS por TÁSSIA FABIANA BARBOS A DE LIMA durante o período em que cursou MEDICINA VETERINÁRIA na UNIC. Relembremos:

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Tratando do P lano de Cargos, Carreira e Salários da Assembleia Legislativa , a Lei Estadual Nº 7.860, de 19 de dezembro de 2002, refere-se a esses cargos no seu artigo 3º, verbis:

A r t . 3º A Pr e si dên ci a do Poder Legi sl a t i vo, com a t r i bui ções con t i da s n o a r t . 30 e se gui n t es do Re gi m en t o In t er n o, con st i t ui r-se-á dos seg ui n t es órgã os e sua s r espect i va s est r u t u r a s :

a ) Auxi l i a r e s : (. . . ) V - Assessor i a : (. . . ) - 20 Asse ssore s Adjuntos da Pre si d ê n c i a ; b) Adm i n i st r a t i vos : (. . . ) II - Secr et a r i a de Ser vi ços Legi sl a t i vos : (. . . ) - 01 Coor de nador de De b a t e s ; (. . . ) - 01 Coor de nador de Expe di e n t e ; (. . . ) III - Secr et a r i a de Im pr e n s a : (. . . )

Como se verifica, os cargos por ela ocupados ao longo de toda a sua vida funcional perante a Assembleia vinculados diretamente Presidente. Legislativa à eram, às todos, rotinas não Casa das só de diretamente Leis, como do Presidência relacionados daquela

atividades

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Mas, além da estreita relação com a rotina da presidência, observa-se que os atos de nomeação foram, cada um a seu tempo, também assinados pelos respectivos Presidentes da Casa Legislativa. Ora, dada a afinidade e proximidade das funções do cargo ocupado pela requerida com as funções do Presidente da Mesa Diretora, a ausência deliberada e constante da servidora no exercício de suas funções não poderia, jamais, deixar de ser notada pelo chefe hierárquico. Disso, então, somente uma conclusão é possível extrair: o Presidente que a nomeou ao tempo em que frequentava o curso de Medicina Veterinária não só tinha conhecimento de que ela não comparecia ao trabalho, como consentia com a irregularidade e a acobertava. Assim, importa o registro de que, no período em que a requerida ocupou tais cargos, a Assembleia Legislativa foi dirigida por três presidentes distintos, a saber:
S I LVAL DA C U NH A B AR B O S A – S É R G I O R I C AR DO DE AL M E I DA J O S É G E RAL DO R I VA: 01/02/05 a 31/1 2 / 0 6 01/02/07 a 31/01 / 0 9 01/02/09 a 31/01 / 1 1 01/02/11 a 3 1 / 0 1 / 1 3

• • •

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A desses gestores.

partir

dessas

informações,

analisemos as responsabilidades e envolvimento de cada um

No que respeita a SILVAL DA CUNHA BARBOS A – Presidente de 01/02/05 a 31/12/06 (data em que assumiu o cargo de vice-governador) –, o presidente que a nomeou pela primeira vez para o cargo de Assess ora Ad junta da Pres idênci a, merece registro o fato de que ao tempo dessa nomeação, ocorrida em 08/03/2006, a requerida ainda não havia iniciado seu curso, vez que somente o iniciou em 01/08/2006, de modo que não havia incompatibilidade de horários.

Assim, sob a gestão desse Presidente, a incompatibilidade perdurou entre 01/08/2006 e 31/12/2006. Todavia, como deixou o cargo em 31/12/2006, eventual ato de improbidade já teria sido atingido pelo instituto da prescrição, por já ter transcorrido mais de 5 (cinco) anos do fato. De qualquer forma, conquanto haja indícios, o curto período sob essa gestão em mesmo período, não que a irregularidade persistiu aliado ao em nos campanha permite para o cargo de vicede notório fato de que o gestor em questão se encontrava, nesse governador, uma conclusão estreme

dúvida acerca da sua conivência ao ponto de lhe imputar ato de improbidade.
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Contrária, contudo, é a conclusão sobre SÉRGIO RICARDO DE ALMEIDA e JOSÉ GERALDO R I VA. O tendo nomeado da de a primeiro – SÉRGI O o cargo RICAR DO de DE

ALMEIDA -, exerceu a presidência de 01/02/07 a 31/01/09, requerida em para Ass essora do de Adjun ta o cargo Pre sidência 01/02/2007, de Debate s exonerando-a da S ecret aria

cargo em 30/08/07 e nomeando-a novamente em seguida para Coordenadora Serviços Legi slati vos a partir de 01/09/07, onde permaneceu até 31/01/09. O segundo – J OSÉ GERALDO RIVA –

exerceu a presidência da Assembleia Legislativa a partir de 01/02/09, cargo em que se encontra até a data atual, no curso do qual nomeou a requerida para o cargo de Coordenadora de Expedi ente da Secretari a de Servi ços Legislativos a partir de 01/02/09, onde permaneceu até ser exonerada, em data a ser apurada. Como tais cargos são diretamente

vinculados à Presidência da Mesa Diretora e e as funções desempenhadas por seus exercentes são intimamente ligadas à da Presidência, não há a menor dúvida de que ambos consentiram, sem trabalhar. deliberadamente, que a requerida recebesse

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Oportuno consignar que responderam espaço dúvida, de já interinamente tempo, que, não pela Presidência, estão de não sendo terem

aqueles que por breve como

relacionados sido a

responsáveis, posto ser razoável conceder-lhes o benefício da além autoridade nomeante, também é razoável supor não terem se apercebido da ausência da servidora, dada a efemeridade do exercício do cargo da Presidência.

3 – DO DIREI TO O atribuir aos que artigo 9º, caput, sem a da Lei de dos

Improbidade Administrativa – Lei nº 8429/92 – é claro em aceitam cargos prestação respectivos serviços a condição de agente ímprobo, hipótese na qual se enquadra a requerida:
“A rt. 9.º C o n sti tu i a to de i mp ro b i d a d e a d mi n i stra ti va

i mp o rt a n d o en ri q u ec i men to i l í ci to a u fe ri r q u a l q u er t i p o d e va n ta g em p a tri mo n i a l i n d evi d a em ra z ã o d o exerc í ci o d e ca rg o , mandato, fu n çã o , emp re g o no a r t. ou 1º a ti vi d a d e d esta Lei , nas e en ti d a d es men ci o n a d a s

n o ta d a men t e : (...) ”

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Na aqueles que e foram que, demandada

outra

ponta sob

da

ilicitude comando

estão da direto,

responsáveis tendo-a

pelas seu

nomeações

mantiveram sua contratação mesmo sabendo que não havia a contraprestação dos serviços inerentes ao cargo pelo qual lhe eram pagos já os respectivos e vencimentos. comprovado Nessa situação, estão conforme demonstrado alhures,

SÉRGIO RICAR DO DE ALMEIDA e JOSÉ GERALDO RIVA, que, com essa conduta, concorreram de qualquer modo para o enriquecimento ilícito da demandada, cofres públicos. Os Depu tados SÉRGI O RICARGO DE quando no exercício da mantiveram o pacto atos de e nomeação ligados à novos gerando prejuízo aos

ALMEIDA e JOSÉ GERALDO RIVA, laboral da servidora em cargos mediante

Presid ência da Assemb leia Legislativa, lotando-a diretamente

vinculados

Presidência, dispensando-a da contraprestação do serviços. Tratando de condutas desse naipe,

estabelecem os arts. 10 e 11, da Lei 8.429/92:
A r t. 1 0 . Co n s ti tu i a to d e i mp ro b i d a d e a d mi n i stra ti va q u e ca u sa l esã o a o erá ri o q u a l q u er a çã o o u o mi ssã o , d o l o sa ou cu l p o sa , que en sej e p erd a p a tri mo n i a l , d esvi o , a p ro p ri a çã o , ma l b a ra ta me n to o u d i l a p i d a çã o d o s b en s o u h a veres d a s e n ti d a d es refer i d a s n o a rt. 1 º d e sta l ei , e n o ta d a men t e :

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A r t. 1 1 . Co n s ti tu i a to d e i mp ro b i d a d e a d mi n i stra ti va q u e a ten ta co n t ra a çã o os ou p ri n cí p i o s o mi ssã o da que a d mi n i stra ç ã o viole os p ú b l i ca de às qualquer d everes l ea l d a d e

h o n esti d a d e, i mp a rci a l i d a d e, l e g a l i d a d e, e i n sti tu i çõ es, e n o ta d a me n t e :

Em

situação

análoga,

o

Superior

Tribunal de Justiça assim decidiu:
EMENTA:
1. Açã o IMPR OBIDA DE C i vi l por Pú b l i ca a q u el e, A DMINI S T RAT IVA. por sem i mp ro b i d a d e a ssu mi r AÇ ÃO CIV I L

PÚ BLICA. "FU NCIONÁ RIO FA NTA S M A " . a d mi n i st ra ti va as co n tra Prefei to e mo to r i sta . E st e fo i n o me a d o em ca rg o d e co mi ss ã o efeti va men te fu n çõ es. In ci d ên ci a d o s a rts. 1 0 e 1 1 d a Lei 8 . 4 2 9 / 1 9 9 2 . 2 . Fo i d emo n s tra d o q u e o mo to ri st a cu mp r i a 4 4 h o ra s sema n a i s em l o téri c a , o que o a fa sta v a do d esen v o l vi me n to re g u l a r d e su a s a ti vi d a d es n o p erí o d o em q u e d e l e se esp e ra d i sp o n i b i l i d a d e p a ra o servi ço p ú b l i co. O tr a b a l h o n o s fi n a i s d e sema n a o u em h o rá ri o s esp eci a i s n ã o el i d e a rep ro va b i l i d a d e d a c o n d u t a . 3 . O Tri b u n a l d e o ri g em e n ten d eu q u e a cu mu l a çã o d e emp re g o s e a fl ex i b i l i z a çã o d e h o rá r i o s ca ra c teri za r i a m mera i rreg u l a r i d a d e p ri n cí p i o a d m i n i stra ti va . da mo ra l i d a d e A d eci s ã o aos merece a g en tes refo rm a . O ved a

p ú b l i co s cu m u l a r c a rg o s exerci d o s n o mesmo p erí o d o d o d i a . A i n d a q u e o ca rg o s ej a em co mi s sã o , exi g e- se d o servi d o r a o b ri g a t o ri ed a d e d o tra b a l h o a co n ten to e a efi ci ê n ci a na a ti vi d a d e, co n tra sta n d o co m a mp l a e i rrestri ta fl exi b i l i za çã o d o h o rá ri o d e t r a b a l h o . 4 . Recu rso E sp eci a l p ro v i d o . (RE sp 1204373/SE, Rel . M i n i stro H E RMA N BE NJA MI N, S E G U NDA T U RMA , j u l g a d o em 1 6 /1 2 /2 0 1 0 , DJe 0 2 / 0 3 / 2 0 1 1 )

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Assim,

do

cotejo

entre

os

atos

praticados pelos requeridos e as disposições da Lei 8.429/92,, está perfeitamente caracterizada a prática de improbidade administrativa, estadual, eficiência, demandada. dela decorrendo também, efeitos nocivos ao os da erário

restando, gerando

feridos ilícito

princípios servidora

constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e enriquecimento

Configurado art. 12 da mesma Lei

o

ato

de

improbidade, as quais o

impõem-se àqueles que o praticaram as sanções previstas no 8.429/92, dentre ressarcimento integral do dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, multa civil, etc., conforme a gravidade do ato praticado, que é o que se busca na presente ação. 4 -DO AFASTAMENTO DO CARGO PÚBLICO O administrativa, como se uso de medidas tem por cautelares geral

preparatórias de ação civil pública por ato de improbidade sabe, escopo instrumentalizar o futuro processo principal e proteger a eficácia de suas decisões.
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A própria Lei n.° 8.429/92 disciplinou, em seus arts. 7°, 16 e 20, três espécies de medidas cautelares típicas, quais sejam, indisponibilidade e seqüestro de bens e o afastamento do agente público do exercício do cargo,

emprego ou função, sem prejuízo da remuneração. A possibilidade de afastamento cautelar do agente público se encontra prevista pelo artigo 20, parágrafo único:
A r t 2 0 . A p e rd a d a fu n çã o p ú b l i ca e a s u sp en sã o d o s d i rei to s p o l í ti co s s ó s e ef eti va m co m o trâ n si to em j u l g a d o d a sen ten ça co n d en a tó r i a . Pa r á g r a f o ú n i c o . A a u to ri d a d e j u d i ci a l o u a d mi n i st ra ti v a co mp ete n te p o d erá d etermi n a r o a fa sta men to d o a g e n te p ú b l i co d o exercí ci o d o ca rg o , emp re g o o u fu n çã o , sem p rej u í z o da remu n era çã o , quando a med i d a se fi zer

n ecessá ri a à i n stru çã o p ro ces s u a l .

Emerson de mand ato el etivo , o como vem é

Garcia o

e

Rogério dos

Pacheco após

Alves 1 , tratando do afastamento de Age nte Políti co , dete ntor caso autos, admitirem que tema suscitando intensos debates

doutrinários, concluem:
1

GARCIA, Emerson – Improbidade Administrativa/Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves – 6.ed.rev. E ampl. E atualizada. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011, p. 903.
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Os

a rg u me n to s ser

de

“ s o b era n i a não

popular ”

e

de

que

a

“ esco l h a d o p o vo” , me smo q u a n d o reca i a so b re o í mp ro b o , d eve resp e i ta d a i mp ressi o n a m, p el a uma vez que o a q u el es l eg i ti ma d o s es co l h i d o s s o ci ed a d e p a ra

exercí ci o d o p o d er d e ma n d o e stã o j u n g i d o s, d e fo rm a a té m a i s ri g o ro sa , a o s p ri n cí p i o s rei to res d a a d mi n i st ra çã o p ú b l i ca – mo rm en te o s d e l eg a l i d a d e e mo ra l i d a d e – cu j a v i o l a çã o , p ro n ta e por rep re sen ta re m a u ma d i ssi n to n i a dos en tre a v o n ta d e p o p u l a r e o exercí ci o d o p o d e r, d ev e d efl a g ra r, efi c a zmen t e, i n ci d ê n ci a p re cei to s s a n ci o n a tó ri o s, o q u e p re ssu p õ e , em a l g u ma s h i p ó te ses, o ma n ej o d e p ro vi d ên ci a s ca u tel a re s .

Mais adiante, na mesma obra citada, após discorrem sobre a possibilidade de a medida ser aplicada não só quando necessária à instrução processual, conforme prevê o dispositivo, mas também para prevenir a repetição da conduta reprovável, em garantia concluírem à pela ordem pública administrativa, inobstante impossibilidade

dessa extensão (divergindo de Fábio Medina Osório), admitem a possibilidade de se impor restrição a determinadas funções, como forma de garantia à ordem pública administrativa 2 :

Em

ca so

c o n cre to

ci rcu n s cri to

as

n o ssa s

a t ri b u i ç õ es

f u n ci o n a i s, ti ve mo s a o p o rt u n i d a d e d e su sten ta r, à fa l ta d e ri sco s co n c reto s à i n str u çã o p ro ce ssu a l , a p o ss i b i l i d a d e d e restri ç ã o , co mo f o rma d e g a ra n ti a à o rd em p ú b l i ca
2

Op. citada, p. 906/907
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a d mi n i s tra ti va , d o cí rcu l o d e a tri b u i çõ es d e d eterm i n a d o s s ervi d o res (fi sca i s de ren d a a cu sa d o s de reme ssa de

v u l to sa s q u a n ti a s a o exter i o r), p l ei te a n d o j u d i ci a l men te a p ro i b i çã o do exe rcí ci o de a ti v i d a d e s fi sca l i za tó r i a s de

“ ca mp o” , a s q u a i s , a fi n a l , en sej a ra m o en ri q u eci m en to i l í ci to i n vesti g a d o. S e r i a também possível imaginar a

p o s s i b i l i d a d e d e r e s t r i ç ã o , p o r exe m p l o , a o e xe rc í c i o d e funções admin istrativas de parl amenta r que, na

q u a l i d a d e d e i n t e g r a n t e d a m e s a d i re t o r a d e s u a c a s a legislativa, ten h a co mo a tri b u i çã o a de h o mo l o g a r

p ro ced i men to s l i ci ta tó ri o s. Aq u i si m, seg u n d o p en sa mo s, t o rn a -se p o ssí vel o resg u a rd o da o rd em p ú b l i ca

a d mi n i s tra ti va , a tí t u l o d e p o d er g era l d e ca u tel a , n ã o h a ven d o , p ro p ri a men te , a i mp o s i çã o de u ma sa n ç ã o

a n teci p a d a , o u sej a , o a fa sta m en to d o a g en te d o exerc í ci o do ca rg o , f u n çã o ou mandato el eti v o , ma s apenas a

i mp o si çã o j u d i ci a l d e l i mi te s à p r á ti ca d e d e termi n a d o s a to s (a ti vi d a d es de fi s ca l i z a çã o , h o mo l o g a çã o de

l i ci ta çõ es, etc ), o q u e, i n d u vi d o sa men te, o Ju d i ci á ri o p o d e fa zer.” (sem n eg ri to n o o ri g i n a l )

No caso dos autos, importante destacar que o réu JOSÉ GERALDO RIVA, atual Presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, vem sendo eleito e reeleito Deputado Estadual já há várias legislaturas neste Estado e, reiteradamente, tem sido escolhido por seus pares, alternadamente, para os cargos de Presidente e Secretário daquela Casa de Leis.

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E, em razão de ilícitos praticados no exercício desses cargos administrativos, responde a mais de uma centena de ações nesta Capital, entre civis públicas e penais, das quais 102 (cento e duas) encontram-se

relacionadas em documento anexo, todas por prática de atos lesivos ao patrimônio público com substancial dano ao erário Estadual. Dessas foram de julgadas em primeiro mais grau, de cem ações, quatro no

todas

procedentes essas

sentido de condenar o requerido JOSÉ GERALDO RIVA por ato improbidade administrativa. Em todas quatro condenações, foi também determinado o seu afastamento das funções administrativas e da gestão financeira daquela Casa Legislativa, com, basicamente, os seguintes argumentos:

( …) d ete rmi n o o i m ed i a to a fa sta men to d o co n d en a d o Jo sé G e ra l d o Ri va d o exercí ci o d e su a s fu n çõ e s a d mi n i stra ti va s e d e g es tã o fi n a n cei ra i n e ren te s a o ca rg o p ú b l i co , d e m o d o a i mp ed i r se mel h a n tes d esvi o s e q u a l q u e r ti p o d e o b sta cu l i za çã o d a p resen te d eci s ã o. Reg i stro , a p ro p ó si to , q u e a p resen t e sa n çã o n ã o i n terfe re n a s fu n çõ es p o l í ti co p a rl a me n ta res d a Presi d ên ci a , i n c i d i n d o u n i ca men t e n a s f u n çõ es d everá a d mi n i s tra ti v a s ser, do ca rg o do co n d en a d o , p a ra o que p es so a l men te, i n ti m a d o i m ed i a t o

cu mp ri men to d a p resen te o rd em j u d i c i a l .

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Essas quatro ações e as respectivas sentenças, a propósito, podem ser consultadas no sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, em “CONS ULTA PR OCESSU AL - 1ª In stânci a – Cuiabá Cível” mediante a inserção no campo “Pesquisa” dos respectivos códigos de identificação constantes do quadro abaixo:

Número da Apelação no TJ 2867/2011 121201/2010 19615/2011 30107/2011

Número da Código da VACP VACP – 1º grau – 1º grau 188/2008 239/2008 206/2008 307/2008 275231 274996 235004 234466

E, dessas sentenças, três encontram-se em grau de apelação ao juízo de segundo grau e a outra já foi apreciada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, tendo sido confirmada em sua totalidade e por unanimidade dos julgadores. Trata-se ação 239/2008, código 274996, cujo recurso de apelação de número 121201/2010 foi apreciado, tendo recebido a seguinte decisão:

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E M E N T A: A P E L AÇÃ O CÍV E L - IMPRO BIDA DE A DMINI S T RAT I VA- FORO P OR P RE RROG AT IVA DE FU NÇÃ O I NE XIS T Ê NCIA INS TÂ NCIA PA RCIA L IDA DE D O JU LG A DOR DE P RIME IRA

E XCE ÇÃO DE S U S P E IÇÃO JU L G A DA IMPRO CE DE NT E - NÃO CO NH E CIM E NT O – A G E NT E S POLÍ T ICOS - S U BMIS S ÃO AO S D ITA ME S DA LE I Nº 8 .4 2 9 /9 2 - CE RCE A ME NT O DE DE F E S A CO MPROVAÇÃO D OCU ME NTA L DA E XI S T Ê NCIA DE L ICITA ÇÃO DE PROVA DE DE S N E CE S S I DA DE RE A LIZAÇ ÃO

A U DIÊ NC IA - IMP ROBIDA D E A DMI NIS T RAT IVA - PR OCE S S O LI CITAT ÓRIO INE XIS T E NT E - DE S V IO D E DINH E IR O PÚ BLIC O - CONFIG U RAÇÃ O. Não há que se fa l a r em a çã o de i mp ro b i d a d e a d mi n i stra ti va d e fo ro p o r p rerro g a ti va d e f u n ç ã o . E xceçã o d e s u sp ei ç ã o j u l g a d a i mp ro ced en t e, i mp ed e o co n h eci m en to d e p rel i mi n a r d e n u l i d a d e d e j u l g a men to p o r p a rci a l i d a d e d o J u i z . A Lei n º . 8 .4 2 9 / 9 2 , d e 2 d e j u n h o d e 1 9 9 2 , é a p l i cá vel a o s a g en tes p o l í ti c o s . Qu a n d o n ã o h á n ecessi d a d e d e rea l i za çã o d e a u d i ên c i a d e i n stru çã o , j á q u e a exi stên ci a d e p ro cess o l i ci ta tó ri o é p ro va d a co m d o c u men to s , n ã o c o m p ro v a teste mu n h a l , co n si d era -se l eg í ti mo o j u l g a men to a n teci p a d o d a l i d e . Co n fi g u r a -se a t o d e i mp ro b i d a d e a d mi n i stra t i va o d es vi o de d i n h ei ro p ú b l i co , a p re texto de p a g a men to de p seu d o cred o r, d eco rren te d e l i ci ta çã o n ã o re a l i z a d a . Prel i mi n a r d e n u l i d a d e d e j u l g a m en to p o r p a rci a l i d a d e d o J u i z n ã o c o n h eci d a , e a s d e ma i s, rej ei ta d a s. Rec u rso s n ã o p ro vi d o s . (QU A RTA – C Â MA RA De s. CÍV E L Lu i z A P E L AÇÃ O da C o sta Nº – 121201/2010 Rel a to r Ca rl o s

D .O.1 3 . 0 7 .2 0 1 2 - CL A S S E CNJ - 1 9 8 - C OMA RC A C A PITA L Da ta d e Ju l g a men to : 1 9 -0 6 - 2 0 1 2 )

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Missão: Defender o regime democrático, a ordem jurídica e os interesses sociais e individuais indisponíveis, buscando a justiça social e o pleno exercício da cidadania.

Observe-se

que

dessa

decisão

condenatória proferida por órgão judicial colegiado decorre a inelegibilidade do requerido (art. 1º, I, e, da LC 64/90), de modo que nessa condição sequer poderia se candidatar ao cargo de Deputado Estadual, estando, hoje, na condição daquilo que se convencionou chamar “FICHA SUJA”.

Além desses processos, constam ainda contra o requerido várias decisões proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça no sentido da indisponibilidade dos seus bens, confirmando ou concedendo liminar em ações civis públicas com alegação de dano ao erário, como a abaixo, proferida no Resp 110.772/MT:
P ROCE S S U A L C IV IL E A DMIN IS T RAT I VO. RE CON S IDE RAÇ ÃO DA BE NS . BO NI DE C IS ÃO A RT. IU RI S AG RAVA DA. A DMINIS T RAT IVA. 7º DA LE I A ÇÃO CIV IL PÚ BLIC A. DE V IOL AÇÃO DO I MPROBI DA DE INDI S PONIB ILIDA DE 8 .4 2 9 / 1 9 9 2 .

CO NFIG U RA DA. PE RICU LU M I N MORA PR E S U MID O. FU MU S PRE S E NT E , CON FORME A FIRMAÇÃ O T RIBU NA L A QU O. ( A g Rg n o AG RAVO E M RE CU RS O E S PE CI A L N º 1 1 0 .7 7 2 - MT ( 2 0 1 1 /0 2 5 6 3 3 2 -6 ) RE L AT OR : MINIS T RO MA U R O CA MPB E LL MA RQU E S , AG RAVA N T E : MI NIS T É R IO PÚ B LICO F E DE RA L , AG RAVA DOS : J OS É G E RA LDO RIVA , H U MBE RT O ME LO BOS A IPO E OU T ROS . DATA PU BLICAÇÃO: 0 1 .0 6 .2 0 1 2 ) .

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Outra

constatação

da

perfídia

do

requerido JOSÉ GERALDO RIVA é a de que, nada obstante existirem quatro decisões determinando seu afastamento das funções administrativas e da gestão financeira da Assembleia Legislativa, REQUER IDO pouco do uma já confirmada EM uma em segundo A grau, o TEIMA judiciário, CONTINUAR vez que, EXERCÊ-LAS, facilmente se

DESOBEDECENDO O RDEM JUDICIAL, a ignorando e fazendo como constata de uma rápida consulta às páginas do Diário Oficial do Estado, está no pleno exercício dessas funções, a despeito de ordem judicial em contrário.

Oportuno destacar que recentemente, no dia 14/08/2012, Deputado está por e iniciativa e da ação Casa, na dele a próprio, enquanto Legislativa Presidente Assembleia Constituição

promovendo

alteração

Estadual de modo a permitir a reeleição dos Membros da Mesa Diretora ad infinitum , com a óbvia pretensão de eternizá-lo no cargo de Presidente. A esse respeito, merecem leitura alguns artigos publicados na mídia local, juntados aos autos de ICP.

Como currículo de práticas

se

verificou, quando

com no

esse

vasto de

irregulares

exercício

funções administrativas perante a Assembleia Legislativa, que
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já não mais podem ser consideradas meras acusações – encontram em trâmite, o foram pela procedência

vez das

que as únicas quatro ações julgadas, das mais de cem que se acusações nelas contidas, o que mais se corrobora pelo também elevado número de liminares concedidas pelo Superior Tribunal de Justiça no sentido da indisponibilidade de seus bens –, é absolutamente imprescindível que, nestes autos, o requerido das inerente JOSÉ ao GERALDO público RIVA que seja e ora da afastado gestão – exerce liminarmente financeira – bem funções administrativas

cargo

PRESIDENTE DA MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA como seja impedido outro cargo público de assumir tais funções em que venha a exercer, por qualquer

nomeação ou por eleição, enquanto não julgada a presente ação, de modo a ficar claro que nem mesmo em uma próxima legislatura, se novamente reeleito, poderá assumir tais funções, isto como forma de impedir que continue a praticar e fomentar ilicitudes no exercício desses cargos em detrimento da moralidade e do patrimônio públicos, atividade na qual, conforme já está comprovado, é contumaz. Afinal, a presença dos pressupostos da concessão de medida o fumus liminar boni encontram-se iuris à exaustão pela comprovados: caracteriza-se

inequívoca cumplicidade do requerido em admitir que um

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servidor

contratado

em

cargo

de

confiança,

diretamente

subordinado e vinculado à Mesa que preside, receba seus vencimentos sem comparecer ao trabalho, em flagrante dano ao erário; já o periculum in mora decorre da já comprovada predisposição do requerido em praticar ilicitudes quando no exercício de funções administrativas e na gestão financeira de instituição pública, o que se evidencia pela mais de uma centena de ações civis públicas e penais que tem contra si, roboradas por quatro condenações em primeiro grau e uma em segundo grau, bem como várias liminares concedidas e confirmadas pelo Superior Tribunal de Justiça. Desnecessárias, pois, quaisquer outras ilações a respeito. 5 – DOS PEDIDO S Por tudo quanto foi exposto, o

Ministério Público do Estado de Mato Grosso requer a Vossa Excelência as seguintes providências: 1) a dist ribuição, regist ro e autu ação desta petição

juntamente com o INQ UÉRITO CIVIL PÚBLICO registrado sob o SIMP nº 000026-023/2008, que integra as investigações,

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justifica

a

propositura

da

presente

demanda

e

contém

provas das irregularidades praticadas pelo requerido;

2)

a

CO NCESS ÃO

DE

LIMINAR,

inaudita

altera

pars,

determinando o afastamento do requerido JOSÉ GERALDO RIVA das funções administrativas e da gestão financeira inerente ao cargo público que ora exerce – PRESIDENTE DA MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA – bem como determinando também o seu impedimento para assumir tais funções em qualquer cargo público que venha a exercer, por nomeação ou por eleição, enquanto não julgada a presente ação, nos termos do que foi exposto no item 4 desta petição;

3) a noti ficação dos demandados para, querendo, oferecer manifestação escrita no prazo de 15 dias, nos termos do art. 17, § 7º, da Lei nº 8.429/92 e, a seguir, o recebi mento da inici al , vez que encontram-se presentes seus requisitos de admissibilidade; 4) a inti mação do ESTADO DE MATO GROSSO , na pessoa do Excelentíssimo Procurador- Geral do Estado, o qual pode ser encontrado na rua 06, s/nº, Edifício Marechal Rondon, Centro Político Administrativo, nesta Capital, a fim de que no prazo legal manifeste-se sobre a ação, observando-se
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que

esta

intimação

deverá

anteceder

a

citação

do

requerido, eis que o ESTADO DE MATO GROSSO poderá integrar a lide na qualidade de litisconsorte ativo;

5) a citação dos requeridos para, em querendo, contestar a presente ação, no prazo de quinze dias, sob pena de revelia (art. 297 CPC), prosseguindo-se em seguida nos demais termos do processo; 6) em permitir provar o alegado por todos os meios de prova direito admitidos, tais como periciais, a serem de de oportunamente, e depoimentos a colheita

especificadas de novos

testemunhas, a serem arroladas tempestivamente, juntada documentos especialmente depoimento pessoal do requerido, sob pena de confissão; 7) a procedência final de todos os pedidos formulados na ação civil pública, condenando os requeridos

presente

Tássi a Fabian a Barbosa Lima, J osé Geral do Riva e Sérgi o Ricardo d e Almeida nas sanções compatíveis previstas no art. 12 da Lei nº 8.429/92; 8) a condenação de todos os demandados ao ressarcimento dos danos causados ao erário, em montante a ser apurado, considerando os valores pagos a Tássia Fabiana Barbosa de
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Lima, devidamente atualizados e com acréscimo de juros legais, desde a data de sua nomeação até a data do ato da última exoneração da servidora nos quadros daquela casa, solidária e proporcionalmente ao tempo em que exerceram funções junto à mesa da Assembleia, pactuando com essa ilegalidade, a saber:

SÉRGIO RICARDO DE ALMEIDA – De 01/02/2007 a 31/01/2009; JOSÉ GERALDO RIVA – De 01/02/2009 até a data do ato da última exoneração da servidora.

9)

a

condenação

dos

requeridos

nas

custas

e

demais

despesas processuais; 10) intimação do Ministério Público Estadual para todos os atos do processo, na forma do art. 236, § 2º, do CPC, observando -se 7.347/85; Requer-se, a fim de instruir os autos, a intimação da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, na pessoa do Presidente da Casa, o qual pode ser encontrado na Rua André Antônio Maggi, Lote 06, s/n , Setor A, Centro Político Administrativo, nesta Capital, para que encaminhe a este juízo, no prazo legal, fol ha fi nanceir a da exAvenida Desembargador Milton Figueiredo Ferreira Mendes, s/nº, Setor D, Edifício do Ministério Público, Centro Político Administrativo - Fones/FAX: (65) 3611-0603 -C E P 7 8 . 0 4 9 - 9 2 8 – C u i a b á - M T
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ainda

o

disposto

no

art.

18

da

Lei

n.º

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servid ora contend o todos os valores que lhe f oram pagos desde s ua primeira nomeação – em 01/ 02/20 06 – até s ua última exoner ação, bem como documento qu e comp rove a data de sua última exoneração (cópia d o at o) . Dá-se à presente causa o valor de R$ 622,0 0 . Nestes termos, Pede deferimento.

Cuiabá, 17 de agosto de 2012.

GILBERTO GOMES Promotor de Justiça

CELIO JOUBERT FU R I O Promotor de Just i ça

ROBERTO APARECIDO TURIN Promotor de Justiça

CLOVIS DE ALMEI DA J U N I O R Promot or d e Justiça

MAURO ZAQUE DE JES U S Promotor de Just i ça

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