EXMO. SR. DR.

JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE ITABORAÍ-RJ

Processo nº 0005843-57.2009.8.19.0023

ANTONIO JORGE ARAÚJO SOARES, já devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe, que move em face do Município de Itaboraí, vem, por suas advogadas infra-assinadas, apresentar sua RÉPLICA à peça de bloqueio do segundo Réu, nos termos a seguir expostos: Não prosperam os argumentos enfatizados pelo segundo Réu em sua peça contestatória, nem há que o eximir da responsabilidade inerente ao direito. DO MÉRITO O ponto controvertido da demanda se refere à legalidade ou não da cobrança compulsória no valor de 3% incidente sobre os vencimentos da Autora, com a finalidade de integrar o Fundo de Assistência à Saúde da respectiva Municipalidade.

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Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55, 8º andar, Centro, Rio de Janeiro – RJ, CEP: 20.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476

Sérgio Cavalieri Filho.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 . Inconstitucionalidade. nº 2007. Filiação Obrigatória e Compulsória. como também.” (Arg. verbis: “FUNDO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DE BARRA MANSA. 8º andar. Julgamento: 21/01/2008 – ÓRGÃO ESPECIAL) 2 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55. Ademais. ultrapasse os limites de suas atribuições ou se desvia da finalidade precípua à Administração. Não houve uma faculdade ou manifestação de vontade do Autor. 149. embora competente. Procedência da argüição. 5º incisos XVII e XX da mesma Constituição. de forma autônoma. neste sentido. caput. para obtenção da assistência médica complementar. CEP: 20.017. Centro. A conduta abusiva dos administradores pode decorrer tanto de sua atuação fora dos limites de sua competência.O fato de estar a referida contribuição esculpida em Lei Municipal não exime os Réus do controle de legalidade buscado na presente via judicial. a filiação obrigatória e a contribuição compulsória violam ao art. A compulsoriedade tributária respectiva à matéria só seria plausível no âmbito da União Federal. Esta autonomia perseguida pelos Réus em impor filiação obrigatória está em desacordo com a própria natureza constitucional contributiva. pois a exceção prevista no § 1º do artigo 149 da Constituição Federal se limita à previdência e assistência social. Inconstit. Estados e Municípios não podem instituir.00038 – Des. havendo afronta ao art. como no presente caso. CRFB). Rio de Janeiro – RJ. conforme o entendimento do TJRJ na argüição de inconstitucionalidade em matéria idêntica. caso assim instituísse (art. contribuição para o custeio da assistência à saúde dos servidores. XVII e XX. 5º.

a idéia levantada pelo segundo Réu sobre a constitucionalidade do ato da administração municipal não prospera. julg. onde o cidadão trabalhador custeia. Pelo texto constitucional. Portanto. não se referindo ao custeio contributivo à saúde. uma vez que repercute somente à União legislar sobre esta matéria. Centro. no contexto anteriormente vigente do parágrafo único para o dispositivo atual do § 1º do art. conforme se verifica na decisão da ADI nº 1920 MC/BA. os entes federados podem instituir contribuições para custear apenas o sistema de previdência próprio. de ampla cobertura. CEP: 20. somente a União poderá instituir contribuições sociais. não se admite qualquer ordem tributária compulsória para o SUS ou por qualquer outro órgão criado pelo Poder Público. através da EC 41/2003. inevitavelmente.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 . 149 da CRFB. Cabe ressaltar que houve modificação normativa. pois a incidência contributiva à saúde. 8º andar. Estados e Municípios). Nelson Jobim. Rio de Janeiro – RJ. verbis: 3 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55. Todos os investimentos destinados à saúde são realizados pelos recursos públicos advindos dos entes federados (União. respectivo ao SUS. 23/06/99. em questão. não se refere a um tributo válido no âmbito da seguridade social. justamente para se evitar erros grosseiros. unicidade e gratuidade no atendimento. através de seus impostos a constituição de um Fundo Único. adequando-se ao entendimento do STF de que a contribuição para custear o sistema de assistência social deve ser interpretada restritivamente. do Min.Destarte. ora absorvida pelo Sistema Único de Saúde.

bem como do vocábulo “compulsoriamente”. Rio de Janeiro – RJ. 8º andar. Neste mesmo sentido decidiu o Pleno do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 3106 em 14. tanto em seu texto original quanto com a redação que lhe foi conferida pela Lei Complementar nº 70/2003. INTELIGÊNCIA DO ART. Ministro Gilmar Mendes.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 . 149. NÃO QUALIFICA A CONTRIBUIÇÃO. 14. da Lei Complementar nº 64/2002. INSTITUI CONTRIBUIÇÃO COMPULSÓRIA DOS SERVIDORES DO ESTADO PARA A SAÚDE.249/98 DO ESTADO DA BAHIA. Votou o Presidente. REGRA DE EXCEÇÃO QUE SE INTERPRETA RESTRITIVAMENTE. em idêntico raciocínio. INATACÁVEL O ART. manifestou-se a Corte do STJ sobre a compulsoriedade contributiva aplicada por um ente federado de Estado a seus servidores. inserido no § 4º do artigo 85 da LC 64/2002 e no § 5º do artigo 85 na redação dada pela LC 70/2003. E ainda.04. e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 79”. LEI 7. ASSISTÊNCIA SOCIAL E ASSISTÊNCIA À SAÚDE. PARÁGRAFO ÚNICO DA CF. licenciado.2010: Decisão: Prosseguindo no julgamento. contida no artigo 85. LIMINAR DEFERIDA EM PARTE. o Tribunal. IMPOSSIBILIDADE. representando o Tribunal no 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção do Delito e Justiça Criminal. sem a livre adesão necessária. em Salvador/BA. 5º POIS APENAS RELACIONA OS SEGURADOS OBRIGATÓRIOS. CEP: 20.04. caput. Plenário. julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “definidos no art. CRIA SISTEMA PRÓPRIO DE SEGURIDADE SOCIAL QUE COMPREENDE PREVIDÊNCIA. ambas do Estado de Minas Gerais. Ausentes o Senhor Ministro Cezar Peluso. por unanimidade e nos termos do voto do Relator.“EMENTA: CONSTITUCIONAL. Centro.2010. verbis: 4 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55.

pois. TRIBUTÁRIO.CASSEMS. Centro. 3. IMPOSSIBILIDADE. cogente. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. Cuida-se de Recurso Ordinário em Mandado de Segurança interposto pela Associação dos Magistrados do Estado de Minas Gerais – Amagis contra acórdão proferido pelo TJMG segundo o qual: A CF vigente não admite a cobrança de contribuição previdenciária sobre proventos de aposentadoria e pensão. contudo. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. Decorre da livre adesão dos interessados. vedação constitucional á cobrança de contribuição que visa custear os serviços de saúde prestados pelo Ipsemg. Rio de Janeiro – RJ. sendo. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. por um lado. A contribuição para a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul . Nesta via recursal. COMPULSORIEDADE. 153). CONTRIBUIÇÃO PARA ASSISTÊNCIA À SAÚDE. não pode a Caixa de Assistência exigir dos servidores públicos estaduais. STJ: CONSTITUCIONAL.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 . DESCABIMENTO. 1. CEP: 20. portanto.“ADMINISTRATIVO. CONTRIBUIÇÃO DESTINADA AO CUSTEIO DE SISTEMA DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE. PRETENSÃO AO BENEFÍCIO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE INDEPENDENTEMENTE DO PAGAMENTO DA CONTRIBUIÇÃO. CARÁTER COMPULSÓRIO. (fl. não está obrigada a prestar serviços a quem não contribui para o custeio das ações desenvolvidas por essa entidade. portanto.Ministro CASTRO MEIRA. DESCABIMENTO. Se. 8º andar. julg. inconstitucional lei que autorize ditas cobranças. Não há. 2. não tem natureza tributária e. os servidores públicos estaduais obrigados a contribuir. Recurso improvido. o pagamento de contribuições . 1. 04/11/2003) No mesmo sentido. Julgado mais recente no E. PRECEDENTES. da mesma maneira como acontece com os diversos planos de saúde que têm sempre natureza complementar. Não estão. compulsoriamente.” (RMS 15681 MS – 2ª TURMA .que depende da livre adesão de cada servidor – de outro. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. 5 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55.

Não está incluída nessa autorização a cobrança de contribuição para o custeio dos serviços de saúde. do regime previdenciário de que trata o art. portanto.681/MS. da LC n. 6 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55. por fim. Precedentes: RMSs 12811/PR. Contra-razões pelo Ipsemg (fls. que. 149.). Portanto. inclusive a contribuição para o custeio da saúde. 40 (. que conferiu compulsoriedade à cobrança de contribuição com essa finalidade. (.do Estado de Minas Gerais. c) o parágrafo 12º do art. § 1º. a Primeira Turma deste Tribunal registrou o seguinte posicionamento: 2. 40 da Constituição da República refere-se a regime de previdência de caráter contributivo apenas para os servidores titulares de cargos efetivos. 149 § 1º da Constituição Federal. 85 e § 1º. 2. da CF/88 proíbe a contribuição social sobre aposentadoria e pensão. da Carta Constitucional autoriza os estados e municípios a instituir contribuição a ser cobrada de seus servidores apenas para o custeio de previdência e assistência social..). Requer. 85 da Lei Complementar Estadual 64/02. dessa forma. 188/196) alegando. DJ de 03/10/2005. da relatoria do eminente Ministro Teori Albino Zavascki. os Estados estão legitimados a instituir "contribuição. em síntese. Entendimento deste Tribunal de que é vedada a cobrança compulsória de contribuição destinada ao custeio de serviços de assistência à saúde.sustenta a parte recorrente que: a) o art. 3.061/MG. indistintamente.. CEP: 20. cobrada de seus servidores. o que não deve ocorrer com os aposentados. excluindo.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 . Parecer do Ministério Público Federal opinando pelo desprovimento do recurso ordinário.139/PR. não pode ser imposta compulsoriamente. DJ de 01/12/2003. 16. Centro. a contribuição para a saúde. assim abrangendo todo tipo de contribuição social. 195. 8º andar. 64/2002 e pagamento das parcelas vencidas a partir da impetração da ação. não está recepcionada pelo atual regime constitucional o § 5º do art. Rio de Janeiro – RJ. para custeio. a concessão integral da segurança no que toca à suspensão da cobrança relativa à contribuição de saúde de que trata o art. b) a regra do art. que deve ser dada à saúde o mesmo tratamento que é feito para a previdência e à assistência social fornecida pelos Estados-membros. em benefício destes. cujas aposentadorias estão amparadas por atos jurídicos perfeitos. Por ocasião do julgamento do RMS 21. de forma genérica. visto que todos estão previstos nos mesmos dispositivos constitucionais. DJ de 11/12/2006. II.. Nos termos do art. 15..

nos termos em que assentado na jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça. 17/05/2007). 3106-MG) no qual os eminentes Ministros Eros Grau (Relator). Embora o julgado acima referido não tenha sido finalizado (aguardando-se o voto-vista da eminente Min. RMS 18422 / MG RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA 2004/0079639-5 Relator(a) Ministro JOSÉ DELGADO (1105) Órgão Julgador T1 -PRIMEIRA TURMA Data do Julgamento 12/02/2008 Data da Publicação/Fonte DJe 06/03/2008 (grifo nosso) Desta forma. 5.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 . CEP: 20. por força do dispositivo constitucional previsto nos arts. outrossim. Rio de Janeiro – RJ. verbis: 7 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55. 6. estes últimos com posição na mesma linha de pensar adotada pelo eminente Relator. Centro. 194 e 196 da CRFB. o Estado não pode determinar que sua adesão seja obrigatória. 40. o ministro considerou que a instituição de um "plano de saúde complementar" com alcance social é relevante. conforme se verifica pelo texto constitucional e os entendimentos precedentes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro neste sentido. Joaquim Barbosa e César Peluso (voto-vista). da Lei Complementar. Cármen Lúcia e demais Ministros) o entendimento externado sinaliza para a viabilidade do pleito. que o tema dos autos vem sendo discutido no STF (ADI n. porém. Recurso ordinário provido. 8º andar. resta equivocada a conduta adotada pelo Município de Itaboraí referente à contribuição ao Fundo de Assistência à Saúde. já que rege apenas quanto ao regime previdenciário previsto no art.4. §1º. Há restrição para a Municipalidade instituir contribuição social compulsória. 149. Assim Eros Grau declarou a inconstitucionalidade das expressões "definidos no artigo 79" e "compulsória" do artigo 85. Destaco. parágrafo 4º. que em seu pronunciamento registrou: "Sobre o artigo 85. (Fonte: site do STF. devendo permitir que o servidor o faça de modo voluntário.

: 17/12/2009) “FUNDO DE SAÚDE. 557 do Código de Processo Civil. DEVOLUÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES.“ADMINISTRATIVO. NATUREZA DE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL.03896 . 1º da Constituição da República. AFRONTA AO ART. Rio de Janeiro – RJ. AJUIZAMENTO DA DEMANDA. SERVIÇO DE SAÚDE.227.É devida a devolução apenas dos valores descontados após o ajuizamento da demanda. observada a prescrição qüinqüenal. até a data do ajuizamento. 8º andar. a contar da citação. INCONSTITUCIONALIDADE.Com fundamento no § 1º-A do art. CONTRIBUIÇÃO COMPULSÓRIA. a contar da citação. dou provimento ao recurso do Estado para. Lindolpho Morais Marinho – 16ª Câmara Cível – Julg. AUTOR CONTRIBUINTE DO RIOPREVIDÊNCIA. e correção monetária a contar do efetivo desconto. POLÍCIA MILITAR. Considerando que o autor expressou sua intenção de não mais contribuir para o Fundo de Saúde na data em que ajuizou a demanda. observada a prescrição qüinqüenal. LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO. COMPULSORIEDADE. restou evidenciado que a única contribuição compulsória devida pelos servidores públicos é aquela destinada ao custeio do regime previdenciário. DA CF. TERMO INICIAL.” (2009. Após o advento da Emenda Constitucional 41/2003. o serviço esteve à sua disposição. 149. "FUNDO DE SAÚDE". § 1°. sendo certo que. 149.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 . DUPLICIDADE DA COBRANÇA. CEP: 20. acrescidos de juros de 6% (seis por cento) ao ano. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA AFASTADA. determinar a devolução apenas dos valores descontados após o ajuizamento da demanda. INCONSTITUCIONALIDADE. DATA DA MANIFESTAÇÃO DE INTERESSE DE NÃO MAIS CONTRIBUIR PARA O FUNDO. acolhendo o pedido alternativo. e correção monetária a contar do efetivo desconto. acrescidos de juros de 6% (seis por cento) ao ano. DESCONTO. que deu nova redação ao art. DESCONTO. esta deve ser considerada como marco inicial para a devolução das parcelas descontadas do seu vencimento. afastando a possibilidade de desconto compulsório destinado à assistência social. como no caso. Centro. DEVOLUÇÃO DOS VALORES DESCONTADOS A PARTIR DO AJUIZAMENTO DA 8 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55.APELACAO / REEXAME NECESSARIO Des.

o que não se confunde com serviços de saúde implantados pelo réu. a manutenção do serviço diferenciado. formulada no recurso de apelação configura inovação em sede recursal. Demais. PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL. No que diz respeito a devolução das quantias descontadas. Centro. considerando ser esta a data em que o autor manifestou seu desejo de não permanecer contribuindo para o referido fundo de saúde.APELAÇÃO .Des. "EX VI" ART. 557.65215 . COM FULCRO NO ART. não podendo o réu instituir contribuição compulsória aos seus servidores. para atendimento à saúde dos servidores. (2009. O § 1º do art.67558 APELAÇÃO . inviável de apreciação.001. CONTRIBUIÇÃO PARAFISCAL. DEVOLUÇÃO DOS VALORES PAGOS A PARTIR DO AJUIZAMENTO DA DEMANDA. apenas. 557 DO CPC. o direito constitucionalmente garantido à saúde é executado pelo SUS. A pretensão atinente ao direito à assistência médica hospitalar sem a respectiva contraprestação. SUSPENSÃO DO DESCONTO. 149 da Constituição Federal permite. ostentado pelo segundo Réu em sua peça de bloqueio. FUNDO DE SAÚDE.AÇÃO. VEDAÇÃO AO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. Rio de Janeiro – RJ.001. (2009. não pode ser compulsoriamente imposta. PARCIAL PROVIMENTO DO RECURSO. IINOVAÇÃO RECURSAL. inexiste prova de que o autor não se utilizou dos serviços médico-hospitalar que estavam à sua disposição durante o período de contribuição.Des. as parcelas descontadas serão devolvidas a partir do ajuizamento da ação. Roberto de Abreu e Silva . Assim. RECURSO VOLUNTÁRIO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE QUE PERMANECEU À DISPOSIÇÃO DO SERVIDOR. CEP: 20. a instituição de contribuição destinada a custear a previdência e assistência social.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 . pelo simples fato de 9 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55. SENTENÇA EM REEXAME NECESSÁRIO. DO CPC.Julgamento: 16/12/2009 – 9ª Câmara Cível) [GRIFOS NOSSOS] Por outro lado. MANTENÇA DA R. § 1°-A. Andre Andrade Julgamento: 18/12/2009 – 7ª Câmara Civel) “POLICIAL MILITAR. 8º andar.

uma vez constatada a ofensa à Constituição. Conforme explica Alexandre de Moraes1. Desse modo. contra a sua vontade. o que enseja em vício de nulidade a ocasionar a reversão do ato administrativo.. a adesão a qualquer outro tipo de Plano de Saúde complementar. 2006.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 . [. Rio de Janeiro – RJ. retroagindo e fulminando a relação jurídica desde o seu nascimento – e a lei desde sua edição. CEP: 20.poder o servidor adotar. 1 MORAES.] desfaz-se. inconstitucionalmente previstos. juntamente com todas as conseqüências dele derivadas. destituídos de qualquer carga de eficácia jurídica. uma vez que os atos inconstitucionais são nulos e. 19. mas sim dos Réus que há tempos atribuem descontos. alcançando a declaração de inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo. Sob esta lógica. 8º andar. constata-se considerável induzimento ao Autor em utilizar os serviços de assistência da municipalidade. o ato declarado inconstitucional. de modo que os descontos inconstitucionais retroativos deixam de ter amparo legal. na esfera particular.. desde sua origem. cabendo a recomposição das perdas remuneratórias do Autor neste sentido. ed. 10 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55. nasce para o Autor o direito de ter os valores descontados devolvidos e impõe-se aos Réus o dever em devolvê-los. Direito constitucional. uma vez reconhecida a inconstitucionalidade dos descontos efetuados. em afronta. portanto. A sentença no controle incidental de constitucionalidade produz efeitos inter partes e ex tunc. São Paulo: Atlas. ao princípio da legalidade. Centro. já que compulsoriamente custeado. Não havendo que se falar em enriquecimento ilícito da mesma. em seus contracheques. portanto. Alexandre de. de sua preferência.

COMO BEM SALIENTADO NO JULGADO RECORRIDO. PRECEDENTE DO E. EM VIOLAÇÃO A NORMA DO ARTIGO 149. CEP: 20. AÇÃO PELO PROCEDIMENTO ORDINÁRIO VISANDO À QUE O ESTADO SE ABSTENHA DE EFETUAR DESCONTOS A TÍTULO DE CONTRIBUIÇÃO COMPULSÓRIA EM FAVOR DO FUNDO.465/2000. 3.” Neste sentido. DESCABIMENTO DE MODULAÇÃO DE EFEITOS POR ÓRGÃO FRACIONÁRIO DE TRIBUNAL. DEVOLUÇÃO DOS VALORES INDEVIDAMENTE DESCONTADOS QUE DEVERÁ OBEDECER A PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. BEM COMO À DEVOLUÇÃO DOS VALORES INDEVIDAMENTE DESCONTADOS A ESTE TÍTULO.inclusive. NOS TERMOS DO ARTIGO 557. 8º andar. jurisprudência deste E. O princípio da nulidade está implícito no texto da Constituição Federal e decorre do controle difuso de constitucionalidade das normas. o termo a quo é a partir do desconto. MANIFESTA INCONSTITUCIONALIDADE DOS DESCONTOS EFETUADOS COMPULSORIAMENTE PELO APELANTE. 11 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55. Tribunal de Justiça: APELAÇÃO CÍVEL. Porém. § 1º DA CRFB/88. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.TJ/RJ.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 . os atos pretéritos com base nela praticados. CAPUT DO CPC. Tal entendimento encontra-se consolidado por meio da Súmula nº 231 deste E. Rio de Janeiro – RJ. ORGÃO ESPECIAL DESTE TRIBUNAL. Conforme leciona Celso Ribeiro de Barros “toda norma infringente da Constituição é nula”. Centro. tais efeitos ex tunc (retroativos) somente tem aplicação para as partes e no processo em que houve a citada declaração. observado o prazo prescricional contra a Fazenda Publica. senão vejamos: “Nas ações objetivando a restituição das contribuições para o Fundo de Saúde da Lei Estadual n.

por isso. Desprovimento do recurso. DE COMPETENCIA EXCLUSIVA DA UNIÃO.0001. O direito á saúde é espécie do gênero seguridade social. QUE NÃO SE CONFUNDE COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Sentença que se mantém. Relator Paulo Sérgio Prestes dos Santos. 149. Julgada em 13/11/2007. mas sim no caput do mesmo artigo.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 .19. Pretensão de atribuição de efeitos prospectivos a declaração de inconstitucionalidade da norma que não encontra amparo legal. não estando incluídos. uma vez que não se trata de ação direta de inconstitucionalidade. incontroversamente dispondo. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL GERAL. Apelado: Adiel Celestino AÇÃO ORDINÁRIA AJUIZADA POR POLICIAL MILITAR OBJETIVANDO O RESSARCIMENTO DOS VALORES DESCONTADOS PARA O FUNDO DE SAÚDE DA CORPORAÇÃO.2008. Os valores descontados sob a rubrica Fundo de Saúde não possuem natureza de contribuição previdenciária.50537. no permissivo do art. ao lado da previdência social e da assistência social. Apelação Cível nº 000226589. ao passo que a assistência social e a saúde independem do pagamento de contribuição. Rel. Apelante: Estado do Rio de Janeiro. Restituição ao autor dos valores descontados para o Fundo de Saúde da PMERJ corretamente determinada.8. Des. público ou particular. quanto à falta de relação existente entre a assistência à saúde “gratuita” intrínseca ao Sistema Único de Saúde. 8º andar. sendo que a previdência social se caracteriza pelo regime contributivo e pela filiação obrigatória. Apelação Cível nº 2007.001. já que a adesão obrigatória atentaria contra a liberdade de associação erigida pela Carta Magna ao status de direito fundamental.TJRJ. Rio de Janeiro – RJ. donde se verifica tratar-se de exação de competência exclusiva da União. Resta a cada indivíduo a possibilidade de aderir a outro plano de saúde. CEP: 20. se assim desejar. Des. o qual compreende um conjunto de ações de iniciativa de todos os Poderes 12 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55. Carlos Santos de Oliveira. 9ª Câmara Cível Assim. Centro. § 1º da Constituição Federal. 19ª Câmara Cível. FACULTATIVIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL E DA SAÚDE.

demonstra-se a mesma absolutamente equivocada. o que não é o caso em comento. 165 CTN. Por fim. mesmo tendo ciência que a prova cabe a quem alega”. CEP: 20. no tocante à alegação do segundo Réu de que “Não traz a baila o Requerente provas da não utilização da assistência médica. faz-se necessária sua restituição. sob os efeitos ex tunc. cabendo a repercussão dos efeitos de sua inconstitucionalidade desde a respectiva instituição normativa. 333. II. ou seja. já que toda e qualquer eventual prova encontraria-se em posse do segundo Réu). 13 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55. tendo em vista que não alteraria a natureza indevida da exação cobrada. modificativo ou extintivo do direito do autor. não prospera a incidência compulsória alvitrada pela Municipalidade. ainda que incumbisse ao Autor o ônus da prova de utilização ou não do serviço (o que seria absurdo. havendo recolhimento indevido do tributo. quanto à existência de suposto fato impeditivo. e a atividade de Assistência à Saúde possibilitada de forma COMPLEMENTAR. é claro e inequívoco ao prever que. incumbe ao réu o ônus da prova. 8º andar.Públicos e da Sociedade na constituição de seus recursos diretamente vinculados. Sobre o tema. Rio de Janeiro – RJ. por força da responsabilidade social no Estado Democrático de Direito. de acordo com o disposto art. o art. Outrossim. tal fato não seria capaz de modificar seu direito. do CPC. já que o ônus da prova só seria do Autor se o assunto em questão se tratasse de fato constitutivo de seu direito. Centro. Ademais.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 .

quanto à repetição dos valores recolhidos é irrelevante o fato de os contribuintes terem ou não usufruído do serviço de saúde prestado. haja vista a compulsoriedade de sua cobrança. deu-lhe provimento. INOCORRÊNCIA. sustentando que. Os recorrentes apontam ofensa aos artigos 165 e 167 do CTN. (Informativo de Jurisprudência do STJ nº 0444 de agosto/2010) PROCESSUAL CIVIL. REPETIÇÃO. Cinge-se a controvérsia quanto à possibilidade de repetição de indébito de contribuição para custeio de serviços de saúde. hospitalar. ART. DA CF⁄1988. do Código Tributário Nacional. de acordo com o disposto no art. Centro. exsurge o direito de repetição aos contribuintes. declarando.Exatamente neste sentido é o entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça. sendo declarada a inconstitucionalidade da cobrança do tributo. UTILIZAÇÃO DOS SERVIÇOS. 165 do CTN. tem natureza tributária. 64/2002 do Estado de Minas Gerais. 8º andar. Nesse contexto. O recolhimento indevido de tributo enseja a sua restituição ao contribuinte. odontológica e farmacêutica. o STF decidiu que a contribuição para o custeio dos serviços de assistência médica.540-MG.106-MG e RE 573. 535 DO CPC. SAÚDE. CEP: 20. III. A. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DE SERVIÇOS DE SAÚDE. Contudo. visto que o único pressuposto para a repetição do indébito é a cobrança indevida de tributo (art. RECURSO ESPECIAL. DJe 11/6/2010). 105. 165 do CTN). à luz do disposto no artigo 165. INCONSTITUCIONALIDADE. instituída por lei complementar estadual. como se demonstra através de Jurisprudência recente: CONTRIBUIÇÃO. havendo recolhimento indevido de tributo.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 . nessa parte. INDÉBITO. sua inconstitucionalidade (ADI 3. imperiosa se faz a restituição ao contribuinte. 14 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55. VIOLAÇÃO DO ART. instituída pelo art. 85 da LC n. SERVIÇOS. sendo irrelevante até mesmo a discussão acerca da utilização do serviço de saúde. 1. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. a Turma conheceu em parte o recurso e. Ao analisar a natureza da exação. Com essas considerações. a Turma entendeu que. Rio de Janeiro – RJ. ademais. pois tal circunstância não retira a natureza indevida da exação cobrada.

CEP: 20. na ADI 3. segundo consignado no aresto recorrido. Ademais. 1.2.167. Segunda Turma. Ministro Castro Meira.981 .031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 . É firme o entendimento de que.186. sendo desimportante. de relatoria do Min. 3. (REsp 1. o magistrado não está obrigado a rebater. I e II. cujo decisum revela-se devidamente fundamentado. Segunda Turma. Nos termos do artigo 165 do CTN. DJe 19⁄06⁄2009. Primeira Turma. Precedentes: AgRg no REsp 1. CPC.04. REsp 1. Inexiste ofensa do art. imperiosa se faz a repetição do indébito. pois tal circunstância não retira a natureza indevida da exação cobrada. de relatoria do Min.194. AGRAVO IMPROVIDO. 6. quando o Tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos.771⁄MG. Rio de Janeiro – RJ. julgado em 22⁄06⁄2010. declarando. uma vez ocorrida a cobrança indevida de um tributo. Rel. 5. IRRELEVÂNCIA DO USUFRUTO DOS SERVIÇOS. Eros Grau. um a um. concluiu pela natureza tributária da contribuição para o custeio da assistência à saúde de Minas Gerais instituída pelo artigo 85 da Lei Complementar Estadual nº 64⁄2002. julgado em 14. O Supremo Tribunal Federal.106⁄MG. desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. Rel.MG (2010⁄0090676-9) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DE SERVIÇOS DE SAÚDE.727⁄MG. Min. julgado em 14.04. Gilmar Mendes. o único pressuposto para a repetição do indébito é a cobrança indevida de tributo". para fins de repetição. posto que declarada inconstitucional a contribuição previdenciária. DJe 03⁄08⁄2010.786⁄MG. Recurso especial parcialmente conhecido e provido.2010 (DJe 11⁄06⁄2010). Rel. Precedentes. "O fato de os contribuintes terem ou não usufruído do serviço de saúde prestado pelo Estado de Minas Gerais é irrelevante. 15 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55. TRIBUTO INDEVIDO. julgado em 15⁄06⁄2010. 535. DJe 28⁄06⁄2010) 4. REPETIÇÃO DE INDÉBITO.540⁄MG. ter sido o serviço de saúde disponibilizado ou usufruído pelos seus beneficiários. a sua inconstitucionalidade. os argumentos trazidos pela parte. MINISTRO LUIZ FUX Relator RECURSO ESPECIAL Nº 1.2010 e no RE 573.059. Centro. ademais. julgado em 02⁄06⁄2009. 8º andar. Ministra Eliana Calmon. Hamilton Carvalhido.

A preocupação com o enriquecimento indevido do particular em detrimento do Estado é questão de natureza privada que refoge ao âmbito do dever de devolução da quantia indevidamente recolhida a título de tributo. O usufruto de serviços de saúde pelos servidores do Estado.INEXISTÊNCIA .IRRELEVÂNCIA DO USUFRUTO DOS SERVIÇOS .186. 3.ACÓRDÃO CONTRADIÇÃO . Ademais. Termos em que.MG (2010⁄0050667-4) TRIBUTÁRIO . Centro.771 .2. Ministro Hamilton Carvalhido. pugna-se pela procedência dos pedidos inaugurais presentes na inicial.PROCESSO CIVIL . e não entre a conclusão do julgado e elementos exteriores à decisão. 1. sujeitos passivos de contribuição social declarada inconstitucional. Rio de Janeiro – RJ. eis que baseado em sustentações vazias e sem mérito. 2.REPETIÇÃO DO INDÉBITO . o acórdão mostra-se coerente entre sua fundamentação e conclusão. Relator. CEP: 20. Pede deferimento.MG (2008⁄0107665-1) Por tais motivos. Agravo regimental improvido. 16 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55. 8º andar. rechaçando os argumentos de defesa do segundo Réu. A contradição idônea para autorizar o manejo de embargos de declaração é a intrínseca. é irrelevante para a existência do direito à repetição de indébito tributário. Recurso especial provido.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 .AUSÊNCIA DE TRIBUTO DEVIDO.CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DE SERVIÇOS DE SAÚDE . entre os componentes da decisão judicial.727 . DJe 03/08/2010.059. AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1. 4. MINISTRA ELIANA CALMON Relatora EMENTA/ACORDÃO DJe:19/06/2009 RECURSO ESPECIAL Nº 1.

Centro. Maiara Leher OAB/RJ 151. 8º andar. 09 de agosto de 2012.632 17 Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE/RJ Departamento Jurídico Rua Evaristo da Veiga nº 55.031-040 Tel: (21) 2195-0457 / Fax: (21) 2544-0476 .082 Agatha Gomes OAB/RJ 186. CEP: 20.Rio de Janeiro. Rio de Janeiro – RJ.