Faculdade de Tecnologia e Ciências Curso de Educação Física 3º Semestre Matutino

Resenha Crítica

A pedagogia da Iniciação Esportiva:
Um estudo sobre o ensino dos jogos desportivos coletivos

Acadêmico: Luciano Shinoda

Professor: Francisco Moreira Costa

Salvador – Bahia Abril de 2006

Resenha Crítica do texto “A Pedagogia da Iniciação Esportiva: um estudo sobre o ensino dos jogos desportivos coletivos” de Valdomiro de Oliveira e Roberto Rodrigues Paes. O texto nos diz que devemos seguir um processo pedagógico progressivo na iniciação esportiva coletiva. Para tanto, tal processo foi dividido em três etapas chamadas de “fases de iniciação I, II e III”, respectivamente, separadas de acordo com as idades: biológica, escolar, cronológica, e com as categorias disputadas nos campeonatos municipais e estaduais. A fase de iniciação I, aplicada nos alunos da 1ª à 4ª séries, os quais possuem em média de 7 a 10 anos, deve ter caráter lúdico, ser totalmente aberta, sem intervenção do professor/técnico, tendo como base apenas jogos e brincadeiras sem correção de movimentos, pois, nesta fase, o importante é que a criança goste das atividades que envolvam correr, saltar, arremessar, nadar... e, ao participar delas, desenvolva a sua coordenação, flexibilidade e velocidade. A fase de iniciação II é para os alunos da 5ª à 7ª séries, com idades entre 11 e 13 anos (a 1ª idade puberal). Nesta fase, os alunos serão iniciados em diversas modalidades esportivas, no entanto, é importante evitar repetições de conteúdos para não parar o aprendizado. Aqui, as competições devem ter caráter participativo e podem ser estruturadas para reforçar o desenvolvimento das capacidades coordenativas e das destrezas visando a melhora da técnica e de formações táticas simples. Porém, não se deve ter muita com preocupação com a performance de vitórias. A sua carga horária de treinamento deve variar de 300 a 600 horas, sendo 25% deste tempo com atividades específicas e 75% com a preocupação geral. Algo interessante para se usar nesta fase é o método “transfer”, no qual utiliza-se de movimentos de uma modalidade em uma outra semelhante, como cortar no voleibol e arremessar no handebol. A fase de iniciação III corresponde aos alunos das 7ª e 8ª séries, com aproximadamente de 13 e 14 anos. A ênfase desta fase está na automatização e refinamento dos conteúdos aprendidos anteriormente, e na aprendizagem de novos conteúdos que são fundamentais nesse momento do desenvolvimento esportivo. O aluno irá procurar, por si só, a prática de uma ou mais modalidades, na(s) qual(s) se buscará a automatização e refinamento da aprendizagem, fixando-se em apenas uma modalidade. Deve-se praticar as “situações de jogo” para se aprender os fundamentos em situações reais de jogo, com vantagem e desvantagem numérica, e o contraataque, que levarão aos alunos a desenvolver a técnica, a tática, o físico e o psicológico. Outro objetivo aqui é ensinar habilidades “técnicas” e “táticas” específicas, que seriam o “como” e o “porquê” fazer.

Um outro ponto importante do texto é relacionado à especialização precoce. A especialização não deve acontecer antes dos quatorze anos, pois pode trazer vários prejuízos para o jovem como o abandono do esporte, e até mesmo influenciar na sua personalidade levando-o a atividades inseguras e tornando-o até inconsciente de seu papel perante a sociedade.

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