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DOS PRIMEIROS TRATADOS À CONFERÊNCIA DE ESTOCOLMO

ambiental internacional
Discutir a temática ambiental do ponto de vista das relações internacionais remete-nos ao início do século xx, quando surgiram os primeiros acordos entre países. Eles nasceram da tentativa de conter a ação de colonos que chegavam às terras e destruíam sua base natural. Os primeiros acordos internacionais não alcançaram seus objetivos. A devastação ambiental não foi contida. Somente com o Tratado Antártico _ também discutido neste capítulo - que se conseguiu pela pnmelra vez a preservação de urna área da Terra a partir de um acordo internacional. Ele foi elaborado a partir da iniciativa de uma das superpotências do período da Guerra Fria e vigora até nossos dias. O Tratado Antártico foi criado sem a participação da ONU, muito embora o organismo internacional tenha discutido a temática ambiental desde os seus primórdios, corno também será demonstrado.

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O crescimento da im12ottância-da-t@ffi-át-iea-ambicrnmno c áriO-int~"-----illll.pa.f.l.fl.ade-r>e·la-omr.-A--nlcef, um de seus organismos de ação, passou a empregar parte de seus "fo,ço, para "te fim, co""eguindo construj- um 'i"ema de con'",,,ação ambiental que, apesar da, difi,ulda. des, está sendo implementado.

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OS PRIMEIROS ACORDOS INTERNACIONAIS
As primeiras tentativas de se estabelecer tratados internacionais que regulassem a ação humana sobre o ambiente remontam a .19?~1. caça esA portiva, amplamente praticada na Ingla~e.rra pelos p~opnetanos de terras, foi levada às colônias africanas. Os safans sao o maior exemplo de como esta prática foi difundida. Entretanto, os colonizadores, que não podiam caçar em seu país de origem por não possui~ te~as., e:<-ageraram ~m ~eus ~ovos domínios promovendo uma matança indiscriminada de arumais e passaros. Outro ~lvo dos caçadores foram os elefantes, nesse caso devido ao valor econômico do a A Coroa inglesa reagiu realizando, em 1900, em Londres, uma reunião internacional, com o objetivo de discutir a caça indiscriminada nas colônias africanas. Foram convidados a participar os países que possuíam terras no continente africano: Alemanha, Bélgica, França, Inglaterra, Itália e Portugal. O resultado desse encol3tro foi a Convenção para a Preservação de Ani-

preservação ambiental foi discutida. Além desse encontro, vários outros ocorreram, gerando um grande número de documentos, mas sem que se chegasse a bons resultados práticos. A simples decisão de evitar o extermínio de seres vivos não era suficiente para conter os seres humanos. Porém, um alento emer~iu por 09á'sião do Tratado Antártico. Fin~lm.ente, u"! ambiente natural fOI preservado como resultado de uma reumao internacional. Não se pode negar que esse documento inaugurou, por sua importância, a discussão referente às relações internacionais e ao ambiente no período da Guerra Fria. ./

,o TRATADO ANTÁRTICO
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O Tratado Antártico será analisado a partir da perspectiva da Guerra Fria. Veremos como as superpotências conseguiram entrar no grupo de países que discutem o futuro do continente gelado, marginalizando a Argentina e o Chile - os principais países que reivindicavam a soberania sobre o terri-

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~s,~~ooe~~~M~~~~a~~o~~~~~~o~-~===J====~t;ó~n~·o~d~a~A~n~~;·~i;d;a~.;A~I~é~m~d~i:~~o~,~a:p~r~e~s~e~n~~~e~m~o~s~a~~~u~n~s~~n~·n~c~í~~~S~q~U~e~f~o~r~a~m~==== res e manter animais vivos para a prática da caça no futuro. Foram I ut-ili-z-aaB-s t!ªra-:s:usten:taJdl r~iw"f*ll€--a\l'ã· erritoriatLle t anos paises por si natá i d q.uele.n.o.c.u.men.tQ.A.l~manh·~H:"· .d: a-tanratR:e:"ptítrl.=i{;(l aquela porção do planeta. emocratlca o ongo), França, Inglaterra. .!It~á[li~al...!e~P,º0'Irtt1ullg~au.12~. ~-:------~----~Dentre as principais medidas adotadas pela Convenção estava a elaboração de um calendário para a prática da caça. Inovador, o documento preOs onas, povo indígena que vivia no extremo sul da América do Sul e via a proteção de animais, pássaros e peixes. . na ilha chamada Terra do Fogo", costumavam fazer incursões na Antártida, O segundo encontro internacional visando ao controle de seres VIVOS conforme indicam vários registros. Como eles viviam em uma área pertenfoi a Convenção para a Proteção dos Pássaros Uteis à Agricultura. O acordo cente aos territórios do Chile e da Argentina, esses países rei vindicaram o firmado em 1902 por 12 países europeus protegia das espingardas de caç~controle territorial da Antártida, utilizando como argumento o princípio da dores apenas os pássaros que, segundo o conhecimento da época, eram úteis precedência de ocupação. Mas esse argumento, certamente o mais empregaàs práticas agrícolas transportando sementes. Cabe destacar que a Inglaterra do nas disputas territoriais, de nada valeu para o Chile ou para a Argentina, se recusou a participar do acordo. . que aceitaram a pressão das forças hegemônicas na época da Guerra Fria. Os resultados não foram satisfatórios. Poucos países respeitaram as deEm 1948, o Chile já cedia às pressões dos Estados Unidos e apresentaterminações contidas nos documentos formulados e ass~nados. Isso l~vou a va a Declaração Escudero, na qual propunha uma pausa de cinco anos nas uma outra iniciativa da Inglaterra, que convocou os países que mantinham discussões acerca da soberania sobre a Antártida. Esse documento surgiu colônias na África para um novo encontro internacional, que ocorreu em em meio a uma batalha de argumentos, cada qual baseado em princípios Londres em 1933. Dessa vez, os resultados foram mais animadores, já que se distintos, empregados or vários países que rei-v.i.nd.i€a·v·am-a-p·osselerrÍro~-----conseguiu-pela primeira vez. elaborar um documento ue alme·ava I2I!:~e~S:i!e~r~----t----rnlala -oe a enos.nma.parts-da-Antértida: arnão-o anim-ai-silITlLv1clua mente mas lLe-a.flor.a-em-s~U-GeRJl:lnte. Com base no Princípio da Proximidade Geográfica, reivindicavam soA onvenção para a Preservação da Fauna e da Flora em s~~ ~stado ~a~ural berania sobre a Antártida aqueles Estados-nações que se localizavam próxifoi assinada pelas potências européias que mantinham temtonos na Af,:ca e mos ao continente antártico. Esse princípio excluía as duas superpotências procurou estabelecer mecanismos de preservação de ambientes naturais na emergentes do segundo pós-guerra de sua presença na Antártida e não 10forma de parques, conforme o modelo adotado nos Estados Unidos.. grou êxito. O I Congresso Internacional para a Proteção da Natureza, reahza~~ em O Princípio da Defrontação ou dos Setores Polares foi deixado de lado Paris em 1923, foi outro momento considerado de destaque'. Na ocasiao, a por interferência dos países do Hemisfério Norte. Ele definia a soberania a

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parnr a projeção dos meridianos que tangenciassem os pontos extremos da costa de países que se encontram defronte da Antártida. A partir daí, se traçaria uma reta em direção ao centro do continente gelado, definindo a faixa territorial de domínio de um determinado país. A proximidade dos países do Hemisfério Sul dava a eles uma vantagem em relação aos países do Hemisfério Norte, levando à não-aplicação deste princípio. Outros princípios evocados nas discussões que envolveram a soberania sobre a Antártida foram o Princípio da Exploração Econômica e o Princípio da Segurança. O primeiro foi definido a partir da tradição dos países na exploração econômica da Antártida. Assim, por exemplo, a atividade pesqueira do Japão - que pesca krill e baleias na região - seria considerada -Ra--a~ãtHkts-fronte· , . lpIO a egurança ap ica o argumento de que se deve evitar a qualquer custo um novo conflito em escala mundial, em especial na Antártida, onde as conseqüências afetariam a dinâmica natural da Terra e teria, portanto, conseqüências catastróficas (Conti, 1984).

Por ocasião do AGI, o governo dos Estados Unidos propôs - em abril de 1958 - um tratado para regularizar as ações antrópicas no continente branco. Como justificativa, apresentou a necessidade de realizar mais pesquisas para entender melhor a dinâmica natural naquela porção do mundo. As negociações promovidas pelos Estados Unidos resultaram no Tratado Antártico, que foi firmado em 1~de dezembro de 1959. Após ser ratificado pela Africa do Sul, Argentina, Austrália, Bélgica, Chile, Estados Unidos, França, Inglaterra, Japão, Noruega, Nova Zelândia e URSS, denominados membros consultivos, passou a ser aplicado>, em 23 de junho de 1961. Além dos países fundadores, foram incorporados ao Tratado Antártico a Ale . ."tal;-a-A-l~~rieJmrt (na epoca, o pais ainda se encontrava dividido), o Brasil, a China, a Índia, a Itália, a Polônia e o Uruguai. Todos esses países participaram como membros consultivos. Anos mais tarde, outros países foram aceitos, porém sem o statuse membros consultid vos. São eles: Áustria, Bulgária, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Cuba, Dinamarca, Equador, Espanha, Finlândia, Grécia, Holanda, Hungria, Nova Guiné, Papua, Peru, Romênia, Tchecoslováquia (antes de seu desdobramen-

APresençadassuperpotên.C_~ia:s~~~~~o=~========~~~~~~;;;;=;~~~~~~~~~to~e~m~E~s~IO~V~á~q~U~ia~e~R~e~p~u~'b~l~iC~a~T<~c~h~e~C~a~)~e~S~U~é~c~ia~'~~~~~~~~Ttl~~~ ~ oill-O..::}:t=ataàB-Ant Q;:eSt:atre1eG~€H'Hntereâmbi<Jcten ' .' U erf e :::~~~~::::::~~~bi1l[leJ~~IIniãQ:Ín fI@l~R-a . tle4-eve-eetmcrp-annr--~láffí a Ol a as ases instaladas na Antártida. Deixada de lado a polêmica da definição Conferência de Paris, realizada em 1955. Naquela ocasião, África do Sul, de fronteiras nacionais no continente gelado, a ocupação foi direcionada paArgentina, Austrália, Bélgica, Chile, Estados Unidos, França, Inglaterra, Jara a produção de conhecimento, instalando-se a infra-estrutura necessária pão, Noruega, Nova Zelândia e URSS reuniram-se para discutir a edificação para tal intento. A troca de informações científicas procurava garantir uma de uma base científica na Antártida, Essa possibilidade já havia sido aventa"diplomacia Antártica", ao mesmo tempo que não se discutiam questões de da em 1945, mas não lograra êxito. ordem territorial ou de aproveitamento dos "recursos" a serem identificados . Como resultado da reunião de Paris, decidiu-se pela construção da bae estudados cooperativamente. se Arnundsen-Scott pelos Estados Unidos. À outra potência da época, a A Antártida representa um dos casos que justificam a discussão da quesURSS, coube a construção da base Vostok no Pólo da Inacessibilidade. Astão da soberania envolvendo a temática ambiental durante a Guerra Fria. Ao sim, quase sem pedir licença, as superpotências instalaram-se no continente abrir mão, mesmo que temporariamente, da reivindicação da soberania terribranco. A Guerra Fria chegava à Antártida. torial sobre a Antártida, o Chile iniciava uma ação que agradava sobrernaneiComo ocorria em outras situações, a disputa entre os Estados Unidos e ra os Estados Unidos. A Declaração Escuderorepresentou uma abertura para a URSS pela soberania Antártida foi dissimulada. Nesse caso, ela ganhou que se iniciassem conversações sobre a ocupação daquela parte do mundo por uma roupagem científica. Pouco tempo depois da reunião de Paris, o intepaíses que não tinham argumentos para reivindicar soberania territorial sobre resse por novas descobertas sobre a última região sem fronteiras da Terra qualquer porção daquele ambiente naturaL A capacidade de produzir conhecifoi utilizado como argumento para novos empreendimentos no continente mento a partir de bases científicas instaladas a.Antártida.paSSgH-a-s@f-a--mecli-~----=========~a~n~t~árt~i~cgo~. --=--:::t:::::::z:-:-:;-::--:::-;::-::-::===-============::::=~~=====+====~da-oaralOte _______ Com.o.objetwo-de-ebserver-a explosõe sotan que ocorreram na segunda metade da década: de 1950, os estudiosos do assunto optaram por instalar pontos de observação em alguns lugares da Terra, entre eles a Antártida, que foi apontada como o melhor local para a observação do fenômeno. Para registrar seu intento, os cientistas nomearam os trabalhos como o Ano Geofísico Internacional (AGe). OS trabalhos aconteceram durante 18 meses, entre 1957 e 1958. ar-se ao p.aís.eS-que..tw-€Faffi-e-cl-i:reito-cle·ucupá. Esse precedente pode complicar a questão da soberania sobre a Antártida. Tanto a Argentina quanto o Chile, que tinham razões históricas para reivindicar a posse da Antártida, recuaram diante das superpotências e abriram uma possibilidade de os países que se encontram lá reivindicarem direitos territoriais. O último prazo para se iniciar a exploração científica acabou em 1991, quando, em uma reunião dos países envolvidos no Tratado Antártico que aconteceu em Madri, decidiu-se pela manutenção das regras

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empregada pe~a primeira vez a expressão Nações Unidas, que viria a ser usada ~nos m_aistarde para designar a o~. Por meio dele, os países reforçavam ~ m~ençao de estabelecer um orgarusmo que instituísse procedimentos ~~e ,~iabihza~sem a paz. Em 30 de outubro de 1943, dando prosseguimento a idéia de articular 'países par~ garan~ir a paz e a segurança mundiais, a China, os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Soviética assinaram em Moscou, URSS, ou~o compromisso que reforçava aquela intenção. ~e?os de d.OlS anos depois, durante a Conferência de Yalta - realizada na Cnme~a - antiga URSS - em fevereiro de 1945, RooseveIt Churchill e Joseph Stahn, então secretário geral do Partido Comunista d~ URSS anu c' _ ram ao mu . -9-8 . ~~~;;:;-:-;:;~~;;:-;~~-;;:;~~r;:;:;;;:~-:::;:;::;:~:;;;~~~~;::;;;;;;;;:=====- t--:7=~:::~~~~,eQSa e-er garuzaçao e países voltada para A EMERGÊNCIA DA TEMÁTI€-k-M\fBmN'f2t~l'~'U a busca ?a paz. Entre 25 de a~ril e 25 de junho daquele ano, cinqüenta países reu~lram-se na Conferência de São Francisco, em São Francisco, Estados Urudos, e estabeleceram a criação da ONU. Apresentaremos aqui a ONU, destacando alguns de seus mecanismos internos de decisão e de ação. Além disso, discorreremos sobre o surgimenInicialment~, ~ ONU operou por intermédio de comissões econômicas e to da preocupação em seus organismos com a temática ambiental. programas eSPe.clals desenvolvidos por suas agências. As primeiras agência~ tinham ca:ater regional, como a COIIÚssão Econômica para a América Latina e o Car~b~ (Cepa~). Elas desenvolviam estudos ue visav amAs imagens dos horrores pratii(c~a~d~0~s~dgu~r~a~n~t~e~a~S~e2~u~ngd~a~G~u~e~rr~a~M~u~n;-:::::::::::::i=:::::::::~lh~o~r~a~r~as~CJ~o~ndi~f,ç~Q~e;'S--d~-~e~v-~l~rl~d~~~- ~la,,""'Q..--~-~ qu e atuavam, mas ~ ..~ - '-b'~V --ia- '±93-<E1:!1iÍ~ -iJuflillGas-ve -6tegrat-ms---dos'C-anl o e c ncen raçao oram mUlto,cnttcadas. devido ao fato de suas propostas não conseguirem e de cidades destruídas - abalaram a opinião pública internacional. Era premudar o cenarro de desigu~ldade social presente em muitos países. ciso estabelecer mecanismos que evitassem a repetição daquelas cenas. Os programa~ patroc~nados pela ONU são variados e podem ser voltaAlém disso, uma nova ordem internacional que contemplasse as aspirações d?s para a edu~aç~o de cnanças, para a conservação do ambiente, para os das duas superpotências emergentes do conflito - os Estados Unidos e a direitos d.as.mlllona~, ~ara a melhor distribuição de alimentos no mundo URSS - tinha de ser construída. com o o?Jetlv~ de eliminar a fome, entre outros. Para cada um desses proNesse contexto, foi criada a ONU, organismo que tem por objetivo cengra~~s e defimda. u,?a sede, na qual trabalham técnicos e são realizadas as tral a manutenção da paz mundial. Sua história, porém, começa antes de 24 reuruoes de especialistas de todas as partes do mundo. de outubro de 1945, data da assinatura do protocolo que a estabeleceu. Esse A~ém de comissões econômicas regionais, a ONU conta com agências organismo internacional passou a coordenar a maior parte das iniciativas que estao voltadas para temas específicos, como a saúde e o trabalho, o que que resultaram na ordem ambiental internacional. resultou em uma grande estrutura, a~us~da de ineficiente e de servir apenas Apesar do descrédito inicial- resultado principalmente da experiência co~o pro~e??ra de empregos para tecnicos de vários países, em especial os da Liga das Nações (1919-1939), que não conseguiu impedir a eclosão da paises penfencos. Segunda Guerra Mundial=-, os países aliados reuniram-se, em plena guerra, C? C,on~elho de Segurança é o principal órgão da ONU. Ao contrário dos para discutir a necessidade de instituir um organismo internacional que pude.mais ~rgaos, que apenas recomendam aos governos que sig-am suas desse regular as tensões mundiais. Em 12 de junho de 1941, assinaram uma ?nentaçoes, as decisões aprovadas ~embros-dQ-Gellselho--têm-d'''''e''s'''e,-;r'-----Cleclara ão na ual se compr.üJne.tianuLl:rabalhar-€-ffi-Genjun-t0-tant-eJ-em-pe·=------I----11llp-lemerrtadas e os aí --Signatár-ies-d-a-Earta-da: Naçoes nidas que é --'ruí.l..oLLdUJoS-Cle-pa7MfH-a-ate-ae--guerr . Potrco=rrrais=dt m mes epois, em de ãssinada por eles quan.do ingressam na ONU. Dos mais de 180 países que faagosto, surgia a Carta do Atlântico, por meio da qual o presidente dos Estazem parte desse orgamsmo mternacional, somente 15 participam do Consedos Unidos, Franklin Roosevelt, e Winston Churchill, então primeiro minislho de ~egurança, sendo que dez são escolhidos pela Assembléia Geral a tro da Inglaterra, estabeleceram o princípio da cooperação internacional pecada.dOis a~os. Os d~m~s países são a China, os Estados Unidos, a França, Ia paz e pela segurança no planeta. o Remo Unido e a Rússia (URSS n~ época de sua criação), que são os mernEm I'! de janeiro de 1942,26 países aliados assinaram a Declaração bro~ ~errnanentes. Apenas e.sses cinco países têm o poder de vetar qualquer das Nações Unidas, em Washington, Estados Unidos. Nesse documento, foi decisão do Conselho. Esse Instrumento foi usado tanto pelos Estados Uni'-'UI

Vigentes, sem permitir, porém, o ingresso de novos países até mesmo para a realização de pesquisas. Na verdade, adiou-se a discussão referente à soberania do continente branco. A segurança arnbiental, tema recorrente quando se trata de preservação ambiental e que será discutida mais adiante, tem na Antártida sua expressão máxima. Conforme relata o cientista político Villa (1994), as conseqüências de uma exploração econômica sem conhecimento da dinâmica natural são imprevisíveis, podendo afetar todo o planeta. Esse é outro importante aspecto a ser considerado quando se analisa a Antártida.

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S01oser-me·udJ . e também Convenções Internacionais que pass~m a regular as A. 1952. a Unesco foi. nas . Nela. grupos privados e ONOs. O Brasil integra esse grupo de países. dJ· -. Nelas foram definidos planos de manejo florestal que objeÚvavam a Outra esfera de decisão da ONUé a Assembléia Geral.marnente_quanto~===+===============e er. •• .apoiando financeiramente as iniciativas 60 61 . Entre as decisões que podem ser tomadas enagrícolas durante os anos de guerra _ e depois na regulação de sua distribuicontrarn-se a intervenção das Tropas de Paz da ONUem áreas beligerantes e ção no mundo. Itália.. Ciência e Cultura . e denião .Comoes~eoor!g~a~o~m~a~l!s~l~m~p~o~r~~~~~~~~~~d~e~s~e~n~v~~·~~~~eqY~~ffi~~afuestrop~a~.a Unesco (United Nations Educational. a FAO. ações entre as partes.m ~uerra: a. apresentando um histórico de sua atuação voltados para os temas ambientais e comentar as visões de ciência e de técnica que predominaram na implementação de suas propostas. a FAOtambém tratou da conservação dos recursos naturais. Scientific and cipação de países que o Conselho. novas partes podem aderir a ele. França. em 1981. Para que uma convenção possa ser aplicada. o embargo econômico. a Conferência da Bj.s-d-a-G0Fl-veFl~ãe-ftl·ternaei:emal:-e-mesrrro_po-de ocorrer com uma Parte Signatária. devido à destruição de áreas sobre conflitos entre países. seao ambiente. aumentandodecorrentes da retirada da cobertura vegetal natural.:rir. O ponto de maior destaque da atuação ambiental da membro. As Partes Signatárias são aquelas que mgressaram no período em que o documento estava disponível para . Para o p~_ tre os países-membro e implementar programas de educação. Outra linha de ação se o total fixo de participantes. causada pela aceleração de processos erosivos movimento que tem como objetivo alterar a sua composição.osfera.-rltttrros-pafses-de'sej. Depois que um documento passa a valer.assinat~ra ante~ ?e entrar em vigor. Nelas são estabelecidas declaraç~es.bidos ~e m~nt:r em especial dos solos tropicais e das áreas desmatadas para a extração de relações comerciais com o país que sofre a sanção. e neces~~lO que um determinado número de partes a ratifiquem. acabam tendo menor impacto do que as da outra mstancra de decisão. No início da década de 1950. o estabelecimento de acordos de paz. __ ======================== a artedeve ratificá-Io _12ois le não terá valor taQt~)Jnle.nte. Nesse encontro.a. foi instituída. Para uma medida ser aprova- ra com sede em Roma. da Carta Mundial do Solo que preconiza a da indicação do Conselho e são tomadas decisões como a escolha da sede cQoser.iGaSrP()r-€x~mpl~~t>@SttF=â~fl:t-ar-€€)l'fl-illalel"f'am ém da FAO. sao atribuimadeira.dos quanto pela então URSSdurante a Guerra Fria. o principal organismo da ONUa abordar a questão ambienvisavam a minimizar os aspectos capazes de desencadear conflitos entre tal. até a Quando a ONUfoi criada. um novo país é reconhecido e aceito como membro a partir FAOfoi a elaboração. e-a-_ g~O~~awbmct~od~um~~ooCO~reSSQN~~CM~a~m~~~L ~ ~C:o~n~fu~r~ê~n~c~~~d~e~R~am~s~ar~~. no qual os países-membro são proi.às-d~Gt@gFafl:~g. desde que a legislação nacional nao obri-------. estavam entre as suas primeiras aç~es as que década de 1970. em 1945.. o que aca?ou por enfraquecer as decisões do Conselho de Segurança. Além disso. Tendo como meta promover o intercâmbio científico e tecnológico enpaíses.Agmndepre~ ~~~~--tattte-da-eMtJ. a Unesco pasmeiro caso. Quando ocorre o ingresso. nuciaram um cupação era a perda de solo.int~ma~ional para ?iscutir o uso do solo da Ásia.qUaISas partes declaram princípios sobre os temas embora não estejam obngadas a AUNESCO curnpri-los. . Além disso.\ffição-dQS. seus dirigentes realizaram uma reuções do Conselho de Segurança.torr~ad~s pela ~s~embléia Cultural Organization) _ Organização das Nações Unidas para a Educação. além de retirar o poder de veto dos membros voltada para esse objetivo foram as conferências ocorridas entre 1947 e penrtanentes. O embrião das discussões ONUsurgiram na FAO. ambientais da da são necessários no minimo nove votos.lem da ve a indicação da pesquisa de solos e florestas tropicais como aUXIliopara o aprovaçãodo~greUOdenovospa~es.(Food and Agnculture ~rgalllsou a encaminhar as demandas de organismos mistos _ compostos por zation) . Fundada em 1946 e tendo como sede Paris. que ocorre exploração dos recursos vegetais sem a degradação do solo e a ameaça à reanualmente e conta com a participação de representantes de todos os paíse~produção das espécies. as decisões . houcretação de zonas livres de conflito militar entre país~s e. Apesar de ter seu foco de ação na produção de alimentos _ pois previa' O grande papel do Conselho de Segurança é discutir e posicionar-se se uma crise mundial de alimentos para 1947. Vamos agora tratar da Unesco.também passou a discutir e a propor ações relacionadas A ONUrealiza Conferências internacionais para diversos assuntos. gundo deliberação de sua Assembléia Geral e/?u sugestão d_eum organi~mo ou programa multilateral.ncorda_com ~s termos definidos anteriormente. como a falta de alimento ou o acesso a recursos nat~rais.Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultuestados.mrparticipar tte1~ a . destacaremos três reuniões internacionais organizadas por essa organízação: a UNSCCUR (United Nations Scientific Conference on the Conservation and Utilization of Resources) _ Conferência das Nações Unidas para a Conservação e Utilização dos Recursos.a~nl@as-lfl(W--aet0r-a'Si1~clflttvt'5. ------pp. u~a p~rte co. Este número é definido para cada documento.

que os problemas ambientais ..Buscava-se criar um ambien1990. como veremos a seguir.SSltuação ambiental que tratava dos seguintes aspectos: bi lidade de mantê-Ia no conjunto de seres vivos do planeta.~ntos dos a~b~entes na~uUnesco ocorreu em 1949.. por exemplo. Como se potemas naturais. Os terroristas verdes .atona .-----or -f------les-Ej:I:l€---eélfl-s-ider-am-o maiôres-respons-áveis-p-ehnte-gnrda-y-íto-aTITlf -atao en teve lugar em Paris.IUCNe o International Biological Prograrnrne? . teve um papel inovador quanto ao pesca da baleia. como as redes internacionais de alimentos.OMS.. propondo a intocab~A Unesco.uma das mais a~tigas organizações conservacionistas do mundo. É evidente que a Unesco não apóia as iniciativas dos ecologistas pro- fundos. Estados Unidos. Lake Success. criada em 1948 em Fontamebleau.I I '. Suas ações. sa orientação. que passou a atuar a partir da década de ções e exigências aos países-membro da ONU.. ações mais radicais. dade quando existe a ameaça de extinção de uma espécie. impulsionados pelo referência que passará a ser freqüente nas reuniões internacionais da ONU movimento da contra-cultura. Embasados no conhecimento científico e tecnológico dos SISEstados Unidos.Muoo.] a crescente pressão sobre os recursos. ~~~~~~~'~~'~~~~~'~~~~~~~======~========~s~e~d~a~s~c~M~ê~nc~i~as~c~n~í~ic~a~s~d~e~a~li~me~nt~o~s. que respeite a capacidade de reprodução e/ou reposição tre as duas superpotências no território de qualquer uma delas poderia dar a natural das fontes dos recursos. A prepreservacionistas afastaram-se da sociedade de consumo. impressão de que o país visitante capitulava ante o outro.FAO.onal para Proteção da Natureza . a interdependência de recursos. A Conferência das Nações Unidas para a Conservação e Utilização dos Recursos II li I! _!II===--__ - il li O conservacionismo é uma das vertentes do ambientalismo. conhecida mundialmente corno Conferência da Biosfera. Os preservacionistas. Porém. em 1968. em Wyoming.espeito-à-temát-ie-a-ambienta-l-ocorre-s-s-e:-E-lrn. foi o primeiro a ser criado segundo eshidrográficas (Mccormick. 62 -I LI 63 --------------~--------------- .-illtema----_l-:t"'e"'ra"'t"'u""r-"'a'--'d""e"'-"e~colQgislasJ:adicais-olLprofundos-=-passar:am-a-agir-cQutr.~a reunião que. podemos citar um diagnóstico da sicionista em relação a uma espécie ameaçada de extinção representa ~ pO. um encontro enrecursos naturais. técnicas de recursos edu -' '<W. fugindo do munmissa científica como norteadora das diretrizes e políticas ambientais é uma do urbano e constituindo comunidades alternativas. Os ativistas passaram à ação direta. reunindo 64 países.. França. ssim como na reunião anterior.~.a WHU(World Health Organiza~li~d~a~d~e~d~o~s~S~i~st~e~m~a. como o Não se tinha a expectativa de elaborar durante a UNSCCUR recomendachamado terrorismo ecológico.es~e~nvo J lt YJment<Ul~fl_IH~€tlfSes-poFmetulle. A ação preserv~Dentre os resultados da UNSCCUR.). uma análinizadas com o obietivo de instalar parques nacionais que a ngassem auna. em conjunto com a FAO. à medida que os estudos indicavam sobre o ambiente. Esta vertente tem sustentado. e o desenvolvimento integrado de bacias tone.t~a~liIcs~m~oiite~m~ci°rin~s~e~g~uiI-l---t---itI~·o~n~)o~u~O:M~S~(~Organiz~ação. eles defendem uma apropriação humana cautelosa dos dia esperar. vernamentais e 13 ONGS.me&m€Ho€)€al'8=€l~êle-z--a~êfl1e-a.~ I i da IUPN6(International Union for the Protection of N ature ) União Interna ci.a~v~e~rt~e~n~t~e~d~o~a~m~b~ie~nr. e=FaI'que-Naeie-na t-cl~ 'e'uw. mesmo habitando locais distantes d~s grandes centros urbanos.~~.c-m-nalim ante no Que diz. ONU. um conjunto de A organismos internacionais _ Unesco.como as mudanças climáticas ou o bura~o na camada de ozônio .Q~IendenQO a retlf~~a da bour Organization ou Organização Internacional do Trabalho). como ribeirinhos e indígenas e a mor. tmpI~lllar reserv~s ~C. destruindo plantações de organiste de discussão acadêmica que pudesse indicar a direção a ser seguida pelos mos geneticamente modificados (OGM)e explodindo bombas em ícones da atores internacionais. radicalizam.:cE~s~s. cacionais para países subdesenvolviaos. financiou a população que nelas VIve. O argumento preservacionista sustenta-se com maior faciliencaminhamento das discussões ambientais em escala internacional. segundo Mccormick (1992). dotando-os de um racionalismo conservacionista emsociedade de consumo.disponibilizou recursos para financiar a Conferência Intergovernamental de Especialistas sobre as Bases Científicas para Uso e Conservação Racionais dos Recursos da Biosfera. As pnmeiras entidades preservacionistas surgiram nos Estados Unidos.a.r. Muitos basado no conhecimento científico disponível até aquele momento.. eles perceberam que nao estavam abrigados em seus refúgios e que também poderiam sofrer as conA Conferência da Biosfera seqüências daqueles problemas. que contou com a participação de 49 países. Elas foram orga[. 1992:52-53).. 14 organizações intergoplaneta.lWlte.s~n~at~u~r~~a~iS~. a grande ausente foi a URSS. com a realização da UNSCCUR.têm escala internacional. Seus seA primeira ação voltada para o temário ambiental de destaque da guidores atuam na busca do uso raci?nal dos ~len.a-aqug-----I----.Naqueles tempos..~fl~o~r~esgt~as~a~ni~m~a~~~~ex~OTImrc~h~USiti~~r.olOglca~. entretanto. em rais da Terra.m~'.i lOnal Lauv. embasarn-se no conservacionismo.também chamados pela hForam necessárias quase duas décadas para Que outraIenniãü.ecn(Jlogla aplicada. por seu turno.

boraçãode ferramentasde gestãoambiental. a ciência e a tecnologia serviram como legitimadoras da exploração dos ambientes naturais.especialmenteo impactodas mudanças nas populaçõeshumanase modelosde colonizaçãodessessistemas. Promoçãoda idéia da realizaçãopessoaldo homeme sua associaçãocom a natureSuprir as necessidades por meio do conhecimento científico e tecnolóza e de sua responsabilidadepara coma mesma (Batisse.. Acentuaçãoda naturezainterdisciplinar dos problemasambientais. surge o capitalismo verde. Essa medida passaria pelo 1991) foi delimitado pela espécie humana.como. uma das máximas da civilização ocidental.. d) Desenvolversistemas e meios para mediras mudançasqualitativase quantitativas logias que embasariam a instrumentalização dos recursos naturais. Em seguida. Tornadas também um recurso para a reprodução ampliada do capital (Santos. . Dentre os novos negócios e oportunidades estão a venda de filtros de ar.. novos conhecimentos para encaminhar as questões que se lhes apresentam 3.ee'~-ecl~se-~g~clo·~et~o·~esiJ~'Oe~lSn~·"s-m.• erge. O estabelecimento de métodoscomparáveis. Desenvolvimentode materialde base. na verdade. Assim. gera um paraos programaseducativosem todosos níveis. a ciência e a técnica podem trazer a redenção para os problemas humanos.-possib. listados abaixo: a) Identificare valorizaras mudançasna biosferaque resultemda atividadehumana.'nelüimie-a-prote-çã'olhr'rrarrrre-z3 p ra o es a e eci.compatíveis e normatizados. conhecer o ambiente natural signific. o funcionamentoe a dinâmica dos ecossisternas "naturais" e os processos socioeconômicos. atua na direção de propor soluções técnicas para os problemas decorrentes da produção industrial em larga escala.. que. na cosmologia moderna. buscando criar Assim..•. hoje a biotecnologia e a eletrônica e 4.para a 1992.Ls: acjIlliLcitados-. novas oportunidades para a reprodução do capital..fl~'dt~. como conhecimento da dinâmica de um sistema natural. A promoçãode intercâmbioe transferênciade conhecimentossobre problemasamque esse ramo do capitalismo estava em franco desenvolvimento. expressão cunhada por Bosquet e Gorz (1978) e reafirmada pelo francês Dupuy (1980).i. em l.~aJ~u~m~a. que definiu os objetivos do programa. foram transformadas em uma ideologia (Habermas. que é comercializado. Ontem o motor à explosão.j' aque e encontro. falso fatalismo: o de que o ser humano contemporâneo sempre disporá de 2. na qual os temas sociais e políticos ficaram em segundo plano. os cientistas envolveram-se na investigação da natureza.o' os q~utteeaficlc(')ar· tr~'-n~e'~l'~n~u'~m~" 'c~o· :e"r-~os' o' o'0mt " m' aSlSm"etexlpuoaSstdoes a .que marcou a ciência moderna desde seu início f) Promovero desenvolvimentoe aplicaçãoda simulaçãoe outrastécnicaspara a ela_ tem na concepção de progresso uma de suas referências fundamentais.----No-pl:ime-i. uma nova medida para a ação antrópica na Terra. d bi 1 b modos de produção que ger~ Impactos.. Para os seguidores de tal vertente do ambientalismo. O grande número de expositores dessa feira internacional já apontava aquisiçãoe o processamentode dadosambientais.@GelGgi€-amertte-e<:nTet<J.õ. a "natureza" ou.t~ífi~IC~o~s~u~e~s~irv~aim~d~e~b~as~e~mr. o ambiente natural (Ribeiro.anutriLainda-mai-s-a-e-s(3ée-i·p-----Destacamos Os itens d. criando a idéia de um recurso disponível.j. binada com uma visão teleológica que baliza as ações humanas. como preferimos.~ge~S~tã~=:. Estímuloao conhecimentoglobal dos problemasambientaisatravésde meios púamanhã será um novo dia [. a fim de estudarem as conseqüências das demandas econômicas em tais ambientes.r.cu1t1"{j"ffi SI o c ama o. o ecocapitalismo.:========~n~o~a~m~b~i~en~t~eiP~ar~a~e~s~t~ab~e~le~c~e~r~c~ri~te~' utr mentode fatores de qualidadeambienta!.o funcionamentoe a dinâmicados ecossistemasnaturais. modificadose protegidos. apresentando outra roupagem. de equipamentos para reten ão e -------~=~==~===~--------~-----~-~~~~-------t--~ n~' O~s~c~ie~n.se transformadas em seu bem mais valioso. Os membros da Unesco deveriam criar comitês nacionais que coordenariam os trabalhos em cada país e propor temas de pesquisa. na vida. em São Paulo na Feira de Produtos Tecnológicos para o Meio Ambiente _ e) Ajudara obter uma maiorcoerênciaglobalna investigaçãoambientalmediante: que ocorreu em paralelo à realização da CNUMADno Rio de Janeiro. e. G-Ur~s-natll~ai" . gerando teorias e tecnoexterior aos seres humanos.L. problemas. Mas 64 65 . foi criado um Comitê de Coordenação". O espírito científico . assim como podem mover a reprodução do capital .. o saber-fazer. 1973). 5.prcsedora-da selueãe-pera-os-probterrras'arrrbtetr ais. inclusive o saber-fae. em ~modoco~oc~~~u~õ~wbreaci~ci~a~~~eo~~w~ lismo. 1996). reproduzindo as soluções de modo a problematizá-las.taRGe-e--a6ÚftItl-!:él-de--conrredmcrr no eso ______ --"'e•. gico passa a ser palavra de ordem. abrindo. 1989) que embasaria outro tipo de ambientalismo.:. c) Estudar e comparar a estrutura. bientais.l.ambiental-gy.es. ] blicose outros meios de informação. evastação am lenta e pro lemas de saúde.que procurou reunir estudiosos dos sistemas naturais. e os efeitosdessas mudançassobreo homem. Promoçãodo treinamentode especialistasdas disciplinasapropriadas. isto é. Acreditando que o pécie humana imbuída do espírito moderno estaria contida neste ato: criar conhecimento científico poderia resolver os problemas da espécie humana. O discurso cientificista dominou a reunião. oram discutidos os impactos ambientais causados na biosfera pela ação humana.a--e-iêne-ial----t----fiumana eI aç. i'X: raciotoque de informação necessário para a resolução dos problemas. Ela é admitida como constituinte do modo de ser da espécie humana. 2. A teleologia da esmento que permitissem a proteção do ambiente natural. Seu produto mais importante foi o programa interdisciplinar O Homem e a Biosferai criado em 1970 .::==lt:===~t'r~·~a~tiaF~ma~ta~emn~'~t@o. em vez de preconizar alterações nos .g. que são renalidade seria o elemento central na busca de alternativas de desenvolvicriados constantemente. Comg) Promovera educaçãoarnbientalem seu mais amplosentidopor meiode: I. incluindolivrose complementosde ensino. b) Estudare comparar a estrutura.

ão €nt-fe-es-patses-mat:s-avancaâos em relac. Em que pesem as inúmeras críticas feitas à aplicação de modelos matemáticos à formulação de políticas públicas. que realizou três reuniões internacionais sobre ele. Porém. isto é. Esse modo de olhar o ambiente foi empregado em todas as reuniões internacionais organizadas pela ONU. o entendimento do ambiente modificou-se.ar~a"'0(')let~~onitJirr dade de dados ambientais como vital para a comparação das distintas situações encontradas nos países-membro. áreas de preservação ambiental distribuídas pelo~s p~íses-r:~lembro da ONU. por exemplo. No último item destacado.J:dag@fFl-i-It~FEl·i-s-eif>li-na . como as que apontam para um enquadramento da realidade em um sistema pré-concebido. 1986. por um sistema de valores que compõem a sociedade de consumo de massa. os estudos estavam dirigidos para os ambientes produzidos. mais avançados no conhecimento dos ambientes naturais e que acabaram tendo sua visão de ciência e de natureza predominando em relação à dos demais integrantes do sistema internacional. essência das coisas e dos seres que compõem a Terra. COonienand~8t0r-Ç-t}s-(Jue-es:tamrrn-disper~Qê. e Ponting. Porém. da B iosfera conseguem abranger pouco mais de 90% das espécies vegetais da Terra. a essas características são atribuídos valores de troca e de uso. para citar apenas um exemplo.Ientes naturais.Q3'~F-as"1leS'~crdi:l~ «onanas a compreensão dos impactos da ação humana no ambiente e suas decorrências: A~sim. Collingwood. trat~va-se de se lançar a uma nova empreitada com o objetivo de conhecer os ambientes naturais da Terra. a tundra en~re outros am~H~ntes. uma outra concepçao na Grécia Antiga. O objetivo central do programa O Homem e a Biosfera era promover a produção de mais conhecimento sobre a biosfera. O itemf destaca a possibilidade de se aplicar modelos explicativos à gestão ambiental.mpLeensãQdos-problemas-am9itmtai-s " nattiJ:. pois a maIO~ parte delas encontra-se em países periféricos.de-uma-ahG. principalmente. Naquele período da civilização ocidental.)Fllla"l--z. surgiram vários programas de capacitação de pessoal que foram inicialmente financiados pelo Banco Mundial e depois pelo PNUMA. A-e€fleep~e-nattlTeza hegemthÜca a dellne pela iogica de acumulação do capital. eles continuam sendo amplamente utilizados. a "natureza" era apreendida como um todo que continha e articulava tudo.ãíLao_conh€Gim€Hk7-Eles-aIl'tbiente~ e processos naturais e os que apenas detêm reservas naturais. 1994). 1986. a educação ambiental é entendida como base para o desenvolvimento de uma co. para que fosse estudada a dinâmica natural nelas presente. ao menos as Re~ervas da Biosfera foram implantadas em várias partes do mundo por meio de ON~S ou dos raros programas de cooperação. em especial para os países detentores de extensas áreas de ambiente natural.. Tal iniciativa passou a ser muito empregada tanto na recuperação de áreas degradadas. foran:: f~itos estudos que abordavam as formações florestais tropicais e subtropícaís. não assistimos a um esforço semelhante quando se trata da população dos países que praticam um modo de vida pautado pelo conSUlllIsmo.os últimos discutindo o espaço geográfico. com o objetivo de reconstituir a vegetação nativa. Ao longo da trajetória da espécie humana pertencente à civilização ocidental. que não conseguem mante-Ias por falta de recursos. como já discutiram vários autores (Casini. 1989. foram incentivadas pesquisas sobre os Impactos da atIVIdade humana em ambientes lacustres e marinhos em rios e na zona costeira.T it ·~~tI~. a vegetação mediterrânea e temperada. . Tais reuniões serão abordadas mais adiante. a grande marca do programa O Homem e a Biosfera foram as chamadas Reservas da Biosfera. vegetal. respeitando a maneira como cada agrupamento humano entende a natureza e se relaciona com ela. porém. Outro item a ser comentado refere-se ao que previa treinamento de especialistas das disciplinas que trabalham com a temática arnbiental. Este-é-unrdu a-s-sumos maIS destacados pela U nesco.- - essa definição teve. Porém. dependendo do enfoque que se deseje dar. 1989. Nessa segunda série de metas. É evidente que as premissas científicas adotadas vieram dos países centrais. Estima-se que as Reservas. . Nesse sentido. que se deu em parte devido à pouca coop_eraç. a avaliação do emprego de fertilizantes na agricultura e dos Impactos das grandes obras de engenharia no ambiente (principalmente estradas e represas). . não garante a preservação ambiental. o estudo das adaptações genéticas causadas pelas mudanças ambientais e da percepção da qualidade ambiental pela população. como indicam Altvater (1995) e Moraes e Costa (1987) . 1979. ou seja.S~eos estud?s p~econizados não ocorreram na escala {Jretendida pelo comitê de ~rgalllz~çao. inclusive a espécie humana. T:-atava-se de iniciar um trabalho com o objetivo de desenvolver na populaçao daqueles países uma consciência preservacionista e/ou conservacionista do ambiente. Leff. Em nossos dias. a natureza não existe como coisa primeira. ° ° " ii J! I.. ela é reproduzida na forma de ambiente natural. lI. mineral. que deveriam apontar áreas que fossem de reíevãncía ambienta! em seu território. ele é marcado pelo domínio científico-tecnológico alcançado e. Isso. I: I: 66 67 I' I: I.0. É interessante observar que o comitê de organização adotou os grandes domínios vegetais do mundo como critério n<lr<l r"'''. Além disso. Gonçalves. Vesentini.ª~(. Como decorrência. lamDemror~ Iistados como objetivos do programa a conservação de amb. catalisando a contribuição de especialistas dispersos pelos países-membro da ONU. zonas que estivessem pouco alteradas.. quanto na projeção de cenários para as mudanças clirnáticas globais. exterior à vida humana e dotada de atributos de ordem geornorfológica. a utilização da energia elétrica nos ambientes urbanos. em áreas montanhosas e em ilhas.

zonas úmw. A Conferência de Ramsar A Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância ~c~·'ulJ.=-±I'=: I [. .=u. devem ser consideradas como um recurso internacional". antes mesmo do final do período da bipolaridade.• '" . confonue foi definido no Artigo 8."".Q.". Irã.O-l+lQ-Qál'l~~e-aV-es-aqudl._.icas connecida Ramsar.entIficados no objetivo central da convenção.W&'eentr-a-I-PToleger os amoientes em que vivem os "pássaros ecologicamente dependentes das zonas úmidas".. Apesar de se pautar em objetivos comuns.€)~bJ0t. conferências sobre educação ambiental. a convenção mantém a soberania como preceito vital de diálogo entre os acordantes. doce.w. ~ U nesco realizou. Nele foi elaborada a Carta de Belgrado... permitem afirmar que texto final da Con venção de Rarnsar enconua-se ernbasado na "adição do realismo político. resses. entremeados pela controvérsia científica. ora obtendo vantagens as partes mais frágeis ao cenáno lUtemaclOnal ora obtendo a vitória as teses das potências hegemônÍcas. algumas dessas reuniões. e entre os povos. A pnmeIra delas Ocorreu em Belgrado (IugOSlávia). mas permitia às partes a "exploração racional da população migrante de aves aquáticas" em seu território. embo. foi uma das realizações de destaque da Unesco...O~~ã0-}2au-lo:a-~~nfcrmre. natural ou artificial. desde que ela não afetasse a reprodução das espécies. Outro aspecto relevante determinado pela convenção foi a manutenção da soberania das partes nas áreas úmidas definidas para a conservação. Ocornda na Conferência Extraordinária o das Partes Contratantes. charco. o que temos assistido. já que ela "convocará as reuniões ordinárias da Conferência das Partes Contratantes em intervalos não mai~res que três an. turfa ou água.-."o'v'm""o '""O"" que será as nações por mundo para idéia 0"'"""'0 68 69 . 0". Para que isso OCorresse.=~~·rrb.. abordaremrs.. Esses dois aspectos servem para ilustrar o fato de que a ordem ambienta] internacional não pode ser.4U-J. Mais um aspecto a ser comentado: a sede depositária da convenção ficou a cargo da lJICN. . em Ramsar. """de../. salobra ou salgada. e definiu.entre aíses.(. e que consiste na tese fundamental de nosso trabalho.. Curiosamente. oomport~""".eo~. se comprometendo a conservar os ambientes e a explorá-Ios dentro de limites que não afetassem a reprodução das aves aquáticas (Artigo 3). coube a uma ONG a função de coordenar os trabalhos.· -. Esse artigo possibilita a alegação de soberania contra possíveis investidas das partes no território nacional de uma das partes. já que nosso país está sob a influência do clima tropical úmido e.. buscando integrar a ordem ambiental internacional. amparam interesses e alianças as mais diversas.esG€nà0." aO-c. é a predominância de int~r~sses de ~ada parte." assegurar po de """.}jm~.u'te. A primeira reunião da Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância InternaCIOnal ocorreu em plena Guerra Fria.n IA "('\"7 .=."o! lUClUlQO -a-FeVl's-a(J(fo-J1. Além do rea. elementos da teoria da interdependência global p~dem ser Id. da qual destacamos os seguintes termos: --. cada parte contratante indicou áreas de seu território que atendiam às condições descritas no Artigo 1 da convenção. indicando que as análises devem ser específicas. == ±i:=====:.. e permite "por motivo de in:~t~e:"f:S. assistíamos à escolha de uma ONG como integrante da ordem ambiental internacional. 0.J N6.enm ad/:a€ia-etn-apeUd~ uma aas teorias das rela çoes lllrernacionais contemporâneas. em 1975. Cumpre destacar que o texto final reconheceu que "as aves aquáticas. Entretanto.. partes. 1997a:12).".d'''e dentro da b'o'b. sujeito às determinações desta convenção. Mu- de _o"".. ~. qual seja o reconheCImento da Importância das áreas úmidas para a reprodução das aves aquáticas e o fato de que estas não respeitam os limites políticos quando migram e em estratégias de cooperação científica e técnica entre as partes. zonas úmidas Internacional especomo Convenção de Ela OCorreu em 1971.. A complexidade dos temas.c.. e!>lão_cr.:rugo . nurna escala ooudiçõo" mamdade. em seu Artigo 1.d". com água estagnada ou água corrente. ] áreas de pântano. que merece destaque pelo envolvimento do Brasil.00'""1.-------\ '"""'agi< I E. incluindo áreas de água marítima com menos de seis metros de profundidade (São Paulo. A seguir. e-há--evtdenClas e amorenre físico. p. portanto. do urna nova ética globaí " urna que p'Omo". lU ernaCIOnaIS foram organizadas para se discutir aspectos distintos da temática ambiental..~'""'" .-n. OU os-timrt<=hl. em suas migrações periódicas. portanto. O princípio da soberania dos participantes foi mantido.' o " g'u'" ti- q"' a ordem ambienta! internacional é complexa e perrneada de inte- danças slgmficatIvas devem ocorrer em todas do os.emi.e"e oacionar u. realizada em Paris em 1987. "lli""ld"". E. A ."... afetam toda a huI".0s-a-Gt>· . ra causadas por um número relativamente pequeno de países. Esta é uma das evidências de ° . ainda.". As Conferências sobre Educação Ambiental . para e que sejam co m o h='~.a. podem atravessar fronteiras e. como ressaltamos. e recebeu o nome de Encontro de Belgrado. iniciando com a Convenção sobre Zonas Umidas de Importância Internacional.. 'udiv.. que =""""çu e responda com à.~. é". Apesar de reconhecer um objetivo comum à.lism~ político. cornplexas edi~ãmicas relações entre a humanidade e a natureza. conforme indica o Artigo 2.U!.. '~'o".sde. dirigidas a cada caso.SigUaldades_entr-€-P0bres_e--rrcu-s. permanente ou temporária. como sendo as -t.Ak. com o objetivo de manter as ãreas úmidas." '""00'0"" 'o".

"saíram as estratégias internacionaís para ações no carnpu da Educação Arnbiental para a década de 1990" (IN. .e:f:ma':ti··ul~-rr~-a:rl:::t~tJJlilli:_. envolve- 7 O a p.:a:. Brasil."" Bui"". Dias 199H6) l Para uma interpretação deste periodo. estudamos as primeiras etapas da ordem ambienM internacional.m~o_y_e~r_C __ olliJ+g...-----afirmando-t. . o lBP _ --------'~ . mai.r. Japão. não indicavam riscos na escala que os estudos ambientais vão tomar pública nas décadas de 1980 e 1990." OC~""'.. Do contrário.". Austrália. caberia ao homem reinar no planeta. Embora concebído paro atrair recursos parafoi mCN. Suécia.:. . a ternática ambiental ganhará escopo instituciona! na ONU somente após a reunião de Estocolmo. a Igreja Católica já havia proposto a preservação de algumas espécies.rática d d d ampla..:." h". Iraque. gorias pmll55ionais"."''m ela.fn~. progcamas de conservação de '010' .--da-eonveTIÇãoâe I<amsar-e-as-J:êl:HHees-0fganizadas-p-anrtr'lftar a eaucaçao ambienta]. 9 Este comitê contou com a par~icipação dos seguintes países: Argentina.di" P. dentre a prática pedagógica ' .o. e atender mais às necessidades Mais ra viabilizar ... Passados dez ano.a=mb. J 992. noje uma das mais influentes e atuantes organizações ambientais do mundo. outro órgão misto destinado a gerar fundos para os problemas ambientais Wildlite Fo"od (WWF). ( . que io~gmu ao p"'grum.. apesar de afetar diretamente a vida humana.-e.=0". d as pela Unesco.d-=aI:::g . Além da unpasses ambientais.ElEl.wG@. Deus não os teria criado.:.ate' '" eeumocs organiza.rtieip".0 que eles sofriam ern decorrência da Um dos em petróleo nos do especial devido aos grandes acidentes metan. "'li. NOTAS à frente.. Uganda e URSS.ão entre Capozoli (1991) apresenta urna detalhada descrição do processo que culminou no Tratado Antártico. o que contribuiu para o avanço do conhecimento ------- N"..Confel'gHe-ia-4a-Bi0sfera.h'i10i4rtiii:t.ie"'n:.mom. ação humana. em agosto de Iucrc.".a base que permitiu que Ocorreu a realização em Estocolmo da Conferênem cia sobre Humano 1972. "urna das re- g"'='mrn"" ° .. em Tbihsi (Geórgia).~a~e~le~v~a~ç:ã~od:a~q~U~a~l~id~a~d~e~d~e~v~i~da~p~ar:a::a:s~g:e:ra~ç~õ~e:s~p~r~e:s:e~n~te:s~e~ (1986) e Pontinz (L<l9it+ futuras (IN. união dofoi criada com o objetivo de contribuir 6 A ruPN órgãos ° realidade..:... o Tratado Antártico alcanço" seu.Intemational Biological Programme pai". à os princí- pios da educação e ambienta! a seeem aplicadosenvo ven oso quais uidentificamo.:m. entretanto. Irã. agradável precisa.] É dentro deste contexto que devem ser lançadas as fundações para um programa mundial de Educação Ambiental que possa tomar possível o desenvolvimento de novos _~~~ ~ conhecimentos e habilidades. em urna "="i. que. 89). 1992: 65). -'"0' 1987.m"..'muda-nças--qm: ~rerãn mrecwnad3S-fl Terra. [. di" um programa i"'om. ~-~h~affi. A decisão de proteger animais decorreu do reconhecimento de que eles também têm direito à vida.o::."."li" Á"ho Unida R"!'''li" Federa! da Alemanha....F. do PNUMA e da IUCN. como o nome dado ao a programa induz a pensar. t dos e os divulga por intermédio de revistas e atlas voltados para o grande público.."" "P'e o 'i'ibHid"'o que o IUCN e atua em vários países do mundo. 70 71 . d"'do= ricos ~P"".:. Kennedy .". o Congresso Internacional de Educação e Formação Ambientais. visando a melhoria da qualidade amPara uma interpretação _d_a_s_a_ti_tu_d_e_s_.. Malásia Nígería No. argumentavam os que propunham a sobrevivência dos animais. India. .. Dias.n".. a educação ambiental o preconizado acima: é apontada como a alternativa paJ Anteriormente. U:r~F G0nservatr-o--ríOf"t\i ture ano Natural Resources (rucs). Apesar da inoperâncía dos primeiros doeu men t05. Tchecoslováquia.o'". (1989).o[ imugiuM0="<00. mas tudo ISSO se constituirá em soluções de curto prazo se a juventude não receber um novo tipo de educação. CO""'''u'=krn_ro'''''''ru.'''do< U. voltada "a 10 os 05 grupo.e... e. em uma imciativa conjunta da Unesco. Dado o domínio territorial que o papado possuía durante a Idade Média. que realiza estuTambém se propunha d uma p.. do vários países do mundo Além disso.moou'r. realizou-se.::a e.al.. pouco se avançou."ie'o do ecológicos.s~e--G~.og.... Em J 977.:la. julho de era produzn informação me" 1964 passando a contar S".. Das primeiras decisões . '0=0.-t~~~~~~~~ "". p 1974..."'. criado em 1%0.o a d.id"" França.como o.:_ . Romênia.atar-se-cle.:r. em Moscou (Rússia). a es e ca e.d. ositivos d""_aç'" do m". seria pO... foi criado o.t"'a ••• li"'s. ver Hobsbaw-. re.es e não conseguiram da..j.i'l'. valores e atitudes. Neste capítulo. Com. A realização da UNS_CCUR.'o deste período.. """ da vida na Terra para a conservação """""ori_ a partir da ~" lações complexas meio-ambiente. I d o es t dan t e em sua atenção particular deverá ser dada à compreen... tas."._da. Nos escritos sagrados encontram-se as justificativas tanto para o domínio da espécie humana na Terra quanto para a proteção das demais formas de vida. 5 '0.. pelo mondo" wwr ganhou 0. Durante boa parte de Bio'f'm contou 000. " ram PO"CO' pa(. projetos propríos. ocorreu a Primeira Conferencia governamental em Educação Ambienta!..ç~ã=o.0I00""""m=1"-'''9''''''-no ''''1'''''''''''''''-''''"''''_0.. o Meio que elas Ambiente forarn. d""". em a chuva ácida.. até a :v'istas a-D0s-s-i-I3Üi-t-a1'::aü· .] Govemantes e planejadores podem ordenar mudanças. tt at rva uos recursos da dos povos (IN: Dias. "pOCOu.::.om ulanle aos o desen vol vimento socioeconômico -õi'en!'iai. Expõe mmbêm as ". ° pmqui""'nre.."ri~ dos primeiros .-(f-t1:).. Dessa reunião surgiram a interdisciplinaridade. C6i1o. pesados corno cursos d'água 0<.r...:. e novas abordagens ~e ~e: senvol vimento podem melhorar as condições do mundo.:.. Na verdade.. O problema surge quando analisamos a ONU..Í'.... Pode-se afirmar.ai'Jdp. que " m.". já que é o único ser semelhante a Deus.~ar~-. t~.çõo.mrprcrIJINITãõa humanidade e não de gênero.o~===:j=====a. científico de apoio do naturais pouco conhecidos. Para urna i"~". foram editadas diversas P""li"'eôo" sobre ambientes até então pouco estudados. à população mundial visi ibilid a d c sobre' questão arnbiental. sobre os si sternas naturais o registrar as 'rno'fo'm. tinha entre seus dom. que a escolar. financiando e implementando projetos conservacíonu. Rop. o que contribuiu para se evitar a extinção de espécies que eram alvo de caçadas. Deste evento. A.em"'e. '"doo"i".. No primeiro caso.= Sul ganhou este nome devido às inúmeras foAmérica do gueiras avistadas pelos pelo oceano noite.. (1995) ~r. ele a o World passou a oo''''=. a ação da Igreja acabou ganhando alguma relevância. oprocessos Unesco. o Homem e a sua existência. do biólogosdo vãrios (lBP) do rnund em 00". Reino Unido.ma~akttlGe". Inter- 4 A ilha localizada no extremo sul da que 060g". Além disso se pautaram em tema..foi o i"rrâmbinou. abrangenn. da Conferência de Tbiljse.. .----~b~i~e~n~ta~l~eL'~e~fe~t~iv~a~m~e~n~te~. objeti vos.'o'e"'"".

como o do crescimento zero. do qual fazemos um balanço. Também abordaremos os principais aspectos discutidos na conferência: o controle da poluição do ar e do crescimento populacional.: A CONFERÊNCIA DE ESTOCOLMO Nesse capítulo discutiremos a Conferência de Estocolmo. dois dos problemas ambientais que mais inquietavam a população dos países centrais. as iniciativas mais relevantes do PNUMA confundem-se com as reuniões internacionais que serão vistas nos próximos capítulos. proposto no relatório do Clube de Roma (CR). destacando a Declaração de Estocolmo. que surgiu a idéia de organizar-se um encontro de países para criar formas de controlar a poluição do ar e a chuva ácida. Enviada à Assembléia Geral da ONU. Estava 73 . o Plano de Ação e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente ou United Nations Environment Programme (PNUMA). Discutiremos também suas principais conclusões. em especial nos países periféricos. apontando as principais atividades desenvolvidas até a década de 1980. a indicação foi aprovada em dezembro daquele ano. Na mesma reunião. Depois desta data. definiu-se o ano de 1972 para sua realização. o contexto em que ela foi organizada e os conceitos que a influenciaram. emjulho de 1968. A CONFERÊNCIA DE ESTOCOLMO Foi a partir da indicação do Conselho Econômico Social das Nações Unidas ou United Nations Econornic and Social Council (ECOSOC).

1995:26). A divulgação do relatório do Clube de Roma foi um deles. por exemplo. como veremos.. O alerta ocorrido na Bélgica não foi suficiente para que medidas mais austeras fossem adotadas no sentido de controlar a poluição atmosférica.-- i . A melhoria das condições do ar foi paulatina e refletiu na redução das consultas aos serviços de saúde.caute. outros eventos exerceram maior influência sobre a Conferência de Estocolmo. a associação da poluição atmosférica. apenas dois chefes de Estado compareceram à reunião: Olaf Pai me e Indira Gandhi. as autoridades resolveram suspender a produção industrial até que a nuvem poluidora se dispersasse.. Entretanto. i . foi constituída uma Comissão Preparatória da qual o Brasil participou por indicação da Assembléia Geral'. como veremos no capítulo "A Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento". Esse assunto reuniu em Estocolmo" 113 países. surgru naquela reumão uma das teses discutidas em Estocolmo: o estabelecimento de medidas diferentes para países centrais e países periféricos que continua sendo empregado.. I i ! . ano em que foi assinada a Convenção sobre Poluição Transfronteiriça. Isso despertava a curiosidade e levava ao questionamento das decorrências deste fato. .iria.de. Durante quatro dias. Neste aspecto.r.atQri0~Na-semana-seguinte. Além disso. Mem na poluição atmosférica.. principalmente na Europa. O fim das reservas de petróleo.4~nk'7 {te.. Vejamos com mais vagar o tratamento dado a estes temas na Conferência de Estocolmo.. os hospitais foram ocupados pela população que reclamava de problemas no ª-P--ªLelho_[espir. foi adotada a agenda provisória e decidida a natureza do documento a ser assinado em 1972. Esse grupo.. como mostram as negociações relacionadas às mudanças climáticas globais. i . A decisão da Assembléia Geral da ONU em realizar a Conferência de Estocolmo decorreu da necessidade de discutir temas ambientais que poderiam gerar conflitos internacionais. 1992:105).1:11 1. Outro tema abordado pelos participantes da Conferência de Estocolmo foi a pressão que o crescimento demográfico exerce sobre os recursos natu- 74 75 . resultando em um intenso debate entre os zeristas e os desenvolvimentistas. e .a1izada.. foram tratadas a poluição da água e a do solo provenientes da industrialização. oo~<FlS-fegistraram naquéte peno ao um grande aumento de casos de intemação e consultas de pessoas com problemas relacionados ao aparelho respiratório. Nesse contexto. <l corrrerencia que marcou o ambientalismo internacional e que inaugurava um novo ciclo nos estudos das relações internacionais.. Tais encontros serão abordados mais adiante. todas relacionadas a doenças no aparelho respiratório. realizada em março de 1972. em 1952. Suspeitando de que havia alguma relação entre a fumaça que recobria a área e o quadro de saúde da população. ' . cientistas começaram a observar a presença de elementos químicos em plantas. Outro evento foi a Mesa Redonda de Especialistas em Desenvolvimento e Meio Ambientei . ocupou-se da parte funcional da conferência.es-d Estaao. e foi denominada Conferência sobre Meio Ambiente Humano. Naquela ocasião. A partir de então. Os números indicam a inclusão da temática ambiental na pauta dos países. i . e em 1987. em 1985...o. o objetivo foi elaborar estratégias para conter a poluição em suas várias manifestações. ponto central quando se abor da esse problema.chef.e. composto por 27 países. o lançamento de material particulado e de gases tomou o ar da cidade extremamente poluído. ano em que foi firmado o Protocolo de Montreal sobre as Substâncias que Esgotam a Camada de Ozônio.ao surgimento e/ou agravamento de problemas respiratórios na população só foi confirmada em 1930. quando por cinco dias consecutivos uma imensa e espessa nuvem de poluentes cobriu o vale do Rio Meuse na Bélzica então uma área indu . na segunda.. Suécia. 19 órgãos intergovernamentais e 400 outras organizações intragovernamentais e não-governamentais" (Mccormick. I t I ~ ! I t j l I . em Founex foram lançadas as bases do conceito de desenvolvimento sustentável.. A primeira grande conferência da ONU convocada especialmente para a discussão de problemas ambientais ocorreu em Estocolmo. rais da Terra. ano da Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio.fla-qual-registrou=se uma resenc a mar. A temática ambiental só entraria na agenda-de políticos vinte anos mais tarde. I I I I [. propostas de se limitar o controle populacional e o crescimento econômico de países periféricos foram apreciadas. como ocorreu em 1979. em 1973. que avançava nos países até então fora do circuito da economia internacional.-Y. Para organizá-Ia. A poluição atmosférica Ao longo do processo de industrialização.. em especial ao agravamento de doenças do aparelho respiratório na população afetada pelos resíduos. ::1:<:.em-F-GHHe-x-.o. Porém. i . Apesar da mobilização alcançada pela Comissão Preparatória. Esse quadro levou à adoção de medidas que buscavam conter a poluição e evitar que ela atingisse outros países. entretanto. inclusive dos aspectos financeiros" (Nascimento e Silva. [. a quarta sessão.da GNbIM-A:9. ] realizou quatro sessões. representando respectivamente a Suécia e a Índia. era um fato já conhecido que só foi massificado com a crise.-8u{ç_ª:.-entre-4-e=t/.r: CerGa-àe-quatw-mihrrorte-s acima ua mecha toram registradas.i. O drama vivido naquele país repetiu-se em cidades de outros países industrializados como.] coube à terceira sessão examinar o progresso verificado na apreciação dos temas substantivos e apresea~s~&tia-BeelaraçftcrsUoTe O rvieio Ambiente.p. em Londres.. A primeira ocupou-se com a parte operativa e com a definição de corno os estados-membro deveriam atuar.... quando da realizacão. passou-se a associar a emissão de resíduos industriais a problemas de saúde pública.

] está realmente Ocorrendo paísesjá industrializados.e~r~ê~n-:c~ia~d. A dirnimaior que a produção de alimento'.A maior parte do crescimento industrialdo mundo [.:.idemndo.inkt.:'sf.'O i 76 77 . Baseados em uma releitura da. Talconclusão. \ W ..:..cu. No caso da poluição. fim à descarga do substâncias tóxicas ou de outras matéria o a 1. este fato confirma a máxima: "O rico toma-se mais rico e o pobre ganha filhos"~.. resultados. com umhorizontede tempo maiorque trinta anose que incluivariáveisimportan- E"" princípios serviram para a criação de normas de controle da poluição macítima e da emissão de por uentes pelas indústrias. g."". ° ''''000 r I."... mas não estava sozinho nessa empreitada.Ff'l---~m~o~~::-:·~:~I1PeTSTrITJ5h rca O e inacabado".iQnaLacabQu--i. em especial da que vivia nas cidades.:.- ° A geração da poluição também é tratada de maneira geral..f. o problema da poluição foi abordado em dois itens da Declaração das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente: proclamações e princípios.m stocolmo. I I con.ob"mane"aI'!stitute.~~~~~:~:~~::~:::=:~=~==~ No pcinci!1i<>JWLa=~ n. alnuição do 'Ogando indicado. bate sobre a qualidade do ar nas grandes aglomerações urbano-industriais.::~.poderia parecer que os ciclos positivosde realimentaçãodominantes constituíssemmotivode regozijo. para ovo eu ma po uiçao expressa uma leitura baseada na teoria da interdecada uma das variáveis envolvida.1 o .".ultou da melhoria das condiçõeg de vida da i guns autores propunham o controle populacional. retomando de. grupo de pendência dos problemas gerados pela poluição.:::ou~m~t~erJj~e~r~Ir~ em outrosusos alegítimosdo mar UN° NªscimentQe. Estados A altem"iva .-.__ _ vez üe ana iSÂLas-r-azQ€l-s-que-levamà concentração externa.:.tgFf€. Segundo o texto final da trabalho redigiu o seguinte diagnóstico: Conferência de Estocolmo.Uma simplesextrapolaçãodessas taxas de crescimentosugeririaque o padrão material de vidada populaçãomundial dobrarádentro dos próximos14anos..e da publicação Os limites para O crescimento (Meadows.Os países deverãoadotar todas as medidas possiveis para impedir a polUlçaodos marespor substânciasque possampôr em perigoa saúdedo homem. os recursos naturais da População versus recursos naturais? "~~~~.. em um relatório que influendurante a Confecência de Estocolmo. Tcata'.m<>delo mais úti! disponivet p ara li<úoccom 0' pmblo=.prejudicaros cursosvivos e vida marinha."0 escopo. De. o que levaria à luta por alimento...muitasvezesincluia suposiçãoimpücita de que a crescenteproduçãoindustri~ do mundoseja eqüitativamentedistribuída entretodososcidadãos..==. <c.. 1.&:ci:. Apesar de h di' .-. .~. Para eles. produziu especial as que ocorrernm a.contudo.. eles acceditam que o penblema decorreu da perda de idéias de Malthus de que o crescimento populacional ocorre em "cala equilíbrio entre o crescímemo populacional e a taxa de mortalidade.. eco. o creSCImento I1ol2J.a'=...causardanosàs possibilidadesrecrea~tl~v:as:.o--..Micos de curvas exponen"ai. Os dois itens são: 6. Eles argumentavam que.:.a~n'. quantidades 00'00=""tais que P'''=O se neutralizadas pelo meioambiente.o·~ se material necessária planeta.00 de 0"0' em de modoa evitarem-sedanosgraves e irreparáveisaos ecossistemas.. no.õcs ambíentaís.. como parâmetroTerra seriam vida da população prover a baestilo de insuficientes para do.t...A faláciadessa suposiçãopodeser avaliadaquandose examinam as taxasde crescimentoeconômicoper capita de algumasnações tomadasindividualmente...1 Pelo que sabemos.~.ocoJo é '~d'dei~oo" global 00 .. 00 00000 modelo que '~"._ ---=. documento final que continha 26 princípios e que foi subscrito pelos países participantes. pc.Fifl:----I'----rm... Umavez que a produçãoindustrialestá crescendoa 7% ao ano e a populaçãocresce somentea 2%.iliic. população. ofTechnology... produção de alimentos eio_. à produção de alimentos para toda a população do Deveser apoiada ajusta luta de todosos povoscono:a~poluição. 1973)5. como 01""...====:I====.1973:37).. ! i I I ° . a luta contra a poluição deve ser tratada como uma bandeira comum. r:- -t O Clube de Roma" foi o maior propagador dessas idéias. recon ecerem que o mo e o matematIco empregado para se fazer as projeções que sustentavam suas conclusões "é c .nos quais a taxa de crescimentoda populanos ção é relativamente baixa (Meadows.""" população.l-99~ .W. Em conjunto com a Associação Potomac e o lv!assachusets ciou . em Eâ!ocolmo.. g~u". A recomendação é "pôr fim à descarga de substâncias tóxicas ou de outras matérias e a liberação de calor". dinâmico»ern poluiçãotal o "mo sãoentidades anterioemente discutido.~-. A distinção entre os países vai aparecer quando se tratar da polêmica entre a disponibilidade dos recursos naturais e o crescimento populacional..~·u.. a produção d e fil rltros e d e rna""Iopood.. ou de rovalnes.ugerida para elimina.... -::.~~d~0~W~S~'~19~7~3~:~18~)~.::.. sem o envolvímento de seus produtores diretos. Focam elabocado. os autores da obra afirmam que é r...• l.r. ~~&OO~~~~~~~~~S'~fu~~O~~~:t:~:i:s:mo:'===J=====~d~O~re~~~~.".-. lurecursos para nas iscussões ocorrida. i I tes como não como 00rnunSurgia também um novo e lucrati vo negócio.-. di"ocção é lacónica. _ 7 .. neste modelo. Unidos.tr:. "". Após analisar o. sem se citar os países responsáveis pela geração e emissão de material poluídor.:Em ~--=============== ° . .:. de co--+-------Além-da-poJoiçãu-do.'e o pagamento da dívida de riqueza.1"".. todos os países mereceram o mesmo tratamento no texto final acordado. "'..

do controle populacional em áreas urbanas. proclamações e prtn cipios."". ou seja. duas teses capitanearam as discussões na reunião de Estocolmo: a do crescimento zero e a desenvolvimentista. ela seria considerada um ato final d. o planeta. A participação . em 1979 e de ChecoobyI.." pata o gmude público a idéia da escassez de um recurso natural. entretanto. b r-i.e neocolonialísmo ~ obtenção de um estado harmonioso e global de equilíbrio economlco~ social e ecológico deve constituir uma aventura conjunta. do meioambiente fio"." vivia o auge da Guerra Fria. De um lado tínhamos os que advogavam em favor de se banaF-e-c-r ecollÔmi.... Id ci Apoiamos inequivocamente a alegação de que um freio Imposto a espira o cres _ mento demográfico e econômico não deve levar a um congelamento do quo de desenvolvimento econômico de todas as nações do mundo.---- Ao final do trabalho. [. '~-.. tanto em termos absolutos como em relação às nações econonucamente desenv~l:ldas." Mil" Island. 1973: 156).. as quais evarao a uma revi fundamental do Comportamento humano e. mas não ilude. usina nuclear pcóxima a Middleiuwn. e'~"i'M . O" agruparnenm.tQmar-uma-realidade-ca's. sociais. deveriam ser 'p"c"'~ políticas com a aprovação dos governos interessados (lN: Nascimenrn e SIlva. -:-_-:=6utro ~onto QlLe.. de população proJod'qo""" me" truiriam ambicotoli"". é utilizada batê-lo. Se essa proposiçao fosse emitida pelas nações ricas. novos atores participaram da reunião de 1972: as ONGS.inas que pcoce"avam o urãruo para gecat coecgia elétrica. 'mbi.. está distribuída de um modo tao desigual...Este ceoácio mudou em 1973. aparece 00' principio.:.. em 1986. 15 e _16 da Declaraçân das Nações Unidas sobre o M cio Ambi"'te. Vnido" Ocorrido..---·. a lndiae o MéxI~O com o objetivo de promover o controle populacionaL Os mais dIversos meto. o grupo expôs suas conclusoes e recomendaçoes. deixando claro que as mudanças ocorridas no ambientalis_ mo ao longo dos anos 1970 merecem ser mais bem analisadas. Nenhuma palavra.'. bélico."vo obstar o d...164).De.c.' ou o desenvo] vi mento. com a cri" do petcóleo.m"'oo '""'"m.~a' ". _ 78 79 ..opeepotêoci"" tendo em vista que. aoide"" de Thc.~.. l: r'· Crescimento versus desenvolvimento No contexto acima descrito... para que ela se iguale à nova taxa de mortalidade... momeoto hi"órico em que foram de"n volvido. . se empcegado" des- : 1 1. '. Q&Ghamad@~pai'Ses:em=rre'senv(Jlvlmemo tenna uma melhora substancial.. Contea o poucas as manifestações públicas de entidade. e afinnamos que este progresso só pode ser alcançado por mero de uma estratégía global. Porém.. 1995. principalmente. 1973). Estamos mais conVencidos de que a pressão demográfica no ~undoJa atmgiu u:n ruvel tão alto e. que so ISSO deve forçar a humanidade a procurar um estado de equI~ôno em nosso planeta. As diferenças entre os países foi reconhecida a partir de critérios técnicos.._····--1. A luta do para o d"".mb"..ro os di"i 'o.. .-adiação ouclear em u.al~6ff-a-nto~uráor e consumidor de reCUrsos nao-renováveis. humanos e à urbanização _"."d' em mira evitar repercussões prejudiciais ao meroambiente e a obtençao do maxlmo·1'de be"efiei". ou em que a baixa densidade de populaçã."pre"""c~a:rm~-~a~sLI~m~c~1~e~ar~e:§s":. Não foram ".. dcroog. _ ! o teor dos textos é amplo.dusui.. PM' e"cre.'. me'fi. Vednia. no sentido de explicar tal desequilíbrio ou.'fie... talísrno que ganhavam destaque mundial eram incipientes e focadas no pacifismo.oi'im'"<o. [..o-<ie-base-i.. possa 'mp'd". .. Desta conclusão surgiram inúmeras políticas demo~ráficas que ~oram implementadas em países como o Brasil.desper:ta-v-a-a-aten-çãoopmíão pública internacional ela em o temor de que OCOrre"e algum vazamenro de .eglOes em que exista o risco de que ataxa de crescImento demografico ou a~ --'--------II·6-=-.p~".. k --=~:!=======~~~n~.. i . humanos fundamentais e contassem àd"mi"_... artefa to.se. com "pacidade e volume de tal ordem qoe. de toda a estrutura da sociedadecontemporânea. . na Pensilvânia.:n...-€le-e.am biente mundial e das conseqüências trágicas de uma ultrapass~gem _dos limites \~S~ sencial para a iniCiação de novas maneiras de pensar.e-" aplicar o pto"ifie".. com benefício para todos (Meadows. os postulados do Relatório do Clube de Roma levantavam uma discussão política que envolvia os países.como a laqueadura de trompas e a distribuição de anhc~)UcepCl~nals . Novamente.. cooclu<õc.. do outro-. Reconhecemos que o equilíbrio mundial somente pndera. ~%ômie".dv" • + --'-------"""~.. ] .. as preocupações centrais do ambien. a seguir: i5 . coo "rmamm q"." que "W"o"". E"ado. Este último ponto é tratado de forma ainda mais explícita no item seguinte.ado estavam aqueles que reivindicavam o "desenvolvimento" trazido pela indústria...de tais organizações em Estocolmo indicou novos rumos para o ambientalismo. - =»: A influêocia de"a. como o número de habitantes de uma área e a pressão que possa vir a exercer sobre os recursos naturais locais. e"e medo não em infu odado'.mameoto movimento ambientalista internacional estava voltada das . pela primeim vez difuodio.". com o patrocínio de diversos organismos internacionais. ou deixar que esta última torne a subir (Meadows.. Até a Conferência de Estocolmo.dos cont~acel?tivos . ]. [. que reconhece a possibilidade de introduzir políticas demográficas para equilibrar vazios e/ou áreas densamente Povoadas..] .i Há-semente-doismmios Me restayrar e àesequilíbIio leSaltante: oudmunuir a taxa de natalidade. dentre as quais destacamos: Estamos convencidos de que a compreensão das restrições quantitativas do mero . que são "pmdoúdo. por associação. A condenação do colonialismo racista expressa no item 15 é acompanhada da necessidade de planificação. 0. mais baixa.foram empregados em vários países do mundo. baseada em uma convicçao comum.. mais que issG..

" I: . f i I I i I I: I 1: j. li'j " i' I I~ !~ [I! t. i: I: f: 1:1 1': 80 81 í:r! I Ir li li! !l. I ft H ~l 1I n li I li'j I: H !: i I.I li r. '.i r: i: .. i:. . .

WMO. ~..:~ • o Programa de Administração Ambiental .AmbientaJ ""'''''I . m"mo. Looge da> atenções c do. v. ."reàe-ee-tnfunrr __ en o.baseado na falta de deter minação dos pai".uso de sistemas de informação geográfica para estudos ambien- T bé 11 II • I 1:. . o SMGA H . que promoveu o tais (Tolba9. Os países periféricos. o. . afie=oo"Eartrrwafc . i..og. . recursos PNUMA ficaria relegado a um plano secundário. Unesco.MGA..e a determinação de sua "de. . um organismo internacional estava reunindo várias nações em torno de um problema de interesse mútuo (Mccormick .do fato de ficar distante da rnídia. Unidas 'obre D"Lerbtlf. Este fato ficou evidenciado pcIo tempo que se passou ent. o programa conseguiu aos poucos destacru:-se no cenário internacional. esforços de Maurice Strong.". Após muita polêmica.I " ~ " espresng çao do "NUMA em um país fora do eixo .do po er m . ~ reunião..tam Q' d b ~ .e~te":r':"c":..:1.idcação que ocorreu em Nairobi em1977 e foi. 82 i i ~ ~ 83 .n'e Afetados pela Seca e/ou Desertificação. _. para que se pudesse montar um Sistema de Monitoramento Global do Ambiente Çs. centralizando e di'ponibi.d~' ... . '.-: O~J'. lhados d~ poluição e deg~adaçã? litorânea em mares Comuns. lizando mfonnaçõ". da .gafH'SHl€}&·I.' 'a~eNtJ=es-ta-'Vanrsedtaclo-s-e pmses cen ra~s d Hemisfério Norte e que era chegada a hora de mudar este quadro. \VHO..c.a"'ç"'aC:: -. : -SêIl€lI"'~W~. ~s:. fOI estabeleclda a Base de Dados de Informação para Pesquisas Globais. O Programa ReglOnal dos Mares foi o primeiro deles8. livrar-se das man~fest~ções de ONGs. mundialmente.çõe.. utilizando os órgãos da ONU para consultona espeCIalizada. . Desejavam. p~r outro l~do. II ano. e a sua mstalação definitiva... ambientai.apesar do. ] reunindo 120 países e 14 órgãos da ONU para fazer frente a problemas cornparj]. na Confecência das Naçõ" Unida. a partir da contaminação química e segundo procurou o'gani. reillltadokAf'CSat'~----Para aplicar o Plano de Ação definido em Estocolmo foram cr~ados. depois . A maior prova disso foi a necessidade de se discutir novamente a de"rtificação em caráter intemacional que culminou.a De"ctificação no. . entre pai". uma rede de infonnaçõ" ambientai. IUCN e o Centro Mundial para a Conservação [..eguld?~~lae0far--um-p'-aTIOâeA _ {laI:a-CQlUl:late-à-Be'~~'"'lc'.!J:. ° ° . Apesar das dificuldades iniciais. países.ndeRlm-e-toFalnl'lh oru oração e pesquisa. realizando vários encontros. ~'. . em especial na África (CD). me"'umnaltva g o a o !'NUMA _ não obtevr.ft:. da Earthwateh o Regist".. d~raas °dNGS. . . em adotar medidas de conservação ambiental.iam nessa locahz~çao uma ameaça ao seu próprio desenvolvimento e imagmavam que sofrer~am um patrulhamento em suas atividades econôrrud·ca~. ciona e u stâncias uurucas Potencialmente T6"'m e Sistema Inteonacional de Referencia: O pámei".".o PROGRAMÁ DAS NAÇOES UNIDAS PARA O MEI() AMBIENTE • Medidas de apoio um amplo programa de capacitação de técnicos e profes~ores com o objetivo de preparar pessoal para as práticas conservaclOmstas. Se estas rnedidas alcançanun "Iativo . da"eali. foi um levantamento da. Interna. . resultado. IOt:~~z.:..Maliação. l am Sem con. a sede do I'NUMA foi fixada em Nairobi.a pri_ ° ° ° '"" primeiro diretor executivo.e. "I • ".e isso em não-confesso . Cada país faria um relatório informando a situação nacional. o PNUMA buscaria implementar convenções e normas que os obrigassem a atuar buscando a conservação ambiental. [.~ P a . ue=a.:fl:.ituaçõ" que penam em risco amb"nt. a medída que cada programa foi crescendo os próprios estados assurruram o ftnanclamento e a administração e os or a 'S-GiêRâ+ietls-n'~acMi""u""' nais e l). aeomparrhann!e e vunen e programas arnlógico d"tinado a evitar o a"mento do pmhlema._~======== ligou centenas de organizações nacionais e internacionais. [.~. escolhida em 1973.distnb~indo sedes pelo mundo. Quênia. o -4::i-------~~~e~6i~s-Geo. Em 1985..icava o um argumento b ternática arnbiental na ONU. em 1994. .ama de. esvaziou o. -=----+---d::=. . 1992:745).·f:t:·Ita:das_a_:: . que visava a coletar e divulgar informações sobre o ambiente.. Dessa forma. ] PNUMA agiu como um catalisador mtcia] e. Era um mal começo. .". il ° _ fi. em especial quanto ao inte<câmbio tecno. a Confecência das Naçõe.. para Combar-. que será tratada no capítulo "A ordem ambienta' mundial após a CNUMAD". Outra iniciativa do PNUMA foi o Programa Earthwatch. .. Países Seciam.uc"''"'. além.Qns. das quaís as mais importantes foram a FAO.:. viamente . com isso._.i ° ° ° I ° _ bientais internacionais e naCionaiS. 1992:120-121).

-divulgada em Estocolmo.d3-eLam. ] pode condUZir a um dee outrosle~~ mente raCIOnale durável. Nairobi sediou. que tinha como objetivos centrais: a) Manter os processos ecológicos essenciais [. e atrn i.EFIi par-eCflZi eom a IUCN e a WWF.. o mundo estava pior do que em 1972. que leva os novos habitantes a ocuparem os ambientes naturais protegidos à mento. rcien e na comunidade inEntre as soluções apresentadas na Decl _ '. tendo permitido uma comparação de resultado desalentador. tinha-se Estocolmo como referência..] os países desenvolvidos "0 Mas não foi só isso.ade-s:----t----~e~eIL\[Q. e esforços. recursosmadequada coordenação de enfoques e a e d di trib . proclama-se pela ajuda 84 ' e e InSIstentemente lembrado nos docurnen. rvaçao os recursos naturais (lN: Tamames. os pnncIRIQS-do_des@..orços mte mas ambientais mais graves O ernp d" mos em combater os probíed . o México. b) Preservar a diversidade genética [.' temaclOnal (IN: Tamames. sua devastação.[. d as em outros países em desenvolv' . elaborou-se um novo diagnóstico da situação ambiental mundial. . _ I 85 .al-se-ja-a-b -rt.. Inicialmente avaliou-se o que fora implementado a partir do Plano de Ação e confirmou-se o já sabido: muito pouco tornou-se realidade. rego e técnicas ap .. se..-----lef:Fa:s:-'"MaTs-uma-vez os oDres e seu esti o e . A Conferência de Nairobi Sede do PNUMA.. Segundo essa visão. no e çao traça o em Estocolmo. sumista da sociedade de consumo. porém. .--. ropna as.lsabili-z. O plano foi transfonnado em exercício retórico. da falta de dispom'bl'll'dade da. - . Na ocasião. cla .. Desta vez. preconizou_ [. Em outro trecho da Declaração d N.]. Por essas razões o Plano de Açã o nao teve repercussãoISsuficí a urçãn t desigual destes . Ambientalmente falando. A máxima de que a pobreza é a maior fonte de deNa primeira frase lê-se claramente um d " . foi organizado um novo evento internacional que ficou conhecido como a Conferência de Nairobi..-qu.. Naquele doeu. redigida em reunião realizad es oça o brc Declaração de Coyococ. pe a evastação de ambientes naturais. ~odena tomar compatíveis o progresso 1985:254-55). sobretudo originaeconômico e social com a conse Ime~o.resp. .fl-v-01-vi~ -.. -'------gradação ambiental-. uma conferência internacional que avaliaria a atuação do programa. em países perib dor a féricos o crescimento populacional ocorre principalmente em áreas rurais. harmoniosa entre a sociedade e o sexpre~so cOb~oa busca de uma "relação u mero arn lente natural ['" ] conectado Mais uma vez foi poupado de críticas o estilo de vida opulento e con' ao d e autodependência local" (lN: Leff. . pOISeste conceito já havia sido ura ouro Também aqUI nao h' novi. t. Para isso. o ecodesenvolvimento foi e a em outu ro de 1974. o d e so I maisd adtante.. ] um~ metodologia ampla e regionalmente inte ra _ senvolvlmento socioeconÔmico ambi I g da [..c=----J rrsca e um d' d ad e. 1985:196)..Q. foi reafinnada com todas as mento sustentáyeLque_S€Fá-cl:s _ tidt . o PNUMA claborou a Estratégia Mundial para a Conservação. c) Assegurar o aproveitamento indefinido das espécies e dos ecossistemas (Tamames. 1985:253-54). entre outras coisas que: araçao de Nairobí.I-\Ll_meftto_econômico 1 CU . Pouco foi dito sobre o excesso de consu-. 1994:319).]. em maio de 1982. condições de fazê-Io poderiam ajudar em seus es. as naçÕes em desenvolvimento [ ] pises eu. bi aos países periféricos ponto qu .

menos do ' . es v~ldas.in.H sa .e:.I no Leste e no Oeste.i~es-intemac mames. leconhecendo que ' :1 mu?anças sociais e .j medidas tecnolágicas. .alimentos. embutindo u d ' ~ at~ os problemas ambientais sumoper capita nas naçõesdesenvolvidas o rápidoincremento populaçãomundial e da ma ura cntlca a ONUe aos gove 'I: originamuma pressãocadavez maiorsobreos recursosalimentícios dificultando e nos~ existemproblemasurgentestais como a modl'fica_. s quanto a neceSSIdade de se alterar o ' Neste trecho inicial do documento das ONGSvê-se uma clara acepção Este aspect d . entais para se chegar a um quadro ij Acoplar injustiça social à degrada ão' .sttio de ~i~apessoalde acordo coma I 1985:278).ou seja. ainda que sejam necessárias novas tecnologias ambiental e I socialmente sensatas.A degradação amb __ ie::.~ o. são contundentes e não deixam dúvida de d~senvol~lmento econômico modo de vida hegemônico. existe uma novidade: reconhece-se que as técnicas desenvolvid as e aplicadas por países periféricos devem ser difundidas entre eles..O atualprocessode desenvolvimento. ças.Üsffile5-es-_------renaisesta em francaregressão (lN: Ta- A crítica à ONUprossegue.conÜBRya_nas_Naçu_r-r=-' a e de amll.m. 1987).e~~~o~re~~ta~z~-----~----~p~o~1~ít~i~C~o~c~o~m~o~auM~ema~~d~~~am~.. Nesse caso.:a=-::. estaria salvaguardado no eus representantes ava nçaram.i. ao têm promOVIo de rnanerraCOIl" em outras agenCias ONU.!. _ .=um{hl~r-aàac. cultura.a em um contexto político A" rlif"r. . lenta ISmo O direito' a dif erença.A liberdade"'para se~~ IreIto~ de suascapacidadespara decidir e i de vida dos países centrais também causa impactos ambientais relevantes. . em seUS-OLgar.ã(. As críticas mais duras e diretas à falta de ação do PNUMAestão presentes na Mensagem de Apoio à Vida.i gradaçãodo meio ambiente.políticas são fundam ' fi SOCiale ambiental mais justo. j. declaração redigida pelas ONGs reunia das em Nairobi. Do resultado deste trabalho. .in:. . sosesforçosparalograrumdesenvolvimentoustentávelIN: Tamames. que faz ricos a uns poucos e pobres a muitos.J' .Têm contribuído com que se gasta a cada meiahoraem arma p NO_MeIO Arnbienr-. desde os _' l' Ia semprecedentes_a. " mensao verdadeiramentezlobal no ogras_ _ I ecologIcamente' pengosas. A pesar ld arn lenta constituem a causa fundamental da degradação do meio ambiente (IN: Tamames. ela tem de ser analireza como parte resp onsave Ipe I degradação d a li entre as ONG" "UQ. _ i I 'I'I -+!Ij-------iU'sti-ça-social-são~com:o~crc75físervaçao e o âesenvolvlmento. destacamos o que segue: ""r. I I 1985:275). entretanto. necessl a cs SOCIaISessencial (lN: Tamames.1. :1 :J I..u"'m<rae_sc_a !Il '1 :. no texto .que os-pro'I O processo atual ataca a todos os componentesdo meioambiente natural.I peCWIZaaoS e em Ql!tras. 'ISO Lazer algumas cone A' . Não podemos fechar nossosolhos diante da contínuadeONGs de vários países seria preec' PO)O a Vida em uma reunião que reuniu :.. o que demonstra que a simples importação de pacotes tecnológicos estaria longe de resolver os problemas ambientais dos países de baixa renda. ' o po e ser Ilustrado na seguinte ' -a'ssagem' interdependente da temática ambientaL Para os seguidores desta premissa. . iesenvo vimentocomoum simples aumento do con~u nais e serviços.os danoscausados 'I ' i. em todas as partes. id .J:I. Têm autorizadouma Seda I . resultantesda introduçãode tectasI oxicase radioativ perSIstentes. Mas mesmo as ONGsmantiveram o argumento que responsabiliza os paícomunidadese governoso resO"ateld~om~u~ processoque permiteaos indivíduos.:ta:::l..f1/jf " Ri! O trecho anterior convida à reflexão tod _ na utopia transformadora do arnbi li os aqueles que nao acreditam ' .~ril!Çaode umaalternativarepresentau ' . assim como outras mudanças sociais e políticas relevantes (lN: 1 Tamames.1 ve ser alterada para criar as condições políticas. aumentocontinuodocono da O em escala mundial. sistenroas pnondades do PNUMA ~ mentos. as E '! M'ars a diian te. de" :.}"risão_em s» requeremumaaçaocoordenad . ma contradlçao entre este trecho e o .. s ( a atmosferae o aumentode substa"nc' tó çao do clima.--lI . 'i anterior que reconhece a pob .) mesma moeaa.tm§l'a-s: -~~~!~~~-----+[~"+J~~~um~n~w~~m~~enm~q~u~e~u~m~a~m~u~=~a~n~ç~a~w~e~~rru. os valores tradicionaise asesco e. ' . uma prerrussa pos-moderna para alou (G " I manifesto das ONGS Mas s b ns uattan.que re IgIOSO.a o Fun::a o~aque merecem. encon tramos a seguin t e passagem: .'' des sas diflICU ades.as taxasde natalidadecontiTambém são as ONGSque trazem ao d b nuamsendoaltas.as baleias e as árvoresaté os sereshumanos. econômicas. as críticas ao modelo rsmo ' aparece .combustívele moradia. e sua so uçao nao pode I governoatuandode maneiraisolada M " ser a cançada por nenhum Ir blernas do meioambientezlobaí ' ' ais precIsamenteno momentoern.l. A cultura uniforme do alto consumo.:n::. as duas laces de uma . serviçossanitários.~iant~~m~m€Ffl~Rg€F. 1985:279). uma das matrizes do bi l' essoes. c ses periféricos pela degradação ambiental. 'i pássaros. stasamea' .no Nortee no Sul.I' :. :i :1 tos resultantes das reuniões da ordem ambiental internacional. Representantes de 55 países encontraram-se e discutiram uma pauta alternativa durante a realização da reunião oficial. 1985:278) (o grifo é nosso).'.Para~~~araum~x~ !~ tão presente quanto agora. I :1 I 86 87 I: " . te o caráter i.. desta vez com dados bastante objetivos: Os governos do mundo têm a a ência d apenas30 milhõesde dólaresp. :1 dade que merece ser destacada Se há u ç amble~t~1 tambem e uma novj..I! ambIental.~ ==liI=====:eliitatr. tem uma di:. I' . e Ii Notempoem que os pobresnãotêmsatisfeitassuasnecessidades umanasdeáguapotáh I' vcl.l mos: I.'It c» .stiru.Ele deveser defin'd mo e pro ução de bens mateI.1985:277). Os problemas do meio ambiente não se resolverão somente com :. embora reconheçam que o estilo seu próprio futuro.favorecendo crescimento população.FehTambientç la. nos coloca diantedos mesmos perigos._ manha que afetaria a todos e que teria uma causa comum: o modelo de deelaborare articularumnovotipo d d m ImportantedesafioIntelectuale político' desenvolv] e esenvolvlrnentoNão se pOdeseguirdefinindoo d' ' senvolvirnento adotado nos quatro cantos da Terra. tecnológicas e espirij tuais que estimulem a coexistência de uma multiplicidade de culturas e seu canseII quente crescimento.

vimo.o PNUMA. co=+1F======~m)::3l:al<g.: canadenseenvolvido em naáreaarnbientaíno•• reon"o.de nece"á.'" doqo.r li U·~ -!:f _ if :~ .=S€Hf~itigenresl1eínoperantes política~ente .h'o<o. dele . A presença de um orgao especIfIco inibiu a iniciativa dos demais em relação ao assunto.e os derivaem t ou dos de petroleo.!.'.ão Oportunas _ não é possível esquecer que o PNUMAen.ta que nao conseguuam angariar recursos humanos e fmance"o. tudo leva a crer que ele foi construído para não funcionar como uma instância . ! i.o pnmeiro diretor executivodo NUMA . O saldo das ações do PNUMA não muito positivo . Sendo assim. ele cresceu e envolve muitas áreas. tendo em vIs. fei ta s ao PNUMA. pessoal e na ela b oração de po I' . advogam que problema é organizacional. Com o passar os anos.docombusnv-] tossü. da ". pois foi designado :~~t~:::. 1985:283).fundamentalmente.. gestores do sistema das Nações Unidas. ~unce trong. lh ". O P"'MA foi a maionealização da COnf"êocia de Estocolmo. Ele passou a catalisar as demandas da área e foi alvo de duras críticaso-pLOmovidas sObretudü-PelaS--GNE>:s-!t. Plano de Ação. como veremos no próximo ~apltulo: no qual apresentamos as principais reuniões da ordem ambiental InternaCIOnal ocorridas antes da CNUMAD. pai.'!'". ~elxara~ ~s questões ambientais em segundo plano. A decisão de maior vez como o responsável pela implementação das ações que nela il •. d d T ld d pesar as I ICU a es. Sob 'Ou. em numeroao. au'pfeio. empregado~ USinasermoeletm:as em indústriaspara movimentarcaldeiras. como Adams (1996:359) e parte das ONGS.ento Silva (1995) apresentaumaanálisedasposiçõesdefendidaspelo Brasildurante e aM .veículo. · ir I~ -==~:ilL====li' . Seu plano de ação não logrou êxito. .~""~-".dem _ ~tal~I~n~t~e~:~.levantes. em especIal a Unesc. como Ocorreu na ConferenCIa de Nairoh]. "xlad".tambem. Apósa Conferênciado Rio. Apesar das críticas .volveu-se com a maior parte das reuniões internacionais organizad~s no sero da ONUa partir da década de 1980..l:te-acu:aratfl.8M~. ! Discordamos dessas interpretações.". Ele também parA ncipa do Glo?al Envlronmental Facility (GEF) _ fonte de cobiça de inúmeras ONm e paises com pmblema.oo_o"'~''''''m.1------------------------------------------- . i! r I. fato que não se concretizou. 'r .~. c potencíaís ambieo''''. muita. ' supranacionai. li 1" i .. Desde a localização de .bas€ades-ne-fe-al-isme-poHtico-:-0I----~----go-que --ffii!!------'P=:'N"':'.talvez possa ser jus1: tificado pelo mal começo e pela falta de recursos humanos e financeiros. a história do PNUMAtranscorreu como apresentamos acima. Além disso ' com aA gen d a 21 um d os documentosP provenientes das disa o esenvo vnnen_ ..!n '. cus. Elo cas. como ressaltamos foi a criação do PNUMA.ã~o~a~tmTt°~sifética e a gesrãn cos recursos naturais.".ia pam implemeo'".o..:u~i~to~siP:a~ís~e~s~a~d~is~C~u~t~ir~p~o~n~to~s~im~PtOrrt~a~nrt~e~s~c~o~m~o~a~ PIO~I~U~iÇ~. A poluição atmosfencae ca~sada. u e e ornanasceuda idéiade AurelioPeccei. O desenvolvimento de suas ações concentra-se na capacitação de '. principalmente de algurnas ONGs. cor~ mo salvaguardar os interesses nacionais? Seria muito difíciL Por isso. o que me 0rou parcialmente 'eu desempenho. como Mccorrnick (1992).empregadosem motoresa explosão o 4 O Cl b d R que movimenram..soes da CNUMAD..empresáz:i0 omo"'~mo h""=I'" vários ramos de atividades econôrniíncluíndo o setor p"".r~m.ccOfffilck. em qaaOllda. programa deveria atuar como articulador de uma série de organismos da ONU e não dispõe de poder nem tem condições materiais e financeiras para isso. _ em parceria com o Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas ar DI' to . ou seja.:. o PNUMAsobrevive e conseguiu reunir um voI~u~e de recursos e d~ atores que não pode ser desprezado. em áreasurbanas. que atuif am a na ti de seus_pLóprios-intet:esses.-' I'·. reododo o'" mmond""'=e".ua sede até as · ações que conseguiu implementar em sua primeira década de operação.vimos que outros organismos da ONU. que acabou derrotada.G~_Mrereoo.. que a Conferência de Estocolmo conseguiu en~V~o~l~v~e.pflnclp~lment~ oleodiesele a gasolina. VUlros.o. com poder de ve'o do Conselho de Segurança. pos a cnaçao . Um organismo multilateral constituído de poder e de condições de atuar em relação a seus · afiliados levaria a uma perda de autonomia e de soberania. bla tOI também palco de uma luta entre as teorias desenvolvimentistas e a teoria do crescimento zero. duras critica. i' I' ° ° ° I' m. membm. 992: ~OI).'. mdo. a'nLla. industrialitalianoque reuniuem 1968. ! t Apesar da. S Conferenciade Estocolmo.surgiramrumoresde sua intenção 1 ~e ser mdl~adopara?ecre~anoGeralda ONU.!I t ' II 11. o esvaziamen11' to do PNUMAcorrobora o argumento central já defendido.e acabou não conseguindo exercer a função que poderia e que § I 2 Nascim.':.uma5-@NG&-aflent-ar-atIl41a-EetnfeTênc' d~atrõ15i. foram realizada.~o.~Afl~aF-àe-ter-rnr~. . f.-.pessoalue vanas ONGS ind~ vidualmenteconsideradas.comoo carvão v'&0<" e o gás natural .éJ4ttterdo-panrdÍgma-d-a-(J'Uerra Fna. Há ainda os que culpam a localização de sua sede em um país fora do circuito mundial das grandes decisões.pela emissãode gases resultantes de pmo. d"taque." ao ""0001= euocupou ~m em na Co eLência-dQ-Rie-:-Elefo'. e a Declaração de Estocolmo ainda hoje é lembrada como uma importante declaração de princípios que também não levou a resultados práticos. tomou emprestados postulados da teoria da interdependência. ~·ttftl:-r'l. no nosso entender.que s.teve sua importância ámpliada. íticas naCIOnaIS vo Ita d as para a imp Iemen t ação das convenções internacionais que promove.a Neste capitulo. NOTAS I~ W ili Ele foi criado para atender a uma pressão emergente. [I' 1/ Ij! il! 88 89 (jl~ ---+11 ------------------------------------------.e esperava por decisão do. . foi .Delegaramuma grandequantidadede tarefas semgarantir os meios para suaexecução(IN: Tamames. pelo.~uu esvaziado e sem poder acreditamos que s1asfeahz~çõ~s tdoram inúmeras e alcançaram objetivos r. I t O m an d Op art e d a so b era nia de suas partes ' I.

com bustlvel que os mais velhos. manipularam em um ferro-velho uma peça de um equipamento hospitalar que continha Césio 137. acarretando em doenças como câncer e leucernia. economistas. Sem saber do que se tratava..' fi ~ f ! ' :& -==='~! == ._eJTLp_ar:te.!I. além da morte imediata de trinte pessoas. Na ocasião. Ü!!tru. com a alegação de que havia são mais econômicos e consome'm an o a uma dll~l1nUIçao da poluição. Apesar de ter conseguido evitar a explosão. COm o crescimento zero. o sistema elétrico deixou de fun" 6 Em Three Miles li " ~.por razões ainda não divulgadas -. confonne o fipara quem não respeitasse o rodízio PI ~çao. em parte certamente devido às pesadas multas ocorrido uma renovação na frota lev' e: 01 suspenso em _1999. . contaminando também produtos agrícolas e animais que seriam usados como alimento..) para discutir [. I ragern os bustã IZIOso serra Implementado quand I .um grupo ue tnnta pessoas ae aez países cientistas.~~~~------------------------------J-------------------------------------------------~i Outras localidades também registram índices preocupantes de poluição do ar.:c~io~n~a~r~..UIçao atmgIsse índices elevados. o qill!_. Como medida contra o problema foram criadas severas leis que impuseram a adoção de i filtros e monitoramento dos gases lancados na atmosfera pelas indústrias. Entre seus objetivos estava o de produzir um diagnóstico da situação mundial e apontar alternativas para os líderes mundiais. que analisou também vários outros documentos produzidos pelo Clube de Roma. intensificaram-se no Brasil a partir da década de 1970.além da elevada concentração de veículos automotores (ônibus.': 1~ I I I' _ i~li {.ocorreLLern30-de..n am_G5-6empromT~'s"'ocrSriilPrl"'te"'rn=a'"c"'IO"'n"'a"'l" 9 Mosta~ak: Tolba foi o segundo diretor executivo do PN .'. as diferenças regionais e de riqueza se perpetuariam (MCCOfIlÚCk 1992'92) ' Island . Japão. Nesse caso. até que a pressão retomasse aos indicadores normais. a radiação acabou escapando para a atmosfera e afetando diretamente cerca de 20 mil pesi soas que moravam nas proximidades. como ficou conhecido vigorou tempe tu ' b ' ' nos meses de maio a sete b ' d ra ras mais aixas dificultam a dis '~d ' _ m ro. j desenvolveu Um dos mais importantes pólos petroquímicos do país devido à presença da Refii naria Presidente Bemardes. ao apontar a pobreza como causa fundamental a ser combatida. pois a população certament o a po f.etada pelas más condições do ar. São Paulo.] os dilemas atuais e futuros do homem" (Meadows.q~u~e~c~i7. educadores. impedindo a vazão automática dos gases. tivemos no Brasil um episódio que resultou na contaminação por radiação nuclear de algumas pessoas em Goiânia. a solução de urãnio resultante do processamento foi depositada em excesso em um dos tanques destinados a abrigar esse refugo.mmia=. houve o contágio dos operadores e de parte da população da região. Com o rodízio. que não dariam conta de conter todos os elementos da realidade. A ausência de controle ambiental gerou vários problemas de saúde I• na população.. além de virem de d gases resultantes da O rod. foi preciso utilizar água fria para impedir a explosão do referido tanque e o aumento da área sujeita à contaminação.99-nas instalações-nucleares da-l€0-Gempan' L<U. Já em Chemohyí.. Estudos indicaram que a aspiração de gases e de material particulado expelidos pelas indústriais afetavam o desenvolvimento dos fetos.::e~o=a~u~m~e:n~t~o:. gerando o primeiro acidente nuclear crítico no Japão. criticou as limitações dos modelos matemáticos empregados pelos fonnuladores do Relatório do Clube de Roma e foi além.. levou as autoridades estaduais a propor um ili sistema que restringe a circulação de carros quando os índices de poluição atingem proporções "I que afetam ainda mais a qualidade de vida da população. principalmente no período entre 1970 e meados da década de 1980.'. . peno o em que as ram proibidos de circular no período q I ?e~sa07ha.' . Apesar da adesão da po iul Ia _ as as 20h em um dia da semana.m=e~n~to~d~o~r~e~a~to~r7. uma suosunana ao grupo xumuomo rvietaí Mining Co. Como resultado desta série de acontecirnen'j tos. 7 Os problemas decorrentes da poluição atmosférica. Antes dele. men o e_ I va (1995) e Moraes (1999) Comet " ". Para eles.. A prefeitura do trãf .~c. Este autor condena o artificial ismo dos modelos matemáticos. Consta que até o Brasil chegou a receber um navio cargueiro carregado com leite em pó contaminado. ~. Ltd. devido à priorização pelos govemantes do desenvolvimento de um sistema de transporte que incentivou o transporte individual). estimada em cem mil pessoas. onde se .! J . · " '. humanistas.. . a população local. chefiou a dele a ão d oi UMA. ~---------------------------------_ ~I~'-----~a~m~e~n~i~zo~u~o~~. 5 Os limites para o crescimento é analisado criticamente por Tamames (1985). Mas a conseqüência de maior impacto junto à opinião pública internacional foi o elevado número de bebês '~ que nasciam com anencefalia (ausência de cérebro). Com ustao nos motores. os carros fonal da placa. Especlabsta em ll11crobiologia da g ç o Egitr. um grupo de pesquisadores da Universidade de Sussex. Houve épocas em que o rodízio de automóveis.ódio. Como decorrência.l.a~u~s. Em 1987. criticado. in dustriais e funcionários públicos de nível nacional e internacional [.polUIçao do ar. em Estocolmo (Mcconnick. --:~K..epLs. l i" . pois os carros novos fábricas com sistemas de controle e filtrao..o=o~ -t SIstema de válvulas de segurança também falhou.j~ (I li! N 111 1111 1 90 91 IIJ ~i----------------------------------------~------------------------------------------ ln . a concentração industrial. o que foi muito município de São Paulo aproveitou-se sdenada.a~n~d~o~o~a. como a Grande i~' São Paulo. e a I ela e cnou o rodtzí d 'I 8 a ego na area central expandida da cidade.'. 1992: 117).setembro-de-1-9. que chegaram até o centro do continente europeu. O caso mais divulgado no mundo todo ocorreu em Cubatão. .os óceanos _ _ __ . Pior que isso: o transporte da radiação pelos ventos espalhou os problemas. UniverSidade do Cairo. em Tokai... _ . Goiás. IO e vercu os para diminuir o NaSCI t S'I ~ . Grã-Bretanha. Casos de bronquite e de asma eram comuns entre os habitantes do entorno das indústrias. mente carros. foi afetada.em especial no chamado ABC e em São Pau<li 10 .A~le:m~~d:is:s:.:d~e~s~u:a~L~ D1re~s:s~ã~O::I:' n:t~e:rn~a:'::... caminhões e principal:ii.s~elüçaOã.. 1973: 9-10).

. a Convenção"e Viena para a Pcoteção da Camada de ~Pmtuco10"""'~0:::nJt:"':::r~~':::a.. Irii _ 11: ~l..ito (CTR) dr :.Ll'~:":<. Na década de 1980.s.====----===============================l-~-bre~S-ubstãncias que ne. ouve um incremento na ordem ambientaI h internacional com um desenvolvimento da abordagem de temas ambientais.:::o~ !j:.i. ::lii Peeigow" "u Depó." Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagem em Perigo de Extinção (mES). em especial sobre a camada de ozônio. 93 . entretanto. Entee elo" veremo.- . como o aumento do conhecimento científico sobre as alterações na atmosfera. Esse quadro estimulou a organização de eventos importantes que estruturaram o sistema internacional no que diz respeito à temática ambienta!. Além disso. Outros fatores. Com a criação do PNUMA.n::te"OzonlO(PM)e a Convenção da ~tl'~~~~~~~~========================~--------~I--~tl~ileiasobreoConttcledeMovimen~STrnmfron~~çosdeR~wum ..m-a-Gatrtad. as ONGSpassaram a exercer uma ação mais contundente e a mobilizar a opinião pública internacional para os temas ambientais. após a Conferência de Estocolmo.troe. suas reivindicações estavam facadas na preservação de espécies ameaçadas de extinção e no controle da poluição do ar e Suas conseqüências na atmosfera. devem ser considerados para se explicar essa série de novas reuniões. a Convenção '0I' bre Poluição Tcan'fi-onteiriça de Longo Alcance (CPT).= DE ESTOCOLMO À RIO-92 = j".

e--es. em março de 1973.açao entre a anvidade rnuiçao o ert Srnith qufrni . 01 o pnvão.R b .Q 1 T .. ou p~oíbam o comércio.v~a~n~o~s~a~lc~a~n~a~d~~~~~------_t------~~~ffi~~~~~~. as especies VIvas passam a ser VIstas 1 cio da soberaniaa CITES apresentaEI em seu arti go xrv o pleno direito ao exercj.' . Realizada em Washington..€flt~u.U. Estados Unidos.l-a--d€ogfada~0-ambiental-e-os-avançlYs-dOC01ilieclmento sobre as es-------------nécies. .j{. as po em adotar da. a direção dos ventos a corrosã ' e re aCIOnou..' I a e arn rentalísra.clm/.d rencra condIçoes de co _ ereto. as que correm risco de entrar em extinção e as que exigem algum cuidado especial na sua manipulação.em seus anexos.caGl-e----os como a enge ana genética e a biotecnologia .principalmente ao lon/ para tomar em uma t as end cruzil adas da ordem ambientalI'ntemacI'onal" ' go da década de 1990. Na verda dcc as exnéci e. Também não receperdido _ para manterem osesto. seguramente manipulaj . embora presente. um trabalho em que demonstrava'a conta:U e~ c~e~tIsta sueco.s e numero passou para 115 em 1992 d . . Desse modo. ' as-nos ane- .açãQ-0\. Essaé ~q~u~e~as~e~s~p~é~c~ie~s~v~iv~a~s~r~e~p~r~e~s~e~n~ta~m~. A CITES representa uma tentativa de impedir a continuidade deste quadro '.p . II e III (São ~ '" i. 95 . ex o . d comercIO ' f ricos se recusarem a aceitar as no rreram o ato de os países periféri vados de animais e/ou plantas q rmas de controle de venda de produtos deue constam d / ses ficou impossibilitado de exercer sua nos anexos " E ssegrupo _ e paic cSoberallIa f d lllteresses mais amplos.á. _. . paIses a Integravam (Mccormick ' .' E~ta autonomia garantiu._' CNUMAD atingindo. . 1. A CITES está voltada para uma ampla gama de seres vivos . Httc~eFa~n'Ç'ão . mas estimativas de agências do governo dos Estados Unidos projetam em $US 100 milhões o comércio de animais e plantas apenas nos Estados Unidos. Esses pontos devem ser considerados quando se discute a preservação ambiental. como mostra o ma a 32 paulatll1a adesão à CITES Em 1985 87 / .' / .v-a-m-umae ".i. Constam do texto três anexos que discriminam as espécies impedidas de ser cornercializadas (aquelas que estão em extinção). deve ser trazido à discussão Um aspecto que é o da reserva de valor _ " J: 1.~~~a~eq~sep r/e~trinj~m. espécies. manifestações da vida no planeta. estudo ·.A CONVENÇAO SOBRE COMÉRCIO INTERNACIONAL DE ESPÉCIES DE FLORA E FAUNA SELVAGENS EM PERIGO DE EXTINÇÃO Aparentemente. O valor do comércio ilegal é bem mais difícil de determinar. buscando controlar as espécies ameaçadas de extinçâo. fei"" 1. por exemplo. uma ampla mas 1992'176) E t /' . orma ~e cOoperação técnica ou a fundo uso futuro.': se passível de ser incluída na lista de proibição de /..! b7 :e o \r:~~. ela torna- :'" . A CONVENÇÃO SOBRE POLUIÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA DE LONGO ALCANCE No-séculu-xIX. Não se verifica entr~~Unetsde mfo~ação genética destinados ao ________ em.. 'reduzI'ndooa' neonus'pssaa!OsedSengCaOsSesa mes~a di~p. não foi a de mais destaque na disi a) medidas internas mais rígidas com refe I il cussão da CITES.\LaIld. mas não são suficientes para se entender o problema. que ocorre a cada dois anos. Iê foi . l A " .![)~i~a~n~te~d~o~s~a.e. 90 dias após o décimo registro de ratificação. 1 Essa interpretação.' da colefv'd d bi . xos I I eJlLou .cooperar. As d'ISCUSsoes mais acaloradas deco . pelas partes d como portadoras de informação genética capaz de.t~a. as espécies estão agrupadas em fauna e flora.I. a q~eIma de car(Mccormick. anos outros trabalhos científi- 94 -----. ' em unçao os berarn nenhuma ajuda _ sei . divulgava nos países escandinavos (Elliott 1998'38) ~~ç~o e agos pela chuva ácida . egunctõ'ê1 IO Os valores do comércio legal de animais selvagens é estimado entre $US5 bilhões e $US 17 bilhões por ano. 1998: 30-31). '. ' o e os danos da aCIdez a vegetação" No final da década de 1960 Svant Od . tem garantido agilidade a esta convenção. A reunião das partes.---- I I ' . ecies nao ll1clUIdas nos anexos r.cada ser vivo passa a j tItUloOUStadtO sociólogo Santos (1994a). Alista de espécies não é fixa e pode ser alterada segundo a recupe------~. I N. ] A Interpol estima que o comércio ilegal é da ordem de $US5 bilhões anuais (Elliott. pOsse ou transporte de espécies asin.:~~' responsaveIS d" . 1463. ãe-a . dustna e a migração da pol . [.lllg e~.:. a captura Paulo b. em especial as consideradas exóticas'-±atQL<J. a idéia de preservar espécies ameaçadas de extinção é d ' bi d "1 lid d d uma emonstração de consciência am iental e e respeito apura I a e e. 1997: 27).a. no final de 1999. resolver necessidades humanas. meiro a empregar o termo "chuva ácida" EI I'. como veremos mais adiante . tão logo os estudos gerados por uma comissão especial designada pelas partes indiquem a possibilidade de uma espécie ser extinta. . _ rnércí captura. Pde10 ' pres a o um I '.ser um recurso natura . ell'am. a convenção passou a vigorar a partir de julho de 1975.. 1992: 181). proibindo sua venda. ' ano e reahzaçao da Os mandamentos do realismo poIíti f ' da CITES que foi realizada na época da G~~rr~r~n: a~ICad?s às ne.nd. IC~. O principal argumento na época era o valor comercial das.osição c ue ereito estufa ua .gociações sos e ricos impuseram facilmente sua vontade ao~~e s ~a~ses mais poderomars Integrantes.

durou poucos anos. Esses documentos estão entre os que discutem a segurança arnbiental global. Em 1985. em 1988. .Estados Umdos. . por exemplo. ~ a convocação. em vez de se estabelecer uma diminuição percentual comum às partes. em especial dos países es~a~dmav~s '. Cada parte integrante apresentou uma data como base para efetuar a redução em 30% da emissão de compostos orgânicos.' r~un~dos em Helsinque. seu ca~'p0 de ação foi circunscrito aos membro~ da Comissão Economl~a Européia das Nações Unidas. tornou-se o que mais provocou declarações de países. . ~evou a Noruega e a Suécia a reivindicarem à Orgam:açao para a Cooperaçao Econômica e Desenvolvimento (OCDE) a form~çao de um ~~upo ~e estudos referentes à poluição transfronteiriça. reunidas em Aarhus. a reumao ocorreu em Sofia. e decidiu-se pelo._ Em outra rodada da cJ>I. tendo como data-Iimitepara os participantes atingirem este objetivo o ano de 1995. em 1979. Esse documento ficou conhecido como Proto~olo de Helsinque para a Redução das Emissões de Enxofre e e~trou em vI?or em setembro de 1987. em sua porção lest~. por exemplo. !mclalm~n~e.se o fato d~ te~em aC~ltad~ p~lclpar do escopo geral que forrnatou a red~ç~o de substanclas nO:lVas a saude hum~na na atmosfera. Eles também são citados como exempios a serem seguidos.44 paises o mtegravam '. além de tornar-se ~utra eVld~~cla de uma prática realista. Bulgária. no Canadá. os participantes da CPT decidiram diminuir . cada uma delas teria um~ c.Leduça~ elu .considerando dinâmica atmosferica e altitude . A partir dos relatonos gadcJS-p~' es. na CITES. oruega. para a Convençao sobre Poluição Transfrontemça de Longo Alca~c~ (CPT). a meta fOI amd~ mais ousada: baixar em até 30% as emissões de NOx até 1998. Como os integrantes da convenção são resl?ons~vels por cerca de 80% da contaminação mundial pelo enxofre. . As principais áreas ~e chuva ácida no mundo c0n.?ta de red. 1998: 53). Em 1991. c~ngelamento d~s emissões de NOx aos níveis de 1987.P-Mj-versanr. A insatisfação.em 30% a emissão de óxidos sulfúricos (S02)5 .Izm os -ees-reatizadüs_p:OEpmses-· ue-t'ee e . 97 96 .o~ p~r esvaziar de propósito seus conteúdos..' alem de outros pontos 10calizados na faixa atlântica africana e na Indonésía. no Japão. alt~mente pol~ldores.ni0-----(cv) quanto o Protocolo_de. no eixo Buenos AIres-São Paulo. houve a revisão do Protocoe!. Dos protocolos que integram a CPT.:qn~isa-a:reetU'ção" de. Em 1998. tornar-se-á recorrente nos próximos trat~dos mternacl~nals. Países como a China e o Japa. ela fOI muito comemorada. Ela ocorreu em Genebra e passou a vigorar a partir de 198~. oram IVU ga os. a recusa dos Estados Unidos.Montreal-sobre-Su15Sfância s_que-l)ês-trélem-a-ea-maâãOe-O ~ ·. a Dinamarca. por 1984. Mostra-se mais uma evidência de que os interesses nacionais prevalecem a cada rodada da ordem ambiental internacional. I A CONVENÇÃO DE VIENA E O PROTOCOLO DE MONTREAL _ = Tanto a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de_Ozô. aos. Dinamarca.ãe-de--ar. No final de 1999. em especial na Europa. O objetivo deste documento foi estabelecer meta de. e à oeste entre o Peru e o Equad?r. No entanto._ _ .o.sHHftle-enr nOva rodada d· esta-vee-errr-O o. Apesar da concordância inicial em relação à necessidade de se reduzir as emissões de poluentes na atmosfera e de controlar a migração da poluição. nos Estad~s Umdo~. as areas ma~s afetadas são a América do Sul.. porém. os principais integrantes do sistema internacional estiveram envolvidos nas negociações que buscaram regular a poluição transfronteiriça.s~e-ee-pesqtIi. por tratarem de problemas de âmbito planetário. Em 1994. Esta decisão só passou a vigorar em setembro de 1997. tendo tambem co-ruo paramerro o total emitido em 1987. os participantes da CPT decidiram que seus membros deveriam reduzir em 30% as emissões de compostos orgânicos? até o final de 1999.centrarn-se no Hernisfério Norte. ~o caso dos m~el?rantes ~a Comissão Econômica Européia das Nações Unidas. sobre o controle de substâncias que destroem a camada de ozônio (03) e colocam em risco a vida humana I' na Terra. Ele ficou ~--?nnecldO""'C"~f{')tgGe-le-d{:)s-Nitro·gNIãôÕS(NU06. Esta atitude.e da capacidade técnica de controlar as emissões. reunidos em Genebra.-:: " . .u?ão própria. Dessa vez.. decidiu pelo ano de 1988.tendo como base ?ara avaliar a queda o total emitido em 1980. aspecto que detalharemos no próximo capítulo.le?id? em funç~o das condições geográficas de cada parte . Finlândia. e os Estados Unidos. mobilizando países e alcançando resultados importantes (Elliott. O entusiasrno. Trat~dQGH'ffiefito. -pa~-&lf)aRtes-a-eri gramas qu~ p~rmIt1SSem alcançá-las. por 1985. passando em seguida ~ envolver ~utros palses. O Canadá. Dela participaram os países centrais e poderosos da Europa e da América do Norte e à exceção da China e do Japão. pnncIpalmente co~ relaçao. as diferenças surgiram a partir do momento em que se detalharam as normas a serem seguidas pelas partes. as partes firmaram novo protocolo envolvendo a CPT. principalmente entre os ambientalistas. não firmaram este acordo.O-(.metais O jogo das relações políticas foi mais equilibrado na CPT do que.. com? os da América do Norte. Este protocolo passou a vigorar em C' leverelro d e 1991 . pois atingiram seus objetivos. quando ficou acordado que.lue recebiam a carga de poluentes de seus vizinhos do sul ~m~ mdustnahzados.-615vmmente. Este índice s~ria estabe.Jirrnou=se-mats--um-protocolo. do Remo Unido e da Polônia em seguir a determinação do Protocolo acab. Ao sul do Equad~r. considerando-:. Este documento entrou em vigor em agosto de 1998. na China e na India.

Entre as ausências.foco . com destaque para o Jaevitassem a propagação de substâncias que destroem a ca~ada de OZOlllO. [. decidiu-se pela tomada de medida: q. Nesta camada da atm?s!e~a sultados do trabalho do Comitê Coordenador sobre a Camada de Ozônio. que acabaram os demais a aderirem. Elas indicam claramente que os interesses nacionais eram o ponto a ser defendido. Egito e Burkina-Faso. 1997: 70). Em segundo se concentra o ozônio. o que permite uma passagem maior de raios Inf~avermelhos a . expressaram dU~I~a~ quanto aos efeitos à saúde causados pela diminuição da cam~da de ozomo. Era preciso agir rapidamente. A divulgação feita em julho de 1985 por estudiosos ingIesesde 91""'u""e .. a fim de avançar na indicação de parâmetros para o controle da devastação da camada de ozônio. Áustria.~b~::~~~~~~:~~~ ======= ~~._co... .lo~c.ws-€IH-a-6fga:niz:rç-ões regIOnaIS em relaçâo a -. podendo alterar o clima na Terra..IJ. A resposta surgiu em setembro de 1987. em Dois países manifestaram-se isoladamente a respeito. entre os quais esta o ozon~o.Jna-ex-pll~~~aQ-". da Escandinávia e da Europa.~~i"'e~-------T:t:u~sfp~a~íS~e~s~(S§ãfco~P~a~uJ. o que resultou na seguinte passagem do Preâmbulo da CV: Cientes também da necessidade de pesquisas mais extensas e de obse. aos quais se encarece que controlem seus limites tudos indicam que as radiações aumentam:. superfície do planeta.--------.Qssibilidade_oQ. os bromofluorcarbonos (BFC) e ~s A outra delegação que se manifestou nesse aspecto foi a espanhola.cerca de 50 ~ da superfície terrestre~ [..a:l.c:. em março de 1985.com o ozoque afirmou que o protocolo destinado a controlar a emissão de gases que destroem a camada de Ozônio deveria dirigir-se.. mesmo em uma situação na qual as partes reconheciam tratar-se de um problema globaL Diante desse impasse.esp.. ao ereito estura.. Iraque.6:e J:o oilGl:aa. .e~ Montreal dOISanos depois. Chile.ram..d~nde_a-HfflI-a-_--------p.ar:tig02. 1997:44). '1 renomede produção ou uso e não a oaíse:uercei.ú.atItude.-s:. Observase que praticamente todos os países integrantes das Nações Unidas aderiram à CV.p~o~o~s~.b. Japão. localiz~~a a .A'-T"k de\+astaçãer-d~tá-relaciOtlaa'ãtamuem.• a>-Este ponto não está. a fim de dar prosseguimento ao desenvolvimento do conhecimento cientí lCO f sobre a camada de ozônio e dos possíveis efeitos adversos que resultem de sua modificação (São Paulo c.-as cleci. ganhando corpo ínstitucional na Conferência de Viena. exigiam mais evidências científicas. g@<flftlu=se-pefãcuol!eraçao entre os países. afirmou um _ 98 99 . simplesmente desaparecido. Oshidroclorofluorcarbonos (HCFC).~ demanda uma discussão específica.. 1994: 114) havia ------d:e-tnrrprotm.li-Ga. que. Um reflexo dessa amplitude pode ser apreendido no mapa 4.] uma decisão a respeito se deve ou nao continuar o trabalho sobre um protocolo [pa na estratosfera.. Substâncias criadas pela espécie humana. halons halogenados (HBFC)8.ue pão e a Espanha. uestrmção da camada. que no final de 1999 contava com 171 países. sendo 28 signatários". O PM tratou de propor metas quantitativas e prazos para a eliminação de substâncias que destroem a camada de ozônio. no natural que consiste na retenção de calor nas baixas cam~das ~a atm?s~era a partir da ação de uma camada de gases.aJ:a €Ss('}-~at0 senam as-e o o .como o au ra regular a emissão de gases que destroem a camada de ozônio] deveria aguardar os re rnento dos casos de câncer de pele e de catarata. Os problemas acarretados pela destruição da ~amada d~ ozomo afet~m desde um executivo que trabalha em Wall Street ate um ab~ngen~ austrah~Tais declarações foram incorporadas ao texto aprovado em Viena.IT. pelo intercâmbio científico e tecnológico entre as partes e pela decisão de realizar novas rodadas.p. Afeganistão e Angola.ou _~b~rta e"'s""tAa----t----~C-amada. Muitos países.:&s. o~E~s~:~as~p~e~c~~~:!:~~~~~::a::.] a delegação do Japão é de opinião de que cada país deveria decidir por si prólivres e que filtra os raios ultravioletas emitidos pelo SoL prio como controlar as emissões de clorofluorcarbonos (São Paulo c. Esse ============rmlJ:o·2. nio. com os participantes do Protocolo de Montreal.~1~9~9~7~: 77r0~)~. e unida à doença do Presidente Ronald Reagan A possibilidade de estabelecer um COdIgOde conduta externo q~e ~e(câncer de pele) despertaram um clamor na opinião pública internacional.contido na versão final da CV. Para a delegaçao do Montreal. e suas consequencras para a saude humana . rvações siste.Q.ea-serrretlmne ãõo lerntóno dos Estados Unidos (Miers. . ao chegarem à estratos~era.. conjunto de países incentivou confirmando sua participação. .de-QZQnie_ql:le-cleveriaTUbTfFaA:ntartL<1a.máticas. ou seja. estão Líbia... O mapa 4 indica que países da América do Norte. sugeFÍnà0-que-tal-regulamentaça~-Vlesse a ser.. elevando as temperaturas e o nível dos mares e alterando o regime de chuvas. Peru. do mundo rico .d~o~E~q~U~a~d~o~riP~ar~a~o~s#. como os clorofluorcarbonos (CFC). Canadá. por meio de seus repr~se?ta?t~s.. eliminando-o. pois as declarações não representavam a posição isolada dos países gue a torna. um gás natural formado por moléculas de oxigeruo lugar.. Eles têm a companhia de outros poucos dispersos pelo mundo como Argentina.aquele que realmente forma opinião e que produz as substâncias capazes de alterar a camada de proteção aos raios ultravioletas _ ingressaram como signatários. Além disso. os gases à base de cloro e bromo cit~dos no parágrafo antenor intensificam o efeito estufa.:.-o-rv o que acaoou ocorrenao. guIe a ação das partes integrantes da CV gerou uT?a grande controv~rsIa. Além disso.?el~. rea!?em. es['0'] aos próprios países individuais. Tal processo varia de acordo com a l. Apesar da incerteza científica.

De fato. também presente no Artigo 2 foi a possibilidade to. calculado anual de consumo das substâncias controladas seja inferior a 0. 1997: 33). destinada a Esimportantes para os países periféricos. conforme o Artigo 5:. A partir de 1 de janeiro de 1993.m4efflp~bénré e que submeteram se à ordem ambiental internacional. entendendo a Terra como um organismo único que é afetado 100 Diante de tamanha pressão.3 quilogramas per capita. tratando o problema a partir de uma perspectiva Gaia. ~.. as quais afirmavam que o privilégio dado aos países periféricos faria com que os investimentos para a produção de substâncias que danificam a camada de ozônio migrassem para eles. renão exceda os limites de produção estabelecidos neste Artigo. utilizar substâncias controladas. entretanto.ci. créditos. indicando que ele entrou em vigência muito 101 . Qualquer parte que seja um país em desenvolvimento cujo nível. Os parágrafos 5 e 6 não serão aplicáveis a produtos. instalações industriais ou tecnologia à produção de substâncias de uma parte transferir ou receber à outra as substâncias em questão. isto é. 1997: 32-33). E preciso insistir.170 do primeiro contra 171 da segunda .a.foram 46 signatários contra apenas 28 do outro documento. para qualquer Estado tras situações em que seus interesses ficaram desprotegidos. de tecnologia para produzir ou seria inócuo..:' -========================I=======EJ. controladas.m~. por todas as ações desenvolvidas na superfície e na atmosfera (Lovelock.es-panrgr o entanto. um rígido cronograma de redução das substâncias que afetam a camada de ozônio . a camada de ozônio? Eles se recusariam a ingressar. ~u~m~a~d~a~s. a fim de satisfazer suas necessidades internas básicas.. Se estes aíse m-a. críticas feitas ao rotoc eJo>. militares e que têm. reciclagem ou destruição de substâncias alternativas O'lL. de nos termos do parágrafo 1 do Artigo 5 poderá exportar substâncias repente. garantido algumas vitórias garantias ou programas de seguro para a exportação. tivemos um maior número de partes signatárias no Protocolo de Montreal do que na Convenção de Viena. desde que o total conjunto dos níveis calculados de produção das partes em apreço instalações industriais ou tecnologia que melhorem a contenção.ll-~~CQ~ .. Embora o número de integrantes do PM no final de 1999 seja muito semelhante ao da cv . O Protocolo de Montreal foi ainda mais longe: proibiu as partes envolvidas de comercializar com Estados não-participantes. equipamentos. não importando onde elas tivessem sido geradas. Este enfoque gerou muitas críticas. eles não consideraram os territórios nacionais.3 quilograma per capita (São Paulo c. e o documento que não seja parte deste protocolo. em junho de 1991.gu. ficou acertado o seguinte: informados em relatórios enviados pelas partes à secrettaan~·~a~d~a~c~v~.~D~e~n~trio~dte~~7re~c.m contro a as. O que interessava era diminuir a presença de substâncias destruidoras do ozônio na atmosfera.fiGaG(+s-flH<tttel. As partes abster-se-ão de fornecer novos subsídios. as partes everão proibir a importação de substâncias controlarstârn .. ajuda.a. na data da entrada em vigor do referido protocolo para a parte em questão. de tal produção será notificada ao secretariado.tle-de-outra-maneira contn ua para. 1989). Nesse ponto. anteriormente --=====_~(~S~ãO~P~au~l~o~c~. que o tempo das de qualquer Estado que não seja parte deste protocolo. gostem ou não seus críticos. Nada impede. emissõe de o argumento empregado é matemático. fixando metas distintas para cada um desses grupos.ceduçãe-éa su stanclas controladas (São Paulo c.~tlt~.determinando como medida de comparação os valores de 1986. fosse proibida a produção de toda e qualquer substância que destrói controladas para Estados que não sejam parte deste protocolo. como tem sido. r. no Artigo 2 do PM.m:. Qualquer transferência cuperação. os pressionem a reduzir os prazos de eliminação das substâncias. equipamenOutra novidade do PM.. A ordem ambiental internacional é um sistema em construção. Como imaginar a adesão de países como os Estados Unidos se. ~. As partes desencorajarão a exportação.-d~at." ~:::::::::::::::::~ ~ _ _ ~19~9~7~: __ ~2~9)!. ~G~. em especial de parte de ONGS do Norte.t.~gG-~:~:l'l'. Elas reiteravam que o crescimento econômico verificado na Índia e na China motivaria uma maior produção das substâncias. como fizeram em ou[. reforçando a divisão internacional dos riscos técnicos do trabalho e eliminando os esforços dos Estados Unidos e dos países europeus em atingir os índices acordados no protocolo. tados que não sejam parte deste Protocolo. a Índia ingressou no PM apenas em junho de 199210 e a China um pouco antes. nenhuma parte que esteja operando bientais. da política é mais lento que o da ansiedade em resolver os problemas am2. 7. por dez anos a ós ope. mçao en re os países centrais e os países periféricos. de produtos.~. Para os integrantes do outro grupo estabeleceu-se. ou a qualquer tempo dentro de dez anos da entrada em vigor do referido protocolo. No Artigo 4. que novas rodadas baseadas em estudos científicos. por exemplo.] 5.::::::::::::~::::::::::::::::::::::lh. tal parte não poderá exceder um nível calculado de consumo de 0. poderá. adiar o cumprimento das medidas de controle estabeleci das nos parágrafos 1 a 4 do Artigo 2.a&eia-lla-iaG-l-u-sãe-6~~n:a:s:dois:g o o. l. a data de transferência . marcado pela dificuldade de subtrair soberania de potências econômicas e 6. ~de~' ~~::~.

O PNUMA._ sistema rnterrtacrona] foram envolvidos.gicO-ef. observa-se que Portugal e Japão. verifica-se uma efeque destroem a camada de ozônio.. a Convenção da Basiléia (Suíça) sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito (CTR). além do ingresso de países como os Estados Unidos. Entretanto. em 1987. a opinião pública teve uma atuação importante. Com o finaLd~uocialismo-e-da-lJR-ss.p. novamente reunidas em Montreal. Índia.rla. Comparando os dados. Este fluxo de resíduos já estava sendo pautado em fóruns internacionais desde a década de 1980.-:N$ER~~S DE RESIDUOS PERIGOSOS E SEU DEPOSITO A presença de substâncias de elevado impacto ambiental.. ~ . Reino Unido. Dessa vez. o consumo mundial de CFC diminuiu em mais de 60% (Segatto. porém. Em 1992.l. que indicava a diminuição de algumas substâncias na atmosfera e a necessidade de cinqüenta anos para que a camada de ozônio recubra a área que ocupava antes das emissões das substâncias que a destroem. ela foi reafirmada p. Em Londres. uv "lU'"' osctr r.fundo ffil:tl-tilat-era-hmTalYemlirirointercamIJio ternoló. a Indonésia e a Venezuela. até o final de 1999.-l*<l-ts{}u . as partes incluíram mais substâncias ao grupo das controladas. isso só foi possível com a inclusão da cláusula que proibia o comércio com os países que não aderiram. outras substâncias foram agregadas ao grupo controlado . Esses países eram tradicionais importadores de resíduos tóxicos dos países ricos. Egito. firmaram o PM no primeiro dia em que foi aberto à assinatura. principalmente de Israel e da Comunidade Européia. como as derivadas de processos químicos da indústria fannacêutica e química e o lixo hospitalar. a partir de estudos científicos que realizam. a Cornunidade Européia estabeleceram normas para o transporte de resíduos perigosos. Em 1984. I ra o PM. ocorreram vários acidentes envolvendo a contaminação química em especial em países periféricos. Em 1997. mostrou uma atitude bastante distinta quando comparada à sua declaração na CV. 1 I Passados mais de uma década da assinatura do PM. organizou no Cairo. reunidas em Copenhague.es-t-a-ati:vida-d-e'JréfS'S-Ou uma a ser <>ltemati-v-a-t>ar-a-es-paíse -ote-s-te-l":uropeu. pressionando seus dirigentes a adotar medidas rápidas e eficazes para controlar a destruição da camada de ozônio. a Malásia. por sua vez. que também se tomou signatária do PM. Outras inclusões de destaque são a Austrália.' e lUgar em tlelj ing. uma reunião que elaborou a publicação Normas e princípios para o gerenciamento am- i : Novas rodadas envolveram as partes da cv e do PM. ficou decidida a criacão de um. Não é possível imaginar que com este documento os países consentiram em perder parcialmente sua soberania. Colaborou nara isso" " . Segundo estimativas divulgadas pelo PNUMA em 1997. o que não significa uma perda real de autonomia tendo em Vista que as regras discriminaram todos os integrantes e os não-participantes. tíva redução da emissão de substâncias i e Africa do Sul ainda não haviam ingressado neste protocolo. ao contrário. as partes decidiram acrescer mais substâncias controladas aos anexos. antecipando em dez anos o prazo a que teria direito. 1997: A22). os quais passaram a concorrer d com os países periféricos na busca de lixo de alto risco. Como resultado.tt:€-as-p-artes. Israel ..fez-se necessário criar normas para regulamentá-Io a fim de evitar a contaminação dos países que os recebem e daqueles pelos quais passam ao serem transportado. Nesses casos. seus direitos foram reduzidos na mesma medida. os Estados Unidos e.Q. Com tal objetivo. O país asiático. 102 I I I 103 . Dinamarca. Em sua pauta constava como objetivo maior rever os aportes financeiros das partes com o objetivo de manter em funcion~mento os ~rupos de trabalho que atuam como fiscalizadores e que subsidiam as reuniões. o mesmo ocorrendo com a Espanha. LHl ~. é indesejada.tQd~ê-€Fe-pcl('Ys-pafse's-Temrats. substâncias HCFC. o Japão e a maior parte dos países europeus. Devido ao grande fluxo de substâncias dessa natureza entre países _ príncípalmente a partir da intensificação da divisão internacional do trabalho .. China. A9~ :re-l '. depois. pela primeira vez. em Nairobi. houve mais resistência. como outros tipos de halons e. Além disso. Antes da CTR.elo princípi. Os países centrais questionaram o tratamento diferenciado destinado aos países periféricos. . a diminuição foi verificada . no que foram acompanhados por muitos outros países. o resultado mais relevante foi a divulgação do relatório do G~Up? de Avaliação Científica do Protocolo de Montreal. inclusive. junho de 1990. pois tais substâncias podem acarretar problemas de sa~d~.com prazos bem rígidos: redução de 50% da produção e do consumo até 1995 e eliminação total em 2000.. mais uma das reuniões das partes do Protocolo de Montreal.como no caso do Brasil que aderiu ao Protocolo em 1990 e definiu que até 2001 vai banir o uso de CFC do país. Este documento entrou em vigor em janeiro de 1999. Mesmo entre os países periféricos. Desta vez. " I I ~ c·-. países importantes comoRússia.entre elas vários tipos de halons . que figuram corno parte na CV. Em 1994. 1'01 preciso um ano e quatro meses pacontra três anos e seis meses para a cv. recebendo dinheiTO em troca. que utilizarn parte desses gases como insumo para a produção de pesticidas.daigualdade-e-nt-J:@--a-s--Rar-tes:---€ -'is. A CONVENÇÃO DA BASILÉIA SOBRE O CONTROLE nJ<' M()v:IME-N"L-a~'PD--A. as partes decidiram banir a importação entre si e de não-partes de algumas das substâncias que destroem a camada de ozônio. em março de 198911. Na verdade. foi convocada.. os resultados não foram tão positivos quanto na reunião anterior.

&~W~~~~o~s:o~s~'_~=~~=~~~~~~~~~~~~~~~~ --------Es-sãC"'OlfVe~ a ao regu a somente a açao entre o importador e o exportador dos resíduos. que se Somou às experiências de países que se articularam e estabeleceram acordos para tratar de problemas ambientais.. ritório -as normas CTR. conforme prevê o direito internacional e como estabelecido em instrumentos internacionais pertinentes (São Paulo d. A atuação do PNUMA assessorando as reuniões. o "comércio" "Lelllalnzente-8Q-·le des do Cairo. Como o Protocolo de Montreal.__ -:-:-:ãI~s-p=-. os instrumentos de regulação das relações inter. 1997:30). acompanhando Outro aspecto relevante consta do artigo 11 da CTR. que possibilita às partes estabelecerem. Estabeleceu o Artigo 6: 4. permitindo o movimento com ou sem condições.ecYsaFam_se-a-Partiáp-auan o seus mteq ressesNos vinte anos transcorridos como foi o caso dos protocolos da a do Rio nao roram contemplados.indagaria um leitor atento à funcionalidade da ordem ambiental internacional Diríamos que até antes da CNUMAD ela foi articulada de maneira gradual e conduzida de maneira favorável aos países periféricos. Como o transporn. O Estado de exportação não deverá permitir que o movimento transfronteiri o te . abrindo a possibilidade de uma parte vetar o transporte por área de sua jurisdição.] desde que esses esquemas ou acordos não derroguem a administração ambientalment~ saudável dos resíduos perigosos e outros resíduos exigida pela presente convençao. discriminados de maneira positiva em vários doc. a salvaguarda da soberania foi uma constante neste documento. a CTR proibiu o envolvimento comercial com Estados que não aderiram a ela. Qual seria a eficácia desses instrumentos? . multilaterias e regionais sobre o movimento de resíduos perigosos. I entre a reunião de Estocolmo e CPT. no entanto. como foi o caso do Tratado da Antártica.1~3:0:p~~ ~aC _ ~sar~~~~ número de participantes. ficou acordado que: 12. Os vários acordos internacionais apresentados nesse capítulo indicam que a matriz realista foi a base das formulações contidas nos textos finais das convenções. ·_~fl~Fmi~s-ã~pereser-it~smd(Jtj-el'râ'n-sT o 1997d: 24). Até a realização dessa convenção. Essas iniciativas não foram suficientes para inibir o fluxo de resíduos perigosos. acordos bilaterais.residuos-soiidos qne=:ficDu conl1eciCIa como Nf)/inas uma iniciativa da OCOE datada de 1984.qrrelTãUesreamnalista os ane QS~ . Cada Estado de trânsito deverá acusar prontamente ao notificador o recebimento da notificação. arn iental no sistema internacional. surgiu a preocupação de que acidentes resultassem na contaminação dos oceanos.s~lm~2ksmente. Além disso. A ONU passou a desempenhar cada vez mais o papel de reguladora das tensões ambientais internacionalmente.. =- .. o houver porém.. i d I I Além disso. estudos divulgados por ONGs apontavam mais de 500 situações de transporte de resíduos sólidos de países centrais para países periféricos em 1994.. com partes e não-partes. particularmente levando-se em consideração os interesses dos países em desenvolvimento (São Paulo d. Esses acordos ou esquemas deverão estabelecer dispositivos que não sejam am~lentalmente menos saudáveis que aqueles previstos na presente convenção. atingindo praias e contaminando a população.-:-es-:-E:=s~. No Artigo 4. quando apresentamos a tradição do realismo político. os países podiam exportar resíduos livremente como faziam os países centrais para periféricos.r.ntos. dessas substâncias é.. para que a parte comunique ao secretariado o acréscimo que deseja fazer. um a contar da data de adesão. Nada na presente convenção deve afetar em nenhum aspecto a soberania dos Estados sobre seu mar territorial.fa.::a'~rs. estabelecida de acordo com o direito internacional e os direitos soberanos e a jurisdição que os Estados exercem sobre suas zonas econômicas exclusivas e plataformas continentais de acordo com o direito internacional. o movimentoprazo de apenas em seu tere/ou depósito seis meses. o que salvaguarda a manutenção dos interesses nacionais. como vimos no capítulo "A tradição e os novos paradigmas". zer va er para e es da quan Foi dado.. Identificamos em todos eles passagens que afirmam a soberania das partes. A novidade era o aumento do fluxo para os países do antigo bloco socialista. na maior parte das vezes. A CTR procurou regular não apenas o destino final do lixo. em um prazo de sessenta dias. Além das convenções e dos _______ 1_04 1 1_0_5 _ . marítimo. ~ __ ~~~N~O:'~~~::g:.ume. 1997: 21). Subseqüentemente poderá dar uma resposta por escrito ao notificador. nacionars propostos não levaram a um choçl-Ue_de_interess~s-entr-e-es-princi~-_-----_ c ~f. bem como o exercício dos direitos e liberdades de navegação por parte dos navios e aviões de todos os Estados. [. I /' e Janeiro. negando permissão para o movimento ou solicitando informações adicionais. . como também a passagem deste material pelo território de outras partes que não o importador e o exportador do resíduo. Além disso. ocorreu a institucionalização da temática ambiental na ONU. instrumentalizando países periféricos com o financiamento de estudos e capacitando pessoal qualificado para monitorar o quadro ambiental colaborou para esta afirmação. =l:=e:":s-. não impede. as partes podem indicar os resíduos que conSl eram pen'd' ------gQsQs-seg-\:1tlde-SH·as-teis-nacionai~.

protocolos discotidos acima. aliados às manifestações dos grupos ambientalistas que denunciaram os dois episódios. organizada pelo PNUMA.r&.m-I-9-89:-Bentre-a-s razoes ue ete.. São usados em refrigerantes e em aerossóis. que en- A CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE E O DESENVOLVIMENTO trou um vigorem 1983.Wcmc.ane*G: J Fonte: fiftp:7Jwww. Antes disso. e a Convenção sobre Diversidade BiOIÓgiC~a·. 11 O lixo radioativo foi eXcluído desta convenção por contar com um organismo internacional específico: a Agência Internacional de Energia Atômica. em seres humanos.. A reunião deveria Ocorrer até 1992. ela vma a patrocinar a reunião que difundiu a temática ambienta! para os quatro cantos do planeta.un.s====~=====:::.1984.un. o S02 advém da queima de combustíveis fósseis e gera danos aos pulmões e às vias respiratórias. e empregados em equipamentos de refrigeração. sensibilizaram os delegados presentes à Assembléia Geral da ONU de j 1989. afeta os pulmões e causa congestão nasal. promovida pela Unesco em 1972. os documentos resultantes da sua realização e a repercussão do conceito de desenvolvimento sustentável nas discussões que ela abrigou. 4Fonte: hppt:l/sedac. que também permeou as discussões no Rio de Janeiro.air. diminui a resistência às infecções. 6 Para Corson (1993). em aerossóis e na fabricação de espuma de colchões. além de acidificação dos corpos d'água e do solo.ciesin.naJ. 9 Fonte: http//www. Na ocasião.org/pidb/texts/transb . Destacamos ainda o conceito de segurança ambiental global.htrnI. Nesse capítulo vamos apresentar a CNUMAD. em 19881• Esses dois fatos. Após a CITES. 5 Segundo Corson (1993). Os hidrocIorofluorcarbonos foram desenvolvidos para substituir o CFC. ary. causando menos impacto na camada de ozônio que seu antecessor. as preocupações dirigiram-se para o desenvolvimento aliado à conservação arnbientaI.org. partindo de sua origem até as posições mais críticas a ele. Setembro de 1999. Setembro de 1999.org/depts/treaty/finaVts2/newfileS/part_boo/xxviiboo/xxvii_.mD-P-aíS_Sede-g. Assim.. Os bromofluorcarbonos são gases halons. em Bonn (Alemanha). que objetivou preservar sítios naturais e culturais relevantes para a humanidade.LtIÚ.. 8 Os cIorofluorcarbonos foram inventados em 1928 pela DuPont. .~an~t~e~.org/depts/treaty/finaUts2/newfiles/part_boo/xxviiboo/xxvii_. 10 Fonte: http://www. Eles geram Os dan~~s~p~o~r~e~le~s~~ca~u~s~a~dio.ukJCITES/englishlparties4. usados em extintores. em 1992.html. trazemos um balanço sobre este conceito. a CNUMAD. 7 Corson (1993) indica que estes compostos orgânicos são produzidos a partir da queima de _ são maiores veículos dos gases anterionnente tratados. irrita os olhos. Ver nota anterior. Setembro de 1999.emep.~d~i:SC~u~t~id~a~m~a~is~a~di~. empresa com sede nos Estados Unidos. a fonte e os efeitos do NOx são os mesmos do S02.narem=S€-Gom-e-NB..na-presen'Ç:a::de:luLsru:u.pollution. Setembro de 1999.htm. foram organizadas outras reuniões internacionais visando à preservação arnbiental. A segunda grande reunião das Nações Unidas sobre o ambiente surgiu de uma deliberação da sua Assembléia Geral. mutações e câncer em seres humanos e aº-cmnbi.:::====================================== motores de que os motorizados ou empregados em indústrias.. NOTAS 1 Antes da CITES. tivemos a Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias. em 1988. como a Conferência de Ramsar e a Convenção Relativa à Proteção da Herança Mundial Natural e Cultural. na forma de uma Conferência.sulta~wlli0"'~J:. a escolha do Brasil representaria uma forma de pressão velada l i à diminuição das queimadas e pela prisão e julgamento dos mandantes da morte do líder sindical. reduz a capacidade respiratória..html. afeta a vegetação e. de condicionamento de ar.am-al ::::==========================--------------1--~~~~~~~M a muô~eo~u~~o~~crsi~ dical e ambientalista Chico Mendes. ~ ~ 2 Para facilitar a identificação dos países ver mapa-m!lodi no. O Brasil apresentou-se como pretendente a sediar a Conferênciae-foi -=====---------------=======================t===je~s~c~o~Ihh~id~0~c~0.protocol. f I II ~ 106 I 107 . o uz uma nevoa densa.

l! I 'I . e rias à reprodução da vida devem evitar a destruição do planeta. O conceito de segurança ambiental global teremos para manter as condições da reprodução humana na Terra. em mardestacado no arranjo institucional da ordem ambiental internacional. em março/abril de 1992. Vejamos. na forsejam a1cançadas .interesse nacional.nicas. ço de 1991... Entretanto.er-meic .a ãMa-v·icla:: . -----l. Ele~ tr~tara~ das mudando sistema internacional certamente devem contribuir para que metas comuns ças climáticas globais e do acesso e manutenção da biodiversidade. A preparação dos documentos.l=Vl~·m=e=n~t=o~s=u=s=t=e=n~ta~'v=e~l~====~ I 108 I 109 .presepr. Agindo dessa forma. A influência deste segmento foi importante. Os seres humanos que estão por i vir precisam dispor de ar. visando a ffil~l:mzar ele nos encaminhe para uma situação de risco em mera retórica. i Maurice Strong . ções ambientais globais acabam se revestindo de um caráter de divulgação. E.~ roe ra o sa vaguardar o ções: a do Rio. Também foram elaboradas duas declara. (')!" . principais interlocutores na arde a hiental ma de Convenções internacionais.o Secretário Geral da reunião . uma carta de rincíl2ills-prla. con): Nairobi.pela primeira vez na história da dem ambiental internacional. em que pese o reconhecimento dessas duas premissas e de O objetivo da CNUMAD o estabelecimento de acordos mternacionais foi que elas envolvem a promoção de ajustes globais . a tese. dos quais foi I o segundo. O primeiro deles nos faz refletir sobre a necessidade de manter as condiexpressava aquele entendimento. são das aNOSresultou na inclusão de alguns temn~a~s~n~a~p~a!U~t~a~d~e~n~e~g~O~C~la~ç~o~e~s~·_-==d= NaCNuMAD bw~v~~aconcili~fud~binôm~co~e~a fuam~-===~~==~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~=:~==:=~=~----bientaLe. pois . e Nova York. em agosto de 1990. Sem isso. suas ==~O~d~e~s~e~n~V~O. não deixando outra alternativa senão aqui vivermos. . presidente de Cub~. na epoca respectivamente presiele define que as ações humanas dirigidas para a produção de coisas necessádentes dos Estados Unidos e da França e primeiro-ministro da Inglaterra. A mensagem publicitária da reunião .S-n~ge€-l .patltado-n-a-clmfcrencla a partir do nnceito-d Um dos problemas da vida contemporânea é medir a capacidade que -1-----clesenvotvimen o sus en ave.des~fl. procura regular o uso dos recursos naturais ar meio do e ·e 114 chegaram a ser representados pelos respectivos Chefes de Estado. procurando chamar à responsa~ilid~de os II ções da reprodução da vida humana na Terra.e Maçã ct ROTestlt .ao menos por enquanto. posto que ainda não se tem chefes de Estado e/ou seus representantes para os problemas ambientais tranotícia da existência de outro planeta com condições naturais semelhantes ao tados na CNUMAD. diríamos que . expoentes da periferia. que es a e ece a mtençã. Já CNUMAD um sucesso: dela participaram 178 Estados-nação. chamadas de Reuniões Preparatonas para a CNUMAD (Prepnhado para contemplar interesses nada difusos.nos quais os vários atores que mediassem as ações antrópicas no ambiente-. várias reuniões regionais se realizaram antes do . transformam as preocupações com a .. Se tre os quais podemos destacar lideran.a p~es- I I Agenda XXI.os países. remacional. como Fidel Castro. procurando lhe garantir uma base científica."Em nossas mãos" \ na!. tabilidade no futuro. pois.---- li ii I . O Brasil participou da reunião da América Latina no México. a Terra ainda é a morada da espécie humana . com mais vagar estras palavras: trata-se de permitir às gerações vindouras condições de habises dois conceitos. om a e ao esperdício e à poluição. Genebra. onde elaborou-se a Plataforma de Tlatelouco.. Em outambém foi destacado no Rio de Janeiro. as d " n~em.estabeleceu um discurso i Os conceitos de segurança ambiental global e de desenvolvimento susalarmista. também é resultado daquela reuruao. firmados no ~o de Janeiro ocorreu em enquanto na arena da política internacional as decisões de fato têm se encarniquatro reuniões. Os conceitos que veremos a seguir influenciaram as reuniões internaOutro dado importante a ser considerado foi a participação da sociedacionais ao longo da década de 1990. considerando a herança de modelos tecnológicos devastadores e possíveis alternativas a eles. dende 'c. Em sínPelo menos do ponto de vista da mobilização de lideranças políticas. ONUem uma reunião envolvendo Chefes de Estado.v~l-v-iffient0.encontro no mais interessante: eles se comportam de maneira particular para cada tema Rio.eutau 11"" R=l.j-rançors iifêrrand e John Major. como reconheceram alguns diplomatas. que habitamos. o dos Prepcon. Eles foram criados para legitimar a arde civil organizada por meio das aNOS. em março/abril de 1991 e agosO que efetivamente tem prevalecido são as vantagens econômicas e to/setembro do mesmo ano.()IRtido illllilifianfe no arranjO das relaSEGURANÇA E DESENVOLVIMENTO ções internacionais sobre a temática ambientaL Com extrema habi~idade.e-Ge()r~~ ••. afirmando que aquela reunião seria a última oportunidade para tentável são centrais para o estabelecimento da ordem ambienta! internacio"sal var a Terra".-.A sustentabilidade do sistema econômico hegemônico e a possibilidade de que um plano de ação para a virada do seculo.' I-I ..d~m-an@je-ambient<d. solo para cultivar e água limpos. As preocupaos problemas ambientais mundiais.? de m~nter as flo~e~ta~._--~t:~ô-ss-e"mos empregar uma expressão também para este conceito. Além políticas que os países podem auferir a cada rodada de negociações.

' . em 1974.conscientemente ou não . 1994:319). na problemática ambiental.desenvolvimento.:tro.v-Saçbs~a. 0Em 1973. vem reunindo lideranças de vários segmentos para discutir alternativas ara viabilizá-Ias.. onde iniciou-se uma reflexão a respeito das implicações de um modelo de desenvolvimento basead o exclUSIvamente no crescimento econômico. embora não explicitamente. . atmosfera. este não se contenta em tirar proveito. o azote da pendência local (IN: Leff. em utilizar as quedas de água. Neste documento. dentre os quais se destaca o de cidades sustentáveis. E ncontro Preparatório de Founex (Suíça).em que pese o caráter cada vez mais urbanizado do campo e a sujeição do pequeno produtor ao capital (Oliveira.ntão diretor-executivo do programa. Outra derivação do termo "cidades sustentáveis" surgiu no campo da saúde. Sachs vislumbra o ambiente rural como o lugar possível para se desenvolver um modo de vida capaz de manter e reproduzir as condições da existência humana sem compro. A formulação teve continuidade com a Declaração de Coyococ (México). por Sachs. Não é agradável viver em um lugar com trânsito intenso. A associação entre desenvolvimento e ambiente é anterior à Conferên.G. O homem entra no jogo da natureza eLa Blache.i tG a a uma expressao e arx epende de energia e matériaprima gerada fora dela para funcionar. muitos deles causadores de doenças graves em seres humanos. se seguida.-em--s. transformada na passagem de organismo em organismo.um conceito geográfico. eito e eco esenvolvimento na década de 1970.. Algo similar ao que é difundido sobre a Amazônia brasileira em nossos dias.1994:317). 1921 :42). realizada em Genebra Maunce Strong. entre outras. Trata-se da primeira e principal divisão estabelecida pela espécie humana. transfonnadora do homem. tomou corpo uma discussão que procurava aproxuuar pontos até então muito distantes: a produção econômica e a conservação ambiental. empregou a expressão . Ora como sustentar. destac~n?o imagens . . . com a razão.. A capacidade natural para a fotossllltese dos países periféricos era uma alusão à sua paisagem natural. porém. que seria formulado. odores ruins. com a agravante de que a cidade depende do campo. I?urante a década de 1970. ·a. O Relatório Que Faire. donde se pode imaginar que a cidade é insustentável? Em nosso ponto de vista. criada em 1983 devido a uma delibera- 111 .. em que pese seu caráter genérico. circula através de uma multidão de seres: uns elaboram a substância de que se alimentam os o. eco. Sachs está refletindo .. dos A consolidação do conceito de DS na comunidade internacional virá materiais em decomposição do subsolo.~m especial a dos europeus . da gravidade em função das desigualdades do relevo.do. Ele não teve. se os habitantes da cidade não produzem alimento . A idéia de sustentabilidade é justamente a de fazer a espécie humana "entrar no jogo da natureza". o ecodesenvolvimento seria: um estilo de desenvolvimento particularmente adaptado às regiões rurais.s. em 1971.de um "mundo verde". Essa aproximação Ocorreu de maneira lenta. devidas à força 110 anos mais tarde.um meio ue. grafando a expresN ao e exclusi vamente graças ao auxilio dos agentes inorgânicos que se verifica a ação são que vai consolidar esta idéia: desenvolvimento sustentado. A vida.d d meter a base natural necessária à produção das coisas. países do Terceiro Mundo. atualiza o termo. ac s N' LEFF. O segundo comentário é a indicação de sua aplicação no meio rural dos. O que o levaria a tecer essa consideração? Sena Uma sugestão que.. pela primeira vez.ceilQ un -o f . respirando um ar combinado com vários elementos químicos. por meio de reuniões internacionais e relatórios preparatórios. Estes últimos chegaram mes~-------2m~o~a~c~o~n~d~e~n~ar~a~s~c~id~a~d~e~s~.. alguns transportam germes de doenças que podem destruir outras espécies. Os presságios de uma nova concepção são esboçados no . as bactérias fixam.. e. que os urbanistas higienistas muito em voga no início do século XX tinham razão. Mas voltemos ao histórico da formulação do conceito de desenvolvimento sustentável.apaGI4adtMIatRFa'I-para""afotossífITese . novos conflItos por agua. Neste caso. a preocupação em definir o concerto nes. na primeira reunião do PNUMA.esGapa. barulho excessivo. em certos vegetais. As comum a es alternativas e os ecologistas radicais também. E sta discussão ganhou desta ue com o eco no gnac. 1981).lre-ellIVãoliarmOllIosa entre a SOCiedade e seu meio ambiente natural legado à autodee tlecompoem os corpos químicos.sa ocasião. Como resposta a esta formulação surgem inúmeros programas na década de 1990. Trata-se da formulação de gênero de vida. reconhecendo. Para ele. Em outras palavras.. a expressão que define os programas é "cidade saudável". merece ser c?mentada do ponto de vista da geografia. cia de Estocolmo.~~~~~~~::~~~::::::~:=~.el'aHàe-o_ .Thr. organizada pelo PNUMA e a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.as-planf:as-absorvern------------. condenaria os países ao subdesenvolvin:tento? Ou a reafirmação da clássica divisão do trabalho entre o campo e a CIdade. com o arado. no ano seguinte. veremos que Marx continua. Esta passagem de Vidal de La Blache ilustra a matriz de Sachs: --i-------S·ob-a-illf!uênciaãã1uz e e energias cujo meC-anisillO-nos.---r:fl-----------------t-------------fi fi ~€-fs·peet-ivassao sull4brias: baIxa quafidade de vida. de 1975.:::~::~--------Se tomarmos a divisão do trabalho como um aspecto a ponderar na direção da sustentabilidade. Ele colabora com todas estas energias agrupadas e associadas segundo as condições do meio. lê-se que o ecodesenvolvimento seria uma: Esta primeira formulação. neste aspecto. a partir do trabalho da Comissão Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD). que em alguns países. . dentre eles o Brasil.

.éticos-na-. 1996:99). empresários e políticos. E\: seguranca amhie. ] aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades (CMMAD.g.. que fora primeira-ministra da Noruega e pretendia dar um tom mais progressista aos trabalhos do grupo que coordenava. no qual encontrase a definição mais empregada de desenvolvin-lI>ntA ~nsteI. ] mais de 7S estudos e relatórios. Aponcondições que permitam a reprodução da vida humana no planeta ou manter tam que o grande paradoxo do desenvol vimento sustentável é manter a suso sistema. 1988: 46)... Ficou definida a presença de 23 paísesmembro da Comissão. Ribeiro etaisugerem distinguir [. porque não. Desenvolvimento Sustentável poderia ser. Se de um lado existe os que acreditam que o planeta em == Herculano (1992) faz parceria com Gonçalves (1996) quando não vislumbra nenhuma ruptura a partir da almejada sustentabilidade. a idéia de segurança ambiental global não está configurada como um conceito que leva à ação..~q~u~e~s~o~f~re~c~o~n~s~e~qiÜ~ê~n~c~ia~s~a~c~a~d~a~a~11~t.. no qual a ética não seria apenas entendida numa IÓ!7ic~.que-€HlêSeftV0'krimentO"'"S1rstelftâvel . Por seu turno. Tendo como princípio conciliar crescimento e conservação ambiental..uma noção das ciências da natureza . ~u UdAssemblela-Geral da ONU. mas embasada em preceitos que ponderassem as temporalidades alteras à própria espécie humana. .••. então. mas à implementação de estratégias por uma unidade política. ] um desenvolvimento suportável .: . Isso demonstra que pode haver mais continuidade do que ruptura de paradigmas no processo em curso (Gonçalves. a expressão ganha foros de um substituto pragmático. Neste sentido. Já o segundo grupo. buscando a sua sustentabilidade. [. =J========Jq~U~e~V. inclusive do turismo ecológico. e..nJaLglohal=====----------------- Outro autor que trabalha o assunto é Gonçalves. possui representantes espalhados ciedade. ] é uma expressão que vem sendo usada como epígrafe da boa sociedade.i~v~e~m.[~~' ~l~ ~.ac5'~A=============~~~R.iB·h~-~~~Ü~:0~-~e-~t-élr. São aqueles que buscam tecnologias alternativas e não-irnpactantes o conceito de desenvolvimento sustentável. desde que servisse para construir novas hegernônico pode ser ajustado à sustentabilidade..m~~s~is~t~e~m~a~ú~n~ic~O~. realizando também conferências ou audiências públicas em dez países e acumulando assim as visões de uma seleção impressionante de indivíduos e organizações (Mccormick. não deixa de reconhecer que ela pode.aeionahdade-capiraJista meramente instrumental. O documento mais importante produzido sob seu comando foi o relatório Nosso futuro comumi.1e--um de-se: . o desenvoldo de maneira consensual. por sua vaguidade.OOt~stãfK)s-qU"e<fcreuítam que o modelo poderia vir a ser uma referência. Este é o debate: manter as formas de relação entre os seres humanos e destes com o ambiente. medianamente ruim .. encontrando muito mais resistência que o conceito anterior 112 113 . Destacamos as idéias de Herculano. ] um conjunto de meca•.ção-de-\!:alores. seja da utopia socialista tornada ausente. servir a interesses diversos.. que não resgata o ser humano da sua alienação diante de um sistema de produção formidável (Herculano.que dá para levar. [ .-deserrv'O"lvÍ"ltreffto süstentaveí é [. o resultado de uma mudança no modo da espécie humana relacionar-se com o ambiente.. ele não é entendimecanismo de ajuste da sociedade capitalista (capitalismo soft). passou a sem questionar o padrão de produção vigente. AW-d@S!*l*a-n. 1992: 189)..:lt"'no"'d"""iu..medianamente bom. nismos de ajustamento que resgata a funcionalidade da sociedade capitalista [.. também as internas à nossa própria espécie (Ribeiro et al. que afirma o vimento sustentável tornou-se um discurso poderoso promovido por orgadesenvolvimento sustentável ter dois significados: nizações internacionais. Neste segundo sentido. Esta Comissão foi presidida por Gro Harlem Brundtland. Entretanto.~~~·~rnm. seja da proposta de _4-::in:... por todo o planeta. ~~fecluL. senha e resumo da boa sociedade humana. que promoveu entre 1985 e 1987: [. De nova ética do comportamento humano. é [. 1996:43).J -4--------=< N" sua eguHd-a-aeef>~e. 1992:30)..~ti« a seguir: [. Este conceito tomou-se referência para inúmeros trabalhos e interesses dos mais diversos.. ] tenta recuperar o desenvolvimento como categoria capaz de integrar os desiguais (e os diferentes?) em tomo de um futuro comum..] o conceito de Desenvolvimento Sustentável de sua função alienante e justificadora de desigualdades de outra que se ampara em premissas para a reprodução da vida bastante distintas.e-flt!rfi·sa------llTemo êõõõãpitausta. viabilizar uma reforma do capitalismo. r I ! [. O primeiro grupo. afirmando que o desenvolvimento sustentável Diferente do que ocorreu com o desenvolvimento sustentável. Ela evolui de maneira mais lenta.~ ~'~~'. ]. pasApesar da adoção do conceito de desenvolvimento sustentável em atisando pela proposição de uma revolução ambiental até ser considerado um vidades de planejamento. tem em James Lovelock (1989) o seu reavanço na produção exigida pelo desenvolvimento. que pensa a tentabilidade ... cuja matriz está na sopresentante maior. repercutindo na sociedade civil internacional e na ordem ambiental internacional.o:s~é~u.lt~l. que foi sendo elaborado ao longo de várias reuniões internacionais e está servindo como base para a implementação de políticas.e~a:a<~ç. ao menos.com o permanente Terra como um sistema holístico...

---~. Uma das grandes dificuldades encontradas em reuniões internacionais é a de que muitos dos representantes dos países participantes ficam divididos entre estes dois grupos de personagens . mesmo quando representam o mesmo pais.-ortan o e e tensi. sejam eles gerados pela sociedade ou pela natureza. já que todos sofreremos as conseqüências dos questões ou. na Índia.iniã<Lpública imp@r-€HI-s--tl-aut'()IffÓVe m as mu anças climáticas a base nacional . os políticos. der as diferenças entre países e suas populações.. o que é mais freqüente.. 1997:209). Seu comprometimento cocondições de vida dos agrupamentos humanos em suas diversas maneiras de loca em risco toda a espécie humana? Não. vemos que. que para o autor [. surgem novas oportunidades e novos países podem ser alçados a posições de destaque no cenário internacional.dE~' ~c~o~m~ulm~d~i~ze~r~e~m~~u~e~o~c~o~n~c~e~i~to~e:t '~::~---1----~~ah!. Os mais ricos podem comprar organização social.explosão populacional.. Os custos e os impactos são Esse preâmbulo foi necessário.] reflete a nova natureza preponderante da segurança internacional: esta já não pode mais ser almejada em termos de acréscimo de poder. _.Qul------gitimidade do. no caso da segurança ambiental diferentes conforme a preparação dos países para enfrentar os problemas amglobal. acarretando em Delhi em uma área menos povoada. para manter o atual estado das coisas e da divisão do poder mundial.J-gfaUcs-na-escala-R-ichreT-. Areas úmidas podem se moto que_chegou-a-6. Observando as Vejamos o problema da camada de ozônio. ressentem-se de informações mais precisas sobre determinadas pede ou tira o efeito da força. Villa aponta um conceito para ajudar a compreensão da conjuntura atual. Em Kobe (Japão).S?~.. q e are anam com maror ênfase países periférites. exigindo uma adaptação custosa até mesem uma série de reuniões dispendiosas que aparentemente servem apenas mo para os países centrais? para gerar diárias para delegações imensas conhecerem o mundo e seus paíA essa pergunta poderíamos responder que é preciso insistir em apreenses comprometerem-se a gastar recursos em questões inócuas. . resulta da agricultura vai transformar-se. t 1_~-----'atag-ado~s-eSl'robtermrs. bientais.não se dá pela imposição da sua vontade unilateral ou pelo apelo à última ra/io. apontando que muitos f Para evitar uma catástrofe em escala mundial ou. a violênc'a' . Elliott também discute a segurança ambiental.DIlaLem-áreasemi-áFidas. Entretanto. vai chegar um momento em que não vai adiantar muito prooutro de menor intensidade ocorrido em um país periférico. Mas não deixou de cumprir a função de justificar "cientificamente" a política externa dos países."O's-e-pe1<rS-gfrrmpresas e comulllcaçao -. e aqui o país rico. 1998:239). . ocorreu E as mudanças climáticas? Suas conseqüências afetarão da mesma um terremoto que chegou a 7.rentemente intermináveis .ansi. Sua inda a iíQ . que têm ganhado esta batalha com os pesPara o cientista político Villa. um terremoto que ocorre em um protetores de radiação solar e continu~ a expor-se ao. como ficaria mais autores refutam essa concepção por associarem tal conceito ao pensamento claro. confirmadas as possibilidades apontadas dor de mais destruição..E:m. Mas novamente os estudiosos apontam evento natural provocou cerca de 6000 mortes e deixou algo em torno de riscos. estratégico militar (Elliott. se ajusta ao que se verifica na realidade. . pode-se os conflitos como meio pano e un o genérico realista que vê na legalidade e leda guerra o elemento específico das relações internacionais.eria.. ainda que de maior intensidade e. A preservação de [um] Estado nacional diante dos novos fenômenos transnacionais . teger-se dos raios solares. _ _l bom termo. migrações internacionais e desequilíbrios ecológicos globais . vida dos vegetais que 300 mil desabrigados em 1995. Trata-se da segurança global multidimensional. tendem a desconsiderar todo O esforço de elaboração do documento e a verdadeira "alquimia" política empregada . -ll1" . De outro lado.. por exemplo. Esse descom asso à luz d3-QP. apesar de ter ocorrido a aproximadamente 700 quilômetros de Nova i cos. portanto. gera muito menos vítimas e estragos materiais que por estudiosos. Deste modo.às vezes ao longo de anos e por meio de discussões apa. Os dados a seguir confirmam este aspecto. deu-se um terreproduzem alimento e uma eventual crise alimentar. Pensar os problemas ambientais globalmente exige conhecimento científico e perspicácia política. exigem um rearranjo do modo de vida de muita gente..d ue-adiaaea-ter-az que "expliquem" suas decisões. Esses puristas entendem que a quesI estabeleceram-se regras internacionais para impedir que as ações humanas tão ambiental em caráter internacional não pode ser vista dentro de uma diI desencadeiem processos como os apontados acima.em sua construção..vffi~treStÍ1 ase Clen 1 rca que o sustente.-Pentes-do-litoral-emlodu-o-rrrand':.. potencialmente causatempo é um fator determinante. Nesse sentiafirmar que a singularidade da segurança global multidimensional é que que podem derivar dos fenômenos transnacionais não admitem a guerra de solução (Villa.2 graus de intensidade na escala Richter. portanto.o::':s-. Uma das evidências mais claras desse comportamento decorre da crítica contundente que muitos cientistas fazem aos documentos oficiais resul~t~a~n~t~e~s~d~e~d~is~c~u~s~s~õ~e~siP~o~l~ít~i~c~as~..e~r~a'. como estamos vivendo um dinâmico processo de ajuste internacional de interesses envolvendo a ternática ambiental.e raramente conseguem chegar a . Essa é uma das bases l i j I 115 114 .o----l.(Ell iott. novos beneficiários e em novos despossuídos. como por exemplo a mudança dos ciclos de. a ordem ambiental internacional. pois.a""Ei':'-'e)tte-t)-do-:J-aVã'o:--omoresu ta o registraram-se cerca de 10 mil rnor. a imposição de temas transnacionais imquisadores.o. Porém. 1998:220). Este maneira a todos? Certamente não. encomendam conclusões científicas eventos ambientais globais.-'------t ---'tr. naL. Dois anos antes.os cientistas e os tomadores de decisões .

AS DECISÕES NA CNUMAD Os participantes da CNUMAD estivera ••.A~ determinada unidade política. de A autora esquece-se de que as atividades humanas e das corporações.-v-i. as mudanças climáticas e os instrumentos de financiamento para projetos de recuperação ambienta!. Como este índice já chegou a cerca de 30% no início da déres vivos como matéria-prima. É evidente que hoje não é preciso empregar a força para impor sua vontade _ como ocorria durante a Guerra Fria. Nem um nem outro vai ajudar a identificar o inimigo que objetiva violar a integridade territorial e a soberania do estado.IGarf*l!Se8=~pula~f')--não=pmj~r~egorbs s~ o ecos sistema é seguro. onde estão os mananciais que provém de água a habitantes dos dois países.14----sãO-enqmrctrnLlas oen ro a c amada ------ôo de vi a.d~e.~ . Trata-se da visão estratégica. que admite os recursos naturais como vitais à sobrevivência da população de uma unidade política e que. Nesse sentido.• Jã biotecnologia tradicionaL ------sal. eles podem ficar em uma situação de dependência de outro país para obter água e abastecer sua população.St-r-a--ali-afieas--nal:i. da Declaração sobre Florestas. cerca de 25% do total da população mundial gera os problemas ambientais na es- A Convenção sobre a Diversidade Biológica e a Declaração de Florestas cala que encontramos atualmente. reforça o conceito de soberania das unidades na gestão de seus recursos.-.e que vivem em sopotâmia. a Declaração do Rio. Os produtos da CNUMAD _ a Convenção sobre Mudanças Climáticas (CMC).1LtU01=-----.ver-s-as-frente's~---cuscussao.. para lembrar Desde quando se começou a fermentar uva para produzir vinho na MeNietzsche) que estão usufruindo do mundo do consumo . conclui-se que é cada vez menor a parcela da população que so. : -paFttetffares:-El~oram artICUladas ao longo do processo de negociação pré-reunião.\4Q€) ~ffi-ffi. emprega-se conhecimentos em biotecnolog~i~a. Os países marcavam posições de forma unilateral ou como blocos de países. portanto.•"'~. protelar o abandono da queima de combustível fóssil é uma atitude esperada quando se obtém vantagens com sua venda. uma maior concentração da riqueza. portanto. Continua a valer.m{). A análise dos protocolos firmados. . Entretanto a autora... Elliott (1998) aponta também uma outra interpretação que associa o militarismo à questão arnbiental e à segurança. A biotecnologia pode ser definida como o emprego de todo e qualca..t. como: a conservação da biodiversidade biológica.. causadoras dos problemas ambientais em escala nacional. são referências na ordem arnbiental internacional. 1998: 238). entre tantas outras coisas. Um exemplo dessa situação seria o uso de seres vivos no controle de pragas que atacam áreas agrícolas.roens·aE>4slFatep·tea -f)ar~~<:"p" +r r LTdSTãriam para fornecer elementos à compreensão dos fenômenos e suas conseqüências para as unidades políticas. como bem apontou. nos Prepcons. defende uma posição muito próxima à de VilIa (1997): -=i. uma das premissas do realismo político.. como defenderam os países árabes na Convenção de Mudanças Climáticas. porém. A persuasão surge de outras maneiras. Para os seres humanos (demasiadamente humanos. a Convenção sobre a Diversidade Biológica . o que indi genética. veremos que esta matriz pode abrigar muitos adeptos. Segundo dados do PNUMA. Para cada documento produzido. envolvendo as colinas de Golã. Não discutiram. negocia as para cada aspecto discutido na ordem ambienta! inUm segundo tipo de conhecimento biotecnológico _ definido como _ i temacional. como as que foram propostas na CNUMAD e nas conferências das partes que se seguiram a ela.on:em-há. resse nacional não é abandonado. o modelo de desenvolvimento que gerou os problemas ambientais listados.sécul'-'"------..~. fez-se necessária uma regulação ao seu acescada de 1990.nhe-0u-mesmo-dei l:>--=---Falcas ue c. 116 117 . Se lembrarmos que Cline (1983) e Raffestin (1993) definem os recursos naturais como um dos elementos que devem ser ponderados na definição do poder. da CMC e da Agenda XXI. que também é cientista política. uma dinâmica nova se apresentava.". permanece o interesse nacional. mas as atividades cotidianas humanas e de corporações (Elliott. quer processo biológico que altere as condições de um ser vivo. Esta é a parcela inserida no universo dos Desde o momento que novas tecnologias passaram a se utilizar de seconsumidores.v.(CB). Tal situação pode ser observada na disputa entre Israel e Síria. como veremos a seguir. Trataremos a seguir da CB. O inte- biotecnologia intermediária _ ocorre quando é realizada uma combinação de seres vivos com a finalidade de se obter alguma vantagem.. por exemplo. Eles querem produção-de. mesmo se o uso de força não se faz necessário. !:. a Declaração sobre Florestas e a Agenda XXI -.aguar4ar-v·antagens-específicãs-quegaran em a manute ~Q. Esses avanços ocorreram sobretudo na biotecnologia e na engenharia causa problemas ambientais devido ao modo de vida que adota. O "inimigo" não é o ambiente. O caso da gestão dos recursos hídricos nos parece o mais emblemático para ilustrar esse entendimento: como as bacias rnnit"" --l------vezes-tr: os umneslerntonals dos países. estão circunscritas geograficamente.

pode-se.. car a 10 ecno'ogla re~ les poderem gerarem novas doenças provocando a morte em larga escala. Esses procedimentos já são feitos em espéculações afirmam que as reservas devem acabar em cerca de trinta a cincies vegetais e animais e os chamados de "aprimoramento genético~'. o que permite planejar a produção e o consumo do combustível. novos remédios e substâncias certamente surgirão to suscetlveÍs a doenças. por exemplo. A engenharia genética consiste na identificação da 1 no "reino da liberdade. Outro aspecto a ser ponderado nas pesquisas so~re dlvers~dade bl. Também não são conclusivos os estudos sobre a inserção de organisIsso só foi possível graças aos pesquisadores ingleses Ja~~s Watsor: e mos transgênicos em áreas protegidas. cos.1 a licaç1ies. alca para promover o surgimento de uma "super-raça". a maior conseqüência do uso e desenvolvimento da biotecnosuas características a partir de pares de cromossomos. também chamada de engenharia genética.. da realicala industrial novos materiais a partir de fibras vegetais.material genético dos seres VIVOS) como uma dupla hélice. como já desejaram alguns na história recente. pode-se reproduzi-lo para geAs projeções de crescimento populacional e o aumento do tempo de rar Um ou mais seres idênticos ao que forneceu o código. divulgaram a es~tura do DNA (ácido des. Entraríamos. Essa estrutura combina-se de maneira singular em cada ser vivo. Será necessário empregar outras alternativas energéticas como ameaça é.gg.anam. definindo ~ Porém. dependência dos recursos naturais não-renováveis." .-sériati ica -:: ~s-étie-aS:-Y-ma-tl:a u n-lcante e um exemplo de como essa possibilidade fica a cada dia mais espet o ã: manipu açao oco 19o genético de seres humanos. Uma simples bactéria que venha a ter contato com a partir da manipulação genética de seres vivos.i que diminuiria a quantidade de alimento consumido. clo~ar um '1 aumentar a produtividade da agricultura. modificar as características físicas de um ser humano e ate mesmo deOutra fonte de preocupação é a proximidade do fim do petróleo. ou para a produçao de gumas delas baseadas no consumo de biomassa. é a renovação da planta a cada ponto mais controverso neste debate é o que permite a reprod~ção de um safra.D_us. em um futuro não muito distante. A partir do código genético.-a='o'-. eresS€-dQ. Essa expenencia pode viabilizar o desejo .. o mas características de sua matnz. a idenpoderão ser usados na confecção de carrocerias de automóveis. comEssa inovação tecnológica é muito promissora. mesmo indivíduo._____ ______ . Nesse caso. tese. combinação de genes de seres vivos.o que pe~tiri~. Ninguém iria contra esses benefícios que ajuda- 1 ! .u~l~s~a~d~~::r=:e~s. .pr. A vida da população indicam que será preciso ampliar o total de alimentos Essa possibilidade foi confirmada em 1997.mu No campo da saúde. Os cromosso. em próxima de ser alcançada.. Esses materiais dade. Como conseqüência. comhiriante.ar1eS-lÍo-pJallGt.oal'ps~m() Essa -ossíbilida ~>-pDl:ém. como o álcool produzido seres humanos "inferiores" que seriam usados em tarefas menos nobres.T__ --recupenrçãn---:nn:merrtaIãea: umaS_p. ~ sua destruição. a associação ao um indivíduo causando uma doença poderia se proliferar ameaçando toda a conhecimento das populações tradicionais facilita e agiliza a descoberta de população. A aplicação da engenharia genética pode contribuir quis adores da Escócia apresen~ou Dolly. Tudo isso se conseguiria com a manipulação genética.o 1 quisas em andamento indicam que. Pesmateriais feitos a partir de vegetais vêm sendo pesquisados ao redor d. Alimentos mais protei. como indicam as pesquisas mais recentes. entre outras tificação das características dos genes e seu processamento.tem.. ou seja. pois um eventual desequilíbrio no ambiente natural poderia levar à ribonuoléico . seria neces1 grande número de vacas que produzem muito leite: O aspect? negativo da 1 sário empregar uma área menor para prover alimentos 'Lt1tdos~_pennitindo. quando uma e~uipe de pes-j disponíveis no mundo. remédios novos para doenças graves como o câncer e a AIOS e novos ~ A renovação da matéria-prima é algo que preocupa os industriais. nos libertando da necessidade" de lidar com uma seqüência adequada de genes e na manipulação da estrutura genética ~om o j base materia e t . . um~A ov~lha que ~o~t~nha as me~-i na resolução dessa questão com a invenção de alimentos mais protéicos.. Além disso. que consiste na i Esta seria uma ameaça à segurança ambiental global.. o que se vislumbra é um amplo leque de opções. ~ qüenta anos. nesse caso..O-d~lw-dê-e-as+a.1 bustível ou chips. tarn-para-o-fãto-de-qrre-genrçõ-esâealllmatS e antas I ent c ilic.' mitissem seu uso pela espécie humana . O da cana-de-açúcar. rando seres semelhantes. Os pesquisadores alertam para o pengo detotalmente dimensionada. será possível produzir em esmundo e podem estar próximos.mos car~ logia combinada à engenharia genética é a possibilidade de livrar-nos da regam a informação genética e têm a capacidade d~ ser re~rod~zldo~ ge~..fl~('}Ul-8aàef l dade viria da oportunidade de reproduzir seres com características que pere ou empresário. em 1953.al-----clonagem decorre justamente da sua van~agem: mUIto~ p~e~sq:!. ela pode de reproduzir seres vivos iguais .. ~êRS-lfSüti() as. espécies que contêm princípios ativos capazes de combater nossos males".1 1 i 1 1 118 119 . Espeterminá-Ias antes do nascimento.o~lr~ contato. fica difícil não concordar que essa tecnologica é a possibilidade de expor a espécie humana a microorgamsmos ainda gia pode trazer inúmeros benefícios. 1 erintuito de ada tar as caracterísf c ". cuja repercussão ainda não pode ser completamente desconhecidos..seja para produzir materiais. Por isso é preciso cautela e evitar o Francis Crick que. em tese.oloDiante dessas perspectivas.::al:::e::::r~. empregar esta t~cmfonte de combustível. em breve. A vantagem...

1999:247). embora reconheça a importância deste proceexemplo. não se intimidaram diante da grande quantidade de países propriamente uma novidade. mas isso certamente nos levaria ao! mercado.] é uma tecnologia embrionária. cada ser humano já tem interesse direto e imediato na direção que a biotecnologia tomará no próximo século.Oe"-possível Slffii21ifiçaLtS1da_<Lt(adição_soh[e-z-ética-em_uma~fI:as~i +-__ 4. 1 ~ . mas. o 1 portante. Com a grande quantidade de novas tecnologias que estão sendo introduzidas no mercado e em nossa vida chegou o momento de estender o diálogo aos benefícios e riscos dessa nova ciência [.. . Até o presente.Upt)~mpresar. Eles estavam afirmando os "interesses nacionais".s@t@r. j _ i 11 .::::-. .c.".mr.~.:-----1'-----7~.I Unidos mantiveram-se isolados e não conseguiram sensibilizar com suas normas que direcionem as descobertas para interesses mais amplos da so! teses os demais componentes do G-7 e da Comunidade Européia. Nesse campo.-.j I I riam a melhorar o padrão de vida da humanidade. definindo .-.. os Estados Unidos não firmaram a CB. A CB é uma tentativa de organizar este jocomprador tem o direito de saber a origem daquilo que está comprando e i go político. com a vantagem de não empregar agrotóxicos.. de saúde e ambientais em larga escala. neste cavivos . são as sementes transgênicas. seria muito mais interessante que se proJ [. alegando que as partes envolvidas.: Contra essa visão.. Para isso.. '~ I 121 . tradiciociedade internacional.n. poucos produtos biotecnológicos têm alcançado o duzissern sementes resistentes às pragas. Nelas são introduzidas característiJ res e perdedores. mas produzirá ganhadogenética. em nosso entendimento.-.. Se esse argumento pode ser contraposto aos defensores da engenharia genética. 1995:30). mesmo que na agricultura.como é o caso da biotecnologia e da engenharia genética.] afetará cada um de nós mais direta. que. Ora..""".r. É preciso avançar na direção de se discutir e estabelej mantêm a liderança na pesquisa e no desenvolvimento em biotecnologia em cer procedimentos éticos no trato com as tecnologias que envolvem seres ! nível mundial..por razões religiosas e/ou por precaução contra possíveis proble1 nam as tecnologias em biotecnologia e engenharia genética e os que mas de saúde .. .:... Do con' so dos geradores de tecnologia nas áreas de engenharia genética e biotecnotrário. os Estados 10s interesses de quem as financia. cl possuem as matrizes naturais in situo Qual é o limite de tais pesquisas? Ele tem sido estabelecido apenas pe1 Ao longo do processo de discussão e implementação da CB. Do ponto de vista da humanidade. -tll------Á-arnes-q-ue-eJ:.~:-. Trata-se de identificar de que possam surgir nos consumidores. O problel engenharia genética não configuram uma ruptura de paradigma. Só por essa razão. Dentre ma é que eles têm desenvolvido tecnologias no mínimo curiosas como.::..arn-quande-se-vai-tomar-decrsúes-emTllIâterlntemaclOilal. É preciso regular este cenário. para citar um exemplo.r:-:. como todas as revoluções anteriores promovidas pela tecnologia cas externas à sua formação natural por meio da transferência de genes de i (Kennedy. esses grupos empresariais desejaml quem vai ganhar e quem vai perder diante de uma inovação tecnológica imcomercializá-Ios sem comunicar ao cliente a origem do produto. a ciência e a tecnologia são geradas para resolver os problemas de quem pode financiá-Ias. executivos empresariais. outro ser e com o objetivo de dotar-lhe de alguma propriedade. E uma evidência de que.a-é-uma-feflfta-cle-etlftdttt-a-cnjü vaJoresformn-a·cmd-a-:do e tre j Durante a KlO-9-2. pelo mesmo grupo que conseguiu tal inovação tecnológica.:. "i'n. uma fonte de problemas 1 que a assinaram já durante a reunião do Rio. o que não chega a surpreender. . .n~õ::~. Outro autor considera que ~Outro tipo de mercadoria "engenheirada". No caso da produção da biotecnologia e de engenharia genética.. o ponto central.::::-:::-::==-=:-~===-=~-=-~=:-::-:~:-::-::-:-:--:-~ ---Hl--------Essrr-protlrrção-e·stá"Testtita a poucos grupos transnaclOnms destacan-l. reunindo os principais países envolvidos _ como os que dornimuitos . Apesar dosl estudos ainda não serem conclusivos acerca de possíveis problemas de saú~ Este é. políticos e críticos. Como apontamos no capítulo «Dos primeiros tratados à Conferência de Estocolmo"."'Tr"'i"n<.] incluindo a sociedade como um todo (Rifkin. planejadores. aliás.. . eventualmente.pro1. as armas não impor_. em alguns casos. causando uma revolução tecnológica que [.podem decidir não adquirir tais mercadorias. como são chamadas aquelas I que sofreram alteração de suas características pelo emprego da engenharia ~ A biotecnologia não constitui de modo algum uma ameaça. o debate sobre essa questão envolveu um limitado grupo de biólogos moléculares.: dimento tecnológico. como é a biotecnologia. o que é inerente à dificuldade em elaborar modelos de pesquisa e desenvolvimento de uma tecnologia incipiente por muitos anos à frente (Buttel. é preciso ampliar a discussão considerando quem produz as tecnologias que permitem manipular os genes dos seres vivos. Autores como Ritkin.I 1 constituem-se em mercadon~·a~s~b~e~m~c~ar~a!s~. acreditam que ela configura um novo paradigma.. por I eles. J -·i i i j J j Ua se hoje uma polêmica envolvendo a biotecnologia. fim da produção de defensivos agrícolas e diminuiria a gama de produtos j1 J. 1993: 68-69).iai:s=do.i ---1.-.. destacamos Buttel.. não é mais possível esquecer a ética. temos autores que advogam que a biotecnologia e a do-se a Monsanto e a Novartis -. escreve que a biotecnologia duzidos. surgirão não apenas novas formas de monopólios. substancial e intimamente que qualquer outra revolução tecnológica da história.:.I 120 I1 . nais aliados. estudos da FAO indiquem que a produção familiar já consiga produzir tanto quanto as grandes fazendas monocultoras.iil--"S~e~fo=ss". o que não seria logia. sementes que resistem a determinados defensivos agrícolas .

correntes de aspectos o am ien e na ur .~::=~~~:. ainda. portanto a autonomia territorial e o uso dos recursos naturais de cada Estado naci~nal.: i só existe na Argentina. 1997: (7). ficou resguardado às partes. nao há limites administrativos que o impeçam de Ir e VIr. novamente o ouro e os recursos genéticos que são retirados do país clandestinamente . a bauxita.prática conhecida como biopirataria. justificando que. dadas as condições da crescente pobreza intermulada sobre a dilapidação dos seus recursos naturais pelas metropoles. bem como os possiveis desenvolvimentos a _ ~ ~ 1 I .-ar-pe10s-seres--y-j-y-os-q'ne-oC-Qj rem fora de seus domínios territoriais.tenham garantido o acesso a tecnologia que utilize esses r:ecllrSoS. que insistiram. . . _. no artigo 15 da CB que dispõe sobre o "Acesso a Recursos Genéticos": 1. como a limitação do seu ambIent~ natur~l pro- d . . m especia para aque es que mtegram o grupo os parses e periféricos. por parte dos paises penfencos. Este é o caráter estratégico de se ~ossUlr ~ ~. .- .f@-ffi-ateFi-al-genético. ·------a-ffi~b~i=e-fi~~~8 ~e~nétie~~~~~---~---~~~N~o~p~r~o~ceSSoverificadonaDeclaraçãodeFlorestas.. o ouro e. o paradigma tecnológico da biotecnologia muda consubs-q tancialmente o conceito de recurso naturaL Ganham destaque a faun~ e aj flora. naturais. conforme o caso.mesmo que este uso se dê na forma da preservação.tFansf@fêflet-._o_qu€_aGabaFi-a-e0ffi-al-----Se Df um lado os a'sJ~s_c_e_nt(a1. como está escrito no artigo 16: Cada Parte Contratante deve adotar medidas legislativas..dos países detentodres de. ~ Qs-gs-tades-6LiíÜ10s-f€Gll-s·a-v-am-se-a-pa . Em reconhecimento dos direitos soberanos dos Estados sobre seus recursos naturais.te do país em patentear os seres vivos. e em especial o primeiro. Ma~ a tecnol?g:aja equa~lOnou este p~oblema.. que pertence ao território argentino.e deter. _ Para qualquer ser vivo da Terra (que na~ seja.J Essa tese era radicalmente contrária aos interesses dos Estados Umdos. ção das florestas.ncla acurar seu modelo econômico. A CB procurou frear o fluxo de mão única que assistimos até então. me mndo tecnologla protegida por patentes e outros direitos de propriedade intelectual.. identifica-se que entre 17 países detentores de grande diversidade biológica.=~:~~:~::. ois podelll fortrecet a base lIlatemr I p~rml lf a rea lza\ao das pesquisas. Ambos os países. o acesso à. ainda que a Argentina mantivesse vivo aquele ser em seu hábitat natural. O na.. lógico existente: é o estoque de conhecimento acumulado pelos seres humanos que vai ditar o qu~ é ou deixa ~e.eSnptreedexadlsotreems ~~s~J.s_J<Lc_onsumu:arrLgrande-pal'te-de-seu so erarua o _pÂÍs. defenderam uma gestão internacionaLsobre 122 123 .ocorreuumenparte dos países periféricos. Por outro lado. que provêem recursos genéticos . Apontava. apenas os Estados Unidos e a Austrália são desenvolvidos. Ora neste sentido.ser um ~ecurso nat~raL Ao trabalhar com seres vivos.( ~ ~ Brasil viu sair o pau-brasil. na figura de George Bush ~ e~tão presiden. J atualmente é possível reproduzir as condições naturm~ de um ~mblente ~m ~ outro lugar.. mais recentemente.sua. residêr:cias ou qualquer outro tipo de confinamento.eslentou uma Ivitória . . • algumas espécies não ocorrem em deterrni~a~~s part~s do planeta por res~ trições ambientais naturais. " . ao não alterarem seu padrão de A • A • i O diS~ot. os países que detêm um estoque de seres VIVOS passam a ocupar uma posição rele.vante na ordem ambiental internacional. j j ~ .anter ambIentes. de algum tipo de remuneração para viabilizarem a conservação das espécies vivas. a soberania foi destacada como um princípio nos seguintes termos do artigo 3: Os Estados. Recusavam-se a reconhecer. a Malásia firmava posição na direção da não-preservações pelos países centrais. em conformidade com a Carta das Nações Unidas e com os princípios do Direito Internacional.em particular as que são países em desenvolvimento. por seu passado colonial.e. A propriedade intelectual se?~ da empresa.biotecfrentamento entre a Malásia e os Estados Unidos. 1997:25). administrativas ou políticas.~~~:!::. ~ ~ ~ No que diz respeito à soberania. . j~ tem expene. têm o direito soberano de explorar seus próprios recursos segundo suas políticas ambientais e a responsabilidade de assegurar que atividades sob sua jurisdição ou controle não causem dano ao meio ambiente de outros Estados ou de áreas além dos limites da jurisdição nacional (São Paulo e.stoacima repr.país. os recursos genéticos ue Ocorrem em-áLeasJ1aturais. desde que se tenha informações dos ambientes e informações I genéticas das espécies.. Tradicional fornecedor de nologia pelos países periféricos em troca das matnzes para as experimentamadeira e de papel. Daí a reivindicação. ASb~illl1t'taçõtes aqIUeedeeVpl·doesnstl. l t I ' movida pela devastaçdão.a nao ser para aqueles j que foram domesticados e vivem e~ z~oló_gicos. a autoridade para determinar o acesso a recursos 'genéticos pertence aos governos naGiGnai-s-0-€stá-su'iei:ta-à-legi'Slaçã:o-nactonal~auI~9-M"" ' i ~ . da esp~cIe humana). para o fato de que.. 'I J Não bastasse essa passagem.eVmel. não pagaria nada àquele .ltol=€S-(. recursos gene ICOS. A questão passa a ser.de-comom acamo. .~ ~ =+========G~=t!::~~. para que essas partes . regulamentando o acesso às tecnologias desenvolvidas pelos países centrais por parte dos países detentores de recursos genéticos. o minério de ferro. ficando ~om a totahdade dos ganhos que viesse a ter... necessitam dos seres vivos para viabilizarem suas pesquisas. Em levantamento da Conservation Intemational de 1997. os países periféricos não poderiam ai teOs países periféricos. quando necessário (São Paulo e.l. agora.. A definição do que é recurso natural está vinculada ao patamar tecno-.

a distribuição das chuvas passará por alterações. . OS Estados Unidos. contabilizava-se 15:2 países signatários. à diminuição da dive'ÍlrS:a~i-. pondo em risco os interesses de países insulares.~ro=eensenStrfey· cOlt~dãe uma maior presença de gases que intensificam o efeito-estufa (gases estufa) na atmosferas.ainda não a ratificaram. Os dados do rrcc indicavam que a variação positiva da temperatura do planeta está oscilando entre 0. Tratavase de manter o estoque genético dos países periféricos. A segunoa conciusao surgiu em torno das conseqüências desse aumento da temperatura: será afetada a dinâmica dos sistemas naturais.92. preocupados em manter as fontes para desenvolver pesquisas em biotecnologia. Uma delas destaca a ação antrópica.-:-.dem. e a postura contrária a esta . Não assinou a convenção que o obrigaria a pagar . ao mesmo tempo que procurou determinar o uso dos ambientes naturais dos países impondo a preservação . Bush perdeu a eleição para Bill Clinton. fóssil seria a responsável pela intensificação do C02 na atmosfera. processos naturais. O IPCC envolveu cerca de 300 cientistas de vinte países neste trabalho e divulgou algumas conclusões importantes. ~ identificando na sociedade industrial o elemento desencadeador do aumen~ to da intensidade das mudanças climáticas: a civilização do combustível 4.vencedora no embate1 que procurou esvaziar a ameaça das mudanças climáticas em função da ineJ xistência de dados mais objetivos sobre a questão. u ' os países centrais mantinham os níveis de emissão de gases poluentes na atmosfera. Esse debate.----------------11.a_estabelecer:. pressionando na direção de se cnar uma convenção sobre o tema.. No arranjo interno ao G-7. tinha uma importante base eleitoral no movimento ambientalista do país.os.is rígidas para a preservação das florestas. Prócurando demonstrar força externa para o público interno numa conjuntura eleitoral.~u c. ---tca-x-anclér'o-pai que--ultt"apassasse tal índice e criando assim um fundo para pesquisas ambientais. insistiam em medidas ma.J. 1994:5-6). Mais que isso. a partir do derretimento das calotas polares. Outros pesquisadores argumentam que não há conhecimento científico suficiente sobre a dinâmica climática da Terra capaz de sustentar a posição . Ao longo dos Prepcon duas posições centralizaram o debate: a-que de~I--_~s~ejay. e as cidades que se localizam à beira-mar. a Assembléia Geral da ONU encomendou ao Intergovernmental Panel on Clima te Change (rrcc) um estudo sobre as mudanças climáticas. Outro componente presente na convenção foi a concepção de um desenvolvimento sustentável.uuernaçao ao uso das tlorestas na forma de convenção são mostras disso. como aparece no Artigo 2: Á" A Convenção de Mudanças Climáticas "Utilização sustentável" significa a utilização de componentes da diversidade bioló· gica de modo e em ritmo tais que não levem. em sua política externa. a qual pressionou a nova administração a assinar a CB. dos quais 168 a ratificaram. assistimos a posições mais avançadas que a dos Estados Unidos expressas pelos países europeus. tendo na ciência sua base de sustentação. Duas correntes científicas procuram explicar o aumento da temperatura apresentando argumentos diferentes. ~ Os Estados Unidos. mantendo assim seu potencial oara atender às necessidadese. Além disso. No início da década de 1990. ~. 1 • influencia as negociações internacionais sobre as mudanças climáticas.um_índiG per-eapi-ta-de-emrssão-de gases na atmoster" 1 I 1.também sem remuneração. A partir deste ponto começaram a ficar explícitas as divergências que ocorreram (e permanecem) em função das causas do aquecimento da Terra. embora reconhecendo a necessidade de manter os níveis de emissão de gases na atmosfera.. como o Japão. que se tornaram signatários da CB no Rio de Janeiro. Emjulho de 1996.6·C por década.ainda que na forma de repasse de conhecimento científico e tecnológico pelas matrizes que utiliza. que ainda está longe de ser conhecido nas suas características e possíveis aplicações. '-' a nao regut.~ dade biológica. . Segundo eles.antes-d0-G . Nesse momento. resultando em uma elevação do nível do mar.. a estratéaia dos Estados Unidos tr\rn~_cp " .e. O isolamento dos Estados Unidos na CB.. transformando áreas atualmente úmidas em áreas mais secas e eventuais áreas semi-áridas em áreas úmidas (Mintzer e Leonard. no entanto. AI Gore. passados seis anos de sua adesão. Novamente vimos uma tentativa de regulamentar o uso dos recursos naturais desses Estados-nação pelos Estados Unidos. Foi derrotado. cujo vice. os cientistas detectaram dois períodos de aquecimento mais intenso da Terra: de 1920 a 1940 e de 1975 até 1990.e no primeiro ano da administração Clinton .. principalmente devido ao uso de automóveis.ais-integr. apresentou-se de maneira autônoma ao seu tradicional aliado e firmou a declaração.2:11). anterior. chegando a 175 no final de 1999. último dia para assiná-Ia na sede da ONU. O Japão.o presidente daquele país firmava a posição da sua hegemonia no planeta. que não foram acompanhadns_p-e1. o aumento da temperatura pode estar vinculado a . A primeira delas foi a comprovação de que a temperatura média da Terra está se elevando. respectivamente o país que mais emite gases estufa na atmosfera e um dos I ~ --_12_4-------------------------------------1L~----------------------------------_12_5 _ .. embora tenham se tomado parte em 4 de junho de 1993. Assistimos a uma polarização entre os Estados Unidos e a Malásia.aspi çoes das gerações futUras e oresentes (São pau. Além disso.3°C e 0. não contribuindo para a redução dos problemas referentes ao possível aquecimento do planeta.lo. a longo prazo.. ~ i j A CB entrou em vigor em 29 de dezembro de 1993.

Alemanha. na direção do binômio mo. adquiriram o direito de manter seu padrão de consumo. Nos termos acordados no Rio de Janeiro. capitaneada bientais de aplicação imediata. que servem como sumidouro do C02. que estabeleceu para as partes a manutenção dos níveis de emissão cumento dispõe do repasse de recursos para viabilizar os projetos ambientais de 1990 dos gases estufa a partir do ano 2000 para os países desenvolvidos. A inversão de fluxos de capital era o objetivo desta medida.7% do seu PIB para os países periféricos. Os Estados Unidos tinham como aliados os países exportadores de petróleo. Os delegados daquele país foram porém convencidos pelos argumentos da delegação dos Estados Unidos de que as mudanças climáticas não representavam tanto perigo quanto indicavam am--'ll·~1ali· sJ. reconhecendo sua importância e a necessidade de mantê-los vivos.a. primeiras conclusões do Comitê As foram de que a CMCé inadequada. o país queria recursos para manter as florestas.composto pelos países signatários da CMCe ONGs..] a projeçãoresultante suasemissõesantrós de dos. pois assume que ela leva à ocupação de novas áreas Esses países devem apresentar naturais e à degradação do ambiente.as.. na forma de remessa de lucros. indicado porta-voz do grupo. Ao mesmo tempo.que se deram após a CNUMAD. elaborou-se um texto tênue.. Japão esboçava um tío mido apoio às teses da Malásia. conservação ambiental e desenvolvimento. a CMCindica a ampliação das pesquisas sobre as conseqüências da A Agenda XXI pretendia ser um plano de ação para os problemas amação antrópica na dinâmica da atmosfera.i.o último antes da CNUMAD.açiie. Achscussão começou com um resgate de uma resolução da Conferência de Estocolmo. os países periféricos ~ De tal decisão. ganhou com ampla vantagem na discussão sobre as mudanças climáticas. neste caso em aliança com os países exportadores de petróleo. mento globaL A decisão de maior destaque entre seus participantes está no Pautada de maneira indireta. Ao mesmo tempo. concreto. De mais . lIderança do G-7. Também conceitua as comunidades locais. _ lecid~~~:~~~::~l:fMM>.afl======db=========================================================================== via divulgado os resultados de seu trabalho. Espicas porProtocolode Montreal[.. foi nela que se decidiu sobre os recursos papelos Estados Unidos. cabe interrogar: os índices de 1990 são suficientes para impedir o agravamento das condições climáticas e a elevação da temperatura do planeta? Ainda que não tenhamos um consenso na comunidade científica sobre as origens do aquecimento do planeta. _______ 1_26 11 1_2__ 7 _ . os países centrais. oriundas principalmente das organiz. tendo em vista que.s-Uã~~nt. buscavam a revisão da CMCjá na Primeira Conferência das Partes. a pobreza apareceu na Agenda XXJ6. nome dado pela ONUaos povos que vivem sem a organização de Estainfonnaçõespormenorizadas obre[.] coma finalidadede queessasemissõesantrópid nãocontrolasas comunidades representam formas alternativas de reprodução da vida dos pelo fontese deremoçõesporsumidouros egasesdeefeito-estufa cas de dióxido de carbonoe de outrosgasesde efeitoestufa não-controlados pelo pela espécie humana. O doartigo 4.:ttg!l!I2o-de-estudnS::dD-=IRl:::C3íttrGa_tlã~=n. e de combate à pobreza. não representou mudanças na sociedade de consura as medidas necessárias ao rearranjo proposto. Se o país perdeu no debate em relação ao acesso aos recursos genéticos. gerando com isso fundo para pesquisas ambientais.J.. A posição vencedora. um maior controle de emissão de ga- j são "exportadores" de capital. Até o Prepcon de Nova York. -------PãITIo f. As pressões para mudar esse cenário. que não admitiam a fixação de índices de emissão de poluentes a partir de derivados de petróleo sem que se aprofundassem ainda mais os estudos. Essa reorganização foi orçada A CMCnão significou a solução para os problemas advindos do aqueciem US$ 600 bilhões.. Como não havia a confirmação A Agenda XXI científica do aquecimento da Terra.lis!. que ocorreu em abril de 1995. As ameaças à segurança ambiental global que as mudanças climáticas acarretam foram simplesmente negligenciadas pelos Estados Unidos. segundo metas estabe- ses estufã=Oevena ser implantado ao menos Como uma ahtude preventiva. Esse fato foi questionado pelas ONGsnas reuniões do Comitê de Negociações Intergovernamental .. pois permitiu aos países signatários congelarem seu privilégio de emitir gases estufa.individual u con·untamente~-ªP5J1í. A Malásia contava com a apoio dos países das ilhas do Pacífico e estes articularam-se em torno de Tuvalu.. a posição era de se estabelecer um índice para o ano 2000.-paLtidQS-€-G. na qual os países centrais repassariam 0..t9"97:Li' . tendo em vista que defendia o controle de emissão de maneira autônoma. em Berlim.ent-i.ão o -4dente. tradicionalmente.\'eis_deJ!t9D_ÇS. No G-7.&tas. restringiram qualquer possibilidade dos países periféricos de implementarem um aumento de emissão de gases estufa na atmosfera. A Malásia ad vogava na direção de se introduzirem índices de emissão de gases estufa per capita: taxando os países que o ultrapassassem. bem como dispõem de um saber que interessaao OciProtocolode Montrealvoltem. pagamento de dívidas e tecnologia. tese que o presidente George Bush não considerava._____ maiUres detentores de florestas no mundo. ao congelarem os índices de emissão de gases estufa segundo aqueles de 1990.

E l~ que estã? ?S r:ferenclal~ sobre ~e.v-@-h-A dl:l-a-s feeemen-daçõ-es-rrão-tOTanrapllcaaas pelos países credores e/ou geradores de tecnologia.para_conduzl=lQs~a(Hig -Remromm.-ass-tst-Ímoo ~~ o nao apenas entre representantes do Brasil de sindicalistas. a-fe~t'}tlee-1:thr. no estado d~ ~ão ~aulo. .hecendo o compromisso do repasse a partir do ano 2000. Alem OISSO.-j-! . na esfera federal. infelizmente. a busca do desenvolvimento sustentável e o combate à pobreza. algu~s avanços podem ser notados. _ . .. tivemos a criação do Programa Nacional da Biodiversidade. j I I.. sem chegar.nLnas onQsta:s:ut:tginaQa~as-€HseliS'Sêes-entr" a" vmJS. sem recursos para sua implementação. _ . embora pudesse se comprometer a implementar a todos.os cerca de 1600 representantes de ONGSna reunião oficial . recon. O repasse de tecnol?gia dos país~s centrais para os pobres é apontado como fundame~tal'pa~a ajuda: ~ enca~?har a resolução dos desajustes dos últimos. Embora com pequena dotação orçamentária para ser operacionalizada. Tampouco houve mobilização política para atraí-Ios. seu início. em especial no que diz respeito a conservaçao dos recursos genéticos. ~ a:a:s=p:aSÍÇ:Õ_e. V@-z.parte deles integrando delegações oficiais . ' . porém. o estilo de vida. e os que assinaram e queriam o início o mais breve possível. I I U Fôrum Internacional das ONGse Movimentos no âmbito do Fórum Global Sociais i I i I 1 j J I I I . Sena . -= :ontas:de:desta:q:ue:s~~a~a€H1esmat-ameflttr. entre outros temas. Alguns países isolaram-se. . Era urna sinalização que provocava a esperança de uma possível união entre "verdes" e os movimentos sociais que.esJr. marcando 129 I.attr . A ausência desses recursos esvaziou a Agenda XXI. Entretanto. Na primeira parte da Agenda XXI constam recomendaço~s SOCIaISe econômicas. líderes comunitários e religiosos discutindo a questão ambiental.. procurando persuadir representantes das delegaç~éU'illare.es-re"C"rrrSUS"1Tãu chegaram: obteve-s~ 'p0u~o mais que US$ 15 bilhões do total previsto. o racismo. pelo menos até a CNUMAD.um~ maneira de atender às demandas de grupos sociais que têm sido marginalizados ao longo dos anos_ .s sm:giram: OS-pal-SgS-Goo-tFa-I-S-E1ue-as-s-i-n:l-v~-m-o _ . . Cada ONGpoderia firmar até três tratados.gla.até. a duas dec clarações .camsmos de gestão dos recursos naturais. quase nada conseguiram de concreto em relação à CNUMAD. A atuação das ONGs na CNUMADfoi intensa. euninR do mais de três mil participantes que organizaram mais de dois mil seminários ao longo de dez dias de intenso trabalho. das crianças e das comunidades locais nas decisões. de partl~lpaçao da ~ocledad~ CIvil e de reconhecimento da importância das comunidades locais. lideranças ambientalistas propuseram que a sociedade civil elaborasse tratados para estabelecer compromissos em busca de um ambiente saudável e de uma sociedade mais justa. Prevendo que a CNUMAD seria muito restrita.Elas. a educação ambiental. A última seção da Agenda XXI dispõe formas que viabil izariarn as ações sugeridas anteriormente.tg.ntá. dentre outros temas. Menos que uma simples polaridade Norte/Sul. Na segunda parte. porem. vimos posições bastante diferenciadas no interior do "Norte" e do "Sul". dele saíram as mais duras críticas à CNUMAD. que ficou como um plano de intenções. Na lista de tarefas encontra-se a mudança dos padroes de consumo. As ONGSdiscutiram a pobreza. a proteção ~a atmosfera e do~ o~e~nos e a elaboração de formas de intervenção em amblent~s m~lto sensl~els a degradação. " . a questão urbana. Como resultado de reuniões preparatórias para o FIBONGS. - ! . a situação era outra. A tese alemã a~abou sendo a venced~ra. No caso do Brasil. insistindo em estabelecer uma data que girava em tomo de 1995. ! [ ! ! . assistimos a uma ação geopolítica na N qual os países ora atuavam de maneira bilateral.a Declaração do Povo da Terra e a Declaração do Rio _ e à Carta da Terral .Estado. não conseguiu se firmar. ora atuavam blocos. Na terceira parte da Agenda XXI. Também indica o alívio da d~vIda externa dos países em desenvolvimento como--.Seu papel fundamental foi o de mobilizar a opinião pública internacional e de denunciar a restrita pauta da reunião de chefes de. não desencadearam resultados expressivos nas negociações. propõe-se a partlclpa~ao das muI~eres. Pela . têm-se medidas para a conservação dos ambientes . esse sentido.tinham como tarefa conseguir inforrnações relevantes para repassá-Ias ao FIBONGS.dos movimentos sociais à temática ambiental. para citar alguns. a resultados expressivos. No evento paralelo. ~ess~ Item. A principal orientação era a de exercer a função de 10bis ta. hegou-se a mais de trinta tratados. .mas nao nxavam data para implementá-Io. sem fixar.lamentação da~ relações arnbientais mundiais. 1! 1 I I I I I I I I I I I I I I I I I I j 1 J í I 128 l É importante caracterizar que a chamada polaridade Norte/Sul não foi verificada na CNUMAD. porém. I i O Fórum Internacional das ONGs e Movimentos Sociais no âmbito do Fórum Global .enLo-sus. IlUSSO. e do Programa Estadual para a Conservação da Biodiversidade (Probio). Um dos avanços da reunião das ONGSfoi a incorporação.ãeünseL_ vação da diversidade biológica. visando a minimização dos impactos ambientais.FIBONGS foi um marco na realização da CNUMAD. na Agenda XXI temos aspec!os importantes para a re~u.

beiros.. Entretanto. Uma ral.o~~: ~7~:~ned~e~~:~s~. Mais que isso. Christofoletti et aI. a transformação das relações que reproduzem a vida . Trata-se do reconhecimento de seu "saber fazer" e do pagamento pelo seu uso no desenvolvimento de qualquer produto..'::.passaram a realizar queimadas f I --II-~----i li interesses destacaram-se dos demais. 1 consumo de produtos. Assistimos o estudo de outros grurou O ambiente. ver Bermann (1992). menos que um intercâmbio cultural. as posições dos Estados Unidos na direção dos seus NOTAS I Durante o debate em torno da elaboração da Constituição de 1988. Outros. Os Estados. 1997). Oliveira (1992). ráter essencialmente utilitarista começa a ser questionado. assinaram aoenas os âocumen os ue sa va~mar auUS"camlu-rrova-s-"mlTIru"" referenClaspara a reprodução da vida.. outros. ora juntou-se aos Estados qual encontra-se uma descrição dos problemas ambientais do país e um balisamento das posiUnidos. a sociedo desenvolvimentosustentável.p~!:= plenamente. dado seu baixo humana . Já na CMC pertando a atenção internacional para o problema.ordem. entre 1983 e 1987. sociedade.-------~----min&fia.imaginando que suas propriedades estavam ameaçadas diante de uma possível reforma agrária estabelecida no texto constitucional. Entre as lideranças políticas envolvidas neste debate. indo atrás de tecnologia. 1988) é produto do trabalho de uma ral foi entendido pelos países envolvidos como um instrumento a serviço a comissão de 21 membros de diversos países que. d são Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.inclusive a mista espanhol. varo seus interesses.ôllliGMIe. Viola et ai. O Japão. a maior contribuição da CNUMAD foi difundir a temática "Objeto de estudo dos antropólogos e geógrafos. (1995). ções externas do governo nas negociações preparatórias. Comissão lnterministerial para Preparate instrumentos de gestão ambiental ainda mais avançados que os estabeleção da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. informação genética. rodadas. olhar para esses modos de vida humana alternativos à sociedade de consumo pode inApesar de se divulgar que "o mundo estava em nossas mãos" e que e~a dicar caminhos no necessário recriar das relações humanizadas. Novos alinhamentos deram-se. 1991) na cidos.~~u ''- - .l@f@stai>S_€la_Amazêni_.tem aberto uma nova frente de luta para este segmento da grafar O direito às tecnologias. ocorreriam novas ca ambiental. cujo cam te p. destaque-se a professora de história e senadora Marina Silva. reivindicavam medidas urgentes na direção de uma sociedade planetária mais equânime socialmente e ambientalmente responsável. objetiva-se incorporar aquele "saber-fazer" para produzi-Io na escala da sociedade de consumo de massa.con SI I mo .de. Porém. Na CB. Depois dela. a posição realista foi reafirmada na CB. a civiliz_a. por exem 10. os caboclos e os caiçaras . numação .o que seria difícil se lembrarmos que a maior parte da ordem amma tentativa de ganhar tempo na corrida para descobrir as potencialidades de seres vivos até biental internacional opera segundo as instituições das Nações Unidas . Estes foram alguns dos ecos da CNUMAD.ver_0tf_VEfR1\_ftIjl8"1r. a população carente é ambientalista sem afirmar-se como tal.pran€ta. colocadas em questão a partir a derradeira oportunidade de salvar a Terra para as gerações futuras. os quilornses periféricos. Alguns países do Sul voltaram-se para uma atitude desenvolvimentista. 1995). - UV vu UV . as po. o texto final afrontou a proposta do país..Neste caso. a prepamenos está sendo construído um sistema para regular as ações humanas e os ração de remédios ou alimentos.. que também ficou conhecido como Relatório Brundtland (Cornís. (1996). . impactos que elas geram no ambiente. Vieira e Weber (orgs. (orgs. 1997) e Castro e Pinton (orgs. Para uma interpretação deste relatório. cional. Quanto ao Norte.ç. o ambiente natu3 O Nosso Futuro Comum. (1996). o imaginário de outros grupos sociais não a bi ntal elo mundo Depois da sua realização a pauta política incorpo ocidentais é um contraponto interessante para a concepção hegemônica do ambiente. quando conseguiram ~. Sachs (1993). Pensa e produz o ambiente como recurso natuli" (1996). Para uma análise da devastação dos recursos ocorreu iustamente o contráriA ('Arn" "rlo('ãQ quase que integral das S. idéia alternativa ao desenvolvimento sustentável é apresentada por Alier (1998): para o econoCNUMAD.:0= . na . produzindo arranjos geopolíticos próprios à temáti- indício de uma maior abertura à sociedade. A Comunidade Européia firmou os protocolos pois possui internamen2 A posição do governo brasileiro nesta reunião foi publicada na obra O desafio do desenvolvimento sustentável (BRASIL. do momentoem que os conhecimentos científico e tecnológico indicam problemas que envolsições dos-principais países basearam-se no realismo político._ão~ _ r-' Ekidental-volta~se-para-os-selvagerrs-que-cu1TI1Ja:teu e càIeqUlsou a alguns sécu os arrásT. Ribeiro et aI. por exemplo. Presidência da República. estudaram a degradação sor . Malmon (Coord. 1992). das quais trataremos a seguir..Ís_0_f.iedade.Gonçalvcs em laboratórios de pesquisa. não se propôs. vem a própria subsistência da espécie humana. A procura pelo conhecimento das comunidades locais _ como os povos indígenas. reproduzindo-a ! Herculano (1992). mas ao menos garantiu a participação das ONOS. já foi homenageada mesmo fora do país por esta luta. 1995). muitos proprietários de terras na Amazônia .:T tJTItdos.llge.ambiental intemacional~-O-ambiente-ain. do Partido dos Trabalhadores peA CNUMAD não foi o começo nem o fim da ordem ambiental interna-o 10 Acre.como fora veiculado por seus organizadores. Se isso ainda não representa uma possibilidade de transforpos sociais com o objetivo de apreender as técnicas de manejo do ambiente em que vivem.o~::~d~g~a :ae~~:.ss. ora atuou de maneira autônoma.ao então não valorizados.Na. Cavalcanti (org.Ao aprender com povos indígenas da Amazônia. Waldmann (1992 aj. o que pode ser um I I L i/i l30 131 . eles não foram alcançados i ~. como a Declaração de Florestas e a CMC Entre os paí.-pr'€l!"€lflde=seluy0eSj"nlI'll"'OõpmbletmrS"deteetados=ncr=âmb da e tido como algo extenor à representação da vida. dade hegemônica (de base ocidental) recria a própria vida. Mesmo com a consciência da limitação dos recursos. Certamente..1<1. Na viagem da história fii:iiTiiilla. e aos processos advindos de suas matrizes de .vA1:VI':IttJ~~8~' 0rtULI'tões dos Estados Unidos. preocupavam-se apenas em conseguir recursos para a preservação ambiental.r~~afii~::a~:~~~~~a~~:r:~~~on~~~~a.

a temperatura terrestre poderá elevar-se a ponto de impedir a reprodução da vida humana. Com menor participação temos o óxido nitroso (N20).. Outro ponto de destaque foi a realização da Convenção para o Combate à Desertificação Conferência das Nações Unidas para Combater a Desertificação nos Países Seriamente Afetados pela Seca e/ou Desertificação. o metano (C!4) produto das atividades agrícolas. Ele ocorre devido à presença de uma camada de gases que absorve parte da radiação solar e impede que ela retome à atmosfera. os compostos de Clorofluorcarbono (CFC). 5 O efeito est~fre"'ftatttt'ahnellte I A ORDEM AMBIENTAL INTERNACIONAL APÓS A CNUMAD I I Ii j Após a CNUMAD.Yidências-da-i. pois mantém as condições climáticas nos níveis atuais..:. gás que não se encontra no ambiente natural.. Referimo-nos à reunião que resultou na criação da Organização Mundial do Comércio . 1992. i =~=+f-:' OUTROS ORGANISMOS INTERNACIONAIS E O AMBIENTE . outros organismos para a regulação de relações internacionais sobre o ambiente foram propostos.OMC. 6 Para uma interpretação da Agenda XXI. Os principais gases-estufa são: o gás carbônico (cÜz) produzido a partir da combustão de combustíveis fósseis ou da queima de áreas naturais como ocorre na Floresta Amazônica. ver Barbierí (1997). Se esse efeito for intensificado a partir da concentração elevada dos gases estufa.a-tem-átiea-ambientat-é-a-strai:'rr-corporação por outros organismos internacionais.========= + -. em 1994... em especial na África .. intervindo diretamente na construção da ordem ambiental internacional. como veremos a seguir. como geladeiras. em Paris.-rI na 'fend e é o teSponsavel pelo surgimento da vida.. 7 Os tratados foram publicados em Tratados das ONGs. às Reuniões das Partes da CB e da CMC e à instalação de um sistema de qualidade ambiental..ã... o ozônio (03) e o vapor d'água (H20). Todos estes elementos configurarão uma complexa rede de ações internacionais. sendo produzido em escala industrial e empregado em máquinas usadas para refrigerar.CD. _ 132 133 . freezers e condicionadores de ar.rnpQj:tâuGi.a-d. como a OMe.:~U.da e.. que será destacada a seguir.. instituído por meio da série ISO 14000.

Espera-se que um país detentor de avaliação das decisões da CNUMAD. sua vida útil e destinação após o uso. aos seus parceiros comerciais (Goyos Jr.c:. Decidiu-se que a certificação vai se valer das normas ambientais do país.. por exemplo. Também especula-se que valeria o princípio da precedência.2Ç. Esse organismo multilateral tem como objetivo estabelecer mecanismos que facilitem o comércio internacionaL Diversos interesses fizeram porém. a principal vantagem seria o selo impresso na embalagem. entre suas atribuições. Além disso.:::A::.9li8. Além disso. sem avançar muito no campo da propriedade intelectual. o que privilegia as normas da CB que foram geradas antes da OMe. que fiscalizaria as empresas certificadas. com que ela abrigasse.. em outro país. que servissem a seus interesses. 1994: 132). Ao contrário da experiência da CNUMAD.:.l. passando pelos materiais.:A-==S_C=-=O:.-O=E::::S=-=D. procurando quantificar o que havia sido _. a WIPO acabou sendo útil apenas por permitir o registro mundial de marcas e designs.. o controle sobre serviços e. oS--i-m actos.N. existem apenas especulações.e.ess.:-em=aCO": -----t-----:AS-eeNFERÊNCIAS-D-AS-PkRTE . 1994:283).-Co. como ficou ~~~~~~~~~~~~~~~~~======== __ ~ 134 135 . os Estados Unidos ameaçavam utilizar um dispositivo interno que impõe sanções a parceiros comerciais..:. composto por diversos países. AoonreqWnciama~grn~d~~oon~~o~~o~méjurid~a.c.. originária das rodadas de negociação do GATI.::. Este grupo. como o BrasiL . A principal razão para isso é o fato desse organismo multilateral não prever sanções aos países que se recusam a cumprir o acordado. O Earth Summit.:U:. quando surgir uma situação concreta. Como forma de pressionar os países a adotarem leis brandas. O aumento da venda de tecnologia levou à regulamentação das relações comerciais em escala internacional. trata-se da implernene lima das resoluções da Agenda XXL. Outra especulação decorre de uma brecha na legislação que criou a série. Outra inovação importante da série ISO 14000 é que a responsabilidade jurídica de possíveis problemas ambientais fica para o proprietário (ou acionista majoritário) da empresa. principalmente. Para a empresa..N~ ------nrhmm-jnTi"sta"""do rmmtírraté o momento o inou s05re o se Ulnte rol5l-. de acordo com seus interesses..Estados. seria desclassificado. um país que impõe um menor controle ambiental poderia certificar um produto que. o reconhecimento do patentearnento de rnicroorganismos .-q. uma indústria deve tomar medidas para reduzir os problemas ambientais causados pelos processos produtivos que emprega.Unidos. Trata-se da Omnibus Trade and Competitiveness Act. os Estados Unidos enfraqueceram a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO). com os países exigindo certificação para a entrada de produtos importados.estab eceram a pOSSI uma e e msutuir medidas. na osrc. sobre a propriedade industrial. Por enEm 1997. A série ISO 14000 gerou novas especulações.::..:N:.~f---- ! lI A OMC.anismo. Mas não pararam aí. isto é.-o .. Envolveram países na adoção de leis internas de propriedade intelectual '. criada em 1967.u~t:i~U-G-g-mpO-de-ttahalhY---Tc-207. passou a se reunir para estabelecer normas de certificação de qualidade ambiental para grupos empresariais..rn.me. na OMC o peso dos países periféricos nas decisões foi bastante reduzido. A certificação ocorreria a partir de uma empresa homologadora.como o bloqueio de importação ou exigências técnicas impossíveis de serem alcançadas. Os resultados foram desanimadores. o que o desobrigaria de cumprir o acerimplementado.cado como Q t d pa decisivo no concerto das nações envolvidas nas rodadas do GATI. qual dos textos terá validade jurídica? A resposta está por vir. foi gestada paralelamente às reuniões da CNUMAD. em vez de recair isoladamente sobre um técnico.::MA--=-==-D _ bre a Diversidade Biológica e da OMC.posição contrária à da CB e aos interesses dos países detentores de grande estoque genético. O contrário é esperado para um país detentor de recurrealizado e as perspectivas eram ainda piores. É evidente que os países mais interessados em estabelecer um ajuste no comércio eram os produtores de conhecimento a . conhecida mundialmente como L· ~OL-de. ! A série ISO 14000 i i I I Outra referência multilateral é o sistema de qualidade e gestão ambiental que ficou conhecido como ISO 14000.o tecnologia apóie suas teses na OMC. chefes de Estado reunidos em Nova York realizaram uma quanto.e que e es possam sacar os argumentos a onvenção.ambientais-dorollut-o-t0-m-àê--s€-F-aa-al-i·s·aEles--àestlê--as-f-oH-têenergéticas que vai consumir. Uma delas diz respeito à possibilidade de se criar mecanismos protecionistas. Na verdade. pouco importando se ele foi conseguido a partir de leis mais ou menos exigentes. Para pleitear um certificado da série ISO 14000. Disso resultou. Quase nada havia sido tado na Convenção. O país obteve total êxito em sua iniciativa. Tal brecha foi aproveitada pelos Estados Unidos para forçarem a inclusão do tema.:V~E=N:. na forma de patente e copyright (Primo Braga. Assim. Na verdade. reivindicando o acesso à tecnologia usada no aprimoramento genético de seres vivos que ocorrem em seu território. quando ocorrer uma divergência entre países signatários da Convenção so=D:.

como. por exemplo. a soja. Na primeira delas.s-s-ttn_1:0s--da-eB_. Na verdade.QS-tG-qug.. -+-l : I . as partes da CB realizaram uma série de reuniões..~ g~l)_éJic_a __ P. Ela envolve a clonagem (reprodução) de seres vivos e de seres humanos.. Dentre as decisões da reunião de Brastislava.maS--nãQ-meH0s-imp0ft-an-~e. em Nairobi. 136 137 . Estiveram presentes nesta reunião mais de cem países signatários da CB.. tendo pois muitos cientistas se opõem a ter suas atividades vigiadas. que deverá ser muito aprofundado. A Reunião de Ministros.. Seu objetivo é evitar..C:u~l"'a'::c~. os cuidados são direcionados para evitar o surgimento de pragas que ameacem as culturas e os animais produzidos para o abastecimento humano... bem como procura restringir as pesquisas científicas e tecnológicas para evitar que deslizes gerem seres incontroláveis. alegando uma possível queda no número de descobertas científicas. Incentivou-se também a realização de parcerias multilaterais. Bahamas. Alterar o código genético consiste em inovação? Até que ponto aquilo não ocorreria por intermédio da evolução natural ou em uma mutação genética? Estas questões alimentam o debate. I . Isso envolve uma infinidade de campos.. no Quênia. Decidiu-se elaborar um protocolo que regule a cooperação técnica envolvendo países que possuem estoque genético e os que dispõem de tecnologia em engenharia genética e em biotecnologia.(tlfça=entende=se=ãganmtÍalle-que-as<::onchçoesae nabItaõili1fade da especie humana na Terra sejam mantidas. pode gerar riscos à dinâmica planetária. A questão ética permeia todo o debate sobre biosegurança.--o-tr:rrrspurtee-o matnzes geneticas e uso elas das técnicas de engenharia genética e biotecnologia de maneira que não ameace a reprodução da vida humana na Terra.m. a possibilidade de projetar um ser vivo é algo relativamente novo que. . I . embora isso já ocorra há muito tempo.:d::::a~m~~a~n~iiD1 . apontou a importância de se envolver a comunidade local em atividades turísticas e recomendou-se que as experiências nacionais sejam relatadas na Conferência das Partes de 2000. o arroz e a batata _ base alimentar do mundo _ por novos microorganismos ou pelo surgimento de alguma praga desenvolvida a partir do uso inadequado das técnicas de manipulação genética. cabe destacar o reforço da ati vidade turística como possibilidade de uso sustentado de áreas naturais.manipulação genética. o da produção de alimentos. em no vem- I i . Nesse caso.. Outro aspecto ético diz respeito ao direito dos seres humanos alterarem os demais seres vivos de acordo com suas necessidades.As discussões sobre biosegurança . a contaminação de culturas como o trigo. por exemplo. rios e represas) no mar e na costa. A discussão do tema da biosegurança não demonstrou avanços. que ocorreu em Nassau. Decidiu-se acatar a sugestão de muitos países para realizar mais duas reuniões e uma Conferência das Partes Extraordinária para deliberar sobre o controle .ã=-o .v-ai--r-€-gl:l·l·ar-a--e0Ieta.1 i I j -. i águas interiores (lagos._sttrge-a-POlêmica-sobTe~o-qrre é -I-l----~re-atrnenle uma inovaçao recnolõglca quando se trata de engenharia genética. como alegam os que tentam impedir a -... ocorrida nos primeiros dias da Conferencia.Esse_é_um-dos-mai-s-H}1e-v-an~es-a. Para tratar deste rol de temas. ~~ -1tr---------t:~Qr-ti. Este é seu aspecto mais controverso.

:u~z7e:::m~e~c~0~n~s~0=m~e~m~ ~7. tendo como parâmetro os índices de Após a CNUMAD. Sendo assim. fossem mantidos pecaso implementada.-Íos. adQém da relação en tre a CB com outros tratados internacionais sobre o ambiente. pela do Brasil. mas sim a quantidade que chega à atmosfera. Os poluidores deveriam. ~ '1' p••. Entretanto. introduzindo técnicas de controle ambiental. ~V~lnn.se confirmadas as especulações de que elas têm como causa a fação com os resultados do encontro em Berlim foi geral. Em Kyoto. ao contrário das reuniões anteriores. em Os Estados Unidos propunham abrir mais uma frente de negócios. então. que 1996.quando se estabeleceu o Protocolo de poderíamos chamar de "negócios cinza"..e~tr~ó~>t~eo~-~. em 1997. reconhece o patenteamento de rnicroorganisrnos. saem os gases.. instituiu-se um grupo de trabalho para elaborar um plano diminuição dos efeitos da devastação ambienta!.s_eJlLLe~p_onsabl. a dos países insulaTal princípio já fora acertado no Protocolo de Montreal.o qual recebeu o nome de Fundo para o Desenvolvipara produção do combustível queimado pelos motores. tendo como base o total emitido em 1990. O grupo de trabalho que abordou este aspecto percebeu ser a temática abarcada pela Convenção sombreada por outros instrumentos. mento Limpo .aqueles que extraem a matéria-prima iria para um fundo . -1---II II II ! I 138 139 .UlanUmctCl~d~pn~rnm~-As discussões sobre mudanças climáticas transformar a emissão de gases estufa em um negócio. apresentados em relatórios pelas Partes o maior obieti VQ da Pri mej raLonferência. fortalecer e ampliar o prazo para que o grupo de trabalho realizasse o trabalho de aprofundar as pesquisas sobre as mudanças climáticas..um"fl'~€I@:llãA mentar ajustes mais rígidos em relação ao controle da emissão de gases esatingisse o que foi estabelecido como meta de redução de emissão de gases tufa na atmosfera. A A proposta brasileira tinha como base evidências científicas: os gases discussão do relatório final deste grupo ocorreu em Kyoto. Tendo como base os indicadores Kyoto (PK). segundo inQuarta Conferência das Partes da CMC. entre eles o que regula a propriedade intelectual..como por exemplo. Como já vimos. Era preciso conter este ritmo. A -. de emissão de gases estufa de 1990.com todo o peso que possui a indústria automobilística na geração poluidor pagador era sugerido como medida para regular as relações sobre de divisas. Eles se defrontaemissão de gases estufa na atmosfera . acarretando mais desemprego. as conseqüências atuais das mudanças Dentre os formadores de opinião da sociedade civil mundial.11 Conferencia das Partes da CMC. assistimos a uma das mais importantes rodadas da ordem ambiental internacional. em 1997 . Ao mesmo tempo.da-cMG-fui-i.com o objetivo de financiar o desenvolvimento de técnicas Em Genebra. aqueles que realizaram a 1~ Revolucão IndusJri.v . nem mesmo o consenso dos pesquisadores estufa ele.mg1 "'a-c-Me:-ele~eIiªm-estaheler:er:n:s~gllintE. ecc mais srrbstarrtiva. na estufa permanecem na atmosfera por cerca de 140 a 150 anos. Os dados divulgados pelo IPCC eram preocupantes. -=--=11-!-=--=--=--=--=--=--=--=--=--n~p.LiilLL_ i-. em um quadro de desemprego estruas mudanças climáticas. a insatisclimáticas .. primeira razão a ser ponderada na 1990. Resolveu-se ainda. visava a criar um fundo para pesquisas ambientais. a terceira em Kyoto. A primeira Conferência das Partes gação dos Estados Unidos. uma série de reuniões alteraram as negociações interpoluição dos países desenvolvidos. mais avançadas fossem discutidas .U~Vl~e~mí~m~-~a~-a~-l~i~an~rç~a~e:?nt~lrs:e::o=s~~qlu~e=p~lr=0=â. para o ano de 2000.das.são resultado das emissões pretériI ram com os opositores a medidas mais rígidas para o controle de gases estufa tas. A outra. como vimos no cares e da Alemanha. Este último. da CMC ocorreu em Berlim. Tais países advogaram pela redução de 20% dos índices pítulo "De Estocolmo à Rio-92". capazes de reduzir a emissão de gases estufa e de criar maneiras de absorver decisão de maior destaque foi a aceitação de Kyoto como sede da Terceira aqueles que estão na atmosfera. Esta proposta. A primeira indicação foi feita pela delenacionais sobre as mudanças climáticas. ~lh~-o~.. e. Em Berlirn aprovou-se que.ad~pelas m udanças cl.. de impostos e de empregos. Desta maneira. embora já tenha sido discutida a tese da precedência da CB sobre o outro tratado.al. isso pode representar um problema: quando países signatários dos dois documentos estiverem envolvidos em uma controvérsia. a quarta em Buenos Aires e a quinta deu-se em Bonn. O argumento é que não importa da onde de C02 até 2005. no Japão. porém. de controle efeti vo das fontes que contribuem para o aquecimento global. O Canadá e os Estados Unidos aumentaram as emissões de gases estufa cerca de quatro vezes mais que todos os países da América Latina (Rosa. o Brasil propunha que os países emissores gases no passana atmosfera-como parte dos países desenvolvidos e os países produtores de do. em 1994.::-~lr~Ser~r~a-. 1997: 1-3). Decidiu-se criar um grupo de trabalho para averiguar melhor a questão. o que não consta da CB. o mundo capitalista passava por mais uma de suas crises cíclicas: diminuir a emissão significaria reduzir a atividade econômica. A outra. Além disso. __ ~ ~~ __ ~~ __ ~ __ ~~ ~~ -: ~ ~n~'~~~~~é~anhwrnnrdeS~IUUI~. dicam as pesquisas.•.Eartes. poderia "comprar" de outro país a diferença entre o limite estaem torno do aumento da temperatura no planeta permitiu que propostas belecido e a efetiva redução. A segunda teve lugar em Genebra. resultaria na compra do direito de poluir e não contrilos países desenvolvidos os mesmos níveis de emissão de CO2 medidos em buiria com a mudança do modo de vida.:sg.-. as negociações foram ainda piores do que em Berlim. pagar uma taxa que tural e mundialização da produção .imátiGaS-~f"a-ga-s·seffi-pel0'S-tianetS:-8-prineipio-dvf)-· ---carros . qual será usado para julgá-Ia? O debate prossegue.

começa na -1----. -+I'----~~~~~g~~d~-~d~~. Segundo indicaram. Estes resultados precisam ser ratificados por 55 partes.unep.--. apoio da Colômbia e da Alemanha. no aniversário de dez anos da CNUMAD. Os Estados Unidos continuaram decididos a não ratificarem o PK enquanto os países periféricos não tiverem que reduzir sua emissão de gases estufa. No primudanças climáticas. dentre eles o professor Aziz Nacib Ab'sáber. recebendo premiações de organismos da ONU. Tal programa. chamado de Projeto Florestas para o Meio Ambiente (Floramj? foi reconhecido internacionalmente. Era a primeira vez que o Brasil apresentava uma sugestão de fato nas rodadas da ordem ambiental internacional. Os Estados Unidos entretanto tiveram uma nova derrota na esfera ambiental internacional. para se introduzir o reflorestamento em grande escala para que as árvores. A delegação do Camboja.c--. Para Conti (1998) o conceito só pode ser aplicado pameiro caso. a eleva ão do nível do mar atin e. de imediato..Total nacional de países selecionados País Alemanha Estados Unidos Japão Total Fonte: http://www. que divulgaram um manifesto por meio da Aliança dos Estados-ilhas . Em tal decisão continuam praticamente sem apoios significativos. dentre elas as que emitem juntas 55% dos gases estufa que constam do PK. embora não tenha sido totalmente descartada.. No final de 1999. 1990 1014501 4928900 1124532 7067933 Novembro de 1999. Em relação à desertificação. Aqui surgem as dificuldades.) As partes do Anexo 1 totalizam 39 países desenvolvidos.org. Para Drew I1 duzir a emissão de gases estufa na atmosfera. Espera-se que ela venha a ser implementada dentro das próximas rodadas da CMC. Seu interesse na implementação do protocolo é evidenNão faltam polêmicas quando o assunto envolve a temática ambiental. embora ainda não tenhamos uma definição do Fundo para o Desenvolvimento Limpo.html ~ Setembro de 1999). Ela acabou sendo acatada pelas Partes.~ 140 141 JI-------------------------------------- . 84 países faziam Parte do PK. Suertegaray (1992) entende por desertificação a derenciado concedido às partes em desenvolvimento e se recusa a ratificar o gradação de ambientes os mais diversos tendo como força motriz a ação anli PK enquanto tais partes não forem também incluídas entre as que devem retrópica. ~lwwo~~rel~~a~~~~we~aoon~~oclli ~ muito sua economia para atingirem as metas acordadas em Kyoto. a qual foi aplaudida pelos ambientalistas. I I _ I I1 I .que congrega 43 países insulares a pequenos arquipélagos do Pacífico . Em outubro e novembro de 1999 ocorreu mais uma rodada da CMC. tendo essa. dos quais A CONFERÊNCIA DE DESERTIFICAÇÃO apenas 13 o haviam ratificado. 1994 904112 5146100 1213940 7264152 c. pois são "Estados-ilhas". Eles não podem ser "vistos" no mapa 9.•fhttp. ao crescerem. absorvessem C02 e servirem como sumidouro. se forem confirmadas as mudanças climáticas. A Comunidade Européia propôs que o PK entrasse em vigor até junho de 2002. exi. Alemanha.l/~fl-.eWàeptslffeatyl finaVts2/newflles/part-boolxxviiboolxxvii~7.iã índices Qreocupantes. tiveram a determinação de 6% de redução.2% é uma média do total a ser reduzido: países como o Japão. do uma rmnrarrça na attrntlettos prrrrcrpars errussores e gases es u a. Outro destaque da reunião de Bonn foi a posição dos "Estados-ilhas". incluindo a Comunidade Européia. Ficou determinado no PK um tratamento diferenciado para as partes na definição das metas de redução da emissão dos gases estufa.I I1 I' em é eonveniente reglstrat a idéía de \'ários-pesqeisadores brasileiros. Nas discussões sobre mudanças climáticas. o Congresso vem insistindo que não é justo o tratamento difera regiões semi-áridas. por exemplo. Para a Comunidade Européia e seus membros ficou determinada uma diminuição em 8% e para os Estados Unidos coube uma diminuição de 7%3. TABELA 1 em gigagramas 1997 894000 5455553 1230831 7580384 Emissão de C02 . ela ocorre na explicação das 11 A maior dificuldade para a implementação do PK é de ordem econôrnicausas da ocorrência do fenômeno. Desta vez a reunião foi em Bonn. que ficou para ser acordado nas próximas reuniões das partes. como os Estados Unidos e o JaQão. afirmou que o aumento da intensidade das cheias nos últimos anos tem relação direta com a emissão de gases estufa.em que afirmam já estarem sentindo os efeitos das mudanças climáticas.ca. e insistiram na proposta de transferir cotas de poluição entre as partes.. I1 te: podem desaparecer. conforme o artigo 3: As Partes incluídas no Anexo I devem reduzir sua emissão de gases em 5% sobre ~mit~&ne_pefleà<WIe-OO€l8~-2€H·z . O índice de redução de 5. Os rinci aisalSes oluidores. Entre os países asiáticos também surgiram manifestações pela mudança de atitude dos países centrais.:o~n"'------------ElefHü~ã0-El0-e0fleeÜ0':-. por exemplo. Sua sugestão não foi acatada em Kyoto.

Nela buscou-se o estabelecimento de políticas efetivas para os vários países afetados por este problema.:. gumas de suas resoluções. avança. Desse modo. A oportunidade surgiu pela introdução da desertificação na Agenda ças reaglutinam-se a cada documento discutido.aqui entendidas do ponto de vista climático sujeitas. durante "-p.org/depts/treaty/final/ts2/newfiles/parCboo/xxviTOOO7XXVii=7 2 . No artigo 7.:..r aas HHH'g@as8O&{I@s@rtes. o Brasil sedioa em Recife a terceira teuílião das flaIles da CO. apesar de preconizar acordos e uma cooperação entre as partes.--. gnlos. o que reforça a estabeleceu-se um Plano de Ação de Combate à Desertificação. . a prolongadas estiagens.Q. ! l42 143 -JI~--------------------------------------------------------------------------------------------------------------- . sejam como fonte de risportanto.:::c. avançar e ro or medidas ara evitar o agravapatenteadQ ~--sltaaçao.ce"'-s"--na CB.. observa-se grande parte procurando criar alternativas para a discussão dos problemas ambientais. para tratar do tema na Conferência das Nações Unidas para Combater a Desertificação nos ~aíses Seriamente AfeNOTAS tados pela Seca e/ou Desertificação. dos quais 115 signatários (ver mapa 10). semi-áridas e subúmidas rei sultantes de vários fatores incluindo variação climática e atividades humanas (http//www..Nela ficou estabelecido que: I Uma boa análise das posições dos Estados Unidos pode ser encontrada em Tachinardi (1993). do continente africano sendo afetada pelo avanço da desertificação.. Os participantes deste evento não as rodadas da OMC. A Em seu livro. para o estabelecimento de uma nova medida para a Por pressão de aNOS.e~te~m~5~r... a passos lentos. Entretanto.::~=~=:':':'O::. 3Fonte:(http://www. adquiriram.CD.. como é o caso do Brasil. Esta opção ainda não repercutiu em medidas práticas e. como era esperado."e'-'r~d""e". tste aspecto motIvou a reari~z~a~ç!i.org/depts/treaty/final/ts2/newfiles/part_boo/xxviibooxxvii_10.-------'=---------------S'ec~mbTO-de-1(99).-- e&erUfiea\?ãe tefR hôga.::.:.~pice~lI'~o~PN~U~M~A~d:r. Diversos orXXI.:.a garantia de que poderiam cobrar por material genético conse uiram no entanto. Neste casod2.:i-=--__ . Diferenças têm prevalecido e as forma.d~o"'r:. No final de 1999.::.. Essas zonas concentradas são as mais propensas à desertificação (Drew. ainda que recebam grande quantidade de cos ambientais globais.:. como é ocaso do Qatenteamento de seres vivos. pelo fato de o povo abandonar o nomadismo para se instalar em determinado locaL O financiamento de sistemas de abastecimento de água por organismos internacionais tem sido causa involuntária do fator desencadeante...1 ~. que deveria posição dos que acreditam serem todos esses eventos nada além de mero buscar recursos para serem implementados em países atingidos pelo probleexercício retórico..ã~o~.:::~:::. à medida que isso reúne gado e comunidades humanas instáveis.ow>. em 1994.:=. . dos quais nada se aproveita. estiveram nacional para debater a desertificação. o outro ângulo indica que as Partes derrotadas estão água na forma de chuvas torrenciais.un. fica estabelecida a opção preferencial pelos países africanos. é uma evidência da importância que os problemas ambientais não são desérticas .htrnl o objetivo maior da CDera combater a desertificação nas áreas afetadas.] O fator desencadeante da desertificação é o excesso de população..sJlstados U.:.. a desertificação entrou na pauta da ordem amreprodução da vida humana na Terra. Paris.-. --ill----- Para mais informações sobre o Floram ver Ab'sáber (1990 e 1997). ela demonstra as vantagens e os problemas de um sistema internacional de pa'desertificação" significa terra degradada em áreas áridas.. '. Além disso.htmL --lI--------~S. Outros entendem que se ma.e~u~m~a~r~e~u~n~l"ã-. recebia a visita de especialistas representantes de países. sejam como fontes de novos negócios. A atuação de vános organismos na temática ambiental pode acarretar Foi preciso convocar uma nova reunião internacional para tratar do tedificuldades para sua implementação. A desertificação não pode ser associada simplesmente à falta d'água ou Após a reunião do Rio de Janeiro ocorreram novas rodadas de negoa prolongadas estiagens. 1994:40). Em 1999. [.mais @m án~as leGalffi@ate Gif cunscritas do que em extensões uniformes. biental internacional.::::. despertando a atenção de muitos países para o problema. 159 países participavam da CO.esten en o-se por outras partes a Terra que no primeiro. Ela tem como causa mais ampla a má utilização do ciação envolvendo a temática ambientaL As Conferências das Partes estasolo e suas conseqüências são notadas com mais clareza em áreas como as vam previstas nos documentos firmados durante a CNUMAD alteraram ale descritas por Drew.e~~'-=:!:. como vimos.un.como apontou rew . ganismos estão sem recursos para atuar. em especial na Africa . _ sertos . muito empenhados em certificar. Além disso. outros organismos também tiveram As áreas sujeitas à desertificação nem sempre circunscrevem-se a dede tratar da temática a b'e ta..'o~l:--:n~t~e~r~----------~d~o~s"'. pouco se avançou para combater a desertificação.

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