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sexta feira, 14 de setembro de 2012

CRÓNICAS

FIGUEIRA DA FOZ

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SYNEDRIO (Janeiro de 1818) Associação política onde a ação de Manuel Fernandes Tomás desencadeou um processo de revolução criativo da emancipação política no espaço nacional.

SYNEDRIO (Agosto de 2010) Rede de comunicação onde o pensamento de Manuel Fernandes Tomás sustentará um processo de evolução difusor da emancipação humanista no espaço global.

MANUEL FERNANDES TOMÁS: O HOMEM E A OBRA
PRÓLOGO
Depois de D. Fernando VII, de Espanha, em 10 de Março de 1820, ter jurado a Constituição liberal de 1812, D. José Maria de Pando foi nomeado Encarregado dos Negócios de Espanha em Lisboa. Como refere o trecho 9 da comunicação do Prof, António Pedro Vicente, em 17 de Junho de 1820, este diplomata dá a conhecer a situação portuguesa, num ofício dirigido para Madrid que começava nos seguintes termos: «Portugal se halla sumergido en un abismo de males que solo poderia suportar la natural apatia de sus moradores, encorvados bajo el doble jugo de la supersticion y del despotismo . Lo que se llama aqui gobierno es un caos de elementos eterogeneos, presdido por una junta inepta, desacreditada, pusilamine, sin fuerza, dominada por um soldado estrangero, y conculcada por los ministros transatlânticos que la dirigen y despreciam.1» Coordenação: Henrique Fernandes Tomás Veiga Henrique Fernandes Tomás Veiga Manuel Fernandes Tomás Presidente da Associação Manuel Fernandes Tomás hftvp@clix.pt

UMA VISÃO OFICIAL ESPANHOLA SOBRE MANUEL FERNANDES TOMÁS (TRECHO 9)
POR ANTÓNIO PEDRO VICENTE
José Maria de Pando começa a exercer as suas funções antes de eclodir o movimento de 1820. O seu 1º ofício data de 15 de Maio de 1820. Num outro, de 17 de Junho desse ano analisa, com detalhe, a situação portuguesa, concluindo que o ponto de ruptura fora atingido. Também, em missivas de Julho e Agosto, este agente do governo espanhol alude às conversações que teve, em Lisboa, com Fernandes Tomás, relacionadas com o apoio político da parte espanhola à revolução que se avizinhava. Afirma, ainda, no início do mês de Agosto, que não se imiscuiria no movimento, mas que os “homens do Porto” o procuravam por conhecerem as suas ideias. Natural era que Madrid, receosa das complicações diplomáticas, recomendasse a Pando a maior circunspecção e sobriedade para com os assuntos políticos portugueses1. Sabe-se, pois, que embora rejeitasse as queixas que, por parte do governo português, sobre ele recaem, a sua participação nos preliminares do movimento foi saliente. Ele próprio relatava ao seu governo a conferência que o Tenente Coronel José Maria Barrero, adido à legação de Espanha, tivera com o chefe do movimento revolucionário no mês de Julho. Não será, portanto, de pôr em dúvida que a intervenção de Espanha na organização do movimento “estava a cargo de D. José Maria de Pando, encarregado de negócios em Lisboa e que ele e os demais agentes que coadjuvavam a sua acção defendiam uma solução unionista para a Península”.2 Luz Soriano publica um ofício elaborado pelo ministro português em Madrid, António Saldanha da Gama, no qual este protesta, veementemente, junto da corte espanhola, em razão da actividade de promoção desse movimento por parte do citado agente diplomático3.
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Citado por Graça e J.S. da Silva Dias, Os Primórdios da Maçonaria em Portugal, volume I, tomo II, Lisboa, 1980, págs. 654.. 2 Idem, Ibidem págs. 676-686. 3 Joaquim Veríssimo Serrão, História de Portugal, volume VII, Lisboa, 1984, pág. 345. 4 Luz Soriano, Historia da Guerra Civil e do estabelecimento do Governo Parlamentar em Portugal, 3ª época , tomo VI, Lisboa, 1887, pág. 199.

Desde la orilla del Tormes

LIBRO DE LUÍS NORBERTO LOURENÇO
Ya escribí en la prensa salmantina sobre Manifestos contra o medo (Casa Comum das Tertúlias, Castelo Branco, 2011, pp. 215), libro del albicastrense Luís Norberto Lourenço. Fue un esbozo o mirada preliminar, una muestra de aprecio a sus empeños por despertar la conciencia ciudadana de la región lusitana donde vive y sufre y goza: A Beira Interior, tan anémica en cuanto a reivindicar sus derechos. Y claro, sus reflexiones parten de lo local o regional, pero atañen al ámbito nacional, es decir, a todo portugués que ahora sufre restricciones sanitarias, despidos, impuestos y más impuestos, miradas de desdén desde el Norte de Europa… Mas de cien artículos publicados a lo largo de 17 años, tanto en la prensa como, más recientemente, en blogs y páginas de Internet de amplia difusión. Su libro contiene una pluralidad de temas que confluyen siempre en aquellas medidas de los poderes políticos o económicos que lastran la convivencia democrática, pues pugnan solo por una inmensa minoría, mientras el grueso de la población carga con las consecuencias de unos pocos gestores o ‘destrozadores’ de lo público. Pero ahora, al publicar mi crónica en Figueira da Foz, quiero llamar la atención a uno de sus aportes como investigador (es licenciado en Historia) respecto a Aristides de Sousa Mendes, considerado el “Oskar Schindler portugués”, pues desde su cargo de Cónsul de Portugal en Burdeos expidió cerca de cuarenta mil visados a refugiados que desean huir de Francia tras la ocupación nazi. Y a pesar de la prohibición del dictador Salazar, de otorgar visados a judíos y a otros perseguidos en sus respectivos países, Sousa Mendes lo hizo luchando contra el miedo, rebelándose a normas inhumanas, siguiendo así los postulados cristianos. Pues el joven Lourenço encontró un par de cartas inéditas de Sousa Mendes, escritas desde Figueira da Foz en 1945. La dirección de su vivienda era Rua de Buarcos, 20. Ambas son dramáticas, pues se encuentra enfermo y en la miseria. Salazar lo había castigado, echándole de la carrera diplomática e impidiéndole ejercer como abogado. Buen libro el de L. N. Lourenço. Mi enhorabuena por su grande labor minoritaria, siempre necesaria.
Por Alfredo Pérez Alencart – Escritor y profesor de la Universidad de Salamanca

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