DEBORAH ADRIANA TONINI MARTINI CESAR

O uso dos questionários online como apoio para as pesquisas acadêmicas discentes no Ensino Superior

São Paulo 2012

DEBORAH ADRIANA TONINI MARTINI CESAR

O uso dos questionários online como apoio para as pesquisas acadêmicas discentes no Ensino Superior

Monografia apresentada ao Curso de Formação Continuada em Mídias na Educação, realizado pela Universidade Federal de Pernambuco e pelo Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo, como requisito parcial para a obtenção do título de especialista em nível de pós-graduação em Mídias na Educação.

Orientadora: Profª Ms Valéria Pinto Freire

DEBORAH ADRIANA TONINI MARTINI CESAR

O uso dos questionários online como apoio para as pesquisas acadêmicas discentes no Ensino Superior
Monografia apresentada ao Curso de Formação Continuada em Mídias na Educação, realizado pela Universidade Federal de Pernambuco e pelo Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo, como requisito parcial para a obtenção do título de especialista em nível de pós-graduação em Mídias na Educação.

Aprovado em: Banca Examinadora
________________________________________ Prof. Ms Valéria Pinto Freire Orientador

________________________________________ Prof. Ms Marcellus William Janes

________________________________________ Prof. Esp. Ms, Dr.

São Paulo 2012

Dedico este trabalho ao meu marido e filhos que, pacientemente, tiveram que suportar minha

ausência, apesar da presença física.

Agradecimentos
Agradeço primeiramente a Deus, por ter me dado condições e perseverança para seguir até o final, apesar das muitas dificuldades provenientes de um cotidiano sobrecarregado de compromissos relacionados ao trabalho e aos estudos. Ao meu marido Marcos e aos meus filhos Raphael e Giovanni, pelo apoio e pela compreensão durante os longos períodos de dedicação exclusiva aos estudos nos quais deixei de lhes oferecer a devida atenção. À minha mãe querida, ao meu irmão pelas orações e pelos incentivos. À minha tia Maria Lúcia, que me ofereceu a primeira oportunidade de iniciar estudos em EaD. Aos meus alunos que me motivam a sempre procurar novos e melhores caminhos para a educação. Aos meus queridíssimos colegas de curso, que em todo o tempo contribuíram com o aprendizado através da construção de pontes de amizade e de colaboração. A todos que responderam a pesquisa que integrou este trabalho. À orientadora Valéria P. Freire e à tutora Márcia Duarte Carvalho, representando todos os professores e tutores que me mostraram caminhos no decorrer deste curso, contribuindo com minha formação de maneira significativa.

Resumo
O ensino superior no Brasil tem experimentado uma grande expansão, iniciada nos anos 90. Com o advento da UAB, Universidade Aberta do Brasil, iniciada em 2005, com a finalidade de democratizar o acesso ao ensino superior. De acordo com a Revista Ensino Superior, entre os anos de 1997 e 2006 houve uma ampliação de 140% no número de vagas. A Educação a Distância também tem se popularizado, especialmente na formação docente inicial e continuada. Nesse contexto, com a dissolução das barreiras físicas no âmbito do aprendizado, é possível pensar que mudanças também ocorram nas pesquisas acadêmicas. Os questionários virtuais podem ter especial importância para os estudantes que precisam obter informações de uma determinada clientela que pode ser alcançada a partir dos meios virtuais. A proposta de monografia que se apresenta tem como objetivo principal constatar as possibilidades reais do uso dos questionários online na para a construção de dados em pesquisas acadêmicas em nível superior. Este trabalho visa, nessa perspectiva: diferenciar as pesquisas qualitativas e quantitativas a partir de métodos e técnicas procedimentais e de seus respectivos instrumentos de análise; descrever a tipologia das ferramentas virtuais que servem de apoio às pesquisas e como otimizam os resultados a serem obtidos e analisa as possibilidades e limitações desse tipo de recursos utilizados na pesquisa acadêmica. Justificamos e defendemos nossa proposta devido principalmente as mudanças que as Tecnologias de Informação e Comunicação têm provocado nos modos de pesquisa e na utilização de instrumental especifico, especialmente a partir do advento da Web 2.0, que favorece a construção colaborativa e que propicia a construção de conhecimentos de forma grupal e interativa. Através da pesquisa bibliográfica e de campo, utilizando os questionários virtuais, foi possível obter informações de respondentes de alguma maneira ligados ao ensino superior, tanto discentes como docentes. O uso dos questionários virtuais pode ser fundamental na sociedade da informação, que a cada dia exige constante produção de conhecimentos, de modo que se compreendam os processos em constante atualização. Dentre os resultados obtidos nesta pesquisa há um consenso sobre a utilidade dos questionários virtuais na obtenção e produção de dados, apontando-se entre os aspectos positivos sob a ótica dos respondentes, tais como: agilidade na obtenção de dados; alcançar pessoas de diversos lugares sem ter que se deslocar; facilidade em apurar e tabular dados; alcançar grupos específicos de forma mais ágil; facilidade para o entrevistado responder e menor dificuldade na abordagem das pessoas, o anonimato do entrevistado, melhor aceitação por parte do respondente, maior tempo para o participante responder, possibilidade de colher dados de maior número de pessoas. No entanto, não se pode prescindir de uma elaboração que seja adequada à obtenção de dados inequívocos, levando-se em conta os objetivos da pesquisa, bem como o perfil dos respondentes.

Palavras-chave:

questionários

online,

construção

de

dados,

pesquisa acadêmica, educação, comunicação

Abstract
Higher education in Brazil has experienced a boom that began in the '90s. With the advent of UAB, Open University of Brazil, started in 2005, aiming to democratize access to higher education. According to the Higher Education Magazine, between the years 1997 and 2006 there was a 140% increase in the number of vacancies. Distance Education has also become popular, especially in initial and continuing teacher education. In this context, with the dissolution of the physical barriers within the learning, it is conceivable that changes also occur in academic research. The virtual questionnaires may have special importance for students who need information for a specific clientele that can be achieved from the virtual media.This proposed monograph has the principal aim to verify the real possibilities of using online questionnaires in building data in academic research. This work aims in this perspective: differentiate between qualitative and quantitative research from procedural methods and techniques and their analysis tools, to describe the types of virtual tools which support the research and how to optimize the results to be obtained and analyzes possibilities and limitations of this type of resources used in academic research. This proposal can be justified and defended mainly because the changes that the Information and Communication Technologies have brought in modes of search and the use of specific instruments, especially since the advent of Web 2.0, which favors the collaborative construction of knowledge in groups in an interactive way. The use of virtual questionnaires can be essencial in the information society, that each day requires more knowledge produced, so that becomes possible to understand the processes in constant update. Among the results obtained in this study there is a consensus on the usefulness of virtual questionnaires to obtain data , pointing out the positive aspects from the perspective of respondents, such as flexibility in data collection; reach people in different places without having to move, easier to find and tabulate data; reach specific groups in a more agile, easy answer to the respondent and less difficulty in addressing the people, the anonymity of the interviewee, better acceptance by the respondent, more time for the participant respond, the possibility of collecting data from more people. However, it is not possible without a development that is adequate to get unambiguous data, taking into account the objectives of the research, as well as the profile of respondents.

Keywords: online surveys, construction data, academic research, education, communication

Lista de Abreviaturas e Siglas
UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. TIC - Tecnologias de Informação e Comunicação EaD - Educação a Distância AVA - Ambientes Virtuais de Aprendizagem UAB - Universidade Aberta do Brasil

Figuras

Figura 1: Região onde mora ................................................................................. Figura 1: Faixa etária dos respondentes .............................................................. Figura 2: Gênero dos respondentes ..................................................................... Figura 3: Formação dos respondentes ................................................................. Figura 4: Profissão dos respondentes .................................................................. Figura 5: Respondentes que utilizaram questionários ......................................... Figura 6: Respondentes que utilizaram questionários virtuais.............................. Figura 7: Motivos para a não utilização de questionários virtuais ........................ Figura 8: Possibilidade de uso dos questionários virtuais pelos que nunca os utilizaram................................................................................................................. Figura 9: Ferramentas utilizadas para a elaboração de questionários virtuais... Figura 10: Vantagens da utilização do questionário virtual................................... Figura 11: Desvantagens em relação à utilização do questionário virtual............ Figura 13: número adequado de questões........................................................... Figura 124: em relação ao uso de questões abertas e fechadas...........................

34 34 35 35 36 36 36 37

37 37 38 39 40 40

Figura 135: o questionário virtual pode ser especialmente útil.............................. 41

Sumário
INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 11 1.1. 1.2. 1.2.1. 1.2.2. Formulação do problema de pesquisa ...................................................... 16 Objetivos ......................................................................................................... 17 Objetivo geral ............................................................................................. 17 Objetivos Específicos................................................................................ 17

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ..........................................................................201 2.1. Os paradigmas de pesquisa e os questionários virtuais........................... 255 2.2. A importância dos questionários virtuais na obtenção de dados ............ 277 2.3. O questionário virtual e o conceito de commons ........................................ 29 METODOLOGIA ................................................................................................... 31 ANÁLISES DOS DADOS ..................................................................................... 34 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 42 REFERÊNCIAS .................................................................................................... 48

INTRODUÇÃO

A educação na sociedade contemporânea tem sofrido mudanças decorrentes dos avanços técnico-científicos e das novas demandas sociais que exigem novos caminhos. As exigências advindas da sociedade estão em grande medida relacionadas a necessária redução das desigualdades, provenientes da realidade de pobreza estrutural que persiste a décadas nos países periféricos e semiperiféricos a exemplo da América Latina. A despeito do que tem sido feito pelos governos na promoção da democratização e universalização do ensino.

As demandas sociais em relação à educação estão circunscritas à meta “educação para todos e ao longo da vida”, proposto pela UNESCO (2002) como um desafio para o século XXI por se tratar de um direito fundamental expresso na Declaração Universal dos Direitos Humanos. A educação trata-se de um prérequisito sine qua non para o desenvolvimento do indivíduo e consequentemente ajuda na melhoria dos diversos âmbitos que da sociedade fazem parte: saúde, economia, cultura, justiça, solidariedade. Nesse sentido a educação é a pedra angular para a construção de um desenvolvimento sustentável.
A UNESCO acredita que é vital promover o desenvolvimento de um conceito integrado de educação que permita aos indivíduos adaptar-se a um ambiente social, econômico e cultural em rápida transformação e continuar a aprender ao longo de toda a vida. Não basta mais aprender a ler, escrever e contar. É preciso aprender também a ser, a fazer, a aprender e a viver em comunidade - os quatro pilares do conceito de aprendizado por toda a vida que a UNESCO está promovendo como um dos resultados da Comissão Delors sobre a Educação para o Século XXI. (MATSUURA; 2002, p.20)

O uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nos sistemas educacionais tem em vista um horizonte de possibilidades que não se limitam mais a simples melhoria na qualidade do ensino tradicional, mas, sobretudo busca novas concepções acerca da natureza dos saberes e consequentemente dos fazeres pedagógicos valorizando as práticas cotidianas em sala de aula. Criar conteúdos e métodos que estejam adequados às suas realidades sociais e culturais, é fator inadiável no atual processo de construção do conhecimento instalado numa
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sociedade denominada ‘sociedade da informação”, ligada através das redes, “, gestada em meio a diferentes condições e sob diversificadas estratégias a partir de cada contexto específico.O termo “sociedade da informação” surgiu pela primeira vez na Europa, na década de 80 para definir o direito ao desenvolvimento promovido a partir da interação e da telemática, conforme excerto de Souza (2008, s/p)
A denominação "Sociedade da Informação" é, primordialmente, uma expressão sob o prisma da ciência do direito que traduz um novo conceito de proteção dos direitos humanos fundamentais, uma nova orientação internacional em busca do direito ao desenvolvimento através da interação da comunicação e da telemática, em uma nova era de informações em tempo real, com transmissão global e assimilação simultânea.

Para Castells,
Redes constituem a nova morfologia social de nossas sociedades e a difusão da lógica de redes modifica de forma substancial a operação e os resultados dos processos produtivos e de experiência, poder e cultura. [...] Eu afirmaria que essa lógica de redes gera uma determinação social em nível mais alto que a dos interesses sociais específicos expressos por meio das redes: o poder dos fluxos é mais importante que os fluxos do poder. A presença na rede ou a ausência dela e a dinâmica de cada rede em relação às outras são fontes cruciais de dominação e transformação de nossa sociedade: uma sociedade que, portanto, podemos apropriadamente chamar de sociedade em rede, caracterizada pela primazia da morfologia social sobre a ação social (CASTELLS, 1999, p. 565).

Levando em conta tais considerações, concebemos hoje uma sociedade que mudou as relações quando se trata de troca de informações, o que antes era meio físico passa a ser meio virtual, possibilitando oportunidades e situações antes jamais pensadas. Nesse sentido, são nítidas as transformações ocorridas em todos os âmbitos da sociedade que nos leva a olhar e pensar o mundo sob uma ótica diferente. A educação não mais inócua as transformações sociais e tecnológicas passa a pensar seus processos sejam de ensinar e aprender a partir de uma mudança contemporânea de paradigma.

De acordo com ARAUJO, (2011), o campo educacional vem passando por sucessivas revoluções que seguem certas características da sociedade. Dentre elas, a gerada pela ampliação de acesso e permanência, garantida pelo pensamento
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democrático. Essa democratização do ensino requer mudanças consideráveis tanto sob o ponto de vista técnico-pedagógico quanto em relação aos espaços físicos, que devem levar em conta o direito da igualdade, ao mesmo tempo em que valoriza a diversidade. Esse mesmo autor (ARAÚJO, 2011), nos chama atenção para o desequilíbrio decorrente da associação dos elementos: acessibilidade, equidade e qualidade, sendo que este último é o atributo menos desenvolvido dentro da expansão de acesso à educação. A baixa qualidade é, em parte, atribuída à inadequação dos fatores metodológicos e espaciais, herdados de momentos anteriores na história da educação e que não atendem às demandas atuais. Sendo assim, se faz necessário um processo de reinvenção da educação que, deve dialogar com seu processo de construção,
Esse processo de reinvenção, no entanto, precisa estar atento à tradição e à conservação, pois tais características são partes essenciais da missão social da educação, de conservar, transmitir e enriquecer o patrimônio cultural e científico da humanidade. Assim, essa busca por novas configurações educativas não pode ser concebida de maneira dicotômica, contrapondo tradição e inovação. O novo não se assenta sobre o vazio, e sim sobre as experiências milenares da humanidade. (ARAÚJO, 2011, p. 39)

Nessa perspectiva, não é descartando as antigas formas de ensinar e aprender e consequentemente inserindo as tecnologias nos processos pedagógicos que construiremos uma ‘nova’ escola, uma ‘outra’ educação. Há séculos se discute a melhoria na qualidade de ensino assim como se discute e se cria modelos, concepções e teorias pedagógicas vislumbrando “transformações nos conteúdos, na forma e nas relações entre docentes e discentes, dentro dos espaços educativos”, Araújo (2011, p.17) denomina esses tempos escolares de a “Quarta Revolução Educacional”.

Essa revolução, além do processo de democratização iniciado na terceira revolução educacional, definida por Araujo (2010), se propõe a reinventar a educação, de modo a torná-la adequada à clientela atual. Um processo de adequação à ampliação de atendimento, incorporando recursos tecnológicos que
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favorecem a mediação pedagógica. O ensino superior está no centro dessa quarta revolução, especialmente quando se pensa na “[...] introdução de sistemas educacionais baseados em “open and distance learning (ODL)” e a utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) são aspectos essenciais nesse processo.” Araújo (2011, p.40)

Percebe-se que essa adequação tem sua tônica na reorganização espaçotemporal e na mediação tecnológica como parte da mudança esperada, como se pode entender do excerto abaixo:
[...] a introdução de novas ferramentas e tecnologias digitais, que promovam a interação e novas formas de relações sociais, em consonância com novas configurações de produção de conhecimento pela humanidade, permite vislumbrar novas formas de organização dos tempos, dos espaços e das relações nas instituições de ensino e pesquisa. A possibilidade de incorporar diferentes linguagens nas relações educativas, apoiadas em recursos multimídia e em novas formas de conceber as relações de ensino e de aprendizagem e os papéis a serem desempenhados pelos sujeitos da educação, com toda a diversidade derivada do acesso de todas as pessoas aas escolas e universidades, leva-nos ao limiar de algo diferente na história da humanidade.(ARAÚJO,2011, p.40)

Atentos a essa necessidade imperativa de mudanças, muitos educadores têm procurado cursos de especialização que possam auxiliá-los na reconstrução de seus conceitos sobre a educação. A Tecnologia da Informação e Comunicação tem ganhado grande destaque nesse processo, uma vez que através dela, muitos processos de aprendizagem podem ser mediados, notadamente na Educação a Distância (EaD), que atualmente faz uso de ferramentas da web para ensinar e aprender de forma (AVA), colaborativa. espaços A exemplo dos para Ambientes o Virtuais de da

Aprendizagem

privilegiados

desenvolvimento

aprendizagem colaborativa, onde indivíduos compartilham dúvidas, saberes, questionamentos e soluções.

Os questionários online têm sido de importância significativa na construção de dados de uma pesquisa seja ela acadêmica ou não. Dentro dessa busca constante por atualização, muitos são os educadores que se utilizam de questionários para a

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obtenção de dados qualitativos e quantitativos que possam servir como base para o desenvolvimento de seus trabalhos acadêmicos.

Atualmente, com o crescimento do número de educadores que utilizam a internet, os questionários online podem ser uma forma importante de obtenção de informações que podem ser tabuladas, interpretadas e utilizadas para as pesquisas acadêmicas. No entanto, o uso dos questionários online não se restringe ao uso acadêmico, mas são amplamente utilizados como forma de se obter dados junto aos professores da rede pública do Estado de São Paulo, com a possível finalidade de se redirecionar políticas públicas voltadas para a educação.

Neste trabalho, o objetivo geral do estudo que ora apresentamos, investigará como se dá utilização dos questionários online como recurso importante na construção de dados em pesquisas acadêmicas ou escolares. Tendo como pressuposto oferecer aos educadores e estudantes caminhos para que a pesquisa acadêmica online possa alcançar os fins desejados, relacionando o tipo do questionário ao tipo de pesquisa que se pretende fazer. Não se trata de um manual para a criação de questionários virtuais, mas oferecer caminhos que possam otimizar a obtenção das informações desejadas a partir desse recurso.

O trabalho está distribuído da seguinte forma: Na introdução Há a formulação de pesquisa, os objetivos e a justificativa. No capítulo 2 há a fundamentação teórica, que traz considerações sobre os paradigmas de pesquisa e os questionários virtuais, a importância dos questionários virtuais na obtenção de dados e o conceito de commons e construção colaborativa. O capítulo 3 traz a metodologia, ou seja, a maneira como foi desenvolvido o trabalho, através de pesquisa bibliográfica e questionário virtual visando obter pareceres dos respondentes.

O capítulo 4 traz uma análise dos dados obtidos através da pesquisa, estabelecendo diálogo com a bibliografia. E, por fim, as considerações finais, onde há uma análise da validade do uso dos questionários virtuais para a pesquisa acadêmica.
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1.1.

Formulação do problema de pesquisa

As mudanças ocorridas a partir dos avanços técnico-científicos são as grandes responsáveis pelas transformações que acontecem em todos os âmbitos da sociedade. A área acadêmica não inócua aos os movimentos de desenvolvimento que ocorrem em seu entorno tem lançado mão - às devidas proporções – de um amplo leque de estratégias que possibilitam a otimização de estudos e pesquisa empreendida por suas diversas áreas do conhecimento.

A construção do conhecimento na academia contemporânea tem provocado a ruptura de procedimentos tradicionais que nem sempre oferecem velocidade

necessária para se produzir de forma tão ágil como necessário, pois normalmente, a pesquisa de campo tradicional requer tempo para agendamento e coleta de dados que podem ser obtidos em pouco tempo ao se utilizar os meios virtuais.Em se tratando dos procedimentos metodológicos de uma pesquisa e suas escolhas por instrumentos mais eficazes, o surgimento de alguns instrumentos como os questionários online tem transformado a construção de dados algo mais ágil e adequada às novas relações estabelecidas pela renovação das TIC a partir da Web 2.0. Grandes benefícios podem ser obtidos a partir do uso da Web 2.0, que pode ser considerada uma grande evolução das TIC, que traz como principal valor a interatividade e a possibilidade de construção colaborativa. De acordo com Carvalho (2008, p.5), a Web 2.0 traz mudanças de paradigma no ciberespaço, de modo que o usuário deixa de ser um receptor passivo de informações para fazer parte dessa construção, através de publicações descentralizadas, fazendo do internauta um participante ativo na produção do conhecimento. Levy, citado por Carvalho (2008, p.6) aponta para a inevitável mudança na construção do saber a partir da evolução tecnológica, como pode-se entender a partir do excerto:
O uso crescente das tecnologias digitais e das redes de comunicação interativa acompanha e amplifica uma profunda mutação na relação com o saber. Ao prolongar determinadas capacidades cognitivas humanas

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(memória, imaginação, percepção), as tecnologias intelectuais com suporte digital redefinem seu alcance. E algumas vezes até mesmo sua natureza. As novas possibilidades de criação coletiva distribuída, aprendizagem cooperativa e colaboração em rede oferecida pelo ciberespaço colocam novamente em questão o funcionamento das instituições e os modos habituais de divisão do trabalho, tanto na empresa como nas escolas.(Lévy, 2001, p.98).

Pierre Levy traz luz sobre a natureza das mudanças decorrentes do uso da tecnologia, que não se reduzem a uma mudança de meios, mas uma alteração significativa nos processos cognitivos humanos a partir dessa ampliação promovida pela modificação no ciberespaço.

O questionamento proposto diz respeito à utilidade dos questionários virtuais nas pesquisas acadêmicas, como forma de modernizar e agilizar os processos de produção e obtenção de dados, elaborando um material de consulta para os que pretendem utilizar esse tipo de recurso nas pesquisas acadêmicas, de modo que o pesquisador pode se beneficiar das possibilidades oferecidas pela Web 2.0, em especial, o uso dos questionários virtuais.

1.2.

Objetivos

1.2.1. Objetivo geral

Constatar as possibilidades que os questionários online oferecem como forma de obtenção de dados para pesquisas acadêmicas discentes em nível superior. 1.2.2. Objetivos Específicos

Diferenciar Investigar as pesquisas qualitativa e quantitativa, buscando diferenciar método, técnica procedimental e instrumentos de coleta e análise de dados;

Descrever os tipos de ferramentas virtuais que podem servir como apoio para as pesquisas e se os mesmos podem ter resultados otimizados através do
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uso adequado do recurso, desde a escolha do software online até a formulação das questões. 

Analisar as possibilidades e limitações desse tipo de recursos para a pesquisa acadêmica discente em nível superior

1.3.

Justificativa

A inserção das Tecnologias de Informação e Comunicação no ambiente científico provocou mudanças nas formas de pesquisar e nos recursos por tais pesquisas utilizadas. Assim como explicitou Levy (199) as mudanças tecnológicas também promoveram mudanças em relação à maneira como se constrói o conhecimento. As mudanças se operam não somente nos meios tecnológicos, mas na maneira como as pessoas compreendem o mundo e processam as informações mediadas pelas TIC, em especial a Web 2.0. A agilidade que essas ferramentas oferecem podem conferir maior rapidez nas pesquisas e diminuição do trabalho sob alguns aspectos que serão abordados no decorrer do trabalho.

O surgimento de documentos digitalizados em meios eletrônicos e a sua disponibilidade através da rede mundial de computadores possibilita processos de busca, armazenamento e recuperação de informações de modo rápido e eficiente, dinamizando a comunicação entre os pares ao fazerem uso de salas de bate-papo, endereço eletrônico, boletins eletrônicos, videoconferências, ambientes virtuais de aprendizagens, etc.

Nessa perspectiva que surge a intenção pelo objeto: os questionários online e seu uso nas pesquisas acadêmicas e escolares. É grande a frequência com que recebemos tais questionários via endereço eletrônico de pesquisadores e estudantes das mais diversas áreas, buscando a construção de dados para ampliação de seus estudos. A utilização da rede para a construção desses dados é uma forma ágil, de respostas imediatas já que seu alcance atinge a uma quantidade
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de pessoas simultaneamente, especialmente quando os questionários são enviados em egroups formados por pessoas de interesse comum.

Entretanto para que esse recurso possa atingir o máximo de pesquisados e ampliar suas potencialidades, é necessário que o elaborador/pesquisador saiba confeccioná-lo de modo que consiga associar à sua feitura a mais adequada escolha metodológica. Possibilitando assim, que questionário seja apropriado ao tipo de pesquisa que se pretende. A relevância de realizar este trabalho de pesquisa reside justamente em promover reflexões sobre a produção dos questionários virtuais, buscando uma otimização também no processo de distribuição, que deve seguir alguns pressupostos, como, por exemplo, delinear o perfil do respondente e direcionar o instrumento de pesquisa a pessoas que realmente possam cooperar com a formação do conhecimento que é esperado, evitando uma distribuição aleatória que possa, inclusive, promover o descrédito desse tipo de pesquisa utilizando meios virtuais, tanto sob a ótica dos respondentes, quanto em relação à credibilidade dos dados obtidos.

O interesse pelo tema da pesquisa, a saber, o uso dos questionários virtuais para pesquisas escolares e acadêmicas foi despertado devido à frequência com que o pesquisador recebe esses tipos de questionários via email de estudantes de diversas áreas que buscam obter dados para ampliar sua pesquisa pessoal, normalmente, de natureza acadêmica. Percebo que a utilização da rede para a obtenção de dados de certos grupos de profissionais, em especial, docentes, pode ser uma forma ágil de alcançar pessoas que podem ter as informações que se espera obter, especialmente quando os questionários são disseminados em egroups formados por pessoas com interesses em comum.

No entanto, para que esse recurso possa atingir o máximo ou ampliar suas potencialidades, é preciso que o pesquisador saiba elaborar os questionamentos de forma que consiga associar a melhor escolha metodológica, de modo que o
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questionário seja adequado ao tipo de pesquisa. A relevância de realizar este trabalho de pesquisa reside justamente em promover reflexões sobre a produção dos questionários virtuais, buscando uma otimização também no processo de distribuição, que deve seguir alguns pressupostos, como, por exemplo, delinear o perfil do respondente e direcionar o instrumento de pesquisa a pessoas que realmente possam cooperar com a formação do conhecimento que é esperado, evitando uma distribuição aleatória que possa, inclusive, promover o descrédito desse tipo de pesquisa utilizando meios virtuais, tanto sob a ótica dos respondentes, quanto em relação à credibilidade dos dados obtidos.

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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Esta pesquisa tem, por um lado, forte ligação com os temas voltados para a metodologia científica, uma vez que aborda a utilização de um instrumento de obtenção de informações que pode estar ligado tanto à pesquisa quantitativa ou qualitativa, dependendo da abordagem e do foco da pesquisa acadêmica que se utilizará desse tipo de recurso. Os questionários virtuais, de um modo geral, são amplamente utilizados no ramo comercial, com o intuito de verificar a satisfação do consumidor em relação a um determinado produto ou serviço. Um ramo do conhecimento que utiliza os questionários virtuais com certa regularidade é a saúde e os cursos relacionados à área, tanto que nas pesquisas relacionadas ao uso dos questionários virtuais, a ocorrência de artigos relacionados à área são mais abundantes. Os questionários virtuais também são utilizados nos meios acadêmicos como uma forma de se avaliar processos de ensino. Normalmente, universidades ligadas à UAB - Universidade Aberta do Brasil utilizam os questionários virtuais para analisar a eficácia dos processos educativos e até mesmo a adequação espacial dos polos associados. A Rede Pública de Ensino do Estado de São Paulo tem utilizado com frequência os questionários virtuais para obter informações sobre as escolas através do olhar do próprio professor, o que permite uma visão ampliada e não unilateral o que pode favorecer a criação de estratégias que possam redirecionar as políticas públicas de modo a beneficiar o professor na sala de aula, que tem um olhar diferenciado em relação aos demais membros da equipe escolar. Apesar dessa utilização um tanto ampla, um dos entraves desta pesquisa reside justamente na falta de literatura científica que aborde os questionários virtuais como forma de obtenção de dados. Não faltam, porém, referências que abordem os questionários tradicionais e sua ligação com a pesquisa científica. Sendo assim, esta pesquisa deverá se apropriar dos conhecimentos já consolidados em torno desse instrumento de obtenção de dados, ainda que sob a abordagem tradicional, naturalmente, procurando estabelecer ligações de semelhança e diferença entre o
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questionário tradicional, aplicado pessoalmente, e o questionário virtual que, apesar de manter ligações estreitas com os primeiros, inovam, não sendo apenas uma nova roupagem para um instrumento já tradicional, mas evidenciando as prováveis diferenças, que não se restringem ao veículo de divulgação, mas inclui uma série de peculiaridades que o difere, em partes, do questionário tradicional. Essas aproximações e diferenciações farão parte desta pesquisa que precisará levar em conta dados obtidos através do mesmo instrumento que estuda, para obter informações que ainda não estão sistematizados. De acordo com Demo (2005, p.144), uma das recomendações para a utilização dos dados primários é “quando não se encontram dados secundários”. Sendo assim, um dos caminhos a ser percorrido para se realizar esta pesquisa é a coleta de dados primários, na tentativa de suprir os secundários escassos ou inexistentes. Para estabelecer uma trajetória de pesquisa coerente, buscou-se

primeiramente abordar a natureza da pesquisa e seus paradigmas e caminhos procedimentais, tomando por base os estudos de Pistori (s/d), no artigo Os desafios na trajetória da construção do conhecimento científico: pistas e encaminhamentos para pesquisa em educação, que traz considerações sobre a necessidade de coerência entre o “caminho procedimental” utilizado e as diferentes formas de obtenção e interpretação dos dados, de acordo com o paradigma procedimental escolhido pelo pesquisador, que deve também ser consoante ao tema e propósitos da pesquisa. Mantendo ainda um diálogo com a metodologia, com base nos estudos de André, (2001), com base no artigo Pesquisa em Educação: Buscando Rigor e Qualidade, que aborda assuntos como a questão do contexto de produção dos trabalhos de pesquisa, levando em conta aspectos históricos e visões científicas, com uma maior valorização, na atualidade, do olhar imerso no contexto. Essa concepção pareceu estar bastante ligada à natureza do questionário virtual, que pretende obter dados de grupos de profissionais ou indivíduos diretamente ligados ao tema do estudo. A autora aponta a “falta de domínio dos pressupostos dos métodos e técnicas” voltadas para a pesquisa acadêmica. Este trabalho não
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pretende se tornar um guia para a utilização dos questionários virtuais, mas refletir sobre suas possibilidades de uso ou mesmo as limitações. André (2001) aponta para um problema presente na pesquisa atualmente, que são as condições de produção de conhecimento, em especial, o encurtamento do tempo para a formação do pesquisador, citando que há 30 anos o mestrado, por exemplo, poderia ser “completado em um período de 5 a 10 anos”. (p.62). Esse tempo, atualmente, foi reduzido praticamente à metade, podendo ter como consequência, a perda da qualidade da pesquisa. Esse aligeiramento nos processos de pesquisa não é restrito ao mestrado, mas se estende às pós-graduações e cursos de formação de professor, que disponibilizam ainda menos tempo para que o aluno conclua sua pesquisa. Nesses casos, o questionário virtual parece uma saída para os pesquisadores que desejam obter dados primários junto a comunidades profissionais ou estudantis. Normalmente, um pesquisador que utiliza um questionário convencional precisa primeiramente, selecionar sua clientela, identificar seu lócus, agendar horários, individualizar pesquisas, reproduzir formulários para distribuir para os entrevistados, caso fosse necessário, para em outro momento tabular as respostas e analisá-las. Esse processo, naturalmente, costuma ser mais lento que a distribuição de questionários através de meios virtuais. A agilidade na distribuição pode estar ligada tanto à natureza das ferramentas virtuais quanto na seleção dos grupos aos quais o questionário seria enviado. Fazer considerações sobre os conceitos de pesquisa qualitativa e quantitativa, estabelecendo diálogo com o questionário virtual também é parte desta pesquisa, utilizando como base as obras: Metodologia de Ensino na Educação Superior: Pesquisa como princípio educativo, de Silva e Grezzana; Metodologia da Investigação em Educação, por Demo (2005) e o artigo de Günther, (2006) intitulado: Pesquisa Qualitativa Versus Pesquisa Quantitativa: Esta é a Questão. O artigo O uso de questionários via e-mail em pesquisas acadêmicas sob a ótica dos respondentes, de Vieira, Castro e Schuch Jr. (s/d) traz considerações importantes sobre a versatilidade das pesquisas online, a relação de co23

responsabilidade entre pesquisador e entrevistado. Ainda dentro dessa mesma linha, há o artigo de Gonçalves (2007), intitulado Pesquisas de Marketing pela Internet: as percepções sob a ótica dos entrevistados, que traz considerações sobre as potencialidades da internet enquanto meio de comunicação, analisando também o perfil dos que respondem pesquisas virtuais; as principais vantagens e desvantagens do uso do questionário virtual, suas limitações e a interessante indicação para estudos futuros relacionados “à elaboração e configuração do questionário” e os possíveis elementos que tenham contribuído ou reduzido as possibilidades de respostas. Levando em conta o fato que esta pesquisa pretende trabalhar com levantamento de dados primários, algumas questões podem estar relacionadas ao tipo de formatação dos vários tipos de questionários que circulam na internet, verificando quais elementos são desejáveis e quais outros devem ser evitados. Para ampliar esse estudo, é possível se analisar as ferramentas disponíveis na internet para a elaboração dos questionários virtuais. Marsiglia (s/d) em Orientações Básicas para a Pesquisa reflete sobre as relações entre prática profissional e pesquisa, valorizando a prática em algumas circunstâncias, bem como a obtenção de dados primários através da pesquisa exploratória, o que de alguma maneira pode estabelecer diálogo com o uso dos questionários virtuais, os grupos profissionais ou estudantis entrevistados, valorizando sua experiência como forma de obtenção de informações. A autora também lança luz sobre a diferença da natureza da pesquisa nas ciências sociais, bem como sua forma de obtenção de informações e análise e dados. Através de Silveira (2007) , é possível pensar também na relação possível entre o conceito de commons e os questionários virtuais, uma vez que é provável identificar sua natureza colaborativa. O conceito foi estabelecido em 2001 por Larry Lessig, Hal Abelson, e Eric Eldred.

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2.1. Os paradigmas de pesquisa e os questionários virtuais

De acordo com Pistori (2004, p.2), o conhecimento, de um modo geral, pode ser obtido através do senso comum, ou seja, por meios não-científicos e a pesquisa científica, que deve ter rigor “metodológico e procedimental”. Sendo assim, a pesquisa “(...) é elemento essencial nessa construção do conhecimento científico” (PISTORI, 2004, p.2) A pesquisa em um “caminho procedimental” que inclui, resumidamente, de acordo com Pistori (2004, p.2) “(...) um problema que norteie a pesquisa, podendo ser de natureza teórica ou prática, uma fundamentação teórica, em que se buscam as fontes teóricas e estudos empíricos”; “objetivos, justificativas e hipóteses norteadoras”; “escolha dos procedimentos metodológicos”; “desenvolvimento de trabalho empírico”; “organização dos dados obtidos”; “análise e discussão de resultados” e “(...) conclusões e possível apresentação de novos temas de investigação que se coadunem com o problema inicial proposto”. Pode-se perceber que os estudos empíricos são parte fundamental na pesquisa, não prescindindo do devido rigor científico e embasamento teórico que oferece aos resultados maior confiabilidade. Essa importância dos estudos empíricos se revelam na citação de Pistori (Apud: Minayo,1986, p.23): “É uma atividade de aproximação sucessiva da realidade que nunca se esgota, fazendo uma combinação particular entre teoria e dados”. Os dados passam a contribuir, ampliar e dialogar com a teoria, mantendo a pesquisa mais atual e articulada à realidade. Sob a ótica dos respondentes, facilidades tais como: agilidade na obtenção de dados; alcançar pessoas de diversos lugares sem ter que se deslocar; facilidade em apurar e tabular dados; alcançar grupos específicos de forma mais ágil; facilidade para o entrevistado responder e menor dificuldade na abordagem das pessoas, o anonimato do entrevistado, melhor aceitação por parte do respondente, maior tempo para o participante responder, possibilidade de colher dados de maior número de pessoas. No entanto, não se pode prescindir de uma elaboração que propicie a obtenção de dados inequívocos.
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Esses dados obtidos através do questionário virtual elaborado especialmente para esta pesquisa revelam de um modo geral, que utilizar o meio virtual para distribuir formulários e coletar dados primários pode ser (ou não) vantajoso sob o ponto de vista do pesquisador, no entanto, é preciso considerar que o meio através do qual a pesquisa é feita não garante a qualidade dos dados obtidos para posterior análise. É fundamental considerar a variedade de paradigmas de pensamento que influenciam a metodologia aplicada, de modo que o formato do questionário atenda às necessidades da pesquisa e seja coerente com o percurso metodológico escolhido pelo pesquisador, que também deve estar de acordo com o tema e área da pesquisa. A partir das três vertentes principais apresentadas por Pistori (2004), elaborou-se um quadro sinótico com a finalidade de apresentar de forma objetiva as características dessas três principais paradigmas, a saber, o Positivismo, o Construtivismo Social e a Teoria Crítica.

Paradigma

Foco do estudo

Postura do pesquisador Pretensamente neutra e imparcial.Coloca-se como observador externo ao fenômeno. Ocupa posição central no processo de pesquisa, podendo ser considerado mais importante que o objeto investigado. O pesquisador faz parte do processo de pesquisa e está imerso no fenômeno observado e reflete sobre ele, dialogando com variações espaço-temporais.

Abordagem

Positivismo

O objeto centro

como

Quantitativa

Análise e interpretação de dados Estatística, buscando a de forma neutra e objetiva. Subjetiva, e “(...) se faz com base nas leituras do pesquisador e na sua visão social do mundo.” (PISTORI, s/d, p.5) Analisa as hipóteses de forma contextualizada, buscando “abrir caminho para ações transformadoras.” (PISTORI, s/d, p.7)

Construtivismo social

Teoria Crítica

A reflexão do pesquisador “mostra-se mais importante que o próprio objeto investigado” PISTORI (s/d, p4) O objeto de estudo contextualizado histórica e socialmente

Qualitativa

Quantitativa e qualitativa, podendo estar ambas presentes no processo de pesquisa

Quadro elaborado a partir de: Pistori, Milena Inês Sivieri. Os desafios na trajetória da construção do conhecimento científico: pistas e encaminhamentos para pesquisa em educação.(2004) Disponível em: http://periodicos.uniso.br/index.php/quaestio/article/viewFile/417/163>. Acesso em: 26/06/2011.

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Observa-se a partir do quadro acima que cada um dos paradigmas expostos tem suas características e fins diferenciados, bem como métodos diversos de obtenção de dados primários para a pesquisa. Independentemente do paradigma escolhido para a realização da pesquisa, é fundamental a coerência na elaboração dos instrumentos de coleta de dados. O próximo capítulo pretende trazer considerações sobre como manter a coerência entre esses instrumentos de coleta de dados, o paradigma da pesquisa e o referencial teórico.

2.2. A importância dos questionários virtuais na obtenção de dados

De acordo com Marsiglia (2006, p.1) “teoria é um conhecimento organizado, sedimentado, que muito embora tenha partido da realidade concreta, passou por um processo de sucessivas abstrações, que ao mesmo tempo o faz distanciarem-se do concreto imediato e podem explicar uma realidade mais ampla, concentrando-se em apontar os elementos essenciais de um objeto construído nesse processo de generalização e abstração.” A autora aponta também para a importância da prática profissional como uma das possibilidades de produzir conhecimento, considerando também que a universidade não é a única produtora de conhecimento. Percebe-se, algumas vezes, que a pesquisa acadêmica se torna um tanto restritiva, na medida em que a teoria se torna ponto central e a universidade é tida como “o lócus de produção do conhecimento”, embora a autora perceba a importância da universidade “para o desenvolvimento de todas as áreas do conhecimento”. (MARSIGLIA; 2006, p.2) Essas ideias se ligam com os estudos da relevância dos questionários virtuais, uma vez que a agilidade desse instrumento pode contribuir para conferir às pesquisas maior possibilidade de atender às muitas demandas de conhecimento na sociedade, que muda sua configuração velozmente, carecendo de estudos que ajudem a compreender, teorizar e intervir em função dessas mudanças. De acordo com Ribeiro (1993, p.5), na obra Comunicação Global:
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O conhecimento humano levou mais de um milhão de anos para chegar à fase agrícola; milhares de anos depois chegou à fase industrial, alguns séculos depois atingiu a eletrônica e em poucas décadas chegou a biotecnologia. Estudos demonstram que o conhecimento acumulado pela população, dobra no mundo a cada quatro anos. Estima-se que a partir do ano 2000, vai dobrar a cada vinte meses.

Esse panorama de mudanças aceleradas requer mecanismos que propiciem o desenvolvimento de formas de pesquisa que agilizem a construção do conhecimento. Com o advento da expansão da Internet, os meios de comunicação não convencionais, como os blogs e redes sociais ganharam expressão nesse processo de produção de informação. No entanto, pensando em termos de pesquisa acadêmica, manter-se em constante diálogo com a realidade que nos é cotidianamente apresentada de forma renovada, preservando o diálogo com as teorias já sistematizadas parece fundamental para que a pesquisa se mantenha, especialmente em relação aos “temas emergentes”, ou seja, os temas novos que, segundo Marsiglia (2006, p.2) são novos e muitas vezes, “não temos ainda conhecimento sistematizado nem bibliografia consolidada”. Este é o caso desta pesquisa que, durante o seu desenvolvimento, não encontrou bibliografia que abordasse o tema sob a perspectiva lançada para estudo. Para esses casos, “(...) a pesquisa exploratória permite uma aproximação de tendências que estão ocorrendo na realidade” (MARSIGLIA; 2006, p.2). Para que a pesquisa exploratória seja realmente útil nesses casos, é importante consultar pessoas que tenham alguma experiência prática em relação ao tema ou que elaboraram alguma observação ainda que inicial sobre os fenômenos que estejam ocorrendo”. Marsiglia (2006, p.2). O questionário virtual é uma forma de pesquisa exploratória que permite alcançar pessoas com o perfil supracitado, ou seja, que tenham alguma experiência relacionada com o tema em pesquisa. Como dito anteriormente, os questionários virtuais podem alcançar grupos de pessoas que têm interesses em comum ou que tenham ligações profissionais ou de estudo, possibilitando alcançar um maior número de opiniões que possam ser compreendidas ou lidas a partir do referencial teórico já consolidado. Não havendo
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referencial teórico consolidado, é possível utilizar informações obtidas através de fontes primárias, através de pesquisa exploratória.

2.3. O questionário virtual e o conceito de commons O termo commons tem se tornado usual na literatura voltada para o uso da tecnologia na educação, mais precisamente, se associando ao conceito de cibercultura e das possíveis construções provenientes da associação de indivíduos empenhados em construir um saber construído coletivamente e disponível ao público. De acordo com Silveira (2007, p.49), o conceito de “Commons pode ser traduzido como comum, produção ou espaço comum. Seu significado também comporta a noção de público em oposição ao que é privado. Seu uso evoca ainda a ideia de algo que é feito por todos os por coletivos e comunidades.”. A partir dessa breve definição, é possível inserir os questionários virtuais nesse tipo de construção do conhecimento, pois, ainda que indiretamente, os respondentes contribuem para a criação de um banco de informações passíveis de serem interpretadas e confrontadas com as obras que embasam uma pesquisa. Apesar dos questionários serem utilizados há muito tempo no meio acadêmico e em espaços educativos, a inovação fica por conta da maneira como os mesmos são construídos e distribuídos. A rede permite vários tipos de associação de grupos cujos membros são interligados por interesses comuns, dentre os fatores de associação, a profissão é um deles. As comunidades interligam sujeitos através das diversas redes sociais, que muitas vezes, servem para fins profissionais, como no caso da Linked In e o aplicativo BeKnown no Facebook. Nestes, os participantes procuram conhecidos ou parceiros com ligações profissionais prováveis. Da mesma maneira, se associam indivíduos ligados à formação acadêmica, como acontece no Stoa, ambiente virtual desenvolvido pela USP, do qual podem participar alunos e ex-alunos. Esse tipo de associação em comunidades virtuais pode se tornar um terreno fértil para a construção do conhecimento e para a obtenção de informações. Dentro desse panorama, a aplicação de questionários
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virtuais enviados para esses tipos de grupos já permite direciona-los para uma clientela já específica e que tem condições de oferecer boas respostas para os questionamentos propostos. Silveira (2007), citando Benkler (2002) , afirma que:

[...] a rede mundial de computadores permitiu emergir a produção social ou colaborativa entre pares, que conta com indivíduos livres. A liberdade é a base da colaboração. Se, na sociedade industrial, a liberdade serviu principalmente para a ampliação dos mercados, na era da internet a liberdade está servindo para a expansão dos commons,e do seu sucesso dependerá o futuro da criatividade e da própria liberdade humana.(BENKLER apud: SILVEIRA, 2007, p.53)

Pensando nas considerações de Silveira, (2007), com base em Benkler (2002), a aplicação do conceito dos commons pode ser ampliada a partir da “criatividade” e “liberdade humana”. A educação, em seu processo de reinvenção, conforme abordado na introdução deste trabalho, tem procurado caminhos para que esse processo siga as mudanças sociais e tecnológicas e o uso dos questionários online podem fazer parte desse processo de reinvenção, oferecendo informações, pareceres, experiências de um grupo amplo que pode, ainda que de forma indireta, cooperar de forma colaborativa com a construção do conhecimento, que posteriormente pode ser compartilhado em publicações na rede, cooperando para o crescimento profissional docente.

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METODOLOGIA

Conforme anunciado, o objetivo da presente pesquisa é a realização de um estudo sobre as possibilidades que os questionários online oferecem como forma de construção de dados para pesquisas acadêmicas e escolares. Busca-se diferenciar métodos, técnica procedimental, instrumentos e análise de dados.

Pesquisou-se os tipos de ferramentas virtuais que podem servir de apoio para as pesquisas, oferecendo a possibilidade de se obter resultados otimizados através do uso adequado do recurso, desde a escolha do software online até a formulação de questões, analisando as possibilidades e limitações desse tipo de recurso para a pesquisa acadêmica.

De início, foi realizado um estudo bibliográfico relacionado ao contexto de utilização dos questionários, bem como sua ligação com os questionários convencionais, analisando a importância desse recurso como apoio às pesquisas docentes, bem como sua relevância para a formação docente continuada.

Para Günther (2003), há três formas possíveis de se compreender o comportamento humano nas ciências sociais. Pode o pesquisador observar o comportamento no âmbito real ou criar situações artificiais para observá-lo. Ou, ainda, perguntar diretamente às pessoas suas opiniões por meio de entrevistas e questionários. O questionário é um importante meio de construção de dados por amostragem utilizado nas ciências sociais, nas palavras de Hoz(1985),
O questionário é um instrumento para recolha de dados constituído por um conjunto mais ou menos amplo de perguntas e questões que se consideram relevantes de acordo com as características e dimensão do que se deseja observar.” (HOZ; 1985, p.58).

Segundo Günther (2003) afirma que Yaremko et al (1986), definem questionário como “um conjunto de perguntas sobre um determinado tópico que não testa a habilidade do respondente, mas mede sua opinião, seus interesses, aspectos de personalidade e informação biográfica”. Para estes autores, o questionário deve
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ser elaborado partindo dos objetivos da pesquisa em termos dos conceitos a serem pesquisados e da população alvo da pesquisa.

Partindo destes argumentos, foi elaborado um questionário auto aplicável que foi enviado por formulário eletrônico à listas de discussões, comunidades virtuais de educadores e universitários em e-groups, blogs, e-mails e redes sociais. O questionário elaborado para a presente pesquisa foi proposto partindo do objetivo de conhecer a opinião de discentes e docentes em nível superior sobre as

possibilidades de uso dos questionários virtuais.

Desenvolveu-se um questionário online utilizando a ferramenta Forms do Google Docs. Esta possibilita, além do registro das respostas, a disposição dos dados em forma de gráficos. A pesquisa elaborada de caráter descritivo com formulário elaborado utilizando, de acordo com Gil (1991), “[...] técnicas padronizadas de coleta de dados”. O questionário inicia com um texto explicativo descrevendo os propósitos da pesquisa, solicitando assim a cooperação de todos. O questionário aplicado continha 20 questões subdivididas em: 4 abertas e 16 fechadas. A partir da amostragem obtida, utilizou-se a leitura dos gráficos a fim de se construir um breve estudo sobre as condições de trabalho dos tutores EaD dentro dos parâmetros dispostos pela pesquisa.

A pesquisadora é professora da rede pública do Estado de São Paulo, com especializações na área de informática na educação e também em gestão de educação a distância. Aluna de diversos cursos a distância, dentre eles, uma graduação em Pedagogia. Atua também na tutoria virtual pelo sistema UAB. Essa aproximação do universo da EaD e a necessidade de utilizar os questionários virtuais para obter dados para pesquisa motivaram o presente estudo.

Os respondentes são membros de comunidades virtuais voltadas para educação e tecnologia. São também professores, tutores e alunos de cursos em EaD e também presenciais. A grande maioria são alunos de cursos de formação pra professores em nível de especialização.
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A partir desse panorama, buscou-se verificar nas respostas respondentes virtualmente entrevistados, ligações com as situações apontadas e observadas em artigos e obras voltadas para a educação a distância que serviram como base para o estudo bibliográfico. Em relação ao uso do questionário para a realização desta pesquisa, não se pode deixar de perceber as limitações desse tipo de recurso. Apesar de oferecer dados passíveis de análise, uma pesquisa quantitativa, devido à amostragem, que pode ser representativa de um determinado grupo que está sendo pesquisado, no entanto, devido às suas limitações, não atinge a totalidade do grupo pesquisado. No entanto, esse tipo de limitação não é exclusiva dos questionários virtuais, mas da maioria dos tipos de pesquisas. Sendo assim, a pesquisa exploratória serviu como instrumento complementar ao estudo bibliográfico, podendo-se verificar a pertinência dos demais estudos que serviram como base para esta pesquisa, validando também as hipóteses desenvolvidas durante a elaboração desta pesquisa.

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ANÁLISES DOS DADOS

A pesquisa foi aplicada através de questionário virtual distribuídos via e-mail, blog pessoais, e-groups voltados para educação e tecnologia, bem como em grupos de docentes nas redes sociais obtendo 199 respostas das diferentes regiões do país, de acordo com o gráfico abaixo:

Figura 1: Região onde mora

A maioria das respostas ao questionário foi obtida na região sudeste, seguida da região norte, sul, nordeste, centro-oeste e outro país, sequência estabelecida de acordo com o número de respostas. Algumas questões permitiam mais de uma resposta, o que altera a quantidade final de respostas, superando as 199 respostas possíveis.

Em relação ao perfil dos respondentes, a maioria situa-se na faixa entre 40 e 50 anos, seguida pelas demais faixas em relação à quantidade de respostas, a saber: entre 31 a 40 anos, até 30 anos, entre 51 e 60 anos, mais de 60 anos.

Figura 14: Faixa etária dos respondentes

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A grande maioria dos respondentes pertence ao gênero feminino. Apesar da pesquisa ter sido respondida por pessoas de outras profissões além da docência, a grande maioria atua nessa área, mostrando que, realmente, como expõem pesquisas sobre gênero na docência a expressiva presença feminina, especialmente no ensino básico, embora na pesquisa feita para este trabalho, a presença feminina no ensino superior é bastante significativa, especialmente no exercício da tutoria a distância em ensino superior.

De acordo com Rabelo et. Al, no artigo A mulher no magistério brasileiro: um histórico sobre a feminização do magistério evidencia-se que, apesar das dificuldades iniciais para a inserção na área da educação e os problemas ainda hoje enfrentados na carreira, foi “através do magistério, considerado um trabalho feminino, por excelência, que a mulher brasileira pôde abrir caminho ao exercício profissional.” (RABELO et al, s/d, p. 6170).

Figura 15: Gênero dos respondentes

Em relação à formação dos respondentes, a grande maioria, com 49% têm como nível máximo de formação a pós-graduação, seguido por graduação, com 24% das respostas; mestrado, com 14%; doutorado, com 8% e ensino médio com 4% das respostas.

Figura 16: Formação dos respondentes

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Em relação à profissão dos respondentes, a maioria se situa na opção Professor de Ensino Fundamental II e Médio, seguido pelos professores de ensino fundamental ciclo I; profissionais de outras áreas; tutores no ensino superior; professores universitários; professores de educação infantil; educadores em outras especialidades e professores de educação especial. É importante lembrar que o exercício da tutoria em EaD, especialmente no casos dos bolsistas da UAB, o vínculo com outro ciclo ou modalidade é pré-requisito necessário. Assim, a opção “Tutor no Ensino Superior” segue-se obrigatoriamente de outra opção.

Figura 17: Profissão dos respondentes

A grande maioria dos respondentes, 82% já utilizaram questionários em trabalhos escolares acadêmicos e 49% já utilizaram questionários virtuais para o mesmo fim.

Figura 18: Respondentes que utilizaram questionários

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Figura 19: Respondentes que utilizaram questionários virtuais

Dos que nunca utilizaram os questionários virtuais, 25 não o fizeram porque desconheciam o recurso; 24 conheciam o recurso, mas não sabiam como utilizá-lo; 22 não utilizaram por outros motivos e19 julgaram que o recurso não era apropriado para o tipo de pesquisa realizada.

Figura 20: Motivos para a não utilização de questionários virtuais

Dos que nunca utilizaram o questionário virtual, 121 respondentes consideraram possível utilizá-lo em alguma pesquisa, enquanto somente 2 responderam negativamente.

Figura 21: Possibilidade de uso dos questionários virtuais pelos que nunca os utilizaram

A maioria dos respondentes que utilizou o questionário virtual, utilizaram o email para enviar as questões. O Google Forms foi a segunda opção mais utilizada. Das outras ferramentas utilizadas, além do Survey Monkey e do Encuesta Fácil, que faziam parte do questionário, foram citadas: enquetes.com.br, Moodle, Lime Survey, Portal Universitário Positivo, Wufoo, Quiz Maker, spss, cropro e ferramentas disponíveis nas redes sociais.

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Figura 22: Ferramentas utilizadas para a elaboração de questionários virtuais

As principais vantagens assinaladas, em ordem de quantidade de escolhas foram: agilidade na obtenção de dados; alcançar pessoas de diversos lugares sem ter que se deslocar; facilidade em apurar e tabular dados; alcançar grupos específicos de forma mais ágil; facilidade para o entrevistado responder e menor dificuldade na abordagem das pessoas. Das demais vantagens respondidas em questão aberta temos: o anonimato do entrevistado, a aceitação do respondente, maior tempo para o participante responder, possibilidade de colher dados de maior número de pessoas. Uma das vantagens citadas por um dos respondentes da pesquisa foi bastante abrangente, expondo que o questionário virtual:

[...] ajuda na legitimação do quadro operacional, pois, muitas vezes a definição de amostra fica meio nebulosa numa pesquisa de campo tradicional. A atualização do questionário virtual e a situação de sua aplicação, também ocorrem em tempo real, sem penalizar o pesquisador com horas gastas em tabulação.

O quadro operacional de uma pesquisa, segundo Laville e Dionne (1999), quando o pesquisado constrói uma hipótese a respeito de um determinado assunto, essa hipótese é uma “representação mental” (p.173). Para que essa representação seja validada, é preciso que se estabeleçam “observações empíricas necessárias à verificação dessa hipótese.” (LAVILLE e DIONNE, 1999, p.173). A definição de Laville e Dionne (1999, p.173) para quadro operacional: “O conjunto dos indicadores que estabelecem o vínculo entre os conceitos empregados pela hipótese e as observações empíricas necessárias à verificação dessa hipótese.”
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Figura 23: Vantagens da utilização do questionário virtual

Outra vantagem apontada na pesquisa relaciona-se à possibilidade de se obter uma amostragem mais ampla. De acordo com Laville e Dionne (1999, p.171): “Normalmente, quanto maior o tamanho da amostra, mais forte é sua representatividade, pois as peculiaridades são diluídas na massa. A rigor, amostra perfeitamente representativa compreenderia toda a população”.

No entanto, há algumas desvantagens apontadas na pesquisa, como: incerteza sobre a veracidade das informações prestadas, não ter as questões respondidas, incerteza sobre as veracidades das informações prestadas e dificuldade de alcançar as pessoas certas pelos meios virtuais. Outras desvantagens apresentadas pelos respondentes, no caso, se comparando com os questionários feitos por outros meios como: ter maiores esclarecimentos sobre a opinião do entrevistado; tirar dúvidas do entrevistado; os respondentes fariam parte de um determinado perfil de sujeitos, aqueles que fazem uso dos recursos digitais, o que deixaria outras pessoas de fora; abordagem menos eficaz se comparado ao presencial; possibilidade de se obter respostas duplicadas, dificuldade de separar grupos e checar tal fato.

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Figura 24: Desvantagens em relação à utilização do questionário virtual

Em relação ao número adequado de questões sob a perspectiva dos respondentes, o ideal é que o questionário tenha até 20 questões, opção escolhida majoritariamente (126). As outras opções escolhidas em menor quantidade são respectivamente: até 10 questões (35), até 30 questões (28), até 40 questões (6) e até 50 questões (2). Nenhum respondente optou por mais de 50 questões.

Figura 13: número adequado de questões

Os participantes da pesquisa acreditam que em relação ao uso de questões fechadas e abertas, deve-se, de acordo com a ordem de escolha, de acordo com as opções mais votadas, ser utilizadas de forma equilibrada, de modo a atender as necessidades da pesquisa. A preferência de escolha entre um tipo ou outro de pesquisa, tem maior aceitação as questões fechadas, em que o respondente escolhe entre as alternativas propostas. Os que escolheram questões abertas, nas quais o respondente tem que escrever todas as respostas foi a minoria. Para as questões abertas, uma boa parte concorda que os questionários com questões abertas devem ser mais curtos, evitando que o respondente precise de muito tempo para responder.
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Figura 14: em relação ao uso de questões abertas e fechadas

De acordo com os respondentes, o questionário virtual pode ser especialmente útil em pesquisas acadêmicas, preferencialmente nos cursos em modalidade EaD. O recurso também foi apontado como útil nas pesquisas na escola básica.

Figura 255: o questionário virtual pode ser especialmente útil.

Para o pesquisador, conhecer um pouco da perspectiva dos respondentes pode ser fundamental para uma elaboração adequada dos questionários virtuais, evitando-se que não sejam respondidos por serem extremamente longos ou com muitas questões abertas.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir do desenvolvimento desta pesquisa, foi possível perceber a relevância das novas tecnologias de informação em relação a diferentes contextos. Na chamada sociedade da informação, que segundo Takahashi (Apud: Bernini et al (2009, p.1) se caracteriza como:
[...] um estágio de desenvolvimento social caracterizado pela capacidade de seus membros (cidadãos, empresas e administração pública) de obter e compartilhar qualquer informação instantaneamente, de qualquer lugar e de maneira adequada.

Esse estágio de desenvolvimento social citado por Bernini et al, (2009, p.1) permite uma ampla troca de informações que pode contribuir direta ou indiretamente para a construção do conhecimento dos indivíduos envolvidos no processo de pesquisa. Os questionários virtuais podem estar inseridos nesse contexto e nesse tipo de troca de informações. Quando o respondente se propõe a cooperar com a pesquisa através de suas respostas, ele está contribuindo com a construção do conhecimento formal sistematizado através de sua pesquisa. Esses mesmos resultados podem, posteriormente, servir à mesma comunidade virtual que participou contribuindo com suas respostas. Há pesquisadores que se utilizam dos questionários virtuais e, ao término de seu trabalho de pesquisa, a envia aos respondentes com os devidos

agradecimentos. Esse tipo de procedimento, além de mostrar gratidão aos respondentes, indicando que sua participação foi relevante na construção do conhecimento sistematizado pelo pesquisador, ao mesmo tempo em que aquele conhecimento é compartilhado, podendo servir, inclusive a pesquisas que estejam sendo feitas pelos colaboradores. No entanto, quando o respondente se propõe a contribuir com o pesquisador, pode haver instantaneamente uma troca de informações. Tomando por base o questionário virtual utilizado para esta pesquisa, uma parcela dos
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respondentes desconhecia a possibilidade de uso desse tipo de recurso em pesquisas acadêmicas ou educacionais de um modo geral. Alguns conheciam apenas os questionários enviados através de anexos, que requerem, inclusive, um trabalho maior por parte do pesquisador, que vai precisar abrir cada um dos questionários, possivelmente imprimi-los, para uma posterior tabulação. Esse tipo de recurso se aproxima mais dos questionários tradicionais. Outra forma de obtenção de informações por parte dos respondentes é a possibilidade de acessar o resumo de respostas obtidas até o momento da resposta. Esse tipo de acesso deve ser disponibilizado pelo elaborador do questionário e somente algumas ferramentas permitem esse tipo de acesso, como no caso do Google Forms, utilizado para esta pesquisa. No entanto, se as respostas forem nominais, vale a pena preservar os dados dos respondentes. Os questionários virtuais, em sua grande maioria, oferecem um tipo de tabulação instantânea, oferecendo a agilidade necessária para a obtenção das informações necessárias para posterior análise. No entanto, essa agilidade não prescinde de um planejamento adequado por parte do elaborador, a fim de que não se produzam informações que não condizem com a realidade. Um exemplo que pode ser oferecido para elucidar um pouco a importância da elaboração do questionário. Um pesquisador que pretende fazer um recorte em sua amostragem, por exemplo, abordar experiências educacionais de professores de uma

determinada rede municipal. No entanto, no momento da distribuição do questionário, não seleciona profissionais específicos do recorte que pretende analisar. Nesse caso, não havendo a exigência de se responder a todas as questões, a amostragem, ao ser respondida por educadores de outras redes, pode haver uma perda significativa na fidelidade da pesquisa. Assim, é fundamental se selecionar cuidadosamente os respondentes que devem ser pessoas que atendam ao perfil adequado para se responder os questionários. É mais relevante uma amostragem fidedigna do que uma amostra maior pouco representativa. Sendo assim, caso o pesquisador perceba que algumas respostas não atendam ao perfil esperado, é melhor que as mesmas sejam descartadas, evitando uma amostragem pouco fidedigna. O pesquisador, antes de
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elaborar e distribuir o questionário virtual, deve pensar no perfil do respondente. A partir desse perfil, é possível se elaborar questões mais adequadas tanto sob o ponto de vista de elaboração do questionário quanto no que diz respeito ao envio do mesmo. Dos softwares apontados na pesquisa como sendo os mais utilizados, a maioria é bastante simples de ser utilizada devido à interface que permite uma utilização intuitiva. No caso do Google Forms, é necessário que se tenha uma conta no Gmail, que oferece o recurso Google Docs, do qual, o Google Forms é apenas uma das ferramentas, que permite, inclusive, a construção colaborativa, a partir do momento em que o usuário compartilha com alguém o documento, permitindo que se façam alterações. O Survey Monkey também é gratuito, no entanto, uma versão mais completa pode ser adquirida, para quem deseja, por exemplo, randomizar as questões, possibilitando que as mesmas, mudem a sequência a cada resposta. Tanto o Google Forms quanto o Survey Monkey permitem a customização da aparência do formulário. O Google Forms oferece ao respondente a possibilidade de ver os dados tabulados, com as respostas dos demais entrevistados, com o devido consentimento por parte do criador. O Google Forms oferece um resumo de respostas com gráficos. O Survey Monkey também oferece ao usuário a possibilidade de se criar gráficos, no entanto, a versão gratuita não oferece esse recurso. Os gráficos são criados, mas vem com uma mensagem sobre o gráfico, explicando que é exemplo, o que inviabiliza o uso do mesmo para ilustrar algum dado em pesquisa. O recurso Encuesta Facil oferece ao usuário uma versão gratuita, com limitações, como o Survey Monkey. Ambos têm bancos de questões, no entanto, as mesmas são mais voltadas para o campo empresarial, embora há questões que são pertinentes a qualquer pesquisa, em especial, as concebidas para se delinear o perfil do respondente. O recurso enquetes.com.br é gratuito somente para a criação de enquetes. Outros recursos podem ser obtidos mediante aquisição de pacotes. As enquetes podem ser disponibilizadas em blogs através de pop ups. O Wufoo não é gratuito e o tipo dos campos são previamente prontos, porém, menos apropriado para o uso acadêmico.
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O Lime Survey é um software livre para criação e aplicação de questionários online que conta com um banco de dados. Há diversas versões disponíveis para baixar. O site é em inglês, o que pode dificultar o uso dos que desconhecem o idioma. A instalação também precisa de mais experiência por parte do usuário e o software é relativamente grande. O Quiz Maker tem versão disponível para baixar e versão online, gratuita para testar. De acordo com o site Baixaki:
O SPSS Statistics é uma ferramenta para análises estatísticas extensamente utilizada por organizações comerciais, governamentais e acadêmicas, além de usuários domésticos. Este programa oferece diferentes análises de dados, teste de hipóteses e criação de modelos de projeção, só como exemplos.

O programa possui versão gratuita para testar. Analisando os benefícios de cada software, é possível dizer que o Google Forms, além de ser totalmente gratuito, oferece vários recursos e versatilidade. A utilização dos questionários virtuais pode ser especialmente importante para se alcançar grupos específicos que podem estar espalhados geograficamente em tempo reduzido. Entre as vantagens apontadas pelos respondentes está a rapidez na obtenção de informações. Um pesquisador, que queira, por exemplo, entrevistar 100 professores de Educação Infantil, precisará agendar cada uma das entrevistas, caso deseje realizá-las de forma tradicional, anotando as respostas oferecidas. Também poderá utilizar questionários impressos que, devido à possível falta de tempo dos docentes em responder dentro do período de aulas, poderão levar o formulário para casa, com a desvantagem de esquecer-se de trazê-lo de volta ao pesquisador na data prevista, reduzindo a amostragem. Parte dos respondentes apontou entre as desvantagens de uso do questionário virtual a possibilidade de não tê-lo respondido, dificuldade esta que se assemelharia com o exemplo citado anteriormente relacionado ao uso dos questionários tradicionais. No entanto, a possibilidade de se distribuir o questionário em um egroup específico para educação infantil que conte com um bom número de participantes, pode oferecer uma boa amostragem, ainda que parte não responda.
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Normalmente, os componentes de egroups costumam ser bastante participativos e colaborativos, já influenciados pelo funcionamento da sociedade do conhecimento, onde se é possível as construções colaborativas. Alguns cuidados podem contribuir para que o questionário seja respondido. Uma hipótese levantada por esta pesquisadora, a partir da análise da curva relacionada ao número de respostas por dia, é que os finais de semana são mais propícios para se obter respostas, de modo que a distribuição do questionário virtual próximo a essas datas pode ser fundamental, uma vez que o email ficaria provavelmente na primeira página do respondente, e portanto, mais à vista do mesmo. Se o questionário for distribuído no começo da semana, poderá ficar menos em evidência e assim, ter menor possibilidade de ser respondido. No entanto, essa hipótese se validaria somente perante uma pesquisa relacionada a esse aspecto. Outro ponto importante é utilizar um título claro e conciso no email em que o link do questionário for enviado. Se possível, informe ao respondente o tempo médio que utilizará para responder ao questionário. Assim, se o mesmo tiver esse tempo disponível poderá responder no momento. Um dos fatores apontados pelos respondentes em relação ao uso dos questionários virtuais está relacionado à impossibilidade de se realizar todo o tipo de pesquisa através de meios virtuais. Nos casos em que há a necessidade de imersão para pesquisar um determinado contexto, o questionário virtual pode não ser uma ferramenta adequada, a menos que o ambiente de imersão seja também virtual. Retomando o estudo bibliográfico, é possível perceber que os questionários virtuais podem servir aos diferentes paradigmas e abordagens. Normalmente, os questionários virtuais têm sido usados com frequência no meio empresarial, buscando criar dados quantitativos. No entanto, o meio acadêmico ao se apropriar desse recurso, precisa investir na elaboração dos questionários, criando questões que permitam atender à abordagem escolhida e apropriada ao estudo desenvolvido. Em relação à extensão dos questionários, deve-se evitar que sejam muito longos e tomem muito tempo do respondente. As questões fechadas costumam permitir respostas mais rápidas devido à sua objetividade. Caso o pesquisador opte
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por utilizar questões abertas, a quantidade deve ser reduzida ou complementada com questões fechadas. Assim sendo, é possível ao pesquisador, explorar ao máximo a interatividade oferecida pela internet, o que é algo relativamente novo. De acordo com Menta (2011, p.41):
A web 2.0 tem como princípio o conceito de participação, colaboração e simplicidade na gestão e gerenciamento de dados e programação, além da inteligência coletiva. Neste meio, o usuário deixa de ser “espectador” para se tornar também um produtor de informação e conhecimento, ele não só produz como colabora na construção das ferramentas e recursos oferecidos pela web.

Essa natureza colaborativa que permeia a internet e que molda um perfil de usuário também disposto a contribuir, opinar e trocar informações, o que pode tornar os questionários virtuais uma forma de criação e obtenção de dados. Essa evolução das TIC possibilita agregar mais valor aos processos produtivos e,

consequentemente, aos produtos. No caso, otimizando o processo de pesquisa e obtendo respostas mais adequadas e atualizadas, dependendo, naturalmente, da adequação no processo de construção do questionário virtual

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REFERÊNCIAS

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Anexos

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O uso de questionários virtuais
Olá, caro(a) colega. Envio a você este questionário com a finalidade de obter informações que podem ser relevantes para a elaboração de minha monografia das pós-graduação em Mídias na Educação pelo NCE/USP. As perguntas do questionário giram em torno do assunto "questionários virtuais". De antemão agradeço sua participação, lembrando que serão necessários alguns poucos minutos para respondê-lo, não havendo necessidade de se identificar. Não se esqueça de enviá-lo após concluir. Obrigada. Deborah Martini 1 .Qual sua faixa etária? até 30 anos entre 31 e 40 anos entre 40 e 50 anos entre 51 e 60 anos mais de 60 anos 2. Gênero masculino feminino 3. Região do Brasil onde mora. Norte Nordeste Centro-oeste Sudeste Sul Mora em outro país 4. Formação escolar ou acadêmica Ensino médio Graduação Pós-graduação Mestrado Doutorado

5- Profissão (é possível marcar mais de uma opção) 52

Professor de Educação Infantil Professor de Ensino Fundamental I Professor de Ensino Fundamental II e Médio Tutor no Ensino Superior Professor Universitário Educador (outras especialidades) Educação Especial Outra profissão 6- Caso sua profissão não estiver listada na questão anterior, favor mencioná-la aqui.

7- Já utilizou questionário para a realização de trabalho escolar ou acadêmico? sim não 8-Já utilizou questionário virtual para a realização de trabalho escolar ou acadêmico? Sim Não 9 - Se sua resposta na questão anterior foi NÃO, poderia justificar o motivo de não utilizar o questionário virtual? Não utilizei nenhum tipo de questionário Desconhecia esse recurso Conhecia o recurso, mas não sabia como utilizá-lo Não era apropriado para o tipo de pesquisa realizada outro motivo 10. Se nunca utilizou o questionário virtual, considera a possibilidade de utilizá-lo em alguma pesquisa? sim não 11 . Se já utilizou questionário virtual, qual o software ou recurso utilizado? (pode selecionar várias opções) Google forms questionário enviado por email Survey Monkey 53

Encuesta Fácil Outro (Se possível, favor especificar abaixo) 12. Qual outro software ou recurso? 13. Quais podem ser as principais vantagens de se utilizar o questionário virtual em pesquisas? (pode selecionar várias opções) Agilidade na obtenção de dados Facilidade em apurar e tabular dados Alcançar grupos específicos de forma mais ágil Menor dificuldade na abordagem das pessoas Alcançar pessoas de diversos lugares sem ter que se deslocar Mais fácil para o entrevistado responder Outras vantagens ( poderia especificar na próxima questão?) 14. Outra(s) vantagem(ens) 15. Quais podem ser as principais desvantagens de se utilizar o questionário virtual em pesquisas? (pode selecionar várias opções) Não ter as questões respondidas Dificuldades em alcançar as pessoas certas pelos meios virtuais Incerteza sobre a veracidade da identidade do respondente incerteza sobre a veracidade das informações prestadas outras desvantagens (poderia especificar na próxima questão?) 16. Outra(s) desvantagem(ens)

17. Qual o número de questões que você considera adequado sob a perspectiva de quem responde o questionário? até 10 questões até 20 questões até 30 questões até 40 questões até 50 questões mais de 50 questões 54

18. O questionário virtual pode ser especialmente útil para a obtenção de dados para pesquisas acadêmicas para a obtenção de dados para pesquisas na escola básica para a obtenção de dados para pesquisas acadêmicas na modalidade EaD (Educação a Distância) outro 19. Em relação ao formato dos questionários virtuais, estes devem ser construídos preferencialmente (pode selecionar mais de uma opção) utilizando questões abertas, ou seja, o respondente deve escrever todas as respostas utilizando questões fechadas, ou seja, o respondente deve escolher as alternativas propostas utilizando questões abertas e fechadas de forma equilibrada de forma a atender as necessidades da pesquisa mais curtos se forem questões abertas, evitando que o respondente precise de muito tempo para respondê-las 20. Você recebeu este questionário através de: um egroup /grupo email direto email redirecionado por um colega acesso a blog outro meio
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