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2012

DESENHO TÉCNICO APLICADO
VOLUME 1

Prof.º André Batista de Almeida Carlos Eduardo Simão Oliveira FATEC “DON AMALRY CASTANHO” 02/07/2012

1. CRÉDITOS
PROGRAMA: DESENHO TÉCNICO APLICADO VOLUME 1

UNIDADE: FATEC ITU – “DOM AMAURY CASTANHO” – Julho/2012

COORDENAÇÃO: PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA

ELABORAÇÃO: CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA

REVISÃO: PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA

PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA

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O respeito pela ciência, que muitos acreditam ter, esconde, na realidade, um fascínio pela técnica, que contribui para melhorar nossa vida cotidiana. O desenvolvimento da técnica mudou nossa forma de vida até tal ponto que nos transformamos numa ameaça para nosso meio natural. Se refletirmos sobre o que representa realmente a técnica, entenderemos que necessitamos dominar nossa capacidade técnica se quisermos controlar nosso destino. De alguma maneira, começamos a adquirir uma técnica quando tomamos consciência do que temos de fazer para conseguirmos um determinado resultado. Enquanto não realizo essa reflexão, vou agindo de um modo mecânico, sem entender o que estou fazendo. Nesse sentido, isso se equivale à ciência, que procura verdades gerais e teóricas. A técnica procura aplicação prática, embora ambas representem uma forma do saber. Todo artesão tem consciência dos gestos que tem de realizar para fabricar. Possui um conhecimento orientado para a prática, isto é, uma técnica.

DESENHO TECNICO APLICADO

PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA

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CRÉDITOS 2.1 DESENHO TÉCNICO NÃO PROJETIVO: 5.3 ENSINO-APRENDIZAGEM 3.1.1.2 ORIENTAÇÕES 3.2 DIEDROS 6.2 REGRA DA DOBRADIÇA 6.3.4.5 ESBOÇO COTADO DE PEÇAS COM FUROS E/OU ARCOS PROF. INTRODUÇÃO AO DESENHO TÉCNICO APLICADO (DTA).4. ESBOÇO COTADO DE POLIEDROS.3 EXERCÍCIO 6.2 NORMAS INTERNACIONAIS 5. SUMÁRIO 1.80 AULAS 3.1 NORMA BRASILEIRA (ABNT) 4. 6. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA 1 3 7 8 8 9 9 9 9 10 10 11 13 14 14 16 17 17 18 21 23 24 25 25 28 29 30 Página 3 .2 AVALIAÇÕES 3.3 AS VISTAS ESSENCIAIS NO 1º DIEDRO 6.3 ORGANIZE-SE 4.3.1 TIPOS DE DESENHOS TÉCNICOS 5. DESENHO TÉCNICO APLICADO .1 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO E PLANEJAMENTO 3. NORMAS TÉCNICAS 4.3.2 DESENHOS TÉCNICOS PROJETIVOS: 6.2 NOÇÕES NECESSÁRIAS PARA O DESENHO DE ESBOÇO: 6.1 TÉCNICAS PARA DESENHO À MÃO LIVRE OU ESBOÇO 6.2. SUMÁRIO 3.3.3.1 VISTA AUXILIAR 6.4 ELABORANDO UM DESENHO TÉCNICO 6.1 ESTRATÉGIA 3.4. 5.1 DEFINIÇÕES 6.

1 TIPOS DE PERSPECTIVAS 8.4 9.1.2 MÉTODO PARA CRIAÇÃO DE FALSA ELIPSE 8.1 PLANO DE CORTE 10.2 EIXOS 8.6.6 ESCALA INSCRIÇÃO ESCOLHA DA ESCALA A SER UTILIZADA FORMATO DA FOLHA EXEMPLOS DE ESCALA EXERCÍCIOS 31 32 32 33 34 34 35 36 36 36 37 38 39 40 41 41 43 44 44 44 45 45 46 48 49 49 50 51 52 60 61 61 62 65 10. FOLHAS.1.2 9.3.1 FUROS 6.4 VISTAS NECESSÁRIAS E SUFICIENTES (VNS) 8. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 4 .1 9.1 PERSPECTIVAS PARALELAS 8.2 ARCOS 6.5.1 TIPOS DE SEÇÃO 10. CORTES E SEÇÕES 10.5 EXERCÍCIOS: 9. 7.1 CORTES 10.1.7 EXERCÍCIOS 7.2 QUANTIDADE DE CORTES 10.5 9.3 TIPOS DE CORTE 10.3.3.1 SEQUÊNCIA PARA EXECUÇÃO DE UMA PERSPECTIVA ISOMÉTRICA REAL 8.1 FORMATOS DA SÉRIE "A" 7.6 VISTAS DE OBJETOS SIMÉTRICOS 6.2 INDICAÇÃO DO PLANO DE CORTE E IDENTIFICAÇÃO DA SEÇÃO 11.3 9.2 DIFERENÇA ENTRE CORTE E SEÇÃO 10.1 ESCOLHA DAS VISTAS 8.3. 8.5.1. ELEMENTOS DE MÁQUINAS PROF.4. PERSPECTIVAS.2 LEGENDA 8. ESCALAS EM DTA 9.3 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA REAL 8.3 SEÇÕES 10.

1. 1ª AVALIAÇÃO 16. DESENHOS DE MONTAGEM 13.1.1 BUCHAS 11.1. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 5 . TOLERÂNCIA DIMENSIONAL 13.4 13.5 POLIA E CORREIAS 11.3.2. DESENHO EM VISTA EXPLODIDA 14.2 PORCAS 11.1 JUNTAS 11.2 ROLAMENTOS 11.3 ACOPLAMENTOS 11.3.1.1 PARAFUSOS 11. DESENHO TÉCNICO APLICADO VOLUME 2 PROF.4 ENGRENAGENS 11.4.3 ANÉIS DE BORRACHA (O’RING) 11.3.7 CORRENTES 11.3 ARRUELAS 11.4 MOLAS HELICOIDAIS 12.1.4 GAXETAS 11.3.2 CHAVETA 11.2 13.3 13.3.4.2.2 ELEMENTOS DE FIXAÇÃO 11.5 SELOS MECÂNICOS 11.3 MANCAIS 11.2.1 13.4 ELEMENTOS DE APOIO 11.11.5 REPRESENTAÇÃO COTAS E OUTRAS INDICAÇÕES IDENTIFICAÇÃO (OU NUMERAÇÃO DOS ITENS) DESENHOS DE DETALHE LISTA DE PEÇAS E/OU MATERIAIS 65 65 66 68 69 71 72 72 89 94 102 107 107 112 117 119 135 144 145 147 147 149 160 162 166 177 177 178 178 179 179 182 182 184 185 14.2 RETENTORES 11.4.6 CARDANS 11.3 ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO 11.3.1 ELEMENTOS DE VEDAÇÃO 11.1 EIXO E ARVORES 11.4.3.4 PINOS 11.1 COMPONENTES DE UM CARBURADOR 15.2.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 6 .BIBLIOGRAFIA 186 PROF.

de círculo. Compasso. Metodologia de representação por recurso a cortes e seções. Conceito. vistas ortográficas. Régua flexível. Vistas: projeções cilíndricas e ortogonais. aplicação do sistema CAD no estudo de elementos de máquinas. Régua T. Escalas. superior. Etapas de projeto de um conjunto mecânico e detalhes construtivos. Pantógrafo. na leitura e na interpretação de peças e de sistemas mecânicos. Critérios de cotagem. Desenhos de conjuntos. Cotagem: Em série e em paralelo. Desenvolver estudo da construção de protótipo(s) do(s) elemento(s) de máquina(s). Perspectivas: Cônica. cavaleira. inferior e posterior. DESENHO TÉCNICO APLICADO . Traçados geométricos. trimétrica. isométrica. Tipos de corte. Transferidor. Seções. Sistemas de projeção. Ajustamentos recomendados. Elaborar desenhos de conjuntos mecânicos utilizando a computação gráfica. PROF. Curvas francesas. analisando as dificuldades em que o projetista tem que considerar as três dimensões próprias do processo de desenho simultaneamente. Desenvolver a metodologia de aplicação das ferramentas.80 aulas Objetivo: Conhecer as formas normalizadas de desenho técnico e aplicar na representação gráfica. Tolerâncias e ajustamentos. Modelagem 2D e 3D. dimétrica. Tangências e concordâncias de retas e curvas.3. Introdução ao uso de software de desenho assistido por computador. Ementa: Normas técnicas. frontais. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 7 . em perspectiva. laterais. Representações convencionais. direta. Esquadros.

.......... Perspectiva isométrica real..20% da nota final........ SolidWorks... Esboço... Projeto final..................... Projeto final...2 Introdução ao DTA.30% da nota final.................. Prova escrita com esboço. Média para Aprovação >= 6. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 8 .............. Projeto final.... Projeto final.... Orientações......... 1ª prova Introdução ao Desenho Técnico Assistido por Computador.. Entrega: Desenhos em 2D... Elementos de máquinas Tolerância Dimensional...1 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO E PLANEJAMENTO Semana Título Planejado 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª 14ª 15ª 16ª 17ª 18ª 19ª 20ª 3..... Projeto final...... Escalas em DTA.. Orientações.. AVALIAÇÕES Média dos Exercícios Extra Classe. Descrição do Projeto Final....... Simulação... Perspectivas. Entrega: Montagem em 3D....... Cortes e seções....... Esboço cotado de poliedros... Entrega: Desenhos de peças em 3D.... planos........... prototipagem e animação.. 1° e 3° diedros.... Entrega: Documento finalizado.... Desenho 3D: Viga “U” 1 e 2 com furo para fixação Desenho 3D: Eixo com chaveta Desenho 3D: Polia maciça e com alívio Desenho 3D: Rolamento Desenho 3D: Mancal Desenho 3D: Engrenagem Desenho 3D: Montagem Gerando desenho 2D a partir do 3D......00 PROF. revolução e corte.. Orientações....50% da nota final....... Montagem e Desenho em vista explodida...3..

Do resto desejamos “Sucesso”. etc. 2 .3.Extraclasse: exercícios semanais. datas. endereço de e-mail.3. não adianta o professor querer ensinar se o aluno não quiser aprender (motivação e interação). nessa nova empreitada. em princípio. com assistência.3. A inteligência pragmática precede a inteligência teórica (PIAGET). Isto é. PROF. As pessoas aprendem mais facilmente começando pela prática. mas não deve deixar para o último dia.3 ORGANIZE-SE Organize-se para poder estudar! O sucesso da vida estudantil depende muito mais de trabalho e organização do que normalmente se imagina. calendários. 3.2 ORIENTAÇÕES Aluno interessado em aprender é aquele que. O aluno tem cinco (5) dias para isso. o exercício extraclasse. O aluno tem que fazer sua parte. conscientemente. Deve ser ministrada em doses homeopáticas. O exercício extraclasse é uma oportunidade para tirar dúvidas e reforçar a aprendizagem. para entrega à 48hs da próxima aula via internet. 3. fazendo colocações. De tal forma que estejam à mão quando for usá-los. participa ativamente das aulas (prestando atenção. Planeje quando e aonde estudar.3. não atrasa. Assim terá tempo de consultar o monitor ou o professor de Desenho se surgirem dúvidas. com doses de reforço. não falta. tirando dúvidas. realizando os exercícios com presteza e capricho) e faz. por exercícios.3 ENSINO-APRENDIZAGEM É um caminho de duas mãos. traz os materiais necessários. seguida de exercícios feitos em classe. 3. Organize seus materiais. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 9 .Em classe: exposição do professor com os conceitos.1 ESTRATÉGIA Nossa estratégia para o ensino-aprendizagem se baseia em dois pontos principais: 1 .

outras da ABNT frequentemente são usadas pelos profissionais da área de desenho: • NBR 6158 – Sistema de tolerâncias e ajustes • NBR 6371 – Tolerâncias gerais de dimensões lineares e angulares • NBR 6405 – Rugosidade das superfícies • NBR 6409 – Tolerâncias de forma e tolerâncias de posição. • NBR 8403 – Aplicação de linhas em desenho – Tipos de linhas – Largura das linhas. mesmo quando modificadas. NORMAS TÉCNICAS Observação inicial: as normas.·. Então é necessário ficar atento à sua última versão (mês/ano). Além destas normas específicas de desenho técnico. • NBR 10067 – Princípios gerais de representação em desenho técnico – vistas e cortes. PROF. • NBR 10126 – Cotagem em desenho técnico. • NBR ISO 10209-2 – Documentação técnica de produto – Parte 2: Termos relativos aos métodos de projeção.1 NORMA BRASILEIRA (ABNT) São elas pela ordem numérica: • NBR 8196 – Emprego de escalas em desenho técnico. As normas técnicas mais importantes para nosso estudo são as normas brasileiras (ABNT) para desenho e com as quais trabalharemos oportunamente. • NBR 10647 – Desenho técnico – Norma geral. • NBR 8404 – Indicação do estado de superfície em desenhos técnicos. 4. • NBR 8993 – Representação convencional de partes roscadas em desenhos técnicos. • NBR 10582 – Conteúdo da folha para desenho técnico.4. • NBR 10068 – Folha de desenho – leiaute e dimensões. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 10 . em geral mantém seu código alfanumérico. • NBR 8402 – Execução de caracteres para escrita em desenho técnico. • NBR 12298 – Representação de área de corte por meio de hachuras em desenho técnico.

têm sido umas das principais referências para a feitura das normas ABNT e ISO. amiúde temos que consultar outras normas porque estão referidas em desenhos oriundos de outros países ou blocos econômicos. Por outro lado. só existe com norma americana).2 NORMAS INTERNACIONAIS Na falta de norma brasileira para um determinado assunto.e. Relacionamos abaixo alguns dos principais institutos de normalização que mais de perto dizem respeito às engenharias mecânicas e de produção: o A2LA – American Association for Laboratory Accreditation o ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas (BRA) o AFNOR – Association Française de Normalisation (FRA) o AGMA – American Gear Manufacturers Association (USA) o AIIE – American Institute of Industrial Engineers (USA) o AISI – The American Iron and Steel Institute (USA) o ANSI – American National Standards Institute (USA) o API – American Petroleum Institute (USA) o AREA – American Railway Engineering Association o ASHRAE – American Society of Heating. muito usada no Brasil e considerada uma das melhores do mundo. no Brasil.4. Em consequência. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 11 . Refrigerating & Air-Conditioning Engineers (USA) o ASME – American Society of Mechanical Engineers (USA) o ASQ – American Society for Quality Control (USA) o ASTM – American Society for Testing and Materials (USA) o ASTME – American Society of Tool and Manufaturing Engineers o AWS – American Welding Society (USA) o BSI – British Standards Intitution (GBR) o CEN – Eurofile-Europe Harmonized Standards o CMN – Comitê Mercosul de Normalização o DIN – Deutsches Institut für Normung (DEU) (antigo: Deutsche Industrie PROF. Correias “V” – que. assuntos que tradicionalmente o mercado nacional usa determinada norma (p. poderemos usar norma ISO (internacional) ou ainda norma DIN (alemã) – esta. ou ainda..

Obs. PROF.Norm)5 o GOST – normas russas o IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (BRA)6 o ISA – Instrument Society of America (USA) o ISO – International Organization for Standardization o JIS – Japanese Industrial Standards (JPN) o MSS – Manufactures Standardization Society of the Valve & Fittings Industry (USA) o NACE – National Association of Corrosion Engineers (USA) o SAE – Society of Automotive Engineers (USA) o UNI – normas italianas. Essa postura trás confiança do contratante em relação ao contratado e do cliente à empresa prestadora de serviço. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 12 .: Essas normas devem nortear todo o DTA gerando um projeto correto e profissional.

tratamentos superficiais.. Devido a esse fato o DTA é o documento técnico de suma importância para definição das características da peça e das responsabilidades como os nomes e assinaturas de quem projetou. tecnólogos. manutenção. 3) Incluem-se nesses demais quesitos técnicos. ábacos. poderíamos defini-lo assim: “Desenho técnico é uma linguagem gráfica internacional que representa com clareza o objeto em sua forma². conforme esta norma.Sc. Edson Del Mastro). por meio de projeção. etc. inspetores da qualidade. preparadores de máquinas. INTRODUÇÃO AO DESENHO TÉCNICO APLICADO (DTA). ferramenteiros. rugosidade superficial. expedição. normogramas. projetistas. elétricas. Ele é a linguagem usada entre engenheiros. compradores e vendedores técnicos. M. óticas ou outras informações – que só serão especificadas quando necessário. esquemas. como os diagramas. O que é muito grave. montagem. características mecânicas. organogramas. provocando rejeição completa ou retrabalho o que leva inevitavelmente a prejuízos financeiros. tolerâncias dimensionais (obrigatório). (Prof. se mostrou insuficiente e dúbia para isso. além de determinar o quanto uma empresa é competitiva. copiou. Portanto. técnicos de processos. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 13 ..)”. dimensões. entre outras. 2) Esta definição se refere ao desenho projetivo que é o usado em DTM. tolerâncias geométricas. Existe também o desenho técnico não projetivo “desenho não subordinado à correspondência. p. tratamentos térmicos. fluxogramas – também considerados como sendo DT. ABR/1989). entre as figuras que o constituem e o que é por ele representado” (NBR 10647. desenhistas. e. alteração. material e demais quesitos técnicos³ com informações necessárias e suficientes para a função a que se destina (p. desenhou. inglês. técnicos. fabricação. revisou e aprovou de forma datada. PROF. O Desenho Técnico Aplicado é uma linguagem universal assim como os números e a música. pois hoje em dia os lotes produzidos contêm milhares de peças.5. Foi desenvolvido para atender a necessidade de se representar objetos técnico de maneira clara e objetiva. Erros e omissões em DTA podem comprometer toda uma produção. A linguagem corrente como o português. magnéticas. 1. oficiais de manutenção. e.

1 Desenho técnico não projetivo: São desenhos representativos e não estão subordinados à correspondência por meio de projeção de um modelo real.1. Figura 1 .5. PROF. Como os desenhos de programação Ladder de CLP. 5.Programação Ladder (CLP).1 TIPOS DE DESENHOS TÉCNICOS Existem dois tipos de desenhos técnicos que são o projetivo e o não projetivo. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 14 . esquemas elétricos e pneumáticos como seguem.

Esquema Pneumático. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 15 . Figura 3 .Figura 2 .Esquema Elétrico. PROF.

Conclusão: Neste curso estaremos desenvolvendo os conceitos do desenho projetivo. PROF.2 Desenhos técnicos projetivos: São desenhos baseados em dimensões reais e estão subordinados à correspondência. orientados por normas técnicas.Desenho de um Eixo em 2D. por exemplo.1. Buscando sempre aproximar as aulas ao dia-a-dia do profissional mecatrônico.Desenho Mecânico em Perspectiva Figura 5 .5. Como os desenhos de peças mecânicas. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 16 . Aprendendo a esboçar peças e conjuntos mecânicos e desenha-los com auxilio do computador. Figura 4 . por meio de projeção.

Muito usado em manutenção.poliedros regulares e suas planificações Esboço: desenho técnico. Figura 6 . 1988: 2) PROF. ESBOÇO COTADO DE POLIEDROS. Pode ser: • Côncavo ou convexo.6. Poliedro: Sólido limitado por polígonos planos. 6. servir ainda à representação de elementos existentes ou à execução de obra. Aplicada habitualmente aos estágios iniciais da elaboração de um projeto podendo.1 DEFINIÇÕES Sólido: Porção de espaço limitado por superfícies rígidas. cotas e outras informações necessárias para a construção do objeto. a partir de modelo real. é usado como desenho preliminar ou para a produção unitária ou de pequenos lotes de peças. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 17 . OBJETIVOS: fazer esboço cotado em vistas essenciais de objeto poliédrico no 1º diedro. entretanto. • Regular ou irregular. Definição da ABNT: “Representação gráfica expedita. Corpo que tem 3 dimensões e é limitado por superfícies fechadas. com material. Rápido e de baixo custo.” (NBR 10647. Sólido limitado por superfícies planas. geralmente à mão livre.

como ciência que é. onde clareza é importante. Para respectivas melhor entendermos vejamos como é isso na próxima Figura 8 .8) e. A Geometria Descritiva. em cada um deles fizermos o rebatimento do plano horizontal (PH).Os quatro Diedros Vejamos por que: Se tomarmos separadamente os diedros (fig. épuras.2 DIEDROS Os Diedros A intersecção dos dois planos ortogonais divide o espaço em quatro diedros. sempre no sentido horário. pode projetar e estudar as figuras espaciais em quaisquer dos quatro diedros. Figura 7 .Diedros separados pagina: PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 18 . só o 1° e 3° diedros apresentam interesse. veremos que o 2° e o 4° diedros resultam em em suas PV e PH superpostos. Já para o DESENHO TÉCNICO.6. assim enumerados.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 19 .Figura 9 .2º Diedro com PH e PV superpostos Figura 11 .3º Diedro Figura 12 .4º Diedro com PH e PV superpostos PROF.1º diedro Figura 10 .

No canto inferior direito da figura 13 está o símbolo que representa o 1º Diedro Figura 14 . é como se você imprimisse a foto e segurasse-la a frente da peça. ou seja.Figura 13 .Projeção do 3º diedro 3º Diedro No 3º Diedro a projeção se dá entre a peça e o observador. No canto inferior direito da figura 14 está o símbolo que representa o 3º Diedro PROF. ou seja.projeção do 1º Diedro 1º Diedro No 1º Diedro a projeção se dá atrás da peça em relação ao observador. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 20 . é como se você imprimisse a foto atrás da peça.

6. e que você tira-se uma foto de maneira perpendicular e centrada. que são: frontal. O que você iria observar seria seis (6) vistas. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 21 . inferior. esquerda e lateral Figura 15 _ faces do hexaedro Há 3 pares de vistas onde o contorno (invertido):  Vista frontal e vista se repete posterior (a e f).  Vista superior e vista inferior (b e e).3 AS VISTAS ESSENCIAIS NO 1º DIEDRO Imaginem uma peça poliédrica dentro de um cubo de acrílico. posterior. lateral direita. superior.  Vista lateral esquerda e vista lateral direita (c e d) Figura 16 As 6 projeções de um objeto no hexaedro (no 1º diedro) PROF. de cada fase desse cubo.

: vista frontal a) Tradicionalmente essas 3 vistas (a. Figura 17 . 17 temos as seis vistas principais após planificar o hexaedro (ref. basta uma vista de cada um daqueles pares para vermos o objeto segundo as três (3) direções tri ortogonal (eixos x. y.As 6 vistas principais após planificar o hexaedro (ref. z). PROF.1º diedro Na fig.: vista frontal a) a partir do 1º diedro. Como as linhas de contorno são as melhores para caracterizar tanto a forma como as dimensões. apesar de nem sempre todas serem necessárias. b e c) são chamadas de vistas essenciais. Na maioria dos casos essas 3 vistas são suficientes para representar o objeto. Nas antigas normas ABNT elas tinham essa denominação. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 22 .

inclinados em relação às faces principais do mesmo. objeto.6.PLANO AUXILIAR Os planos e as vistas auxiliares dividem-se em: A – Primários – se perpendiculares só a dois dos planos principais – – B Secundários se são inclinados em relação a todos os planos principais. inclinados em relação a planos principais de projeção. Figura 18 . Figura 19 . ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 23 . Empregam-se para representar em verdadeira detalhes do grandeza.VISTA AUXILIAR COM CORTE PROF.1 VISTA AUXILIAR Vistas Auxiliares Ortográficas são obtidas sobre planos auxiliares de projeção.3.

6. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 24 . com o mesmo resultado do procedimento teórico.3.2 Regra da dobradiça É um método prático de conseguir as vistas essenciais no 1º diedro. É a regra prática para conseguir as três vistas essenciais. PROF.

Quem planeja a peça é o projetista ou engenheiro. O desenho técnico definitivo. normalizado ou não). 6. o desenho definitivo. Lápis HB ou N°2 ou lapiseira Observação geral: segure o lápis sem rigidez nas articulações dos dedos. Depois cria um esboço que vai servir de base para a elaboração do desenho preliminar.1 TÉCNICAS PARA DESENHO À MÃO LIVRE OU ESBOÇO Material necessário:    Papel (liso quadriculado. ou seja. Borracha (eventualmente). mantendo uma distância mínima da ponta de 25 mm. O desenho para execução. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 25 . que ainda pode sofrer alterações. O desenho preliminar corresponde a uma etapa intermediária do processo de elaboração do projeto. contém todos os elementos necessários à sua compreensão. a realização do desenho técnico mecânico também pode envolver o trabalho de vários profissionais. também chamado de desenho para execução. que tanto pode ser feito na prancheta como no computador.6. Após ser aprovado. PROF. deve atender rigorosamente a todas as normas técnicas sobre o assunto. aquele que mostra a versão final do projeto passa a ser executado pelo desenhista técnico. Primeiro ele imagina como a peça deve ser.4 ELABORANDO UM DESENHO TÉCNICO Assim como a elaboração de um produto pode envolver várias pessoas.4.

permanecendo firme o pulso (fig.Linhas de pequena inclinação em relação à horizontal.Retas inclinadas a 45° localizadas no I° e III° quadrantes.20).6. .Técnica de traçado curto Exercícios . .Linhas de pequena inclinação em relação à vertical.1. Figura 20 .20). 20).20). traçam-se como as horizontais (fig. . traçam-se como as verticais (fig. como as horizontais. PROF. . mantendo-se firme o antebraço (fig. como as verticais.Retas inclinadas a 45° localizadas no II° e IV° quadrantes.Verticais – traçar de cima para baixo movimentando-se o lápis apenas com os dedos.1 RETAS DE PEQUENAS EXTENSÕES . ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 26 Figura 21 .4.Horizontais – traçar as horizontais da esquerda para a direita movimentandose o lápis com os dedos e o pulso.

1. 2. fixando-se o olhar no ponto extremo (sem olhar a ponta do lápis).6. olhando agora a ponta do lápis com a intenção de corrigir os defeitos apresentados pela primeira linha (no final podese apagar as partes da linha de construção que ficaram muito fora). compensando com os dedos a curvatura consequente desse movimento.traça-se uma linha de construção (fina) rapidamente. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 27 .traça-se sobre esta linha final.1.4. Figura 22 .Técnica de traçado longo Exercícios Traçar três linhas horizontais paralelas PROF.2 RETAS DE GRANDES EXTENSÕES Horizontais – traçam-se as horizontais de grandes extensões da esquerda para a direita girando o antebraço sobre o cotovelo e.

aresta visível.6. código da peça. Escolha das vistas (menor número de linhas tracejadas). inclinada. Escrita em Desenho Técnico: usar a escrita técnica (NBR 8402). longa. do desenho. do desenhista. etc) e aplicações (contorno. traço-ponto. Diedro (Regra prática). Proporcionalidade (dimensões totais e detalhes) e distribuição das vistas na folha de Desenho Técnico. do conjunto onde vai ser montada. da peça. de baixo para cima (e sentidos intermediários). etc) veja NBR 8403. Cotagem: as cotas deverão ser as necessárias e suficientes (cada detalhe tem um número determinado de cotas). latão. tracejada. ruptura. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 28 . contínua. o diedro usado (1º ou 3º). preliminar. horizontal. Preencher a legenda com: nome da instituição. sinuosa. linha curta. cota. Cotar as totais (3) distribuindo-as. madeira). auxiliar. definitiva. estreita. Regras para a cotagem:   Cotar cada detalhe na vista onde melhor aparecer (linha de contorno). Cotas e outras inscrições: escrever da esquerda para a direita. etc. PROF. Projeções no 1º. das modificações. vertical. datas do projeto. Linhas em DT: tipos (larga. sobre a linha de cota e no centro desta (mas sem encostar-se à linha).4. do projetista.2 NOÇÕES NECESSÁRIAS PARA O DESENHO DE ESBOÇO: Traçado à mão livre: linha limpa. Especificar o material da peça desenhada (por exemplo: aço ABNT 1045.

3 EXERCÍCIO  Realize um esboço cotado. a partir de um modelo real e preencha a legenda corretamente. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 29 . PROF.4. 6.EXEMPLO DE ESBOÇO COTADO Aqui apresentamos alguns conceitos de aplicação de linhas e cotas em DTA.

Como: Lapiseira 0. a partir de modelo real.5 ESBOÇO COTADO DE PEÇAS COM FUROS E/OU ARCOS OBJETIVOS: Fazer desenho em esboço cotado (à mão ou com instrumentos) em 3 vistas essenciais de peças contendo furos e/ou arcos. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 30 .: A partir de agora será permitido à utilização de instrumentos para os esboços.5 HB Lapiseira 0.9000 ou similar) Régua “T” Par de esquadros (45° e 60°) sem escala .acrílico cristal .incolor Gabarito de furos – em milímetros (TRIDENT D1 ou D2) Gabarito de elipses .6.3 mm com grafite 0.3 mm x 32 cm Régua milimétrica – 300 mm .acrílico cristal .5 mm com grafite 0. Obs.3 HB ou F Compasso (TRIDENT Mod.35° 16’ – em milímetros (TRIDENT D4 ou D24) PROF.

Utilizaremos noções de: 1. Representação de furos e arcos. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 31 . 3. Linhas de centro e eixos de simetria: usar linha estreita traço-ponto (NBR 8403) 2. Vejam os exemplos: 6. Redução de cotas nos desenhos com 1. 2 ou 3 eixos de simetria.5.1 FUROS PROF. Cotagem de furos e arcos. 4.

6 VISTAS DE OBJETOS SIMÉTRICOS Ao desenhar um objeto simétrico. Figura 23 Simetria PROF. ou seja. podemos desenhar apenas uma parte que represente o todo traçando uma linha de centro de simetria. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 32 .6.23. de lados iguais. como mostra os desenhos da fig.2 ARCOS Arcos externos Arcos internos 6.5.

Também podemos encurtar a representação de peças longas.

Figura 24 - simetria de peças longa

6.7 EXERCÍCIOS
 Realize um esboço cotado, a partir de um modelo real e preencha a legenda corretamente.

PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA

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7. FOLHAS.
O formato básico para desenhos técnicos é o retângulo de área igual a 1m² e de lados medindo 841 mm x 1189 mm, isto é, guardando entre si a mesma relação que existe entre o lado de um quadrado e sua diagonal Deste formato básico, designado por A0 (A zero), deriva-se a série "A" pela bipartição ou pela duplicação sucessiva.

7.1 Formatos da série "A"
Designação Dimensões      A0 = 841 mm x 1189 mm A1 = 594 mm x 841 mm A2 = 420 mm x 594 mm A3 = 295 mm x 420 mm A4 = 210 mm x 297 mm

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7.2 Legenda
A posição da legenda deve estar dentro do quadro para desenho de tal forma que contenha a identificação do desenho (número de registro, título, origem, etc.); deve estar situado no canto inferior direito, tanto nas folhas posicionadas horizontalmente como verticalmente. Fig.25.

Figura 25 - folha vertical e horizontal

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1 Perspectivas Paralelas Isométrica Simplificada (1). Cavaleira (3)~pm Figura 26 – Perspectiva Isométrica (real).1. PROF.1 TIPOS DE PERSPECTIVAS 8. Isométrica Real (2). Projeções ortogonais (em VNS) e Perspectiva Isométrica simplificada. 8. Trimétrica. É uma representação mais ilustrativa do que técnica. PERSPECTIVAS. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 36 . Dimétrica. Perspectiva é uma vista única que mostra três faces de um objeto (largura comprimento e profundidade). sendo muito utilizada para que leigos em DTA possam visualizar a peça como ela é.8.

(2) e (3).2 Eixos Perspectivas feitas por técnicos.Perspectiva cavalera Obs. 8.Figura 27 . coincide com a seleção das vistas feitas para o desenho em vistas ortográficas.: as perspectivas mais usuais em mecânica são as do tipo (1). Essa escolha das faces. em geral. Há quatro posições básicas para os eixos isométricos: Figura 28 PROF. normalmente as usadas como desenho de fabricação. pretendem mostrar as faces que tem o maior número de detalhes. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 37 .

Exemplo: Figura 29 PROF. inclusive sólidos de revolução. OBJETIVOS: Fazer desenho em Perspectiva Isométrica Real de objetos quaisquer. a partir de modelo real ou de desenho em VNS. y e z) e a disposição dos eixos x e y com ângulo de 30º em relação à linha imaginária horizontal.81) sobre os três eixos (x.8.3 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA REAL A perspectiva isométrica real é o desenho que mais se aproxima da realidade devido a suas reduções (x 0. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 38 .

Marcar um ponto e traçar os eixos isométricos. 5. Construir a caixa.1 SEQUÊNCIA PARA EXECUÇÃO DE UMA PERSPECTIVA ISOMÉTRICA REAL Use linhas fracas até o item seis (6). Apagar os excessos.81. 10 – Traçar retas 30º à esquerda (idem). 6. Marcar. 2. apagar excessos as de e completar faltantes Figura 30 linhas cada Detalhe (primeiro os mais profundos) (Daqui em diante. 3. 7 – Traçar linhas de centro e de simetria que puder. 11 – Traçar as retas verticais (da esquerda pra direita). 12 – Traçar retas com outras inclinações.8. 1. 9 – Traçar retas 30º à direita (de cima pra baixo). Marcar as cotas totais sobre os eixos e multiplicar por 0.3. 4. PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 39 . traçado definitivo). 8 – Traçar furos e/ou arcos (usar gabarito de elipses). 13 – Completar linhas faltantes (centro. Escolher a posição da peça. construir. simetria).

a falsa elipse parcial. segundo o método abaixo: Elipse completa: traçar as linhas de centro. traçar R e/ou r. traçar as perpendiculares determinando o centro de R e/ou r. marcar os raios* (da peça).2 MÉTODO PARA CRIAÇÃO DE FALSA ELIPSE Quando não se dispõe de gabarito de elipses. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 40 .8. formando a falsa elipse. Figura 31 Elipses parciais (raios de arredondamento): traçar as tangentes (linhas de construção). marcar e traçar losango (lado = ø do furo). pode-se construir falsa elipse completa ou parcial. Figura 32 PROF.3. ou de diâmetros maiores do que do seu gabarito. traçar R e r. traçar perpendiculares a partir do centro de cada lado (determinando os centros de R e r).

1 Escolha das Vistas Vista Principal A vista mais importante de uma peça deve ser utilizada como vista frontal ou principal. 8. c) evitar linhas tracejadas desnecessárias. Geralmente esta vista representa a peça na sua posição de utilização. inclusive cortes e/ou seções. b) evitar repetição de detalhes.8. Determinação do número de vistas VNS 3: Utilizada quando somente as três vistas satisfazem ao conceito VNS.4 VISTAS NECESSÁRIAS E SUFICIENTES (VNS) É a avaliação que o desenhista faz quanto a real necessidade da quantidade de vistas a serem exibidas para um entendimento completo e sem prejuízo de interpretação da peça desenhada. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 41 .4. Figura 33 PROF. elas devem ser selecionadas conforme os seguintes critérios: a) usar o menor número de vistas. Outras Vistas Quando outras vistas forem necessárias.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 42 . Figura 34 VNS 1: Utilizada quando apenas uma vista já satisfaz ao conceito de VNS.VNS 2: Utilizada quando duas vistas já satisfazem ao conceito de VNS. Figura 35 PROF.

Figura 37 PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 43 .5 EXERCÍCIOS:  Realize um esboço em perspectiva isométrica simplificada a partir do desenho proposto em projeções ortogonais. Figura 36  Realize um esboço (com auxilio de instrumentos) em perspectiva isométrica real a partir do desenho propostos.8.

E = 1:1 Escala de ampliação: Quando o desenho é maior do que o objeto. PROF.: O valor numérico da cota será sempre a dimensão real do objeto. definitivo.2 INSCRIÇÃO A escala usada no desenho deve estar inscrita na legenda. a relação é maior do que 1:1. para quaisquer das escalas utilizadas.1 ESCALA É a relação entre as dimensões lineares do desenho original e as dimensões reais do objeto. 1:10. Obs. Escalas recomendadas: 2:1. 10:1. ou: Escala x:1 . 9. e múltiplos de 10.. ou para qualquer tipo de desenho cotado (esboço. ou Escala 1:x. Escalas recomendadas: 1:2. perspectiva). 1:5. e múltiplos de 10. a relação é menor que 1:1. ESCALAS EM DTA 9.. Logo E= desenho/objeto Existem três tipos de escalas. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 44 . 5:1. na forma: Escala 1:1. que são:   Escala natural: Quando o desenho é do mesmo tamanho do objeto. ou seja.  Escala de redução: Quando o desenho é menor que o objeto..9. ou seja.

. A0.Se for usada mais de uma escala no desenho. é possível que três peças com as mesmas dimensões totais e de desenhos com as mesmas finalidades (por exemplo: desenho de fabricação). Em todo caso... seu desenho será feito com uma escala de redução. Por exemplo. Ou ainda. o formato da folha (A4.. PROF. • Finalidade de representação: um desenho de montagem e outro de acionamentos (operação) de uma mesma máquina. determinarão a área necessária para o desenho. • Grau de complexidade do objeto: por exemplo. só a principal deve constar na legenda. número de detalhes (e de cotas) muito diferentes.4 Formato da folha As dimensões do objeto. por menor que seja uma casa.3 ESCOLHA DA ESCALA A SER UTILIZADA A escolha da escala adequada depende de alguns fatores que podem atuar isolada ou conjuntamente: • Tamanho do objeto: objetos muito grandes terão desenhos reduzidos e os muito pequenos. As demais escalas devem estar inscritas junto à identificação das vistas. cada uma. a escala selecionada deve permitir uma interpretação fácil e clara da informação representada e pretendida. ). 9. ou seja.. 9. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 45 . um mapa do Estado de São Paulo mostrando a localização das cidades e estradas e outro de uma cidade mostrando as ruas.. cortes ou detalhes a que se referem. ampliados – independentemente de outros fatores. 2 A0. A3. o número de vistas (VNS) e a(s) escala(s) utilizada(s). necessitem de escalas diferentes por terem.

5 EXEMPLOS DE ESCALA Exemplo de escala de ampliação. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 46 .9. Figura 38 PROF.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 47 . Figura 39 PROF.Exemplo de escala natural com ampliação de detalhe.

Exemplo de escala de redução. Realizar desenho em escala de redução a partir de modelo real. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 48 . Figura 40 9.6 EXERCÍCIOS   Realizar desenho em escala de ampliação a partir de modelo real. PROF.

porém. 39. cavidades irregulares.1 Cortes Se o objeto a ser desenhado é simples e não tem detalhes internos (a não serem furos passantes de seção constante). CORTES E SEÇÕES 10. furos cegos. como representado na fig. em geral. ele pode ser representado com clareza por uma ou por mais vistas externas. conforme necessidade. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 49 . a tentativa de representar isso numa vista externa tornaria a leitura do desenho Figura 42 difícil (ou impossível em alguns casos) devido aos diversos contornos e PROF.10. o objeto se torna mais complexo (furos com seção variável. detalhes externos no meio da peça não passante ou de seção variável) ou ainda quando diversas peças aparecem montadas em partes internas formando um conjunto. Figura 41 Quando.

As extremidades e os desvios serão representados por linha larga traço-ponto. Isso é feito através da passagem de um ou mais planos de corte (planos secantes imaginários). 10. Figura 43 O plano de corte é representado por linha estreita traço-ponto em toda extensão por onde passou o corte exceto nas extremidades e nos desvios (quando houver dois ou mais planos).1. As superfícies criadas pela interseção desses planos com a peça são diferenciadas das demais por terem no seu interior linhas de HACHURAS. além de ESCLARECER melhor a forma. PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 50 .1 PLANO DE CORTE CORTE ou VISTA em CORTE é a representação em projeção ortogonal de um objeto ou peça onde uma de suas partes foi cortada e removida e deixando visível a parte interior. As linhas que delimitam essas superfícies são chamadas de LINHAS de CONTORNO de CORTE e são ótimas para cotar. O sentido de visada deve ser mostrado por seta cuja ponta se apoia no plano de corte perpendicularmente. Nesses casos aplicam-se um ou mais CORTES que. como na figura 40. facilita a cotagem ou a indicação dos detalhes.arestas não visíveis (que resultam no desenho em linhas tracejadas).

conforme o que for necessário para a CLAREZA da representação e cotagem e/ou indicação.linhas de corte 10.. Essa mesma letra identificará a vista cortada: A-A.2 QUANTIDADE DE CORTES O desenho de um objeto pode incluir um ou mais cortes e/ou seções de vários tipos.Nas setas e nos desvios do PLANO DE CORTE devem aparecer letras maiúsculas (A. em geral. 42). PROF.) uma letra repetida para cada corte (fig.. C-C. Observação: O conhecimento e uso adequados de todos os tipos de cortes e seções. diminui o número de vistas necessárias do desenho. C. etc. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 51 .1. Figura 44 . B-B. B.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 52 .3 TIPOS DE CORTE 10.1 CORTE TOTAL É um corte onde um único plano de corte atravessa inteiramente o objeto.3.CORTE TOTAL PROF.1.10.1. Figura 45 . mostrando uma projeção completa em corte.

Figura 46 . ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 53 .CORTE TOTAL PROF.

10. Omissão de corte: Não se cortam (e não se hachuram) diversos elementos de máquinas ou ainda algumas partes de peças. não mencionar.2 OMISSÃO DE CORTE Omitir significa: deixar de fazer. mesmo que o plano de corte passe sobre os mesmos.3.Omissão de corte Eixo. engrenagem e chaveta.1. PROF. Vejam os exemplos: Figura 48 – Omissão de corte (Pino) Figura 48 . ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 54 . dizer ou escrever.Omissão de corte (rebite) Figura 50 .Omissão de corte Fixação por parafuso Figura 50 .

3 COTE PARCIAL É um tipo de corte aplicado só em parte(s) da vista.3. Figura 51 .49.1. como mostra a fig. Figura 52 . ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 55 .meio corte PROF. Isto é.4 MEIO-CORTE Um tipo de corte onde metade da vista é cortada e outra metade é desenhada em vista externa (fig.Corte parcial (Eixo) 10.3.10. o plano de corte penetra só parcialmente no objeto.50).1.

Repare que a parte superior é desenhada normalmente e o corte é aplicado apenas na parte de baixo. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 56 .3.Projeção Meio corte 10.1. Seu uso adequado pode significar mais clareza e economia. em vista externa ou corte. O detalhe é então desenhado separadamente em escala maior.5 DETALHE AMPLIADO Em casos onde a escala usada no desenho não permitir representar ou cotar com clareza um elemento menor da vista. acompanhado da mesma identificação (a nova escala deve ser inscrita em seguida e entre parênteses). pode-se ampliar esse detalhe envolvendo-o com um círculo de linha fina (estreita) e identificando-o com uma letra maiúscula. PROF. Pode ser aplicado uma ou mais vezes no mesmo desenho. Figura 53 .

DETALHE AMPLIADO PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 57 .Figura 54.

com objetivo de mostrar detalhes não alinhados do objeto. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 58 . Figura 55.10.3.6 CORTES COM DESVIOS É um corte com dois ou mais planos de corte paralelos ligados entre si por planos de desvios.1.CORTE COM DESVIO PROF.

10.1.3. algum detalhe interno do objeto. com o objetivo de representar. inclinado em relação às faces principais do mesmo (fig.Desenho final da peça em VNS PROF.CORTE AUXILIAR Figura 57 . em verdadeira grandeza. Figura 56 .56). ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 59 .7 CORTE AUXILIAR Corte Auxiliar é um corte aplicado num plano auxiliar de projeção.

Corte e Seção PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 60 . Na seção aparece tão somente a superfície hachurada. situada além desse plano (não hachurada).2 DIFERENÇA ENTRE CORTE E SEÇÃO No corte aparecem a superfície hachurada (intersecção do plano secante com o objeto) e a superfície em branco referente à parte do objeto que eventualmente possa ser vista. Figura 58.10.

10.1 Tipos de seção Há quatro tipos de seção.Seção rebatida em qualquer parte do desenho PROF.Seção rebatida entre a vista Figura 61 .3.3 SEÇÕES 10.Seção rebatida ao lado da vista Figura 62 . Classificada conforme onde é feito seu rebatimento: Figura 59 .Seção rebatida sobre a vista Figura 60 . ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 61 .

se for à única vista secional. Figura 63 Aplicação recomendável Figura 64 PROF.2 INDICAÇÃO DO PLANO DE CORTE E IDENTIFICAÇÃO DA SEÇÃO Nos três primeiros casos anteriores não são necessárias (no 3º caso apenas uma linha estreita traço-ponto ligando a seção à vista da qual foi retirada). ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 62 . Parcial.10. Completo.3. isso é necessário. Já no ultimo caso. se houver outro(s) corte(s) e/ou seções. Aplicações não recomendáveis. Ainda no ultimo caso as setas no plano de corte serão necessárias se a seção não for simétrica.

Figura 65 PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 63 .

2. Não se esquecer de indicá-los e identificá-los corretamente (por exemplo.1 CORTE X SEÇÃO Algumas vezes o CORTE e a SEÇÃO.). A-A . B-B. PROF. porque além daquelas linhas darem trabalho. CC. detalhes passantes radiais num eixo). Na maioria das vezes. podem atrapalhar a representação e dificultar a cotagem. eles resultam em vistas diferentes. Então. num determinado plano de corte. Conclusão Devemos usar o melhor em cada situação: podemos usar CORTES e/ou SEÇÕES quais e quantos forem necessários à CLAREZA do desenho. Corte: Usar CORTE quando os detalhes posteriores ao plano de corte são oportunos e necessários (representação e cotagem dos mesmos) ou ainda quando a seção resulte numa vista prejudicada (por exemplo. por economia. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 64 . Nesse caso.3. quando no corte vão aparecer outras linhas referentes a detalhes posteriores ao plano secante e que já foram suficientemente esclarecidos em outra(s) vista(s) e que no momento não interessa. o que usar? Seção: Usar SEÇÃO. porém. o uso de um ou de outro é indiferente. são idênticos. Ainda podemos usar SEÇÃO no lugar de corte por clareza. etc.10.

11. Sua representação nem sempre fica clara. de maneira direta ou por elementos intermediários. gaxetas e selos mecânicos. teflon. 11.11. Os elementos de máquinas podem ser classificados em grupos conforme sua função. por isso estaremos tratando desse assunto aqui como: juntas. ELEMENTOS DE MÁQUINAS São os componentes que constitui as partes de uma máquina. Figura 66 .1 JUNTAS As juntas são vedações aplicadas nas junções fixas. transmissão e apoio.1 ELEMENTOS DE VEDAÇÃO Um sistema de vedação é constituído por elementos mecânicos que impedem o escape de fluido de um ambiente fechado e evitam que esse ambiente seja contaminado por agentes externos e haja vazamentos. Dentre os vários elementos de máquinas existentes. iremos estudar as representações para o DTA dos elementos de vedação. retentores.TIPOS DE JUNTAS PROF. amianto. anéis de borracha. papelão e metálica. fixação.1. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 65 . e podem ser de borracha.

1. é composto essencialmente por uma membrana elastomérica em forma de lábio. Figura 68 . Figura 67 .Representação de juntas 11.Exemplo de montagem do retentor entre eixo e mancal PROF.REPRESENTAÇÃO DE JUNTAS EM DTA. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 66 . por uma parte estrutural metálica que permite sua fixação na posição correta de trabalho e por uma mola de tração. também conhecido pelo nome de retentor.2 RETENTORES O vedador de lábio.Retentores Figura 69 .

Componentes do retentor Tipos de perfis de retentores PROF.REREPRESENTAÇÃO EM DTA. Figura 70 ELEMENTOS DE UM RETENTOR Figura 71 . ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 67 .

Representação em DTA. A deformação do anel cria uma ação de vedação.Exemplo de montagem PROF. O funcionamento dessas guarnições se baseia na deformação que elas sofrem após a montagem em uma sede com dimensão inferior à da guarnição.3 ANÉIS DE BORRACHA (O’RING) Esses anéis são guarnições confeccionadas em borracha sintética e podem ser empregados para a vedação de fluidos entre superfícies fixas (estático) ou móveis (dinâmicos).1. Figura 72 Figura 73 . ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 68 . mesmo se o fluido não estiver sobre pressão.11.

alumínio. borracha. A Figura 74 . o fluxo de fluido não deve ser totalmente pois uma é vedado.Gaxeta grafitada PROF. graxa. latão e cobre. Os materiais usados na fabricação de gaxetas são: algodão.4 GAXETAS Gaxetas são elementos mecânicos utilizados para vedar a passagem de um fluxo de fluido de um local para outro. grafite. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 69 . etc.1. Figura 75 . Esses materiais são aglutinados a outros. Em algumas situações. asbesto (amianto). de forma total ou parcial. O restringimento é aplicado. nylon. quando se trabalha com bomba centrífuga de alta velocidade. como na fig74. tais como: óleo. necessária passagem mínima de fluido com a finalidade de auxiliar a lubrificação entre o eixo rotativo e a própria gaxeta. teflon. mica. juta. sebo.11. silicone.Exemplo de montagem este tipo de trabalho dá-se o nome de restringimento. por exemplo.

Desenhos e Representação em DTA Figura 76 PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 70 .

Desenho Representativo em DTA Figura 80 Figura 80 PROF. Figura 80 . velocidade e presenças de sólidos em suspensão.forma de montagem Figura 80 .1. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 71 . possuem muitas vantagens em relação às gaxetas. Os selos mecânicos podem ser aplicados pois na maioria dos casos. Além disso.5 SELOS MECÂNICOS Em uma bomba centrífuga assim como nos outros equipamentos o selo mecânico tem a função de promover a selagem.11. são indicados para casos onde os não retentores podem ser convencionais aplicados. temperatura. especialmente em casos de alta pressão. com o propósito de evitar que o fluido seja emitido para o meio externo (atmosfera).

11.1 TIPOS DE CABEÇAS E FENDAS DE PARAFUSOS O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma cabeça que pode ser hexagonal.1.2 ELEMENTOS DE FIXAÇÃO São elementos destinados à união de peças. da cabeça. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 72 . quadrada ou redonda. Podemos observar essas caracteristicas na figura 82 na próxima página. 11. geralmente formando conjuntos com porcas e arruelas. sextavada. ele é empregado para unir e manter juntas as peças de máquinas. da haste e do tipo de acionamento. bastando apertar e desapertar os parafusos que as mantêm unidas. pode ser montadas e desmontadas facilmente. Os parafusos se diferenciam pela forma da rosca.2. Em mecânica. Sendo que o tipo de acionamento está relacionado com o tipo de cabeça do parafuso. chapas e outros elementos de máquinas.2. Os parafusos possuem basicamente 3 partes: Figura 81 – partes de um parafuso PROF.1 PARAFUSOS 11.

2 CORPO DE PARAFUSO O corpo de um parafuso pode ser cilíndrico ou cônico. totalmente roscado ou parcialmente roscado. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 73 .tipos de cabeças e fendas de acionamento 11. PROF.1.2. com ou sem cabeça.Figura 82 .

porca O é desempenhado pelo furo roscado.4 PASSANTES Tipos de montagem Esses parafusos atravessam de lado a lado as peças a serem unidas. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 74 . feito numa das peças a ser unida.2. passando livremente nos furos.1.2. NÃO-PASSANTES São parafusos que não papel utilizam de porcas.3 EXTREMIDADE (PONTA) Existem diversos tipos de extremidades em parafusos.11. PROF. além das porcas. esses parafusos. utilizam arruelas e contraporcas como acessórios. boleada e triangular. Os parafusos passantes apresentam-se com cabeça ou sem cabeça. Dependendo do serviço.1. A figura ao lado mostra algumas das representações: chanfrada. 11.

ao redor de uma superfície cilíndrica ou cônica. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 75 .5 ROSCAS Rosca é uma saliência de perfil constante. Essa saliência é denominada filete. helicoidal. conseguindo dessa forma uma montagem.1. que se desenvolve de forma uniforme.Para se obter um furo roscado deve-se furar a peça um uma broca pouco menor que o diametro do parafuso e utilizar uma ferramenta de rosqueamento chamado “macho”. externa ou internamente.processo de rosqueamento e montagem mecânica 11. PROF.2. Figura 83.

Externas (corpo de parafusos).2. Permitem a união e desmontagem de peças. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 76 .1.Podem ser:   Internas (interior de porcas). 11. Permitem movimento de peças.6 TIPOS DE ROSCAS De acordo com o filete e suas aplicações: PROF.

Esquerda – Sentido anti-horário Direita – Sentido horário 11. gira em sentido contrário ao dos ponteiros do relógio (sentido de aperto à esquerda). gira no sentido dos ponteiros do relógio (sentido de aperto à direita). ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 77 . PROF. as roscas têm os mesmos elementos. À direita: Quando.1.1.8 NOMENCLATURA DA ROSCA Independentemente da sua aplicação. variando apenas os formatos e dimensões.2.11.2. ao avançar.7 SENTIDO DE ROTAÇÃO DAS ROSCAS À esquerda: Quando. ao avançar.

como saber identificar o tipo de rosca do parafuso e calcular suas dimensões. a medida do ângulo dos filetes (pente de roscas). No sistema whitworth. as medidas são dadas em polegadas. Para isso é preciso pôr em prática alguns conhecimentos. é necessário que a própria empresa faça os parafusos. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 78 . Nesse sistema.2. Para obter essa medida podemos usar pente de rosca. as medidas das roscas são determinadas em milímetros. o sistema inglês ou whitworth e o sistema americano (UNS). também. ângulo de 60º. não se encontra o tipo de parafuso desejado no comércio. crista e raiz arredondadas. escala ou paquímetro. As roscas de perfil triangular são fabricadas segundo três sistemas normalizados: o sistema métrico ou internacional (ISO). Os filetes têm forma triangular. o filete tem a forma triangular.9 PROCEDIMENTO PARA MEDIÇÃO DE ROSCAS Nem sempre os parafusos usados nas máquinas são padronizados (normalizados) e. No sistema métrico. O passo é determinado dividindo-se uma PROF. O primeiro procedimento para verificar os tipos de roscas consiste na medição do passo da rosca. ângulo de 55º.1. Nesse caso. muitas vezes. Esses instrumentos são chamados verificadores de roscas e fornecem a medida do passo em milímetro ou em filetes por polegada e.11. crista plana e raiz arredondada.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 79 .padrão britânico para roscas finas). as roscas são fabricadas em dois padrões: normal e fina.padrão britânico para roscas normais). ângulo de 60º. No sistema americano. as medidas são expressas em polegadas. a rosca fina é caracterizada pela sigla BSF (British standard fine . O filete tem a forma triangular.2. a rosca normal é caracterizada pela sigla BSW (British standard whitworth . a rosca normal é caracterizada pela sigla NC (national coarse) e a rosca fina pela sigla NF (national fine).polegada pelo número de filetes contidos em uma polegada. 11. No sistema americano. Nesse mesmo sistema. No sistema whitworth. crista plana e raiz arredondada.1. Nos três sistemas. A rosca normal tem menor número de filetes por polegada que a rosca fina.10 TIPOS DE ROSCA E REPRESENTAÇÃO Representação Simplificada das Partes Roscadas Este método independe do tipo de rosca PROF.

PROF.2.11. este parafuso é representado da seguinte forma: 11.1.1.12 PARAFUSO ALLEN É utilizado em uniões que exigem um bom aperto. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 80 . Em desenho técnico. A chave usada é a chave de boca ou estria. em locais onde o manuseio de ferramentas é difícil devido à falta de espaço.2.11 PARAFUSO CABEÇA SEXTAVADA Esse tipo de parafuso é utilizado em uniões em que se necessita de um forte aperto.

polias). Em desenho técnico. este parafuso é representado da seguinte forma: PROF.2.Em desenho técnico. este parafuso é representado da seguinte forma: 11.1. (acoplamentos.13 PARAFUSO ALLEM SEM CABEÇA É utilizado para travar elementos de máquinas. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 81 .

11.2.1.14

PARAFUSOS DE PRESSÃO

Esses parafusos são fixados por meio de pressão. A pressão é exercida pelas pontas dos parafusos contra a peça a ser fixada. Os parafusos de pressão podem apresentar cabeça ou não.

11.2.1.15

PARAFUSO PRISIONEIRO

São parafusos sem cabeça com rosca em ambas as extremidades. O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita montar e desmontar a porca sem o parafuso a intervalos frequentes. Em tais situações, o uso de outros tipos de parafusos acaba danificando a rosca. Essas roscas podem ter sentido oposto.

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Em desenho técnico, o prisioneiro é representado da seguinte forma:

Para usar o parafuso prisioneiro, introduz-se uma das pontas no furo roscado da peça e, com auxílio de uma ferramenta especial, aperta-se essa peça. Em seguida aperta-se a segunda peça com uma porca e arruelas presas à extremidade livre do prisioneiro. Este permanece no lugar quando as peças são desmontadas.

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11.2.1.16 FENDA

PARAFUSO CABEÇA ESCAREADA CHATA COM

É muito empregado em montagens que não sofrem grandes esforços e onde a cabeça do parafuso não pode exceder a superfície da peça.

Em desenho técnico, este parafuso é representado da seguinte forma:

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11. Em desenho técnico.17 PARAFUSO DE CABEÇA ESCAREADA BOLEADA COM FENDA É utilizado na união de elementos cujas espessuras sejam finas e quando é necessário que a cabeça do parafuso fique embutida no elemento.1. Permitem um bom acabamento na superfície.2. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 85 . este parafuso é representado da seguinte forma: PROF.

possibilitando melhor acabamento na superfície das montagens.18 PARAFUSO DE CABEÇA REDONDA COM FENDA É também muito empregado em montagens que não sofrem grandes esforços.1.11. Em desenho técnico. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 86 . este parafuso é representado da seguinte forma: PROF.2.

19 COM FENDA PARAFUSO CABEÇA CILÍNDRICA BOLEADA É utilizado na fixação de elementos nos quais existe a possibilidade de se fazer um encaixe profundo para a cabeça do parafuso. e a necessidade de um bom acabamento na superfície dos componentes.11.2. este parafuso é representado da seguinte forma: PROF.1. Em desenho técnico. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 87 .

1.11.20 MADEIRA PARAFUSOS COM ROSCA SOBERBA PARA São vários os tipos de parafusos para madeira.2. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 88 . PROF.

com um furo roscado no qual se encaixa a um parafuso. REPRESENTAÇÃO EM DTA.1 TIPOS DE PORCA.11. Figura 84 .2. 11.2.2 PORCAS É uma peça de forma prismática ou cilíndrica geralmente metálica.2. a porca é um acessório amplamente utilizado na união de peças.TIPOS DE PORCA PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 89 . ou uma barra roscada. Em conjunto com um parafuso.

que se alinham com um furo no parafuso. de modo que uma cupilha possa ser passada para travar a porca. coincidentes dois a dois.2 PORCA SEXTAVADA COM RANHURAS PARA CUPILHAS Porca sextavada com seis entalhes radiais. Ilustração Desenho Técnico Veja como fica esse tipo de porca com o emprego da cupilha.2.11. PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 90 .2.

4 PORCA CEGA Nesse tipo de porca.2.2. ocultando a ponta do parafuso. A porca cega pode ser feita de aço ou latão. Ilustração Desenho Técnico PROF.3 PORCAS DE APERTO MANUAL A porca borboleta tem saliências parecidas com asas para proporcionar o aperto manual. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 91 . Ilustração Desenho Técnico Aplicações da porca borboleta e da porca recartilhada. 11.2.2.11. é geralmente cromada e possibilita um acabamento de boa aparência. Geralmente fabricada em aço ou latão. uma das extremidades do furo rosqueado é encoberta. esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a desmontagem das peças são necessárias e frequentes.

5 PORCA SEXTAVADA TRAVANTE A porca sextavada travante Parlock é um fixador utilizado em montagens onde se exige segurança e confiabilidade. etc. em uniões roscadas sujeitas à interferência com vibrações. e as porcas KML com uma presilha.2.6 PORCAS PARA AJUSTE AXIAL As porcas de fixação KM e KML possuem quatro ou oito rasgos igualmente espaçados ao redor do diâmetro externo para receber chaves de gancho ou de impacto. 11. oscilações. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 92 .2.2. envelhecimento natural.2. Porca KM PROF. As porcas KM são presas com uma arruela de segurança do tipo MB. ou seja.11.

Ferramentas e aplicações Chaves Aplicação PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 93 .

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 94 .3 ARRUELAS São peças cilíndricas.2 ARRUELA DE PRESSÃO É utilizada na montagem de conjuntos mecânicos. com um furo no centro. a função de melhorar os aspectos do conjunto. como elemento de trava. a arruela lisa tem. de pouca espessura. também. A arruela de pressão funciona.11. Ilustração Desenho Técnico 11.2. submetidos a grandes esforços e grandes vibrações. 11. evitando o afrouxamento do parafuso e da porca. É ainda.2. também.3.2.1 ARRUELA LISA Além de distribuir igualmente o aperto. Ilustração Desenho Técnico PROF. pelo qual passa o corpo do parafuso. A arruela lisa por não ter trava é aplicada em órgãos de máquinas que sofrem pequenas vibrações.3. muito empregada em equipamentos que sofrem variação de temperatura.

etc.3.2.2. Apenas suportam esforços um pouco maiores. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 95 .3. Os dentes inclinados das arruelas formam uma mola quando são pressionadas e se encravam na cabeça do parafuso. É usada nos mesmos tipos de trabalho que a arruela dentada.3 ARRUELA DENTADA Muito empregada em equipamentos sujeitos a grandes vibrações..4 ARRUELA SERRILHADA Este tipo de arruela tem basicamente as mesmas funções da arruela dentada. O travamento se dá entre o conjunto parafuso / porca.11. mas com pequenos esforços. Ilustração Desenho Técnico 11. como eletrodomésticos. equipamentos de refrigeração. Ilustração Desenho Técnico PROF. painéis automotivos.

6 ARRUELA DE TRAVAMENTO COM ORELHA Utiliza-se esta arruela dobrando-se a orelha sobre um canto vivo da peça.5 ARRUELA ONDULADA A arruela ondulada não tem cantos vivos.3. dobra-se uma aba da orelha envolvendo um dos lados chanfrados do conjunto porca/parafuso. É indicada. Em seguida. Ilustração Desenho Técnico PROF.2. para superfícies pintadas.2.11. É adequada para equipamentos que possuem acabamento externo constituído de chapas finas Ilustração Desenho Técnico 11.3. evitando danificação do acabamento. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 96 . especialmente.

2. Ilustração Desenho Técnico 11.8 OUTROS TIPOS DE ARRUELAS Arruelas com aplicações específicas.2.3.3. Devido ao seu formato de fabricação. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 97 . este tipo de arruela compensa os ângulos e deixa perfeitamente paralelas as superfícies a serem parafusadas.7 ARRUELA PARA PERFILADOS É uma arruela muito utilizada em montagens que envolvem cantoneiras ou perfis em ângulo.11. PROF.

Unem rigidamente peças ou chapas. principalmente.11. PROF. caldeiras.9 REBITES Os rebites são peças fabricadas em aço.2. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 98 . navios. em estruturas metálicas.3. aviões. cobre ou latão. máquinas. alumínio. de reservatórios. veículos de transporte e treliças.

tendo como principais funções:   Evitar deslocamento axial de peças ou componentes. Posicionar ou limitar o curso de uma peça ou conjunto deslizante sobre o eixo. de trava ou de segurança. PROF. Principais áreas de utilização. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 99 .11. Esse elemento é conhecido também como anel de retenção.10 ANEL ELASTICO É um elemento usado em eixos ou furos.3.2.

Para eixos com diâmetro entre 4 mm e 1000 mm.11 ANEL ELÁSTICO “E” Aplicação: Trabalha externamente.11.12 ANEL ELÁSTICO “I” Aplicação: Trabalha internamente.3.3. Para furos com diâmetro entre 9.2.5 mm e 100 mm.2. 11. PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 100 .

11.3.2.11.13 ANEL ELÁSTICO RS Aplicação: Trabalha externamente. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 101 .3. Para eixos com diâmetro entre 8 mm e 24 mm. Para eixos com diâmetro entre 4 mm e 390 mm.2. PROF. Norma DIN 6799.14 ANEL ELÁSTICO RS Aplicação: Para rolamentos.

4 PINOS É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica. Os pinos se diferenciam por suas características de utilização. Os pinos são usados em junções resistentes a vibrações. oca ou maciça que serve para alinhamento. forma.2. segundo sua função. material e tratamento térmico. Há vários tipos de pino. fixação e transmissão de potência.11. acabamento superficial. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 102 . PROF. tolerâncias dimensionais.

revenido e retificado.4.2. A precisão destes pinos é j6. liso com furo para cupilha. polias.4. etc.2 PINO CILÍNDRICO PARALELO Pode ser liso. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 103 .3 PINO DE SEGURANÇA É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de cisalhamento. com cabeça provida de ressalto para evitar o giro. com cabeça e furo para cupilha. em caso de sobrecarga esse pino se rompe para que não quebre um componente de maior importância. m6 ou h8. 11. geralmente associado a parafusos e prisioneiros.1 PINO CILÍNDRICO PARALELO É feito de aço-prata ou similar e é temperado. Pode resistir a grandes esforços transversais e é usado em diversas montagens. Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como eixo para articulações ou para suportar rodas.2. PROF. 11. isto é.4.2. cabos.11. com ponta roscada e cabeça.

PROF. para que se use a broca com essa medida antes de calibrar com alargador. 11. Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor. Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos cegos. Aplicação: O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas.2.5 PINO CÔNICO Feito geralmente de aço-prata. é temperado ou não e retificado.11. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 104 .2.4. pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o alinhamento dos componentes. além do que é possível compensar eventual desgaste ou alargamento do furo.4.4 PINO DE UNIÃO Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas metálicas e móveis.

4.11. Sua fixação é feita diretamente no furo aberto por broca. A forma e o comprimento dos entalhes determinam os tipos de cavilha.6 PINO ESTRIADO OU CAVILHA É uma peça cilíndrica. pino de ajuste e pino de segurança. 11. a fenda permanece aberta e elástica gerando o aperto. Este elemento tem grande emprego como pino de fixação. fabricada em aço.2. PROF.2. cuja superfície externa recebe três entalhes que formam ressaltos.7 PINO TUBULAR FENDIDO Também conhecido como pino elástico. Seu uso dispensa o furo alargado. é fabricado de fita de aço para mola enrolada. Quando introduzido. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 105 . dispensando-se o acabamento e a precisão do furo alargado.4.

dobrado de modo a formar um corpo cilíndrico e uma cabeça. 11.2.11.4. Ilustração Desenho Técnico Sua função principal é a de travar outros elementos de máquinas como porcas. Isto proporciona uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum. com fenda ondulada cujos cantos estão opostos entre si.8 PINO ELÁSTICO CONNEX Há um pino elástico especial chamado Connex.2.9 CUPILHA OU CONTRAPINO Cupilha é um arame de secção semicircular. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 106 . Aplicações PROF.4.

1 EIXO E ARVORES Eixo é um elemento fixo ou não que suporta rodas dentadas. com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles. cônicos. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 107 .3 ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO 11.1 TIPOS DE EIXOS Quanto ao tipo..1. cujas características estão descritas a seguir.3. maciços.11. Define-se árvore como elemento que gira transmitindo potência e é submetido principalmente a esforços de torção e flexão. etc. A extremidade do eixo é chanfrada para evitar rebarbas. estriados. polias. ranhurados. vazados. os eixos podem ser roscados. PROF. EIXOS MACIÇOS A maioria dos eixos maciços tem secção transversal circular maciça.3. As arestas são arredondadas para aliviar a concentração de esforços. estando sujeito principalmente a esforços de flexão. flexíveis. 11.

Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa. Temos ainda os eixos vazados empregados nos motores de avião. por serem mais leves. A parte que se ajusta tem um formato cônico e é firmemente presa por uma porca. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 108 . EIXOS CÔNICOS Os eixos cônicos devem ser ajustados a um componente que possua um furo de encaixe cônico.EIXOS VAZADOS Normalmente. as máquinas-ferramenta possuem o eixo árvore vazado para facilitar a fixação de peças mais longas para a usinagem. PROF.

Os eixos ranhurados são utilizados para transmitir grande força. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 109 . Essas ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes de peças que serão montadas no eixo. EIXOS ÁRVORE RANHURADOS Esse tipo de eixo apresenta uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunferência. PROF.EIXOS ROSCADOS Esse tipo de eixo é composto de rebaixos e furos roscados. o que permite sua utilização como elemento de transmissão e também como eixo prolongador é utilizado na fixação de rebolos para retificação interna e de ferramentas para usinagem de furos.

EIXOS ÁRVORE ESTRIADOS Assim como os eixos cônicos, como chavetas, caracterizam-se por garantir uma boa concentricidade com boa fixação, os eixos-árvore estriados também são utilizados para evitar rotação relativa em barras de direção de automóveis, alavancas de máquinas etc.

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11.3.1.2

TIPOS E CARACTERÍSTICAS DE ÁRVORES

Conforme sua função, uma árvore pode ser de engrenagens (em que são montados mancais e rolamentos) ou de manivelas, que transforma movimentos circulares em movimentos retilíneos.

Figura 86 - ÁRVORE DE ENGRENAGENS

Figura 86 - Árvore de Manivela

Um caso particular de árvore é a de manivelas que transforma movimentos circulares em movimentos retilíneos, conhecida também como virabrequim.

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11.3.2 CHAVETA

Chaveta é um corpo prismático em geral, retangular ou semicircular, que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos, tais como acoplamentos, engrenagens e polias. A chaveta tem por finalidade ligar dois elementos mecânicos. Aplicações:

Figura 87 Eixos com chaveta

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a inclinação da Figura 89 .montagem de chaveta com cabeça PROF. Figura 88 .1 CHAVETAS CLASSIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DAS CHAVETA DE CUNHA (ABNT – PB – 121) Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar.Chaveta de cabeça chaveta provocará na montagem uma determinada excentricidade. devendo haver uma pequena folga nas laterais. O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos. o que permite um ajuste firme entre as partes.11. Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento movido. não sendo. portanto aconselhado o seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 114 . Sua inclinação é de 1:100.2. Pode ser com cabeça ou sem cabeça.3. para facilitar sua montagem e desmontagem.

CHAVETA PLANA (DIN 142 E 491) É similar à chaveta encaixada. É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais simples de chaveta de cunha. sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Para facilitar seu emprego. Seu emprego é reduzido. pois serve somente para a transmissão de pequenas forças. a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15. um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100 com ou sem cabeça. tendo. 490 E 6883). no lugar de um rasgo na árvore. CHAVETA PARALELA (DIN 269) PROF. o rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta. CHAVETA TRANSVERSAL Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não só rotativos como também retilíneos alternativos. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 115 . Se a união necessita de montagens e desmontagens frequentes. Quando é empregada em uniões permanentes. porém.CHAVETA ENCAIXADA (DIN 141.

porém recebe esse nome porque sua forma corresponde a um segmento circular. É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e se adaptar à conicidade do fundo do rasgo do elemento externo. A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de fixação à árvore. havendo uma pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e o fundo do A rasgo do elemento do conduzido. sem qualquer conicidade.É normalmente embutida e suas faces são paralelas. PROF. Alguns tipos têm rosca em seu corpo para facilitar a desmontagem. CHAVETA DE DISCO OU MEIA LUA . O rasgo para o seu alojamento tem o seu comprimento.TIPO WOODRUFF (DIN 496 E 6888) É uma variante da chaveta paralela. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 116 . transmissão movimento e das forças é feita pelo ajuste de suas faces laterais com as do rasgo da chaveta. As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de ajuste é nas laterais.

os acoplamentos são empregados para transmitir movimento de rotação de uma árvore motriz para uma árvore movida.Acoplamento Luva de compressão PROF. ou seja.3 ACOPLAMENTOS Acoplamento é um conjunto mecânico. constituído de elementos de máquina.Acoplamento Rígido Figura 91 .11. Figura 90 =. empregado na transmissão de movimento de rotação entre duas árvores ou eixo-árvores. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 117 .3.

Figura 93 .Acoplamento Flexível Figura 92 .Acoplamento Elástico de Garras Figura 94 . ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 118 .Acoplamento Elástico fita de aço PROF.

.cremalheira e pinhão PROF. Quanto à forma externa (sólido básico) as engrenagens podem ser: Cilíndricas. Figura 95 . Conforme o acabamento as engrenagens podem apresentar altos rendimentos nas transmissões.3.11.Helicoidal com fuso .4 ENGRENAGENS Engrenagens são elementos de máquinas cuja finalidade é a transmissão de potência entre os eixos que podem ser paralelos concorrentes ou reversos. como no caso dos câmbios de veículos e caixas de velocidades das máquinas operatrizes. cônicas ou hiperboloidais. além de suportar grandes esforços. são particularmente práticas quando se desejam variações de velocidades. Há também duas formas de dentes que são: Dentes retos ou de dentes helicoidais. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 119 .Engrenagens Cônicas .Cilíndricas Figura 96 .

1 Tipos de engrenagens Figura 97 .11.3. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 120 .4.Tipos de engrenagens PROF.

Figura 98 . ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 121 .Tipos de engrenagens PROF.

2 Nomenclatura Num par de engrenagens engrenadas temos uma motora e outra movida.3. Define-se como relação de transmissão i: PROF.11. A de menor dimensão é chamada pinhão e a outra coroa.4. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 122 .

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 123 .Figura 99 .Motoredutor SEW PROF.

PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 124 .

Figura 100 Engrenagem e pinhão de dentes retos PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 125 .

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 126 .PROF.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 127 .PROF.

PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 128 .

ISO/R 1341. PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 129 .A TABELA ABAIXO DEVE CONSTAR NO DESENHO DE FABRICAÇÃO ISO/R 1340-1971 Obs: Para engrenagens cônicas V.

4.3 engrenagem Método de medição dos dentes de uma Método rápido e eficaz que simplifica a medição dos dentes de uma engrenagem com independência absoluta do diâmetro exterior. Fórmula baseada sobre o método da formação da evolvente.3. PROF.11. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 130 .

4 Exemplo de desenho de engrenagem PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 131 .11.3.4.

11.4.5 Exemplo de cálculo de engrenagem PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 132 .3.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 133 .PROF.

relação de transmissão ~ 1. relação de transmissão ~ 2.: fofo ABNT FC-15. módulo=3. Alívio com alma vazada. 3) Determinar e desenhar o pinhão do par engrenado (ECR) que tem módulo=4.: fofo DIN GGG-45. PROF.5.: fofo DIN GG – 18.347 e deve ter uma distância entre centros das rodas de 150±5. A largura dentada da coroa é 38. Calcular e desenhar a coroa. a 310 rpm: tem eixo ø22. 4) Numa transmissão por engrenagens (ECR). A relação de transmissão é ~ 3. furos redondos. módulo=2. Mat. Calcular e desenhar a coroa. O pinhão tem furo para eixo=23. Mat.5.417. A largura dentada da coroa é 34. Deverá ter um alívio de peso com alma vazada. furos redondos.3.6 Exercícios 1) Determinar e desenhar o pinhão do par engrenado que tem módulo = 3. Mat. espessura da alma=6.877 e deve ter uma distância entre centros das rodas de 200 ± 6.11. largura 30 (no dentado) e gira a 850 rpm. o pinhão tem 19 dentes. furos redondos. sabendo-se que esta deve girar aprox. 2) Numa transmissão por engrenagens (ECR). Deverá ter um alívio de peso com alma vazada. furos redondos. sabendo-se que esta tem eixo ø 28. largura do cubo = 48 e alma = 7. largura do cubo=53. espessura da alma=8. Fazer alívio com alma vazada. O pinhão tem furo para eixo = 22. largura do cubo=34. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 134 . largura do cubo=40 e alma=7.4. largura 45 (no dentado). o pinhão tem 27 dentes.

pois não exige caixa fechada como no caso dos redutores.11. PROF. os fabricantes de correias trapezoidais apresentam grande gama de dimensões que são encontradas com facilidade no comércio especializado.3. da ordem de 95 a 98%. Dentada e Lisa. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 135 .Polia V. Basicamente podem ser lisas para correias planas e com ranhuras para correias trapezoidais (correia V). O uso da correia trapezoidal é bem mais comum o que se deve ao seu melhor desempenho mecânico. A relação de transmissão pode variar de 1 a 8. o que facilita a execução do projeto. Além disso. Figura 101 .5 POLIA E CORREIAS São usadas como elementos de transmissão de potência e tem como grande vantagem o custo relativamente baixo de construção. A transmissão por correia oferece vantagens tais como: • construção relativamente simples • funcionamento silencioso • boa capacidade de absorção de choques Em contraposição temos como desvantagens: • maiores dimensões com relação às engrenagens • grandes distâncias entre eixos • menor vida útil A transmissão admite um alto rendimento.

a superfície de contato da polia plana pode ser plana ou abaulada. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 136 .TRANSMISSÃO POR CORREIA PLANA Segundo norma DIN 111. PROF.

TRANSMISSÃO POR CORREIA DENTADA A correia dentada em união com a roda dentada correspondente permite uma transmissão de força sem deslizamento. geralmente. O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 137 . Exemplo de aplicação. As correias têm em seu interior vários cordonéis helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e impedem o alongamento. PROF. A força se transmite através dos flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm². são feitos com módulos 6 ou 10.

o que anularia o efeito de cunha. É feita de borracha revestida por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para absorver as forças. A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no fundo do canal. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 138 . As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas com ângulos diferentes conforme o tamanho. PROF.TRANSMISSÃO POR CORREIA EM V A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção transversal em forma de trapézio.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 139 . PROF.O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas corretas para que haja um alojamento adequado da correia no canal.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 140 .. PROF.

Exercício resolvido

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Exercícios 1)Numa transmissão com 10 CV e com 3 correias “V”, perfil “B”, a polia motora (1) gira a 870 rpm e seu diâmetro externo é de 145 mm. Determinar e desenhar a polia movida (2) sabendo-se que esta gira a 580 e que a largura do seu cubo é de 73mm. 2) Numa transmissão de 10 c.v. por correias “V”, perfil “B”, 3 correias, a polia motora (1) gira a 870 rpm e tem diâmetro externo=140. Determinar e calcular a polia movida (2) sabendo-se que esta deverá girar a 420 RPM e tem largura do cubo=82. A roda deverá ter um alívio de peso com alma vazada, furos redondos ou oblongos. 3) Numa transmissão de 2 cv por correias “V”, perfil “A”, 2 canais, a polia motora (1) gira a 1160 rpm. Determinar e desenhar a polia movida (2) sabendose que esta deverá girar a 440 RPM e tem largura do cubo = 34. Prever um alívio de peso com alma vazada, furos redondos ou oblongos. 4) Numa Transmissão de 12,5 cv por correias “V”, perfil C, 2 canais, a polia motora (1) gira a 370 rpm e tem De1=270. Determinar e desenhar a polia movida (2) sabendo-se que a relação de transmissão i=1,5917, largura do cubo=82 (com 2 rasgos de chaveta a 180°). Prever um alívio de peso com alma vazada, furos redondos ou oblongos.

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3.6 CARDANS No século XVI. A função básica do eixo cardan é transmitir a energia gerada pelo motor para o eixo diferencial. PROF. alguns estudiosos se perguntavam como fazer para levar a força gerada pelo motor para as rodas traseiras. o eixo diferencial irá transferir esta energia recebida do eixo cardan para as rodas.11. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 144 . dando origem ao nome conhecido hoje como eixo cardan. e. um italiano chamado Geronimo Cardano inventou o eixo cardan. É usado para transmissão de momentos de torção em casos de árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o movimento. por sua vez. Depois de alguns experimentos engenhosos.

Enquanto as polias e correias transmitem movimento pelo atrito.7 CORRENTES Assim como as polias e correias. assim. elas conseguem porém com transmitir velocidades CORRENTES DE ROLO Estas correntes são fabricadas em aço temperado e são constituídas de pinos. maiores reduzidas. buchas remanchadas na tala interna e rolos que ficam sobre as buchas. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 145 . as correntes também transmitem força e movimento entre eixos distantes. forças. PROF. em movimentação e sustentação de contrapeso e em casos em que é necessária a aplicação de grandes esforços com baixa velocidade. as correntes transmitem movimento por forma.3. talas (ou placas) externas e internas. São aplicadas em transmissões.11.

CORRENTES DE BUCHA Essa corrente não tem rolo. a corrente de bucha se desgasta mais rapidamente e provoca mais ruído. Utilizadas para o transporte de carga. são próprias para velocidade baixa e grande capacidade de carga. PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 146 . Entretanto. os pinos e as buchas são feitos com diâmetros maiores.CORRENTE COMUM Conhecida também por cadeia de elos e possuem os elos formados de vergalhões redondos soldados. o que confere mais resistência a esse tipo de corrente do que à corrente de rolo. Por isso.

Isto quer dizer que. essas buchas são cilíndricas na parte interior e cônicas na parte externa. deve haver lubrificação. São classificadas em radiais (para esforços transversais). sendo que o furo possibilita a entrada de lubrificantes. Sendo constituída de material com baixo coeficiente de atrito (ligas metálicas como bronze ou materiais plásticos). causam menos desgaste. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 147 . Buchas Radiais Essas buchas podem ter várias formas. São usadas em peças para cargas pequenas e em lugares onde a manutenção seja fácil.4 ELEMENTOS DE APOIO 11.1 BUCHAS As buchas são elementos de máquinas de forma cilíndrica ou cônica que servem para apoiar eixos. é mais fácil trocar uma bucha de material barato que a cada tempo ter de trocar ou retificar um eixo. Tais elementos foram criados a fim de evitar o atrito entre peças e consequente desgaste das mesmas.4. Nos casos em que o eixo desliza dentro da bucha. axiais (para esforços normais) ou mistas.11. As mais comuns são feitas de um corpo cilíndrico furado. além de serem peças de menor custo quando comparadas às cargas que suporta. Os extremos são roscados e têm três PROF. Em alguns casos.

são pouco empregadas. PROF. Quase sempre essas buchas requerem um dispositivo de fixação e. o que permite o reajuste das buchas nas peças. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 148 . Buchas Axiais: Essa bucha é usada para suportar o esforço de um eixo em posição vertical. Mista (cônica) Esse tipo de bucha é usado para suportar um eixo do qual se exigem esforços radiais e axiais. por isso.rasgos longitudinais.

Os rolamentos são fornecidos prontos por grandes fabricantes tais como: FAG. PROF. algumas vezes. as duas séries citadas apresentam alguns tipos de rolamentos para cargas combinadas (Fa e Fr). Uma série de rolamentos é feita visando suportar Fr e são chamados Rolamentos Radiais. estas atuam sobre os rolamentos que. Outra série de rolamentos é feita para suportar Fa e são chamados de Rolamentos Axiais. suportar simultaneamente Fa e Fr.4.11. cabe ao projetista à escolha do tipo e das dimensões. Alguns rolamentos devem. o que só pode ser feito com o conhecimento das características de cada tipo de rolamento. CARACTERÍSTICAS DE CARGAS SOBRE O ROLAMENTO. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 149 . TIMKEN e outros. por suas características construtivas devem suportar estes esforços durante um tempo que é definido como a vida útil.2 ROLAMENTOS Os rolamentos são elementos de máquinas que servem como suporte de eixos que giram e estão sujeitos a cargas. SKF. Basicamente podemos classificar as cargas como Radiais (Fr) e Axiais (Fa).

PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 150 .

Rolos e Agulhas constituem os ''corpos rolantes'' que visam reduzir os atritos do mancal e conferir ao rolamento um alto rendimento mecânico (cerca de 88% ou n=0.CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS DOS ROLAMENTOS Construtivamente podemos considerar a seguinte divisão:    Rolamentos de Esferas Rolamentos de Rolos Rolamento de agulhas Esferas.88). Outras características de construção dos rolamentos são:     Rolamentos Rígidos. Rolamentos Parcialmente Rígidos. Rolamentos Autocompensadores. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 151 . Ao examinar um catálogo de rolamentos. você encontrará informações sobre as seguintes características. veja o exemplo na próxima pagina: PROF. ou uma norma específica. Rolamentos Desmontáveis. DIMENSÕES As dimensões e características dos rolamentos são indicadas nas diferentes normas técnicas e nos catálogos de fabricantes.

PROF. de rolos cilíndricos com flanges Rol. Rol. auto compensador de rolos Rol.TIPOS DE ROLAMENTOS Para cargas axiais: Rol. Rol. rígido de uma carreira de esferas Rol. Para cargas combinados: Rol. de esferas de contato angular Rol. de rolos cônicos. axial auto compensador de rolos. axial de escora dupla de esferas. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 152 . axial de escora simples de esferas. auto compensador de esferas Rol.

por conseguinte. Sua capacidade de ajustagem angular é limitada. Cotagem e representação para DTA PROF. Suporta cargas radiais e permite o apoio de carga axial em ambos os sentidos e é apropriado para rotações mais elevadas. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 153 . é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa.ROLAMENTO RÍGIDO DE UMA CARREIRA DE ESFERAS É o mais comum dos rolamentos.

compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo.ROLAMENTO AUTO COMPENSADOR DE ESFERAS É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no anel externo. o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular. ou seja. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 154 . Dimensões e cota Cotagem e representação para DTA PROF.

Cotagem e representação para DTA PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 155 . Normalmente duas peças são contrapostas e utilizadas com ajustes de folga.ROLAMENTO DE CONTATO ANGULAR DE UMA CARREIRA DE ESFERAS Permite apoio de carga radial em um único sentido a carga axial.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 156 .ROLAMENTO DE ROLO CILÍNDRICO Rolamentos de construção simples em que os rolas de forma cilíndrica estão em contato linear com a pista. PROF. Possuem uma grande capacidade de carga e são adequados para altas rotações. ROLAMENTO AUTO COMPENSADOR DE UMA CARREIRA DE ROLOS Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e a compensação de falhas de alinhamento.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 157 .Cotagem e representação para DTA Figura 102 .Rolamento de Rolos cilíndricos ROLAMENTO AUTO COMPENSADOR COM DUAS CARREIRAS DE ROLOS Devido ao centro da pista esférica do anel externo ser coincidente ao centro do rolamento. A capacidade da carga radial é muito grande são adequados para aplicações de cargas pesadas e de choque. PROF. permite o auto alinhamento em eixos e alojamentos fazendo que não ocorram cargas anormais ao rolamento.

ROLAMENTO DE ROLOS CÔNICOS Além de cargas radiais. ROLAMENTO AXIAL DE ESFERA Os rolamentos axiais de esferas são constituídos por anéis em configurações de arruelas com canais e gaiolas embutidas. ou um contra o outro. Como só admitem cargas axiais em um sentido. O anel a ser instalado no eixo é denominado anel interno. os rolamentos de rolos cônicos também suportam cargas axiais em um sentido. Ambos os tipo de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais. PROF. porém. de modo geral torna-se necessário monta-los em pares. não podem ser submetidos a cargas radiais. e o canal a ser instalado no alojamento é denominado anel externo. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 158 . nos de escora dupla o anel central é o instalado no eixo.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 159 . A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular. compensando possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo.ROLAMENTO AXIAL AUTO COMPENSADOR DE ROLOS A capacidade de carga axial é elevadíssima e quando estiver sob carga axial permite carga radial moderada. ou com gaiola ou sem gaiola. PROF. ROLAMENTO DE AGULHAS Possui uma secção transversal muito fina. é utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado. Existem tipos e classificações como: Com anel interno e sem anel interno. em comparação com outros rolamentos.

4. Os mancais que seguram eixos móveis são dotados de partes móveis que ajuda este realizarem sua tarefa. Figura 103 . Os mancais móveis dividem-se em duas categorias: mancais de deslizamento (com buchas) e mancais de rolamento.Mancal de deslizamento e rolamento PROF. e o objetivo destas partes móveis é diminuir o atrito entre o mancal e eixo girante.3 MANCAIS Mancal é uma parte da estrutura mecânica destinada a comportar um eixo móvel ou fixo. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 160 .11.

Axiais: Impedem o deslocamento na direção do eixo. absorvem esforços longitudinais. isto é. PROF. os efeitos dos mancais axiais e radiais. isto é. os mancais classificam se em: Axiais. Mistos: Tem. absorvem esforços transversais. simultaneamente. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 161 . Radiais: Impedem o deslocamento na direção do raio.CLASSIFICAÇÃO DOS MANCAIS Pelo sentido das forças que suportam. Radiais e mistos.

possui ganchos nas extremidades (olhais). o espaço entre as espiras diminui. Normalmente enrolado no sentido à direita. A mola é comprimida. feitas em aço duro (chamada aço mola) que pouco deforma e que tem ação elástica. Quando esta mola é comprimida por alguma força. Tração.4 MOLAS HELICOIDAIS São as mais usadas em mecânica.11. Enquanto as funções são de:    Compressão. A mola helicoidal de compressão é formada por espirais. A mola é torcida. Fabricada em forma de hélice cilíndrica ou cônica. possui dois braços de alavanca. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 162 .4. Características. A mola é esticada. Torção. mas quando se forma à esquerda deve-se indicar no DTA o sentido da hélice. tornando menor o comprimento da mola. PROF.

aumentando seu comprimento.A mola helicoidal de tração possui ganchos nas extremidades. ela volta ao seu comprimento normal. deve ser esticada. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 163 . PROF. Os ganchos são também chamados de olhais. além das espiras. Para a mola helicoidal de tração desempenhar sua função. Em estado de repouso.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 164 . à direita. a aplicação da mola num pregador de roupas. PROF. e. além das espiras.A mola helicoidal de torção tem dois braços de alavancas. Veja um exemplo de mola de torção na figura à esquerda.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 165 . Então veja as características de dois tipos de molas cônicas: a primeira tem seção circular e a segunda tem seção retangular. PROF.Você já sabe que a mola helicoidal de compressão pode ter a forma de um tronco de cone.

TOLERÂNCIA DIMENSIONAL Tolerância dimensional é o valor da variação permitida na dimensão de uma peça. A tolerância é aplicada na execução de peças em série e possibilita a intercambiabilidade delas Dmáx = diâmetro máximo do furo Dmín = diâmetro mínimo do furo dmáx = diâmetro máximo do eixo dmín = diâmetro mínimo do eixo Dn = diâmetro nominal do furo dn = diâmetro nominal do eixo PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 166 . Em termos práticos é a diferença tolerada entre as dimensões máxima e mínima de uma dimensão nominal.12.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 167 .PROF.

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já que isto vai ser resolvido em outra parte do desenho. PROF.1 REPRESENTAÇÃO Deverá conter as vistas necessárias e suficientes para o entendimento da montagem das peças entre si. Portanto. na prática. usam-se também outros recursos técnicos não catalogados. Por vezes. atrapalhando a interpretação. Figura 104 – subconjunto 13. Estas vistas do conjunto montado são normalmente feitas em CORTE. permite-se omitir alguns detalhes construtivos mais miúdos e trabalhosos das peças. identificando cada componente. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 177 .13. Para atingir os objetivos deste tipo de desenho usa-se. além dos cortes e seções de todos os tipos. os objetivos deste tipo de desenho não é resolver (conhecer) completamente cada peça e sim a posição relativa das mesmas. DESENHOS DE MONTAGEM É um desenho onde o conjunto mecânico aparece montado como um todo ou em parte (subconjuntos) dando uma visão geral do equipamento. a retirada de algumas peças do conjunto que porventura tapariam as outras. Por isso.

Isto é feito através de linhas indicadoras (fina contínua) e números (com o dobro do tamanho dos algarismos das cotas – porém nunca menor que 5 mm). normalmente estas cotas caracterizam-se pelo seguinte. mesmo quando se segue esta regra. fios. Porém. As mais comumente encontradas são:      Cotas de referência para montagem Cotas de ajuste após montagem Cotas de usinagem após montagem Cotas de limite de funcionamento ou de capacidade Tolerância de posição Além disso. Essas linhas indicadoras não devem cruzar entre si e devem terminar em um ponto da peça. anéis. PROF. A numeração deve ser feita em números sucessivos e no sentido horário em cada vista. independente de estarem em corte ou não. verticais. excetuam-se as chamadas cotas típicas de conjunto. “usinar após a montagem” (indicando as superfícies e/ou detalhes) “apontar furo na montagem” 13.3 IDENTIFICAÇÃO (OU NUMERAÇÃO DOS ITENS) Outra característica importante do desenho de montagem é a identificação de todos os elementos constituintes do conjunto (peças). todas as indicações e observações que se fizerem necessárias com as peças montadas deverão ser feitas no desenho de conjunto. as duas linhas auxiliar de cada cota partem de peças diferentes.13. Obs. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 178 .2 COTAS E OUTRAS INDICAÇÕES Normalmente o desenho de conjunto não deve ser cotado. arruelas.: Para detalhes contendo áreas estreitas (como chapas. Exemplo:    “furar após montagem” (indicando o furo e cotando-o). peças finas) apontar as linhas por meio de setas. Devem ter uma inclinação constante e se possível em ângulos não usados no desenho (não devem ser: horizontais. a 45).

etc. essa lista pode ser única ou para peças normalizadas e outra para não normalizadas (ou materiais em bruto para sua execução).13. tratamentos térmicos e demais informações técnicas especiais.8 4 2 Paraf. ou não. Essas informações serão feitas de maneira mais simplificada ou mais exaustiva se a peça em questão for um componente de máquina. e ver.4 DESENHOS DE DETALHE São os desenhos que definem completamente as peças quanto à forma. arruelas.). anéis. deve ser enumerada de baixo para cima. Página 179 PROF. ou ainda peças e subconjuntos pré-fabricados (catálogos). correias. ou se pertencer a um produto.5 LISTA DE PEÇAS E/OU MATERIAIS Conforme a orientação de cada empresa ou a natureza do conjunto desenhado. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA . no final do detalhe. dimensões (inclusive tolerâncias). devem ser relacionadas nesta lista. Deverá constar no desenho de cada peça aquele número recebido no desenho de montagem. no sistema de folhas separadas o desenho deverá ter o mesmo número do desenho de montagem e acrescentado. Quando iniciada junto à margem superior. pinos. cupilhas. desenho do detalhe nº5 “D-078-5” ou seu respectivo código dentro do sistema da empresa. A sua composição varia de acordo com as conveniências e necessidades de cada empresa. Exemplo: desenho de montagem “D-078”. Quando a lista de peças estiver incluída na parte superior da legenda. chavetas. Flanges Base superior Colunas Denominação ABNT 1020 4’’x55 ABNT 1020 ch 2’’x 210 x 360mm ABNT 1050 2’’ x 360 Temp. ferramenta. Dim. 40RC Mat. Importante: não se executam desenhos de detalhes dos elementos normalizados que compõem o conjunto (parafusos. Na primeira coluna deve constar. Bruto Obs. 13. Todas as peças normalizadas. Sext. 3 3 1 Item 4 1 2 Qtde. rolamentos. acabamentos superficiais. etc. mas as colunas mais utilizadas normalmente são as seguintes: M10x50 DIN 931-8. porcas. a numeração das peças recebidas no desenho de montagem. em sequência. No sistema de folhas grandes esse número poderá estar envolto num círculo no alto à esquerda do quadro. Conforme o sistema de apresentação ele pode ter uma legenda completa ou uma sublegenda. enumerar de cima para baixo. separado por hífen.

ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 180 . PROF.EXEMPLO.

PROF. Identifique quais são as peças numeradas deste conjunto. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 181 .Exercício.

2_Condutor de ar. 4_trava. 9_Válvula reguladoras duplas.1 COMPONENTES DE UM CARBURADOR 1_Précarburador. 6_Tampa do filtro. 7_Elemento filtrante. 12_Flage. 13_Coletor de admissão. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 182 .14. 14. 8_base do filtro de ar. mostrando todas as peças do conjunto ligadas por linhas de centro. 5_Bocal com válvula reguladora do ar préaquecido. PROF. DESENHO EM VISTA EXPLODIDA Desenho técnico mecânico de conjunto que é geralmente realizado em perspectiva. 11_Carburador. 3_Chapa de interligação dos coletores. mostra a sequência de montagem do mesmo. 10_Flage / Borracha de vedação. que por sua vez.

6_ Suporte do cabo do afogador. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 183 .1_Bomba de aceleração. 8_Acionador do 2º estagio. 5_Dispositivo de vácuo do afogador. 3_Válvula de máxima. 4_Junta. 7_Válvula pneumática. 2_Válvula eletromagnética. PROF.

15. 1ª AVALIAÇÃO PROF. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 184 .

Viga “U” EIXO COM CHAVETA POLIA MACIÇA E COM ALÍVIO ROLAMENTO MANCAL ENGRENAGEM MONTAGEM GERANDO DESENHO 2D A PARTIR DO 3D SIMULAÇÃO PROTOTIPAGEM ANIMAÇÃO PROJETO FINAL Figura 105 . PROF. DESENHO TÉCNICO APLICADO VOLUME 2 (DESENHO TÉCNICO ASSISTIDO POR COMPUTADOR) Conteúdo:                INTRODUÇÃO AO DESENHO TÉCNICO ASSISTIDO POR COMPUTADOR .16. REVOLUÇÃO E CORTE.SOLIDWORKS ESBOÇO. PLANOS. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 185 .Atalho para o SolidWorks.

BIBLIOGRAFIA Apostilas:     Elementos de máquina 1 e 2.Desenho Técnico Mecânico I (SEM 502) – PORTO. FRANCISCO DE ASSIS TOTI).(2006).  ABNT – Normas técnicas brasileiras. DMAC – Fatec Sorocaba (PROF. A. PROF.J. Oficina escola Schincariol (Prof. Rivaldo). FORTULAN. DUDUCH. Notas de aula USP . DTM I e II – Fatec Sorocaba (Prof. L. J. MONTANARI.. .G. Edson Del Mastro). M. C.V.A. Sc. ANDRÉ BATISTA DE ALMEIDA CARLOS EDUARDO SIMÃO OLIVEIRA Página 186 .