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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA - IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA DISCIPLINA: TÓPICOS ESPECIAIS EM FÍSICO – QUÍMICA PROFESSORA

: DÉBORA S. C. DOS ANJOS.

RELATÓRIO DE EXPERIMENTO 04

ESPECTROFOTOMETRIA

PETROLINA – PE JUNHO. 2010

alunos do curso de Licenciatura Plena em Química. os resultados. Rafaela Candido e Tairine Medrado. durante o 1o semestre/2010. CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio. no âmbito da parte experimental da disciplina Tópicos Especiais em Físico . APRESENTAÇÃO Este relatório descreve as atividades desenvolvidas pelos alunos Fernando Antônio. a discussão e as conclusões referentes ao experimento intitulado Espectrofotometria. __________________________________ Tairine Maria Medrado Santos. a parte experimental. Petrolina. 15 de junho de 2010. os cálculos.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. Serão descritos os objetivos. __________________________________ Fernando Antônio Gomes S. Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química. Júnior __________________________________ Rafaela Alves Candido. Rafaela Candido e Tairine Medrado 1. 2 .Química.

a concentração C de um analito absorvente está relacionada linearmente à absorvância. em Princípios de Análise Instrumental. Veja a figura abaixo. e por isso mais caro. Rafaela Candido e Tairine Medrado 2. O instrumento é um espectofotômetro. Este procedimento necessita de um instrumento mais complicado. Desta radiação selecionam-se comprimentos de onda definidos que constituem bandas.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. afirma Skoog. 3 . conforme representado pela equação: A = . CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio. INTRODUÇÃO TEÓRICA Espectroscopia de Absorção Molecular A espectroscopia de absorção molecular está baseada na medida da transmitância T ou absorvância A de soluções contidas em células transparentes tendo um caminho óptico de b cm. e com o qual se Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química. Figura 01: Espectofotômetro Um espectrofotômetro óptico é um instrumento que dispõe de um sistema óptico que pode provocar a dispersão da radiação eletromagnética incidente. com largura menor que 1nm. De forma comum. afirma que na análise espectrofotométrica a fonte de radiação emite até a região ultravioleta do espectro.log T = log = ebc VOGEL (Análise Química Quantitativa).

As fontes de radiação são constituídas por filamentos de materiais que são excitados por descargas elétricas com elevada voltagem ou aquecimento elétrico. num certo comprimento de onda. detectores e indicadores de sinal. ou seja. dentro da região espectral utilizada. contêm cinco componentes principais: fontes de radiação. Um fotômetro destina-se a medir a intensidade da radiação transmitida ou uma fração desta intensidade. Pode gerar um sinal que corresponde à diferença entre a radiação transmitida em um material tomado como referência e a radiação transmitida pela amostra analisada. 4 . emitir todos os comprimentos de onda. Os espectrofotômetros.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. Para que uma fonte de radiação seja considerada de boa qualidade deve:  Gerar radiação continua. monocromador. em geral. Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química. recipientes para conter as soluções. CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio. Fontes de radiação Monocromado r Compartimento Amostra/padrão Dispositivo de processamentos de dados Sistema detector Figura 02: Esquema dos componentes principais de um espectrofotômetro Fontes de radiação As fontes de radiação mais comuns baseiam-se na incandescência e são muito práticas no infravermelho e no visível. combinados num espectrofotômetro. Um espectrômetro e um fotômetro. Rafaela Candido e Tairine Medrado pode fazer medidas da radiação transmitida num certo comprimento de onda da faixa espectral. mas devem atuar em temperaturas elevadas na faixa do ultravioleta.

Lâmpada de quartzo-iodo: incandescente. preenchido com gás hidrogênio ou deutério. a fim de manter uma descarga de arco. por isso. produz-se uma descarga de elétrons que excitam outros elétrons gasosos a altos níveis energéticos. A energia do arco causa ejeção dos átomos metálicos do revestimento do cátodo os quais. CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio. Aplicando alta voltagem. Rafaela Candido e Tairine Medrado  Ter intensidade de potência radiante suficiente para permitir a sua detecção pelo sistema detector da máquina. deve ter vida longa e preço baixo. produz emissão continua na faixa e 320 a 2500nm. emitem os seus espectros característicos.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. Tipos de fontes de radiação Lâmpada de filamento de tungstênio: incandescente. a potência radiante deve ser constante. com janela de quartzo. Lâmpada de descarga de hidrogênio ou de deutério: é a mais usada para emissão de radiação ultravioleta. Lâmpada de catodo oco: tipo especial de fonte de linha. o invólucro de quartzo emite radiação de 200 a 3000nm. Quando os elétrons voltam a seus estados fundamentais. O cátodo tem a forma de um cilindro oco. isto é. Além disso. Consiste em um par de eletrodos fechados em um tubo de quartzo ou vidro. e. praticamente não apresenta dispersão Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química. O ânodo é um fio reto ao lado do cátodo. emitem radiação contínua de 180 a 370nm. Todas as ondas procedentes ao material emissor estão em fase entre si. Sua vantagem é que pode atuar na região do ultravioleta. revestido com o metal cujas linhas espectrais se desejam obter. Laser: pelo processo de emissão estimulada. É preenchida com um gás nobre.  Ser estável. limitando o uso da lâmpada para o visível e infravermelho. fechado em uma extremidade. O invólucro de vidro absorve toda radiação abaixo de 320nm. os lasers produzem uma enxurrada de feixes muito estreitos e intensos de radiação. 5 . excitados.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio. mesmo que esteja numa distância considerável. As cubetas de vidro são usadas quando se trabalha na região do visível.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. utiliza-se um sistema automatizado em que as amostras circulam em série em cubetas adequadas. As cubetas também podem ter dimensões diferentes. por exemplo. e esse dado deve ser considerado na hora do cálculo. È constituído de uma fenda de entrada de um elemento de dispersão de radiação e de uma fenda de saída. pois o vidro absorve a mesma. como. ←1 cm→ Figura 03: Cubeta convencional Para aplicações industriais. 6 . devem-se usar as cubetas de quartzo. O elemento de dispersão pode ser um prisma ou uma rede de difração. Isso permite uma concentração de energia num ponto muito pequeno. no controle de qualidade de lotes de produção. Esse sistema é chamado de análise por injeção de fluxo ou FIA (do inglês Flow Injection Analysis) Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química. Monocromadores São dispositivos essenciais dos espectrofotômetros e tem como função a seleção do comprimento de onda e que se tem interesse para a análise. Para a região do ultravioleta. Uma cubeta ideal deve ser de 1 cm. Rafaela Candido e Tairine Medrado quando se propaga. Recipientes São usados como recipientes cubas ou cubetas retangulares de vidro ou quartzo. que são transparentes à radiação ultravioleta. para simplificar os cálculos da expressão da Lei de Beer.

Portanto. incide em uma solução. na qual já se conhece a concentração do soluto. a espectrofotometria permite identificar substâncias com base no espectro da substancia. ignorando perdas por reflexão. Esses pontos são preparados diluindo-se a solução-padrão na proporção necessária para a obtenção das concentrações desejadas. Permite também quantificálas. A determinação de concentração de um soluto em uma solução-problema por espectrofotometria envolve a comparação da absorbância da solução-problema com uma solução de referência. a fração de radiação absorvida pela solução.  Ser dispersa por partículas presentes na solução. utiliza-se a absorbância (A) como a intensidade de radiação absorvida pela solução. Compostos desconhecidos podem ser identificados por seus espectros característicos ao ultravioleta. a luz visível. é utilizada uma solução-padrão com diferentes concentrações (pontos). por exemplo. visível ou infravermelho. Nas aplicações espectrofotométricas. se os fótons da radiação têm energia adequada. A relação entre energia emergente (I) e energia incidente (I0) indica a transmitância (T) da solução. Em espectrofotometria. 7 . Quando uma radiação eletromagnética.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. a quantidade de energia transmitida diminui exponencialmente com o aumento da espessura atravessada – Lei de Lambert – e o aumento da concentração ou da intensidade de cor da solução – Lei de Beer. será função da concentração da solução e da espessura da solução. uma vez que a quantidade de luz absorvida está relacionada com a concentração da substância. CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio. seguindo as leis de Lambert-Beer. A medida da luz absorvida permite inferir sobre a concentração do soluto em determinada solução. a energia associada a essa radiação pode sofrer três diferentes tipos de variações:  Ser refletida nas interfaces entre o ar e a parede do frasco contendo a solução (cubeta). Rafaela Candido e Tairine Medrado As substâncias têm diferentes padrões de absorção. Em geral.  Ser absorvida pela solução. quando se usa energia monocromática em um simples comprimento de onda (λ). Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química. que tem sua absorbância determinada.

A intensidade da cor é independente da acidez no intervalo de pH 2 a 9 e é estável durante longos períodos. O complexo laranja avermelhado do Fe(II). e a absorção é dativa. Rafaela Candido e Tairine Medrado Com os valores de absorbância e de concentração conhecidos. cianatos molibidatos. A reação do Fe(II) com a ortofenantrolina dá-se da seguinte maneira. 8 . no pH 3.10 – fenantrolina para formar um complexo vermelho alaranjado [(C12H8N2)3Fe]2+. CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio. indica a proporcionalidade entre o aumento da concentração e da absorbância e a porção linear correspondente ao limite de sensibilidade do método espectrofotométrico para o soluto em questão. o níquel e o cobalto. Nesse gráfico. Complexo de ferro com a fenatrolina pode ser extraído pelo nitrobenzeno e medido a 515 nm contra um branco do reagente. absorve a 515 nm. A solução ligeiramente ácida com ácido sulfúrico. O Fe(III) pode ser reduzido com o cloreto de hidroxiliamônio ou com o 1. O Fe(II) e o Fe(III). o cobre.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. a leitura a 396 nm dá o ferro total e a 515 nm. e também os percloratos. Interferem seriamente a prata. pode-se traçar um gráfico cujo perfil é conhecido como “curva-padrão”. é tratada pela ortofenantrolina e tamponada. o ferro II. e o complexo amarelo do Fe(III) e o complexo do Fe(II) absorvem identicamente a 396 nm. podem ser determinados espectrofotometricamente. a reta. O Fe(II) reage com a 1.4 – benzenodiol (quinol). A espectrofotometria é utilizada também para a determinação de ferro em amostras de suplementos alimentar. Reação: Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química.9 por solução de hidrogenoftalato de Potássio. o bismuto.

0 mol L-1. foi utilizado um balão volumétrico de 100 mL. Rafaela Candido e Tairine Medrado 3. preparou-se uma solução padrão de Fe(II) intermediária de concentração 20 mg. Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química. Então. Para isto. 9 . 10 e 50 mL) Balões volumétricos (100. uma substância desconhecida. CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio. através da curva analítica.v-1). 4.1 MATERIAIS E REAGENTES Materiais Pipetas Volumétricas (5.25% (m. ou seja. Para isto. PARTE EXPERIMENTAL 4. 4. Acetato de amônio 2. Orto – fenantrolina 0.v-1).L-1. foi pesado 0.2 Método Experimental  Preparo da solução estoque padrão – Sulfato ferroso hepatahidratado (FeSO4 . OBJETIVOS Determinar a concentração de uma analíto. 7H2O) Foi preparada a solução estoque de Fe(II) de concentração 1000 mg.L-1 a partir da solução estoque preparada anteriormente. 50 e 25 mL) Proveta Graduada 100 mL Béquer 250 mL Cubetas para espectrofotrometria Reagentes: Água destilada Sulfato ferroso FeSO4 Ácido ascórbico 1% (m.498 g de sulfato ferroso heptahidratado e logo após foi completado com água destilada para 100 mL em balão volumétrico.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO.

248 mg.25% m.248 mg.L-1.124 mg.L-1 b) 20 .500 mg.248 . 25 V1 = 6.500 mg.124 mg. Rafaela Candido e Tairine Medrado Preparo da solução estoque padrão CiVi = CFVF 100 . Vi = 20 . V1 = 0.v-1 e 5 mL de acetato de amônio 2 mol. exceto Fe(II)] a) 20 .L-1 de Fe(II).L-1.00 mg. para que fossem obtidas as concentrações desejadas.L-1. 1.L-1. foram preparadas soluções padrão com 0.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio.L-1 Fe(II).124 . 1.L-1.L-1 e 2.v-1. 25 V1 = 3. com o auxílio de uma pipeta. V1 = 0. 0. 7H2O) A partir da solução intermediária. Para isto foram utilizados 6 balões de 25 mL e foi transferido para cada balão. 0.00 mg.31 mL P2 = 0.15 mL P1= 0.1 20 V1 = 0. Em seguida. 1 mL de ortofenatrolina 0.2 20 V2 = 0. 10 Vi = 2000 1000 Vi = 2 mL  Preparo das soluções padrões – Sulfato ferroso hepatahidratado (FeSO4 . adicionou-se 1 mL de ácido ascórbico 1% m. 12 . Os volumes foram completados com água destilada e foi preparado também uma prova em branco [todos os reagentes.L-1 Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química. os volumes necessários da solução de 20 mg.

bem como um branco em paralelo às amostras.  Preparo da amostra A amostra foi preparada em duplicata. V1 = 2.500 mg. Então o Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química.L-1 f) 20 .INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio.L-1 d) 20 . Rafaela Candido e Tairine Medrado c) 20 .00 . 13 . 25 V1 = 50 20 V1 = 2.5 20 V5 = 1. 25 V1 = 37. Inicialmente foi colocado m comprimido de vitamina que contém ferro em um béquer de 100 mL. V1 = 1.500 mg. a solução foi filtrada em um béquer.00 mg. sendo q se utilizou os balões de 25 mL pois os balões de 50 mL não eram suficientes para todas as equipes. Então o ferveu suavemente (em uma capela) com 25 mL de solução de HCl 6mol.25 mL P4 = 1.00 . Logo após. V1 = 0.875 mL P5 = 1.L-1 OBS: Na prática foram utilizados somente 5 padrões.L-1 e) 20 . por falta de balões volumétricos de 25 mL. 25 V1 = 12.00 mg.500 . 25 V1 = 25 20 V4 = 1.5 mL P6 = 2. V1 = 1. Este branco foi feito seguindo os mesmos passos para a decomposição das amostras. porém sem empregar a amostra.50 .5 20 V3 = 0.L-1 por 15 minutos.625 mL P3 = 0.

foi feita a leitura da amostra e do branco. 5. RESULTADOS E DISCUSSÕES De inicio foram preparadas uma solução estoque. Em seguida. e uma solução intermediária e a partir desta foram preparadas as soluções padrão. pois a solução tem que ficar mais clara para não atrapalhar na absorção. diluiuse 5. CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio. 14 . então misturou bem a solução. foram feitas as leituras a partir da solução diluída para a mais concentrada e. Rafaela Candido e Tairine Medrado béquer foi lavado cuidadosamente para não ultrapassar o volume de 100 mL.00 mL dessa solução até 100 mL em um novo balão volumétrico. A cubeta foi lavada com a solução que ia ser medida. Então.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO.ortofenantrolina pudesse apresentar o maior coeficiente de absorção (510 nm). Ajustou-se o 0% e 100% de transmitância. empregando a solução da prova em branco. O esperou esfriar e o transferiu para um balão volumétrico de 100 mL. em seguida. Figura 05: Solução intermediária Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química. O volume do balão foi completado até a marca do menisco.  Leitura das amostras Ligou-se o equipamento e procedeu ao ajuste do espectrofotômetro para o comprimento de onda onde o complexo Fe(II) . e suas paredes foram enxugadas com um papel absorvente macio. Figura 04: Solução estoque. como mostra as figuras.

que em uma prática não da pra fazer com tanta eficiência. O ideal seria que ao evaporar fosse colocado mais ácido até que a digestão tivesse ocorrido totalmente.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. como pode ser visto na figura abaixo: Figura 06: Soluções padrão Em seguida. quanto mais escuro. laranja e por fim marrom. 15 . Foram trocados o funil e o papel de filtro para acelerar o processo de filtração. CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio. O ácido não conseguiu fazer totalmente a digestão da amostra. Rafaela Candido e Tairine Medrado Cada padrão possui uma cor diferente. A digestão da amostra passou por três cores diferentes: amarela. onde. maior será a sua absorbância. porque a digestão é um processo demorado. preparou-se o branco. Figura 06: Branco Figura 07: Amostra Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química. como vistas nas figuras abaixo. sem emprego da amostra e a digestão do comprimido de suplemento alimentar Amnemifer.

O ideal seria que ela ficasse incolor. Figura 08: Curva analítica obtida através do no Espectrophotometer SP 2000 UV – Bel. pois possui muito ferro. foi construída a tabela 01: Tabela 01: Valores de absorbância encontrados para as soluções-padrão. A partir dos valores obtidos no Espectrophotometer SP 2000 UV – Bel para as absorbâncias dos padrões.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO.124 mg. Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química.00 mg. apresneta maior absorção.118 0.323 Com os valores dispostos na Tabela 01 foi construída a seguinte curva analítica. onde o complexo Fe(II) – ortofenantrolina. CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio.L-1 0.L-1 Absorbância a 510 nm 0 0.L-1 0.038 0.L-1 0. Solução-padrão Branco Amostra 1 2 3 4 5 Concentração 0 20 mg. Rafaela Candido e Tairine Medrado Como pode perceber a amostra ficou marrom.214 0.067 0.  Leitura da amostra Para a realização da leitura dos padrões e da amostra.500 mg. mas a digestão não pode ser totalmente concluída por conta do tempo.112 0.248 mg.L-1 1.L-1 1. 16 .500 mg. ligou-se o equipamento Espectrophotometer SP 2000 UV – Bel e ajustou-se para o comprimento de onda de 510 nm.

como descreve a lei de Lambert-Beer.1056 = 0. Portanto.0124 = 0.6 mg L -1 De acordo com os dados acima e os resultados da tabela é possível observar que o valor assumido pela absorbância cresce com a concentração das soluções. observou-se graficamente a relação linear entre a absorbância. através da medida de absorbância.2052x 0. uma vez que o aumento da concentração resulta no aumento do número de partículas que interagem com a radiação.5146 Multiplicando o resultado encontrado pelos valores de diluição 50 e 20 temos: 0. 17 . e a concentração C.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO.23% Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química.118 – 0.0124 0. A. Rafaela Candido e Tairine Medrado O valor da absorbância encontrado para a amostra foi igual a 0.0124 0. Sabendo-se que podem ter acontecido alguns possíveis erros de pesagem. na digestão incompleta da amostra e na diluição das soluções.6 – 600 x 100 600 E = 14. pode-se determinar a concentração de Fe(II) – ortofenantrolina (em solução).118 = 0.2052x + 0. impurezas nas amostras. mantendo-se o caminho óptico constante.2052x + 0. 118 então para encontrar sua concentração: y = 0. CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio.2052x x = 0. CÁLCULO DO ERRO E = │Vmedido – Vreal│ x 100 Vreal E = 514.5146 * 50 * 20 = 514. De acordo com esse mesmo princípio.

Petrolina .INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. S. como descrito na lei de Lambert-Beer e que através de processos físicos. é possível definir a concentração de soluções de concentração desconhecida. D. D. Ciência e Tecnologia . Denney. VOGEL. 02p. 1981. P. HOLLER. podemos analisar as propriedades das soluções. F de Aguiar. J. 6° h. LTc. Mendham. 7. Esse método se mostrou relativamente eficiente. já que os erros das medidas foram de certa forma pequena. R. Ed. pois grande parte das moléculas absorve nesta região do espectro eletromagnético. 2002. Antônio da] Química Analítica Qualitativa – 5ª Edição – São Paulo: Editora Mestre Jou. Barnes. CONCLUSÕES O método da curva analítica nos possibilitou a obtenção das concentrações de Fe2+ na amostra. 5o ed. por exemplo. REFERÊNCIAS B.. A. NIEMAN. C. Disciplina: Tópicos Especiais em Físico – Química. 18 . Afonso. B de Alencastro.. ANJOS.PE: Instituto Federal de Educação. CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA o Relatório de Experimento N 04: Espectrofotometria Alunos: Fernando Antônio. Bookman.. S. Rafaela Candido e Tairine Medrado 6. A. M. M. A. [tradução por GIMENO. Porto Alegre. A espectrofotometria de absorção molecular UV-VIS continua sendo uma das ferramentas mais amplas para se determinar espécies moleculares em solução. T. F. realizados pelo aparelho de espectrofotometria. Princípios de Análise Instrumental.Sertão Pernambucano. RC. 2010. Comprovou-se experimentalmente que à medida que aumenta a concentração de uma solução aumenta sua absorbância. 2002. SKOOG. Rio de Janeiro. Espectrofotometria. Thomas. Débora dos.. a concentração. VOGEL: Análise Química Quantitativa Grad. Arthur Israel. E com a utilização de cálculos juntamente com os resultados obtidos pela aparelhagem.