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Dra.

Maria Isabel Morgan Martins 1
FISIOLOGIA (FISIO: FUNÇÃO; LOGUS: ESTUDO)
DISCIPLINA DE FISIOLOGIA
ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO: PROFA. DRA. MARIA ISABEL MORGAN MARTINS

CONTEÚDOS
1. INTRODUÇÃO A FISIOLOGIA
2. LÍQUIDOS CORPORAIS
3. TRANSPORTE ATRAVÉS DA MEMBRANA
4. MEMBRANA CELULAR
5. POTENCIAL DE REPOUSO E POTENCIAL DE AÇÃO
6. SINAPSE


1
11.
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IIO
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AA
Origem: Escola de Filosofia Grega (séc. V e VI AC).
Filósofos:
Tales de Mileto (624-548 A.C.) Tales: Principais fragmentos:
“... a água é o princípio de todas as coisas...”.
“... todas as coisas estão cheias de deuses...”.
“... a pedra magnética possui um poder porque move o ferro..."

Heráclito (c. 540-480 a.C.): propunha que a matéria básica do Universo seria o fogo.
Pensava também que a mudança constante, ou o fluxo, seria a característica mais elementar
da Natureza. Tudo flui, disse Heráclito. Tudo está em fluxo e movimento constante, nada
permanece. Por conseguinte, “não entramos duas vezes no mesmo rio”. Quando entro no rio
pela segunda vez, nem eu nem o rio somos os mesmos.
a) tudo muda (“todas as coisas fluem”), e
b) podemos confiar em nossas percepções sensoriais.

Demócrito: as transformações que se pode observar na natureza não significavam que algo
realmente se transformava. Ele acreditava que todas as coisas eram formadas por uma
infinidade de “pedrinhas minúsculas, invisíveis, cada uma delas sendo eterna, imutável e
indivisível“. A estas unidades mínimas deu o nome de ÁTOMOS.

1628- William Harvey. Foi um médico britânico que pela primeira vez descreveu
corretamente os detalhes do sistema circulatório do sangue ao ser bombeado por todo o
corpo pelo coração. "Descrição do Corpo Humano" disse que as artérias e as veias eram
canos que carregavam nutrientes pelo corpo. Muitos acreditam que ele descobriu e expandiu
as técnicas de medicina muçulmana, particularmente o trabalho de Ibn Nafis, que lançou os
primeiros estudos sobre a maioria das veias e artérias no século XIII. Apesar da discussão
que a sua descoberta desencadeou, as suas ideias acabaram por ser aceites ainda durante
a sua vida. Na época em que a discussão decorria, os seus defensores eram apelidados
pelos opositores de «circulatores».

1835- William Beaumont: No dia 6 de junho de 1822, na Ilha Mackinac, no norte do estado
de Michigan, um explorador e caçador de peles franco-canadense chamado Alexis St. Martin
levou um tiro acidental na parte superior esquerda do abdômen. Foi apenas em 1o. de
agosto de 1825 (três anos depois do acidente), que o Dr. Beaumont teve a feliz idéia de
começar a fazer experimentos com o estômago de St. Martin, tornando-se a primeira pessoa
a conseguir observar a digestão gástrica diretamente. Dessa forma, ele entrou para a história
da medicina e se tornou o "pai da fisiologia gástrica".

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Séc. XIX- Ivan Pavlov: nascido em 1849, médico russo descobridor dos comportamentos
que são reflexos condicionados, nasceu na Rússia central.
Enquanto estudava a digestão de cães de laboratório, casualmente descobriu que
certos sinais provocavam a salivação e a secreção estomacal no animal, uma reação que
deveria ocorrer apenas quando houvesse ingestão de alimento. Teorizou que o
comportamento estava condicionado a esses sinais, que habitualmente precediam a
chegada do alimento, e que faziam o cão antecipar seus reflexos alimentares. Pavlov
procedeu experimentalmente, fazendo soar uma campainha anunciando o alimento, e
constatou que em pouco tempo o cão respondia com salivação ao soar da campainha, que
passou a ser um estímulo e a provocar o reflexo da salivação mesmo sem a presença da
comida. Constatou também que não podia enganar o cão por muito tempo, pois a falta da
comida fazia que os sinais perdessem seu efeito. Pavlov recebeu o prêmio Nobel em 1904
de Fisiologia-Medicina pelas suas pesquisas sobre a digestão alimentar. Famoso em seu
país e no exterior tornou-se uma voz difícil de calar quando se opôs ostensivamente ao
regime comunista instalado no país com a revolução de 1917. Trabalhou em seu laboratório
até seu falecimento, na idade de 87 anos, em 1936.



FISIOLOGIA


Complementação da anatomia à fisiologia
Etimologia: origem grega physis = natureza e logos = palavra ou estudo.
“Estudo do funcionamento da matéria viva, procurando explicar os fatores físicos e
químicos responsáveis pela origem, desenvolvimento e progresso da vida”.

Estuda as modificações que ocorrem num organismo, e que sofrem influencias tanto
do meio interno quanto externo.

Toda função implica em modificações: ou estruturais, ou físicas, ou químicas. Ex.:
movimento do braço.

AMBIENTE provoca modificações internas FISIOLÓGICAS. Ex.:...

Toda e qualquer modificação ocorrerá na menor unidade do ser vivo que é a CÉLULA –
MEIO INTERNO.


SER VIVO: metabolismo, digestão, respiração, movimento, sensibilidade, reprodução.
ORGANIZAÇÃO: diferencia um ser do outro.

FORMA INDISSOCIÁVEIS. Ex....
FUNÇÃO

CÉLULA É A MENOR UNIDADE DE UM SER VIVO QUE APRESENTA FORMA E
FUNÇÃO ESPECÍFICA.
ESTRUTURA FUNÇÃO
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 Similar em sua construção, mas podem diferir de órgão para órgão.
 Apresentam características básicas comum
 60 a 70% do corpo humano são compostos de líquidos.

Constituída por:

MEMBRANA - CITOPLASMA - NÚCLEO INTEGRAÇÃO

CÉLULAS SE AGRUPAM? POR QUÊ?

CÉLULA - TECIDOS - ÓRGÃOS - SISTEMAS - APARELHOS
ORGANISMO
CÉLULAS se agrupam para redução de trabalho e economia de energia.

TECIDOS: diferem pela quantidade de tecido presente na parede. Ex..



































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Organização das estruturas do corpo humano:
1) Nível químico: formação de moléculas por átomos.
2) Nível celular: combinação das moléculas para formar a célula = unidades
estruturais e funcionais de um organismo.
3) Nível tecidual: grupos de células semelhantes
4) Nível orgânico: compostos de dois ou mais tecidos.
5) Nível sistêmico: órgãos relacionados que desempenham uma função comum
6) Nível do organismo: todos os sistemas funcionado como um todo – formando
um indivíduo vivo.

ORGANISMO - ENERGIA - GERAR TRABALHO

ORIGEM - ALIMENTO


ALIMENTO - DIGESTÃO - ABSORÇÃO - SANGUE - CÉLULA - RESPIRAÇÃO -
METABOLISMO OXIDATIVO O
2
- ENERGIA - RESÍDUOS METABÓLITOS -
ELIMINAR DO SANGUE - ELIMINA AO MEIO AMBIENTE - SISTEMA URINÁRIO
RESPIRATÓRIO - REGULADOS PELOS SITEMAS NERVOSO E ENDÓCRINO -
PERPETUAÇÃO DA ESPÉCIE.


Pergunta: COMO SE PODE UTILIZAR A ESTRUTURA DA CÉLULA PARA EXPLICAR O
TERMO VIDA? JUSTIFIQUE A CONCLUSÃO.

HOMEOSTASIA:

 Manutenção das condições constantes ou estáticas, do meio interno.
 Manutenção do estado de equilíbrio do meio interno
 Uma série de propriedades do meio interno incluindo, pressão, volume,
osmolaridade, pH, concentração iônica e de outros componentes devem ser mantidas dentro
de faixas estreitas de variação para que as células sobrevivam normalmente.

MANUTENÇÃO DAS CONDIÇÕES CONSTANTES OU ESTÁTICAS DO MEIO INTERNO É
REGULADA POR:

RETRO-ALIMENTAÇÃO (POSITIVA OU NEGATIVA) ou FEED-BACK (POSITIVO OU
NEGATIVO).

SISTEMAS DE ÓRGÃOS: FUNÇÕES

Nervoso: controla atividade dos outros sistemas, etc...
Esquelético: sustentação, armazenamento de minerais, etc...
Cardiovascular: transporte de nutrientes, gases, hormônios, produto final de metabolismo
etc..
Respiratório: captação de oxigênio e eliminação de dióxido de carbono etc..
Digestivo: digestão, armazenamento de alimentos, absorção de nutrientes, etc...
Urinário: homeostasia do volume e da composição do líquido extracelular remove
substâncias, etc..
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Endócrino: regulação da reprodução, do crescimento, do metabolismo, do balanço
energético e da composição do líquido extracelular.
Linfático: balanço hídrico, transporte de gordura digerida, etc.
Imune: resiste às infecções, ao parasitismo e ao câncer.


2
22.
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CCO
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PPO
OOR
RRA
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IIS
SS


O QUE É O MEIO INTERNO / MEIO EXTERNO?

Líquido circulante de um organismo vivo. 60% corpo humano adulto é:
LÍQUIDO - CLAUDE BERNARD XIX – MILIEU INTÉRIEUR.
As células são capazes de viver, crescer e desempenhar suas funções específicas
enquanto estiverem disponíveis as concentrações adequadas de: O
2
, glicose, diversos íons,
aa, substâncias Gordurosas e outros...

ÁGUA CORPORAL TOTAL (ACT)

LIC (2/3 ACT) LEC (1/3 ACT)

LEC


LIC LINT PLASMA


Cálculo volume de água do corpo.
LÍQUIDOS CORPORAIS: a concentração eletrolítica varia de modo acentuado entre os
diferentes compartimentos.


C CO OM MP PO OS SI IÇ ÇÃ ÃO O Q QU UÍ ÍM MI IC CA A D DO OS S L LÍ ÍQ QU UI ID DO OS S E EX XT TR RA A E E I IN NT TR RA AC CE EL LU UL LA AR RE ES S: :


LÍQUIDO EXTRACELULAR LÍQUIDO INTRACELULAR
Na
+
142 mEq/L 10 mEq/L
K
+
4 mEq/L 140 mEq/L
Ca
++
5 mEq/L <1 mEq/L
Mg
++
3 mEq/L 58 mEq/L
Cl
++
103 mEq/L 4 mEq/L
HCO
-
3
28 mEq/L 10 mEq/L
Fosfatos 4 mEq/L 75 mEq/L
SO
-
4
1 mEq/L 2 mEq/L
Glicose 90 mg% 0 a 20 mg%
Aminoácidos 30 mg% 200 mg%
Colesterol
Fosfolipídios 0,5 g% 2 a 95 g%
Gordura neutra
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Po
2
35 mmHg 20 mmHg
Pco
2
46 mmHg 50 mmHg
pH 7,4 7,0
Proteínas 2g% 16g%

(5 mEq/L) (40 mEq/L)

Barreiras que separam - MEMBRANA

LEC LIC
Na
+
142 mEq/L 10
K
+
4 140
Ca
++
5 < 1
Mg
++
3 58
Cl
-
103 4
PROTEÍNAS Menor Maior

1
11.
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MME
EEM
MMB
BBR
RRA
AAN
NNA
AA C
CCE
EEL
LLU
UUL
LLA
AAR
RR

M ME EM MB BR RA AN NA A C CE EL LU UL LA AR R: : SEPARAM OS LÍQUIDOS CORPORAIS
 Confere individualidade
 Permeabilidade seletiva
 Modelo "mosaico fluido"
 Espessura: 7.5 nm (75 Angstron)
 Membranas são estruturas dinâmicas
Composição:
Proteínas ,
fosfolipídios,
colesterol,
carboidratos (glicocálice),
Vitamina E.

Proteínas da membrana:
PROTEÍNAS estão embebidas nas membranas; são unidades globulares, representam 50%
da massa.
Função das proteínas: estruturais; atuam como BOMBAS; carreadoras formam canais
iônicos para a passagem de íons, atuam como enzimas.
1) Proteínas periféricas ou extrínsecas
2) Proteínas integrais ou intrínsecas:
-canais ou poros,
-proteínas carreadoras,
-enzimas,
-receptores,
LIPÍDIOS: fosfolipídios (cabeça – hidrofílica; cauda – hidrofóbicas).
GLICOCÁLICE: glicídios agindo como receptores.
VITAMINA E: antioxidante.
COLESTEROL: determinando a fluidez na membrana celular.


TRANSPORTE MEDIADO POR PROTEÍNAS:
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É mais rápido
Proteína mediadora possui especificidade química
Diferentes moléculas podem competir com o transportador
O transporte pode ser inibido por outra substância que tem afinidade com o mediador
A velocidade do transporte mostra cinética de saturação:
> concentração composto >velocidade após +

PERMEABILIDADE DIFUSIVA DAS MEMBRANAS:
Moléculas lipossolúveis: ex: oxigênio, nitrogênio, dióxido de carbono, etc...
Moléculas hidrossolúveis: pequenas e sem cargas (-) ou (+), passam mais rápido ex:
H
2
O
Moléculas carregadas elétricamente: os íons são praticamente insolúveis, necessitam
canais de proteínas.
FATORES QUE INFLUENCIAM AS TROCAS:
- Gradiente entre as células;
- Razão entre a superfície – volume;
- Permeabilidade
- Alimento
- Temperatura, exercício, respiração;
- Fatores metabólicos.
CONEXÕES INTERCELULARES: junções abertas e fechadas, desmossomos, proteínas de
aderência.
POTENCIAIS DE MEMBRANA: diferença de potencial Intracelular (-) e no Extracelular (+)
PMR = -70 mV

4
44.
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TTR
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TTE
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MMB
BBR
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AAN
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AA

FORÇAS QUE PROMOVEM O MOVIMENTO DE ÁGUA E DE OUTRAS MOLÉCULAS
ATRAVÉS DESSA BARREIRA SÃO:
1. DIFUSÃO;
2. DIFUSÃO FACILITADA;
3. TRAÇÃO PELO SOLVENTE;
4. FILTRAÇÃO;
5. OSMOSE;
6. TRANSPORTE ATIVO;
7. PROCESSO EXOCITOSE E ENDOCITOSE.

1. DIFUSÃO: FLUXO EFETIVO DE PARTÍCULAS DE SOLUTO DAS ÁREAS DE MAIOR
PARA ÁREAS DE MENOR CONCENTRAÇÃO.
Gradiente químico ou gradiente concentração de substâncias.
Gradiente elétrico: difusão de íons é influenciada por suas cargas. ( +/- )

X Y
K
+
K
+

Cl
-
Cl
-

PROT
-


MANTER A ELETRONEUTRALIDADE (efeito Donnan).
TIPOS:
1.1 DIFUSÃO SIMPLES (DS): + concentrado – concentrado
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Subst. APOLARES: difundem-se através das membranas.
Subst. POLARES: difundem-se através dos canais iônicos (Na
+
/k
+
)

1.2 DIFUSÃO FACILITADA (DF): o movimento ocorre de acordo com gradiente de
concentração eletroquímico, não necessita de energia – LIGADO A UMA MOLÉCULA
PROTEÍCA CARREADORA que facilita a passagem da substância. Mediada por carreador e
a favor do gradiente de concentração, pode liberar energia sob a forma de calor, mas não
necessita de ATP para difusão. Atinge um máx. que depende da concentração molécula
carreadora.



2. TRAÇÃO PELO SOLVENTE: fluxo de massa, o solvente tende a carregar com ele
algumas moléculas de soluto. Efeito reduzido.

3. FILTRAÇÃO: líquido atravessa devido à diferença de pressão.

4. OSMOSE: difusão de moléculas do SOLVENTE: - concentração do soluto para +
concentração do soluto (membrana impermeável). IMPORTANTE NOS PROCESSOS
FISIOLÓGICOS.
Osmose: é o fluxo de água através de uma membrana semipermeável, de um
compartimento em que a concentração de soluto é menor para outro em que a concentração
de soluto é maior.
A célula funciona como um sistema osmótico devido à existência de moléculas que
não consegue atravessar a membrana, e, portanto, levam à passagem de água para
restabelecer o equilíbrio osmótico intra e extracelular. Alterações na concentração de água
que circunda a célula rapidamente acarretam modificações de volume celular.
Soluções:
- Isotônica
- Hipotônica
- Hipertônica
5. TRANSORTE ATIVO (TA): mediado por CARREADORES COM GASTO DE ENERGIA.
Depende:
- do funcionamento de bombas protéicas nas membranas celulares;
- ENERGIA fornecida pelo metabolismo do ATP.
- Primordial no nosso corpo.
K
+
K
+
Na
+
Na
+
DIFUSÃO
K
+
K
+
Na
+
Na
+
DIFUSÃO
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5.1 TA PRIMÁRIO: moléculas movem-se contra o gradiente de concentração eletroquímico
e necessita de ATP. BOMBA Na
+
/K
+
ATPase dependente (enzima que converte o ATP a
ADP.
5.2 TA SECUNDÁRIO: CONTRA gradiente, o suprimento vem de outras moléculas pelo seu
gradiente eletroquímico (glicose, aa, fosfatos). EX.: Na
+
, K
+
, Ca
++
, Cl
-
, açúcares, maioria dos
aminoácidos, etc...
- SIMPORTE OU COTRANSPORTE: mol. Transportada e carreadora movem-se na
mesma direção. Ex: Na
+
e glicose, Na
+
e aminoácidos,
- ANTIPORTE OU CONTRATRANSPORTE: as moléc. movem-se em direções
opostas. Ex.: Na
+
e Ca
++
, Na
+
e H
+
, K
+
e H
+
.
6. ENDOCITOSE OU PINOCITOSE
7. EXOCITOSE

5
55.
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PPO
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AAÇ
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OO

POTENCIAL DE REPOUSO DA MEMBRANA

É a diferença de potencial elétrico entre o interior e o exterior da membrana celular, que não
está sendo excitada de alguma forma.


Gradiente de concentração de Na
+
e K
+
Depende
Permeabilidade da membrana


O potencial de membrana é medido através de microeletrodos.


Potencial de repouso da membrana varia de acordo com o tipo de célula:
 - 7 mV, nos eritrócitos humanos;
 - 30 mV, alguns tipos de músculos lisos;
 - 40 a -70 mV, alguns neurônios;
 - 90 mV, músculo esquelético, ventricular cardíaca, fibras nervosas calibrosas.




 Presença de moléculas protéicas com cargas negativas no citoplasma.

 Bomba Na
+
/K
+
(Bomba Eletrogênica)

POTENCIAL DE EQUILÍBRIO

 É a voltagem que existiria através de uma membrana, se ela fosse permeável exclusivamente
a um íon. As forças do gradiente de concentração e gradiente elétrico deste íon atuariam até
se igualarem, atingindo assim o equilíbrio.
Por que a célula tem o seu interior negativo
em relação ao exterior?
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 EQUAÇÃO DE NERNST: permite calcular a diferença de potencial elétrico, necessária para
produzir uma força elétrica, que é igual e oposta à força de concentração.

Determina a passagem de um determinado íon através da membrana, é determinada:
1. Membrana é semipermeável (permite a passagem de determinados íons positivos (+) e não a íons
negativos (-));
2. Concentração dos íons difusíveis é MAIOR em um dos lados da membrana, que no outro.


FEM(mV)= ± 61 log conc IN (íon – PA +)
Conc EX (íon + PA -)


E
K
= C log
10
([K
+
]
direita
/[K
+
]
esquerda
)

A B
E
K
= - 60 mV log 0,1
0,01

E
K
= - 60 mV log (10)
E
K
= - 60 mV


Quando o potencial de membrana é deslocado do potencial de equilíbrio de um íon, passa a
existir uma força propulsora efetiva.



E
K
= - 90 mV E
Na
= +60 mV
PR= - 70 mV PR= - 70 mV
FP 20 mV FP 130 mV

A comunicação entre as células depende de uma variação elétrica, propagada pela membrana
plasmática, chamada Potencial de Ação (PA). Todas as células capazes de produzir PA

Membrana é permeável a vários íons por DIFUSÃO SIMPLES: sempre da região de maior
concentração para a de menor concentração.

 EQUAÇÃO DE GOLDMAN-HODKIN-KATZ: a membrana é permeável a vários íons,
determinado por:
1. Polaridade da carga elétrica de cada íon;
2. Permeabilidade (P) da membrana a cada íon;
3. Da concentração (C) dos íons dentro (in) e fora (ex) da membrana;

FEM(mV)= ± 61 log C
Na
P
Na
+ C
K
P
K
+ C
Cl
P
Cl
(interior)
C
Na
P
Na
+ C
K
P
K
+ C
Cl
P
Cl
(exterior)



POTENCIAL DE REPOUSO DA MEMBRANA (PRM)

A comunicação entre as células depende de uma variação elétrica, propagada pela
membrana plasmática, chamada Potencial de Ação (PA). Todas as células capazes de produzir PA


0,1 M 0,01 M
K
+
K
+
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Na
+
/ k
+
/ Cl
-
são os íons mais importantes na geração do PA nas fibras nervosas e musculares.
PERMEABILIDADE DA MEMBRANA, depende do gradiente de concentração de íons positivos
(+) e negativos (–) dentro e fora da célula.



Potencial de Repouso da Membrana depende:










- Do potencial de difusão K
+
voltagem-dependente (sai + K
+
>Na
+
) - determinar o PRM;
- Do potencial de difusão do Na
+

- Da maior concentração de proteínas aniônicas (-) no INTEIROR da célula. Estas são pouco
difusíveis;
- Da atuação da ATPase (Bomba Na
+
/k
+
) (- dentro e + fora). Pela bomba sempre SAEM 3NA
+
e
ENTRA 2K
+
. Isso mantém o grau de eletronegatividade no interior da membrana.
EQUILÍBRIO DINÂMICO
CLORETO potencial passivo afeta a magnitude do PA.
Transporte de CÁLCIO é semelhante ao de sódio.

Na
+

K
+

Na
+
K
+
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POTENCIAL DE AÇÃO

É a variação rápida do potencial de membrana, seguido por retorno ao potencial de repouso
da membrana. O tamanho e a forma do potencial de ação diferem de um tecido excitável para outro
tecido.

O ESTÍMULO – AUMENTA (|) A PERMEABILIDADE AO Na
+
E, COM ISSO, PERTURBA O
POTENCIAL DE REPOUSO DA MEMBRANA, GERANDO UM POTENCIAL DE AÇÃO (PA)
ATRAVÉS DE SINAIS NEURAIS.

POTENCIAL DE MEMBRANA VARIA DE UM VALOR NEGATIVO (NORMAL) PARA UM
VALOR POSITIVO (+) (INSTANTÂNEO) E VOLTA AO VALOR NEGATIVO (-).

FASES:
Fase de Repouso ou Polarização
Fase de Despolarização
Fase de Repolarização
Hiperpolarização

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A. Uma visão esquemática do potencial de ação idealizado. Ilustra as suas várias fases à medida
que ele percorre um único ponto da membrana plasmática.
B. B. Registros reais de potenciais de ação são comumente distorcidos em comparação às
visões esquemáticas devido a variações nas técnicas eletrofisiológicas de registro.


1. DESPOLARIZAÇÃO: GRANDE INFLUXO DE SÓDIO (o interior fica positivo e o exterior se torna
negativo) até atingir o LIMIAR (intensidade e número de E próximo a zero).
Estímulo: limiar e supra-limiar ++ Na
+



2. REPOLARIZAÇÃO: os poros tornam-se menos permeáveis ao Na
+
e MUITO PERMEÁVEIS AO
K
+
(estes saem em alta concentração do interior da célula para o exterior). Cargas positivas saem
de dentro da cél, retorna o potencial negativo.

-- K
+

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3. PERÍODO REFRATÁRIO: um segundo PA não ocorre enquanto a membrana estiver
DESPOLARIZADA.
Tipos: a) ABSOLUTO (fase despolarização ao overshoot); É o intervalo de tempo durante o qual não
pode ser produzido outro potencial de ação, mesmo com estímulo forte. Só ocorre
potencial de ação se a fibra voltar ao seu estado de repouso.
b) RELATIVO (fase de repolarização, após o overshoot). Ocorre devido a estímulos fortes,
que são capazes de excitar a fibra:
1) canais de Na
+
não retornaram de seu estado de inativação;
2) canais de K
+
abertos, produzindo hiperpolarização.

4. SOMAÇÃO: Estímulos repetidos sublimiares geram PA.
Pode ser TEMPORAL: 2 ou mais Estímulos sublimiares – que atinge o LIMIAR e despolarizam a
membrana – gerando um PA. Depender da freqüência da estimulação e do intervalo de tempo entre
os Estímulos repetidos.

5. HIPERPOLARIZAÇÃO: está abaixo do Potencial Repouso da Membrana. Pode ser gerando pelo
efluxo prolongado de K, o que torna a membrana mais negativa.

LIMIAR:
É A VOLTAGEM COM QUE UMA CÉLULA NERVOSA OU MUSCULAR PRECISA, PARA
SER DESPOLARIZADA E GERAR O POTENCIAL DE AÇÃO.


Canais de Na
+
e de K
+
Voltagem-Dependente:


Repouso = comporta de ativação fechada
E comporta de inativação aberta
Canal Na
+
Ativação = alteração conformacional
Inativação = comporta de inativação fechada


Repouso = comporta fechada
Canal K
+
Ativação = alteração conformacional e
abertura lenta



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Participação de Outros Íons:


Bomba de Cálcio
Ca
++

Canais de Cálcio Voltagem-Dependentes
(lentos)


Cl
-


Propagação do Potencial de Ação:

Fibra nervosa é excitada, com isso modifica a permeabilidade da:membrana ao Na
+
e gera
despolarização. Novas áreas são despolarizadas e produzem novos circuitos e mais despolarizações.

Princípio Tudo-ou-Nada:

Uma vez produzido o potencial de ação, a despolarização irá se propagar se as condições
forem adequadas por toda a membrana; caso contrário, não irá se propagar.


Platô de Alguns Potenciais de Ação:

Ocorre quando a membrana excitável não se repolariza imediatamente após a
despolarização. Ex: fibras musculares do coração.

- Canais rápidos de Na
+
Causas - Canais lentos de Ca
++

- Canais lentos de K
+

CANAIS DE CÁLCIO (Ca
++
):
O mesmo Estímulo abre canais de Na e de Ca na geração do PA.
Os canais de Ca são mais lentos e menos abundantes no axônio.
Ocorre em células em que o mecanismo de Ca é importante – forma o PLATÔ no Potencial
Ação, ou seja a recuperação do Potencial Repouso da Membrana é RETARDADO.

PLATÔ ocorre:
1. Células cardíacas e lisas onde deve ocorrer uma CONTRAÇÃO COMPLETA e relativamente
PROLONGADA.
2. Fibras de Purkinje cardíacas (período refratário absoluto, dar tempo para se recuperar) protege o
coração de arritmias rápidas – completa a contração ventricular.
3. Músculo Liso tem PLATÔ PROLONGADO (UTERINA)
4. Músculo liso dos vasos sangüíneos: Potencial Ação e PLATÔ mais prolongados que o cardíaco –
mais dependente do influxo de Ca.
CANAIS DE Ca
++
SÃO MAIS IMPORTANTES NA REGULAÇÃO DA
FREQÜÊNCIA E FORÇA DE CONTRAÇÃO MUSCULAR.

Músculo esquelético: possui elevação e queda aguda do PA. Estímulos rápidos e repetidos podem
levar a tetania (acúmulo de múltiplas contrações sustentadas).

VELOCIDADE DO Potencial Ação: EM PLATÔ = 200 m/s
EM PONTA = 2 m/s (repolarização logo após a despolarização).
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Ritmicidade de Alguns Tecidos Excitáveis:

Ocorre no coração, músculos lisos e em muitos neurônios do sistema nervoso central.
Potencial de repouso: -60 a -70 mV

ESTIMULAÇÃO SIMPÁTICA (NORADRENALINA) inerva estimulando o coração.
| Freqüência Cardíaca
| Contratilidade
| Débito cardíaco
Fibras do Sistema Nervoso SIMPÁTICO. Interagem com receptores |-1 - | contração - | influxo de
Ca
+2
- | freqüência Disparo do NSA - | interação permeabilidade aos íons Na
+
K
+
Ca
++
.

ESTIMULAÇÃO PARASSIMPÁTICA (ACETILCOLINA Ach) inerva o coração diminuindo sua
atividade.
+ Freqüência Cardíaca
+ Contratilidade (diminui a condução do PA)
| A permeabilidade do NSA ao K
+
- hiperpolariza – menos suscetível à despolarização.


ELABORAR UM RESUMO DAS FASES DO PRM E PA

Dra. Maria Isabel Morgan Martins 17
6
66.
.. S
SSI
IIN
NNA
AAP
PPS
SSE
EE

TRANSMISSÃO DO IMPULSO NERVOSO
SINAPSE
ESTRUTURA DE UM NEURÔNIO (desenho)

 Corpo celular ou soma
núcleo
nucléolo
grânulos de Nissl
retículo endoplasmático rugoso
aparelho de Golgi
mitocôndrias
neurofilamentos
microtúbulos
alguns contêm pigmento de melanina

 Dendritos
grânulos de Nissl( próximo do corpo)
parte do aparelho de Golgi
neurofilamentos
microtúbulos

 Axônio (surge do corpo ou do dendrito)
> retículo endoplasmático liso
> amielínicos (não apresentam bainha)
> mielínicos (envoltório em espiral de múltiplas camadas de membrana da célula de
Schwann, denominada bainha de mielina)
Principal função do axônio consiste na transmissão da informação (SINAPSE).

SINAPSES

Junção neuro-anatômica especializada entre 2 neurônios em que a atividade
de um neurônio influencia a excitabilidade do segundo.
Segundo Charles Sherigton, sinapse é uma zona de contato especializada onde um neurônio
pode se comunicar com o outro. É o local onde ocorre a transmissão de impulsos de uma célula a
outra, gera o Potencial de Ação (PA).

FUNÇÃO:
- Conduzir impulso nervoso
- Bloquear impulso nervoso
- Integrar impulso nervoso
- Alterar impulso nervoso.

ANATOMIA FUNCIONAL:

1) Terminal pré-sináptico: Botões terminais ou botão sinápticos (dendritos e soma) contém numerosas
mitocôndrias e vesículas (contém o neurotransmissor).

2) Fenda sináptica ou juncional (30 a 50 nm): material rico em carboidratos.
Dra. Maria Isabel Morgan Martins 18

3) Membrana pós-sináptico: membrana do neurônio que contém os receptores, onde se ligaram os
neurotransmissores, densidades subsinápticas.

Desenho: neurônio, botão sináptico e suas conexões.
CÉLULA PRÉ-SINÁPTICA & CÉLULA PÓS-SINÁPTICA

O sistema nervoso humano contém em torno de 10
15
sinapses.

BOTÕES SINÁPTICOS: extremidades ovais – está separado da célula pós-sináptica por
uma fenda sináptica.

INTERIOR DO BOTÃO CONTÉM:
- Contém muitas mitocôndrias – o processo requer muita energia;
- Contém muitas vesículas ou grânulos contendo o transmissor químico, variando morfologicamente
de acordo com o tipo de transmissor.

EVENTOS PARA LIBERAÇÃO DO NEUROTRANSMISSOR:

1. Potencial de ação de despolarização atinge o botão do terminal pré-
sináptico
2.
Abertura dos canais de Ca
++
voltagem-dependente

3. Entrada de Ca++ no terminal pré-sináptico
4. As vesículas se movem em direção a membrana pré-sináptica e As vesículas
ou grânulos fundem-se com a membrana da célula nervosa pré-sináptica.
5. Área de fusão se rompe
6. Liberação do neurotransmissor pelo processo de exocitose para a fenda sináptica.
7. A quantidade do neurotransmissor liberada é proporcional ao influxo de Ca
++
.
8. Combinação do neurotransmissor ao receptor da membrana pós-sináptica
9.1 + 9.2 +



+
+














Canal Iônico
Formação do 2°mensageiro

Canal Iônico
Aumento da permeabilidade da membrana
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TIPOS SINAPSES
Em algumas das junções temos sinapses conjugadas, (elétrica e química ao mesmo tempo).

1. ELÉTRICA: Ocorre quando duas células excitáveis comunicam-se pela passagem direta de
corrente elétrica entre elas. Trata-se da transmissão efática ou eletrotônica. As junções abertas ou
gap junctions ligam células eletrotonicamente acopladas e fornecem vias de baixa resistência para
passagem direta do fluxo de corrente entre elas.
÷ Corrente Positiva (+) gera no interior uma Resposta negativa (-) ANÓDIO (INIBIR – Potencial
Ação -PA).
÷ Corrente Negativa (-) gera no interior uma resposta positiva (+) CATÓDICA (EXCITA -–
Potencial Ação- PA).


2. QUÍMICA: O neurônio pré-sináptico libera uma substância transmissora
(NEUROTRANSMISSORES) como conseqüência de um potencial de ação. O neurotransmissor
difunde-se através da fenda sináptica extracelular e ligam-se aos receptores sobre a membrana
pós-sináptica modificando suas propriedades elétricas. Características da Sinapse Química:
> Lenta:Retardo sináptico
> Transmissão unidirecional
> Caso envolva 2°mensageiro é mais lenta



3. MECÂNICA: percepção, esmagamento, pressão, picada,... gera PA.

4. POTENCIAL PÓS-SINÁPTICO:
Uma junção de fendas. (a)
Neuritos de duas células
conectadas
Dra. Maria Isabel Morgan Martins 20
 Despolarizante: quando ocorre o influxo de Na
+
e Ca
++
, decorrente do aumento de
condutância iônica, a favor do gradiente de concentração, com efeito, excitatório - Potencial
Pós Sináptico Excitatório (PPSE). Aumenta a probabilidade de que o PA ocorra no neurônio
Pós-sináptico, aumenta a freqüência de descarga de PA já existente.

 Hiperpolarizante: quando ocorre influxo de Cl
-
(cloreto) e efluxo de K
+
, a favor do gradiente
de concentração, com efeito inibitório Potencial Pós Sináptico Inibitório (PPSI). Reduz a
probabilidade de que o PA ocorra, diminui a freqüência de deflagração do PA já existente.

5. NÃO-RETIFICADORAS: passagem da corrente iônica nos dois sentidos.

6. RETIFICADORAS: quando a corrente pode atravessar a região sináptica em uma direção com
maior facilidade que na oposta.

CONDUÇÃO É UNIDIRECIONAL:
Condução do PA apresenta sempre um Sentido certo – alvo certo – receptor específico.
Mediador químico localizado nos neurônios pré-sinápticos.


CONECÇÕES SINÁPTICAS:

1) Sinapse Axodendrítica

2) Sinapse Axoaxônica

3) Sinapse Axossomática


Arranjos sinápticos no SNC. A. Uma sinapse axo-dendrítica. B. uma sinapse axo-somática. C. Uma
sinapse axo-axônica

CIRCUITOS CONVERGENTES E DIVERGENTES

- Convergente: vários neurônios pré-sináptico dirigem-se para um único neurônio pós-sináptico. Três
células pré-sinápticas convergem sobre o mesmo corpo celular pós-sináptico.
- Divergente: os axônios da maioria dos neurônios pré-sináptico divergem sobre diversos neurônios
pós-sinápticos. Um neurônio faz sinapse com duas células pós-sinápticas que, por
sua vez, fazem sinapse com quatro neurônios efetores.
- Circuito Reverberativo: nunca para, sempre está funcionando – MEMÓRIA – VIDA VEGETATIVA.

TRANSMISSÃO

Depende: grandes fibras mielínicas e pequenas fibras amielínicas.
Dra. Maria Isabel Morgan Martins 21
No AXÔNIO (membrana condutiva) o seu axoplasma apresenta a BAINHA DE MIELINA. A
CÉLULA DE SCHWANN é responsável pela produção da bainha de mielina que envolve várias vezes
o axônio. Esta bainha é uma substância lipídica conhecida como ESFIGOMIELA. A esfigomielina isola
eletricamente a membrana do axônio e com isso reduz os vazamentos iônicos (de mangueira) e
impede o influxo iônico. Nos espaços, ao longo do axônio que não estão preenchidos com a bainha de
mielina chamamos de NODO DE RANVIER, é neste local onde ocorre o influxo de íons.

CONDUÇÃO SALTATÓRIA – NODO A NODO
A condução se dá de Nodo de Ranvier a Nodo de Ranvier, por isso é chamado de
CONDUÇÃO SALTATÓRIA. A corrente elétrica flui do Líquido Extracelular (LEC) para o axoplasma –
Nodo A Nodo – salta. Somente os nodos despolarizam. Isto se deve ao EFEITO DA
MIELINIZAÇÃO SOBRE A VELOCIDADE DE CONDUÇÃO, torna mais rápida e econômica a
sinapse.
 Aumenta a velocidade da transmissão nervosa nas fibras musculares.
 Conserva energia para o axônio.

CONDUÇÃO PONTO A PONTO
O Estímulo vai atuar nas regiões adjacentes ao ponto gerador do Potencial de Ação (PA)

VELOCIDADE DE CONDUÇÃO:
DEPENDE:
1. Quanto maior o diâmetro mais rápido a será a propagação do estímulo Potencial de Ação (PA).
2. Fibras Mielinizadas, apresentam maior velocidade de condução do estímulo 130
m/s e as fibras Amielinizadas a velocidade de condução é baixa 0,5 m/s.

DESENVOLVIMENTO SINÁPTICO
(sinais químicos)
ALVOS CORRETOS SINAPSES CERTAS

RETARDO SINÁPTICO: tempo para que o mediador químico seja liberado e atue sobre a membrana
pós-sináptica (tempo mínimo 0.5 ms).


IMPULSO GERADO PODE SER EXCITATÓRIO (PPSE) OU
INIBITÓRIO (PPSI) – PÓS-SINÁPTICOS (PPS):
PPSE (Potencial Pós Sináptico Excitatório): a despolarização é gerada pela somação dos botões
ativos – Potencial de Ação (PA) – ocorre a ligação entre o mediador e a célula receptora.
PPSI (Potencial Pós Sináptico Inibitório): reduz a probabilidade de ocorrer o PA, por aumentar o
influxo de K
+
e Cl
-
. Os potenciais Inibitórios podem ser temporais e espaciais.


A. Um impulso chegando no terminal pré-sináptico provoca a
liberação do neurotransmissor. A. As moléculas ligam-se aos
canais de íon, cuja abertura é controlada pelo transmissor, na
membrana pós-sináptica. Se o Na+ entra na célula pós-
sináptica através dos canais abertos, a membrana se tornará
despolarizada.
B. As moléculas ligam-se aos canais de íon, cuja abertura é
controlada pelo pelo transmissor, na membrana pós-sináptica.
Se o Cl- entra a célula pós-sináptica, através dos canais
abertos, a membrana se tornará hiperpolarizada. A mudança
resultante no potencial da membrana, conforme registrado
através de um microeletrodo na célula é visto na figura abaixo
(Geração de um EPSP e IPSP).
Dra. Maria Isabel Morgan Martins 22
RESPOSTA DOS POTENCIAS PÓS-SINÁPTICOS:

 Os potencias pós-sinápticos são graduados e não são propagados.

 O grau em que uma sinapse pode afetar a atividade elétrica da célula pós-sináptica depende
da distância entre a sinapse e a membrana eletricamente excitável do corpo celular.

 Somação Espacial: é o resultado da geração de dois ou mais Potenciais Pós-sinápticos
(PPS), simultaneamente, em diferentes sinapses sobre a região receptiva da célula. Atividade
está presente em mais de um botão sináptico ao mesmo tempo.

 Somação Temporal: ocorre quando dois ou mais potenciais de ação chegam a um terminal
pré-sináptico a intervalo muito pequeno. Estímulos aferentes repetidos antes que o PPSE
termine (pare).

 Facilitação: quando um axônio pré-sináptico recebe estímulos repetidos, a resposta pós-
sinápticos pode aumentar a cada estimulação.


TIPOS DE JUNÇÃO:

 Junção Fechada: fusão de parte das membranas.

 Junção Aberta: a posição muito mais próxima que a de uma fenda sináptica.

ESTRUTURA DAS JUNÇÕES ABERTAS:

 As junções abertas são estruturas semelhantes a placas, que estão acopladas muito
próximas. Estas partículas protéicas intermembranosas consistem em seis subunidades
(conexon) que circundam um canal central acessível à água.

 Ca
++
e H
+
bloqueiam este canal.

SÍNTESE DOS NEUROPEPTÍDEOS:

Sintetizados em terminações nervosas (Botão Terminal) por vias nas quais participam
enzimas solúveis e precursores simples.
Síntese no corpo celular.
Codificados pelo ADN e transcritos em ARNmensageiro.

NEUROTRANSMISSORES

Mediadores químicos que influenciam os neurônios pós-sináptico.
Mediadores:
 ACETILCOLINA.
 NORADRENALINA.
 ADRENALINA.
 GABA (ÁCIDO GAMA-AMINOBUTÍRICO).
 HORMÔNIOS OU AGENTES PARÁCRINOS.
 SUBSTÂNCIAS AGONISTAS E ANTAGONISTAS.
 SEROTONINA
 DOPAMINA

Dra. Maria Isabel Morgan Martins 23
RESOLVA AS QUESTÕES:
1) O que é potencial de repouso?
2) O que é potencial de ação, como ocorre?
3) Qual a diferença entre os canais de Na
+
e de K
+
voltagem-dependente?
4) Qual a importância da bomba de Na
+
/K
+
?
5) O que é sinapse? Quais os tipos?
6) Explique como ocorre a sinapse elétrica?
7) Explique como ocorre a sinapse química?


Venenos
Venenos atuantes na formação do impulso nervoso
Devido à importância dos canais iônicos, principalmente de sódio e
potássio, no sistema nervoso central, vários animais desenvolveram mecanismos de
defesa e ataque que atuam nos mesmos. Como exemplo dessas substâncias, tem-
se:


Baiacu-ará: um peixe produtor de tetrodotoxina
• Tetrodotoxina: atua bloqueando os canais de sódio, impedindo que o potencial de
ação seja gerado e, consequentemente, paralisando os organismos que a ingerem.
Tal substância é encontrada em algumas espécies de peixe-balão.
• Saxitoxina: possui efeito muito semelhante ao da tetrodotoxina, pois é um homólogo
químico da mesma. É produzida pelos dinoflagelados, constituindo um malefícios da
maré vermelha, pois pode contaminar os bivalves que a ingerem através dos
dinoflagelados.
• Alfa-toxinas: prolongam o potencial de ação, causando distúrbios nos SNC, uma
espécie de confusão do SNC. É encontrada no veneno de escorpião.
• Beta-toxinas: altera a diferença de potencial nas quais os canais de sódio são
ativados (abertos), diminuindo drasticamente tais valores, o que novamente causa
distúrbios ao SNC. Também é encontrada no veneno de escorpião.
• Batracotoxina: é uma toxina alcalóide que combina os efeitos das alfa e beta-
toxinas. É produzida por algumas rãs da América do Sul. É usada na ponta de flexas
por tribos indígenas sul-americanas.
• Dendrotoxina, apamina e caibdotoxina: tais toxinas tem como efeito primordial o
bloqueio dos canais de potássio.
Tais tipos de venenos não são produzidos exclusivamente por animais, algumas
espécies de vegetais produzem substâncias semelhantes, como por exemplo a
aconitina e a veratridina.
Dra. Maria Isabel Morgan Martins 24
Venenos atuantes na liberação dos neurotransmissores
Novamente como mecanismos de defesa e ataque os animais desenvolveram
estratégias contras os sistemas nervosos de seus adversários, sendo desta vez os
neurotransmissores o alvo.
• Toxinas Clostridiais: atua bloqueando a liberação de neurotransmissores na fenda
sináptica, sendo uma protease extremamente específica que cliva proteínas da
membrana pré-sináptica fundamentais para a fusão das vesículas com a membrana
plasmática do neurônio pré-sináptico.. É um toxina bacteriana extremamente potente
responsável pelo botulismo e tétano.
• Alfa-latrotoxina: liga-se à membrana pré-sináptica facilitando a ligação das
vesículas contendo neurotransmissores com a mesma, o que promove uma
descarga abundante de neurotransmissores. É produzida pelas fêmeas da espécie
de aranha viúva negra.
• Alfa-bungarotoxina: é um peptídeo que se liga de forma permanente aos receptores
colinérgicos pós-sinápticos, o que impede a abertura dos canais iônicos da placa-
motora pela acetilcolina, paralisando o alvo. É produzido pela cobra Bungarus
multicinctus.
• Alfa-neurotoxina, erabutoxina e curare (mistura de toxinas vegetais): os três
venenos citados tem efeito semelhante ao da alfa-bungarotoxina.
• Conotoxinas: tal classe de veneno possui efeito vasto e devastador, podendo
bloquear desde os canais de sódio e cálcio até receptores para glutamato e
acetilcolina. O efeito primordial é a paralisia total de presa. São produzidas por
caracóis marinhos do tipo gastrópodes.
• Estricnina: é um alcalóide que atua nas sinapses de glicina, causando
hiperatividade, espasmos, convulsões e morte. É retirado da semente do vegetal
Strychnas nux-vamica.

Potencial de ação & Darwin
Com a evolução, alguns organismos tornaram-se complexos e maiores. Houve,
então, necessidade de manter fidedigna as informações das porções mais distais do
organismo. Para tal, o potencial de ação tornou-se um mecanismo muito eficiente,
pois sua informação está contida na freqüência, que é uma propriedade que depende
da fonte somente, ou seja, não se altera até chegar ao seu destino. Diferente do
potencial passivo, que tem sua informação contida na amplitude, sujeita a várias
alterações pelo meio. Comparando-se com as ondas de rádio, pode-se dizer que o
potencial de ação equivale à FM (freqüência modulada), enquanto o potencial
passivo equivale à AM (amplitude modulada).









Séc. XIX- Ivan Pavlov: nascido em 1849, médico russo descobridor dos comportamentos que são reflexos condicionados, nasceu na Rússia central. Enquanto estudava a digestão de cães de laboratório, casualmente descobriu que certos sinais provocavam a salivação e a secreção estomacal no animal, uma reação que deveria ocorrer apenas quando houvesse ingestão de alimento. Teorizou que o comportamento estava condicionado a esses sinais, que habitualmente precediam a chegada do alimento, e que faziam o cão antecipar seus reflexos alimentares. Pavlov procedeu experimentalmente, fazendo soar uma campainha anunciando o alimento, e constatou que em pouco tempo o cão respondia com salivação ao soar da campainha, que passou a ser um estímulo e a provocar o reflexo da salivação mesmo sem a presença da comida. Constatou também que não podia enganar o cão por muito tempo, pois a falta da comida fazia que os sinais perdessem seu efeito. Pavlov recebeu o prêmio Nobel em 1904 de Fisiologia-Medicina pelas suas pesquisas sobre a digestão alimentar. Famoso em seu país e no exterior tornou-se uma voz difícil de calar quando se opôs ostensivamente ao regime comunista instalado no país com a revolução de 1917. Trabalhou em seu laboratório até seu falecimento, na idade de 87 anos, em 1936.

FISIOLOGIA
ESTRUTURA FUNÇÃO
Etimologia: origem grega physis = natureza e logos = palavra ou estudo. “Estudo do funcionamento da matéria viva, procurando explicar os fatores físicos e químicos responsáveis pela origem, desenvolvimento e progresso da vida”. Estuda as modificações que ocorrem num organismo, e que sofrem influencias tanto do meio interno quanto externo. Toda função implica em modificações: ou estruturais, ou físicas, ou químicas. Ex.: movimento do braço. AMBIENTE provoca modificações internas FISIOLÓGICAS. Ex.:... Toda e qualquer modificação ocorrerá na menor unidade do ser vivo que é a CÉLULA – MEIO INTERNO.

Complementação da anatomia à fisiologia

SER VIVO: metabolismo, digestão, respiração, movimento, sensibilidade, reprodução. ORGANIZAÇÃO: diferencia um ser do outro. FORMA FUNÇÃO INDISSOCIÁVEIS. Ex....

CÉLULA É A MENOR UNIDADE DE UM SER VIVO QUE APRESENTA FORMA E FUNÇÃO ESPECÍFICA.

Dra. Maria Isabel Morgan Martins

2

NÚCLEO CÉLULAS SE AGRUPAM? POR QUÊ? CÉLULA . Constituída por: MEMBRANA . Ex.CITOPLASMA .ÓRGÃOS . Apresentam características básicas comum 60 a 70% do corpo humano são compostos de líquidos. Maria Isabel Morgan Martins 3 . TECIDOS: diferem pela quantidade de tecido presente na parede. mas podem diferir de órgão para órgão.TECIDOS .APARELHOS ORGANISMO CÉLULAS se agrupam para redução de trabalho e economia de energia. INTEGRAÇÃO Dra.   Similar em sua construção..SISTEMAS .

armazenamento de minerais.ENERGIA . SISTEMAS DE ÓRGÃOS: FUNÇÕES Nervoso: controla atividade dos outros sistemas.RESPIRAÇÃO METABOLISMO OXIDATIVO O2 .ALIMENTO ALIMENTO . Pergunta: COMO SE PODE UTILIZAR A ESTRUTURA DA CÉLULA PARA EXPLICAR O TERMO VIDA? JUSTIFIQUE A CONCLUSÃO.ELIMINA AO MEIO AMBIENTE .GERAR TRABALHO ORIGEM . HOMEOSTASIA:  Manutenção das condições constantes ou estáticas. produto final de metabolismo etc. MANUTENÇÃO DAS CONDIÇÕES CONSTANTES OU ESTÁTICAS DO MEIO INTERNO É REGULADA POR: RETRO-ALIMENTAÇÃO (POSITIVA OU NEGATIVA) ou FEED-BACK (POSITIVO OU NEGATIVO).  Manutenção do estado de equilíbrio do meio interno  Uma série de propriedades do meio interno incluindo.CÉLULA . Maria Isabel Morgan Martins 4 .. etc.ABSORÇÃO . gases. osmolaridade.. absorção de nutrientes. Dra. Nível sistêmico: órgãos relacionados que desempenham uma função comum Nível do organismo: todos os sistemas funcionado como um todo – formando um indivíduo vivo.SANGUE . etc. Cardiovascular: transporte de nutrientes. Esquelético: sustentação.Organização das estruturas do corpo humano: 1) 2) 3) 4) 5) 6) Nível químico: formação de moléculas por átomos...ENERGIA RESÍDUOS METABÓLITOS ELIMINAR DO SANGUE . Digestivo: digestão. Nível celular: combinação das moléculas para formar a célula = unidades estruturais e funcionais de um organismo. etc.. Nível tecidual: grupos de células semelhantes Nível orgânico: compostos de dois ou mais tecidos. pH.REGULADOS PELOS SITEMAS NERVOSO E ENDÓCRINO PERPETUAÇÃO DA ESPÉCIE... do meio interno. Respiratório: captação de oxigênio e eliminação de dióxido de carbono etc. ORGANISMO .SISTEMA URINÁRIO RESPIRATÓRIO . armazenamento de alimentos. hormônios. etc. volume.. Urinário: homeostasia do volume e da composição do líquido extracelular remove substâncias. concentração iônica e de outros componentes devem ser mantidas dentro de faixas estreitas de variação para que as células sobrevivam normalmente. pressão..DIGESTÃO .

LÍÍQUIIDOS CORPORAIIS 2 L Q U D OS C OR P O R A S O QUE É O MEIO INTERNO / MEIO EXTERNO? Líquido circulante de um organismo vivo. ao parasitismo e ao câncer. crescer e desempenhar suas funções específicas enquanto estiverem disponíveis as concentrações adequadas de: O2. do balanço energético e da composição do líquido extracelular. 60% corpo humano adulto é: LÍQUIDO . glicose. ÁGUA CORPORAL TOTAL (ACT) LIC (2/3 ACT) LEC (1/3 ACT) LEC LIC LINT PLASMA Cálculo volume de água do corpo.. LÍQUIDOS CORPORAIS: a concentração eletrolítica varia de modo acentuado entre os diferentes compartimentos. aa.Endócrino: regulação da reprodução. do metabolismo. substâncias Gordurosas e outros.5 g% LÍQUIDO INTRACELULAR 10 mEq/L 140 mEq/L 1 mEq/L 58 mEq/L 4 mEq/L 10 mEq/L 75 mEq/L 2 mEq/L 0 a 20 mg% 200 mg% 2 a 95 g% Na+ K+ Ca++ Mg++ Cl++ HCO-3 Fosfatos SO-4 Glicose Aminoácidos Colesterol Fosfolipídios Gordura neutra Dra.. 2. do crescimento. Imune: resiste às infecções. etc.CLAUDE BERNARD XIX – MILIEU INTÉRIEUR. Linfático: balanço hídrico. diversos íons. Maria Isabel Morgan Martins 5 . As células são capazes de viver.. COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS LÍQUIDOS EXTRA E INTRACELULARES: LÍQUIDO EXTRACELULAR 142 mEq/L 4 mEq/L 5 mEq/L 3 mEq/L 103 mEq/L 28 mEq/L 4 mEq/L 1 mEq/L 90 mg% 30 mg% 0. transporte de gordura digerida.

Vitamina E.. -enzimas. Proteínas da membrana: PROTEÍNAS estão embebidas nas membranas. carreadoras formam canais iônicos para a passagem de íons. COLESTEROL: determinando a fluidez na membrana celular. representam 50% da massa.Po2 Pco2 pH Proteínas 35 mmHg 46 mmHg 7. MEMBR AN A CELULAR 1 MEMBR AN A CELULAR MEMBRAN A CELULAR: SEPARAM OS LÍQUIDOS CORPORAIS  Confere individualidade  Permeabilidade seletiva  Modelo "mosaico fluido"  Espessura: 7.5 nm (75 Angstron)  Membranas são estruturas dinâmicas Composição: Proteínas . -proteínas carreadoras. Maria Isabel Morgan Martins 6 . 1) Proteínas periféricas ou extrínsecas 2) Proteínas integrais ou intrínsecas: -canais ou poros. GLICOCÁLICE: glicídios agindo como receptores. cauda – hidrofóbicas). -receptores. atuam como BOMBAS. LIPÍDIOS: fosfolipídios (cabeça – hidrofílica. atuam como enzimas. fosfolipídios. colesterol. VITAMINA E: antioxidante.0 16g% (40 mEq/L) Barreiras que separam . carboidratos (glicocálice). Função das proteínas: estruturais. LEC 142 mEq/L 4 5 3 103 Menor LIC 10 140 1 58 4 Maior TRANSPORTE MEDIADO POR PROTEÍNAS: Dra. são unidades globulares.MEMBRANA Na+ K+ Ca++ Mg++ ClPROTEÍNAS 1.4 2g% (5 mEq/L) 20 mmHg 50 mmHg 7.

 Razão entre a superfície – volume.. dióxido de carbono. TRAÇÃO PELO SOLVENTE. DIFUSÃO: FLUXO EFETIVO DE PARTÍCULAS DE SOLUTO DAS ÁREAS DE MAIOR PARA ÁREAS DE MENOR CONCENTRAÇÃO. passam mais rápido ex: H2O Moléculas carregadas elétricamente: os íons são praticamente insolúveis. PROCESSO EXOCITOSE E ENDOCITOSE. 6. ( +/. 1. Gradiente químico ou gradiente concentração de substâncias. TIPOS: 1. POTENCIAIS DE MEMBRANA: diferença de potencial Intracelular (-) e no Extracelular (+) PMR = -70 mV 4. Maria Isabel Morgan Martins 7 . necessitam canais de proteínas. 3. 7.1 DIFUSÃO SIMPLES (DS): + concentrado – concentrado Dra.. desmossomos. DIFUSÃO FACILITADA. proteínas de aderência.É mais rápido Proteína mediadora possui especificidade química Diferentes moléculas podem competir com o transportador O transporte pode ser inibido por outra substância que tem afinidade com o mediador A velocidade do transporte mostra cinética de saturação:  concentração composto velocidade após  PERMEABILIDADE DIFUSIVA DAS MEMBRANAS: Moléculas lipossolúveis: ex: oxigênio. CONEXÕES INTERCELULARES: junções abertas e fechadas. Moléculas hidrossolúveis: pequenas e sem cargas (-) ou (+). TRANSPORTE ATIVO. 2. TRANSPORTE ATRAVÉS DA MEMBRAN A 4 TRANSPORTE ATRAVÉS DA MEMBRAN A FORÇAS QUE PROMOVEM O MOVIMENTO DE ÁGUA E DE OUTRAS MOLÉCULAS ATRAVÉS DESSA BARREIRA SÃO: 1. FATORES QUE INFLUENCIAM AS TROCAS:  Gradiente entre as células. OSMOSE. etc. 5. nitrogênio. exercício. FILTRAÇÃO.) X K+ ClPROTY K+ Cl- MANTER A ELETRONEUTRALIDADE (efeito Donnan). 4. DIFUSÃO. respiração.  Fatores metabólicos.  Permeabilidade  Alimento  Temperatura. Gradiente elétrico: difusão de íons é influenciada por suas cargas..

mas não necessita de ATP para difusão. e.  ENERGIA fornecida pelo metabolismo do ATP. Depende:  do funcionamento de bombas protéicas nas membranas celulares. TRANSORTE ATIVO (TA): mediado por CARREADORES COM GASTO DE ENERGIA. OSMOSE: difusão de moléculas do SOLVENTE: . Dra. Subst. POLARES: difundem-se através dos canais iônicos (Na+/k+) 1. A célula funciona como um sistema osmótico devido à existência de moléculas que não consegue atravessar a membrana. que depende da concentração molécula carreadora. pode liberar energia sob a forma de calor. APOLARES: difundem-se através das membranas. Osmose: é o fluxo de água através de uma membrana semipermeável. Mediada por carreador e a favor do gradiente de concentração. levam à passagem de água para restabelecer o equilíbrio osmótico intra e extracelular. FILTRAÇÃO: líquido atravessa devido à diferença de pressão. Maria Isabel Morgan Martins 8 . TRAÇÃO PELO SOLVENTE: fluxo de massa. Atinge um máx. Efeito reduzido. Alterações na concentração de água que circunda a célula rapidamente acarretam modificações de volume celular. 4.Subst.2 DIFUSÃO FACILITADA (DF): o movimento ocorre de acordo com gradiente de concentração eletroquímico. Soluções:  Isotônica  Hipotônica  Hipertônica 5. IMPORTANTE NOS PROCESSOS FISIOLÓGICOS. portanto. não necessita de energia – LIGADO A UMA MOLÉCULA PROTEÍCA CARREADORA que facilita a passagem da substância. o solvente tende a carregar com ele algumas moléculas de soluto. de um compartimento em que a concentração de soluto é menor para outro em que a concentração de soluto é maior.  Primordial no nosso corpo.concentração do soluto para + concentração do soluto (membrana impermeável). K+ K+ K+ DIFUSÃO Na+ K+ DIFUSÃO Na+ Na + Na+ 2. 3.

: Na+ e Ca++. BOMBA Na+/K+ATPase dependente (enzima que converte o ATP a ADP. Transportada e carreadora movem-se na mesma direção. EX.5. alguns neurônios. K+. Potencial de repouso da membrana varia de acordo com o tipo de célula:  . As forças do gradiente de concentração e gradiente elétrico deste íon atuariam até se igualarem. que não está sendo excitada de alguma forma.  .. Maria Isabel Morgan Martins 9 . Dra. Bomba Na+/K+ (Bomba Eletrogênica) POTENCIAL DE EQUILÍBRIO  É a voltagem que existiria através de uma membrana.. fibras nervosas calibrosas.40 a -70 mV. se ela fosse permeável exclusivamente a um íon. alguns tipos de músculos lisos. 6. nos eritrócitos humanos. músculo esquelético. Na+e H+. Na+ e aminoácidos. ventricular cardíaca. maioria dos aminoácidos. atingindo assim o equilíbrio.: Na+. etc. ENDOCITOSE OU PINOCITOSE 7. + + Gradiente de concentração de Na e K Depende Permeabilidade da membrana O potencial de membrana é medido através de microeletrodos. Por que a célula tem o seu interior negativo em relação ao exterior?   Presença de moléculas protéicas com cargas negativas no citoplasma. 5..  . K+ e H+. Ca++.1 TA PRIMÁRIO: moléculas movem-se contra o gradiente de concentração eletroquímico e necessita de ATP. POTENCIIAL DE REPOUSO E AÇÃO 5 POTENC AL DE REPOUSO E AÇÃO POTENCIAL DE REPOUSO DA MEMBRANA É a diferença de potencial elétrico entre o interior e o exterior da membrana celular.90 mV.30 mV. Cl.7 mV. aa. açúcares.  SIMPORTE OU COTRANSPORTE: mol. movem-se em direções opostas.. fosfatos). Ex: Na+ e glicose. Ex. o suprimento vem de outras moléculas pelo seu gradiente eletroquímico (glicose.  ANTIPORTE OU CONTRATRANSPORTE: as moléc.  .2 TA SECUNDÁRIO: CONTRA gradiente. EXOCITOSE 5.

EK = . propagada pela membrana plasmática. chamada Potencial de Ação (PA).60 mV log 0.1 M K+ 0. chamada Potencial de Ação (PA). Todas as células capazes de produzir PA Membrana é permeável a vários íons por DIFUSÃO SIMPLES: sempre da região de maior concentração para a de menor concentração.60 mV Quando o potencial de membrana é deslocado do potencial de equilíbrio de um íon.60 mV log (10) EK = . FEM(mV)=  61 log CNaPNa + CKPK + CClPCl (interior) CNaPNa + CKPK + CClPCl (exterior)  POTENCIAL DE REPOUSO DA MEMBRANA (PRM) A comunicação entre as células depende de uma variação elétrica. 2. 2.1 0. 3. Determina a passagem de um determinado íon através da membrana.70 mV PR= . Polaridade da carga elétrica de cada íon.01 M K+ EK = .01 0. FEM(mV)=  61 log conc IN Conc EX (íon – PA +) (íon + PA -) EK = C log10 ([K+]direita/[K+]esquerda) A B EK = .70 mV FP 20 mV FP 130 mV A comunicação entre as células depende de uma variação elétrica. EQUAÇÃO DE GOLDMAN-HODKIN-KATZ: a membrana é permeável a vários íons. Da concentração (C) dos íons dentro (in) e fora (ex) da membrana. EQUAÇÃO DE NERNST: permite calcular a diferença de potencial elétrico. propagada pela membrana plasmática. Todas as células capazes de produzir PA Dra. Concentração dos íons difusíveis é MAIOR em um dos lados da membrana. Permeabilidade (P) da membrana a cada íon. que é igual e oposta à força de concentração. que no outro. Membrana é semipermeável (permite a passagem de determinados íons positivos (+) e não a íons negativos (-)). passa a existir uma força propulsora efetiva. determinado por: 1.90 mV ENa = +60 mV PR= . necessária para produzir uma força elétrica. Maria Isabel Morgan Martins 10 . é determinada: 1.

Da atuação da ATPase (Bomba Na+/k+) (. Pela bomba sempre SAEM 3NA+ e ENTRA 2K+.Na+ / k+ / Cl. Do potencial de difusão do Na+ Da maior concentração de proteínas aniônicas (-) no INTEIROR da célula. Isso mantém o grau de eletronegatividade no interior da membrana.dentro e + fora). depende do gradiente de concentração de íons positivos (+) e negativos (–) dentro e fora da célula. Potencial de Repouso da Membrana depende: K+ Na+ - K+ Na+ Do potencial de difusão K+ voltagem-dependente (sai + K+Na+) . PERMEABILIDADE DA MEMBRANA. EQUILÍBRIO DINÂMICO CLORETO potencial passivo afeta a magnitude do PA.são os íons mais importantes na geração do PA nas fibras nervosas e musculares. Maria Isabel Morgan Martins 11 . Estas são pouco difusíveis. Dra.determinar o PRM. . Transporte de CÁLCIO é semelhante ao de sódio.

O tamanho e a forma do potencial de ação diferem de um tecido excitável para outro tecido. O ESTÍMULO – AUMENTA () A PERMEABILIDADE AO Na E. GERANDO UM POTENCIAL DE AÇÃO (PA) ATRAVÉS DE SINAIS NEURAIS. COM ISSO.POTENCIAL DE AÇÃO É a variação rápida do potencial de membrana. FASES: Fase de Repouso ou Polarização Fase de Despolarização Fase de Repolarização Hiperpolarização + Dra. Maria Isabel Morgan Martins 12 . PERTURBA O POTENCIAL DE REPOUSO DA MEMBRANA. seguido por retorno ao potencial de repouso da membrana. POTENCIAL DE MEMBRANA VARIA DE UM VALOR NEGATIVO (NORMAL) PARA UM VALOR POSITIVO (+) (INSTANTÂNEO) E VOLTA AO VALOR NEGATIVO (-).

B. B. Maria Isabel Morgan Martins 13 .K+ Dra. Cargas positivas saem de dentro da cél. Uma visão esquemática do potencial de ação idealizado. DESPOLARIZAÇÃO: GRANDE INFLUXO DE SÓDIO (o interior fica positivo e o exterior se torna negativo) até atingir o LIMIAR (intensidade e número de E próximo a zero). Registros reais de potenciais de ação são comumente distorcidos em comparação às visões esquemáticas devido a variações nas técnicas eletrofisiológicas de registro. retorna o potencial negativo . -. 1. Estímulo: limiar e supra-limiar ++ Na+ 2. REPOLARIZAÇÃO: os poros tornam-se menos permeáveis ao Na+ e MUITO PERMEÁVEIS AO K+ (estes saem em alta concentração do interior da célula para o exterior). Ilustra as suas várias fases à medida que ele percorre um único ponto da membrana plasmática.A.

Maria Isabel Morgan Martins 14 . Depender da freqüência da estimulação e do intervalo de tempo entre os Estímulos repetidos. que são capazes de excitar a fibra: 1) canais de Na+ não retornaram de seu estado de inativação. Canais de Na+e de K+ Voltagem-Dependente: Repouso = comporta de ativação fechada E comporta de inativação aberta Ativação = alteração conformacional Inativação = comporta de inativação fechada Canal Na+ Canal K+ Repouso = comporta fechada Ativação = alteração conformacional e abertura lenta Dra. Ocorre devido a estímulos fortes. produzindo hiperpolarização. 2) canais de K+ abertos. após o overshoot). HIPERPOLARIZAÇÃO: está abaixo do Potencial Repouso da Membrana. Pode ser gerando pelo efluxo prolongado de K. Só ocorre potencial de ação se a fibra voltar ao seu estado de repouso. mesmo com estímulo forte.3. Tipos: a) ABSOLUTO (fase despolarização ao overshoot). b) RELATIVO (fase de repolarização. o que torna a membrana mais negativa. 5. 4. PERÍODO REFRATÁRIO: um segundo PA não ocorre enquanto a membrana estiver DESPOLARIZADA. SOMAÇÃO: Estímulos repetidos sublimiares geram PA. É o intervalo de tempo durante o qual não pode ser produzido outro potencial de ação. LIMIAR: É A VOLTAGEM COM QUE UMA CÉLULA NERVOSA OU MUSCULAR PRECISA. Pode ser TEMPORAL: 2 ou mais Estímulos sublimiares – que atinge o LIMIAR e despolarizam a membrana – gerando um PA. PARA SER DESPOLARIZADA E GERAR O POTENCIAL DE AÇÃO.

Ex: fibras musculares do coração. Platô de Alguns Potenciais de Ação: Ocorre quando a membrana excitável não despolarização. Maria Isabel Morgan Martins 15 . Células cardíacas e lisas onde deve ocorrer uma CONTRAÇÃO COMPLETA e relativamente PROLONGADA. Músculo esquelético: possui elevação e queda aguda do PA. a despolarização irá se propagar se as condições forem adequadas por toda a membrana. dar tempo para se recuperar) protege o coração de arritmias rápidas – completa a contração ventricular. VELOCIDADE DO Potencial Ação: EM PLATÔ = 200 m/s EM PONTA = 2 m/s (repolarização logo após a despolarização). 2. Músculo Liso tem PLATÔ PROLONGADO (UTERINA) 4. Estímulos rápidos e repetidos podem levar a tetania (acúmulo de múltiplas contrações sustentadas). Princípio Tudo-ou-Nada: Uma vez produzido o potencial de ação. caso contrário. CANAIS DE Ca++ SÃO MAIS IMPORTANTES NA REGULAÇÃO DA FREQÜÊNCIA E FORÇA DE CONTRAÇÃO MUSCULAR. Músculo liso dos vasos sangüíneos: Potencial Ação e PLATÔ mais prolongados que o cardíaco – mais dependente do influxo de Ca. ou seja a recuperação do Potencial Repouso da Membrana é RETARDADO. Fibras de Purkinje cardíacas (período refratário absoluto.Participação de Outros Íons: Bomba de Cálcio Ca++ Canais de Cálcio Voltagem-Dependentes (lentos) Cl- Propagação do Potencial de Ação: Fibra nervosa é excitada. PLATÔ ocorre: 1. Dra. 3. Os canais de Ca são mais lentos e menos abundantes no axônio. Novas áreas são despolarizadas e produzem novos circuitos e mais despolarizações. não irá se propagar. Ocorre em células em que o mecanismo de Ca é importante – forma o PLATÔ no Potencial Ação.  Canais rápidos de Na+  Canais lentos de Ca++ +  Canais lentos de K se repolariza imediatamente após a Causas CANAIS DE CÁLCIO (Ca++): O mesmo Estímulo abre canais de Na e de Ca na geração do PA. com isso modifica a permeabilidade damembrana ao Na+ e gera despolarização.

músculos lisos e em muitos neurônios do sistema nervoso central. ESTIMULAÇÃO PARASSIMPÁTICA (ACETILCOLINA Ach) inerva o coração diminuindo sua atividade. Potencial de repouso: -60 a -70 mV ESTIMULAÇÃO SIMPÁTICA (NORADRENALINA) inerva estimulando o coração.  Freqüência Cardíaca  Contratilidade  Débito cardíaco Fibras do Sistema Nervoso SIMPÁTICO.  Freqüência Cardíaca  Contratilidade (diminui a condução do PA)  A permeabilidade do NSA ao K+ . influxo de Ca+2 . interação permeabilidade aos íons Na+ K+ Ca++. contração . Maria Isabel Morgan Martins 16 . freqüência Disparo do NSA .Ritmicidade de Alguns Tecidos Excitáveis: Ocorre no coração. ELABORAR UM RESUMO DAS FASES DO PRM E PA Dra. Interagem com receptores -1 .hiperpolariza – menos suscetível à despolarização.

FUNÇÃO: Conduzir impulso nervoso Bloquear impulso nervoso Integrar impulso nervoso Alterar impulso nervoso. denominada bainha de mielina) Principal função do axônio consiste na transmissão da informação (SINAPSE). É o local onde ocorre a transmissão de impulsos de uma célula a outra. Maria Isabel Morgan Martins 17 .6.  SINAPSES Junção neuro-anatômica especializada entre 2 neurônios em que a atividade de um neurônio influencia a excitabilidade do segundo. ANATOMIA FUNCIONAL: 1) Terminal pré-sináptico: Botões terminais ou botão sinápticos (dendritos e soma) contém numerosas mitocôndrias e vesículas (contém o neurotransmissor). Segundo Charles Sherigton. 2) Fenda sináptica ou juncional (30 a 50 nm): material rico em carboidratos. sinapse é uma zona de contato especializada onde um neurônio pode se comunicar com o outro.. SIINAPSE 6 S N APSE TRANSMISSÃO DO IMPULSO NERVOSO SINAPSE ESTRUTURA DE UM NEURÔNIO (desenho)  Corpo celular ou soma núcleo nucléolo grânulos de Nissl retículo endoplasmático rugoso aparelho de Golgi mitocôndrias neurofilamentos microtúbulos alguns contêm pigmento de melanina Dendritos grânulos de Nissl( próximo do corpo) parte do aparelho de Golgi neurofilamentos microtúbulos  Axônio (surge do corpo ou do dendrito) > retículo endoplasmático liso > amielínicos (não apresentam bainha) > mielínicos (envoltório em espiral de múltiplas camadas de membrana da célula de Schwann. Dra. gera o Potencial de Ação (PA).

extremidades ovais – está separado da célula pós-sináptica por INTERIOR DO BOTÃO CONTÉM: . CÉLULA PRÉ-SINÁPTICA & CÉLULA PÓS-SINÁPTICA O sistema nervoso humano contém em torno de 10 15 sinapses. Entrada de Ca++ no terminal pré-sináptico 4. Área de fusão se rompe 6. 8.1  9.Contém muitas vesículas ou grânulos contendo o transmissor químico. Combinação do neurotransmissor ao receptor da membrana pós-sináptica 9. Potencial de ação de despolarização atinge o botão do terminal présináptico 2. Desenho: neurônio.2  Canal Iônico Formação do 2° mensageiro  Canal Iônico  Aumento da permeabilidade da membrana Dra. botão sináptico e suas conexões. A quantidade do neurotransmissor liberada é proporcional ao influxo de Ca ++. densidades subsinápticas.3) Membrana pós-sináptico: membrana do neurônio que contém os receptores. BOTÕES SINÁPTICOS: uma fenda sináptica. variando morfologicamente de acordo com o tipo de transmissor. As vesículas se movem em direção a membrana pré-sináptica e As vesículas ou grânulos fundem-se com a membrana da célula nervosa pré-sináptica. . 7. Abertura dos canais de Ca++ voltagem-dependente 3. EVENTOS PARA LIBERAÇÃO DO NEUROTRANSMISSOR: 1. onde se ligaram os neurotransmissores.Contém muitas mitocôndrias – o processo requer muita energia. Maria Isabel Morgan Martins 18 . Liberação do neurotransmissor pelo processo de exocitose para a fenda sináptica. 5.

1. As junções abertas ou gap junctions ligam células eletrotonicamente acopladas e fornecem vias de baixa resistência para passagem direta do fluxo de corrente entre elas. 4. pressão. (elétrica e química ao mesmo tempo). picada. esmagamento. Trata-se da transmissão efática ou eletrotônica. (a) Neuritos de duas células conectadas 2. MECÂNICA: percepção.TIPOS SINAPSES Em algumas das junções temos sinapses conjugadas.. Uma junção de fendas.. Características da Sinapse Química: > Lenta:Retardo sináptico > Transmissão unidirecional > Caso envolva 2° mensageiro é mais lenta 3. O neurotransmissor difunde-se através da fenda sináptica extracelular e ligam-se aos receptores sobre a membrana pós-sináptica modificando suas propriedades elétricas. QUÍMICA: O neurônio pré-sináptico libera uma substância transmissora (NEUROTRANSMISSORES) como conseqüência de um potencial de ação.  Corrente Negativa (-) gera no interior uma resposta positiva (+) CATÓDICA (EXCITA -– Potencial Ação. POTENCIAL PÓS-SINÁPTICO: Dra. gera PA. Maria Isabel Morgan Martins 19 ..PA). ELÉTRICA: Ocorre quando duas células excitáveis comunicam-se pela passagem direta de corrente elétrica entre elas.  Corrente Positiva (+) gera no interior uma Resposta negativa (-) ANÓDIO (INIBIR – Potencial Ação -PA).

. a favor do gradiente de concentração. Uma sinapse axo-axônica CIRCUITOS CONVERGENTES E DIVERGENTES .Circuito Reverberativo: nunca para.(cloreto) e efluxo de K+. CONECÇÕES SINÁPTICAS: 1) 2) 3) Sinapse Axodendrítica Sinapse Axoaxônica Sinapse Axossomática Arranjos sinápticos no SNC. decorrente do aumento de condutância iônica. TRANSMISSÃO Depende: grandes fibras mielínicas e pequenas fibras amielínicas. com efeito inibitório Potencial Pós Sináptico Inibitório (PPSI). Três células pré-sinápticas convergem sobre o mesmo corpo celular pós-sináptico. NÃO-RETIFICADORAS: passagem da corrente iônica nos dois sentidos. Aumenta a probabilidade de que o PA ocorra no neurônio Pós-sináptico. A. Reduz a probabilidade de que o PA ocorra. C. Despolarizante: quando ocorre o influxo de Na+ e Ca++. CONDUÇÃO É UNIDIRECIONAL: Condução do PA apresenta sempre um Sentido certo – alvo certo – receptor específico. . Uma sinapse axo-dendrítica.  5. com efeito. Maria Isabel Morgan Martins 20 . B.Divergente: os axônios da maioria dos neurônios pré-sináptico divergem sobre diversos neurônios pós-sinápticos. aumenta a freqüência de descarga de PA já existente. Mediador químico localizado nos neurônios pré-sinápticos. uma sinapse axo-somática. a favor do gradiente de concentração. Hiperpolarizante: quando ocorre influxo de Cl . Um neurônio faz sinapse com duas células pós-sinápticas que. sempre está funcionando – MEMÓRIA – VIDA VEGETATIVA. fazem sinapse com quatro neurônios efetores. excitatório . RETIFICADORAS: quando a corrente pode atravessar a região sináptica em uma direção com maior facilidade que na oposta.Potencial Pós Sináptico Excitatório (PPSE). diminui a freqüência de deflagração do PA já existente.Convergente: vários neurônios pré-sináptico dirigem-se para um único neurônio pós-sináptico. por sua vez. 6. Dra.

por isso é chamado de CONDUÇÃO SALTATÓRIA. cuja abertura é controlada pelo pelo transmissor. Fibras Mielinizadas.No AXÔNIO (membrana condutiva) o seu axoplasma apresenta a BAINHA DE MIELINA. Isto se deve ao EFEITO DA MIELINIZAÇÃO SOBRE A VELOCIDADE DE CONDUÇÃO. torna mais rápida e econômica a sinapse. na membrana pós-sináptica. As moléculas ligam-se aos canais de íon. IMPULSO GERADO PODE SER EXCITATÓRIO INIBITÓRIO (PPSI) – PÓS-SINÁPTICOS (PPS): (PPSE) OU PPSE (Potencial Pós Sináptico Excitatório): a despolarização é gerada pela somação dos botões ativos – Potencial de Ação (PA) – ocorre a ligação entre o mediador e a célula receptora.entra a célula pós-sináptica. CONDUÇÃO PONTO A PONTO O Estímulo vai atuar nas regiões adjacentes ao ponto gerador do Potencial de Ação (PA) VELOCIDADE DE CONDUÇÃO: DEPENDE: 1. conforme registrado através de um microeletrodo na célula é visto na figura abaixo (Geração de um EPSP e IPSP). CONDUÇÃO SALTATÓRIA – NODO A NODO A condução se dá de Nodo de Ranvier a Nodo de Ranvier. é neste local onde ocorre o influxo de íons. apresentam maior velocidade de condução do estímulo 130 m/s e as fibras Amielinizadas a velocidade de condução é baixa 0. A mudança resultante no potencial da membrana. B. A esfigomielina isola eletricamente a membrana do axônio e com isso reduz os vazamentos iônicos (de mangueira) e impede o influxo iônico.  Aumenta a velocidade da transmissão nervosa nas fibras musculares. Se o Na+ entra na célula póssináptica através dos canais abertos. a membrana se tornará despolarizada. A. Se o Cl. Esta bainha é uma substância lipídica conhecida como ESFIGOMIELA. A corrente elétrica flui do Líquido Extracelular (LEC) para o axoplasma – Nodo A Nodo – salta. Nos espaços. por aumentar o influxo de K+ e Cl-. Somente os nodos despolarizam. Os potenciais Inibitórios podem ser temporais e espaciais. A CÉLULA DE SCHWANN é responsável pela produção da bainha de mielina que envolve várias vezes o axônio. PPSI (Potencial Pós Sináptico Inibitório): reduz a probabilidade de ocorrer o PA. 2. A. ao longo do axônio que não estão preenchidos com a bainha de mielina chamamos de NODO DE RANVIER. Um impulso chegando no terminal pré-sináptico provoca a liberação do neurotransmissor. a membrana se tornará hiperpolarizada. DESENVOLVIMENTO SINÁPTICO (sinais químicos) ALVOS CORRETOS SINAPSES CERTAS RETARDO SINÁPTICO: tempo para que o mediador químico seja liberado e atue sobre a membrana pós-sináptica (tempo mínimo 0. Dra. Quanto maior o diâmetro mais rápido a será a propagação do estímulo Potencial de Ação (PA).5 ms). na membrana pós-sináptica. As moléculas ligam-se aos canais de íon.5 m/s.  Conserva energia para o axônio. Maria Isabel Morgan Martins 21 . através dos canais abertos. cuja abertura é controlada pelo transmissor.

Facilitação: quando um axônio pré-sináptico recebe estímulos repetidos. que estão acopladas muito próximas.  ADRENALINA.  SEROTONINA  DOPAMINA Dra. Atividade está presente em mais de um botão sináptico ao mesmo tempo.  SUBSTÂNCIAS AGONISTAS E ANTAGONISTAS. em diferentes sinapses sobre a região receptiva da célula. NEUROTRANSMISSORES Mediadores químicos que influenciam os neurônios pós-sináptico.   TIPOS DE JUNÇÃO:   Junção Fechada: fusão de parte das membranas. Maria Isabel Morgan Martins 22 .  HORMÔNIOS OU AGENTES PARÁCRINOS. Somação Espacial: é o resultado da geração de dois ou mais Potenciais Pós-sinápticos (PPS).  GABA (ÁCIDO GAMA-AMINOBUTÍRICO). Estímulos aferentes repetidos antes que o PPSE termine (pare). Codificados pelo ADN e transcritos em ARNmensageiro. Somação Temporal: ocorre quando dois ou mais potenciais de ação chegam a um terminal pré-sináptico a intervalo muito pequeno. ESTRUTURA DAS JUNÇÕES ABERTAS:  As junções abertas são estruturas semelhantes a placas. Ca++ e H+ bloqueiam este canal.  SÍNTESE DOS NEUROPEPTÍDEOS: Sintetizados em terminações nervosas (Botão Terminal) por vias nas quais participam enzimas solúveis e precursores simples. a resposta póssinápticos pode aumentar a cada estimulação. Junção Aberta: a posição muito mais próxima que a de uma fenda sináptica. O grau em que uma sinapse pode afetar a atividade elétrica da célula pós-sináptica depende da distância entre a sinapse e a membrana eletricamente excitável do corpo celular. Mediadores:  ACETILCOLINA. Estas partículas protéicas intermembranosas consistem em seis subunidades (conexon) que circundam um canal central acessível à água. Síntese no corpo celular.  NORADRENALINA. simultaneamente.RESPOSTA DOS POTENCIAS PÓS-SINÁPTICOS:    Os potencias pós-sinápticos são graduados e não são propagados.

consequentemente. • Saxitoxina: possui efeito muito semelhante ao da tetrodotoxina. • Beta-toxinas: altera a diferença de potencial nas quais os canais de sódio são ativados (abertos). • Batracotoxina: é uma toxina alcalóide que combina os efeitos das alfa e betatoxinas. como ocorre? Qual a diferença entre os canais de Na+ e de K+ voltagem-dependente? Qual a importância da bomba de Na+ /K+ ? O que é sinapse? Quais os tipos? Explique como ocorre a sinapse elétrica? Explique como ocorre a sinapse química? Venenos Venenos atuantes na formação do impulso nervoso Devido à importância dos canais iônicos. É encontrada no veneno de escorpião. causando distúrbios nos SNC. Maria Isabel Morgan Martins 23 . Dra. apamina e caibdotoxina: tais toxinas tem como efeito primordial o bloqueio dos canais de potássio. Tal substância é encontrada em algumas espécies de peixe-balão. diminuindo drasticamente tais valores. pois é um homólogo químico da mesma. É produzida por algumas rãs da América do Sul. principalmente de sódio e potássio. É usada na ponta de flexas por tribos indígenas sul-americanas. algumas espécies de vegetais produzem substâncias semelhantes. paralisando os organismos que a ingerem. temse: Baiacu-ará: um peixe produtor de tetrodotoxina • Tetrodotoxina: atua bloqueando os canais de sódio. constituindo um malefícios da maré vermelha. pois pode contaminar os bivalves que a ingerem através dos dinoflagelados. uma espécie de confusão do SNC. • Alfa-toxinas: prolongam o potencial de ação. vários animais desenvolveram mecanismos de defesa e ataque que atuam nos mesmos. Como exemplo dessas substâncias. no sistema nervoso central.RESOLVA AS QUESTÕES: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) O que é potencial de repouso? O que é potencial de ação. É produzida pelos dinoflagelados. Tais tipos de venenos não são produzidos exclusivamente por animais. • Dendrotoxina. como por exemplo a aconitina e a veratridina. Também é encontrada no veneno de escorpião. impedindo que o potencial de ação seja gerado e. o que novamente causa distúrbios ao SNC.

Dra. É produzido pela cobra Bungarus multicinctus. causando hiperatividade. É produzida pelas fêmeas da espécie de aranha viúva negra. sendo uma protease extremamente específica que cliva proteínas da membrana pré-sináptica fundamentais para a fusão das vesículas com a membrana plasmática do neurônio pré-sináptico.. que tem sua informação contida na amplitude. convulsões e morte. Diferente do potencial passivo. necessidade de manter fidedigna as informações das porções mais distais do organismo. Para tal. espasmos. que é uma propriedade que depende da fonte somente. • Alfa-latrotoxina: liga-se à membrana pré-sináptica facilitando a ligação das vesículas contendo neurotransmissores com a mesma. paralisando o alvo. ou seja. • Alfa-neurotoxina. alguns organismos tornaram-se complexos e maiores. Houve. o que impede a abertura dos canais iônicos da placamotora pela acetilcolina.Venenos atuantes na liberação dos neurotransmissores Novamente como mecanismos de defesa e ataque os animais desenvolveram estratégias contras os sistemas nervosos de seus adversários. o potencial de ação tornou-se um mecanismo muito eficiente. • Estricnina: é um alcalóide que atua nas sinapses de glicina. O efeito primordial é a paralisia total de presa. É um toxina bacteriana extremamente potente responsável pelo botulismo e tétano. É retirado da semente do vegetal Strychnas nux-vamica. enquanto o potencial passivo equivale à AM (amplitude modulada). • Conotoxinas: tal classe de veneno possui efeito vasto e devastador. pode-se dizer que o potencial de ação equivale à FM (freqüência modulada). pois sua informação está contida na freqüência. erabutoxina e curare (mistura de toxinas vegetais): os três venenos citados tem efeito semelhante ao da alfa-bungarotoxina. não se altera até chegar ao seu destino. podendo bloquear desde os canais de sódio e cálcio até receptores para glutamato e acetilcolina. Maria Isabel Morgan Martins 24 . sendo desta vez os neurotransmissores o alvo. então. • Toxinas Clostridiais: atua bloqueando a liberação de neurotransmissores na fenda sináptica. Potencial de ação & Darwin Com a evolução. São produzidas por caracóis marinhos do tipo gastrópodes. Comparando-se com as ondas de rádio. sujeita a várias alterações pelo meio. • Alfa-bungarotoxina: é um peptídeo que se liga de forma permanente aos receptores colinérgicos pós-sinápticos. o que promove uma descarga abundante de neurotransmissores.