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PhD, Engenheiro de Petróleo Senior/ Consultor - PETROBRAS
IBP1061_12
EVOLUÇÃO DO IP

Gilvan Soares Feitosa
1
,




Copyright 2012, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP
Este Trabalho Técnico foi preparado para apresentação na Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012, realizado no período de 17 a
20 de setembro de 2012, no Rio de Janeiro. Este Trabalho Técnico foi selecionado para apresentação pelo Comitê Técnico do evento,
seguindo as informações contidas no trabalho completo submetido pelo(s) autor(es). Os organizadores não irão traduzir ou corrigir
os textos recebidos. O material conforme, apresentado, não necessariamente reflete as opiniões do Instituto Brasileiro de Petróleo,
Gás e Biocombustíveis, Sócios e Representantes. É de conhecimento e aprovação do(s) autor(es) que este Trabalho Técnico seja
publicado nos Anais da Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012.
Resumo
O Índice de Produtividade (IP), a medida mais direta e amplamente utilizada da produtividade do sistema re-
servatório-poço, é definido como a razão entre a vazão de óleo do poço e o diferencial de pressão associado - pressão
média do reservatório menos a pressão de fluxo no poço. Sabe-se que o valor real do IP refere-se à condição de produ-
ção sob regime de fluxo pseudopermanente, o que ocorre somente após todos os limites de drenagem ser alcançados.
Isso, em geral, requer um longo tempo, envolvendo dias ou mesmo meses, o que não é prático nem possível para a mai-
oria dos testes. Por este motivo, o IP é normalmente obtido de testes de pressão transiente, relativamente curtos, resul-
tando em valor superestimado. Quão maior do que o valor real é o valor do IP obtido do período transiente? Este traba-
lho investiga a evolução do IP, desde o período transiente até o estabelecimento do regime pseudopermanente, sob fluxo
monofásico. E também mais tarde, quando a pressão do reservatório cai abaixo da de saturação, e ocorre fluxo de óleo e
gás para o poço. Para análise de IP durante o período transiente é definido um IP adimensional (IP
D
), como a razão entre
o IP transiente (IP
t
), dependente do tempo, e o IP pseudopermanente (IP
pss
), invariante com o tempo. Para fluxo radial
transiente, IP
D
é desenvolvido em função do tempo adimensional, t
DA
, e depende da área de drenagem estabilizada, do
fator de forma de Dietz, do fator de película e do raio do poço. É mostrado que o IP transiente é sempre maior que o IP
real e diminui monotonicamente com o tempo. No final do período transiente, o IP
t
, ao atingir o valor mínimo, e mais
próximo do valor real, se encontra entre 1% e 60% mais alto que o valor real, para a maioria das configurações de dre-
nagem apresentadas na literatura. Quanto mais excêntrica a posição do poço na área de drenagem, portanto quanto me-
nor for o fator de forma de Dietz, mais o IP transiente superestima o IP real. São apresentados dois casos reais de poços
produtores de óleo, equipados com PDG (permanent downhole gauge), que produzem por tempo longo o bastante para
alcançar todos os limites do reservatório e se estabelecer o fluxo pseudopermanente. Seus resultados, entre outros, ilus-
tram e fundamentam os principais desenvolvimentos teóricos deste trabalho.
Abstract
The productivity index (PI), the most direct and widely used measure of a well productivity, is defined as the ratio of
oil-well rate to the associated pressure drawdown - from average reservoir pressure to bottomhole-flowing-well pres-
sure. It is known that the actual value of PI can only be attained at pseudosteady-state condition, which requires a lot of
time (days, or even months), what is not practical for most well tests. For this reason, PI is often obtained from short
transient flow test, which gives usually an overestimate of the actual PI. How larger than the actual value is the transient
PI? This paper investigates the PI evolution, from the earlier transient well’s production period up to the pseudosteady-
state flow establishment, under single-phase flow, and later on, as pressure drops below saturation pressure and then oil
and gas flow through the reservoir to the well. For analysis of PI during the transient period is defined a dimensionless
PI (IP
D
), as the ratio of the time-dependent transient PI (IP
t
), to the constant pseudosteady-state PI (IP
pss
). For transient
radial flow, IP
D
is developed as a function of dimensionless time, t
DA
, and depends on the stabilized drainage area, the
Dietz shape factor, the skin factor and the well radius. It is shown that transient PI (IP
t
) is always greater than the actual
PI (IP
pss
) and decreases monotonically with time. At the infinite-acting end IP
t
reaches the smallest value, which is the
closest to the actual pseudosteady-state PI, in the range of 1 to 60% higher, for a broad range of shape factors. The more
eccentric the well in the drainage area the more IP
t
departs from the actual PI. It is presented a couple of reservoir-limit
welltest field-cases, where the well was produced long enough until a pseudosteady-state flow was established. Its re-
sults, among others, illustrate and substantiate the main theoretical developments of this work.
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1. Introdução
O Índice de Produtividade (IP) é a medida mais direta e mais amplamente usada da capacidade produtiva do
poço (Muskat, 1949; Dake, 1978). A sua concepção teve origem com o trabalho de Moore (1930). O IP é usado na in-
dústria do petróleo para previsão de produção de poço, para dimensionamento de equipamentos de bombeio de fundo e
instalações de superfície, para avaliar a eficiência da completação, para definir candidatos à estimulação, em modelo de
poço em simuladores numéricos de reservatórios, dentre outras aplicações.
Definição. Para um poço produzindo uma vazão de óleo q, com pressão de fundo p
wf
, de um reservatório com
pressão média p , o IP é definido (Matthews, 1967) pela Equação 1.
wf
p p
q
IP

= . (1)
Sabe-se que o valor real do IP refere-se à condição de produção sob regime de fluxo pseudopermanente, o que
ocorre somente após todos os limites de drenagem ser alcançados. Isso, em geral, requer um longo tempo, envolvendo
dias ou mesmo meses, o que não é prático nem possível para a maioria dos testes. Por este motivo, o IP é normalmente
obtido de testes de pressão transiente, relativamente curtos, resultando em valor superestimado. Quão maior do que o
valor real é o valor do IP obtido do período transiente?
Objetivo. Este trabalho tem como objetivo principal investigar a evolução do IP, desde o período transiente até
o estabelecimento do regime pseudopermanente, sob fluxo monofásico, com o reservatório acima da pressão de satura-
ção. E, adicionalmente, tratar da aplicação das curvas de IPR (Inflow Performance Relationship) depois que a pressão
do reservatório cai abaixo da p
sat
e começa a produzir com fluxo multifásico de óleo e gás, e fazer uma revisão do de-
senvolvimento da consagrada curva de IPR de Vogel.
Análise no transiente. Para análise de IP durante o período transiente é definido um IP adimensional (IP
D
),
como a razão entre o IP transiente (IP
t
), dependente do tempo, e o IP pseudopermanente (IP
pss
), invariante com o tempo.
Para fluxo radial transiente, IP
D
é desenvolvido em função do tempo adimensional, t
DA
, e depende da área de drenagem
estabilizada, do fator de forma de Dietz, do fator de película e do raio do poço.
São apresentados dois casos reais de poços produtores de óleo, equipados com PDG (permanent downhole
gauge), que produzem por tempo longo o bastante para alcançar todos os limites do reservatório e se estabelecer o fluxo
pseudopermanente. Seus resultados, entre outros, ilustram e fundamentam os principais desenvolvimentos teóricos deste
trabalho.
2. O IP e o Regime de Fluxo
O IP real é definido para o poço produzindo em regime pseudopermanente, em que não depende do tempo, teo-
ricamente, mas apenas dos parâmetros do reservatório e do poço. No entanto é comum tentar calcular o IP com base em
dados de pressão de fluxo durante o regime transiente. O propósito aqui é analisar a evolução do IP durante esse período
e tentar quantificar o erro que se comete.
2.1. Definindo o IP transiente
Seja um reservatório homogêneo, isotrópico, monofásico ( p
res
> p
sat
), horizontal, com propriedades de fluido e
rocha constantes, produzindo uma vazão constante q de óleo, por um poço vertical, totalmente canhoneado em toda a
espessura do reservatório. Nessas condições, inicialmente enquanto as fronteiras ainda não são sentidas o reservatório se
comporta como infinito e o fluxo para o poço é radial transiente. A pressão no fundo do poço é dada (Lee, 1982) em
unidades apropriadas, pela Equação 2.
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦
+
|
|
¹
|

\
|
− = S
r c e
kt
kh
qB
p p
w t
o
i wf
2
2 1
4
ln
2
1
2
µ φ
α
π
µ α
γ
(2)
Usando a equação de balanço de materiais apropriada, como em Dake (1978), tem-se
( ) p p c NB B N
i eff oi o p
− = (3)
em que
( )
oi
wc
B
S Ah
N

=
1 φ
(4)
e
( ) ( )
wc
t
wc
f wc w o o
eff
S
c
S
c S c S c
c

=

+ +
=
1 1
. (5)
Substituindo as Equações (4) e (5) na Equação (3), e resolvendo-se para p
i
tem-se
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3
t
o
i
c h A
t B q
p p
φ α
+ =
3
(6)
Aplicando a Equação (6) na Equação (2) obtém-se
t
o
w t
o
wf
c Ah
t qB
S
r c e
kt
kh
qB
p p
φ α
φµ
α
π
µ α
γ
3
2
2 1
4
ln
2
1
2

¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦
+
|
|
¹
|

\
|
= − . (7)
A partir da definição de IP da Equação (1) e da Equação (7) definimos o IP transiente, IP
t

¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦
− +
|
|
¹
|

\
|
=
(
¸
(

¸


=
t
w t
o
t
wf
t
c A
kt
S
r c e
kt
B
kh
p p
q
IP
φµ α α
π
φµ
α
µ α
π
γ
3 1
2
2
1
2 4
ln
2
1
2
(8)
Esta equação
1
mostra que o IP
t
, além dos parâmetros do reservatório e do poço, depende do tempo. O que se
procura é quantificar a sua variação com o tempo e comparar com o IP do pseudopermanente.
2.2. Definindo o IP pseudopermanente
Com o poço produzindo no regime pseudopermanente a pressão de fundo é dada (Lee, 1982) pela Equação (9),
como abaixo.
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦
+
|
|
¹
|

\
|
− = S
r C e
A
kh
qB
p p
w A
o
wf
2
1
4
ln
2
1
2
γ
π
µ α
(9)
Usando a Equação (9) na Equação (1) tem-se o IP
pss
, Equação (10).
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦
+
|
|
¹
|

\
|
=
S
r C e
A
B
kh
IP
w A
o
pss
2
1
4
ln
2
1
1 2
γ
µ α
π
(10)
Como se vê da equação acima, o IP
pss
não depende do tempo, ao contrário do IP
t
. Para um dado conjunto de
parâmetros de rocha, fluido e poço, o IP
pss
depende exclusivamente da área drenada, A e da configuração de drenagem –
forma da área drenada e posição do poço dentro dela – que é caracterizada pelo coeficiente de forma C
A
.
É importante observar que o valor da permeabilidade, k, nestas equações, é na realidade o valor da permeabili-
dade efetiva ao óleo, na saturação da água conata, imóvel. Estas equações foram apresentadas desta maneira por fideli-
dade à forma como aparecem na literatura clássica.
3. Variação do IP Transiente
3.1. Definindo IP
D

Para analisar a variação do IP com tempo, durante o regime transiente, definimos um IP adimensional, IP
D
,
como a razão entre o IP transiente e o IP pseudopermanente, Equação (11).
pss
t
D
IP
IP
IP = (11)
Substituindo (8) e (10) em (11), após alguns algebrismos e simplificações, e observando-se que α
1

2

3
= 1,
obtém-se IP
D
em função do tempo adimensional, t
DA
, Equação (12),
DA DA
A
D
t t C
C C
IP
π 4 ln
ln
1
1
− +

= , (12)
onde
|
|
¹
|

\
|
=
2
2
1
4
ln
w
S
r e
e A
C
γ
(13)
A c
t k
t
t
DA
µ φ
α
2
= . (14).

1


α1, α2 e α3 são constantes de transformação de unidades. Para o sistema Petrobras de unidades, α1=119,586543,
α2=0,000348423 e α3=24. Para o sistema Oilfield de unidades, α1=887,2148, α2 =0,0002637 e α3=24/5,615. γ vale
0,577216 (constante de Euler).
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Validade de IP
D
. Observe que a equação do IP
D
, Equação (12), é geral, independe do sistema de unidades, e vá-
lida estritamente para fluxo radial transiente (
DAeia DA
t t ≤ ) para um poço vertical. Outras geometrias de poço (horizon-
tal) e de fluxo (linear, esférica, ...) levam a outras expressões que, no entanto, podem também ser tratadas de forma aná-
loga à apresentada neste trabalho.
O IP
D
traduz a variação do IP
t
em relação ao IP
pss
com o tempo adimensional, com a vantagem de não depender
dos parâmetros de rocha (k, φ, h) e fluido (B, µ, c
t
) do reservatório. Definido em função do tempo adimensional t
DA
, o
IP
D
depende basicamente dos parâmetros: fator de forma, C
A
, raio do poço, r
w
, skin, S e área drenada, A. A variação de
IP
D
com esses parâmetros é analisada a seguir.
3.2. Variação de IP
D
com C
A

Foram investigadas 6 configurações de drenagem, envolvendo valores de C
A
entre 0,1155 e 30,8828, conforme
mostrado na Tabela 1. Usando A=640.000 m
2
, S=0, r
w
=0,09 m e a Equação (12), para cada valor de C
A
calculou-se o
valor de IP
D
, com t
DA
variando desde zero até o valor máximo t
DA
= t
DAeia
, correspondente ao fim do transiente. Os valo-
res finais de IP
D
, calculados para t
DA
= t
DAeia
, que se encontram na coluna (5) da Tabela 1, e os resultados gerais que se
encontram na Figura 1, para os valores considerados de C
A
nos permitem observar:
• O IP
D
decresce monotonicamente tendendo para 1. Isso significa que no longo prazo o IP
t
tende para o valor do
IP
pss
, o que é intuitivo.
• Quanto menor o coeficiente de forma C
A
tanto maior IP
D
. Assim um poço posicionado próximo às bordas, distante
do centro geométrico da área drenada, situação caracterizada por baixo valor de C
A
, tende a apresentar elevado va-
lor de IP
D
.
• IP
t
transiente apresenta valores finais de 1% a 48% maiores do que o IP
pss
.
Aplicação. A Figura 2 ilustra uma aplicação aos dados do campo Canto do Amaro, mostrados na Tabela
2, com A=640.000 m
2
. Observa-se que com 10 horas de fluxo o IP
t
é cerca de 48 % maior que o IP
pss
para a configura-
ção correspondente a C
A
=0,1155 (fim do seu transiente), enquanto é apenas 10 % maior para o caso de C
A
=30,8828,
que só alcança o fim do transiente depois de 99 horas de fluxo.

Tabela 1 - Configurações de drenagem
Configuração C
A
t
DAeia
t
DApss
IP
Deia

(1) (2) (3) (4) (5)

30,8828 0,09 0,1 1,007
1
3
1

21,9 0,08 0,4 1,029

12,985 0,03 0,7 1,087
1
2

4,5141 0,06 1,5 1,1134
1
2

2,0769 0,02 1,7 1,231

0,1155 0,01 4,0 1,483



Figura 1 – IP
D
versus t
DA
para várias configurações de
drenagem ( Tab. 1).
Figura 2 – IP
D
versus t para várias configurações de dre-
nagem ( Tab. 1) e dados da Tabela 2.

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3.3. Variação de IP
D
com o skin, S
Usando a Equação (12) foram calculados IP
D
versus t
DA
para 3 valores de skin: S = 0, 3 e 10, usando 2 valores
de C
A
, 0,1155 e 30,8828, A=640.000 m
2
e r
w
= 0,09 m. Os resultados se encontram na Figura 3 e 4, que permitem ob-
servar:
• quanto maior o skin tanto mais o IP
t
se aproxima do IP
pss
.
• o efeito do skin no IP
D
é mais acentuado para menor C
A
.

Figura 3 - IP
D
vs. t
DA
– variação com o skin, S
(C
A
=0,1155).
Figura 4 - IP
D
vs. t
DA
– variação com o skin, S.
(C
A
=30,8828).

3.4. Variação de IP
D
com o raio do poço
Foram analisados 3 valores para o raio do poço: r
w
= 0,070; 0,089 e 0,122 m que correspondem aos revesti-
mentos de 5½”, 7” e 9 5/8”. Foram usados os mesmos parâmetros do caso anterior. Com a Equação (12) foram calcula-
dos os valores de IP
D
plotados nas Figuras 5 e 6. Constata-se que o raio do poço tem pequena influência sobre IP
D
.

Figura 5 - IP
D
vs. t
DA
– variação com o raio do poço, r
w

(C
A
=0,1155).
Figura 6 - IP
D
vs. t
DA
– variação com o raio do poço, r
w

(C
A
=30,8828).
3.5. Variação de IP
D
com a área drenada, A
Foram considerados 3 valores para área de drenagem: A = 640.000, 160.000 e 40.000 m
2
. Como nos casos an-
teriores foram calculados valores de IP
D
para C
A
= 0,1155 e 30,8828, usando r
w
= 0,09 m e S=0. Diferentemente dos
outros casos, em lugar de plotar IP
D
versus t
DA
verificou-se ser mais apropriado plotar IP
D
versus tempo absoluto, usan-
do dados médios do campo Canto do Amaro, constantes da Tabela 2. Isto porque A aparece em C
1
e em t
DA
na equação
de IP
D
(Equação 12), o que implicaria em ambiguidade no gráfico de IP
D
com t
DA
, tendo A como parâmetro.

Tabela 2 - Valores médios do campo Canto do Amaro
Propriedade Unidade Valor
k mD 350
φ fração 0,24
µ cp 6,7
ct 1/kg/cm
2
130x10
-6

rw m 0,09
S adimens. 0
Os resultados, mostrados nas Figuras 7 e 8, indicam que:
• para o mesmo tempo de fluxo quanto maior a área de drenagem final A, tanto mais discrepante de IP
pss
é o valor de
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6
IP
t
; entretanto, ao fim do transiente, IP
t
se aproxima mais de IP
pss
para áreas maiores, pelo fato da duração do tran-
siente ser bem maior.
• para C
A
= 0,1155, o fim do transiente é alcançado para áreas A=640.000, 160.000 e 40.000, respectivamente, com
11, 2,7 e 0,7 horas de fluxo e o IP
t
, nesse instante, é respectivamente 48%, 53% e 60% maior que o IP
pss
, para os
dados usados.
• para C
A
= 30,8828, o fim do transiente é alcançado para áreas A=640.000, 160.000 e 40.000, respectivamente, com
99, 25 e 6 horas, e o IP
t
é respectivamente 1,007; 1,008; 1,009 vezes o valor do IP
pss
.

Figura 7 - IP
D
vs. t – variação com a área drenada, A
(C
A
=0,1155). Dados da Tabela 2.
Figura 8 - IP
D
vs. t

– variação com a área drenada, A
(C
A
=30,8828). Dados da Tabela 2.
4. O IP do Regime Pseudopermanente
O regime pseudopermanente ocorre apenas enquanto a pressão média do reservatório permanece acima da p
sat
e
o fluxo é monofásico e controlado por todos os limites do reservatório. Nessa condição, o IP
pss
é constante, de acordo
com a Equação (10), e pode ser usado para determinar a vazão do poço sob diversas condições de pressão do reservató-
rio e do poço, desde que ambas estejam acima da p
sat
. Essa equação também indica que, para um conjunto de dados de
rocha e fluido, o IP
pss
aumenta com o decréscimo da área drenada A (Figura 9), com o decréscimo do skin S (Figura
10), com o aumento do raio do poço r
w
(Figura 11) e com o aumento do fator de forma C
A
(Figura 12). As Figuras 9 a
12 foram obtidas com dados médios da Tabela 2.


Figura 9 – Variação do IP
pss
com a área drenada, A. Dados
da Tabela 2.
Figura 10 - Variação do IP
pss
com o skin, S. Dados da
Tabela 2.




Figura 11 - Variação do IP
pss
com o raio do poço, r
w
. Da-
dos da Tabela 2.
Figura 12 - Variação do IP
pss
com o coeficiente de forma,
C
A
. Dados da Tabela 2.

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5. Curvas de IPR
O IP pode ser usado para cálculo da vazão de óleo, uma de suas principais aplicações, rigorosamente apenas
enquanto o reservatório estiver acima da p
sat
e produzindo fluxo monofásico em regime pseudopermanente, de acordo
com a Equação (15),
( )
wf res
o o
ro
w A
o
p p
B
k
S
r C
A
e
k h
q −
¦
¦
¦
)
¦
¦
¦
`
¹
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
|
|
¹
|

\
|

(
(
¸
(

¸

+
|
|
¹
|

\
|



⋅ =
µ
β
γ 2
2
4
ln
2
1
. (15)
onde β
2
= 0,05255, constante de transformação de unidade no sistema Petrobras de Unidades.
Esta é a equação do pseudopermanente, mesma Equação (9) explicitada para q
o
, com o termo dentro do colche-
te sendo o IP
pss
, e com [k
ro
/(B
o
µ
o
)] constante. O gráfico das vazões de óleo na abcissa versus as correspondentes pres-
sões de fundo nas ordenadas resulta numa reta (Figura 13), em que o inverso da declividade é o IP do poço.
À medida que a pressão média do reservatório vai diminuindo com a produção, caindo abaixo da p
sat
, ocorre
fluxo simultâneo de óleo e gás no reservatório, especialmente na região drenada pelo poço, reduzindo a produtividade
ao óleo. Que se deve à queda da mobilidade do óleo [k
ro
/(B
o
µ
o
)], que varia com a pressão e a saturação de óleo, de modo
que a relação da vazão com o diferencial de pressão deixa de ser linear e se aproxima de uma relação quadrática (Figura
13), conforme mostrado com relações teóricas por Evinger e Muskat (1942).
Para analisar a produtividade de poços, Gilbert (1954) propôs a utilização da curva de p
wf
vs. q
o
, que denomi-
nou de Inflow Performance Relationship (IPR), de uso amplamente difundido na indústria. As curvas de IPR represen-
tam de forma mais apropriada a produtividade do poço em substituição ao IP.


Figura 13 – Curva de IPR comparada com curva de IP constante.

Vários modelos de IPR surgiram na literatura, conforme revisão apresentada em Elias et al. (2009) e em Ilk et
al.(2007). O modelo pioneiro foi apresentado no trabalho seminal de Vogel (1968), em que foi desenvolvida uma curva
de IPR para reservatórios de óleo com gás em solução abaixo da p
sat
, até hoje amplamente conhecida e usada na indús-
tria de petróleo. A seguir é apresentada uma síntese do trabalho de Vogel. Também é apresentado um resumo do traba-
lho de Standing para aplicação da curva de IPR de Vogel para poços danificados (FE<1) ou estimulados (FE>1).
5.1. Vogel
Resultado principal. Em 1966 Vogel (1968) desenvolveu uma metodologia para cálculo da curva de IPR de
um poço, produzindo de um reservatório de óleo com gás em solução abaixo da p
sat
. O resultado principal de seu traba-
lho, só publicado em 1968, é uma curva adimensional de IPR, mostrada na Figura 14, representada, aproximadamente,
pela Equação (16).
2
max
8 , 0 2 , 0 1
) (
|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|
− =
p
p
p
p
q
q
wf wf
o
o
(16)
É uma equação universal e vale, aproximadamente, para qualquer reservatório de óleo com gás em solução a-
baixo da p
sat
, com parâmetros dentro do intervalo de valores testados. O trabalho de Vogel (1968) menciona dificulda-
des com óleos mais viscosos.
Desenvolvimento da IPR de Vogel. Usando soluções analíticas para o problema do fluxo simultâneo de óleo
e gás, programadas em computador, foram geradas curvas de IPR para o reservatório em vários estágios de depleção,
mostradas na Figura 15.
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8


Figura 14 – Curva de IPR adimensional de Vogel. Figura 15 - Curva de IPR para vários estágios de depleção
do reservatório.
A idéia fundamental de Vogel foi representar essa curvas em termos adimensionais, plotando na ordenada a
pressão de fluxo dividida pela pressão média do reservatório relativa à curva (a máxima pressão da curva) e na abscissa
a vazão de óleo correspondente dividida pela máxima vazão de óleo da respectiva curva. Em fazendo isso observou que
todos as curvas colapsam, praticamente, em uma única curva, mostrada na Figura 14 e representada, aproximadamente,
pela Equação (16).
Procedimento semelhante foi testado com vários reservatórios, cobrindo um conjunto de 21 condições, envol-
vendo óleo e gás de diversas características, combinados com vários curvas de permeabilidade relativa, e considerados
ainda efeitos de espaçamento, de fraturamento e skin. As curvas de IPR adimensional geradas para os diversos casos
analisados resultaram idênticas.

Dados usados de PVT e k
r
. No seu trabalho Vogel (1968) considerou propriedades de óleo e gás dentro da
faixa de valores mostrados na Tabela 3 e os valores referentes às curvas de permeabilidade relativa da Tabela 4.
Tabela 3 – Dados de PVT usados por Vogel (1968)
Propriedade Unidades Valores
p
sat
kg/cm
2
150 e 211
µ
o
cp 0,5 – 7
B
osat
m
3
/m
3
1,1 – 1,5
R
ssat
m
3
/m
3
36 – 231
c
o
cm
2
/kg 17 x 10
-6

µ
g
cp 0,01 – 0,034
B
g
m
3
/m
3
0 – 0,007

Tabela 4 - Dados de rocha e permeabilidade relativa usados por Vogel (1968)
S
gc
k
ro
@ S
wc
k
rg
@ S
gc
Sw φ φφ φ h k
2,1 % 0,444 0,13 19,4 % 13,9 % 7,2 m 20 md
10 % 0,444 0,19
8 % 0,444 0,20
5 % 0,425 0,12
O exemplo prático a seguir ilustra o uso da curva de IPR adimensional para previsão de produção do poço em
comparação com o uso do valor de IP constante. Esse exemplo se encontra em Vogel (1968), aqui adaptado para unida-
des Petrobras com valores arredondados.
Um poço produz em teste, de um reservatório de óleo com gás em solução abaixo da p
sat
com pressão média
140 kg/cm
2
, uma vazão de 10 m
3
/d de óleo e com pressão de fundo de 105 kg/cm
2
. Pretende-se saber: (1) qual a vazão
máxima que o poço pode produzir (p
wf
= 1 kg/cm
2
); (2) qual a vazão que o poço vai produzir com p
wf
= 35 kg/cm
2
.
As previsões foram feitas usando a curva de IPR de Vogel (Equação 16) e usando o IP de teste, admitindo S =
0. Os resultados se encontram na Tabela 5 e plotados na Figura 16.
Tabela 5 – Resultados do exemplo de Vogel (1968)
P
wf
IPR Vogel IP const. Erro Abs. Erro Relativo

(1) (2) (3) (4) (5)=(4)/(2)
kg/cm
2
m
3
/d m
3
/d m
3
/d %
q
omáx
1 25,0 39,7 + 14,7 + 59 %
q
o
35 22,5 30,0 + 7,5 + 33 %
Como se observa, a consideração de IP constante pode levar a erros elevados de previsão de produção . E tanto
maior pode ser o erro quanto menor for a pressão de fluxo considerada, como mostra a Figura 16.
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9
Limitações. Os resultados obtidos por Vogel são aplicáveis a reservatórios de gás em solução abaixo da p
sat

e com FE=1, o que significa poço sem dano nem estímulo.

Figura 16 – Curva de IPR de Vogel comparada com curva de IP constante.
Exemplo de Vogel (1968).
5.2. Standing
Embora Vogel tenha investigado o efeito do dano na curva de IPR, a curva adimensional que ele apresentou no
seu trabalho (Vogel, 1968) é aplicável apenas a poços sem dano ( 1 = FE ou 0 = S ). Standing (1970) estendeu o traba-
lho de Vogel para poços com dano ( 1 ≠ FE ou 0 ≠ S ).
A idéia básica de Standing foi que um poço danificado com pressão de fluxo no fundo p
wf
produz a mesma va-
zão que um poço sem dano com pressão de fluxo no fundo igual a p’
wf
= p
wf
+ ∆p
skin
.
A pressão de fluxo no fundo do poço não danificado,
wf
p' , produzindo a mesma vazão do poço danificado com
pressão de fundo p
wf
é obtida a partir da definição da eficiência de fluxo, FE, Equação (17), da qual se pode extrair
p
p
wf
'
, resultando na Equação (18).
wf
Skin wf
ideal
atual
p p
p p p
IP
IP
FE

∆ − −
= = (17)
Da equação acima se obtém
( )
|
|
¹
|

\
|
+ − =
p
p
FE FE
p
p
wf wf
1
'
(18)
Assim, substituindo na equação de Vogel, Equação (16),
p
p
wf
por
p
p
wf
'
, obtém-se a Equação (19), que tem
como parâmetro a eficiência de fluxo FE.
2
max
'
8 , 0
'
2 , 0 1
) (
|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|
− =
p
p
p
p
q
q
wf wf
o
o
(19)
Esta é a equação de IPR adimensional para qualquer valor de FE, onde
p
p
wf
'
é dado pela Equação (18). Trata-
se de uma generalização da equação de Vogel (Equação 16).
Na Figura 17 se encontram plotadas curvas adimensionais de IPR, usando a Equação (19), para valores de
FE=0.5, 0.8, 1.0, 1.2 e 1.5. Importante observar que a abscissa foi redefinida agora como a razão entre a vazão atual e a
máxima vazão para o poço sem dano (FE=1).
Aplicabilidade. A Equação (19), associada com a Equação (18) permite gerar a curva de IPR e prever a produ-
ção de um poço com eficiência de fluxo qualquer, a uma pressão de fundo qualquer, desde que se disponha dos seguin-
tes dados de teste do poço, produzindo sob regime estabilizado de produção: vazão de óleo, q
o
, a correspondente pres-
são de fluxo no fundo, p
wf
, a eficiência de fluxo, FE e a pressão média do reservatório, p .

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10

Figura 17 - Curvas de IPR adimensional de Standing.
6. Casos Reais
São apresentados dois casos reais da evolução do IP, que ilustram e substanciam os principais desenvolvimen-
tos teóricos deste trabalho. Em ambos os casos, tem-se um poço produzindo óleo de um reservatório de óleo com gás
em solução, em que se tem o registro continuado das pressões de fundo do poço, p
wf
, por meio de PDGs e as vazões de
óleo, q
o
, medidas em separadores. O IP é calculado com base nestes valores medidos de q
o
e p
wf
e na pressão média, p
res
,
obtida de simulador numérico.

Caso-1. Caso real de um poço produzindo de um reservatório de óleo com gás em solução, com pressão acima
da p
sat
, sob fluxo monofásico, com a ocorrência de vários períodos transientes e pseudopermanentes, durante o total de
140 dias de registro. Figura 18 mostra o comportamento de p
wf
obtido de PDG e o IP calculado. Observa-se que o IP
decresce monotonicamente, se aproximando do IP
pss
, desde o período de comportamento radial transiente, que é bem
curto, menos que 1 hora, estendendo-se pela transição até que o pseudopermanente se estabeleça após cerca de 3 dias.
Ao alcançar o pseudopermanente o IP permanece constante. É a constatação real na prática de que enquanto o IP
t
cai
monotonicamente o IP
pss
permanece constante, tal qual previsto em teoria.

Caso-2. Neste caso tem-se a evolução do IP durante a produção antes e depois da pressão do reservatório cair
abaixo da p
sat
. A Figura 19 mostra a variação do IP com o tempo, durante o período de registro de 1,5 anos. Observa-se
que enquanto p
res
> p
sat
, nos primeiros 82 dias, o IP permanece aproximadamente constante. Depois que a p
res
cai abai-
xo da p
sat
, o IP decresce à medida que o reservatório continua produzindo, em consequência da redução da mobilidade
do óleo [k
ro
/(B
o
µ
o
)].



Figura 18 – Caso-1: Evolução do IP durante a produção
monofásica de óleo (p
res
>p
sat
), mostrando o
comportamento durante o transiente e durante o
pseudopermanente em vários períodos, no tem-
po decorrido de 140 dias.
Figura 19 – Caso-2: Evolução do IP durante a produção de
óleo, com pressão do reservatório acima e abai-
xo da p
sat
, mostrando o constância durante o pe-
ríodo monofásico e declinando após cair abaixo
da p
sat





Pres > Psat Pres < Psat
IP
P
wf

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7. Conclusões
• Foi apresentada uma análise original da evolução do IP desde o início da produção do reservatório/poço em regime
transiente, até mais tarde em condições pseudopermanentes.
• A análise da variação do IP durante o período transiente, dentro das condições e limites dos parâmetros in-
vestigados, conduz às seguintes conclusões:
1. O IP
D
, definido como a razão entre o IP
t
e o IP
pss
, é uma medida da discrepância entre o IP
t
e o IP
pss
, sendo esse
último a medida real da produtividade do poço. Assim, pode servir para correção do IP obtido durante o regime
de produção transiente.
2. O IP
D
definido neste trabalho na Equação (12) tem um caráter geral, não depende de parâmetros de rocha e
fluido, nem do sistema de unidades, podendo ser aplicado a qualquer reservatório.
3. O IP transiente, IP
t
, é sempre maior que o IP
pss
, e decresce monotonicamente tendendo para o valor de IP
pss
.
4. O IP
t
alcança ao fim do transiente valores mínimos que são 1% a 60% maiores do que o IP
pss
.
5. O IP
D
, função do tempo adimensional t
DA
, depende dos parâmetros: coeficiente de forma C
A
, área drenada A,
skin S e raio do poço r
w
.
6. O coeficiente de forma, C
A
, tem impacto significativo em IP
D
. Quanto menor o coeficiente de forma C
A
tanto
maior IP
D
. Assim um poço posicionado próximo às bordas, distante do centro geométrico da área drenada, situ-
ação caracterizada por baixo valor de C
A
, tende a apresentar elevado valor de IP
D
.
7. Quanto maior o skin mais o IP
D
se aproxima do IP
pss
. O efeito do skin é mais acentuado para valores menores
de C
A.

8. O raio do poço tem influência pequena no IP
D
.
9. O tamanho da área estabilizada, A, drenada no pseudopermanente, afeta significativamente o valor de IP
D
. Para um
certo valor de C
A
e o mesmo tempo de fluxo, quanto maior a área maior a discrepância entre IP
t
e IP
pss
. Entretanto,
ao fim do transiente, menores valores de IP
D
são obtidos para áreas maiores devido ao maior tempo de duração do
período transiente. Foram observados valores de IP
D
ao fim do transiente, para áreas correspondentes ao espaça-
mento de 200 x 200 m e 800 x 800 m, de 1,48 e 1,60 para C
A
=0,1155, e de 1,007 e 1,009 para C
A
=30,8828.
10. Mostrou-se que o IP, como medida da produtividade do poço, é aplicável enquanto a pressão do reservatório se
mantém acima da de saturação e o fluxo é monofásico.
• A produtividade do poço durante a produção abaixo da pressão de saturação é apropriadamente representada pelas
curvas de IPR. O uso de IP constante pode levar a erros significativos na previsão de produção.
• Foi apresentada a metodologia de cálculo das curvas de IPR desenvolvida por Vogel, para poços não danificados, e
a extensão para poços danificados proposta por Standing, para poços produzindo de reservatório de óleo com gás
em solução abaixo da pressão de saturação.

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8. Nomenclatura
A = área drenada no pseudopermanente, m
2

B
g
= fator volume de formação do gás, m
3
/m
3

B
o
= fator volume de formação do óleo, m
3
/m
3

B
osat
= fator volume de formação do óleo na pressão de
saturação, m
3
/m
3

B
oi
= fator vol. de formação inicial do óleo, m
3
/m
3

C
A
= fator de forma de Dietz, adimensional
c
eff
= compressibilidade efetiva (Equação 5),
1/kg/cm
2

c
o
= compressibilidade do óleo (Equação 5),
1/kg/cm
2

c
t
= compressibilidade total do sistema, 1/kg/cm
2

FE = eficiência de fluxo (Equação 17), adimensional
h = espessura porosa, m
IP = índice de produtividade, m
3
/d/kg/cm
2

IP
D
= IP adimensional (Equações 11 e 12)
IP
Deia
= IP
D
adimensional no fim do transiente
IP
pss
= IP pseudopermanente (Equação 10),
m
3
/d/kg/cm
2

IP
t
= IP transiente (Equação 8), m
3
/d/kg/cm
2

IPR = Inflow Performance Relationship
k = permeabilidade, mD
k
ro
= permeabilidade relativa ao óleo, fração
k
rg
= permeabilidade relativa ao gás, fração
ln = logaritmo natural (base e)
N = volume original de óleo, m
3

N
p
= volume acumulado produzido de óleo, m
3

p = pressão, kg/cm
2
p
i
= pressão inicial no reservatório, kg/cm
2

p
res
= pressão média do reservatório na região drenada
pelo poço, kg/cm
2

p
= pressão média do reservatório na região drenada
pelo poço, kg/cm
2

p
sat
= pressão de saturação, kg/cm
2

p
wf
= pressão de fluxo no fundo do poço, kg/cm
2

p’
wf
= pressão de fluxo no fundo do poço se removido
o dano (= p
wf
+ ∆p
skin
), kg/cm
2

∆p
skin
= queda de pressão devida ao skin, kg/cm
2

q = vazão de óleo, m
3
/dia
q
o
= vazão de óleo, m
3
/dia
q
omax
= máxima vazão de óleo do poço para uma de-
terminada pressão média do reservatório,
m
3
/dia
R
ssat
= solubilidade do gás no óleo na pressão de satu-
ração, m
3
/m
3

r
w
= raio do poço, m
S = fator de película (skin), adimensional
S
wc
= saturação de água conata, fração.
S
gc
= saturação crítica de gás, fração
t = tempo de fluxo, h
t
DA
= tempo de fluxo adimensional (Equação 14)
t
DAeia
= tempo de fluxo adimensional no fim do transiente
t
DApss
= tempo de fluxo adimensional no início do pseu-
dopermanente
α, β = constante de transformação de unidades
φ = porosidade, fração
µ = viscosidade, cp
γ = constante de Euler (=0,577216)

9. Referências
Dake, L.P.: Fundamentals of Reservoir Engineering, El-
sevier Scientific Publishing Co., Amsterdam, 1978.
Earlougher, R.C. Jr.: Advances in Well Test Analysis,
Monograph Series, No. 5, SPE, Dallas, 1977.
Elias,M. et. al.: “New Inflow Performance Relationship for
Solution-Gas Drive Oil Reservoirs”, paper SPE 124041,
ATCE, Out 2009.
Evinger, H. H., Muskat, M: “Calculation of Theoretical
Productivity Factor”, Trans. AIME, 146, 126-139, 1942.
Gilbert, W. E..: “Flowing and Gas-Lift Well Performance”,
Drill. and Prod. Prac., API, 126, 1954.
Ilk, D., Camacho-Velázquez, R., Blasingame, T.A.: “Inflow
Performance Relationship (IPR) for Solution-Gas Drive
- Analytical Considerations”, paper SPE 110821,
ATCE, Nov 2007.
Lee, J.: Well Testing, SPE TextBook Series Vol.1, SPE,
Dallas, 1982.
Matthews, C.S. and Russel, D.G.: Pressure Buildup and
Flow Tests in Wells, Monograph Series, No. 1, SPE,
Dallas, 1967.
Moore, T.V. API Procedures, 11, No. IV, 27, 1930.
Muskat, Morris: Physical Principles of Oil Production,
McGraw-Hill Book Co., Inc., New York, 1949.
Standing, M.B.: ”Inflow Performance Relationships for
Damaged Wells Producing by Solution-Gas Drive”,
JPT, 1399-1400, Nov. 1970.
Vogel, J.V.: “Inflow Performance Relationships for Solu-
tion-Gas Drive Wells”, JPT, 83-92, Jan 1968.