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IBP1106_12 AVALIAÇÃO DAS TENSÕES LOCAIS ATRAVÉS DE ELEMENTOS FINITOS APLICADA A UMA TUBULAÇÃO DE GRANDE DIÂMETRO SUJEITA À CONDIÇÃO

DE VÁCUO DE UMA DADA REFINARIA DE PETRÓLEO Júlio C. Goes Neves1, Diego J. G. Balbi 2
Copyright 2012, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP Este Trabalho Técnico foi preparado para apresentação na Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012, realizado no período de 17 a 20 de setembro de 2012, no Rio de Janeiro. Este Trabalho Técnico foi selecionado para apresentação pelo Comitê Técnico do evento, seguindo as informações contidas no trabalho completo submetido pelo(s) autor(es). Os organizadores não irão traduzir ou corrigir os textos recebidos. O material conforme, apresentado, não necessariamente reflete as opiniões do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Sócios e Representantes. É de conhecimento e aprovação do(s) autor(es) que este Trabalho Técnico seja publicado nos Anais da Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012.

Resumo
O presente artigo tem por objetivo apresentar uma avaliação dos resultados obtidos no estudo de tensões locais em paredes de tubulação de grande diâmetro. O estudo de caso proposto consiste em um sistema de tubulação de 66” responsável pelo transporte de petróleo, saído do forno para a Torre de destilação à vácuo em uma unidade de refino de petróleo. A ausência de pressão interna leva a uma condição crítica no que diz respeito ao colapso das paredes do tubo em seções longas, sem a presença de elementos adicionais que elevem a rigidez da geometria. A ASME Seção VIII Divisão 1 preconiza a utilização de chapas adicionais, chamados enrijecedores, que visam conter os esforços provenientes desta condição. Desta forma, faz-se necessário a avaliação estrutural das porções críticas do sistema quanto à aplicação desta solução. Para tal, foram propostas abordagens complementares, passando pelas normas ASME B31.3, Seção VIII Divisões 1 e pela simulação computacional para avaliação das tensões através do método de elementos finitos, cujos resultados foram analisados segundo critérios de tensões da Seção VIII Divisão 2.

Abstract
The objective of this paper is to present an evaluation of the results obtained in the study of local stress in wall of large diameter pipe. The case study consists of to analyze a pipeline system with 66 inch, which is responsible for transporting oil, oven to the Tower of vacuum distillation unit in a petroleum refining. The absence of internal pressure leads to a critical with respect to the collapse of the walls of the tube in long sections, without the presence of additional elements increase the rigidity of the geometry. The ASME Section VIII Division 1 advocates the use of additional plates, called stiffeners, which aim to curb the efforts from this condition. Thus, it is necessary structural assessment of critical portions of the system in implementing this solution. Therefore, complementary approaches have been proposed, passing by ASME B31.3, Section VIII Division 1, moreover, a computer simulation of stresses through the finite element method, which the results were analyzed according to criteria of tensions presents in ASME Code Section VIII Division 2.

______________________________ 1 Engenheiro Mecânico – PROMON ENGENHARIA 2 Engenheiro Civil, Especialista em Tubulações Industriais, Pós-graduado em Construção e Montagem Industrial e Gestão Estratégica do Conhecimento e Inovação – PROMON ENGENHARIA

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1. Introdução
Em um complexo petroquímico o petróleo extraído é previamente processado, passando por várias etapas de refino, com objetivo de obter produtos de maior valor agregado no mercado. O petróleo é composto, basicamente, por uma mistura de hidrocarbonetos, e uma das etapas do beneficiamento destes derivados consiste na quebra do petróleo bruto em suas frações básicas através de Processos de Separação. Uma das formas do Processo de Separação é por meio da destilação, que segundo Antunes (2007) tem papel fundamental em qualquer refinaria de petróleo. A destilação, primeiro processo de refino, é o único que tem entrada direta do petróleo. Dependendo do tipo de petróleo, a unidade de Destilação gerará produtos finais e intermediários. Estes servirão como cargas dos processos seguintes, ou serão misturados a produtos de outros processos. Em Unidades de Destilação a redução do petróleo em frações básicas ocorre nas Torres de Destilação. Estas, por sua vez podem trabalhar com diferentes níveis de pressão, sendo caracterizadas como Torres de Destilação Atmosférica ou Torres de Destilação a Vácuo. Nas Unidades de Destilação, o petróleo passa por processos de pré-aquecimento, através de uma bateria de trocadores de calor e, em seguida, é levado aos fornos com objetivo de elevar sua temperatura, melhorando as condições para o fracionamento na torre de destilação atmosférica. Os resíduos das torres de destilação atmosférica são fracionados nas torres de destilação a vácuo, as quais também possuem fornos para pré-aquecimento próprios. Durante o processo de transferência de carga, as condições de temperatura e pressão não devem atingir o limite de decomposição térmica dos hidrocarbonetos. Para transportar esta carga entre os dois equipamentos, faz-se uso de tubulações de grande diâmetro intituladas linhas de transferência. Estas representam pontos críticos no que se refere à engenharia de tubulação industrial em unidades deste tipo, seja pelos grandes diâmetros, pela relação diâmetro e espessura, condições de operação, escoamento bifásico ou, até mesmo, velocidades sônicas. Tais linhas necessitam de uma abordagem diferenciada no que diz respeito à avaliação das tensões locais. Neste sentido, o presente trabalho tem por objeto de estudo uma avaliação destas tensões baseado em resultados de análise por métodos de elementos finitos.

Figura 1 – Representação do sistema

2. Objetivo
O objetivo deste trabalho é apresentar a abordagem baseada em normas da ASME B31.3 para análise de tensões em tubulações submetidas à condição de vácuo em paralelo com uma avaliação destas tensões de casca por modelo de elementos finitos. Para tal, avaliou-se a região da tubulação onde estão previstos um suporte e os enrijecedores, submetendo o campo de tensões obtido por meio de simulação computacional aos limites de tensões estabelecidos pela norma da American Society of Mechenical Engineers, ASME Seção VIII Divisão 2.

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3. Revisão Bibliográfica
Os códigos têm como finalidade estabelecer um conjunto de regras seguras para o projeto apresentando metodologias e critérios para dimensionamento, fabricação e testes. As normas da ASME para tubulação e vasos de pressão apresentam, de uma forma geral, abordagens que norteiam o projeto por norma, conforme disposto na Seção VIII Divisão 1, assim como o projeto por análise, abordado pela Seção VIII Divisão 2 e normas B31. O projeto por norma é executado por meio de fórmulas, como no cálculo de espessura de parede de tubos submetidos a pressão interna e/ou externa, assim como regras para detalhamento e fatores de intensificação. Este conjunto de informações visa tratar as tensões locais sem a necessidade de uma avaliação mais específica. No projeto por análise faz-se uso de uma classificação das tensões, apresentando diferentes categorias de acordo com a sua natureza e modo de falha. O escopo de cada norma é definido pelo objeto de estudo e a classificações das tensões é feita de maneira particular. Contudo, podemos dividi-las em duas categorias básicas. Tensões Primárias – São as tensões necessárias para satisfazer as condições de equilíbrio entres as forças internas e os carregamentos externos (por exemplo, peso, pressão interna ou externa), diferem das tensões secundárias pelo fato de serem proporcionais ao carregamento e não diminuem de intensidade durante as solicitações permanentes. Tensões Secundárias – São desenvolvidas pela autorrestrição da estrutura aos movimentos em regiões de descontinuidades geométricas. Têm como principal característica o fato de reduzir a intensidade com período de carregamento, em detrimento às pequenas deformações locais as quais provocam uma diminuição das continuidades. Tal fenômeno é conhecido como relaxamento espontâneo das tensões e dão às tensões secundárias a característica autolimitante. Os normativos ASME baseiam seus limites de tensões em diferentes comportamentos mecânicos e aplicações quando necessário. Cada código utiliza classificação de tensões como um caso particular das categorias básicas (Primária e Secundária). Para o projeto de tubulações o código ASME diretamente aplicável são as seções B31 intitulado Code for Pressure Piping. Para este estudo foi utilizada a norma B31.3 aplicável a tubulações de processo. Esta analisa a tubulação como elemento estrutural submetido à pressão interna, e/ou externa, sobre um comportamento de vigas. O código ASME Seção VIII Divisão 2 leva em consideração as tensões locais de flexão e de membrana do elemento estrutural de casca, além das tensões provocadas pelas descontinuidades geométricas, como observado em junções cilindro-tampo e cilindrobocal. Segue abaixo um quadro resumo o qual visa apresentar as distinções dos códigos para uma mesma classificação. Tabela 1. Comparativo de Categoria de Tensões

Categoria de Tensão Tensão Primária

ASME B31.3
Ocorrem para equilibrar os carregamentos externos atuantes sobre a tubulação, por exemplo, pressão e peso próprio. Tensões geradas pelas restrições aos deslocamentos provocados pela expansão térmica da tubulação.

ASME Seção VIII Divisão 2
Ocorrem para equilibrar os carregamentos externos atuantes sobre o vaso de pressão, por exemplo, pressão e peso próprio. Tensões de flexão e de membrana do elemento estrutural de casca, provocadas pelas descontinuidades geométricas.

Tensão Secundária

Para a abordagem das tensões locais nas normas B31.3 são fornecidos fatores de intensificação de tensão, também conhecidos como SIF, sigla em inglês para Stress Intensifity Factor, que visam atender aos comportamentos observados em modelos de casca, os quais não são capturados com o modelo de viga. Porém, em tubulações de grandes diâmetros e com elevadas relações entre diâmetro e espessura, assim como em casos específicos não tratados na ASME B31.3, é possível recorres às normas ASME Seção VIII Divisão 1 para o projeto por norma. Como exemplo pode-se citar os casos de tubulação sob pressão externa. A Divisão 2 deste código aplica-se a análises de tensões locais de flexão e membrana da teoria de casca. 3

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3.1. Modelo de Viga x Modelo de Casca O modelo de viga é usualmente empregado na análise computacional de tensões em tubulações. Através desta abordagem é possível avaliar o sistema de tubulação quando submetido aos casos de carregamento em condições de projeto, teste e operação, definir sua suportação, assim como obter os esforços exercidos pelo sistema de tubulação em elementos de equipamentos conectados a este, como bocais e costados, por exemplo. Em sua formulação, os elementos de viga utilizados possuem dois nós com seis graus de liberdade cada. Tais elementos simulam o comportamento de trechos retos de tubos interligados e submetidos a carregamentos devido ao peso próprio e temperatura. Os demais elementos de tubulação, tal como curvas e derivações, são baseados em nós com fatores intensificação que visam capturar esforços não observados através da teoria de viga. Os programas específicos para análise de tensões em tubulações, tais como CAESAR II ©, Triflex ©, AutoPipe ©, entre outros, fazem uso desta teoria como base do modelo, executando o pós-processamento dos resultados utilizando os critérios de aprovação de normas projeto. Para as tubulações com grandes relações de diâmetro e espessura, a teoria de casca apresenta-se como uma boa base para simulação computacional. Para Fish e Belytschko (2009), a teoria de casca pode ser vista de modo simplificado como uma generalização da teoria de viga para superfícies curvas com três dimensões. Ambas as teorias apresentam pontos em comum, como simplificações geométricas para obtenção da configuração deformada e tensões de flexão. Na viga submetida a esforços externos, uma linha reflete sua configuração deformada, enquanto na casca uma superfície média faz esta função. Um paralelo entre as tensões atuantes em uma viga pode ser feito para conceituar as tensões em uma casca. Em uma viga as tensões podem permanecer constantes ou variarem ao longo da seção transversal do perfil no plano de flexão, enquanto que em uma casca as tensões podem ser constantes ou variáveis na espessura. As tensões as quais se apresentam constantes nas vigas são as de tração ou compressão, já em cascas são as tensões de membrana. As tensões de flexão em vigas são àquelas que variam ao longo da seção transversal, em modelos constituídos por cascas são as que variam ao longo da espessura. Portanto, o modelo de viga em um tubo de parede fina aplica-se em casos onde a variação de tensão ao longo da espessura de parede do tubo e as tensões de membrana não são significativas. Para a simulação computacional os elementos de casca são usados para modelar estruturas finas, uma vez que os elementos sólidos precisam ter uma proporção razoável para serem exatos. Para modelar estruturas finas como tubulações de grande diâmetro com elementos sólidos com precisão são necessários um grande número de elementos. Por esse motivo os elementos de casca são recomendados para este modelo.

4. Análise de Tensões das Linhas de Transferência
A metodologia de estudo para este trabalho passou pela construção de um modelo matemático para avaliar o problema, usando com referência um modelo matemático baseado na teoria de viga e estruturas hiperestática. Neste primeiro modelo determina-se os pontos e tipos suportes para o sistema de tubulação. Os resultados obtidos foram utilizados na verificação quanto a instabilidade do tubo à pressão externa segundo ASME Seção VIII Divisão 1 . Para a análise das tensões locais provocadas pela condição de vácuo durante a operação, foi gerado um modelo matemático baseado na teoria de placa e casca o qual foi discretizado e resolvido pelo método de Elementos Finitos utilizando o elemento de casca. Os resultados para as tensões de Von Mises foram analisados à luz dos critérios dispostos na Seção VIII Divisão 2 do código ASME. 4.1. Tubulações Submetidas à Pressão Externa As tubulações sob ação da pressão externa estão sujeitas à instabilidade elástica. Neste caso a norma ASME B31.3 determina que seja utilizado o procedimento descrito no código ASME Seção VIII Divisão 1, tanto para avaliação do colapso quanto para o dimensionamento de anéis de reforço, elementos estruturais que visam atenuar os efeitos deste fenômeno. O procedimento descrito na ASME Seção VIII Divisão 1 foi aplicado para o maior trecho reto submetido à pressão externa e, devido às condições severas as quais o sistema e submetido, foram previstos anéis de reforço. Uma vez realizada a análise de tensões definindo os pontos de suportação com as respectivas direções e sentido das restrições aos deslocamentos do sistema de tubulação, condições necessárias para garantir a integridade estrutural do sistema segundo os critério de projeto da norma ASME B31.3, foram propostos enrijecedores do mesmo material do tubo para o maior trecho reto de tubulação. A figurar 2 ilustra sua posição referenciado a partir do suporte, conforme previsto na análise de tensões, o qual dista 6775 mm da derivação de 66”x66”.

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Figura 2 – Enrijecedores do tubo de 66”. Tabela 2. Dimensões dos enrijecedores

Cota ØA ØB C E

Dimensões (mm) 1676,4 1876,4 100,0 19,05

Figura 3 – Posicionamento dos enrijecedores A verificação proposta pela ASME Seção VIII Divisão 1, não avalia o comportamento de casca em linhas de grande diâmetro. Para tal é necessário uma abordagem complementar e, neste caso, a análise de tensões proposta na ASME Seção VIII Divisão 2 é aplicável para modelos de elementos finitos que visam capturar tais tensões.

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Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 4.2. Modelo de Elementos Finitos O ponto de partida para análise pelo Método de Elementos Finitos foi a elaboração de um modelo de casca em 3 dimensões da região a ser estudada contendo sua geometria. O modelo geométrico foi incorporado para ser utilizado em um programa de Elementos Finitos. A partir deste ponto, é possível dar início ao modelo matemático, onde foram aplicadas as condições de contorno, propriedades do material e definido o tipo de análise a ser realizado. A presença dos enrijecedores e do suporte provocam um complexo estado de tensões, o qual não é avaliado na Seção VIII Divisão 1 do código ASME. O modelo construído representa a região afetada conforme indicado na figura abaixo. Segundo Peng e Peng (2009), a zona de influência dos suportes pode ser considerada como até uma vez o diâmetro do tubo, a partir do ponto da restrição do suporte. Já o comprimento necessário para a dissipação das tensões de casca, de acordo com Ventsel e Krauthammer (2001), em função do raio, R e a espessura t, pode ser obido pela formulação 2,5(Rt)1/2 . As condições de contorno aplicadas foram a condição de contorno essencial homogênea nas extremidades do modelo, caracterizada por deslocamentos e rotações zero em X, Y, Z, visando simular a influência das demais partes que compõe o sistema, além de restrições na direção vertical simulando a atuação da sela do suporte, conforme figura exemplificado na figura 4.

Figura 4 – Condições de Contorno aplicadas.

O modelo de casca para as linhas de transferência, confeccionado no programa SolidWorks/Simulation ©, foi submetido a condição de vácuo respeitando a suportação do modelo de vida. A malha é composta por 40900 elementos triangulares parabólicos de 6 nós com 6 graus de liberdade cada, com total de 82640 nós. A configuração destes pode ser verificado na figura 5 a seguir.

Figura 5 – Malha com elementos triangulares parabólicos com 6 graus de liberdade Os carregamentos representados na figura 6 correspondem à pressão externa exercida no tubo. Tais esforços foram aplicados na direção radial em condição uniforme. 6

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Figura 6 – Carregamento aplicado - Pressão externa 0,1 MPa

5. Resultados das Análises
A solução do modelo matemático de elementos finitos permitiu estudar o comportamento do trecho modelado, produzindo resultados para a configuração deformada e o campo de tensões. As figuras 7 e 8 a seguir apresentam os valores de deslocamento resultante em todas as direções devido à ação da pressão externa.

Figura 7 – Configuração deformada – Vista isométrica em mm

Figura 8 – Vista lateral da configuração deformada 7

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 As figuras 9, 10 e 11 demonstram os resultados para o campo de tensões combinadas de flexão e membrana, assim como os campos de tensões de membrana e flexão isoladas, respectivamente.

Figura 9 – Tensões de Membrana e Flexão em MPa

Figura 10 – Tensões de Membrana em MPa

Figura 11 – Tensões de Flexão em MPa 8

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Os resultados obtidos com a separação das tensões de acordo com a categoria permitem a avaliação segundo a ASME Seção VIII Divisão 2. A tabela abaixo resume os resultados das tensões seguindo suas respectivas categorias e limites admissíveis. Tabela 2. Comparação entre tensões atuantes e admissíveis

Categoria de Tensão Membrana e Flexão Membrana Flexão

Tensão Máxima (MPa) 7,3 4,9 3,7

Tensão Admissível (MPa) 157 105 157

As tensões locais geradas pelos enrijecedores e pelo suporte estão abaixo dos níveis admissíveis, garantindo a integridade estrutural da tubulação quando submetida às condições de contorno e carregamento aplicados no modelo.

6. Conclusões
O estudo propôs uma metodologia referenciada pelas normas ASME B31.3, Seção VIII Divisões 1 e 2 aplicada à análise de tensões de tubulações de grande diâmetro submetidas à condição de vácuo, associada a simulação computacional por meio do método de Elementos Finitos, destacando as diferenças entre os modelos de viga e casca, tanto do ponto de vista das respectivas teorias quanto de suas formulações de soluções numéricas. Os resultados da simulação computacional dos campos de tensões para o trecho de tubulação modelado mostram-se coerentes às abordagens classicamente utilizadas, além de fornecer informações complementares, as quais não seriam obtidas por métodos analíticos, face à complexidade na obtenção da solução das equações que regem o sistema.

7. Agradecimentos
Os autores agradecem a Promon Engenharia pelo incentivo à produção e disseminação do conhecimento, e a todos os profissionais que contribuíram em para a realização deste trabalho.

8. Referências
ANTUNES, A. Setores da indústria química orgânica, E-papers, 2007. PENG, L.C., PENG, ALIVN Pipe Stress Engineering. ASME Press, 2009. FISH, J., BELYTSCHKO, T., A First Course in Finite Elements ,Wiley, 2007. VENTSEL, E., KRAUTHAMMER,T. Thin Plates and Shells, Marcel Dekker, 2001. GROEHS, A. G. Resistência dos Materiais e Vasos de Pressão, Unisinos, 2006

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