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IBP1121_12 IMPACTOS DA PRODUÇÃO DE HIDROCARBONETOS NA BACIA DE CAMPOS: AUSENTES OU NÃO DETECTADOS Carolina E. Alves Carolina ¹, Bernardo A.

Perez da Gama Bernardo²

Copyright 2012, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP Este Trabalho Técnico foi preparado para apresentação na Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012, realizado no período de 17 a 20 de setembro de 2012, no Rio de Janeiro. Este Trabalho Técnico foi selecionado para apresentação pelo Comitê Técnico do evento, seguindo as informações contidas no trabalho completo submetido pelo(s) autor(es). Os organizadores não irão traduzir ou corrigir os textos recebidos. O material conforme, apresentado, não necessariamente reflete as opiniões do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Sócios e Representantes. É de conhecimento e aprovação do(s) autor(es) que este Trabalho Técnico seja publicado nos Anais da Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012.

Resumo
Conforme a legislação nacional, no licenciamento das atividades de produção de petróleo e gás natural no mar territorial brasileiro são exigidos Projetos de Monitoramento Ambiental (PMA) dos impactos. A estrutura destes projetos é baseada na amostragem e análise de diversos parâmetros nos compartimentos água e sedimento com o objetivo de atestar a existência ou não de impactos ambientais por meio de análises estatísticas dos resultados. O objetivo deste trabalho foi avaliar a adequação metodológica desses monitoramentos e calcular o poder estatístico dos testes de hipótese utilizados para determinar a confiabilidade das conclusões apresentadas. Experiências em outros países como a Austrália demonstram que a análise de poder estatístico é uma importante ferramenta na elaboração de um estudo ambiental eficiente em termos de detecção de impacto. No Brasil, esta é a primeira iniciativa de avaliar criticamente os resultados dos relatórios de monitoramento ambiental decorrentes do licenciamento das atividades de produção marítima de hidrocarbonetos. Foram analisados relatórios de campanha (após o início da produção de hidrocarbonetos) enviados ao órgão ambiental responsável – Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Os empreendimentos selecionados localizam-se na Bacia de Campos, têm empresas operadoras diferentes e foram selecionados aleatoriamente. Os resultados obtidos foram relevantes e preocupantes. Todos os relatórios de monitoramento atestaram a ausência de impactos sobre a biota do sedimento, mas o maior poder estatístico não passou de 25% para um impacto de grande magnitude. Deste modo pôde-se concluir que caso a atividade de produção de petróleo tenha produzido impactos à biota bentônica, o monitoramento realizado não foi eficiente para detectá-los mesmo quando os mesmos foram de grande magnitude. Espera-se que esta análise seja um instrumento para futuras modificações nos procedimentos do licenciamento ambiental e para o aperfeiçoamento da gestão ambiental pública no Brasil.

Abstract
According to the Brazilian legislation, the Environmental Impacts Monitoring Plan is one of the requirements of the environmental licensing to offshore oil and gas production activities. The Monitoring Plan's structure is based upon sampling and evaluation of numerous parameter settings in water and sediment compartments, while the conclusion as to the existence or absence of impact is obtained after statistical analysis of the results. The aim of this work was to evaluate the methodological adequacy of monitoring and to calculate the statistical power of tests applied with the purpose to determine the reliability of their findings. Experiences in other countries like Australia have shown that this is an important instrument in preparing an effective environmental study regarding the detection of impacts. In Brazil, this is the first initiative to critically evaluate the results of reports of environmental monitoring originated from the licensing of hydrocarbons production activities. Campaign reports forwarded to the environmental agency in charge, i.e., the Brazilian Institute of Environment and Renewable Natural Resources (IBAMA), and the selected ventures are located in the Campos Basin and have different operating companies. The results were both relevant and concerning. All monitoring reports confirmed the absence of alterations or impacts on the biotic media for sediment compartments, but the greater

______________________________ 1 Mestre, Analista Ambiental – Coordenação Geral de Petróleo e Gás/Diretoria de Licenciamento/ Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (CGPEG/DILIC/IBAMA) 2 Doutor, Professor Adjunto – Universidade Federal Fluminense (UFF/RJ)

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 statistical power did not exceed 25% for a great magnitude impact. Thus it was concluded that if the oil production activity has caused alterations or impacts to bentonic organisms, the carried out monitoring was inefficient to detect them even if they were of great magnitude. This analysis is expected to be an instrument for future changes in environmental licensing procedures e for the improvement of the environmental public management in Brazil.

1. Introdução
A legislação ambiental brasileira conta com diversas normas que regulamentam e disciplinam a construção, instalação, ampliação e funcionamento de atividades utilizadoras de recursos ambientais. Por meio dessas leis é possível determinar a necessidade e as regras do licenciamento para atividades consideradas efetiva e potencialmente poluidoras, bem como as capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental (Art. 10, Lei nº 6.938). Neste processo exige-se a elaboração de um estudo de impacto ambiental (EIA) e do respectivo relatório de impacto ambiental - RIMA, a serem submetidos à aprovação do órgão ambiental competente que, de acordo com a abrangência dos impactos e a localização ou desenvolvimento (CONAMA 237/97), avaliam a magnitude dos efeitos das atividades culminando no deferimento ou indeferimento das licenças ambientais. No caso do licenciamento de atividades como a extração de combustíveis fósseis no mar territorial brasileiro a competência cabe à Coordenação Geral de Petróleo e Gás (CGPEG), subordinada à Diretoria de Licenciamento (DILIC) do IBAMA (Art.2o CONAMA 01/86). Após o cumprimento de todas as etapas do licenciamento e tendo sido concedida a licença ambiental, o empreendedor responsabiliza-se pelo cumprimento de condicionantes, entre elas a elaboração e execução de um Projeto de Monitoramento Ambiental (PMA) que é composto por campanhas oceanográficas cujos resultados são enviados ao órgão ambiental sob a forma de um Relatório de Monitoramento Ambiental (RMA). Nos RMA, portanto, são reportadas possíveis alterações nas concentrações de parâmetros físico-químicos e índices ecológicos da biota aquática e do sedimento. O objetivo principal é comparar as campanhas oceanográficas entre si e atestar pela presença ou ausência de impacto ambiental, qual a sua significância e quais medidas mitigadoras podem ser propostas. Na atividade de produção de hidrocarbonetos os possíveis impactos à água do mar, ao sedimento e biota associada decorrem do descarte de água produzida. Durante a produção de petróleo, as descargas de água produzida, que inclui água de formação, solução salina, água de injeção além de outros químicos, superam todos os outros descartes. Adicionalmente à injeção de água, são injetados produtos químicos tais como biocidas, anticorrosivos, anti-incrustantes, antiespumantes, sequestrantes de oxigênio, etanol, trietilenoglicol, desemulsificantes, entre outros, sendo que alguns desses produtos estão associados à água podendo vir a ser descartados no mar junto com a água produzida (PATIN, 1999). A composição deste fluido varia espacial e temporalmente (NEFF, 2002) e ao longo de toda a vida útil de um campo, o volume de água produzida pode chegar a ser 10 vezes maior que o volume de óleo produzido. A experiência na análise dos relatórios de implementação dos Projetos de Monitoramento tem demonstrado que os efeitos do lançamento de efluentes e de água produzida no mar não são efetivamente identificados. Isto pode significar que a atividade em questão não é geradora de impactos significativos ou, o que parece mais provável, que o Projeto de Monitoramento implementado não tem poder estatístico suficiente para detectar os impactos gerados sobre a biota e o ecossistema marinho de forma geral. Fato preocupante é que a exploração de petróleo no mar brasileiro vem apresentando alta crescente nos últimos anos, o que requer uma intensificação no monitoramento ambiental e controle dos efluentes descartados no mar devido a essa atividade. Os volumes descartados no mar brasileiro em 2007 (Tabela 1) revelam a importância da adequada execução dos Projetos de Monitoramento dada a magnitude dos quantitativos. Além disto, devido à descoberta de novos campos de produção de petróleo tanto na Bacia de Campos quanto em outras bacias e à crescente demanda por hidrocarbonetos, espera-se um aumento considerável no volume de água produzida a ser descartada. Deste modo, tais descartes podem tornar-se fonte de impactos crônicos, principalmente na região costeira, podendo atingir diversos compartimentos da biota marinha (ABREU, 2008). Tabela 1. Volumes de água produzida, óleos e graxas descartados no mar brasileiro no ano de 2007. Bacia /Operadora (no de plataformas) Bacia de Campos Petrobras (26) Shell (01) Devon Energy (01) Água Produzida (mil m3) 50.521,0 (63,28%) 49.990,3 (62,61%) 508,4 (0,64)% 22,3 (0,03%) Óleos e graxas (ton) 623,5 (64,38%) 615,3 (63,53%) 7,9 (0,81%) 0,03 (0,03%) 2

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 Bacia do Espírito Santo Petrobras (01) Bacia Potiguar Petrobras (01) UTPF Guamaré Bacia de Santos Petrobras (01) TOTAL 743,0 (0,93%) 743,0 (0,93%) 28.567,9 (35,78%) 311,4 (0,39%) 28.256,5 (35,39%) 6,2 (0,01%) 6,2 (0,01%) 79.838,09 5,2 (0,54%) 5,2 (0,54%) 339,7 (35,07%) 6,1 (0,63%) 333,6 (34,44%) 0,1 (0,01%) 0,1 (0,01%) 958,51

A experiência nas análises dos PMA demonstra que é urgente a avaliação crítica sobre a qualidade dos projetos de monitoramento na detecção de impactos da atividade de produção de petróleo e gás. Como conclusão, os projetos submetidos à análise da CGPEG geralmente apontam para a ausência de impactos gerados por seus empreendimentos. Entretanto, a percepção geral é de que há falhas na detecção dos impactos devido a deficiências metodológicas dos projetos. Este trabalho compôs a dissertação submetida à banca examinadora na Universidade Federal Fluminense (UFF/RJ) para a obtenção do título de Mestre em Biologia Marinha no ano de 2011. Foi feita uma avaliação crítica inédita sobre a adequação dos projetos de monitoramento ambiental propostos para a identificação da ocorrência de impactos gerados pela produção de petróleo e gás. O principal objetivo foi avaliar qual a probabilidade de erro nas conclusões apresentadas (baseadas em testes estatísticos) em relação à existência, ou não de impactos sobre a qualidade da água do mar, do sedimento e à biota aquática e bentônica. 1.1. Testes de Hipótese e Erros Estatísticos Os testes estatísticos podem ser usados para avaliar os resultados e contribuir para a imparcialidade do julgamento das hipóteses. Entretanto, mesmo utilizando a estatística, há possibilidade de incorrer em erros caso a elaboração das hipóteses não tenha sido correta, o nível de significância tenha sido subestimado, o desenho amostral mal dimensionado e tenha sido escolhido teste estatístico errado e com baixo poder. Há dois tipos de erros estatísticos (figura 1): tipo I (com probabilidade α de ocorrer) a hipótese nula verdadeira ser rejeitada; ou tipo II (com probabilidade β de ocorrer) a hipótese nula falsa ser aceita (FAIRWEATHER, 1991). Estado Real da Natureza Impactado Não Impactado Previsão ou Conclusão do Estudo Impactado Não Impactado Correto Erro do Tipo II (β) Erro do Tipo (α) Correto

Figura 1. Dois tipos de erros em testes estatísticos (FAIRWEATHER, 1991).

No caso ora analisado, um erro do tipo I ocorreria, por exemplo, ao afirmar que a atividade de produção de petróleo gerou impactos quando os mesmos não ocorreram. Por outro lado, incorrer em um erro do tipo II seria afirmar que a mesma atividade não produziu impactos significativos no meio marinho, quando na realidade, os impactos ocorreram. O erro de afirmar que existe impacto onde o mesmo não ocorreu (tipo I) pode causar inconvenientes, exigências de novos monitoramentos, mais gasto de tempo e dinheiro. Assim, o α (nível de significância) é mantido pequeno (usual e arbitrariamente, 5% ou 0,05) para reduzir a probabilidade de incorrer no erro tipo I. Entretanto, falhar na detecção do impacto quando este existe, significa permitir que a deterioração ambiental continue (UNDERWOOD, 1997).

1.2. Poder Estatístico e Tamanho do efeito O poder estatístico de um teste é o complemento da probabilidade β (1- β), ou seja, o poder é a probabilidade de ter um resultado significativo dado que a hipótese nula seja falsa (THOMAS e JUANES, 1996). A escassez do uso dessa ferramenta estatística pode ser atribuída ao desconhecimento sobre seu significado. Através dos testes de poder é possível calcular o tamanho da amostra necessário à detecção de uma alteração além de possibilitar a inferência sobre a probabilidade de que a amostragem detecte um efeito caso ele exista (SHEPPARD, 1999).

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Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 Os testes de poder podem ser aplicados antes da execução do monitoramento (testes a priori), para mensurar, por exemplo, qual o número de amostras ideal para que, caso exista impacto, ele seja detectado (FAIRWEATHER, 1991) ou depois (a posteriori) para avaliar qual a probabilidade de que caso tenha havido impacto ele tenha sido detectado. Iniciativas de pesquisas que objetivam o desenvolvimento de novos métodos de avaliação e interpretação de alterações ecológicas existem em outros países como a Austrália. O Centro de Pesquisa em Impactos Ecológicos de Cidades Costeiras (Ecological Impacts of Coastal Cities - EICC) localizado em Sidney objetiva o desenvolvimento de pesquisas que colaborem para aumentar o conhecimento dos processos ecológicos afetados pelas mudanças na costa para que a proteção e o uso dos habitats costeiros possam coexistir. Apesar da obviedade da importância e eficácia na fase de planejamento de um experimento ou monitoramento, testes a priori são raramente utilizados no Brasil enquanto são comumente utilizados no planejamento amostral e experimental em todo o mundo. Os relatórios de monitoramento ambiental trazem os resultados das campanhas oceanográficas propostas para as atividades licenciadas e estes documentos foram analisados para determinar o poder estatístico (a posteriori) dos mesmos. Este trabalho avaliou quão confiáveis são as conclusões de ausência de impactos gerados pela atividade por meio do cálculo do poder estatístico dos testes de hipótese empregados nos relatórios de monitoramento ambiental. Ou seja, qual a probabilidade de que tenha havido impacto e que o mesmo não tenha sido detectado. Baseado nisso, espera-se que novos procedimentos sejam implementados visando um maior controle da atividade e maior proteção do ambiente marinho.

2. Material e Métodos
Este trabalho foi desenvolvido a partir da análise dos Relatórios de Monitoramento Ambiental dos empreendimentos de produção de petróleo e gás da Bacia de Campos encaminhados à CGPEG/IBAMA – responsável pelo licenciamento de atividades de petróleo no mar territorial brasileiro, como condicionantes das licenças expedidas por este órgão da administração federal. A utilização destes documentos foi possível haja vista todos serem públicos segundo a Lei no 10.650 e estarem disponíveis para consulta no centro de documentação (CEDOC/IBAMA/RJ) da Superintendência do IBAMA no Estado do Rio de Janeiro (SUPES/IBAMA/RJ). 2.1. Escolha dos Processos em Análise A Bacia de Campos foi escolhida entre os campos marítimos, por ser a maior produtora com 84,7% da produção de petróleo e 41,6% da produção de gás (ANP, 2010). Em 2007 esta bacia contribuiu com 64% (623,5 ton) do total de óleos e graxas descartados no mar junto com a água de produção (tabela 1) e foi a maior contribuinte para o incremento de produtos químicos associados à água produzida nas águas do mar territorial brasileiro (ABREU, 2008). Os relatórios de campanha analisados e reportados neste artigo relacionavam-se a atividades de produção de petróleo em águas rasas e profundas e continham informações sobre o monitoramento da água e do sedimento. Do total de 19 empreendimentos licenciados em 2008, 15 projetos de monitoramento ambiental foram avaliados pois traziam resultados do monitoramento da qualidade da água do mar. Destes, 5 referiam-se ao monitoramento dos parâmetros bióticos e abióticos na água do mar e no sedimento. Foi selecionada uma campanha de monitoramento de cada empreendimento licenciado por empresa cuja atividade encontrava-se na fase de operação. A adequação metodológica dos PMA foi avaliada a partir da consideração dos seguintes critérios: A. existência de estatística descritiva apropriada (gráficos e/ou tabelas com medidas de tendência central e de dispersão ou variabilidade) dos dados coletados ou presença dos próprios dados obtidos; B. detalhamento do delineamento ou desenho amostral e/ou experimental quando aplicável, incluindo número de réplicas, fatores avaliados; C. detalhamento do(s) teste(s) estatístico(s) aplicado(s); D. adequação do(s) teste(s) aplicado(s); E. análise de poder “a posteriori” dos monitoramentos; F. cálculo do “tamanho do efeito” (d) detectado. Para os dois últimos, foi utilizado o software GPower 3.0.10 (2006), desenvolvido e disponibilizado gratuitamente por Franz Faul, da Universidade de Kiel (Kiel, Alemanha) pelo endereço http://www.psycho.uniduesseldorf.de/abteilungen/aap/gpower3/download-and-register. A escolha desse programa foi motivada pelo mesmo ser aplicável a vários testes estatísticos, calcular o tamanho do efeito, incluir a análise de poder e estar disponível gratuitamente na Internet (FAUL et al., 2007). Todos os projetos analisados foram submetidos a um questionário de acordo com o compartimento monitorado (água, sedimento ou ambos) para que as informações relativas ao desenho amostral/experimental, às análises estatísticas e ao poder estatístico destas análises fossem sumarizadas. Nos questionários foram avaliados o monitoramento dos fatores 4

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 bióticos e abióticos como concentração de hidrocarbonetos totais e aromáticos, nutrientes, características do plâncton, macrofauna bentônica.

3. Resultados e Discussão
Os resultados dos parâmetros abióticos apresentados nos relatórios foram utilizados apenas nos questionários. A metodologia utilizada nos relatórios inviabilizou a aplicação dos testes de poder para os parâmetros abióticos e biota aquática por não terem sido apresentados os dados relativos à estatística descritiva. Portanto, neste trabalho são apresentados resultados referentes aos fatores abióticos e bióticos da água e do sedimento sendo que o poder estatístico foi avaliado apenas para a macrofauna bentônica. Uma das abordagens mais produtivas na investigação científica é o método hipotético dedutivo ou método científico que se baseia na observação de um fenômeno que necessita de explicação ou alguma questão ou problema a ser resolvido (MORIN & FINDLAY, 2002). Da formulação da hipótese depende a escolha dos testes estatísticos apropriados a serem empregados nos testes. Não obstante, a escolha dos testes estatísticos depende também da natureza dos dados (só obtida após as amostragens), tal como distribuição dos dados (e.g., normal, binomial, de Poisson, etc.) e homogeneidade das variâncias são pré-requisitos ou premissas para a realização de testes paramétricos (como o t de Studente e ANOVA), de tal forma que se os dados obtidos não atendem a estas premissas, é necessário transformá-los e novamente verificar (ZAR, 1999) e, caso não seja possível atendê-las, utilizar testes equivalentes não-paramétricos (teste de Wilcoxon e análise de Kruskal-Wallis, equivalentes ao teste t e à ANOVA, respectivamente). Nos relatórios objeto deste estudo as análises dos fatores abióticos foram realizadas sem formulação de hipóteses em 87% dos casos para a água e em 20% para o sedimento (figura 3A). Assim como para o meio abiótico, na maioria (93%) dos relatórios de água não houve proposição de hipóteses para o meio biótico. Nas análises de sedimento, entretanto, em 60% dos casos houve formulação de hipóteses para os possíveis efeitos da atividade sobre a macrofauna bentônica (figura 3B). Deve ser ressaltado que em todos os casos em que houve formulação de hipóteses, não houve qualquer correlação dos resultados com a mesma.
100 90 80 70 60

100

A

90 80 70 60

B

40 30 20

(%)

(%)

50

Sim Não

50 40 30 20

Sim Não

10 10 Figura 3. Apresentação de hipóteses para o meio abiótico (A) e biótico (B) de água e sedimento 0 Água Sedimento

0 Água Sedimento

Figura 2. Houve formulação de hipótese para os parâmetros do meio abiótico (A) e biótico (B).

Na figura 4A pode ser observado que além da carência de hipóteses, os resultados para o meio abiótico foram apresentados sem nenhuma análise estatística em 60% dos relatórios de água e 20% dos de sedimento. Os testes estatísticos univariados (como teste t de Student e Kruskall-Wallis) foram aplicados em 27% das análises de água e 20% das análises dos parâmetros do sedimento.
70 60 50 40 (%) 30 20
20 80

A

B

70 60 50

Nenhuma Univariada M ultivariada

(%)

40 30

Nenhuma Univariada M ultivariada Ambas

10 0 Água Sedimento

10 0 Fitoplâncton Zooplâncton Ictioplâncton Bentos

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Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012

Figura 4. Tipo de análise estatística utilizada para o meio abiótico (A) e biótico (B).

Em nenhum relatório de sedimento foi encontrada diferença significativa na comparação entre campanhas os parâmetros abióticos avaliados. Para os resultados de água foram encontradas mudanças significativas entre campanhas ou profundidades de coleta, mas que não foram atribuídas à atividade de produção e sim a variações naturais ou diferenças metodológicas entre as campanhas. O nível de significância utilizado para os parâmetros abióticos da água foi de 0,05 em 25% dos relatórios e nos demais, o valor de α não foi mencionado. Para o sedimento, cerca de 80% dos relatórios não mencionaram o valor do nível de significância utilizado e os demais utilizaram 5% como valor de α (figura 5A). Exceto pelos resultados para o zooplâncton e bentos, a maioria dos relatórios avaliados (67% para fitoplâncton e 93% para ictioplâncton) sequer mencionou o nível de significância o que ratifica a ausência de caráter científico dos mesmos. A maioria dos relatórios apresentou o valor de α (53% para o zooplâncton e 80% para o bentos) e nestes, o nível de significância foi de 5% (Figura 5B).
90 80 70 60 50 (%) 40 30 20 10 0 Nenhum 5% Nível de significância Água Sedimento
(%) 100

A

90 80 70 60 50 40 30 20 10 0

B

Fitop lâncton Zoop lâncton Ictiop lâncton Bentos

Nenhum 1
Nível de Significância

5% 2

Figura 5. Nível de significância utilizado para as análises do meio abiótico (A) e biótico (B).

O nível de significância representa o padrão para corroborar a existência de um fenômeno ou o risco de rejeitar incorretamente uma hipótese nula verdadeira e por este motivo os pesquisadores escolhem um baixo valor (UNDERWOOD, 1997). Concretamente, se um pesquisador estabelece que há 5% de chances de rejeitar a hipótese nula incorretamente, ele incorre em um menor risco de um resultado “incorreto” do que se ele tivesse uma margem de 10% de rejeição da H (COHEN, 1988). Cabe aqui mencionar que, em monitoramentos de impacto ambiental, este valor arbitrário de 5% pode ser elevado, de forma a, sem impacto sobre o número de amostras total, elevar o poder estatístico, elevando por consequência as chances de detectar um impacto ambiental, caso o mesmo esteja ocorrendo ou passe a ocorrer (e.g., UNDERWOOD, 2006). A malha amostral, o número de amostras e réplicas, os testes estatísticos realizados com os dados obtidos não fazem parte de um contexto indutivo-dedutivo e deste modo, todo trabalho fica comprometido. É importante que os relatórios sigam o modelo científico e sejam executados desta forma já que seus resultados são muitas vezes partes de pesquisas científicas ou apresentados integralmente como tal. Todas as análises decorrentes das coletas devem ser previstas com base no questionamento inicial e devem ter por objetivo corroborar ou refutar esta hipótese. Segundo HURLBERT (1984) a hipótese é muito importante, pois se não for boa, mesmo um experimento bem conduzido tem pouco valor.

3.1. Desenho Experimental De acordo com diversos autores (e.g., UNDERWOOD, 1994, 1997; CLARKE & WARWICK, 2001) um estudo de impacto ambiental no ambiente marinho deve sempre incluir no mínimo duas estações controle, ou qualquer teste estatístico da hipótese a ser testada ficará inviabilizado. Amostragens que usam apenas um local controle para contrastar com ou potencialmente impactado não são suficientes, pois qualquer interpretação sobre o papel da atividade humana no distúrbio é completamente passível de ser confundida com qualquer alteração inerente e natural do meio (UNDERWOOD, 1991). 6

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 Entretanto, os resultados deste trabalho revelam que esta realidade ainda está distante já que nenhuma amostra de água teve réplica de controle e que 40% das amostragens de sedimento tiveram 2 controles. Além disso, o número de estações de coleta parece ser determinado apenas para atender à legislação e em nenhum dos relatórios foi mencionada a análise de poder estatístico a priori para dimensionar o experimento de forma robusta e aumentar a probabilidade de que possíveis alterações no meio fossem detectadas.

3.2. Testes Estatísticos O desenho experimental e os testes estatísticos devem ser definidos a priori de acordo com a hipótese a ser testada e a estatística tem um papel fundamental no processo científico (SCHEINER & GUREVITCH, 2001). Nos relatórios de campanha analisados não houve critério definido a priori para a utilização dos testes estatísticos, sendo usadas ora análises univariadas, ora multivariadas, ora ambas, ora nenhuma. Os resultados dos parâmetros abióticos de água e sedimento foram apresentados sem nenhuma análise estatística em 60% dos relatórios de água e em 20% dos de sedimento. Os testes estatísticos univariados foram aplicados em 27% dos relatórios de água e 20% de sedimento. Os testes multivariados foram os mais utilizados para as análises de sedimento (60%). As análises do fitoplâncton contemplaram testes uni e multivariados em 53% dos relatórios, 34% empregaram apenas testes multivariados e 13% não apresentaram qualquer resultado de testes estatísticos. Todos os resultados das coletas de zooplâncton foram avaliados estatisticamente sendo 67% com análises multivariadas e 33% com testes uni e multivariados. As análises estatísticas do ictioplâncton contemplaram testes multivariados em 53% dos relatórios e os demais não apresentaram os resultados dos testes ou sequer mencionaram sua aplicação. A macrofauna bentônica teve os resultados tratados estatisticamente por análises multivariadas (40%) ou multivariadas e univariadas. O ideal, no sentido de tentar atingir o objetivo de detectar eventuais impactos ambientais, apesar de não haver dicotomia entre elas, seria o uso de análises univariadas e multivariadas. Para atingir este objetivo, não seria necessário onerar os projetos de monitoramento pois não implicaria na coleta de amostras adicionais, embora dependa de um bom planejamento amostral inicial. Vale a pena frisar que os gastos com a etapa pré-monitoramento, se bem empregados, ainda que bastante dispendiosos são menos custosos que aqueles empregados nas etapas posteriores. Desse modo, se a maior parte do esforço físico e financeiro na elaboração de um relatório de monitoramento for gasta na etapa inicial, tem-se a vantagem de menos custos, inclusive ambientais, no futuro. Em relação ao uso apropriado de estatísticas descritivas, por exemplo, medidas de tendência central (como média, mediana e moda), medidas de dispersão (desvio e erro padrão, variância, intervalo de confiança, coeficiente de variação, mínimo e máximo) e gráficos que resumam tais estatísticas dos dados, temos o uso das mais variadas estatísticas, mesmo entre compartimentos (biótico e abiótico, água e sedimento) do mesmo relatório. A padronização do uso de descritores estatísticos dos dados, ou, alternativamente, a apresentação tabular de todos, se faz necessária, se não fundamental, para que consultores ou mesmo o órgão ambiental possam avaliar de forma correta o que foi feito, permitindo até mesmo o recálculo de testes estatísticos e análises de poder a posteriori como o que foi realizado neste trabalho.

3.3. Poder Estatístico São apresentados aqui apenas os resultados obtidos para as análises da macrofauna bentônica dos 5 relatórios supracitados pois para a análise de poder estatístico é necessário ter valores de média e desvio padrão simultaneamente, o que para os fatores abióticos tanto da água quanto do sedimento, não foi calculado em muitos casos. Todos os relatórios de sedimento testaram dados de réplicas verdadeiras obtidas a partir de 3 lançamentos independentes do amostrador. As análises de água, entretanto utilizaram estatística em amostras simples ou pseudorreplicadas (a partir de subamostragens). Para que as réplicas fossem consideradas apropriadas, deveria haver um número mínimo de 3 tanto para água quanto para o sedimento. Nenhum dos relatórios (análises de água e sedimento) realizou análise de poder estatístico “a priori” como forma de otimizar as coletas e garantir que as mesmas obtivessem resultados eficientes para a detecção de impactos (FAIRWEATHER, 1991). Do mesmo modo, o tamanho do efeito, ou seja, o grau de alteração no meio foi desconsiderado e não estimado em todos os projetos. O cálculo do poder estatístico foi realizado a partir do programa GPower 3.1. Neste programa é possível escolher o tipo de cálculo de poder que se deseja obter: “a priori” ou “a posteriori”. No último caso, deve ser selecionado o teste utilizado, escolhido o tamanho do efeito que se deseja detectar (pequeno, médio e grande), o nível de significância utilizado, o número amostral e o número de grupos. Para o cálculo do tamanho do efeito (grau de alteração no ambiente que pode ser detectado), basta solicitar que o programa determine e adicionar os resultados das médias dos grupos. 7

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 A análise mais robusta foi a do relatório E para o índice densidade que teve um poder de detecção de impactos de 25%. Isto significa que se ocorreu impacto de grande magnitude (tamanho do efeito de 51%) nesta área, houve 75% de probabilidade que o mesmo não tenha sido detectado. Abaixo estão representados o poder estatístico (barras azuis) e o tamanho do efeito (barras vermelhas) bem como as convenções estabelecidas por COHEN (1988). Este autor estabeleceu que o poder estatístico adequado deve ser de, no mínimo, 80% quando não houver base científica para o estabelecimento de outro valor. Para tamanho de efeito foram tomados como referência os valores de referência 10%, 25% e 40% estabelecidos por COHEN (1988) para efeitos pequenos, médios e grandes respectivamente. Para a diversidade (figura 7), o relatório mais robusto foi o da plataforma B com um poder de 0,14 para efeitos de 57%.
100 90 80 70 60 (%) 50 Poder 40 30 20 10 0 A B C Relatórios D E Efeito

Figura 7. Poder estatístico (barra azul) e tamanho do efeito detectado (barra vermelha) dos relatórios de monitoramento ambiental (A, B, C, D e E) para o índice de diversidade.

Para a riqueza (figura 8), o relatório mais poderoso foi o D com poder de 18% para um tamanho de efeito de 47%.
100 90 80 70 60 (%) 50 40 30 20 10 0 A B C Relatórios D E Poder Efeito

Figura 8: Poder estatístico (barra azul) e tamanho do efeito detectado (barra vermelha) dos relatórios de monitoramento ambiental (A, B, C, D e E) para o índice de riqueza.

Para a densidade (figura 22) o maior poder foi atingido pelo relatório E (0,25) para detecção de um tamanho de efeito de 51%. 8

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012
100 90 80 70 60 (%) 50 40 30 20 10 0 A B C Relatórios D E Poder Efeito

Figura 9. Poder estatístico (barra azul) e tamanho do efeito detectado (barra vermelha) dos relatórios de monitoramento ambiental (A, B, C, D e E) para o índice densidade do bentos.

Todos os relatórios apresentaram muito baixo poder estatístico mesmo para detectar grandes efeitos. Em 46% dos relatórios de água houve diferença significativa em alguns parâmetros abióticos. Entretanto, em nenhum deles esta diferença foi atribuída à atividade de produção de petróleo. As divergências entre campanhas foram atribuídas a eventos climáticos, ou deficiências da malha amostral. O mesmo ocorreu para as diferenças verificadas para fitoplâncton, zooplâncton e ictioplâncton. Nenhum relatório detectou qualquer influência da produção de petróleo sobre o sedimento ou biota bentônica. Conforme os resultados de água, quaisquer alterações foram atribuídas à variabilidade natural da área ou concentrações normais para a região.

4. Conclusão
Da forma como têm sido propostos, aprovados e executados, a probabilidade de que ocorram falhas na detecção de impactos e erros nas conclusões que subsidiam as decisões governamentais aumenta. Quando o que está em jogo é o futuro sustentável das próximas gerações, os possíveis erros devem ser sempre favoráveis ao ambiente e não em detrimento deste. É urgente que todos percebam a importância da conservação do ambiente para a manutenção da vida em sociedade. Esse não é um discurso ambientalista intransigente que nega a necessidade do desenvolvimento, mas a previsão realista de que se não discutirmos sobre isso, poderá não haver mais o que explorar ou do que usufruir.

5. Agradecimentos
Ao IBAMA e à Coordenação Geral de Petróleo e Gás (CGPEG) em especial aos coordenadores Guilherme Augusto e Edmílson Maturana que acreditaram na relevância do meu trabalho para o licenciamento ambiental federal. Ao meu orientador, Dr. Bernardo da Gama, por ter me considerado capaz de concluir esse trabalho, por ter aceito e acreditado na parceria além de todo o carinho, amizade e dedicação. Muito obrigada.

6. Referências
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