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IBP1141_12 ANÁLISE DA FLUIDODINÂMICA EM UM RISER DE FCC DE UMA UNIDADE PILOTO A FRIO COM AUXÍLIO DA METODOLOGIA DE SUPERFÍCIE DE RESPOSTA Kamylla

A. L. dos Santos1, Christine L. Luna-Finkler 2, Hilário J. B. de Lima Filho3, Mohand Benachour4, Carlos Costa Dantas5, Valdemir A. dos Santos6.
Copyright 2012, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP Este Trabalho Técnico foi preparado para apresentação na Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012, realizado no período de 17 a 20 de setembro de 2012, no Rio de Janeiro. Este Trabalho Técnico foi selecionado para apresentação pelo Comitê Técnico do evento, seguindo as informações contidas no trabalho completo submetido pelo(s) autor(es). Os organizadores não irão traduzir ou corrigir os textos recebidos. O material conforme, apresentado, não necessariamente reflete as opiniões do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Sócios e Representantes. É de conhecimento e aprovação do(s) autor(es) que este Trabalho Técnico seja publicado nos Anais da Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012.

Resumo
Foi planejada e executada a aplicação de um Delineamento Composto Central Rotacional (DCCR) ao riser de uma planta piloto a frio de FCC (Fluid Catalytic Cracking), para se identificar as características fluidodinâmicas básicas desse tipo de reator. O craqueamento catalítico fluido é um dos processos mais importantes nas refinarias de petróleo de todo o mundo. É realizado em um reator cilíndrico e vertical denominado de riser, de curto tempo de contato entre o catalisador de craqueamento (sólido finamente dividido) e vapores de gasóleo de vácuo. A evolução constante do processo de FCC tem requerido a análise da fluidodinâmica do mesmo através de CFD (Computational Fluid Dynamics). Contudo, a análise das imagens produzidas pela aplicação da CFD no estudo de risers requer noções preliminares das relações entre variáveis resposta e variáveis independentes. Com a aplicação do DCCR foi realizado um total de 12 experimentos, sendo 4 fatoriais completos, 4 pontos axiais e 4 pontos centrais. As variáveis resposta foram as velocidades dos componentes (catalisador de craqueamento e ar comprimido) e a queda de pressão. Observou-se uma grande contribuição da vazão de sólidos para a velocidade dessa fase e para a queda de pressão. Os efeitos da interação entre as vazões das fases em escoamento são consideravelmente sentidos na queda de pressão através do riser, entretanto, para as velocidades de ambas as fases essa interação torna-se praticamente desprezível.

Abstract
It was planned and executed the implementation of a Central Composite Rotatable Design (CCRD) to the riser of a FCC (Fluid Catalytic Cracking) cold pilot plant, to identify the basic fluid dynamic characteristics of this type of reactor. The Fluid Catalytic Cracking is the major process in oil refineries in the world. It is realized in a vertical cylindrical reactor called riser, with a short contact time between the cracking catalyst and vacuum gas oil vapors. The constant evolution of the FCC process has required the analysis of fluid dynamics using computational fluid dynamics (CFD) software. However, analysis of images produced by the application of CFD to study of risers requires preliminary concepts of the relationship between response variables and independent variables. With the CCRD implementation was performed a total of 12 experiments, being 4 full factorial, 4 axial points and 4 central points. The dependent variables were the velocities of the components (cracking catalyst and compressed air) and the pressure drop in the riser. There was a great contribution of solids flow rate for the solid phase velocity and for the pressure drop. The effects of interaction between the flow rate phases are considerably senses in pressure drop through the riser, however, for the velocities of both phases this interaction becomes negligible.

______________________________ 1 Mestranda em Engenharia Química – Universidade Federal de Pernambuco 2 Profª. Doutora UFPE – Campus de Vitória de Santo Antão 3 Doutorando em Engenharia Química – Universidade Federal de Pernambuco 4 Prof. Doutor - DEQ/Universidade Católica de Pernambuco 5 Prof. Doutor - DEN/Universidade Federal de Pernambuco 6 Prof. Doutor - CCT/Universidade Católica de Pernambuco

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1. Introdução
O craqueamento catalítico fluido (FCC - Fluid Catalytic Cracking) de petróleo é realizado em em um reator cilíndrico vertical denominado de riser. Neste reator ocorrem quebras de hidrocarbonetos pesados, transformando o gasóleo de vácuo em produtos leves e nobres, em um tempo muito curto de contato (SANTOS; DANTAS, 2004). A unidade de FCC que contém o riser envolve um circuito de circulação de catalisador, ou leito fluidizado circulante como é comumente conhecido (CFB - Circulating Fluidized Bed). Catalisador fresco produz uma reação rápida através do riser, durante a qual vai sendo desativado. No topo do reator os vapores de produtos são separados do catalisador, o qual deve retornar à base do riser, passando por uma coluna de retorno, na qual esse catalisador é regenerado (DANTAS et al., 2008). Devido à importância econômica de uma unidade de FCC o fluxo de catalisador que circula em um riser deve ser estudado (REF) e monitorado (REF). Esse desenvolvimento contínuo do processo de FCC tem solicitado trabalhos na área de Fluidodinâmica computacional (CFD - Computational Fluid Dynamics). Todavia, a análise de imagens geradas pela aplicação da CFD requer noções básicas de comportamento entre as respostas e de fatores controlados na fluidodinâmica de uma unidade de FCC, tais como as cargas de sólidos e vapores do gasóleo (XIAO-BO, JESSE, WEIXING, 2008; WANG, GAO, ZHANG, 2005). O objetivo do presente trabalho foi aplicar um Delineamento Composto Central Rotacional (DCCR) ao riser de uma unidade piloto a frio de FCC, para analisar a fluidodinâmica frente a variações do fluxo de catalisador e ar comprimido, este último em substituição aos vapores de gasóleo.

2. Material e Métodos
2.1. Unidade Piloto a Frio A Unidade Piloto a Frio (UPF) foi construída para estudos fluidodinâmicos do processo de FCC. Consta basicamente de um sistema circulante para o catalisador de craqueamento e tem como substituto dos vapores de hidrocrbonetos um fluxo de ar comprimido, o qual confere ao riser um escoamento ascendente e diluído do tipo gássólido (Figura 1). Catalisador e ar são misturados na base do riser, ascendendo através do mesmo e se separam no topo desse componente ao entrarem numa grande câmara, pela desaceleração dos sólidos. Dentro dessa câmara de separação grande parte do catalisador retorna para a base do sistema, enquanto que o ar comprimido é liberado para o ambiente com auxílio de ciclones e de um filtro de cartucho de papel, semelhante aos utilizados para motores diesel. A UPF teve suas seções de escoamento confeccionadas em acrílico, o qual permite visualizações dos mesmo (KNOWTON, 2000). O riser e a coluna de retorno têm diâmetros internos iguais a 0,097 m. O comprimento do riser é de 6 m e o diâmetro da câmara de separação é de 1,5 m. Na base da coluna de retorno um duto inclinado de PVC que permite o direcionamento do catalisador para base do riser, com fluxo controlado pela ação de uma válvula do tipo gaveta. Nesse trecho, mais precisamente próximo ao riser, existe uma válvula do tipo esfera para possíveis manutenções da coluna de retorno. Existe ainda no centro desse trecho uma entrada para reposição do inventário de catalisador. Para distribuição homogênea do ar comprimido na base do riser foi instalado um distribuidor de fluxo (placa perfurada em PVC). O ar comprimido é produzido por um compressor do tipo parafuso para evitar oscilações de fluxo e a umidade desse ar é controlada com auxílio de um desumidificador criogênico, evitando-se dessa forma, o acúmulo de excesso de cargas eletrostáticas ao longo da UPF. A Figura 2 apresenta uma fotografia do acesso à parte superior da UPF, suportada por uma estrutura metálica.

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Figura 1. Esquema da Unidade Piloto a Frio (UPF)

Figura 2. Fotografia de parte intermediária da UPF suportada por uma estrutura metálica

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2.2 Planejamento dos Experimentos
Pela importância de suas influência na fluidodinâmica da UPF, foram utilizados como fatores do DCCR (Tabela 1) a vazão volumétrica do ar comprimido (X1) e a vazão mássica do catalisador (X2) (ARAÚJO et al, 2009). Foram realizados um total de 12 experimentos, sendo 4 fatoriais completos, 4 pontos axiais e 4 pontos centrais (MYERS, R. H.; MONTGOMERY, 2002). As variáveis resposta foram: a velocidades do catalisador (Y 1), a velocidade do catalisador (Y2) e a pressão no riser (Y3). Os critérios para a validação da análise de variância (ANOVA), como componente básico da Metodologia de Superfície de Resposta (RSM), foram: o erro experimental, a variância explicada, a constante de FicherSnedecor e o nível de confiança ou valor p (MONTGOMERY, 2004). Tabela 1. Valores codificados e normais dos fatores Níveis Código -1,41 -1 0 X1 0,096 0,010 0,013 X2 0,002 0,005 0,012

Fator Vazão de ar, m3/h Vazão mássica do Catalisador, kg/s

+1 0,015 0,019

+1,41 0,016 0,022

3. Resultados e Discussão
As influências das variações dos fatores X1 e X2 sobre as variáveis dependentes Y1, Y2 e Y3 encontram-se apresentadas na Tabela 2. dois fatos marcantes são observados nesta tabela: i) um aumento da vazão mássica de catalisador provoca aumentos de velocidade do gás e aumento da queda de pressão, motivados pela redução da porosidade do gás e; ii) um aumento da vazão de ar por sua vez provoca aumentos das velocidades das fases, mas não é suficiente para provocar aumento de queda de pressão para esse tipo de escoamento.

Tabela 2. Experimental matrix for CCRD and results Vazão do ar (m3/s) Run 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 X1 0,010500 0,010500 0,014700 0,014700 0,009630 0,015570 0,012600 0,012600 0,012600 0,012600 0,012600 0,012600 Vazão mássica de catalisador (kg/s) X2 0,005000 0,019300 0,005000 0,019300 0,012200 0,012200 0,002088 0,022312 0,012200 0,012200 0,012200 0,012200

Ug (m/s) Y1 1,41400 1,42000 1,98600 1,98300 1,29800 2,10800 2,10800 1,70500 1,71100 1,71500 1,70900 1,70600

Ug (m/s) Y2 1,22800 1,22900 1,79200 1,79100 1,10500 1,91500 1,91500 1,51300 1,51900 1,52400 1,51600 1,51200

P (N/m2) Y3 11763 11963 11763 11863 11863 11863 11863 11963 11763 11768 11764 11758

As Tabelas de 3 a 5 apresentam dados relativos às análises de variâncias para validação dos modelos estatísticos de previsão das respostas investigadas. Nos casos das velocidades das fases as interações entre os fatores mostraram-se com baixa significância estatística, sinalizadas pelos valores da constante de Fisher-Snadecor (F) e dos níveis de confiança (p). Esta mesma interação apresentou significância no caso de previsão da queda de pressão através do riser, ou seja, não se pode fazer previsões de modificações desta variável resposta com base apenas na modificação isolada de qualquer um destes fatores.

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Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 Tabela 3. Dados de ANOVA para o modelo de previsão* da velocidade dos sólidos (Y1) Soma Quadrática 0,644963 0,005617 0,040770 0,033065 0,000001 0,062036 0,000077 0,793311 Graus de Liberdade 1 1 1 1 1 3 3 11 Média Quadrática 0,644963 0,005617 0,040770 0,033065 0,000001 0,020679 0,000026

Fator X1 X1*X1 X2 X2*X2 X1*X2 Falta de ajuste Erro Puro Total *92,2 %

F 25210,29 219,54 1593,60 1292,44 0,04 808,28

p 0,000001 0,000667 0,000035 0,000047 0,860750 0,000074

Tabela 4. Dados de ANOVA para o modelo de previsão da velocidade do ar no riser (Y 2) Soma Quadrática 0,650112 0,005712 0,040536 0,032602 0,000020 0,063460 0,000043 0,799237 Graus de Liberdade 1 1 1 1 1 3 3 11 Média Quadrática 0,650112 0,005712 0,040536 0,032602 0,000020 0,021153 0,000014

Fator X1 X1*X1 X2 X2*X2 X1*X2 Falta de ajuste Erro Puro Total * R2 = 92,0 %

F 45621,91 400,84 2844,60 2287,89 1,41 1484,44

p 0,000000 0,000272 0,000015 0,000020 0,320589 0,000030

Tabela 5. Dados de ANOVA para o modelo de previsão* da queda de pressão no riser (Y3) Soma Quadrática 1232,61 8969,40 24048,76 24837,36 2482,49 9473,86 50,75 66584,25 Graus de Liberdade 1 1 1 1 1 3 3 11 Média Quadrática 1232,61 8969,40 24048,76 24837,36 2482,49 3157,95 16,92

Fator X1 X1*X1 X2 X2*X2 X1*X2 Falta de ajuste Erro Puro Total * R2 = 86,0 %

F 72,864 530,211 1421,601 1468,218 146,748 186,677

p 0,003378 0,000179 0,000041 0,000039 0,001211 0,000659

Ainda com relação às tabelas com resultados das análises de variâncias (Tabelas de 3 a 5), os termos lineares e quadráticos envolvendo os fatores apresentaram significância estatística dentro do intervalo de confiança considerado (95 %). Os valores de F críticos ou calculados apresentaram-se muito maiores que esses mesmos valores tabelados, conforme recomendações de Box e Wetz (1973). Acompanhando os valores de F os respectivos valores de p foram menores que 0,05, confirmando a importância estatística dos fatores envolvidos. Em todas as tabelas relativas aos resultados de ANOVA houveram indicações de falta de ajustes nos modelos. Contudo, dois fatores recomendaram o uso desses mesmos modelos de previsão, os baixos valores dos erros experimentais (erros puros), evidenciando um excelente domínio das condições experimentais da unidade piloto e, os valores consideráveis das variâncias explicadas, as quais são responsáveis pelas explicações de variações equivalentes a 92,0 %, 92,2 % e 86,0 % nas previsões dos valores de velocidade do catalisador, velocidade do ar e queda de pressão no riser, respectivamente. 5

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 A Figura 3 mostra diagramas de Pareto para as variáveis dependentes. Uma análise dos referidos diagramas mostra que: - para a velocidade do gás (Figura 3(a)) o termo de maior contribuição positiva é o da vazão do gás, seguido de longe pela vazão de sólidos, este último de contribuição negativa; - para a velocidade do catalisador (Figura 3(b)) o termo de maior contribuição positiva é o de interação vazão do ar e vazão mássica do catalisador, seguido de longe pela contribuição negativa da vazão mássica do catalisador e; - para a queda de pressão através do riser (Figura 3(c)) os termos de maiores contribuições negativos são os de vazão mássica de sólidos (linear e quadráticos), seguidos pelo termo quadrático de vazão do gás.

(a)

(b)

(c) Figura 3. Diagramas de Pareto para: (a) velocidade do ar comprimido; (b) velocidade do catalisador e; (c) queda de pressão no riser

A Figura 4 apresenta as curvas de nível das variáveis dependentes analisadas neste trabalho, permitindo as seguintes consideração: - para a velocidade do ar (Figura 4(a)) o termo de interação entre as vazões de ar e catalisador não tem significância pouco considerável (curvas quase paralelas) de forma que se pode fazer previsões sobre essa variável resposta levando-se em consideração apenas um dos fatores; - para a velocidade do catalisador (Figura 4(b)) o termo de interação entre os fatores também não é considerável e também são válidas as considerações feitas para a velocidade do gás e; - para a queda de pressão através do riser (Figura 4(c)) as considerações anteriores são contrárias aquelas feitas anteriormente, isto é, não se pode fazer previsões com base em variações de apenas um dos fatores.

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(a)

(b)

(c) Figura 4. Curvas de nível para: (a) velocidade do ar; (b) velocidade do catalisador e; (c) queda de pressão no riser Os modelos estatísticos de previsão foram agrupados na Tabela 6 juntamente com valores respectivos das variâncias explicadas, obtidas juntamente aos resultados das tabelas de ANOVA. Esses mesmos modelos foram utilizados para gerarem superfícies de respostas associadas às variáveis dependentes em estudo (Figura 5). Quando comparadas as Figuras 5(a) e 5(b) demonstram comportamentos muito próximos entre as velocidades dos sólidos e do gás ao logo do riser, justificando uma razão de escorregamento ou slip muito próxima da unidade. A queda de pressão passa por um valor mínimo com o crescimento das vazões de sólidos e gás, evidenciando os efeitos da redução de atritos entre os sólidos e entre estes e as paredes, bem como o aumento das distâncias entre as partículas sólidas com o aumento da vazão do gás. A queda de pressão, inicialmente alta devido a grande porosidade de sólidos (baixa vazão de ar comprimido), reduz-se com a diminuição da porosidade de sólidos, mas aumenta, em seguida, com o aumento da velocidade do gás. Tabela 6. Modelos de previsão para as variáveis respostas Variável Resposta Y1 Y2 Y3 R2 0,9206 0,9217 0,8600

Modelo estatístico de previsão
2  0,77  308  X1  6774  X1  42  X1  1396  X 2 2 2  0,77  308  X1  6774  X1  42  X 2  1396  X 2 2

2 13018  199673  X1  8488934  X1  1037  X 2  1218534  X 2  2

 1659139  X1  X 2

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(a)

(b)

(c) Figura 5. Superfícies de respostas obtidas com a aplicação do DCCR ao riser da UPF: (a) velocidade do catalisador; (b) velocidade do ar; (c) queda de pressão

4. Conclusões
O planejamento de experimentos tipo DCCR, associado à MSR, apresentaram-se como excelente ferramenta para estudos preliminares em Fluidodinâmica de risers. A partir do presente estudo será possível interpretações de fenômenos ilustrados pela aplicação da técnica de CFD na UPF. As superfícies de respostas demonstraram sensibilidades às variações dos fatores ou variáveis de controle e podem explicar com precisão considerável os comportamentos dessas variáveis respostas. Como sugestão para trabalhos futuros, os comportamentos das variáveis dependentes podem ganhar mais detalhamentos com a incorporação da distância relativa à base do riser como variável independente.

5. Agradecimentos
Os autores são gratos ao CNPq e FACEPE pelos suportes financeiro e bolsas.

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6. Referências
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