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Células de Carga

Prof. Valner Brusamarello

Medição de Força
Força Peso Torque Pressão Outras
Variáveis que dependem direta ou indiretamente da força

Fundamentação Teórica
Robert Hook estabeceu a relação entre tensão e deformação. Quando uma força é submetida a uma mola, a mesma deflexiona segundo a lei de Hook: F = Kx F é força em N, k a constante de rigidez da mola e x o deslocamento em m. De fato, a lei de Hook é uma aproximação do que realmente acontece com os corpos deformáveis, pois a relação entre a força e a deflexão é aproximadamente linear quando as cargas aplicadas apresentam baixos níveis. A lei de Hook também pode ser expressa por: σ = Eε onde σ é a tensão mecânica , ε é a deformação percentual (%) e E é o modulo de Young ou módulo de elasticidade expresso nas mesmas unidades que a tensão mecânica.

Fundamentação Teórica
Tensão e deformação são as versões normalizadas de força e deflexão. Tensão é força por unidade de área e deformação é o alongamento por unidade de comprimento inicial. O módulo de elasticidade é uma característica física do material e de grande importância no projeto de células de carga. Células de carga são transdutores de força, nos quais uma estrutura mecanicamente rígida possui sensores fixados. Quando é aplicada uma carga mecânica, o sistema deforma-se e a informação é transmitida ao sensor.

Fundamentação Teórica
O conceito de deformação é análogo ao de deslocamento unitário: ε = l dl = l0 − l

∫l
o

o

l0

onde l0 é o comprimento inicial e l o comprimento final. Em geral, aplica-se como unidade unitária uma microdeformação (µε) que equivale a uma variação de 1µm em um comprimento inicial de um metro. Apesar de adimensional a deformação relativa é geralmente relacionada com (microstrain) µ m m Para deslocamentos pequenos, para a grande maioria dos materiais verifica-se a lei de Hooke, que estabelece a proporcionalidade direta entre tensões e as deformações.

Tensões e deformações
A tensão em um sistema de deformações tridimensional cartesiano: ∂u ∂v ∂w ε xx = ; ε yy = ; ε zz = ; ∂x ∂y ∂z

γ xy

∂w ∂v ∂u ∂w ∂u ∂v + + ; γ yz = + ; γ zx = = ; ∂z ∂x ∂y ∂x ∂y ∂z

Onde u, v e w são deslocamentos nas direção x, y e z respectivamente.

Relações tensão x deformação
A deformação não εx ocorre apenas na direção em que a força é aplicada, eixo x, mas também ocorre uma redução (ou aumento) da secção transversal do corpo, eixo y e z. A relação entre a deformação transversal e a longitudinal, para materiais isotrópicos, aqueles que apresentam as mesmas propriedades mecânicas para todas as direções, é representada pelo coeficiente de Poisson γ

=

σx
E

ε y = −γ

σx
E

= −γε x ε z = −γ

σx
E

= −γε x

Fundamentação Teórica
Quando um material é submetido a uma tensão mecânica, uma compressão uniaxial ou um cisalhamento ocorre uma deformação elástica até um valor de tensão mecânica, compressão ou força de cisalhamento críticos. A partir deste ponto, começa a ocorrer uma deformação plástica. Durante a deformação elástica, os átomos do material estão deslocados, mas tendem a voltar para a posição de equilíbrio quando a carga mecânica é removida.

σ=

P A

τ=

F A

ε=

∆l l0

Na figura é mostrada uma tração, compressão e um cizalhamento.

Balanças e a medição de peso

Atualmente é pouco comum encontrar-se em supermercados, em farmácias, ou em açougues as balanças mecânicas. Geralmente são utilizadas balanças eletrônicas. Seu menor custo, simplicidade de operação, mas principalmente a melhor qualidade de medição fez com que estas substituíssem as balanças analógicas (mecânicas).

Transdutores de força
Transdutor de força piezo-elétrico Uma vez que a tensão elétrica aumenta quase que linearmente com a tensão mecânica aplicada, o PZT pode ser utilizado como sensor de força. Deve, entretanto, ser observado que as cargas elétricas surgem apenas quando a carga mecânica é aplicada. A mesma será descarregada pela resistência de entrada do instrumento que é utilizado para fazer a medida. Desta forma, não é possível utilizar o PZT na medição de força ou pressão estática. Um sensor de força piezo-elétrico é quase tão rígido quanto uma peça de aço. Esta característica permite que esses sensores sejam inseridos diretamente em partes de estruturas de máquinas.

Transdutores de força
Transdutor de força capacitivo Considerando-se um capacitor de εε A placas paralelas tem-se: C= 0 r d ε 0 é a constante dielétrica do onde ar,ε r a constante dielétrica relativa do material isolante entre as placas (se houver algum), A a área das placas condutoras e d a distância entre as placas. Uma tendência atual é a miniaturização de componentes. Desta forma, muitos dispositivos sensores estão sendo fabricados diretamente em pastilhas semicondutoras. Esses sensores são conhecidos como MEMS (Micro Electro-Mechanical Systems).

Transdutores de força
Resistor sensor de força (FSR- Force sensitive resistor) Um FSR apresenta uma variação de resistência dependente da força (ou pressão) aplicada. Na verdade o nome correto deveria ser “sensor de pressão” ao invés de “sensor de força”, uma vez que o mesmo é dependente da área onde a força é aplicada. O FSR consiste em um polímero que exibe uma diminuição da resistência com um aumento da força na superfície ativa do sensor. Os sensores do tipo FSR são conhecidos pela precisão muito pobre, por erros da ordem de 25% e pela não linearidade da saída

Extensômetro de resistência elétrica (Strain gages)
A extensometria é o método que utiliza o princípio da relação que existe entre tensões e deformações em corpos submetidos a solicitações mecânicas, conforme estabelecido por Hook. Em 1856, Kelvin realizou experimentos utilizando fios de cobre e ferro e observou que a resistência elétrica de ambos mudava quando os materiais sofriam deformação na região elástica Atualmente os extensômetros de resistência elétrica são sensores que são colados em estruturas sólidas, com o objetivo de medir a deformação provocada pela tensão mecânica originada por uma força. Extensômetro uniaxial típico projetado para medir tensões na direção das linhas da grade. A dimensão da grade varia muito. Por exemplo (Micro-Measurements) de 0,20 mm a 101,6 mm.

Extensômetro de resistência elétrica (Strain gages)
A variação relativa da resistência sobre a variação relativa da deformação é uma constante.

∆R ∆l

R0 l0

=K

∆R K=

ε

R0

onde K (Sg) é constante (fator do extensômetro ou fator gage), R0 a resistência inicial do fio metálico, l0 o comprimento inicial, ∆R e ∆l as variações de resistência e comprimento respectivamente e a deformação relativa.

Extensômetro de resistência elétrica (Strain gages)
O fator do extensômetro caracteriza a sensibilidade do sensor, onde o sinal de entrada é a variação da deformação e o de saída a variação de resistência. Em 1931, Carlson, desenvolveu o primeiro extensômetro de fio (unbonded strain gage) Atualmente, os extensômetros de fios metálicos (unbonded metal wire) tornaram-se obsoletos. A Figura mostra um extensômetro tipo folha (o tipo mais utilizado atualmente), o qual deve ser colado na superfície de uma estrutura onde vai ser aplicada a força ou então medidas as tensões mecânicas. O extensômetro de resistência elétrica é utilizado nos mais variados ramos da engenharia desde a II Guerra Mundial.

Extensômetro de resistência elétrica (Strain gages)
Na maioria dos casos, o maior interesse é medir deformações lineares ou planares. Podemos então reduzir o problema ao caso biaxial apenas:

ε xx ;

ε yy ;
∆u ; εx = ∆x

e
ε yy

γ xy

ou
e

Na forma incremental

∆v ; = ∆y

γ xy

∆u ∆v = + ∆y ∆x

Extensômetro de resistência elétrica (Strain gages)
Supondo que temos um extensômetro com comprimento Lo colado em uma amostra e sob carga mecânica, esse sensor deforma até Lx. A deformação medida pelo sensor é: ∆u Lx − Lo = ∆x Lo
Considera-se nesse caso, que a deformação medida pelo extensômetro é a deformação no ponto x1. Entretanto, ele representa na realidade a média das tensões sob o comprimento desse extensômetro. O erro entre a deformação média e a deformação em x1 depende do gradiente de tensões.

Extensômetro de uso geral
Ilustração da média da distribuição das tensões na região sob a grade sensora Quando podem ser utilizados, os extensômetros mais longos (regulares) devem ser escolhidos, pois geralmente são mais fáceis de manusear e instalar. Sua área maior, também implica em uma dissipação maior de calor. Como uma regra geral, quando possível, comprimentos de 3 a 6 mm são preferíveis. Os comprimentos mais usuais e que geralmente encontram-se em estoques de fornecedores encontram-se dentro desta faixa. Extensômetros fora desta faixa também custam mais caro.

Características de bons sistemas de com extensômetros de resistência elétrica
COMPRIMENTO: A grade deve ser o menor possível para oterse a tensão em um ponto. SENSIBILIDADE: ±1 µε CALIBRAÇÃO: Insensível a variação de temperatura. BAIXA INÉRCIA: O suficiente para permitir leituras dinâmicas. DEVE PERMITIR leitura in site ou remota. VIÁVEL economicamente. SIMPLES para operar e instalar. LINEARIDADE ADEQUADO para servir como elemento sensor em transdutores.

Extensômetro de resistência elétrica (Strain gages)
A resistência elétrica R de um fio com comprimento l , secção A e resistividade ρ é: l R=ρ Quando o fio é deformado longitudinalmente, cada uma das quantidades que afetam R alteram-se.
dR dl d ρ dD = + −2 R l D ρ

A

Como abordado anteriormente, esta relação é válida para a região de deformação elástica.

Demonstração
l R=ρ A
A=

π D2
4

⎛ ρl ⎞ d⎜ 2 ⎟ dR 4 ⎝ D ⎠ 4 ⎡ 1 ⎛ d ρ ⎞ 2 ρ l dD ⎤ = = ⎢ 2 ⎜ρ +l ⎟− 3 dl π dl dl ⎠ D dl ⎥ π ⎣D ⎝ ⎦
Isolando dR e Dividindo por R:

dR dl d ρ dD = + −2 R l ρ D
−γ = dD dl D l

Sabendo que a constante de Poisson é definida por:

dR d ρ dl = + (1 + 2γ ) R l ρ

Sensibilidade ou Fator do extensômetro
Considerando que a sensibilidade do extensômetro é definida por:
dR SA = R

⎡ dρ / p ⎤ SA = (1 + 2v ) + ⎢ Pode-se dizer que: ⎥ ⎣ ε ⎦

ε

Sendo que a segunda parcela é referente ao material. Para muitos materiais a relação entre a variação de resistência para a variação da deformação é linear.

∆R ∆L ∝ =ε R L

S A = " Fator do Extensômetro " =

∆R / R

⎛ dR ⎞ R = Ro + dR = Ro ⎜1 + ⎟ ≈ Ro (1 + K .ε ) = Ro (1 + x ) Ro ⎠ ⎝

ε

=K

Campo de deformações e fator de Sensibilidade transversal nos Strain Gages
Um extensômetro de resistência elétrica pode também responder a deformações transversais. Esse efeito está combinado com o efeito da direção axial e pode produzir erros em um campo biaxial de tensões. Esse comportamento é governado pelo fator de sensibilidade transversal do extensômetro.

Campo de deformações e fator de Sensibilidade transversal nos Strain Gages
A sensibilidade de um condutor submetido a uma deformação unidirecional é definida como:
SL = dR

ε

R≈

∆R

ε

R

Em um extensômetro, o condutor dificilmente será uniforme sobre toda a grade, dessa forma a sensibilidade depende de outros fatores. De fato, uma boa aproximação pode ser feita ao considerar um strain gage colado em um corpo (como uma barra, por exemplo) e submetido a um esforço de tração ou compressão. Sua variação de resistência pode ser definida: ∆R
R = K aε a + K t ε t + K cisγ at

A sensibilidade do extensômetro para a deformação na direção do cisalhamento é pequena e pode ser desprezada. Entretanto a sensibilidade à deformação transversal é significativa e os fabricantes fornecem um fator de sensibilidade transversal para cada sensor S Kt = t Sa

Campo de deformações e fator de Sensibilidade transversal nos Strain Gages
E assim: ∆R

R

= Sa (ε a + Ktε t )

A sensibilidade do extensômetro é geralmente expressa em termos de um fator K (como colocado anteriormente): ∆R = Kε a O fator do extensômetro é determinado pelo fabricante medindo uma amostra de sensores de cada lote. Na calibração, os extensômetros são fixados em uma barra com uma razão de Poisson de -0,285. Uma tensão axial conhecida é aplicada, a qual produz uma deformação transversal: ε = −γε e assim a variação da resistência pode ser definida: R = Saε a (1 − γ Kt ) e K = Sa (1 − γ Kt ) Observa-se que esta equação indica que mesmo que a deformação medida seja apenas a longitudinal, a mesma sofre influência transversal pela razão de Poisson. É importante deixar claro que a menos que se trate de um campo de tensões uniaxial, (e até nesse caso, com o sensor montado em uma direção diferente da principal), se a sensibilidade transversal ou a deformação transversal não forem nulos, ocorrerá um erro se este fator não for considerado.
∆R
t a

R

Efeitos da sensibilidade transversal
∆R = S g ε a ; S g = FATOR GAUGE = FATOR DO EXTENSÔMETRO R ε a = DEFORMAÇÃO AXIAL

sg

É avaliada experimentalmente usando uma barra calibrada e aplicando uma deformação conhecida. (Pode também ser denotado por ) s A Mas para um estado de tensões biaxiais:

∆R = S aε a + Stε t R ⎛ ⎞ St = Sa ⎜ε a + ⋅ εt ⎟ ⎜ ⎟ Sa ⎝ ⎠ = S a (ε a + K tε t )

Efeitos da sensibilidade transversal
Onde Fator de Sensibilidade transversal (geralmente especificada pelo fabricante) “Fator Gauge” é geralmente expresso como Sg (K) Para a barra de Calibração:

St Kt = = Sa

ε

t

= −ν oε a ; ν o = 0.285

νo

Para um campo Biaxial de tensões:
⎛ ε ∆R = S aε a ⎜ 1 + K t t R εa ⎝

=padrão para haste =0.285
⎡ ⎤ ∆R ⎢ (1 −ν o K t ) ⎥ ⎢ ⎥ K tε t ⎥ R ⎢ ⎢ 1+ ε ⎥ a ⎣ ⎦

Sg S gε a ⎡ ⎞ ε⎤ ∆R ; mas Sa = 1 + K t t ⎥ ou: ∴ = ⎟ ⎢ εa ⎦ (1 −ν o Kt ) R (1 −ν o Kt ) ⎣ ⎠

S gε a =

Se chamarmos

ε'a = ∆R ⋅ 1 R Sg

de “deformação aparente” então a

diferença entre a deformação real e a aparente é o erro de deformação.

⎡ ⎤ ⎢ (1 −ν K ) ⎥ ε a = ε a' ⎢ Ko εt ⎥ ⎢ 1+ t t ⎥ ⎢ εa ⎥ ⎣ ⎦

Efeitos da sensibilidade transversal
Se a relação entre a deformação aparente e a ⎛εt ⎞ ' ⎜ ε +ν o ⎟ real é conhecida, podemos ε a -ε a (100 ) = K ⎝ a ⎠ (100 ) t calcular o erro resultante da εa (1 −ν o Kt ) negligência da sensibilidade transversal em um campo de deformações biaxiais fazendo: ⎤ ∆R ⎛ ∆R ⎞ ⎡ ⎜ ⎟ ⎢ (1 − ν K ) ⎥ o t R − ⎜ R ⎟⎢ ⎛ εt ⎞ εt ⎥ S g ⎜ S g ⎟ ⎢1 + K ⎡ ⎤ ⎥ ⎜ +ν o ⎟ ⎜ ⎟ t ⎢ (1 −ν K ) ⎥ εa ⎥ = K ⎜ εa ⎟ ⎝ ⎠⎢ ⎦ ⎝ ⎠ ε a = ε a' ⎢ Ko εt ⎥ ε rr = ∆R ⎣ t ⎢ 1+ t t ⎥ (1 + ν o K t ) ⎢ ⎥ εa ⎦ ⎣ R (1 + ν o K t ) Sg ⎛ ε⎞ ⎜1 + K t t ⎟ ⎜ εa ⎟ ⎝ ⎠

Efeitos da sensibilidade transversal ε = 1.0 ; erro ≈ 1%. Exemplo: K = 0.4%; ε
t t a

Kt

+ 1.8% a -9.2%

Campo de deformações e fator de Sensibilidade transversal nos Strain Gages
Erro devido a sensibilidade ηε transversal para várias relações de deformação Esquema para medição da deformação de Poisson
≈ Kt

εt × 100 εa

Correção da sensibilidade transversal
A fim de fazer a correção para a deformação transversal, é necessário medir deformaçào em ambas as direções axial e transversal. Se ε ' xx e ε'yy são as deformações aparentes medidas nas direções x e y, então:

ε'

xx

=

' = ε xx + K tε yy ; ε xx 1 −ν K ( 0 t)

∆R e Sg ⋅ R

ε ' = ∆R / R ; S
yy g

S g fator do extensômetro

' = ε yy + K tε xx ε yy 1 −ν K ( 0 t)

Resolvendo simultaneamente, temos:

ε

xx

=

1 −ν 0 K t 1 − Kt 2

(ε '

xx

− K tε ' yy )

e de forma similar para y.

Extensômetro de resistência elétrica (Strain gages)
O extensômetro de resistência elétrica (tipo folha) é formado por dois elementos: a base e a grade Os extensômetros de resistência elétrica do tipo folha são os sensores mais populares na medição de força (e grandezas relacionadas) em função do seu tamanho, alta linearidade e baixa impedância.

Colagem e métodos de montagem
As características do adesivo utilizado na colagem dos strain gauges e as técnicas de aplicação podem influenciar em fatores como: histerese, tensões mecânicas, resistência elétrica, deslocamento de zero e resistência de isolação. Preparação da superfície: Lixar tintas e resíduos até obter uma superfície suave mas não polida. Aplicar solventes para remover graxas e gorduras. Tratar com solução básica a fim de tornar a superfície quimicamente adequada para o adesivo. Application of gauge: Marcar o local do sensor e posicionar o mesmo com uma fita adesiva transparente. Posicionamento do sensor com suas marcas de simetria. Soltar um lado da fita e no verso do sensor aplicar o adesivo. Reposicionar o sensor aplicando uma pressão para eliminar os excessos.

Colagem e métodos de montagem
Processo de colagem dos extensômetros de resistência elétrica

Processo de colagem dos extensômetros de resistência elétrica

Processo de colagem dos extensômetros de resistência elétrica

Desempenho de extensômetros do tipo folha Linearidade, Histerese e
deslocamento de Zero
Desvios da linearidade para um extensômetro instalado apropriadamente deve ser de aproximadamente 0.1% da max. leitura (polymide) e ~0.05% (epoxy). Histerese e deslocamento de zero são funções da espessura do adesivo e tipo base. Um deslocamento de zero de 1% é geralmente observado em aplicações típicas. Isso pode ser reduzido para 0,2% se alguns ciclos de deformação grandes são aplicados antes de coletar os dados.

Extensômetros de resistência elétrica com compensação de temperatura
Os extensômetros de resistência elétrica são construídos de diferentes metais e ligas tais como constantan (Cu57Ni43), karma (Ni75Cr20FexAly), nicromo (Ni80Cr20) entre outras. Também são produzidos em semicondutores, tais como, o silício e o germânio. Basicamente a escolha do sensor consiste na determinação de uma combinação de parâmetros compatíveis com o ambiente e com as condições de operação do sensor. Em aplicações estáticas tanto a ponte de Wheatstone como o extensômetro devem ser compensados para anular o efeito da temperatura. Quando a temperatura varia podem ocorrer quatro efeitos:
O fator do extensômetro varia com a temperatura A grade sofre um alongamento ou uma contração. .∆ / =∝ ∆ T A célula alonga ou contrai . A resistência do extensômetro varia ∆ R / R = γ ∆T

Extensômetros de resistência elétrica com compensação de temperatura

O efeito combinado da grade do sensor, da base metálica e da variação de resistência ∆R ⎞ ⎛ ⎟ = S g (β − ∝ )∆T + γ∆T pode ser escrito como: ⎜ ⎝ R ⎠ ∆T Isto pode ser minimizado utilizando β=α e ainda utilizando materiais com baixo valor de γ.

Extensômetros de resistência elétrica com compensação de temperatura
Os fabricantes de extensômetros selecionem ligas no intuito de compensar os efeitos dos parâmetros observados. Essa característica é conhecida como auto-compensação de temperatura. Strain gages com auto-compensação de temperatura são projetados para apresentar o mínimo de deformação aparente em uma faixa aproximada de -45 a 200ºC.

Um estudo cuidadoso deve ser feito antes da escolha de extensômetros para aplicações especiais

Limites de alongamento
A deformação máxima que pode ser medida com extensômetros do tipo folha depende do comprimento do sensor, da liga, do material do substrato da grade e do adesivo utilizado. Limites típicos são: Advance com substrato de polymide + -5% Karma com substrato de polymide + -1.5% Extensômetros de alto alongamento + -20% Alguns SG tipo folha advance de substrato com polymida de alto alongamento e adesivo epoxy modificado com urethano pode variar dimensões acima de 20%.

Resposta dinâmica
Uma onde de deformação atravessa o sensor com velocidade C1 e induz uma onda de deformaçãocizalhamento C2 no adesivo e no h ≅ 0 .1 substrato. O tempo de trânsito: t=

c2

µs

h ≅ 0.1 µs c2

O tempo de subida para o extensômetro responder a uma excitação do tipo impulso pode ser vista ao lado. tr= Tempo para a frente de onda passar pelo comprimento total do sensor mais o tempo de trânsito para passar pelo substrato e adesivo.

=

l0 + 0.1x10 −6 c1

(sec)

lo é o comprimento do sensor

Resposta dinâmica
Para funções de estímulo muito estreitas, a saída pode ser muito distorcida

fazendo t0 =

lo / 2 c

(1/2 comp. do sensor)

lo = 1 / 8"; to ≅ 6µs; (83kHz )

Problemas!!!!

.

Extensômetros uniaxiais
Consistem nos strain gages com o formato de grades mais simples As resistências típicas são 120 ou 350 Ω. Neste aspecto, quando é possível a escolha, é melhor optar por resistências maiores, pois isto reduz o aquecimento na grade, além de reduzir o efeito devido a conexões e soldas.

Extensômetros do tipo roseta
Para um estado de tensões biaxiais é necessária a utilização de mais de um elemento. Existem os extensômetros do tipo roseta, os quais apresentam mais de uma grade sensora em uma mesma base. As rosetas devem ser escolhidas de acordo com a distribuição das tensões e posicionados de forma que as direções preferenciais de cada grade coincidam com as direções das componentes da tensão mecânica. Ou em casos quando não se conhece a direção de tensões principais.

Extensômetros do tipo roseta
Na prática, com tensões superficiais com eixos principais desconhecidos, pode-se utilizar uma roseta com três elementos e determinar as direções preferenciais. As rosetas podem ser do tipo planar ou empilhadas . Geralmente a primeira é uma escolha mais vantajosa em relação à segunda. As rosetas empilhadas apresentam uma dificuldade maior na dissipação de calor das grades e isso pode influenciar no desempenho bem como na estabilidade do sensor. Outra desvantagem é em relação a aplicações com pequenas amplitudes de tensões, onde as rosetas planares estão próximas da superfície submetida ao esforço, enquanto que nas rosetas empilhadas, a transmissão da deformação é mais pobre uma vez que a mesma se faz pelas grades individuais

Extensômetros semicondutores
Os strain gages semicondutores foram inventados nos Laboratórios da Bell Telephone Company nos anos 50. No inicio da década de 70 os primeiros extensômetros semicondutores foram aplicados na indústria automobilística. Diferente dos sensores metálicos, os extensômetros semicondutores utilizam o efeito piezo-resistivo do silício ou germânio. Normalmente é necessário um cuidado muito especial para a colagem por nem sempre apresentar uma base como os extensômetros metálicos As principais vantagens dos extensômetros semicondutores são as altas sensibilidades, os valores de resistência elevados além do tamanho reduzido. As comparações com os extensômetros populares (metálicos tipo folha) são inevitáveis e muitas vezes controversas na literatura. Sabe-se que os strain gages semicondutores são bastante sensíveis à variação de temperatura, apresentando forte tendência de drift. Outro problema dos semicondutores é o desvio de linearidade. Estes problemas, entretanto, podem ser consideravelmente minimizados com eletrônica e processamento adequados. Aplicações práticas, atuais deste tipo de tecnologia podem ser encontradas em muitos sensores de pressão onde o diafragma é micro-usinado em silício e os extensômetros são difundidos neste substrato na forma de ponte

Extensômetros semicondutores
Comparando os extensômetros metálicos tipo folha e os extensômetros semicondutores, pode afirmar que os semicondutores possuem sinal de 25 a 50 vezes maior que os strain gages, além de possuir um tamanho mais reduzido Com esta região de trabalho, os extensômetros semicondutores têm uma vida útil maior em relação à fadiga. Além disso, a alta sensibilidade permite que menores tensões mecânicas possam ser medidas As vantagens dos extensômetros do tipo folha incluem o baixo custo, a grande oferta e popularidade com a conseqüente oferta de recursos no que diz respeito ao processo de projeto das células de carga Os processos de difusão encontrados em circuitos integrados são os mesmos utilizados na fabricação de diafragmas para sensores de pressão. Nestes dispositivos, o diafragma é construído de silício ao invés de metal e as impurezas são depositadas para formar strain gages intrínsecos nas posições desejadas. Este tipo de construção pode permitir confecções com um custo mais baixo, uma vez que vários diafragmas podem ser feitos em uma única pastilha.

Introdução ao projeto de transdutores de força
Um Sistema Mecânico (Elemento Mola) converte força em alongamento mecânico Colando o strain gage sobre o corpo submetido à tensão mecânica, ambos estarão submetidos à mesma deformação. Desta forma, uma variação de resistência ocorrerá na saída, a qual é ligada a um circuito do tipo ponte como será mostrado

Introdução ao projeto de transdutores de força
A Figura mostra as etapas distintas de transdução desde o estímulo até a resposta

Circuitos em ponte típicos
Já vimos o funcionamento da ponte de wheatstone em outra oportunidade. Lembrando:

V ⋅ R1 VAB = I1 R1 = R1 + R2 R4 VAD = V R3 + R4

mas
ou

E = VBD = V AB − V AD

⎛ ⎞ R1 R3 − R2 R4 E =⎜ ⎜ ( R + R )( R + R ) ⎟ V ⎟ 2 3 4 ⎠ ⎝ 1

Se R1 R3 = R2 R4
ou R1 R2 = R4 R3

então

E=0

i.e. uma ponte balanceada

Se a ponte está inicialmente balanceada, mas cada resistência tem uma variação:

∆E = V
Fazendo R2/R1 =r; :

R 1 R2 ⎡ ∆R1 ∆R2 ∆R3 ∆R4 ⎤ − + − (R1 + R2 )2 ⎢ R1 R2 R3 R4 ⎥ ⎣ ⎦

∆E =

Vr ⎡ ∆R1 − ∆R2 + ∆R3 − ∆R4 ⎤ (r + 1)2 ⎢ R1 R2 R3 R4 ⎥ ⎣ ⎦

Para apenas um sensor ativo e encontramos: ∆E = ∆R ⋅ V

R1 = R2 = R3 = R4
Mas ∆R = S gε R ∆E = S gV 4 ⋅ε

4R

Na ponte de wheatstone temos 4 possibilidades: 1 SG ativo 1 SG ativo e 1 SG passivo (caso 1 e 2) 2 SG ativos 4 SG ativos
(millivolts)

Sensibilidade (alternativamente)
Podemos diferenciar a tensão de saída para cada variável em separado:
R2 ∂E V = ∂R1 ( R1 + R 2 )2 R1 ∂E V =− 2 ∂R2 ( R1 + R 2 )

⎛ ⎞ R1 R3 − R2 R4 E =⎜ ⎜ ( R + R )( R + R ) ⎟ V ⎟ 2 3 4 ⎠ ⎝ 1
R3 ∂E =− V 2 ∂R4 ( R3 + R 4 )

R4 ∂E V = ∂R3 ( R4 + R 4 )2

Somando as parcelas individuais:

∂E ∂R1 R2 − ∂R2 R1 ∂R3 R4 − ∂R4 R3 = − 2 2 V ( R1 + R 2 ) ( R3 + R 4 )

Veja que para a ponte balanceada basta que Mas se R1=R2=R3=R4:
∆E = V

R1 R3 = R2 R4

R 1 R2 ⎡ ∆R1 ∆R2 ∆R3 ∆R4 ⎤ − + − (R1 + R2 )2 ⎢ R1 R2 R3 R4 ⎥ ⎣ ⎦

A sensibilidade do circuito do transdutor é definida como saída de tensão por unidade de carga: deformação, pressão etc.
∴ Sc = ∆E

ε

=

S gV 4

(Para transdutor de deformação)

Considere dois extensômetros ativos montados em uma amostra sob tensão:

∆E =

Vr

(1 + r )

2

⎛ ∆R1 R2 R3 R4 ⎞ − + − ⎟ ⎜ ⎝ R1 R2 R3 R4 ⎠

A sensibilidade de saída nesse caso:

2∆R ∆E = V 4R Quatro sensores ativos:

ou

Sc =

S gV 2

Sc=SgV

Projeto da célula de carga
A sensibilidade da célula de carga é influenciada diretamente pelo número de extensômetros, pela posição dos extensômetros e pela configuração na ponte de Wheatstone

Eo ± Kε = E 4 ± 2Kε

Eo ± K ε × 10−3 ⎡ mV ⎤ = V⎦ E 4 ± 2 K ε × 10−6 ⎣

∆R1 1 ⎡ ∆R ⎤ 1 ∆E o =V ⎢ 1 ⎥ mas = S g ε ∆E o =V S g ε 4 ⎣ R1 ⎦ 4 R1
K ε (1 + γ ) ×10−3 Eo ⎡ mV ⎤ = −6 ⎣ V⎦ E 4 + 2 K ε (1 − γ ) ×10

∆E = V

1 [ k ε + γk ε ] 4

Projeto da célula de carga
Eo K ε ×10−3 ⎡ mV ⎤ = V⎦ ⎣ E 2

∆E = V
∆E = V 1 1 [k ε + k ε] = V k ε 4 2

1 1 k ε + k ε] = V k ε [ 4 2

Eo K ε × 10−3 ⎡ mV ⎤ = V⎦ E 2 + K ε ×10−6 ⎣
∆E = V 1 1 [ k ε + k ε] = V k ε 4 2
−3

∆E = V

1 1 [k ε + k ε] = V k ε 4 2

K ε (1 + γ ) × 10 Eo ⎡ mV ⎤ = −6 ⎣ V⎦ E 2 + K ε (1 − γ ) × 10

∆E = V

1 1 [ 2k ε + 2γk ε] = V k ε (1 + γ ) 4 2

Projeto da célula de carga
−3 Eo K ε (1 + γ ) × 10 ⎡ mV ⎤ = V⎦ ⎣ E 2

∆E = V

1 1 [ k ε + k ε + γk ε + γk ε ] = V k ε(1 + γ ) 4 2

∆E = V

1 1 [k ε + k ε] = V k ε 4 2

Eo = K ε × 10−3 ⎡ mV ⎤ V⎦ ⎣ E
∆E = V 1 [ k ε + k ε + k ε + k ε ] = Vk ε 4

Orientação do sensor e interpretação dos resultados

Orientação do sensor e interpretação dos resultados

Orientação do sensor e interpretação dos resultados

Orientação do sensor e interpretação dos resultados

Elementos Mola

Elementos Mola

Elementos Mola

Elementos Mola

Elementos Mola

Elemento mola - Torque

Compensação dos efeitos da temperatura
Pode-se obter uma compensação de temperatura utilizando-se adequadamente a ponte de Wheatstone. Por exemplo, se utilizarmos dois extensômetros como na figura: um deles é ativo e outro não acompanha a deformação, apenas varia sua resistência em função da temperatura.

∆R1 ∆Rε ∆RT ; = + R1 R1 R1 ie. R1 = R2 = R

∆R2 ∆RT = R2 R2

V ⎛ ∆Rε ∆RT ∆RT ⎞ ⎟ + − então : ∆E = ⎜ R R ⎟ 4⎜ R ⎝ ⎠ V ∆Rε V ∴ ∆E = = Sg ε R 4 4 ∴Cancelam-se os efeitos de Temperatura

Compensação dos efeitos da temperatura
ε =ε
1

e

ε

2

= −νε ; e ∆R2 = −ν∆R ; ν = poisson

∆R1 = ∆R

ε

ε

mudança de temp ∆T R2 = ∆RT ∆R1 = ∆RT V ⎛ ∆Rε ∆RT ν∆Rε ∆RT ⎞ ⎟ ∆E = ⎜ + + − ⎜ R R R R ⎟ 4⎝ ⎠ ⎛ 1 + v ⎞ ∆Rε ⎛ 1+ v ⎞ =⎜ V =⎜ ⎟ ⎟ S gε V 4 ⎠ R 4 ⎠ ⎝ ⎝

Se Não for possível colar o extensômetro em uma posição isolada da tensão mecânica, pode-se colocar o mesmo na direção transversal. Nesse caso, o sensor sofre a deformação transversal.

Efeito dos cabos condutores para um extensômetro ativo sujeito a ε
Considere a deformação em um extesômetro único, conectado ao restante da ponte dentro do instrumento. Onde RL = resistência do cabo conexões: A,B,C,D estão dentro do instrumento.
∆E = V ( Rg + 2 RL ) R2 ⎡ ∆Rg ⎤ ⎥ 2 ⎢ ⎣ ⎦ ( Rg + 2 RL + R2 ) ⎢ Rg + 2RL ⎥ ∆Rg Rg = Sg ε V ( Rg + 2 RL ) Rg R2
2

R1 = ( Rg + 2 RL ) mas ∆E = =

( Rg + 2 RL + R2 ) ( Rg + 2 RL )
V Rg R2
2

Sg ε V Rg R2 Sg ε

( Rg + 2 RL + R2 )

S g ε mas se RT = R + RL ⇒=

( RT )

2

½ Ponte na prática com ligação a 3 fios

Sistema a 3 fios
Anteriormente, se RL = 0; ∆E =

(R

VRg R2
g

+ R2 )

2

Sg ε

A resistência dos cabos tende a reduzir a sensibilidades do extensômetros e produz uma deformação aparente.

Valores típicos para resistências de cabos de cobre (Ω/ 100 ft) RL / 100' (Ω ) Are: Cabo 12 0.159 20 1.015 30 10.31 40 100 or more Considere o mesmo exemplo com um sistema a 3 fios:

Sistema a 3 fios
V (R g + R L )(R 2 + R L ) ⎡ ∆ R g ∆E = (R g + 2 R L + R 2 )2 ⎢ R g + R L ⎢ ⎣ ∆E = V (R 2 + R L )Rg ∆ R g (R g + 2 R L + R 2 )2 R g S gε ⎤ ⎥ ⎥ ⎦

Para um sistema a dois fios teríamos:

=

(R

V (R 2 + R L )R g
g

VRg ⎛ R2 ⎜ 4 RT ⎝ RT

⎞ ⎟ Sg ε ⎠

+ 2 RL + R2 )

2

Se R2 = Rg ∆E = = VRg 4 RT VRT Rg

e RT = Rg + RL , então Sg ε

( 2 RT )
Sg ε

2

Efeito dos cabos

Resumo:
Sem cabos: 2 fios: 3 fios:

∆E =

V S gε 4 ⎞ ⎟ S gε ⎟ ⎠
2

V ⎛ Rg ⎜ 4 ⎜ RT ⎝ V

⎛R ⎜ ⎜ 4⎝R

g

T

⎞ ⎟S ε ⎟ ⎠
g

Cabos longos também têm um efeito com a temperatura. Considere novamente o sistema a 2 fios:

Se R3 = R4 = Rg = R2 então

( R + 2R ) R ∆E = V ( 2R + 2R )
g L g L

g

2

⎛ ∆R1 ∆R2 ⎞ − ⎜ ⎟ R1 R2 ⎠ ⎝

Efeitos dos cabos
Se a resistência do sensor Rg e as resistências dos cabos RL mudam com a temperatura, então:

( R + 2R ) R ∆E = V ( 2R + 2R )
g L g L

g

2

⎡⎛ ∆Rg ⎢⎜ ⎜ ⎢⎝ Rg + 2 RL ⎣

⎞ ⎛ ∆Rg ⎞ ⎛ 2∆RL +⎜ +⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎟ ⎜ Rg + 2 RL ⎟ ⎠ε ⎝ ⎠ ∆T ⎝ Rg + 2 RL

⎞ ⎛ ∆Rg ⎞ ⎤ ⎥ ⎟ −⎜ ⎟ ⎜ R ⎟ ⎥ ⎟ ⎠ ∆T ⎝ g ⎠ ∆T ⎦

Pode-se verificar que não existe a compensação de temperatura. Considere agora um sistema a 3 fios com compensação remota de temperatura:
⎡⎛ ∆Rg ⎢⎜ ⎜ ⎢⎝ RL + Rg ⎢ ⎢⎛ ∆RL ⎢⎜ R + R ⎜ g ⎢⎝ L ⎣ ⎞ ⎛ ∆Rg ⎞ ⎟ +⎜ ⎟ + ⎟ RL + RG ⎠ ∆T ⎠ε ⎝ ⎞ ⎛ ∆Rg ⎟ −⎜ ⎟ ⎜ ⎠ ∆T ⎝ RL + Rg ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ ∆T ⎤ ⎥ ⎥ ⎥ ⎛ ∆RL ⎞ ⎥ −⎜ ⎜R +R ⎟ ⎥ ⎟ g ⎠ ∆T ⎥ ⎝ L ⎦

∆E = V

( 2R

(R

g g

+ RL )

2 2

+ 2 RL )

V ⎛ Rg ⎞ = ⎜ ⎟ Sg ε 4 ⎝ RT ⎠

Leitura da ponte: Ponte balanceada
Se R1 representa o extensômetro então podemos ajustar R4 para balancear a ponte. Assim, VAB=VBC ou I1R1 = I2 R2 e: VAD = VDC ou I1 R4 = I 2 R3
Combinando R1 = R2 R4 R3 I1 R2 R3 = = I 2 R1 R4

Uma vez que R2 e R3 são fixos e iguais: R2 = R3 ; ∴ R1 = R4 ou ∆R1 = ∆R4

Se modificarmos a resistência de R4 pela quantidade ∆R4 para balancear a ponte, então a mudança de resistência provocada pelo extensômetro sob deformaçào é igual a ∆R4. Uma vez que a mudança de de resistência nos extensômetros é muito pequena (0.00024 Ω/µin/in), a utilização de um resistor variável em R4 é adequada.

Ponte balanceada
xcxsc
Se R5 é modificado por uma quantidade ∆R5,, temos:

R '4 + ∆R4 ' =
Aqui:

or =

R '4 =

R4 R5 R4 + R5

( R4 + R5 + ∆R5 ) R ( R + ∆R5 ) RR ∆R '4 = 4 5 − 4 5 ( R4 + R5 + ∆R5 ) R4 + R5
R4 2 ∆Rs
2

R4 ( R5 + ∆R5 )

( R4 + R5 )

+ ∆R5 ( R4 + R5 )
2

∆R '4 ≅

( R4 + R5 )

R4 2

∆Rs
Fator de atenuação

∴ ∆ R S pode ser relacionado a ∆ R ' 4 , por um fator de atenuação

Ponte balanceada
Exemplo: Suponha que queremos que R’ mude
∆R ' = 0.0002 Ω e R4 = 120 Ω e nós queremos ∆Rs = 1 Ω 0.0002 ⎛ 120 ⎞ então =⎜ ⎟ 1 120 + Rs ⎠ ⎝ ou Rs ≅ 8366 Ω
2

(shunt ≅ 10 K Ω) Quanto maior o shunt melhor.

Ponte desbalanceada
Lei de Kirchoff:
I1 R1 + (I1 − I m )R4 = E Loop BAD I1 R1 + I m Rm − I 2 R2 = 0 BAC loop ACD

I m Rm + (I 2 + I m )R3 − (I1 − I m )R4 = 0
Resolvendo simultaneamente para Im (a corrente medida pelo amperímetro), temos:

Im =

E (R2 R4 − R1 R3 ) 2 R2 (R1 + R4 )(Rm + R3 + R4 ) + R1 R3 R4 − R2 R4 + Rm R3 (R1 + R4 )

Se fizermos R2=R3=R4=R (120 ou 350 Ω geralmente), e R1=R+∆R:

Im =

− ER∆R − E ∆R ≈ 2 R 2 ( 2 R + 2 Rm ) + R∆R ( 3R + 2 Rm ) 4 R ( R + Rm )

Ponte com excitação AC

Regra: freqüência de excitação: <1/10 da portadora Vantagem: O extensômetro esquenta menos e a mesma excitaçào pode ser usada para um outro sensor como um LVDT.

Célula de carga do tipo coluna
F εa = AE
εt = − γF
AE
∆R1 ∆R3 = = Kε a R1 R3
∆R2 ∆R4 = = −γ K ε a R2 R4
F= 2 AE E0 = CE0 K (1 + γ ) EFonte

K (1 + γ ) E0 = F 2 AE EFonte

Célula de carga tipo coluna

Célula de carga para compressão

Transdutor de força do tipo lâmina engastada
ε1 = σ1
E
σ=
6l F bh 2

desprezando o efeito de Poisson, σ 2 = −γσ 1

ε1 =

6l F bh 2 E

ε1 = ε 2 = ε 3 = ε 4 =

6l F 2 bh E

∆R1 ∆R 2 ∆ R 3 ∆R 4 6 Kl =− = =− = F 2 R1 R2 R3 R 4 Ebh

Ebh 2 F= 6 KlEFonte

E0 6 Kl F = 2 EFonte Ebh

Célula de carga do tipo Anel

Célula tipo anel

Transdutor de força composto por duas vigas bi-engastadas

Viga engastada

Medida de Força e Momento

1 ⎛ ∆R ∆R ⎞ E0 = ⎜ 1 − 4 ⎟ EFonte 4 ⎝ R1 R4 ⎠ 6 KM x ∆R1 ∆R = − 4 = Kε = R1 R4 Eh3

E0 =

3KEFonte Mx Eh3

E0 =

3KEFonte My 3 Eh

Arranjos para medir momento ou força. (a) arranjo para medir força axial (b) Arranjo para medir momento e (c) Arranjo para medir momento .

Transdutor de torque
Tensão máxima a 45°
σ 1 = −σ 2 = τ xz =
16T π D3
16T ⎛ 1 + γ ⎞ π D3 ⎜ E ⎟ ⎝ ⎠ 16T ⎛ 1 + γ ⎞ ε2 = − π D3 ⎜ E ⎟ ⎝ ⎠

ε1 =

∆R 16T ⎛ 1 + γ ∆R1 ∆R ∆R =− 2 = 3 =− 4 = ⎜ R1 R2 R3 R4 π D 3 ⎝ E

⎞ ⎟K ⎠

16T ⎛ 1 + γ E0 = π D3 ⎜ E ⎝

⎞ ⎟ KEFonte ⎠

π D3 E T= E0 = CE0 16 K (1 + γ ) EFonte

Torque e força axial
Força axial:
E0 = KVFonte Ez 2 AE

Torque:

16 (1 + γ ) KM z ∆R1 ∆R4 =− = Kε = R1 R4 π D3 E
⎡ 8 (1 + γ ) KEFonte ⎤ E0 = ⎢ ⎥ Mz 3 πD E ⎣ ⎦

Célula de carga hidráulica

Célula de carga pneumática

Transdutor de pressão

Extensômetros em série (3 axiais e 3 poisson)

Exemplos

Exemplos

Exemplos
Torquímetros
Alguns Tipos

Torquímetro
Torquímetros
Exemplo - Detalhe Construtivo
Elevador manual de escovas (opcional)

Porta Escovas Pick-Up Magnético (opcional) Placa de Suporte (opcional)

Molas do Suporte de Escovas

Cápsula

Anel de Pressão Espaçador Rolamento Roda com 60 dentes (opcional) Seção de colagem de Strain Gages

Torquímetro
Torquímetros
Exemplo - Detalhe Construtivo
Pick-Up Magnético (sensor de velocidade) Eixo de Aço Inoxidável Cápsula do Sistema Eletrônico Rolamentos

Strain-Gages Colados

Transformador Rotativo

Transdutores Extensométricos
Torquímetros
Exemplos de Uso

Torque no eixo motor compressor

Torque no eixo motor AC bomba de água

Torque no eixo motor hélice

Torque no eixo misturador

Torque no eixo gerador diesel

Transdutores Extensométricos
Calibração - Força / Torque

Transdutores Extensométricos
Calibração - Força / Torque

Capacidade 4,448 MN incerteza: 0,0005 % Capacidade 5 kN incerteza: 0,002% Capacidade 600 kN incerteza: 0,002%

Transdutores Extensométricos
Calibração - Força / Torque

Transdutores Extensométricos
Aplicações
Transdutor de Pressão
Tubo de Bourdon Deformação de Membrana fixa
Estado Deformado Estado Original Agulha Indicadora Tubo de Bourdon

Transdutores Extensométricos
Transdutor de Pressão
Alguns Tipos

Industrial IP69

Alta temperatura

Miniatura

Diferencial

Transdutores Extensométricos
Calibração - Pressão
Exemplo

Transdutores Extensométricos
Calibração - Pressão
Exemplo

Transdutores Extensométricos
Aplicações
Transdutor de Aceleração
Princípio de Funcionamento
Mede-se a força exercida sobre uma massa quando acelerada

Transdutores Extensométricos
Transdutor de Aceleração
Alguns Tipos

Transdutores Extensométricos
Aplicações
Transdutor de Distância
Via força exercida sobre uma lâmina

Transdutores Extensométricos
Transdutor de Distância
Alguns Tipos

Curso de 6 mm

Transdutores Extensométricos
Transdutor de Distância
Exemplo - Detalhe Construtivo

Transdutores Extensométricos
Transdutor de Distância
Exemplo de Aplicação

Transdutores de deslocamento Extensométricos sendo utilizados no teste de um motor de aeronave

Boas práticas de acomodação e transmissão de força

Boas práticas de acomodação e transmissão de força

Boas práticas de acomodação e transmissão de força

Boas práticas de acomodação e transmissão de força

Boas práticas de acomodação e transmissão de força

Boas práticas de acomodação e transmissão de força

Sensibilidade Dual (Acoplamento)
Todos os transdutores exibem uma sensibilidade dual. Isso significa que a tensão de saída é resultado de uma saída primária como força, torque ou momento e uma grandeza secundária como temperatura ou uma carga secundária. Geralmente, durante o projeto são tomadas algumas precauções para minimizar estes efeitos. Como exemplo de sensibilidade dual ou acoplamento com a temperatura, pode-se considerar a célula de carga do tipo coluna sujeita a uma força e uma mudança de temperatura que ocorre durante o processo de medição. Nesse caso, os extensômetros vão responder à deformação causada pela força aplicada e também pela deformação aparente causada pela variação de temperatura.

∆R1 ∆R = R1 R

Fz

∆R + = K ( ε + ε ´) R ∆T

Sensibilidade Dual (Acoplamento)
O mesmo fenômeno ocorre nos outros três elementos da ponte. Se os quatro extensômetros são idênticos, então todos sofrem a mesma influência da temperatura e o efeito é automaticamente compensado pela ponte de Wheatstone. Outro tipo de sensibilidade dual aparece em casos como na aplicação de uma célula do tipo coluna. Neste caso, é muito difícil fazer a força axial coincidir com o eixo centróide da célula. Surge uma força axial juntamente com um momento. Geralmente as células são projetadas para minimizar este efeito. No exemplo da célula tipo coluna pode-se eliminar o acoplamento pela disposição adequada dos elementos. Arbitrando um momento aplicado a célula de carga e decompondo o mesmo nas coordenadas cartesianas o efeito de Mx surge no eixo , de modo que ε a1 = −ε a 3 Uma vez que os elementos transversais estão em uma posição neutra para uma torção no eixo ε t 2 = ε t 4 = 0 ∆R ∆R2 ∆R4 ∆R1 =− 3 = =0 R1 R3 R2 R4

Tensões e deformações pontuais
Para determinar a tensão mecânica em um ponto, precisamos conhecer o estado completo das deformações nesse ponto:
para σx, σy, τxy precisamos conhecer εx, εy, γxy que estão relacionados da seguinte maneira: εx = 1 ( σx − νσy ) ; εy = 1 ( σy − νσx ) ; γxy = E τxy E E (1 + σ ) 2

Tensões pontuais
ε
θ

=

εx + ε y εx − ε y
2 + 2

cos 2θ +

γ xy 2

Extensômetros do tipo roseta são geralmente utilizados para determinar um campo de deformações,
sin 2θ

εθ , εθ , εθ
1 2

com as equações, nós podemos transladar as três deformações
3

int o,

ε, ε
x

y

, γ xy
Considere a roseta Retangular:

Tensões pontuais

ε +ε ε −ε γxy + εθ = cos 0 + sin 0 2 2 2 ε +ε ε −ε = + =ε 2 2 ε +ε ε −ε γ cos 90 + sin 90 εθ = + 2 2 2 ε +ε γ
x y x y 0 1 x y x y x x y x y 0 xy 2 x y

o

o

ε

θ

=

εx + ε y εx − ε y
2 + 2

cos 2θ +

γ xy 2

sin 2θ

ε +ε ε −ε cos180 εθ = + 2 2 ε +ε ε −ε = + =ε
x y x y 3 x y x y

2

+

xy

2

0

+

γ xy sin180o 2

2 2 Resolvendo, temos: ε x = εθ1
y 3

y

ε = εθ γ = 2εθ − εθ − εθ = εθ − εθ
xy 2 1 2 2

1

Roseta tipo delta
ε =ε 1 ε = 4 (ε
A x B x

+ 3ε y − 3γ xy
y

) )

ε
ε =ε ε = 2(ε + ε ) − ε 3
x A y B C

C

1 = 4

(ε + 3ε
x

+ 3γ xy

A

γ xy = −

2 (ε B − ε C ) 3

Rosetas

As rosetas típicas retangulares possuem três grades independentes orientadas em 0, 45, e 90 graus. Padrões "Delta", com grades a 0, 60, e 120 graus, também podem ser facilmente encontrados. Rosetas planares construídas com todas as grades sobrepostas também possuem os extensômetros independentes. Com três medidas independentes em um ponto, a deformação principal e suas direções podem ser calculadas.

Rosetas

Condicionamento analógico
Circuitos para linearização analógica (com um sensor apenas a saída não é linear) Para obter uma tensão proporcional a qualquer mudança em uma das resistências da Ponte de Wheatstone, pode-se aplicar uma corrente constante. Forçando uma corrente constante em (a) uma ponte resistiva com 5 terminais e (b) uma ponte comum com 4 terminais.

Transdutores Extensométricos
Condicionamento - 1/4 de Ponte - Excitação em Tensão

R1

+ V1 R2 R3

Rg+∆Rg

V

-

Vo

+

Transdutores Extensométricos
Condicionamento - 1/4 de Ponte - Excitação em Tensão ⎛ ⎛ RR ⎞ ⎞ R R
3 3 − VoVo V1⎜ ⎜ = = V1⎜ −2 ⎟ 2 ⎟ ⎜ R R 3 R R+ ∆R 2 + R1 ⎟ R ⎟ + 1⎠ 2 ⎠ ⎝ ⎝3 + +go 4 Rg

R1 + V1 R2

Rg R4 R

go+∆Rg

- Vo +
R3

Se R1=R2 e R3=Rgo

1 ⎛ - ∆R g Vo = V1 ⎜ 2 ⎜ 2R go + ∆R g ⎝
V1 ∆R g Vo ≅ − 4 R go

⎞ ⎟ ⎟ ⎠

Condicionamento - 1/2 de Ponte - Excitação em Tensão

R1

Rgo+∆Rg + V1 V -

-Vo+

R2

Rgo-∆Rg

Transdutores Extensométricos
Condicionamento - 1/2 de Ponte - Excitação em Tensão ⎛ ⎞ ⎛ R ⎞R R − ∆R R
R1 + V1 R2 R3 R
go-∆Rg

R Rggo+∆Rg R4 - Vo +

2 ⎜ Vo = V1Vo = V1⎜ go 3 g − − ⎟ 2 ⎟ ⎜R +R ⎜ R − ∆R 3+ R 4 + ∆R + RR⎟ + R ⎟ R2g 1 ⎠ ⎝ g go go 2 1 ⎠ ⎝

Se R1=R2

⎛ R go - ∆R g 1 ⎞ Vo = V1⎜ − ⎟ ⎜ 2R 2⎟ go ⎝ ⎠ V1 ∆R g Vo = − 2 R go

Transdutores Extensométricos
Condicionamento - Ponte Completa - Excitação em Tensão
Rgo-∆Rg Rgo+∆Rg + V1 V -

-Vo+

Rgo+∆Rg

Rgo- ∆Rg

Transdutores Extensométricos
Condicionamento - Ponte Completa - Excitação em Tensão
+ V1 -

Rgo-∆Rg - Vo +
R2

R1

Rgo+∆Rg

Rg R4

Rgo+∆Rg

Rgo-∆Rg

R3

⎛ R go − ∆R g R go + ∆R g ⎜ Vo = V1 − ⎜ R go − ∆R g + R go + ∆R g R go + ∆R g + R go − ∆R g 2 ⎝

⎞ ⎟ ⎟ ⎠ ∆R g R go

⎛ R3 R2 ⎞ ⎜ ⎟ V = V1⎛ - 2∆R g Vo = V1⎜ − ⎜ o R 3 + R4 R 2 + R1 ⎟ ⎜ 2R ⎝ ⎠ go ⎝

⎞ ⎟ ⎟ ⎠

Vo = − V1

Transdutores Extensométricos
Variáveis Espúrias
Resistência dos Cabos e Conectores – ¼ Ponte

R1

Rc Rc Rc
Vo + Rg+∆Rg

+ V1 R2 R3

V

Rc Rc

A temperatura entre outras efeito da altera a resistência dos cabos Conexão a três fios minimiza variáveis resistência dos cabos cabos

Transdutores Extensométricos
Variáveis Espúrias
Resistência dos Cabos e Conectores – ½ Ponte

Rc
Rg+∆Rg

Rc

Rc
Rg-∆Rg

Obrigatoriamente tem-se a ligação a três fios

Transdutores Extensométricos
Variáveis Espúrias
Resistência dos Cabos e Conectores – Ponte Completa
Rc Rc

Fonte de Tensão
4 fios Resistência do cabo afeta a tensão sobre a ponte 6 fios

Rgo-∆Rg

Rgo+∆Rg + V1 I1 V -

-Vo+

Realimentação a partir da ponte compensa queda
de tensão nos cabos

Rgo+∆Rg

Rc

Rgo- ∆Rg
Rc

Fonte de Corrente
4 fios

Resistência do cabo não afeta a tensão sobre a ponte

Transdutores Extensométricos
Variáveis Espúrias
Temperatura
•Altera a Resistência dos Cabos
–Efeitos: mudança do ponto de zero e da sensibilidade –Ligação à 3, 4 ou 6 fios minimizam o efeito

•Altera a Resistência dos Elementos da Ponte
–Dilata Strain Gauges e Elemento Mola– (Apparent strain) •Meia Ponte ou Ponte completa minimizam o efeito •¼ Ponte - Strain-Gauges casados com o Elemento Mola

Temperatura Resistividade Expansão Térmica

Resistência tende a permanecer Inalterada

Coeficiente de Expansão Térmica PPM/oC Material Quartzo 0,5 Titânio 9 Ferro Fundido 11 Aço 16 Alumínio 23 Magnésio 26

Transdutores Extensométricos
¼ Ponte
Afeta resistores e strain-gage de forma diferenciada Desbalanço da Ponte = mudança do ponto de zero Altera a sensibilidade

½ Ponte
Afeta resistores de um braço e strain-gages do outro braço de forma diferenciada Desbalanço da Ponte = mudança do ponto de zero Altera a Sensibilidade

Ponte Completa
Strain-gages estão praticamente a mesma temperatura Cada braço da ponte é afetado praticamente da mesma forma Minimiza o desbalanço da ponte por temperatura

Afeta a Fonte de Excitação
Altera a Sensibilidade

Afeta a Resistência dos cabos
Dependendo da configuração, pode implicar na mudança do ponto de zero

Transdutores Extensométricos
Variáveis Espúrias
Interferência Eletromagnética
Campo magnético alternado Rede elétrica ou outra linha de sinal interferente

Cpl

Rpl Riso Ciso

Condicionad or
+ Vca + V1 1,24 DC V

Element o Mola
Cpf Rpf + Vcm

Transdutores Extensométricos
Variáveis Espúrias
Interferência Eletromagnética
Campo magnético alternado Rede elétrica ou outra linha de sinal interferente

Cpl

Rpl Riso Ciso

Condicionad or
+ Vca + V1 1,24 DC V

Element o Mola
Cpf Rpf + Vcm

Condicionamento analógico
Circuitos para linearização analógica

Vout =

VB ⎛ ∆R ⎞ ⎡ R2 ⎤ ⎜ ⎟ ⎢1 + ⎥ 2 ⎝ R ⎠ ⎣ R1 ⎦

Excitação: Fonte de tensão

V0

⎡ ⎤ VB ⎢ ∆R ⎥ ⎢ ⎥ 4 ⎢ R + ∆R ⎥ 2 ⎦ ⎣
0,5%/%

⎡ ⎤ VB ⎢ ∆R ⎥ ⎢ ⎥ 2 ⎢ R + ∆R ⎥ 2 ⎦ ⎣
0,5%/%

VB ⎡ ∆R ⎤ 2 ⎢ R ⎥ ⎣ ⎦

⎡ ∆R ⎤ VB ⎢ ⎥ ⎣ R ⎦

Erro de linearidade

0

0

1 elemento simples

Dois elementos

Dois elementos

Quatro elementos

Excitação: Fonte de corrente: exemplos de CIs

Parâmetro Saída V mA

AD581L 10/10

LM399A 6,95/10

LT1021A 10/10

MAX671C 10/10

REF10A 10/20

REF102C 10/10

(

)

Drift tempo 25 10−6 100h

(
(

)

20

15

50

50

5

Drift térmico 10−6 K

5

0,6

2

1

8,5

2,5

)

Circuitos Amplificadores e de linearização para pontes com extensômetros de resistência elétrica
A saída de uma ponte com um elemento variando, pode ser ligada em um amplificador operacional de precisão como mostra a Figura Este circuito, apesar de simples tem uma confiabilidade de ganho pobre e também causa um desbalanço na ponte devido ao caminho de correntes pelo resistores RF, além da corrente de entrada do amplificador operacional. O resistor RF deve ser cuidadosamente escolhido para maximizar a rejeição de modo comum. Além desses problemas, a saída é não-linear. A única característica favorável deste circuito, é que o mesmo é capaz de trabalhar com alimentação simples, sem necessidade de fonte simétrica, além da simplicidade do esquema.

Circuitos Amplificadores e de linearização para pontes com extensômetros de resistência elétrica
Um circuito muito mais adequado se faz com um amplificador operacional de instrumentação. Esse circuito tem o ganho ajustado com o resistor RG e evita o desbalanço da ponte. Essa configuração também garante ótimas características de CMRR (razão de rejeição de modo comum) e a altíssima impedância de entrada garante que a corrente de entrada do amplificador seja desprezível.

Vout

⎡ ⎤ VB ⎢ ∆R ⎥ = ⎢ ⎥ [Ganho ] 4 ⎢ R + ∆R ⎥ 2 ⎦ ⎣

Circuitos Amplificadores e de linearização para pontes com extensômetros de resistência elétrica
Muitas células de carga com ponte completa utilizam 6 cabos para a garantir a estabilidade: dois cabos para a saída da ponte, dois cabos para a excitação e dois cabos de sense. Este método é mostrado na Figura (a) e é conhecido como método de Kelvin. As linhas de sense são ligadas nas entradas de alta impedância dos amplificadores operacionais, o que garante uma minimização do erro devido à queda de tensão sobre a resistência dos cabos. Os OPAMPs mantém a tensão de excitação sempre igual a (observase que esta fonte deve ser extremamente estável). A utilização de uma excitação por corrente como mostrado na Figura (b) consiste em outro método para minimizar os erros devido à resistência dos cabos. Deve ser observado, entretanto que a variação da tensão de referência, do resistor e do amplificador operacional influencia em todo o sistema.

Circuitos amplificadores
Amplificador de Instrumentação com componentes discretos (3 OPAMPs)

Circuitos Amplificadores e de linearização para pontes com extensômetros de resistência elétrica
No circuito da Figura é utilizada uma excitação por corrente. O OP177 fornece uma corrente de 10 mA, com uma tensão de referência de 1,235 V. O extensômetro produz uma saída de 10, 25mV .
1000 µ m m

O sinal é amplificado por um OPAMP de instrumentação AD620 configurado com um ganho de 100. Ajustando o potenciômetro de ganho de , pode-se ajustar uma saída de para a deformação relativa de . O capacitor de na entrada do AD620 serve como filtro para interferências externas.

Circuitos Amplificadores e de linearização para pontes com extensômetros de resistência elétrica
Outro exemplo de condicionador para uma célula de carga para extensômetros de pode ser observado na Figura ao lado. Uma tensão de excitação de é feita com uma referência (OP177) e um buffer 2N2219A para garantir uma corrente de 28,57 mA. As únicas recomendações desse circuito é que o resistor de 475 e o potenciômetro de 100 tenham baixos coeficientes de temperatura para evitar problemas de drift.

Circuitos Amplificadores e de linearização para pontes com extensômetros de resistência elétrica
A Figura ao lado mostra um circuito condicionador implementado com uma fonte de alimentação simples. Neste circuito é utilizada uma fonte de tensão de referência de 5 V (REF195). Como este CI pode suprir uma corrente de até 30 mA, não é necessário nenhum buffer de corrente. Um OP213 é configurado com um ganho de 100:
G = 1+ 10k Ω 20k Ω + = 100 1k Ω 196Ω + 28.7Ω

Transdutores Extensométricos
Excitação da Ponte com Fonte Alternada Senoidal
O sinal sensoriado modula em amplitude o sinal de excitação
∆R g R go Vo = kV1 ∆R g R go
• Desloca a banda de freqüências do sinal do sensor
⎛ ∆R g ⎞ (t )⎟ ℑ⎜ ⎟ ⎜ R ⎠ ⎝ go

⎛ ∆R g ⎞ (t )⎟ ℑ⎜ V 1 ⎜ ⎟ R go ⎝ ⎠

t (s) V1 t (s) Vo t (s)
•Pode-se evitar sinais interferentes com freqüências fora da banda do sinal modulado (filtro passa-banda)

0

f0

f (Hz)

Transdutores Extensométricos
Excitação da Ponte com Fonte Alternada Senoidal
Filtragem com Retificadores Síncronos
Elimina sinais interferentes não síncronos com a excitação

Permite acoplamento magnético dos sinais
Empregado em torquímetros rotativos (transformador rotativo)

Banda limitada de passagem de sinal Influência das capacitâncias dos cabos

Retificador Síncrono
-1

Filtro Passa baixas

Transdutores Extensométricos Condicionamento
Excitação por fonte de tensão contínua com realimentação Amplificador de Instrumentação

U3 Buffer + Rsg1 Rsg2 Rg Rtrim Rsg3 Rsg4 U2 + Buffer

+Vcc
Vin Temp Vo

+Vcc
U1 INA118

Ref02
Trim

R5 10k

+
Vo

GND

-Vcc

-

Conectado ao Elemento Mola

Circuitos Amplificadores –excitação AC
Um AD8221 é responsável pelo ganho, enquanto que um AD630AR faz a demodulação síncrona da forma de onda. Isso resulta em uma saída DC proporcional à variação da ponte livre de interferências DC como o offset da tensão de saída. Neste circuito, a excitação é feita com um sinal de 400 Hz, desta forma o sinal na entrada do AD8221, assim como no AD630 é uma tensão AC. Este sinal torna-se DC apenas na saída do passa baixas. O sinal de 400 Hz é retificado e então é feita a média e os erros DC são convertidos em um sinal AC e removidos na demodulação (nesta etapa ocorre uma subtração do sinal de entrada sintonizada em 400Hz). Nesse tipo de aplicação, se uma fonte AC não é disponibilizada, alternativamente pode-se implementar uma fonte com sinal quadrado, chaveando as fontes.