You are on page 1of 20

AS APREENSÕES COM

A CRISE ASIÁTICA E AS CONTRADIÇÕES DO PLANO REAL

Theotônio dos Santos

A

CRISE ASIÁTICA E O PLANO REAL

A crise financeira e cambial que se abateu sobre a Ásia entre maio de 1997 e a metade de 1998, afetou duramente alguns países latino americanos. Não é aqui o lugar de aprofundar sobre a crise asiática. Publiquei no Jornal Reforma do México um texto onde exponho minhas impressões sobre as razões e as projeções destes fenômenos. Para mim, a crise asiática reflete mudanças globais nas relações das economias do leste asiático com os Estados Unidos devido à reorientação da política econômica deste país. Ele abandonou uma política de déficit fiscal, valorização cambial e déficit comercial realizada durante os governos Reagan e Busch para passar a uma política de equilíbrio fiscal, desvalorização monetária e diminuição ou mesmo suplantação do seu déficit comercial, durante o governo Clinton. A nova política limitava drasticamente o mercado norte-americano no qual havia se apoiado a expansão comercial dos chamados "tigres" asiáticos, dos "gatos" que os seguiram e do próprio Japão. A valorização do yen (que varia de 136 yens por dólar no começo da década de 90 a 84 yens por dólar em 1996) levou a uma mudança das correntes comerciais da Ásia no pacífico leste. Grande parte das exportações que se orientavam para os Estados Unidos se reorientaram para o Japão, cuja valorização monetária o transformava num grande importador, sem necessidade de nenhuma desvalorização cambial das economias exportadoras. Neste período, a China Continental veio a ocupar o espaço deixado livre no mercado norte-americano. Sua moeda, esteve profundamente devaluada durante todo o período. Esta situação mudou radicalmente com a desvalorização do yen, conseguida por pressões japonesas no final de 1996 e começo de 1997. O yen, que havia alcançado o alto valor de 84 yens por dólar caiu em poucos meses para 130 e até 140 yens por dólar. Em consequência o mercado japonês para os "tigres" e "gatos" asiáticos desabou. Como voltar ao mercado norte-americano já ocupado pela China? Haveria que desvalorizar drasticamente as moedas destes vários países (na mesma proporção da desvalorização japonesa) para recuperarem seu poder de venda tanto para os Estados Unidos quanto para o Japão. Haveria que reestruturar a política industrial de complementariedade com o Japão para enfrentar-se ao mercado americano e ao competidor chinês. Neste contexto, as economias do leste asiático, menos a China Continental, Hong Kong e Taiwan, converteram-se em presas fáceis da especulação internacional. Os créditos fáceis de origem japonês, as entradas de capitais especulativos de curto prazo para explorar a valorização bursátil e as oportunidades de investimento converteram-se em fatores de fragilidade. A desvalorização era o único caminho. Mas com ela vinham a fuga de capitais e o agravamento da crise cambial. E a intervenção estatal inexorável ao lado do capital financeiro. Pois, sejamos claros, no mundo sob inspiração neo-liberal, que ainda rege a ação das instituições financeiras internacionais, o dogma da não intervenção estatal desaparece imediatamente quando se trata de defender os interesses do setor financeiro. Juros altos, aumento da dívida pública, financiamento das instituições financeiras em quebra são formas brutais de intervenção estatal que não provocam nem uma só restrição dos neo-liberais. Claro que todos sabemos a quem servem estas teorias. Sabemos também quem financiam os prêmios Nobel de economia e a que interesses eles servem. Devemos assinalar também que os bancos centrais dos países desenvolvidos já sabiam destas ameaças. O Federal Reserve Bank antecipou-se à crise e elevou a taxa de juros norteamericana preparando-se para atrair os capitais especulativos antes orientados para as economias emergentes. A ameaça de uma corrida de capitais de volta aos Estados Unidos ameaçava não somente aos países asiáticos mas também aos demais países que se apoiam neste tipo de inversões. Entre eles, as economias latinoamericanas aparecem como as mais frágeis presas da especulação mundial. Contudo, México já havia passado por sua crise e se encontrava sob proteção do FMI e do Governo norte-americano. Argentina se faz cada vez mais dependente do mercado
http://www.redem.buap.mx/t2thetonio.htm (1 of 20) [24/08/2006 12:28:26]

AS APREENSÕES COM

brasileiro para o qual destina cerca de 30% de suas exportações. Restava, portanto o Brasil, fragilizado por uma sobrevalorização cambial e um déficit cambial crescente. A ameaça de uma retirada maciça de capitais do país era bastante real. Que capacidade tinha o governo brasileiro para reagir a esta situação? Dado o alto grau de compromisso do plano real com a chamada "âncora cambial" só restava ao governo provocar um movimento contrário à saída de capitais. Baseado nos altos níveis de suas reservas (62 bilhões de dólares nos meados de 1997) o governo brasileiro lançou-se numa aventura só possível num espaço econômico altamente centralizado e diante de uma sociedade civil débil e passiva: elevou a taxa de juros quase ao dobro (de 28,6% a 42%) e lançou grandes quantidades de títulos no mercado financeiro para garantir estas taxas de juros incríveis e anti-mercado. Uma vez mais a intervenção estatal, brutalmente arbitrária e violentamente contraditória com as tendências do mercado, é aplaudida unanimamente pelos defensores da soberania do consumidor e do respeito às leis cegas do mercado... Para respaldar os enormes custos estatais desta política o governo viu-se compelido a provocar um novo arrocho no gasto público, este sim orientado para as verdadeiras funções do Estado. Estes vêm sendo terrivelmente debilitados em anos e anos de mal uso dos recursos públicos da nação. Para servir a uma dívida pública interna, que nunca cresceu tanto como nos últimos 3 anos e que paga juros extratosféricos, não cabia outro caminho senão cortar mais ainda os gastos em educação, saúde, habitação, com resultados evidentemente modestos diante dos gastos em serviço da dívida. O déficit público brasileiro teve um comportamento extremamente esclarecedor do custo desta aventura de política econômica, se o analisarmos durante os meses de janeiro de 1997 a janeiro de 1998 (últimos dados disponíveis no momento que escrevemos este trabalho). O leitor pode seguir em parte estes dados no Quadro II. O déficit público representava 5,66% do PIB em janeiro de 97. Uma custosa política de diminuição da taxa de juros havia permitido baixá-lo para 4,39% do PIB em Agosto de 1997. Com a resposta à crise asiática e a elevação da taxa de juros o déficit fiscal regressa ao nível anterior e o suplanta: 6,18% em janeiro de 1998. Para que o leitor possa entender a gravidade do problema anotemos que neste mesmo mês de janeiro de 1998 a receita do governo central brasileiro superou as despesas em 211 milhões de dólares! Neste mês, os gastos com juros nominais chegaram a 5,58 bilhões de dólares. Neste mesmo mês, a dívida pública brasileira se elevou a 316,7 bilhões de dólares, alcançando 35,3% do PIB. Porcentagem relativamente baixa, mas muito assustadora para um governo cuja dívida pública era de 62 bilhões de dólares há 3 anos atrás. Não é pois difícil de entender a preocupação generalizada com o destino do plano real brasileiro. Diante destas graves restrições e poderosos desequilíbrios, existe, no momento atual, uma apreensão geral que envolve o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, The Economist, os presidentes de bancos centrais europeus, economistas de orientações opostas como Dornbuch e Barro e, evidentemente, os empresários, os líderes sindicais e a população em geral sobre o destino do plano real. Para organizar a análise sobre a evolução desta situação, talvez seja interessante rediscutir os fundamentos deste "Plano Econômico" e analisá-los à luz dos acontecimentos atuais. O "plano" real tinha por objetivo a estabilização monetária diante de uma situação próxima à hiperinflação, e se assentou em 3 âncoras principais: a âncora cambial, baseada no estabelecimento de uma paridade, mais ou menos rígida, do real com o dólar; a âncora monetária, baseada no contenção da emissão e do crédito; a âncora fiscal, baseada no equilíbrio orçamentário.

A ÂNCORA CAMBIAL O primeiro fundamento do plano real foi a âncora cambial. Como se sabe, através de um artifício bem dominado pelos economistas brasileiros, criou-se em 1993 uma moeda de referência equivalente ao dólar, (a UR), à qual se reportaram os preços de todos os produtos e serviços no país. Em seguida, transformou-se esta moeda puramente contábil numa moeda real (desculpem o aparente trocadilho). Com isto, inaugurou-se um novo período de política estabilizadora, com uma nova moeda em circulação: o real. O que causou estranheza foi o fato desta nova moeda ter nascido em julho de 1994 com um valor superior ao dólar: 0,94 centavos por dólar.
http://www.redem.buap.mx/t2thetonio.htm (2 of 20) [24/08/2006 12:28:26]

De um país que detinha um superávit comercial anual de 10. Apesar de trabalhar menos. Enquanto isto. o tema da sobrevalorização. O efeito desta administração sobrevalorizada da chamada âncora cambial não se deixou esperar. os juros altos passaram a ser fundamentalmente um instrumento para atrair capitais especulativos que compensassem o déficit comercial com um superávit na balança de capitais e serviços. o governo mexicano lograra suspender o pagamento dos juros da dívida externa (que. a inflação interna aumentou oficialmente 37%. 5.12 por dólar). mais a desvalorização do dólar internacional no período (± 10%). no México. Para formar as reservas com as quais pagar os juros internos altos. coberto por entradas de capitais de curto prazo. o real se desvalorizou aproximadamente 33% (De 0. surgiu.797 bilhões de dólares. Como todos os preços estavam referidos ao dólar. manteve-se o dólar desvalorizado.. Não nos referimos aqui às quebras do setor produtivo mexicano. de imediato. Se tomarmos em consideração a alta taxa de juros e a conseqüente alta taxa de lucro embutida nos preços brasileiros. que levou às últimas conseqüências este modelo de âncora cambial. (13.mx/t2thetonio. se encontravam http://www. O valor do real se forma num mercado de divisas cujo montante é irrisório. em 94. O MODELO MEXICANO Ninguém pode duvidar do temporário bem estar e até euforia que provoca esta política (usada pela primeira vez no governo Reagan. Não há dúvidas que os monitores desta política ( o presidente Salinas em especial) demonstraram uma grande habilidade e muita ousadia. Entre junho de 1994. esta desvantagem torna-se ainda maior.84 reais em novembro de 1994 e 0. obrigado a competir num mercado aberto com a maior potência mundial. Eles se inspiravam na experiência do governo Salinas. As entradas de capitais provocam altas rendas no setor financeiro.0 em 1998. Este efeito era desejado por uma poderosa ala dos economistas do plano real.84 por dólar a 1. Independente disto. competitividade internacional na mesma proporção. Logo se descobriu que o real não tem livre conversibilidade e sim está submetido a um sistema de controle do câmbio dominado pelo Banco Central. a obsolescência tecnológica.5 em 1996.. sua sobrevalorização criava. (ver tabelas 1 e 2 ). Se somarmos ainda as escalas de produção restritas devido à insuficiente renda do mercado interno. baseado em déficit comercial alto.6 bilhões em 1992) caímos para um déficit anual em torno de 3. Mas havia um defeito neste milagre.3 bilhões em 1993 e 15. devido ao medo dos agentes econômicos de um congelamento de preços. servia como um fator de restrição do crédito e da demanda. e como a nova moeda deveria eqüivaler ao dólar. nos anos 80). Se considerarmos ainda que os preços nacionais tendiam a ser extremamente elevados. sua moeda forte permite aumentar as importações a bom preço.3 bilhões em 1995. revertia sua orientação a partir de um determinado momento. Chegaram a comemorar entusiasticamente os primeiros dados de déficit comercial. Este modelo era completado pelo pagamento de juros altos que cumpria dois objetivos: de um lado. a baixa qualidade da mão-de-obra e o chamado "custo Brasil"* pode-se entender a nossa baixíssima competitividade internacional no presente.9 em 1997 e talvez 12. pois no Brasil não circulam quase moedas internacionais. Criou-se um "mercado livre" para o câmbio. A admiração por sua "capacidade" levou os Estados Unidos a apoiar o nome do presidente "economista de Harvard"* para presidente da recém criada Organização Mundial do Comércio. através do artifício da UR. o superávit da balança de capitais e as importações baratas detêm a inflação. como havia ocorrido durante o Plano Cruzado.redem. em conseqüência. vemos que as mercadorias brasileiras se tornaram mais caras em dólar de 30 a 32% e perderam. desapareceram as taxas oficiais de câmbio mas criou-se uma situação estranha.AS APREENSÕES COM Deste fato. em 1986. como exigia a segunda âncora. podemos avaliar a extensão do fenômeno da sobrevalorização dos produtos e serviços nacionais. Esta tendência aumentou ainda mais após a criação do real: o dólar chegou a valer 0. uma defasagem entre os preços nacionais e os preços em dólares.85 em fevereiro de 1995.htm (3 of 20) [24/08/2006 12:28:26] . 8. Na verdade. Através deste sistema. mas logo se percebeu que não era tão livre. A moeda nacional forte permite gastar no exterior em viagens e compras. A população pode abandonar a produção industrial e descuidar das exportações. a dezembro de 1997. já no seu nascedouro. Se descontarmos a inflação em dólar no período (em torno de 6%).buap. Nada melhor para recompensar o melhor economista-presidente do mundo. A meta deste grupo de economistas era aumentar o déficit comercial o máximo possível. o dinheiro que entrava para recolher os juros altos pagos pelo Estado. por sinal. segundo estimativas oficiais (ver tabela 3). De outro lado. Este mercado é facilmente monitorável pelo Banco Central que iniciou este processo com cerca de 32 bilhões de dólares de reservas.

Para atrair capitais é necessário esterilizá-los.htm (4 of 20) [24/08/2006 12:28:26] . Para isto aumentaram cada vez mais os juros e emitiram mais e mais títulos da "dívida pública". elevaram os juros da dívida pública a níveis extratosféricos. à competição internacional. 26 de Agosto). chegando a 250 bilhões em 1998.1 bilhões de dólares em remessas para o exterior em 1990 e 1991. 33. Que fazer com os 40 ou mais bilhões de dólares dos investidores internacionais que ficaram no México depois da crise? Foi neste ponto que entrou a comunidade internacional sob pressão norte-americana. permitiram aumentar as reservas e com elas garantir os títulos da dívida externa. Ao mesmo tempo. 30. pagas pelo trabalho duro da população). Foi necessário vender os ativos estatais. como o demonstramos nos parágrafos anteriores. a âncora cambial ruiu e só quem conseguiu retirar seu dinheiro antes do país pode garantir seus enormes ganhos. através do sacrifício da população. Para um país que transferia 4.9 bilhões em 1993.7 e 4.a estas insanidades. o Estado brasileiro será obrigado a atrair capitais especulativos do exterior. provocando uma importante entrada de capitais externos. fretes. etc).os recursos das exportações petroleiras mexicanas. criou-se um círculo vicioso: a segunda âncora se tornara totalmente dependente da primeira: enquanto houver déficit comercial e outros déficits cambiais (saída de "royalties". comprometeram seriamente a terceira âncora. nem as reservas. Contudo. é impressionante passar a ter uma conta de capitais positiva de 25.mx/t2thetonio. Contudo. Mas como estas reservas rendem juros de 1 dígito enquanto se pagou mais de 50% ao investidor estrangeiro. Ao mesmo tempo. gastos no exterior. com a deteriorização crescente dos serviços públicos. lucros. Por outro lado. nem os cortes do gasto público bastaram para diminuir a dívida pública e mal serviram para pagar os altos juros dos títulos públicos. Nestas circunstâncias. através do drástico corte dos gastos em investimento e em serviços públicos.9 bilhões em 1994.2 bilhões em 1992. os economistas do Banco Central brasileiro tiveram que revisar à força as suas políticas (apesar de que não revisaram as bases teóricas que os levaram junto com Salinas .0 bilhões em 1996 e algo similar em 1997 (ver tabela 4). Para conter a liquidez gerada pela entrada maciça de dólares na economia. Os recursos assim captados foram transformados em reservas internacionais que cresceram de 40 bilhões de dólares em julho de 1994 a 50 bilhões em dezembro de 1996 e 51 bilhões em dezembro de 1997. enfrentadas à saída de capitais motivada pela crise asiática. em 1995. (ver quadro I). Em primeiro lugar.AS APREENSÕES COM em baixa). buscando restituir a proteção tarifária aos setores econômicos que haviam liberado. (ver quadro I) as reservas subiram para 60 bilhões e a dívida interna para 160 bilhões. recuperar o peso mexicano e obrigar o Estado Mexicano a saldar suas dívidas às custas de novos cortes nos gastos públicos e outros meios de captar recursos de uma população miserável. nem as privatizações. e geraram-se ainda outros recursos fiscais. através da renegociação extremamente favorável da sua dívida externa. através de privatizações cuja imoralidade é hoje unanimemente reconhecida (ver artigo de Newsweck . Contudo. até 1998. Desta maneira. começaram a criar restrições ao déficit comercial. Quando se esgotaram todos os recursos. não alcançaram reverter a tendência ao "déficit" comercial pois nenhuma destas medidas pode compensar uma defasagem cambial de mais de 30%.7 bilhões em 1995. isto é. alcançada no começo da década de 90. colocaram em risco a segunda âncora: a restrição aos meios de pagamento. Criou-se um fundo de cerca de 40 bilhões de dólares para proteger os investidores estrangeiros. no orçamento nacional. os estrategas do real não dispunham de outra alternativa do que "esterilizá-los". extraídos das reservas do país.buap.que administra o fundo . temerosos do "efeito Tequilla" que levaria à conseqüente saída de capitais especulativos da América Latina. de qualquer maneira. e sim para impedir o crescimento da massa monetária. Através dos cortes nos gastos foi possível manter um superavit primário.redem. ampliaram a margem de flutuação do real criando a banda cambial. operação que teve um alto custo em dólares. 8. 9. As sobras representadas pelas divisas que se deixaram de utilizar para pagar o serviço da dívida externa. aumentar os juros da dívida interna e comprometer o http://www. é fácil entender como se deterioraram rapidamente o equilíbrio fiscal e as reservas obtidas a duras penas. Vejam bem: a dívida pública aumenta não para cobrir o gasto público. o Estado mexicano viu-se sem meios para pagar os juros escorchantes e sua moeda entrou em crise. à custa de elevar desta forma a dívida pública. Para viabilizar este fundo. o pagamento dos elevados juros dos títulos da dívida interna tornaram insuficiente estes recursos. o equilíbrio fiscal. o Estado mexicano teve que alienar ao governo norte-americano . Ao assistirem tudo isto. AS ÂNCORAS MONETÁRIA E FISCAL Com esta política. cada vez mais restrito.

Os superavits primários caíram seriamente e foram totalmente destruídos pelos aumentos do serviço da dívida pública.buap. ou melhor. colocam em risco o próprio funcionamento do Estado e sua capacidade de formular políticas públicas. a longo prazo. provoca recessão e aumento do desemprego. se agravam num ambiente de escassez crescente de recursos) não são eles que provocaram a atual crise do gasto público e sim o aumento dos pagamentos de juros e os gastos para defender o sistema bancário e financeiro em crise geral.. o governo só patrocinou um aspecto desta contenção: a dispensa maciça de trabalhadores bancários. Os gastos com juros da dívida interna do governo federal. Utilizam-se até os conceitos de livre mercado e equilíbrio econômico para defender uma intervenção estatal brutal. Isto afeta sobretudo o crescimento econômico. Contudo. Criou-se o Programa de Estímulo à Reestruturação e Fortalecimento do Sistema Financeiro que gastou 14 bilhões de dólares somente no primeiro ano de seu funcionamento (1996).. A manutenção primeira âncora leva à crise da segunda e da terceira. É evidente que estas medidas levam o Estado à ineficiência total (ponto de chegada e não ponto de partida do processo). Os cortes dos investimentos públicos. 3. O período de agigantamento da dívida pública na década de 80. Por outro lado. 2. Apesar de que existem ainda os setores de telecomunicações. diante da queda dos juros internacionais.AS APREENSÕES COM equilíbrio fiscal. grande parte deles está se passando às mãos de bancos estrangeiros. Mais grave ainda: em algum momento o Estado brasileiro terá de consumir tudo o que vem acumulando nestes anos. POLÍTICA OU ECONOMIA? Estas são questões de prioridades. a diminuição ou estagnação dos gastos em educação. elétrico e petroleiro para privatizar-se. como necessárias e inevitáveis opções de política econômica. este superavit foi aumentado de 2 a 4. Mas hoje esta é uma fonte de divisas já esgotada. conforme se vê na mesma tabela 6. pois já retomamos os pagamentos de juros internacionais. Os gastos em pagamentos de juros da dívida representam uma forma de gasto público que dificulta qualquer tentativa de lograr o equilíbrio fiscal. venda dos ativos estatais mais lucrativos (será que no futuro descobriremos. os artificiais ativos financeiros estão sendo preservados pelo Estado. este setor teria de voltar a ocupar uma proporção razoável de uma economia capitalista equilibrada. se bem que mais modestos do que na década de 80.9% do PIB. há muitos anos vínhamos dispondo de um superavit fiscal primário. As principais fontes de formação das reservas foram: 1. exacerbou a especulação financeira e elevou a participação deste setor na renda nacional a níveis inaceitáveis. de políticas públicas. etc. em forma de reservas. dos governos estaduais e das empresas estatais chegaram a crescer 41.. que estas privatizações serviram a enriquecimentos similares aos encontrados a favor dos irmãos Salinas e seus sócios?).. Pelo momento. o Tesouro Nacional . já profundamente restringidos no Brasil. pelas mesmas razões que levaram o México a zerar suas reservas. 4. Em conseqüência. em nome de garantir a confiança no nosso sistema financeiro. De fato. Num período de reajuste como o atual. estabelecidas por aqueles que têm poder sobre o aparelho estatal. não se eliminam e sim. Este foi um recurso importante no início dos anos 90. elas são apresentadas ao povo brasileiro como questões de teoria econômica. contra as tendências do mercado e provocadora de desequilíbrios estratégicos pelos quais deveremos pagar durante muitos anos ainda. contudo. Apesar das ineficiências. seu impacto negativo sobre a arrecadação fiscal é uma das origens mais sérias do déficit público atual. Suspensão de pagamentos de juros internacionais e sua renegociação foi mais fácil no início da década de 1990. Devem-se considerar ainda os efeitos da recessão econômica. Esta queda diminuiu o interesse dos credores em cobrá-los de imediato.htm (5 of 20) [24/08/2006 12:28:26] . O aumento da arrecadação do Estado via "privatizações".já assaltado pelo pagamento dos juros absurdos ao capital especulativo internacional . ano do real.. No entanto. Isto significaria a falência do monstruoso aparato financeiro que se criou neste país e em várias partes do mundo.27% em 1997 (ver quadro II). para pagar a dívida externa (e a longa e quase hiper-inflação dela resultante). Em 1994. por sinal. Até agora. Nos estados e municípios. como se pode ver na tabela 6.mx/t2thetonio. No início do plano real o governo estabeleceu como meta zerar o déficit fiscal primário (sem incluir o serviço da dívida).6% a 0. Entre outros. transporte e habitação põe em risco o chamado "capital humano" e compromete qualquer política de retomada do desenvolvimento e de aumento da competitividade internacional.2% do PIB a nível nacional e de 0. nos anos seguintes não foi possível manter estes resultados tão altos pois não havia mais gastos públicos que cortar sem causar um caos econômico e social. saúde. do patrimonialismo e do corporativismo anteriores (que. No mais. É http://www. ninguém poderá impedir a quebra destes bancos. Os cortes dos gastos operacionais. dos salários e do número dos servidores públicos. estes recursos têm um limite.deve se responsabilizar pela especulação financeira nacional. como no México atual.redem. E vem se destinando recursos incontáveis do Tesouro Nacional a esta tarefa inglória pois. pelo contrário.

AS APREENSÕES COM interessante ver muitos liberais radicais se calarem ou fazerem moderadas restrições ao intervencionismo econômico quando esta intervenção favorece os setores sociais com os quais estão comprometidos. apesar do seu caráter forçado como se pode ver no quadro III.htm (6 of 20) [24/08/2006 12:28:26] . foram necessários novos cortes dos gastos públicos agrupados num pacote de 51 medidas fiscais. contudo. Ela se faz a serviço de setores muito restritos da população.buap. apesar de que a precária estabilidade da moeda possa ser útil a um setor significativo da população. e novos ajustes fiscais levarão o país a uma crise social e política considerável cujas consequências são muito difíceis de prever. Por isto não é de estranhar que a comunidade de economistas internacionais das mais diferentes orientações teóricas e doutrinárias tenha se mostrado apreensiva com os destinos da economia brasileira. Tudo indica. só restava o caminho das privatizações forçadas a toque de caixa que se propõem como "solução" imediata. estão se dirigindo à compra de empresas no setor de eletricidade. É preciso mudar agora. Mas como aumentá-las com o câmbio excessivamente valorizado. O Brasil tornou-se o principal cliente da Argentina (30% mais ou menos de suas exportações se dirigem hoje ao Brasil) e foi fortemente pressionado para não desvalorizar a moeda.. Até as eleições presidenciais de 1998. habitação. As políticas públicas têm de ajustar-se a uma escassez crescente de recursos gerada pelo desequilíbrio cambial e fiscal produzido pela política econômica.e a ausência de qualquer política industrial no país? A outra alternativa seria aumentar a atração do capital produtivo. Ao mesmo tempo. Consequentemente. lazer. Avançamos para desequilíbrios brutais através de uma violenta intervenção estatal contra as tendências do mercado. Se este intervencionismo estatal voluntarista. O único caminho que poderia dar alguma conotação virtuosa a este processo perverso seria o aumento das exportações. Esta é hoje uma expectativa geral que colocará o plano real diante de sua primeira crise significativa. À falta de soluções racionais que levariam a um equilíbrio macroeconômico. que terá que realizá-la imediatamente após as mesmas. Os 40 a 50 bilhões que se consiga com elas no próximo ano não vão resolver a situação de desequilíbrio global que enfrentamos. uma grave crise estará no horizonte nos próximos anos. as mudanças serão dramáticas. saúde. com um ensino público fracassado e sem recursos senão para cozinhar este fracasso? E como poderá ser diferente com um Estado em processo de destruição? Não é preciso ir mais longe para mostrar o que todos sabemos: é necessária uma revisão drástica das concepções econômicas e das prioridades. Vimos contudo a que custo se logra esta estabilidade e quanto o futuro da população está envolvido nesta aventura. contudo. o medo de que uma desvalorização cambial provoque um surto inflacionário e um choque psicológico que intervenham nas próximas eleições presidenciais impede uma correção destes desequilíbrios. Este aumento teve que ser muito alto já que o governo elimina radicalmente a alternativa da desvalorização cambial. neste período.. que levou a um novo aumento da taxa de juros. http://www. se mantiver.mx/t2thetonio. a prevalecer esta política. monetário e fiscal. Uma crise similar à do México de Salinas não está próxima porque estamos ainda no início da aventura. pelo Presidente Menem pessoalmente. Considerar tal política um exemplo de estabilidade econômica é simplesmente grotesco.num mundo de baixas taxas de juros . Mal servirão para pagar os juros da vertiginosamente ascendente dívida interna. Contudo é a única "solução" disponível. dos investimentos diretos voltados em geral para a exportação. a taxa de juros interna altíssima . durante a crise asiática. etc. não poderão assegurar o monitoramento dos desequilíbrios resultantes. não se faz a serviço da população e do seu bem estar como se pretende haver ocorrido nos chamados Estados de Bem-estar ou da Providência. Mas.redem. Tal intervencionismo. A atual política econômica e as atuais políticas públicas brasileiras têm por prioridade absoluta a valorização da moeda nacional ainda que às custas do equilíbrio cambial. Apesar de que os investimentos externos estejam aumentando sua entrada no país. onde se pode constatar o aumento radical das privatizações brasileiras em 1998. sem educação. porque. visando o aumento de exportações de autos e peças às próprias empresas produtoras. Mas como vamos atrair estes investimentos com uma mão-de-obra sem preparação. telecomunicações e outros serviços e excepcionalmente ao setor automobilístico e outros setores industriais. Violentas desvalorizações cambiais. Disto ninguém duvida. Para atrairmos investimentos diretos produtivos teríamos que assegurar mão-de-obra qualificada e barata além de outros subsídios estatais. a favor do sistema financeiro especulativo internacional e nacional. em que o presidente atual se candidata à reeleição ele não realizará a necessária desvalorização da moeda. Estes desequilíbrios cambiais e déficits fiscais tão profundos se acentuarem com a crise asiática. Trata-se de uma indústria de "maquilagem" bem menor que a que se desenvolve na fronteira do México com os Estados Unidos. já que o mercado interno está ameaçado pela diminuição do crescimento e talvez até mesmo a recessão. os 62 bilhões de dólares de reservas acumuladas com pesados sacrifícios. Ao mesmo tempo vemos uma acentuação da rigidez da política cambiária. quando a crise ocorrer. enquanto dure.

7 8247.3 17.7 6823.18 0.57 4852.23 43.79 2.buap.57 43.9 35.9 5948.0 7144.4 6266.72 3818.3 7353.6 7052.28 43.6 15.01 1.20 38.70 1258.73 3883.24 7.73 48.4 5689.58 1.AS APREENSÕES COM TABELA 01 BRASIL: VARIAÇÃO MENSAL E TRIMESTRAL ANUALIZADA DOS PRINCIPAIS ÍNDICES DE PREÇOS Índice Geral de Preços (disponibilidade Interna) a/ IGP-DI Mensal Trimestral Anualizada c/ 1992 Dezembro 23.0 1858.8 6716.08 1.95 46.4 1995 Janeiro Fevereiro Março Abril 1.9 30.2 37.7 23.58 2.3 27.7 2154.47 45.6 551.4 600.4 53.5 http://www.6 6.8 24.46 40.5 22.9 41.5 5589.82 2.71 2.19 42.0 7297.41 44.81 2.5 50.78 1266/4 27.85 1.55 2.1 41.17 4595.49 27.36 1.7 51.47 3.15 1.3 1994 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio a/Provisório.7 10.1 532.30 19.08 42.8 34.6 1.62 2.44 1.32 40.41 4. Julho d/ Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 42.mx/t2thetonio.2 22.6 41.40 2.2 0.89 1441.86 42.58 5.7 2601.1 32.htm (7 of 20) [24/08/2006 12:28:26] .9 17.47 0.0 6426.96 1.0 5504.0 13.34 1.redem.83 42.0 7039.3 29.22 3940.99 13.75 1.70 4810.6 7404.0 18.2 1993 Dezembro 36.40 1.6 Índice Preços/Atacado (disponibilidade Interna) IPA-DI Mensal Trimestral Anualizada c/ Índice Nacional/Preços Ao consumidor b/ INPC Mensal Trimestral Anualizada c/ 23.50 4.87 0.65 40.1 34.

69 1.55 2.7 1.93 1.40 2.7 9.0 2.1 20.1 16.81 0.27 19.53 0.38 0.6 -2.59 0.09 0.8 1996 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 1.4 3.9 11.4 3.3 15.20 0.03 1.08 0.64 1.09 -0.00 0.28 0.14 0.92 13.02 1.5 6.2 15.17 1.42 -0.4 23.0 1.22 0.8 7.5 15.14 1.5 10.68 0.24 0.4 17.0 1.59 11.71 0.11 0.6 6.33 0.9 7.9 30.70 0.24 1.0 http://www.6 9.31 0.5 8.24 -0.21 9.0 7.7 30.3 1997 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro 1.0 8.18 -0.51 1.62 2.03 0.50 0.1 1.02 0.1 4.3 6.6 1.16 0.0 3.3 8.58 0.29 0.04 0.73 -2.3 2.0 2.07 0.70 1.9 15.34 0.4 3.38 -0.79 0.4 -4.6 7.4 11.46 1.1 16.5 6.6 23.15 0.1 5.40 1.0 16.67 0.34 0.61 4.7 1.2 0.2 2.3 3.41 1.htm (8 of 20) [24/08/2006 12:28:26] .1 27.9 11.6 2.10 2.6 19.1 6.6 25.7 0.2 15.buap.22 1.88 14.46 0.1 3.59 0.5 4.47 -0.5 12.0 4.18 2.4 9.35 0.7 1.1 6.1 -3.7 3.mx/t2thetonio.23 1.49 -0.3 17.09 -0.8 11.24 1.7 7.42 1.0 7.13 0.4 10.30 0.4 12.10 6.60 0.5 5.05 0.45 0.4 2.0 1.33 1.28 1.41 0.24 1.redem.76 0.0 2.AS APREENSÕES COM Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 0.94 1.29 1.22 0.2 9.1 13.65 27.33 20.0 10.9 10.4 7.0 24.6 5.7 4.

406 23.69 3.359 7.754 32.585 4. média dos índices de preços ao consumidor das áreas metropolitanas.1 9.433 5.4 2. do índice de custo de vida no Brasil (30%) e do custo da construção civil (10%). b/INPC: em seu conceito restrito.471 50.87 4.57 1.878 36.806 51.679 9.008 25.458 9.29 0.536 9.690 4.83 0.482 6. com base em dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Fundação Instituto Brasileiro e Estatística (FIBGE).760 4 4 5 6 6 11 12 13 12 13 7.840 60. Bens Liquidez 10.redem.15 0.34 0.622 19.2 4.htm (9 of 20) [24/08/2006 12:28:26] . a/IGP-DI: média ponderada do índice de preços por atacado (60%).110 http://www. d/ Inflação em relação a nova moeda REAL (R$).AS APREENSÕES COM Outubro Novembro Dezembro 0.449 59.1 Fonte: CEPAL.8 10.9 0.268 8.41 1.mx/t2thetonio.751 8. c/ Estimativa anual baseada no trimestre que termina no mês indicado. TABELA 05 BRASIL: RESERVAS INTERNACIONAIS NO BANCO CENTRAL (Balanço em milhões de dólares) Período 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 Caixa 7.973 9.buap.6 7.039 - Meses Import.211 38.3 7.7 0.08 0.

9 -3.2 4.8 -0.4 0.P.4 3 1.4 2.P.N.AS APREENSÕES COM 1998 Janeiro Fevereiro Março* 59.2 0.4 3.000 53.N Resultado Fiscal E.6 1992 2 1993 2.2 0.3 2.8 -2.000 59. e M.N.8 -2 -1.3 3.mx/t2thetonio.6 0.6 1.3 0.9 http://www.6 -0.000 TABELA 06 DADOS FISCAIS DO BRASIL EM % DO P.2 1.5 -2.1 2.2 1995 0.5 1996 0.htm (10 of 20) [24/08/2006 12:28:26] .8 1.redem.4 3.1 -2.1 1994 4.3 -4.) Resultado Primário Estados e Municípios (E e M) Resultado Primário Consolidado Serviços Financeiros do S.1 6.6 2.I.buap. Serviços Financeiros E. e M.7 2.9 5.4 0.4 -0. Total consolidado dos Serviços Financeiros Resultado Fiscal S. Resultado Fiscal Consolidado 1.P.2 0.3 -0.4 0 0.1 0.5 1.9 B C-A+B D E F-D+E G H I-G+H 1.2 1.000 Abril* Fonte: Banco Central * Estimativa 72.3 3 2.1 2.6 -1.4 1.9 -0.000 65.B.4 1. 1991 A Resultado Primário do Setor Público Nacional (S.5 1997 0.2 1.

coordenadoria intercâmbio Comercial do Departamento de Comércio Exterior (DECEX-CIC). TABELA 04 BALANÇO DE PAGAMENTOS (milhões US$) http://www. desde abril 1990 Nota: cifras incluem as revisões oficiais recentes. A/ Cifras sujeitas a revisão.mx/t2thetonio.US$ bilhões ) Fonte: BNDES e Gazeta Mercantil *Estimativa TABELA 03 BRASIL: COMÉRCIO EXTERIOR (FOB) (milhões de dólares) EXPORTAÇÃO 92 93 94 95 96 97a/ 92 9 DEZ 36244 38597 43545 46506 47746 52987 20593 25 Fonte: Ministério da Economia.redem.htm (11 of 20) [24/08/2006 12:28:26] .buap.AS APREENSÕES COM Fonte: Banco Central Quadro III Privatização (Programa Nacional de Desestatização .

629 8.692 8.506 49.012 16.840 -11.602 14.178 Juros Outros a/ -9.271 2.665 -4.104 - - 550 -480 157 369 -139 14.759 106 -607 2.466 -3.474 273 -8.047 -4.975 154 10.545 33.801 -8.643 3.041 13.620 21. Aut.037 9.783 25.919 331 -8.904 -3.753 10.984 7.577 -710 11.004 19.226 -1.208 911 -3.867 -758 -2.903 6.481 447 -14.362 -8.157 -5.568 100 -9.243 1.031 1998 Jan/Fev -878 31.414 20.904 8.076 -2.973 47.407 2.750 -4715 0 -50 3.909 43.125 365 -7.000 30.997 2.033 3.001 10.423 - - Pagas -8.509 12.redem.buap.533 1997 Jan/Dez -2.179 -159 2.507 -3.110 36.369 -9.599 43 -1.AS APREENSÕES COM 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 Jan/Dez Balança Comercial Exportações Importações Serviços 10.339 -7.782 1.079 14.468 17.670 -203 -8.752 156 -1.870 -1.793 20.158 10.453 -6.026 -24.101 Transferências Unilaterais Entradas Gastos Transações Correntes Capital* Investimentos Residentes Não-residentes Reinvestimentos Amortizações 834 1.370 -631 13.711 15.830 -7.338 -8.621 -4.542 -8.552 6.579 15.315 72 9.556 2.831 8.140 46.572 9.653 2.143 1.663 18.099 - - -1.222 200 11.168 83 11.707 6.147 -8.909 38.661 15.148 170 -99 2.mx/t2thetonio.665 - - http://www.703 4.982 - - - Atrasadas b/ Empréstimos/ Financiamentos* Curto Prazo Médio e Longo Prazo Outros Capitais* Obrig.554 11.286 -21.972 67 13. (+ FMI) -612 -297 964 -1.066 3.214 -1.253 -6.093 12.htm (12 of 20) [24/08/2006 12:28:26] .691 31.005 77 15.588 2.862 -2.748 -5.921 25.513 33.747 53.000 17.956 1.743 -6.995 27. Monet.026 11.822 -7.709 -1.830 25.899 431 306 876 42 -4.534 31.053 -7.425 17.215 1.239 13.072 10.191 175 -8.

3 103.4 99.92 1.5 102.0 98.0 143.4 151.4 Real por dólar (1) 1994 1995 1996 1994 I II III IV 1995 I II III 0.8 105.0 153. a/ inclui reinvestimentos de lucros.2 Taxa de Câmbio real (2)x(4)x(3) (5) 100. Produtos Manufaturados Brasil (3) 100.9 97.64 0. inclui US$20.9 141.386 14.= aumento: em 1994.7 97.8 140.85 0.144 12.7 140. de Haveres curto prazo c/ * -328 -480 876 369 -1.4 104.21 0.redem.AS APREENSÕES COM Erros & Omissões Var.90 0.01 Índice (2) 32.129 milhões referentes à consolidação no MYDFA c/ .2 101.215 1.94 0.0 http://www.6 132.90 0.9 147. b/ em 1989. inclui US$ 615 milhões de haveres reclassificados * os dados de 1997 são de janeiro a dezembro TABELA 02 BRASIL: EVOLUÇÃO DA TAXA DE CAMBIO REAL (Base: 1994=100) Taxa de Câmbio (média mês) Índice de Preços por atacado.709 199 -7.buap.61 0.1 102.7 163.mx/t2thetonio.2 94.670 -862 -8.9 157.4 136.87 0.5 31.919 683 -8665 - Fonte: "Boletim do Banco Central".0 135.3 95.2 96.3 Estados Unidos (4) 100.7 157.7 145.htm (13 of 20) [24/08/2006 12:28:26] .7 104.1 100.3 100.0 98.6 103.0 103.7 90.0 100.

9 96.05 1.htm (14 of 20) [24/08/2006 12:28:26] .7 104.84 0.8 103.6 1.5 0.87 0.9 133.97 151.89 0.9 136.2 166.8 145.5 105.1 61.90 0.09 164.07 1.5 145.8 171.85 0.3 95.7 141.4 162.3 130.4 142.5 100.5 95.19 0.93 0.3 102.9 99.AS APREENSÕES COM IV 1996 I II III IV 1997 I II III 1994 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 1995 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto 0.9 139.28 0.4 161.7 98.7 131.2 0.buap.4 101.5 131.redem.98 1.3 103.8 99.1 100.91 0.7 94.0 97.0 168.93 0.6 140.8 103.4 104.6 103.8 104.2 90.3 163.85 22.2 98.2 100.94 134.0 142.1 21.8 155.5 100.7 100.14 0.0 104.8 156.2 98.6 99.00 1.0 104.7 151.4 169.7 155.9 136.8 135.5 161.1 0.8 149.1 105.5 124.1 145.2 101.6 104.2 85.90 0.5 153.2 144.7 97.5 43.6 98.0 104.6 147.2 106.3 30.04 153.5 136.7 63.4 98.5 103.84 0.1 99.9 170.7 165.mx/t2thetonio.7 104.86 0.40 0.5 105.4 104.02 1.4 101.3 102.7 103.8 http://www.4 30.84 0.9 97.1 102.7 158.9 139.5 97.58 0.4 43.3 146.5 98.4 160.7 93.2 104.1 97.5 102.0 105.2 98.5 132.4 105.7 140.90 0.3 106.9 140.

7 170.09 1.4 161.9 168.5 153.8 164.2 101.06 1.6 105.1 161.99 1.4 105.5 161.2 161.10 1.12 163.05 1.7 156.3 167.buap.5 168.0 160.97 150.6 0.2 105.97 0.0 102.6 103.8 169.3 150.04 153.4 105.04 1.3 0.4 105.3 104.8 162.7 103.6 103.5 169.6 104.1 163.5 163.2 105.8 155.3 166.03 1.99 0.10 1.1 174.2 171.6 172.8 165.6 159.2 105.9 163.0 105.08 1.4 105.96 0.9 151.4 104.2 171.00 1.3 160.0 162.8 101.3 99.1 103.1 154.AS APREENSÕES COM Setembro Outubro Novembro Dezembro 1996 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 1997 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 1.0 102.4 104.3 165.8 106.05 1.3 164.7 165.98 0.02 1.3 101.0 160. "Estatísticas Financeiras Internacionais" e Fundação Getúlio Vargas http://www.4 97.8 Fonte: Fundo Monetário Internacional.5 154.1 104.1 97.mx/t2thetonio.9 172.0 100.3 158.0 105.96 0.1 168.11 1.0 105.3 103.0 173.0 100.4 168.2 104.98 0.6 101.06 1.4 170.6 105.6 107.0 171.5 98.1 103.00 1.4 172.6 105.8 105.08 1.3 162.0 105.7 102.8 103.9 103.9 159.3 151.8 98.6 99.2 162.02 1.7 157.0 168.2 104.5 171.6 161.3 171.7 105.1 104.01 1.6 103.htm (15 of 20) [24/08/2006 12:28:26] .07 1.redem.

Quadro IV Os Resultados ano a ano Fonte: Banco Central http://www.mx/t2thetonio.AS APREENSÕES COM "Conjuntura Econômica". indústria de transformação. IBGE/FGV: Índice de Preços por Atacado.buap.redem.htm (16 of 20) [24/08/2006 12:28:27] .

redem. Estados e municípios.mx/t2thetonio. ao mês.htm (17 of 20) [24/08/2006 12:28:27] .AS APREENSÕES COM QUADRO I QUADRO II A DISPARADA DOS GASTOS COM JUROS* Da União.buap. em R$ bilhões http://www.

htm (18 of 20) [24/08/2006 12:28:27] . no cálculo.288 18.277 Juros incidentes/Nov. as estatais se beneficiaram da alta dos juros Fonte: Banco Central. 16.205 18. cujas taxas também subiram.2% 19. 18.1% (*) Juros nominais (incluindo correção monetária da dívida). QUADRO V EM ALTA Evolução da taxa média de desemprego aberto (Fevereiro de 1984 a fevereiro de 1998) (Em %) http://www.mx/t2thetonio.777 102.7% Dívida/Novembro 131.5% 21.buap. Déficit público também levando em consideração as taxas nominais (**) As estatais registram queda nos juros incidentes porque o BC leva em conta. Com isso.redem.229 Juros incidentes/Out.8% 18. em R$ bilhões Devedor Governo Federal e BC Estados e municípios Estatais (**) Dívida/Outubro 128. que as empresas possuem títulos públicos.AS APREENSÕES COM A VARIAÇÃO DA DÍVIDA Antes e depois do choque.5% 35.743 104.

buap.mx/t2thetonio.AS APREENSÕES COM DESEMPREGO NAS REGIÕES E SETORES PESQUISADOS PELO IBGE .EM % Fonte: IBGE http://www.htm (19 of 20) [24/08/2006 12:28:27] .redem.

AS APREENSÕES COM http://www.mx/t2thetonio.htm (20 of 20) [24/08/2006 12:28:27] .buap.redem.