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5.1 5.1.

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Introdução à ciência topográfica Conceitos

5.1.1.1 Topografia A palavra Topografia teve origem do idioma grego em que Topo=lugar e grafia=descrição, ou seja, topografia é a descrição de um lugar. A Topografia é uma ciência que estuda o conjunto de procedimentos para determinar as posições relativas dos pontos sobre a superfície da terra e abaixo da mesma, mediante a combinação das medidas segundo os três elementos do espaço: distância, elevação e direção. A Topografia explica os procedimentos e operações do trabalho de campo, os métodos de cálculo, o processamento de dados e a representação do terreno em um plano chamado de desenho topográfico em escala. 5.1.1.2 Geodésia O termo Geodésia, em grego Geo = terra, désia = 'divisões' ou 'eu divido', foi usado, pela primeira vez, por Aristóteles (384-322 a.C.), e pode significar tanto 'divisões (geográficas) da terra' como também o ato de 'dividir a terra' (por exemplo entre proprietários). A Geodésia é uma Engenharia e, ao mesmo tempo, um ramo das Geociências. Ela trata, global e parcialmente, do levantamento e da representação da forma e da superfície da terra com as suas feições naturais e artificiais. A Geodésia é a ciência da medição e representação da superfície da Terra.. Helmert (1880) Na visão de Torge (1991), a Geodésia pode ser dividida em três grupos: Geodésia Global, Geodésia Local e levantamentos no plano topográfico.( Topografia) A Geodésia Global é responsável pela determinação da figura da Terra e do seu campo gravitacional externo. A Geodésia local estabelece as bases para determinação da superfície e campo gravitacional de uma região da terra, um país, por exemplo. Neste caso implanta-se um grande número de pontos de controle formando as redes geodésicas e gravimétricas que servirão de base para os levantamentos no plano topográfico. Os levantamentos no plano topográfico (item 5.1.1.6) são responsáveis pelo detalhamento do terreno inclusive cadastro e levantamentos para engenharia. Alguns autores classificam a Topografia como Geodésia Inferior. Conceitos Fundamentais Usados no Posicionamento Terrestre. 5.1.1.3 Geomática Geomática, conforme a definição nos Referenciais Curriculares Nacionais(2000) , consiste em um campo de atividades que, usando uma abordagem sistemática, integra todos os meios utilizados para a aquisição e gerenciamento de dados espaciais necessários como parte de operações científicas, administrativas, legais e técnicas envolvidas no processo de produção e gerenciamento de informações espaciais. 5.1.1.4 Agrimensura Agrimensura é a área que trata da medição, demarcação e divisão legal da propriedade, usando métodos topográficos e geodésicos de acordo com as prescrições legais,normas técnicas e administrativas em vigor. 5.1.1.5 Geomensura Geomensura é a área da atuação que trata das questões legais das propriedades territoriais. Possui amplos conhecimentos jurídicos e das técnicas de medições (Geodésia), além dos conhecimentos técnicos, sociais e de informática. Possui uma ligação muito grande com levantamento e mapeamento, integrando elementos como topografia, cartografia, hidrografia, geodésia e agrimensura com as novas tecnologias. 5.1.1.6 Plano topográfico Plano topográfico; é um plano normal à vertical do lugar no ponto da superfície terrestre considerado como origem do levantamento, sendo seu referencial altimétrico referido ao datum vertical brasileiro;

hidrovias e irrigação. aerolevantamentos e sensoriamento remoto.(NBR 13133) 5. f) o eixo das ordenadas é a referência azimutal. enfatizando a quantificação da ocupação humana e suas intervenções.1. controle.8 Alinhamento topográfico É um alinhamento definido por dois pontos topográficos. detalhamento e avaliação de áreas rurais ou urbanas. julgada importante. piquetes. (NBR 13133/1994) 5. Pontos de apoio Pontos. convenientemente distribuídos. marcos de concreto. dependendo da sua importância e permanência. mineração e prospecção mineral. tais como: projetos e locação de estradas. destinado ao levantamento.1.1. Pontos cotados Pontos que. destinadas à utilização em outros levantamentos de ordem inferior. que. Podem ser executados para fins : de controle.definidores da forma do detalhe e/ou do relevo. tinta. construção de barragens. não ultrapasse 1/35000 nesta dimensão e 1/15000 nas imediações da extremidade desta dimensão. telefonia.3 Finalidade do levantamento Os levantamentos topográficos compreendem o conjunto de atividades dirigidas para as medições e observações que se destinam a representação do terreno em um plano ou desenho topográfico em escala. legais cadastrais. nas suas representações gráficas. pinos de metal. decorrente da desconsideração da curvatura terrestre. a partir da origem. fornecem arcabouço de pontos diversos com coordenadas e altitudes.7 Ponto topográfico Ponto Topográfico é uma posição de destaque. construção de obras de engenharia. se dá por intermédio de um sistema de coordenadas cartesianas. cuja origem coincide com a do levantamento topográfico. estrategicamente situado na superfície terrestre. 5. cartografia. levantamento topográfico. reflorestamento.d) o plano de projeção tem a sua dimensão máxima limitada a 80 km.2 Área de atuação Os Técnicos em Geomensura poderão atuar em empresas públicas ou privadas e como profissionais liberais nas mais diversas áreas. se apresentam acompanhados de sua altura. e) a localização planimétrica dos pontos. . fiscalização e preservação do meio ambiente O Técnico em Geomensura possui habilitação para executar os seguintes serviços técnicos: Levantamentos Topográficos Levantamentos Geodésicos Foto-interpretação Projetos de Loteamentos (levantamento e locação) Desmembramentos Locações de Obras Cadastro Técnico Georreferenciamento 5. devem ser materializados por estacas. cadastramento.1. pode estar orientado para o norte geográfico.1. medidos no terreno e projetados no plano de projeção.1. açudes. para o norte magnético ou para uma direção notável do terreno. Serve de origem para o levantamento dos detalhes da superfície. por isso. dependendo das peculiaridades do levantamento. Pontos de detalhe Pontos importantes dos acidentes naturais e/ou artificiais. de maneira que o erro relativo. eletrificação e abastecimento de água. que amarram o terreno ao levantamento topográfico e. indispensáveis à sua representação gráfica.

dos pontos de apoio e/ou dos pontos de detalhes. topográficos. visando à representação altimétrica da superfície levantada. A execução de um levantamento topográfico. diagramas entre outros. são necessários outros elementos complementares. Podem ser mecânicos ou eletrônicos (digitais). o alinhamento da via ou logradouro com o qual faça frente. exclusivamente. Quando este levantamento se destinar à identificação dominial do imóvel. na forma de mapas. 5. 5.4.2 Levantamento topográfico altimétrico Levantamento que objetiva. 5. Com os dados de campo. física. implanta e materializa pontos para o detalhamento topográfico necessário. 5. tais como: perícia técnico-judicial. destinados ao levantamento da superfície topográfica. empregado na locação.3 Levantamento topográfico planialtimétrico Levantamento topográfico planimétrico acrescido da determinação altimétrica do relevo do terreno e da drenagem natural.2 Fio de prumo: instrumento para detectar a vertical do lugar e elevar o ponto. pode-se representar graficamente. pela determinação do seu perímetro. topográficos Conjunto de métodos e processos que. 5. ou. 5.2.quando houver.1. seus acidentes naturais. no caso de sua inexistência. através de medições de ângulos e distâncias com instrumentos adequados. a pontos notáveis e estáveis nas suas imediações.1.1. a determinação das alturas relativas a uma superfície de referência.4. além da necessidade de se conhecer os instrumentos utilizados nas medições requer conhecimentos de geometria.2. memorial descritivo. incluindo. bem como a sua orientação e a sua amarração a pontos materializados no terreno de uma rede de referência cadastral.1 Teodolito: instrumento destinado a medir ângulos horizontais e verticais. . astronomia e teoria dos erros e sua compensação.1 Levantamento topográfico planimétrico Levantamento dos limites e confrontações de uma propriedade.2 Instrumentos Topográficos 5. culturais e a configuração do terreno. perfis longitudinais e transversais.4 Tipos de levantamentos. etc.1. pressupondo-se o conhecimento de suas posições planimétricas. Pode ser adaptado num prisma ortogonal ou num tripé. trigonometria plana e esférica.para fins de engenharia. instalação e construção de obras civis de engenharia e serviço de parcelamento de imóveis etc. depois de calculados.4.

Possui encaixe ou rosca para adaptação de antena GPS ou prisma. 5. Pode ser adaptado numa baliza ou numa mira.2. 5. As de aço devem ser utilizadas com fator de correção de temperatura. 5.2.2.8 Nível de Cantoneira: instrumento utilizado para detectar a vertical de outro instrumento.4 Dinamômetro: é um aparelho que se destina à medição das tensões que são aplicadas aos diastímetros para assegurar que a tensão aplicada seja igual a tensão de calibração.5.2. 5. Deve ser acoplado a um teodolito para possibilitar a medição do ângulo vertical para calcular a distância horizontal e a distância vertical. aço ou ínvar. Podem ser automáticos ou digitais.9 Distanciômetro: instrumento destinado a medir distâncias inclinadas.2.6 Mira: instrumento para medir a distância vertical de um ponto até o plano horizontal do nível. Para os níveis digitais. .10 Bastão: instrumento que serve para elevar o ponto topográfico com o objetivo de torná-lo visível.2. 5.2. 5. As trenas de fibra de vidro não são recomendadas pelo fato das fibras de vidro quebrarem e não ser visível ao usuário.5 Nível: instrumento destinado a gerar um plano horizontal de referência para calcular os desníveis entre pontos.7 Sapata para Nivelamento: instrumento utilizado para apoiar a mira. a mira deve ser com códigos de barras.3 Trena: podem ser de fibra de vidro.2. 5.

. podendo inclusive armazenar os dados coletados e executar alguns cálculos mesmo em campo.15 GPS: instrumento destinado para medição de coordenadas geodésicas via satélite.14 Estação Total ou Taqueômetro Eletrônico: A evolução dos instrumentos de medida de ângulos e distâncias trouxe como conseqüência o surgimento destes novos instrumentos. 5.2.2.2.5.2.11 Prisma: instrumento destinado à reflexão do sinal emitido por um distanciômetro ou uma estação total. Isto traz muita vantagem para a automação de dados.12 Termômetro: instrumento usado para a medição da temperatura que se destina a correção dos valores obtidos no levantamento 5. 5. que nada mais é do que teodolitos eletrônicos digitais com distanciômetros eletrônicos incorporados e montados num só bloco.13 Barômetro: instrumento usado para a medição da pressão atmosférica que se destina a correção dos valores obtidos no levantamento 5.2.

baliza. 5.19 Bússola: instrumento que se utiliza para a determinação do norte magnético.20 Rádio de comunicação: instrumento para comunicação entre os operadores do levantamento.18 Esquadro de Prisma ou Prisma Ortogonal:instrumento para a determinação da ortogonalidade em relação a um alinhamento.16 Tripé e bipé: Tripé:utilizado para a sustentação de outros instrumentos como teodolitos.2.2. Bipé: Suporte para apoio da baliza ou do bastão. . estações totais. 5. etc.17 Baliza: instrumento que serve para elevar o ponto topográfico com o objetivo de torna-lo visível. níveis.2.2. direções e ângulos horizontais.2. 5.5. 5. . bastão.

“Exatidão é o grau de aderência das observações em relação ao seu valor verdadeiro. em (b) nós temos a mesma precisão de que em (a).3. Em (a). isto é. Note que em (c). Resultam de um descuido e pode ser evitado efetuando as medições com cuidado. Portanto. O valor exato fica somente na nossa imaginação.Erros sistemáticos são provocados por medidas não conformes (por exemplo.1 Tipos de Erros Erros grosseiros: Este erro é devido à inabilidade do medidor. Este tipo de erro é descoberto repetindo-se a medição. usando métodos de medição apropriados e aferindo cuidadosamente os instrumentos. Como o desvio se fez presente em todos os disparos. acima e abaixo. sendo facilmente evitáveis através de treinamento e prática. deslocados do centro. pela ação unilateral da atmosfera sobre a linha de visada e por instrumentos desretificados ou mal calibrados.3. Não se pode obter mais que o valor provável. Para um melhor entendimento. perceba que em (b) os valores estão tão agrupados quanto em (a). Eles sempre estarão mais densos no centro e mais dispersos na periferia. trena dilatada. Cada uma das causas dos erros sistemáticos podem ser eliminadas quando se conhecem as origens das mesmas. por irregularidades atmosféricas e por pequenos erros inevitáveis na construção dos instrumentos. isso caracteriza um erro sistemático. 5. podemos fazer uma analogia com uma competição de tiro ao alvo. não havendo portanto erro sistemático. Em (b) e (c). Erros acidentais (ou aleatórios): O termo acidental não tem aqui conotação de acidente e sim imprevisibilidade. tem exatamente os mesmos a esquerda e a direita. isto caracteriza um erro acidental (pequenos erros inevitáveis de pontaria e dispersão normal do equipamento).3 TEORIA DOS ERROS Todas as medidas ou observações feitas. Uma vez identificadas as causas reais do desvio.. pouco mais ou menos do centro do alvo. Como a precisão está associada ao agrupamento dos valores em relação ao valor médio. todos os impactos se repartem ao redor.5.2 Precisão e Exatidão Conforme o item 3 Definições. os impactos estão distribuídos aleatoriamente em torno do centro do alvo. Estes são erros acidentais. Os erros acidentais atuam de maneira completamente irregular sobre os resultados das medições e se apresentam com sinal positivo e negativo. isto é. ou negativo. tomando-os em conta nos cálculos. a precisão é mais baixa que em (a) e em (b). vento constante.” e “Precisão é o valor que expressa o grau de aderência das observações entre si. 5. Assim é impossível determinar a verdadeira magnitude de uma distância ou de um ângulo medido. páginas 2 e 4 da NBR 13133/1994. Erros sistemáticos: Os erros sistemáticos atuam num só sentido e possuem ou sinal positivo.. baliza torta e prumo de cantoneira desretificado). Estes erros devem ser eliminados na medida do possível. Os erros acidentais são as imprevisões inevitáveis que afetam cada medida. As causas deste deslocamento podem ser: mira desregulada. Somente estes erros irregulares e acidentais são considerados na compensação e no ajustamento através de estatística. estas causas podem ser eliminadas ou compensadas. Como a distribuição é aleatória. . Estes erros são provocados pela imperfeição dos nossos sentidos. todos os impactos encontram-se concentrados em uma determinada região. A figura representa três alvos de três atiradores de fuzil numa competição. pelo conhecimento de sua magnitude determinada anteriormente. fazendo medições de controle. estão afetadas de erros de diferentes classes.” A exatidão também é conhecida como acurácia. etc.

têm aproximadamente a mesma freqüência.. . como conseqüência de uma falta de concentração no momento da saída do disparo.Como a exatidão é o agrupamento dos valores em relação ao seu valor verdadeiro os tiros de (b) e (c) estão mais próximos do exato se comparados com (a). A determinação de um valor verdadeiro (exato) é feita com instrumentos muito precisos. .os erros positivos e negativos de mesma magnitude. Na topografia. . pois os valores estão mais agrupados em relação ao exato..os impactos se agrupam ao redor do centro com exceção dos tiros isolados (a) e (b) que são visivelmente equívocos (tiros errados).. A diferença entre (b) e (c) é que em (b) o erro acidental é menor (arma mais precisa). O desvio padrão também é chamado de Raiz Média Quadrática. O símbolo internacional que identifica o desvio padrão é a letra grega sigma (σ). pois trarão um grande adensamento dos valores quando se faz uma grande série de medições..os grandes erros (c.os pequenos erros são mais freqüentes que os grandes. de maneira que a sua soma tende a zero “0”. O cálculo é feito pela equação: sendo. 5. (com exatidão). Deve-se notar ainda que na média os impactos em (a) estão afastados do centro (sem exatidão). Observe que em (b). mesmo existindo uma grande variação dos tiros.XN ) dignas de confiança. . é a média aritmética simples de todas as grandezas medidas. é impossível conhecer o valor exato como acontece numa competição de tiro ao alvo.4 Desvio Padrão de uma Observação (m) O grau de adensamento é representado por um número estatístico denominado Desvio Padrão.3 Média Aritmética ( ) Postulado de Gauss: “para uma série de medidas ( X1.. . d. x – cada uma das leituras 2 x – a média de todas as leituras para a precisão e o valor verdadeiro x−x para a exatidão m=± n −1 n – o número de leituras executadas Exemplo: ∑( ) . . aumenta a probabilidade de se chegar próximo ao valor real. Após a análise das precisões. A média dos tiros estará próxima do centro.. isto é : Exemplo: 5. É bastante comum o uso do acrônimo RMS da designação em inglês Root Meas Squared. o valor mais provável da grandeza. mas o (b) é mais exato que (c). e e f) escassos. As propriedades dos erros acidentais são ressaltadas claramente na curva de erros. Verificamos então que (b) é mais exato que (c) que é mais exato que (a).aumentando o número de observações. o que não acontece em (b) e (c).3.a média dos resíduos é aproximadamente nula.3.X2. eles estão em torno do centro do alvo. podemos considerar um valor médio como sendo o exato para efeito de comparação com futuras medições. Matematicamente pode ser representada pela letra m ou pela letra s.. conhecida como Curva de Gauss.

m – o desvio padrão n – o número de leituras executadas Exemplo: 5. considerando que a PN do instrumento utilizado é de ±(5mm+4ppm).5 Precisão Nominal (PN) É a precisão do equipamento especificada pelo fabricante. expressa em parte por milhão (1ppm=1mm/km).PN Exemplo 1: calcule a média das medições efetuadas.3.5. quando (x .x)> 3.6 Leitura Mínima É a menor graduação que um equipamento pode apresentar. O Anexo C da NBR 13. M = ± m / √n sendo.3.7 Erro É a diferença entre o valor encontrado em relação ao valor correto (exato).4. É definida pela norma alemã DIN18723. onde X é constante e independente da distância e Y é proporcional à distância. .133/94 especifica o procedimento utilizado para o cálculo do desvio padrão nominal do equipamento. Portanto uma leitura somente poderá ser excluída do cálculo da média. Normalmente a precisão angular dos teodolitos é dada em segundos e dos distanciômetros em ±(Xmm+Yppm). adotada internacionalmente num grande lote de equipamentos produzidos.3. mas a leitura mínima continua sendo a definida pela menor graduação.3. É um valor seguro que garanta a idoneidade do fabricante.3.1 Desvio Padrão da Média das Observações (M) Este será o desvio padrão associado ao valor médio das observações. Exemplos: 5.x) inferior a 3 vezes a precisão nominal do equipamento. 5. Muitas vezes é possível estimar uma leitura abaixo da mínima.8 Aceitação das Leituras Serão aceitas as leituras que tiverem variação (x . 5. A leitura mínima nada tem a ver com a precisão do equipamento e muito menos com a exatidão.

10 Propagação de erros Se as medidas topográficas (direções. possui uma menor precisão. a precisão continuou menor que PN. Como já analisamos quais leituras poderiam ser eliminadas. deve-se refazer o trabalho para averiguação dos procedimentos de campo. áreas. . A fórmula que expressa a relação entre os erros das observações e as dos parâmetros é denominada ‘fórmula de propagação das variâncias’ ou ‘lei de propagação dos erros’. Garante apenas que o procedimento e que o equipamento estão adequados com o especificado pelo fabricante. etc) também o são. uma valor maior de precisão. A precisão não garante qualidade da leitura. Em outras palavras. 5. distâncias. Calibração e Ajuste Segundo o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia.3. as quantidades derivadas delas (coordenadas. leituras estadimétricas. ou que as medidas não ultrapassem limites previamente estabelecidos. os erros dos elementos observados se propagam às grandezas derivadas e tal propagação se faz através do modelo funcional que relaciona as observações com os parâmetros procurados. Os instrumentos de medição não sofrem alteração alguma. ou seja. Aferição. distâncias. Normalização e Qualidade Industrial): Calibrar significa constatar os desvios de medidas e os valores reais corretos. considerando que a PN do instrumento utilizado é de ±(1mm+250ppm).9 Análise da Precisão das Leituras A precisão da média obtida numa série de leituras de um equipamento. deve ser maior ou igual que a sua precisão nominal. 5. O que garante a qualidade (exatidão) é a confiabilidade do equipamento/fabricante e a redução dos erros sistemáticos.Atenção na interpretação da precisão!!! Um valor menor de precisão. Exemplo 3: calcule a média das medições efetuadas. Como M>PN. o valor da precisão da média deve ser menor que a PN (M<PN). etc) são consideradas variáveis aleatórias.3. deveremos portanto retornar a campo e repetir o procedimento para tentar reduzir os erros acidentais e então nos certificar se o equipamento está ou não necessitando de ajustes. Consequentemente. volumes. Permanecendo a precisão inferior. sujeitas às leis da estatística. Ajustar ou Regular significa interferir no equipamento de tal forma que os desvios de medição seja reduzidos ao mínimo possível. é necessário o encaminhamento do equipamento para aferição junto à assistência técnica. ângulos. possui uma maior precisão. Se um equipamento obtiver numa série de leituras precisão inferior à especificada pelo fabricante. fases da portadora.

Erro esperado num nivelamento. Ep = ml x √ L / d . Exemplos : . ma² = erro da medição do lado a. o estudo da propagação do erro baseado no conhecimento dos valores aproximados para ângulos e distâncias. e das variâncias provenientes de experiências anteriores ou das especificações dos instrumentos utilizados. E² = √ b² x ma² + a² x mb² : onde: b² = medida do lado b.A análise da incerteza utilizando a Lei de Propagação de Erros -por variância-. caracterizando assim uma otimização “a priori” do processo.Erro esperado na medição de uma área retangular. onde: mi = desvio do instrumento n = n° de mediçõ es.Erro esperado na medição de uma grandeza por adição. Ep = mi x √ n . No caso dos projetos que utilizam medições de ângulos e distâncias. Exemplos : b. principalmente no planejamento de projetos de levantamentos que exigem estudos preliminares e objetivam definir os instrumentos e métodos a serem utilizados naquela campanha. conduzidos antes das operações de campo. mb² = erro da medição do lado b. L = distância nivelada. Exemplos : a. Exemplos : c. onde : ml = erro na leitura. d = distância entre visadas. a² = medida do lado a. é muito útil.