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GEOGRAFIA
ciências humanas e suas tecnologias

Coordenação do Desenvolvimento dos Conteúdos Programáticos, dos Cadernos dos Professores e dos Cadernos dos Alunos Ghisleine Trigo Silveira

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Governador José Serra Vice-Governador Alberto Goldman Secretário da Educação Paulo Renato Souza Secretário-Adjunto Guilherme Bueno de Camargo Chefe de Gabinete Fernando Padula Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas Valéria de Souza Coordenador de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo José Benedito de Oliveira Coordenador de Ensino do Interior Rubens Antonio Mandetta Diretora da Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores do Estado de São Paulo Vera Lúcia Cabral Costa Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE Fábio Bonini Simões de Lima
EXECUÇÃO Coordenação Geral Maria Inês Fini Concepção Guiomar Namo de Mello Lino de Macedo Luis Carlos de Menezes Maria Inês Fini Ruy Berger (em memória) GESTÃO Fundação Carlos Alberto Vanzolini Presidente da Diretoria Executiva: Antonio Rafael Namur Muscat Diretor de Gestão de Tecnologias aplicadas à Educação: Guilherme Ary Plonski Coordenadoras Executivas de Projetos: Beatriz Scavazza e Angela Sprenger COORDENAÇÃO TÉCNICA CENP – Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Arte: Gisa Picosque, Mirian Celeste Martins, Geraldo de Oliveira Suzigan, Jéssica Mami Makino e Sayonara Pereira. EJA - Ivani Martins Gualda, Roseli Cassar AUTORES Ventrella Educação Física: Adalberto dos Santos Ciências Humanas e suas Tecnologias Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Souza, Carla de Meira Leite, Renata Elsa Stark e Sérgio Roberto Silveira Adilton Luís Martins e Renê José Trentin LEM – Inglês: Adriana Ranelli Weigel Silveira. EJA - Luiza Christov Geografia: Angela Corrêa da Silva, Borges, Alzira da Silva Shimoura, Lívia de Jaime Tadeu Oliva, Raul Borges Araújo Donnini Rodrigues, Priscila Mayumi Guimarães, Regina Araujo, e Sérgio Adas. Hayama e Sueli Salles Fidalgo. EJA - Lívia EJA - Angela Corrêa da Silva de Araújo Donnini Rodrigues História: Paulo Miceli, Diego López Silva, Língua Portuguesa: Alice Vieira, Débora Glaydson José da Silva, Mônica Lungov Mallet Pezarim de Angelo, Eliane Bugelli e Raquel dos Santos Funari. EJA - Aparecida de Aguiar, José Luís Marques Eliane Yambanis López Landeira e João Henrique Nogueira Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Mateos. EJA - Heloisa Amaral Dias de Souza Martins, Marcelo Santos Masset Oliveira Lacombe, Melissa de Mattos Pimenta e Matemática e suas Tecnologias Stella Christina Schrijnemaekers. EJA Matemática: Nílson José Machado, Josefa Alexandrina da Silva. Carlos Eduardo de Souza Campos Granja, Ciências da Natureza e suas José Luiz Pastore Mello, Roberto Perides Tecnologias Moisés, Rogério Ferreira da Fonseca, Ruy Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, César Pietropaolo e Walter Spinelli. EJA Ruy César Pietropaolo Fabíola Bovo Mendonça, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta Querubim Rodrigues Caderno do Gestor Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika Pereira, Olga Aguilar Santana, Paulo de Felice Murrie Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso Mendes da Silveira e Solange Soares de Equipe de Produção Camargo. EJA - Ghisleine Trigo Silveira Coordenação Executiva: Beatriz Ciências: Ghisleine Trigo Silveira, Scavazza Cristina Leite, João Carlos Miguel Tomaz Assessores: Beatriz Blay, Carla Cristina Micheletti Neto, Julio Cézar Foschini Reinaldo Gimenes de Sena, José Carlos Lisbôa, Lucilene Aparecida Esperante Augusto, Maria Eloisa Pires Tavares, Limp, Maíra Batistoni e Silva, Maria Paulo Eduardo Mendes, Paulo Roberto da Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Cunha, e Solange Wagner Locatelli Paulo Rogério Miranda Correia, Renata Equipe Editorial Alves Ribeiro, Ricardo Rechi Aguiar, Coordenação Executiva: Angela Rosana dos Santos Jordão, Simone Sprenger Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume. EJA Assessores: Denise Blanes e Luis Márcio Ghisleine Trigo Silveira Física: Luis Carlos de Menezes, Barbosa Estevam Rouxinol, Guilherme Brockington, Projeto Editorial: Ghisleine Trigo Silveira Ivã Gurgel, Luís Paulo de Carvalho Piassi, Edição e Produção Editorial: Conexão Editorial, bureaus de revisão e Marcelo de Carvalho Bonetti, Maurício diagramação e Occy Design (projeto Pietrocola Pinto de Oliveira, Maxwell gráfico) Roger da Purificação Siqueira, Sonia Salem e Yassuko Hosoume. EJA - Alex de APOIO Lima Barros Química: Maria Eunice Ribeiro FDE – Fundação para o Desenvolvimento Marcondes, Denilse Morais Zambom, da Educação Fabio Luiz de Souza, Isis Valença de CTP, Impressão e Acabamento Sousa Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Fernanda Penteado Lamas e Yvone A definir Mussa Esperidião. EJA - Hebe Ribeiro da Cruz Peixoto

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo autoriza a reprodução do conteúdo do material de sua titularidade pelas demais secretarias de educação do país, desde que mantida a integridade da obra e dos créditos, ressaltando que direitos autorais protegidos* deverão ser diretamente negociados com seus próprios titulares, sob pena de infração aos artigos da Lei nº 9.610/98. * Constituem “direitos autorais protegidos” todas e quaisquer obras de terceiros reproduzidas no material da SEE-SP que não estejam em domínio público nos termos do artigo 41 da Lei de Direitos Autorais. Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas

Caras professoras e caros professores, Com satisfação, apresentamos os Cadernos que se constituem em novo material de orientação para uso dos professores em todas as disciplinas do Ensino Fundamental e Médio para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Estado de São Paulo. Trata-se de um projeto que aproveita o material desenvolvido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para a proposta curricular do Ensino Básico regular. As mesmas equipes da Secretaria que desenvolveram o Programa São Paulo Faz Escola, lideradas pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (Cenp), foram as responsáveis pela elaboração da nova proposta que lhes apresentamos. Trata-se de trabalho resultante de vasta pesquisa, que respeitou as características específicas da população a ser atendida, buscando também garantir-lhe o acesso aos mesmos bens e valores culturais contidos no currículo oficial do Estado de São Paulo para o Ensino Fundamental (Ciclo II) e Ensino Médio. Inúmeros são os desafios relacionados à oferta de educação para essa população. Até o início da década passada, não dispúnhamos de uma referência de qualidade para a educação desse segmento. Por esse motivo, ainda como ministro da Educação, criamos o Exame Nacional de Certificação de Competências da Educação de Jovens e Adultos (Encceja), oferecido aos diferentes sistemas de ensino como apoio à estruturação da oferta de cursos e dos exames de certificação para os alunos da EJA. Essas referências de avaliação foram acompanhadas de materiais de apoio a professores e alunos disponibilizados para utilização pelas secretarias de educação. Recentemente, contudo, fomos todos surpreendidos pela mudança das referências do Encceja, que foi unificado ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – este, por sua vez, também modificado em relação ao passado com vista ao atendimento das demandas do Ensino Superior. Por esse motivo, agora, de volta à Secretaria da Educação, nos vimos obrigados a novamente enfrentar o desafio de reorganizar a oferta dos cursos da EJA, estruturando os suportes necessários para que professores e alunos realizem a tão necessária reposição das aprendizagens da educação básica. A Educação de Jovens e Adultos representa uma dívida histórica ainda a ser resgatada por todas as esferas de governo da educação em nosso país. Com estes materiais de orientação, esperamos contribuir para a realização efetiva da escolarização necessária para que jovens e adultos possam prosseguir em seus projetos de realização pessoal e profissional. Paulo Renato Souza

Secretário da Educação do Estado de São Paulo

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Caros(as) professores(as), A seleção de materiais de apoio para os alunos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) nas diversas modalidades de cursos regularmente oferecidos pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo representa uma etapa desafiante do trabalho de reestruturação curricular da educação básica desta Secretaria. Nos últimos anos, todos nos empenhamos em diagnosticar as necessidades dos jovens e adultos de São Paulo para melhor adequar o trabalho que vem sendo desenvolvido, pesquisando e analisando alternativas de materiais e práticas para corresponder às expectativas e direitos dessa população. Buscamos, primeiramente, nos alinhar às políticas nacionais cabíveis, adotando as referências e o material e aderindo aos exames do Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos). Acompanhamos, com pesar, sua radical transformação e fomos obrigados a repensar a utilização do material original, embora não tenhamos abandonado seus pressupostos. Com as novas determinações do Conselho Estadual de Educação (CEE), aprovadas pela Deliberação 82/2009, relativas à idade mínima dos que podem frequentar esses cursos, e com a crescente diminuição da distorção idade/série no ensino regular, os alunos que atualmente procuram cursos de EJA, em todas as suas modalidades, são cada vez mais jovens e, portanto, mais próximos da idade dos alunos do ensino regular, apesar de ainda apresentarem necessidades educacionais específicas. Para definir uma proposta que atendesse a essa população, as equipes da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (Cenp) e uma comissão de especialistas avaliaram os materiais pedagógicos disponíveis para esse segmento e, também, o currículo oficial do Estado de São Paulo e as possibilidades de sua utilização como referência para a Educação de Jovens e Adultos. Nessa última tarefa, foram analisados os materiais de apoio ao trabalho dos professores e às aprendizagens dos alunos para a implementação da proposta curricular do Estado e considerou-se adequada a sua utilização nos quatro termos da EJA - Ensino Fundamental e nos três termos da EJA - Ensino Médio, com as devidas e necessárias orientações. O projeto ora proposto contempla os direitos previstos para a educação escolar da população de jovens e adultos que busca oportunidades de aprendizagem no sistema público de ensino do Estado de São Paulo, de acordo com os pressupostos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira e das Diretrizes Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Com nosso total apoio, espera-se que os professores das turmas de EJA, fundamentados neste novo projeto, possam desenvolver habilidades pessoais e de trabalho em equipe que beneficiem os jovens e adultos de nosso Estado e, ao mesmo tempo, que contribuam para o processo de autoaperfeiçoamento profissional contínuo de nosso corpo docente. Bom trabalho! Maria Inês Fini

Coordenadora Geral Projeto São Paulo Faz Escola

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....................................... 27 Para saber mais.............................................................................................. 88 5 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 ............................................. 6 Critérios de organização das Orientações para o Professor de EJA ............................................................................................................................................................................................................................................. 86 Quadro-resumo das Situações de Aprendizagem e atividades sugeridas ......................................................................................... 83 Para saber mais....................................................................................................................................................................................................................................... 12 Volume 2................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 17 Volume 4.......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 32 Quadro-resumo das Situações de Aprendizagem e atividades sugeridas ............ 69 4o termo Volume 1...............................................Sumário Apresentação ...................................... 68 Quadro-resumo das Situações de Aprendizagem e atividades sugeridas .............. 11 1o termo Volume 1......................................................................................................................................... 52 Volume 2...................................................... 47 Para saber mais...................................................................................................................................................................................................................... 70 Volume 2.............................................................. 50 Quadro-resumo das Situações de Aprendizagem e atividades sugeridas ................................................................................................... 43 Volume 4.. 61 Para saber mais............................................................................................. 34 Volume 2.............................................................................................................. 10 Critérios de seleção dos conteúdos e das atividades de Geografia ....................................... 51 3o termo Volume 1.......................................................................... 38 Volume 3......................... 80 Volume 4...................................................................................... 33 2o termo Volume 1.................................................................. 56 Volume 3............................................................... 76 Volume 3.................................................................................................

Reparar essa dívida constitui uma das metas do sistema estadual. para adquirir os materiais para professores e alunos referidos no Exame Nacional para Certificação de Competências da Educação de Jovens e Adultos (Encceja). Tal decisão foi tomada com base na avaliação positiva. não concluíram o ensino regular. Isso se reflete na qualidade de vida e na prática social desses indivíduos. a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (Cenp) preparou-se. e a Resolução SE – 48. O projeto ora proposto pretende contemplar os direitos previstos à educação escolar da população de jovens e adultos que busca oportunidades de aprendizagem na rede do sistema público de ensino do Estado de São Paulo. o que resulta em um grande número de jovens e adultos em busca de alternativas de estudo. em todas as idades. que considerou adequados os materiais pedagógicos de orientação para o trabalho dos professores e os livros de apoio às aprendizagens dos alunos. além da oferta sistematizada de cursos. poderá promover não só o acesso dessas pessoas aos bancos escolares. A defasagem educacional decorrente do não acesso à educação formal ou do abandono precoce da escola por problemas socioeconômicos diversos atinge parcela expressiva da população brasileira. em razão da desigualdade. Nesse sentido. por meio de projetos modernos e adequados. A oferta da Educação de Jovens e Adultos. 6 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . inclusiva. que reconhece o direito de todos à educação escolar de qualidade. sem apoio da escola. A maior parte dos que procuram a EJA é constituída por aqueles que. sem discriminar negativamente os indivíduos nem prejudicar o processo de apropriação de conhecimentos. instalados ou autorizados pelo poder público no Sistema de Ensino do Estado de São Paulo. Tendo em vista a implantação da Deliberação CEE no 82/2009. É preciso considerar ainda que essa modalidade de educação não deve ter como finalidade somente prover os alunos com os conteúdos dos quais foram privados na idade própria de escolarização. uma vez que. de acordo com os pressupostos da Constituição. Dessa maneira. que estabelece as diretrizes para os cursos de Educação de Jovens e Adultos em nível do Ensino Fundamental e do Médio. que dispõe sobre a implementação da EJA nas unidades escolares estaduais. não tiveram acesso aos bens educacionais. da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. significando um caminho para o desenvolvimento de todas as pessoas. no início de 2009. exercer a cidadania e inserir-se nas diferentes dimensões da vida social e produtiva. em 2002. mas criar oportunidades diversificadas de estudo para que possam suprir sua defasagem escolar. as referências passariam a ser únicas para a Educação de Jovens e Adultos no Estado de São Paulo. criados e editados pelo Inep/MEC. mas também favorecer o desenvolvimento das competências necessárias para que possam participar dos bens e conhecimentos. por algum motivo. destaca-se o princípio constitucional da educação para todos.APReSentAção A Educação de Jovens e Adultos (EJA) ainda é um desafio para os sistemas educacionais públicos brasileiros. de 24 de julho de 2009. A oferta de EJA representa o resgate de uma dívida histórico-social para com os que não tiveram acesso à escolarização básica na idade própria ou para com os que. Considerou-se também a necessidade de adequar as políticas de certificação dos níveis de ensino no âmbito do Estado de São Paulo a um exame nacional cujas matrizes de referência da avaliação correspondiam às diretrizes da Educação de Jovens e Adultos. a Secretaria deve disponibilizar exames aos que se preparam individualmente.

É oportuno afirmar que a reorganização proposta pela SEE-SP aos currículos de EJA e os materiais de apoio à sua implementação têm por pressupostos resgatar a autoestima dos jovens e adultos e de seus professores. por meio de pesquisas. com total apoio técnico aos professores para que suas práticas estejam em consonância com o processo vivido pelos alunos.Outro argumento a favor da adoção do material do Encceja foi a consequente adesão da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP) aos exames nacionais anuais a partir de 2008. é preciso esclarecer que a natureza dos conteúdos mínimos referentes às noções e aos conceitos essenciais sobre fenômenos. pois passariam a objetivar as demandas de concursos de seleção ao ensino superior. buscaram-se respostas para questões como: quais conhecimentos esses jovens e adultos devem aprender? Como recuperar as aprendizagens escolares e valorizar as aprendizagens vividas? Que sujeitos históricos queremos formar? Como desmitificar o sentimento negativo pessoal da culpa por não aprender? Quais pré-requisitos são necessários para a promoção entre o Ensino Fundamental e o Médio? Quais critérios devem ser adotados para que possamos transformar essa realidade de seleção e exclusão? As respostas a essas questões levaram a SEE-SP a repensar os objetivos específicos da EJA no Ensino Fundamental e no Médio. em meados de 2009. Destaque-se que é muito provável que. principalmente por meio do desenvolvimento de procedimentos de ensino-aprendizagem apropriados a essa população. frequentou a escola regular na idade própria e dela foi excluída por sucessivas desistências ou por ter abandonado os estudos para trabalhar. valores e práticas sociais indispensáveis ao exercício de uma vida de cidadania plena. muitos alunos que não tiveram sucesso no sistema regular optem por essa modalidade de ensino. agora apresentada. sistemas e operações escolhidos para esse segmento contribui para a constituição de saberes. perdendo sua estrutura específica de qualificar para certificar os conhecimentos dos jovens e adultos. conhecimentos. processos. Por esse motivo. o que reduziu os gastos públicos estaduais com exames na mesma modalidade e para a mesma população. No entanto. que a população que busca a modalidade EJA tem entre 18 e 30 anos. Pesquisa recente realizada pela SEE-SP mostra que a faixa etária dos que procuram esses cursos está diminuindo cada vez mais e se aproxima da idade dos alunos do ensino regular. com as elevadas taxas escolares de repetência e evasão nas últimas décadas do século XX. mais uma vez a Cenp precisou renovar sua proposta para a EJA e o fez após criteriosa análise dos materiais já elaborados pela SEE-SP para o novo currículo do ensino regular. eJA no ensino Fundamental Primeiro. Para a formulação da proposta de EJA. com a decisão do Ministério da Educação de unificar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Encceja. implantado a partir de 2008. essa população precisa voltar à escola porque o mercado de trabalho assim o exige. 7 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Agora. optando pela utilização reorganizada desse material para a reestruturação da oferta dos cursos de EJA. Foi também decisivo constatar. as referências do exame único (novo Enem) não mais atenderiam apenas à Educação de Jovens e Adultos.

tomando-se como referência a identidade da escola e de seus alunos. a identificação e a resolução de problemas. uma continuidade entre as duas etapas da educação básica. Ciências Humanas. Há. a compreensão do significado da ciência. professores e outros profissionais que nela trabalham. como a tomada de decisões. espera-se que o cidadão tenha desenvolvido competências cognitivas e sociais inseridas em um determinado sistema de valores e juízos. das letras e das artes. o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura. A direção curricular ora proposta para a EJA/Ensino Médio destaca o desenvolvimento de competências e habilidades distribuídas em áreas de conhecimento: Linguagens e Códigos. aquelas referentes à ética e ao mundo do trabalho. Ciências da Natureza e Matemática. o caráter interdisciplinar está relacionado ao contexto da vida social e da ação solidária. Nessa proposta. é necessário preconizar que. em relação aos conteúdos mínimos a ser ensinados em cada sequência didática escolhida. Ao final do Ensino Médio. Não se deve supor. É necessário. visando à cidadania e ao trabalho. seja considerada a intersecção de temas com aspectos relevantes da cidadania. a descrição de propostas e a comparação entre ideias expressas por escrito. e a língua portuguesa como instrumento de comunicação. atrelada à certificação no Ensino Fundamental. A definição do que é próprio do Ensino Fundamental e do Médio não é colocada como forma de ruptura. Vale a pena relembrar a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que. contudo. Essa consideração se deve ao fato de que a certificação no Ensino Médio não está.Depois. no artigo 36. acesso ao conhecimento e exercício da cidadania. que uma proposta curricular que enfatize o desenvolvimento de competências e habilidades (articulações entre operações lógicas com conteúdos relevantes) negligencie as exigências básicas de domínio de conteúdos mínimos e da capacidade de ler e escrever. 8 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . as seguintes diretrizes. assegurar o tempo e as estratégias apropriadas para que esses alunos possam exercitar a compreensão dos objetos de conhecimento devidamente contextualizados com a vida imediata. destaca que o Currículo do Ensino Médio deve observar. sendo o tema tecnologia comum a todas as áreas. cabe à EJA/Ensino Médio aprofundá-lo. cabe desenvolvê-lo. desde que sejam observadas as idades mínimas. considerando valores e direitos humanos. mas sim de aprofundamento (compreensão) e contexto (produção e tecnologia). por lei. O Currículo agora proposto concorre para a promoção de sequências didáticas que deem oportunidade para jovens e adultos aproveitarem o que aprenderam na vida prática. entre outras: a educação tecnológica básica. portanto. ou seja. sem perder de vista a pluralidade brasileira e a diversidade daqueles que buscam a escolarização por meio da EJA. trabalhando com aspectos básicos da vida cidadã. eJA no ensino Médio Se o caráter instrumental dos saberes sociais públicos foi desenvolvido na EJA/Ensino Fundamental. Dois aspectos merecem menção especial e norteiam a organização curricular do Ensino Médio: o eixo da tecnologia e os processos cognitivos de compreensão do conhecimento. Caso contrário. no entanto.

eJA: proposta pedagógica de reorganização A nova organização proposta para a EJA pela Secretaria garante aos alunos acesso à mesma proposta curricular prevista para o ensino regular. mais uma vez. Ao final do Ensino Médio. de fato. • Currículo contextualizado no mundo do trabalho.O destaque a especificidades do público participante da EJA é inevitável. cujos temas e respectivas competências e habilidades a ser desenvolvidas permitem atender mais diretamente aos interesses dos jovens e adultos que abandonaram a escola precocemente. pai(mãe). conforme previsto em legislação da EJA. compartilhando os princípios éticos. Os cursos de EJA (presencial. ela é. A idade. Vale ressaltar. • Currículo que tem como prioridade a competência leitora e escritora. disputar uma posição no mercado de trabalho e participar plenamente da cidadania. É importante destacar que. a participação no mundo do trabalho. • Currículo que articula as competências para aprender. com ênfases especiais em sequências didáticas determinadas. espera-se que esse público possa dar continuidade aos estudos com qualificação. as responsabilidades sociais e civis são outras. A matriz curricular das disciplinas será a base para os processos de capacitação dos professores. mesmo considerando reduzida a estrutura de tempo na oferta de cursos. que a estrutura da proposta está de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos para o Ensino Fundamental e Médio. diferentes daquelas dos alunos da escola regular que se preparam para a vida. provedor(a). de frequência flexível e atendimento individualizado) da rede estadual de ensino devem enfatizar em sua organização os seguintes princípios do currículo. se o ponto de partida é diferente. Outra constatação relevante é que as orientações dadas em cada disciplina e termo para o desenvolvimento das aulas estão vinculadas ao cotidiano dos alunos. de longa duração. Mas. Esses princípios se expressam no desenvolvimento pleno das seguintes competências cognitivas em todas as áreas e em todos os níveis: 9 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . A proposta está pautada no desenvolvimento de competências e habilidades descritas nas áreas de conhecimento e em seus respectivos componentes curriculares. colocando-se como ator no contexto de preservação e transformação social. quando se considera o contexto de vida da população a que se pretende atender. políticos e estéticos da unidade e da diversidade nacionais. indicados no Currículo Oficial do Estado de São Paulo: • Currículo é cultura. organização das grades horárias e definição das metodologias de ensino e dos processos de avaliação e certificação. O público da EJA/Ensino Médio está na vida atuando como trabalhador(a). • Currículo referido a competências. estruturação das escolas. o ponto de chegada não o é.

além deste material. Esses materiais objetivam ampliar as oportunidades de aprendizagem dos alunos e assegurar ao docente o acesso a recursos tecnológicos inovadores. apresenta ampla fundamentação teórica. da produção tecnológica e das manifestações artísticas. selecionar. II. aos quais terão acesso. levando em conta as especificidades da EJA. de processos histórico-geográficos. Essas competências se expressam no interior de cada área curricular. e conhecimentos disponíveis em situações concretas. a síntese do enfoque temático de cada termo. IV. Para cada um deles. denominado “Educação de Jovens e Adultos – Orientações para o Professor – Geografia”. são sugeridas Situações de Aprendizagem dos Cadernos do Aluno (volumes 1. organizar. artística e científica. III. respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. interpretar dados e informações representados de diferentes formas. recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais. representadas em diferentes formas. O Currículo Oficial do Estado de São Paulo organizará o ensino e a aprendizagem dos alunos nessa modalidade em todos os termos que estruturam a oferta de cursos presenciais e nos Centros Estaduais de Educação de Jovens e Adultos (Ceejas) da Secretaria. Nestas Orientações. 2. seu aprimoramento e sua atualização profissional. relacionar. relacionar informações. Este material de orientação para professores. os Cadernos do Professor e os Cadernos do Aluno.I. que podem apoiar o desenvolvimento de suas aulas. para tomar decisões e enfrentar situações-problema. será distribuído a todos os que trabalham com EJA/ Ensino Fundamental na rede estadual de ensino do Estado de São Paulo e permitirá também que os alunos se beneficiem de registros individuais organizados nos Cadernos dos Alunos. ora propõem procedimentos alternativos para sua implementação. V. As atividades sugeridas são acompanhadas de orientações que ora remetem aos procedimentos explicitados no Caderno do Professor. dominar a norma-padrão da língua portuguesa e fazer uso das linguagens matemática. em que as disciplinas indicam suas competências específicas. 10 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . para construir argumentação consistente. A organização da EJA ora proposta. você encontrará. Critérios de organização das orientações para o Professor de eJA Ao preparar suas aulas para a EJA. atrelada ao Currículo Oficial do Estado de São Paulo para o ensino regular. primeiramente. As aulas de EJA se diferenciarão pelo uso de materiais disponibilizados aos professores e alunos. é importante que você tenha em mãos. 3 e 4). indicada nos volumes introdutórios dos documentos das áreas e de suas disciplinas e nos Cadernos do Professor.

aprimorar-se em seus trabalhos ou dar continuidade aos seus estudos. as orientações sugerem seu desenvolvimento durante as aulas. para que.Ao término das orientações sobre o termo. Na seleção das atividades propostas no Caderno do Aluno. foram mantidos os nomes das Situações de Aprendizagem e de suas seções. acima de tudo. ser roteirizada em forma de aula expositiva. rapidamente. foram suprimidas ou modificadas. seja para a indicação de aprofundamentos teórico-metodológicos. de modo a fazer com que os alunos estabeleçam relações entre o local e o global. Nesses casos. estas orientações pretendem contribuir para que o trabalho desenvolvido em sala. na seção “Para saber mais”.. uma “Lição de casa”. quais são as Situações de Aprendizagem e respectivas seções sugeridas. e um quadro-resumo que poderá ajudá-lo a mapear. com ícones que o ajudarão a localizar as atividades sugeridas. com a sinalização: “modificada”. Esses casos são sinalizados por um ícone especial: “ver caderno do professor”. Em alguns casos. Nessa direção. faz-se referência ao Caderno do Professor. Nesse último caso. sites etc. Enfim. uma “Pesquisa individual”. no Caderno do Aluno. ou. pode ser indicada como atividade para a sala de aula. considerando diferentes escalas geográficas. filmes. seja para a indicação de respostas aos exercícios propostos. que buscaria informações imprescindíveis para o desenvolvimento da Situação de Aprendizagem. com isso. Critérios de seleção dos conteúdos e das atividades de Geografia A seleção de Situações de Aprendizagem indicadas para os quatro termos que compõem o Ensino Fundamental da Educação de Jovens e Adultos considerou. Como estas Orientações tomaram por referência visual e estrutural prioritariamente o Caderno do Aluno. os alunos possam aprimorar habilidades de leitura e compreensão dos textos e de oralidade e ampliem o rol de argumentações consistentes. você encontrará. ocorra para fazer com que os alunos desenvolvam as competências necessárias ao pleno exercício da cidadania. as propostas para os termos do Ensino Fundamental de EJA exploram o conceito de paisagem e suas diferentes formas de leitura e os diversos modos de intervenção humana no espaço geográfico. com indicações de livros. Como já mencionado. aquelas que dependiam de procedimentos de experimentação – difíceis de ser realizadas em sala –. os conteúdos imprescindíveis ao desenvolvimento de conceitos geográficos necessários à formação dos alunos e as atividades adequadas às especificidades dessa modalidade de ensino e da faixa etária dos estudantes. optou-se por alterar o desenvolvimento de uma atividade: por exemplo. devido ao pouco tempo disponível. Para tanto. pode. sempre que possível. dessa forma. envolvendo-os em aprendizagens que lhes permitam ampliar a sua visão de mundo e. recorre-se fortemente ao trabalho com a cartografia. assim como as pesquisas e lições de casa – que pressupõem disponibilidade de tempo dos alunos para se dedicar a elas –. o título dessas seções foi mantido. instrumento fundamental para o conhecimento geográfico e a leitura de mundo. mediado pela ação e pelo envolvimento dos professores. uma síntese de referências. Bom trabalho! 11 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 .

as Situações de Aprendizagem referentes ao volume 3 foram suprimidas.Geografia – 1o termo Volume 1 1o termo A proposta deste 1o termo privilegia o trabalho de leitura da paisagem e de alfabetização cartográfica. Portanto. reconhecendo-a como instrumento de leitura de mundo em diferentes escalas. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 1 LEITuRA DE PAISAGENS Nesta Situação de Aprendizagem. da mesma forma que uma página escrita só ganha sentido para os que aprenderam a ler. A opção por tal supressão também se deve ao fato de que a maioria das atividades desse Caderno envolve procedimentos de experimentação e pesquisa. No entanto. isso não resulta em uma lacuna na formação dos alunos. por meio do qual os alunos poderão reconhecer a distinção entre espaço e paisagem. o que dificulta seu desenvolvimento com os alunos da EJA. Para começo de conversa o conceito de paisagem I MOD FICA DA Sugere-se uma aula expositiva para se trabalhar o conceito de paisagem. 12 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . A observação e a decodificação da paisagem permitem aos alunos reconhecer os elementos que as constituem e de que forma se constrói o espaço geográfico. uma educação que objetiva a formação do cidadão consciente e autônomo deve incorporar no currículo os fundamentos da Geografia. oRIentAçÕeS PARA o PRoFeSSoR VOLuME 1 Este primeiro Caderno aborda o conceito de paisagem. Já os mapas. espaço geográfico. pois parte considerável dos conteúdos trabalhados compõe também o material de Ciências deste mesmo termo. compreendendo-os como linguagens importantes da Geografia. Dada essa escolha. os alunos serão convidados a compreender o significado do termo “paisagem”. compreender o tempo profundo (tempo da natureza) e diferenciá-lo do tempo social (tempo histórico). diferenciar os objetos naturais dos objetos sociais. tempo profundo (ou tempo da natureza) e tempo histórico (ou tempo social). só terão sentido para as pessoas se elas souberem decodificá-los. como afirma o geógrafo Yves Lacoste.

mas preservaria os artefatos inorgânicos. o geógrafo Milton Santos usou a metáfora de uma arma que chegou a ser imaginada. representativas de quatro distintos tempos: 1887. Leitura e análise de imagens São Paulo em quatro tempos Em seguida. felizmente. a dimensão do espaço geográfico que pode ser diretamente apropriada pelos sentidos. o conceito de espaço não se confunde com o de paisagem. apresentado na seção “Orientação sobre os conteúdos do bimestre”. entre as sociedades humanas e a superfície terrestre. mas também a rede de relações criada por fluxos de pessoas. não foi ainda inventada: a bomba de nêutrons. uma vez que tais conceitos deixam de ser tratados por meio do senso comum. Ele surge da interação.Geografia – 1o termo Volume 1 VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Para planejar essa aula expositiva. a partir de um diálogo. Essa distinção. um conjunto de formas e artefatos. pois abrange não apenas os objetos naturais e artefatos humanos. Entre a primeira e a segunda fotos. porém. por meio dessa atividade. em São Paulo. que eliminaria toda a vida na área afetada. em apenas paisagem. mediada pelas técnicas. é fundamental que se desenvolva a diferenciação entre objetos naturais e sociais. Espera-se que. aproveite as questões sugeridas e. proposta por Milton Santos. enquanto os trilhos anunciavam a chegada de um modo de transporte urbano mais rápido e eficiente: os bondes. Por isso mesmo. Paisagem pode ser definida como tudo o que a vista alcança. portanto. 1920 e 2008. capitais e informações. Na primeira fotografia. possui outras dimensões. sendo composta pelo conjunto de objetos naturais e sociais que se pode abarcar com a visão. 1892. É. Aprendendo a aprender Paisagem e cotidiano Nesta atividade. os alunos ampliem a discussão sobre o conceito de paisagem a partir de relatos sobre os elementos naturais e sociais que compõem as paisagens que eles percorrem cotidianamente. aproveite as informações disponíveis no Caderno do Professor. dinâmico e vivo. conduza os alunos a observar elementos pertinentes a cada uma das fotos. diferenciando os objetos naturais dos sociais. proponha aos alunos a produção de um pequeno texto no qual deverão descrever as paisagens que fazem parte do seu cotidiano. A explosão dessa bomba transformaria o espaço geográfico. torna-se fundamento importante para a Geografia. mas muita coisa mudou. proponha a leitura das imagens Largo São Bento. em especial no texto do geógrafo Milton Santos. Além disso. há um pequeno intervalo de tempo. Nesta. 13 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . mas. O espaço geográfico. Para explicar essa distinção. mercadorias. as carroças dominavam o sistema de transportes. entre tempo profundo (ou tempo da natureza) e tempo histórico (ou tempo social). nota-se que as casas foram substituídas por prédios sofisticados. pode ser observado que predominavam construções baixas e com parte do terreno ainda não edificado. Em seguida. por exemplo. Para que os alunos compreendam essa distinção.

Além disso. A torre da primeira igreja continua a existir. Os campos de cultivo de 1829 e as chaminés e trens de 1867 desapareceram. A cidade de Essen. algumas das antigas edificações resistiram à passagem do tempo e continuavam a fazer parte da paisagem. os automóveis já disputavam espaço com os bondes. por exemplo. Além disso. destacam-se nessa paisagem. e o núcleo urbano. Conduza os alunos na análise das imagens Cidade de Essen. A imagem de 2008 revela que todos os meios de transportes haviam deixado de circular no Largo. mas se tornou um testemunho do passado distante. de moradia e áreas de lazer. As fábricas e suas chaminés. Em 1829. que haviam sido introduzidos no século anterior. já despontava como uma cidade industrial.Geografia – 1o termo Volume 1 Na fotografia tirada em 1920. assim como o trem carregado de carvão. Na Essen contemporânea. a ferrovia e as fábricas são elementos fortemente conectados entre si. assim como as permanências e mudanças que caracterizam influências em tempos sociais significativos. como ruas e avenidas. Nesse caso. que avançavam no interior do núcleo urbano. principalmente para que os alunos percebam a acumulação dos tempos. Quase tudo está diferente. A análise da imagem permite estabelecer relações entre o campo. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 2 PAISAGEM E MEMóRIA O trabalho com as mudanças e permanências em uma dada paisagem poderá ser desenvolvido por meio da leitura e interpretação de um texto disponibilizado nesta Situação de Aprendizagem. Essen era pouco mais que um povoado rodeado de campos cultivados e bosques. instigado pela análise das fotos das alterações na paisagem paulistana. local de moradia da maior parte da população. O trem carregado de carvão. Podem ser usadas como exemplos a paisagem que antecede a Revolução Industrial na Alemanha (1829). na Alemanha. provavelmente promovido pela chegada das indústrias. revolução industrial e atualidade Após o trabalho com o conceito de paisagem. alguns elementos sociais estavam fortemente conectados entre si: é o caso. transformado em área para pedestres. que 14 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Entretanto. em três tempos. em 1829. Observa-se um crescimento da mancha urbana. proponha um novo trabalho de leitura das paisagens. já que o trem circula sobre a ferrovia e transporta a energia necessária para o funcionamento das fábricas. A cidade é hoje dominada por edifícios modernos e por infraestrutura de circulação. A torre da igreja era destaque absoluto na paisagem. se você julgar conveniente. um sistema de transporte moderno presidido pelos automóveis conecta edifícios de trabalho. a mancha urbana expandiu-se e as edificações modernas dominam a paisagem. os prédios sofisticados introduzidos no final do século XIX haviam cedido espaço para edifícios muito mais elevados. Leitura e análise de imagens essen: feudalismo. Na cidade de Essen da atualidade. do campo de cultivo e do arado. 1867 e na atualidade. onde eram cultivados os alimentos. a resultante da Revolução Industrial (1867) e a representativa da Alemanha na atualidade. em 1867.

as grandes concentrações urbanas são mais raras e dispersas. Na África e na América do Sul predominam países de fraca industrialização. a importância da memória na reconstituição da história das cidades. em seguida. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 3 AS PAISAGENS CAPTADAS PELOS SATÉLITES A Situação de Aprendizagem 3 permite reconhecer a importância do trabalho com imagens captadas por satélites. Para iniciar esta Situação de Aprendizagem. disponíveis no Caderno do Professor. em função de essas áreas serem as mais industrializadas e urbanizadas do mundo. fenômeno que se dispersa por boa parte do território. em seguida. Na África. partilhem as suas percepções. o significado das palavras desconhecidas. Leitura e análise de imagens A difusão desigual da intervenção humana na superfície do planeta É por meio das imagens captadas por satélites e de recursos gráficos de junção de suas partes que o planeta Terra pode ser visto em sua totalidade. por meio de exemplos. a Europa e o Japão apresentam a maior concentração de cidades.Geografia – 1o termo Volume 1 permitirá aos alunos perceberem. para auxiliar os alunos na tarefa de interpretação do texto. em aula dialogada. esporte de massa. redigirem um pequeno texto explicativo do significado das seguintes expressões: mapa afetivo da cidade. solicite que busquem. Leitura e análise de textos A importância da memória na reconstituição da história das cidades Propõe-se que os alunos sejam convidados a ler em voz alta parte do texto Memória e sociedade: lembranças de velhos. para. de Ecléa Bosi. sugere-se que a discussão seja conduzida com base nas respostas esperadas para essa atividade. Após a leitura. A foto noturna permite que se perceba que os Estados unidos. para a classe e que. permitindo-nos visualizar as marcas da intervenção humana sobre a superfície de todos os continentes. pois admitem diversas interpretações. nos quais 15 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Instigue os alunos a observar a imagem Planisfério: imagem noturna de satélite. em 360º. ou seja. a comparar as duas formas de representação. Contudo. com o auxílio de um atlas. você explique o que são satélites. esporte popular. especulação imobiliária e fisionomia da cidade. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Essas expressões não possuem um significado único. no dicionário. resultante de imagens captadas por satélites à noite e. como as imagens são captadas e para o que elas servem. professora de psicologia social da uSP. na América do Sul e na Oceania. em seguida. sugere-se que.

a imagem representa uma escala regional. a montagem das tomadas resultou em um trabalho na escala mundial e. em áreas recobertas pelas florestas equatoriais. na escala nacional. a maior parte localiza-se nas bordas da Amazônia e no centro da África. no norte da África e na Rússia. por isso são considerados estratégicos. No caso da escala geográfica. em grande parte. 16 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Analise com eles que. Quanto às queimadas. é possível considerar a abrangência da análise de um fenômeno na escala mundial. Já a escala cartográfica estabelece uma relação proporcional entre as distâncias lineares no mapa e as distâncias correspondentes na realidade. definindo-se a porção de um território ou de uma realidade a ser percebida ou analisada. neste caso.Geografia – 1o termo Volume 1 a população urbana se concentra em um número reduzido de cidades. regional ou local. como frio extremo. prática muito comum nessas áreas. Tal ocorrência permite uma discussão sobre a necessidade de preservação dessas áreas e de uma fiscalização mais efetiva para impedir o desmatamento e a importância de se alterar a forma de limpeza do terreno com fogo. Fatores naturais. A maior concentração urbana localiza-se nas proximidades do litoral. a ausência de grandes concentrações urbanas pode também ser explicada por fatores de ordem natural. Esses recursos são usados para a geração de energia. dominada pela vegetação natural. A partir desse comentário. pela Floresta Amazônica. também explicam a escassa concentração populacional nas altas latitudes. nos dois casos. como a presença de desertos. No caso dessa imagem. sem que o confundam com o de escala cartográfica. esse conceito pressupõe o recorte que se faz para dividir o espaço. conduza a explicação para que compreendam o significado do conceito de escala geográfica. como forma de desenvolver a percepção do espaço geográfico contemporâneo em todas as suas dimensões. É possível distinguir na imagem a existência de grandes concentrações urbanas no Estado de São Paulo. as imagens foram obtidas por satélites e que. Leitura e análise de imagens A difusão desigual da intervenção humana no Brasil Converse com os alunos sobre quais são as diferenças perceptíveis entre a imagem Brasil: imagem noturna de satélite e a trabalhada na atividade anterior. no caso anterior. observa-se que o Brasil apresenta maior concentração de cidades na região Sudeste. assim como perceber que a região Norte registra um número menor de grandes concentrações urbanas. A imagem revela também que o fenômeno urbano é fortemente disseminado no território do Japão e que a maior parte dos poços de extração de petróleo e gás natural localiza-se no Oriente Médio. pois ainda é. Na Oceania. onde se situam quase todas as capitais. ou seja. Dessa forma.

conduza o trabalho de análise e diferenciação das imagens. Inicie pela diferenciação ou similaridade entre as imagens. por quadrados pretos. o traçado das rodovias. conforme seu tamanho. portanto. Também são visíveis as redes de transportes. Peça aos alunos que observem com atenção as imagens e convide-os a levantarem hipóteses sobre o que cada uma representa. propõe-se o desenvolvimento de atividades de leitura e análise de mapas e imagens de satélites. As menores são representadas por bolinhas pretas. Leitura e análise de imagem os mapas e as imagens de satélite Propõe que esta Situação de Aprendizagem seja iniciada por meio da análise das imagens Eixo Rio de Janeiro-São Paulo: foto de satélite e Eixo Rio de Janeiro-São Paulo: mapa. juntamente com as projeções cartográficas. Em seguida. os mapas temáticos. caberá a você identificar no mapa elementos representativos da localização de fenômenos espaciais como. A partir dos comentários realizados em sala. com o auxílio das questões propostas nesta seção. deve acompanhar todas as etapas da escolaridade básica. Espera-se que os alunos percebam que as duas imagens representam a mesma área com recursos diferentes e que a escala de ambas as representações é a mesma. duas grandes metrópoles. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 1 O MuNDO E SuAS REPRESENTAçõES Nesta Situação de Aprendizagem. A partir das noções fundamentais de orientação relativa e de localização espacial. instrumentos indispensáveis para o entendimento dos fenômenos espaciais Em decorrência do tempo disponível para a conclusão do 1o termo.Geografia – 1o termo Volume 2 oRIentAçÕeS PARA o PRoFeSSoR VOLuME 2 A cartografia é certamente um dos principais alicerces do ensino de Geografia e. Esses são os principais elementos a serem observados durante esta primeira parte da análise 17 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . a fim de que os alunos reconheçam suas diferenças e identifiquem neles elementos adequados à gestão pública dos lugares. São visíveis as cidades representadas por diversos símbolos. foi suprimida a Situação de Aprendizagem 4. Peça para descreverem os objetos naturais e sociais apresentados em ambas. serão trabalhados no 4o termo. deve-se ampliar o escopo da aprendizagem por meio da compreensão das técnicas cartográficas e da linguagem dos mapas. em especial as rodovias. representativas do mesmo segmento da região Sudeste. solicitando aos alunos que registrem as ideias nos espaços disponíveis no Caderno do Aluno. assim como distinguir áreas representativas da ocupação humana das que ainda se encontram livres da ação antrópica. por exemplo. uma vez que seus conteúdos. as maiores.

formado pelo “caminho” do Sol do Leste. um rio (Rio Paraíba) e diferentes situações espaciais. Para começo de conversa orientação relativa Nesta etapa inicial. pergunte aos alunos se as imagens de satélites podem ser utilizadas em substituição aos mapas. Portanto. propõe que sejam analisados alguns fenômenos como a posição da Terra no universo. Na imagem de satélite. oralmente. segundo a imagem. ao nascer. sugere-se que. nas quais. estão representadas por quadrados pretos e têm as redes de transportes convergindo para elas. As questões propostas no Caderno do Aluno podem nortear esse percurso de estudo. sejam levantados os conhecimentos prévios dos alunos a respeito dos movimentos de rotação e de translação da Terra. Ela não dá solavancos. São Paulo é maior que o Rio de Janeiro. Em seguida. Para concluir a atividade. Trata-se de São Paulo e do Rio de Janeiro. na verdade. os alunos serão convidados a reconhecer e aplicar noções de localização relativa e absoluta. ao se pôr. além das metrópoles. bem como sobre os procedimentos de localização relativa. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 2 ORIENTAçãO RELATIVA: A ROSA DOS VENTOS Nesta Situação de Aprendizagem. por meio de imagens. a movimentação aparente do Sol na abóboda celeste e os pontos cardeais e colaterais. espera-se que os alunos compreendam como ocorrem esses fenômenos e quais são as influências que exercem no cotidiano das pessoas. de forma a desenvolver a capacidade de determinar a posição de um lugar em relação a outro. é a Terra que está se movimentando. As observações dos alunos precisam considerar os seguintes aspectos: 1. No mapa. Nesta sondagem inicial. o tamanho do planeta e o nosso tamanho (e o tamanho do que é produto da ação humana). Na imagem de satélite. essas informações não são apresentadas. fenômenos que serão tratados nas próximas atividades. as consequências desses movimentos. rodovias etc. em função das grandezas envolvidas. estão selecionados alguns elementos que se quer evidenciar (cidades segundo seus diversos tamanhos. que ela é estática. Por isso. é que realmente a Terra está parada.). quando. alternando áreas naturais e modificações feitas pelo ser humano. nem se vê coisas passando em seu movimento. A impressão que se tem. as duas metrópoles aparecem em áreas bem marcadas por uma tonalidade roxa. por sua vez. ao Oeste. nos dá a impressão de o movimento ser do Sol. É possível notar. retome o mapa e a foto de satélite do eixo Rio de Janeiro-São Paulo. que são bem visíveis. os movimentos de rotação e translação. Peça que destaquem oralmente outros elementos ainda não citados e perceptíveis nas duas formas de representação cartográfica e que façam sugestões sobre a importância desses dados para a administração e gestão do território cartografado. aquele arco que se vê. 18 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 .Geografia – 1o termo Volume 2 Peça aos alunos para identificarem os elementos que compõem as regiões metropolitanas. Espera-se que os alunos percebam que são representações diferentes da mesma área. é importante que os alunos estabeleçam relações entre o movimento aparente do Sol e a orientação relativa.

porque se entende que espontaneamente todos têm essa percepção. diariamente. utilize as questões que acompanham a imagem como referência para o desenvolvimento da discussão. Por vezes não se insiste nisso. no sentido anti-horário. assim como Porto Alegre está ao sul. na realidade. Mapas servem para sedimentar a familiaridade dos alunos com os pontos cardeais. informe-lhes que a Terra também gira em torno de si mesma. Esse movimento é aparente. o Oeste. pois é lógico que Manaus está ao norte de qualquer cidade do Estado de São Paulo. na posição do aluno para quem a pergunta foi feita. Mas. pergunte-lhes se perceberam alterações da posição do Sol na abóboda celeste durante o dia. Se a janela do lado direito da classe. não é possível demonstrar se ele não perceber que o Sol muda de posição. A resposta deve estar vinculada à localidade onde se está. Explique aos alunos que. que se completa em 23 horas e 56 minutos. indiquem uma referência que possa ser reconhecida por todos. o lado contrário. não importa essa questão. Leitura e análise de imagem Movimentos de rotação e translação É fundamental que os alunos compreendam que o movimento do Sol é aparente. Esse pode parecer um exercício muito fácil. realizando o movimento de rotação. esse lado é o Leste. Esse giro é chamado movimento de translação e se completa em um período de 365 ou 366 dias. Leitura e análise de imagem Movimento aparente do Sol Inicie pela observação da imagem Movimento aparente do Sol. mas surpresas podem aparecer. e possível enxergar o Sol “levantar-se” num lado do horizonte. É interessante que você estimule essa observação e que os alunos. É uma aparência. 3. Por isso. Deve-se proceder do mesmo modo em relação ao ponto onde o Sol se põe. Isso vai permitir verificar se todos da classe estão percebendo da mesma maneira. na direção do morro tal. e atrás. que nem sempre é óbvia e precisa ser estimulada.Geografia – 1o termo Volume 2 2. Mas. 19 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Trata-se do movimento aparente do Sol. Por exemplo: o Sol nasce do lado direito da escola. percorrer uma trajetória pelo céu e “esconder-se” do outro lado do horizonte. O movimento aparente do Sol é uma referência que permite identificarmos os pontos cardeais. e isso deve ser demonstrado ao estudante. é necessário que compreendam que a sucessão do dia e da noite relaciona-se a outro movimento. não é o Sol que gira em torno do planeta Terra. o que é um engano. A discussão sobre o que se movimenta para essa mudança de posição vem em segundo lugar. Não é possível permitir que os alunos fiquem sem essa percepção. para que não levem para frente nenhum desconhecimento a respeito. o de rotação. O preferível é que haja referência às cidades próximas. Além disso. nesse momento. mas o planeta Terra é que gira em torno do Sol. estiver voltada para onde nasce o Sol. O que importa é perceberem que o Sol fica em diversas posições durante o dia. Dessa forma. à frente fica o Norte. como se sabe. ao notarem onde o Sol nasce. o Sul. Não há problema que os alunos consultem mapas. e que.

é chamado de Oeste ou Ocidente. é preciso usar referências. o que vai fazer com que os ângulos dos raios solares estejam mais próximos de 90º e isso significa mais energia calorífera. A trajetória do Sol na abóbada celeste é a mais importante entre essas referências. é verão naquele Hemisfério e inverno no Hemisfério Sul. o Sol parece “nascer” sempre do mesmo lado do horizonte. Esses quatro pontos são chamados pontos cardeais. Trata-se do movimento de translação. está menos projetado em relação ao Sol. nas diversas posições. Assim. A figura mostra também que a Terra se movimenta em torno do Sol. Esse lado é chamado de Leste ou Oriente.Geografia – 1o termo Volume 2 Devido ao movimento de rotação. se uma pessoa de pé estender seu braço direito para onde o Sol nasce. ou seja. ao estender o braço esquerdo na direção oposta. será dia e. novo ano. O lado do horizonte. Por isso. Para determinar a posição relativa de um lugar. da Terra em relação ao Sol. os polos Sul e Norte e as posições Leste e Oeste. o Hemisfério Sul é o que está mais exposto ao Sol e. A partir da identificação do Leste e do Oeste. os raios solares chegam num ângulo mais inclinado e isso vai significar menos energia calorífera. a Terra fica com uma parte de sua superfície voltada para o Sol. fica fácil localizar o rumo do Norte e do Sul. Essas diversas posições durante o ano. Assim. Como mostra a imagem Posição do Sol. Solicite aos alunos que descrevam a figura. o Sul. peça para identificarem o movimento da Terra apresentado na imagem Movimento de translação. ou seja. nesse momento. do ponto de vista de todos os observadores situados na Terra. nessa imagem. A partir dessa observação. explicam-se as outras estações do ano. por meio do qual a Terra gira em torno do Sol. na posição do dia 21 de junho. parece que é o Sol que está se movimentando no céu. você poderá diagnosticar se eles conhecem os pontos cardeais e colaterais e se estão aptos a desenvolver a atividade solicitada na sequência. A distribuição diferenciada dessa energia resultará nas chamadas estações do ano. onde o Sol parece “se esconder”. Quando a região não iluminada começar a ficar de frente para o Sol (o que corresponde à visão que se tem do Sol nascendo). os mapas servem para definir a posição dos lugares na superfície da Terra. a posição de um lugar em relação a outro. É importante que os alunos se recordem de que o movimento de rotação se realiza no sentido anti-horário. Leitura e análise de imagem os pontos cardeais e a rosa dos ventos Entre outras funções. será noite. à sua frente estará o Norte e às suas costas. que. considerando o sentido dos movimentos representados. o que é perceptível pelas setinhas desenhadas para indicar o percurso da Terra. num dado momento. com seu eixo inclinado. explicam as diferentes intensidades da chegada de energia calorífera nos dois hemisférios latitudinais da Terra (o Sul e o Norte). estará apontando para Leste. Com essa mesma lógica. a Terra está com o Hemisfério Norte projetado em direção ao Sol. noutro. Trata-se de um movimento anti-horário (ao contrário do movimento dos ponteiros de um relógio). percorrendo uma trajetória que vai do nascente até o poente. O movimento de translação leva 365 dias e algumas horas para se completar e iniciar nova sequência. na parte que não estiver recebendo a luz solar. estará começando o dia ali. Ao girar sobre seu próprio eixo durante o período das 24 horas. Peça aos alunos que observem. no sentido inverso ao movimento dos ponteiros do relógio. 20 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . para um observador na superfície. Nessa região do planeta. na imagem Movimento de rotação. Ajude-os a perceber que. Assim. ou seja. ao amanhecer. Em continuidade. estará indicando para Oeste. é o Hemisfério Norte.

. apenas ligeiramente achatada nos polos. Isso acontecia por causa da curvatura da Terra. partindo da observação de que os navios “desapareciam” no horizonte ao se afastarem do litoral. A rede de coordenadas geográficas. Os círculos descritos pelos paralelos são tanto menores quanto mais se afastam do Equador para o Norte ou para o Sul. chamados de coordenadas geográficas. isto é. nos polos Norte e Sul. Explique aos alunos que. formada pelos paralelos e 21 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . o nosso planeta é uma esfera quase perfeita. descrevem semicírculos de mesmo tamanho. Pode-se também traçar círculos paralelos e perpendiculares a essa linha divisória. e 180º. As latitudes variam entre 0º. Sendo uma esfera. Assim. a Terra pode ser dividida em duas metades a partir de uma linha divisória (uma ao norte e outra ao sul). no meridiano oposto. esse deslocamento. o meridiano que passa sobre o Observatório de Greenwich foi escolhido como referência para o cálculo da longitude. Leitura e análise de imagem Coordenadas geográficas Converse com os alunos e explique que. como principal referência. Leitura e análise de imagem A curvatura da terra Sugere-se que seja utilizada a imagem Navios desaparecendo na linha do horizonte como ponto de partida para a compreensão histórica da esfericidade da Terra e de como o filósofo grego Pitágoras chegou a essa conclusão. Todos os meridianos são iguais. e com o sistema de fusos horários. Pitágoras concluiu que a Terra era uma esfera. minutos e segundos. As linhas imaginárias paralelas ao Equador descrevem círculos chamados de paralelos.Geografia – 1o termo Volume 2 Em seguida. isto é.C. no século VI a. de fato. as longitudes variam entre 0º. e o Meridiano de Greenwich divide o planeta nas metades Leste e Oeste. O Equador é a linha imaginária que divide a Terra em duas partes iguais (Norte e Sul). denominado coordenadas geográficas. essa distância é medida em graus. na linha do Equador. No século XIX. Os meridianos são linhas imaginárias que descrevem semicírculos e se encontram nos polos. de modo a perceberem que a localização de um lugar em relação a outro tem. para Leste e para Oeste. e 90º. sugere-se que os alunos elaborem uma rosa dos ventos no caderno e estabeleçam a relação entre os pontos cardeais e a movimentação aparente do Sol na abóboda celeste. no Meridiano de Greenwich. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 3 AS COORDENADAS GEOGRÁFICAS Esta Situação de Aprendizagem trabalha com a localização absoluta dos lugares a partir de um sistema fixo de referências. Todos os pontos atravessados por um paralelo apresentam a mesma distância em relação à linha do Equador. possuem a mesma latitude. Devido ao formato da Terra.

Nesse último globo não estão todas as coordenadas geográficas. Faltam os paralelos. Há dois tipos de coordenadas geográficas: meridianos. uma medida angular em relação ao Meridiano de Greenwich. 6. O Equador é um dos paralelos. os meridianos são estabelecidos numa esfera. os alunos deverão apenas indicar quais são os hemisférios ou o meridiano principal. isto é. para efeitos de medida das latitudes. 5. como o nome diz. 22 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . será útil o estudante usar um objeto que faz parte do material escolar e que serve para medir os graus: o transferidor. que se dá numa figura geométrica que é a circunferência. 2. Uma circunferência possui 360º (esse º representa a unidade de medida “grau”). Estão apenas os paralelos. Todos eles possuem uma latitude. a soma das duas dá 360º. Para posicionar corretamente os paralelos indicados. 7. Acontece que as duas extremidades do paralelo estão contempladas. perpendiculares ao Equador. Os alunos deverão apenas escrever no interior da imagem os hemisférios Norte e Sul. 1. Essa linha é o Equador.Geografia – 1o termo Volume 2 meridianos. Qualquer meridiano divide a esfera em duas partes iguais. 3. indicando quais as suas coordenadas. e a metade “ de baixo” é o Hemisfério Sul. Isso explica os números e o uso das iniciais dos pontos cardeais. uma medida angular em relação à linha do Equador. o meridiano 0º. Diferentemente da marcação dos paralelos. mas um deles foi escolhido para ser o meridiano de referência. Isso dá 180º. que são linhas paralelas na circunferência. Peça aos alunos para responderem às questões desta seção. não se recomenda que os hemisférios sejam pintados. optou-se em se medir as latitudes a partir do Equador contando de 0º a 90º Sul e de 0º a 90º Norte. a diferença está no fato de que a grade de coordenadas não está completa. 9. As respostas esperadas são as seguintes: Nas questões 4 e 11. A palavra vem de equalis. e paralelos (que. O Equador corta a Terra em duas metades iguais. Porém. e uma longitude. os alunos terão condições de exercitar a localização de lugares predefinidos por você. conforme está no Caderno. logo. 8. A segunda figura representa apenas os paralelos e a terceira representa apenas os meridianos. Trata-se do Meridiano de Greenwich. Esses números indicam a posição do paralelo no interior da circunferência que representa a Terra. Em função da faixa etária dos alunos de EJA. a partir dessas indicações. estão paralelas ao Equador) 4. A imagem do globo cortado por linhas paralelas e meridianas poderá ser preenchida com os devidos números e. logo só estão representados os meridianos. Eles devem ser apenas indicados. que corta a Inglaterra. A metade “ de cima” é o Hemisfério Norte. que significa igual. São semicírculos de polo a polo e um conjunto de dois meridianos opostos que constituem um círculo inteiro. Em relação à primeira figura. São 180º a Leste (à direita) e outros 180º a Oeste (à esquerda). permite a localização de qualquer ponto da superfície da Terra.

Assim. a cada hora. de 24 de abril de 2008. 12. Para estabelecer a longitude de um ponto qualquer da Terra. Para acrescentar mais duas linhas de meridiano na posição correta. de Ocidente. a cada 23 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . ele gira 15o (360o ÷ 24 horas = 15º/h). nos fusos a leste de Greenwich. no Meridiano de Greenwich. o fuso horário. é preciso considerar o movimento de rotação da Terra. as horas são adiantadas em relação ao horário de referência mundial. ou seja. determinando-se a distância angular que define a longitude. como ocorreu recentemente no Brasil. é imprescindível que você faça a atualização dos atuais fusos brasileiros.mct. pode-se usar também o transferidor. Como já foi visto.br/>. Assim. Para calcular a diferença de horas entre um lugar e outro. nos fusos a oeste. Essa área é chamada de Hemisfério Oeste ou Ocidental (tecnicamente) e. Isso significa que. vigoram no Brasil três fusos horários. é preciso saber a hora exata naquele ponto e a hora exata no meridiano de referência. o nosso planeta realiza um giro completo (360o) em torno de si mesmo a cada 24 horas. Preenchendo os vazios do quadro: Direção no globo terrestre Demarca as metades Leste e Oeste Demarca as metades Norte e Sul Paralelos ao Equador Perpendiculares ao Equador Coordenada geográfica Greenwich Equador Paralelos Meridianos Localiza Hemisférios Oriental e Ocidental Hemisférios Sul e Norte Latitudes Longitudes Lição de casa Fusos horários I MOD FICA DA Além do trabalho com as coordenadas geográficas. se no Caderno do Aluno. Porém. De acordo com a Lei no 11 662. 2010).on. muitos países.horalegalbrasil. 11. fazem adequações nas distribuições de seus fusos horários.Geografia – 1o termo Volume 2 10. a fim de garantir informação atualizada aos alunos da rede pública de ensino. As informações deverão ser obtidas no site do Observatório Nacional (Disponível em: <http://www. enquanto que. a diferença entre o horário local e o horário de referência pode ser convertida em graus. apresente o mapa Fuso horário civil aos alunos e peça para observarem que. sugere-se que você explique aos alunos o funcionamento do sistema de fusos horários. Acesso em: 25 fev. as horas são atrasadas em relação ao horário de Greenwich. Portanto. a partir da zero hora de 24 de junho de 2008. em decorrência de interesses econômicos. o mapa Fuso horário civil ainda apresentar o Brasil com quatro fusos horários. popularmente. Neste ponto.

Dessa forma. e) Em Los Angeles (Estados Unidos). às 20 horas do dia 20 de junho. tendo-se como referência o Meridiano de Greenwich. Além das questões propostas no Caderno do Aluno. diminui-se uma hora. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Confira as respostas esperadas para esta atividade no Caderno do Professor. as horas estão adiantadas em relação a Greenwich. Em direção ao Oeste. peça que indiquem no mapa o local onde se encontra a cidade em que moram. para que. em duplas. mas também a sua latitude. a ser realizada na África do Sul. um elemento motivador para essa tarefa será identificar as diferentes horas no mundo durante a Copa do Mundo de 2010. Depois. Cruzando esses dois elementos chega-se à posição exata de um ponto qualquer. será às 3 horas do dia 21 de junho. 2. o jogo será assistido às 17 horas do dia 20 de junho. Cálculo do horário dos jogos da Copa do Mundo. Propõe-se ainda que esse mesmo mapa seja utilizado para resgatar a localização absoluta e relativa dos lugares trabalhados até agora. Definir qual a longitude desse ponto. d) Em Sidney (Austrália). sugira outras cidades e 24 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Pesquisa em grupo MOD IFIC ADA Localização absoluta de cidades brasileiras Caso haja tempo. 4. eles respondam às questões propostas. as horas estão atrasadas em relação a Greenwich. 3. c) Na Cidade do México. b) Em Nairobi (Quênia). isso corresponde a 15º de diferença de longitude. será às 11 horas do dia 20 de junho. será às 9 horas do dia 20 de junho. peça para realizarem os exercícios apresentados no Caderno do Aluno. a cada 15o a oeste.Geografia – 1o termo Volume 2 15º a leste aumenta-se uma hora. sugere-se que você apresente para os alunos o mapa Brasil: político. como reforço ao trabalho com as coordenadas geográficas. 5. Se a diferença em relação a Greenwich for de uma hora. São esperadas as seguintes respostas: 1. os alunos poderão estabelecer em que hora os jogos passarão em outras partes do mundo. Em direção ao Leste. a) Em Londres (Inglaterra). Para que os alunos apliquem o que foi exposto. e.

vale ressaltar que. espera-se que os alunos reconheçam a importância dos títulos. uma boa forma de apresentar aos alunos a importância do título é projetar os dois mapas seguintes. O primeiro mapa apresenta os limites entre os estados brasileiros e destaca as capitais e as principais cidades do país. solicitando algumas identificações e estabelecendo relações entre a legenda e o que se quer encontrar no mapa. Seu título poderia ser Mapa físico do Brasil. A ideia central a ser trabalhada nesta 25 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . o título. os dois mapas e peça para destacarem os significados das legendas que os acompanham. de maneira sucinta. conforme disposto na legenda. elas servem para diferenciar os limites de cada unidade federativa. você poderá conversar com os alunos a respeito das semelhanças e diferenças entre os mapas Brasil: político e Brasil: físico. quais foram os fenômenos da realidade selecionados para serem nele representados.Geografia – 1o termo Volume 2 peça que deem a localização relativa desses lugares em relação ao local onde se encontram. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 4 OS ATRIBuTOS DOS MAPAS Esta Situação de Aprendizagem tem por objetivo fazer com que os alunos reconheçam as regras básicas da representação cartográfica como o significado das cores. Como se sabe. tais como as redes hidrográficas e as principais formas e acidentes do relevo. Quanto ao uso das cores. representam as cotas altimétricas. indicando os pontos cardeais ou colaterais correspondentes. no mapa Brasil: político. todo bom mapa deve apresentar um título que informe. Leitura e análise de imagem MOD IFIC ADA o título e a legenda nas representações cartográficas Para iniciar esta atividade. O segundo mapa destaca alguns aspectos da natureza brasileira. Nessa conversa. enquanto. Leitura e análise de imagem A escala nas representações cartográficas I MOD FICA DA Outro atributo fundamental em um mapa é a escala. novamente. representando a mesma porção da superfície terrestre (o território brasileiro) e utilizando a mesma escala. das legendas e da simbologia das cores em cada uma das representações. Seu título poderia ser Mapa político do Brasil. no mapa Brasil: físico. As questões propostas no Caderno do Aluno podem nortear esse percurso de estudo. a legenda e a escala de um mapa. Considere. solicitandolhes o título mais adequado para cada um deles. Ela estabelece a correspondência entre as distâncias representadas e as distâncias reais da superfície mapeada. A legenda é o quadro que explicita o significado dos símbolos e grafismos utilizados no mapa.

a região metropolitana de São Paulo está representada nos dois mapas. pois nesse o território da área em questão foi menos reduzido. O segundo mapa. que indica diretamente a relação entre as distâncias no mapa e as distâncias correspondentes na realidade. quer dizer foi mais reduzido. é possível medir a distância entre os lugares sem ter que recorrer a cálculos matemáticos. O numerador é sempre o número 1. É importante observar com os alunos que. quando se representa uma superfície relativamente pequena. Na sequência. solicite aos alunos que respondam às questões relacionadas aos mapas Brasil: regiões metropolitanas. é preciso usar uma escala pequena. em uma escala 1:1 000 000 (lê-se 1 por 1 milhão).Geografia – 1o termo Volume 2 etapa é aquela segundo a qual é preciso reduzir as distâncias reais para se poder representar uma cidade. diferenciando-as quanto à forma. para as quais são esperadas as seguintes respostas: 1. para melhor compreensão da importância da escala em um mapa. Em relação à escala numérica. porém ressaltando que o conteúdo é o mesmo. Com ela. a superfície representada foi reduzida mil vezes. 26 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Espera-se que os alunos entendam que. Não. existem um numerador e um denominador. Assim. 3. permite visualizar as regiões metropolitanas na extensão do Brasil. quanto maior é o denominador. Sugere-se que sejam apresentados exemplos de escala numérica e de escala gráfica. 5. 2. uma região ou o mundo inteiro em um mapa. A escala do mapa Brasil: regiões metropolitanas é pequena demais para representar esse tipo de detalhe. mas apenas no segundo (Região metropolitana de São Paulo) constam os municípios que a compõem. Porque somente num mapa dessa escala é possível registrar detalhes dessa extensão. a superfície representada foi reduzida 1 milhão de vezes. Por outro lado. Região metropolitana de São Paulo. pois mais vezes as distâncias reais foram reduzidas para serem representadas no papel. é possível utilizar uma escala grande. as distâncias reais devem ser reduzidas milhões de vezes. por exemplo. mas. com isso. Em uma escala 1:1 000 (lê-se 1 para mil). não seria possível. para a elaboração de um planisfério. O primeiro mapa seria o mais adequado (Brasil: regiões metropolitanas). Sim. 4. quando a superfície a ser representada for muito grande. 2005 e Região metropolitana de São Paulo. Ele possui escala menor. A escala gráfica é uma linha horizontal dividida em centímetros. é importante esclarecer que se trata de uma operação de divisão e que. portanto. Por exemplo. enquanto o denominador varia de acordo com a redução realizada. menor é escala do mapa.

considerando as atividades que os envolvem. arroz beneficiado. Para a disciplina de Geografia. quem vive e trabalha no campo utiliza produtos industrializados. de forma a reconhecerem as interações que se estabelecem nas cadeias produtivas. na atualidade. produzindo arranjos territoriais de acordo com os seus interesses. assim como os estabelecimentos rurais consomem. De acordo com essa categoria. 27 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . para. deixando o de circuitos espaciais da produção para o Ensino Médio. ao se organizarem no espaço. tais como sítios e fazendas.Geografia – 1o termo Volume 4 oRIentAçÕeS PARA o PRoFeSSoR VOLuME 4 Este Caderno prioriza especialmente a abordagem das atividades econômicas com o objetivo de que os alunos compreendam a atuação das diferentes cadeias produtivas na transformação e na produção do espaço geográfico contemporâneo. macarrão. Os exemplos mencionados devem ser anotados na lousa. você poderá conduzir essa reflexão solicitando exemplos de produtos alimentícios industrializados. Leitura e análise de esquema Cadeia produtiva A seguir. privilegiou-se o desenvolvimento do conceito de cadeia produtiva. indicando de onde vieram. sugere-se que você discuta com os alunos o esquema Relações entre os diferentes tipos de atividades econômicas. leite pasteurizado. pergunte aos alunos quais são as matérias-primas utilizadas em sua produção. se as pessoas e os setores que produzem as matérias-primas e que se encontram no campo também consomem produtos industriais. o conceito de cadeia produtiva insere-se na categoria dos circuitos espaciais da produção elaborada pelo geógrafo Milton Santos. tratores e fertilizantes industrializados. analisarem a relação existente entre os mesmos. Pergunte-lhes. os sistemas produtivos resultam de um conjunto específico de circuitos espaciais. mobilizam os mais diversos agentes. como sucos de frutas. óleos etc. Considerando a etapa em que os estudantes se encontram. em seguida. Em seguida. Para começo de conversa Produtos industrializados e suas matérias-primas Conforme sugere a atividade. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 1 OS SETORES DA ECONOMIA E AS CADEIAS PRODuTIVAS Nesta Situação de Aprendizagem os alunos serão convidados a diferenciar e compreender as formas de organização econômica das sociedades a partir do reconhecimento dos setores da economia. orquestrados por uma gama de grandes empresas que. em seguida. Espera-se que os alunos destaquem que. por exemplo. Dê alguns exemplos. Espera-se que mencionem que as matérias-primas foram produzidas em estabelecimentos rurais. relacionando-o às respostas da atividade anterior.

• O setor primário é composto pela agricultura. Explique aos alunos que a economia moderna comporta enorme quantidade de atividades econômicas. como assinala a alternativa a. os alunos estudarão o conceito de cadeias produtivas. • O setor secundário é composto pelas atividades industriais. as tecnologias sofisticadas e a automação reduziram a necessidade de trabalhadores. de modo a que eles entendam a interdependência entre a cidade e o campo. na forma de uma aula dialogada. Espera-se que os alunos percebam que o continente africano.).Geografia – 1o termo Volume 4 Com base no esquema. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 2 A CADEIA PRODuTIVA DA LARANJA Após compreenderem de que forma estão estruturados os setores da economia e a relação entre a produção do campo e a da cidade. em todos esses países. beleza e higiene pessoal. proponha aos alunos que analisem o mapa Mundo: população ativa no setor primário e respondam a primeira questão a ele relacionada. a Ásia Meridional. a maior parte da população trabalha no setor terciário. pelo transporte e pela administração pública. saúde. pois a força de trabalho humano foi largamente substituída pela força das máquinas. reforçando a ideia das relações entre os diferentes setores da economia. Lição de casa A relação campo-cidade MOD IFIC ADA Analise com os alunos o esquema apresentado na questão. • O setor terciário é composto pelas atividades de comércio. que podem ser agrupadas em três grandes setores. Em seguida. Por isso. Leitura e análise de mapa Setores da atividade econômica MOD IFIC ADA Nesta atividade apresente a divisão entre os três setores da atividade econômica. vegetal e animal). 28 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . o Sudeste Asiático e a China são as regiões do mundo que exibem maior porcentagem de trabalhadores no setor primário da economia. uma série de atividades econômicas relacionadas pelas quais passa a matéria-prima antes de se tornar um produto industrial a ser consumido. Também na indústria. também é possível construir junto com os alunos o conceito de cadeia produtiva. pela pecuária (criação de animais) e pelo extrativismo (mineral. pela prestação de serviços (educação. Nos países ricos. serviços de manutenção doméstica e predial etc. uma parcela pequena dos trabalhadores está empregada no setor primário. considerada indústria de extração mineral. ou seja. pela construção civil e pela mineração de grande porte.

sugere-se a realização de uma aula expositiva fundamentada no esquema Brasil: cadeia produtiva da laranja. Lição de casa MOD IFIC ADA A produção de laranja no Brasil Em seguida. Leitura e análise de mapa A produção de laranja em São Paulo De posse da informação sobre a importância de São Paulo na produção nacional de laranja. tornando-se exemplo consistente para se construir com os alunos o conceito de agroindústria.Geografia – 1o termo Volume 4 O exemplo inicial será o da cadeia produtiva da laranja – sua produção. Com base nessas informações. 2003. Para isso. você poderá construir na lousa uma linha do tempo. Itapetininga. explicando-lhes que as condições naturais do solo são menos adequadas ao plantio nessa região. Matão. Ajude os alunos a perceberem que a principal região produtora de laranja no Brasil é o interior do Estado de São Paulo. Tambaú e Mogi-Guaçu. Entretanto. aproveite as informações disponíveis no Caderno do Professor. Itápolis. 2003. proponha a atividade de leitura de mapa Brasil: produção de laranja. Trata-se de um exemplo significativo das relações existentes entre os diferentes setores da economia e que possibilitará também aos alunos reconhecerem a interdependência entre campo e cidade. sugere-se a apresentação e a interpretação do mapa São Paulo: produção de laranja. setor que envolve diferentes etapas responsáveis por integrar cada vez mais a agricultura à indústria e vice-versa. 1999. destacando que os maiores produtores são os municípios de Bebedouro. e que nenhum município litorâneo do Estado figura entre os produtores de laranja. sintetizando a história da citricultura e da indústria de suco de laranja no Brasil. os alunos deverão analisar a geografia da produção na escala do Estado. Para que os alunos tomem contato com a história da expansão agrícola da laranja no Brasil. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Para planejar essa aula expositiva. existem regiões produtoras importantes no Rio de Janeiro e na Bahia. 29 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Você aprendeu? A cadeia produtiva da laranja MOD IFIC ADA A cadeia produtiva da laranja é uma das mais importantes da agroindústria paulista. seu processamento e sua distribuição.

tecidos sintéticos. remédios e todos os produtos de plástico. 30 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . brinquedos. A compreensão desses conceitos é importante para que os alunos consigam entender que as cadeias produtivas não apenas conectam os diferentes setores da economia. O petróleo. proponha que os alunos respondam às questões relativas aos gráficos Mundo: maiores produtores de suco de laranja. como pneus. 2008-2009. tubulações. 2008-2009 e Mundo: maiores consumidores de suco de laranja. é matéria-prima para os mais diversos produtos industrializados. os alunos estudarão nesta Situação de Aprendizagem outro exemplo de cadeia produtiva – a de extração de produtos naturais. 2008-2009. que utilizou minério de ferro como matéria-prima. por sua vez. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Confira as respostas esperadas para esta atividade no Caderno do Professor. sapatos. por sua vez. estão disponíveis no Caderno do Professor. por exemplo. seria oportuno que você explicasse os conceitos econômicos de bens de produção e bens de consumo. ou seja. tintas. Como recurso para a compreensão do conceito de cadeia produtiva que utiliza matérias-primas minerais. As indústrias de alimentos. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 3 A CADEIA PRODuTIVA DO SETOR AuTOMOBILíSTICO Após compreenderem a relação de interdependência entre campo e cidade. Para começo de conversa MOD IFIC ADA Cadeia produtiva no setor industrial Inicie a atividade perguntando aos alunos quais produtos naturais estão presentes na produção de um automóvel. Como primeiro passo. foi fabricado em uma siderúrgica. expressa na cadeia produtiva da laranja. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Textos de apoio. insumos agrícolas. mas também integram empresas que atuam dentro de um mesmo setor. processam produtos da agropecuária. com conceitos econômicos de bens de produção e bens de consumo. plantas e animais. produção de matérias-primas pelas indústrias de base ou de bens de produção e produção de bens de consumo propriamente ditos.Geografia – 1o termo Volume 4 Leitura e análise de gráfico Produção. consolidando uma enorme teia de relações entre diferentes indústrias e setores econômicos – a cadeia produtiva do setor automobilístico. exportação e consumo mundial de suco de laranja Para complementar o que foi exposto em aula. Mundo: maiores exportadores de suco de laranja. sugere-se a análise de uma das cadeias produtivas de maior envergadura. O aço que abastece as indústrias automobilísticas.

discuta com os alunos o esquema A cadeia produtiva dos automóveis e. Espera-se. No exemplo. sugere-se a divisão da classe em duplas para a leitura do texto disponibilizado na seção “Lição de casa” do Caderno do Aluno. 31 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . o crescimento da indústria de veículos repercute em um grande número de setores industriais que atuam como fornecedores. como tarefa complementar. neste exercício. por meio de aula dialogada. ajude-os a estabelecer todas as relações pertinentes entre os diferentes setores que a envolvem. destacando os diferentes setores envolvidos no processo de produção e comercialização dos automóveis e o problema enfrentado pelos fornecedores que dela participam. Proponha que estabeleçam relações entre o texto e o esquema relativo à cadeia produtiva do setor automobilístico. Lição de casa MOD IFIC ADA o mercado automobilístico no Brasil Ainda em sala de aula. que os alunos montem a teia de relações de interdependência que as indústrias estabelecem entre elas.Geografia – 1o termo Volume 4 Pesquisa em grupo Cadeia produtiva automobilística MOD IFIC ADA Como sequência.

Acesso em: 25 fev.br/akatu_ acao/publicacoes/consumo-consciente-na-escola>. publicado em parceria com a Fundação Itaú Social. esse programa permite uma fascinante viagem pelas paisagens do planeta Terra.com. Disponível em: <http://www. 141 min. As atividades propostas nesse guia.akatu. são bastante úteis na difusão de práticas de consumo consciente.google.Geografia – 1o termo PARA SABER MAIS Filme • Dersu Uzala. Conta com um acervo de imagens geradas por satélite que destacam diversos aspectos da ocupação do território brasileiro. o filme retrata diferentes modos de entendimento das relações do homem com a natureza.com. Programa de computador • Google Earth. Acesso em: 25 fev.br>. Disponível em: <http://www. Direção: Akira Kurosawa. Por meio da amizade entre um pesquisador e um caçador.br>. Consumo consciente na escola. 1975.inpe. Sites • Instituto Akatu. 2010. • Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Acesso em: 25 fev. 2010. em escalas diversas. Alimentado por imagens da NASA. 32 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . 2010. Disponível em: <http://earth.

Orientação relativa: a rosa dos ventos 2 3. A cadeia produtiva da laranja 3. Paisagem e memória 3. O mundo e suas representações 2. As coordenadas geográficas 4. revolução industrial e atualidade Leitura e análise de textos – A importância da memória na reconstituição da história das cidades Leitura e análise de imagens – A difusão desigual da intervenção humana na superfície do planeta Leitura e análise de imagens – A difusão desigual da intervenção humana no Brasil Leitura e análise de imagens – Os mapas e as imagens de satélite Para começo de conversa – Orientação relativa Leitura e análise de imagem – Movimento aparente do Sol Leitura e análise de imagem – Movimentos de rotação e translação Leitura e análise de imagem – Os pontos cardeais e a rosa dos ventos Leitura e análise de imagem – A curvatura da Terra Leitura e análise de imagem – Coordenadas geográficas Lição de casa – Fusos horários Pesquisa em grupo – Localização absoluta de cidades brasileiras Leitura e análise de imagem – O título e a legenda nas representações cartográficas Leitura e análise de imagem – A escala nas representações cartográficas Para começo de conversa – Produtos industrializados e suas matérias-primas Leitura e análise de esquema – Cadeia produtiva Leitura e análise de mapa – Setores da atividade econômica Lição de casa – A relação campo-cidade Você aprendeu? – A cadeia produtiva da laranja Lição de casa – A produção de laranja no Brasil Leitura e análise de mapa – A produção de laranja em São Paulo Leitura e análise de gráfico – Produção.Geografia – 1o termo QuADRO-RESuMO DAS SITuAçõES DE APRENDIzAGEM E ATIVIDADES SuGERIDAS Volume Situação de Aprendizagem Atividades Para começo de conversa – O conceito de paisagem Aprendendo a aprender – Paisagem e cotidiano Leitura e análise de imagens – São Paulo em quatro tempos Leitura e análise de imagens – Essen: feudalismo. Os atributos dos mapas 1. As paisagens captadas pelos satélites 1. Os setores da economia e as cadeias produtivas 4 2. A cadeia produtiva do setor automobilístico 33 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . exportação e consumo mundial de suco de laranja Para começo de conversa – Cadeia produtiva no setor industrial Pesquisa em grupo – Cadeia produtiva automobilística Lição de casa – O mercado automobilístico no Brasil 1. Leitura de paisagens 1 2.

os alunos serão levados a compreender e a aplicar conceitos relacionados à representação jurídica do território. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 1 FRONTEIRAS DA REPúBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Nesta Situação de Aprendizagem. tendo como ponto de partida a análise da representação do território brasileiro presente no imaginário deles. busca-se fazer com que os alunos identifiquem e consolidem os conceitos de limite e fronteira. fazer com que realizem a leitura de mundo por meio de um olhar escalar que parte da realidade brasileira em sua conexão planetária. oRIentAçÕeS PARA o PRoFeSSoR VOLuME 1 Neste primeiro Caderno. do Estado e da união. tendo por objetivo levar os alunos a aplicarem conceitos básicos da disciplina para compreenderem a dinâmica do espaço geográfico brasileiro. dessa forma. e tomando por base o mapa Brasil: divisão política. Como a atividade de sensibilização não atende ao público da EJA. tendo como foco o território brasileiro. de modo que os alunos o utilizem para indicar qual melhor representa o país. considerando a escala do município. sugere-se que seja desenhado na lousa o esquema que trata da forma geométrica do território brasileiro. Sensibilização A representação do território brasileiro Nesta Situação de Aprendizagem. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Consulte esse esquema na Etapa previa desta Situação de Aprendizagem. busca-se fazer com que os alunos identifiquem e consolidem os conceitos de limite e fronteira. Objetiva-se. Com base na escala 34 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . instigue-os a estabelecer a distância real entre os pontos mais distantes do território brasileiro.Geografia – 2º termo - Volume 1 2o termo O currículo de Geografia deste 2o termo aborda a Geografia do Brasil. Leitura e análise de mapas Desnaturalização do território brasileiro I MOD FICA DA A partir dessa primeira ideia. Também analisarão mapas representativos da expansão territorial do Brasil até o tempo presente. no Caderno do Professor.

html>. 2010. Rio Grande do Norte. Disponível em: <https://www. a distância Norte-Sul é de 4 394. 35 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . que propõe que eles extraiam as seguintes informações dos mapas: a) As unidades da federação brasileira são o Distrito Federal e os Estados: Amazonas. The world factbook. os 26 Estados. 2010).cia. que o Brasil estivesse “de cabeça para baixo”. Amapá. ou seja. Sergipe. Alagoas.gov/library/ publications/the-world-factbook/>. Acre. Acesso em: 25 fev. o estadual e o federal.gov. Paraná. apresente aos alunos uma tabela com os seis maiores países do mundo em extensão territorial. Espírito Santo. explicando-lhes que a República Federativa do Brasil é organizada em três níveis de poder: o municipal. Ceará. peça para localizarem no mapa Brasil: divisão política. Goiás. o que influenciaria acentuadas mudanças climáticas e na distribuição vegetal no Brasil.ibge. que os alunos imaginem que a distribuição do território fosse invertida no planeta. Em seguida. Maranhão. IBGE. instigando-os a refletir se o País apresentaria a mesma distribuição climato botânica. Mato Grosso do Sul. Tocantins. existem 645 municípios. suas respectivas capitais e o Distrito Federal.br/ibgeteen/pesquisas/geo/posicaoextensao. Paraíba. se isso fosse verdade. por meio de aula expositiva. Roraima. Mato Grosso. no Estado de São Paulo. solicite aos alunos que respondam à questão 2 desta seção. Minas Gerais. Rondônia. * Cf.7 quilômetros e a Leste-Oeste é de 4 319. conforme sugestão a seguir: Maiores países em extensão territorial (km2) Rússia Canadá China estados unidos Brasil Austrália *Extensão territorial – 50 Estados mais o Distrito de Columbia. Pará. 17 098 242 9 984 670 9 596 961 9 161 966* 8 514 877 7 741 220 Em seguida. Proponha.Geografia – 2º termo - Volume 1 do mapa (conceito aprendido no termo anterior). Acesso em: 25 fev. Concluirão que a distância* Norte-Sul é equivalente à Leste-Oeste. grande parte do território estaria localizada ao sul do Trópico de Capricórnio. peça para observarem o mapa São Paulo: divisão política. comparando-os com o Brasil. Rio de Janeiro. em seguida. Dando continuidade. dos quais os alunos deverão escolher três exemplos. Por fim. Piauí. b) Os Estados brasileiros são divididos em municípios e. Bahia. Pernambuco. Espera-se que eles infiram que. que o Brasil é um país equidistante. solicitando-lhes que apresentem exemplos extraídos dos mapas utilizados. ou seja.4 quilômetros (Disponível em: <http://www. Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São Paulo. peça para medirem com uma régua a distância entre os extremos Norte-Sul e Leste-Oeste e para verificarem a distância real aproximada. Fonte: Cia.

Geografia – 2º termo - Volume 1 SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 2 FRONTEIRAS PERMEÁVEIS Nesta Situação de Aprendizagem. Ou seja. A fronteira é orientada para fora (forças centrífugas).br/ibgeteen/pesquisas/geo/posicaoextensao. 2010. Essa ideia de fronteira como frente pioneira ou área de expansão em direção a territórios “vazios” ou “a conquistar” sempre foi muito forte no caso brasileiro. O limite é orientado para dentro (forças centrípetas). a emergência dos Estados nacionais no século XVIII e os processos de demarcação de terras coloniais associaram a fronteira à linha de divisa entre Estados vizinhos.gov. enquanto a fronteira configura uma zona de contato (fator de integração). identificando os países vizinhos do Brasil e destacando a maior fronteira terrestre e a localização das áreas de fronteiras permeáveis existentes no território nacional.html>. seria oportuno que você associasse o conceito de fronteira ao trabalho de leitura do mapa Brasil: cidades e vilas na zona de fronteira internacional. Com base nessa constatação. Sugere-se também que você apresente alguns dados acerca dos limites territoriais do Brasil. Acesso em: 25 fev. Contudo. porém definida juridicamente (fator de separação). assim como a extensão de suas fronteiras terrestres e marítimas. Assim. e no que foi apresentado em aula expositiva.Serra do Caburaí (Roraima) Arroio Chuí (Rio Grande do Sul) Ponta do Seixas (Paraíba) Serra da Contamana (Acre) Extensão das fronteiras brasileiras (em km) Fronteiras terrestres Fronteiras marítimas Total 15 719 7 367 23 086 Fonte: IBGE. 36 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . identificando os fatores político-econômicos que as envolvem. sinalizam para a margem do mundo conhecido ou habitado. diferentemente dos limites. a palavra limite tem sua origem no fim daquilo que mantém coesa uma unidade político-territorial. os alunos deverão aprofundar o estudo das fronteiras nacionais que. o limite é uma linha de separação abstrata.ibge. Disponível em: <http://www. conforme modelo a seguir: Limites territoriais do Brasil Ponto extremo Norte Ponto extremo Sul Ponto extremo Oeste Ponto extremo Lest e Nascente do Rio Ailã . As diferenças entre fronteira e limite são essenciais. Leitura e análise de imagens Zonas de fronteira Considere com os alunos que o termo fronteira é mais amplo e pode ser compreendido como a margem do mundo conhecido ou habitado.

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Espera-se que os alunos constatem que os únicos países que não fazem fronteira com o Brasil, na América do Sul, são o Chile e o Equador. No caso do Chile, historicamente a zona de contato por terra com o Brasil estabeleceu-se por meio da Argentina, tendo a cidade de Mendoza como ponto de apoio para a travessia da Cordilheira dos Andes. Observando o mapa, os alunos também poderão fazer referência ao Paraguai e à Bolívia. O Equador pode ser acessado pelo Peru e pela Colômbia. A maior fronteira brasileira na América do Sul é com a Bolívia. É uma fronteira permeável, com inúmeras interações. No sentido do Sul para o Norte, observam-se grandes cidades como Corumbá, Cárceres, Vilhena e Rio Branco, localizadas na faixa de fronteira. Há uma rodovia que liga Corumbá a boliviana Santa Cruz de la Sierra. Mais ao norte, podem ser observadas várias cidades-gêmeas, como Brasileia (Acre) e Guajará-Mirim (Rondônia). Deverão constatar também que o Paraná, com uma intensa ocupação na zona de fronteira, pois faz divisa com o Paraguai e a Argentina, possui inúmeras cidades nas zonas de contato e um intenso comércio com os países vizinhos.

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oRIentAçÕeS PARA o PRoFeSSoR VOLuME 2
As Situações de Aprendizagem deste Caderno propõem o trabalho com as várias formas de regionalização do território brasileiro. O tema das regiões brasileiras envolve diferentes olhares sobre a dinâmica do território permitindo, nesse percurso, o desenvolvimento de habilidades importantes como a de leitura e análise de gráficos, tabelas e mapas.

SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 1 AGRuPAMENTO REGIONAL DAS uNIDADES FEDERADAS
Nesta Situação de Aprendizagem, os alunos trabalharão as diferentes formas de regionalização do país, com destaque para as de fundamentação socioeconômica de caráter mundial, aplicadas no contexto brasileiro, referentes ao índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de países e cidades, elaborado pelo Programa das Nações unidas para o Desenvolvimento (PNuD).

Leitura e análise de mapa

MOD

IFIC

ADA

o Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil Sugere-se que você inicie o trabalho sobre os diferentes critérios de regionalização convidando os alunos a analisar a classificação proposta pelo Programa das Nações unidas para o Desenvolvimento (PNuD), da Organização das Nações unidas (ONu): o índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Caso os alunos não conheçam o IDH, é importante que você, para contextualizar o trabalho, apresente-o e explique como o PNuD classifica os países com base nesse indicador. Para tanto, em aula expositiva, informe os alunos que o IDH é composto por dados de três naturezas: • Educação: taxa de escolarização bruta; taxa de escolarização de adultos; • Saúde: esperança de vida ao nascer; • Renda: Produto Interno Bruto (PIB) per capita, ou seja, a soma de todos os bens e serviços produzidos durante o ano nos limites territoriais de um país, independentemente da origem dos recursos utilizados, dividida pelo número total da população. Aborde, também, que a escala do IDH varia de 0 a 1, sendo mais desenvolvido quanto mais próximo de 1 estiver o país, e que até 2007-2008 o PNuD classificava os países em três categorias de IDH, passando a utilizar quatro em 2009, como mostra o quadro a seguir:

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IDH
Muito elevado Elevado Médio Baixo

2007-2008 (dados de 2005)
– 0,800–1,000 0,500–0,799 0–0,499

2009 (dados de 2007)
0,900–1,000 0,800–0,899 0,500–0,799 0–0,499

Além disso, exponha aos alunos que o IDH é um índice (número) que permite indicar e comparar a qualidade de vida da população de 182 países (cf. PNuD, Relatório de desenvolvimento humano 2009) e também pode ser calculado para um Estado, um município ou uma região. Baseando-se no que foi exposto, peça aos alunos para observarem os mapas Índice de Desenvolvimento Humano dos Estados brasileiros, 2000 e Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios brasileiros, 2000, chamando a atenção para a legenda dos mapas. Observando os intervalos utilizados no mapa Índice de Desenvolvimento Humano dos Estados brasileiros, 2000, você poderá perguntar a razão da escolha de uma escala de cores (mais forte e mais fraca) na representação da pior situação e da melhor situação. Espera-se que os alunos associem as tonalidades mais fortes aos índices mais próximos de 1 e, portanto, indicativas de locais em situação melhor, enquanto as tonalidades mais claras indicam os piores IDH. Não será difícil os alunos perceberem que os melhores índices estão concentrados na região Sul, em parte da Sudeste e no Distrito Federal, e que os piores índices localizam-se no Nordeste, com destaque para Maranhão, Piauí, Paraíba, Sergipe e Alagoas. Ainda com base na leitura desse mapa, você poderá solicitar aos alunos que organizem os Estados brasileiros em quatro grupos com IDH parecido. Na análise desses agrupamentos, leve-os a perceber que esta é uma forma de regionalização em que há descontinuidade territorial, enquanto a divisão político-administrativa do Brasil, proposta pelo IBGE, considera a similaridade das características geográficas locais e a continuidade territorial para a definição das regiões brasileiras, como será estudado em uma próxima Situação de Aprendizagem. uma vez terminada essa análise, os alunos poderão ser convidados a observar o mapa Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios brasileiros, 2000. um alerta poderá ser bem-vindo: apesar de a base cartográfica apresentar a delimitação das unidades federadas do país, o mapa tem um maior detalhamento porque representa os índices por município. um caso interessante de ser observado é o do Estado de Minas Gerais. Você poderá solicitar aos alunos que comparem a situação dos municípios do sul de Minas Gerais e do Triângulo Mineiro com a dos municípios do norte do Estado. Espera-se que os alunos percebam o contraste existente em Minas Gerais. Enquanto os municípios do sul estão mais próximos da realidade paulista, as cidades do norte estão mais próximas da realidade nordestina, inclusive porque a região apresenta partes de sertão, havendo certa compatibilidade entre as condições físicas e sociais das áreas analisadas. Com base nessa conclusão, será possível também ressaltar a importância das diversas escalas em um estudo geográfico. Caso você ache necessário obter outros dados, sugere-se que você visite a página brasileira do PNuD na internet, na qual é possível adquirir uma cópia do programa Atlas do Desenvolvimento Humano do país e de algumas capitais brasileiras (Disponível em: <http://www. pnud.org.br>. Acesso em: 25 fev. 2010). 39

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Ao final, peça aos alunos que respondam às questões propostas na atividade, e que deverão ser corrigidas conforme proposto a seguir: 1. A escala monocromática é aquela que apresenta diferentes tons de uma mesma cor. Na imagem, são apresentados, por exemplo, sete tons de uma única cor, organizados em uma gradação, do mais escuro (esquerda) ao mais claro (direita). No caso específico do mapa, a escala monocromática foi escolhida porque se trata da representação de uma única variável: o IDH. Dessa forma, as tonalidades mais claras estão associadas aos menores índices, e, as mais escuras, aos maiores. A escolha intencional da escala monocromática em tons de azul para a elaboração dos mapas pode ser aproveitada para salientar aos alunos o fato de que nem sempre, na cartografia, essa cor é utilizada para a representação de superfícies aquáticas. No entanto, em função de variações na impressão, é possível que alguns dos mapas do Caderno do Aluno não saiam exatamente em tons de azul. Assim, é importante que você esteja atento à escala cromática dos mapas presentes nos Cadernos da sua turma para fazer a explanação adequada sobre o papel da cor na cartografia. 2. Com exceção do Distrito Federal, os melhores índices estão concentrados no Sul e Sudeste; os piores índices estão no Nordeste, especialmente no Maranhão, no Piauí, na Paraíba, em Sergipe e em Alagoas. Grupos
I (IDH acima de 0,778) II (IDH de 0,747 a 0,778) III (IDH de 0,706 a 0,746) IV (IDH abaixo de 0,706)

unidades da Federação
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Amapá Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará e Tocantins Acre, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas e Bahia

4. Espera-se que os alunos percebam o contraste existente em Minas Gerais. Enquanto os municípios do Triângulo Mineiro estão mais próximos da realidade paulista em termos de desenvolvimento humano, os municípios do norte estão mais próximos da realidade nordestina.

SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 2 REGIONALIzAçãO NO TEMPO E NO ESPAçO
Esta Situação de Aprendizagem objetiva comparar a primeira proposta de divisão regional oficial, de 1942, com a atual divisão regional do Brasil.

Leitura e análise de mapa
Divisões regionais do Brasil

I MOD

FICA

DA

Respaldado nas imagens Divisão regional do Brasil em diferentes épocas, Divisão regional do Brasil – Conselho Nacional de Geografia (1941) e Atual divisão regional do Brasil (IBGE), explique aos alu40

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Estabelece uma região Sudeste e uma região Sul semelhantes aos limites atuais. Constituição estadual (1989). enfatizando a que se consolidou em 1941 e a atual divisão regional. Minas Gerais. Criação do Estado de Tocantins e elevação dos territórios de Roraima e Amapá à categoria de Estado (1988). com Sergipe. estabelecendo as semelhanças e diferenças entre algumas das diferentes regionalizações. Critério de divisão com base na geografia humana. Extinção do Território de Fernando de Noronha (1988) e sua anexação ao Estado de Pernambuco. 41 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Mesmo número de regiões. Mesmo número de regiões. Élisée Reclus (1893) Estabelece como limite das regiões as fronteiras dos Estados. Insere São Paulo na região Sul. Minas Gerais. Critério de divisão com base na geografia física. São Paulo foi incluído na região Sul. com Rio de Janeiro. Inseriu São Paulo na região Sul e criou a região Leste. O critério de divisão tem como base a geografia física. Conselho Técnico de Economia e Finanças (1939) Estabelece como limite das regiões as fronteiras dos Estados. Bahia e Sergipe. Conselho Nacional de Geografia (1941) Estabelece como limite das regiões as fronteiras dos Estados. Rio de Janeiro e Espírito Santo. Bahia. Mesmo número de regiões. Espírito Santo. Inseriu Maranhão e Piauí na região Norte. Propõe-se usar o esquema a seguir. Estabelece uma região Leste. Adotou o princípio de zonas agrícolas. Modelo do quadro comparativo com possíveis respostas dos alunos Divisão regional André Rebouças (1889) Semelhanças com a atual Diferenças em relação a atual Divisão do país em dez regiões.Geografia – 2º termo - Volume 2 nos as alterações referentes às fronteiras dos Estados brasileiros no decorrer das diferentes propostas de regionalização. Atual divisão regional do Brasil IBGE 1990 Elevação de Rondônia à categoria de Estado (1981). Delgado de Carvalho (1913) Estabelece como limite das regiões as fronteiras dos Estados. Apresenta um número menor de regiões do que a anterior.

Após discussão. que considera a influência exercida pela acumulação de centros de ciência. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Confira as respostas esperadas para esta atividade no Caderno do Professor. 2. embora o acesso mais fácil seja a partir de Goiás. o Tocantins se assemelha mais a Goiás do que ao Pará. sugere-se também a resolução em aula das questões desta seção. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 3 OuTRAS FORMAS DE REGIONALIzAçãO Nesta Situação de Aprendizagem. em aula dialogada. As respostas esperadas são as seguintes: 1. os alunos trabalharão com outras formas de regionalização brasileira. Tocantins está conectado por meio de rodovias a Goiás e ao Pará. 1999. Pesquisa individual MOD IFIC ADA outro critério de regionalização do Brasil: o meio técnico-científico-informacional Sugere-se para esta Situação de Aprendizagem a análise do mapa Meio técnico-científico-informacional e as regiões do Brasil. de modo a levar os alunos a compreender os elementos que envolvem a definição do conceito de região concentrada apresentada nessa regionalização. tecnologia e informação no território nacional. desenvolvido pela equipe de pesquisadores coordenada pelo professor Milton Santos.Geografia – 2º termo - Volume 2 Lição de casa MOD IFIC ADA Critérios de regionalização: o exemplo do estado de tocantins Para finalizar esta etapa. 42 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . peça aos alunos que respondam às questões propostas. considerada a mais recente forma de regionalização do Brasil. como forma de retomada do que foi realizado na Situação de Aprendizagem. notadamente a apresentada pela equipe do professor Milton Santos. As questões propostas no Caderno do Aluno podem nortear esse percurso de estudo. Do ponto de vista das características da vegetação e da hidrografia.

as raízes saem diretamente do caule. a proposta versará sobre a possibilidade de se reunir em uma única Situação de Aprendizagem as habilidades de reconhecimento das características das paisagens naturais e as ações destinadas à conservação das mesmas. sugere-se a realização de uma aula expositiva. por sua vez. como ecossistemas. considerado um dos mais ricos do mundo. • As formações arbustivas. aproveite as informações disponíveis no Caderno do Professor. entre os quais se destacam os manguezais. propõe-se que os alunos diferenciem as características particulares da rica diversidade natural brasileira e reconheçam os fenômenos. comparando-as. utilizando como subsídio os mapas Brasil: ecossistemas. No ambiente dos manguezais. uma análise dos processos responsáveis pela degradação histórica de parte desse valioso patrimônio ambiental. As formações herbáceas são dominadas por espécies que não apresentam caule. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Para planejar essa aula expositiva. nos quais o caule é ramificado desde a base. considerados em diferentes classificações. também. Brasil: biomas e Brasil: domínios morfoclimáticos. procure também. Portanto. Propõe-se. merecem atenção especial as iniciativas voltadas à sua preservação e conservação. Aula expositiva Diferentes olhares sobre a diversidade paisagística brasileira Para iniciar o trabalho a respeito da enorme diversidade paisagística brasileira. informar aos alunos que as paisagens vegetais brasileiras. • Já as formações complexas mesclam características de todas as outras. 43 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . biomas e domínios morfoclimáticos. em geral. Além dos aspectos contemplados no Caderno do Professor. são divididas em três categorias: • As formações florestais são aquelas dominadas pelas presenças de árvores. são dominadas por arbustos.Geografia – 2º termo - Volume 3 oRIentAçÕeS PARA o PRoFeSSoR VOLuME 3 As Situações de Aprendizagem que compõem este Caderno estão focadas no estudo do patrimônio ambiental brasileiro. onde os solos são salinos e pobres em oxigênio. Em decorrência do tempo disponível destinado ao tema. além do rico acervo de imagens disponível nesta Situação de Aprendizagem do Caderno do Aluno. As formações litorâneas apresentam os mais diversos aspectos. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 1 AS GRANDES PAISAGENS NATuRAIS BRASILEIRAS Nesta Situação de Aprendizagem. ao longo da exposição. cujos caules formam um tronco que só começa a se ramificar bem acima do solo.

peça aos alunos para resolverem as questões da terceira seção “Leitura e análise de mapa”. Leitura e análise de mapa os biomas e os domínios morfoclimáticos brasileiros Em complementação à comparação realizada na aula expositiva entre os mapas Biomas. e Domínios morfoclimáticos. D 2. também relativas ao mapa Brasil: ecossistemas. 44 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . A 3. sem a necessidade de realizar os desenhos propostos nas questões. peça aos alunos para observem as imagens e classifiquem-nas conforme o ecossistema representado em cada uma delas. preenchendo a legenda que o acompanha. proponha a realização das atividades desta seção. Leitura e análise de imagem Paisagens naturais brasileiras Novamente.Geografia – 2º termo - Volume 3 Leitura e análise de mapa os ecossistemas brasileiros Após a aula expositiva. C 4. 1. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Confira as respostas esperadas para esta atividade no Caderno do Professor. disponível na seção “Pesquisa em grupo”. B Lição de casa MOD IFIC ADA Características dos ecossistemas Em seguida. peça aos alunos que realizem a atividade relativa ao mapa Brasil: ecossistemas. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Confira as respostas esperadas para esta atividade no mapa original publicado no Caderno do Professor. C 5.

no qual coexistem formações florestais tropicais e subtropicais. discutindo com os alunos os motivadores da devastação e suas possíveis consequências sociais e ambientais. transformadas pela ação humana. Leitura e análise de imagem outras formações vegetais Após todo esse percurso. ou seja. 45 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . que não foram consideradas no mapa Brasil: ecossistemas. seria oportuna a utilização do mapa Brasil: as modificações antrópicas como meio eficaz de análise da atual realidade ambiental brasileira. ao observarem as imagens das Matas de Araucária e Atlântica. No mapa Brasil: as modificações antrópicas. áreas que mesclam características das paisagens naturais adjacentes. identificando-as e estabelecendo comparações entre elas. uma grande parte desse ecossistema já havia se transformado em zona antropizada. que acompanha a faixa litorânea e avança pelo interior em alguns trechos. que se estende sobre os planaltos subtropicais do sul. os alunos devem destacar que ela pertence ao bioma Pantanal e que. mas que não pertencem ao mesmo domínio morfoclimático. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 2 AS FLORESTAS BRASILEIRAS Nesta Situação de Aprendizagem. Espera-se que os alunos concluam que esse mapa representa as zonas antropizadas. eles deverão concluir que ambas integram o bioma da Mata Atlântica. pretende-se que os alunos desenvolvam habilidades de leitura e interpretação de textos. existiam poucas manchas de zonas antropizadas nesse ecossistema. as costas e florestas atlânticas. A primeira pertence ao Domínio das Araucárias. os alunos poderão perceber que as áreas que se encontram mais preservadas são a Amazônia e o Pantanal e as mais devastadas.Geografia – 2º termo - Volume 3 VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Confira as respostas esperadas para esta atividade no Caderno do Professor. a floresta semicaducifólia e os pinheiros. em 1997. Com isso. Leitura e análise de mapa As modificações antrópicas Após o reconhecimento das características originais do patrimônio ambiental brasileiro. A segunda integra o Domínio dos Mares de Morro. enquanto que. analise com os alunos as imagens disponíveis nesta seção. extraindo do texto elementos representativos da devastação que ocorre num dos maiores e mais relevantes biomas da humanidade – a Floresta Amazônica. assim como de síntese. até 1960. Quanto à terceira imagem. de acordo com a classificação de domínios morfoclimáticos. Os alunos poderão apontar que isso resultou principalmente da construção de novas cidades e do avanço da agropecuária modernizada sobre esse ecossistema. deverão concluir que. Ao comparar a situação do Cerrado em 1960 e em 1997. relativamente homogêneo. corresponde a uma faixa de transição.

De acordo com o texto. em linguagem jornalística. o que favorece muito o debate acerca da necessidade de sua preservação por causa do aparato biológico que a envolve. 2. que incluem manguezais. que ocupa uma vasta extensão territorial e abriga uma enorme biodiversidade. e. pântanos e cerrados. agrupados em duplas. florestas úmidas e secas. O sentido dessa afirmação pode ser explicado pela grandiosidade e pela singularidade da Amazônia. o bioma Amazônia abriga diversas paisagens e ecossistemas bastante diferenciados. De acordo com o texto. para as quais são esperadas as seguintes respostas: 1. estabelece comparações quanto à extensão e diversidade da floresta. Após a leitura. 3. Esse texto. o desmatamento ocorre em virtude da exploração da madeira e das atividades agropecuárias.Geografia – 2º termo - Volume 3 Leitura e análise de texto A Amazônia em perigo Peça aos alunos que. peça que respondam às questões que o acompanham. discutindo as dimensões singulares da devastação amazônica e as consequências para a conservação da biodiversidade. 46 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . pergunte-lhes sobre eventuais dúvidas. leiam o texto A maior floresta do mundo. após o pleno entendimento do texto.

Esse retorno se deu em decorrência da pulverização industrial causada pela “guerra fiscal”. mapas temáticos representativos do modo de vida da população brasileira em diferentes recantos do país. em mapas e ilustrações. 47 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 1 O BRASIL DOS MIGRANTES Por meio da leitura e análise de mapas. propondo um trabalho de análise de dados estatísticos. imigração e emigração. sendo causado pela elevada concentração de pobreza e pelo baixo dinamismo econômico nos Estados nordestinos nesse período. para. área de maior dinamismo econômico do Brasil. Após a compreensão dos conceitos e dos procedimentos de leitura. de modo a compreenderem que a direção indica regiões de saída (repulsão) e de chegada (atração) dos migrantes e que a espessura corresponde ao maior ou menor contingente migratório. elementos representativos dos processos histórico-geográficos responsáveis pela diversidade cultural da matriz étnica brasileira. Eles deverão perceber que esse fluxo foi mais intenso da região Nordeste. e pelo desaquecimento da economia paulista no período. Além desse fluxo. Inicialmente. pessoas de origem nordestina que voltaram para as suas regiões. além de reconhecerem. nas quais sejam trabalhados os conceitos de migração (interna e externa). esta Situação de Aprendizagem tem por objetivo levar os alunos a desenvolver conceitos demográficos relativos a migrações. do Sudeste para o Nordeste. que atraiu alguns parques industriais importantes para outras regiões do Brasil. serem desenvolvidas as atividades de leitura e interpretação da coleção de mapas intitulados Migrações internas no Brasil. 1995-2000. posteriormente. fenômeno conhecido como “migração de retorno”.Geografia – 2º termo - Volume 4 oRIentAçÕeS PARA o PRoFeSSoR VOLuME 4 As Situações de Aprendizagem deste Caderno reúnem temas relativos à população e à economia brasileira. Leitura e análise de mapa Migrações internas no Brasil Sugere-se que o tema da migração seja tratado em aulas expositivas. Para concluir o trabalho deste termo. ou seja. oriente os alunos para observarem a direção e a espessura das setas. discuta com os alunos que o segundo maior fluxo desse período ocorreu exatamente no sentido inverso. propõe-se o desenvolvimento de atividades que permitam aos alunos reconhecer as diferenças e desigualdades impressas nas formas de ordenamento territorial do país. analise com os alunos os principais fluxos de migração inter-regional mais intenso entre 1995-2000. em direção ao Sudeste.

de telefonia móvel celular. nesta atividade. 2000. sugere-se. A partir da coleção de mapas. agregue também a análise dos mapas Brasil: localização de unidades fabris. Desafio! A distribuição da indústria no Brasil: o exemplo das unidades fabris Para maior abrangência da discussão acerca de distribuição desigual dos recursos tecnológicos pelo território brasileiro. os alunos poderão compreender que as áreas de maior atratividade. assim como dos setores que inovam e diferenciam seus produtos para atender ao mercado brasileiro. Desafio! MOD IFIC ADA A disponibilidade de recursos tecnológicos no Brasil Após estudarem a dinâmica dos fluxos migratórios. é possível identificar estabelecimentos industriais em todas as unidades da federação. O que diferem os dois mapas. Espera-se que os alunos percebam que. Explique a eles a importância do conteúdo técnico e do grau de inovação tecnológica como variáveis importantes do processo de concentração das atividades industriais nos arredores de São Paulo. de microcomputadores e de televisão pelo território brasileiro. analise com os alunos a desigual distribuição das redes de telefonia fixa. propõe-se a análise da distribuição espacial das unidades fabris no Brasil. tornando-se mais atrativas. representativos da intensa mobilidade espacial brasileira. 48 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . encontram-se mais revigoradas do ponto de vista econômico. é que o segundo demarca os municípios em que há empresas inovadoras e que têm produtos diferenciados. 2000 e Brasil: localização das unidades fabris que inovam e diferenciam produtos. que você vincule as ocorrências de atração e repulsão às formas de ordenamento do território expressas na coleção de mapas representativos da distribuição espacial da infraestrutura tecnológica brasileira. contudo. em geral.Geografia – 2º termo - Volume 4 SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 2 AS DIFERENCIAçõES NO TERRITóRIO Nesta Situação de Aprendizagem. portanto. Ao estabelecerem essa ponte. os alunos deverão analisar outros fatores responsáveis pela atratividade migratória de algumas áreas do território brasileiro. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 3 A DISTRIBuIçãO DA ATIVIDADE INDuSTRIAL NO BRASIL Nesta Situação de Aprendizagem. são as que possuem melhor infraestrutura e. apesar da forte concentração das unidades fabris na região Centro-Sul.

necessariamente. como a expansão das atividades agroindustriais influenciou o adensamento urbano dessas áreas e como as novas tecnologias associadas a esses setores foram responsáveis pelas migrações campo-cidade e pelos conflitos pela posse da terra nas denominadas fronteiras agrícolas. mas isso não reflete. proponha o desenvolvimento das atividades que acompanham os mapas. 2000. uma eventual desconcentração. 49 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . há um processo de descentralização das unidades fabris. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 4 PERSPECTIVAS DO ESPAçO AGRÁRIO BRASILEIRO Nesta Situação de Aprendizagem. destacando de que forma foram ocupadas. A inovação tecnológica ainda é altamente concentrada na capital paulistana. relativos à ocupação do território pela agropecuária e pela pecuária bovina. com o mapa Brasil: população urbana. Ao estabelecer um paralelo entre esses mapas. já trabalhado na Situação de Aprendizagem 2. estabelecendo uma ligação com os movimentos migratórios ocorridos a partir da década de 1970 para as regiões Centro-Oeste e Norte.Geografia – 2º termo - Volume 4 De fato. Espera-se que os alunos concluam que ocorreu uma expansão da agropecuária em direção à Amazônia. você poderá trabalhar as diferentes frentes de ocupação do território. particularmente com destaque para Rondônia e o sul do Pará. Analise com os alunos de que forma a expansão da agropecuária provocou um aumento do desmatamento da Floresta Amazônica ou a diminuição do trabalho na terra. sugere-se que você estabeleça um paralelo entre os mapas desta seção. propõe-se a análise da distribuição do espaço agropecuário brasileiro entre o final do século XX e o início do século XXI. Em seguida. Leitura e análise de mapa Distribuição da agropecuária pelo Brasil Com o intuito de favorecer uma visão geral da ocupação territorial do Brasil e em virtude da melhor forma de otimização do tempo em relação ao conteúdo.

mma. Neste site podem ser encontradas interessantes bases cartográficas a respeito das características ambientais das regiões brasileiras.gov. sociedade e biodiversidade nos grandes biomas brasileiros. Neste site você poderá encontrar vários planos de desenvolvimento regional.ibama. 2010. 2010. cartas de personalidades importantes. destacando especialmente as formas de ocupação desse espaço e a sua importância em termos de biodiversidade. Disponível em: <http://www. 2002. Migração no Brasil. • SANTOS. Disponível em: <http://www. Acesso em: 25 fev. explica que muitas formas de degradação ambiental são consideradas criminosas pela legislação brasileira.br>. 2010. Acesso em: 25 fev.arquivonacional. Apresenta as principais características dos biomas brasileiros. • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 50 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Possui um importante acervo de documentos oficiais do governo brasileiro. o Arquivo Nacional é uma instituição vinculada ao Ministério da Cultura preocupada em preservar a memória nacional. São Paulo: Scipione. 2007.Geografia – 2º termo - PARA SABER MAIS Livros • LEITE. 2010. Espaço. A cartilha Lei de crimes ambientais (acessível pelo link Linha verde).br>.integracao. assim como dados a respeito do ordenamento territorial do Brasil. Regina Bega. Brasil: paisagens naturais.gov. • Ministério da Integração Regional. Localizado em Brasília. Disponível em: <http://www. • Ministério do Meio Ambiente. dentre outros documentos. O site traz muitos documentos para os jovens interessados em conhecer o patrimônio natural brasileiro e as leis que visam à sua proteção. São Paulo: Ática.br>. Disponível em: <http://www.gov. Marcelo. Acesso em: 25 fev.br>. Analisa as razões pelas quais tantos brasileiros deixaram seus lugares de origem em busca de melhores condições de vida e trabalho. por exemplo.gov. Acesso em: 25 fev. Sites • Arquivo Nacional .

Fronteiras da República Federativa do Brasil 2. Agrupamento regional das unidades federadas Atividades Sensibilização – Apresentação do território brasileiro Leitura e análise de mapas – Desnaturalização do território brasileiro Leitura e análise de imagens – zonas de fronteira Leitura e análise de mapa – O índice de Desenvolvimento Humano do Brasil Leitura e análise de mapa – Divisões regionais do Brasil Lição de casa – Critérios de regionalização: o exemplo de Tocantins Pesquisa individual – Outro critério de regionalização do Brasil: o meio técnico-científico-informacional Aula expositiva – Diferentes olhares sobre a diversidade paisagística brasileira Leitura e análise de mapa – Os ecossistemas brasileiros Leitura e análise de imagem – Paisagens naturais brasileiras 1 2 2.Geografia – 2º termo - QuADRO-RESuMO DAS SITuAçõES DE APRENDIzAGEM E ATIVIDADES SuGERIDAS Volume Situação de Aprendizagem 1. Fronteiras permeáveis 1. Perspectivas do espaço agrário brasileiro Leitura e análise de texto – A Amazônia em perigo Leitura e análise de mapa – Migrações internas no Brasil Desafio! – A disponibilidade de recursos tecnológicos no Brasil Desafio! – A distribuição da indústria no Brasil: o exemplo das unidades fabris Leitura e análise de mapa – Distribuição da agropecuária pelo Brasil 4 51 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . As florestas brasileiras 1. A distribuição da atividade industrial no Brasil 4. As grandes paisagens naturais brasileiras Lição de casa – Características dos ecossistemas Leitura e análise de mapa – Os biomas e os domínios morfoclimáticos brasileiros Leitura e análise de mapa – As modificações antrópicas Leitura e análise de imagem – Outras formações vegetais 2. O Brasil dos migrantes 2. Outras formas de regionalização 3 1. Regionalização no tempo e no espaço 3. As diferenciações no território 3.

sugere-se que os alunos sejam desafiados a analisar e comparar as imagens Siderurgia inglesa retratada por John Martin Bufford. de modo significativo. meio técnico e meio técnico-científico-informacional. em 1855 e Gravura do século XIX representando 52 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . sugere-se que se inicie o trabalho com o conceito de meio técnico. foi no final do século XVIII. que a humanidade alterou. as relações entre fontes energéticas e os impactos ambientais delas decorrentes. Neste mesmo contexto. apesar de muitas técnicas serem quase tão antigas quanto a humanidade. Leitura e análise de imagens Impacto da atividade industrial na produção do espaço geográfico Para iniciar esta atividade. desenvolvidos pelo geógrafo Milton Santos. optou-se por suprimir a Situação de Aprendizagem 4. fundamentada em experimentação e. por meio da análise de textos. a superfície terrestre. com a expansão da produção industrial maquinofatureira. destacando principalmente os conceitos elaborados pelo geógrafo Milton Santos relativos ao meio técnico e ao meio técnico-científico-informacional. gráficos e mapas.Geografia – 3º termo - Volume 1 3o termo As Situações de Aprendizagem propostas para o 3o termo estão centradas na compreensão dos conceitos de espaço geográfico. Para o trabalho com os alunos de EJA. oRIentAçÕeS PARA o PRoFeSSoR VOLuME 1 As Situações de Aprendizagem sugeridas neste Caderno permitem trabalhar com o conceito de espaço geográfico. propõe-se o estudo das diferentes fontes energéticas utilizadas pelas sociedades no decorrer da história. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 2 O MEIO TÉCNICO: A FORçA DAS MÁQuINAS NA PRODuçãO E NA CIRCuLAçãO Esta Situação de Aprendizagem tem por objetivo fazer com que os alunos. É por meio desses conceitos que os alunos compreenderão as circunstâncias nas quais as sociedades se relacionam com a natureza e produzem seu próprio espaço. Mediante as dificuldades de tempo e para não incorrer em repetições conceituais. de modo a reconhecer evidências representativas do impacto da atividade industrial na produção do espaço geográfico. pois o tema (Análise crítica da globalização) também foi incluído no 4o termo. identifiquem as características do meio técnico e meio técnico-científico-informacional no tempo e no espaço. propõe-se a supressão da Situação de Aprendizagem 1. pois.

as fábricas parecem comandar o ritmo de vida dos habitantes das cidades que crescem em torno delas. e baseando-se no que foi levantado. as ferrovias europeias. propõe-se que os alunos utilizem os mapas Ferrovias coloniais africanas e Ferrovias na Europa como instrumento de análise e comparação da influência da expansão do sistema ferroviário nas economias dos países africanos e europeus. e imaginar situações cotidianas similares. na cidade de Bradford. a Revolução Industrial imprimiu um novo ritmo ao processo de crescimento das cidades: a era das indústrias é também a era da intensa urbanização dos países em processo de industrialização. considerando as relações entre metrópole e colônia e a forma como foi estabelecida nesse período. da qualidade de vida de seus habitantes e da alteração da vida cotidiana com a instalação de indústrias. 53 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . em seguida. tais como aumento da poluição atmosférica e aumento dos riscos à saúde associados à poluição. que possibilitaram a ampliação dos fluxos de mercadorias e de pessoas entre os países. servem principalmente aos mercados do próprio continente. Na dissertação. convide algum deles para anotar na lousa as principais ideias obtidas pela classe. por seu turno. propõe-se que você problematize com os alunos qual foi a extensão dos impactos produzidos pela atividade industrial no espaço geográfico. Peça aos alunos que leiam os textos 1 e 2 disponíveis no Caderno do Aluno e. Portanto. no norte da Inglaterra. As imagens sugerem diversos impactos causados pela implantação da atividade industrial no meio urbano. Lição de casa MOD IFIC ADA Revolução Industrial e urbanização Para complementar as ideias desenvolvidas. As ferrovias africanas conectam as regiões produtoras de matérias-primas agrícolas e minerais até os portos de exportação e não articulam os mercados internos do continente. surgiram os navios a vapor e as ferrovias. ou seja. você poderá observar quem consegue perceber as características ambientais de uma típica cidade industrial do século XIX. principalmente analisando sua extensão na Europa e a forma como os países europeus organizaram as relações econômicas com as suas colônias. Leitura e análise de textos o impacto da Revolução Industrial no mundo Em seguida. tais como insalubridade e poluição atmosférica. fazendo inferências a respeito das condições ambientais da cidade. Com a Revolução Industrial. Além disso. Enquanto os alunos desenvolvem por escrito sua análise.Geografia – 3º termo - Volume 1 fábrica têxtil do empresário Titus Salt. espera-se que os alunos relacionem os conceitos apresentados no título. Em ambas as imagens. as mudanças no sistema de produção e o surgimento de uma divisão internacional do trabalho que separa os países industriais e os países fornecedores de matéria-prima. a formação de uma economia de dimensões mundial é uma das características geográficas dessa “nova era”.

Segundo o gráfico. você poderá aproveitar o que foi discutido em sala e ampliar a análise estabelecendo comparações entre o meio técnico do período da Revolução Industrial e as características do 54 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . os alunos devem ser estimulados à leitura e à discussão do texto Os senhores do ciberespaço. por meio de aula dialogada. Leitura e análise de textos os senhores do ciberespaço Após compreenderem que o acesso às novas tecnologias é desigual tanto na escala nacional quanto na mundial. Pesquisa de campo tecnologia e inclusão digital MOD IFIC ADA Como forma inicial de abordagem do tema. Santa Catarina e Rio Grande do Sul. a distribuição de usuários da internet é muito desigual. Em uma aula dialogada. o uso da internet é mais disseminado nos seguintes Estados brasileiros: Mato Grosso. nesta Situação de Aprendizagem.Geografia – 3º termo - Volume 1 SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 3 O MEIO TÉCNICO-CIENTíFICO E A INCLuSãO NO MuNDO DIGITAL Em continuidade à Situação de Aprendizagem 2. São Paulo. assim como desenvolver habilidades de leitura e interpretação de textos de modo a sintetizar e extrair informações relevantes sobre o tema. peça para analisarem o mapa e o gráfico e responderem às questões desta seção. aproveite as questões propostas nesta seção. 2000-2006. Leitura e análise de imagens o uso da internet no Brasil e no mundo Em seguida. propõe-se. discuta com os alunos qual a opinião deles quanto aos itens sugeridos na pesquisa e quais dos apontados são os mais representativos da inclusão digital. tais como os Estados unidos. De acordo com o mapa. Espírito Santo. o Canadá e parte das nações europeias. o desenvolvimento de habilidades que permitirão aos alunos reconhecer. proponha a análise dos dados do mapa Brasil: uso da internet. Para concluir. por meio de mapas. pedindo aos alunos que apontem as regiões brasileiras e mundiais que possuem maior acesso à rede mundial de computadores. Metade deles está concentrada em países ricos. e. a desigual distribuição dos recursos representativos do meio técnico-científico-informacional pelo planeta. Paraná. acerca da inclusão e/ou exclusão digital. 2005 e do gráfico Mundo: crescimento do uso de internet. discutindo como tais recursos contribuem para um maior acesso às informações e tecnologias atuais.

Além disso. 2. Japão e Austrália) e as regiões do planeta que se encontram excluídas desse processo. utilize os fundamentos teóricos disponíveis no Caderno do Professor. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Confira as respostas esperadas para esta atividade no Caderno do Professor. tal como a concentração de gastos com pesquisa e desenvolvimento tecnológico. e respondessem às questões propostas. que ganham uma nova forma de satisfazer suas necessidades econômicas e afetivas. A internet ajudou a reviver a antiga ideia de rede. pois permite a conexão entre as pessoas. Leitura e análise de imagens os significados das redes de informação Para finalizar os trabalhos. Europa Ocidental. de Dalton Martins e Hernani Dimantas. alicerçado nas tecnologias digitais representativas do meio técnico-científico informacional. o que vale é a força dos argumentos. Espera-se que os alunos identifiquem quais são as principais lideranças do desenvolvimento tecnológico (Estados unidos. globalizado. como a produção de conhecimentos e o maior convívio social. os alunos devem levantar hipóteses capazes de explicar essa desigualdade. como forma de ampliar a aprendizagem. permite uma maior proximidade entre as pessoas. 55 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . O “abismo tecnológico” que separa as regiões e os países prósperos dos países e das regiões pobres deverá ser objeto dessa análise. Por meio da internet. Além disso. Resposta pessoal. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Para planejar essa aula dialogada. as pessoas podem se associar das mais diferentes formas e com os mais diferentes objetivos. Leitura e análise de textos o meio técnico-científico e a globalização atual Caso o tempo permita. 3. Em seguida. seria importante que você solicitasse aos alunos que lessem o texto Multidões inteligentes e transformação do espaço. Neste caso. proponha a leitura e resolução das questões relativas ao mapa Mundo: geografia das inovações e conquistas tecnológicas.Geografia – 3º termo - Volume 1 mundo atual. As respostas esperadas para esta atividade são: 1. proponha a análise e resolução das questões do texto Os senhores do ciberespaço.

Leitura e análise de gráfico o consumo mundial de energia Inicie a atividade estabelecendo um paralelo entre a periodização da globalização estudada no Volume 1 e a alteração no uso das diferentes matrizes energéticas. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 2 MATRIzES ENERGÉTICAS: DA LENHA AO ÁTOMO Esta Situação de Aprendizagem permitirá aos alunos compreender os processos sociais e econômicos que envolvem o uso de diferentes fontes de energia. Peça para resolverem as questões que acompanham o gráfico. no século XVIII. Em seguida. Buscam analisar também a desigualdade na distribuição desses recursos no mundo e os impactos ambientais provocados por tais matrizes. cem vezes maior do que o de ecossistemas naturais como estuários.Geografia – 3º termo - Volume 2 oRIentAçÕeS PARA o PRoFeSSoR VOLuME 2 As Situações de Aprendizagem deste Caderno apresentam como tema a constituição das matrizes energéticas convencionais e alternativas. peça que observem o gráfico Consumo de energia por habitante nos diferentes estágios de desenvolvimento da humanidade e discutam quais fatores podem explicar o aumento do consumo energético e o tipo de energia utilizada em cada fase da história da humanidade. Com base nos dados. As áreas urbanas e industriais onde há intenso consumo de combustíveis fósseis apresentam um fluxo anual de energia. Explique-lhes de que forma ocorreram essas modificações e analise com eles a importância do carvão como força motriz da Revolução Industrial a partir da segunda metade do século XVIII e do petróleo no decorrer do século XX. os alunos deverão observar que o crescimento do consumo de energia foi exponencial e que foram as atividades produtivas que provocaram esse aumento. relacionando-os às diferentes formas de produção e consumo. em quilocalorias por m2. E o consumo não para de crescer. fatores da insustentabilidade do modelo econômico vigente no mundo. recifes de corais e florestas tropicais. o que inviabiliza o seu trabalho com os alunos de EJA. 56 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Optou-se por suprimir a Situação de Aprendizagem 1 em função de o tema já ser abordado no currículo de Ciências e de as atividades propostas no Caderno serem de experimentação. Informe os alunos de que a quantidade de energia utilizada nos dias de hoje é muitas vezes maior do que a usada antes do início da Revolução Industrial. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Confira as respostas esperadas para esta atividade no Caderno do Professor.

relacionando os dados com o grau de desenvolvimento das regiões que mais consomem e que menos consomem petróleo. cuja produção é de 23 milhões de barris por dia. bem como com a análise dos conceitos de fonte de energia renovável e fonte de energia não renovável. principalmente. Além dessa região. Os dados do mapa demonstram que os principais países produtores de petróleo do mundo estão localizados no Oriente Médio. peça para analisarem o gráfico Produção mundial de energia. comprovadamente poluentes e não renováveis. Por isso. Leitura e análise de imagem Construção verde Como sugestão. a produção é menor que o consumo na América do Norte. a aula pode ser iniciada com a diferenciação entre energias convencionais e energias alternativas. 2008. destacam-se a América do Norte e o Leste da Europa mais a ex-URSS. assim como analisando em quais regiões ocorre dependência externa do produto. com o auxílio do mapa Principais regiões de produção e consumo de petróleo do mundo. 57 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Desafio! I MOD FICA DA Produção e consumo de petróleo no mundo Após diferenciar reservas de recursos e. nesta Situação de Aprendizagem os alunos terão a oportunidade de analisar fontes até então denominadas alternativas e que cada vez mais têm sido utilizadas em substituição às fontes energéticas convencionais. reconhecer o predomínio do uso do petróleo em detrimento de outras fontes menos poluentes na atualidade. converse com os alunos. Também. todos com uma produção superior a 10 milhões de barris por dia. instigando-os a perceberem a desigual distribuição da produção e do consumo dessa fonte energética. como forma de se constatar o maior uso de energias resultantes de combustíveis fósseis e.Geografia – 3º termo - Volume 2 Leitura e análise de gráfico A produção mundial de energia Após o estudo da evolução das fontes energéticas no decorrer dos séculos. de acordo com o mapa. por fonte (2006). na Europa Ocidental e na Ásia e Oceania. essas regiões são grandes importadoras de petróleo. SiTUAçãO dE APRENdizAGEM 3 PERSPECTiVAS ENERGéTiCAS: POTENCiAL E LiMiTAçõES dE ENERGiAS RENOVÁVEiS Após o trabalho de identificação e análise das fontes energéticas convencionais.

2004 e do mapa Participação de fontes renováveis na produção de energia elétrica. Devem também concluir que. apesar de os custos de instalação ainda serem elevados. na Alemanha. a energia alternativa é convertida em eletricidade por meio de uma casa de força com um conversor que alimenta quatro baterias movidas à energia elétrica. e que têm apresentado significativo crescimento como meios eficazes na geração de eletricidade. peça que analisem a imagem Construção verde. que são fontes limpas e renováveis. observando-se os possíveis benefícios e riscos resultantes de sua utilização. que a energia nuclear tem uma participação relativamente reduzida na matriz energética 58 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Por meio desses recursos visuais. 1955-2004 e Participação da energia nuclear no consumo de energia final de alguns países. a preocupação ambiental e a busca por fontes alternativas em substituição às fósseis – mais baratas. que lideram a produção de energia nesse segmento. na Dinamarca e na Espanha. Espera-se que concluam que as duas fontes de energia utilizadas na proposta de “Construção verde” são a eólica e a solar. e que o uso intensivo da hidroeletricidade e da biomassa para a geração de energia elétrica no Brasil certamente contribui para o predomínio das fontes renováveis na América do Sul. na residência. informe os alunos de que a energia eólica e a solar são as formas de geração de eletricidade com as maiores taxas de crescimento de uso no planeta. exceto na América do Sul. discuta com os alunos o uso dessas fontes de energia. A leitura permitirá aos alunos concluir que os países que mais investem em energias renováveis estão localizados na Europa. em que países e períodos se concentram a construção de geradores nucleares. Para consolidar tais afirmações. 2003 e do mapa Regiões com forte concentração de centrais nucleares e principais reservas de plutônio para analisar a expansão e o uso dessa fonte de energia no mundo. Quanto à energia solar. que o uso de fontes tradicionais ainda é largamente dominante em todas as regiões do mundo. proponha a análise do gráfico Gasto em pesquisa com energias renováveis. Lição de casa A energia nuclear MOD IFIC ADA Propõe-se a análise do uso da energia nuclear no mundo no decorrer do século XX. Grandes fazendas eólicas podem ser encontradas nos Estados unidos. os acidentes ocorridos no mundo e os riscos dela decorrentes. porém altamente poluentes – tem se destacado principalmente na França. Em aula expositiva. estabelecendo paralelos entre a geração dessa energia. Juntas. na Alemanha e nos Estados unidos. elas produzem 20 kWh/dia. Leitura e análise de gráfico e mapa energias renováveis Em seguida. utilizadas no abastecimento da casa e na manutenção da piscina. analisando em que regiões do mundo as pesquisas têm se intensificado e quais relações podem ser feitas entre o uso da energia convencional e das alternativas na atualidade. Em seguida. Analise com os alunos que a maior parte dos reatores nucleares foi construída na década de 1970. você poderá se valer dos gráficos A construção de reatores nucleares.Geografia – 3º termo - Volume 2 Destaque como exemplos as energias eólica e solar. 2003.

A hidroeletricidade e os produtos derivados da cana-de-açúcar são as fontes de energia renováveis mais importantes para o crescimento da produção primária de energia no Brasil. dados referentes à atual situação do consumo de energia no Brasil. Bons exemplos são a construção de usinas hidrelétricas. por exemplo. Calcula-se que esse consumo seja responsável por 1. em aula expositiva. outro bom exemplo é o preço do álcool. acima de tudo. menor do que o da gasolina. 1970-2006. podem ser apresentados. observando-se a série histórica do balanço energético nacional. ao ser subsidiado pelo governo com isenções fiscais. A expansão da oferta desse tipo de energia se deve. direta ou indiretamente. Essas características podem ser compreendidas de maneira mais abrangente. Devem também perceber que. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 4 A MATRIz ENERGÉTICA BRASILEIRA Busca-se nesta Situação de Aprendizagem fechar a temática energética. o Programa Pró-Álcool e a produção privada de motores movidos a álcool. da Alemanha e do Japão e que os países mais ricos são os principais produtores de energia nuclear. convide os alunos a observarem e a analisarem o gráfico Brasil: produção primária de energia. principalmente a queima da lenha. Para começo de conversa Produção primária de energia do Brasil Como sugestão. Por meio da leitura do gráfico. e que se trata de uma tecnologia bastante custosa para a maior parte dos países. acabaram se refletindo em investimentos em pesquisa e produção. espera-se que os alunos apliquem seus conhecimentos adquiridos nas atividades anteriores. 59 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . O desenvolvimento do setor energético alterou completamente essa situação. para avaliar o impacto ambiental resultante do crescimento da produção interna de energia. analisando o papel do Brasil na produção e consumo de energias primárias e sua participação na produção e consumo da energia oriunda da biomassa. na década de 1970. que. o consumo per capita nos Estados unidos é sete vezes maior que o consumo do brasileiro e as emissões de carbono per capita nos Estados unidos são 11 vezes maiores que as emissões per capita brasileiras.Geografia – 3º termo - Volume 2 dos Estados unidos. que representa aproximadamente 2% do total mundial.5% das emissões mundiais de carbono. na maior parte do tempo. havia o predomínio do uso de fontes renováveis. Para se ter um parâmetro. tornar-se. Devem. Mencione também que nas últimas décadas foram construídos poucos reatores de base nuclear. a um conjunto de políticas e medidas públicas e privadas que. Como forma de avaliar o perfil histórico da produção de energia primária no Brasil. apontar que o petróleo e o gás natural são fontes não renováveis. segmento em que ocupa posição de destaque no cenário mundial.

2.Geografia – 3º termo - Volume 2 Leitura e análise de texto A produção brasileira de petróleo Em seguida. 60 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Para planejar essa atividade. aproveitando. a soja. sugere-se a utilização do texto que trata do programa brasileiro do biodiesel. aproveite as informações e os dados disponíveis no Caderno do Professor. é possível alcançar os poços submarinos e explorar as reservas petrolíferas. Espera-se que eles considerem os seguintes aspectos: 1. o biodiesel pode substituir parcial ou totalmente o óleo diesel (um derivado do petróleo) em motores de combustão interna. Dessa forma. peça aos alunos para resolverem as questões referentes à produção de petróleo no Brasil e à extração em águas profundas. o girassol. já que a maior parte do petróleo é extraída do fundo do mar. dando destaque para a prospecção em águas profundas. Depois. Ele e os dados apresentados em classe permitirão uma boa compreensão a respeito desse programa. Quanto ao seu mercado. explore a posição do Brasil quanto à produção e ao consumo de petróleo. Espera-se que os alunos concluam que o biodiesel é um combustível biodegradável. o babaçu. e que sua principal vantagem é que dezenas de espécies vegetais abundantes no Brasil podem ser utilizadas em sua produção. Para explorar petróleo em águas profundas. o texto da Petrobras. a Petrobras desenvolveu uma tecnologia com tubulações flexíveis conectadas a plataformas flutuantes. tais como a mamona. dos gráficos Brasil: produção de petróleo. em barris/ano e Exploração de petróleo em águas profundas. 1777-2003 e a gravura Petrobras: tecnologia de exploração em águas profundas. Essa tecnologia foi essencial para o crescimento da produção brasileira de petróleo. produzido a partir de inúmeras fontes de energia renováveis. Lição de casa MOD IFIC ADA o programa brasileiro do biodiesel Para concluir a análise da produção energética brasileira. para isso. o amendoim e o dendê.

recursos minerais metálicos e não metálicos. maior será sua viabilidade econômica. assim como distingam alguns impactos ambientais resultantes da extração e do uso desses recursos e analisem quais políticas ambientais alternativas podem ser adotadas em escala local e mundial ao atual modelo de desenvolvimento. pretende-se que os alunos percebam como ocorre o desequilíbrio na distribuição dos recursos naturais pelo planeta. e que se estabeleçam relações entre a distribuição desses recursos e a estrutura geológica brasileira.Geografia – 3º termo - Volume 3 oRIentAçÕeS PARA o PRoFeSSoR VOLuME 3 Com as Situações de Aprendizagem disponíveis neste Caderno. sugere-se a apresentação do diagrama Recursos X reservas. propõe-se que se desenvolva com os alunos a diferenciação entre os conceitos de recurso natural. reserva mineral e jazida mineral. Leitura e análise de imagem Recursos x reservas Para a compreensão da diversidade de recursos disponíveis na natureza. foi suprimida a Situação de Aprendizagem 3 deste Caderno. Minério é o material rochoso com alta concentração de substâncias que interessam economicamente à atividade extrativa. distinguindo-as em relação ao tipo de recursos disponível. a expressão recurso mineral diz respeito aos materiais rochosos que são utilizados ou podem ser explorados para uso humano. reserva mineral e jazida mineral. O local onde o minério é explorado denomina-se jazida mineral e a lavra é o conjunto de operações necessárias para retirada do minério da jazida. temática desenvolvida no volume anterior. Em primeiro lugar. Em função da pouca disponibilidade de tempo. explicando-lhes o significado das expressões recurso mineral. Além disso. distinguindo-as quanto aos tipos de recursos disponíveis. Dependendo do grau de concentração de substâncias minerais numa determinada reserva. 61 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Assim. e buscando estabelecer relações entre recursos naturais e fontes de energia. podem ser apresentadas as principais estruturas rochosas cristalinas e sedimentares encontradas no território brasileiro. Esses recursos podem ser divididos em diferentes categorias. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 1 A APROPRIAçãO DESIGuAL DOS RECuRSOS NATuRAIS Nesta Situação de Aprendizagem. a reserva mineral é a parte do recurso mineral identificada e reconhecida pelo seu valor econômico. o interesse e a viabilidade econômica. de acordo com o grau de conhecimento técnico.

numa jazida mineral. portanto. Mas é provável que alguns dos materiais citados no quadro a seguir sejam apontados na pesquisa. • Minérios: materiais rochosos com alta concentração de substâncias que interessam economicamente e que estão sendo explorados. por exemplo. pois sua extração é altamente impactante e exige a discussão da conservação do recurso e de sua exploração sustentável. em sala. manganês e chumbo. feldspato. argila. O preenchimento do quadro dependerá do tipo de material que foi utilizado na construção da escola. proponha aos alunos o preenchimento. No caso do ferro. concentram-se em maior quantidade. como ferro. Parte da sala ou objeto escolar Piso Forro Telhado Janelas e portas Carteiras escolares Matéria-prima principal Cerâmica Cimento Isolantes Leves Ferroligas Prováveis recursos minerais Argilas. podendo ser exploradas ou não. sílica Calcário. peça para explicarem o significado dos termos listados. • Jazidas minerais: áreas nas quais ocorre concentração de minerais. poderão utilizar o ambiente da sala e identificar nele a presença de diferentes minerais utilizados na confecção dos objetos disponíveis. Por causa disso. participam da composição química média da crosta terrestre e. mica Alumínio Ferro 62 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 .Geografia – 3º termo - Volume 3 Os alunos devem ser informados de que substâncias minerais. As jazidas minerais de ferro viáveis economicamente são aquelas formadas praticamente por hematita concentrada. esperando que eles considerem os seguintes aspectos: • Recursos: materiais terrestres que são ou que podem ser utilizados pelas sociedades. pode ser encontrado em diversos tipos de rocha na forma de hematita (Fe2O3). Como os recursos minerais resultam da concentração de substâncias nos materiais rochosos. • Reserva: parte do recurso mineral identificada e reconhecida pelo seu valor econômico. Pesquisa individual MOD IFIC ADA Recursos minerais e a oferta de matérias-primas Em seguida. seu tempo de formação é muito mais longo (milhões de anos) do que a velocidade de sua exploração econômica. Para tanto. gipsita Amianto. As jazidas minerais em exploração são denominadas minas. da Ficha de observação desta seção. Com base no diagrama Recursos minerais totais. você deverá alertar os alunos de que o que estará em discussão é o uso de recursos naturais não renováveis.

Geografia – 3º termo - Volume 3 Quadro de giz Cimento Calcário. que tem o ferro como matéria-prima. principalmente. em menor escala. 63 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . um dos grandes exportadores mundiais). a Europa. do México. inclusive. Aqui também vale lembrar aos alunos a respeito do uso da régua para medir os diâmetros dos círculos. O mesmo acontece com os Estados Unidos. Espera-se que os alunos explorem a legenda do mapa e identifiquem o Brasil. produção de aço. instigando-os a perceber a irregular distribuição dos recursos minerais cartografados. gipsita Talco (a produção de papel utiliza grande quantidade de talco. a Índia e a Rússia como os principais produtores mundiais do ferro. o Brasil e os Estados Unidos como os maiores consumidores de ferro. embora em níveis menores (tanto que suas importações nem chegam a estar registradas no mapa). do grupo das cerâmicas. além da legenda. analise com os alunos o mapa Mundo: exportação de ferro. A China. Todos esses países consomem muito ferro porque são relevantes produtores de aço. caso fiquem em dúvida sobre qual círculo é maior. necessita importar o minério para suprir a quantidade que consome. apesar de ser uma grande produtora de ferro. dos Estados Unidos e. eles também podem utilizar a régua para medir o diâmetro dos círculos. os demais países não utilizam a totalidade do ferro extraído. a China. O Brasil é o único desses países que não depende do mercado internacional (sendo. Vale lembrar aos alunos que. Espera-se que os alunos identifiquem a China. mineral não metálico do grupo das cerâmicas) Sílica (quanto mais sílica. Espera-se que os alunos percebam a relação entre o consumo de ferro e a localização dos principais centros industriais do mundo. assim como o seu papel no mercado mundial. A China é quase autossuficiente. pela Austrália e pelo Brasil. 2004. a Austrália. O excedente da produção é exportado. A esfera metálica é de aço. mais áspera é a borracha) Minerais metálicos ferrosos (a tinta possui pigmentos de minerais metálicos ferrosos que definem a cor. o Japão. argila. mas necessita complementar sua produção interna com fornecedores estrangeiros. formado por ferroligas) Argila (a dureza do lápis é determinada pela quantidade de argila misturada à grafite) Caderno Celulose da polpa de madeira Borracha Borracha natural do látex extraído das seringueiras Tubo de plástico que armazena tinta de secagem rápida. com uma esfera metálica na ponta Caneta Lápis Madeira que reveste a grafite Leitura e análise de mapa Exportação de ferro e produção de aço no mundo Após essa verificação. analisando particularmente a situação do Brasil quanto às condições geológicas responsáveis pela distribuição dos recursos minerais em solo brasileiro. Com exceção da China.

Após ser informados sobre isso. convidando um deles para expor o seu trabalho para a classe. é preciso desmatar os arredores das minas. frequentemente. poderão ser utilizadas as imagens de extração de bauxita e ouro disponíveis nesta seção do Caderno do Aluno. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 2 DESMATAMENTO. Peça aos alunos para elaborarem uma síntese sobre o que foi discutido em sala. deverão perceber que o mercúrio utilizado na lavra do ouro. pretende-se fazer com que os alunos identifiquem a extensão e gravidade dos impactos ambientais causados pelas atividades econômicas nas florestas. Peça a um aluno para anotar na lousa o que for apontado. como a cassiterita. Ao observarem as fotos. a partir da observação das fotos. a queima de combustível fóssil aumenta a emissão de gases estufa na atmosfera. nas proximidades em que se encontra a mina. assim como qual é o seu grau de disponibilidade. POLuIçãO DOS RIOS E DA ATMOSFERA Nesta Situação de Aprendizagem. sugere-se a discussão sobre a água. por mais criteriosa que seja. nos rios e na atmosfera. A extração mineral também provoca impacto regional e global.Geografia – 3º termo - Volume 3 Para concluir. produz impactos ao separar o minério concentrado do rejeito. Leitura e análise de mapa água: um recurso finito Na etapa seguinte. apresentem exemplos dos impactos ambientais que ocorrem na escala local. provoca a contaminação e o assoreamento dos rios. Nas duas situações. devido ao uso de substâncias químicas na lavra e ao despejo de grandes quantidades de sedimentos. aproveite para discutir com os alunos a importância da reciclagem como fator para o reaproveitamento desses recursos. contamina os cursos d’água e o solo. Por meio de aula dialogada. Além disso. por exemplo. já que é um recurso fundamental para a 64 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . A indústria extrativa necessita de muita energia e transporte de carga. provoca o assoreamento de rios com enormes volumes de outras substâncias minerais sem o valor econômico do estanho. você poderá explicar que a mineração. reconhecendo como esses impactos repercutem nas diferentes escalas geográficas. muitas vezes extremamente danoso ao ambiente. a mineração provoca desmatamento e intensifica processos erosivos. ou seja. A lavagem de minerais pesados. Se a usina geradora de energia for termelétrica. sugira que. analisando se esse é um recurso finito ou infinito. Para começo de conversa extração de recursos e impactos ambientais Como ponto de partida.

o gás carbônico (CO2). aquecendo a Terra. a Terra seria muito fria e sem vida. tem crescido a ideia de que se trata de um recurso finito. enquanto outros ainda apresentam situação confortável em termos de disponibilidade hídrica. rios. Explique aos alunos que. analise de que forma a interferência humana é responsável por aumentar o efeito estufa e provocar maior aquecimento atmosférico. em termos de partículas por milhão. as atividades humanas desenvolvidas nos últimos cem anos. infiltração/percolação. a água é compreendida como um componente básico e abundante no planeta Terra. condensação/chuvas. aproveitando-o para expor os conceitos de efeito estufa e gases estufa. utilize o quadro Gases estufa e peça para identificarem qual é o gás de efeito estufa mais emitido nos últimos cem anos e quais podem influir mais no aquecimento atmosférico. juntamente com a efetividade da absorção da energia solar por esses gases. peça aos alunos que leiam e discutam a coleção de mapas Mundo: disponibilidade de água por habitante. As informações nela contidas permitirão aos alunos perceber que diversos países já enfrentam situação de escassez de água. pois seu potencial de destruição da camada de ozônio que protege a superfície terrestre dos raios ultravioleta é enorme: absorve e conserva 10 mil vezes mais energia solar do que o CO2. o mais efetivo para o aquecimento da atmosfera é o CFC. constantemente renovada por meio de um ciclo que mantém a troca permanente entre os reservatórios (oceanos. Afinal. peça aos alunos para observarem o quadro Gases estufa. o dióxido de carbono é de longe o gás de efeito estufa mais emitido pelas atividades humanas. 65 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . têm contribuído para a concentração de gases estufa na atmosfera. promovidas pela industrialização. Em primeiro lugar. em função da poluição das águas e de sua distribuição profundamente desigual pelo planeta.Geografia – 3º termo - Volume 3 manutenção da vida no mundo. pela expansão do agronegócio e pelo crescimento das cidades. Mas. Sem os chamados gases estufa. mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo não têm acesso à água potável. 2025. um habitante do Quênia usa apenas cinco litros diários (El Atlas de Le Monde Diplomatique 2006 ). águas subterrâneas. Com base nos dados. Lição de casa os gases estufa I MOD FICA DA Para completar esta Situação de Aprendizagem. O quadro ainda detalha as fontes humanas do efeito estufa. Os alunos poderão também identificar quais apresentarão estado de penúria hídrica em 2025. Conforme se verifica no quadro. é preciso desmistificar a questão e esclarecer alguns aspectos que a envolvem. 1950. usualmente. Explique aos alunos que os gases existentes na atmosfera – como o vapor d’água. calotas glaciais) por meio da evaporação/transpiração. 1995. entre outros processos. dentre os gases de efeito estufa emitidos pelas atividades humanas. o metano (CH4) e o ozônio (O3) – evitam a dispersão da energia solar. De fato. uma vez que a matriz energética que moveu o processo de industrialização teve por base os combustíveis fósseis. Espera-se que os alunos percebam que. Para fundamentar este tema. Enquanto um habitante nos Estados unidos consome em média 400 litros de água por dia.

representado pelo conceito de pegada de carbono. pois as atividades econômicas que geram seus efeitos. propõe-se que os alunos estabeleçam relações entre uso de energia e alterações climáticas. aproveite o mapa Registro da variação global de emissões de CO2 para discutir quais são os países responsáveis pela maior emissão de carbono. assim como analisem em gráficos e mapas o grau de comprometimento de diferentes países com a preservação do meio ambiente. com o intuito de fazer com que ampliem os conhecimentos a respeito das causas e consequências desses fenômenos. Leitura e análise de texto A responsabilidade humana pelo efeito estufa Estabelecendo uma conexão direta com o que foi estudado no final da Situação de Aprendizagem 2. Japão e índia. afetando principalmente a vida das populações mais pobres. o que representa pouco mais de 52% do total das emissões mundiais de 2004. peça que analisem o gráfico O aumento das emissões de CO2 está piorando os índices e fazendo subir as temperaturas. estão concentradas nos países ricos. Leitura e análise de gráfico o aquecimento global Em seguida. as temperaturas médias globais podem aumentar em mais de 5 ºC ainda no século XXI. Porém. Federação Russa.Geografia – 3º termo - Volume 3 SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 4 ALTERAçõES CLIMÁTICAS E DESENVOLVIMENTO: ANÁLISE DO RELATóRIO DE DESENVOLVIMENTO HuMANO 2007/2008 Nesta Situação de Aprendizagem. Estados unidos. Leitura e análise de mapa Registro da variação global das emissões de Co2 Para finalizar esta Situação de Aprendizagem. proponha que respondam às questões relativas ao texto que inicia esta Situação de Aprendizagem. 66 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . os países pobres são mais vulneráveis às alterações climáticas devido à escassez de capital e de tecnologia para amenizar os malefícios desses fenômenos. devido ao aumento da concentração de gases de efeito estufa. Espera-se que eles percebam que a responsabilidade pela elevada concentração de gases estufa não poderá recair sobre todos os países.1 Gt de CO2. foram responsáveis pela emissão de 15. De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008. na qual os alunos tiveram oportunidade de analisar a interferência humana no efeito estufa. se nenhuma providência for tomada. assim como a maior parte do consumo dos produtos dessas atividades. China. somados.

Você pode recolher o trabalho realizado por alguns alunos para fazer uma avaliação diagnóstica e. disponibilizar um tempo para corrigir coletivamente as questões. na aula seguinte. Esse valor equivale à “pegada de carbono”. ou seja. as emissões per capita de cada país. que orientam uma leitura do gráfico Países desenvolvidos: “pegadas de carbono profundas”.Geografia – 3º termo - Volume 3 Lição de casa Pegadas de carbono MOD IFIC ADA Aproveite o texto desta atividade para analisar com os alunos o significado do conceito de pegada de carbono. Aproveite também para analisar com os alunos os exemplos das desigualdades mundiais em termos de pegadas de carbono apresentados no texto. à responsabilidade efetiva de cada país ou região do globo nas emissões globais. ajustadas pelo tamanho de suas populações. os alunos deverão responder às questões propostas na seção. ou seja. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Confira as respostas esperadas para esta atividade no Caderno do Professor. Considerando essas informações. Explique que ela corresponde à relação entre a quantidade de emissões dos países e a sua população total. 67 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 .

Neste livro. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. Pierre. 1997. 68 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . em associação com a Organização das Nações unidas. Madrid: Hermann Blume Ediciones. • DREW. recursos naturais e a prática do desenvolvimento sustentável. você vai conhecer um pouco da história do movimento ambiental no mundo e no Brasil. Acervo TV Escola. Maria Cristina Motta de. Direção: Shantha Bloemin. Nesta obra. sem desconsiderar aspectos políticos e econômicos. São Paulo: Moderna. destaca-se a discussão a respeito do uso de combustíveis fósseis. desde a crise de 1973 até os dias de hoje. Ecologia e cidadania. 55 min. suas etapas e significados. a globalização da população e a nova divisão do trabalho são tematizadas nesta obra que analisa as consequências desse conjunto de processos nas estratégias empresariais. São Paulo: Ática. A abordagem utilizada baseia-se na análise dos fluxos de matéria e energia no sistema terrestre. Dentre a vasta gama de temas que estão na ordem do dia do debate ambiental abordados neste atlas. TEIXEIRA. Nesta obra. • TOLEDO. CARVALHO. oferecendo exemplos da atualidade. 1994. Norman. Excelente material inclusive para ser utilizado em sala de aula e que demonstra a importância das novas gerações no enfrentamento dos grandes desafios ambientais do planeta. Trata-se de uma obra escrita e editada por crianças do mundo todo. o filme sintetiza um dos aspectos dramáticos do processo de globalização ora em curso. além de entender um melhor a importância da educação ambiental para o futuro do planeta. Cláudio Elias. Livros • BECKOuCHE. os recursos energéticos são tratados de maneira integrada ao estudo da dinâmica natural do planeta Terra. o autor estuda as relações entre o homem e o meio ambiente. 3. • REIS. FADIGAS. Carlos. Eliane Amaral. David. Demétrio. FAIRCHILD. Abordando os impactos da doação de roupas usadas na economia de zâmbia. ed. Agenda 21. Energia. EuA. 1994. Especialmente no capítulo 22. Globalização: Estado nacional e espaço mundial. A dinâmica da indústria moderna. São Paulo: Melhoramentos. Decifrando a Terra. 2004. Ensaio didático sobre o conceito de globalização. Pode ser bastante útil para o trabalho em sala de aula. • MAGNOLI. Gaia: el atlas de la gestión del planeta. a infraestrutura e a sustentabilidade. Barueri (SP): Manole. • MINC. • PEACE CHILD INTERNATIONAL.Geografia – 3º termo - PARA SABER MAIS Filme • Camisetas viajando – A história das roupas de segunda mão e a dívida do Terceiro Mundo. 2005. Thomas Rich. Os dados permitem fazer um balanço a respeito da exploração e do consumo do petróleo. Indústria: um só mundo. 2005. feita por crianças e jovens. cujo tema são os tópicos e princípios da Agenda 21. Processos interativos homem-meio ambiente. Missão Terra: o resgate do planeta. 1987. 2003. a abordagem da integração da energia com temas ligados aos recursos naturais e ao desenvolvimento sustentável é realizada por meio da discussão e análise de questões como o elo entre a energia. São Paulo: Moderna. 1997. Wilson. São Paulo: Oficina de Textos. Lineu Belico dos. • MYERS.

Perspectivas energéticas: potencial e limitações de energias renováveis 3 2. A matriz energética brasileira Leitura e análise de texto – A produção brasileira de petróleo Lição de casa – O programa brasileiro do biodiesel Leitura e análise de imagem – Recursos x reservas 1. Desmatamento. A apropriação desigual dos recursos naturais Pesquisa individual – Recursos minerais e a oferta de matérias-primas Leitura e análise de mapa – Exportação de ferro e produção de aço no mundo Para começo de conversa – Extração de recursos e impactos ambientais Leitura e análise de mapa – Água: um recurso finito Lição de casa – Os gases estufa Leitura e análise de texto – A responsabilidade humana pelo efeito estufa Leitura e análise de gráfico – O aquecimento global Leitura e análise de mapa – Registro da variação global das emissões de CO2 Lição de casa – Pegadas de carbono 2 3. Matrizes energéticas: da lenha ao átomo Leitura e análise de gráfico – A produção mundial de energia Desafio! – Produção e consumo de petróleo no mundo Leitura e análise de imagem – Construção verde Leitura e análise de gráfico e mapa – Energias renováveis Lição de casa – A energia nuclear Para começo de conversa – Produção primária de energia do Brasil 4. Alterações climáticas e desenvolvimento: análise do Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 69 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . O meio técnico-científico e a inclusão no mundo digital Pesquisa de campo – Tecnologia e inclusão digital Leitura e análise de imagens – O uso da internet no Brasil e no mundo Leitura e análise de textos – Os senhores do ciberespaço Leitura e análise de textos – O meio técnico-científico e a globalização atual Leitura e análise de imagens – Os significados das redes de informação Leitura e análise de gráfico – O consumo mundial de energia 2. O meio técnico: a força das máquinas na produção e na circulação Atividades Leitura e análise de imagens – Impacto da atividade industrial na produção do espaço geográfico Leitura e análise de textos – O impacto da Revolução Industrial no mundo Lição de casa – Revolução Industrial e urbanização 1 3.Geografia – 3º termo - QuADRO-RESuMO DAS SITuAçõES DE APRENDIzAGEM E ATIVIDADES SuGERIDAS Volume Situação de Aprendizagem 2. poluição dos rios e da atmosfera 4.

Discuta se a escala mundial está plena de relações. Essas temáticas expressam a teia de relações representativas da sociedade contemporânea. na atualidade. dos organismos internacionais. Esse texto permite uma reflexão acerca do significado das relações que se desenvolvem na escala mundial por meio da análise das diferentes trocas culturais entre diversos grupos e nações e.Geografia – 4º termo - Volume 1 4o termo As Situações de Aprendizagem sugeridas neste 4o termo abordam a análise geográfica do processo de globalização em sua dimensão político-econômica. Espera-se que a atividade permita aos alunos compreenderem que o espaço geográfico é uma construção humana sobre a superfície natural transformada 70 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . considerando a atual escala de trocas. considerando a relação entre os acontecimentos nas escalas local e global. oRIentAçÕeS PARA o PRoFeSSoR VOLuME 1 SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 1 RELAçõES ENTRE ESPAçO GEOGRÁFICO E GLOBALIzAçãO O objetivo desta Situação de Aprendizagem é levar os alunos a compreender o significado geográfico da globalização. representados pelas vivências e interferências do meio técnico-científico-informacional no cotidiano de cada um. os alunos serão levados a compreender melhor como esse processo se ampliou. as trocas são muito mais volumosas e aceleradas e até onde chegaram as influências entre os povos. e as alterações relativas à circulação de objetos materiais e imateriais na escala planetária. proponha aos alunos a leitura do fragmento de texto do antropólogo Ralph Linton. analisando as distintas formas de organização socioeconômica responsáveis pela atual configuração do espaço geográfico. Reflita com os alunos se. disponibilizado nesta seção do Caderno do Aluno. a dinâmica das populações e os estudos geográficos das cidades. a formação dos blocos econômicos supranacionais. Refere-se a uma longa história de trocas culturais entre diversos grupos sociais e nações. Leitura e análise de textos Globalização: escalas e tecnologias Para iniciar a atividade. se as pessoas estão se transformando em “cidadãos do mundo” e se não são mais apenas cidadãos nacionais. Em continuidade. faça a relação entre o que se pode compreender do texto e o conceito de espaço geográfico já estudado no termo anterior.

Estabeleça relações entre o que foi abordado no texto da atividade anterior e nesta coleção de mapas. responsáveis pelo encurtamento das distâncias. e que tem a forma de “funil do tempo”. e a forma como as relações políticas influíram na maneira de as sociedades se organizarem em grandes blocos econômicos internacionais. por exemplo. muitos dos objetos apresentados no texto foram substituídos por outros. discutiu-se o processo de globalização a partir da incorporação de novas tecnologias no espaço. as informações pulverizam-se no mundo ao ser disponibilizadas pela TV a cabo e pela internet. Imagina-se que destaquem a evolução do sistema de transportes como responsável pelo encurtamento das distâncias e aproximação dos mercados. com que citem novas formas de encurtamento das distâncias. Também se prevê que extraiam da figura os dados correspondentes ao tipo de transporte utilizado e ao tempo de deslocamento de mercadorias em cada período. proposta pelo geógrafo David Harvey. extrapolando o que está evidenciado na imagem. Devem identificar que. do advento da revolução tecnológica. ou seja. o espaço ganha novas dimensões. Após a discussão da imagem e análise das respostas dos alunos. analise com os alunos a influência de outros processos de encurtamento da relação espaço-tempo. Porém. com a inserção de novos meios de transporte.s Com o auxílio da simbologia presente na imagem. Conta-se. como as alterações nos sistemas de transporte e de comunicações. Espera-se que os alunos identifiquem que o formato em funil representa simbolicamente o encurtamento das distâncias em função das sucessivas alterações nos meios de transporte ocorridas no decorrer da história. estabeleça relações entre os diferentes períodos apresentados na figura. tais como a popularização da aviação comercial e o surgimento do trem-bala. aproveite as informações disponíveis no Caderno do Professor. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Para planejar essa análise. você poderá ampliar a discussão. da mesma forma que as relações comerciais entre as nações se intensificaram. responsáveis por acelerar a velocidade com que as notícias chegam a todos os recantos do mundo. portanto. 71 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . houve encurtamento do tempo. Lição de casa MOD IFIC ADA Compressão espaço-tempo. tema da próxima Situação de Aprendizagem sugerida. o promovido pelo avanço do sistema de comunicações. Concretizada pela expansão de cabos submarinos.Geografia – 4º termo - Volume 1 e que. de fibra ótica e de satélites artificiais. ainda. Até o momento. Nesse sentido. modificando as relações sociais e econômicas entre os povos. identificando como as transformações do meio técnico e do meio técnico-científico-informacional alteraram a forma como se vê o mundo hoje. como. peça aos alunos para observarem a coleção de mapas O encolhimento do mapa do mundo. ainda em andamento e responsável. pois pessoas e mercadorias chegam em menor tempo aos seus destinos. globalização e exclusão Para complementar melhor essa relação.

como o da Comissão Pró-índio de São Paulo (Disponível em: <http://www. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 2 DIFERENçAS REGIONAIS NA ERA DA GLOBALIzAçãO Esta Situação de Aprendizagem objetiva levar os alunos a aprofundar o conceito de globalização. do Maranhão e na Ilha de Marajó (Pará). No entanto. aproveite as informações disponíveis no Caderno do Professor. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Para planejar essa aula expositivo-dialogada. refletindo acerca da desigual distribuição dos recursos do meio técnico-científico-informacional pelo planeta. espera-se que os alunos identifiquem dificuldades relativas à circulação de produtos e serviços característicos de áreas mais urbanizadas e. exemplo de populações não atingidas pela globalização no território brasileiro. Os mercados não são mais apenas locais. o que existe é um conjunto de espaços nacionais e algumas redes que atuam na escala global. e mesmo no Estado de São Paulo. disponibilizados pelas redes globalizadas. pela integração de economias e mercados. org. pois elas resultam das antigas áreas de abrigo de escravos. não engloba todos os segmentos de uma sociedade – não há. propõe-se uma aula expositivo-dialogada para analisar o mapa Comunidades quilombolas. Há inúmeros sites de divulgação. Para isso. Por outro lado. Como grande parte dessas comunidades encontra-se isolada. de Minas Gerais. que por si só já é um evento de grande complexidade. uma universalização da política. Você poderá analisar a distribuição das comunidades quilombolas. mas também planetários. cpisp. portanto. no entanto.Geografia – 4º termo - Volume 1 também. Para alguns especialistas. 2010). Há a universalização do sistema produtivo. na verdade. do sistema financeiro e das formas de comunicação. sugere-se que sejam abordados exemplos que comprovem que a globalização não atinge a todos igualmente. principalmente no que concerne ao direito à terra e ao reconhecimento da identidade particular desses grupos. pois acreditam que. Espera-se que os alunos extraiam do mapa os seguintes dados: o maior número de comunidades quilombolas concentra-se nos Estados do Rio de Janeiro. é possível fazer com que os alunos percebam que se trata de um fenômeno que vai muito além da integração econômica e de mercados. vale enfatizar o fato de que a internet tornou-se um meio adequado para a difusão dos direitos dessas comunidades. por exemplo. da Bahia. Para desenvolver essa reflexão proponha aos alunos o seguinte questionamento: será que todos os lugares e povos são atingidos pelos benefícios da globalização? Para completar a análise acerca das dimensões da globalização. 72 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . br/comunidades/>. As empresas multinacionais transformaram-se em transnacionais e atualmente são organizações globais. Acesso em: 25 fev. Essa universalização. a própria ideia de espaço global pode ser contestada.

Sugira que eles comparem os agrupamentos dos países mais desenvolvidos (aqueles que registram o maior número de empresas e marcas que são consumidas) com os agrupamentos regionais que aparecem no mapa. Espera-se que os alunos tenham em mente que os benefícios da globalização podem auxiliar os vendedores de hortaliças do zimbábue. porém a maior parte do continente africano ainda se encontra à margem desse sistema. os alunos serão convidados a refletir acerca da desigual distribuição dos recursos mundiais e de que forma ela se expressa no espaço. espera-se que indiquem formas de acesso a notícias e fatos em função da diversidade dos meios de comunicação e informação. Espera-se também que identifiquem um exemplo contundente da globalização dos mercados no trecho em que o autor descreve em que condições as hortaliças africanas colhidas podem ser adquiridas. já que o mundo contemporâneo é muito influenciado por países com economia mais dinâmica. Certamente. é possível também constatar a grande expansão do comércio de bens duráveis e não duráveis vendidos em estabelecimentos popularizados como “lojas de 1. transportadas e vendidas no dia seguinte no mercado londrino e como bons acessos telefônicos permitem o atendimento às encomendas dos europeus. identificando o papel e a participação de um deles no conjunto das relações multilaterais do comércio internacional. assim como expliquem em que medida a tecnologia disponível permite maior ou menor acesso a caixas eletrônicos.Geografia – 4º termo - Volume 1 Lição de casa MOD IFIC ADA A desigual distribuição dos recursos da globalização Como segundo exemplo da complexidade que envolve a globalização. rapidez na emissão de documentos (Poupatempo) etc. 73 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . proponha a análise do excerto do texto Globalização e globobagens. Leitura e análise de imagens Principais processos de integração regional Para iniciar esta Situação de Aprendizagem.99”. eles identificarão as coincidências entre os agrupamentos. apresente aos alunos o mapa intitulado Principais processos de integração regional. Além disso. Ao analisarem o texto. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 3 AS POSSIBILIDADES DE REGIONALIzAçãO DO MuNDO CONTEMPORâNEO Esta Situação de Aprendizagem procura levar os alunos a reconhecer a dinâmica e a distribuição dos principais blocos econômicos mundiais. 2007 e pergunte-lhes o que sabem a respeito de cada um dos blocos destacados no mapa. como internet e TV a cabo. de Paul Krugman. Nesta atividade.

Finalmente. Após a discussão. muito significativa. 2006. Leitura e análise de imagens Comércio de mercadorias Peça aos alunos para analisar o mapa Um comércio tripolar – Comércio mundial de mercadorias. também. A referência monetária ainda é o iene (moeda japonesa) e a área de projeção econômica compreende o chamado Cinturão do Pacífico. caracterizando-a em relação à forma como foram reorganizadas as forças econômicas. colocando em cheque a liderança do Japão na região. incrementar o intercâmbio comercial com a China. O Brasil já é o principal parceiro comercial da China na América Latina. elabore uma aula expositiva acerca dos processos políticos responsáveis pelas alterações ocorridas no sistema mundial nas últimas décadas do século XX. Esse bloco também exerce poderosa influência na escala global. realizando inúmeros acordos comerciais com este país. por exemplo. A cooperação estende-se para o setor aeroespacial. a Austrália e a Nova Zelândia. Mas não somente entre os blocos o poder das influências se altera. já que o mundo contemporâneo é muito influenciado por países com economia mais dinâmica. por exemplo. a CEi e a América Latina. diminuir sua dependência em relação aos Estados Unidos. há o bloco da Ásia ou do Pacífico. Sem esquecer que. É fundamental ressaltar que os EUA exercem incontestável influência regional. O segundo bloco é o europeu. Espera-se que destaquem. c) O bloco americano. b) Provavelmente são os que apresentam economias mais dinâmicas. Empresas brasileiras têm ampliado seus negócios naquele país. Explique-lhes o significado da legenda para que possam observar a diferença da atuação de cada bloco nas escalas mundial e intrarregional. A partir das respostas. exportando. tem procurado. com o desenvolvimento conjunto de satélites de meteorologia e telecomunicações. como blocos mais atuantes. com isso. peça aos alunos para responderem às questões que acompanham o mapa. o da União Europeia. as turbinas geradoras para a hidrelétrica de Três Gargantas. decorrentes do fim do período bipolar e do advento de uma ordem multipolar. estrategicamente. novos laços se estabelecem. o que demonstra a alteração constante das regionalizações. acima de tudo. o dos países asiáticos e o dos países que compõem a América do Norte. a influência dos Estados Unidos é. d) A China. destaca-se no bloco do Pacífico. cuja referência monetária é o euro. a China. nesse bloco. mas. o Oriente Médio. tendo o dólar como referência monetária. Sugere-se que faça um esquema na lousa com a síntese de alguns conceitos chave para a compreensão histórico-geográfica. espera-se que os alunos apontem a África. está sob a liderança dos Estados Unidos.Geografia – 4º termo - Volume 1 Você deve relembrar que essa atual configuração já está mudando. O Brasil. Quanto à fragilidade das trocas mundiais. sob comando dos países que compõem a União Europeia e com área de influência abrangendo o norte da África e parte do Oriente Médio. Busca. Entre blocos ou entre regiões. com seu dinamismo econômico. para as quais são esperadas as seguintes respostas: a) Há coincidências entre os agrupamentos. 74 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . sua influência se dá na escala global.

nesta Situação de Aprendizagem. 75 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Mercosul e Mercosul x Alca: há conflito?. nafta. divida os alunos em duplas e solicite que cada uma leia um dos seguintes textos: União Europeia. Aula expositiva Blocos supranacionais contemporâneos Em seguida. Mercosul e Mercosul x Alca: há conflito?. Alca. Leitura e análise de textos união europeia. Nafta. a análise de um conjunto de textos acerca das características histórico-geográficas dos principais blocos supranacionais. analisando com os alunos a importância de cada um na escala mundial e em suas atuações intrarregionais. disponíveis em diferentes seções “Leitura e análise de textos” desta Situação de Aprendizagem. elabore uma aula expositivo-dialogada acerca das características de cada um dos blocos assinalados. convide cada dupla para apresentar suas conclusões à classe. Nafta. Alca. propõe-se. com base nos textos União Europeia. de modo que os alunos estabeleçam relações entre as alterações na ordem bipolar mundial vigente até os anos 1980 e os pressupostos do que se convencionou chamar de Nova Ordem Mundial. aproveite as informações disponíveis no Caderno do Professor. Alca e Mercosul MOD IFIC ADA Após a aula expositiva.Geografia – 4º termo - Volume 1 SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 4 OS PRINCIPAIS BLOCOS ECONôMICOS SuPRANACIONAIS Após a análise da atuação dos diferentes blocos. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Para planejar essa aula expositivo-dialogada. Proponha que grifem as informações de maior relevância e produzam uma síntese do que foi lido e grifado como relevante. Para concluir.

Leitura e análise de imagem os financiamentos à onu Em uma aula expositiva. porém. você poderá apresentar o contexto histórico e geográfico responsável pelo surgimento da ONu. peça aos alunos que leiam o texto com alguns artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. em duplas. assim como sinalizem ações realizadas pela comunidade com vistas à garantia coletiva desses mesmos direitos. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 1 A DECLARAçãO DOS DIREITOS uNIVERSAIS DO HOMEM Esta Situação de Aprendizagem tem como objetivo levar os alunos a interpretar a Declaração universal dos Direitos Humanos. Trata-se de um percurso necessário para a compreensão da organização política e econômica das sociedades e de suas principais instituições. 76 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . não atingem todos os cidadãos do Brasil e do mundo igualmente. documento assinado em 1948 pelos países fundadores da Organização das Nações unidas (ONu) como uma declaração dos valores humanos universalmente aceitos. foca-se a trajetória política das organizações multilaterais surgidas no contexto do final da II Guerra Mundial e do Fórum Social Mundial. e a analisarem sua importância como instituição internacional voltada para a paz e a segurança coletiva das nações. Espera-se que os alunos identifiquem em situações cotidianas o desrespeito aos direitos humanos. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 2 A ORGANIzAçãO DAS NAçõES uNIDAS (ONu) Esta Situação de Aprendizagem tem como objetivo levar os alunos a compreender o contexto geopolítico no qual surgiu a ONu. analisando como a instituição se organiza e quais são os seus principais órgãos. elaborem um pequeno roteiro de situações representativas do cumprimento ou não desses preceitos no cotidiano da vida de cada um. Solicite que.Geografia – 4º termo - Volume 2 oRIentAçÕeS PARA o PRoFeSSoR VOLuME 2 O estudo da produção do espaço geográfico global é retomado nas Situações de Aprendizagem deste volume 2. desta vez. O trabalho com esse documento permitirá aos alunos identificar quais são os direitos básicos dos cidadãos e reconhecer que mesmo sendo direitos. Leitura e análise de texto Declaração universal dos Direitos Humanos Após essa exposição.

Nesta atividade. o Brasil defende que o Conselho de Segurança da ONu seja ampliado e que. em seguida. Leitura e análise de imagem os objetivos de desenvolvimento do milênio Em uma reunião histórica. a Alemanha. a resolução das questões que acompanham esses materiais. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Confira as respostas esperadas para esta atividade no Caderno do Professor. o Japão. De acordo com o texto.Geografia – 4º termo - Volume 2 VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Subsídios sobre a história e a organização da ONu podem ser encontrados no Caderno do Professor. Reduzir em dois terços a mortalidade entre as crianças com menos de cinco anos. 77 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Melhorar a saúde materna. sugere-se que os alunos destaquem do mapa Os objetivos de desenvolvimento do milênio os oito objetivos. Devem considerar: 1. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres. pois não querem que seus vizinhos (respectivamente. Assegurar o ensino fundamental para todas as crianças do mundo. peça aos alunos para realizarem as atividades disponíveis na seção “Leitura e análise de texto” sobre a posição do Brasil com relação ao Conselho de Segurança da ONu. Trata-se dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). analisarem a condição dos continentes quanto ao cumprimento ou não das metas. A Argentina e o Paquistão não aceitam a ideia de ampliação. em seguida. Brasil e índia) assumam o papel de líderes regionais. realizada em setembro de 2000. Reduzir a pobreza extrema e a fome. utilizando como recurso o mapa Quem financia a ONU? e o gráfico Os atrasos na contribuição da ONU. apresente aos alunos os mecanismos de financiamento da ONu. a ONu apresentou um amplo programa de metas orientadas para reduzir a pobreza no mundo até 2015. para. Continuando o trabalho. 5. 4. Leitura e análise de texto o Brasil e o Conselho de Segurança da onu Em continuidade. 3. a índia e duas nações africanas ganhem assento permanente no Conselho. e retomando as informações acerca dos mecanismos de funcionamento da ONu e de suas agências. Solicite a eles. 2. além do Brasil.

Combater as principais doenças epidêmicas. competitividade e controle sobre os mercados mundiais exercido pelas grandes corporações e por parte da comunidade internacional. você apresente aos alunos uma síntese acerca da origem da Organização Mundial do Comércio (OMC) e qual é o cenário das relações comerciais na atualidade. no sudeste da Ásia e na Oceania. Estabelecer um mecanismo mundial de auxílio ao desenvolvimento. África do Norte. onde nenhum objetivo foi alcançado ou está em vias de ser. de forma a iluminar a correspondência entre desenvolvimento. 4. por meio de aula expositiva. Espera-se que os alunos identifiquem. Ao final. Leitura e análise de texto A organização Mundial do Comércio (oMC) e seu papel no mercado mundial Seria interessante que. esperando que cheguem às seguintes conclusões: 1. na África Subsaariana. 2.Geografia – 4º termo - Volume 2 6. a proposta de assegurar a satisfação universal das necessidades humanas básicas. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Para planejar essa aula expositiva. educação e ambiente. 8. 7. aproveite as informações disponíveis no Caderno do Professor. você pode utilizar o mapa Um comércio tripolar. 78 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . notadamente em função do domínio exercido pelos países ricos sobre essa atividade. 5. podem ser convidados a explicar a importância de cada um dos objetivos para a promoção da melhoria da qualidade de vida da população mundial. Ásia Central e Ásia Oriental. Como suporte pedagógico ilustrativo. Na América Latina e no Caribe. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 3 A ORGANIzAçãO MuNDIAL DO COMÉRCIO Esta Situação de Aprendizagem propõe a análise dos fluxos de comércio mundial. principalmente nas áreas de saúde. Assegurar um meio ambiente sustentável. com destaque para as desigualdades na circulação e distribuição das mercadorias entre as nações. solicite que respondam às questões propostas. nesses objetivos. no Oriente Médio e na África Subsaariana. O Sudeste da Ásia e a Ásia Oriental. América Latina e Caribe. Nos Estados do Golfo Pérsico. 3. Na África Subsaariana. Para isso.

Geografia – 4º termo - Volume 2 Leitura e análise de texto As desigualdades no comércio mundial Para exemplificar as desigualdades no mercado mundial de mercadorias. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Confira as respostas esperadas para esta atividade no Caderno do Professor. peça que. Solicite aleatoriamente a apresentação oral das respostas pelos alunos. dentre elas as que foram responsáveis pelo surgimento do Fórum Social Mundial (FSM). de uma proposta inteiramente nova de articulação da sociedade civil. Trata-se. que independe das instâncias governamentais tradicionais e proclama a ideia de um mundo socialmente mais justo e menos atrelado aos interesses hegemônicos que comandam a globalização contemporânea. 79 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . peça aos alunos a leitura e análise da entrevista com o jornalista Antonio Martins. em Porto Alegre. após solucionar possíveis dúvidas de compreensão. Para fundamentar esta atividade. movimento que se contrapõe ao sistema econômico vigente e que defende o princípio segundo o qual “outro mundo é possível”. em 2010. O fórum propõe outra forma de análise da realidade. portanto. editor do site do Le Monde Diplomatique. Ao final. Seria oportuno que. proponha que os alunos leiam o texto Os subsídios a seus produtores estão nos estrangulando. e que ele não é uma entidade ou instituição. inicialmente. Na sequência. VERÊCADERNO R DOÊPROFESSO Confira as respostas esperadas para esta atividade no Caderno do Professor. eles terão condições de responder às questões propostas no Caderno do Aluno. organizações não governamentais e representantes da sociedade civil em torno da proposição de alternativas ao domínio exercido pelo capital e as grandes corporações sobre a vida de países e povos. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 4 O FóRuM SOCIAL MuNDIAL Esta Situação de Aprendizagem tem como objetivo levar os alunos a analisar propostas alternativas aos modelos neoliberais. teve sua primeira edição em 2001. em duplas. Explique-lhes que o Fórum Social Mundial. mas um espaço de debates e troca de experiências para a articulação de movimentos sociais. resolvam as questões apresentadas nesta seção do Caderno do Aluno. completa dez anos de existência. que. sugere-se que sejam analisadas as propostas apresentadas pelo Fórum Social Mundial (FSM). Leitura e análise de texto o significado do Fórum Social Mundial Em contraposição ao poder exercido pela desigual distribuição de riquezas pelos países ricos que se organizam em fóruns econômicos e se destacam em diferentes organizações multilaterais. você fizesse uso de uma aula expositiva para apresentar os objetivos do Fórum Social Mundial e sua organização.

as populações da China. Os dois países mais populosos no mapa são: China e Índia. Apenas apresenta contornos discretos dos continentes e dos países. os círculos representam o tamanho das populações dos países. mapa é comunicação visual e não verbal. Eles têm tamanhos diferentes que correspondem (são proporcionais) aos tamanhos das populações dos países. que é composta por círculos proporcionais aos tamanhos das populações dos países. por serem países muito populosos. de modo a não concorrer com a informação principal. fica evidente que. onde há mais círculos e esses são maiores. de modo a romper com o senso comum. 80 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Leitura e análise de mapa População mundial Utilize o mapa Mundo: população por país. o país de círculo maior é o de maior população e onde há mais concentração de círculos grandes há mais habitantes. Mas. 2. A figura é o círculo. para chegar a valores da população de países que não constam da legenda. No caso. 4. basta medir o diâmetro do círculo e ver a diferença em relação ao diâmetro da China (100% = 1 336 000 000 de habitantes) e aplicar uma regra de três. a) É possível sim. SiTUAçãO dE APRENdizAGEM 1 AS POPULAçõES E O ESPAçO GEOGRÁfiCO Esta Situação de Aprendizagem tem por objetivo levar os alunos a analisar e compreender a dinâmica populacional. As respostas esperadas para essa atividade são: 1. E é muito fácil ver isso. aliás. 2007 e as questões propostas como elementos disparadores da análise e compreensão da distribuição da população pelo planeta. há manifestação mais significativa do que se quer representar. dos EUA e do Brasil já constam da legenda. O fundo do mapa é limpo.Geografia – 4º termo - Volume 3 oriENTAÇÕES PArA o ProFESSor VOLUME 3 O objetivo das Situações de Aprendizagem do Volume 3 é criar condições para que os alunos compreendam o modo com o ser humano constrói os seus espaços e ocupa a superfície terrestre. b) É sim. Logo. como também sua distribuição pela superfície terrestre. 3. considerando a dinâmica e o crescimento da população mundial. Como são círculos dispostos no mapa-múndi e como eles têm tamanhos diferentes. tanto em relação à sua distribuição quanto à aplicação adequada de conceitos demográficos em seu cotidiano.

e. • País populoso: aquele que apresenta grande população absoluta. Leitura e análise de quadro Principais centros de povoamento mundial Para complementar a análise acerca da população mundial e. embora divididas em três países. disponível na seção “Leitura e análise de quadro”. é um mapa de comunicação muito fácil e evidente. 4. b) Logo. Mas. Logo. • População relativa: relação entre o número de habitantes e a área do país. Pois. apresente aos alunos os conceitos de população absoluta. pois expressa quantidades por meios de círculos proporcionais em relação aos dados populacionais dos países.Geografia – 4º termo - Volume 3 5. o que comprova que. neles se concentram 61% da população mundial. Em seguida. Sim. • País povoado: aquele que apresenta grande número de habitantes por quilômetro quadrado. a) Sem dúvida. A somatória dos nove principais focos de povoamento mundial é de 4 bilhões. ancorados nos conceitos anteriores. não permite interferências e o faz de maneira precisa. anteriores à formação dos países modernos. no seu noroeste. mesmo na escala do país mais populoso do planeta. • População absoluta: número total de habitantes de um país. não é a China a área mais povoada do mundo. aquela já era a parte mais povoada do mundo. independentemente dos países. a China possui em seu interior áreas de vazio demográfico. 6. As respostas esperadas para essa atividade são: 1. sugira aos alunos a resolução das questões que acompanham o quadro Principais centros de povoamento mundial. 81 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . A classificação é feita por somatória de regiões que estão próximas. O melhor exemplo para essa classificação é a identificação da região mais povoada do mundo: trata-se da junção de partes da China. até mesmo. assim como os de país populoso e país povoado. sim. 2. Logo. conforme a escala geográfica de observação. como se viu. Trata-se de um mapa quantitativo. Esses conceitos darão suporte para a atividade que se segue. antes que esses Estados modernos existissem. Essas áreas são. da Coreia do Sul e do Japão. a afirmação de que há gente demais no mundo pode não fazer sentido. população relativa e densidade demográfica. No interior da China. há certos vazios demográficos. que estão bem próximas. 3. O critério utilizado é a busca das principais áreas de povoamento no mundo. • Densidade demográfica: número de habitantes por quilômetro quadrado. no Caderno do Aluno. por meio da aula expositiva. Consegue de forma límpida e cristalina dar todo o destaque ao que se quer representar. os resultados se alteram. esse segmento regional.

No eixo horizontal representa-se o tempo em intervalos de mais de 500 anos.-2007. estabelecendo relações entre esse crescimento e os diferentes fatores histórico-geográficos que o influenciaram em cada período. Em seguida. Informe-lhes que no eixo vertical representam-se os números dos habitantes (em bilhões). No ano 2007. As questões propostas no Caderno do Aluno podem nortear esse percurso de estudo (Professor. 82 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . sugere-se que seja suprimido o item c da questão 4).Geografia – 4º termo - Volume 3 SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 2 AS REFERêNCIAS GEOGRÁFICAS E ECONôMICAS DA DEMOGRAFIA Esta Situação de Aprendizagem tem por objetivo levar os alunos a compreender os diferentes períodos de crescimento da população mundial. a população era de cerca de 500 milhões. refletindo a nova forma de organização social da humanidade. 400 a. A partir de 1800. Logo. chegou-se a 6.7 bilhões de habitantes. Leitura e análise de gráfico o aumento populacional no decorrer da história A compreensão de como ocorreu a evolução do aumento populacional no decorrer da história poderá ser abordada com a análise do gráfico População mundial. houve uma imensa aceleração do crescimento populacional. Passaram-se pouco mais de 500 anos e a população aumentou em 6 bilhões de habitantes. o gráfico vai cruzar essas duas informações.C.C. No início do século XVI. pondere que a população mundial em 400 a. estava em torno de 200 milhões de habitantes.

A palavra “urbano” foi tratada durante muito tempo como sinônimo de “cidade”. e a cidade seria o elemento mais importante desse sistema. Para começo de conversa o conceito de cidade Para mobilizar os alunos para o tema desta Situação de Aprendizagem. tendo em vista a óbvia concentração demonstrada pelo índice elevado de densidade demográfica em certas áreas (nas áreas metropolitanas. proponha a leitura do texto A população urbana do Estado de São Paulo. mas hoje seu conceito abrange uma realidade mais ampla. permitindo que todos seus membros se relacionem no cotidiano (potencialmente). Expansão. sugere-se que a atividade seja iniciada com a discussão sobre o conceito de cidade. de negócios e atividades em busca da maior proximidade possível. com vistas a fazer com que os alunos compreendam de que forma ocorreu o crescimento urbano de São Paulo. ESPAçOS DE CONEXãO Esta Situação de Aprendizagem propõe inicialmente o trabalho com a diferenciação dos conceitos de cidade e urbanização. Peça para anotarem as suas conclusões nos espaços disponibilizados no Caderno do Aluno. É exatamente o contrário de “cidade” e de “urbano”. um sistema. 2. em grandes metrópoles. Suas informações e os dados mostram que há um processo de urbanização. objetos e atividades. assim como os problemas urbanos encontrados numa escala maior. Pergunte-lhes como definiriam uma cidade e. Cidade é uma aglomeração de pessoas. reconhecendo em mapas e gráficos a dinâmica e a distribuição urbanas nas escalas regional e nacional. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 1 CIDADES: ESPAçOS RELACIONAIS. discuta com eles o modo como essas concentrações populacionais se organizam e como foi realizada a construção de seus espaços urbanos. dispersão e espalhamento significam criar e ampliar distâncias entre pessoas.Geografia – 4º termo - Volume 4 oRIentAçÕeS PARA o PRoFeSSoR VOLuME 4 Neste volume. É uma configuração espacial em que a distância é diminuída ao máximo. Espera-se que cheguem às seguintes conclusões: 1. de objetos. 83 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Leitura e análise de texto A população urbana do estado de São Paulo Em continuidade. poderão ser desenvolvidas atividades que permitam destacar a importância do estudo dos espaços internos das cidades e as diferentes formas de relações que se estabelecem nas e entre as cidades. a partir do que forem apresentando.

São José dos Campos e Sorocaba. Para concluir. são as cidades. O principal fenômeno representado no mapa. Disso resulta que as outras áreas têm baixa densidade demográfica e que elas apresentam baixa concentração populacional. terminam concentrando a maioria da população do Estado. retome com os alunos os conceitos já estudados de população absoluta e relativa (densidade demográfica). Segundo a legenda. São José do Rio Preto. Há problemas nessa designação. representada por uma bolinha com um círculo. Essa concentração ocorre em poucas cidades. Santos. aplicando-os à distribuição das principais cidades do Estado de São Paulo. esperando que considerem os seguintes aspectos: 1. O mapa nos dá apenas a localização. Campinas. peça para responderem às questões propostas. Não está bem representado. na verdade. apresente aos alunos o mapa Estado de São Paulo: cidades mais importantes. A lógica do espaço humano. algo que antes se procurava expressar por meio de um conceito bastante impreciso: conurbação. como São Paulo. mas não nos informa qual o tamanho dos centros urbanos e nada registra sobre suas formas geográficas. com exceção da capital. mas. por meio de pequenas bolinhas e círculos sólidos. Elas são representadas basicamente do mesmo tamanho. levantando com os alunos os fatores de atratividade exercidos pelas cidades que compõem essas regiões metropolitanas. é marcada por densidades altas em determinadas áreas e vazios populacionais em outras. esperando que cheguem às seguintes conclusões: 1. a área rosa trata-se da área urbana. além do próprio território do Estado de São Paulo. solicite que os alunos respondam às questões propostas no Caderno do Aluno. Após esse trabalho. os autores do mapa estão querendo se referir ao espaço urbano contínuo e contíguo. Após discutir esses aspectos. por84 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . apenas algumas. Quase a metade da população do Estado de São Paulo está concentrada em alguns poucos centros urbanos metropolitanos. aproveite os mapas São Paulo: região metropolitana e Campinas: região metropolitana para explicar de que forma o crescimento da malha urbana acontece. Leitura e análise de mapa As regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas Em seguida. pois as dimensões da concentração e a tendência a essa concentração não estão representadas. Ribeirão Preto. Quer dizer: a verdadeira geografia (lógica espacial) do fenômeno não está mostrada.Geografia – 4º termo - Volume 4 por exemplo). cujas informações não correspondem às trazidas no texto A população urbana do Estado de São Paulo. que reúnem em pouco espaço a maioria da população do Estado. 2. Leitura e análise de mapa As cidades mais importantes de São Paulo Como um contraponto. portanto. as principais do Estado. Não há uma “distribuição” das pessoas e dos objetos em muitas cidades – ao contrário.

Embora não pertençam à área contígua e contínua (de edificação territorial). as áreas fora da zona rosa estão conectadas intensamente a esta área por meio de redes. Hortolândia. o que os faz integrantes da mesma. Taboão da Serra. como. São Bernardo. e urbano da mesma cidade. Indaiatuba. 2. Vinhedo. 85 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . por exemplo. Santo André. Diadema etc. Santa Bárbara d’Oeste. Embu. Monte Mor. Osasco. Sumaré. Paulínia.Geografia – 4º termo - Volume 4 que mesmo o que não é contíguo pode ser considerado urbano. 3. Cotia. Ferraz de Vasconcelos. Valinhos. Alguns dos municípios representados nessa mancha rosa são: São Paulo. e os habitantes destes outros municípios têm relações cotidianas com o núcleo da metrópole. A região metropolitana de Campinas é formada por 19 municípios. Carapicuíba.

Site da Comissão Pró-índio do Estado de São Paulo. Considerado um dos mais importantes filmes da atualidade. Matrix se passa no ano 2200 e trata do embate entre seres humanos para se livrarem do aprisionamento causado pelas formas de inteligências artificiais. Alberto da Costa e. Estados unidos. por isso o filho tenta a todo custo esconder dela a nova situação do país. São Paulo: Scipione. 2004. uma socialista convicta. O autor percorre os antecedentes histórico-geográficos que deram sustentação à formação da união Europeia e analisa o atual cenário político e econômico responsável por sua ampliação e consolidação como bloco de maior coesão entre os existentes na atualidade. Magnoli analisa o significado do processo de “globalização” e comenta o papel nas instituições multilaterais neste contexto. política. • SILVA. 136 min. 2003.org.Geografia – 4º termo - PARA SABER MAIS Filmes • Adeus. e desenvolve uma reflexão sobre as diferentes percepções que se tem da atualidade. São Paulo: Agir. 2003. Sites • Comunidades quilombolas. A mãe do protagonista. Jeremy. • MARCONDES FILHO. • ________.br/comunidades/>. Livros • MAGNOLI. África explicada aos meus filhos. Ela acorda oito meses depois e não pode sofrer nenhuma emoção forte. tais como economia. Ciro. que ajuda a esclarecer a posição subordinada do continente nos mercados internacionais. Lenin!). uma excelente introdução ao estudo da África. Trata-se de um filme leve. 86 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 . Andy Wachowski. Globalização: Estado nacional e espaço mundial. dedicado também à defesa dos direitos das comunidades quilombolas.cpisp. • RIFKIN. Disponível em: <http://www. divertido. O autor discorre sobre o significado da palavra crise nos mais diversos setores da vida social. Acesso em: 25 fev. também. Conta a história de uma família que vive na Alemanha durante a queda do muro de Berlim. 14 anos. 1999. Matrix é o nome do programa de computador responsável pelas diferentes formas de aprisionamento às quais a humanidade encontra-se conectada. São Paulo: Moderna. entra em coma quando o Muro de Berlim cai. • Matrix (The Matrix). as influências resultantes da incorporação das novas tecnologias nos diferentes setores da vida em sociedade. filosofia e cultura. Alemanha. Por meio de um texto ágil. Com argumentação sólida. 2010. 2008. São Paulo: Moderna. Sociedade tecnológica. 121 min. 2006. 2001. Direção: Larry Wachowski. considera. O sonho europeu. Demétrio. São Paulo: Makron Books. propõe mudanças na maneira como a política norte-americana lida com questões internas e externas. Neste livro. Lênin (Good Bye. União Europeia: história e geopolítica. O consagrado economista norte-americano estabelece um paralelo entre os papéis desempenhados no cenário mundial pela união Europeia e pelos Estados unidos da América. Direção: Wolfgang Becker.

Recentemente o IBGE colocou no ar o site <http://www. O site do Fórum Social Mundial abriga um rico material de análise sobre os movimentos sociais que atuam no mundo contemporâneo. O Observatório das Metrópoles é um grupo de pesquisa que trabalha em rede e reúne pesquisadores de várias instituições governamentais.net>. Disponível em: <http://www. Acesso em: 25 fev. 2010. • Observatório das Metrópoles. Curitiba.ibge. Goiânia. além de destacar as ações da organização em território brasileiro. Disponível em: <http://www. 2010. 2010. Portal da união Europeia com histórico e dados importantes da organização.br>. • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Natal. ONGs e universidades.br>. Acesso em: 25 fev. 2010.org. Fortaleza. 87 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 .br/paisesat/>. O site apresenta em enorme acervo de documentos e relatórios produzidos pela ONu. Recife. • Portal do Mercosul. Salvador.htm>.gov. 2010. bem como sobre estratégias e expectativas dos participantes do fórum. Belém. Disponível em: <http://observatoriodasmetropoles. Florianópolis. As equipes reunidas vêm trabalhando sobre 15 metrópoles (Rio de Janeiro.gov. Disponível em: <http://europa.onu-brasil. • Fórum Social Mundial. Santos. • Organização das Nações Unidas no Brasil. 2010.ibge.eu/index_pt. Acesso em: 25 fev.pdf>. Disponível em: <http://www. Site do órgão público brasileiro com uma imensidão de dados e bases cartográficas sobre todo o território brasileiro e também com informações estatísticas e cartográficas sobre o mundo.org. São Paulo. Acesso em: 25 fev. Acesso em: 25 fev.br>. Belo Horizonte. Nesse endereço encontra-se o estudo O estado da população mundial 2007: liberar o potencial de crescimento urbano.unfpa. Disponível em: <http://www. Acesso em: 25 fev. Portal oficial do Mercosul. Disponível em: <http://www.mercosul. Vitória e Brasília) e a aglomeração urbana de Maringá.forumsocialmundial. o site de países. Acesso em: 25 fev. 2010.br>. Em espanhol.gov. • Portal da União Europeia. org/upload/lib_pub_file/697_filename_ swp2007_spa.Geografia – 4º termo - • Fundo de população – ONU. Porto Alegre. que contém um planisfério “clicável”. com dados históricos e estatísticos sobre 192 países.

Relações entre espaço geográfico e globalização 2. As referências geográficas e econômicas da demografia 3 4 1. O Fórum Social Mundial 1. A Organização das Nações unidas (ONu) Leitura e análise de texto – O Brasil e o Conselho de Segurança da ONu Leitura e análise de imagens – Os objetivos de desenvolvimento do milênio Leitura e análise de texto – A Organização Mundial do Comércio e seu papel no mercado mundial Leitura e análise de texto – As desigualdades no comércio mundial Leitura e análise de texto – O significado do Fórum Social Mundial Leitura e análise de mapa – População mundial Leitura e análise de quadro – Principais centros de povoamento mundial Leitura e análise de gráfico – O aumento populacional no decorrer da história Para começo de conversa – O conceito de cidade Leitura e análise de texto – A população urbana do Estado de São Paulo Leitura e análise de mapa – As cidades mais importantes de São Paulo Leitura e análise de mapa – As regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas 2 3. As populações e o espaço geográfico 2. globalização e exclusão Lição de casa – A desigual distribuição dos recursos da globalização Leitura e análise de imagens – Principais processos de integração regional Leitura e análise de imagens – Comércio de mercadorias Aula expositiva – Blocos supranacionais contemporâneos Leitura e análise de textos – união Europeia Leitura e análise de textos – Nafta Leitura e análise de textos – Alca Leitura e análise de textos – Mercosul Leitura e análise de textos – Mercosul x Alca: há conflito? 1 4. Os principais blocos econômicos supranacionais 1. Cidades: espaços relacionais. A Organização Mundial do Comércio 4. Diferenças regionais na era da globalização 3. A Declaração dos Direitos universais do Homem Leitura e análise de texto – Declaração universal dos Direitos Humanos Leitura e análise de imagem – Os financiamentos à ONu 2. As possibilidades de regionalização do mundo contemporâneo Atividades Leitura e análise de textos – Globalização: escalas e tecnologias Lição de casa – Compressão espaço-tempo. espaços de conexão 88 D´LIVROS Editorial EJA EF — GEO — PROVA 03 — 12/03/2010 .Geografia – 4º termo - QuADRO-RESuMO DAS SITuAçõES DE APRENDIzAGEM E ATIVIDADES SuGERIDAS Volume Situação de Aprendizagem 1.