31-07-2012 NULIDADES

Temos atos que são definidos pela lei e os participantes da relação juridico processual devem pautar seu comportamento segundo o modelo legal. Para não incorrer no risco de as partes se perderem em providencais desnecessárias, que não resultem em objetivos para os respectivos atos processuais, a lei prevê o modo de realização dos atos em específico. Dessa fixação de regras legais para realização dos atos legais resulta que os atos devem ser praticados somente em conformidade ao modelo legal. Temos atos que não atendem aos requisitos m´nimos traçados pela lei. nessas situações o legislador prevê sanções específicas, que podem variar segundo o grau de desconformidade do ato processual Em algins casos a descnoformidade ao ato é intensa, e chega a se falar em inexistência do ato processual, mas há outras situações em que n]ao são comprometidos os objetivos dos atos processuais, há,na verdade, mera irregularidade, então é possível também os atos irregulares. Podemos pensar também em alguns atos para os quais o legislador estabelec e a sanção de nulidade, que possibilita retirar a eficaácia do ato e, dessa maneira, o ato não produz seus efeitos naturais

Ato inexistente É aquele em que há falta de um elemento considerado essencial pelo direito. A dissonância entre a prática desse ato e o modo como a legislação rpevê a realização desse ato é muito intensa, então não é possível considerá-lo processual. Atos nulos Não prduzem efeitos até que sejam convalidados. Se não for possível a convalidação, ele nunca produzirá os efeitos esperados. Temos então uma condição suspensiva: a convalidação. Eles dependem da convalidação. Quando é possível convalidar um ato nulo, estamos diante de uma nulidade relativa, que pode ser sanada. ´´e possível também que o vicio não possa ser sanado, e algumas hipóteses sçao de nulidades absolutas. Essas podem ser alegadas a qualquer momento por qualquer das partes, até pelo jiz. Não são convalidadas com o implemento de uma condição. A doutrina se divide, mas o posicionamento que prevalece é esse que as nulidades absolutas não podem ser sanadas. Atos irregulares

Temos que lembrar que o procedimento consiste em uma série de atos jurídicos impostos pela lei e, por intermédio desses atos, a prestação jurisdicional será conseqüência do correto transcurso dos atos processuais. Há atos que podem ser irregulares no curso desses atos processuais. São na verdade atos que sofrem vícios de intensidade pequena, que não comprometem a validade nem a eficácia dos atos processuais. Há uma violação da forma legal, mas que não é essencial, podendo ser até mesmo um defeito na estrutura do ato, ou de um formalismo inútil, que não seja imprescindível. Esse pequeno desacordo ao modelo legal não chega a descaracterizar o ato, e nessa situação podemos entender que o ato será válido, eficaz.

Qual sistema o CPP adotou? Temos dois sistemas mais importantes na escolha do legislador: 1. sistema formalista/da legalidade das formas/ indeclinabilidade das formas: a forma da existência à coisa, privilegia-se a forma. Toda violação /ás prescrições legais acarreta invalidade do ato processual. Esse sistema é o primado da prevalência da forma sobre o fundo, sobre o objetivo, sobre a finalidade. 2. sistema da instrumentalidade das formas: prevalece o fundo dobre a forma, a finalidade do ato processual. Ambos os sistemas inspiram o CPP. É como se o legislador tivesse cegado ao meio temo entre ambos os sistemas. Na exposição de motivos do CPP, nos itens 2 e 17, o legislador se preocupou com a instrumentalidade das formas, mas nem por isso descuidou completamente da noção formalista. Negando o excesso de formalismo, o legislador equilibrou as situações e estabeleceu o sistema da prevalência dos impedimentos de declaração ou argüição de nulidades. No primeiro artigo referente às nulidades nós encontramos uma disposição que privilegia a instrumentalidade das formas (art. 573).

Conceito e natureza jurídica das nulidades processuais É uma fonte de controvérsias doutrinarias e jurisprudenciais. Podemos associar essa noção de nulidade como um vício, uma imperfeição que pode tornar ineficaz o processo em todo ou em parte. Sob outro viés é possível conhecer esse tema segundo a noção de sanção, pois no processo a nulidade faz com que o ato processual se considere em si e para toos os efeitos como não realizado. Como os atos do procedimento estão sujeitos a requisitos legas, a violação ou inobservância das rpescrições legais acarretam uma sanção: a sanção de nulidade. Conforme a gravidade do desvio, podemos falar em nulidade relativa ou absoluta.

para outros autores. O manejo dos princípios nos ajuda na solução dos problemas concretos. essa nulidade acarretará Consequentemente na nulidade dos outros atos processuais que sejam decorrência do primeiro. não se declara a nulidade que não influi na apuração da verdade ou na . ainda que não tenha sido plenamente observada. 566. I). aquilo que era esperado do juiz foi cumprido e pode se aplicar esse principio. Todos os atos que sejam diretamente relacionados ao primeiro. Pensando sobre a natureza jurídica. mas mesmo assim o juiz analisou todas as teses de acusação e de defesa. 2.. que diz que apenas os atos decisórios do juiz serão considerados nulos na hipótese de incompetência do juiz. não decorreu prejuízo para a acusação ou defesa. se trataria de um a condição para o regular desenvolvimento do processo. podemos considerar que nem sempre ela será um pressuposto de validade da relação processual. somente parte da atividade processual: ex. os atos praticados na fase postulatória (denuncia. queixa . 1. Ex: um sentença que não tem relatório. se pensarmos na hipótese de suspeição do juiz (564. Podemos ter uma nulidade que invalide todo o processo. portanto. É melhor dizer que a aussencia de nulidade se trata de condição para regular desenvolvimento do processo. Buscando um conceito sintético. Esse conceito ressalta nulidade como vício ou sanção. A partir disso. principio da instrumentalidade das formas/princ do prejuízo: não se anula um ato se. Porém. Não se anula o ato se. princ da causalidade: decretada a nulidade de um ato processual. Um sentido para indicar o motivo que torna o ato imperfeito e outro para explicar a conseqüência que deriva da imperfeição do ato (que é propriamente a sanção). da atipicidade. Então. nessa situação. É possível também.Há. é a máxima pas de nullité sans grief. e a relação processual continua vigente. Segundo o art. em algumas ocasiões. que invalida ou pode invalidar o ato processual ou todo o processo. e uma hipótese de invalidação de todos os atos do processo. embora praticado em desacordo com o previsto em lei. devem ter sua nulidade declarada. Como regra. poderíamos afirmar que: as nulidades consistem na inobservância de exigências legais. atingiu o seu fim. ou pode atingir o processo de maneira limitada. falha ou imperfeição jurídica. art 567 do CPP. Aqui podemos lembrar que a nulidade pode acarretar a imperfeição de algum ato processual ou de todos os atos processuais. a inexistência de nulidades chegou a ser considerada como um pressuposto de validade da relação processual. um duplo significado para o conceito. que apenas alguns atos sejam declarados como nulos. tenha sido cumprida.. A razão pela qual a forma foi instituída. pois as vezes anula apenas um ato ou uma sequencia de atos. da causa. o vício pode invadir toda o processo. Pprincipios relativos ao tema da nulidade São importantes pois são complementares.

Se houvesse transito em julgado. é conseqüência dos atos processuais realizados e. seria possível o réu ingressar com uma revisão criminal. que o ato tenha atingido a sua finalidade. pelo qual a nulidade de um ato não prejudica outros atos que sejam independentes. via de regra. e conserva-se a prova pericial produzida depois 3. Ele vem na linha da instrumentalidade das formas. o ordenamento se preocupa em aproveitar a atividade processual atípica. a sentença será considerada nula. no lugar de uma invalidação. 2. 565 consagra essa ideia. A sentença. que fala em suprimento. Esse princípio consta do art. E aí muitos autores falam na aplicação de um principio chamado conservação dos atos processuais. não necessariamente haverá nulidade de outros atos instrutórios. citação) a nulidade desses atos acarreta a nulidade dos demais atos processuais. O art. 3. Esse princ também é chamado de princípio da consequencialidade. no interesse da sociedade. dos objetivos voltados a um provimento justo. à observância das garantias constitucionais. e pode ser complementado pelo princ da conservação dos atos processuais. havendo nulidade de um ato instrutório. 3 fundamentos são necessários: 1. 569. entendida como aptidão para criação correta dos resultados esperados do processo. que não é a ausência de uma condição da ação (legitimidade ad causam). Nesse caso. então. 4. Ao mesmo tempo que dispõe as hipóteses de aplicação de uma serie de sanções tidas como nulidades processuais. essas originam-se da violação de uma norma de interesse marcadamente público. normalmente não haverá essa nulidade. Outro exemplo é o art. 248 do CPC. Por sua vez.crime. É possível utilizar-se somente a prova pericial fabricada depois. O suprimento . ela tem que ter interesse. mesmo sendo atípico. Aqui temos uma ilegitimidade da parte. e o juiz pode reconhecê-las de ofício. inclusive. mas a ideia é a mesma: convalidar um ato. mas se trata na verdade de uma hipótese de irregular consittuição do representante da causa.Que o contraditório tenha sido preservado. Que não tenha havido prejuízo para as partes. será possível que o ato viciado venha a produzir seus efeitos esperados. Se pensamos em efetividade do processo. Para que ela ocorra. é necessário flexibilizar a forma processual. princ da convalidação. o exemplo é o da oitiva de uma testemunha que foi declarada nula. Realizada uma prova testemunhal. que sustenta que a técnica processual deve ser colocada a serviço dos objetivos maiores do processo. pois ele também atua como custus legis. 568 é um exemplo de convalidação de um ato processual. Esse princ se aplica somente às nulidades relativas. e até a parte que não tem interesse pode alegar uma nulidade absoluta. de maneira a não colocar entraves insuperáveis na realização de todos os atos processuais. dos atos instrutórios e decisórios. O MP quase sempre tem interesse do reconhecimento das nulidades. como ato final do processo. e então o ato pode ser ratificado com a presença de um representante da parte. em certas situações previstas em lei. sanada a irregularidade e não havendo prejuízo para as partes. já que em relação das nulidades absolutas. posteriormente essa prova é decretada nula. podemos ter a convalidação de um ato praticado em desconformidade com a norma. O art. sejam elas em favor da acusação ou da defesa. considerada a nulidade de um ato processual. principio do interesse: a parte que deu causa à irregularidade não pode pleitear a nulidade do ato processual.

falamos de formalidades que não são considerados essenciais. pela característica de ordem publica da nulidade absoluta. . em todas as situações o prejuízo existirá. não há que se demonstrar o prejuízo.pressupõe o acréscimo de informações necessárias que faltaram. são mais problemáticas. As garantias constitucionais não devem ser vistas apenas sob uma ótica individualistas. haver[á o suprimento dessas peças processuais. Pode ser interesse de uma das partes ou de ambas as partes. ele deve existir para que a nulidade seja decretada. temos uma nulidade. e o prejuízo é presumido. O CPP contém um rol de nulidades relativas. 109 do CPP). pois o pedido é um pressuposto processual. Aplicam-se às nulidades relativas os princípios da instrumentalidade das formas. é possível entender que o ato é válido (prof. é a aplicação do princípio da . A violação de determinada forma do ato viola o interesse público. mas há um posicionamento minoritário: caberia avaliar se há prejuízo ou não. Ada e scarance (?)). Mesmo nos casos em que o vício poderia acarretar nulidade absoluta. As nulidades podem ser absolutas ou relativas. e o prejuízo costuma ser evidente nessas situações. mesmo em relação a nulidades absolutas. e oferecidas essas informações. Já o princ do interesse não se aplica. se o ato cumpriu sua finalidade. a ordem pública. mesmo sendo absoluta (profs. pois o princípio do prejuízo tem aquela discussão sobre se aplica ou não aplica. No processo penal. depende de uma provocação da parte. e se trata de uma presunção iut eri de iuri. toa vez que uma regra/principio constitucional é violado.. O interesse na constatação dessa nulidade é público. Badaró). Esse é o posicionamento majoritário. Em relação às absolutas. queixa crime. à elas aplica-se o princ da causalidade. A doutrina entende que esse rol é das relativas e que todas as outras são absolutas. não se cogita nulidade. Nos casos em que ficar evidenciada a inexistência de prejuízo. O princípio o prejuízo não pode ser aplicado. Absolutas: decorrem de uma determinada violação à forma e a uma violação que tem característica que envolve o interesse público. As nulidades absolutas. mas devem ser vistas à luz do devido processo legal. Art. As nulidades relativas estão sujeitas á preclusão e consideram-se sanadas se não forem alegadas no prazo legal. e estabelece que se algumas delas forem sanadas no momento oportuno. da causalidade. Havendo uma nulidade absoluta. A nulidade relativa não pode ser decretada de ofício pelo juiz. do interesse e da convalidação (todos os princípios). Excepcionalmente o juiz pode decretar de ofício (art. que visa proteção de interesse privado. Esse é o posicionamento majoritário. o ato processual será válido. pois presume-se o prejuízo. . Se faltar o pedido de condenação. convalidando o ato processual. aí estamos diante de uma inexistência do processo. que é no caso de incompetência relativa do juiz. 572: rol de nulidades relativas. Em se tratando de denuncia. pois mesmo a parte que tenha dado causa à nulidade tem a possibilidade de argüir a nulidade. Magalhães.. Relativas: são aquelas em que há violação de determinada forma do ato. seja ele evidente ou não.

O ato inexistente não poderia ser sanado pela coisa julgada. Se a competência estiver prevista na normativa infraconstitucional. será necessário avaliar que hipótese de competência está em jogo. Impedimento O juiz impedido é aquele que incorre nas hipóteses do art. a competência considera-se prorrogada. garantido constitucionalmente. se não hovuer manifestação das partes. segue o processo. prevalecendo a absolvição. prorrogação. sob pena de inexistência do ato processual. Em nome dos princípios do favor rei e do Nei bis in iden (?). 252 do CPP. Se for competência em razão da matéria ou de foro por prerrogativa de função. Normalmente a coisa julgada convalida eventuais nulidades no processo. o ato produz efeitos. que consta no art. Podemos pensar como exemplo na competência por prevenção (que se encontra dentro do tema da competência em razão do local). Somente o réu poderá argüir as nulidades absolutas que tenham ocorrido (revisão criminal e habeas corpus).Hipóteses de nulidades Incompetência Segundo o princípio do juiz natura. tal qual a máfé das partes. A competência relativa admite. e nem proclamada pelo juiz. A lei veda o exercício jurisdicional do magistrado nesse processo. Não sendo aventada pelas partes a nulidade. que torna o ato inexistente. em situações de algum erro grosseiro em razão do início da ação penal em local diverso do local do cometimento do crime. essas são competências absolutas e devem ser observadas sob pena de nulidade absoluta também. Suspeição A suspeição também é motivo de nulidade. e não há anulçaao dos atos proessuais. Não há possibilidade de prorrogação ou convalidação desses atos. Temos também a situação de incompetência constitucional. Agora. Suborno . A súmula 706 do STF expressa exatamente isso. ninguém será julgado/processado senão pelo juiz previamente indicado pela lei. sim. A parte interessada deve reclamar por meio da exceção processual cabível (exceção dde suspeição) e. a doutrina defende que a competência constitucional deve ser sempre observada. É a competência em razão do território. Qualquer ato praticado por esse juiz será um ato inexistente. a nulidade é absoluta. Coisa julgada: produz uma situação peculiar. mas se houver uma absolvição. 254 do CPP.

que diz que. e se não se der por meio desse exame. 564. 564. III. e essa discussão já está pacificada. então é necessário que haja um defensor para o réu. 564. com a revogação expressa do art. denúncia e de representação. 568 – e é uma nulidade relativa. ii fala disso. a prova da materialidade delitiva deve se dar por meio do exame de corpo de delito direto ou indireto. Art. se ela foi proferida por um juiz impedido. que participe dos atos processuais. Ausência de formulas ou termos Art. pois a autoridade não pode mais iniciar de ofício os processos relativos às contravenções. temos aqui o caso de uma nulidade absoluta. em favor dos princípios do Ne bis in idem e do favor rei. Essas hipóteses. III. III. É possível que haja a violação de alguma das fórmulas legais na realização do exame. 194 do CPP. se houver apenas um perito nomeado (a lei exige dois). O termo suborno diz respeito ás hipóteses de concussão. mas a deficiência só anulará se houver prova de prejuízo para o réu. que expressa a prevalência do princípio da ampla defesa. suspeito ou subornado. corrupção passiva e prevaricação. a falta de defesa acarreta nulidade absoluta. condicionada. b: nos crimes que deixam vestígio. portaria ou auto de prisão em flagrante: essa parte da alínea deve ser considerada. pois falta um pressuposto processual. 564. Se falta legitimidade para a causa. etc. Art. II: hipóteses de juiz subornado. e qualquer falta de intervenção do MP nos atos processuais dessa ação penal publica incondicionada. não havendo necessidade de curador para menor de 21 anos. Ilegitimidade da parte A lei não distingue se é ilegitimidade para causa ou para o processo. Havendo suborno conhecido pelas partes. 564.Art. O art 564. ele pode ser invocado e anulará todos os atos praticados pelo magistrado subornado. falta de participação do MP implica ausência do contraditório. No entanto. configurando . Ausência de processo de contravenções penais. quando a ilegitimidade diz respeito à ilegitimidade ad processum (relativa a representação rpocessual). Art. e é necessário que a defesa seja efetiva. nesse caso é possível corrigir a nulidade – é como o art. que apresente as teses de defesa. temos uma nulidade absoluta. a coisa julgada prevalece. a doutrina se inclina mais no sentido de se tratar de uma nulidade relativa. III. mas o CC/02 previu que a maioridade civil é aos 18 anos. Há uma súmula importante: súmula 523 do STF. especificamente ausência de denúncia e queixa crime geram inexistência do processo. c: há a necessidade da nomeação do defensor ao réu. a: Ausência de quieixa crime. d: cabe ao MP a titularidade da pretensão punitiva do estado. nesse caso há um impedimento à propositura de uma nova ação. Há ainda a discussão sobre nomeação de curador ao menor de 21 anos. no processo penal. Obs: em razão do trânsito em julgado de uma absolvição. por exemplo.

Outra hipótese de nulidade absoluta: promotor ad hoc. natureza jurídica. pois consta no rol do 572. desclassificação ou absolvição sumária). Reconhecendo esse vício. A defesa pode alegar que a não realização do interrogatório não acarretou prejuízo para a parte.nulidade absoluta. que acarreta nulidade absoluta. há divergência doutrinária sobre isso. No caso da alínea e do inc. Isso não significa que o réu deva comparecer e responder a todas as perguntas feitas. É uma peça que não existe mais no processo penal brasileiro. desde que a tese de defesa reste comprometida com essa ausência de informação. o acusado tem direito de se manter em silêncio. quando a parte interessada atua no processo penal. que remete o caso para a apreciação do tribunal do júri. interrogatório com acusado presente: é caso de nulidade relativa. que venha a prejudicar os atos do processo como um todo. 3. e também de meio de prova. Aqui nós temos a ausência de decisão de pronuncia. A ausência de informação ao inidiciado ou acusado sobre o direito de permanecer calado pode implicar a nulidade. III: temos três situaões distintas: 1. Caso inexista a decisão de pronuncia. expressamente. O interrogatório tem natureza de meio de defesa para o réu. pois está previsto no art. mesmo não informado do direito de permanecer em silêncio tenha permanecido em silêncio ou negado todos os fatos a ele imputados. os princípios e as primeiras hipóteses de nulidade elencadas no cód. será necessário que os autos retornem ao juiz para que ele profira uma das 4 decisões possíveis ao final da 1ª fase do tribunal do júri (denuncia. sendo possível que o réu. a nulidade será da segunda fase do processo. O réu não tendo conhecimento da acusação intentada contra ele. A pronuncia é aquele juízo de admissibilidade da acusação. relativo apenas ao ato processual. 2. pronuncia. 572: prevê o rol de nulidades relativas no processo penal. A alínea f trata de situaçoes relativas ao tribunal do júri. Essa parte é caso de nulidade absoluta. Essa alínea faz referencia também ao libelo crime. e não há notificação do MP nesse caso. ou pode também haver um caráter mais moderado de nulidade. portanto. Qualquer supressão de prazo configura nulidade absoluta. 07-08-12 Nulidades (cont. não passa a integrar a relação jurídico processual e. ausência de citação do réu é hipótese de nulidade absoluta.) Na aula anterior nos vimos o conceito de nulidades. e aqui pode se tratar de uma nulidade mais grave. temos um caso de uma nulidade absoluta. e diz respeito à ação penal privada subsidiária da pública. a falta de observância dso prazos concedidos. a segunda parte dessa alínea trata de uma nulidade relativa. . Mas. alguns autores preferem dizer que se trata apenas de meio de defesa ou apenas de meio de prova. podendo ser alegada pelas partes e devidamente sanada.

para as testemunhas intimadas. Essa ideia da lei diz respeito à dissolução do conselho de sentença no caso de julgamento marcado para outra data (sumula 206 do STF). A alínea l fala que a ausência de acusação ou defesa gera nulidade absoluta. .A alínea g trata da falta de intimação do réu para a sessão de julgamento para o tribunal do júri. Com a reforma de 2008 não há mais libelo nem contrariedade ao libelo. se ele não estiver presente. o relatório. Então. etc. A alínea m traz a falta da sentença como causa de nulidade. independentemente do crime ser afiançável ou não. Conversa de um jurado com pessoas externas ao conselho de sentença também gera nulidade absoluta. que deve ser preservada. ele deve manifestar a sua vontade em não comparecer por escrito. Há também a possibilidade da defesa ou da acusação não ser efetiva. É caso de nulidade absoluta. é possível a realiação do julgamento sem a presença do réu. se a sentença não contiver elementos essenciais dá rpa falar em nulidade. O art 463 estabelece que é imprescindível ao menos 15 jurados. A alínea k trata da ausência dos quesitos obrigatórios e das respectivas respostas. Em outro caso. Tanto o acusado solto quanto o preso. Dessa intimação deve constar. A alínea j trata da ausência do sorteio dos jurados co conselho de sentença e da sua incomunicabilidade. Se faltar o dispositivo da sentença. é importante que ele tenha ciência destes fatos. Na redação original. não se permitia a realização da sessão nos crimes inafiançáveis sem a presença do réu. §2). e é necessário que o seu defensor manifeste a vontade do acusado de não comparecer (o defensor deve comparecer – art 457. Alínea i fala de ausência de formalidade relativa ao tribunal do júri (15 jurados). que elas não são obrigadas a comparecer. Equipara-se a ausência de sentença a existência de uma sentença não assinada pelo juiz. Se não houver a intimação e o réu não comparecer. Súmula 156 do STF. mesmo com a presença e participação do órgão da acusação ou defesa. Essa ausência configura nulidade absoluta. isso não significa uma manifestação tácita de que o réu não pretende comparecer. A realidade é pródiga de situações difíceis. em algumas situações: No caso do acusado solto que não tenha sido intimado regularmente. a intimação da realiação da sessão do júri é o corolário da garantia do contraditório. Os jurados não podem comunicar-se entre si a respeito dos fatos do processo. No caso do acusado preso. fica prejudicada toda a fudamentação. São causas de nulidade absoluta. o que causa nulidade relativa. A alínea h trata da intimação das testemunhas arroladas no libelo e na contrariedade. o seu não comparecimento não impede a realização da sessão. Os jurados decidem segundo a íntima convicção.

Alínea o trata da ausência de intimação nas condições estabelecidas epla lei para ciência de sentenças e despachos. no caso da reabilitação (art. No inciso IV nós temos uma situação que fala da ausência de formalidade que constitua elemento essencial do ato. Alínea n traz a ausência do recurso de ofício nos casos rpevistos em lei.Ainda sobre a sentença. Os tribunais rpeveem um número de desembargadores/ministros/juízos nos seus regimentos. não havendo nulidade nesse caso. Tem momentos certos para a alegação da nulidade relativa. é sempre a falta de um ato processual que é importante. ainda que possa trazer outras conseqüências (presoprovisório pode ter sua prisão relaxada por conta da demora). A não apreciação por parte do juiz de todas as teses da defesa apresentadas nas alegações finais devem ser fundamentadas. Decretação da nulidade Apenas por meio de uma declaração jusdicial é que é ´possível o reconhecimento da nulidade em razão da inobservância da prescrição legal. Essa alínea fala em tribunais de apelação. No inciso III. O inciso IV traz hipóteses de nulidade relativa. Em razão de economia processual. incumbe ao . É evidente a necessidade do conhecimento dos atos processuais e a possibilidade de refutar. mas isso vale para todos os tribunais. É preciso que o recurso trate de todo o tema. É o exercício do contraditório. há nulidade absoluta. É causa de nulidade absoluta a inobservância desse quorum. Então. a demora na prolação da sentença não acarreta propriamente nulidade.i). Se não houver esse recurso de ofício. Se houver recurso voluntário por parte da acusação. Até porque o réu vai recorrer das decisões do juiz. sem o qual não se pode realizar o ato sem o prejuízo da forma legal. A alínea p trata da ausência. uma denuncia não podem prosperar se não houver a descrição dos fatos na denúncia. a lei rpeviu duas situações dessa necessidade: na hipótese de concessão de habeas corpus pelo juiz de primeiro grau (art 574. uma queixa crime. mas eles não existem mais já há algum tempo. por exemplo. recorrer. Permanece necessáriaa intimação pessoal tanto ao representante do MP e ao defensor (seja dativo ou público). 572. uma ação penal. Há uma lei (11419) que acrescentoou um aspecto: os defensores constituídos podem ser intimados por meio eletrônico. do quorum legal para julgamento. sob pena de nulidade. e é encessário a observância desse número legal. não é indispensável o recurso de ofício. segundo o art. no STF e nos tribunais de apelação. 746).

2. quando esteja atuando como tribunal de competência originárial (primeira instancia). inclusive de argüição de nulidade. Se favorecer a acusação. 571. e cabe as partes alegar as relativas. 3 que a parte argüente tenha interesse na observância da formalidade preterida (principio do interesse). esta restrito às observações das formalidades. A utilização do habeas corpus como meio de argüição de nulidade pode ocorrer inclusive após o transito em julgado da sentença penal. Tratando-se de nulidade relativa. todo o vício. O que ocorre com mais freqüência é o reconhecimento da nulidade na sentença. Há . O poder conferido às partes para impugnar o ato processual fica subordinado à uma tríplice condição: 1. as partes devem alegar. MS e 3. Então. se praticado por outra forma. O tribunal atuando em grau de recurso só pode reconhecer de ofício uma nulidade na situação em que a nulidade (não argüida pelas partes) se o reconhecimento for favorável ao réu. Há instrumentos para a decretacao da nulidade: vias impugnativas para essa decretação. pensando-se auqi especificamente nas ações autônomas: 1. também o assistente de acusação e também o MP (tanto como órgão de acusação como órgão de defesa). No processo penal tem uma atuação ampliíssima. aceitar os efeitos da nulidade relativa. É uma proteção urgente contra o abuso e a limitação da liberdade.2 que a aprte não tenha concorrido para a imperfeição do ato. 572 fala de algumas fórmulas aplicáveis às nulidades relativas. Também atinge seus efeitos o ato processual.juiz da causa reconhecer toda a irregularidade. tornando válido o ato processual. Súmula 160. há também as ações de impugnação. Revisão criminal Habeas corpus É um remédio processual para sanar as situações me que haja ameaça ou privação propriamente da liberdade. o ato tiver atingido o seu fim. incumbe ao juiz de primeiro grau. tratar das preliminares propostas pelas partes relativas às nulidades. para que nesse momento da sentença o juiz tenha condições de declarar a nulidade. LXVIII. a possibilidade de reconhecimento pelo tribunal de ofício. Mesmo em relação às nulidades absolutas. A primeira delas é a não argüição no momento adequado. Alem dos momentos no curso do processo (alegações finais. é indispensável que a acusação tenha argüido o vício. ainda que tacitamente. iv. Essa situação consta no art 648. A nulidade relativa não argüida no momento adequado pode convalescer. A lei processual rpeve meios para a arguicao de nulidades. que convalesce. quando profere a sentença. Segundo: se a parte. das nulidades absolutas de ofício. Na CF está no 5. Quem pode argüir as nulidades? As partes. há o compadecimento da nulidade quando alegada no prazo e indicado no art. e cabe ao tribunal também. Que a parte argüente não tenha dado causa a nulidade. nas alegações finais. apelação). atinente à atos não essenciais ou atinente a atos que digam respeito à formalidade dos atos. O art. habeas corpus.

ainda que corroborado por outros elementos informativos ou não.os elementos colhidos durante o inquérito serão submetidos. temos esforços. As informações que constam no inquérito são informativas. A violação de faculdades processuais no curso do processo. durante a instruçlão. no convencimento do juiz. fica prejudicada essa oitiva. e aí ela falece. Revisão criminal Embora o CPP não arrole a existência de nulidade como existência de situações que permitem a desconstituição da coisa julgada penal. essa prova se torna ineficaz. aí não dá pra ouvir durante a instrução. Esses são atos chamados pre-processuais. MS Se a ilegalidade não afetar direta ou indiiretamente o direito à liberdade de locoomoçao. a violação de direito líquido e certo. e isso éq eu servi´ra ao magistrado para a decisão. E o inquerito policial? Pode resultar em nulidade um ato rpocessual realizado durante o inquérito? O que prevalece é que o inquérito tem caráter meramente informativo. É necessária a prova pré constituída. mas deve haver a rpesença também de pelo menos um elemento de prova. e a partir de então a prova será hábil para constar na motivação. É necessária que a ilegalidade seja constatada sem a necessidade de uma instrução probatória. abusivo. o instrumento hábil é o MS. por alegações finais. a oitiva de uma testemunha de maneira irregular durante o inquérito é uma situação preocupante. E se a testemunha foi ouvida com irregularidade durante o inquérito. por ocasião da apelação e dessas ações de impugnação (HC. .a necessidade de demonstração do vício de plano. tanto pelo MP quanto pelo querelante tem possibilidade de se valer desse meio processual. como método de produção de prova. que não envolvam privação de liberdade. mas o ato será produzido em contraditório posteriormente. Uma possível irregularidade do inquérito não pode contaminar o processo. entende-se que é possível o emprego da revisão criminal após o transito em julgado (art. ms e revisão criminal). não há uma possibilidade de produção de provas. É verdade que o juiz pdoe se valer de elementos informativos do inquérito na sua decisão. há razão em se preocupar com a produçãod e um elemento informativo de maneira que viole a lei. 626) É possível a a alegação de uma nulidade por uma simples petição. diligencias processuais realizadas com o objetivo de colheita das informações que viabilizem a impetração de uma acusação. Nós não temos atos processuais. bonitinho? Nesse caso. mesmo quehaja uma irregularidade de um ato pré processual. será possível então impretrar um mandado de segurança contra o ato judicial ilegal. com contraditório.

nós temos uma prova ilicitamente obtida. Há uma violação de pressuposto processual. Isso é uma violação dos direitos da intimidade. destinados a proteger liberdades públicas e direitos da personalidade. Há violações especificamente do direito substancial. Provas ilícitas e atos processuais nulos São facilmente confundidos. ex: oitiva de uma testemunha sem a observância dos requisitos exigidos pela lei. Quando houver violação de norma de direito material. a prova será ilegítimamente produzida. Quando a proibição constar de uma norma de direito processual. então é mais um caso de ilicitude. Nós temos aqui uma situação em que um direito constitucional (inviolabilidade do domicilio) é mitigado. são sempre questões processuais. em conseqüência do primeiro. então. algumas proibiçpoes são de natureza processual e outras de natureza material. em sentido estrito. 157 CPP).Extensão da nulidade: o juiz deve decretar a extensao da nulidade. Ex3: gravação da conversa entre presentes. No caso da nulidade. não podem ser valoradas. O membro do MP não pode realizar a oitiva. Aquelas que são exclusivamente processuais dizem respeito à lógica. Ex: interceptação telefônica realizada faltando um requisito previsto em lei: a autorização judicial. pois não podem constar da argumentação do juiz. houve um abuso de poder. mas constava no auto de busca e apreensão apenas uma residência. vai caracterizar ilicitude. As provas ilícitas devem ser desentranhadas dos autos (art. Houve uma violação de direito material. essa obtenção do conhecimento dessa comunicação. No campo das proibições da prova. mas realizada em três residências. Nem sempre essa distinção é fácil. Ex2: busca e apreensão realizada por um agente policial munido de autorização judicial. personalidade. Isso caracteriza nulidade se for levado ao processo. No art. Para violação de impedimento meramente processual. e não há pressuposto legal. e não podem também formar a sua convicção. Isso seria causa de nulidade ou de prova ilícita? A interceptação telefônica pressupõe o conhecimento de uma conversa realizada por duas pessoas por alguém que n]ao é destinatário daquela conversa. É um direito fundamental previsto na CF. . designa a prova colhida infringindo-se normas ou princípios previstos pela CF e pelas leis. então. configurando prova ilícita. basta uma sanção erigida através da nulidade do ato e a sua ineficácia. LVI: vedação à produção da prova ilícita. realizada durante o dia. pois a conseqüência é a mesma: o não aproveitamento do ato processual. ou vai caracterizar ilicitude? Nçao há lei que autorize essa comunicação entre presentes. ou seja. Art. às normas de direito processual. As nulidades são reservadas para essas falhas procedimentais. uma vez trazida aos autos. Deve reconhecer o ato processual que é nulo e aqueles atos que. também sejam nulos (aplicação do princ da causalidade). A prova ilícita. 249 do CPC há disposição nesse sentido. o promotor realiza a oitiva da testemunha. e aí temos uma situação de nulidade. 5.

No processo penal até existe uma hipótese (revisão criminal) que a viabilidade do recurso é eterna. não tem sistematização. Alpem disso. porém essa revisão criminal é uma impugnação. O recurso de ofício na verdade é um reexame necessário. O HC. Nós vamos ver também que a busca pela justiça de uma decisão tem limites. mas ainda não foi aprovado. Como o juiz é uma autoridade. que. em algumas situações restritas. nós não queremos as coisas erradas. No art. Além disso. e as hipóteses em que cabe esse recurso. eventualmente é possível se pensar na utilização dessa prova. então nem sempre cabe recurso. 14-08-12 No processo penal vigora o princípio de que não existe nulidade se não houver prejuízo. embargos infringentes e correição parcial. Existe uma falibilidade humana. é um meio da parte.A única hipótese em que a doutrina faz referência é a prova ilícita que favorece o réu. . Eu poso interpor uma ação de revisão criminal a qualquer tempo depois de transitada em julgado (inclusive depois que a pessoa já morreu). recursos especial e extraordinário. depois de aplicada a proporcionalidade. A prova ilícita é tida como um não-ato processual. O sistema processual penal é uma bagunça. Isso é muito importante. Esse prejuízo não pode ser identificado com a derrota na demanda. Recursos É o meio que dispõe a parte para modificar uma decisão que lhe foi desfavorável (Moreti). essa é a razão do recurso. ela não é ilimitada. 581 traz um recurso em sentido estrito. volta e meia. não cabe recurso eternamente. No sistema recursal também existe proposta de alteração no CPP. apesar de previsto há muito tempo: é que. mas sim as coisas certas e justas. existia contra atos de autoridade. O resto é mais simples. para simplificar tudo. encontramos decisões e doutrinas que fazem afirmações que contrariam esse princípio básico da nulidade. existe um inconformismo para com o errar. não é propriamente um recurso. nesse caso tem o reexame necessário para ver se a autoridade é que estava errada. carta testemunhável. no seu inicio. temos a apelação. pois é muito moderno. agravo (só na execução e nos processos que tramitam no tribunal). Esse recurso “equivaleria” ao agravo. e não um recurso propriamente. não adianta somente argüir o prejuízo. Então. O prejuízo tem que ser concretamente demonstrado. e os atos por ela praticados tem presunção de legitimidade.

O pacto de San José da Costa Rica expressamente diz no art. segundo Carnelutti. O primeiro desses recursos é o da taxatividade dos recursos. e eu posso inclusive interpor os dois recursos ao mesmo tempo. nós temos diversas decisões que são irrecorríveis. se eu quiser pedir absolvição. Por exemplo: decisão contra um acórdão do tribunal. 8º. se eu quiser recorrer pleiteando exclusivamente o suissi. A natureza jurídica do recurso. nº 2 alínea h. Outro princípio é o da unirrecorribilidade dos princípios. por força do principio do duplo grau. pode-se dizer que há uma prevalência da apelação sobre o recurso em sentido estrito. é o desdobro jurídico da ação. Alguns princípios estabelecem as bases do nosso sistema recursal também no processo penal. Eu não posso recorrer várias vezes da mesma decisão com vários recursos. teoricamente. o prazo para interpor a apelação fica suspenso. Se eu quiser pleitear que eu seja absolvido e. a sociedade precisa se estabilizar. e não o mérito. Ainda em função desse princípio. mas isso não quer dizer que ele seja obrigatório. se não . desde que esses recursos venham de partes distintas (pode inclusive ser dois réus diferentes. o recusro é a apelação. Há outras hipóteses em que. ou seja.Há a necessidade também de ter o limite ao recurso. sobre o duplo grau de jurisdição. Mas é possível ainda uma decisão que sobrevenha embargos de declaração e apelação. O direito de recorrer é de toda decisão ou da decisão final do processo? Da decisão final do processo. É possível recorrer afirmando que houve um equivoco processual. Alguns dizem que o duplo grau pode ser extraído do próprio texto constitucional. com procuradores diferentes).. eu posso interpor dois recursos. O Duplo grau de jurisdição já foi expresso na nossa CF/24 e hoje não é mais expresso. da medida em que a CF prevê vários graus de jurisdição. Se de um lado eu tenho a inconformidade para com a injustiça. Há decisões que são suscetíveis de mais de um recurso. não se pode criar um recurso novo nem trazer um recurso que só existe no direito do trabalho. Cabe recurso especial e recurso extraordinário ao mesmo tempo. Isso é importante pois. o recurso é . Mas o duplo grau nos assegura recorrer da decisão condenatória ou absolvitória. por exemplo. que prejudicou. Imaginemos que eu fui ocndenado e o juiz não me concedeu o suissi. que será processada depois que for julgado os embargos de declaração. Se opuser embargos de declaração.. De uma determinada decisão só cabe um recurso. é uma nova ação do recurso dentro da relação jurídica processual. Por exemplo: de uma sentença eu posso interpor embargos de declaração ou apelação. porém não simultaneamente. no processo penal. Porém esse princípio é relativo. se o acórdão violou tanto a lei estadual quanto a CF/88. Mas não são as decisões finais. mas sim as interlocutórias. de outro lado eu tenho também a necessidade de uma segurança jurídica. As decisões finais são recorríveis. o rol dos recursos previstos na nossa lei processual é taxativo. A taxatividade dos recursos não significa que eu não posso interpretar determinado artigo de forma extensiva.

que me seja concedido o suissi. O juiz não recebe. Princípio da complementariedade: admite complementação em determinadas hipóteses. eu posso atacar o veredicto dos jurados ou o trabalho do juiz. Na apelação não tem nada disso. daí há a necessidade de o recurso trazer explícito o motivo do recurso.rolar. Em segundo lugar. Então. então. Princípio da dialexidade. por sua vez. Princípio da variabilidade dos recursos: por esse princípio eu poderia interpor novos recursos dentro do mesmo prazo. A má-fé é uma situação mais comum. mas o código atual afastou a rpevisão desse princípio. Princípio da fungibilidade dos recursos (art. então. Também não se admite esse princípio sempre que houver um erro grosseiro (doutrina e jurisprudência) ou ma fé (lei). deve-se opor o recurso “errado”. Perdi o prazo dos embargos. eu não posso apelar depois para atacar a outra. então eu não posso aproveitar uma apelação como se recurso extraordinário fosse. erro grosseiro ocorreria quando a lei é clara ao prever expressamente um determinado recurso para determinada impugnação. Por esse princípio. eu posso aproveitar um recurso interposto erroneamente. e inter´poe embargos de declaração. mantendo essa dialexidade. E aí eu posso recorrer de ambas as situações. entendeu que a sentença é obscura. Porém o professor discorda desse princípio. a prevalência da apelaçao. e não há divergência doutrinária daquela hipótese. que já recorreu. Havendo razões. A parte precisa dizer o porque cabe esse recurso extraordinário. cabe à parte contraria dizer que não concorda. porém dentro do prazo do recurso que seria adequado. 579. Se eu apelo e ataco apenas uma. Eu limito o meu recurso. pois ocorreu a chamada preclusão consumativa. Na fase recursal há a dialexidade. tem alguma omissão. Quando é que cabe um recurso extraordinário? Quando a decisão viola o texto constitucional. então faço uma apelação. nesse caso eu não posso apresentar o novo recurso. pois houve a preclusão consumativa. O réu. Pode ser que a decisão dso embargos traga uma modificação de interesse da acusação. No caso do júri. Ex: a impugnação demanda embargos de declaração (prazo 2 dias) e prazo para impugnação é de 5dias. Qual a extensão desse princípio? Ele alcança os recursos cuja fundamentação não é legalmente motivada. pois há a regra segundo a qual eu só devolvo ao tribunal o conhecimento da matéria que eu impugnei. qual o dispositivo constitucional que foi violado. Imagine que houve uma sentença e o promtor não ficou satisfeito e apelou. porém com o conteúdo de embargos de declaração. CPP). O CPC/39 previa expressamente essa fungibilidade. a . etc. Ex: eu apelo de uma sentença e apresento razões. deve-se reabrir o prazo para que a acusação possa se manifestar sobre a complementação da decisão. o recurso é a apeação só. de forma a respeitar esse diálogo. Há. Se eu apelo e depois apresento nova apelação ainda dentro do prazo. Assim como o processo na primeira instancia se caracteriza pelo diálogo entre as partes. O CPP prevê isso expressamente também. Outra coisa é que se considera o prazo do recurso cabível.

Crítica: a única razão para isso seria conceder mais prazo para o recorrente. Porém é possível já apresentar tudo junto. as razões recursais. o juiz recebe o recurso e encaminha os autos ao tribunal. a parte contrária deve ser intimada para apresentar contra razões. que manda para o Procurador) > parecer de Procuradoria Justiça (depois volta para o relator. o mais indicado seria o legislador simplesmente aumentar o prazo recursal. que manda para o revisor . 21-08-12 Continuação de recursos O art. Porém. etc. Desenho: Sentença > interposição de recurso > recebimento > razões > contra-razões (depois dela. terá que apreciar novamente toda a questão). portanto. o processo sobre para o relator. o recorrente já pede para arrazoar em segunda instância. Súmula 707 do STF diz que quando o juiz rejeita uma denúncia e há recurso contra essa rejeição.depende do processo . Quando chega ao tribunal. o cartório do tribunal vai intimar a parte recorrente para apresentar razões. a parte contrária deveria ser ouvida. por fim. Quando os embargos de declaração tem natureza modificativa. 601 estabelece que se a parte não pedir para arrazoar em segunda instância. o juiz mandara abrir vista para que a parte apresente a fundamentação. e depois encaminhar os autos ao MP para contra razões. (ii) art.dialexidade impõe uma possibilidade de resposta às razões apresentadas. O juízo de admissibilidade é sempre duplo. Alguns recursos. não terá revisor. 600 eu posso apresentar minhas razões somente no tribunal. ao interpor recurso. o que significa que pode haver julgamento sem razões recursais. Pelo art. há o recebimento e depois o processo sobe para o relator. contra-razões. não era questionado (entendia-se que se não existem razões. ad quem. Problema sério aqui: o processo irá a julgamento com ou sem razões. para depois ser julgado. Segundo o art. até pouco tempo atrás.e. . no juízo a quo e no juízo ad quem. este manda para a mesa) > sessão julgamento (sustentação oral do recorrente. e depois o processo vai para a procuradoria de justiça para um parecer. A regra no processo penal é que o recurso seja interposto desprovido de razões e. 600. o que. CPP. os autos subirão mesmo sem as razões. Existem 3 situações que complicam: (i) os embargos de declaração. Já o art. sustentação oral do recorrido e acórdão). são lidos pelo juiz e respondidos. subentendem que toda a decisão foi impugnada e consequentemente. O juiz vai responder aos embargos sem ouvir a parte contrária. depois de recebido o recurso. § 4ª diz que eventualmente a parte poder requerer que as razões recursais sejam apresentadas na segunda instância. dependendo do processo. mas se decorrido o prazo não forem apresentadas razões. 600. § 4º. ou seja. que uma vez opostos. mas a jurisprudência não entende assim. 600. que vai mandar razões.

pode haver correção parcial e recurso strcito sensu contra elas. o processo fica melhor se houver razões e. Princípio da disponibilidade dos recursos A regra é de que o recurso é voluntário (só recorro se eu quiser). o Tribunal não pode piorar a situação do acusado. Porém. o Tribunal só poderá analisar a . A Súmula 145 das Mesas de Processo diz exatamente isso. Há divergência quanto à renúncia por parte do MP. O prof acha que é melhor que haja as razões recursais. Parece ser o entendimento predominante nos Tribunais Superiores. Mas existem casos em que a lei traz previsão de que é cabível determinado recurso contra elas. O problema da desistência pode ser complexo no lado da defesa. não podem ser alteradas posteriormente. em princípio. pode recorrer e desistir do recurso se quiser. o recurso só beneficia a quem interpõe. pois processualmente falando. quando manifestadas. a jurisprudência tem entendido que o juiz deverá nomear um advogado que apresente as razões. isso limita o âmbito de apreciação por parte do Tribunal (sem razões. e o Tribunal pode decidir qualquer coisa em favor da defesa). pois se elas são apresentadas. 576). A parte não é obrigada a recorrer. em especial HC e MS. só o réu pode desistir. Para o prof. Quando há desistência. passou-se a entender assim na suposição de que a presença das razões é benéfica para a defesa. pois é muito difícil que isso ocorra. Algumas decisões interlocutórias são impugnáveis por via de ações autônomas. posteriormente. não parece haver impedimento para que o MP renuncie. Por isso essa questão ainda não foi suscitada. se o MP recorrer ele não pode desistir (art. Se ela pode desistir. Não se deve confundir com o reexame necessário. Existem recursos que podem ser interpostos pelo réu e recursos que podem ser interpostos pelo advogado. Ou seja. Se foi o MP que recorreu. Em caso de divergência entre eles quanto à interposição de recurso. prevalece sempre o interesse de quem recorrer. Já a defesa. pois o CPP proíbe que o MP apenas desista de recurso já interposto. Se o réu recorreu. o mesmo ocorre no caso do advogado). a renúncia e a desistência são irrevogáveis. são irrecorríveis. esta só pode ser manifestada por aquele que recorreu (se o réu recorrer. As decisões interlocutórias. Nesse caso. Ainda. Para o prof.recentemente cresceu o entendimento contrário no sentido de que as razões são necessárias. contra-razões. o que é um equívoco interpretativo. não há dúvida de que ela pode renunciar ao direito de recorrer. pois geram preclusão. Princípio da personalidade dos recursos X Princípio do benefício comum Em regra. ainda que seja o MP no âmbito de uma ação penal pública. tudo é impugnado. A renúncia e a desistência. E se o MP deixa de apresentar as razões? Isso não é debatido na jurisprudência.

existe depois o juízo de mérito. A Lei 9099 diz que se o Tribunal está negando provimento ao recurso. ocorrendo em 1º grau. fundamentado quando o recurso é negado. Da mesma forma. na fase do recebimento ou no acórdão. por erro de julgamento (error in judicandi) ou erro de procedimento (error in procedendo – quase sempre gera anulação do julgamento e leva o juiz de 1º grau a julgar novamente. que é duplo. Pode ser que ele negue provimento ao recurso. a regularidade procedimental e a inexistência de um fato impeditivo da interposição de recurso) e subjetivos (interesse em recorrer – diz respeito à utilidade. mas por uma questão de economia processual. pois dependerá da análise do juiz de 2º grau. Mas se o recurso for recebido. os demais corréus poderão sim se beneficiar do recurso interposto pelo outro. uma decisão de admissibilidade no 1º grau não necessariamente chegará a uma decisão de mérito.necessidade do recurso . Uma mais tradicional. interesse . a tempestividade. mantendo o julgamento. Na verdade. pela qual o juiz deve verificar os pressupostos (existência de uma demanda regularmente autuada. É como se ele não tivesse sido apresentado. Encerrado o processo. A primeira razão para o recurso não trazer decisão de mérito é por ele não ter passado pelo juízo de admissibilidade.pretensão do MP deduzida no recurso. se o réu recorre pedindo absolvição. permite-se que o juiz de 1º grau também analise. No caso de litisconsórcio. se não se trata de benefício pessoal. do benefício comum. a adequação. Pode ser que verse apenas sobre direito processual. ou reforma da decisão. ele pode manter a decisão da 1ª decisão por seus próprios fundamentos. Mas pelo princ. Além do juízo de admissibilidade. capacidade de quem formula e investidura do juiz) e as condições de admissiblidade (legitimidade. Se o juiz disser “nego seguimento ao recurso”. é porque ele é extemporâneo. o juízo de admissibilidade é do 2º grau. pelo relator ou turma julgadora. pela qual o juiz deve analisar os pressupostos objetivos (o cabimento. O juízo de admissibilidade precisa ser expresso. o Tribunal não pode condenar por outro crime.e legitimidade para recorrer). Mas como. em que só um dos réus recorre. para fins de economia de processual?). a decisão transita em julgado. 2. O mérito do recurso não necessariamente versa sobre direito material. por exemplo. quando também trouxe algum prejuízo concreto . O recurso pode ter uma decisão de mérito ou não chegar a ela. A análise sobre a admissibilidade do recurso é feita de ofício. e 2º grau. o Regimento Interno . a regra também é a de que o recurso só beneficia quem recorreu. Duas classificações sobre o juízo de admissibilidade: 1.e possibilidade jurídica do recurso). o que é questionável: precisa-se desse trabalho todo ou o Tribunal já poderia julgar o mérito desde já. em última análise. Assim. Uma mais moderna. não precisa de fundamentação. o juízo de admissibilidade é de 2º grau. à sucumbência do recurso: só recorro se a decisão foi desfavorável ou só parcialmente favorável. parcial ou total.

Daí surgiram vários graus de apelação. Na prática. era um recurso para o imperador. mas houve lei posterior à decisão que extinguiu tal recurso. quando o juiz profere a sentença em audiência. que esqueceu do art. Ainda no período romano. em que existia recurso. 28-08-12 Apelação Surgiu no direito romano. A lei aplicável ao recurso é sempre a lei da época da sentença. 598. Quem pode recorrer? Em relação à defesa. não caberá o recurso somente se a nova lei também extinguiu o órgão que julgaria esse recurso. Também cabia a Reformatio impegius. nova decisão sore a questão. não servia para atacar a validade de determinada decisão. Ada diz que se não existia um recurso. poderia se requerer a aplicação do prazo novo. o réu ou MP já fala na própria sessão que quer recorrer (termo nos autos). O recurso ataca a parte dispositiva da decisão. a apelação improtava na imposição de uma novasentença. A produção de prova nova durante o recurso de apelação era permitida. a decisão não era impugnável. 577. A apelação servia tão somente para atacar a justiça de uma determinada decisão. . o advogado e o réu (ele pode ter um representante com poderes exclusivos para recorrer em nome dele). Por parte da acusação. As apelações enfrentavam questões de fato e questões de direito. que diz que o assistente da acusação também tem o direito de recorrer se o MP não recorrer. No caso oposto. recentemente alterado. funcionários revisavam as decisões tomadas pelos imperadores. não cabe recurso nem se lei posterior criar o recuso. da decisão contra a qual se vai recorrer.do TJ/SP. Com Justiniano. Se a nova lei aumenta o prazo para recorrer. Pode ocorrer também de. o réu ou seu advogado serem intimados da sentença e recorrer por petição. Depois é aberta vista para prestação de razões recursais. O efeito suspensivo continuava senod a regra. porém havia hipóteses em que a lei previa sua não incidência. Ali se exaltou a distinção etnre efeito suspensivo e efeito devolutivo do recurso. Sempre a apelação tinha efeito suspensivo. também traz essa previsão de manter a sentença por seus próprios fundamentos. passamos a ter duas apelações. Não cabe recurso contra motivo de decisão. ao invés de recorrer na sessão. ou seja.. o prof entende que se eu estiver dentro do antigo prazo ainda. há a previsão do art. Depois tivemos uma fase importante na época do desenvolvimento do dir canônico. Depois.. Extinção anormal do recurso: quando ele se extingue por negação no juízo de admissibilidade ou.

593: o juiz singular. Quem é que pode interpor a apelação? O MP. recusar o perdão ou ficar silente e o perdão ser tido como aceito – aceitação tácita). Esse mesmo código proibiu-se que novas provas fossem produzidas durante a fase recursal. Na ação penal privada subsidiária da pública o promotor pode recorrer independentemente da vontade do querelante. O promotor não pode recorrer pedindo a condenação se a ação for penal privada. não das decisões de segundo grau. Em quase todas as legislações a apelação está prevista hoje. Tem também uma ampla previsão da matéria para juízo ad quem. em primeiro lugar. do que mais cabe a apelação? Das decisões definitivas (encerram o processo) ou com força de definitivas (colocam fim a um incidente processual) proferidas pelo juiz singular e desde que não estejam previstas no recurso em sentido estrito. No dir português.. pois era uma forma do rei controlar o poder dos srs feudais. pois esta depende da vontade do querelante. a apelação cabia inclusive para discussão de provas novas.A apelação teve um grande desenvolvimento mesmo na época dos senhores feudais. o réu não pode nunca. Possibilidade jurídica da apelação Art. deve mesmo decidir julgando de forma a acolher ou não acolher a demanda da acusação (condenando ou absolvendo). não há a menor dúvida que o réu pode. e havia previsão expressa da proibição da reformatio impegius. Para obter um prejuízo. eu podia até introduzir novos fundamentos no processo. Hoje a apelação é o recurso ordinário por excelência. O que é benéfico ao réu é . que já adotava a regra do tantum devolutum quantum apelatum: o tribunal. O juiz não pode dizer que não tem elementos suficientes para condenar ou absolver e se abster de julgar a causa. na época das ordenações. extinguindo o processo. Soluções com . A apeação acabou absorvendo o papel da querela mutatis (recurso para invalidar a decisão). que pdoerá aceitar o perdão. e limitava sua decisão ao que estava sendo impugnado. No Brasil cabe apelação do tribunal do júri. no Brasil. ao apreciar a apelação. Tem algum requisito para isso? O perdão deve ser bilateral (o querelante perdoa e o juiz deve oubvir o qurelado. Se houver também o erdão não judicial (do querelante). Existe uma tendência no dir internacional de limitar a apelação à matéria de direito (não no Brasil). tivemos primeiro o CPP do império. A apelação cabe exclusivamente das decisões de primeiro grau.. vai apreciar o que está sendo impugnado. No Brasil. O réu pode recorrer na apelação. Além das sentenças condenatórias ou absolutórias. também haverá extinção do processo sem que haja uma condenação ou absolvição. Recorrer para obter um beneficio.

as vezes a defensoria é que indica o nome desse advogado) e o advogado dativo é aquele nomeado para uma determinada finalidade. tráfico de entorpecentes). pois isso traz uma vantagem de natureza civil. O pródigo não é incapaz para processo penal.preciso examinar no caso concreto. Hoje o entendimento da jurisprudencial é no sentido de que. quando tem uma situação especial. Agora. mudando as decisões do próprio supremo. mesmo que a pessoa esteja solta. o defensor nomeado é o que o juiz nomeia (as vezes a OAB. pode o assistente da acusação também recorrer? Se o promotor já recorreu do todo da sentença. ou civil ou administrativa. Recorrer para a mudança do dispositivo penal absolvitório é possível. o assistente pode recorrer. O prazo para o assistente recorrer começa depois que acabar o prazo para o promotor recorrer. na sentença. Se ele quiser auxiliar a acusação e recorrer porque a acusação não recorreu. O defensor do réu tem sempre o direito de recorrer em benefício do acusado. Hoje em dia. desde que identificada a periculosidade. o direito de recorrer não tem nada a ver com a minha prisão processual. não tem porque o assistente poder recorrer também. Há uma decisão do STF dizendo que não é possível que o assistente recorra para pedir aumento de pena. ao proferir a sentença. Se a pessoa está solta. pois a maioridade penal é só aos 18 anos. por exemplo. Se O promotor recorreu da sentença. mas não para pedir absolvição. ele tem interesse em recorrer para abranger o segundo ilícito. O assistente da acusação pode recorrer. dependendo de como se encara o assistente. A prisão processual pode ser decretada a qualquer tempo. Prisão: quando o juiz não tivesse dito expressamente que ele poderia recorrer em liberdade. e o relativamente incapaz do cível não é também. não é possível interpor a apelação para mudança de dispositivo absolvitório. . Se houve uma absolvição. Se o promotor recorre pedindo um aumento de pena com relação a determinado crime. a condenação seria o suficiente para prendê-la? Não. pois não há o interesse em que a sentença seja nula e que depois seja invalidada. O ofendido (querelante) pode recorrer também. identifique uma periculosidade que até então não havia identificado. pedindo um benefício para a acusação. tortura. e aí ele pode mandar prender. O assistente pode recorrer para pedir alteração do fundamento. essa pessoa estaria descumprindo isso. O STF mudou uma forma de pensar que já existia. deve dizer se a pessoa deve ser/permanecer presa ou não. e motivar/justificar com base nas hipóteses que autorizam a prisão preventiva. tem-se admitido que o assistente recorra também. ele não poderia recorrer. e a pessoa foi absolvida de um dos crimes. Se houver algum vício na sentença ele pode recorrer. ele pode. para um determinado ato do processo. Poderia o ofendido recorrer para mudar algo na sentença em benefício do réu mas que importasse na condenação? O prof acha que sim. A única hipótese que ainda existe resistência é questionar o direito de recorrer em liberdade nos casos em que a CF diz que são inafiançáveis (crimes hediondos. mas isso pode mudar. O defensor constituído é o contratado. Quando o réu é incapaz? Quando tem uam deficiência. Para pedir o aumento de pena. O curador pode recorrer. Mas pode ser que o juiz. se não tiver uma vantagem ou penal. o juiz.

se a pessoa já estava presa e foi condenada. Se houver decurso no prazo sem que ninguém recorra. e não de todos. A pessoa poderia esta presa para a garantia da instrução criminal. a intimação do réu é feita além da intimação doa dvogado desse réu. quando eu tiver uma sentença. como não vai mais haver instrução após a sentença. se não houver apelação. proferida a sentença absolvitória ele vai requerer sua habilitação (antes do transito em julgado. o juiz pode soltar? Vai depender do caso concreto. que conta da última intimação. Se houver decurso do rpazo para uma das partes. Aí ele não é sujeito processual. Procedimento da apelação Em primeiro lugar. a prisão é processual. Falo única e exclusivamente de pena. Se ele for intimado depois do MP. e aí eu cumpro a sentença. não falo mais em periculosidade. Interposta a apelação. eu preciso ver quanto tempo depois do MP ele foi intimado: se foi 1 dia depois do MP. e temos o prazo de 15 dias para o assistente da acusação. pode ser que o outro sequer tenha sido intimado ainda. etc. o prazo dele é de 5 dias e começa a correr a partir do momento em que termina o prazo do MP. está vendendo seus bens. ainda não há pena. que é o prazo comum para recorrer. SE ele for intimado antes. etc). que não é habilitado. ao produzir a sentença. Mas a jurisprudência tem entendido que só a condenação em si não é reveladora do perigo de fuga. e aí. começa a correr o prazo desse réu. e não será intimado. antes de findo o prazo para . ela pode ser solta. ele vai intentar fuga. não há falar-se em apelação. O assistente da acusação pode não estar habilitado no processo. ele tem que ser intimado da sentença. negou ao réu o direito de recorrer em libeerdade sob fundamento de que. Se eu já tenho o assistente da acusação. ou seja. eu posso ter o assistente da acusação ou posso não ter o assistente. começa a contar o prazo. transita em julgado. garantia da aplicação da lei penal. eu intimo um réu. pois ele é um sujeito processual com interesse.Porém. mas se ele foi intimado 10 dias depois do MP. há transito em julgado. Isso quer dizer que. ele pode requerer a habilitação e o juiz pode deferir ou não essa habilitação. eu tenho a intimação da sentença. O assistente pode habilitar-se até o trânsito em julgado. antes dessa intimação. E aí tenho duas hipóteses: (i) o assistente é intimado antes do MP. o prazo dele começa a correr a partir da intimação dele. transita em julgado para aquele réu. Houve juiz que. Qual é o prazo para recorrer? Temos prazos distintos: o prazo de 5 dias. tem dupla cidadania. e eles tem prazos individuais. é preciso algo mais (a pessoa tirou passaporte. O que a apelação tem de muito próximo a prisão é que. A partir dessa apelação. Segundo. agora que foi condenado. Se ele não é habilitado. recorrer. Não é como no processo civil. O prazo é individual. (ii) depois do MP. o prazo dele começa quando termina o prazo do MP.

Ela pode ser também principal ou secundária. mas boa parte da doutrina mantém. a tramitação desse recurso. Aquela que impõe uma pena de detenção. prisão simples. A apelação plena é aquela na qual se impugna todo o julgado. e nessa alteração de 2008 o rito sumário ficou reserva do para as infrações penais cuja pena não exceda 4 anos. convém lembrar uma coisa: o CPP tinha o rito ordinário e o rito sumário. Ela pode ser ainda ordinária ou sumária. pretende-se uma reversão total do julgado. ou da natureza da pena. Diz-se principal quando as partes a impugnam. ou uma decisão que deveria ter imposto uma pena de reclusão e não impôs. Apelação voluntária de apelação necessária. Já a apelação parcial é aquela que impugna apenas um ou alguns dos capítulos da sentença (ex: concordo com a condenação. Ocorre que. então continuamos tendo a apelação sumária para infrações penais não punidas com reclusão. ele tem o prazo de 15 dias para recorrer a partir do término do prazo do promotor. estamos nos referindo basicamente ao rito adotado em segunda instância. mas discordo da pena.) Espécies de classificação A apelação pode ser plena ou parcial. Aqui. e no CPC nós temos. . e a apelação necessária é aquela que existe nas hipóteses de revisão necessária ou de recurso de ofício. o art. A lei 9099 é mais confusa ainda: temos. e a ordinária para infrações penais punidas com reclusão. mas são outros recursos. em 2008 houve uma alteração no CPP no que diz respeito ao procedimento.o promotor recorrer). seria atacada pela via da apelação sumária. esqueceram-se do capítulo dos recursos. A apelação voluntária é aquela que a parte desejou recorrer e recorre. No CPP nós não temos uma sistematização no que diz respeito à apelação. e secundária quando o assistente da acusação é quem apela. e a apelação sumária e ordinária estava intimamente ligada ao rito de primeira instância. na verdade. Mas. Muitos criticam essa distinção. 11/09/12 Apelação (cont. ou do regime prisional. e o rito ordinário para as infrações com pena superior a 4 anos. Mas quando alteraram o rito e o que seria sumário e o que seria ordinário. e o sumaríssimo para penas não superiores a dois anos. etc). Nesse caso. por exemplo. O CPP diz que a apelação ordinária é aquela que impugna uma decisão que impôs uma pena de reclusão.

e a própria lei o chama de recurso de apelação (§5º). O art. o prazo será de 10 dias e eu tenho que arrazoar o meu recurso. . Essa irregularidade causa nulidade? Há jurisprudência para todos os lados. depois do querelante o MP terá o prazo de 3 dias para se pronunciar. que não precisa estar motivado. 76 da lei 9099 também trata da composição que pode existir no processo penal. igualmente. e essa composição obrigatoriamente deve ser homologada. Em seguida. Os recursos interpostos contra decisão dos juizados especiais serão julgados por uma turma de juízes do primeiro grau. quando a parte for intimada. se for no processo atinente à contravenção penal. inclusive do STF. e dessa homologação também cabe recurso. O CPP já previa que quando rejeitada a denúncia caberia recurso em sentido estrito (art. mas aqui já para infrações de pequeno potencial ofensivo. A decisão que homologa o acordo nesse caso cabe apelação. Se eu estiver apelando em um processo de rito sumaríssimo (9099). defensoria pública ou procurador. ao rejeitar a queixa cabe apelação. Se nós estivermos num processo de rito sumaríssimo. Quando é que eu vou avisar a parte que ela tem que apresentar razões ou contra-razões? A parte tem que ser intimada. Se a ação é penal pública. rejeitada a denúncia. haverá contra-razões. Já se o rito é sumaríssimo.e se não forem apresentadas razões. a petição de interposição de apelação tem que ser apresentada já com as razões. e hoje já há decisões admitindo as razões após o prazo. mas se for advogado constituído. que trata da suspensão do processo. mas. e não pelo tribunal. Da mesma maneira. Procedimento Temos primeiro a interposição do recurso de apelação (5 dias).89. cabe apelação. ele será intimado por publicação para apresentar razões ou contra-razões. a intimação é feita mediante abertura de vista dos autos àquela parte. dependendo de estar ou não tratando de contravenção penal). o prazo será de apenas 3 dias. Se a ação é penal privada. a falta de organização no sistema recursal do processo penal é evidente. Essas razões serão apresentadas no prazo de 8 dias. e essa intimação deve ser feita pessoalmente (se for advogado nomeado).). depois do MP o assistente da acusação terá o prazo de 3 dias para se pronunciar. mas dentro do prazo de 10 dias. mas não deveria caber. Os tribunais começaram a receber processos se as razões vierem depois. a parte será intimada para apresentar razões. ele será intimado. Então. mas se for o MP. a lei 9099 fala que. é uma mera petição sem razões. no prazo de 8 dias (ou 3 dias. Se for advogado quem deve apresentar as razões ou contra-razões. Uma vez admitido o recurso. mas apenas a petição de interposição haveria uma irregularidade.

Outras questões relevantes: 1. o processo não poderá ser retirado do cartório. em alguns casos. normalmente já se manda pro terceiro juiz os votos também. antes de enviar ao promotor. Depois de ir ao MP. §3º poderia acarretar um cerceamento ao direito de defesa (por ex se o processo tem muitos apelados ou apelantes). para que o procurador geral da justiça nomeie alguém para proferir o parecer naquele caso. Antigamente esse sorteio era feito à lá Silvio santos (com bolinhas na rodela. para facilitar o trabalho do revisor. Isso não está previsto na lei. por ex. ta resolvido o problema. concedesse uma liminar qualquer. eventualmente caberão embargos infringentes. Aí o processo vai para a mesa de julgamento. O revisor. obrigatoriamente. no caso do habeas corpus e dos embargos de declaração. Nesses casos. desconfiando que o revisor poderia até vender o seu voto. para que ele chegue na sessão de julgamento já sabendo o que está acontecendo. Acontece que. estudará o processo e encaminhará esse processo para a mesa de julgamento. Agora. Mas é algo que é muito raro. por exemplo. por sua vez. os autos subirão para o Tribunal. para um dos desembargadores. por um programa de computador. O relator da apelação tem todos os poderes que um juiz teria no processo (os poderes cautelares). se houver necessidade de um desempate. a pauta de julgamento deve ser publicada para que as partes saibam quando é que vai ser julgado o caso. Se não for unânime. se possível. 600. A profª Ada entende que em determinadas e excepcionalíssimas hipóteses. mesmo). atualmente. Nada impediria que o relator. é um prazo comum (eles terão o prazo simultaneamente. há a distribuição do processo. o prazo para apresentar contra-razões. Aqui temos algumas observações: o relator.Procedimento na segunda instância Após apresentadas as razões e contra razões. quando faz o voto. quando houver mais de um apelante ou mais de um apelado. que irá fazer um relatório do processo e em seguida encaminhar esse processo para um revisor. essa pauta não é publicada. o processo irá ao MP. colocá-los em julgamento. para a sessão de julgamento. o processo volta ao relator. e aí ele não manda o voto para o revisor. independentemente se o recorrente ou o recorrido for o MP. o processo será sorteado para uma das câmaras. manda uma cópia do voto para o revisor. No tribunal. reduzindo o tempo de processo na sessão de julgamento e. Se a decisão for unânime. o relator deverá desde logo. e pode acontecer de um desembargador não confiar no seu revisor. ou seja. a decisão da causa. a menos que os advogados façam um acordo para retirarem conjuntamente os autos). o sorteio é feio eletronicamente. Aí haverá a apreciação da apelação. mas isso é absurdamente raro. podendo ser que eles já vão para a próxima sessão de . 2. que pode vir a ser unânime ou não. pode ser que essa previsão do art. Feita a distribuição. favoravelmente ao recorrente ou recorrido.

na apelação.. O MP tem prazo igual. na intimação. sob pena de nulidade. A parte que quiser fazer sustentação oral vai e faz. O recurso extraordinário não admite. A prof ADA sustenta que o agravo em execução também admite embargos infringentes pois esse agravo veio ao ordenamento jurídico depois do código. embargos de declaração não admitem sustentação oral. com nome completo. prevalece o que é mais benéfico ao réu. Se formos ler o código. nenhum desses admite embargos infringentes. pois se o legislador quisesse que o agravo em execução poderia admitir embargos infringentes. quando houver uma inavisada mudança de horário da sessão de julgamento. 384 do CPP não se aplica na segunda instância. se ele entender que são encessárias ao esclarecimento da verdade. 3. as decisões são tomadas por maioria de votos. Vale lembrar que esse artigo foi introduzido depois. Se houver empate (isso normalmente não acontece nas apelações. porém. o CPP não previa embargos infringentes. 383 é aplicado. 609 que trata do tema. Na turma recursal dos juizados especiais não cabe também. 616 diz ainda que. o tribunal poderá proceder . 6. nesse caso o presidente vai votar para desempatar. Mas é uma situação delicada. ação de revisão criminal. o recurso especial. pedido de desaforamento. o art. Quando há publicação. 4. Hoje em dia.. veremos que está escrito que cabem embargos de nulidades. Tem o art. se não for reclusão. ao aplicá-lo. 5. porém o Tribunal não pode negála se a parte quiser fazer. Embargos infringentes Não há um capítulo próprio no CPP. embargos infringentes e de nulidade são sinônimos. O prazo para a sustentação oral é de 15 minutos (para cada defensor que atua em nome de algum réu) se o crime é apelado com reclusão e 10 minutos nos demais casos. o prazo é de 10 minutos.julgamento. não é um ato obrigatório. habeas corpus. 7. Se houver empate e o presidente já tiver votado. 7. . isso acarreta nulidade. pois é primeira instância. Todos os recursos admitem embargos infringentes? Não. As apelações e recursos em sentido estrito são os únicos que admitem embargos infringentes. é preciso que haja a identificação do advogado correto. pois quem julga é um colegiado formado por 3 julgadores) e o presidente da câmara ainda não tiver julgado. Os embargos infringentes só cabem em segundo grau de jurisdição (§ú). o tribunal nunca pode piorar a situação do réu. Já o art. o art. apesar de atuarem em segundo grau. ele teria mudado o CPP. a sustentação oral é facultativa. não havendo publicação.

Ela pode ser simples. mas a pena mais benéfica é a de 6 anos. na doutrina. só cabem embargos de divergência se o voto vencido for favorável ao réu. tenho que interpor embargos infringentes e outro recurso também. temos 10 dias para a parte contrária se pronunciar sobre os embargos infringentes. e aí teria também o prazo de 10 dias. apenas dizendo eu houve divergência. pois o legislador quis que só o réu pudesse impor embargos infringentes. Mais do que isso. embargos infringentes quando hpa uma divergência quando ao motivo de eu estar sendo absolvido (com base no 386 I e/ou com base no 386 VI). Eu não posso discutir se eu sou ou não culpado. dois por roubo qualificado e um por roubo simples. mas ela precisa existir. Quem vai julgar os embargos infringentes? Os mesmos três desembargadores e mais dois. Prevalece o voto intermediário. Pode acontecer dos três votos serem divergentes. o desembargador vencido tem a opção de declarar voto vencido ou não declarar o voto vencido. Ex: estou absolvendo porque não existe prova da autoria. só posso discutir se foi roubo simples ou qualificado. Quando eu tenho julgamentos colegiados não unânimes. Admite-se. Exemplo: o primeiro julgador absolve o réu. para não perder o prazo para que eu ataque a parte do acórdão que ficou incontroverso. Depois. e que eu acho que o voto vencido está certo. Isso é importante porque. Ou seja. pois dois condenaram (então ele tem que ser condenado).Quando cabe embargos infringentes? Quando eu tenho uma divergência. No que as partes concordaram eu não posso me insurgir contra opondo embargos infringentes. Pode acontecer de prevalecer parte de cada voto. para que a parte possa justificar seus embargos infringentes. preclui meu direito. Depois o procurador de justiça pode eventualmente não ser a parte contrária. Depois vai ao relator. A matéria que eu posso impugnar pelos embargos infringentes é única e exclusivamente aquela divergente. exceto se for hipótese de cabimento de embargos infringentes. Aí não importa. A divergência para cabimento de embargos infringentes tem que ser na decisão. ao revisor e à julgamento. e não na fundamentação. não uniformes. o segundo condena a uma pena de 6 anos e o terceiro condena a uma pena de 10 anos. O prazo para a interposição dos embargos infringentes é de 10 dias da publicação do acórdão no DOE. As razões dos embargos infringentes devem acompanhar a petição de interposição dos embargos infringentes. desde que seja para beneficiar o réu. aí ele é obrigado a declarar o voto vencido. Ex: os três julgadores me condenam. Quando um voto fica vencido. que propiciam a alteração do julgamento. . e o outro fala que absolve porque não existe prova da materialidade. e não da publicação do resultado. o que importa é o resultado. e não a fundamentação. Mas a doutrina diz que o procurador de justiça pode impor embargos infringentes. se eu não posso impugnar a outra parte.

Os embargos infringentes tem efeito suspensivo. No julgamento dos embargos de divergência. podemos ter um resultado de até 5x0.Qual o efeito dos embargos infringentes? Devolve ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada e divergente. Pode ser que os embargos de divergência ataque um ponto de divergência. Na prova não cai nulidades!!!!!!!!! . suspendendo os efeitos da apelação. Então. e não ataque outros pontos de divergência. os julgadores que já decidiram de uma ou outra maneira podem mudar o seu voto.