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Luís Humberto Miquelino - Cálculo Diferencial e Integral II Análise do comportamento das funções Neste momento usaremos a derivada para obtermos algumas informações (intervalos onde a curva é crescente ou decrescente, pontos de máximo e mínimo, concavidades) sobre uma curva y = f (x)
e assim encontrar um método geral no qual podemos construir gráficos de funções. iii) Se f ' ( x) = 0 sobre um intervalo, então

f é constante neste intervalo. Observação: Os pontos críticos ocorrem quando a
função resultante da derivada primeira é igual à zero, ou quando não existe imagem para ela. Poderíamos matemáticas determinados
f ' ( x) = ∃ . /

indicar, que os

usando pontos

as

notações são

Funções crescentes e decrescentes
Os termos crescente, decrescente e constante são usados para descrever o comportamento de uma função em um dado intervalo.

críticos ou

quando

f ' ( x) = 0

quando

Exemplo 1:
1.1)
Encontre os intervalos nos quais e os

f ( x) = − x 2 + 2 x + 3 é

crescente

intervalos nos quais é decrescente.

a) Primeiro achamos a derivada primeira da
função: f ' ( x) = −2 x + 2 Seja f uma função contínua em um intervalo fechado [a, b] e derivável no intervalo aberto (a, b). i. Se f ' ( x ) > 0 para todo valor de x em (a, b), então f é crescente em [a, b]. ii. Se f ' ( x ) < 0 para todo valor de x em (a, b), então f é decrescente em [a, b]. iii. Se f ' ( x ) = 0 para todo valor de x em (a, b), então f é constante em [a, b].

b) Determinando o(s) ponto(s) crítico(s):

f ' ( x) = 0 − 2x + 2 = 0 ⇒ x = 1
c) Se analisarmos o SINAL DA DERIVADA
PRIMEIRA verificamos que a mesma é uma função polinomial de 1º grau sendo a < 0 .
Logo seu gráfico é uma reta decrescente. Assim temos:

Este teorema também é conhecido como o Teste da

derivada primeira, resumindo teremos: •
i) Se f ' ( x) > 0 sobre um intervalo, então
Se x < 1 ⇒ f ' ( x) > 0 , logo a função f (x) é crescente.

f é crescente neste intervalo.
ii) Se f ' ( x) < 0 sobre um intervalo, então

Se x > 1 ⇒ f ' ( x) < 0 , logo a função f (x) é decrescente.

f é decrescente neste intervalo.

Se x = 1 ⇒ f ' ( x) = 0 , logo este é o ponto crítico da função.

1

−1) . Este teorema é 1. pelo teste acima. Observe. Assim. que são chamados de pontos críticos da função.Cálculo Diferencial e Integral II 2 O gráfico da função f ( x) = − x + 2 x + 3 : • • • A função é crescente no intervalo (−∞. A função é decrescente no intervalo (−1.Cursos de Engenharias e Tecnologias Prof. que a função é positiva nos intervalos onde x < −1 e x > 1 . A função é crescente no intervalo (1. De maneira mais simples podemos utilizar o estudo do sinal da derivada segunda da função para encontrarmos o intervalo onde a concavidade estará voltada para cima e/ou para baixo. Luís Humberto Miquelino . ∞) . podemos dizer que: 2 . f ' ( x) = 3x 2 − 3 Para fazermos o estudo do sinal. f ( x) = x 3 − 3x + 1 crescente intervalos nos quais é decrescente.1) . Se f ' ' ( x ) > 0 para cada valor de x em I.2) Encontre os intervalos é nos e quais os conhecido como o teste da concavidade. então f é côncava para cima em I. Se f ' ' ( x ) < 0 para cada valor de x em I. e a função é negativa no intervalo onde − 1 < x < 1 . i. em seguida fazemos o estudo do sinal de f ' ( x) . f '(x) = 0 3x2 − 3 = 0 3x2 = 3 3 x2 = 3 2 x =1 x = ± 1 x = ±1 Seja f duas vezes diferenciável em um intervalo aberto I. ii. na reta. então f é côncava para baixo em I. y 4 3 2 1 x −3 −2 −1 −1 −2 1 2 3 4 5 Concavidade Ampliando nossa idéia sobre concavidade. devemos encontrar o zero ou a raiz da função quadrática.

f ( x 0 )) . O ponto de inflexão será 2) Analisando o sinal da derivada segunda. E são chamados de máximo local (ou máximo relativo). verificamos que a mesma é uma função polinomial de 1º grau sendo a > 0 . Logo seu gráfico é uma reta crescente. então dizemos que o ponto x 0 do domínio. f ( x 0 )) do gráfico. Luís Humberto Miquelino .-1) −2 • Se x < 1 ⇒ f " ( x ) < 0 . f (1)) . . ou o ponto ( x 0 .D. 3 ( x 0 . a concavidade muda. −1) 3 y 2 1 ----------1 ++++++++ −3 −2 −1 −1 1 2 3 4 5 x (1.G são chamados de mínimo local (ou mínimo relativo) e os pontos C. ou seja. determine se a concavidade da função f ( x ) = x 3 − 3 x 2 + 1 esta voltada para cima ou para baixo. logo a concavidade −3 da função é para baixo. Assim temos: 6x − 6 = 0 ⇒ x = 1 (1.Cursos de Engenharias e Tecnologias Prof. Observe a figura a seguir. a função muda de côncava para baixo para côncava para cima no ponto (1. Ponto de máximo e mínimo relativo ou absoluto Uma função f tem um extremo relativo (ponto de Ponto de inflexão Se f é contínua em um intervalo aberto contendo o ponto x0 e muda de concavidade no ponto máximo ou mínimo) naqueles pontos críticos em que f’ troca de sinal. Neste momento veremos quando uma função assume um valor máximo ou mínimo de um determinado intervalo. 1) Determinando a derivada segunda: f ' ( x ) = 3x 2 − 6 x f " ( x) = 6 x − 6 Analisando o exemplo 2. e um ponto de inflexão. • Se x > 1 ⇒ f " ( x ) > 0 . O ponto onde ocorre essa mudança de é chamado de ponto de inflexão.Cálculo Diferencial e Integral II Exemplo2: Utilizando a derivada segunda. logo a concavidade da função é para cima. Em outras palavras. temos que para o ponto x = 1 . f (1)) = (1. Os pontos B. algumas funções mudam de concavidade.

se: f " ( x) = 6 x f " ( 2) = 6 ⋅ ( 2) f " (2) = 12 f " ( 2) > 0 Portanto. f (c)) . Este número c é chamado de Vamos testar os números críticos da função f ( x) = x 3 − 12 x + 10 através da derivada segunda e descobrir onde locais. Em geral dizemos que uma função f (x) possui um máximo local no ponto x = c se f (c) ≥ f ( x) quando x estiver nas proximidades de c. f ( x) = x 3 − 12 x + 10 f ' ( x) = 3 x 2 − 12 f ' ( x) = 0 os números críticos da função. ii) f ' ( x) é positiva à esquerda de c e negativa à direita de c. Para encontrar Teste da derivada primeira Em um número crítico x = c. ou seja. bastar igualar à derivada primeira da função a zero. Teste da segunda derivada i) Se f ' (c) = 0 e f " (c) > 0 . então possui um mínimo local em c. então f tem um mínimo local em c. então f tem um máximo local em c número crítico se f ' (c) = 0 ou se f ' (c) não existir. Já o ponto (c. f tem um mínimo local em x =2 Observe que o resultado está coerente com o teste da derivada primeira feito anteriormente. então possui um máximo local em c. Para isso basta conhecermos f " (c) e não em um intervalo em torno de c. mas esse teste não funciona quando f " (c) = 0 ou quando f " (c) não existir. Luís Humberto Miquelino . Analogamente. f ' ( x) = 0 . .Cálculo Diferencial e Integral II máximos ou mínimos locais. do gráfico de f (x) . iii) f ' ( x) possui o mesmo sinal em ambos os lados de c.Cursos de Engenharias e Tecnologias Prof. 3 x 2 − 12 = 0 3 x 2 = 12 12 3 2 x =4 x2 = x=± 4 i) f ' ( x) é negativa à esquerda de c e positiva à direita de c. f (x) tem um mínimo local no ponto x = c se f (c) ≤ f ( x) quando x estiver nas proximidades de c. A derivada segunda ainda pode ser usada para classificar os pontos críticos de f (x) como 4 f (x) f (x) x = ±2 f " ( x) = 6 x f " (−2) = 6 ⋅ (−2) = −12 f " (−2) < 0 Portanto. então f (x) não tem máximo ou mínimo locais em c. f tem um máximo local em x = -2 f (x) tem máximos e mínimos ii) Se f ' (c) = 0 e f " (c) < 0 . é chamado de ponto crítico de f (x) .

Determine o domínio de f (x) . 2° .1) é onde a curva corta o eixo y. temos que f (0) = 1 . 4º) De acordo com o teste da derivada primeira para extremos locais f ( x) possui um mínimo local em 1 e f ( x) possui um máximo local em –1. 5º) no 3° .Calcule f " ( x) e use-a para determinar os intervalos de concavidade e os pontos de inflexão. a função é crescente nos intervalos (−∞. Substituindo x = 0 na função f ( x) . ∞) . 3º) f " ( x) = 6 x f " ( x) = 0 6x = 0 0 x= 6 x=0 f '(x) = 3x 2 − 3 f '(x) = 0 3x2 − 3 = 0 3x2 = 3 3 x2 = 3 2 x =1 x = ± 1 x = ±1 Neste caso. 6º) Vamos fazer o esboço gráfico da função.Calcule os pontos de intersecção com os eixos. a função é côncava para baixo no intervalo (−∞.−1) e (1.1) .Faça o esboço gráfico.Cálculo Diferencial e Integral II Método para esboçar um gráfico Agora temos condições de fazer o esboço de alguns gráficos seguindo os passos abaixo: 1° . (quando não requer muito cálculo) Os números críticos são -1 e 1 e de acordo com o teste da primeira derivada para crescimento e decrescimento.0) w é côncava para cima no intervalo (0. 5º . a função é decrescente intervalo (−1. ∞) .Cursos de Engenharias e Tecnologias Prof. Seguindo os passos acima: 1º) D = IR 2º) f (0) = 0 3 − 3 ⋅ 0 + 1 = 1 o ponto (0. mas antes é necessário encontrar todas as coordenadas 5 .1). 6º .Encontre os máximos e mínimos locais. Portanto. Luís Humberto Miquelino . pelo teste da concavidade. o ponto de inflexão é igual a P(0. Exemplo: Esboce o gráfico da função f ( x) = x 3 − 3 x + 1 .Calcule f ' ( x) e use-a para determinar os números críticos de f (x) e os intervalos em que a função é crescente e decrescente. 4º .

−2 −1 −1 1 2 3 x 4 Assíntotas Assíntotas são retas que tendem (linguagem que nos leva ao conhecimento de limites) a tocar uma curva ou gráfico de uma função f ( x) no infinito. 6 .Cálculo Diferencial e Integral II disponíveis. ou seja: Se x→0 x→0 temos que y → ∞ ou ainda que lim f ( x) = ∞ . E também verificar se o gráfico possui Assíntotas.Cursos de Engenharias e Tecnologias Prof. Luís Humberto Miquelino . Para isso será necessário atribuir todos os valores de x encontrados nos passos anteriores na função f ( x) = x 3 − 3 x + 1 . pois: x −4 −3 −2 −1 −1 −2 1 2 3 4 5 Se x → ∞ temos que lim f ( x) = 0 x→∞ y → 0 ou ainda que: y 4 3 −3 −4 2 1 Neste caso o gráfico não possui assíntotas. 6 5 4 3 2 y x -1 0 1 y 4 3 2 1 f ( x) 3 1 -1 1 x −4 −3 −2 −1 −1 1 2 3 4 5 Gráfico da função f ( x) = 2 x 2º) Assíntota horizontal: A reta y = 0 é uma assíntota horizontal. pois a função f ( x) tende a tocá-la no infinito. Gráfico da função f ( x ) = 1 2x Vejamos alguns exemplos de assíntotas: Exemplo: Verifique se o gráfico da função possui assíntota: f ( x) = x2 x −3 1º) Assíntota vertical: A reta x = 0 é uma assíntota vertical.

Cursos de Engenharias e Tecnologias Prof. [ −1.Determine os intervalos nos quais as funções são crescentes ou decrescentes: a) y = 3x + 4 b) y = x 2 − 3 x + 8 c) y = x 3 + 2 x 2 + 5 x + 3 d ) y = x 4 + 4 x3 e) y = sen( x) f ) y = ex 2.Cálculo Diferencial e Integral II y 7 6 5 4 3 2 1 −6 −5 −4 −3 −2 −1 −1 −2 −3 1 2 3 4 5 x 6 3. [0.Dadas as funções a seguir: 1 3 1 2 x + x − 6x + 5 3 2 3 II ) f ( x) = x + 6 x 2 + 9 x I ) f ( x) = III ) f ( x) = 3 x 4 − 8 x3 + 6 x 2 + 2 IV ) y = cos( x) [0. 7 .3] d ) f ( x) = x3 − x 2 . c) Encontre os intervalos de concavidade e os pontos de inflexão. ATIVIDADES 1. [ 0.5] a ) f ( x ) = 1 − 3 x. [ 0. 2π ] [ −2. 2] b) f ( x) = x 2 − 4. b) Encontre os valores de máximo ou mínimo relativos. nos intervalos indicados. 2π ] a) Encontrar os intervalos em que as funções são crescentes ou decrescentes. Luís Humberto Miquelino .3] c) f ( x) = 4 − 3 x + 3 x 2 .Determinar os máximos e mínimos das seguintes funções.

5 b) y máximo = 5. y mínimo = . y mínimo = 4 d) y máximo = 100. 2π ) f(x) é côncava para cima (π / 2. +∞ ) f(x) é côncava para cima ( 0. 0 ) D . +∞ ) C b) x máximo = 1. 0 ) Ponto de Inflexão 2 3) I) a) ( −∞. π ) D . +∞ ) C c) ( −∞. f (4 / 3) ) Ponto de Inflexão 2 IV) 2) a) y máximo = 7. x mínimo = π c) ( 0. +∞ ) C . x mínimo = 2 c) ( −∞. ( −3. +∞ ) C III) a) ( −∞. x mínimo = 0 c) ( −∞. 2π ) C . +∞ ) C ( −3.3 c) y máximo = 22.3π / 2 ) D ( 0. −3) D . 2 ) D b) x máximo = -3. y mínimo = 0 a) ( 0.3 / 2 ) D c) ( −∞.1/ 2 ) (1/ 2. Luís Humberto Miquelino .3π / 2 ) f(x) é côncava para baixo (π / 2. 4 / 3) f(x) é côncava para baixo e) ( 0. 0 ) D b) x máximo = -4. x mínimo = 0 ( 3 / 2. 0 ) ∪ ( 4 / 3. +∞ ) f(x) é côncava para cima f(x) é côncava para baixo (1/ 2.Cálculo Diferencial e Integral II REFERENCIAL 1) a ) ( −∞.Cursos de Engenharias e Tecnologias Prof. +∞ ) C d ) ( −∞. +∞ ) C . π / 2 ) ∪ ( 3π / 2. f (1/ 2) ) Ponto de Inflexão II) a) ( −∞. +∞ ) f(x) é côncava para cima f(x) é côncava para baixo ( −2. y mínimo = . (π . −2 ) ( −2. f (0) ) Ponto de Inflexão 1 ( 4 / 3. f ) ( −∞. ( 0. 0 ) Ponto de Inflexão 1 ( 3π / 2. −4 ) ∪ ( 0. (π / 2. f (−2) ) Ponto de Inflexão 8 . π / 2 ) ∪ ( 3π / 2. ( −4. +∞ ) C b) ( −∞. −3) ∪ ( 2. 2π ) C b) x máximo = 0 e 2 π .