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Quadril

Ft. MSc. Fabrício José Jassi

Introdução
• É a articulação entre a cabeça esférica do fêmur e o encaixe profundo fornecido pelo acetábulo da pelve; • Em virtude de sua localização um quadril patológico ou traumatizado pode levar a uma gama de limitações funcionais; • Lesões são comuns em pessoas muito jovens e nos idosos.
Neumann, 2011

Introdução
• Apresenta uma forte coaptação, opondo-se totalmente a art. do ombro; • Art. mais estável e difícil de luxar de todo corpo; • Todas essas características estão condicionadas pela função de suporte do peso corporal e locomoção.
Kapandji, 2000

Introdução
Cargas impostas ao quadril

• O peso corporal está distribuído de forma uniforme nos dois MMII e aumenta pela forte ação muscular. • Sobrecarga imposta ao quadril varia 238% do peso corporal durante a fase de apoio na marcha, podendo chegar a 251 e 260% ao subir e descer escadas respectivamente.

Hall, 2009

5m/s 520% do peso corporal Hall. velocidade: 3. 2009 .Introdução Cargas impostas ao quadril • Forças calculadas no quadril ao correr.

2009 . • A medida que aumentamos a velocidade do marcha.Introdução Cargas impostas ao quadril • A sobrecarga no quadril aumenta com a utilização de calçados de solados duros se comparada ao uso de calçados macios. a sobrecarga no quadril Hall.

Introdução Cargas impostas ao quadril • Carregar uma carga que corresponde a 25% do peso corporal em um lado do corpo. 2009 . Hall. produz um aumento de 167% na sobrecarga no quadril contralateral se comparado com o lado submetido a carga.

• Foi devido ao quadril que surgiu a era das próteses articulares. Kapandji. do quadril permite a orientação do MI nos três planos do espaço. 2000 .Introdução • A art.

• É osso mais longo e resistente do corpo. • Ponto de fragilidade: .colo .Introdução • É o principal osso responsável pela sustentação do peso e.

Osteologia Acetábulo • Cavidade em forma de semi-taça. profunda que recebe a cabeça do Fêmur. . 2011 e Netter. aprofunda a concavidade do soquete. contribuindo de forma importante para estabilidade da articulação. Luxação dilacera o lábio Kapandji. 2008. • Lábio do acetábulo = firbocartilagem. 2000. Neumann.

Corresponde ao local de grande pressão ao caminharmos. 2008.Durante a caminhada as forças no quadril variam entre 13% (balanço) e 300% (contato do calcanhar e saída dos dedos) do peso corporal. Carga de ruptura 45 kG Kapandji.Osteologia Acetábulo .A região súpero-anterior do quadril é região onde a cartilagem é mais espessa. 2000. . 2005 e Netter. Neumann. .

Feixe anterior púbico (fa) e. Kapandji. . -Feixe médio (fm).Osteologia Ligamento redondo -Feixe posterior isquiático (fp). 2000 .

• 2 – a. femoral profunda. do ligamento redondo. • 3 – a. • 6 – a. • 4 – a. • 5 – a. circunflexa anterior.Vascularização da cabeça femoral • 1 – a. .obturatória. circunflexa posterior. Capsular.

causado frequentemente luxação e lesão de cartilagem. .Um acetábulo mal alinhado não recobre adequadamente a cabeça do Fêmur.ângulo de anteversão acetábulo. .Osteologia Acetábulo (alinhamento) . Kapandji. . 2005 e Netter. 2008. Neumann.ângulo centro margem e.Dois ângulos descrevem o quanto o acetábulo recobre a cabeça do Fêmur: . 2000.

Osteologia .

. * A forma da cabeça e do colo varia segundo os indivíduos. tentativa de reposicionar a cabeça do fêmur). Ideal = 15 graus (Neumann. 2001) Anteversão excessiva 35o Retroversão + 5o A anteversão excessiva é frequentemente associada a luxação congênita. desgaste articular e até modificação no padrão da marcha (aumenta-se a RI. incongruência articular acentuada. 2005) = 10 – 30 graus (Kapandji.Osteologia ângulo de Torção Descreve a rotação relativa que existe entre o corpo e o colo do fêmur.

Resultando 105o = coxa vara 140o = coxa valga Desgaste a normal ou à luxação . • Este ângulo anormal altera o alinhamento entre a cabeça do fêmur e o acetábulo levando a problemas mecânicos.Osteologia ângulo de Inclinação do colo do Fêmur • No nascimento este ângulo mede cerca de 140 a 150 graus.

.Osteologia Arquitetura óssea da pelve Linhas de força direcionam o peso corporal entre as peças ósseas. .um ponto de debilidade na raiz do colo do fêmur o torna mais vulnerável a lesão + + Suportam o peso do corpo na posição sentada.

Neumann. 2005. • Bloqueios nas art. do quadril. não possui cartilagem. . citadas acima pode levar a desgaste precoce na art. Vale lembrar que a fossa do acetábulo não faz contato com a cabeça do Fêmur. 2000. Kapandji.Artrologia • As F no acetábulo durante a caminhada são transferidas para sacroilíaca e sínfise púbica. portanto.

(2) Fibras oblíquas. (4) Fibras circulares. 2000 . Se estende do acetábulo a base do colo do fêmur Kapandji.Cápsula articular (1) Fibras longitudinais. (3) Fibras arciformes.

Ligamentos (anteriores) EIAI (1) Ílio-femoral (+ resistente) (2) Pubofemoral (funde-se a a porção inferior e posterior da cápsula inferior) Exerce papel importate em indivíduos com comprometimento neurológico Kapandji. 2000 .

Ligamentos (posteriores) (3) Isquiofemoral (funde-se Se origina do rebordo e orla posterior do acetábulo e se insere na face interna do trocânter maior a porção inferior e posterior da cápsula) A mudança da posição de quadrúpede fez com que esses ligamentos se enrolassem ao redor do colo do fêmur Kapandji. 2000 .

Função dos ligamentos nos movimentos do fêmur e ilíaco Na extensão todos se tensionam especialmente o feixe oblíquo do ílio-femoral Na flexão o ílio-femoral e pubofemroalficam relaxados e o isquiofermoral + cápsula porção inferior ficam tensionados .

Função dos ligamentos nos movimentos de RE e RI Relaxado (isquiofemoral) Tenso (isquiofemoral) RE Tensos (ílio-femoral e pubofemoral RI Relaxados (ílio-femoral e pubofemoral .

Função dos ligamentos nos movimentos de adução e abdução Fibras sup. e a porção inferior da cápsula articular . do isquiofemoral entram em tensão Adução Abdução O lig. pubofemoral entra em tensão no movimento de abdução.

Fatores de coaptação da coxofemoral • Força da gravidade. • Pressão atmosférica. . enquanto na região posterior ocorre o contrário predominam os músculos. • Ligamentos e sistema muscular Na face anterior não existem muitos músculos os ligamentos são mais potentes. (retirando-se todas as partes moles a cabeça do fêmur continua encaixada ao cótilo).

isso diminui a distensão da cápsula inflamada.Fatores de coaptação da coxofemoral PRESSÃO ATMOSFÉRICA Pressão negativa GRAVIDADE F reação do solo e F peso Nas amplitudes médias de movimento a pressão no interior da cápsula é sempre mais baixa.Pessoas com edema adotam posição de flexão parcial por sentirem mais conforto. . .

Na posição de flexão a articulação torna-se instável pela frouxidão ligamentar Flexão + Adução = risco de luxação e fratura do cótilo Ex.Fatores de coaptação da coxofemoral Em alinhamento normal ou extensão os ligamentos estão tensos e a coaptação ligamentar é eficaz . Acidente de carro .

Na região anterior temos poucos músculos. Na face psoterior ocorre o contrário .Fatores de coaptação da coxofemoral . os ligamentos são mais potentes para estabilizar.

.Fatores musculares e ósseos da estabilidade do quadril • Pelvicotrocanterianos .Anteversão do colo (qto > pior para RE). . Inf.piriforme . .gêmeo sup.obturador externo • Glúteo médio e mínimo • Adutores (tendência a luxar o quadril).Ângulo de orientação do colo (qto >pior). .obturador interno .quadrado femoral .

ADUTORES E RE Ílio-psoas. . pectíneo e adutor longo. ABDUTORES E RI Gmédio. Gmínimo e tensor da fáscia lata FLEXORES.Os músculos flexores do quadril Ílio-psoas Gmédio Gmínimo FLEXORES.

porém. ao correr.Os músculos extensores do quadril É o músculo mais potente do corpo Extensores e Abd utores Na marcha normal o GM pouco intervém. saltar ou caminhar em plano descendente. é indispensável. Extensores e Adutores .

estabilidade transversal da pelve Flexão + ABD + RI Extensão + ABD + RE . médio e Máximo.Os músculos abdutores do quadril • Glúteo mínimo. Indispensável p/ • Piriforme.

Relação RI e RE . . 54Kg.Rotadores internos .Rotadores externos A potência dos rotadores internos é 146Kg menor que dos RE.

.A eficácia dos glúteo médio e mínimo está condicionada pelo comprimento do colo femoral abdutor coaptador A medida que abduzimos o membro o glúteo médio é cada vez menos coaptador e mais abdutor.

Equilíbrio transversal da pelve -Glúteo médio e mínimo .Tensor da fáscia lata Se um desses músculos se debilitar a ação da gravidade não estará contrabalanceada e a pelve vai caminhar par ao lado oposto Estabiliza o joelho .

Kapandji. 2000 .Movimentos Funcionais FLEXÃO Os ísquios relaxados permite maior amplitude de flexão do quadril.

2000 . A extensão limitada do quadril é compensada com uma importante antiversão da pelve. os ísquios estão usando parte de sua F como flexor do joelho.Movimentos Funcionais EXTENSÃO A extensão ativa é menor do que a passiva. Kapandji.

2000 . adutores e ligg.Movimentos Funcionais ABDUÇÃO A abdução de um quadril se acompanha de uma abdução idêntica a do outro quadril. ABD é limitada pelo impacto ósseo do colo do fêmur no rebordo cotilóide e pelos mm. amplitude em que se inicia a báscula da pélve. Isso acontece a partir dos 30o . Kapandji. Ílio-femorais e pubofemorais.

Movimentos Funcionais ADUÇÃO Movimento de adução combinado a flexão e extensão do quadril. Amplitude Máxima de AD 30o AD + Flexão + Re Posição mais instável para o quadril. Kapandji. 2000 .

Movimentos Funcionais ROTAÇÃO INTERNA e EXTERNA RI = Limitadores lig. rotadores internos. isquiofemoral e mm. trato íliotibial e mm. rotadores externos RE = Fásciculo lateral do lig. . Íliofemoral.

. ..Bom estudo.