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Copyright 2012, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP

Este Trabalho Técnico foi preparado para apresentação na Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012, realizado no período de 17 a
20 de setembro de 2012, no Rio de Janeiro. Este Trabalho Técnico foi selecionado para apresentação pelo Comitê Técnico do evento,
seguindo as informações contidas no trabalho completo submetido pelo(s) autor(es). Os organizadores não irão traduzir ou corrigir os
textos recebidos. O material conforme, apresentado, não necessariamente reflete as opiniões do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e
Biocombustíveis, Sócios e Representantes. É de conhecimento e aprovação do(s) autor(es) que este Trabalho Técnico seja publicado
nos Anais da Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012.
______________________________
1
Aluno de graduação – Engenharia de Petróleo - Escola Politécnica, Universidade de São Paulo
2
Prof. Dr., Engenharia de Construção Civil - Escola Politécnica, Universidade de São Paulo

IBP1217_12
SIMULAÇÃO EM ESCALA GRANULAR DO ESCOAMENTO
MULTIFÁSICO EM MEIOS POROSO
Ricardo Golghetto Domingos
1
, Liang-Yee Cheng
2



Resumo

A modelagem e simulação computacional do escoamento em meio poroso na escala granular é de grande importância para
a indústria de petróleo. No presente estudo, a complexa estrutura espacial dos poros de uma rocha de arenito, assim como
o escoamento dentro do meio poroso é modelado usando o método de partículas Moving Particle Semi-Implicit (MPS).
MPS é um método sem malhas, totalmente lagrangeano que discretiza o domínio em partículas e resolve as equações de
conservação de massa e de quantidade de momento por meio da substituição dos operadores diferenciais por operadores
derivados de um modelo de interação entre partículas. Como caso de estudo, utilizamos os dados obtidos de CT scan de
alta resolução. Para verificar a isotropia da permeabilidade da amostra, foi simulado o escoamento em três direções
diferentes. Serão apresentados os resultados das simulações em diferentes resoluções, os valores de perda de carga e de
permeabilidade, assim como a influência dos ângulos de contato dos líquidos presentes no reservatório na produção.


Abstract

Since the grain scale modeling of multi-phase flow in porous media is of great interest for the oil industry, the aim of the
present research is to show an implementation of Moving Particle Semi-Implicit (MPS) method for the grain scale
simulation of multi-phase flow in porous media. Geometry data obtained by a high-resolution CT scan of a sandstone
sample has been used as input for the simulations. The results of the simulations performed considering different
resolutions are given, the head loss and permeability obtained numerically, as well as the influence of the wattability of the
fluids inside the sample of the reservoir’s sandstone.


1. Introdução

Visando o aumento da produção, a investigação do escoamento multifásico em meios porosos na escala granular
é de grande relevância para a indústria do petróleo, pois a compreensão de como a física de interfaces afeta o
comportamento dos fluidos e suas propriedades macroscópicas permite desenvolver técnicas mais eficazes de melhorar a
taxa de recuperação. O avanço das tecnologias computacionais nas últimas décadas abriu novas perspectivas para o estudo.
Dentro deste contexto, tradicionalmente, a simulação numérica da dinâmica does fluidos é realizada usando a descrição
euleriana e discretização do espaço usando malhas de cálculo, que limita a abordagem de lidar com geometrias complexas
e grandes deformações de interfaces entre fluídos imicíveis. No entanto, recentemente, métodos baseados na discretização
do espaço usando partículas lagrangeanas vêm ganhando terreno devido a sua flexibilidade na modelagem. Apesar de
exigirem um custo computacional maior, os métodos de partículas são mais indicados para simular o escoamento em
meios porosos, pois conseguem modelar geometrias complexas com facilidade e representam melhor certos fenômenos,
como a fragmentação e junção do escoamento multifásico.
O método utilizado nas simulações apresentadas neste trabalho é o Moving Particle Semi-Implicit (MPS). Ele foi
proposto por Koshizuka & Oka (1996) para simular o escoamento incompressível de fluidos e discretiza o domínio
totalmente em partículas, utilizando a descrição Lagrangeana. No método as equações de conservação de massa e Navier-
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Stokes são resolvidas usando operadores diferenciais derivados de um modelo de interação entre partículas. Para simular
o comportamento da tensão superficial, foi empregado o modelo de força potencial entre partículas proposto por Kondo et
al. (2007).
Os objetivos do presente estudo são mostrar uma implementação do método MPS para simular o escoamento
multifásico de fluidos em meios porosos e, a partir dele, estudar o escoamento multifásico em rocha de um reservatório de
petróleo na escala granular a fim de investigar o comportamento deste durante a fase de produção. Serão determinados a
perda de carga e a permeabilidade do meio poroso. Além disso, será estudada a influência dos ângulos de contato dos
líquidos presentes no reservatório na produção.


2. Método Numérico-computacional

O método computacional adotado no presente estudo é o Moving Particle Semi-Implicit (MPS) proposto por
Koshizuka & Oka (1996). Esse método é baseado em partículas com a utilização da descrição Lagrangeana para formular
as equações governantes: conservação de massa e Navier-Stokes:



0 ) ( = ⋅ ∇ − = u
Dt
D r
ρ
ρ
(1)



ρ
σ
ν
ρ
r
r r
r
+ + ∇ + ∇ − = g u P
Dt
u D
2
1
(2)
onde ρ é a densidade do fluido, u
r
é o vetor velocidade, P é pressão, ν é a viscosidade cinemática, g
r
a
aceleração gravitacional e σ
r
é a tensão superficial.
No método MPS, os operadores diferenciais são substituídos por operadores definidos de um modelo de
interação entre partículas baseados em uma função peso w(r):



¦
¹
¦
´
¦
>
< −
=
) ( , 0
) ( , 1
) (
e
e
e
r r
r r
r
r
r w
(3)

onde r é a distância entre duas partículas e r
e
é o raio efetivo, que limita a região onde ocorre a interação entre
partículas.
Considerando uma função escalar , e seguindo a formulação de Tanaka & Masunaga (2010), o vetor gradiente
da função escalar é dado por:





(
(
¸
(

¸

− −


=
j i
i j i j
i j
i j
i
r r w r r
r r
pnd
d
) ( ) (
) (
2 0
r r r r
r r
φ φ
φ
(4)

E o Laplaciano de é dado por:



[ ]


− − = ∇
j i
i j i j
i
r r w
pnd
d
) ( ) (
2
0
2
r r
φ φ
λ
φ
(5)

onde d é o número de dimensões espaciais e r
i
e r
j
são, respectivamente, o vetor posição das partículas i e j e
pnd
0
é o valor inicial da densidade de número de partículas - particle number density (pnd). λ é um parâmetro que
representa o crescimento da variância e é dado por:

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− −
=
j i
i j
j i
i j i j
r r w
r r w r r
) (
) (
2
r r
r r r r
λ
(6)

O valor de pnd de uma partícula é definido como a soma dos pesos de todas as partículas j que estão na
vizinhança da partícula i e é dado por:





− =
j i
i
i j
r r w pnd ) (
r r
(7)

O seu valor inicial pnd
0
é usado para garantir a condição de incompressibilidade dos fluidos.
O método MPS é baseado em um algoritmo semi-implícito no qual aceleração, velocidade e posição são
calculadas explicitamente usando todos os termos do lado direito da equação de Navier-Stokes, exceto o termo do
gradiente de pressão, que é calculado implicitamente. A equação de Poisson pode ser deduzida da equação de
continuidade:



0
0 *
2
2
pnd
pnd pnd
t
P
i
t t
i


− = ∇
∆ +
ρ
(8)

onde pnd
*
é a densidade de número de partículas calculada usando as posições das partículas estimadas
explicitamente. O termo à esquerda pode ser discretizado usando um modelo Laplaciano, levando a um sistema de
equações lineares.
Para avaliar se uma partícula está na superfície livre do fluido, verifica-se a seguinte condição:



0
pnd pnd ⋅ < β
(9)

onde β < 1,0. De acordo com Koshizuka & Oka (1996), β deve variar entre 0,80 e 0,99. A pressão atmosférica é
imposta às partículas de superfície livre.
Paredes rígidas são discretizadas em partículas nas quais não há movimento. Duas camadas de partículas
dummies são colocadas no lado em que não há contato com o fluido, para garantir que a estimativa do pnd perto das
paredes seja correta.
Na região em que há a condição de contorno de influxo, partículas de fluido são injetadas no domínio por uma
parede móvel à velocidade constante. Quando o deslocamento de uma partícula de parede ultrapassa a distância entre
partículas, ela será transformada em uma partícula de fluido, ao mesmo tempo em que a partícula de dummy subsequente é
transformada numa partícula de parede, e uma nova partícula de dummy é inserida à montante do escoamento, reiniciando
o ciclo.
Para os casos tridimensionais analisados neste trabalho, r
e
foi definido como 2,1l
0
, onde l
0
é a distância original
entre partículas, para calcular o gradiente de pressão e o pnd. r
e
é igual a 4,0l
0
em casos que envolvem o operador
Laplaciano.


3. Estudo de Casos

Como caso de estudo, foi utilizada uma amostra de um arenito reservatório real, cuja geometria foi obtida por
meio de uma tomografia computadorizada de alta resolução. Seu domínio é um cubo de 1 mm de lado, e cada aresta tem
resolução de 300 pontos por milímetro. Dessa forma, o modelo é um cubo com 27 milhões de pontos, onde cada ponto
representa uma região com 3 µm de diâmetro. Fig. 1 mostra a região de poros da amostra do arenito utilizado na
simulação.
Para reduzir o custo computacional das simulações, a resolução da amostra original foi reduzida, para diminuir o
número de partículas. Do modelo original, com resolução de 300 ptos/mm, foram gerados modelos de 50, 60, 80 e 100
ptos/mm. Além disso, foram adicionadas ao modelo algumas estruturas auxiliares. A montante do escoamento foi imposta
a condição de inflow, para injetar partículas de fluido no domínio da simulação. A seguir, há uma região de transição
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entre o inflow e a amostra. Também foram adicionadas paredes aos lados externos da amostra, para assegurar o fluxo
unidirecional. Nos casos de escoamento multifásico, a fim de minimizar a influência das forças de tensão superficial,
extrusão da última seção da amostra foi feita para criar uma região de transição após a amostra para assegurar que a
medida de pressão na saída da amostra seja feita corretamente.



Figura 1. Visualização dos poros da amostra de arenito.

Todos os casos foram simulados com um incremento de tempo de 10
-6
s e o tempo total foi 0,25s. Os fluidos
utilizados foram a água e óleo. Para este último, foram utilizadas as propriedades físicas do West Texas Intermediate, que
é usado como óleo de benchmark no mercado norte-americano e cujas propriedades foram extraídos do Wang et al.
(2003). Inicialmente, para calcular a permeabilidade absoluta da amostra, foi simulado o escoamento da água através da
amostra inicialmente saturada com água, ou seja, escoamento monofásico da água, e desconsiderando a tensão superficial
por ser um escoamento monofásico. Por fim, para verificar a influência da molhabilidade no escoamento dos fluidos,
foram simuladas três situações: em uma a água é o fluido que molha preferencialmente a rocha, em outra é o óleo e em
uma última não há preferência por nenhum dos dois fluidos. Estas três situações foram empregadas no caso em que a
amostra está inicialmente saturada por óleo e água é injetada, e vice-versa. A velocidade de injeção foi constante e igual a
0,0125m/s.


4. Resultados e Discussões

4.1. Escoamento Monofásico da Água na Amostra de Arenito

As simulações foram feitas com um incremento de tempo de 10
-6
s, e seus resultados foram utilizados para
calcular a perda de carga e a permeabilidade da amostra. Na Fig. 2 temos a representação do fluxo e da distribuição de
pressão nos instantes t=0,0125; 0,0250; 0,0375 e 0,0500s para o caso de 100 ptos/mm, com injeção no sentido negativo
do eixo X.
O fluido que inicialmente preenchia o meio poroso é representado por partículas de cor azul escuro. A evolução
da distribuição das partículas injetadas – de cor azul claro – dá uma boa ideia de como ocorre o fluxo através da malha de
poros. É possível observar que, mesmo após o fluxo atingir o estado permanente, algumas regiões ainda apresentam o
fluido originalmente contido na amostra, o que pode significar que o fluido ou está em um poro sem comunicação ou em
um bolsão.
Além disso, pode-se notar que em alguns pontos as paredes adicionadas ao modelo para garantir o fluxo
unidirecional acabam bloqueando a passagem do fluido por alguns poros, o que pode afetar o cálculo final da
permeabilidade. Uma forma de minimizar a influência das paredes laterais é usar uma amostra de dimensão maior, a um
custo computacional aceitável.

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(a) (b) (c) (d)
Figura 2. Fluxo e distribuição de pressão ao longo do tempo para o caso de 100 ptos/mm com injeção na direção do eixo
X. (a) t=0,0125s; (b) t=0,0250s; (c) t=0,0375s; (d) t=0,0500s. Corte feito a 0,34mm de distância da parede de trás do
modelo.


Tabela 1. Valores obtidos pelas simulações de queda de pressão com fluxo na direção do eixo X da amostra.

Resolução (ptos/mm) ∆P (Pa) Discrepância (%)
50 4835 5,29
60 4788 4,27
80 4487 2,29
100 4592 0,00

Tabela 2. Valores obtidos pelas simulações de queda de pressão com fluxo na direção do eixo Y da amostra.

Resolução (ptos/mm) ∆P (Pa) Discrepância (%)
50 4931 3,88
60 4849 5,48
80 4982 2,88
100 5130 0,00

Tabela 3. Valores obtidos pelas simulações de queda de pressão com fluxo na direção do eixo Z da amostra.

Resolução (ptos/mm) ∆P (Pa) Discrepância (%)
50 4247 4,92
60 4258 5,19
80 3982 1,63
100 4048 0,00

A Fig. 3 mostra um gráfico da medida da queda de pressão ao longo do tempo para cada uma das direções de
injeção. É interessante que a pressão se estabiliza rapidamente logo depois do início da simulação, por volta de 0,07s.

Como a pressão na saída da amostra é sempre zero, o valor da queda de pressão é igual ao da pressão medida
imediatamente acima da amostra. Como pode ser visto nas Tabs. 1, 2 e 3, os valores medidos para a queda de pressão não
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variam de forma significativa com a resolução adotada, mas variam para casos em que o escoamento se dá em direções
diferentes, o que evidencia que a permeabilidade da amostra utilizada não é uma propriedade isotrópica.


Figura 3. Medida da pressão ao longo do tempo para cada uma das direções de injeção. Os resultados utilizados neste
gráfico foram os dos casos de resolução de 100 ptos/mm.

4.2. Escoamento Multifásico Água-óleo na Amostra de Arenito
Nas simulações de escoamento multifásico, foi verificado que a molhabilidade afeta significativamente a
mobilidade dos fluidos dentro dos poros da amostra. É possível observar que quando o fluido injetado não é a fase
molhante da matriz rochosa, ele encontra um caminho para fluir através do fluido original, o que diminui o deslocamento
deste último. Já no caso contrário, o fluido injetado adere à rocha e remove o fluido original com mais facilidade. Além
disso, observa-se que o óleo remove a água com mais facilidade que o caso contrário. Isso deve-se ao fato de o óleo ser
muito mais viscoso que a água, o que lhe confere uma mobilidade menor.




(a) (b) (c)

Figura 4. Distribuição das partículas de fluido dentro dos poros da amostra após atingir a saturação irredutível de óleo nos
casos em que (a) o óleo é o fluido molhante, (b) não há preferência por nenhum fluido e (c) a água é o fluido molhante.

Fig. 4 mostra a distribuição das partículas de fluido dentro dos poros após atingir a saturação irredutível, e dá
uma boa ideia de como ocorre o fluxo através da malha de poros. Neste caso, a água é injetada na amostra saturada de
óleo, e com óleo como fase molhante (a), quando não há preferência na molhabilidade (b) e quando a água é a fase
molhante (c). É possível observar que, mesmo após o fluxo atingir o regime permanente, algumas regiões ainda
apresentam o fluido originalmente contido na amostra, o que pode significar que o fluido ou está em um poro sem
comunicação ou em um “beco sem saída”. Além disso, pode-se notar que em alguns pontos as paredes adicionadas ao
modelo para garantir o fluxo unidirecional acabam bloqueando a passagem dos fluidos por alguns poros, o que pode
afetar os resultados. De acordo com Ovaysi & Piri (2010), uma forma de minimizar a influência das paredes laterais é usar
uma amostra de dimensão maior.
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Para calcular a permeabilidade absoluta da amostra utilizada, simulou-se o escoamento monofásico da água e do
óleo através dela. Foi obtida a queda de pressão ao longo da amostra, que foi aplicada na lei de Darcy para se obter a
permeabilidade absoluta de um arenito reservatório. Os valores de permeabilidade obtidos numericamente são altos em
relação à medidas em laboratórios. Entretanto, os valores são condizentes com os resultados numéricos do Ovaysi & Piri
(2010). A discrepância entre os resultados numéricos e medições é o tópico em estudo.


5. Considerações Finais

O método MPS foi implementado com sucesso para simular o escoamento multifásico em meios porosos, e foi
utilizado para estudar a injeção de fluidos em uma amostra real de rocha reservatório. Foi estudada a influência da
molhabilidade na capacidade de deslocamento dos fluidos dentro dos poros da rocha, e verificou-se que o fluido que é a
fase molhante adere à matriz rochosa e tende a resistir ao movimento. Como consequência, por exemplo, no caso da
injeção de água na amostra inicialmente saturada de óleo, a saturação irredutível de óleo no caso em que o óleo é o fluido
molhante é maior que no caso em que a água é o fluido molhante. Entretanto, foram obtidos resultados discrepantes no
cálculo da permeabilidade absoluta do meio poroso, o que torna necessária uma investigação sobre a modelagem
numérica dos fenômenos físicos envolvidos. Por fim, de acordo com Ovaysi & Piri (2010), o tamanho da amostra
utilizada influencia os resultados. Desta forma, são necessários estudos adicionais para verificar a convergência dos
resultados numéricos considerando amostras maiores, bem como a validação através de medidas experimentais.


6. Agradecimentos

Os autores gostariam de expressar sua gratidão pelo apoio financeiro dado pela PETROBRAS no
desenvolvimento do simulador computacional baseado no método Moving Particle Semi-implicit (MPS).


7. Referências

HOLMES, D.W., WILLIAMS, J.R., TILKE, P. Smooth Particle Hydrodynamics for grain scale multiphase fluid
simulation. In Proceedings of the International Conference on Particle-Based Methods Fundamentals and Applications
(Particle 2009); 2009; Barcelona.
KONDO, M. et al. Surface Tension Model Using Inter-Particle Force in Particle Method. 2007 5th Joint Fluids
Engineering Conference (FEDSM2007). San Diego, California, EUA: [s.n.]. 2007. p. 93-98.
KOSHIZUKA, S.; OKA, Y. Moving Particle Semi-Implict Method for fragmentation of incompressible fluid. Nuclear
Science and Engineering, 1996. 421-434.
OVAYSI, S.; PIRI, M. Direct pore-level modeling of incompressible fluid flow in porous media. Journal of
Computational Physics, 229, 2010. 7456-7476.
TANAKA, M., MASUNAGA, T. Stabilization and smoothing of pressure in MPS method by Quasi-Compressibility.
Journal of Computational Physics. 2010: p. 4279-4290..
WANG Z., HOLLEBONE B., FINGAS M., FIELDHOUSE B., SIGOUIN L.,LANDRIAULT M., SMITH P., NOONAN
J., THOUTIN G., "Characteristics of Spilled Oils, Fuels, and Petroleum Products: 1. Composition and Properties of
Selected Oils," United States Enviromental Protection Agency, 2003.