IBP1228_12 OPERAÇÃO PIONEIRA DE FRATURAMENTO HIDRÁULICO NA SELVA AMAZÔNICA BRASILEIRA

Cledeilson Ferreira1, Luis A. Silva2, Luis H. Duque3, Rodolfo H.P. Steffan4, Zacarias Guimarães5, Afonso H. dos S. Sabino6, Fabio Corregio7, José Carlos da S. Ferreira8, Marcelo M. Melo9 e Roberto C. Luduvice M.10

Copyright 2012, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP Este Trabalho Técnico foi preparado para apresentação na Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012, realizado no período de 17 a 20 de setembro de 2012, no Rio de Janeiro. Este Trabalho Técnico foi selecionado para apresentação pelo Comitê Técnico do evento, seguindo as informações contidas no trabalho completo submetido pelo(s) autor(es). Os organizadores não irão traduzir ou corrigir os textos recebidos. O material conforme, apresentado, não necessariamente reflete as opiniões do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Sócios e Representantes. É de conhecimento e aprovação do(s) autor(es) que este Trabalho Técnico seja publicado nos Anais da Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012.

Resumo
Fraturamento hidráulico é uma técnica de estimulação onde se bombeia fluido com energia suficiente para criar uma fratura no reservatório e propagá-la preenchendo a região fraturada com agente de sustentação, que ao final do tramento suportará tal fratura aberta canalizando o fluxo de produção pela mesma, uma vez que terá uma permeabilidade maior que a formação original. Há algum tempo tal técnica era desejada para explorar reservatórios fechados da Bacia do Solimões, porém a falta de informação sobre as zonas de interesse, a grande quantidade de equipamentos e volume de fluidos envolvidos impediam a aplicação em uma área que detém certificação ambiental. Em 10 de Novembro de 2011 estes desafios foram superados. Este artigo descreve a técnica, detalhes operacionais e resultados da operação pioneira de fraturamento hidráulico no coração da selva amazônica que tornou possível a produção de gás em reservatórios fechados da Bacia do Solimões inviáveis economicamente até então, com mínimo impacto ambiental.

Abstract
Hydraulic fracturing is a stimulation technique where fluid is pumped with enough energy to create a fracture in the reservoir and to propagate it filling the broken zone with proppant agent. To the end of the treatment the proppant agent will support the fracture creating a production flow path, once it will have permeability higher than the original formation. Since a long time it was desired to use that technique to explore tight reservoirs in the Solimões basin. However the lack of information on the interest zones, the great amount of equipment and fluids volumes involved hindered the application in an area that withholds a environmental certification. In November 10 th of 2011 these challenges were surpassed. This article describes the technique, job details and results of the pioneering hydraulic fracturing intervention in the heart of the Amazon forest that became economically viable the gas production in tight reservoirs of the Solimões basin with minimum environmental impact.

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Engenheiro de Laboratório - Baker Hughes - Pressure Pumping – Brazil Geomarket Supervisor de Base - Baker Hughes - Pressure Pumping – Brazil Geomarket 3 Gerente de Vendas - Baker Hughes - Pressure Pumping – Brazil Geomarket 4 Engenheiro Campo III - Baker Hughes - Pressure Pumping – Brazil Geomarket 5 Gerente de Distrito Manaus - Baker Hughes - Pressure Pumping – Brazil Geomarket 6 Gerente da CIP UO-AM - Petróleo Brasileiro SA 7 Gerente da EP UO-AM - Petróleo Brasileiro SA 8 Engenheiro de Petróleo Sr- Petróleo Brasileiro SA 9 Engenheiro de Petróleo Pl- Petróleo Brasileiro SA 10 Gerente da EP e SO UO-AM - Petróleo Brasileiro SA

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1. Introdução
A técnica de fraturamento hidráulico na indústria do petróleo começou a se desenvolver na última metade da década de 1940 e a sua primeira utilização ocorreu em 1947 no campo de Hugoton no Kansas – EUA, sem a utilização de agente de sustentação e identificação de qualquer ganho de produção após a operação. Um segundo tratamento, realizado no leste do Texas – EUA, já fez uso de agente de sustentação, sendo um grande sucesso, o que levou a uma rápida disseminação da técnica. Neste período, a aplicação do fraturamento concentrava-se em formações de baixa permeabilidade, utilizando pequenos volumes, com o objetivo principal de ultrapassar o dano gerado pelo fluido ainda na fase de perfuração. Em meados da década de 1950, quando a técnica de fraturamento já era considerada madura e já não recebia mais investimento em pesquisa, iniciou-se um período de declínio de sua aplicação devido à redução do preço do petróleo com o aumento da importação/exportação e devido à regulação do preço do gás pelo governo dos EUA. A partir de 1979, o aumento do preço do petróleo com a redução na oferta pela OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a carência de gás natural vivida pelos EUAviabilizaram o desenvolvimento de grandes reservas em formações de baixa permeabilidade, como os reservatórios de tight gas. A estimulação destas formações, por necessitarem de grandes volumes e serem de mais alto custo, levaram a um grande investimento em pesquisa, o qual trouxe muitos benefícios ao desenvolvimento da técnica, como a melhoria e modernização da modelagem e dos procedimentos operacionais, permitindo a introdução do fraturamento hidráulico também em formações de alta permeabilidade. A possibilidade de aplicação em formações de baixa e alta permeabilidade tornou a técnica uma alternativa para a completação de quase todos os tipos de poços, sendo estes produtores ou injetores. Estima-se hoje que o fraturamento hidráulico adiciona várias centenas de milhares de barris na produção diária dos poços já existentes no mundo. O fraturamento hidráulico é uma das principais ferramentas utilizadas para melhorar a produtividade de um poço. Ele consiste na criação de um canal de alta condutividade entre o poço e o reservatório, alterando e facilitando o fluxo de fluidos de forma a antecipar a produção de petróleo ou ainda aumentar a sua recuperação. Estes objetivos são alcançados na medida em que a fratura criada atua de forma a: - ultrapassar a zona danificada durante a perfuração, que se situa próxima ao poço, restabelecendo o contato do poço com o reservatório não danificado; - criar um caminho longo e de boa condutividade dentro da formação, promovendo maior área de reservatório exposta ao fluxo; - atingir melhores características permo-porosas; - conectar fraturas naturais do reservatório ou zonas hidraulicamente isoladas; - alterar o padrão de fluxo entre o poço e o reservatório de radial para pseudo-radial. Com relação ao processo de fraturamento, este consiste no bombeio de fluido com vazão suficiente, dependendo da permeabilidade da formação, ocasionando em um aumento de pressão, que resulta na falha da mesma. A fratura que é iniciada na parede do poço, é propagada pelo bombeio do fluido de fraturamento a uma vazão superior a vazão de filtração do fluido pela formação. Este fluido inicial é chamado de colchão e possibilita, além da propagação da fratura, a criação de abertura suficiente para posicionamento do tratamento em si que consiste em uma “pasta” com agente de sustentação. O agente de sustentação, por exemplo areia ou ou bauxita, tem como função manter a fratura aberta, após a parada do bombeio, quando não há mais energia externa atuando contra o fechamento da fratura, criando assim um caminho preferencial de alta condutividade, que facilita o deslocaneto do fluido do reservatório, levando a um acréscimo na produção do poço. Dependendo também da gravidade específica do agente, o fluido de fraturamento deve possuir viscosidade suficiente de forma a carreá-lo e mantê-lo em suspensão até o fechamento da fratura. Ao ocorrer a quebra da estrutura desse fluido poucas horas após o final do bombeio, é possível a sua recuperação restando apenas o agente de sustentação no espaço criado. A Figura 1 representa o comportamento das pressões durante a operação de fraturamento hidráulico.

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Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 No início de 2011 foram dados os primeiros passos no sentido de programar uma campanha de fraturamentos hidráulicos na Bacia do Solimões, com acesso restrito ao meio fluvial, que tinha como principal objetivo o mapeamento de possíveisnovos reservatórios de gás, que por sua natureza fechada não permitiam a sua produção natural.

2. Bacia do Solimões:
2.1. Premissas Foram escolhidas seis zonas candidatas para dar início a campanha, sendo que para minimizar riscos de afetar a produção atual do campo e não haver interferência nos resultados dessas zonas, as mesmas deveriam não estar conectadas fisicamente com o campo já conhecido e atualmente em desenvolvimento.

2.2. Avaliação dos Alvos A litoestratigrafia da Bacia do Solimões pode ser basicamente descrita como longos trechos de intercalações de siltito, anidrita, calcarenito, calcilutito, halita e folhefo separados por duas soleiras de diabásio (resumo na Figura 2). As zonas de interesse separadas por folhelos, ambos de pequena espessura, estão situadas por volta dos 2.400m de profundidade vertical, conforme representação do trecho mais profundo na Figura 3. A necessidade de um dimensionamento cuidadoso do tratamento se deve justamente pelo fato de não se desejar a comunicação entre determinadas zonas muito próximas umas das outras.

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Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 2.3. Desafios Apesar da técnica de fraturamento hidráulico ser mundialmente difundida e cotidiana, o cenário do estudo tinha algumas particularidades que tornaram o seu planejamento desafiador. Para o dimensionamento incial de quantidades e volumes seria necessária informação de zonas análogas oriundas de campos de desenvolvimento para que fossem manuseadas em software de modelagem específico. Como a técnica de fraturamento hidráulico se baseia principalmente no fato de precisarmos de energia suficiente para iniciar, propagar e manter uma fratura aberta, a necessidade em se calcular a potência hidráulica necessária para tal se faz de extrema importância, tendo em vista que através dela, será determinado o número de bombas que deverá ser colocado à disposição em local com acesso restrito onde atrasos no cronograma envolvem custos significantes para a Operadora de Petróleo. Tão dependente de dados iniciais quanto o cálculo da potência hidráulica estão o volume do tratamento, volume de agente de sustentação e volume de produtos químicos. Colocar um comboio de equipamentos do porte de carretas com 22m e 30t cada em uma região onde o acesso é feito somente por rios exigia também uma programação com janela apertada em relação à chegada da época estiagem da região. Ainda mais importante, havia uma preocupação a respeito de possíveis impactos ambientais gerados ao longo de toda a campanha por consequência do manuseio de resíduos químicos em uma região certificada com ISO 14000, ou seja, a opção mais comum utilizada em operações de fraturamento hidráulico com o sistema de gel preparado diretamente em tanques de 500bbl para o volume total do tratamento, que geraria ao final da operação uma quantidade considerável de resíduo em consequência ao volume morto e a própia lavagem das suas paredes não era uma opção simplesmente aceitável.

2.4. Soluções de Engenharia Para uma boa composição do modelo simulando (software) a geometria das fraturas desejadas com o fraturamento se fizeram necessários testes iniciais em mais de um poço com zonas análogas aquelas alvo da campanha. Inviabilizado principalmente pelo tempo que havia disponível para acesso fluvial, foram realizados testes de quebra de formação com unidades de cimentação já disponíveis na região. Um desses testes está representado na Figura 4. Com base nos resultados dos testes realizados em poços análogos, ficou claro que seria necessário mais potência hidráulica que a estimada inicialmente. A diferença encontrada se justifica pelo fato de que as tensões das zonas alvo eram acima da média quando comparados em relação a outros tipos de formação da região. 10.000psi a 9bpm ~ 2.200hhp + 100% de extras => 4.400hhp

Em relação ao manuseio de produtos químicos residuais das operações, estes foram minimizados com a opção em utilizar uma unidade de hidratação de polímero em linha, ou seja, com o uso deste equipamento o polímero é preparado enquanto se bombeia o tratamento para o poço, não havendo a necessidade de se preparar de uma só vez todo o volume do tratamento. Caso haja um tamponamento prematuro dos canhoneados obstruíndo o fluxo para a formação, o volume preparado remanescente não será descartado porque não foi preparado em sua totalidade. 4

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 A unidade de hidratação recebe água limpa diretamente de um tanque pulmão, que no caso do nosso cenário vem direto de um igarapé. Ao final temos zero de volume morto e resíduo pois o deslocamento do tratamento é feito com água que já lavou o sistema da unidade. Uma outra contribuição vem do sistema de gel escolhido que pode ser utilizado em temperaturas de frac de até 80graus Celsius. Utiliza goma guar base água de carga polimérica 30libras por 1.000galões, aditivos ambientalmente corretos e quebrador enzimático, que visa uma recuperação pós-quebra mais limpa, rápida e fácil. Associado ao sistema de gel foi escolhido um aditivo sólido que ao ser bombeado na última libra do tratamento minimiza o retorno de agente de sustentação enquanto o poço estiver produzindo.

3. Pioneirismo: Primeira Operação Realizada
Após toda a fase de planejamento que se desenrolou pelo período de quase um ano, desde: parte técnica, que incluia a definição do sistema de gel e quantidade de equipamentos; logística, ligada a mobilização dos diversos recursos oriundos de variadas partes do Brasil e até mesmo do exterior; meio-ambiente, que mesmo impondo obstáculos consideráveis deveria ser tratado com respeito; e finalmente custos operacionais, que envolveram uma análise de viabilidade econômica, no dia 10 de novembro de 2011 foi realizada a primeira operação de fraturamento hidráulico na Bacia do Solimões. O alvo foi a Zona C situada entre 2.502 e 2.503m de profundidade vertical, onde foram bombeados 515bbl de volume sujo (tratamento) com uma pressão média de 11.000psi, vazão média de 9bpm e 32.200kg de agente de sustentação. Informações mais detalhadas no Anexo. Por limitações de pressão de equipamentos de superfície, a operação foi assistida por meio de uma sonda de completação do tipo romena. O poço encontra-se atualmente completado produzindo gás e condensado com vazões comerciais, ao contrário do que seria em sua condição natural. Além da operação descrita neste item, mais cinco já foram realizadas e ainda há previsão de pelo menos mais três até o final de 2012.

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4. Conclusões
Na medida que as operações foram se concretizando, ficou mais claro que, em virtude das diferentes zonas avaliadas, era necessária uma operação de minifrac para análise e adequação de programas de bombeio simulados previamente. Associado a essas análises, estava o planejamento para a manutenção do estoque de produtos, que garantiria uma determinada sequência de operações com todos os seus suprimentos necessários. Um dos pontos chave em relação ao atendimento das normas ambientais foi a utilização da unidade de hidratação que garantiu “zero” em termos de manuseio de resíduos químicos. Com os resultados obtidos ao longo do desenvolvimento da campanha de fraturamentos atual na Bacia do Solimões, está sendo possível o mapeamento de zonas que, até então, nada ou pouco se conhecia em campos de desenvolvimento.

5. Agradecimentos
Agradecemos a Baker Hughes Incorporated, pela autorização e incentivo da publicação deste trabalho assim como a Petroleo Brasileiro SA pela parceria e oportunidade de desenvolvimento do projeto.

6. Referências
Kate Van Dyke, A Primer of Oilwell Service, Workover, and Completion, 1997; John L. Gidley, Stephen A. Holditch, Dale E. Nierode and Ralph W. Veatch Jr., Recent Advances in Hydraulic Fracturing, 2001; Michael J. Economides, Tony Martin, Modern Fracturing – Enhancing Natural Gas Production, 2007

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7. Anexo

MFrac
Three-Dimensional Hydraulic Fracturing Simulator
Company : XX Well: Primeiro Poço Location: Amazonas Date: 10/11/2011 Comments: Zona C Canhoneio 2501 a 2503 m Canhão HSD 6 JPP, Penetração: 31,4 ", diametro: 0,44", Fundo de poço: cimento a 2511 m

INPUT SURFACE TREATMENT SCHEDULE
Schedule Type Wellbore Fluid Type Wellbore Fluid Friction Multiplier Fraction of Well Filled Recirculation Volume Stage No. Slurry Rate Stage Slurry Stage Time (bpm) Volume (min) (bbl) 1 9.7406 11.905 1.2222 2 9.4600 56.232 5.9442 3 9.4600 11.905 1.2585 4 9.4600 49.386 5.2205 5 9.4600 51.152 5.4072 6 9.4600 52.919 5.5940 7 9.4600 54.685 5.7807 8 9.4600 112.9 11.934 9 9.4600 109.26 11.550 10 9.3382 20.491 2.1943 Fluid Type: V002 - 3500 w/ Gel Stabilizer Fluid Type: B126 - 30 PPT, 7.5 GPT LFC-1 Proppant Type: SB07 - 20/40 Bauxite 50 hours, 300F Proppant Type: BMC07 - 70/140 Badger Sand Surface B126 1 1 0 Stage Type

(bbl) Fluid Type

Prop Type

Prop Damage Friction Loss Factor Multiplier 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 2 2 2 2 2 2 2 2 2 1.5

Pad Prop Prop Prop Prop Prop Prop Prop Prop Flush 446.2 77.638 63229 7717.6

V002 V002 V002 V002 V002 V002 V002 V002 V002 B126 (bbl) (bbl) (lb) (lb)

0000 BMC07 SB07 SB07 SB07 SB07 SB07 SB07 SB07 0000

SURFACE TREATMENT SCHEDULE PUMPED
Stage No. Avg Slurry Rate (bpm) 1 9.7406 2 9.4600 3 9.4600 4 9.4600 5 9.4600 6 9.4600 7 9.4600 8 9.4600 9 9.4600 10 9.3382 Total Slurry Volume Total Liquid Volume Total Proppant Mass Liquid Volume (bbl) 11.891 47.923 11.841 47.535 47.541 47.527 47.529 95.011 89.4 4.9292 Slurry Volume (bbl) 11.905 56.232 11.905 49.386 51.152 52.919 54.685 112.9 109.26 4.9387 Total Slurry Total Time Volume (min) (bbl) 11.905 1.2222 68.137 7.1664 80.041 8.4249 129.43 13.645 180.58 19.052 233.5 24.647 288.18 30.427 401.09 42.361 510.35 53.911 515.29 56.106 515.29 451.13 70949 Fluid Type Prop Type Conc. From Conc. To (lbm/gal) (lbm/gal) V002 V002 V002 V002 V002 V002 V002 V002 V002 B126 (bbl) (bbl) (lb) 0000 BMC07 SB07 SB07 SB07 SB07 SB07 SB07 SB07 0000 0.030747 3.8346 0.14551 1.0494 2.0474 3.0581 4.0584 5.0762 5.9887 0.051886 0.030747 3.8346 0.14551 1.0494 2.0474 3.0581 4.0584 5.0762 5.9887 0.051886 Prop. Stage Mass (lb) 15.356 7718.1 72.366 2095 4088.2 6104.4 8101.5 20257 22486 10.742

BOTTOMHOLE TREATMENT SCHEDULE PUMPED
Stage No. Avg Slurry Rate (bpm) Well 9.7406 1 9.4600 2 9.4600 3 9.4600 4 9.4600 5 9.4600 6 9.4600 7 9.4600 8 9.4600 9 9.3382 Total Slurry Volume Total Liquid Volume Total Proppant Mass Liquid Volume (bbl) 75.666 11.891 47.923 11.841 47.535 47.541 47.527 47.529 95.011 31.554 Slurry Volume (bbl) 75.666 11.905 56.232 11.905 49.386 51.152 52.919 54.685 112.9 38.534 Total Slurry Total Time Volume (min) (bbl) 75.666 1.2222 87.571 7.1664 143.8 8.4249 155.71 13.645 205.09 19.052 256.25 24.647 309.16 30.427 363.85 42.361 476.75 53.911 515.29 56.106 515.29 464.02 56355 Fluid Type Prop Type Conc. From Conc. To (lbm/gal) (lbm/gal) B126 V002 V002 V002 V002 V002 V002 V002 V002 V002 (bbl) (bbl) (lb) 0000 BMC07 SB07 SB07 SB07 SB07 SB07 SB07 SB07 0000 0 0.030747 3.8346 0.14551 1.0494 2.0474 3.0581 4.0584 5.0762 5.9637 0 0.030747 3.8346 0.14551 1.0494 2.0474 3.0581 4.0584 5.0762 5.9637 Prop. Stage Mass (lb) 0 15.356 7718.1 72.366 2095 4088.2 6104.4 8101.5 20257 7903.4

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WELLBORE HYDRAULICS SOLUTION
Hydraulic Power Required Surface Pressure, Min. Surface Pressure, Max. BHTP Pressure, Min. BHTP Pressure, Max. Gravitational Head, Min. Gravitational Head, Max. Frictional Pressure Loss, Min. Frictional Pressure Loss, Max. 3194.5 2808.6 12657.6 7596.8 16657.6 3597.7 5074.8 3.0641 5161.5 (hhp) (psi) (psi) (psi) (psi) (psi) (psi) (psi) (psi)

FRACTURE PROPAGATION SOLUTION (Calculated Values at End of Treatment)
Slurry Volume Injected Liquid Volume Injected Fluid Loss Volume Frac Fluid Efficiency Net Frac Pressure Length (one wing) Upper Frac Height Lower Frac Height Upper Frac Height (TVD) Lower Frac Height (TVD) Total Frac Height Max. Frac Width at Perfs Avg. Hydraulic Frac Width Zona C 514.84 463.65 182.72 0.64509 3026.2 196.62 9.7878 9.8457 2492.2 2511.8 19.634 14.508 7.8021 (bbl) (bbl) (bbl) (psi) (m) (m) (m) (m) (m) (m) (mm) (mm)

PROPPANT DESIGN SUMMARY
Frac Length - Created Frac Length - Propped Frac Height - Avg. Propped Height (Pay Zone) - Avg. Max Width at Perfs - EOJ Propped Width (Well) - Avg. Propped Width (Pay Zone) - Avg. Conc./Area (Frac) - Avg. at EOJ Conc./Area (Pay Zone) - Avg. at Closure Frac Conductivity (Pay Zone) - Avg. at Closure Dimensionless Frac Conductivity (Pay Zone) Beta Avg. Fracture Permeability Propped Fracture Ratio (EOJ) Closure Time Screen-Out Time Zona C 196.62 194.89 17.134 2 14.508 3.0299 2.8696 0.77468 1.1491 1925.7 0.60233 0 209.57 0.37415 171.15 27.776 (m) (m) (m) (m) (mm) (mm) (mm) (lbm/ft²) (lbm/ft²) (mD-ft) (1/ft) (darcy) (min) (min)

PROPPANT TRANSPORT SUMMARY TABLE
Stage Interval No. From (m) 9 0 8 22.841 7 85.727 6 119.15 5 152.32 4 160.91 3 165.31 2 165.47 1 196.61 0 196.61 End of Job Interval To Height Height Bank Conc. Inlet (m) Slurry (m) (lbm/gal) (m) 22.841 19.46 0.0048833 5.9636 85.727 18.723 0.0043151 5.0762 119.15 17.657 0.0037122 4.0584 152.32 16.575 0.0034898 3.0581 160.91 15.62 0.0033016 2.0474 165.31 15.253 0.0024574 1.0494 165.47 14.99 0.001215 0.14551 196.61 12.981 0.00012045 3.8346 196.61 0 0 0.030747 196.62 4.9893 3.4912e-06 0 After Closure Conc. Final Prop Width Prop Ht. Prop Ht. (lbm/gal) (mm) Total Pay (m) (m) 7.3139 3.4561 19.455 2 6.7329 2.9286 18.718 2 6.2355 2.3409 17.651 2 5.7279 1.8135 16.567 2 31.935 4.4075 15.618 2 37.715 4.7277 15.253 2 33.579 4.5059 14.99 2 29.714 3.1947 12.981 1.9448 0 0 0 0 29.316 0.65065 4.9893 1 Conc. Area (lbm/ft²) 1.4408 1.2209 0.97589 0.75601 1.8374 1.9653 1.6877 1.0748 0 0.21513

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