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“O PROGRAMA DE GOZO NÃO É VIRTUAL" Éric Laurent

Claudia Aldigueri Rodriguez Laurent faz um percurso para chegar à questão central de seu texto: o gozo do discurso analítico. Aborda a imagem e a escrita envolvidas no virtual; questiona a relação do falasser à não-relação sexual e ao uso da linguagem; faz correlação da linguagem na ciência, filosofia e matemática com o surgimento da angústia - limite do sujeito suposto saber; enfatiza o vínculo entre linguagem, falasser e o parceiro-sintoma. Com relação ao tratamento analítico, Laurent diz que há um tempo virtual de “desenvolvimento da escrita do programa de gozo do sujeito” e menciona momentos como “a compilação de dados, o trajeto do objeto a, o ponto de real na angústia e as interpretações”. Laurent propõe à Scuola Lacaniana di Psicanalisi uma reflexão sobre o tema que toca em problemas analíticos - o momento de parada de um tratamento – a pontuação possível: “a transferência negativa, a satisfação parcial e conformação à regra e até a singularidade do passe”. Via análise da ruptura do tratamento, “saber a significação do que ocorreu e ter a chave do programa que pôde ser escrito”. Ao finalizar, Laurent justifica sua proposta: a Scuola Lacaniana di Psicanalisi perdeu um pouco de seu programa de gozo, “não sabe gozar da boa maneira do discurso analítico” – “a maneira como o psicanalista vive a Escola à qual pertence”. Essa reflexão num próximo seminário, ele aposta, levará à reinstalação do programa da Escola. Imprescindível, enfatiza Laurent, a definição clara do programa de gozo de uma Escola e sua orientação.
Laurent , É. “O programa de gozo não é virtual”. Em: Correio 68. EBP, 2011. Texto de conclusão das Jornadas Anuais da SLP em Nápoles, 16 e 17 de maio de 2009.