23a Aula

quarta-feira, 16 de junho de 2010 09:49

6) Modalidades de CT a. Quanto à manifestação de vontade i. Tácitos ii. Expressos b. Quanto à forma de celebração i. Verbais ii. Escritos c. Quanto ao número de empregados i. Individual ii. Plúrimo (ou de equipe) d. Quanto à duração (mais importante) i. Indeterminado: S. 212 TST 212. Despedimento. Ônus da prova. O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. 1) Efeitos: interrupção e suspensão; estabilidade e GPE; rescisão ii. Prazo determinado: escrito Por ser a exceção, deve ser sempre por escrito. Do contrário, será presumido enquanto por prazo indeterminado. Se não anotado como tal na CTPS, deve ser consubstanciado em documento escrito. 1) Hipóteses Art. 443, parágrafo 2o CLT: 3 situações (regra geral; há leis específicas que determinam outras especificidades) § 2o O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo; b) de atividades empresariais de caráter transitório; c) de contrato de experiência. Pode haver uma determinação específica da data ou uma previsão aproximada (alta temporada, por exemplo). Deve constar, no contrato por prazo determinado, o motivo da contratação. A lei do contrato de trabalho temporário é uma alternativa à CLT. O contrato pode também ser feito pela via celetista. Os mesmos critérios estão presentes (substituição de um empregado ou acréscimo extraordinário da demanda daquele trabalho). O prazo máximo determinado pela CLT é de 2 anos. Essas duas hipóteses, como acima mencionado, são muito parecidas com as da lei do trabalho temporário. Se o contrato for mediado por empresa interposta, o prazo máximo é o da lei do trabalho temporário: 3 meses. a) Serviço transitório - Legislação extravagante: contrato de safra (art. 141, lei 5889/73) Na maioria das vezes, é evento suscetível de determinação aproximada do prazo. Diz respeito a atividades de plantio e colheita. b) Atividade empresarial transitória A atividade empresarial, e não a do empregado, é transitória. A atividade, por
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por exemplo).Lívia Page 2 . Legislação extravagante estabelece outros prazos. c) Sucessividade: art.) A professora considera um pouco melhor porque. construídas pela mesma empresa. para contratar por tempo determinado quando entrasse em vigor. parágrafo único. e permitiu a contratação por tomador rural pessoa física. o trabalhador faz jus a todas as verbas trabalhistas. é transitória. por existir em determinados períodos de tempo. pode o contrato indeterminar-se. b) Prorrogação: art. tendo prazo máximo de 90 dias.- - c) - - A atividade empresarial. para esses. 452. mas isso dependerá da lei. Muitas empresas reduziram o quadro antes da aprovação da lei. posteriormente. Ele trabalha para a empresa. Prazo máximo de 5 anos. Lei 11718/08: art. vincular-se novamente a ela. há prazo máximo de 2 anos. não é utilizada. sem assinatura de CTPS. Obras distintas. 2) Características (dos inseridos na regra geral celetista) a) Prazo: art. admitirá o contrato por tempo determinado. 445. 451. Atualmente. Contrato de experiência (90 dias) Também é por prazo determinado. desde que o sindicado aprovasse e desde que isso gerasse um aumento no número de empregados. por exemplo. acrescentou o artigo 14-A na lei do empregado rural. independentemente de obra certa. Para e empresa verificar a compatibilidade do trabalhador com aquele trabalho e com a dinâmica empresarial e também para que o trabalhador verificar se se insere naquela dinâmica. 14-A Lei 5889/73 Flexibilização promulgada durante o governo Lula. salvo o contrato de experiência (90 dias). mas pode ser prorrogado 4 vezes. mas. Pode-se prorrogar mais de uma vez. Basta que o trabalhador seja registrado nos livros de registro utilizados na administração. 452. contratado pelo pequeno produtor rural. CLT Art. etc. Contrato de obra certa (lei 2959/56). (Não se prorroga para além de 2 anos. O período/base eram os 6 meses anteriores à promulgação da lei. atleta de futebol. A lei permitiu que qualquer tipo de atividade pudesse ser objeto de um contrato a prazo determinado. foi considerada flexibilizatória. Presta-se a uma avaliação por parte de ambos. pode gerar indeterminação do contrato. apesar de não ser necessária a assinatura de CTPS. Artista. Direito do Trabalho I . CLT Pode ser prorrogado uma vez dentro do prazo máximo. músico. A ideia da lei é facilitar o acesso ao emprego por parte do empregado. indeterminadamente. Se contratado validamente pela empresa para uma obra certa. mas foge à regra. Vale lembrar que um pedreiro que trabalhe para uma empresa de construção civil não pode ficar sujeito a um contrato como esse. (A necessidade de forma escrita permanece. e assim sucessivamente. e não a do empregado. Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder. que pode agora contratar o empregado rural por um prazo máximo de 2 meses. CLT Prazo máximo de 2 anos. Lei 6019/74 Lei 9601/98: desuso Quando a lei foi promulgada. Contratação para realização de obra certa. A atividade. Na UFMG.

Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder. a escola precisa esperar 6 meses para contratar novamente aquela mesma pessoa. CLT. Não há problemas na realização de novo contrato. Exemplo de professores em escolas particulares. 125 TST Direito do Trabalho I . em que tenha recebido auxílio previdenciário). mas se recebe (férias. renova-se o contrato. pode ser que o trabalhador receba de Previdência). nos contratos normais. Abril. 279. o contrato se finaliza. d) Novação Indeterminação do contrato a prazo determinado. o que não é o objetivo dessa modalidade contratual. quando o prazo final chega. janeiro e fevereiro imediatamente anteriores. No caso de serviço especializado ou contratação para realização de um evento. O prazo se indetermina se ele ultrapassa seu prazo máximo ou se é prorrogado mais de uma vez. 452. independentemente de afastamento. por exemplo. nem se recebe (do empregador. III TST A interrupção consiste no período em que não se trabalha. 90 dias não são exatamente 3 meses. o trabalhador tem direito a 12 meses de trabalho quando volta de licença superior a 14 dias. utiliza-se o contrato por prazo determinado para fugir ao estabelecimento de vínculo empregatício. São contratados por 6 meses. Posteriormente. será considerado indeterminado. a outro contrato por prazo determinado. O contrato a prazo determinado pode ser sucedido de outro contrato (não se trata de renovação). No contrato a prazo determinado. Suspensão e interrupção só geram efeitos plenos se as partes assim concordarem. Suspensão: não se trabalha. em relação a dezembro. desde que haja um prazo de 6 meses entre eles. Um contrato firmado por 92 dias. não ocorrerá novação.Lívia Page 3 . e) Suspensão e interrupção: S. dentro de seis meses. no caso de novo contrato sem a espera do prazo de 6 meses. TST aceita um dia a mais. f) Efeitos Rescisórios i) Art. Se se contrata antes desse prazo. ocorrerá novação.Art. (licença acima de 14 dias) (Lembrando que. S. Exemplo da alta temporada numa pousada. 244. salvo se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos. Mesmo com o artigo. afastamento por até 14 dias). para a construção de uma refinaria. Exemplo do técnico. por exemplo.