FACULDADE DE TECNOLOGIA DE ARAÇATUBA CURSO DE TECNOLOGIA EM BIOCOMBUSTÍVEIS RICARDO CARDOSO DOS SANTOS

PRODUÇÃO DE ETANOL ANIDRO:
ASPECTOS TÉCNICO-OPERACIONAIS E ECONÔMICOS PARA EXPORTAÇÃO

ARAÇATUBA 2010

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE ARAÇATUBA CURSO DE TECNOLOGIA EM BIOCOMBUSTÍVEIS RICARDO CARDOSO DOS SANTOS

PRODUÇÃO DE ETANOL ANIDRO:
ASPECTOS TÉCNICO-OPERACIONAIS E ECONÔMICOS PARA EXPORTAÇÃO

Trabalho de Graduação apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de tecnólogo em Biocombustíveis do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza Faculdade de Tecnologia Prof.

Fernando Amaral de Almeida Prado sob orientação do Prof. Eng. Fernando Pereira Calderaro.

ARAÇATUBA 2010

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE ARAÇATUBA CURSO DE TECNOLOGIA EM BIOCOMBUSTÍVEIS RICARDO CARDOSO DOS SANTOS

PRODUÇÃO DE ETANOL ANIDRO:
ASPECTOS TÉCNICO-OPERACIONAIS E ECONÔMICOS PARA EXPORTAÇÃO

Trabalho

de

Graduação

apresentado

à

Faculdade de Tecnologia de Araçatuba, do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, como requisito parcial para conclusão do curso de Tecnologia pela em

Biocombustíveis

examinado

banca

examinadora composta pelos professores:

_____________________________________ Prof. Eng. Fernando Pereira Calderaro Orientador – Fatec – Araçatuba _____________________________________ Prof. Dr. Giuliano Pierre Estevam Fatec – Araçatuba _____________________________________ Prof. Euclides Teixeira Neto Fatec – Araçatuba

ARAÇATUBA 2010

À minha mãe, Elizabeth, mulher guerreira, a qual se dedicou totalmente, sem medir esforços, à minha educação e formação acadêmica e profissional.

À minha namorada, Cíntia, que sempre foi peça fundamental em minhas decisões e objetivos, e a qual respeito e admiro, me espelhando em sua determinação pela busca do sucesso profissional.

À minha avó, D. Davina, à qual dedico este trabalho como forma de compensar sua falta de oportunidade impedindo-a de ser alfabetizada.

E à minha irmã, Maria Rita, que este a sirva de motivação para que se dedique ao máximo em sua formação.

AGRADECIMENTOS

Aos companheiros de turma da faculdade Guilherme, Henrique, Marcel e Maurílio, amigos que foram divididas todas as dificuldades do trabalho.

Agradecimento especial ao Prof. Fernando Calderaro, admirado pela grande inteligência, que disponibilizou parte do seu escasso tempo, dedicando-se entre à orientação do trabalho, o estudo de seu mestrado e sua docência ao mesmo tempo.

Aos colegas de trabalho, do Grupo Cosan, que apoiaram e motivaram a elaboração do trabalho.

além de reduzir a dependência do petróleo do Oriente Médio e melhorar o meio ambiente”. que ajuda o consumidor a economizar na hora de abastecer seu veículo. (Joel Velasco) .“Acreditamos que os Americanos entenderão que o etanol de cana-de-açúcar é um combustível limpo e renovável.

Membranas. Peneiras Moleculares. sem resíduos de agente desidratante. mas ainda faltam tecnologias para produzir etanol anidro de forma econômica e dentro dos padrões de exportação. a mistura de etanol anidro à gasolina é alternativa viável para muitos países onde a frota é abastecida principalmente com gasolina. Nesse cenário destacam-se os processos de peneira molecular e membranas para produzir etanol anidro. . No Brasil a exportação de etanol anidro já é uma realidade. ou seja. para iniciar a utilização de biocombustíveis. Palavras-chaves: Etanol Anidro.RESUMO Na busca por biocombustíveis para o abastecimento da matriz energética mundial.

mixing anhydrous ethanol to petrol is viable alternative for many countries where the fleet is primarily fueled with gasoline. most still missing technologies to produce ethanol anhydrous cost-effectively and export standards. i. Without waste of desiccant.ABSTRACT In the search for biofuels for the supply of world energy matrix. to initiate the use of biofuels. In this scenario include processes of molecular sieve and membranes to produce ethanol anhydrous. In Brazil the anhydrous ethanol exports is already a reality. Molecular sieves. Membranes. Keywords: Anhydrous ethanol. .e.

........................................................................... 17 Figura 4: Coluna A.................................................................................. desidratação azeotrópica............................................. 23 Figura 5: Coluna B............................................................... 23 Figura 6: Coluna C............................................................LISTA DE FIGURAS Figura 1: Fluxograma da produção de açúcar e etanol........... 28 Figura 9: Módulo de membrana ......................... retificação......................... ...... 31 ........................................................ 29 Figura 11: Sistema de membranas em plantas novas ........ 17 Figura 3: Embebição composta ........................ 27 Figura 8: Membrana de fibra oca............................... 30 Figura 12: Sistema de membranas em plantas já existentes ................................................................. 28 Figura 10: Rack de membrana ...................................................................... .................... .................................................................................................. 15 Figura 2: Embebição simples.. 26 Figura 7: Peneira molecular ......................... destilação...... .............................................................................................

.......... 39 Tabela 7: Crescimento da produção de etanol anidro e hidratado no Brasil.............. .............................. 41 Tabela 9: Estados que obterão crescimento da produção de etanol anidro na safra 2010/2011..................................... 33 Tabela 3: Crescimento da área plantada com cana-de-açúcar por região/Brasil.............. ..9 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Crescimento da produção de cana-de-açúcar por região/Brasil.................... 41 Tabela 8: Crescimento da produção de etanol anidro por região/Brasil para safra 2010/2011............ .................... 38 Tabela 5: Estados que obterão crescimento na produção de etanol....... ...... 32 Tabela 2: Variação da produtividade da cana-de-açúcar por Região/Brasil.......... 34 Tabela 4: Crescimento da produção de etanol por região....... 43 .............. ......................... 38 Tabela 6: Estados que apresentarão decréscimo na produção de etanol na safra 2010/2011...... ....................................................................... ................. ............ ................... 42 Tabela 10: Estados que apresentarão decréscimo na produção de etanol anidro na safra 2010/2011.....

................. ..................... 33 Gráfico 2: Variação da produtividade dos canaviais do Brasil...................... 35 Gráfico 4: Estimativas de oferta e demanda de bioetanol combustível para 2010 e 2015.............. ................. .........).......10 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1: Evolução da produção de cana-de-açúcar no Brasil (milhões de Ton...................... 44 . 34 Gráfico 3: Variação área de plantação de cana..................

........................................................ ..................................................................................................... 37 Quadro 4: Distribuição dos combustíveis no mundo........................................................... ........................... 36 Quadro 3: Variação da destinação da cana-de-açúcar para a produção de etanol hidratado e anidro......... 45 ........................ 36 Quadro 2: Crescimento da destinação da produção de cana-de-açúcar....... ........LISTA DE QUADROS Quadro 1: Destinação da produção de cana-de-açúcar......

.....................11 Destilação para obtenção de etanol a partir da cana-de-açúcar....... 32 2....................... 16 1................................................................................................................................................................................................................... Processo de Produção do Etanol......................... 27 2.................12 SUMÁRIO iNTRODUÇÃO ...........................13................................... Aspectos Econômicos Para a Desidratação do Etanol .................................................................3 Desidratação por peneira molecular ................ 22 1..................................................2 Extração por moendas .......................................................... 18 1............................................................5 Tratamento do caldo .............. 21 1................................................................... 35 2. 48 .......... 40 2........................................................................7 Preparo do inóculo e inoculação do mosto ................ 22 1................................................................................................................................. 24 1.............................................................. 25 1.................................................................................................................................................................. 24 1............................3 Extração por difusor ...........................7 Produção de etanol no mundo .......4 Etanol hidratado e anidro ........................................ 40 2............. 25 1..................6 Produção anual brasileira de etanol anidro.............................12 Azeotropismo ................................................................... 13 1....................................................................................................................................................... 18 1.............6 Preparo do mosto ........................10 Destilação .................. 43 2...........................................................................5 A finalidade de se desidratar o etanol: usos do etanol anidro ............4 Desidratação com o uso de membranas ............................................................................2 Destilação azeotrópica ................. 19 1................ 47 REFERÊNCIAS ...........4 Geração de energia ..................................................... 32 2..........8 Fermentação alcoólica ....................................... 45 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..........................13..........................................2 Destinação da produção de cana-de-açúcar.......9 Centrifugação do vinho .......... 15 1....................................................................... 18 1................................ 39 2........................... 26 1......1 Produção de cana-de-açúcar no Brasil ..................................................8 Mercados para o etanol: Brasil e exterior.............................................................................................................................................................................................................3 Produção de etanol no Brasil .................................1 Destilação extrativa ......................................13 Desidratação do etanol ................................................ 16 1................................................................ 19 1........ 20 1..... 37 2.............................................................13.................................................................1 Preparo e moagem da cana .....13....................... ..........................................

O processamento da cana inicia-se com a moagem e o preparo que a antecede. que em sua maioria é sacarose. E25 (mistura de 25% de etanol anidro à gasolina) de acordo com a denominação da ANP (CRISTOFOLINI et al. quanto o que vai para produção de etanol passam por tratamento para correção do pH e eliminação de impurezas indesejáveis para o açúcar ou que possam atrapalhar a fermentação. extrai-se o caldo que servirá de matéria-prima para produção de açúcar e etanol tanto o caldo que vai para a produção de açúcar. que faz parte da etapa agrícola. e que envolve várias etapas e uma gama de equipamentos. pois são processos físicos e não utilizam produtos químicos como MEG – . Após a fermentação. O etanol anidro é utilizado associado à gasolina. Os principais processos de desidratação do etanol são: Destilação Azeotrópica. A fermentação é uma das principais etapas da produção de etanol. O etanol anidro possui graduação de 99. Destilação Extrativa. Peneiras moleculares e membranas destacam-se dos outros processos por produzirem etanol sem resíduos de agente desidratante. agrícola e industrial. por fim obtém-se etanol hidratado (96°GL). o vinho fermentado é centrifugado e encaminhado para destilação. 2009). No processo de moagem.13 INTRODUÇÃO A produção sucroalcooleira no Brasil utiliza como principal matéria-prima a cana-deaçúcar por essa gramínea ser rica em um caldo composto principalmente de água e açúcares. A glicose é passível de fermentação por leveduras da espécie Saccharomyces cerevisiae.3°GL. onde os produtos finais são etanol e CO2 com liberação de calor. e para fazer sua desidratação existem vários processos que são empregados nas usinas sucroalcooleiras. principais componentes do vinho. e se resume na logística para o fornecimento de cana à indústria. A produção do etanol é composta por vários processos que são separados por duas etapas. e ligando as duas o CCT – Colheita. Carregamento e Transporte –. Na destilação é feita a separação de etanol e água. Peneiras Moleculares e as Membranas. outro processo de grande complexidade. Nessa etapa também são retirados subprodutos como a vinhaça e o óleo fúsel. consiste na fermentação da glicose. O etanol hidratado pode ser utilizado diretamente como combustível em veículos automotores.

O objetivo deste trabalho é a apresentação do processo e tecnologias de produção de etanol anidro e principalmente os aspectos econômicos que comprovam a importância e necessidade de exportação desse combustível. teses.14 Monoetilenoglicol e o Ciclohexano. transformando-o em commodity. A metodologia utilizada foi fundamentação teórica através de revisões e pesquisas bibliográficas através de artigos científicos. utilizados na destilação extrativa e azeotrópica. uma vez que vários países estão adotando uma política de adesão aos biocombustíveis. . mas ainda não possuem oferta para abastecer a frota. O mercado mundial de Biocombustíveis é favorável ao etanol. livros e sites de empresas relacionadas com o assunto abordado. pois pode ser produzido em abundância de forma sustentável para atender a demanda mundial que é crescente. respectivamente. dissertações.

a cana-de-açúcar é composta em média de 12% de fibras e 88% de caldo. PROCESSO DE PRODUÇÃO DO ETANOL No Brasil.5-23.2-0.7%). Pertencente à família das gramíneas. açúcares (15. glicose (0. a cana-de-açúcar é utilizada em larga escala como matéria-prima para a produção de açúcar e etanol.2-1.0%). .15 1. Fonte : BELTRÃO et al. substâncias orgânicas (0.4-24%). o caldo extraído de cana sadia é composto por água (75-82%).5%).5%). Figura 1: Fluxograma da produção de açúcar e etanol. O processamento da cana segue por várias etapas (figura 1). não açúcares (1.5%) e substâncias inorgânicas (0.81. frutose (0. sacarose (14. 2006). 2006. Por sua vez.5%). além de vestígios de outras substâncias (BELTRÃO et al.0-0.0-2. sólidos totais solúveis (18-25%). que são produtos obtidos a partir dos açúcares (sacarose) contidos no caldo de cana.

Preparar a cana consiste em limpá-la e formar um material homogêneo para facilitar a extração do caldo e melhorar a embebição. Em seguida a cana é picada pelos picadores para facilitar a alimentação do desfibrador. Na simples (figura 2) . cada terno é composto por quatro rolos.2 Extração por moendas A moagem é a operação feita para retirada do caldo contido na cana.16 1. e sua potência pode chegar a 50 cv (cavalo vapor) dependendo do fabricante. expulsando o caldo das células da cana. A moenda é composta por um conjunto de até seis ternos. O Desfibrador é um equipamento utilizado para abrir as células da cana para se extrair o máximo possível de caldo. 2006). a cana passa pelo espalhador cuja função é formar um colchão de cana homogêneo para melhorar a alimentação no primeiro terno. Ainda no preparo.1 Preparo e moagem da cana O preparo da cana é o processo que antecede a extração do caldo. respectivamente (BELTRÃO et al. et al. 1. mas ainda é o mais utilizado na maior parte das usinas do Brasil. onde a cana é exposta entre os rolos e submetida a uma pressão de aproximadamente 250 kg/cm². junto com ele a sacarose. Existem dois processos para extração do caldo contido nas células da cana: Moagem e Extração por Difusor. Ao contrário da cana inteira a cana picada não pode ser lavada devido à perda de sacarose nesse processo. Esta operação consiste em separar as frações líquidas e sólidas da cana. o eletroímã para retirada de impurezas metálicas que possam causar danos aos rolos da moenda (BELTRÃO. E por último. A cana descarregada na mesa alimentadora é lavada. Existem dois tipos de embebição: simples e composta. Já o processo de Extração por Difusor é moderno e é utilizado por usinas novas ou por usinas que modernizaram sua planta. A embebição é feita durante a moagem e consiste em embeber o caldo com água ou o próprio caldo. O primeiro é um processo mais antigo. Sua velocidade de rotação varia de 500 RPM a 1500 RPM. 2006). caldo e fibra.

adiciona-se água no último terno.17 adiciona-se água na proporção de 30% no bagaço moído a partir do segundo terno. e na embebição composta (figura 3). assim sucessivamente até o segundo terno. parte do caldo extraído no último terno é utilizado para embeber o bagaço do terno anterior. 2006 . Figura 3: Embebição composta Fonte: BELTRÃO. et al. Caldo misto é o caldo extraído a partir do segundo terno. A embebição possibilita extrair até 96% dos açúcares contidos na cana. que é utilizado para a produção de açúcar. preferencialmente. caldo este que é destinado à produção de etanol. Denomina-se caldo primário o caldo extraído no primeiro terno. Figura 2: Embebição simples Fonte : BELTRÃO et al. 2006.

que passa entre as células e arrasta os açúcares contidos na cana. só que com maior eficiência. no preparo para o difusor a ruptura das células pode chegar a 94%. no difusor o caldo é deslocado por água em fluxo contracorrente. 1. A utilização desse bagaço possibilita às usinas serem auto-suficientes em energia elétrica. que consiste no arraste sucessivo de sacarose pela água. Diferente das moendas que pressionam a cana para que o caldo seja expelido. sobra o bagaço como resíduo. e também vender o excedente de energia produzido. Algumas usinas utilizam caldeiras de baixa à média pressão (18 a 40 kgf/cm²). O difusor realiza a difusão que é a separação por osmose em apenas 3% das células. Neste processo também é feito o preparo da cana. O vapor produzido é utilizado para o acionamento de turbos geradores e moendas.5 Tratamento do caldo Após o peneiramento. tanto o caldo primário quanto o secundário (misto) são encaminhados ao tratamento. O objetivo do tratamento é purificar o caldo e eliminar .4 Geração de energia Após a extração. e é utilizado amplamente em caldeiras como combustível para produção de vapor. que possui alto conteúdo energético. já usinas mais modernas utilizam caldeiras de alta pressão (40 a 100 kgf/cm²). que sofre poucas alterações em relação ao preparo para a moagem. O desaguamento do bagaço é feito por um terno de moenda no fim do difusor. nas demais células é feita a lixiviação.18 1.3 Extração por difusor Outro processo utilizado para extração do caldo da cana é o sistema de Extração por Difusor. que são as células que não foram rompidas. e também na troca de calor em etapas do processo de fabricação do etanol e do açúcar. 1.

que são leveduras de panificação. ainda é feita a correção do mosto. o mosto está pronto para receber o inóculo. para fornecer à levedura condições ideais de nutrição.19 impurezas como areia e bagacilho que possam interferir no processo de fermentação. utiliza-se o trocador de calor regenerativo. onde o caldo quente é resfriado e o caldo misto é aquecido (60°C). onde o caldo quente (clarificado) passa em contracorrente com o caldo misto frio. Antes da fermentação. onde são removidos os colóides. gomas e materiais nitrogenados. ideal para fermentação. Na primeira etapa. mas para obter melhores rendimentos pode-se adicionar 0.7 Preparo do inóculo e inoculação do mosto Após a correção. 1. o caldo recebe o nome de mosto (solução açucarada cuja concentração foi acertada para facilitar a fermentação) e é resfriado em duas etapas utilizando trocadores de calor. mantendo o pH entre 4 e 5. utiliza-se uma pequena quantidade de levedura. A acidez do mosto é controlada com a adição de 1-2g de ácido sulfúrico por litro de mosto. Devido ao custo. A nutrição é feita com fosfatos e sais de amônio.6 Preparo do mosto Após o tratamento. e em seguida a decantação e filtração. aproximadamente de 10 a 20 g para cada litro de mosto. A inoculação do mosto é feita com leveduras Saccharomyces cerevisiae. que é diluída a uma concentração de 13° Brix e deixa-se fermentar. 1. No tratamento é feito aquecimento a 105°C. O mosto fermentado é dividido em diversos recipientes e faz-se novamente a realimentação com . Para o controle de microrganismos indesejáveis. resultando em um caldo mais limpo que fermenta melhor e suja menos as colunas de destilação.1g por litro de sais de magnésio e 0. que é utilizado água fria em contracorrente como fluido de resfriamento. são adicionados ao mosto anti-sépticos e antibióticos. Em seguida o caldo clarificado é submetido a outro trocador de placas.01g por litro de sais de manganês e cobalto.

aquecimento entre outros. C12H22O11 + H2O → C6H12O6 + C6H12O6 C6H12O6 → 2CH3CH2OH + 2CO2 + 23. O vinho fermentado é centrifugado. que ocorre na maior parte das usinas do Brasil. tomada de amostras. até 10% do seu volume total. Também se utilizam leveduras selecionadas para uma melhor fermentação. 1. Esses equipamentos possuem dispositivos de esterilização. utiliza-se 100 ml de substrato corrigido e esterilizado à concentração de 5° Brix para ser inoculado com um tubo de cultura pura. O preparo do inóculo é complexo e se divide em duas partes: laboratorial e industrial. refrigeração. O processo de fermentação que permite esse reaproveitamento é o Melle Boinot. é feito o preparo do inóculo partindo de tubos de culturas selecionadas.20 mosto diluído. Nesta etapa do processo ocorre a via glicolítica do etanol. Para isso. fazendo a inoculação em concentrações e volumes crescentes de mosto. inoculação.8 Fermentação alcoólica A fermentação é o ponto chave da produção do etanol. Os pré-fermentadores produzem quantidades de inoculo proporcionais à dorna. e assim sucessivamente até atingir o volume adequado para inocular o meio contido em aparelhos (pré-fermentadores) de preparo de cultura pura em escala industrial. aeração. a levedura transforma os açúcares contidos no mosto em etanol e gás carbônico. Na fase de laboratório. separando o creme de levedura e o vinho delevedurado. liberando energia térmica. o processo é repetido adicionando a cultura desenvolvida em um volume e concentração maior que na solução anterior. . Outra forma de se preparar a cultura é o reciclo de levedura.5 kcal. Adiciona-se água e ácido sulfúrico ao creme de levedura e o mantém em agitação por aproximadamente três horas antes de retornar à dorna para nova fermentação. Esse processo é repetido até completar o volume total da dorna de fermentação. como mostra a fórmula simplificada de Gay Lussac. Após o desenvolvimento do meio.

1. seguido da grande agitação do mosto.9 Centrifugação do vinho Após a fermentação. Nesta fase. o que resulta na diminuição do desprendimento de dióxido de carbono e também da diminuição da temperatura. nota-se uma menor agitação do líquido. estas características mostram que a concentração de açúcares chegou ao fim. O grande desprendimento de dióxido de carbono marca a fase tumultuosa. O aquecimento devido à grande liberação de calor da reação de fermentação é controlado utilizando-se serpentinas nas paredes internas da dorna ou com trocadores de calor externos.21 A fermentação alcoólica dos açúcares fermentescíveis inicia-se imediatamente após a adição do inoculo ao mosto. e o vinho delevedurado é encaminhado para a destilação para a separação do etanol das diversas substâncias líquidas que o compõem. fenômenos causados pelo número suficiente de células para desdobrar os açucares fermentescíveis do mosto. O leite de levedura é encaminhado para um tratamento para ser reaproveitado na fermentação. O fim da fermentação se dá na fase complementar. Apesar de não ser possível distinguir a separação das fases da fermentação. da porcentagem de etanol e diminuição da densidade do mosto. baixo desprendimento de dióxido de carbono e também pequena elevação da temperatura. A fase preliminar se dá a partir do contato do lêvedo com o mosto. com se estivesse em ebulição. Também há uma rápida elevação da temperatura da fermentação. tumultuosa e final ou complementar. o vinho possui graduação de 7 a 10° GL (% em volume) de álcool. Outra característica é a elevação da acidez. é caracterizada pela intensa multiplicação celular da levedura. é encaminhado para centrifugação. com o objetivo de recuperar o fermento do vinho. afirma-se a existência de três fases: preliminar. .

a destilação torna-se inviável e outro processo deve ser utilizado para promover a separação. principalmente ésteres e aldeídos. A1 e D. A destilação do vinho ocorre em três colunas superpostas: A. A destilação é utilizada para separação de líquidos de volatilidades diferentes. Substâncias mais voláteis.10 Destilação Denomina-se destilação a operação onde um líquido é submetido à alta temperatura. posteriormente. é condensado voltando para a fase líquida. e desce pelas bandejas da coluna em contra corrente com o vapor que é alimentado no fundo da coluna A. . onde também se retira o vinhaça (resíduo da destilação). onde se obtêm condensado do líquido de menor ponto de ebulição. Para líquidos de pontos de ebulição próximos. são retirados no topo da coluna D. como mostra a figura 4 (elaboração própria). A alimentação com vinho é feita no topo da coluna A1. A maior parte desses condensados retornam à coluna D. e a outra parte é encaminhada à dorna volante ou é retirado como etanol de segunda (aproximadamente 92° GL).22 1. passando assim para fase gasosa e. 1.11 Destilação para obtenção de etanol a partir da cana-de-açúcar. e condensados por dois condensadores R e R1. A destilação é compreendida em duas partes: Destilação e Retificação.

. retificação.23 Figura 4: Coluna A. Figura 5: Coluna B. destilação. O etanol é retirado no fundo da coluna A1 (bandeja A16) junto com a flegma (40 a 50° GL) e é enviado para a coluna de retificação (coluna B) como mostra a figura 5 (elaboração própria).

é retirada com resíduo a flegmaça. sendo retirada como etanol hidratado duas bandejas abaixo do topo da coluna. Etanol e água formam uma mistura azeotrópica. sendo que na destilação e na retificação do vinho.13 Desidratação do etanol Para a obtenção de etanol anidro. não sendo mais possível a separação por destilação. além de dar continuidade à sua purificação com a retirada de alcoóis superiores. Dessa forma são empregadas operações para desidratar o etanol. que em determinada concentração formam vapores com todos os seus componentes à temperatura abaixo do ponto de ebulição de qualquer uma das substâncias que compõem a mistura. utilizado combinado com gasolina. adsorção com peneiras moleculares ou membranas. as substâncias mais voláteis são retiradas no topo da coluna e condensadas em dois condensadores e retiradas com etanol de segunda ou ainda retornam para a coluna para retirado do etanol contido na mistura. tais como destilação extrativa. 1. ésteres. adotam-se diversos processos de desidratação do etanol. que posteriormente é eliminada. Os alcoóis homólogos superiores são retirados no meio da coluna na forma de óleo fúsel e alto. não se consegue obter etanol acima de 97.6% em peso) de pureza.2% em volume (95. Portanto não se consegue obter etanol anidro (99. Como na destilação. .3° GL) com apenas as operações destilação e retificação. aminas.12 Azeotropismo Denomina-se azeotropismo o fenômeno que ocorre com misturas líquidas. 1. azeotrópica. ácidos e bases.24 A finalidade da coluna B é elevar a concentração da Flegma à aproximadamente 96° GL. No fundo da coluna.

utiliza-se uma coluna de desidratação. para reutilização em um novo processo de desidratação. além de não deixarem resíduos no etanol. .13. uma vez que o MEG concentra impurezas retiradas do etanol e se torna mais corrosivo. O Ciclohexano forma com o etanol e a água uma mistura ternária (azeótropo).13. sendo necessária sua purificação através de uma coluna de resinas de troca iônica para reter os sais e conseqüentemente reduzir a acidez. Ambos os processos são modernos e muito eficientes.2 Destilação azeotrópica Este processo também é feito em coluna de desidratação. é encaminhado para recuperação do MEG. 1. relativamente menor ao ponto de ebulição do etanol (78°C). Da mesma forma que o MEG. utiliza-se como agente desidratante o mono etileno glicol (MEG). água e pequena quantidade de etanol. o Ciclohexano é alimentado no topo da coluna C. e o etanol a ser desidratado é alimentado um terço abaixo do topo da coluna. A função do MEG é absorver e arrastar a água para o fundo da coluna. que importam o etanol anidro brasileiro. onde o MEG é alimentado no topo desta coluna.25 Os processos de desidratação com uso de peneiras moleculares e membranas. Figura 6 (elaboração própria). Os vapores de etanol anidro saem pelo topo da coluna. Por fim o resíduo final que é uma mistura de MEG. como os Estados Unidos. e por esse motivo é possível retirar água no topo da coluna. já o etanol a ser desidratado é alimentado um terço abaixo do topo desta coluna. exigência de países. posteriormente é condensado e encaminhado para o armazenamento. que possui ponto de ebulição de 63°C.1 Destilação extrativa No processo de destilação extrativa. ganham maior foco no cenário atual da indústria sucroalcooleira. Para a operação. mas usando Ciclohexano com agente desidratante. 1.

Figura 6: Coluna C.13. A zeólita é um mineral que contém micro-poros e é constituída por hidrosilicato de alumínio. daí segue para armazenamento. mesosporosos (2-5nm) e macroporosos (>50nm). A fase inferior é mais rica em água que é enviada para outra coluna para recuperação do Ciclohexano. Posteriormente é enviado às colunas de desidratação sendo forçado a passar pelas zeólitas. Já o etanol anidro é condensado na parte inferior da coluna de desidratação. O processo inicia-se com a vaporização e superaquecimento do etanol. Devido ao . De acordo com a IUPAC. é possível separar esta mistura azeotrópica em duas fases. 1. existem três classificações de materiais porosos: microporosos (< 2nm). A Zeólita está nessa primeira classificação. desidratação azeotrópica. para que este possa ser reutilizado no processo de desidratação.26 Por meio da condensação.3 Desidratação por peneira molecular O processo de desidratação utilizando peneiras moleculares é feito com o uso de colunas contendo em seu interior as zeólitas.

Os vapores de etanol retirados das peneiras são condensados na forma de etanol anidro. 2008). A economia de energia nesse processo pode chegar a 50%. 2008). já o etanol por ter maior tamanho molecular passa pela zeólita sem ficar retido nos micro-poros. Figura 7: Peneira molecular Fonte: DEDINI S/A Indústria de Base 1. . Periodicamente é feita a regeneração das peneiras para retirada de água das zeólitas utilizando-se bombas de vácuo.27 tamanho molecular a água fica retida nos micro-poros.4 Desidratação com o uso de membranas Atualmente a membrana se apresenta como referência energética dos processos de desidratação. Esse sistema opera com etanol no estado vapor e pode substituir a coluna B de retificação na destilação (DEDINI S/A. O processo é ilustrado na Figura 7.13. favorecendo a co-geração e se tornando um potencial para geração de créditos de carbono (DEDINI S/A.

que suporta alimentação a 105°C e pressão positiva (até 0. Suas paredes micro-porosas. figura 10. onde ocorrerá a desidratação do etanol e a água será removida continuamente por uma boba à vácuo.28 A membrana é formada por fibra oca em dupla camada (Figura 8). Figura 9: Módulo de membrana Fonte: DEDINI S/A Indústria de Base . Figura 8: Membrana de fibra oca Fonte: DEDINI S/A Indústria de Base Cada unidade de fibra “oca” é locada em um cartucho de aço inox. são compostas por um polímero hidrofílico resistente ao calor e resistente a solventes.2 mm e ativa não porosa de 100-200 nm. para suporte mecânico de 0.5 kgf/cm2). Por sua vez um conjunto de módulos forma um “rack”. formando um módulo de membrana (figura 9).

o processo consiste em alimentar a coluna A com o vinho a 8° GL. Substituindo a coluna B. a água fica retida na membrana. e as colunas de desidratação ou peneiras moleculares. utiliza-se dois estágios de membranas equipadas com bombas a vácuo. A mistura gasosa de etanol e água é forçada a passa pelos módulos da membrana por ação de uma bomba a vácuo. Por causa do tamanho de suas moléculas. que por sua vez deixa passar o etanol que tem moléculas maiores do que o tamanho dos poros da membrana. Em seguida. em seguida tem-se o segundo estágio para obtenção de etanol anidro (99. . obtendo assim etanol hidratado (93° GL). Como ilustrado na Figura 11. que é aquecido no trocador K.29 Figura 10: Rack de membrana Fonte: DEDINI S/A Indústria de Base Em Sistemas de Desidratação de Etanol por Membrana em novas plantas industriais. a Flegma numa concentração de 25 a 85° GL é encaminhada para o primeiro estágio de membranas onde se retém cerca de 90% de toda água a ser removida no processo. que são menores que os poros. utiliza-se apenas a coluna A com seus equipamentos complementares (trocadores de calor e condensadores).5°GL).

onde é possível utilizar a coluna B de retificação. Sendo que uma fração é encaminhada para a membrana logo após a saída da coluna A e antes da coluna B. mas de um modo mais econômico. A economia de energia. e por fim a ultima fração é retirada após os condensadores. Outra fração nem chega a ser totalmente processada na coluna B. e esta sim é processada em sua totalidade na coluna B. neste caso.30 Figura 11: Sistema de membranas em plantas novas Fonte: DEDINI S/A Indústria de Base Outra possibilidade é a implantação da membrana em destilarias já existentes. O processo é conduzido dividindo o etanol em três frações (Figura 12). Parte do etanol (43°GL) da coluna A. são encaminhados juntos para o primeiro estágio da membrana. se dá por causa da menor quantidade de etanol que se destila na coluna B. da coluna B (70°GL) e dos condensadores da coluna B (93°GL). uma vez que nem todo etanol é destilado nesta coluna. .

31 Figura 12: Sistema de membranas em plantas já existentes Fonte: DEDINI S/A Indústria de Base .

132.7 2.3 447.435. considerando um aumento de 9.3 664. .70 6.333.90 A economia no séc. contribuindo.3 604.671.521.2 77. Tabela 1: Crescimento da produção de cana-de-açúcar por região/Brasil.0 98.4 169.7 45. sendo possível observar um aumento gradual na produção de cana (Gráfico 1).857.60 11. sendo que esta quase dobrou em menos de uma década. REGIÃO SAFRA 2009/2010 (mil t) SAFRA 2010/2011 (mil t) VARIAÇÃO (%) NORTE NORDESTE CENTRO-OESTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Conab 999.632. para o aumento da produção de açúcar e etanol.445. quando a produção de cana chegou a 604 milhões de toneladas .551. a Tabela 1 apresenta esse crescimento das principais regiões (CONAB.40 7.9 419.9% em relação à safra passada.1 Produção de cana-de-açúcar no Brasil A produção de cana-de-açúcar está estimada em aproximadamente 664 milhões de toneladas para a safra 2010/2011.1 50. 2010). ASPECTOS ECONÔMICOS PARA A DESIDRATAÇÃO DO ETANOL 2.20 9.452. XXI favorece o setor sucroalcooleira.7 65.32 2.677. conseqüentemente.90 26.6 60.

30) (2.587 86.20% em relação à safra anterior.049 82.60 O gráfico 2 mostra que a produtividade dos canaviais no Brasil vem sofrendo pequenas alterações ao longo dos anos.827 81.33 Gráfico 1: Evolução da produção de cana-de-açúcar no Brasil (Milhões de Ton.384 57. Tabela 2: Variação da produtividade da cana-de-açúcar por Região/Brasil.655 83. 2009. que será de 9.00) 0.354 86.103 54.99 3. 600 550 500 450 400 350 300 Safra 01/02 Safra 02/03 Safra 03/04 Safra 04/05 Safra 05/06 Safra 06/07 Safra 07/08 Safra 08/09 Fonte: GONÇALVES. não passando de 0. REGIÃO SAFRA 2009/2010 (kg/ha) SAFRA 2010/2011 (kg/ha) VARIAÇÃO (%) NORTE NORDESTE CENTRO-OESTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Conab 57.40 2.585 89.977 84.71 (0. É visto também que a produtividade se manterá estável.670 56.).881 84.143 82.60%. Na Tabela 2 verificamos que esse aumento da produção deve-se ao estimado crescimento da área plantada para a safra atual (2010/2011). sendo possível observar uma pequena queda na safra .

9 1.80 4.163.6 537.0 8.082.20% para a safra de 2010/2011.9 1.128.40 9.400.8 .091.40 6. REGIÃO SAFRA 2009/2010 (mil ha) SAFRA 2010/2011 (mil ha) 29.6 940.5 609.20 NORTE NORDESTE CENTRO-OESTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Conab 17.5 VARIAÇÃO (%) 73. aplicando o crescimento de 9.80 13. Gráfico 2: Variação da produtividade dos canaviais do Brasil (%). a área plantada ultrapassará a marca de oito milhões de hectares (Tabela 3).832.30 23. Tabela 3: Crescimento da área plantada com cana-de-açúcar por região/Brasil.3 4.0 7.160. 2009 Em 2009 a área plantada de cana-de-açúcar superava 7.000 hectares. 5 4 3 2 1 0 -1 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11* Fonte: GONÇALVES.409.2 1.34 de 2003 e também que não houve alteração na produtividade na safra 2009/2010 em relação à safra 2008/2009.1 5.

000.000. 6. 2009 2.000 2. O quadro 1 ilustra a destinação da produção de cana nas diversas regiões produtoras de açúcar e etanol do Brasil. .000 4.000. onde a cana processada para tal fim não passará dos 302 milhões de toneladas.000. quantidade substancialmente maior do que a cana destinada à produção de açúcar.000 1.000. aproximadamente 363 milhões de toneladas serão destinadas à produção de etanol.000 0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 N NE CO SE S Fonte: GONÇALVES.000 3. mesmo com o mercado atual favorável à comercialização do açúcar.2 Destinação da produção de cana-de-açúcar De toda cana produzida.35 Gráfico 3: Variação área de plantação de cana.000 5.000.

1 40.20 7.816.179.20 % 86.132.5 53.00 25.671.30 207.70 65. Quadro 2: Crescimento da destinação da produção de cana-de-açúcar.10 338.20 13.9 59.289.5 50.816.445. pode-se observar através do quadro 3. apesar da produção de açúcar apresentar estimativa de crescimento relativo maior do que a produção de etanol em relação à safra 2009/2010.32 De acordo com o crescimento da produção de etanol.6 A maior parte da produção de cana ainda é destinada à produção de etanol. Safra 2009/2010 Cana-de-açúcar Destinada ao Açúcar (em 1000t) Cana-de-açúcar Destinada ao Etanol (em 1000t) Fonte Conab 2010 Safra 2010/2011 Crescimento (%) 301.5 49.00 239. a variação da destinação da cana para produção de etanol hidratado e anidro em relação à safra anterior e a atual.538.28 266.4 Etanol 2.172.000 toneladas) Região Norte Nordeste Centro-oeste Sudeste Sul BRASIL Fonte: Conab Total 2.50 26. como apresenta o Quadro 2.40 Açúcar 370.514.40 28.00 362.452.2 38.517.20 % 13.1 45.30 664.5 70.9 54.517.342.5 46.907. onde se verifica que a destinação de cana para a produção de .5 29.937.960.066.90 362.40 301.00 98.10 50.333.301. DESTINAÇÃO DA PRODUÇÃO DE CANA-DE-AÇÚCAR (em 1.10 25.632.60 69.30 447.36 Quadro 1: Destinação da produção de cana-de-açúcar.

3 Produção de etanol no Brasil A produção de etanol em 2010 passará dos 28 bilhões de litros.20 109.21%.865. Quadro 3: Variação da destinação da cana-de-açúcar para a produção de etanol hidratado e anidro.43% (tabela 4). onde o crescimento será de 24. .77% da cana destinada à produção de etanol hidratado.77 93. A região Norte apresentará o crescimento mais substancial no Brasil.37 etanol anidro obteve maior crescimento relativo.80 253. registrando um crescimento de cerca de 10% em relação à safra 2009/2010 quando a produção foi de aproximadamente 25.7 bilhões de litros (Conab). com exceção da região Sul.200.50 3. seguida da região Centro-oeste. Safra 2009/2010 Cana-de-açúcar Destinada à produção de Etanol Hidratado (em 1000t) Cana-de-açúcar Destinada à produção de Etanol Anidro (em 1000t) Fonte: Conab Safra 2010/2011 Crescimento (%) 244.57% contra 3.60 16. ultrapassando 240%. 16.397.57 2.418. onde haverá um decréscimo de aproximadamente 0. Nesta safra estima-se crescimento na produção de etanol em todas as regiões do Brasil.

0 4.632.4 1.3 7.045.0 595.0 1.267.304.0 1.233.824.915.884.0 1.235.697.21 NORTE NORDESTE CENTRO-OESTE SUDESTE SUL Fonte: Conab 53.958.512.527.0 Na região Norte. para a produção de 2 milhões de toneladas de cana até 2014.61 .3 m³.4.1 5.0 17.549.879.5 19. .078.8 156.056.7 32.6 VARIAÇÃO Absoluta m³ 128. Mas nessa região o destaque fica por conta do estado do Tocantins onde a produção crescerá de 2.553.830.879.68 24. A Seagro também afirma o interesse de 16 usinas em se instalar no estado.22 17.41%.43 8.7 419.007.0 2.194.809.433.0 1.847.3 5. REGIÃO SAFRA 2009/2010 (m³) SAFRA 2010/2011 (m³) 182.265.21 2.91 53. De acordo com o governo.34 27.0 343.075.288.972.263.7 4.0.007.387.287. A Tabela 5 mostra os estados do Brasil com maior crescimento na produção. et al 2009).0 118.240.0 2.675.3 14.6 52.0 m³ para 124.0 8. um crescimento de 5.7 200.15 27.3 2.550.1 1.611.38 Tabela 4: Crescimento da produção de etanol por região.41%.346.344. Tabela 5: Estados que obterão crescimento na produção de etanol.0 2.0 168.226.025.4 % 5.05 TO RO AM BA GO MS MA RS Fonte: Conab 2.565. no estado do Tocantins há aproximadamente 650 mil hectares disponíveis para o plantio de cana (GONÇALVES.263. em torno de 4.8 38.41 69.5 1.460.80 32.0 Esse crescimento elevado da produção no Tocantins confirma as previsões da Seagro – Secretariada Agricultura.047.0 2.356. apenas o estado do Pará terá um decréscimo na produção de etanol nesta safra. Pecuária e Abastecimento.4 % 241.789.10 19.184.7 2.4 VARIAÇÃO Absoluta m³ 121.1 .977.739.190.022.497.759. ESTADO SAFRA 2009/2010 (m³) SAFRA 2010/2011 (m³) 124.533.883.

39 O grupo Cacaú adquiriu uma área de 1. É uma substância obtida através da fermentação de açúcares e pode ser encontrada .1) (14.7 365.68) (4.0 380.208.634. chegando ao processamento de 2. com a previsão de expandir para 500 mil ton.259.813.6 9.953.3) (14. o decréscimo da produção ultrapassará 10%. Em muitos estados.295.397.10 (3. Tabela 6: Estados que apresentarão decréscimo na produção de etanol na safra 2010/2011.537.0 40.9 98.0 113.481.398.783.555.876.300 hectares no Tocantins e iniciou suas atividades em 2006.78) (10.8) (41.945.71) (10.36) (13.4) (1. O Grupo Maity Bioenergia também prevê aumento na sua produção no estado.881.397. também denominado álcool etílico. como é o caso do Rio Grande do Norte.746.9) % (15.924.475.41) (0. como mostra a tabela 6.5 milhões de toneladas de cana (GONÇALVES.0 1.3 211.3 1.9 37. por outro alguns apresentarão decréscimo.0 236.4 Etanol hidratado e anidro O etanol.9 35. com uma produção de aproximadamente 250 mil toneladas.0 37.441. ESTADO SAFRA 2009/2010 (m³) SAFRA 2010/2011 (m³) 101.942.887. Se por um lado alguns estados apresentarão crescimento na produção.53) (8. 15.630.36% a menos do que na safra anterior.7676.974.659. ligados por simples ligações. é formado por dois átomos de carbono (C).2 346. cinco átomos de hidrogênio (H) e um grupamento hidroxila (OH). estado que terá a maior queda na produção de etanol.474.27) (12.0 10.65) (8. talvez ainda reflexo da crise mundial no segundo semestre de 2008.1 VARIAÇÃO Absoluta m³ (18.0 2.24) RN CE RJ PB ES PE PI PA PR Fonte: Conab 120.449.0 387.7) (24.944.7) (4. et al 2009).1) (1.

vinho. neutro (pureza mínima de 94.40 em bebidas como cerveja. sendo aceita uma margem de erro de 1% para menos ou para mais.2%) (SCANDIFFIO. bem como na indústria de perfumaria e também na forma de combustível em veículos automotores. 2. aguardente. em sua maior parte amido. Produzido a partir de matérias-primas de origem agrícola. No Brasil. o etanol é um combustível renovável e permite o estabelecimento de uma indústria química de base. Outra fonte vegetal é a mandioca. 2009). o etanol pode ser dividido em quatro categorias: carburante anidro (com pureza mínima de 99. o etanol hidratado é vendido diretamente nas bombas de posto de gasolina. onde se produz majoritariamente etanol de milho. o que torna esse país em grande atrativo para exportação de etanol anidro do Brasil. hidratado carburante (pureza 92. raiz composta por açúcares. . de acordo com a Resolução ANP N° 248 de 2000 (CRISTOFOLINI et al. Nos Estados Unidos. produzindo etanol. Já o etanol anidro é utilizado adicionado à gasolina a uma proporção de 25%.29% e 7.06%. 2.5 A finalidade de se desidratar o etanol: usos do etanol anidro Utilizado puro em veículos automotores. Para uso comercial.4 – 94. O etanol anidro terá um crescimento na sua produção maior que a produção de hidratado.2%) e de uso industrial (93. 20. respectivamente. 2010). de acordo com a Tabela 7.6 Produção anual brasileira de etanol anidro Tanto etanol hidratado quanto anidro sofrerão acréscimo na produção em relação à safra anterior.3%).8 – 93. 2005). mas em outros países predominam a beterraba e o milho.8%). o etanol anidro é adicionado à gasolina na proporção de 10% (ENERGIA MUNDO. o etanol é produzido a partir da cana-de-açúcar. liberando glicose para ser fermentada por leveduras. O amido da mandioca é hidrolisado por enzimas.

0 367.799. como peneiras moleculares e membranas.3 8.20 15. que será 19.840.949.8 1. como é o caso da Única .União da Indústria de Cana-de-açúcar.149.057.29 7.949. que são mais eficientes e econômicas.101.68 24.089.275.4 422.92 20. REGIÃO SAFRA 2009/2010 (m³) SAFRA 2010/2011 (m³) 9. causada pela queda na produção de etanol hidratado.0 1.0 4.812. Tabela 8: Crescimento da produção de etanol anidro por região/Brasil para safra 2010/2011.929. Tipo de Etanol Safra 2009/2010 (m³) Safra 2010/2011 (m³) 8.211.3 1.929.782. 2010).113.29 NORTE NORDESTE CENTRO-OESTE SUDESTE SUL BRASIL/TOTAL Fonte: Conab 4. mas considerando a soma de anidro e hidratado haverá uma queda de 4. .8 5. 2010).4 54.158.9 993.045.034.743.41 Tabela 7: Crescimento da produção de etanol anidro e hidratado no Brasil.378.1 1.089.66 4.6 2. Esse incentivo também se deve a políticas praticadas por órgãos relacionados ao setor sucroenergético.2 VARIAÇÃO Absoluta m³ 4.718.151.410.6 36. onde a produção ultrapassará um crescimento de 119%.7 155.396.184.06 Anidro Hidratado Fonte: Conab 6.359.2 O significativo aumento (Tabela 8) da produção de etanol anidro pode ser explicado pela implantação de novas tecnologias de desidratação.876.2 % 20.41%.245.025.0 903.921.55 14.7 Variação Absoluta m³ 1.840.2 20.0 % 119.385. como é o caso do estado do Pará. que lançou uma campanha nos Estados Unidos para mostrar os benefícios do etanol de cana-de-açúcar e também incentiva a exportação de etanol anidro (ENERGIA MUNDO. em estados onde ainda há pouca disseminação da produção de etanol.63% menor do que a safra 2009/2010 (CONAB. o etanol anidro cresce de maneira significativa.410.359.327.0 6.358.140.2 Relativamente.2 18.

68 29.995. São Paulo foi o Estado que mais aumentou sua produção de etanol anidro.1 5.4 79.6 22.921.21%. cerca de 34.565.323.7 54.2 317.4 564.16% no estado (CONAB.16 14. refletindo um decréscimo de 7.3 266.7 422.42 Como demonstra a Tabela 9.92 12. ESTADO SAFRA 2009/2010 (m³) SAFRA 2010/2011 (m³) 9.43 15.0 Analisando os estados que apresentarão diminuição de etanol anidro na safra 2010/2011.799. mais do que toda produção de anidro no Pará (CONAB. consideramos o estado do Rio Grande do Norte como maior decréscimo relativo.0 367. Tabela 9: Estados que obterão crescimento da produção de etanol anidro na safra 2010/2011. ressaltando ainda que o estado de São Paulo é o maior produtor de etanol anidro do país (CONAB. 18.113.694.847.914.5 VARIAÇÃO Absoluta (m³) 4.0 484.282. Analisando a Tabela 10.689.828.5 milhões de litros a menos.387.0 4.034.184.04 16.3 29.113.0 271.266.2 46. que reflete em 9.3 milhões de litros de etanol anidro a menos na produção desse estado. produzirá cerca de 1.212.301.5 % 119.66 50.0 236. . quantitativamente.41 17. nota-se que o estado de Minas Gerais terá a maior diminuição na produção de etanol anidro.767.305.571.0 161.2 bilhão de litros a mais do que na safra passada.209.385.57 PA BA SP MT GO PE PR MS Fonte: Conab 4. 2010). 2010).0 21.040.6 66.1 1.0 140. 2010).798.0 43.565.

7 294.43 Tabela 10: Estados que apresentarão decréscimo na produção de etanol anidro na safra 2010/2011. é empregado como combustível.963.0 35.10) (2. poderá exportar para a União Européia.9 VARIAÇÃO Absoluta m³ (9.16) (3.9) (34.326.6 32. ESTADO SAFRA 2009/2010 (m³) SAFRA 2010/2011 (m³) 41.0 95. pois a estimativa da produção não passa dos 43 bilhões de litros. no mundo. onde além dos mercados dos Estados Unidos e Canadá. A demanda em alguns países é nitidamente maior que a oferta. 2008). chegando a 161 bilhões de litros.095. insumo industrial e para produção de bebidas.3 149.988.225.711. a produção desse combustível chegou a 33 bilhões de litros.7 Produção de etanol no mundo O etanol.0 111.956.414.802.9 8.005.09) (8. mais do que isso. quando 19 bilhões foram utilizados como combustível.0 9.21) (14. .575. convencer os países consumidores dos benefícios do etanol de cana-de-açúcar.4) (3.0 303.667.899. somente em 2015 a oferta de etanol será maior do que a demanda.65) (7.874.470.1) % (18.0 482.3) (9.0 2.1 448.7) (3.573.807. Em 2002.088.0 153.962. Como apresenta o gráfico 4. O Brasil é um dos poucos países onde a oferta de etanol irá superar a demanda. 10 bilhões abasteceram a indústria e 4 bilhões foram destinados à produção de bebidas. a estimativa de produção mundial deve superar a marca dos 88 bilhões de litros e a demanda de 101 bilhões de litros.1) (1.0) (16.839.263. onde a demanda é cerca de 4 bilhões de litros maior que a oferta (CGEE.37) (10. Cabe ao Brasil ganhar mercado nesse período.48) RN ES RJ PI MG AL PB Fonte: Conab 51. oferecendo oportunidade de exportação da produção excedente. que é o caso dos Estados Unidos e do Canadá. para uma a demanda de pouco mais de 150 bilhões de litros. antes que esses países sejam auto-suficientes em etanol. já a demanda está próxima dos 50 bilhões. Para 2010.

44 Gráfico 4: Estimativas de oferta e demanda de bioetanol combustível para 2010 e 2015. 2008). mostrando que a produção de biocombustíveis líquidos está concentrada em determinadas regiões (CGEE. uma vez que não há a possibilidade de viabilização de novas rotas de produção. Com base no Quadro 4 pode-se observar o local de produção de combustíveis líquidos relevantes na atualidade: . obrigando o país a recorrer à importação. a demanda nos EUA crescerá significativamente.5% em 2015. Nos últimos anos o Brasil e os Estados Unidos foram responsáveis por 90% da produção de etanol e a Alemanha responsável por 50% da produção de biodiesel no mundo. Fonte: CGEE Devido à legislação que requer a adição de 57 bilhões de litros de etanol à gasolina. também gerando um aumento significativo na demanda (CGEE. Na Europa. tem-se em vista a meta de 5% em 2010 e 7. 2008).

enquanto que a produção de petróleo cresceu apenas 7% (CGEE. Para concorrer nesse mercado com o Brasil.7 2. 2008). Tailândia e Indonésia como grandes exportadores de etanol. que se tornarão potências importadoras de etanol. a produção de etanol de 2000 a 2008 quase que duplicou e de Biodiesel triplicou nesse mesmo período.1 2. aposta-se na Índia. mas sem a mesma capacidade do Brasil (CGEE.2 1. LOCAL PARTICIPAÇÃO NA PRODUÇÃO MUNDIAL (%) .5% dos combustíveis utilizados no setor de transportes no mundo.3 0. como o etanol de milho. desta forma. concorrência com o Brasil (CGEE. o que traz ao Brasil um grande potencial para participar ativamente do mercado internacional. com crescimento significativo no Japão. O interesse mundial nesses Biocombustíveis que podem ser utilizados para o transporte vem crescendo muito. não abrindo. As opções de mercado para o Brasil exportar etanol são Japão. .5 2. O uso de Biocombustíveis líquidos. principalmente em países da Europa.2007.9 46.8 Mercados para o etanol: Brasil e exterior No Brasil a demanda crescerá fortemente.6 4. cana e outros cereais. BRASIL EUA FRANÇA ALEMANHA OUTROS PAÍSES DA EUROPA CHINA ÍNDIA OUTROS PAÍSES ASIÁTICOS Fonte: CGEE 35.6 6. 2008). representam cerca de 1. mas será bem atendida pela oferta interna. Comprovando esse interesse. e principalmente Austrália e Nova Zelândia. 2008). e o biodiesel.45 Quadro 4: Distribuição dos combustíveis no mundo. 2008). no Brasil e na Ásia. China. O Brasil pode aproveitar o fato de a Oceania e a Ásia estarem limitados a atender a demanda interna. América do Norte. na China e na Índia (CGEE.

. a oferta de petróleo bruto foi de 4. De modo geral. 2008).300 bilhões de gasolina consumida em todo mundo (CGEE. Em 2006. 2008). com a política adotada por vários países.800 bilhões de litros (cerca de 83 milhões de barris por dia. a produção de etanol no mesmo ano representou 4% dos 1. Mas esse cenário está mudando rapidamente.46 A produção de etanol e biodiesel em 2007 foi 43% maior do que em 2005. de utilização de combustíveis renováveis e de menor custo (CGEE. e a produção de combustíveis líquidos foi cerca de 1% desse total e também pouco mais de 1% da energia renovável de todo mundo. frente à estagnação da produção petrolífera.

que além de ser um processo vantajoso e que se obtém um produto dentro das especificações internacionais. e isto às vezes é visto como aspecto negativo à produção de biocombustíveis. o que proporciona para países como o Brasil expectativa no aumento das exportações. o uso de membranas é uma alternativa eficiente. visto que a produção pode ser acelerada e com uma grande economia de energia.47 CONSIDERAÇÕES FINAIS Os bicombustíveis. mas o utiliza na sua matriz energética. a produção de etanol anidro é favorável. . pois há mercado exportação e também tecnologias. Como a demanda no Brasil é facilmente suprida com a produção atual. Produzir etanol a partir da cana-de-açúcar favorece o Brasil. este pode se tornar grande fornecedor de países que não têm a capacidade de produzir etanol suficiente para o abastecimento da frota interna. principalmente pelas novas políticas sustentáveis. O etanol anidro é um produto atrativo para exportação no Brasil. As demandas de consumo em todo o mundo estão crescendo de forma acelerada e a oferta não cresce da mesma maneira em alguns países. que buscam alternativas de energias renováveis de baixo custo. e o milho utilizado nos EUA e no Canadá. visto que a maioria dos países adeptos dos biocombustíveis ou que tem interesse em iniciar sua utilização. hoje. Quanto à produção de etanol anidro. como a membrana. não possuem frota movida a etanol ou “Flex”. Com o processo utilizando membranas ainda se permite obter etanol anidro nos padrões de exportação. e para efetuar essa mistura seria utilizado etanol anidro. Portanto. podem comprometer o abastecimento de alimentos à população. a permeabilidade. com a membrana é possível obter etanol anidro sem resíduos do agente desidratante. Por desidratar o etanol a partir de um princípio físico. tornando-se grande potencial para geração de créditos de carbono. pois a beterraba e o trigo utilizados na Europa. ou mesmo países que não produzem tal combustível. surgem como uma nova opção na matriz energética mundial. e por esse motivo a única forma de utilizar etanol seria misturado à gasolina.

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