ÉLISSON MIESSA DOS SANTOS

Procurador do Trabalho Professor de Direito Processual do Trabalho dos Cursos CAMAT e Praetorium elissonmiessa@hotmail.com

HENRIQUE CORREIA
Procurador do Trabalho Professor de Direito do Trabalho do Praetorium e do LFG Autor e Coordenador de diversos livros para concursos públicos www.henriquecorreia.com.br henrique_constitucional@yahoo.com.br @profcorreia

SÚMULAS E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS DO

Comentadas e organizadas por assunto
» Súmulas e Orientações Jurisprudenciais em vigor comentadas de forma detalhada » Sumário por assunto » Sumário em ordem numérica » Quadro de resumo no fim de cada capítulo
2012

www.editorajuspodivm.com.br

Sumário em ordem numérica
1. SÚMULAS DO TST EM VIGOR
Súmula nº 1 do TST. Prazo Judicial (mantida) – Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 715 Súmula nº 6 do TST. Equiparação salarial. Art. 461 da CLT (redação do item VI alterada na sessão do tribunal pleno realizada em 16.11.2010) Res. 172/2010, DEJT divulgado em 19, 22 e 23.11.2010. » 379, 517, 802 Súmula nº 7 do TST. Férias (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 270 Súmula nº 8 do TST. Juntada de documento (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 909 Súmula nº 9 do TST. Ausência do reclamante (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11. 2003. » 775 Súmula nº 10 do TST. Professor (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 273 Súmula nº 12 do TST. Carteira profissional (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 174, 806 Súmula nº 13 do TST. Mora (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 490 Súmula nº 14 do TST. Culpa recíproca (nova redação) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 317, 480, 493 Súmula nº 15 do TST. Atestado médico (mantida) Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 257 Súmula nº 16 do TST. Notificação (nova redação) Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 712 Súmula nº 18 do TST. Compensação (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 499 Súmula nº 19 do TST. Quadro de carreira (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 391, 593 Súmula nº 23 do TST. Recurso (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 969, 1014 Súmula nº 24 do TST. Serviço extraordinário (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 331 Súmula nº 25 do TST. Custas (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 878 Súmula nº 27 do TST. Comissionista (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 302, 261 Súmula nº 28 do TST. Indenização (nova redação) Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 432 Súmula nº 29 do TST. Transferência (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 203, 341 Súmula nº 30 do TST. Intimação da sentença (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11. 2003. » 723, 857 Súmula nº 32 do TST. Abandono de emprego (nova redação) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 484 Súmula nº 33 do TST. Mandado de segurança. Decisão judicial transitada em julgado (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 1316 Súmula nº 36 do TST. Custas (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 699, 885 Súmula nº 39 do TST. Periculosidade (mantida) Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 346 Súmula nº 43 do TST. Transferência (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 202 Súmula nº 44 do TST. Aviso-prévio (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 475 Súmula nº 45 do TST. Serviço suplementar (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 314, 328 Súmula nº 46 do TST. Acidente de trabalho (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 266, 315 Súmula nº 47 do TST. Hora extra. Adicional de insalubridade. Base de cálculo (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 366 Súmula nº 48 do TST. Compensação (mantida) Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 787 Súmula nº 50 do TST. Gratificação natalina (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 320

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HENRIQUE CORREIA E ÉLISSON MIESSA DOS SANTOS

Súmula nº 51 do TST. Norma regulamentar. Vantagens e opção pelo novo regulamento. Art. 468 da CLT (incorporada a Orientação Jurisprudencial nº 163 da SBDI-1) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005. » 78, 152 Súmula nº 52 do TST. Tempo de serviço (mantida) Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 311 Súmula nº 53 do TST. Custas (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 725, 881 Súmula nº 54 do TST. Optante (mantida) – Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2001. » 425 Súmula nº 55 do TST. Financeiras (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 128 Súmula nº 60 do TST. Adicional noturno. Integração no salário e prorrogação em horário diurno (incorporada a Orientação Jurisprudencial nº 6 da SBDI-1) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005. » 335 Súmula nº 61 do TST. Ferroviário (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 227 Súmula nº 62 do TST. Abandono de emprego (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 540 Súmula nº 63 do TST. Fundo de Garantia (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 329, 453 Súmula nº 65 do TST. Vigia (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 338 Súmula nº 67 do TST. Gratificação. Ferroviário (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 309 Súmula nº 69 do TST. Rescisão do contrato (nova redação) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 397, 788 Súmula nº 70 do TST. Adicional de periculosidade (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 356 Súmula nº 71 do TST. Alçada (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 747 Súmula nº 72 do TST. Aposentadoria (nova redação) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 88 Súmula nº 73 do TST. Despedida. Justa causa (nova redação) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 481 Súmula nº 74 do TST. Confissão (nova redação do item I e inserido o item III à redação em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 801385-77.2001.5.02.0017) - Res. 174/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 31.05.2011. » 809 Súmula nº 77 do TST. Punição (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 81, 154

Súmula nº 80 do TST. Insalubridade (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 366 Súmula nº 81 do TST. Férias (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 269 Súmula nº 82 do TST. Assistência (nova redação) Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 701 Súmula nº 83 do TST. Ação rescisória. Matéria controvertida (incorporada a Orientação Jurisprudencial nº 77 da SBDI-2) - Res. 137/2005, DJ 22, 23 e 24.08.2005. » 1248 Súmula nº 84 do TST. Adicional regional (nova redação) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 311 Súmula nº 85 do TST. Compensação de jornada (inserido o item V) - Res. 174/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 31.05.2011. » 237 Súmula nº 86 do TST. Deserção. Massa falida. Empresa em liquidação extrajudicial (incorporada a Orientação Jurisprudencial nº 31 da SBDI -1) Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005. » 888 Súmula nº 87 do TST. Previdência privada (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 85 Súmula nº 89 do TST. Falta ao serviço (mantida) Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 265 Súmula nº 90 do TST. Horas in itinere. Tempo de serviço (incorporadas as Súmulas nºs 324 e 325 e as Orientações Jurisprudenciais nºs 50 e 236 da SBDI-1) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005. » 216 Súmula nº 91 do TST. Salário complessivo (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 293 Súmula nº 92 do TST. Aposentadoria (mantida) Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 86 Súmula nº 93 do TST. Bancário (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 124 Súmula nº 96 do TST. Marítimo (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 334 Súmula nº 97 do TST. Aposentadoria. Complementação (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. » 86 Súmula nº 98 do TST. FGTS. Indenização. Equivalência. Compatibilidade (incorporada a Orientação Jurisprudencial nº 299 da SBDI-1) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005. » 426 Súmula nº 99 do TST. Ação rescisória. Deserção. Prazo (incorporada a Orientação Jurisprudencial nº 117 da SBDI-2) - Res. 137/2005, DJ 22, 23 e 24.08.2005. » 901, 1295

PARTE I .

entretanto. de 3.A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal. salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº6. gerando decisões conflitantes no tocante a quais atividades podem ser terceirizadas.Capítulo III Terceirização Sumário • 1. delegando a outras pessoas jurídicas os serviços periféricos. 455 da CLT que trata sobre a subempreitada. para que esta os realize com o seu pessoal sob a sua responsabilidade. Quadro resumido. 1. adotado por grande parte das empresas brasileiras. Verifica-se. pois elas passariam a se preocupar apenas com suas atividades principais. na empresa tomadora. Introdução – 2. contrata outra empresa. ganhou força nos anos 80 e 90 como uma forma de alcançar a excelência administrativa das empresas. surgiu a Lei nº 6.1974). Equiparação salarial na terceirização – 6. Contrato de trabalho com a Associação de Pais e Mestres – APM – 5. O vínculo empregatício ocorre entre trabalhador e empresa prestadora de serviços. empresa prestadora (ou intermediadora) de serviços e empresa tomadora de serviços. embora esse trabalhador preste serviços em outro local.1. que a relação é triangular. . Requisitos para terceirização lícita – 3. Contrato de prestação de serviços. 2. há três pessoas envolvidas na relação jurídica: trabalhador. Posteriormente. O fenômeno da terceirização.019/74. Na terceirização. INTRODUÇÃO A terceirização surgiu como forma de dinamizar e especializar os serviços nas empresas. na legislação brasileira. regra específica que regulamente a terceirização cujos parâmetros se encontram na Súmula nº 331 do TST. A primeira previsão em lei sobre a delegação de serviços secundários (terceirização) ocorreu com o art. A falta de regulamentação específica tem ocasionado insegurança jurídica. Responsabilidade trabalhista do dono da obra. que trata especificamente do trabalho temporário. mas presta serviços em outro local (empresa tomadora). Contrato de empreitada na construção civil – 7. Vínculo empregatício com a administração pública. REQUISITOS PARA TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA Súmula nº 331 do TST. Legalidade I . Período anterior à CF/88 – 4. O empregado é contratado pela empresa intermediadora (empregadora). assim. Ocorre a terceirização quando uma empresa em vez de executar serviços diretamente com seus empregados. Não há. formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços. Hoje a terceirização é um fenômeno irreversível.019.

Inicialmente. Ressalta-se que o vínculo empregatício ocorre entre trabalhador temporário e empresa de trabalho temporário. V – Os entes integrantes da administração pública direta e indireta respondem subsidiariamente. não gera vínculo de emprego com os órgãos da administração pública direta. VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral. O trabalho temporário está previsto na Lei nº 6.1974). . cabe ressaltar que trabalhador temporário não se confunde com empregado contratado por prazo determinado. 4º dessa lei. 37. 1. Como a terceirização se desenvolve em uma relação jurídica triangular. O contrato de trabalho temporário somente poderá ser utilizado para os empregados urbanos.019.A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. por parte do empregador.666/93. solene. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta. 8. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. pois a presença da empresa intermediadora de mão de obra é ilegal. Há. II. nas mesmas condições do item IV. III .160 HENRIQUE CORREIA II . implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações.1983) e de conservação e limpeza. uma relação triangular de trabalho. de 3.A contratação irregular de trabalhador.6.1. IV . o contrato civil entre empresa prestadora de mão de obra e empresa tomadora de serviços também deverá ser escrito e descrever os motivos da contratação. O contrato de trabalho entre empregado e empregador será necessariamente escrito. salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.102. da CF/1988). conforme art. mediante empresa interposta. O contrato de trabalho dos trabalhadores temporários possui características próprias. I . em regra.019/741. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. Ademais. nesse caso. há necessidade de interpretá-la de forma restritiva. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. indireta ou fundacional (art. de 20. como: a) Contrato de trabalho escrito. formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. ou seja.Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7. 443 da CLT. Trata-se de modalidade de terceirização expressamente prevista em lei. art. bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador.

O trabalhador temporário prestará serviços tanto na atividade-fim da empresa (exemplo dado anteriormente. Ocorre a contratação de trabalhadores temporários para substituir empregados permanentes da empresa tomadora de serviços. remuneradas as horas extraordinárias não excedentes de duas. 3 meses. loja de roupas contrata trabalhadoras temporárias para época de Natal. na atividade-meio. ou seja. Há discussão se essa indenização ainda está em vigor. esse trabalhador temporário vai receber a mesma quantia paga ao empregado regular da tomadora de serviços. ainda. ou. São direitos dos trabalhadores temporários: a) remuneração equivalente. como nos períodos festivos. No tocante aos direitos dos trabalhadores temporários. entretanto. e) adicional por trabalho noturno. a empresa tomadora de serviços contratará trabalhadores temporários para situações excepcionais.TERCEIRIZAÇÃO 161 b) Prazo de 3 meses. com acréscimo de 50%. A Lei nº 6. Necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente. Deve-se ressaltar. no máximo. desde que expressamente autorizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. c) Contratação nas hipóteses expressamente previstas em lei. b) jornada de 8 horas. como serviços de limpeza da tomadora de serviços. Há questões que exigem o texto . c) férias proporcionais acrescidas de adicional 1/3. ainda. 2. a extrapolação do prazo de 3 meses. acidente de trabalho. será declarado vínculo direto do trabalhador temporário com a empresa tomadora. próximos da Páscoa. que há possibilidade de prorrogação. em que há maior volume de trabalho. Acréscimo extraordinário de serviços. como: empregada em gozo de licença-maternidade. há expressa previsão no art. Nesse caso. férias etc. por exemplo. 12 da Lei nº 6. Como se trata de trabalho temporário. a contratação fora das duas hipóteses previstas em lei ou. da fábrica de chocolates que contrata trabalhadores temporários para prestar serviços na confecção de ovos de Páscoa) ou. as quais estão relacionadas a seguir: 1.019/74 prevê apenas duas hipóteses para a contratação de trabalhador temporário. Se constatada fraude no trabalho temporário.019/74. f) indenização por dispensa sem justa causa ou término normal do contrato correspondente a 1/12 (um doze avos) do pagamento recebido. Exemplo: fábrica de chocolates contrata trabalhadores temporários para os meses de fevereiro e março. esse contrato é firmado por prazo certo de. d) repouso semanal remunerado. ainda. Essa substituição pode ocorrer pelos mais diversos motivos de afastamento do pessoal permanente.

mediante empresa interposta. porque substituída pelo FGTS – art. AMORIN. por fim. ou seja. a consequência será o vínculo direto entre terceirizados e a empresa tomadora desses serviços. Assim como ocorre na iniciativa privada. São Paulo: LTr. sem justa causa. E. um caráter “privatizante” do serviço público. portanto. devem ser aplicados os arts. II. b) o enfraquecimento de competências centrais do estado e c) discriminação entre servidores públicos e terceirizados. como atividades ligadas à segurança. 402. essa terceirização será ilícita. 12. mas como há previsão constitucional.A contratação irregular de trabalhador. 37. criando-se uma espécie de subtrabalhadores.019/74. Outras questões posicionam de acordo com a corrente doutrinária majoritária2. ed. não gera vínculo de emprego com os órgãos da administração pública direta. não há direito ao aviso-prévio. II . Exemplo: se o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal terceirizarem os serviços de caixa. tendo em vista que o contrato é por tempo determinado (prazo máximo de 3 meses). Exemplo: Justiça do Trabalho terceiriza os serviços de limpeza. Havendo fraude na terceirização realizada pela empresa privada. além da indenização adicional de 40% sobre o FGTS. Havendo extinção antecipada. Niterói: Impetus. Não consta na relação anterior o direito ao décimo terceiro salário. CASSAR. . 479 e 480 da CLT. indireta ou fundacional (art. da CRFB.162 HENRIQUE CORREIA da lei. h) proteção previdenciária. 6. f. Terceirização no Serviço Público. 2. não ocorrerá a formação de vínculo empregatício direto entre terceirizado e banco. Essa terceirização em larga escala gera: a) a precarização das condições de trabalho. telefonia e vigilância. em que há necessidade de concurso público para a investidura no cargo ou emprego público. Por fim. 3. 2009 3. agora em análise. 2009. pois as partes já sabem previamente a data do término. justiça e fiscalização. II. “Revogada a indenização prevista no art. Helder Santos. há tese doutrinária que defende a existência de um fenômeno chamado de superterceirização3. da Lei n. da CF/1988). g) seguro contra acidente do trabalho. Direito do Trabalho. pois envolve atividade-fim dessas empresas. III. pois se trata de bancos estatais. no sentido de que o regime do FGTS revogou essa indenização. Nesses dois casos. conforme expressamente previsto na Súmula 331. quando cabível. p. há possibilidade de a Administração Pública direta e indireta terceirizar serviços secundários. alguns efeitos são diferentes da iniciativa privada. Vólia Bonfim. que consiste na supervalorização do capital em detrimento do trabalho humano. sua atividade-meio. a doutrina e a jurisprudência têm reconhecido esse direito ao trabalhador temporário. Há. 7º. Atividades típicas estatais não podem ser terceirizadas. Se ocorrer a fraude pela Administração Pública.

Comentários às Súmulas do TST. A terceirização. de maneira autônoma.TERCEIRIZAÇÃO 163 III . há corrente doutrinária que defende a possibilidade de se terceirizar atividade-fim da empresa. das novas técnicas de produção e até da tecnologia. Entre trabalhador e empresa tomadora não haverá pessoalidade. sob pena de ser desvirtuado o princípio da livre iniciativa contido no art. a menos que exista o requisito subordinação. o empregado está subordinado à empresa intermediadora e não à tomadora.Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7. se envolver alta especialização. Assim sendo. atualmente. Sérgio Pinto. Logo. o que também mostra a possibilidade de terceirização da atividade-fim. 7. “Não se pode afirmar. As costureiras que prestam serviços em sua própria residência para as empresas de confecção. Ademais. ou seja. desde que a terceirização seja lícita.102. 2010. deixando apenas ao critério do intérprete a decisão do que é atividade secundária e atividade principal (atividade-fim). . 214. Contudo. que a terceirização deva restringir-se à atividade-meio da empresa. decorrentes. São Paulo: Atlas. Exemplo: diante da impossibilidade de uma fábrica de chocolates treinar de forma adequada os empregados que fazem a vigilância. o empregador que deseje terceirizar serviços em sua empresa deverá observar os seguintes requisitos: a) Atividade-meio ou atividades secundárias da empresa. b) Ausência de pessoalidade e subordinação. secundárias. 25 da Lei nº 8. O mesmo raciocínio é utilizado para o hospital que terceiriza a limpeza. deve ser interpretada de forma restritiva. 6º da CLT). Aliás. ou atividade-meio da empresa. como ocorre. com as indústrias automobilísticas4.” MARTINS. podendo aí ser consideradas empregadas em domicílio (art. deverá se reportar à empresa intermediadora e não ao trabalhador. como o trabalhador é empregado da empresa intermediadora. Essa terminologia “atividade-meio” é muito criticada. A indústria automobilística é exemplo típico de delegação de serviços de atividade-fim. O art. há terceirização de praticamente todas as peças do carro. é subjetiva. bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador. Os serviços prestados pelos terceirizados devem ser ligados às atividades periféricas. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta. o trabalhador terceirizado não é contratado pela tomadora. ninguém acoimou-a de ilegal. como serviços de limpeza e vigilância. além de vaga. é ela quem possui poder de direção sobre os serviços. entretanto. e parte da jurisprudência aceita essa 4. em certos casos. Na construção civil. p. que dizem respeito a sua atividade-fim. são terceirizadas atividades essenciais da empresa construtora. como envolve a delegação de serviços. não são consideradas empregadas. poderá terceirizar esses serviços ligados à segurança. e como essa atividade não é a sua atividade principal. Se a empresa que contratou os serviços (tomadora) estiver insatisfeita com o trabalho prestado. de 20. 170 da Constituição. esta contrata os serviços e não a pessoa.1983) e de conservação e limpeza. pois uma atividade que antigamente era considerada principal pode hoje ser acessória.987/95 permite a terceirização de atividade-fim na concessão telefônica. ed.6. pois. ficando a cargo do administrador decidir tal questão. Nesse caso específico.

devendo o trabalhador. O fundamento da Brasil Telecon foi com base na Lei nº 9. seja na atividade . embora não recebessem ordens diretas do tomador. Os terceirizados. AIRR-8040-64. ao interpretar a Lei 9.12. entendeu que o termo “serviços inerentes” não pode ser visto como analogia à atividade-fim da empresa. defende a terceirização de atividades principais em empresas de energia elétrica e de telecomunicações. Importante destacar que não há responsabilidade automática da tomadora. inclusive de call center. isto é. a tomadora responderá apenas em segundo lugar. cobrar a dívida da prestadora e. é da empresa prestadora de serviços. se essa empresa prestadora não pagar aos trabalhadores terceirizados. complementares ou acessórias ao serviço objeto do contrato de concessão. 455 da CLT. O TST6. Nota Técnica nº 88/2008/HCC/DEFIT/SIT/MTE. da empresa tomadora. pois são considerados atividades-fim da empresa. Assim sendo. somente depois. estariam participando diretamente da atividade econômica principal da empresa tomadora de serviços. mas apenas a responsabilidade subsidiária. na doutrina.2002. pois ela também se beneficiou do trabalho dos empregados terceirizados. A responsabilidade pelos débitos trabalhistas.0026 . Inclusive. O posicionamento do TST.472/97. Essa mesma corrente doutrinária.meio da construção civil5. seja na atividade-fim. 6. primeiro. IV . que autoriza a empresa do ramo das telecomunicações a terceirizar atividades inerentes. Por fim.5.164 HENRIQUE CORREIA terceirização. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. no caso de acidente de trabalho. Há corrente jurisprudencial que defende a responsabilidade solidária entre a empresa prestadora e a tomadora. vem crescendo o posicionamento que defende a terceirização. Existe nota técnica do Ministério do Trabalho e Emprego permitindo a terceirização da atividade-fim na construção civil. por parte do empregador. por analogia. caberá à tomadora o pagamento dos encargos trabalhistas. vem crescendo. com 5. De acordo com mais alta corte trabalhista: A empresa Brasil Telecom foi proibida de terceirizar os serviços de atendimento aos usuários e de call center. Deve-se ressaltar que. entretanto.472/97. na terceirização. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. faz-se no sentido contrário. aplicando-se o art. A subordinação estrutural ou integrativa consiste na inserção do trabalhador na dinâmica produtiva do tomador de serviços. ainda minoritária. a empregadora. a aplicação da teoria da subordinação estrutural para afastar terceirizações ilícitas.

do Código Civil e da Norma Regulamentadora 4 (Portaria 3. III. quando comprovada sua conduta culposa. ainda tímida. a responsabilidade solidária entre as empresas. . de acordo com o TST. 932. c) a Administração segue o princípio da legalidade. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei nº8. ainda na fase de conhecimento. 71 da Lei de Licitações. Nesse sentido. Ocorre que. Em recente decisão do Supremo Tribunal Federal. também responde de forma subsidiária pelos débitos trabalhistas. LIMITES. o posicionamento da 1ª Jornada de Direito Material e Processual do Trabalho: Enunciado nº 10 da 1ª Jornada de Direito e Processo do Trabalho do TST. Inteligência dos arts. desvinculados das necessidades permanentes da empresa. SOLIDARIEDADE. RESPONSABILIDADE CIVIL. como forma de garantir o contraditório e a ampla defesa.666/92. 71 da Lei de Licitações. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. nas mesmas condições do item IV. b) a responsabilidade subsidiária representaria um duplo pagamento pelos encargos trabalhistas. que tenha tido oportunidade de manifestar-se no processo judicial. III. Os fundamentos dos defensores da tese de que o Estado não tem responsabilidade trabalhista consiste em: a) o processo licitatório afasta a culpa do Estado. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. respeita o art. Para que a tomadora de serviços seja obrigada a pagar os débitos remanescentes. de todo modo. uma vez que o poder público já havia pago pelos serviços prestados. A administração pública. de acordo com o art. § único do CC. Em caso de terceirização de serviços. há posicionamento minoritário. RESPONSABILIDADES. mantendo-se. Nesse sentido também há uma tendência. 933 e 942. V. de caráter transitório. 71. parágrafo único. Aliás. quando terceiriza. da Lei nº 8. A terceirização somente será admitida na prestação de serviços especializados. o tomador e o prestador respondem solidariamente pelos danos causados à saúde dos trabalhadores. 933 e 942. a Administração Pública não responde por débitos trabalhistas da empresa que lhe presta serviços quando há regular processo licitatório. ACIDENTE DO TRABALHO. o STF reconheceu a constitucionalidade do art.TERCEIRIZAÇÃO 165 fundamento nos artigos 932. V – Os entes integrantes da administração pública direta e indireta respondem subsidiariamente. da magistratura trabalhista: Enunciado nº 44 da 1ª Jornada de Direito e Processo do Trabalho do TST. TERCEIRIZAÇÃO. é necessário. mas que vem ganhando força que defende a responsabilidade solidária para todos os casos de terceirização. conforme previsto na Súmula nº 331. TERCEIRIZAÇÃO.214/77 do Ministério do Trabalho e Emprego). § 1º.666/93. na Ação Direta de Constitucionalidade nº 16.

Quanto aos efeitos da terceirização ilegal. da CF7. mesmo as parcelas conexas ao contrato de trabalho. verbas de natureza salarial (salário. Deve-se ressaltar que. VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral. autorização e permissão. corrente doutrinária minoritária que defende a responsabilidade solidária entre empresa prestadora de serviços e o ente público: Enunciado nº 11da 1ª Jornada de Direito e Processo do Trabalho do TST . se ficar comprovado que não houve processo licitatório regular. 7. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. pois outras empresas privadas são obrigadas. salário-família. a Administração somente será responsabilizada. § 6º. somente depois. a empregadora. p. 7. Essa responsabilidade da tomadora abrangerá a totalidade das verbas decorrentes da condenação. isto é. eventual indenização por danos morais. se essa empresa prestadora não pagar aos trabalhadores terceirizados. Comentários às Súmulas do TST. Como já visto no item IV. ainda.). responsabilidade automática da tomadora. pois ela também se beneficiou do trabalho dos empregados terceirizados. São Paulo: Atlas. com responsabilidade solidária do entre público. Aliás. mas apenas a responsabilidade subsidiária. férias. ou. SERVIÇOS PÚBLICOS. Há corrente doutrinária que defende a inconstitucionalidade do art. TERCEIRIZAÇÃO. essa corrente perdeu força. porque afrontaria diretamente o art. o artigo da Lei de Licitações violaria o princípio da igualdade. por exemplo. da empresa tomadora. na terceirização.666/93. 13º salário. 71 da Lei nº 8. ed. 2010. caberá à tomadora o pagamento dos encargos trabalhistas. 216. de forma subsidiária. . diária para viagem etc.166 HENRIQUE CORREIA Diante disso. comissões. que estabeleceu a regra de que os serviços públicos são exercidos por servidores aprovados mediante concurso público. cobrar a dívida da prestadora e. prevervam-se os direitos trabalhistas integralmente. a responsabilidade pelos débitos trabalhistas. MARTINS. Com a decisão do STF. fere a Constituição da República. se não fiscalizou o cumprimento do contrato durante a execução dos serviços. ou seja. ainda. primeiro. de forma subsidiária. Não há. Sérgio Pinto. não se considerando como tal a prestação de serviço público à comunidade por meio de concessão. devendo o trabalhador. Todas as verbas serão referentes apenas ao período que o terceirizado prestou serviços ao tomador. Existe. serão de responsabilidade do tomador. a pagar os encargos trabalhistas da prestadora de serviços. Aliás. adicionais etc. portanto. A terceirização de serviços típicos da dinâmica permanente da Administração Pública.) e indenizatória (vale-transporte. dessa súmula. 37. anteriormente mencionada. é da empresa prestadora de serviços.

Orientação Jurisprudencial nº 185 da SDI – I do TST.6. vínculo empregatício direto com a tomadora dos serviços. não havia exigência expressa de concurso público para ingresso na Administração como empregado público. pois já havia a possibilidade de terceirização de serviços. Como a terceirização se desenvolve em uma relação jurídica triangular. 4. que deverão ser suportados integral e exclusivamente pelo real empregador. há necessidade de interpretá-la de forma restritiva. art. II. de 3. segundo a jurisprudência do TST. 37.102. exceto se se tratasse de trabalho temporário. a presença da intermediadora ou empresa interposta gera. inclusive via empresa interposta. Lei nº 7. formando-se o vínculo empregatício diretamente com o tomador dos serviços. em relação ao período anterior à vigência da CF/88. previstos nas Leis nºs6. de 20. inclusive ente público. Inexistência de responsabilidade solidária ou subsidiária do estado O Estado-Membro não é responsável subsidiária ou solidariamente com a Associação de Pais e Mestres pelos encargos trabalhistas dos empregados contratados por esta última.74. a contratação sem concurso gerava vínculo empregatício com os órgãos públicos. VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Período anterior à CF/88 Salvo os casos de trabalho temporário e de serviço de vigilância. Nos demais casos de contratação irregular. em regra. pois há necessidade de concurso público para a investidura no cargo ou emprego público. CONTRATO DE TRABALHO COM A ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES – APM. Havendo fraude na terceirização realizada pela empresa privada. pois a presença da empresa intermediadora de mão de obra é ilegal. alguns efeitos são diferentes da iniciativa privada. antes da atual Constituição Federal. analisada anteriormente. é ilegal a contratação de trabalhadores por empresa interposta. conforme expressamente previsto na atual Constituição Federal. PERÍODO ANTERIOR À CF/88 Orientação Jurisprudencial nº 321 da SDI – I do TST.019/74. Contrato de trabalho com a Associação de Pais e Mestres . II. . Vínculo empregatício com a administração pública. Assim sendo. o vínculo empregatício era declarado com a Administração Pública.102/83. o vínculo empregatício não era formado.1. e de acordo com a Súmula 331. e serviço de vigilância. Lei nº 6. Não ocorrerá a formação de vínculo empregatício direto entre terceirizado e a Administração Pública (direta ou indireta). trabalho temporário e vigilância. nesses dois casos. em regra. e 7.TERCEIRIZAÇÃO 167 3. Ocorre que. antes da Constituição Federal 1988.83.APM.019. Em resumo. a consequência será o vínculo direto entre terceirizados e a empresa tomadora desses serviços. Portanto. Se ocorrer a fraude pela Administração Pública.

º 6.019. PRT 2º e PRT 15º Regiões. há uma terceirização de atividade-fim do Estado (educação). EQUIPARAÇÃO SALARIAL NA TERCEIRIZAÇÃO Orientação Jurisprudencial nº 383 da SDI – I do TST. mesmo sendo ele o beneficiário direto desses serviços. II. Empregados da empresa prestadora de serviços e da tomadora. art. II. a Súmula nº 331 e a OJ 191.. § 6º. Com o devido respeito à jurisprudência do TST. para coibir essa terceirização ilícita. A APM tem representado. merendeiros etc. é inteiramente da APM. não se aplicando. como atividades ligadas à segurança. ou seja. Exemplo: Justiça do Trabalho terceiriza os serviços de limpeza. 5. a real empregadora. pelos débitos trabalhistas das empresas prestadoras de serviços. Esse TAC tem abrangência estadual e. no mínimo. ser responsável subsidiariamente pelos débitos trabalhistas dos professores. da CF/88. se comprovada sua conduta culposa. conforme expressamente previsto na atual Constituição Federal. e de acordo com a Súmula 331. 37. em 2009. de 3. O Estado-Membro deveria ser impedido de contratar essas associações ou. subsidiariamente.168 HENRIQUE CORREIA Assim como ocorre na iniciativa privada. da Lei n. após sua celebração. ainda segundo o TST. 37. Art. Caso seja configurada terceirização ilícita. as denúncias de irregularidades. ainda. Isonomia. O argumento da Administração afirma que não haveria nenhuma ingerência sobre os empregados dessas associações. diminuíram de forma significativa. A jurisprudência do TST determina que o Estado-Membro não responde pelos débitos trabalhistas desses associados das APMs. seja solidária. um Termo de Ajustamento de Conduta com o Estado de São Paulo. 12. A responsabilidade. no caso. “a”.1974 . Ocorre que a Administração pública será responsável. O Estado é beneficiado diretamente com esses serviços. Aliás.1. há possibilidade de a Administração Pública direta e indireta terceirizar serviços secundários. pois há necessidade de concurso público para a investidura no cargo ou emprego público. a OJ nº 185 deveria ser modificada. merenda escolar etc. A Associação de Pais e Mestres é uma entidade privada sem fins lucrativos. seja subsidiária. muitas vezes. que presta serviços às escolas públicas. bem como as reclamações trabalhistas de professores e demais trabalhadores das APMs. fechou. Terceirização. O Ministério Público do Trabalho de São Paulo. telefonia e vigilância. justiça e fiscalização. com base no art. O fundamento utilizado pelo Tribunal é de que não há lei específica sobre entidade sem fins lucrativos que determine a responsabilidade da Administração. não ocorrerá a formação de vínculo empregatício direto entre terceirizado e a Administração Pública (direta ou indireta). terceirização ilícita de serviços ligados à educação. sua atividade-meio. os quais ligados ao ensino. Atividades típicas estatais não podem ser terceirizadas.

em .496/2007. APLICAÇÃO ANALÓGICA. recentemente. salário equivalente. 12.019/74 em face dos arts. “a”. Aplicação analógica do art. desde que presente a igualdade de funções. ISONOMIA. 12 da Lei 6. não afastando. os precedentes que deram origem à OJ 383 foram decisões que reconheceram a equiparação salarial entre empregado de empresa pública e terceirizado que exerciam as mesmas funções. a aplicação analógica do art. Um dos requisitos básicos para conquistar a equiparação salarial é que reclamante e paradigma trabalhem para o mesmo empregador. da Lei 6. ante a ausência do requisito do concurso público. O fundamento utilizado pelo TST para conceder a equiparação consiste na interpretação analógica dos dispositivos: art. não gera vínculo de emprego com ente da Administração Pública. nos termos da Súmula 331. 12.019/74 conduz ao reconhecimento do direito da terceirizada à isonomia salarial com os empregados da empresa pública. de 3.019/74. conforme expressamente previsto na OJ nº 383 do TST. do TST. pelo princípio da isonomia. haveria fraude na terceirização dos serviços.1. ALÍNEA A. ATIVIDADES TÍPICAS DA CATEGORIA PROFISSIONAL DOS BANCÁRIOS. Seguem algumas decisões do TST sobre esse tema: EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA. Nessa situação. Aliás. TERCEIRIZAÇÃO. ARTIGO 12. tomadora de serviços. INTERPOSIÇÃO SOB A ÉGIDE DA LEI 11.019. terão direito ao mesmo salário dos empregados vinculados à empresa tomadora que exercerem função similar. Ocorre que. Na esteira dos precedentes desta SDI – I.°6. embora afastada a formação de vínculo diretamente com a CEF. II. Os direitos previstos aos empregados terceirizados são aqueles pertencentes à categoria profissional da empresa prestadora de serviços. embora não seja possível a declaração de vínculo empregatício entre terceirizado e empresa pública. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA. da CF. contudo. da Lei nº 6. em caso de terceirização lícita ou ilícita. o direito dos empregados terceirizados às mesmas verbas trabalhistas legais e normativas asseguradas àqueles contratados pelo tomador dos serviços.1974. e 7º. Há tempos já havia esse posicionamento em setores da Magistratura do Trabalho e do MPT: Enunciado nº 16 da 1ª Jornada de Direito e Processo do Trabalho do TST: II – Os empregados da empresa prestadora de serviços. portanto. 5º. DA LEI N. defende que não há possibilidade de um terceirizado requerer equiparação salarial indicando como parâmetro o salário do empregado da tomadora. será deferido. caput. pois trata-se de empregadores diversos. Nesse caso. como o trabalho desempenhado é idêntico. XXXII. O resultado é a possibilidade de o terceirizado requerer o mesmo salário do empregado da tomadora. ganhou forma a corrente doutrinária que defende a equiparação salarial de terceirizados e empregados da tomadora quando exercerem as mesmas funções ligadas à atividade-fim. no pagamento das verbas rescisórias.TERCEIRIZAÇÃO 169 A contratação irregular de trabalhador. mediante empresa interposta. A corrente doutrinária tradicional. alínea a.

Min. A questão em debate já está pacificada nesta c. Tratando ainda sobre da descentralização de serviços. RESPONSABILIDADE TRABALHISTA DO DONO DA OBRA. Rel. uma exceção. não gera vínculo de emprego com os órgãos da administração pública direta. a impossibilidade de se formar o vínculo de emprego não afasta o direito do trabalhador terceirizado às mesmas verbas trabalhistas legais e normativas asseguradas ao trabalhador terceirizado que cumpre função idêntica na tomadora. o contrato de empreitada de construção civil entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro.) TERCEIRIZAÇÃO. atividade-fim. (E-RR-1403/2006-057-03-00. tiver expressa previsão no contrato firmado entre as empresas. VIGÊNCIA DA LEI N. SBDI−1 do TST. terá responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas. A fim de se evitar a ocorrência de tratamento discriminatório entre os empregados da empresa prestadora de serviços e os da tomadora. assume a responsabilidade pelos empregados da empreiteira ou construtora que lhe presta serviços? Em regra. EMPREGADOS DA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS. o dono da obra não assume nenhuma responsabilidade pelos empregados da empreiteira. indireta ou fundacional. DJ 20/6/2008. esta Corte entende serem devidos os direitos decorrentes do enquadramento como se empregado da empresa tomadora fosse.) 6. Rei. Dono da obra de construção civil. Responsabilidade Diante da inexistência de previsão legal específica. ISONOMIA SALARIAL ENTRE EMPREGADO DE EMPRESA TERCEIRIZADA E OS INTEGRANTES DA CATEGORIA PROFISSIONAL DA TOMADORA DOS SERVIÇOS. entretanto. Recurso de embargos conhecido e desprovido. . SBDI-1. Min. DJ 8/8/2008. não existe legislação específica que obrigue o dono da obra. Rosa Maria Weber.) RECURSO DE EMBARGOS. dono da obra. Rel. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. e observado o exercício das mesmas funções. Se o dono da obra é empresa construtora ou incorporadora e exerce a construção com finalidade lucrativa. outra questão interessante é: o proprietário de um imóvel. (TST-E-RR-698. Min. De acordo com a jurisprudência do TST. EMPREGADOS DA EMPRESA DA TOMADORA. ISONOMIA SALARIAL. porém.968/2000. Contrato de empreitada. poderá ter responsabilidade solidária quando compartilhar com a empreiteira o pagamento das verbas ou.496/2007. no sentido de que a contratação irregular de trabalhador. tanto em termos de salário quanto às condições de trabalho. já que não é empregado apenas por força da terceirização. CONTRATO DE EMPREITADA NA CONSTRUÇÃO CIVIL Orientação Jurisprudencial nº 191 da SDI – I do TST. (TST-E-RR-854/2005-004-21-00. SBDI-1.°11. Recurso de Embargos de que se conhece e a que se nega provimento.170 HENRIQUE CORREIA razão do desempenho de funções afetas à sua atividade-fim. Brito Pereira. Aloysio Corrêa da Veiga. ainda. Aliás. Há. mediante empresa interposta. DJ de 2/5/2008. Embargos conhecidos e não providos.

para a garantia das obrigações previstas neste artigo. aos empregados. ingressar com ação de regresso contra o devedor principal (subempreiteiro). Por fim. haveria responsabilidade subsidiária quando os débitos com os empregados do empreiteiro não fossem quitados. não quitar as dívidas trabalhistas com seus empregados. na construção ou reforma residenciais. art. Se ocorrer essa terceirização. 186 e 927) mas da própria ordem constitucional no sentido de se valorizar o trabalho (CF. o contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro enseja responsabilidade subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. incluindo contrato de empreitada na construção civil. Dessa forma. Dessa forma. Cabe ressaltar. o art. quanto se tratar de construtora ou incorporadora. estará configurada a subempreitada. em havendo o inadimplemento do devedor principal (subempreiteiro – real empregador). arts. não se lhe faculta beneficiar-se da força humana despendida sem assumir responsabilidade nas relações jurídicas de que participa. Nesse sentido: Enunciado nº 13 da Primeira Jornada de Direito e Processo do Trabalho do TST: Considerando que a responsabilidade do dono da obra não decorre simplesmente da lei em sentido estrito (Código Civil. nos termos da lei civil. mas também pelas obrigações conexas como indenizações decorrentes de acidente de trabalho ou em virtude de dano moral. o dono da obra. Parágrafo único: Ao empreiteiro principal fica ressalvada. pois foi ele o beneficiário dos serviços dos trabalhadores. Ele poderá. ou seja. Aliás. será responsável de forma subsidiária. gesso. Durante a construção ou reforma de um imóvel. o dono da obra de que se falou diretamente nessa OJ 191. cabendo. que há corrente doutrinária minoritária que defende a responsabilidade subsidiária do dono da obra. . por fim.TERCEIRIZAÇÃO 171 Assim sendo. se a empreiteira ou construtora. 170). ação regressiva contra o subempreiteiro e a retenção de importâncias a este devidas. terceirize serviços de carpintaria. não abrangendo. chamada de empreiteira. o empreiteiro principal será responsável por esses débitos trabalhistas? Sim. a dívida recairá sobre o empreiteiro. após o pagamento da dívida. já que é fundamento da Constituição a valorização do trabalho (CF. estabelece o art. salvo apenas a hipótese de utilização da prestação de serviços como instrumento de produção de mero valor de uso. A OJ 191 foi alterada recentemente (maio/2011). IV). Nesse sentido. art. é comum que a empresa responsável pela construção do prédio. 1º. 455 da CLT: Art. 455 da CLT trata especificamente da situação do empreiteiro principal e subempreiteiro. será o responsável. haverá a responsabilidade subsidiária não só por obrigações próprias do contrato como os débitos trabalhistas. 455 da CLT: Nos contratos de subempreitada responderá o subempreiteiro pelas obrigações derivadas do contrato de trabalho que celebrar. mesmo que não exerça a construção como atividade-fim. se o carpinteiro contratado para fazer os armários dos apartamentos não pagar aos seus empregados. todavia. ferragens etc. segundo o TST. contratada para prestar serviços. o direito de reclamação contra o empreiteiro principal pelo inadimplemento daquelas obrigações por parte do primeiro. Nesse caso.

Vinculo empregatício com a administração pública.O inadimplemento das obrigações trabalhistas.A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal. contudo. QUADRO RESUMIDO CAPÍTULO III – TERCEIRIZAÇÃO Súmula nº 331 do TST.74.06. Inexistência de responsabilidade solidária ou subsidiária do estado O Estado-Membro não é responsável subsidiária ou solidariamente com a Associação de Pais e Mestres pelos encargos trabalhistas dos empregados contratados por esta última. mediante empresa interposta. de 20.102.172 HENRIQUE CORREIA 7. Legalidade I . 12. de 03.01. Contrato de trabalho com a associação de pais e mestres . bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador. Art. 71 da Lei nº 8.06. III .1974 A contratação irregular de trabalhador. Empregados da empresa prestadora de serviços e da tomadora. indireta ou fundacional (art. formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços. Contrato de prestação de serviços.A contratação irregular de trabalhador. não gera vínculo de emprego com os órgãos da administração pública direta. Responsabilidade Diante da inexistência de previsão legal específica. de 03. II . IV . o contrato de empreitada de construção civil entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. 12.01. previstos nas Leis nºs 6.Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7.019. Orientação Jurisprudencial nº 321 da SDI – I do TST. Dono da obra de construção civil. . o direito dos empregados terceirizados às mesmas verbas trabalhistas legais e normativas asseguradas àqueles contratados pelo tomador dos serviços. Período anterior à CF/88 Salvo os casos de trabalho temporário e de serviço de vigilância. por parte do empregador. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. pelo princípio da isonomia. Contrato de empreitada. II. “a”. inclusive ente público. Terceirização. não afastando. Orientação Jurisprudencial nº 191 da SDI – I do TST. da lei n. salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6. Orientação Jurisprudencial nº 185 da SDI – I do TST.102. de 20. que deverão ser suportados integral e exclusivamente pelo real empregador. de 21. formando-se o vínculo empregatício diretamente com o tomador dos serviços. de 03.06.APM. e 7.1983) e de conservação e limpeza. não gera vínculo de emprego com ente da Administração Pública. Orientação Jurisprudencial nº 383 da SDI – I do TST. de 03. em relação ao período anterior à vigência da CF/88. é ilegal a contratação de trabalhadores por empresa interposta.019. desde que presente a igualdade de funções. Isonomia. da Lei nº 6.01.666.º 6. 8.01. desde que hajam participado da relação processual e constem também do título executivo judicial (art. mediante empresa interposta. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. nas mesmas condições do item IV.666/93. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.1974. quanto àquelas obrigações. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços. 37.1993). VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.83. V – Os entes integrantes da administração pública direta e indireta respondem subsidiariamente.1974). “a”.019. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. Aplicação analógica do art.019. da CF/1988). desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.

PARTE II .

A concepção positivista buscava reduzir o direito ao conjunto de normas positivadas. Noutras palavras. Na função informadora. ainda. os princípios têm o poder de inspirar o legislador na elaboração das leis. atualmente vigorante. na alteração do ordenamento para se adequar à celeridade processual descrita na Constituição Federal. 2. no entanto. Princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias – 4. ainda. 1. possuíam função meramente subsidiária e supletiva da ordem jurídica. 61-62. como se dá com as regras jurídicas. norteiam o elaborador das regras jurídicas. Princípio da extrapetição – 5. como afirmou Zagrebelsky: se o ordenamento não contivesse princípios e fosse composto apenas de regras. No que tange à função integrativa. b) função informadora e c) função integrativa. os princípios deixam de ter atuação apenas supletiva nessa nova concepção. podendo inclusive contrariar uma regra jurídica.2 1. SARMENTO. separando o direito da moral. por exemplo. ed. Daniel. seria vantajoso substituir todos os juízes por computadores. dando coerência a determinado conjunto de normas e. Introdução – 2. Trata-se de aproximação do direito e da moral. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Júris. Ocorre. como ocorreu. de modo que as normas jurídicas passam a ser vistas também pelo seu aspecto axiológico (valorativo). na concepção positivista (legalista)1. inicialmente. na doutrina. E isso ocorre porque não se pode conceber um sistema jurídico formado unicamente por regras. 2. para agir de forma autônoma. concedeu aos princípios o status de norma jurídica. Princípio do contraditório – 6. os princípios. conferindo-lhe força normativa. 8º da CLT e 4º da Lei de introdução às normas do direito brasileiro (antiga LICC). prevalecendo a tríplice finalidade: a) função interpretativa. É o que se verifica inclusive nos arts. Quadro resumido. acerca de quais funções seriam por eles desempenhadas. .Capítulo I Princípios Sumário • 1. tendo a finalidade de completar as lacunas deixadas pelo legislador. p. pois. Direitos fundamentais e relações privadas. INTRODUÇÃO Os princípios representam a base fundante do ordenamento jurídico. diante do automatismo do processo de aplicação da lei. Possuem. Princípio da identidade física do juiz – 3. a função interpretativa. 2006. em que os princípios auxiliam os operadores do direito na compreensão e aplicação do sistema jurídico. que o pós-positivismo. Há discussão.

editou-se o prejulgado nº 7 pelo TST. Referido princípio já vinha estabelecido no art. por se tratar de julgador singular. já que a aplicação dos princípios opera-se de modo mais fluido e imprevisível do que a das regras. 2. considerando que a CLT nada dispunha ou dispõe acerca de aludido princípio. na vigência da Constituição de 1967 e da Emenda Constitucional nº 1/69. Em seguida. p. o que não encontrou guarida no STF. O princípio da identidade física do juiz consiste na vinculação do órgão julgador àquele que conclui a audiência (art. que. ora examinada. Daniel.3 Tem-se. de modo que a incidência de referido princípio restaria prejudicada na Justiça Especializada. também não se admite um sistema exclusivamente embasado em princípios. naquela ocasião. Registra-se que.556 ÉLISSON MIESSA DOS SANTOS Contudo. os juízes federais eram competentes para julgar ações trabalhistas de empregados da União. aplicava-se o princípio da identidade física do juiz. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Júris. . Tanto é assim que no caso do juiz federal. quando investido de jurisdição trabalhista. O tema da presente súmula foi inicialmente previsto na Súmula nº 222 do STF. na atualidade. A seguir serão tratados os princípios na jurisprudência do TST. ed. pois. PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ Súmula nº 136 do TST. 66. porquanto carrearia ao sistema uma dose inaceitável de incerteza e insegurança. de forma subsidiária. 132 do CPC). fundações. 2006. Da análise dos precedentes que deram origem às Súmulas nº 222 do STF e nº 136 do TST é possível observar que o princípio da identidade física do juiz foi afastado sob o fundamento de que. empresas públicas que explorassem atividade econômica e sociedades de economia mista. SARMENTO. 2. as Juntas de Conciliação e Julgamento eram compostas de colegiados. buscou-se aplicá-lo. suas autarquias. 120 do Código de Processo Civil de 1939. Juiz. Identidade física Não se aplica às Varas do Trabalho o princípio da identidade física do juiz. Assim. ao processo do trabalho. a qual estabelece que: O princípio da identidade física do juiz não é aplicável às Juntas de Conciliação e Julgamento da Justiça do Trabalho. sendo posteriormente transformado na Súmula nº 136. 3. como se depreendia da Súmula nº 217 do TRF. Direitos fundamentais e relações privadas. as normas jurídicas englobam as regras jurídicas e os princípios. bem como no TST.

3. com as partes e testemunhas do processo. o que. que o princípio da identidade física do juiz integra o próprio conteúdo do princípio da oralidade. em regra. passando os julgamentos a ser realizados de forma singular por juízes de carreira. o princípio da identidade física do juiz é aplicável ao processo do trabalho. que nos termos do art. HOUAISS. não basta a análise do comportamento de uma testemunha ou das partes tão somente no momento da audiência. Cabe salientar que. portanto. Míni Houassis dicionário de língua portuguesa. de forma incessante. ele não será 4. c) a irrecorribilidade das decisões interlocutórias. no entanto. o que inclui o do trabalho. registrando. em sua primazia. 614. b) a concentração. 132 do CPC. aplicando-se. mas principalmente no ato do julgamento. de 12 de maio de 2009). isto é. por oportuno. pela oralidade. Rio de Janeiro: Objetiva. ed. de modo que este dirija o processo desde o seu início até o julgamento. por consequência. . Noutros termos.PRINCÍPIOS 557 Ocorre. Nessa ordem de ideias. Ademais. A propósito. por consequência. Ora. o princípio da oralidade busca a aproximação do julgador aos fatos trazidos aos autos. Com efeito. não se pode esquecer de que o próprio Conselho Nacional de Justiça alterou o edital dos concursos para juiz. na Justiça do Trabalho. o princípio da identidade física do juiz. que a Emenda Constitucional nº 24/99 excluiu a representação classista da Justiça do Trabalho. na exposição de motivos do Código de Processo Civil de 1973. inserindo entre as matérias obrigatórias a psicologia jurídica (Resolução nº 75. p. Mauro de Salles. fazendo com que busque. 2008. após o advento da Emenda Constitucional nº 24/99. parte da doutrina passou a afastar incidência da súmula em questão. entendemos que. a “verdade real”. Diante de tal alteração. ficou consignado que o princípio da oralidade se caracteriza pela conjunção dos seguintes princípios: a) a identidade da pessoa física do juiz. citando-se Chiovenda. que em uma ou em poucas audiências próximas se realize a produção das provas. Antônio. uma vez que tal ramo processual preza. a não aplicação do princípio da identidade física do juiz na Justiça do Trabalho inviabiliza a análise comportamental efetiva pelo prolator da sentença. Vê-se. uma vez que não teve nenhum contato. rev. A Psicologia consiste no “estudo das atividades mentais e do comportamento de um indivíduo ou grupo” 4. VILLAR. mediante recursos. não parece plausível e muito menos jurídico afastar do processo do trabalho uma das principais facetas do princípio da oralidade. e aum. aproxima-o da própria realidade social. que devolvem ao Tribunal o julgamento da decisão impugnada. evitando a cisão do processo ou a sua interrupção contínua.

casos em que passará os autos ao seu sucessor. mas tão somente que essa verificação ou impugnação será diferida. a CLT. pois a Súmula nº 136 do TST não foi alterada pela Resolução Administrativa nº 121/03.558 ÉLISSON MIESSA DOS SANTOS aplicado quando o juiz estiver convocado. c) a irrecorribilidade das decisões interlocutórias. no curso do processo. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. cabe registrar que. serve para solucionar incidentes no curso do processo. não significa que as decisões interlocutórias jamais poderão ser impugnadas ou analisadas por outro julgador. afastado por qualquer motivo. Irrecorribilidade Na Justiça do Trabalho. as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato. § 1º. 893. pois. esse princípio compreende os seguintes princípios: a) a identidade da pessoa física do juiz. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. Os atos do juiz podem ser classificados em: sentenças. em seu art. 799. consoante o disposto no art. da CLT. ou seja. 893. 162. Com o intuito de alcançar de forma mais célere e efetiva a resolução da pretensão colocada em juízo. 893. da CLT não faça nenhuma ressalva. b) a concentração. Essa decisão. este ainda não é o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho. resolve questão incidente” (art. Decisão interlocutória. § 1º. será levantada na ocasião do recurso da decisão que resolve ou não o mérito. além do próprio princípio da oralidade. Por fim. conforme já esclarecido nos comentários da Súmula nº 136 do TST. estabeleceu que as decisões interlocutórias são irrecorríveis. conquanto entendamos pela aplicação de referido princípio na Justiça do Trabalho. PRINCÍPIO DA IRRECORRIBILIDADE DAS DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS Súmula nº 214 do TST. Trata-se de dispositivo embasado no princípio da celeridade e efetividade. promovido ou aposentado. por meio da Súmula nº 214. Decisão interlocutória consiste no “ato pelo qual o juiz. da CLT. nos termos do art. que a irrecorribilidade das decisões interlocutórias é uma parte do princípio da oralidade. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. o Tribunal Superior do Trabalho. § 2º. no entanto. licenciado. sem pôr termo ao ofício judicial de julgar a causa. 3. decisões interlocutórias e despachos. § 1º. editada após o advento da EC nº 24/99. incumbiu-se de restringir a . O princípio em comento. pois. Tem-se. § 2º. portanto. Conquanto o art. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. do CPC).

Trata-se de restrição que afasta no caso concreto um princípio calcado na celeridade (princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias). o processo retornaria ao juízo de primeiro grau e. Com efeito. Exemplificamos: A sentença de 1º grau reconhece que a alteração do regime celetista para o estatutário extingue o contrato de trabalho. via recurso de revista. ‘a. . o bem da vida a que tem direito. Dessa forma. neste caso. para encurtar esse caminho e tutelar de forma mais eficaz o jurisdicionado. sendo posteriormente encaminhado ao Tribunal Superior do Trabalho. este poderia julgar o mérito. da CLT). Isso ocorre porque nestes casos. da CLT. Em grau recursal. a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou à Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. a irrecorribilidade das decisões interlocutórias deve ceder espaço para sua recorribilidade. O que se busca. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. em consonância com o entendimento da Súmula nº 382 do TST. portanto. não havendo. anulam a decisão a quo. qual seja. a aplicação da prescrição bienal. somente terá cabimento tal exceção se a impugnação imediata da decisão interlocutória estiver realmente calcada no princípio da celeridade. que também tem na sua base a celeridade. 896. com fundamento na violação de Súmula do TST (art. assim. que seria novamente recorrido ao TRT e. em seguida. o retorno dos autos ao juízo de origem para julgar o mérito. determinando. portanto. decidindo contrariamente às súmulas e orientações jurisprudenciais. voltaria ao Tribunal Regional. a fim de privilegiar a própria base do princípio.PRINCÍPIOS 559 incidência do princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias quando haja decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou à Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. por meio do recurso de revista. se não admitida a impugnação imediata. ‘a’. chegaria ao TST. A alínea ‘a’ dá ênfase às súmulas e orientações jurisprudenciais do TST. admite-se o recurso de imediato. consoante o disposto no art. entregando-se ao jurisdicionado. devolvendo os autos à vara de origem. 896. 799. contrariando o entendimento da Súmula nº 382 do TST. Dessa forma. a celeridade processual. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. para aplicar a uniformização da jurisprudência. se o processo retornasse ao juízo de origem. por estar a decisão em confronto com súmula ou orientação de jurisprudencial do TST (art. A decisão do TRT está. é a preservação do princípio da celeridade processual. invocando a prescrição bienal. em seguida. de forma mais célere e efetiva. Assim. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. como pode ocorrer nos acórdãos que. § 2º. por consequência. da CLT). o Tribunal Regional do Trabalho anula a decisão a quo entendendo que tal alteração não extingue o contrato de trabalho. permitindo-se o recurso de revista de imediato.

por exemplo. por exemplo. seja interlocutória. por fim. que essa alínea também tem o condão de elucidar o termo decisão explanado no art. Júlio César. Noutras palavras. mesmo que de natureza interlocutória. São Paulo: Método. Recursos no processo do trabalho. NEVES.)”.. por outro lado. Isso porque referido artigo admite o recurso de embargos para o próprio TST das decisões de suas Turmas que “divergirem entre si. ed. 2. Trata-se. 7. pois as decisões “são sempre precedidas da expressão acordam. para manter a substância do Tribunal (órgão colegiado) e a competência do colegiado. portanto. É por esse fundamento. Assim. quando este põe termo no ofício de julgar a causa. com base nos princípios da economia e celeridade processual. como se observa. Tanto é assim que a decisão do tribunal. 58. O Tribunal tem como natureza o colegiado. é o mesmo que serviria para impugnar o acórdão com natureza de sentença. ou das decisões proferidas pela Seção de Dissídios Individuais (. o recurso de revista. São Paulo: LTr. Rio de Janeiro: Forense. p. Não se pode esquecer de que o acórdão pode ter dupla natureza: de sentença e de decisão interlocutória. da CLT. em que permanece a aplicação do princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias. que a exceção ora comentada somente terá aplicação das decisões dos Tribunais Regionais e jamais das decisões das varas do trabalho. Júlio César. Noutras palavras. seja ela de natureza interlocutória ou de sentença. porém. 896.560 ÉLISSON MIESSA DOS SANTOS Registra-se. BEBBER. Assim. § 5º. . ed. da CLT e 557 do CPC. 6. de mera delegação de poder ao relator. porém. 59. considerando que os atos decisórios do Tribunal se consubstanciam no acórdão. nos arts. 2009. a vontade de todos ou da maioria dos membros da corte” 6. “mantendo-se com o órgão colegiado a competência para decidir” 7. admite-se o recurso de embargos no TST como meio 5. Daniel Amorim Assumpção. Pensamos. somente neste último caso há a aplicação da alínea ‘a’ da súmula em apreço. que o Tribunal Superior do Trabalho admite o recurso dessa decisão monocrática. O recurso cabível para impugnar esse acórdão. representando. será considerada acórdão. São Paulo: LTr. 894. o legislador passou a atribuir poderes ao relator para julgar monocraticamente os recursos. 2010. a decisão monocrática do relator está sujeita ao agravo. de modo que todas as decisões deveriam ser proferidas por um órgão colegiado. p. quando resolve questão incidente. No entanto. de natureza interlocutória. ed. Manual de direito processual civil . 2. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. II. 643. terá natureza de decisão interlocutória5. o qual será analisado pelo órgão colegiado do Tribunal competente. Recursos no processo do trabalho. p. assim. ele tem natureza de sentença. 2009. 2. seja sentença. BEBBER..

v. ou seja. O juiz reconhece a incompetência e encaminha os autos à Vara do Trabalho de Porto Velho. para o TST é cabível recurso de decisão interlocutória que acolhe exceção de incompetência territorial. Rio de Janeiro: Elsevier. vez que. v. instauraria conflito de competência que seria julgado pelo TST (CLT. Dessa forma. os autos saem de uma vara do TRT da 2ª Região e são encaminhados para uma Vara do Trabalho vinculada ao TRT da 14ª Região. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. b). c) que acolhe exceção de incompetência territorial. Na hipótese do exemplo anterior. como se verifica no exemplo abaixo: Pedro ajuíza reclamação trabalhista em São Paulo-SP. . sendo interposta pela reclamada exceção de competência. sob o fundamento de que o deslocamento da competência territorial no caso inviabilizaria o reexame da competência pela instância superior a que o juiz excepcionado (que se declarou incompetente inicialmente) está vinculado9. SILVA. a análise pelo TRT da 2ª Região. justifica-se a referida exceção com base no acesso à justiça. o TRT da 2ª Região estaria suprimido de analisar a competência. § 2º. 799. 799. Além disso. Homero Batista Mateus da. seja de decisão definitiva ou interlocutória8. 2010.PRINCÍPIOS 561 impugnativo para o mesmo Tribunal (TST). por exemplo. Por outro lado. se o juiz reconhecer a incompetência caberá o recurso ordinário. sob o fundamento de que o reclamante teria trabalhado e sido contratado em Porto Velho − RO. Embora o art. remetendo os autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. Admitiu-se tal exceção. p. Rio de Janeiro: Elsevier. O recurso a ser interposto é aquele que caberia da decisão final como. os autos ficariam por lá. Homero Batista Mateus da. 8. consoante o disposto no art. p. 313. pois a não admissão de recurso na hipótese poderia acarretar um custo insuportável para a parte acompanhar o andamento processual. art. se não houvesse tal exceção possibilitando o recurso imediato da decisão interlocutória. os autos iriam diretamente para o TST. Curso de direito do trabalho aplicado: justiça do trabalho. desde que a parte consiga demonstrar a divergência jurisprudencial sobre a matéria e que a decisão decorra de julgamento da Turma (vide comentários da Súmula nº 353 do TST). 808. 215. na Vara do Trabalho. suprimindo. da CLT. da CLT não permita recurso da decisão interlocutória que reconheça a incompetência relativa. ou seja. não reconhecendo sua competência. 2010. SILVA. Curso de direito do trabalho aplicado: justiça do trabalho. 8. § 2º. 8. dessa forma. 9. o Tribunal Superior do Trabalho passou a admiti-lo no caso de incompetência territorial quando há remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. se a Vara do Trabalho de Porto Velho reconhecesse sua competência.

tem como enfoque as decisões da Justiça do Trabalho. por ser competente para a causa mais de uma “justiça”. 2010. 116. o juiz encaminhará os autos para outra Vara do Trabalho. devendo. tal expressão deve ser entendida como aquela que termina o andamento do processo na Justiça do Trabalho. no caso de declaração de incompetência relativa. 893. extinguindo o processo sem resolução do mérito por meio de uma sentença. 2009. a expressão terminativa do feito. . MARTINS. 799. o qual é reservado à incompetência relativa (matéria de defesa e de interesse das partes). O juiz do trabalho se julga incompetente para julgar a causa porque o pedido A é de competência da Justiça Estadual e o pedido B da Justiça Federal. A regra estampada nesse dispositivo. em se tratando de decisão que julgue incompetente a Justiça do Trabalho. ser extinto sem resolução do mérito. São Paulo: Método. por conseguinte. § 1º. da CLT somente permite a interposição de recurso da decisão de exceção de incompetência quando terminativa do feito. de forma inapropriada. não termina o feito nesta Justiça. porém. que. como preliminar. o que significa que nessa hipótese a natureza da decisão será de sentença. da CLT permite recurso tão somente nos casos de incompetência absoluta. Referido artigo. no entanto. ou seja. Júlio César. ed. p. a qual excepcionalmente cabe recurso. Primeiro. p. 12. Manual de direito processual civil . tem-se nesse caso uma decisão interlocutória11. a competência material da Justiça obreira. novamente de forma inadequada. 2. não podemos concordar com a alínea c. Noutras palavras. fica inviabilizada a cisão do processo. da CLT). ed. São Paulo: LTr. p. por força do art. utilizou. porque sendo uma decisão interlocutória não cabe recuso de imediato (art. nada disciplinando sobre a incompetência territorial que é relativa. 829 11. Recursos no processo do trabalho. o que significa que o legislador. NEVES. Dessa forma. § 2º. Daniel Amorim Assumpção. 10. mencionou o instituto da exceção. por tratar o dispositivo de decisão que termina o feito na Justiça do Trabalho. há simplesmente uma decisão interlocutória que desloca os autos para o juízo competente.10 Consigne que. que é modalidade de incompetência relativa. 66. salvo quando expressamente previsto em lei. Segundo. 799. ele versa sobre a incompetência absoluta que deve ser alegada no próprio bojo da contestação. § 2º. Contudo. portanto.12 Portanto. da CLT. na hipótese de incompetência. Assim. no processo do trabalho só há falar em exceção na hipótese de incompetência territorial. São Paulo: Atlas. Nesse caso. verifica-se que o artigo 799. pois o processo prosseguirá na justiça competente. Com efeito. Exemplifica-se: João postula na Justiça do Trabalho o pedido A e B. porque o art. por meio de decisão interlocutória. ed. por conseguinte. como é o caso da incompetência absoluta analisada anteriormente. que deslocam sua competência para outro ramo do Judiciário (Justiça comum ou Justiça Federal). uma vez que se entende por decisão terminativa do feito aquela que não resolve o mérito. § 2º. haverá extinção do processo sem resolução do mérito. Sérgio Pinto. Comentários à CLT. 2. 2009. tratando-se de decisão incidente. e BEBBER. Registra-se.562 ÉLISSON MIESSA DOS SANTOS Com o respeito que merece a súmula em análise. Rio de Janeiro: Forense. 13. mantendo-se.

A aplicação desse dispositivo. 808. b. sendo aplicado somente se a parte não interposto o recurso da decisão que declara a incompetência e o juiz suscitar o conflito. PRINCÍPIO DA EXTRAPETIÇÃO Súmula nº 211 do TST. ed.m. 808. ocorrerá exclusivamente na hipótese de incompetência territorial. portanto. 799. mas dentro do mesmo Tribunal. porque. mas não nos casos de remessa dentro do próprio Tribunal. de regra que além de violar a CLT não privilegia os princípios da economia e celeridade processual. não podendo ir além ou permanecer aquém do pedido ou conceder o que não foi requerido (art. Rio de Janeiro: Lumen Juris. CÂMARA. porque o art. 14. Trata-se. declina que. Lições de direito processual civil. portanto. Uma vez provocado14. tão somente entre TRT e vara do trabalho e não entre varas do trabalho de Tribunais diferentes. com a admissão do recurso imediato da decisão interlocutória. Foge tal alínea. encaminhando-se de imediato os autos ao juízo que se decidiu por competente. Pode ocorrer. Essa restrição é chamada de princípio da congruência ou adstrição. § 2º. Independência do pedido inicial e do título executivo judicial Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação. todos da CLT. cria discriminação infundada. A Jurisdição tem como característica essencial a inércia. a um só tempo os arts. a competência para julgar o conflito é do Tribunal Superior do Trabalho. ainda que omisso o pedido inicial ou a condenação. sob o rótulo de acesso à justiça. 2008. 460 do CPC). não admitir recurso de imediato. de forma que o “Estado-juiz só atua se for provocado”13. pois. § 1º e 808. p. da CLT. ocorrendo conflito de competência entre juízes do trabalho (varas do trabalho) vinculados a Tribunais Regionais diferentes. contudo. em regra. o TST restringiu em demasia a aplicação do art. enquanto em varas do trabalho distante. Alexandre Freitas. b. s. da ideologia do processo do trabalho de impossibilitar recurso imediato das decisões interlocutórias. da CLT. b. pois permite recurso da incompetência territorial quando há encaminhamento dos autos para outro Tribunal. 1. aguardando-se eventual conflito de competência. 893. 70 . O que ocorre por meio da demanda (princípio da demanda). Isso quer dizer que. Juros de mora e correção monetária. de varas do trabalho vizinhas submetidas a Tribunais diferentes se admitir recurso de imediato. 4. o TST passou a permitir conflito de competência. Violou. porquanto admite mais um recurso para o Tribunal. Exemplificamos: 13. . 18. Melhor seria não se admitir recurso neste caso. ao criar a exceção ora analisada (alínea c). o juiz estará restrito aos pedidos feitos pelo demandante. Quarto.j.PRINCÍPIOS 563 Terceiro. segundo o qual o juiz somente poderá emitir provimento jurisdicional pleiteado. v. Assim.

custas e honorários de advogado. ou seja. Julgamento citra petita (aquém do pedido): empregado ingressa com a reclamação trabalhista pleiteando férias. 39. Durante a instrução do processo. 15. sob pena de proferir julgamento extrapetita. p.00. décimo terceiro e horas extras. condene o réu em pedidos não contidos na petição inicial. o juiz poderá agir de ofício nos casos expressos em lei. . no principal os juros legais”.000. serão acrescidos. O princípio da congruência. É nesse contexto que se anuncia a súmula em análise. ou mesmo vantagem diversa da que foi requerida”15.000. Além disso. Nesse caso.00. o qual “permite que o juiz.177/91 estabelece: Aos débitos trabalhistas constantes de condenação pela Justiça do Trabalho ou decorrentes dos acordos feitos em reclamatória trabalhista. fica comprovado que o dano foi no montante de R$ 7. Nesse caso. 2006. compreendendo-se. das horas extras. 50-51. São Paulo: Método.564 ÉLISSON MIESSA DOS SANTOS Julgamento extra petita (fora do pedido): empregado ingressa com a reclamação trabalhista pleiteando férias. descreve o art. sob pena de proferir julgamento ultra petita. o juiz fica limitado ao valor de R$ 5. 404 do Código Civil: Art. no entanto. 3. que permite a incidência de juros e correção monetária na ausência de pedido e até mesmo da condenação. SARAIVA. 293 do CPC vaticina que “os pedidos são interpretados restritivamente. entretanto. chamados no processo do trabalho de princípio da extrapetição. nos juros de mora previstos no caput juros de um por cento ao mês. sem prejuízo da pena convencional. décimo terceiro e horas extras. Julgamento ultra petita (além do pedido): empregado ingressa com a reclamação trabalhista pleiteando indenização por danos materiais no valor de R$ 5. abrangendo juros. da Lei 8. 404. Durante a instrução do processo. ed. (grifo nosso) No mesmo sentido. contados do ajuizamento da reclamatória e aplicados pro rata die. pois está restrito aos três pedidos formulados na inicial.00. fica comprovado que o empregador também não pagava adicional noturno. sob pena de proferir julgamento citra petita. Renato. quando não cumpridos nas condições homologadas ou constantes do termo de conciliação. o juiz não pode deixar de julgar um dos pedidos.000. ainda que não explicitados na sentença ou no termo de conciliação. nas obrigações de pagamento em dinheiro. As perdas e danos. nos casos expressamente previstos em lei. serão pagas com atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos. o juiz não poderá deferir o pagamento desse adicional. Curso de direito processual do trabalho . autoriza o julgador a conceder mais do que o pleiteado. Isso porque o art. Assim. sofre exceções por meio dos pedidos implícitos. § 1º. o art. por exemplo. Nessa hipótese.

não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. 16. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO Súmula nº 424 do TST. a correção monetária não se trata de um plus. quando houver apenas pedido do pagamento das férias. O art. da CLT. . Assim. 50% quando houver pedido de pagamento das horas extraordinárias. mas não houver pedido expresso do pagamento do adicional. ao disciplinar o recurso administrativo no âmbito do Ministério do Trabalho e Emprego. embora omisso o pedido inicial ou a condenação”. mesmo que omisso na petição inicial ou na condenação. conforme declinado na Súmula nº 25416. sem que haja pedido expresso da anotação da carteira do empregado. estabeleceu: §1º. Com efeito. a qual inclui os juros moratórios na liquidação. Recurso administrativo. obrigatoriamente. Súmula nº 254 do STF: “Incluem-se os juros moratórios na liquidação. Depósito prévio da multa administrativa. § 1º. Pressuposto de admissibilidade. para que o empregador (administrado) pudesse recorrer da infração administrativa. 636 da CLT O § 1º do art. com base no princípio da extrapetição (pedido implícito). Trata-se de dispositivo que criou um pressuposto de admissibilidade para o conhecimento do recurso administrativo. mas apenas a atualização monetária do débito. buscando assegurar a integridade do valor da moeda no tempo. 5. que estabelece a exigência de prova do depósito prévio do valor da multa cominada em razão de autuação administrativa como pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo. 636 da CLT. que na área trabalhista tem se admitido a aplicação do princípio da extrapetição em outros casos como. por fim. No mesmo caminho do TST entende o Supremo Tribunal Federal. O recurso só terá seguimento se o interessado o instruir com a prova do depósito da multa. ante a sua incompatibilidade com o inciso LV do art. haverá incidência de juros moratórios e a correção monetária independentemente de constar de pedido ou da condenação.PRINCÍPIOS 565 A propósito. Não recepção pela Constituição Federal do § 1º do art. Importante frisar. no mínimo. c) anotação da CTPS – Carteira de Trabalho e Previdência Social – quando houver pedido de reconhecimento de vínculo. 5º. b) deferimento do adicional de 1/3 de férias. sem previsão expressa ao adicional constitucional. 636. por exemplo: a) concessão do adicional de horas extras de.

como se verifica pela ementa abaixo: EMENTA: ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. 13. § 1º. tendo em vista o disposto no artigo 5º. São Paulo: Atlas. LIV e LV). que garantem como direitos fundamentais. da CF/88. Precedentes do Plenário do Supremo Tribunal Federal: Recursos Extraordinários 389. 636 DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO: NÃO RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO DE 1988.11. editando a Súmula vinculante nº 21 do STF que assim vaticina: É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. incs. caput).359/PE. 636 da Consolidação das Leis do Trabalho pela Constituição da República de 198818. sob o fundamento de que o duplo grau não era garantia constitucional. 2009. p. Ademais. STF – ADPF nº 156. por conseguinte. 636. § 1º DO ART. incisos XXXIV e LV. XXXIV. 5º. reconheceu sua constitucionalidade. na ADPF nº 156. 18. 1.976/DF. a Suprema Corte alterou seu posicionamento passando a reconhecer a não recepção de tais depósitos prévios pela atual Constituição. Comentários à CLT. 636. Inobservância das garantias constitucionais do devido processo legal e da ampla defesa (art.513/SP e Ação Direta de Inconstitucionalidade 1. respectivamente.566 ÉLISSON MIESSA DOS SANTOS deveria depositar o valor integral da multa. Nesse sentido: Sérgio Pinto Martins. O Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior do Trabalho andaram bem. Ação julgada procedente para declarar a não recepção do § 1º do art. o direito de petição e o princípio do contraditório. Em um primeiro momento. 390. Relª Minª. ser restringido por norma infraconstitucional. 701. da Consolidação das Leis do Trabalho) com a Constituição de 1988. portanto. a exigência de depósito prévio para a interposição de recurso administrativo.17 Contudo. Referido depósito passou a ser questionado. podendo. vendando. analisando o depósito prévio para a interposição de recursos administrativos.383/SP. Cármen Lúcia. inc. DJ. 388. da CLT pela Constituição Federal de 1988. do direito de petição (art. 5º. o STF declinou expressamente a não recepção do art. Incompatibilidade da exigência de depósito prévio do valor correspondente à multa como condição de admissibilidade de recurso administrativo interposto junto à autoridade trabalhista (§ 1º do art. sob pena de não conhecimento de seu recurso pela instância superior. . O mesmo caminho trilhou o Tribunal Superior do Trabalho ao editar a súmula ora comentada. do princípio da isonomia (art. 28. o Supremo Tribunal Federal.10. Súmula Vinculante n. alínea a). 2. uma vez que a exigência de depósito prévio a um só tempo viola os princípios 17. 21. ed. 5º.

em dezenas de julgados. aboliu tal exigência.20 Vê-se. Pequenas empresas. fator de emperramento na marcha dos processos.) que a legislação ditatorial de 1937 a 1946 introduziu em nosso país”. Marco Aurélio.PRINCÍPIOS 567 democrático. 878. Rel. na prática. portanto. Assim. Min. durante o regime militar. 2002. não havendo razão para sua aplicação dentro do regime democrático implantado pela Constituição Federal de 1988. considerando seus recursos materiais.. da isonomia. DJ. Na área trabalhista. p. Em suma.. protelando sua decisão. 20. haja vista que coloca cidadãos em desigualdade. busca o binômio: informação + possibilidade de manifestação. por outro lado. o depósito compulsório não afasta do administrado o conhecimento dos atos praticados pela administração. estariam sem esse direito por ausência de recursos financeiros.19 É interessante notar que o constituinte de 1969. seja administrativo. . Rio de Janeiro: Forense. com o seguinte fundamento: A supressão de garantia de instância é inovação que se justifica por seu alcance. Direito tributário brasileiro. atenuando o choque entre Estado e administrado. STF . inviabiliza e/ou impossibilita a interposição de recurso aos administrados com menos poder aquisitivo. e a possibilidade de manifestação. 22. do contraditório. se não vejamos. No caso. em impossibilitar ao contribuinte o exercício do direito de defesa e constituía. Referido depósito contraria também o princípio do contraditório. Além disso. Noutros termos. a exigência de depósito viola frontalmente o princípio da isonomia. por exemplo. a despeito da insistência das repartições arrecadadoras”. mas impossibilita ou inviabiliza sua 19. ed. muitas vezes. não pode a Administração. 11. que durante o próprio regime militar já se afastava a exigência do depósito compulsório. tomar decisão de modo unilateral. no processo administrativo. BALEEIRO. por meio de diplomas normativos que ”vêm recebendo repulsa do Supremo Tribunal. Isso porque a democracia impõe a participação do administrado nas decisões estatais. Registra-se ainda que tal inviabilidade equivale a impedir que a própria Administração Pública revise um ato administrativo porventura ilícito ou ilegal. sob pena de ser caracterizada como arbitrária.2007. seja judicial.359-3.06. Frequentemente a exigência resultava.RE 388. Aliomar. o qual pode ser entendido como a exigência da parte tomar conhecimento de todos os atos que ocorram dentro do processo. A efetivação do depósito compulsório como pressuposto de admissibilidade do recurso administrativo representa “garantia fiscal (. além do próprio direito de petição. somente grandes empresas poderiam recorrer das multas aplicadas pelos auditores fiscais.

do mandado de segurança. 636 da CLT O § 1º do art. p. nos termos do art. . definido “como o direito que pertence a uma pessoa de invocar a atenção dos poderes públicos sobre uma questão ou uma situação. o que contraria o art. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. DI PIETRO. Direito administrativo. Pressuposto de admissibilidade. 5º. caso queira se utilizar da súmula vinculante. 103-A. Independência do pedido inicial e do título executivo judicial Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação. Súmula nº 211 do TST. caput. nos termos do art. que estabelece a exigência de prova do depósito prévio do valor da multa cominada em razão de autuação administrativa como pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo. Súmula nº 214 do TST. SILVA. não podendo assim a legislação infraconstitucional exigir nenhum depósito para sua efetivação22.568 ÉLISSON MIESSA DOS SANTOS manifestação. p. da CLT. que se estende inclusive para a Administração Pública (no caso o MTE). Isso porque o direito de petição independe do pagamento de qualquer taxa. 5º. ainda. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. 5º. utilizando-se. Curso de direito constitucional positivo . ed. § 2º. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. consoante o disposto no art. 443. São Paulo: Malheiros Editores Ltda. 6. Recurso administrativo. Súmula nº 424 do TST. Por fim. § 3º. seja para denunciar uma lesão concreta e pedir a reorientação da situação. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. § 1º. Maria Sylvia Zanella. Consigna-se. 21. dentro da Justiça do Trabalho. 25. § 1º. seja para solicitar uma manifestação do direito em vigor no sentido mais favorável à liberdade”21. LV. ed. QUADRO RESUMIDO CAPÍTULO I PRINCÍPIOS Súmula nº 136 do TST. Depósito prévio da multa administrativa. para interposição de recurso administrativo. ele poderá se utilizar da reclamação perante o STF (art. as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato. 636. Com efeito. 636 da CLT. Não recepção pela Constituição Federal do § 1º do art. Juiz. da CF/88. ainda que omisso o pedido inicial ou a condenação. da CLT. Juros de mora e correção monetária. XXXIV. 2005. ou simplesmente usar a súmula do TST. 17. da CF/88). ante a sua incompatibilidade com o inciso LV do art. Irrecorribilidade Na Justiça do Trabalho. 627. Decisão interlocutória. 2004. 893. da CF/88. José Afonso da. Identidade física Não se aplica às Varas do Trabalho o princípio da identidade física do juiz. registro que o objeto da Súmula nº 424 do TST integra o da Súmula vinculante nº 21 do STF. que o aludido depósito administrativo confronta com o direito de petição. em regra. 22. restringindo de forma arbitrária o princípio do contraditório. sendo exigido do administrado (empregador) o depósito prévio da multa do art. 799. São Paulo: Atlas. da CLT.

» 715 Súmula nº 6 do TST. reclamante e paradigma estejam a serviço do estabelecimento. na da extinção do contrato.Índice em ordem numérica da jurisprudência do TST em vigor 1.A cessão de empregados não exclui a equiparação salarial. » 270 Súmula nº 8 do TST. a mesma denominação. ou não.Na ação de equiparação salarial. é possível a equiparação salarial de trabalho intelectual. III . 517. ou a publicação com efeito de intimação for feita nesse dia. não importando se os cargos têm. VI . 461 da CLT. desde que o pedido se relacione com situação pretérita. em princípio. ou a municípios distintos que. Ausência do reclamante A ausência do reclamante. Férias A indenização pelo não deferimento das férias no tempo oportuno será calculada com base na remuneração devida ao empregado na época da reclamação ou. que pode ser avaliado por sua perfeição técnica. comprovadamente. » 909 Súmula nº 9 do TST. ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial. VII . quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência. IV . conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego. II . 802 Súmula nº 7 do TST. caso em que fluirá no dia útil que se seguir. a prescrição é parcial e só alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento.É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo. 461 da CLT. ao mesmo município. caso arguida a objeção pelo reclamado. inclusive. dessa exigência o quadro de carreira das entidades de direito público da administração direta. apenas. » 379. cuja aferição terá critérios objetivos. autárquica e fundacional aprovado por ato administrativo da autoridade competente. modificativo ou extintivo da equiparação salarial. Equiparação salarial. 461 da CLT I . é irrelevante a circunstância de que o desnível salarial tenha origem em decisão judicial que beneficiou o paradigma. IX .A equiparação salarial só é possível se o empregado e o paradigma exercerem a mesma função. só é válido o quadro de pessoal organizado em carreira quando homologado pelo Ministério do Trabalho.É desnecessário que. exceto se decorrente de vantagem pessoal ou de tese jurídica superada pela jurisprudência de Corte Superior ou. o prazo judicial será contado da segunda-feira imediata. se não demonstrada a presença dos requisitos da equiparação em relação ao paradigma que deu origem à pretensão. na hipótese de equiparação salarial em cadeia. VIII . se for o caso.O conceito de “mesma localidade” de que trata o art. excluindo-se. não importa arquivamento do processo.Para os fins previstos no § 2º do art. Juntada de documento A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença. embora exercida a função em órgão governamental estranho à cedente.Presentes os pressupostos do art. pertençam à mesma região metropolitana. X .Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual. » 775 . desempenhando as mesmas tarefas.Desde que atendidos os requisitos do art. V . se esta responde pelos salários do paradigma e do reclamante. Art. 461 da CLT. 461 da CLT refere-se. salvo se não houver expediente. Prazo Judicial Quando a intimação tiver lugar na sexta-feira. SÚMULAS DO TST EM VIGOR Súmula nº 1 do TST.

358. 347. 1370 Acidente de trabalho » 161. 1154. 1196. 896. 194. 1253. 1324. 750. 643. 1147. 1325 Adicional de insalubridade » 194. 617. 1201. 1095. 1158. 787. 1176. 1265. 462. 838. 1235. 1153. 1171. 679. 699. 639. 636. 1238. 326. 237. 1247. 1383. 1399 Ação rescisória » 90. 1236. 363. 1182. 1288. 1275 Adicional de penosidade » 342 Adicional de periculosidade » 100. 1267. 1254. 234. 1244. 1294. 677. 436. 1228. 1202. 1181. 314. 1257 Ação anulatória » 596. 1175. 677. 1050. 1203. 1169. 367. 1235. 234. 358. 923. 606. 1212. 1365. 349. 821. 616. 87. 1184. 941. 260. 1180. 740. 603. 1293. 1174. 1206. 574. 1286. 1237. 406. 1285. 1270. 622. 1298. 1182. 1222. 1227. 1152. 1106. 1209. 917. 1251. 945. 1174. 634. 1259. 324. 1224. 1231. 623. 442. 1283. 780. 397. 1382. 319. 235. 1190. 1112. 188. 1317. 354. 897. 80. 779. 442. 825. 1194. 1296. 316. 443. 312. 1234. 901. 599. 642. 1320. 1188. 1269. 640. 336. 1240. 804. 262. 698. 1164. 1243. 1380. 1232. 986. 778. 607. 485. 942. 286. 840. 792. 1300. 777. 1233. 344. 1299. 1193. 350. 599. 1192. 221. 637. 1239. 641. 324. 1379. 1369. 915 Acordo coletivo » 78. 1201. 1376. 1189. 534. 900. 573. 958. 496. 332. 260. 919. 829. 696. 1319. 1274. 308. 1156. 1220. 1380. 356. 1250. 643. 1376. 758. 1322. 650. 631. 1173. 1279. 520. 294. 164. 1168. 779. 1177. 637. 684. 1223. 614. 268. 1057. 350. 641. 637. 1108. 550. 1282. 343. 1276. 1255. 268. 314. 1285. 1160. 259. 396. 1217. 263. 357. 1291. 1268. 749. 263. 1226. 917. 614. 1152. 342. 195. 1198. 1283. 1217. 945. 1153. 268. 1284. 1297. 1157. 1277. 1241. 1252. 679. 227. 329. 335. 1245. 891. 1228. 1246. 1248. 286. 344. 370. 1281. 604. 345. 895. 1282. 265. 1172. 750. 352. 346. 121. 1263. 757. 266. 308. 1151. 1197. 1178. 348. 1264. 331. 1150. 1375. 441. 644. 1225. 355. 353. 521. 220. 318. 1207. 1242. 770. 365. 233. 1377. 1210. 1280. 771. 357. 101. 778. 1271. 1179. 315. 922. 636. 702. 1211. 1151. 1163. 599. 535. 1367 Ação civil pública » 185. 650. 1295. 1282. 1214. 326. 1229. 325. 1227. 1227. 1386 Acordo judicial » 586. 1093. 597. 1280. 644. 621. 360. 285. . 839. 1204. 879. 1222. 1208. 651. 366. 645. 1260. 1045. 924. 344. 329. 1187. 1030. 540 Abono pecuniário » 257. 435. 549. 443. 360. 793. 1201. 548. 1284. 1384. 484. 771. 1313. 81. 1218. 914. 625. 597. 287. 640. 447. 1161. 1377. 1221. 1278. 324. 1260. 1056. 425. 1213. 224. 1205. 624. 225. 1111. 355. 920. 1387. 1321. 1215. 357. 1258. 1159. 1327. 822. 427. 1397 Ação de cumprimento » 533. 1221. 1208. 643. 1354. 1230. 329. 1289. 287. 986. 364. 996. 1286. 369. 368. 628. 634. 223. 1216. 486. 1176. 1262. 1292. 596. 1226. 1263. 1165. 680. 1287. 366. 1226. 1110. 326. 645. 263. 1205. 1380. 238. 1238. 1382. 1386. 361. 1290. 204. 660. 601. 939. 1030. 1382. 323. 1220. 893. 1219. 260. 237. 356. 406. 1385. 1355 Adicional noturno » 110. 359. 739. 746. 482. 647. 696. 1383. 1298. 1384. 782. 761. 523. 1375. 1213. 1191. 1281. 1267. 853. 772. 349. 501. 307. 1109. 661. 534. 1162. 286. 1229. 196. 1257. 120. 1100. 695. 1233. 572. 346. 1281. 1379. 287. 337. 1256. 1363. 1265. 171. 1200. 635. 314. 367. 1206. 697. 1244. 1167. 540. 1107. 187. 352. 1166. 1249. 1179. 779. 633. 996. 902. 698. 1226. 602. 1381. 1195. 1183. 1399 Ação cautelar » 646. 1199. 294. 571. 575. 1265. 1186. 918.Índice remissivo A Abandono de emprego » 481. 1266. 347. 200. 1314. 781. 196. 927.

1205. 1141. 868. 789. 1085. 1315. 660. 677. 791. 942. 668. 150. 973. 565. 691. 88. 1354 Art.1462 HENRIQUE CORREIA E ÉLISSON MIESSA DOS SANTOS 337. 964. 1061. 861. 380. 1401 Assistência judiciária gratuita » 678. 654. 252. 187. 869. 1160. 1053. 1339. 1051. 939. 961. 943. 1094. 961. 838. 1054. 1293. 1158. 1048. 790 Atividade-meio » 163 Ato inexistente » 877 Atos urgentes » 654. 1283. 791. 1039. 564. 1040. 1092. 1078. 667. 808 Anulação de arrematação » 597 Aposentadoria » 86. 963. 651. 1044. 1393 Assistência » 298. 871. 728. 1057. 1321. 657. 661. 862. 1360. 1167. 835. 1353. 965. 532. 165. 1059. 614. 847. 200. 1037. 256. 1129. 1052. 933. 395. 1264 Anotações » 174. 874. 661. 776. 724. 1319. 745. 1087. 1041. 1046. 1042. 820. 599. 1113. 684. 965. 683. 669. 667. 897. 786. 685. 490. 689. 871. 294. 170. 791. 687. 1181. 658. 464. 621. 1364. 914. 115. 886 Arrematação » 597. 242. 959. 1078. 1042. 491. 657. 789. 652. 661. 515. 491. 684. 483. 868. 1002. 1248 Administração pública federal » 889 Advertência » 152 Advogado » 98. 473. 162. 936. 205. 691. 1354. 683. 911. 455 Alçada » 747. 674. 398. 993. 666. 141. 1050. 685. 897. 1056. 1000. 678. 748. 790. 1141. 746. 862. 1257. 960. 898. 251. 678. 1096. 675. 1230. 1001. 1359. 779. 1115. 1182 Agravo de instrumento » 656. 1356. 1087. 1011. 1052. 406. 1095. 776. 175. 1006. 756. 966. 1187. 564. 108. 1000. 1079. 693. 680. 474. 480. 1365. 492. 1044. 687. 1087. 747. 837. 893. 656. 777. 843. 682. 1002. 397. 683. 790. 301. 490. 934. 730. 568 Assinatura » 173. 679. 1038. 775. 151. 375. 456. 160. 653. 788. 1338. 909. 1045. 1047. 333. 388. 892. 806. 1354 Administração pública » 135. 682. 521 APPA » 887. 1205. 469. 964. 673. 1158. 1139 Audiência » 205. 1206. 1359 Assistente técnico » 588. 800. 879. 861. 1004. 931. 1320. 911. 434. 1298. 869. 702. 662. 1114. 1095. 943. 654. 1011. 1090. 701. 457. 653. 757. 1380. 1367. 656. 338. 373. 690. 498. 875. 1355 Agravo interno » 908. 1282. 1038. 701. 866. 269. 1207. 360. 1080. 497. 733. 689. 939. 1297. 713. 907. 659. 1166. 498. 848. 809. 937. 1165. 781. 811. 1296. 684. 243. 1284. 775. 935. 582. 1043. 1055. 1000. 1363. 870. 729. 1140. 1210. 436. 1093. 214. 867. 341. 992. 1043. 804. 874. 1003. 599. 1130 Alteração do contrato de trabalho » 192. 1370 Agravo » 560. 620. 761. 1186. 354. 1338. 1096. 701. 1084. 1224. 1339. 214. 658. 836. 1001. 715. . 1133. 566. 744. 1010. 1292. 650. 1340 Agravo regimental » 601. 394. 1059. 839. 664. 659. 1241. da CLT » 565. 714. 1116. 1101 Atestado médico » 257. 1182. 690. 1140. 877. 1084. 658. 873. 1141 Arquivamento » 523. 672. 1138. 1181 Adicional salarial » 260 Adjudicação » 597. 102. 692. 339. 489. 918. 657. 895. 872. 700. 392. 805. 1011. 1018. 1138. 556. 113. 703. 872. 523. 253. 790. 665. 689. 895. 257. 1206. 852. 220. 876. 92. 723. 911. 967. 943. 1369. 789. 1316. 722. 743. 396. 486. § 1º. 636. 888. 206. 130. 660. 806. 438. 738. 1041. 671. 715. 939. 691. 728. 749. 1368. 516 Alternância de horários » 228 Amamentação » 253 Analogia » 101. 801. 142. 1114. 729. 688. 666. 442. 1089. 564. 640. 1187. 853. 167. 1260 Atualização monetária » 199. 895. 1092. 692. 1394 Ajuda de custo » 203. 676. 1128. 734. 1184. 864. 511. 961. 731. 690. 653. 1045. 732. 1359 Agravo de petição » 643. 1113. 849. 873. 1005. 750. 459. 164. 678. 274. 944 Alienação fiduciária » 1127. 663. 1080. 1001. 704. 865. 1044. 270. 1082. 672. 868. 807. 1199. 943. 1291. 1357. 999. 383. 1049. 1205. 1090. 1049. 1044. 875 Atraso » 200. 810. 895. 557. 679. 1040. 891.