Resumo sobre: Demonstração do Fluxo de Caixa

No Brasil a DFC foi regulamentada em substituição a DOAR pela lei nº 11.638 / 07, que altera dispositivos da lei nº 6.404 / 76 sobre matéria contábil. A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) passou a ser um relatório obrigatório pela contabilidade para todas as sociedades de capital aberto ou com patrimônio líquido superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais). Esta obrigatoriedade vigora desde 01.01.2008, por força da Lei 11.638/2007, e desta forma torna-se mais um importante relatório para a tomada de decisões gerenciais. Iudícibus e Marion (1999), por sua vez dizem que a DFC “demonstra a origem e aplicação de todo dinheiro que transita pelo caixa em um determinado período e o resultado desse fluxo”, considerando que o caixa engloba as contas caixa e banco, mostrando então as entradas e saídas de valores monetários. E entendido que a CFC demonstra tanto a origem quanto a aplicação dos recursos da empresa. Seguindo as tendências internacionais, o fluxo de caixa pode ser incorporado às demonstrações contábeis tradicionalmente publicadas pelas empresas. Basicamente, o relatório de fluxo de caixa deve ser segmentado em três grandes áreas: As Atividades Operacionais que são explicadas pelas receitas e gastos decorrentes da industrialização, comercialização ou prestação de serviços da empresa. Estas atividades têm ligação com o capital circulante líquido da empresa; As Atividades de Investimento que são os gastos efetuados no Realizável a Longo Prazo, em Investimentos, no Imobilizado ou no Intangível, bem como as entradas por venda dos ativos registrados nos referidos subgrupos de contas e as Atividades de Financiamento que são os recursos obtidos do Passivo Não Circulante e do Patrimônio Líquido. Devem ser incluídos aqui os empréstimos e financiamentos de curto prazo. As saídas correspondem à amortização destas dívidas e os valores pagos aos acionistas a título de dividendos, distribuição de lucros. Para uma boa gestão financeira, é necessária a utilização de ferramentas gerenciais, como fluxo de caixa, entre outros, que ousam converter e planejar os recursos disponíveis a partir da criação de cenários. Zdanowicz (1998), afirma que o “fluxo de caixa é o instrumento que permite demonstrar operações financeiras que são utilizadas pela empresa”, o que possibilita melhores análises e decisões quanto á aplicação dos recursos financeiros que a empresa dispõem. As formas de apresentação da DFC, Segundo o entendimento de Frezatti (1997), é difícil que exista apenas um único formato que possa atender a qualquer tipo de empresa. São duas as formas de apresentação da DFC. São os métodos Direto e Indireto. Vale destacar que quando se fala do método de apresentação, estamos nos referindo aparte relativa as atividades operacionais, já que as atividades de investimento e financiamento não há distinção em nenhum dos métodos. Campos Filho (1999) entende que é recomendado as empresas “relatar os fluxos de Caixa das atividades operacionais diretamente, mostrando as principais classes de recebimentos e pagamentos operacionais (método direto)”. Neste método as entradas e saídas operacionais são apresentadas diretamente, ou seja, primeiro as entradas, em seguida as saídas. O Método Direto também é conhecido como a “abordagem das contas em T”. Por esse método, a DFC é composta por quatro grandes grupos: Disponibilidades, Atividades Operacionais, Atividades de Investimentos e Atividades de Financiamentos. A DFC, quando elaborada pelo Método Indireto, é indicada por Silva, Santos e Ogawa (1993), como mais semelhante a DOAR, por tanto de difícil compreensão para aqueles que não entendem a DOAR. Entretanto, quando a DFC é

como bancos. O fluxo de caixa é uma ferramenta de tomada de decisão resultante do planejamento e do orçamento. Pode ser manipulável como qualquer outra demonstração e por fim apresenta volume de informação menor do que a DOAR. vez que propicia um planejamento adequado pela empresa em relação ao seu caixa evitando assim excessos ou escassez de recursos. Logo pode-se dizer que a Demonstração de Fluxo de Caixa. A DFC propicia informações concretas. A DOAR possui algumas características em comum com a Demonstração de Fluxos de Caixa. Suas desvantagens são: Não existe consenso sobre qual método utilizar. se houve ou haverá dinheiro. Martins e Gelbcke (2003). O Método Indireto. baseado em cenários econômicos-financeiros definido no ambiente no qual a empresa está inserida. portanto. e por isso também é chamado de Método da Reconciliação”. necessário para o curto prazo e por fim é necessário para prever problemas de insolvência e. o caixa e os dividendos futuros. avaliar os riscos.elaborada pelo Método Direto é de mais fácil compreensão para aqueles que não compreendem a DOAR. “ faz uma conciliação entre o lucro líquido e o caixa gerado pelas operações. visto que é feita diretamente. critico em qualquer empresa. com entradas e saídas no caixa. termino dizendo que a utilização da DFC é uma tendência mundial e o Brasil ao passar a utilizar essa demonstração demonstra que está se adaptando conforme a tendência das Normas Internacionais de Contabilidade. credores etc. A demonstração do fluxo de caixa tem suas vantagens e desvantagens. conforme Iudicíbus. Enquanto a DFC reflete o movimento ocorrido nos recursos e aplicações permanentes ou de longo prazo. e que tal uniformidade facilitará o entendimento e a elaboração das demonstrações. Utiliza um conceito mais concreto. quanto se deve tomar de empréstimos. é também de grande importância aos usuários externos. além de auxiliar os usuários internos. É neste cenário que se destaca o poder informacional da DFC. suas vantagens são: Oferece maior possibilidade de entendimento por visualizar melhor o fluxo dos recursos financeiros. fornecedores. . Já a DOAR é mais analítica e mostra a posição financeira e suas tendências futuras. pois permite maior controle preditivo quanto a sua capacidade de cumprir com suas obrigações financeiras.