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EDITORIAL
Andrea Ruzzi Pereira, Alessandra Cavalcanti de A. Souza e Paulo Estevão Pereira
E-mail: mostratcc@to.uftm.edu.br

O ano de 2010 se encerra para o Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro com a graduação da II Turma. Vinte alunas conosco comemoram as conquistas efetivadas em quatro anos de ensino, extensão e pesquisa. A trajetória acadêmico-científica empreendida pelas formandas da II Turma do Curso de Terapia Ocupacional da UFTM ao longo dos quatro anos de formação culmina com a apresentação dos Trabalhos de Conclusão de Curso que ora apresentamos com muito orgulho. As 20 produções técnico-científicas que compõem esta II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM são advindas de pesquisas de campo e revisões bibliográficas nas áreas de promoção/prevenção e de reabilitação/recuperação nos diferentes estágios do ciclo vital que na atualidade compõem as tendências de formação do Curso que vêm proporcionando ao corpo discente reflexões e questionamentos que proporcionam crescimento e uma formação generalista, humanista, crítica e reflexiva. Coordenadas pelas professoras do Curso de Terapia Ocupacional; as produções acadêmicas brilham pela excelência e apresentam o percurso de um alunopesquisador que trilhou os caminhos da investigação científica e buscou respostas às suas questões vinculadas aos saberes de um pesquisador. Assim, os trabalhos aqui apresentados são frutos das inquietudes das formandas, das suas experiências acadêmicas atreladas ao conhecimento produzido e da pluralidade da própria terapêutica ocupacional. Neste contexto, estes estudos representam contribuições importantes para o enriquecimento técnico-científico da profissão e para o desenvolvimento do Curso na comunidade acadêmica, pois são parte das habilidades e competências desenvolvidas ao longo da formação na Universidade. Nesta edição, inicia-se a editoração das apresentações da modalidade pôster. O evento incentiva a exposição de outros trabalhos desenvolvidos em momentos diferentes da formação do corpo discente, ampliando a participação científica para os demais alunos que compõem o Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. O convite é extensivo a todos e se foca em uma produção de conhecimento constante e marcada pelo envolvimento de todos que fazem a história do Curso de Terapia Ocupacional nesta Universidade, professores e alunos ingressos e egressos. O resultado apresentado nessa II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM vem mostrar que dedicação e afinco determinam superação de toda dificuldade e percalço encontrados ao longo da formação acadêmica e resultam em sucesso, aprendizado e formação de sinceros laços de amizade. Parabéns às professoras que orientaram a realização desses trabalhos e às formandas da II Turma do Curso de Terapia Ocupacional da UFTM! Vocês merecem todos os aplausos e reconhecimento desse dia!

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MODIFICAÇÕES PSICOSSOCIAIS NO CONTEXTO FAMILIAR APÓS A DESINSTITUCIONALIZAÇÃO DO SUJEITO COM ALTERAÇÕES MENTAIS
Aline Aparecida Costa. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM; Erika Renata Trevisan, Ma. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Unidade Centro Educacional (CE). Curso de Terapia Ocupacional. Av. Getúlio Guaritá, s/n. 3º Piso. Uberaba/MG. CEP: 38025-440. E-mail: alineaccosta@gmail.com

Palavras Chaves: Transtornos mentais. Relações familiares. Desinstitucionalização.

A institucionalização do sujeito com alterações mentais, nos hospitais gerais, foi uma estratégia elaborada para retirar dos olhos da sociedade aqueles que não seguiam os padrões sociais de comportamento. Porém, a institucionalização não tinha funções de tratamento, apenas com o advento da Revolução Francesa que a Psiquiatria tornou-se a ciência responsável para tratar dos sujeitos com alterações mentais. Neste âmbito, surgiu o Tratamento moral, proposto por Philipe Pinel, no século XVIII, na tentativa de humanizar o tratamento psiquiátrico através da quebra de grilhões e do trabalho laboral (SOUZA e MIRANDA, 2007). Porém, este não produzia os resultados esperados e caiu em desuso, mas este modelo incitou o surgimento de outros, que também não atenderam as necessidades da população alvo (MÂNGIA e NICÁCIO, 2001). Dessa forma, sob influência de movimentos sociais como a Declaração de Caracas, a Reforma Sanitarista, o Movimento dos Trabalhadores de Saúde Mental iniciou-se o movimento de Reforma Psiquiátrica. Também, a Desinstitucionalização e outras mudanças na saúde mental buscavam concretizar uma nova perspectiva em relação ao sujeito com alterações mentais e às profissões ligadas a esta área, ao propor novas formas de cuidado. Concomitante a estes movimentos, a Reabilitação Psicossocial, proposta por Saraceno, e a Desinstitucionalização fundamentam suas práticas na inclusão social e no retorno do sujeito com alterações mentais para família e comunidade. Visam dar condições necessárias para que possam exercer suas potencialidades e capacidades com autonomia (VIZEU, 2005). Neste sentido, Saraceno (2001) propõe a construção da cidadania, a restituição da contratualidade do sujeito nos aspectos da rede social, do habitat e do trabalho com valor social. Estes são os eixos norteadores do processo de Reabilitação Psicossocial, que tem como finalidade ampliar os espaços de negociação e possibilitar as trocas sociais, materiais e afetivas. Então, as mudanças ocorridas na saúde mental colocaram os sujeitos com alterações mentais e seus familiares como protagonistas da atenção de um processo, que busca inovar as formas de tratamento, buscando atender esta população pautados no acolhimento, escuta, construção de vínculos, na ética e no cuidado (MORENO, 2009).Porém, Sadigursky e Tavares (1998) apontam que os familiares sofreram algumas alterações em seu contexto e justificam que a Reforma Psiquiátrica não está proporcionando adequadamente o suporte da rede de apoio, bem como, os princípios da Reabilitação Psicossocial não tem se efetivado. Dessa forma, algumas famílias, principalmente as pertencentes às classes sociais mais baixas, tem preferido a institucionalização do seu membro com alterações mentais. Após essas mudanças, a volta do sujeito para o lar e para a sociedade, de acordo com os preceitos da reforma e da inclusão social, trazem a indagação de como as famílias do sujeito com alterações mentais interpretam essa nova situação (MACIEL et al, 2009). Objetivos: Conhecer o contexto familiar após a Desinstitucionalização de um membro com alterações mentais e compreender como a Reabilitação Psicossocial tem se articulado
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34 neste processo. Metodologia: A metodologia da pesquisa utilizada foi qualitativa com análise temática. A coleta de dados se deu através de entrevistas semi-estruturadas, gravadas em mídia eletrônica, transcritas na integra pela autora e realizada na casa de cinco familiares de sujeitos com alterações mentais atendidos no CAPS de um município do estado de Minas Gerais. A partir análise temática foram formados temas mais abrangentes: histórico da alteração mental, a Reabilitação Psicossocial enfocando as trocas afetivas, materiais e sociais, e ainda as redes de apoio social. Resultados: No histórico da alteração mental percebe-se que as primeiras crises, estão correlacionadas com as primeiras internações. Foucault (1978) aponta que a internação é o momento em que a sociedade delimita o sujeito com alterações mentais como incapaz para o trabalho, para conviver na sociedade e se integrar a um grupo. Com a Desinstitucionalização este leva para seu cotidiano as características massificadoras e normatizadoras das instituições totais, mantendo sua conduta ainda nos parâmetros da condição de hospitalização. Isto ocasiona dificuldades relacionais na sociedade, na família e na afetividade, visto que, a maioria dos familiares não sabe como lidar com as características do sujeito com alterações mentais geradas pelo tempo de internação. Quanto às trocas materiais não houve alterações, visto que todos os sujeitos desinstitucionalizados recebem auxilio doença ou aposentadoria, porém não possuem trabalho com valor social, além disso, não houve modificações no papel ocupacional da maioria dos familiares dos sujeitos com alterações mentais. Nas trocas afetivas ficou evidente a permanência das características massificantes da institucionalização causando sobrecarga em alguns aspectos nos familiares, como a falta de iniciativa no auxílio para o auto cuidado e realização dos serviços domésticos. Também, evidenciaram-se limitações nas relações sociais dos sujeitos, por parte da maioria dos familiares, que devido à internalização na lógica de lidar e tratar a loucura, reproduzem processos estigmatizantes que (re) afirmam a sua exclusão. A família busca a normalização dos sintomas, esperando do sujeito um comportamento semelhante ao preconizado pela sociedade. Na rede de apoio social, os familiares apontaram o CAPS como à única referência da rede de suporte social, o que não corresponde aos princípios propostos pela Reabilitação Psicossocial. A Reforma Psiquiátrica vista sob a ótica dos familiares apontou que os familiares passaram a apoiar a Desinstitucionalização e a reinserção do seu membro com alterações mentais no contexto familiar. Conclusão: Dessa forma, os familiares não têm recebido o apoio proposto pela Reforma Psiquiátrica no processo de Desinstitucionalização, bem como, não foi criada uma rede de suporte social que supra às necessidades das famílias e dos usuários dos serviços de saúde mental, sendo o CAPS a única referência. Porém, os familiares mudaram sua visão a respeito da Desinstitucionalização e das novas formas de tratamento, visto que agora aprovam o processo de desospitalização e se colocam a disposição para participar do tratamento do sujeito com alterações mentais. Assim, vê-se a necessidade da construção e ampliação da rede social onde os sujeitos podem estabelecer trocas afetivas, materiais e sociais é fundamental no processo de Desinstitucionalização. Essa rede deve ser estabelecida com a comunidade local; com a rede de saúde do SUS; com as secretarias de educação, cultura e desenvolvimento social, entre outras; com as famílias e com os recursos sociais.

REFERÊNCIAS FOUCAULT, M. História da loucura. São Paulo: Editora Perspectiva, 1978. MÂNGIA, E.F.; NICÁCIO, F. Terapia Ocupacional em Saúde Mental: Tendências Principais e Desafios Contemporâneos. In: DE CARLO, M. M. R. P.; BARTALOTTI, C. C. Terapia Ocupacional no Brasil - Fundamentos e Perspectivas, 1ªed. São Paulo: Plexus Editora, 2001.

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35 MACIEL, S. C., BARROS, D. R., SILVA, A. O. CAMINO, L. Reforma psiquiátrica e inclusão social: um estudo com familiares de doentes mentais. Psicol. cienc. prof. v.29/3, p.436-447, set. 2009. MORENO, V. Familiares de portadores de transtorno mental: vivenciando o cuidado em um centro de atenção psicossocial. Rev. esc. enferm. Univ. São Paulo,V.43/3, p. 566-572, set. 2009. SADIGURSKY, D.; TAVARES, J.L. Algumas Considerações Sobre o Processo de Desinstitucionalização. Revista Latino Americana de Enfermagem, v. 6, n. 2, p. 23-27, 1998. SARACENO B. Libertando identidades: da reabilitação psicossocial à cidadania possível. 2ª. ed. São Paulo: TeCorá; 2001. SOUZA, G.B.; MIRANDA, C.A.C. “O Asilamento Científico”: A Institucionalização Dos Hospícios e o Processo De Exclusão Social. COLÓQUIO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO, 1º, 2007, Pernambuco. Anais Eletrônicos. Recife: UFPe, 2007. Disponível em: http://www.pgh.ufrpe.br/brasilportugal/anais/12c/Gabrielle%20Barbosa%20de%20Sous a.pdf. Acesso em 10 de outubro de 2010. VIZEU, F. A Instituição Psiquiátrica Moderna sob a Perspectiva Organizacional. Hist. e Ciênc. Saúde-Manguinhos. Rio de Janeiro, v. 12/1, p. 33-49. 2005.

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apontam-se uma maior vulnerabilidade dos homens ao risco de infecções por DST e gravidez não planejada. informações sobre a AIDS predominaram. com achados semelhantes aos de Camargo e Ferrari (2009). Drª. Na categoria “O Corpo” foram abordados os corpos masculino e feminino e as percepções a eles relacionadas na vivência da sexualidade. Daniela Tavares Gontijo. havendo uma dualidade entre concepções hegemônicas da sociedade (TRAVÉRSO-YEPES e PINHEIRO. conforme a sua natureza por estatística descritiva e adaptação da técnica de análise de conteúdo temática proposta por Gomes (2007).UFTM. na qual participaram 7 adolescentes. idenfica-se uma ruptura com concepções errôneas. 01. De uma forma geral. foram abordadas questões relacionadas ao o que é ser homem. observação participante e grupo focal. Uberaba/MG. Os dados. suscitaram discussões relacionadas ao aborto e suas dimensões. discutiu-se sobre a banalização da epidemia da doença. 2005) e a discussão da igualdade de papéis. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . Os dados provenientes das transcrições e diários de campo foram categorizados em seis categorias temáticas. Promoção da Saúde. os adolescentes apontam possíveis mudanças relacionadas à ocorrência de uma gravidez nesta fase da vida. Rodrigues e Medrado (2005) e a discussão da necessidade de ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. os dados apontaram mudanças significantes no nível de conhecimento antes e após as intervenções. coletados através de questionário. Saúde Sexual e Reprodutiva. 2010). Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. Endereço para correspondência: NEPVIAS-UFTM. o papel do pai nos cuidados com os filhos e o que é ser mulher e seus papéis sociais. curiosidades sobre a camisinha feminina semelhante ao estudo de Carvalho. nas quais a vivência da sexualidade pode adquirir caráter de centralidade.edu.36 "NA BRINCADEIRA A GENTE FOI APRENDENDO": PROMOÇÃO DE SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA DIRECIONADA A ADOLESCENTES DO SEXO MASCULINO. E-mail: nina_bechara@yahoo. Pesquisa qualiquantitativa. Guilherme Ferreira. gravidez e sexualidade de um grupo de jovens do sexo masculino antes e após um projeto de promoção de saúde sexual e reprodutiva e descrever e avaliar as estratégias utilizadas durante as intervenções. em virtude da não adoção de práticas preventivas. CEP: 38022-040. além de citação de outros métodos e aumento de menção àqueles que foram citados anteriormente.32-89. houve um aumento no leque de citações de DST após a intervenção.br E-mail: nepvias@to. 3º andar Centro. 2010 . Além disso. bem como sobre as estatísticas relacionadas a AIDS no Brasil no que se refere à população juvenil (BRASIL. caracterizada como Estudo de Caso. p. Na categoria “Gravidez”. evidenciou-se dúvidas sobre a utilização da camisinha.uftm. foram analisados. Além disso. Ainda. Em relação aos métodos contraceptivos citados. nº02. gravação em meio digital das intervenções.com. Na categoria “Sexualidade Segura”. vol. Av. No que se refere a análise das respostas dadas pelos adolescentes nos questionários. embora concepções incorretas e incompletas sobre a doença permeassem as discussões.UFTM). Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Vulnerabilidade e Saúde na Infância e Adolescência (NEPVIAS .br Palavras Chaves: Adolescência. Na categoria “Gênero e Sexualidade”. Na categoria “DST”. bem como de onde receberiam o suporte social para o enfrentamento da nova realidade. 350. Este estudo tem como objetivos descrever e analisar o conhecimento sobre DST/AIDS. de acordo com Portugal (2003). Aline Maria Dantas Bechara. A adolescência se caracteriza por um período de intensas transformações.

377-84. FERRARI. p. n 3. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Ainda. R.S. Adolescentes: conhecimentos sobre sexualidade antes e após a participação em oficinas de prevenção. 937-46. M. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. Oficinas em sexualidade humana com adolescentes. Tese (Doutorado) Escola de Saúde Pública – Fundação Oswaldo Cruz. v.32-89. a categoria apresenta a reflexividade estimulada durante o projeto. CARVALHO. Fem.P. v. 213 f. PINHEIRO. p.S. V. v..79-108. DESLANDES.L. Preservativo Masculino e Feminino: Novas e Velhas Negociações.MS. C. uma vez que se sabe que embora as mudanças no nível de conhecimento dos sujeitos sobre a temática sejam significativas. além de relatar a necessidade da construção do vínculo com a coordenadora para os questionamentos dos sujeitos. 2009.. jan/abr. Em relação a “Avaliação do Projeto”. Além disso.br/pagina/aids-no-brasil. no que se refere à autoavaliação dos adolescentes sobre sua participação. n.. M. MEDRADO. 01./dez. 2010 .. os sujeitos apontaram que a utilização de jogos promoveu maior envolvimento dos mesmos na construção e transformação do conhecimento. C. PORTUGAL.aids. Pesquisa social: teoria. 10. Disponível em http://www. In: MINAYO. p.A. Est. elas não garantem que vão permanecer em longo prazo. p. método e criatividade. GOMES. R. RODRIGUES. Ciên. Saúde Col. Est. Rio de Janeiro. F. vol. 2005.M. 2007. 2003. GOMES. bem como os benefícios de se estabelecer uma parceria com as escolas. 14. R. o estudo aponta para a importância de ações intersetoriais de promoção de saúde. Acesso em 20/11/2010.A.37 abordagem da sexualidade duplamente segura. S. este estudo evidencia a importância de ações sob uma perspectiva de gênero. Além disso.I.A. A. Psicol. 13. 25ª Ed. 2003. Petrópolis: Editora Vozes. TRAVERSO-YÉPES. M.gov. n. 3. uma vez que possibilita a abordagem das especificidades do ser homem colaborando para a adoção de práticas sexuais e reprodutivas seguras. E.. Ainda. nº02. bem como a necessidade de adequar o tempo das intervenções para proporcionar maior aprofundamento das discussões. S. nesta categoria foram discutidas questões referentes à necessidade de se adequar a linguagem utilizada durante o projeto de acordo com o vocabulário dos participantes. p. é apontada a necessidade da realização de pesquisas longitudinais. 2005. AIDS no Brasil. set. Socialização de gênero e Adolescência.S. 1. Análise e Interpretação de dados de pesquisa qualitativa. K. 147-162. De uma forma geral. REFERÊNCIAS CAMARGO.A.

Foram encontrados 21 artigos publicados nos últimos cinco anos. Uberaba/MG. 2010 . que tendem a temer o julgamento social de seus comportamentos maternos. p. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. Getúlio Guaritá. As puérperas vêm sendo atendidas por equipes dos programas saúde da família em âmbito residencial. Heloísa Cristina Figueiredo Frizzo. Psicologia. Terapia Ocupacional A depressão pós-parto é um sofrimento psíquico instalado no puerpério entre a quarta e oitava semana. bem como em consultórios. Discussão: O período de publicação corresponde ao de elaboração e implementação da política nacional de atenção integral a saúde da mulher. sendo os artigos envolvidos no estudo publicados no período compreendido entre 2005 e agosto de 2010 nas bases de dados LILACS. Metodologia: O presente estudo apresenta revisão qualitativa da literatura nacional sobre a temática. É uma psicopatologia de etiologia multifatorial que acarreta prejuízos na díade mãe-bebê. As etiologias são associação orgânicas e contextuais tendo como tratamento a associação das terapêuticas farmacológicas e não-farmacológicas. autores. diante deste fato se faz necessário o atendimento multidisciplinar em saúde mental à puerperal. E-mail: karol_simoes@hotmail. Objetivos: Tal estudo tem como objetivo avaliar as produções científicas a cerca da depressão pós-parto no Brasil e identificar a sistematização das terapêuticas utilizadas. através do descritor depressão pós-parto que foram analisados em pré. Este último que por sua vez depende dos cuidados advindos da mãe para seu desenvolvimento. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. SCIELO e BVS. tipo de estudo. Estes artigos foram publicados em 17 revistas indexadas. Curso de Terapia Ocupacional. Ë possível identificar os fatores de risco para o desenvolvimento da depressão pós-parto e a terapêuticas farmacológicas e não farmacológicas da dinâmica de atendimento às puerpérias.32-89. de caráter multidisciplinar relacionadas especialmente à saúde mental. 01. visando o fortalecimento psíquico para o enfrentamento do processo de adoecimento. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . Filosofia e Enfermagem. Av.38 A COMPREENSÃO DA DEPRESSÃO PÓS-PARTO E SUAS TERAPÊUTICAS NO CENÁRIO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA NACIONAL Ana Carolina Simões.categorias sendo estas: identificação do artigo. Também foi observado estudos sobre as representações sociais das puérperas acerca da depressão pós-parto. nº02. Puerpério. este período corresponde do momento pós-parto até o primeiro ano de vida do infante. ano de publicação do artigo. dentre estes 9 são de revisão de literatura e 12 são estudos de campo. vol. CEP: 38025-440. metodologia de pesquisa e discussão dos resultados. s/n. clínicas e serviços especializado. sendo marcado por mudanças fisiológicas do corpo feminino e alteração de papéis e funções assim como os cuidados com o bebê. Ma. campo de conhecimento científico. 3º Piso.UFTM. É possível observar também a correlação entre depressão pós-parto e o desenvolvimento infantil. fonte de publicação. sendo necessário a articulação dos atores da rede social da puérpera para seu fortalecimento psíquico afim do enfrentamento de situações adversas do período ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. Unidade Centro Educacional (CE).com Palavras Chaves: Depressão Pós-Parto. em atendimentos individuais e grupais por equipes multidisciplinares que visam amenizar os impactos da depressão pós-parto no cotidiano destas mulheres. Equipes estas que realizam o acompanhamento e tratamento até a alta. Resultados: Os 21 artigos são produções científicas das áreas do conhecimento Medicina. Conclusão: A depressão pós-parto acarreta alterações corporais e emocionais comprometendo as atividades de participação social e auto cuidado das mães consigo e com o bebê.

São Paulo: Atlas. 221-231. Julho-Agosto 2004. S. 19.MA. 2000. SHERMAN. São Paulo: Atlas S. levando em consideração não somente as estruturas e funções do corpo requeridas assim como os contextos em que o cliente esta inserido.v.KR. Rio de Janeiro.403-411. Psicologia: Rev. Reflex. 01. Representações sociais.CA. 4755. n.GB. v.. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. sendo necessário o acompanhamento terapêutico multidisciplinar integral. p. jan. Rev Pediatria Moderna. Rede Social de Apoio Durante Transições Familiares Decorrentes do Nascimento de Filhos. MOSCOVICI. 10.EB. 1. BRAZ. SCHIMIDT. DESSEN. V. nº 4. OSIS.DDS. trabalho. p. n. 3ª ed.32-89.EHM. PICININI. PARPINELLI. AC.AR: O Mito da Mãe Exclusiva e seu Impacto na Depressão Pós-Parto. MC: Depressão pós-parto: fatores de risco e repercussões no desenvolvimento infantil. São Paulo. set-out.L. Estudo de psicologia. 10. Assim sendo podemos afirmar então que a depressão pós parto é uma doença que afeta a capacidade e a funcionalidade da mulher e de seus familiares. 3ª ed. Bragança paulista (SP) v. lazer e participação social. 16 n. 1. EM. p. Saúde Pública. n. p. 3ª ed. jan. 8.2003 SPITZ. Como elaborar projetos de pesquisa. Maringá (PR).3. IACONELLI. FRIZZO. 61-68.NM. Rev. O papel das relações mãe-filho no desenvolvimento do bebê In: O primeiro ano de vida. Ciênc./abr. Crit. v. Vínculos iniciais e desenvolvimento infantil:abordagem teórica em situação de nascimento de risco. vol.São Paulo. MA.CA Interação mãe-bebê em contexto de depressão materna: aspectos teóricos e empírico. 2. Psico-USF. 9. n. 1996. O impacto da depressão pós-parto para a interação mãe-bebê. 2003. 1996.MA. ARRAIAS. 21(5):1316-1327.2004. Teoria e Pesquisa. Dentre os profissionais envolvidos nesta assistência o terapeuta ocupacional e imprescindível. v. LAKATOS.n. Técnicas de Pesquisa. p. 2010 .RA.OM. psicose pós-parto e tristeza materna. Maringá (PR). 3./jun. nº02. Porto Alegre (RS). 2004 GIL. São Paulo: Martins Fontes. as atividades instrumentais de vida diária.MJD Evidências sobre o suporte durante o trabalho de parto/parto: uma revisão da literatura. REFERÊNCIAS AZEVEDO. PICCOLOTO. saúde coletiva.2.P. pois este profissional tem como princípio de sua atuação. Petrópolis: Editora Vozes.39 puerperal.A.269-76 2006 BRUGGEMANN. 2005 SCHEWENGHER. São Paulo v. p123-147. MARCONI. educação. Psicologia em Estudo. PICCININI. 2005 BRUM. MULLER. Psicologia: Psicol. Junho 2004 .MP. o engajamento do cliente nas áreas denominadas área de desempenho ocupacional que abrangem as atividades de vida diária.V Depressão pós-parto. 41.

Averiguou-se que 3 (18%) das portas dos banheiros não exibe largura recomendada pela NBR 9050:2004. É possível inferir que. Para tal. devido ao não cumprimento completo da NBR 9050:2004 dos tópicos mencionados. proporcionando a equiparação de oportunidades. 6 (24%) banheiros possuem barras lateral e de fundo.UFTM). Nesse sentido. 3 (18%) o segundo e 1 (4%) o terceiro de acordo com a NBR 9050:2004. Por outro lado. respaldada pela NBR 9050:2004. é o desafio imposto para promover o pleno desempenho funcional. foram realizadas observação direta.5%. Uberaba/MG.uftm. a pesquisa foi pautada na abordagem quantitativa. o interesse de identificar escola(s) de Educação Infantil e Ensino Fundamental de uma cidade do Triângulo Mineiro. Ma.edu. Valéria Sousa de Andrade.32-89. s/n. 01. a acessibilidade. UFTM. é possível que estes sejam construídos ou modificados de acordo com a NBR 9050:2004 e/ou que sejam utilizados equipamentos de auto-ajuda. Unidade Centro Educacional (CE). bem como manobras de até 360º com segurança e autonomia. Porém. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM.40 REFLEXÕES SOBRE A ACESSIBILIDADE DE BANHEIROS DE ESCOLAS PÚBLICAS EM CIDADE DO TRIÂNGULO MINEIRO. 7 (28%) apresentam maçaneta acessível. Esta pesquisa tem. Curso de Terapia Ocupacional.5 milhões de pessoas com deficiência. 2000). vol. 3º Piso. No que se refere à instalação de bacias sanitárias. Para o pleno acesso dos sujeitos aos espaços. mencionaram que elas possuíam banheiros acessíveis. as crianças e os adolescentes com dificuldade de locomoção poderão encontrar dificuldades de movimentação para transferência lateral. Estruturas de Acesso. MG que possui(em) criança(s) com deficiência física. verificar e relatar o(s) equipamento(s) de autoajuda observados naquele(s) espaço(s). constatou-se que 2 (12%) banheiros apresentam o primeiro item. perpendicular e diagonal. CEP: 38025-440. MG Ana Paula Pires Goes. realizado em 15 escolas que possuíam matriculadas crianças deficientes. dentre as 15 escolas visitadas. analisar as condições de acesso nos banheiros. A partir da mensuração das papeleiras notou-se que apenas uma (6%) escola segue as regras estabelecidas pela NBR 9050:2004 e em relação ao ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP (2009). observou-se que apenas uma delas apresentava banheiro construído com respaldo da NBR 9050:2004. mensuração das condições de acesso e verificação da existência de equipamentos de auto-ajuda. Provavelmente. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . Ainda. o número percentual de deficientes físicos matriculados em escolas públicas e privadas no país é de 5. Getúlio Guaritá. Constatou-se que 25 crianças e adolescentes com deficiência física estão matriculados nas escolas municipais de cidade do Triângulo Mineiro. 2010 . de caráter descritivo e transversal. portanto. nº02. dos indivíduos com mobilidade reduzida. Oito diretores.br Palavras Chaves: Equipamentos de auto-ajuda. Dessa forma. áreas de transferência e sóculo. p. No entanto. Av. bem como apenas 1 (4%) banheiro possui puxador horizontal e 1 (4%) apresenta o revestimento contra impactos.com E-mail: lita@to. MG. E-mail: ana_paula_goes@hotmail. com segurança e autonomia. representando 27% das deficiências físicas (IBGE. Pesquisadora do Laboratório Integrado de Tecnologia Assistiva (LITA . Pessoas com Deficiência. o não cumprimento da norma com respeito a estes itens dificultará ou mesmo impossibilitará que os alunos usuários de cadeira de rodas ou com dificuldade de locomoção tenham acesso ao banheiro. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Estima-se que no Brasil haja 26.UFTM.

somente 1 (6%) banheiro possui os acessórios para sanitário se mostra dentro da faixa de alcance confortável. 2007. vol. sugere-se a realização de estudos que fomentem sobre quais profissionais que realizaram as construções e/ou adaptações.32-89. Acessibilidade a Edificações. nº02.A. 5 ed. especificamente no banheiro. 2ª ed. 105p. Por conseguinte. o que leva a concluir a necessidade do desenvolvimento de pesquisas neste local. 420-426. de acordo com Cooper et al. Além disto. CAVALCANTI... portanto. o que limita sua independência no uso daquele contexto. comunidade e local de trabalho. Isto é corroborado por Cavalcanti e Galvão (2007) quando afirmam que a falta de acesso no ambiente pode limitar ou até mesmo eliminar a independência e o direito de ir e vir dos indivíduos nos espaços. É possível. GALVÃO. uma vez que exibirá limitação em alcançar aqueles utensílios. Ainda. Enfatiza-se que há uma escassez de pesquisas voltadas para a acessibilidade no banheiro de escolas públicas de Educação Infantil e Ensino Fundamental em cidade do Triângulo Mineiro. Terapia Ocupacional para Disfunções Físicas. Finalmente. In: CAVALVANTI. somente em uma (4%) escola esses itens estavam presentes. torna-se fundamental a realização de pesquisas sobre este tópico que abranjam crianças e adolescentes com outros tipos de deficiência.Fundamentação & Prática. 2010 . Editora: Santos. em relação ao banheiro.Brasil Acessível -. Portanto. M. não foram observadas barra no lavatório. Verificou-se ainda que 5 (28%) lavatórios possuem a altura preconizada pela NBR 9050:2004. GALVÃO. et al. Adaptação ambiental e doméstica. Por outro lado. Rio de Janeiro: ABNT. que seja difícil a um usuário de cadeira de rodas realizar a higienização. Mobiliário. 2004. Espaços e Equipamentos Urbanos. pelas escolas municipais de uma cidade do Triângulo Mineiro. p. C. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan. observou-se a presença de colunas até o piso. In: TROMBLY. assim como aos preceitos do DU. verifica-se que há uma escassez ou ausência no cumprimento dessas vigências. 01. bem como o período que elas foram feitas. ou seja. B. o Programa Brasileiro de Acessibilidade Urbana . déficit que limitará sua utilização. que este estudo voltou-se apenas para crianças e adolescentes com disfunções físicas. que possuem crianças e adolescentes deficiências físicas. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. espelho e torneira acessível na maioria dos banheiros.41 acionamento da descarga. é possível concluir que a maioria das edificações dos banheiros das escolas municipais de Educação Infantil e de Ensino Fundamental de cidade do Triângulo Mineiro não atende de forma ideal às especificidades da norma legal em vigor. Ainda. Apesar de existirem políticas voltadas para a acessibilidade como NBR 9050:2004 que preconiza que as construções e adaptações dos banheiros garantam o acesso pleno aos alunos. e o decreto 6. (2005) o ambiente influência o desempenho de atividades nos espaços. RADOMSKI. Avaliando o contexto: acessibilidade do lar. REFERÊNCIAS ABNT NBR 9050:2004.A. No entanto. C. aquelas escolas não asseguram por completo o direito de ir e vir dos alunos que necessitem de ambientes acessíveis. 2 (12%) escolas possuem as medidas corretas. Terapia Ocupacional . A. Conclui-se que as crianças e adolescentes com algum tipo de deficiência física matriculados naquelas escolas não têm plenas condições de acesso aos banheiros. A. p.Com base nos resultados encontrados neste estudo..V.. o qual relata que a acessibilidade deve ser vista como parte de uma política de mobilidade urbana que promova a inclusão social e a efetivação da cidadania tanto das pessoas com deficiência quanto das pessoas com mobilidade reduzida. C. É provável que um número reduzido de crianças e adolescentes com deficiências físicas frequentam as escolas averiguadas neste estudo. 235-52. o que pode ser devido ao fato de aquelas construções não fornecerem plenas condições de acessibilidade. p. o que não permite uma aproximação frontal dos alunos usuários de cadeira de rodas.571 que dispõe sobre o atendimento educacional especializado. COOPER. 2005.

INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP).gov.htm>. p. nº02.br/home/>.ibge.br/default_portal. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. Censo demográfico 2000. Disponível em: <http://www.42 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE).inep. Acesso em: 21 set. 2010. vol. Acesso em: 21 set. Censo da educação básica 2009.gov. 01. 2010. Disponível em: <http://www. 2010 .32-89.

O brincar pode ocorrer em diversos contextos e receber influências diretas destes. Curso de Terapia Ocupacional. Devido a importância do brincar vários teóricos da terapia ocupacional criaram teorias para descrever esta atividade. Os dados foram dispostos em tabelas e categorizados em três grandes áreas: brincar na fase desenvolvimental anterior. pois a criança tem todas as suas rotinas desestruturadas. foi adicionada uma questão aberta relacionada ao brincar durante a hospitalização. Uberaba/MG. deveriam ser informados por elas como era o brincar da criança na fase desenvolvimental anterior e em outros contextos e descrito o brincar na fase de desenvolvimento atual. Metodologia: Esta pesquisa foi de caráter descritivo. irá oferecer o desenvolvimento de habilidades para outras experiências futuras. Atividade. p. ou seja. E-mail: andressa_lazaro@hotmail. definindo o brincar como um conjunto complexo de comportamentos caracterizado por um processo dinâmico que envolve atitudes e ações particulares (TAKATA. 01. motor. Lucieny Almohalha. apud REZENDE. há necessidade que tenham uma visão acurada para auxiliá-los neste período. O brincar é a principal área de desempenho ocupacional da criança e o meio pelo qual ela se desenvolve físico. sensorial. Percepção. Av. ações e contexto em distintas fases desenvolvimentais da criança. a visão das mães deveria ser focada no passado e no presente. De acordo com a análise qualitativa no brincar na fase desenvolvimental anterior foi possível observar que as respostas foram variadas. Os dados foram coletados através da entrevista semiestruturada Histórico Lúdico de Takata. Nancy Takata baseou sua teoria em outras préexistentes. Getúlio Guaritá. 3º Piso. O ambiente hospitalar é um local onde o brincar pode estar desfavorecido. 2008). suportar e estimular seu filho no processo de hospitalização. e quadros pós-cirurgicos). fratura. CEP: 38025-440. Em 1974. chamado Histórico Lúdico de Takata através do qual.32-89. vol. 1979. Unidade Centro Educacional (CE).UFTM. Objetivo: Levantar o histórico de atividades lúdicas por meio da visão de mães de crianças hospitalizadas e verificar como o processo de internação influenciou no brincar destas crianças. s/n. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . 2010 .com Palavras-chaves: Hospitalização. nº02. Acrescido ao instrumento. 1974.43 A VISÃO DAS MÃES EM RELAÇÃO ÀS HABILIDADES DE BRINCAR DE SEUS FILHOS DURANTE HOSPITALIZAÇÃO Andressa Regina de Lázaro. emocional e socialmente. As mães das crianças hospitalizadas vivenciam momentos de angústias e alterações comportamentais de seus filhos. e que houveram questões em que a mesma mãe descreveu ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. Para avaliar este brincar. Criança. pessoas. Segundo tal instrumento. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. que apresentaram diferentes motivos de internação (pneumonia. pais e cuidadores poderiam descrever como era o brincar de seus filhos com diferentes materiais. Sendo assim. sendo três meninos e três meninas. como a de Piaget (1962) e de Parten (1932). porém necessitam acolher. Ma. incluindo a de brincar e consequentemente terá seu desenvolvimento global afetado. Além disso. Takata. realizada com mães de crianças internadas há mais de sete dias na enfermaria pediátrica do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Mães. Resultados: A pesquisa contou com seis mães de crianças (idades entre 2 e 8 anos) hospitalizadas por mais de sete dias. Os dados quantitativos foram analisados por análise estatística de freqüência absoluta e os dados qualitativos pela técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin. brincar na fase desenvolvimental atual e brincar no hospital. desenvolveu um instrumento.

... 283-299 p. L. Belo Horizonte. 25-44p. O Brincar e a Intervenção da Terapia Ocupacional.G. como a faixa etária diferenciada implica em diferenças significativas entre o brincar dessas crianças. O brincar como mediador da relação pais e filhos no contexto ambulatorial e hospitalar: relato de uma experiência. e que haja profissionais que se preocupem com o impacto da hospitalização no brincar e no desenvolvimento global das crianças. 2008.F. CARVALHO. Cap. COELHO. 2006..D. 2005. GONÇALVES. A. Dilemas e Práticas. BRYZE.2./Abr. R.32-89. FAZIO. G.B. M. Contribuições das Narrativas ao Histórico Lúdico. M. A.11. REZENDE. vol. K. Foi perceptível. Psicologia em Estudo. Z. O Brincar no Processo de Humanização da Produção de Cuidados Pediátricos. as respostas colhidas mostraram uma grande variação entre as crianças e como o meio interferiu neste brincar. São Paulo: Santos. Maringá Jan. 01. In: DRUMMOND. L. há necessidade de se intervir com estas mães. que as mães percebem estas mudanças nos brincares de seus filhos e se preocuparam com essas alterações. foram perceptíveis as alterações no brincar. nº02. MITRE.. Conclusão: Conclui-se então.D. Humanização dos Cuidados em Saúde: Conceitos. A.C. S. para que recebam suporte necessário para poderem lidar com seus filhos hospitalizados. REFERÊNCIA REZENDE. Intervenções da Terapia Ocupacional. A.11 no.S. angustiadas.M. Rio de Janeiro: Fiocruz. Belo Horizonte: UFMG..F. A Recreação na Terapia Ocupacional. e chorosas.44 várias respostas.A. Anais do 8º Encontro de Extensão da Universidade Federal de Minas Gerais. Brincar em unidades de atendimento pediátrico: aplicações e perspectivas.A. BEGNIS.L. In: DESLANDES.B. 2008.B. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. J. no brincar da fase desenvolvimental atual.V. PARREIRA.V. 2010 . PINTO. In: PARHAN. Sendo assim. FERREIRA. no qual as crianças sejam estimuladas a desenvolver tal atividade mesmo estando hospitalizada. sendo que neste contexto as crianças se apresentam mais agressivas. também. F. p.M. 2002..1. e no brincar no hospital. impacientes. Vol. Cap. Existe ainda a necessidade da criação de espaços apropriados para o resgate do brincar.

Unidade Centro Educacional (CE). vol. CEP: 38025-440. e dessa forma haver a atuação de uma equipe multiprofissional.32-89. Getúlio Guaritá. Também foram utilizados dados arquivados no Serviço de Dados e Estatísticas. nº02. sendo os membros superiores os mais acometidos. da capacidade para o trabalho. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM.45 PERFIL DOS ACIDENTES DE TRABALHO ATENDIDOS EM UM HOSPITAL DE CLÍNICAS DO TRIÂNGULO MINEIRO NO ANO DE 2010 Fernanda da Rosa. frente a diminuição dos salários. Ma. Assim. que tem como principal objetivo favorecer a autonomia e independência do sujeito. entre outros. Estes sujeitos compõem uma população de adulto jovens. não considerando os riscos a que estão expostos ao promoverem este cuidado. na busca da participação efetiva na sociedade. e no Núcleo de Vigilância Epidemiológica. há a ruptura desses papéis com o acidente. que tem como foco de atuação o cuidado ao outro. Av. temporária ou permanente. o desamparo social dos trabalhadores. sendo que 62% tem idade entre 18 e 35 anos. comprometendo sua qualidade de vida. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . Curso de Terapia Ocupacional. a flexibilização dos contratos de trabalho. A maioria eram profissionais de saúde.UFTM. demonstrando pouca diferença em comparação com o sexo feminino. no Setor de Admissão e Alta. utilizando-se de roteiro semi-estruturado para coleta de dados de 69 situações de acidentes de trabalho. Gestão em Saúde. assim como investigar o perfil ocupacional dos indivíduos acometidos por estes acidentes no referido ano e suas conseqüentes alterações no desempenho e papéis ocupacionais. Uberaba/MG. retrospectiva. 3º Piso. Heloisa Cristina Figueiredo Frizzo. 58% dos trabalhadores são do sexo masculino. causando morte. O número de trabalhadores vulnerabilizados tem sido crescente. o despreparo dos mesmos para o desempenho de tarefas afins. aquele ocorrido pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. O acidente de trabalho pode gerar rupturas significativas nos modos de viver e trabalhar da pessoa. compreender as repercussões desta intercorrência é essencial para a sistematização de serviços de atenção ao trabalhador. havendo um aumento de papéis exercidos pela mesma. Objetivos: mapear as situações de acidentes de trabalho atendidos no ano de 2010 no Pronto Socorro de um Hospital de Clínicas do Triângulo Mineiro. portanto. destacando-se o papel do terapeuta ocupacional. 2010 . Metodologia:Trata-se de pesquisa quantitativa. evidenciando a dificuldade de sistematização dos dados e do serviço. evidenciando a inserção da mulher no mercado de trabalho. p. 01. resgatando ou transformando os papéis e as áreas do desempenho comprometidas pelo acidente de trabalho. fase em que estão sendo exercidos vários papéis sociais. portanto. Dentre os 69 registros pesquisados. E-mail: fernandamotter@hotmail. perda ou redução. Resultados: Houve uma diferença de até 43 registros de ocorrências de uma fonte de informação para a outra. o que acarreta em uma maior índice de acidentes de trabalho. A ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. O critério de inclusão de sujeitos para esta pesquisa foi ter registros de acidentes de trabalho atendidos no Pronto Socorro de um Hospital de Clínicas do Triângulo Mineiro no período de janeiro a agosto de 2010. Acidentes de Trabalho. alterando o desempenho e papéis ocupacionais por ela exercidos. com análise documental a prontuários. s/n. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Prevaleceram acidentes com objetos perfuro-cortantes. Sendo este. e constar em banco de dados no Departamento de Sistemas e Métodos. contribuindo assim para as condições de trabalho desfavoráveis.com Palavras Chaves: Saúde do Trabalhador.

Acidentes de trabalho e doença ocupacional: estudo sobre o conhecimento do trabalhador hospitalar dos riscos à saúde de seu trabalho.C. remuneração. assim como suas causas e conseqüências. Brasília: MPAS.enfermagem.L. São Paulo: Editora Gente. considerando-se dados inconsistentes aqueles em que haviam informações contraditórias em um mesmo registro. n. 2002. SETTIMI. p. v. 6. 36% ocorreu no terceiro trimestre. Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho : AEAT 2007. e os desatualizados aqueles com datas posteriores a um ano da data da consulta (setembro e outubro de 2010). entre outros. Rio de Janeiro.1. CGEA. Ribeirão Preto. numa visão reducionista biomédica. 20p. jan. M.L: Estrutura da Prática da Terapia Ocupacional: Domínio e Processo. SPS. o que evidencia a falta do trabalho multiprofissional ou o não registro dos atendimentos. sendo que só foi considerado os meses de julho e agosto. ed. como jornada diária. Gravidade e Custo dos Acidentes do Trabalho. Tradução: Cunha. 01. dados profissionais. As informações presentes nos prontuários dão ênfase à caracterização dos danos funcionais orgânicos do trabalhador. B. Dados estes de extrema relevância para a compreensão das condições de trabalho em que ocorreram os acidentes. J. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. BINDER. G.R. p.C. v. CASTRO. 2003. 86 f. 609633. pouco se atentando para aspectos psicossociais e organizacionais. situação conjugal. G.G. Dissertação (pós-graduação em Saúde Pública) . estavam escolaridade.P.M. Ranking das Atividades Econômicas Segundo a Freqüência. Patologia do Trabalho.32-89. Novembro/Dezembro. BRASIL. I. M. A. 4. bastante limitada para a compreensão da complexidade das relações homem-trabalho. tendo grande impacto quando esta não possui mais a mesma funcionalidade.B. 2002. atividades anteriores.H.latino-am. R.46 utilização das mãos tem grande relevância para a realização das atividades da vida diária. Rio de Janeiro: Editora Atheneu.C. Rev. 2008.T. O processo de socialização organizacional. Quanto ao período do acidente de trabalho. n. Foi constatado grande quantidade de dados inconsistentes. meio de locomoção para o trabalho. M. ÁVILA. As pessoas na organização. 2003. 718 p.. OLIVEIRA. 2002. Dentre os itens que se enquadravam nessas definições.AMERICAN OCCUPATIONAL THERAPY ASSOCIATION. 2001.V. Acidentes do Trabalho. MUROFUSE. Conclusão: A falta de registros de dados prejudica a compreensão da real situação de acidentes de trabalho. 56. SHINYASHIKI. GOMES. Brasília : MTE : MPS.Escola Nacional de Saúde Pública.T. In: MENDES. 2010 .L. M. desatualizados ou não registrados. ALMEIDA. N. 9. p. REFERÊNCIAS AOTA . 431456 p. vol. A produção Social do Infortúnio: Acidentes Incapacitantes na Produção Civil. prejudicando assim a elaboração e implementação de políticas de prevenção para trabalhadores. J.C. nº02.M. 1995. In: FLEURY. sendo que em todos tinham o parecer apenas do médico e/ou enfermeiro. Em apenas dois registros constavam a intervenção da assistência social. CARMO.S. e o mesmo se aplica para a fisioterapia. R. In: The American Journal of Occupational Therapy. 109-115. 306p. MAYRINK.

com Palavras-chaves: Transtorno Autístico. De acordo com Gilberg (2002) apud Fonseca et al. as crianças com autismo também apresentam características sensoriais diferenciadas. os transtornos autísticos tem sido concebidos como um transtorno invasivo do desenvolvimento com base biológica inata. A CID-10. CEP: 38025-440. Unidade Centro Educacional (CE).47 MAPEAMENTO DAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS SOBRE TRANSTORNOS AUTÍSTICOS EM PERIÓDICOS NACIONAIS DE SAÚDE E EDUCAÇÃO NO PERÍODO DE 2005-2009 Gabriela de Brito Ozório. pois assim realizará uma prática baseada em evidências científicas. Getúlio Guaritá. e padrões estereotipados e repetitivos de comportamentos. p. s/n. Segundo Lampreia e Lima (2008. Ma. sendo mais comum em meninos do que em meninas: para cada menina autista existem quatro meninos com a síndrome. entre outros fatores. KOGAN. o transtorno autístico é uma condição que dura para toda a vida. permite que se realize uma intervenção que visa favorecer na criança o surgimento de características normais do desenvolvimento típico. Objetivo: Mapear as produções científicas sobre transtornos autísticos em periódicos nacionais da área da saúde e educação no período de 2005 a 2009. Síndrome de Asperger. Lucieny Almohalha. MedLine e PubMed. levando alguns autores a incluírem a síndrome de Asperger no “autismo de alto desempenho” . al (2002. (Center for Desease Control. vol. demonstram que a prevalência já se caracteriza por 1/166 crianças. sendo que os indivíduos com esse transtorno dificilmente podem viver de forma independente. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. Para que profissionais engrandeçam suas práticas clínicas e ofereçam tratamentos de excelente qualidade é necessário. p. NICHD. O Center of Disease Control e o National Institute of Child Health Development. 3º Piso. relatam que na maioria dos casos. 2004. Scielo. II) idioma de publicação – artigos publicados na íntegra em língua portuguesa. estabelecem como critérios para os transtornos autistas o comprometimento em três áreas desenvolvimentais principais. Martins et. Av. Além dos sintomas da tríade. 2009).32-89.15). 2007. Quanto ao prognóstico. como sendo uma “síndrome presente desde o nascimento que se manifesta anteriormente aos 30 meses de idade”. III) ano de ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. 2010 . Uberaba/MG. interesses e atividades. como alterações qualitativas das interações sociais recíprocas. os indivíduos com síndrome de Asperger apresentam quadro semelhante ao transtorno autístico. E-mail: gabi_de_brito@hotmail.Os sintomas ocorrem nos primeiros anos de vida e o prognóstico poderá depender de quando se inicia o tratamento e da capacidade de adaptação social da criança.8) define autismo de acordo com a National Society for Autistic Children e Organização Mundial de Saúde (OMS). Gauderer (1997.45).p. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados LILACS. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. p. o DSM-IV e muitos autores. seguindo como critérios de inclusão: I) veículo de publicação – optou-se por periódicos indexados. 01. a obtenção do diagnóstico precocemente. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . Curso de Terapia Ocupacional. ter acesso a diversas publicações científicas da área.UFTM. Terapia Ocupacional. desordens das modalidades de comunicação. Os autores consideram que apesar da etiologia ainda ser desconhecida. necessitando da família ou dos cuidados de uma instituição. BLUMBERG e SCHIEVE. porém com a inteligência preservada. nº02. uma vez que são órgãos de maior divulgação e de fácil acesso para os pesquisadores.

De acordo com Matsukura (2005) várias formas de intervenção terapêuticas ocupacionais têm sido utilizadas no tratamento de autismo.php? ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. o tratamento destes transtornos é complexo. O maior número de publicação foi por fonoaudiólogos. centrando-se em uma abordagem medicamentosa destinada ao manejo clínico dos sintomas. A maioria era revisão bibliográfica. Foram analisados 120 artigos: 8 sobre síndrome de Asperger. Disponível em: http://www. Para a psiquiatria. Psiquiatr. REFERÊNCIAS ASSUMPÇÃO JR. que podem impedir que os pacientes se adequem a programas de estimulação/tratamento e educacionais. realizouse uma busca utilizando-se dos mesmos critérios de inclusão citados anteriormente. descritor. se destaca a importância da realização de outras pesquisas e publicações de experiências por parte especialmente de terapeutas ocupacionais. Através deste estudo de revisão. foram encontrados apenas 2 artigos. atuando de forma a proporcionar maior independência a essas crianças na sua comunicação. objetivando averiguar a resposta deste sujeito a determinada avaliação ou intervenção. sendo que há uma variedade de profissionais que pesquisam e escrevem sobre o tema. Observou-se que 67 foram pesquisas qualitativas. 6 quantitativas e 48 quali-quanti. na LILACS 119. e interpretação dos dados (a partir das sínteses foi realizada a análise quantitativa dos dados apresentados na categorização e tabelamento). psicólogos e psiquiatras. com diferentes orientações teóricas e utilizando-se de diferentes técnicas. o que poderá proporcionar melhor prognóstico a essa criança. A partir da busca realizada em periódicos indexados e a obtenção dos resultados. foi possível observar que muitas publicações existiram sobre os transtornos autísticos. Rev. Os sujeitos das pesquisas foram em maior número crianças diagnosticadas com transtornos autísticos.32-89. uma vez que este profissional pouco publicou neste período estudado. ano. 44 sobre transtorno autístico e 68 sobre autismo. De acordo com Bara et al (2001) apud Cardoso (2006). mas que potenciam e determinam o crescimento e organização biopsicossocial equilibrada e normal no ser humano. observou-se carência de publicações referentes a terapia ocupacional e transtornos autísticos. o profissional da fonoaudiologia é de grande importância no tratamento deste transtorno desenvolvimental.C. em revista específicas de terapia ocupacional indexadas. Autismo infantil. Os dados foram organizados e tabelados a partir de 6 dimensões de análise: revista. tipo de pesquisa. A.48 publicação 2005 a 2009. PIMENTEL. 01. Quanto a terapia ocupacional. São Paulo. Entretanto. Na SCIELO foram publicados 109 artigos.scielo.br/scielo. Resultados/conclusão. entretanto os terapeutas ocupacionais pouco publicaram sobre o tema nestas bases de dados no período de 2005 a 2009 em periódicos nacionais. F. Nota-se através deste estudo que pesquisas têm sido publicadas por diversas categorias profissionais. Foi possível encontrar 6 artigos no Caderno de Terapia Ocupacional da UFSCar. nº02. na MEDLINE 10. autor(es)/profissionais e sujeitos do estudo. entretanto nenhum artigo foi publicado na Revista de Terapia Ocupacional da USP no período supra citado. bem como os resultados que este sujeito apresenta diante uma intervenção. Bras. As etapas para a obtenção destes dados consistiram em um procedimento de análise temática (BARDIN. Assumpção Jr e Pimentel (2000). 2010. A intervenção psicológica direciona-se para fatores não observáveis diretamente nos autistas. p. autores estes que não se estão presentes na lista de publicações obtidas. Assim. 2010 . vol. 1979) que envolveram: pré análise (seleção dos artigos por meio de buscas realizadas nas bases de dados bem como a leitura dos resumos das referentes publicações encontradas).M.B. exploração do material (categorização e tabelamento dos dados apresentados nas publicações). diante ao quadro de déficits de linguagem apresentado pelo autismo. e a busca de possibilidades que auxiliem as crianças autistas a participarem de forma mais consistente em seu meio parecem ser o objetivo principal de tais intervenções. porém não presentes nas bases de dados citadas.

M.scielo.49 script=sci_arttext&pid=S1516-44462000000600010&lng=en&nrm=iso. Disponível em: http://www.S.. Barueri. CAMPOS. Pró-Fono R.S.M. Ocup.C. Prevalence of parent-reported diagnosis of autism spectrum disorder among children in the US. J. Definições Atuais in GAUDERER. Revinter.R.php?script=sci_arttext&pid=S010456872006000100011&lng=en&nrm=iso. 1. São Paulo: Ed. In: BAPTISTA.. MARTINS. L..br/scielo. 2010. Autismo e outros atrasos do desenvolvimento – Guia Prático para Pais e Profissionais.C.M. p. 56.M.. 1979. psiquiatr.R. UFSCar : 2005 ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. LAMPREIA. bras. Rio de Janeiro: Ed. Porto Alegre: Artmed.M. BLUMBERG SJ. nº02. KOGAN MD.M. Loyola. 1997.. Cient.R.S. Cap. Síndrome de Asperger e TOC: comorbidade ou unidade?. Acesso em 18 out.. Cader..C. Disponível em http://www.L. Rio de Janeiro. ARRAS LOPEZ.A.A. FERNANDES.M. 2007 . 01.G. A aplicabilidade da terapia ocupacional no tratamento do autismo infantil. v. J.D.scielo. ET AL. FONSECA. 124:1395–1403.F. A.C. ZAVASCHI. n. A psiquiatria da infância e da adolescência e o autismo. SCHIEVE LA. v. Edições 70: Lisboa. Pediatrics 2009.C. 4. Ter. GAUDERER. Acessado em 01 Abril 2010.L. Análise de Conteúdo. Acesso em 01 Abril 2010. BOSA. Autismo e Educação – Reflexões e propostas de intervenção. LIMA. 2010 . PREUSSLER.3 MATSUKURA. Instrumento de Vigilância Precoce do Autismo: Manual e Vídeo. J.php?script=sci_arttext&pid=S004720852007000400008&lng=en&nrm=iso.32-89. 18..R.2002. 2008. Atual. Jan. n. BARDIN.br/scielo. 2007.C. 2006 .C.. Relação entre os aspectos sócio cognitivos e perfil funcional da comunicação em um grupo de adolescentes do espectro autístico. CARDOSO. T. vol.

faz-se importante o desenvolvimento de ações que possibilitem a minimização dos impactos dos processos de vulnerabilização em seus contextos de vida. em situação de vulnerabilidade social (ABRAMOVAY et al. SILVA. Realizou-se um estudo de caso. euforia e facilidade para o estabelecimento de uma atmosfera lúdica.br Palavras-chaves: Terapia Ocupacional.UFTM).. Essa população está ficando sem perspectivas de futuro devido ao aumento da violência e da pobreza e ao empobrecimento das oportunidades de trabalho. Uberaba/MG.50 TEATRO DO OPRIMIDO E TERAPIA OCUPACIONAL: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO COM JOVENS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Izabela Alves. timidez. 350. Segundo a Organização das Nações Unidas.2 bilhões de jovens no mundo. há 1. Neste sentido. assim como também influenciados pelo contexto sociocultural em que estes jovens estão inseridos e. Heliana Castro Alves. 2002. anotações em diário de campo e um grupo focal com os jovens ao final das intervenções. A análise dos dados foi realizada a partir de Análise de Conteúdo Temática. onde os espectadores que aceitaram e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido também eram sujeitos da pesquisa. medo da exposição. sendo elaboradas três categorias. Este fato acontece principalmente com os jovens que se encontram em desvantagem social e que não possuem condições mínimas que garantam sua participação ativa no processo de conquista da cidadania. 3º andar Centro. 2007).UFTM. Uma das questões que desafiam as políticas de desenvolvimento social na América Latina é a juventude. Percebeu-se que tais comportamentos podem ser derivados de características da própria adolescência. Endereço para correspondência: NEPVIAS-UFTM. 01. Guilherme Ferreira. vol. dificuldade de tomar iniciativa. CEP: 38022-040. Ao todo foram 11 encontros utilizando atividades teatrais propostas por Augusto Boal (2008).uftm. Este estudo teve por objetivo descrever e analisar a utilização do teatro como recurso terapêutico ocupacional junto a jovens em situação de vulnerabilidade social no processo de conscientização e protagonismo juvenil. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. nº02. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . aborda as formas de interação social observadas a partir dos jogos teatrais e dos relatos dos participantes. em uma instituição filantrópica do interior de Minas Gerais que trabalha com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.com. Foi possível perceber então que os ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. com abordagem qualitativa.32-89. A primeira categoria. brincadeiras violentas.edu. Os jovens possuíam em média 14 anos. Realizou-se ainda uma apresentação final para a comunidade. Um aspecto observado relaciona-se aos comportamentos e formas de interação observadas a partir de jogos teatrais. por último. encontrandose. Durante algumas intervenções foi possível perceber no comportamento dos jovens. sendo que cerca 209 milhões destes são de classes socioeconômicas mais baixas. interação social negativa.br E-mail: nepvias@to. portanto. p. na perspectiva de justiça ocupacional. o teatro e o microcosmo social do grupo e da família. Para coleta de dados foram utilizadas a filmagem das intervenções. Av. E-mail: izabela_to@yahoo. 2010 . isolamento social. Ma. pelos conflitos pré-existentes no grupo. bem como a percepção dos mesmos quanto à influência do teatro nas relações interpessoais. Adolescente. Vulnerabilidade Social. sendo 7 homens e 4 mulheres. rejeição do outro. assim como espírito de liderança. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Vulnerabilidade e Saúde na Infância e Adolescência (NEPVIAS .

Estas estratégias derivaram dos temas selecionados pelos participantes. onde os jovens alegam que a participação no teatro incentivou a reflexão sobre os temas. 2008). outro aspecto observado foi a percepção dos jovens sobre o impacto do teatro em suas relações interpessoais cotidianas. a facilidade de acesso a entorpecentes. A disponibilidade e presença da droga na comunidade é considerado um facilitador para o uso da droga por jovens. se caracterizam como novas possibilidades de pesquisa neste campo. Teatro Fórum e elaboração de estratégias de enfrentamento. Segundo os participantes o teatro possibilitou a diminuição da timidez e uma melhora relativa nas relações interpessoais. o teatro como instrumento de expressão das condições de vulnerabilidade dos jovens. F. A segunda categoria. MINAYO. Neste sentido.51 jogos teatrais permitiram que os jovens se auto-observassem e refletissem sobre os conflitos pré-existentes no grupo. C. C. 2002. abuso de poder da polícia e gravidez na adolescência. no entanto. S. É necessário mais tempo de intervenção para que se promovam uma reflexão aprofundada sobre estes conflitos e o desenvolvimento de relações interpessoais pautadas no respeito mútuo. Percebe-se.. MARTINELLI. sendo a base para movimentos e ações futuras (SULLIVAN et al. Percebe-se então a potencialidade do teatro enquanto transformador das situações de opressão. tanto no contexto familiar. O primeiro aspecto observado é constituído de estratégias de enfrentamento visualizadas a partir do teatro. favorecendo o empoderamento dos sujeitos. 2005). o uso do Teatro do Oprimido possibilita que o terapeuta ocupacional auxilie os sujeitos na compreensão de suas necessidades. aborda-se as estratégias de enfrentamento das situações de vulnerabilidade visualizados a partir da técnica do teatro fórum realizada no decorrer das intervenções e no dia da apresentação para a comunidade. vislumbrando e ensaiando formas de enfrentamento de conflitos. M. Estudos longitudinais que possibilitem visualizar o impacto das ações utilizando este recurso com jovens. CASTRO. embora menos intensos.. Esta.. possibilitou uma abertura de diálogo com a própria família. p. Um dos temas gerados foi a droga. nº02. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. não tenha sucesso. Observou-se que a atividade teatral. possibilitando uma mudança na forma de perceber as problemáticas por eles vivenciadas. G. violência e vulnerabilidade social na América Latina: desafios para políticas públicas. havendo uma sintonia de fatores de risco. refletindo sobre as necessidades e problemas vivenciados pela juventude. portanto. aborda as situações de vulnerabilidade expressadas pelos jovens a partir das atividades teatrais. é o ponto de partida para o crescimento de uma consciência crítica por parte dos sujeitos da comunidade. BID. assim como sua utilização por integrantes da própria família e do bairro. Mesmo que não assuma uma ação sustentada. por sua vez. quando a disponibilidade cruza com a desorganização social e outros (SCHENKER. REFERÊNCIAS ABRAMOVAY. a partir das dramatizações e dos relatos dos participantes. quanto no contexto do grupo. Na terceira categoria. discutindo e refletindo sobre os problemas. sendo eles uso de drogas. PINHEIRO. Seguindo este raciocínio. C. vol. 01. sendo possível identificar. Os jogos teatrais promoveram a expressão de conflitos interpessoais préexistentes no grupo e a elaboração destes. o teatro possibilitou o desenvolvimento de uma reflexão crítica dos jovens acerca dos problemas vivenciados por eles. O Teatro Fórum mobiliza a comunidade para buscar melhorar suas condições de vida. Juventude.. que ao longo do processo. alguns conflitos ainda persistiram. L. LIMA. instrumentalizando-os para a promoção de um diálogo com a comunidade. gerando diálogos. sugerindo a eficácia destas atividades para o desenvolvimento sócio-emocional dos jovens. percebeu o papel social do teatro. 2010 . como preconceito e exclusão. M. havendo uma mudança parcial desta realidade.. Brasília: UNESCO.32-89. Outro aspecto observado se relaciona com o teatro como instrumento de conscientização e de estímulo à participação social dos jovens. transformando-os em protagonistas de suas histórias.

p. juventude e violência da escola: quais as dinâmicas entre os diversos atores envolvidos? 2007. Miriam. 2008. Rio de Janeiro.. R. Fatores de risco e de proteção para o uso de drogas na adolescência. MINAYO.. E. vol. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. BROOKS. PRIMEAU. 166-179. Theatre of the Oppressed and Environmental Justice Communities: A Transformational Therapy for the Body Politic. Sept. Maria Cecília de Souza. 13. Journal of Health Psychology. MURILLO. 3. SCHENKER.. Políticas públicas. São Carlos. S. 01. 13. saúde coletiva. M.52 BOAL. J. Jogos para atores e não-atores. Ciênc. educação.. 2008. Ed. 2005.32-89. L. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. v. 10. 2. C. J. WARD. 184f. A. SULLIVAN. n. n. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de São Carlos. PETRONELLA. 2007. v. SILVA. 2010 . nº02.

Nesse panorama. 3º Piso. No que se refere aos dados obtidos na aplicação das Escalas das Atividades de Vida Diária a maioria dos idosos (n=5) referiu. 2003). O desenvolvimento desta pesquisa teve como objetivos avaliar a capacidade funcional dos idosos residentes em uma ILPIs e sua interação com o ambiente.32-89. aplicação das Escalas das Atividades de Vida Diária e entrevista aberta. destacam-se neste artigo as características do ambiente. Vale destacar que a capacidade funcional tem se configurado novo indicador de saúde para os idosos (ROSA et al. centrada na manutenção da capacidade funcional e da qualidade de vida. em relação às características internas da instituição. As informações foram coletadas. Dentre várias preocupações relacionadas ao desafio da promoção e da manutenção da capacidade funcional de idosos institucionalizados. necessitar de ajuda mínima (n=1) ou moderara (n=4) para realização das atividades avaliadas. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Grasielle Silveira Tavares Paulin. no período de junho/outubro de 2010. questionário semi-estruturado. atualmente.53 RELAÇÃO ENTRE O CONTEXTO AMBIENTAL E A CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS Janaína Santos Nascimento. Palavras-chaves: Terapia Ocupacional. A análise dos dados foi realizada através da Resolução da Diretoria Colegiada. 33 idosos de ambos os sexos. a saúde no envelhecimento passa a ser resultante do equilíbrio entre as várias dimensões da capacidade funcional do idoso. RAMOS. Unidade Centro Educacional (CE). Saúde do Idoso Institucionalizado. que esta é de caráter filantrópico abrigando. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . Paralelamente as transformações do perfil demográfico. a se julgar pelas mudanças sociais e projeções estatísticas. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Triângulo Mineiro sob o parecer nº 1563. sendo quatro mulheres e dois homens. vol. Ma. Instituição de Longa Permanência para Idosos. CEP: 38025-440. Curso de Terapia Ocupacional. utilizou-se freqüência simples para análise das Escalas das Atividades de Vida Diária e da análise de Discurso para Entrevista Aberta. s/n. Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória com abordagem qualiquantitativa. através de um roteiro para avaliação do ambiente. 2010 . com idade entre 60 e 110 anos e que a mesma se aproxima da modalidade II de ILPIs. o Brasil vem sofrendo mudanças sociais. e seis idosos residentes na mesma. porém.com. pode-se prever considerável aumento na demanda por instituições de longa permanência nos próximos anos (TOMASINE & ALVES. como a urbanização e alterações na estrutura familiar (BORN & BOECHAT. Av. sem necessariamente significar ausência de problemas em todas as dimensões. Nos resultados obtidos identificou-se. Uberaba/MG. Getúlio Guaritá. 2003. 2007).RDC/ANVISA nº 283. não existe um levantamento detalhado sobre o número de idoso institucionalizado no país. p. nº02. tendo como amostra a estrutura física de uma ILPIs do município de Uberaba-MG. 01. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. Devido o aumento da população idosa no país e da mudança estrutural da família contemporânea. o ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. nas AVD. na Lei Federal 10098/2000 e na ABNT NBR 9050:2004 (Avaliação do Ambiente). verifica-se a necessidade de criar e adotar estratégias que promovam o envelhecimento saudável em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). Atualmente. uma vez que estas interferem diretamente no desempenho funcional dos idosos e nas mediações do processo de dependência. 2006). verificar os limites e potencialidades dos idosos no uso do espaço físico e a percepção dos idosos sobre sua capacidade funcional em relação ao uso do ambiente..UFTM. E-mail: janrock5@hotmail.

p. Nesta parte. Poder Executivo. as instituições continuarão se constituindo como importantes ambientes de moradia e interferem diretamente no desempenho funcional dos idosos e a importância de ultrapassar as fronteiras das discussões e implementar ações efetivas e políticas de forma que os direitos fundamentais sejam garantidos na velhice. 2º ed. Aprova o Regulamento Técnico que define normas de funcionamento para as Instituições de Longa Permanência para Idosos. ALVES. Brasília. 4.19. V.. T. espaço. p. a importância da continuidade de pesquisas sobre a relação entre o contexto ambiental e a capacidade funcional de idosos institucionalizados. por exemplo.1. 1. escore este aproximado para ser totalmente dependente. 88-102. L. DF. Brasileira de Ciências do Envelhecimento Humano.). obtendo 6 pontos. assim. TOMASINI. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. São Paulo. R. nutrem uma concepção negativa da dependência e se apropriam da percepção de que ser cuidado acarreta um sentimento desagradável e ainda que esta concepção é reforçada pelo número de cuidadores. ambiente como barreira e a preocupação com a perda da individualidade e privacidade) para a incapacidade funcional. porém ressaltam as características do ambiente como determinantes para dependência parcial ou moderada dos cuidadores para a realização das mesmas. BOECHAT. São Paulo. 2007. p. havendo atividades que os mesmos não têm oportunidade de realizá-las (como. uma influência negativa na condição de saúde. Rio de Janeiro: ABNT.54 que ocasiona maior dependência do cuidador que os classificam como dependentes. Fatores determinantes do envelhecimento saudável em idosos residentes em centro urbano: Projeto Epidoso. BRASIL. vol. p. 01. RAMOS. 2004. da atividade do banho. Em relação à análise dos dados da entrevista aberta com os idosos identificou-se quatro temas. Além disso. Resolução Federal nº 283/2005/RDC/ANVISA.32-89. BORN. jan. os idosos obtiveram como pontuação média 27 pontos. V./jun. N. E no último tema uma “preocupação com a perda da individualidade e da privacidade” durante a realização das AVD. Rev. n. Passo Fundo. 2006. In: FREITAS. Nas AIVD. v. E. 2003. pouca realização das AIVD por questões institucionais. 2005. Rev. Acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências a edificações. Com base nos resultados encontrados nessa pesquisa.. vol. S. de 27 de setembro de 2005. S. n. mobiliário e equipamentos urbanos – NBR9050/94.4. Envelhecimento bem-sucedido e o ambiente das instituições de longa permanência. nº02. 2010 . (Org. Tratado de Geriatria e Gerontologia. S. No tema “dependência e o número de cuidadores para prestar assistência” foi possível evidenciar que os idosos tecem considerações no sentido de que só conseguem realizar suas AVD com a ajuda dos cuidadores. em especial.3. 2ºed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. A. 1131-1141. tendo em vista que diante desse novo perfil demográfico e das mudanças sociais. No tema “percepção sobre sua capacidade funcional em relação ao uso do ambiente” identificou que os idosos conseguiram ter uma boa percepção sobre o seu desempenho nas suas atividades diárias. L. fazer compras e preparar refeições). REFERÊNCIAS Associação Brasileira de Normas Técnicas. No tema “ambiente como barreira para realização das atividades cotidianas” verificou na fala de todos os idosos que o ambiente físico da instituição se apresenta dotado de barreiras arquitetônicas que restringi e dificulta o desempenho dos mesmos em suas atividades e aumenta o estado de dependência. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. exercendo. 27 set. p. Apenas um dos participantes (Sujeito 3) apresentou independência. observou-se que todos os idosos são dependentes e que este fator relaciona-se principalmente à questão da institucionalização. Qualidade do Idoso Institucionalizado. 793-797. Saúde Pública. foi possível concluir que os participantes apresentam indicadores relevantes (dependência física e comportamental dos cuidadores.

p.32-89. 40-48. vol.. C. 37. São Paulo. Fatores determinantes da capacidade funcional entre idosos. RAMOS. 2003. nº02. O. Saúde Pública. Rev. R.55 ROSA. BENICIO. E. D. H.1. L.. p. D. 2010 . M. LATORRE.. v. n. T. 01. R. M. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM.

Ana Cláudia Pinto Bredariol. vol. GARRABA. O brincar é uma das principais áreas de desempenho da criança. três economistas domésticas. este foi enviado via e-mail. médio. uma pedagoga. Getúlio Guaritá. um psicólogo e uma brinquedotecária. considerando as peculiaridades da criança e a etapa de desenvolvimento na qual se encontram (CUNHA. muito. OLIVEIRA. Av. 2010 . utilizou-se o questionário elaborado pelas pesquisadoras. contudo se diferem na freqüência desta utilização. Terapia Ocupacional. das estratégias e recursos utilizados na brinquedoteca e da postura. interfere no seu desenvolvimento e qualidade de vida. Assim tem-se como foco as áreas de desempenho ocupacional. p. que utilizou a técnica Bola de Neve. s/n. As questões foram analisadas de acordo com as seguintes categorias: nada. A terapia ocupacional atua com o individuo a fim de potencializar seu desempenho ocupacional apesar de debilidade. incapacidade ou deficiência. para selecionar os participantes. A hospitalização infantil é uma experiência desgastante. Resultados: A amostra foi composta por onze profissionais. Objetivos: Identificar e analisar quais estratégias e recursos utilizados pelos Terapeutas Ocupacionais (TOs) e por outros profissionais da área da saúde e educação na Brinquedoteca Hospitalar. 01. independente de sua formação fazem uso similar das estratégias e recursos. sendo que 75% dos TOs e 28. um educador físico. nº02. Anteriormente. Os dados foram analisados através da freqüência absoluta e relativa.6% dos outros profissionais realizam muito. comportamentos e ações da criança frente à internação hospitalar. lazer e brincar. sendo quatro terapeutas ocupacionais. Apresentam-se a seguir alguns dos resultados obtidos quanto ao reconhecimento da demanda. Portanto. 3º Piso. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . Criança Hospitalizada. CEP: 38025-440. Em relação ao reconhecimento do brinquedo/brincadeira ideal identificou-se que os profissionais participantes do estudo escolhem brinquedos e brincadeiras que ofereçam estímulos adequados aos interesses. muito pouco. à aplicação do questionário.com. E-mail: laura_touftm@yahoo. MARCON. Uberaba/MG. 2007). Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo exploratório de natureza metodológica quantitativa. 2009). Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. pois separa a criança do seu contexto. Unidade Centro Educacional (CE).32-89.UFTM. como as atividades de vida diária. completamente. trabalho. o brincar é uma área de domínio da Terapia Ocupacional e juntamente com resolução N° 324. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. favorecendo desta forma sua realização em diferentes contextos. Esta favorece as atividades lúdicas e o brincar livre. da brincadeira e brinquedo ideal. Curso de Terapia Ocupacional.56 ANÁLISE DA ATUAÇÃO DO TERAPEUTA OCUPACIONAL E DE OUTROS PROFISSIONAIS NA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR Laura Resende Mattos. Observou-se que os profissionais. participação social. Drª. 2007). este profissional adquire uma função fundamental na brinquedoteca (BRASIL. sendo o terapeuta ocupacional o profissional capacitado para analisá-lo e avaliá-lo. Para a coleta dos dados. educação. ordenado por categorias e auto-aplicado. Verificou-se que ambos os profissionais realizam levantamento da demanda a ser atendida quanto ao seu diagnóstico. 2007. A coleta foi realizada de junho a agosto 2010. realizou-se o pré-teste com sujeitos semelhantes ao da pesquisa. A brinquedoteca no plano de humanização dos hospitais tornou-se obrigatória nas unidades que ofereçam atendimento pediátrico em regime de internação (OLIVEIRA.br Palavras Chaves: Jogos e Brinquedos. atividades de vida diária instrumental. necessidades e capacidades implícitas em cada etapa de ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM.

Rev. et al. Outro importante resultado apresentado relaciona-se as atividades desenvolvidas objetivando preparar a criança para novas situações relacionadas aos procedimentos médicos aos quais ela pode vir a ser submetida.H. ed. Contudo. N.H. 2010 .B. REFERÊNCIAS BRASIL. Ao passo que ambos acreditam na mesma proporção. hum. em 14/5/2007. O Lúdico na realidade hospitalar. GABARRA. MARCON. 2007. B. p. A brinquedoteca hospitalar como fator de promoção no desenvolvimento infantil: relato de experiência.205. ações e comportamento da criança frente à internação hospitalar. compete ao Terapeuta Ocupacional realizar avaliação e intervenção gerando estratégias de superação dos problemas e adaptação ao espaço hospitalar por meio de atividades terapêuticas ocupacionais. criativas.. Cerca de 75% dos TOs acreditam que as atividades preparam muito.13/3. ago. Diário Oficial da União nº 91. que as atividades realizadas minimizam a vitimização e valorizam a auto-estima. D. crescimento desenvolv. p. O significado da Brinquedoteca Hospitalar. bras. p. as quais favorecem situações prazerosas. identificou-se que tanto os TOs quanto os outros profissionais deixam a criança bem a vontade na escolha de jogos e brinquedos a serem realizados. In: ______. OLIVEIRA. observa-se que 75% dos TOs e 100% dos outros profissionais possibilitam a participação efetiva da criança nos jogos e brincadeiras oferecidos. Dessa forma. L. p. inovadoras. Já. Brinquedoteca Hospitalar: Isto é Humanização. Em relação ao reconhecimento da postura. pontua-se que o Terapeuta Ocupacional é o profissional habilitado a coordenar as atividades desenvolvidas na brinquedoteca. onde há promoção do desenvolvimento saudável. S. M. Resolução nº 324. nº02. de 25 de abril de 2007.6% dos outros profissionais acreditam que jogos e atividades disponíveis estimulam completamente a interação entre crianças. inseparáveis do processo de desenvolvimento. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. In: VIEGAS. a brinquedoteca está sendo utilizada por diferentes profissionais como ambiente terapêutico.Brinquedoteca Hospitalar: Isto é Humanização. a recuperação da criança. Além disso.7% dos outros profissionais relatam que a criança tem completa liberdade. V. a qual a criança perpassa. Rio de Janeiro: Wak. v. que fazem uso destes recursos com intervenções condizentes com as necessidades e interesse da criança atendida. quanto ao reconhecimento das estratégias e recursos utilizados na brinquedoteca hospitalar. especialmente aos tipos de jogos e brincadeiras oferecidos observa-se que 75% dos TOs e 28. Sao Paulo: Aquariana. Ainda.32-89. 5-126. 75% dos TOs e 14. Ressalta-se que é responsabilidade do Terapeuta Ocupacional intervir nos aspectos do processo de hospitalização utilizando o brinquedo como recursos terapêutico-ocupacionais na assistência ao individuo. Assim. suprindo a carência do mesmo neste contexto. 4. Brinquedoteca: Um mergulho no brincar. L. 2009. sendo estes utilizados para auxiliar à criança e seus familiares no enfrentamento dos desafios no hospital.S. C. observa-se que há neste espaço diferentes profissionais. 01. Rio de Janeiro: Wak. Demonstrando que este campo de atuação esta sendo preenchido por profissionais competentes. p. CUNHA. N. 27-32.3% dos outros delinearam muito e 25% dos TOs e 85. e oferecer atendimento humanizado. entendimento da situação vivenciada e desenvolvimento de estratégias e mecanismo de resiliência. estimulando os componentes de desempenho ocupacional nos diferentes contextos.p.306-12.Conclusão: Para facilitar o brincar. uma vez que considera a atividade de brincar e de utilizar brinquedos como áreas de desempenho ocupacional. 2007. vol. 71-74.4% dos outros profissionais acreditam que as atividades preparam a criança completamente. Seção 1. CUNHA.57 desenvolvimento. OLIVEIRA. 2007. enquanto 71. D.

Este fato. no início e dois meses após a primeira entrevista. 01. Para nomear e validar questões do desempenho ocupacional este modelo utiliza a Medida Canadense de Desempenho Ocupacional (COPM). Getúlio Guaritá. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. Uberaba/MG. Ser mãe é um momento inesquecível para a mulher. Durante a gravidez passa-se pelas etapas de evolução da maternidade: aceitando a notícia.lima@hotmail. avaliando as áreas de auto cuidado. Os dados foram colhidos de julho a setembro de 2010. Como instrumento usou-se a COPM. Av. sendo que somente quando seguros e confiantes é que a transição terá terminado.58 DESEMPENHO OCUPACIONAL DE MÃES DE BEBÊS PREMATUROS Letícia Silva Lima. primeiros movimentos e aprendendo sobre o futuro bebê. Unidade Centro Educacional (CE). Trata-se de uma pesquisa descritiva e um estudo de campo. O processo de desempenho do novo papel exige também adaptação ao novo ser. O parto antecipado rompe com o sonho de ter uma criança livre de intercorrências. dentro de ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. juntamente com o contexto hospitalar. após aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa. Perpassando por elas são feitos projetos para acolher o filho. em suas quatro etapas. Após cada aplicação descreveram-se os aspectos ressaltos por cada entrevistada quando citaram as atividades e fez-se o calculo da pontuação total. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. E-mail: lelet. nº02. que estavam na UTIN a um mês ou menos e que se propuseram a assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Objetivos: avaliar o desempenho ocupacional das mães de acordo com a auto percepção das mesmas no início da internação na UTIN e dois meses após a primeira avaliação e perceber qual área de desempenho é mais afetada a partir do nascimento do bebê prematuro. pois representa a fertilidade e a transforma verdadeiramente em mulher. a mãe de bebê prematuro pode não passar por esta fase. A mãe sente-se responsável por proteger o filho. 2010 . 3º Piso. assim. o ambiente e a ocupação. O processo de transição para o novo papel exige novos comportamentos e habilidades para lidar com a mudança. enfrentando tudo para cumprir seu papel. o que pode gerar estresse. que diz que este é determinado pelo próprio individuo. O primeiro contato com o filho na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTIN) gera tristeza e sofrimento. vol. O Modelo Canadense de Terapia Ocupacional acredita que as pessoas e suas ocupações mudam com o tempo. p. Resultados: participaram da pesquisa cinco mães que frequentemente visitam seus filhos.UFTM. As idades das mães variaram de 14 a 25 anos. As mesmas foram identificas com nomes de pássaros. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . s/n. as menores de 18 anos solicitou-se assinatura do responsável. Metodologia: utilizou-se a combinação de métodos quantitativos (média aritmética simples) e qualitativos (análise temática) para análise dos dados. CEP: 38025-440. Além disso. Drª. bem como que o desempenho ocupacional é a integração entre a pessoa. produtividade e lazer.com Palavras Chaves: Comportamento Materno. biológicos e de construção de identidade. sendo a média entre elas de 19 anos. conciliando a criança real com a fantasiada. As incertezas. O cuidado direcionado às crianças é designado às mães. Curso de Terapia Ocupacional. as mães vivem o puerpério cuidando do filho e não de si mesma. Ana Cláudia Pinto Bredariol. A imagem vinculada às representações ligadas ao filho real inicia-se no sétimo mês. Nascimento Prematuro. por motivos culturais. Terapia Ocupacional.32-89. angustia e até problemas de ajustamento psicossocial. angústias e decepções vão desaparecendo à medida que se consegue separar o conflito interno com relação às dificuldades de envolvimento e criação de vinculo. podem causar tristeza. Os dados foram apresentados a partir das três áreas.

32-89. Já as que trabalhavam. Ocup. Disponível em: <http://www. as que estavam há menos tempo internadas. É importante ressaltar a versatilidade do instrumento.. Em “Deixando de cuidar de si para dedicar-se ao filho” houve influência do tempo de internação das mães. 2003. após realizar a pontuação total. em “Tchau hospital. 01. Já em “Trabalhar. o único desempenho ocupacional positivo foi da mãe que recebeu alta.14 n. CHRIST. Z. Noções de Estatística e Medidas de Posição. visto que as que estavam há mais tempo perceberam um prejuízo na área auto cuidado já na avaliação. uma vez que mesmo aplicada individualmente foi eficaz na caracterização de um problema comum em uma população. R. Ministério da Saúde. Univ. M. Assim. 42-7. Enfim. Em relação ao tema “Diversão: penso nisso quanto voltar para casa” os resultados tiveram influências dos costumes e vontades de cada uma.2. In: HAGEDORN.br/docs/ImpactoGeorgeVest2008Aula22e23F3. BRASIL. as mães que estudavam. visto que nos relatos as mesmas ressaltavam que a prioridade e o lazer neste momento era cuidar do filho e estar perto da família. Secretaria de Atenção à Saúde. Na reavaliação a que recebeu alta melhorou seu desempenho ocupacional quanto a essas atividades de lazer. Atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso: Método Canguru/ Ministério da Saúde. 284-92. Rev. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. porém não reconheciam estes fatos no contexto hospitalar. uma vez que se avaliou o desempenho ocupacional das mães e percebeu-se que o contexto e a área mais afetada são o hospital e o auto cuidado. São Paulo. 3ed. Todas que permaneceram no hospital refizeram a auto avaliação tanto satisfação quanto o desempenho como mínimos. M.. ou deixaram de exercer a ocupação por vontade própria ou pelo compromisso de não descuidar do filho. . Rev. 238 p. Porém houve contradição quanto a este resultado. Fundamentos para a prática em Terapia Ocupacional. porém reservando tempo para o bebê. 2006. M. MELO. Enferm. A terapia ocupacional no contexto da assistência à mãe e à família de recém-nascidos internados em unidade de terapia intensiva.. B. v. Os objetivos foram alcançados. gradativamente estava organizando sua rotina. 2010. entretanto as que permaneceram no contexto hospitalar reavaliaram com escores mínimos ambos os aspectos. São Paulo: Editora Roca. REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO CANADENSE DE TERAPEUTAS OCUPACIONAIS. Secretaria de Atenção à Saúde.59 quatro grupos temáticos.com.portalimpacto. S. C. ainda consideraram que desempenhavam e estavam satisfeitas com as atividades de lazer.1. Ter. D. E. vol. ou se priorizavam cuidar da casa. 2010 . Quanto aos escores. Área de Saúde da Criança. a inserção dos familiares como cuidadores e a humanização dos serviços. Conclusão: durante a hospitalização as mães se propuseram a dedicarem-se somente aos filhos e mesmo a mãe que recebeu alta. p. DITTZ. o desempenho e a satisfação das que continuaram no hospital pioraram e da que recebeu alta melhorou. p. estudar: não. Área Técnica da Saúde da Criança. Rio de Janeiro. e o que teve maior diferença negativa foi a que estava há menos tempo internada e continuou no hospital na reavaliação. Modelos de Performance Pessoa-ambiente-ocupação: Habilitação Ocupacional: Modelo Canadense de Performance Ocupacional. 2010.17 n. a prioridade agora é meu filho” os resultados dependeram das idades. compromissos e prioridades de cada mãe. B. 219-54 ARAÚJO. Assim. C. voltando para casa melhorando o desempenho ocupacional”. Acesso em: 29 Nov. D. 2009. se recebiam ou não licença maternidade. PINHEIRO. v. e a mãe que recebeu alta aumentou seus escores quanto a estes aspectos. São Paulo. M.Brasília: Ministério da Saúde. Na avaliação. p. a preocupação era quanto à questão financeira. R. B. vê-se necessário uma intervenção com esta demanda favorecendo a escuta ativa. RODRIGUES. p. nº02. diferentemente das que estavam a mais tempo. G.pdf>. O alojamento de mães de recémnascidos prematuros: uma contribuição para a ação da enfermagem.

20-4. e MARTINEZ. Goiânia. JORGE. M. São Paulo. M. B. C. Porto Alegre: Artmed. A. Enfermagem.. CARVALHO. ALVES. V. L. 1999. 2009. M. P.. M. FERNANDES. S. método e criatividade. A. V. I. 27ed. C. FFCLRP-USP. ZAGONELI. ZIMMERMANN. 29-40. VASCONCELOS. In: Métodos e técnicas de pesquisa social. p. 6ed.. Rev. LINHARES. R.5 n. 79-107. G. Rev. GOMES. TATSCH. 1999. CARVALHO. A. M. Pesquisa social: teoria. A.. S. p. F.. Rev. São Paulo: Hucitec. I. Medida Canadense de Desempenho Ocupacional (COPM). Faculdade de Saúde Pública. p. CHIMELLO. 459-95.5 n. p.A. M. p. e BOBAK. 2001. 2000. GOMES. A. Bras. E.. LINHARES. O cuidado em enfermagem materna. M. M. Enferm. H. In: O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. A. p. J.1. T. J. M. L. Avaliação de sintomas de ansiedade e depressão em mães de neonatos pré termo durante e após hospitalização em UTI – Neonatal. A experiência de tornarem-se pais de prematuro: um enfoque etnográfico. p. Implantação de um grupo de apoio à mãe acompanhante de recém nascido pré termo e de baixo peso em um hospital amigo da criança na cidade de Recife/PE. 01.32-89. GIL. vol. R. B. São Paulo. Adaptação à Paternidade/Maternidade. São Paulo. 165 f. R e TSUNECHIRO. MARTINS. 11ed. ZIMMERMANN. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. E. D. p. J. Análise e interpretação de dados de pesquisa qualitativa. Contradições e consensos na combinação de método quantitativos e qualitativos.1. M. In: EIZIRIK. ATHAYDE. F. C.4. v. MAGALHÃES. v. M. L. S.2. D. F. 24-32. Dissertação (doutorado enfermagem). p. São Paulo: Editora Atlas S. São Paulo: Artmed. 195 f. F. C. Dissertação (mestrado saúde pública). G. 60-9. 2003. O. C. K. 2006. 2004. L. TRONCHIN.. D. F. 54-76. In: LOWDERMILK. ZIMMERMANN. Eletrônica de Enferm. p. Narrativas de hoje. S. F. H. Prematuridade e muito baixo peso ao nascer como fator de risco ao desenvolvimento psicológico da criança. SALES. Brasília. N. Psiquiatr. C. 2010 . R. Delineamento da pesquisa. SANTOS. MARTINEZ. MAGALHÃES. Brasília. A. nº02. 251-4. Universidade de São Paulo. Concepções das mães sobre os filhos prematuros em UTI. 2008. 2002. Rio de Janeiro: Editora vozes. In: MINAYO. PADOVANI. MINAYO. Rev. M. 2008. D.. Parto e Puerpério. E. V. v. PEREIRA. M.26 n. B. 2004. K.. L. P. PERRY. 2005. L. Universidade de São Paulo. S. Belo Horizonte: Editora UFMG. S. A. 5ed. Bras. B.. C. Bras. M. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. M. M. VRECCHI.58 n.. Paideia. DUARTE.60 EDWARDS. E. O cuidado humano diante da transição ao papel materno: vivências no puerpério. J. Ribeirão Preto. v. p. 49-59. BORDIN. 2008. O ciclo da vida humana: Uma perspectiva psicodinâmica.. Gestação. 2004. STASEVSKAS. CARDOSO. 4959.

A principal causa inicial identificada foi a fratura do terço distal do rádio.3 anos. O T. E-mail: lilianecaetano_to@yahoo. a pesquisa documental e o levantamento. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. a pele empalidece.O acredita que estas exercem papel central na vida do sujeito ou podem ter significado particular e subjetivo (ARAÚJO e NEVES. destes. e a mão dominante foi a mais acometida. Av. restabelecendo a função e a independência do indivíduo (AOTA. 2002). Neste sentido. seguido de alterações vasomotoras e tróficas em uma extremidade traumatizada (LOTITO et al. objetivou-se verificar o desempenho e a satisfação ocupacional e. Neste estudo descritivo. A média de idade foi de 52. Reabilitação. Curso de Terapia Ocupacional. Os dados da COPM e as entrevistas do Role Checklist foram submetidos à análise categorial temática (BARDIN. resulta em rigidez articular e diminuição da função do membro (CORDON E LEMONICA. crescimento mais rápido das unhas e pelos da mão. através da aplicação do questionário „Lista de Identificação de Papéis Ocupacionais (Role Checklist)‟. Produtividade e Lazer) e as duas categorias do Role Checklis (Época de desempenho do papel ocupacional e Importância deste). juntamente com o edema excessivo. Ma. Terapia Ocupacional. as articulações ficam extremamente rígidas. se torna seca e brilhante. levando ao aumento da rigidez. edema. os quais normalmente são fraturas. a pele se torna seca e fria. A Distrofia Simpático Reflexa (DSR) foi descrita pela primeira vez por um quadro clínico de edema e dor. participaram 11 sujeitos. delinear os papéis ocupacionais de sujeitos com DSR. CEP: 38025-440. suor excessivo. 2010 . (COELHO e ALVES. Souza. devido aos sintomas incapacitantes. 2005). s/n. o foco deste profissional é promover o retorno da pessoa aos seus padrões de desempenho.61 DESEMPENHO OCUPACIONAL E PAPEL OCUPACIONAL DE INDIVÍDUOS COM DISTROFIA SIMPÁTICO REFLEXA Liliane Caetano da Silva. As atividades e ocupações diárias passam a ser desafiadoras e preocupantes. A fase atrófica. o edema é constante e denso. Getúlio Guaritá. 2004). Alessandra Cavalcanti A. 01. Constatou-se que as médias do COPMANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. aumento de calor. ocorre após um ano sem tratamento. Uberaba/MG. os sintomas abarcam dor. vol. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. Sendo assim. A DSR apresenta três fases: a fase aguda pode durar até três meses. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética da UFTM (CEP/UFTM) de acordo com o parecer n° 1599. 2008).br Palavras Chaves: Causalgia. Tal sintoma. No processo de categorização dos dados foram mantidas as três categorias da COPM (Autocuidado. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . nº02. Os dados foram coletados através da análise da „Medida Canadense de Desempenho Ocupacional (COPM)‟ e. sendo 03 excluídos da amostra. 2003). Um bom desempenho ocupacional é baseado na qualidade do envolvimento do indivíduo em atividades (AOTA. A fase distrófica pode variar de três a seis meses.com. foram utilizados dois procedimentos de delineamento. podendo demandar auxílio de terceiros. a dor é menos intensa e a recuperação da mobilidade articular é menos provável (LANKFORD. levando a alodinea. 3º Piso. 1995). a dor é mais difusa. 2008). de natureza qualiquantitativa. A dor associada à DSR é incapacitante.UFTM.32-89. há espessamento periarticular. atendidos em atividade de extensão realizada em um centro de reabilitação. as unhas quebradiças. Isto conduz o indivíduo a limitações de atividades rotineiras e restringe sua participação em diferentes contextos (OPAS/OMS. p. Foram identificados 14 pacientes. 2007). De acordo com Cordon e Lemonica (2002) o desenvolvimento da DSR em 65% dos casos está relacionado à ocorrência de trauma. Unidade Centro Educacional (CE). 2010).

eram os de Estudante. Para aqueles clientes que conseguem alcançar uma recuperação satisfatória do desempenho ocupacional. BARDIN.8%) relatando problemas de execução de tarefas. Os sujeitos participantes apontaram a Produtividade como área de maior problema no desempenho. nº02. Também detectou-se que o Serviço Doméstico e Membro de Família foram os papéis que menos sofreram alterações. nº 9. Cordeiro e colaboradores (2005) ensinam que os papéis ocupacionais são categóricos e cruciais para uma vida produtiva. No Autocuidado o Cuidado Pessoal apresentou o maior número de entrevistados (81. No futuro os papéis de Serviço Doméstico. A maioria dos indivíduos considera os itens Serviço Doméstico e Membro de Família muito importante. S. Revista de Dor. Amigo e Membro de Família. A categoria Lazer teve menor número de atividades relatadas. p. F. vol. P. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. L.56 respectivamente. Occupational Therapy Practice – Framework: Domain & Process. seguida pelo Autocuidado. 2007. N. Amigo. Membro de Família. ALVES. C. A. os principais papéis tidos como muito importantes foram os de Estudante. In: Pardini. o Serviço Doméstico. Nov/dez. C. 459-479. determinando o uso do tempo e envolvendo os indivíduos na estrutura social. 2005. 01. 1ª Ed. Membro de Família e Passatempo/Amador eram os papéis desempenhados pela maioria dos entrevistados. Conclui-se que as principais atividades comprometidas pelo acometimento da DSR foram as relacionadas a Tarefas Domésticas e ao papel Trabalhador.9%). F. COELHO.2% dos sujeitos. Cuidador. Participante em Organizações foram classificados como tendo alguma importância.625-683. Os itens Voluntário. Na análise da „Role Checklist‟ constatou-se que os pacientes com DSR têm como principais papéis ocupacionais o Serviço Doméstico.62. Na análise da Role Checklist percebeu-se alterações principalmente nos itens onde é necessário contato com pessoas fora da família. v.32-89. Religioso e o de Passatempo/Amador. Membro de Família e Passatempo/Amador. Com relação a segunda parte do Role Checklist. nº 3. The American Journal Occupational Therapy. Serviço Doméstico. os papéis ocupacionais dos indivíduos com DSR. Passatempo/Amador. 8. ARAÚJO. Religioso.. M. a atividade com o maior número de queixas foi a do „banho‟. W. P. No presente os sujeitos perceberam o menor número de papéis praticados. p. Verificou-se que no passado.97 e 7. um aumento da qualidade de vida pela diminuição dos sintomas limitantes da doença é o maior benefício do processo de intervenção da terapia ocupacional. São Paulo: Atheneu. De acordo com o curso da doença e sua sintomatologia. L. Membro de Família.62 desempenho e COPM-satisfação foram de 3. A Independência Fora de Casa foi citada por 18. onde estas atividades foram as menos citadas por trabalhadores que sofreram traumas de mão. Lisboa: Edições70. Cuidador. 2008. Serviço Doméstico. 2nd. Trabalhador. Agosto/setembro. 2010 . Na Produtividade observou-se maior índice de sujeitos queixando-se sobre as Tarefas Domésticas (90. REFERÊNCIAS AOTA. Serviço Doméstico. O papel de Participante em Organizações recebeu o maior número de classificações como não tendo nenhuma importância. 2010. p. F. NEVES. foram relatados como desejados para serem exercidos por quase todos os entrevistados. O baixo número de atividades citadas no Lazer condiz com o estudo realizado por Figueiredo e colaboradores (2006).. Reabilitação da Mão. R. C. v. Análise de Conteúdo. Amigo. Membro de Família e Passatempo/Amador. Os Recursos Usados na Terapia da Mão para a Reabilitação de Pacientes com Síndrome Dolorosa Regional Complexa do Tipo I. Percebe-se que o escore para desempenho apresentado pelos clientes com DSR foi menor do que o escore para satisfação em relação às atividades que são difíceis de serem realizadas na época do acometimento da doença. Distrofia Simpático-Reflexa. Trabalhador. percebe-se que a DSR afeta diversos contextos da vida do indivíduo comprometendo de forma significativa o envolvimento em ocupações.

CIF: Classificação Internacional de Funcionalidade. v. São Carlos. M. 2004. M. JARDIM.52.. M. 01. Síndrome Dolorosa Complexa Regional: Epidemiologia. 1995. São Paulo: Editora USP.. R. v. LANKFORD. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. MACKIN. I.32-89. set. P. 80. 2003. C. F. 2010 . Universidade Federal de São Paulo. p..63 CORDEIRO. A. Jornal de Pediatria. J. FIGUEIREDO. L.. D. 1. N. Rehabilitation of the Hand: Surgery and Therapy. C. SAMPAIO. H. L. CALLAHAN. vol./out. DIAS. M. LOTITO. Incapacidade e Saúde. A.5. J. 4End. Reflex Sympathetic Dystrophy. vol. 770-815. p. JR. 2002. Revista Brasileira de Fisioterapia. M. F. L. OPAS/OMS. Revista Brasileira Anestesiologia. n. Dec. CAMPOS. CAMELLER. NASCIMENTO. São Paulo. A. F. OAKLEY. M. Manifestações Clínicas. C. 2006.. CORDON. A. M.. E.. O. LEMONICA. L. nº 4. Fisiopatologia. A. In: HUNTER.. Distrofia Simpático Reflexa. Pitsburgh: Mosby. A. P. JR. Ganhos Funcionais e sua Relação com os Componentes de Função em Trabalhadores com Lesão de Mão. nº02. 10. MANCINI. Campinas.. nº 2. v. Testes Diagnósticos e Propostas Terapêuticas. SILVA. Lista de Identificação de Papéis Ocupacionais. 2005. C.

Violência Doméstica. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Vulnerabilidade e Saúde na Infância e Adolescência (NEPVIAS . 329) pontuam que a violência doméstica. A segunda categoria avaliação das intervenções através dos relatos das participantes revelou o processo de reflexão e análise das participantes sobre a eficácia dos encontros realizados. assim como a interferência direta ou indireta destes fatores na educação dos seus filhos. A primeira categoria constituiu-se de relatos que revelam o processo de reflexão e elaboração das participantes durante as intervenções sobre os fatores de risco e de proteção presentes no cotidiano. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . Uberaba/MG. A adoção de práticas educativas e estilos parentais são importantes determinantes para o desenvolvimento infantil. A metodologia de análise dos dados foi qualitativa.UFTM. 3º andar Centro. Heliana Castro Alves. visto que Einsenstein & Souza (1993 apud MENEGHEL. Endereço para correspondência: NEPVIAS-UFTM.br Palavras Chaves: Relações pais-filho. E-mail: livia_uftm@hotmail. p. diário de bordo e grupo focal.64 TERAPIA OCUPACIONAL EM AÇÕES DE SUPORTE SÓCIO-EDUCATIVO PARA FAMÍLIAS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL: FOCO NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS Lívia Cristina Lima Diniz. de forma geral. com o objetivo de investigar as contribuições da Terapia Ocupacional em ações de suporte sócio-educativo para famílias em situação de vulnerabilidade social na adoção de estilos e práticas educativas junto a seus filhos. As intervenções. et al 1998. CEP: 38022-040. apresentaram uma gama de ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. Vulnerabilidade Social. 2010 . é advinda de uma cultura na qual a disciplina necessária para a educação dos filhos fundamenta-se no pressuposto da “dominação dos pais sobre os filhos. nº02. 01. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. A avaliação desta categoria foi realizada durante os encontros de forma processual a partir de falas pontuais no contexto da realização de diferentes atividades e também no Grupo Focal. Para a coleta de dados.edu. p. Ma. foi elucidada a possibilidade de se avaliar metodologias que possibilitem a prevenção da violência doméstica visando-se minimizar as conseqüências do abuso físico intrafamiliar. Av.UFTM). ao final das intervenções. Portanto.32-89. psicopatologia e desempenho escolar. perdendo-se o limite entre punição física como norma educativa ou agressão”. Este estudo de caso apresenta as intervenções da Terapia Ocupacional realizadas junto a um grupo de mães em situação de vulnerabilidade social. utilizou-se gravação em áudio das intervenções. e possíveis estratégias de adequação das práticas educativas utilizadas.uftm. e sua contribuição para a formação de crianças e adolescentes com conduta pró-social e assertiva nos requisitos de habilidades sociais necessárias para o exercício pleno de sua cidadania. através da análise temática do conteúdo. Terapia Ocupacional. Procurou-se produzir conhecimentos acerca de práticas educativas e estilos parentais que potencializem benefícios diretos aos pais envolvidos.com E-mail: nepvias@to. em muitos casos. Foram realizadas seis intervenções grupais abordando temas referentes à educação dos filhos. Vários estudos têm demonstrado a influencia do estilo parental nas diversas áreas do desenvolvimento. Guilherme Ferreira. 350. Para a apresentação dos dados foram agrupadas duas categorias: percepção das participantes sobre fatores de risco proteção na adoção de práticas educativas e a avaliação das intervenções através dos relatos das participantes. como ajustamento social. fatores que influenciam na adoção de práticas educativas e estilos parentais. vol.

32-89. As intervenções neste âmbito devem. 62/2. p. J. As ações desta categoria se evidenciam tendo em vista que a ampliação das redes de suporte social baseia-se na disseminação de noções de cidadania. promovendo qualidade de vida nas interações familiares. B. Rio de Janeiro. R. v. diminuindo os estressores psicossociais e. Rev. que culminam em obrigações e laços de dependência recíprocos. com o objetivo de engajar os indivíduos em atividades que resultem interações sociais saudáveis e exercício de papéis familiares desejados (AOTA. p. vol. 625-83. VAITSMAN. com uma idéia de interdependência entre os membros da sociedade. p 925-34. garantir que as famílias tenham subsídios necessários para que sejam enfrentadas as situações de vulnerabilidade. p. 2002. a incidência de utilização de uma prática parental autoritária ou inconsistente. v. MENEGHEL. As intervenções em território. Ciência e Saúde coletiva. Relações entre violência doméstica e agressividade na adolescência. participando de projetos e programas oferecidos. 2008. American Journal of Occupational Therapy. são fundamentais para a promoção de ações empoderadoras. ANDRADE. G. Apoio social e redes: conectando solidariedade e saúde. Cadernos de Saúde Pública. et al. como conseqüência. 14/ 2. e permitindo então a vivência de uma atmosfera conjugal positiva. 2002. 1998. envolvendo relações de trocas. v.927). criando possibilidades nas quais a população busque ativamente os recursos da comunidade.65 possibilidades de atuação junto à população em questão. 2008). nº02. 2010 . (ANDRADE. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. portanto. p. através da conscientização sobre o uso de estilos parentais mais autoritativos. 7/4. 01. Occupational Therapy Practice Framework: Domain and Process. REFERÊNCIAS AMERICAN OCCUPATIONAL THERAPY ASSOCIATION. VAITSMAN. 327-35.

com analise dos dados criando-se categorias temáticas.com Palavras Chaves: Terapia Ocupacional. Os critérios de inclusão foram estar trabalhando ou já ter trabalhado em oncologia pediátrica no contexto hospitalar. Considerando os impactos que a hospitalização causa à vida da criança e de seus familiares. CEP: 38025-440. Em relação as práticas adotadas. cognitivo e psicossocial da criança. Ma. Devido a variabilidade de tempo e das condições da criança. se faz necessário que haja uma assistência multiprofissional qualificada durante esse momento. 01. nº02. Objetivos: Investigar o papel do terapeuta ocupacional junto a crianças com câncer em contextos hospitalares.66 DESVELANDO O PAPEL DO TERAPEUTA OCUPACIONAL NA ONCOLOGIA PEDIÁTRICA EM CONTEXTOS HOSPITALARES Mariana Soares Lima. Unidade Centro Educacional (CE). vol. As pessoas envolvidas no processo do adoecimento. Contudo. no sentido da assinatura manual dos sujeitos de pesquisa. E-mail: marianalima1896@gmail. Getúlio Guaritá. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . p. A hospitalização faz parte do tratamento podendo ainda ser recorrente em diversos momentos do processo de adoecimento. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. Metodologia: Os dados foram coletados através de um questionário semi-estruturado elaborado pelas pesquisadoras. b) intervenção na área de desenvolvimento infantil. com alterações em sua dinâmica devido ao tratamento que a criança deve ser submetida e a incerteza do prognóstico. Os dados foram analisados pela metodologia quantitativa através da freqüência de aparição e metodologia qualitativa. a fim de que todas as demandas que emergirem possam ser atendidas oferecendo assim uma atenção humanizada e integralizada. os dados de esclarecimento constaram na carta referida. c) intervenção na humanização do atendimento e d) coordenação. Uberaba/MG. O roteiro continha questões relacionadas a identificação pessoal e profissional bem como a caracterização da intervenção terapêutico ocupacional. Hospitalização. A primeira categoria temática foi titulada como o papel do terapeuta ocupacional na oncologia pediátrica em contexto hospitalar e teve incluídos quatro núcleos de sentido: a) intervenção na área de reabilitação. Curso de Terapia Ocupacional. Criança. s/n. 3º Piso. 2010 . como a família. que foi enviado via email para os terapeutas ocupacionais cadastrados no Grupo Nacional de Terapeutas Ocupacionais de Contextos Hospitalares. A segunda categoria foi titulada como abordagens que caracterizam a prática clínica a qual continha dois núcleos de sentido na sua composição: a) reabilitativas e b) outras. A terceira categoria foi nomeada como as dificuldades vivenciadas na prática profissional composta por dois núcleos de sentido: a) prognóstico incerto e b) caracterização profissional.32-89. Av. Assistência Integral à Saúde. o processo de hospitalização pode ser prolongado. os pesquisados referiram a reabilitação ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. também se vêem em uma situação nova. Câncer. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Através da análise quantitativa foi estabelecida a freqüência de aparição e pela análise qualitativa foram criadas 3 categorias temáticas com 8 núcleos de sentido. Todo este contexto poderá provocar diversos sentimentos na criança e seus familiares que precisam ser abordados para serem melhor elaborados. Resultados/conclusão: A amostra foi composta por seis terapeutas ocupacionais.UFTM. O câncer infantil é uma doença altamente invasiva e que causa alterações no cotidiano. Lucieny Almohalha. O roteiro foi enviado via email junto com a carta convite que substituiu o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. bem como limitações em relação ao desenvolvimento motor. o que pode gerar diversos impactos na vida de todos os envolvidos.

Rev. L. hum. cognitiva e psicológica. M. 1. A. D.R. PIERRI. R.A.ed.Desafios para terapia ocupacional. LUZO. CARDOSO. p. De CARLO. Particulares do Câncer Infantil. 7ª ed.M. et al.B. F. A Percepção das mães acompanhantes das crianças com câncer atendidas na casa da criança sobre atividade lúdica. O papel do Terapeuta Ocupacional em Oncologia. L.E. B. 2004.32-89. OTHERO. estes profissionais estão baseando suas práticas clínicas em objetivos. A. SILVA. M. 72-100. B. 153f.C. C. 3º Ed.M. A família diante do adoecimento infantil e da hospitalização infantil . p.B. A. SANTOS. MELO.B. W. Terapia Ocupacional – Práticas em Oncologia. 1º Ed. visando oferecer acolhimento aos profissionais. M. Universidade de São Paulo Ribeirão Preto. São Paulo: Roca. M. São Paulo: Roca. 5.Reabilitação Física e Contextos Hospitalares. nº02. M. Terapia Ocupacional em Oncologia. W. É importante pontuar que os resultados obtidos neste estudo não permite fazer generalizações. M. 2010. 1º ed. Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional em Pediatria.G.M. B.Reabilitação Física e Contextos Hospitalares. KUDO. M. LIMA. In: Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária. 3. GIL.P. A. In: OTHERO.M.R. In: DE CARLO. O brincar na vida do escolar com câncer em tratamento ambulatorial: possibilidades para o desenvolvimento.. Terapia Ocupacional – Práticas em Oncologia. 2008. GUERRA.inca. Dissertação (Doutorado Enfermagem)-Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. 2010 . PENGO. 115-136. Estruturas Aplicadas de Referência na Disfunção Física. Disponível em: http://www. 72-122. 100-104. 3-15. [online]... S. Conceitos Gerais em Oncologia. bras. Terapia Ocupacional com crianças hospitalizadas. p. RABELO.D. 2004. L. Prática Hospitalar.M. In: KUDO. In: X Encontro de Extensão da UFPB.M. 2004. 1994. São Paulo: Roca. São Paulo. v.br/conteudo_view. p. M. M. 194-203. O.M. OTHERO. COSTA. C. Brinquedoteca .S. 233-255. São Paulo: Sarvier.M. Revista eletrônica de psicologia. A humanização do atendimento. sendo-se que o terapeuta irá trabalhar a fim de recuperar ou evitar perdas nesses aspectos. M. 275-287. Análise de Atividades: Apontamentos para uma ReflexãoAtual. In: Fundamentos para a Prática em Terapia Ocupacional. As emoções da hospitalização infantil.. pois a criança com câncer pode apresentar alterações importantes que podem impactar seu desenvolvimento geral. sendo o mesmo pautado por várias esferas. João Pessoa. emergiram nas respostas de todos os pesquisados seja em relação a humanização das relações como também do ambiente. I. set/out. Terapia Ocupacional.67 motora. 2003. p. 1º ed. A. 01. OTHERO. 1º Ed. LUZO.M. bem como aos familiares e crianças nos momentos de angústia e sofrimento. sendo de extrema importância que esses aspectos sejam abordados. Instituto Nacional do Câncer (2010). W. jul.Espaço Criativo e de Vivências Lúdicas. p. 18.gov. F. M. 2003. As dificuldades vivenciadas na prática profissional evidenciaram a necessidade e a realização de abordagem enfocando aspectos emocionais decorrentes do adoecimento.S. p. FERRO. uma vez que o número de participantes da pesquisa foi pequeno. Terapia Ocupacional. CASTRO. E.V. N.D. M.C. p.. p.A.C. Porém. CABRAL. 2008. REFERÊNCIAS Brasil.asp?id=343. et al.M.C.M. n. Métodos e técnicas em pesquisa social. 2007. AMORIN. V. 2010. PALM. São Paulo: Roca. O. estratégias e teorias pertinentes para tal contexto. R.P. F.P. 2003. São Paulo: Roca. 2006. p.. M.. M. n. Belo Horizonte. 47. 1999. crescimento desenvolv. Fisioterapia.. A. N. vol. E. In: OTHERO. In: In: DE CARLO.. Ano VIII. CHAGAS.R.C. Maceió. respaldando-se na literatura.R. São Paulo: Atlas. HAGEDORN. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. 47-74. Do vivendo para brincar ao brincando para viver: o desvelar da criança com câncer em tratamento ambulatorial na brinquedoteca. CHRISTOFFEL.

Plano de Cuidados e Trabalho em Equipe. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. OTHERO. COSTA. 2010. nº02.B. M.32-89. 2010 . 01. R. In: OTHERO. 2004. p. Terapia Ocupacional – Reabilitação Física e Contextos Hospitalares. In: CARLO. C. M.B. OSHIRO. R. São Paulo: Roca. 2006. Reflexões da clínica terapêutica ocupacional junto à criança com câncer na vigência da quimioterapia. M. TAKATORI.L. B. M.M.256–275.68 SILVA.G. Terapia Ocupacional – Práticas em Oncologia. M. São Paulo: Roca.2. 129-137. 47-71. p. Revista Brasileira de Cancerologia. v. OTASHIMA.52. O Hospital e a Assistência em Terapia Ocupacional com a População Infantil. C. VANCOSCELOS. M. n. 1º ed.P.. p.. M. p.F. M. V. ALBUQUERQUE. vol..A.F. LUZO.R.

A coleta se deu nos meses de agosto e setembro de 2010. 01. que permitem acessibilidade da pessoa com deficiência em automóvel particular.com.). o ato de adaptar promove ajuste. Para pessoas com deficiência física a mobilidade raramente é algo corriqueiro ou automático. 2010 .uftm. o “ir e vir” é uma das áreas de ocupação . O estudo objetivou caracterizar as adaptações veiculares e o perfil de seus condutores em um município do Triângulo Mineiro.UFTM. promovendo independência e função.br Palavras Chaves: Equipamentos de auto-ajuda. Ma. uma deficiência física pode. a mobilidade na comunidade significa independência pessoal e profissional. Pesquisadora do Laboratório Integrado de Tecnologia Assistiva (LITA . Saúde da Pessoa com Deficiência ou Incapacidade. Getúlio Guaritá. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . 2003). Curso de Terapia Ocupacional. 3º Piso. obtendo de forma igualitária as condições para a mobilidade na comunidade (ir e vir) e para desempenhar a tarefa (atividade instrumental de vida diária) de maneira segura e confortável (ARBESMAN & PELLERITO). As adaptações veiculares constituem-se como uma das formas de ajuda técnica ou equipamento de auto-ajuda. A escolha da amostra representativa deu-se pela amostragem por critério. Unidade Centro Educacional (CE). movimentar-se pela vizinhança e dirigir um carro são atividades tão costumeiras que a maioria das pessoas não as consideraria complexas.atividades práticas ou instrumentais da vida diária. Para uma pessoa com deficiência física. a partir do contato com instituições de uma cidade do Triângulo Mineiro que reabilitam pessoas com deficiência física. Para o terapeuta ocupacional. acelerador. Av. por exemplo. 2008). s/n. que são orientadas para a interação com o ambiente e que são frequentemente complexas – geralmente opcionais por natureza. Dessa forma. Mas. fundamentados constitucionalmente pela União (CAVALCANTI et. al.UFTM). nº02. Uberaba/MG. Andar. à tarefa (ANGELO & BUNING). a execução e a concretização desta tarefa da vida prática perpassam primeiramente pelos princípios de acessibilidade para condução do próprio veículo. Enquanto procedimento metodológico se configura como estudo de caso (casos múltiplos) e se caracteriza como uma pesquisa qualitativa exploratória. os indivíduos com deficiência.br E-mail: lita@to. p. acomodação e adequação do indivíduo a uma nova situação. necessitam de adaptações nos comandos de dirigibilidade (volante. a população/amostra participante caracterizou-se por onze pessoas com deficiência física que possuíam automóvel de passeio particular e que são condutores de veículos adaptados.69 VEÍCULO ADAPTADO: CARACTERIZAÇÃO DAS ADAPTAÇÕES E PERFIL DE SEUS CONDUTORES Marília Gabriela Azevedo de Resende.32-89. subir escadas. Dentre tais atividades. Souza. garantindo a equiparação de oportunidade para o “ir e vir” e que igualmente avaliza os princípios de dignidade e igualdade. Alessandra Cavalcanti A. por meio de visitas domiciliares pré-programadas e com a devida ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. freio e/ou embreagem) dos utilitários convencionais para que possam conduzir o veículo. Assim. Condução de veículo. vol. A adaptação é um ramo da Tecnologia Assistiva e se define como a modificação da tarefa.edu. Mas. em específico a deficiência física. o terapeuta ocupacional caracteriza a “mobilidade na comunidade” (AOTA. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. impedir que uma pessoa use as pernas e/ou as mãos para manejar os controles de veículos automotivos. E-mail: mariliagabriela10@yahoo. O envolvimento nestas atividades é referenciado como provedor de saúde e estados relacionados à saúde (OPAS/OMS. método e meio ambiente. CEP: 38025-440. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM.

ARBESMAN. Dentre a amostra. 2003. A.70 autorização de seus correspondentes. J. freio.32-89. 2008. 01. Incapacidade e Saúde. 2nd.173-186. As entrevistas foram gravadas em meio digital. REFERÊNCIAS ANGELO. p. RADOMSKI.P. In: TROMBLY. GALVÃO. de maneira que os achados não podem ser generalizados e aplicados a todos os casos de veículo adaptado. Os resultados apontaram que dos 11 sujeitos participantes. Evidence-Based perspective on the effect of automobile-related modifications on the driving ability. manutenção da independência para mobilidade em contextos da comunidade e seu retorno no envolvimento de ocupações. quanto ao local de aquisição e de instalação da adaptação registrou-se que a maioria dos condutores procurou meio alternativo ao invés de procurar empresas especializadas no ramo de adaptação de veículos para pessoas com deficiência física. E. n 9. Lisboa: Edições70. com variação entre 31 e 72 anos. MOREIRA. com configurações distintas. Portanto. C. No que se refere a localização da adaptação no veículo. A. A média de idade dos participantes foi de 50. e que as adaptações veiculares acrescentam para a pessoa com deficiência autonomia. 2010 . CIF: Classificação Internacional de Funcionalidade. Análise de Conteúdo.62. A maioria dos entrevistados possuía paraplegia como diagnóstico e uma minoria faz uso do membro afetado para controlar algum comando do carro. JR. v. SP: Editora USP.2 anos. 2010. nº02. C. p. In: CAVALCANTI. CAVALCANTI. 2007. Bethesda. 2010).389-420. E. Occupational Therapy Practice – Framework: Domain & Process.473-479. 2. S. 5a São Paulo: Santos. J. M. E. Em relação ao grau de escolaridade. Adaptação Veicular. bem como de todo o processo e fatores envolvidos sobre tecnologia assistiva/adaptações veiculares. Quanto ao estado civil seis sujeitos são casados. Terapia Ocupacional: Fundamentação & Prática. M. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. American Journal of Occupational Therapy. verificou-se uma ampla variação. indo desde nenhuma formação até o ensino superior completo. Os dados foram obtidos mediante aplicação e preenchimento de um formulário simultaneamente a uma entrevista. C. BUNING. GALVÃO. Concluise que os carros convencionais tornam-se cada vez mais refinados e automatizados. dos órgãos competentes e do próprio usuário. Terapia Ocupacional para as Disfunções Físicas. v. n. Ainda. 2005.. C. os comandos para dirigibilidade foram para acelerador. transcritas no formulário e submetidas à técnica de análise de conteúdo. p. Quanto à profissão dos condutores percebe-se que a maioria está inserida no mercado de trabalho e mantêm um papel social.V. BARDIN. AOTA. 10 sujeitos já possuem habilitação para condição de deficiente e 01 ainda não adquiriu. M. A. CAVENAGHI. p. L. verificou-se que 09 possuem os membros inferiores totalmente afetados por uma deficiência. estas questões comprovam a importância da elucidação dos fenômenos abordados neste estudo.625-683.62. 10 são do sexo masculino e 01 do sexo feminino. OPAS/OMS. C. Sugere-se continuação dos estudos no que concerne a ampliação da amostra. 2008. PELLERITO. O estudo teve como fatores limitantes o restrito acervo bibliográfico referente ao tema e o tamanho da amostra. performance. embreagem e volante. a qualificação de como o processo de aquisição ocorre e o entendimento do assunto a partir da visão de fabricantes. do tipo análise categorial temática (BARDIN. Nov/Dez. quatro são solteiros e um é divorciado. Os carros adaptados apresentaram ampla variação das marcas e a maior parte com ano de fabricação e aquisição na última década. and safety of older adults. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. 01 possui ambos os membros afetados e o outro apresenta deficiência parcial nos membros inferiores. Adaptações de Alta Tecnologia para Compensar a Deficiência. March/April. vol. p. The American Journal Occupational Therapy. característica que confere segurança e conforto.

As entrevistas foram realizadas no período de junho de 2010.O não se propõe a desenvolver nenhuma habilidade musical.. bem como aplicou-se o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido com todas as sujeitas participantes. mas sim. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. Todo esse discurso condiz com a filosofia da Terapia Ocupacional (TO) que vislumbra o sujeito como um todo. a música pode favorecer recomposição do sujeito como ser integral. Unidade Centro Educacional (CE). nº02. sendo duas realizadas face a face na cidade de São Paulo e outra via skipe com entrevistada residente em Belo Horizonte. 2Objetivos: identificar e analisar possibilidades de utilização da música enquanto recurso terapêutico na TO e conhecer o perfil do terapeuta ocupacional que a utiliza. 3.32-89. a produção do conhecimento relativo às temáticas: . objetivos.Música e Terapia Ocupacional com as subcategorias: fatores motivacionais na utilização da música como recurso. dando importância a suas potencialidades. sendo a entrevista gravada pelo programa Gallgraphsetup. Atualmente. dentre eles o terapeuta ocupacional. . conceito de terapia ocupacional. Após coleta de dados. A música desde antigamente já era utilizada pelo sujeito e os povos mais importantes para difundi-la no ocidente foi o grego. et al. s/n. . .de naturalidade brasileira. E-mail: betsvieira@hotmail. p. Curso de Terapia Ocupacional. com parecer 1564. nível de atenção em saúde. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Dentre os corpos de categorias apresenta-se neste artigo. no qual duas delas utilizam a música em sua prática clínica e a terceira a utilizou anteriormente. CEP: 38025-440. população-alvo. Anne Marise Koenig.com Palavras Chaves: Música. submeteu-se estas à análise de conteúdo proposta por Bardin. reunido nas subcategorias: área de atuação. abrangendo também a poesia e a dança (MELLO. não apenas um mecanismo biológico composto por partes . Todas são do sexo feminino. Vale destacar que a pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa.2001). A palavra música nasceu na Grécia e significava “Arte das Musas”. 3º Piso.71 POSSIBILIDADES DE UTILIZAÇÃO DA MÚSICA ENQUANTO RECURSO TERAPÊUTICO OCUPACIONAL Roberta Vieira da Silva. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . intermediando para que o indivíduo seja protagonista de sua história.profissionais com formação em TO que utilizam ou já utilizaram a música como recurso em sua prática clínica. Uberaba/MG. utilizando a técnica de análise temática. promover o desenvolvimento do potencial humano de cada sujeito. Av.UFTM. Para Yañez (s/d) a T. na TO os estudos sobre música são escassos e mais teorizam acerca do assunto do que mostram como se pode utilizar na prática e por esse motivo nota-se a importância do trabalho para o campo profissional. resultados e cuidados na utilização ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM.Perfil das Terapeutas Ocupacionais entrevistadas que utilizam a música enquanto recurso. Segundo Fonseca et al (2001).5 anos. Getúlio Guaritá. Os critérios de inclusão foram: . com idade média de 40. Esta escolha dependeu da disponibilidade do profissional para atuar como participante e seu enquadramento nos critérios de inclusão.residentes no Brasil. vol. baseada na abordagem qualitativa. em que através de entrevista semi-estruturada se entrevistou três terapeutas ocupacionais. 01. Ma. Atualmente ela se configura como recurso utilizado pelos profissionais de saúde. Para seleção dos profissionais foi usado a internet enviando emails para associações de terapeutas ocupacionais do Brasil e para profissionais que pudessem indicar terapeutas ocupacionais que se enquadrassem no perfil da pesquisa. Terapia Ocupacional.Metodologia: Realizou-se pesquisa de campo. 2010 . graduação concluída entre 1981 a 2001 em universidades públicas brasileiras. aprimoramentos na área e referenciais teóricos.

2. v. emocionais. nota-se a necessidade de estudos na área que continuem buscando a relação da TO e do recurso música.A. expressando experiências de vida e através desta deixando legados à sociedade. SILVA. Anais. n 03. cognitivas e sociais do sujeito (BRESCIA. p. os resultados não podem ser generalizados. D. K. pelo fato da música ser um recurso flexível pode-se trabalhar com diversas clientelas e os resultados desse trabalho permeiam pela questão do empoderamento e aumento das capacidades físicas. São Paulo: 2001. Credibilidade e efeitos da música como modalidade terapêutica em saúde. vol. Ainda pontuam acerca da utilização não só da música cantada como também dos sons e do silêncio no campo da TO.pdf. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. visualiza-se que as profissionais têm olhares diferenciados acerca da relação homem-musicalidade. YAÑEZ. LIBERMAN. 2009. para que assim se consolide melhor o conhecimento. os sons e a Terapia Ocupacional e por último. Eletrônica de Enfermagem. FONSECA.M. p.O. Identifica-se a partir do estudo um novo papel da TO antes não descrito na literatura: ampliadora do repertório cultural e vivencial do sujeito a partir do recurso musical. M. p. 01.Música e a Terapia Ocupacional: destaca-se aqui os motivos que levaram as terapeutas ocupacionais a utilizarem a música enquanto recurso perpassando desde motivos intrínsecos do sujeito.C. 2010 .Perfil das Terapeutas ocupacionais entrevistadas que utilizam a música enquanto recurso: a partir da interpretação dos dados observou-se que as terapeutas ocupacionais atuam em diferentes áreas e níveis de atenção e que o uso da música não se restringe a um único nível ou área de atuação. ampliação do repertório musical: um enfoque da T. K.S. Embora as TOs não tenham formação de nível superior em música ou em musicoterapia.crfaster.A.1-10. Portanto. 5Considerações finais: A partir do estudo. BARBOSA. Curitiba: Centro Reichiano.72 da música. Dentre os objetivos que possuem ao utilizar a música destacam-se: trabalhar reminiscências. Congresso Brasileiro de Psicoterapias Corporais. 2009. nº02. DUARTE.1.3. as terapeutas ocupacionais não possuem formação de nível superior em musicoterapia ou em música. SIQUEIRA. 2009). Rev. FONSECA.V. .P. 2006. entendendo que o ser por si só é musical desde os seus mecanismos fisiológicos como ritmo cardíaco até seus processos culturais. Em relação à população-alvo. PINTO. de sua história musical. Disponível em: www. Acesso em: 17/11/2009. L. REFERÊNCIAS BRESCIA. B.398-403. Em detrimento das características da abordagem qualitativa e da amostra da pesquisa ser pequena. dentre outros. Música e Reabilitação. utilizam referenciais teóricos de ciências emprestadas e reconhecem os cuidados ao usar a música na prática clinica.Resultados e Discussão: 4. 4. enfocando a TO como área de conhecimento e como área de atuação. o que faz desta uma característica que distingue sua prática ao se comparar com a de musicistas. MELLO. Elas conceituam a profissão de formas diferentes. SOUZA.G.C.08. In: Encontro Paranaense. encontrar um canal de comunicação. V. bem como para que a prática do profissional seja justificada e pautada.C. K. S.Considerações da Terapia Ocupacional acerca da díade homemmusicalidade contemplando as subcategorias: a relação do homem e a música.32-89. Através da música as pessoas vão construindo sua identidade.R. F. 4. IX. 4.br/cc27. P. M. elas compreendem os aspectos básicos e criam uma linha de raciocínio ao usar música.Considerações da TO acerca da díade homem-musicalidade: as profissionais trazem percepções importantes sobre a relação do homem e da música. Além disso. além de relatar o papel da profissão como ampliadora do repertório musical do sujeito.P. A música como recurso terapêutico.com. A música como recurso no atendimento de reabilitação. trabalhar socialização. relacionados aos princípios da profissão bem como pelo fato de utilizar a dança como recurso primário. XIV.

2010 . A escrita é uma das funções acadêmicas rotineiramente desempenhadas por crianças em processo educacional.UFTM.1 anos.br E-mail: lita@to. com deficiência física. Participaram deste estudo 09 sujeitos. Ma. O AEE congrega espaço (sala de aula) específico com recursos de TA para a promoção de acesso e de condições para uma educação pautada na acessibilidade. 2008). de 09 crianças/adolescentes. Os dados foram coletados por registro fotográfico do padrão de escrita. vol. Foi solicitado ao participante que ele escrevesse-desenhasse na folha.uftm. A „preensão com polegar cruzado‟ foi registrada em dois alunos (S3 e S8. A criança se manteve posicionada sentada de frente a mesa escolar na sala do AEE. CEP: 38025-440. 3º Piso. ficando o polegar cruzado sobre o lápis que fica seguro contra o dedo indicador e apontando na direção ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. respectivamente). 03 possuem predominância para a escrita à esquerda e 06 à direita. 10 e 8 anos. 2) Categoria „preensões de transição‟. em ordem de desenvolvimento‟. As preensões observadas foram: 1)„preensões de transição‟ e. e 3) Categoria „preensões maduras‟. 06 do sexo masculino e 03 do sexo feminino. A análise categorial temática (BARDIN. 2006). Pessoa com Deficiência. Os participantes da pesquisa foram observados escrevendo na sala de aula do AEE de cada escola. 01. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética da UFTM de acordo com o protocolo n° 1631. sendo determinadas como categorias as preensões nomeadas na „Escala de preensão de lápis e giz de cera. Quando na escrita algum problema é notado. Os resultados revelaram que os tipos de preensão observados nos alunos pesquisados variaram entre: a) polegar cruzado. com média de idade de 9.73 PADRÕES DE PREENSÃO PARA ESCRITA DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA E USO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA Silvia Regina Gomes de Oliveira. Assim. Este tipo de preensão é caracterizado pela flexão dos dedos na palma da mão.32-89.br Palavras Chaves: Terapia Ocupacional.edu. b) trípode estática. 2001). s/n. c) trípode lateral e d) trípode dinâmica. as crianças são muitas vezes encaminhadas a terapeutas ocupacionais para a avaliação e intervenção de acordo (TOMCHECK & SCHNECK. Unidade Centro Educacional (CE). qualitativa e um estudo de caso. p. Escrita Manual. destes. nº02. Trata-se de uma pesquisa descritiva. As categorias estabelecidas foram: 1) Categoria „preensões primitivas‟. 2)„preensões maduras‟. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . Curso de Terapia Ocupacional. E-mail: silvia_touftm@yahoo.com. As imagens do tipo de preensão foram feitas pela face radial da mão dos sujeitos e a observação com a coleta foi de aproximadamente 20 minutos por sujeito (S). Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. nos espaços e equipamentos (BRASIL. Pesquisadora do Laboratório Integrado de Tecnologia Assistiva (LITA . Esses profissionais são um dos responsáveis pela identificação de restrições e/ou limitações que interferem no desenvolvimento e na concretização da escrita (AMUNDSON & WEIL.UFTM). Neste contexto a acessibilidade é focada nos materiais didáticos. enquanto os registros fotográficos eram realizados. Alessandra Cavalcanti de A. Getúlio Guaritá. Souza. Av. 2010) foi utilizada na interpretação dos dados. estudantes da rede pública de ensino e frequentadoras do AEE. Não houve nenhum registro de „preensões primitivas‟. este estudo objetivou descrever o tipo de preensão utilizado na escrita de crianças com deficiência física que frequentam o AEE e as TA utilizadas por elas durante a atividade de escrita. Uberaba/MG.

vol. WEIL. dos equipamentos e mobiliários. ainda pode-se apontar que dentre as crianças observadas.: Hand Function in the Child – Foundations for Remediation. Esta é descrita como estando o lápis estabilizado. contra o lado radial do terceiro dedo. S. January/February. Os demais alunos. o punho se mantém em discreta extensão.74 deste. v. M. A „preensão trípode lateral‟ foi observada em apenas um sujeito pesquisado (S7.95-104. Philips e Rice (2010) descrevem que o processo de treinamento do uso de dispositivos de TA é mais árduo que a utilização do membro não acometido para o desenvolvimento da escrita. RICE. Uma limitação deste estudo foi a frequência irregular dos alunos com deficiência física nas escolas. esta acomete apenas um dos membros. seção 1. Brasília: Imprensa Nacional. adequações do ambiente. a mão se movimenta como uma unidade (bloco) e.26.: Prewriting and handwriting skills. C. p. de 18 de setembro de 2008. complementando o ensino voltado a criança com deficiência. 2010.. K. verificou-se que a efetivação do uso de dispositivos de auto-ajuda nas escolas regulares ainda é escassa. Análise de Conteúdo.. S4.64. 2001. PEHOSKI. 01.571. tendo estrutura e função dos membros superiores preservadas. 6.12.: SCHNECK. K. 9 anos). 7 e 12 anos. J. intervenções com tarefas diárias. nº02. não comprometendo a função dos mesmos.M. BARDIN. C. L. a habilidade para escrever foi desenvolvida no lado contralateral à deficiência. n. Mesmo com a implantação do AEE nas escolas regulares. pois aqueles que possuem deficiência física no membro superior.: Grasping naturally versus grasping with a reacher in people without disability: Motor control and muscle activation differences. 1. respectivamente) tem semelhança com a „preensão trípode lateral‟. ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM.. Maitra. principalmente através do uso de TA. e o polegar mantido em abdução. p. A deficiência física relatada de alguns dos sujeitos não acomete os membros superiores. A falta dessas crianças é freqüente e pontuada como costumeira. Decreto-lei nº 6. Diário Oficial da União.: Occupational Therapy for Children. permitindo o desenvolvimento de habilidade manual para escrita no membro contralateral â deficiência. descansa sobre o primeiro espaço interdigital. p. O punho fica estendido e o quarto e quinto dedos em flexão para estabilizar o arco longitudinal da borda ulnar e o terceiro dedo. Lisboa: Edições70. K. C. O polegar permanece em oponência completa. se superpõe a borda lateral do dedo indicador.. se diferenciando apenas no posicionamento do polegar que se encontra em oponência. embora apresentem deficiência no membro superior. BRASIL. A „preensão trípode estática‟ foi observada em um participante (S5. Mosby.D. S6 e S9. S. com ocorrência em cinco alunos observados (S1. Através da observação espontânea da escrita foi possível descrever os tipos de padrão de preensão para a atividade de escrever de crianças com deficiência física. de 17 de setembro de 2008. o lápis. pela polpa do polegar. In: HENDERSON. Os resultados apontam que a escrita dos sujeitos pesquisados não é influenciada por dispositivos de tecnologia assistiva. St Louis: Mosby. 2010 . In: SMITH. TOMCHECK. Partindo desse pressuposto. S2. J. MAITRA. S. nº 181.: Evaluation of handwriting. duas (S3 e S5) necessitariam de tecnologia assistiva para melhorar o desempenho na atividade. não necessitando de ajuda técnica para fazê-lo. PHILIPS. 2010. Nesta preensão o lápis se mantém estabilizado contra o lado radial do terceiro. e tecer considerações sobre o uso de tecnologia assistiva no contexto em estudo. nenhum sujeito apresentou uso de adaptação para qualquer tarefa do repertório escolar. 9. REFERÊNCIAS AMUNDSON. 9 anos). 2006. A. American Journal of Occupational Therapy. M. O TO no contexto escolar pode lidar com a análise de atividades. Em relação ao uso de TA. e no trabalho direto com o professor com capacitação e reciclagem deste para lidar com a inclusão da criança com deficiência. A „preensão trípode dinâmica‟. e a polpa digital do indicador apoiada sobre o eixo do lápis.32-89.

Na categoria AIVDs. AIVDs e trabalho foi mantido. Realizou-se um estudo retrospectivo. 2007). transversal e quantitativo com 56 adolescentes matriculados no ensino fundamental de duas escolas públicas. almoço. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM.uftm. namorar. a compreensão do tempo de engajamento dos adolescentes em ocupações possibilita a construção de cenários onde podem ser identificados focos potenciais de ações que se revertem em melhorias no cotidiano destes sujeitos. Neste sentido. A média de tempo gasta em dias de semana foi 617. Os dados foram coletados através do Critério de Classificação Econômica Brasil da Associação Brasileira de Empresa e Pesquisa (ABEP.UFTM. p. Endereço para correspondência: NEPVIAS-UFTM. A segunda ocupação mais dedicada nos dias de semana é educação e fim de semana. Este processo será considerado tanto menos ambíguo quanto maiores forem as experiências positivas no desempenho de diferentes ocupações. são mulheres. e presença de outros membros da família que auxiliam no cuidado ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. Referente aos dados sóciodemográficos. banho. a média gasta foi 502. Gerenciamento do Tempo. mas que estas muitas vezes tais atividades são automatizadas no cotidiano. Notou-se que na categoria AVDs o tempo dedicado por este grupo em estudo pode ter sido subestimado. Sono e Descanso. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Vulnerabilidade e Saúde na Infância e Adolescência (NEPVIAS . Trabalho e Educação (Gráfico 1). Uberaba/MG.com E-mail: nepvias@to. vestir-se.11 no fim de semana.50 min nos dias úteis e 189.edu. inclusas práticas de deslocamentos diários. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . o tempo para AVDs. relação sexual). cuidados com o cabelo). homens e mulheres. Drª. cuidar dos outros e de animais. atividades domésticas e cuidar de outros que pode ter ocorrido respectivamente pela não realização de deslocamentos para casa-escola e vice-verso e restrição de convívio no bairro onde moram. 350. Qualidade de Vida A adolescência é caracterizada pela transição da puberdade para a fase adulta. O tempo de engajamento nas ocupações foi dividido em Atividades de Vida Diária (AVDs). reduziu-se a prática de deslocamentos diários. pois se observou em muitos instrumentos a não citação de sua prática. Durante os sete dias da semana. 2010 . No fim de semana. Guilherme Ferreira. com estímulo ao seu desenvolvimento e promoção de saúde. E-mail: sofiamartins01@gmail.54. Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs). Atividades de Tempo Livre e Lazer.32-89. religião. atividades domésticas. obteve-se que a maioria.br Palavras Chaves: Adolescência. 80. 01. Na categoria AVDs os jovens relataram realizar atividades como cuidado pessoal (acordar. sendo a análise realizada em termos de frequência e medidas de centralidade. Av. alimentação (café da manhã. o que não quer dizer que os adolescentes não a realizam. nº02. escovar os dentes. manutenção da saúde e compras. com média de idade de 13. sendo que sono e descanso correspondem à ocupação com maior tempo de engajamento. 3º andar Centro. CEP: 38022-040. inseridos no ensino público de um município de médio porte do estado de MG.. 2009) e de um quadro do uso do tempo (SARRIERA et al.75 anos e classe econômica C. sendo influenciada por contextos sócio-culturais e processos psicobiológicos.75 TEMPO DE ENGAJAMENTO EM OCUPAÇÕES DE ADOLESCENTES INSERIDOS NO ENSINO PÚBLICO Sofia Martins.UFTM). lanche. jantar) e relacionamento amoroso (ficar.4% dos sujeitos. Daniela Tavares Gontijo. tempo livre/lazer.14 min e fim de semana 255. vol. Este estudo teve por objetivo caracterizar o tempo de engajamento em ocupações de um grupo de adolescentes.

A quantidade de tempo dedicada a esta ocupação pode ser justificada pela ausência dos pais dos adolescentes no cotidiano que parece favorecer a não ocorrência de fiscalização.ABEP.069. e 1053. 01. Lei n. Na categoria trabalho. 2006).57 min nos dias úteis e 40. o que indica um leque pequeno de oportunidades de lazer (SARRIERA et al. não implicando que estes adolescentes vivenciem situações de exploração da mão de obra infanto-juvenil. M. ed. Este cenário traz à tona a necessidade de ações de cunho intersetorial. apontando para a necessidade de compreender o significado da frequência à escola e da escola para os adolescentes. Disponível em: <www. babá e outros) e trabalho voluntário (não remunerado. de 12 de outubro de 1991. art. 1990. J. Estes dados permitiram a discussão de que embora no Estatuto da Criança e do Adolescente (Brasil./jun. descansando. Lei n. observou-se uma variação significativa no tempo apresentado por cada adolescente de permanência e frequência no contexto escolar. Nesta categoria..242.. B. J. obteve-se que os adolescentes gastam uma média de 113.71 em fim de semana envolvidos com atividades de trabalho remunerado (trabalho em estabelecimentos. Acesso em: 09 dez. 60. MACHADO. Critério de Classificação Econômica Brasil. jan.50 min durante dias úteis. – 3. 70-81.61 min no período útil e 933. procura de serviço). 2005). notou-se a baixa inserção dos (as) adolescentes em atividades extracurriculares e no relato de tempo ínfimo para a prática de atividades escolares em casa que pode ter relação com renda familiar como possibilidade de investimento em recursos materiais e atividades extraescolares (CARVALHO e MACHADO. os dados apresentaram que os tipos de trabalho remunerado realizados parecem estar relacionados a trabalho junto a membros familiares. uso desta mão de obra pelo mercado. na categoria tempo livre/lazer destaca-se que os jovens gastam uma média de 1486. BRASIL. REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE PESQUISA . desemprego. 6/1. De uma forma geral.79 em fim de semana. p.11 min nos dias úteis e uma média de 26. p. – Brasília: Câmara dos Deputados. 8.abep. 8. 2007). e de concepções culturais e ideológicas que entendem trabalho como prevenção da marginalidade para as classes econômicas mais baixas (MINISTÉRIO DA SAÚDE. sustentadas por metodologias participativas. o estudo aponta indícios que podem se relacionar aos cenários de privação e desequilíbrio ocupacional. dedicando uma média de 2257. Análise dos usos do tempo entre crianças acerca das relações de gênero e de classe social. principalmente no que se refere à educação e lazer. 2010 . Na categoria descanso/sono estão inclusos os relatos de tempo nos quais os adolescentes relatam estão ociosos.21 no fim de semana. Coordenação de Publicações. ou dormindo. 2009. proíba-se a execução de trabalho por menores de quatorze anos. 2006. 2009.76 doméstico e de outros. MINISTÉRIO DA SAÚDE.27 no fim de semana. na qual os adolescentes gastam uma média de 1499. Trabalho infantil: diretrizes para ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. atividades extra-escolares (qualquer tipo de aula extra) e atividades em casa (fazer tarefa e trabalho. de 13 de julho de 1990. estudar e organizar materiais de escola).org>. S. que favoreçam a elaboração de estratégias adequadas possibilitando a vivência de ocupações saudáveis que oportunizem aos (as) sujeitos o exercício do protagonismo juvenil. sendo realizadas de forma mais frequente nestes períodos: assistir televisão. vol. Combater a exploração do trabalho de crianças e adolescentes significa perpassar pelo enfrentamento das vivências de pobreza. Estatuto da Criança e do Adolescente. CARVALHO. nº02. ficar na rua e usar computador. Por fim. incluíram-se atividades escolares (frequentar escola). Currículo sem Fronteiras. v. 1990).32-89. Além disso. que podem ter consequências negativas na saúde e qualidade de vida de adolescentes. Na categoria educação.

nº02. SARRIERA..77 atenção integral à saúde de crianças e adolescentes economicamente ativos. TATIM.. J. COELHO. D. BÜCKER. P. 2007. p. S. Brasília: Editora do Ministério da Saúde. Psicologia: Reflexão e Crítica. p. C. 76 p. 20/3. v. 361-67. R. C.. vol. 2010 . ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. 01. Uso do tempo livre por adolescentes de classe popular. 2005.32-89. J.

2002). Uberaba/MG. Os resultados obtidos pela metodologia quantitativa (questões fechadas) foram analisados através da freqüência simples e os resultados qualitativos (questões abertas). à assistência. aceite para participação na pesquisa e envio do questionário respondido no prazo previsto. OLIVER. ocorre um processo de trabalho fragmentado. pois tal assistência é incapaz de atuar sobre as diversas dimensões do sujeito. Unidade Centro Educacional (CE). baseada na Resolução 169/1996 (BRASIL. que traz consigo além de um problema de saúde. uma amplitude de ações plurais e que podem apresentar uma gama de oportunidades na discussão do acesso à saúde. Para Franco (1999). sua subjetividade e história de vida. 2010 . há possibilidades de atuação centrada e diretiva. A expressão “modelos assistenciais” passou a referir-se às formas de organização dos serviços de saúde. 2003). 2006). 2008). que torna os serviços pouco resolutivos. s/n. respeitando os preceitos éticos da pesquisa com seres humanos. 01. Considerase o Terapeuta Ocupacional (T. Getúlio Guaritá. JUNIOR. O predomínio deste é comum desde a gênese da profissão.32-89. pois sua formação interdisciplinar proporciona o estímulo ao desenvolvimento de ações focadas tanto nas esferas individual e coletiva. que tenha a potência de cuidar tal como imaginam ou desejam. 1984 apud PAIM. 1998). Conforme Malfitano e Lopes (2003). através do trabalho em equipe (CAVALCANTE FILHO. Desta forma. abriga as ações de modelo assistencial referindo-se ao cuidado.UFTM. Ma. utilizando como procedimento para a coleta dos dados com um questionário semi-estruturado autoaplicado (GIL. 1996). pois o primeiro trabalho ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM. Assim. na diversidade das experiências brasileiras. 2009). Metodologia: Trata-se de uma pesquisa quali-quantitativa. avaliado por juízo externo e testado em pesquisa piloto. que também são determinantes no processo saúde-doença (FRANCO. Sendo um processo de trabalho centrado nas tecnologias leves e leve-duras. de maio a setembro de 2010. Graduanda do Curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Triângulo Mineiro . a condição para que o serviço seja produtor do cuidado (FRANCO. p. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Triângulo Mineiro sob o parecer nº 1566. 2003). considerando os contextos envolvidos (ALMEIDA. vol. Merhy (1998) e Campos (1992). Curso de Terapia Ocupacional. JUNIOR. Av. ROEMER.O) um elemento relevante nessa perspectiva do cuidado. na qual o sujeito respondia ao email aceitando a participação na pesquisa. envolvendo unidades com distintas complexidades tecnológicas relacionadas entre si nos diferentes espaços e populações (PAIM. E-mail: A prestação da atenção. ações ou práticas de saúde. Grasielle Silveira Tavares Paulin.O atuante numa das capitais dos sudeste brasileiro. nº02. CEP: 38025-440. WEEF. um dos componentes do sistema de serviço de saúde (KLECZKOWSKI. Endereço para correspondência: Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Franco e Merhy (2005) expõem o desafio aos profissionais da saúde de proporcionar intervenções sustentadas em novas referências para os usuários. Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. Os critérios de inclusão foram: ser T. pela técnica de Análise do Discurso (ORLANDI. 2008). Elaborou-se uma carta-convite como Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. o excesso de encaminhamento para especialistas e o alto consumo de exames é resultado do descuido com a saúde. desconhecedor do usuário.78 MAPEAMENTO DAS AÇÕES DE TERAPIA OCUPACIONAL NAS CAPITAIS DO SUDESTE BRASILEIRO Solanne Gonçalves Alves. Resultados/ Discussão: Analisou-se os questionários de 13 sujeitos do sexo feminino. 2009). a prática tem mostrado. 3º Piso. Mudar o modelo assistencial requer uma inversão das tecnologias de cuidado a serem utilizadas na produção da saúde (MERHY.

C. Cooperstein e Schartz. corroborando com os autores citados e os resultados desta pesquisa. sendo que grande parte deles demonstraram atender diversas faixas etárias. L. Plexus.4%) em Belo Horizonte. Em Vitória. na qual revela que as áreas mais publicadas são o de atenção à criança e adolescente. considerando que muitos profissionais se formaram anteriormente à década de 1980. OLIVER. No entanto. M. 01. Pois. 35. Conclusão: Os T. será possível a divulgação da profissão e reconhecimento da mesma. J. Em relação às áreas que os T. R. W. na qual apresentou predomínio de maiores publicações das áreas citadas. 81-98. M. A maioria dos sujeitos relatou atender adultos. no entanto não houve nenhuma participação destes na pesquisa.5%) participantes. 1996. adulto e idoso. adolescentes e idosos. P. ações da Terapia Ocupacional e seu impacto no cotidiano dos clientes. BARTALOTTI. B. Resolução nº196. CECCIM. verificou-se que 47% intervem na Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência. Galheigo e Antunes (2008) analisaram a produção científica de 1990 a 2007 nas práticas hospitalares. Devido à escassez de pesquisas sobre esta temática ressalta-se a importância novos estudos sobre a temática apresentada com um número maior de participantes e em diferentes regiões do país. E como se refere os estudos de Silva e Silva (2006). vol. observou-se que muitos conseguem ajustar sua prática aos moldes dos serviços atuais. (1992). tal predominância ocorre desde a graduação. Em relação à análise dos dados das questões abertas do questionário. Conselho Nacional de Saúde. na qual os estudantes fizeram a escolha da terapia ocupacional devido aos cuidados relacionados à saúde.). (orgs.8%) em Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência Física. E. mapeou-se a existência de 9 T.2%) em Saúde Mental.O‟s trabalham. VASCONCELOS. C. p.O‟s desenvolvem ações. R. B. a maioria respondeu atuar na Atenção Terciária à Saúde. BARTALOTTI. BRASIL..(1997) e Pfeifer (1996). assistindo também crianças. São Paulo: Hucitec. 2002. dentre outras.. Observa-se que estes dados demonstram que as áreas mais buscadas para atuação coincidem com algumas áreas onde ocorrem maior numero de publicações. Em São Paulo obteve-se 8 (61.. Na década de 1910. Craik e Wyatt-Rollason (2002). Craik e Zaccaria (2003). CAMPOS. Acolhimento Coletivo: um desafio instituinte de novas formas de produzir o ANAIS – II Mostra Científica do Curso de Terapia Ocupacional – UFTM.7%) em Saúde da Criança. M. Abordagens comunitárias e territoriais em reabilitação de pessoas com deficiências: fundamentos para a terapia ocupacional. In: DE CARLO.O‟s na rede de assistência. Comitê Nacional de Ética em Pesquisa em Seres Humanos.O‟s estão em processo de adaptação às novas tendências em saúde. corroborando com a revisão bibliográfica. M. integralidade.79 teórico em terapia ocupacional foi escrito para enfermeiras (DE CARLO. da Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo de 1991 a 2010 (exceto 2001 e 2002).. C.32-89. A reforma da reforma: repensando a saúde. São Paulo. da S. B. REFERÊNCIAS ALMEIDA. 11 (64.3% Saúde Mental. realizada para este estudo. 2010 . identificou-se quatro fragmentações: identidade profissional. GOMES. 3 (23%) no Rio de Janeiro e 2 (15. de 10 de outubro de 1996 diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos.ed. 1992. 2001). 2. C. Quanto à distribuição dos modelos assistenciais dos serviços nos quais os T. p. 10 (58.4% na Saúde da Criança. coadunando aos dados de Silva e Silva (2006). Terapia Ocupacional no Brasil: fundamentos e perspectivas. a partir do reconhecimento das práticas terapêutico-ocupacionais. Galheigo (2009) constatou multiplicidade de campos e metodologias de ação ao analisar resumos de eventos científicos e periódicos nacionais. não reconhecimento de ações promotoras de saúde. nº02. acreditava-se que as características maternais das mulheres fossem benéficas no tratamento dos doentes (DE CARLO. F. Ministério da Saúde. como: 15 artigos (88. pessoas com HIV/AIDs. G. 29. CAVALCANTE FILHO. BARTALOTTI. Fleming et al. Brasília (DF). 2001). S.

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