Conceito

Antes de começarmos a estudar juros compostos, a título de comparação faremos uma pequena revisão do regime de capitalização simples. Nos capítulos anteriores, vimos que os JUROS SIMPLES apresentam as seguintes características: 1. são calculados sobre o capital inicial; 2. são diretamente proporcionais ao prazo (ou número de períodos), ao capital aplicado e à taxa de juros da aplicação; 3. são adicionados ao capital inicial no final do prazo, formando o montante. Em suma, Js = C.i.n Ms = C(1 + in) No regime de JUROS COMPOSTOS os juros são capitalizados não no final do prazo e sim no final de cada período, ou seja, o juro do primeiro período é adicionado ao capital inicial e sobre esse montante é calculado o juro do segundo período que por sua vez será adicionado ao montante anterior para que se calcule o juro do período seguinte, e assim sucessivamente. Vamos a um exemplo: Você aplicou 1.000 em uma insituição financeira a uma taxa de juros de 2% a.m., capitalizados mensalmente, durante 3 meses. Vamos calcular o montante M3 no final desse prazo. Temos que: C = 1.000 i = 2% a.m. = 0,02 a.m. n = 3 (capitalização mensal) Então, o montante M1 no final do primeiro período será dado por: M1 = 1.000 M1 = 1.000 . 1,02 M1 = 1.020 O montante M2 no final do segundo período será dado por: M2 = 1.020 (1 + 0,02) M2 = 1061,21 O montante M3 no final do terceiro período será dado por: M3 = 1.040,40 (1 + 0,02) M3 = 1.061,21 Verifique que montante do primeiro período foi utilizado para o cálculo do juro do segundo período e assim sucessivamente.

Fórmula do Montante a Juros Compostos

Vamos supor a aplicação de um capital C, durante n períodos, a uma taxa de juros compostos i ao período. Calculemos o montante Mn no final dos n períodos utilizando o mesmo processo do exemplo anterior, ou seja, período a período. M1 = C(1 + i) M2 = M1(1 + i) = C(1 + i) . (1 + i) = C(1 + i)2 M3 = M2 (1 + i) = C(1 + i)2 . (1 + i) = C(1 + i)3 Veja que, para o montante do primeiro período, a expressão fica: M1 = C(1 + i) Para o montante do segundo período, encontramos: M2 = C(1 + i)2 Para o montante do terceiro, M3 = C(1 + i)3 É facil concluir que a fórmula do montante do enésimo período será: Mn = C(1 + i)n O fator (1 + i)n é chamado de FATOR DE ACUMULAÇÃO DO CAPITAL para JUROS COMPOSTOS, ou ainda, FATOR CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA, sendo frequentemente indicado pela letra an. Como vimos anteriormente, ele guarda alguma semelhança com o fator de acumulação de capital para JUROS SIMPLES, dado pela expressão (1 + in). Tanto no regime de juros simples como no regime de juros compostos, o montante é dado pelo produto do capital pelo respectivo fator de acumulação. A fórmula dos juros compostos acumulados ao final do prazo é obtida a partir da fórmula geral de juros, conforme segue: J=M–C J = C(1 + i)n – C Colocando C em evidência, obtemos: Jn = C [ (1+ i)n – 1] Como saber se um problema é de juros simples ou juros compostos? Essa dúvida é frequente quando iniciamos o estudo da matemática financeira. Existem determinadas expressões que indicam o regime de capitalização composta, tais como: juros compostos capitalização composta montante composto taxa composta de X% a.a. (indica juros compostos com capitalização anual) taxa de X% a.m. capitalizados bimestralmente (indica juros compostos com capitalização a cada bimestre) A principal diferença entre o regime simples e o composto, entretanto, é que, em juros compostos, é necessário que saibamos, através do enunciado do problema, o período das capitalizações. Em juros simples podíamos escolher o período de capitalização que nos conviesse, por exemplo: se a taxa fosse de 24% a.a. e o prazo de 18

5 anos) e utilizar a taxa anual. Exemplos: dada uma taxa de 48% ao ano CAPITALIZADA MENSALMENTE.m. o valor de acumulação de capital que procuramos pode ser facilmente encontrado no cruzamento da coluna i = 5% com a linha n = 11: Voltando ao cálculo do montante: M = 10. capitalizados mensalmente.) e usar o prazo em meses.000 prazo (t) = 11 meses. poderíamos transformar a taxa para mensal (2% a. n = 11 i = 5% a.05)11 O problema está em calcular o fator de acumulação do capital. Calcular o montante de um capital de R$ 100.m. Resolução: . a uma taxa de juros de 5% a. ou seja. nessa tabela. Se não houver nenhuma indicação de como a taxa deva ser capitalizada ou nenhuma referência a regime composto.710339 (você deve utilizar todas as casas decimais fornecidas para o fator) M = 17. Resolução: C = 10. = 0. utilizando o conceito de TAXAS PROPORCIONAIS. Exercícios resolvidos 1.m.. Normalmente. se os períodos serão mensais.103. M = C (1 + i)n M = 10. pois o problema dirá como devemos CAPITALIZAR A TAXA. esse valor é dado pelo examinador: a) no início da prova.000 (1 + 0. Uma pessoa faz uma aplicação no valor de 10.a. anuais etc. ou b) por meio de uma tabela financeira. 1.05 a. durante um ano.meses.00 aplicado a juros compostos de 60% a. Calcular o montante no final do prazo. ou transformar prazo em anos (1. exemplo: (1. semelhante ao modelo a seguir. devemos transformá-la em uma taxa igual a 4% ao mês.000 durante 11 meses.000 .m. Em juros compostos não podemos fazer isso.7103. do lado da taxa deve vir a indicação de como ela deve ser CAPITALIZADA ou COMPOSTA. capitalizados mensalmente.05)11 = 1. como a capitalização é mensal. dada a taxa de 48% ao ano CAPITALIZADA SEMESTRALMENTE. devemos tranformá-la em uma taxa de 24% ao semestre. Não se desespere. Se o período das capitalizações não coincidir com o da taxa.39 2. presumimos que o regime de capitalização seja simples. devemos calcular a taxa para o período dado pela capitalização.

. ou seja.a.. se a capitalização é trimestral. Outro cuidado que você deve tomar é com o PRAZO. 3% a. devemos determinar a taxa mensal proporcional à taxa de 36% a.a. para i = 5% e n = 12.05)12 Devemos ir à tabela fornecida anteriormente.a. fornecida é uma TAXA NOMINAL. ou seja: i = 60% a.a..Temos que: C = 100 i = 60% a. se a capitalização é mensal. e disser que deve ser capitalizada mensalmente.m. podemos agora calcular o montante: M = C (1 + i)n M = 100 (1 + 0. em juros compostos é fundamental que se diga qual o PERÍODO DE CAPITALIZAÇÃO dos juros. o prazo tem que ser expresso em trimestres etc. deveremos agora calcular a taxa semestral proporcional à taxa de 36% a. Precisamos determinar.a.00. pois possui período diferente do da capitalização. Como já dissemos anteriormente.. Neste exercício. também.a. – é este valor que utilizaremos na fórmula do montante composto. = 5% a. (1 + 0. a taxa é anual mas a capitalização é mensal. capitalizados mensalmente prazo de aplicação (t) = 1 ano = 12 meses Este exemplo traz uma novidade importantíssima. o problema anterior fosse de juros SIMPLES. . utilizando o conceito de TAXAS PROPORCIONAIS. logo. o prazo de aplicação também deve estar expresso na mesma unidade de medida de tempo do período de capitalização. Da mesma forma que a periodicidade da taxa. a taxa proporcional mensal será um doze avos da taxa nominal. que nem sempre ele coincide com a periodicidade da taxa. como já foi dito. dizemos que a taxa de juros de 60% a.05 a. leia as observações abaixo e reflita sobre elas. 1. isto é. Exemplo: Se o examinador der uma taxa nominal de 36% a. de quanto seria o montante? Resposta: seria de R$ 160.m. com capitalização mensal.795856 M = R$ 179. No nosso exemplo.795856 Logo.05)12 = 1. onde iremos verificar que. a partir da taxa dada. por exemplo.m. uma outra taxa que tenha periodicidade idêntica ao período da capitalização. a) Se em vez de juros COMPOSTOS. 18% a.59 Após ter certeza de que compreendeu os exemplos anteriores. Vimos. logo n = 12. No prazo de um ano fornecido no enunciado do exercício. A taxa nominal tem a desvantagem de não poder introduzida diretamente na fórmula do montante composto.s. Se ele der a mesma taxa nominal de 36% a. considerando que um ano tem doze meses. temos 12 períodos mensais.a. = 0. M = 100 . Neste caso.a. Aparadas todas estas arestas. e fazemos isto. a taxa é de 60% a. mas disser que deve ser capitalizada semestralmente. o prazo tem que ser expresso em meses. Assim.

.) é apenas uma taxa de referência.00 aplicado a juros simples de 60% a. Calcular o montante de um capital de R$ 8. = 0. em cada mês. agora.00 para 179. Imagine que.a.59.a. com capitalização semestral. Para deixarmos ainda mais clara a diferença entre o regime simples e o composto.00 Por que o montante a juros compostos é maior? Porque a cada mês o juro é adicionado ao capital.15 a. Portanto. em um ano.59%. c) Outra coisa importante é que. é necessário transformar a taxa anual em semestral e expressar o prazo em semestres .t. Exercícios resolvidos 3.a. se mudarmos o período de capitalização. a taxa continue a ser 60% a. considerando-se que em um ano temos quatro trimestres. 1) = 160.90 O montante foi menor porque diminuímos o número de capitalizações (antes elas estavam sendo feitas a cada mês..m. o capital.. Resolução: Como capitalização é semestral..15)4 M = 100 x 1. para uma mesma taxa nominal. mostrando como ficam os montantes intermediários.00 aplicados a 5% a. nos dois regimes: b) Veja que. Daí se conclui que a taxa nominal (60% a.00 aplicado a uma taxa de 16% a. aumentou de 79. Neste caso. apesar de a taxa nominal ser igual a 60% a. mas com capitalização TRISMESTRAL. a taxa efetiva também mudará. montamos a tabela abaixo.90% a.Por quê? Porque o montante de um capital igual a R$ 100.749006 M = R$ 174. pois passou de 100..000. n=4 O montante composto será dado por: M = C(1 + i)n M = 100(1 + 0. de três em três meses). Deve ser capitalizada de acordo com o período determinado pelo problema. A taxa produzida na capitalização da taxa nominal é chamada de TAXA EFETIVA DE JUROS. durante 20 anos e 6 meses.a. A taxa efetiva nesse caso será igual a 74. calculamos juros sobre juros. produzindo um montante que será utilizado para calcular o juro do período seguinte.a.a. escrevemos que: i = 15% a. durante um ano é dado por: M = C (1 + in) M = 100 (1 + 0.t. no nosso exemplo. de R$ 100.59%. capitalizada mensalmente.60 . produz uma taxa efetiva anual de 79. Portanto uma taxa nominal de 60% a.a.

000 (1 + 0. deve ser a média aritmética desses fatores. Parece esquisito. Para encontrar o fator de acumulação de 3.08)41 Vamos na tabela no final deste capítulo e … não tem n = 41. t = 20 anos e seis meses = 41 semestres => n = 41 M = C (1 + i)n M = 8. C = 200. Na tabela dada.t. então que: a3. (1 + 0. utilize o seu conhecimento sobre potências de mesma base: (1 + 0.008)41 = 10. obtendo.331639 = 23. 2. o prazo deve ser expresso em trimestres e a taxa anual deve ser convertida para a taxa trimestral.008)11 (1 + 0. Estamos supondo que. mas você está efetuando uma INTERPOLAÇÃO LINEAR. presentes na tabela. Resolução: Observe que a capitalização é TRIMESTRAL. contornamos essa dificuldade. (taxa proporcional) t = 1 ano = 4 trimestres => n = 4 M = C (1 + i)n M = 200. Calcular o montante o montante de um capital igual a R$ 200.000. você tem os fatores de acumulação de capital para 3% e para 4% na tabela.000 i = 16% a. Logo.008)41 = (1 + 0.462490 M = 8. mediante uma proporção simples.5%. (taxa nominal) => i = 3.a. calcule a média aritmética simples desses dois. o valor desconhecido através de outros valores próximos.462490 M = 187.5%.000 (1 + 0.C = 8. ou seja.06266 .5% é equidistante aos valores 3% e 4%. Às vezes as tabelas financeiras não fornecem o valor exato necessário para efetuar os cálculos que nos estão sendo solicitados – é ai que entra o método de interpolação linear: através dele. durante 1 ano.5% a. (taxa nominal) => i = 8% a.000 i = 14% a. onde: .035)4 Vamos à tabela e… não tem i = 3.92 Interpolação Linear INTERPOLAÇÃO LINEAR é uma estratégia de cálculo que permite determinar.699.s. o seu fator de acumulação deve ser também equidistante aos fatores de acumulação de taxas de 3% e 4%.5% = a3% + a4%/2 . com capitalização trimestral. Vejamos como se faz isto através de alguns exercícios de aplicação.008)30 . 23. O que fazer? Simples.000 . Consideramos. O que fazer? Pense bem. por aproximação. n só vai até 30..00 aplicado a uma taxa de 14% a. um valor desconhecido que se encontra entre dois valores dados.a.a. uma vez que a taxa de 3.

= 0.000 i = 3.00 .536.8 .000 . Devemos. Vamos pegar da tabela as taxas que se encontram imediatamente a seguir e imediatamente acima da taxa de 1.8% (1% e 2% respectivamente).a.088802 Resolvendo.018 a.00 e concorda em reembolsar o principal com juros de 3.6% a.088802 Multiplicando em cruz. 1.8%.000. 0. deixe tudo indicado pois assim você poderá simplificar as frações que forem aparecendo. que você deve ter aprendido na 8a série. Com os fatores dessas taxas para n = 8.5% a3% = fator de acum. Quanto deve ele no fim de 4 anos? Resolução: Observe que a captalização é semestral C = 1. fazer a interpolação linear. diz que um feixe de retas ao cortar duas transversais produz segmentos proporcionais.5%.169859/2 M = 229.000. Podemos. porque na maioria dos concursos você não poderá utilizar máquina de calcular.5% etc.082857/0.s. o montante será igual a: M = 1. deveremos obter o mesmo resultado.80 Vejamos agora como fica a interpolação quando a taxa fornecida não é mais número do tipo “inteiro mais meio” (1. Procure se habituar a trabalhar desta maneira.a3.5% = fator de acum.00 100. então. de capital para n = 4 e i = 3. 3.5%. encontramos que: x = 1.018)8 Vamos à tabela no final deste capítulo e … não temos i = 1. obtemos: x – 1.082857 = 0. o segmento superior pelo segmento todo. 2.000. escrever a seguinte igualdade: 0.89 Convenção Linear e Convenção Exponencial . 1.153898 M = 1. de capital para n = 4 e i = 3% a4% = fator de acum.s.153898 Portanto.) João toma emprestado R$ 1.000 (1 + 0. se dividirmos.a. então. montamos o seguinte esquema: O Teorema de Tales. diminuindo assim o trabalho de cálculo e economizando tempo. (taxa nominal) => i = 1.125509 + 1. em cada reta transversal.6% a.8/1 = x – 1.8% a.153. (taxa proporcional semestral) t = 4 anos = 8 semestres => n = 8 M = 1. Decorre disso que. de capital para n = 4 e i = 4% Atenção: não efetue imediatamente as multiplicações. M = 200. compostos semestralmente.

540352 M* = 25. Resolução: C = 10. M* = 10. Em situações como esta. de uma aplicação com capitalização anual. Pela convenção linear O montante composto M* relativo à parte inteira do prazo será: M* = 10. devemos calcular o montante para parte inteira de períodos (1 ano) utilizando juros compostos e em seguida calcular. (1 + i . em determinadas operações financeiras. A partir daí. a juros compostos. durante 4 anos e 2 meses.a. multiplicando-o pelo fator do juros simples (1 + in). surgem duas possibilidades de cálculo do montante para a fração do período: a convenção linear e a convenção exponencial.000 capitalização trimestral i = 24% a. podemos calcular o montante tanto pela convenção linear como pela convenção exponencial.540352. mas efetuada pelo prazo de 1 ano e 9 meses. t = 4 anos e 2 meses = 16 trimestres + 2 meses t = 16 trimestres + 2/3 de trimestre Sendo o prazo fracionário. por exemplo.a. o número de períodos calculados não se encaixa dentro do prazo. multiplicando-o pelo fator de juros compostos (1 + i)n.Muitas vezes. o montante ficaria assim: M = C (1 + i)1 . vindo a produzir número não inteiro de períodos. 9/12) Já na CONVENÇÃO EXPONENCIAL. aplicado a uma taxa de 24% a. utilizando regime de juros SIMPLES: M = C (1 + in) M = 25. capitalizamos esse montante.000.000 . 2/3) . descobrimos que (1 + 0.52 .403.403. na parte fracionária do prazo. (taxa nominal) => i = 6% a. pela parte fracionária do prazo.06) 16 = 2.. É o caso. CONVENÇÃO LINEAR: após calcular o montante composto para a parte inteira do prazo.52 A partir desse resultado.06 . No caso do exemplo em pauta. vamos agora calcular o montante M para o período não inteiro. (1 + 0. 2. O enunciado não especificou qual das duas deve ser utilizada. com capitalização trimestral. A título de ilustração efetuaremos o cálculo das duas maneiras. após calcularmos o montante composto para a parte inteira do prazo. a juros simples. considerando uma taxa i. capitalizamos esse montante. a partir desse montante.t.06)16 Consultando a tabela ao final deste capítulo. o montante final para a fração de período restante (9/12 de ano). o montante seria assim calculado: M = C(1 + i)1 x (1 + i)9/12 Exercício resolvido Calcular o montante produzido por um capital igual a 10.000 (1 + 0. No nosso exemplo. Logo.

.52 (1.m.00 durante 1 ano. as taxas equivalentes são também PROPORCIONAIS. Decorre que: M = 25. todavia.00 à taxa (proporcional à anterior) de 24% ao ano durante 1 ano.m.403. 1. (1. tanto faz aplicar uma ou outra sobre o capital. referidas a períodos distantes e aplicadas sobre o mesmo capital . no mesmo prazo. Considere a seguinte situação: um indivíduo aplicou R$ 100.403. as taxas equivalentes não são necessariamente proporcionais.53 . portanto. com capitalização mensal. com a calculadora. no exercício anterior.403. Vamos calcular o montante produzido no final do prazo. No regime de JUROS SIMPLES. que (1.66 Pela convenção exponencial M = 10.53 .403. deverá fornecê-lo na prova).02)12 M = 100 .52 . Taxas Equivalentes em Juros Compostos Vamos recordar a definição de taxas equivalentes.06)2/3. que a diferença entre os montantes calculados por um e por outro método é pequena e que o montante pela convenção linear é maior do que montante pela convenção exponencial.02 t = 1 ano = 12 meses => n = 12 M = C (1 + i)n M = 100 (1 + 0. = 0.75 Você deve ter percebido.04) M = 25.000 (1 + 0.04) M = 26. Tanto num caso como no outro eu vou ganhar a mesma coisa: No regime de JUROS COMPOSTOS.039610 M = 26.00 à taxa de 2% ao mês durante 1 ano ou aplicar R$ 100.06)16 + 2/3 M = 10.06)2/3 M = M* (1 + 0.M = 25. Por exemplo: a juros simples.039610.06)16 (1 + 0. Traduzindo: duas taxas são equivalentes se. (1 + 0. fornecida anteriormente: Duas taxas são ditas EQUIVALENTES quando.419. produzem montantes iguais. a uma taxa de 2% a. 1.409.06)2/3 M = 25. tanto faz eu aplicar R$ 100.06)2/3 A dificuldade com que nos defrontamos agora é cálculo do termo (1. C = 100 capitalização mensal i = 2% a. Descobrimos.82 .000 (1 +0.06)2/3 = 1. que só pode ser feito com auxílio de uma calculadora (o examinador.268242 M = 126. no mesmo prazo.

1 e an. capitalizada mensalmente. você impor que os fatores de capitalização sejam iguais. De fato. produzindo os montantes M1 e M2. à taxa de 26.2 Ou seja. Se tivéssemos utilizado uma taxa de 26. 1.82? Houve.2 deverão ser iguais.82% ao ano.82% a. . Esta é a grande dica na resolução de problemas envolvendo taxas equivalentes. teremos que: M 1 = M2 C .82%.2682 M = 126. Sejam an.m. Se i1 e i2 forem EQUIVALENTES. E isto vale tanto para o regime de capitalização simples como para o regime de capitalização composta. um aumento de 26. Resolução: Se as taxas são equivalentes.03)12 O expoente do fator da taxa de 3% é igual a 12 porque.1 e an. em 1 ano. durante o mesmo prazo t.1 = an. seus fatores devem ser iguais no prazo de 1 ano. duas taxas i1 e i2.1 = C . em juros compostos.2682)1 Ou seja: Duas taxas são equivalentes quando os seus fatores de capitalização forem iguais ao mesmo prazo. de 100 passou para um montante de 126. Já o expoente da taxa “ianual” é igual a 1 porque.a.02)12 = (1 + 0.2682)1 M = 100 .Você percebeu que o capital. os fatores de acumulação de capital an. Nós poderíamos ter fornecido a você uma fórmula para estabelecer diretamente a equivalência entre uma taxa e outra.82 Uma vez que os montantes são iguais. o montante seria de: M = C (1 + i)n M = 100 (1 + 0. podemos concluir que a taxa de 2% ao mês é EQUIVALENTE. Considere. o montante (M) é dado pelo produto do capital (C) pelo fator de capitalização respectivo (an). aplicadas sobre o mesmo capital C. então. sabemos que. Exércicios resolvidos Calcular a taxa anual equivalente a uma taxa de 3% a.2 an.2 os respectivos fatores da acumulação de capital. O mais importante é notarmos que: (1 + 0.. an. tanto para juros simples como juros compostos. capitalizada ANUALMENTE. an. Não fizemos isso porque é perfeitamente possível resolver os problemas de equivalência igualando os fatores de acumulação. portanto. se a taxa é anual. Quando se defrontar com um problema sobre taxas equivalentes. ocorrem 12 capitalizações mensais (a taxa é mensal). e não queremos que você fique com mais uma fórmula ocupando a sua cabeça. em 1 ano ocorre apenas uma capitalização. Segue que: (1 + ianual)1 = (1 + 0.

o cálculo torna-se fácil: 1 + im = 1. t = 1 ano = 4 trimestres (1 + iea)1 = (1 + 0. pois a taxa nominal de 36% a. A TAXA EFETIVA é a taxa verdadeiramente paga em uma aplicação. Calcular a taxa efetiva anual de uma taxa nominal de 40% a.a.s.04998 im = 1. Em 6 meses a taxa mensal terá 6 capitalizações e a taxa semestral. podemos também dizer que uma taxa nominal de 36% a. capitalizada mensalmente. o problema poderia ter fornecido uma taxa nominal de 36% a. (taxa nominal) => ief (taxa efetiva trimestral) = 10% a. Resolução: Iea = taxa efetiva anual = ? capitalização trimestral in = 40% a.m.m. = 0.a.34) (1 + im)6 = 1.34.34 e isolar o im.04998 – 1 = 0. capitalizada anualmente. Portanto a taxa de 3% a.a.a.34 a.(1 + ianual) = 1. 34% a..a.s. que é 1.s.a.m.57% a. é equivalente à taxa de 42. qual é a taxa mensal capitalizada mensalmente equivalente a uma taxa de 34% a.4641 iea = 0. produz uma TAXA EFETIVA de 42.t.a. = 0.04998. 1 capitalização.10)4 1 + iea = 1. (1 + im)6 = (1 + 0.41% a. (basta usar o conceito de taxas proporcionais). corresponde à taxa efetiva de 3% a. Nesse exemplo.57% a.a.425760 ianual = 1. Em vez da taxa efetiva de 3% a.10 a.a. com capitalização trimestral.? Resolução: Queremos uma taxa mensal im que. Resolveríamos do mesmo jeito.99% => 5% . com capitalização mensal.57% a. produza uma taxa de 34%.04998 = 4.t..425760 ianual = 42.. Se o examinador fornecer a raiz sexta de 1. em 6 meses. Considerando-se regime de juros compostos.4641 iea = 46.425760 – 1 ianual = 0.34 Normalmente você deveria extrair a raiz sexta de 1.

CONVENCAO LINEAR.34. Antes de iniciarmos o seu estudo. vai encontrar uma célula com o valor 1. para n = 6. Ficaria assim: log (1 + im)6 = log 1.04998 Este tipo de dado sugere que devemos aplicar logaritmo nos dois lados da equação anterior.34.04998 im = 0.02118413 = 1. TAXAS PROPORCIONAIS Equivalência de Capitais no Regime de Juros Simples Introdução A equivalência de capitais é uma das ferramentas mais poderosas da matemática financeira e tem sido constantemente pedida nas provas de concursos públicos. Se você procurar. Basta seguir com os olhos a linha n = 6 e localizar a célula que contém o valor mais próximo possível de 1. fornecendo um fator fácil de procurar na tabela. em uma DATA PRESENTE.34. CONVENCAO EXPONENCIAL.02118413 (1 + im) = 100. ao calcular o montante. o examinador tem que dar uma mãozinha. MONTANTE.34/6 log (1 + im) = 0. estávamos movendo o valor . entretanto.No capítulo 3. JUROS COMPOSTOS.12710479 100. cuja taxa correspondente é de 5%. Portanto. É simples. ao invés de fornecer a raiz sexta 1. ao calcularmos o valor atual. que produziria um fator de acumulação igual 1. É evidente que. 2010 filed in APOSTILA tagged CAPITAL INICIAL.340096. relativo a descontos.NET on FEVEREIRO 26. log (1 + im) = log 1. chamamos sua atenção para o que foi visto nos capítulos 2 e 3 desta apostila. INTERPOLACAO LINEAR. 5 COMMENTSby MATEMATICAFINANCEIRA. pode ser que. aprendemos a calcular o VALOR ATUAL. de um capital que se encontrava na data presente.34 = 0. em uma DATA FATURA. de um valor nominal que se encontrava em uma data futura.12710479/6 = 0. neste caso. ele dê os seguintes dados pra você: log 1.9998% = 5% Se na prova não for fornecida tabela de logaritmo e nem for permitido o uso de máquina de calcular (e isto é o que tem ocorrido mais frequentemente). enquanto que.m. aprendemos a calcular o MONTANTE. senão fica inviável a resolução da expressão acima. estávamos movendo o capital inicial a favor do eixo dos tempos ou CAPITALIZANDO-O. para calcular o valor da taxa mensal.02118413 1 + im = 1.Embora pouco provável.34 log (1 + im) = log 1.04998 = 4. Gostaríamos que você notasse que.34 6 . im = 5% a. a alternativa será entrar na tabela financeira determinando qual é a taxa. No capítulo 2. CAPITALIZACAO.

00: Vacs = N (1 – in) Vacs1 = 140 ( 1 – 0.10 . que se encontra aplicado. Vamos fazer de conta que você ganhou um prêmio em dinheiro no valor de R$ 100. escolher a fórmula do valor atual racional simples: Vars = N/1 + in Vars1 = 140. Conceito de Equivalência Dois ou mais capitais que se encontram em datas diferentes. o valor dos três capitais numa mesma data ou seja.00 hoje. Vejamos o que acontece se utlizarmos o critério do desconto comercial. à taxa de juros simples de 10% a.6) = 84 Vacd2 = 190 (1 – 0. ou data focal. O capital da primeira opção (R$ 100.00 e R$ 190. portanto. portanto. então. em um banco. continuando a utilizar o desconto racional simples? Acontecerá o seguinte: . A DATA COMUM. pois. 9) = 190 (0. vamos atualizar os seus valores. Podemos.00/(1 + 0. que se encontram em datas diferentes. 4) = 140 (0. nas mesmas condições. ou R$ 140. conforme se encontra ilustrado nos esquemas a seguir. Escolheremos a data de hoje.00 Vars2 = 190. O banco lhe oferece três opções para retirar o dinheiro: 1a) você retira R$ 100. 4) = 100. se a taxa de juros for de 10% ao mês e o desconto racional simples.10 .00. precisamos encontrar um jeito de comparar os capitais R$ 100.00 hoje. para o mês 2.00 e R$ 190. levados para uma mesma data.00. 3a) você deixa o dinheiro aplicado e retira R$ 190.00/(1 + 0. Vamos determinar. a situação seria esta: Podemos fazer este cálculo usando desconto comercial simples ou desconto racional simples.00 dentro de 4 meses.m.nominal (que também é um capital) contra o eixo dos tempos ou DESCAPITALIZANDO-O. os valores atuais Va1 e Va2 dos capitais futuros R$ 140. os três capitais deixam de ser equivalentes.00 Verificamos que os três capitais têm valores atuais idênticos na data focal considerada (data zero). Qual delas é a mais vantajosa para você? Para sabermos a resposta. apresentam o mesmo VALOR nessa data.10 . vai ser hoje (= data zero).10 . e R$ 190. Calculemos. portanto. vamos lhe propor um problema.00 em 9 meses. em vez do desconto racional. arbitrariamente. Para você entender melhor esse conceito.00 daqui a 4 meses ou R$ 190. portanto.00) já se encontra na data de hoje.00. já se encontra atualizado.00 na data de hoje (data zero). são chamados de EQUIVALENTES quando. Vamos. R$ 140.00. para calcular os valores atuais dos capitais R$ 140. 2a) você deixa o dinheiro aplicado e retira R$ 140. E se mudarmos a data de comparação. também chamada de DATA DE COMPARAÇÃO ou DATA FOCAL. por exemplo.1) = 19 Mudando-se a modalidade de desconto. dizer que eles são EQUIVALENTES: tanto faz receber R$ 100. 9) = 100.00 daqui a nove meses. Esquematizando.

10 . agora.a. será antecipado de 2 meses. ele percebe que não terá dinheiro em caixa para pagar as parcelas do financiamento nas datas convencionadas. A equivalência de capitais é bastante utilizada na renegociação de dívidas.00. respectivamente. Va1 e Va2 . quando os seus respectivos valores atuais. R$ 111. e o segundo para 18 meses. para 9 meses. a visualização do problema fica bastante facilitada com a construção de um diagrama de fluxo de caixa no qual representa-se a dívida original na parte superior. foram substituídos por dois outros.O capital R$ 140. É bom você saber desde já que. Então. A taxa de desconto comercial simples é de 18% a.00/(1 + 0.00.000. eles não serão mais equivalentes. devido a contigências nos seus negócios.00/(1 + 0. Podemos então concluir que: Para juros simples. conforme segue: Vars3 = C (1 + in) = 100 (1 + 0. medidas a partir da mesma origem. para uma determinada data focal e para uma determinada modalidade de desconto.000.67 O capital R$ 190.76 e R$ 120. Todavia. 2) = 116. R$ 190. ficando com o seguinte valor atual racional simples: Vars2 = 190. calculados para uma determinada taxa de juros e modalidade de desconto nessa data focal F. No regime de capitalização SIMPLES a equivalência ocorre em apenas uma única data. isto não acontece: na capitalização composta.00.00 (resgatável na data zero) acrescentar-se-ão dois meses de juros. portanto. No cálculo do novo esquema de pagamento.00 e de R$ 3. propõe ao gerente do banco um outro esquema de pagamento.00 estarão valendo. Às vezes um cliente faz um empréstimo num banco e se compromete e quitá-lo segundo um determinado plano de pagamento.10 . definir equivalência de dois capitais de uma mesma maneira mais rigorosa da seguinte forma: Dois capitais C1 e C2. capitais equivalentes para uma determinada data o são para qualquer outra data. portanto. temos que os capitais nominais R$ 140. No refinamento de uma dívida. conforme se vê nos problemas a seguir. respectivamente.00 e R$ 100. será antecipado de 7 meses. Exercícios resolvidos 1.76 Ao capital R$ 100.00. O valor do título de 18 meses. Ao mudarmos a DATA FOCAL. mas de tal sorte que o novo esquema seja EQUIVALENTE ao plano original.000. é igual a: . localizados nas datas n1 e n2. no regime de capitalização COMPOSTA. resgatável na data 4. ficando com o seguinte valor atual racional simples: Vars1 = 140. de R$ 2. 7) = 111. sendo o primeiro de R$ 1. 2) = 120 No mês dois. equivalente ao original (isto porque o conceito de equivalência é aplicado não só para dois capitais. alterando as datas de pagamento e os respectivos valores nominais de forma que consiga honrá-los. um para 6 meses e outro 12 meses.00. Na data focal 2. para uma determinada taxa e modalidade de desconto. a equivalência entre dois ou mais capitais somente se verifica para uma determinada taxa. forem iguais. são ditos equivalentes com relação a uma data focal F. capitais que antes eram equivalentes podem deixar sê-lo.10 . dois títulos. resgatável na data 9. e a proposta alternativa de pagamento na parte de baixo.67. R$ 116. em R$. Podemos.00. para a mesma taxa. quando há necessidade de substituir um conjunto de títulos por um outro conjunto. mas também para grupos de capitais).

que vencia na data 6. o valor das parcelas trimestrais será. teria que sofrer uma capitalização (incorporação de juros) para ser transportado para a data 9 (data futura em relação à data 6). e igualar os resultados. calculamos o valor descontado (valor atual) de cada um deles. 18) (total da dívida conforme o plano (total da dívida conforme o plano ALTERNATIVO ORIGINAL de pagamento. O pagamento do seguro de um carro. e não a data zero. devemos DESCAPITALIZÁ-LO. a taxa de juros de 24% a. conforme contrato.a.678.82) = 1.00.000 (1 – 0. mas o problema não mencionou qual a data focal a ser considerada. no caso) ou uma descapitalização (desincorporação dos juros).73x 0. deve ser feito em 3 parcelas quadrimestrais de R$ 500.m. A modalidade de desconto é o comercial simples. Obteremos a seguinte equação: 2. o capital de R$ 2. para trazê-los à data local. como os prazos de pagamento estão expressos em meses.91) + 3.5% a.m.Resolução: Inicialmente. e não com a fórmula do valor descontado (valor atual).000 (0. e o critério de desconto racional simples. para transportarmos os capitais para a data zero.015 . então. para facilitar ao seu cliente.460 = 865 + 0. 6) + 3. porque estávamos transportando os valores para uma data passada. então. Utilizando-se a data focal zero. 2. calcular o total da dívida na data zero para cada um dos planos de pagamento. far-se-ia com a utilização da fórmula do montante M = C (1 + in). temos: 2.a. A atualização do valor desse capital para a data 9.015 . a data 9 (vide esquema). Entretanto. para tranportarmos um capital para uma data anterior à original. Conclusão: para transportarmos um capital para uma data posterior à original. Efetuamos um desconto (comercial. Vamos. atualizado para a data zero). Em casos como este. vamos construir um diagrama de fluxo de caixa utilizando os dados do problema: A taxa de juros é anual. Além disso.000 (1 – 0.015 . presumimos que a data focal seja a data zero. = 1.73) 1. = 0. propõe-lhe o pagamento em 4 parcelas trimestrais iguais.12) = 1.865) + x (0. proposto.415/0.000. Assim. atualizado para a data zero).000 (0. utilizaremos a fórmula do valor atual do desconto comercial simples: Vacs = N (1 – in).820 + 2. 9) + x (1 – 0. devemos CAPITLIZÁ-LO.000 (1 – 0. pois os dois esquemas devem ser equivalentes para que se possa substituir um pelo outro.820 + 2. por exemplo. Calculando o conteúdo dos parênteses. em R$: Resolução: .73 = 4.000 (0. vamos tranformá-la em mensal: i = 18% a. Mas se a data focal tivesse sido outra.00. O segurador.08 Observe que a data focal era anterior à data de vencimento de todos os capitais.73x = 1.015 a.015 .460 – 865 x = 3.

92 Equação de Valor Em síntese. considerando-se capitalização simples. ao transportarmos os valores para a data zero. 6 + x/1 + 0. para que um conjunto de títulos de valores nominais N1. Nb . em R$: Resolução: Inicialmente.m. x x = 1.28 .22 = 3.000. Va3 … dos títulos do primeiro conjunto. 0. 12 Total da dívida conforme o plano ALTERNATIVO proposto. A aplicação de R$ 2.02 . nb . temos: i = 24% a. exigíveis nas datas na . que: Total da divida conforme o plano ORIGINAL de pagamento.24 1. seja equivalente a um outro conjunto de títulos Na . precisamos calcular o valor nominal da primeira aplicação. 3) + 7. Uma vez que o critério é de desconto racional simples.420 terá que ser capitalizado de três meses. = 0. vemos que. Nc ….06 + x/1. temos que: N = C (1 + in) N = 2.950.02 .9 + 6. Vab .49 .420 (1 + 0. nc ….420 (1. calculados para essa mesma data. a soma das aplicações é. n2. 8 + 500/1 + 0. Além dessa aplicação.68 3. o critério de desconto racional e a data focal 12 meses. 3 + x/1 + 0. 9 + x/1 + 0.00 com vencimento a 18 meses. Considerando-se a taxa de juros de 18% a. teremos que utilizar a fórmula do valor atual racional simples Vars = N/1 + in . podemos escrever que: 2.a. Desta forma.02 = x x = 8. 6 = x 2. isto é: Va1 + Va2 + Va3 + … = Vaa + Vab + Vac + … . = 2% a. Va2 .015 .24 = x/1. exigíveis nas datas n1.75 anos.02 .000 (1. N2.m.02 . n3 ….75) = 2. = 0. Além disso. atualizado racionalmente para a data zero 500/1.00 foi feita pelo prazo de 9 meses.422.297.015 a. basta impormos que a soma dos respectivos valores atuais Va1 .000. a taxa de 18% a. contratando-se a taxa de juros de 28% a.16 + 500/1.297. o título de 2.420 Observando o diagrama de fluxo de caixa.045) + 7.000 terá que ser descapitalizado de 6 meses.08 + 500/1. é equivalente a 1.09 = x 2.02 .m. Considerando n = 9 meses = 0.Fazendo o diagrama dos pagamentos. ao passo que o título de 7. existe outra de valor nominal R$ 7. então. Podemos escrever.000 (1 + 0..12 + x/1.18 + x/1.22/3. N3 …. Vac … dos títulos do segundo conjunto.a.. seja igual à soma dos valores atuais Vaa .000/1.000/1 + 0.49 x = 371.a.5% a. 12 = x/1 + 0.528. atualizado racionalmente para a data zero 500/1 + 0.015 .02 . calculados na data focal considerada.21) = 2.m. 4 + 500/1 + 0.a. para serem transportados à data doze.02 .02 a.

construa.). colocada ali para induzi-lo em erro. o candidato se perde nos cálculos. 2010 filed in APOSTILA tagged CAPITALIZACAO. DESCAPITALIZACAO. resolva a equação de valor. letras de câmbio. a partir do enunciado do problema. gostaríamos de dar uma dica para ajudá-lo a perceber quando um problema é de desconto e quando é de equivalência. impondo que a soma dos valores dos títulos (transportados para a data focal) da parte de cima do diagrama de fluxo de caixa seja igual à soma dos valores dos títulos (transportados para a data focal) da parte de baixo do diagrama de fluxo de caixa. 7. colocando na parte de cima o plano original de pagamento e na parte de baixo o plano alternativo proposto.A equação acima é chamada de EQUAÇÃO DE VALOR. se não estiverem. etc. indicando todos os valores envolvidos.NET on FEVEREIRO 26. faça as transformações necessárias (ou você expressa a taxa na unidade de tempo do prazo ou expressa o prazo na unidade de tempo da taxa – escolha a transformação que torne os cálculos mais simples). Em linhas gerais. JUROS SIMPLES. Desconto e Equivalência Por fim. TAXAS EQUIVALENTES Juros Simples . tendo transportado todos os capitais para a data focal e com base no diagrama de fluxo de caixa que você esquematizou. alguém quer vender papéis (duplicatas. 6. encontra um resultado intermediário e assinala a alternativa que o contém. MONTANTE. 3. quando seria necessário ainda uma passo a mais para chegar ao resultado final correto). promissórias. devido à pressa. monte a EQUAÇÃO DE VALOR. enquanto que nos problemas de EQUIVALÊNCIA. dependendo da modalidade de desconto utilizada. leia o problema todo. 2. EQUIVALENCIA. um diagrama de fluxo de caixa esquemático. 5. Roteiro para Resolução de Problemas de Equivalência Ao começar a resolução de problemas que envolvem equivalência de capitais utilize o seguinte roteiro: 1. 4 COMMENTSby MATEMATICAFINANCEIRA. as datas respectivas e as incógnitas a serem descobertas – esse diagrama é importante porque permite visualizar os grupos de capitais equivalentes e estabelecer facilmente a equação de valor para resolução do problema. alguém quer financiar ou refinanciar uma dívida. 4. observe se os prazos de vencimento dos títulos e compromissos estão na mesma unidade de medida de tempo periodicidade da taxa. releia a PERGUNTA do problema e verifique se o valor que você encontrou corresponde ao que o problema está pedindo (às vezes. nos problemas de DESCONTO. leve todos os valores para a data escolhida para a negociação (data focal). lembrando sempre que capitais exigíveis antes da data focal deverão ser capitalizados através da fórmula do montante M = C (1 + in).

000/100. que pode ser colocada em evidência. que é igual a 3. A diferença. quanto ganhará em um ano? Como um ano tem doze meses. durante o prazo de 1 ano. podemos escrever que M = C + C. A título de curiosidade.i. que. No restante da aplicação. Trate de memórizá-la. Em linguagem algébrica. no caso. Para calcular o montante a juros simples. Vejamos agora como é que calculamos o montante: pegamos o capital inicial e somamos com o juro. basta multiplicar o capital C pelo fator de acumulação de capital (1 + in). isto é: M=C+J Uma vez que J = C. significa que por mês você receberá 5% do capital inicial a título de juros (lembre-se: o que caracteriza o regime de juros simples é fato de o juro ser sempre calculado sobre o capital inicial). em seguida. multiplicou esse resultado pelo número de períodos mensais contidos no prazo anual (n). Ora: essa é a formula de juros simples – para calcular juros simples basta multiplicar a taxa de juros i pelo capital C e pelo número de períodos n contidos no prazo de aplicação. escrevemos que: J=C. Logo. você ganhará doze vezes mais. vamos partir de um exemplo concreto. com uma estrutura parecida com a do fator dos juros simples: (1 + i)n. ficando a fórmula com o seguinte aspecto: M = C ( 1 + in) Eis outra fórmula importante que você terá que memorizar: ela ensina a calcular diretamente o montante no regime de juros simples.m. por sua vez. podemos adiantar que também existe o fator de acumulação de capital para juros compostos.i. Quanto receberá de juro no resgate de aplicação? É fácil: se a taxa de juros é de 5% a. você ficará com um montante de 960 (600 de capital inicial mais 360 de juro). é que o n é um expoente. à taxa de juros 5% a.n Observe que no lado direito do sinal de igual há um fator comum. Mas para calcular o montante a juros compostos procedemos da mesma maneira: multiplicamos .Cálculo de Juros Simples Para chegarmos à fórmula de juros simples. Vamos fazer uma retrospectiva dos cálculos realizados.. e o regime de capitalização é de juros simples. O fator (1 + in) é chamado de FATOR DE ACUMULAÇÃO DE CAPITAL para juros simples (também guarde isto).n Esta fórmula é importantíssima.i. Suponha que você tenha aplicado o capital inicial 600 (vamos ignorar a unidade monetária para simplificar). é igual a 30. a variável C.m.n. Se em um mês você ganha 30 de juro. ou seja: 12 x 30 = 360. em cada mês você receberá 5% de 600. que é igual a 5/100 vezes 600. Como é que você fez para calcular os juros? Inicialmente você pegou a taxa de juros (i) e multiplicou pelo capital (C).

t (prazo) = 2 anos No exemplo apresentado. aplicado a uma taxa de juros de 8% a. Sempre que o prazo de aplicação for fornecido numa unidade de medida de tempo diferente da periodicidade da taxa de juros. Resolução: Temos que: M=? C = 6. Calcular o montante produzido por um capital de 6.08 a. Então podemos escrever diretamente que n = 2. podemos indicar as fórmulas anteriormente apresentadas com a seguinte notação: Jn = C. pelo prazo de 2 anos. Em outras palavras.08 . = 0. pois a letra n. Assim. n é o numero de períodos da taxa de juros contidos no prazo de aplicação. Exercícios resolvidos 1. 1. nas fórmulas acima. É comum colocarmos um índice “n” nos juros e no montante para indicarmos que aqueles juros e aquele montante estão sendo calculados até o enésimo período.ooo. os juros são incorporados ao capital somente no final do prazo de aplicação e não no final de cada período.08 .960 .000 .a.000 .a.n Mn = C ( 1 + in) Gostaríamos de chamar sua atenção para outro ponto importante: você percebeu que na hora em que calcularmos o juro total que a aplicação rendeu precisamos converter o prazo de 1 ano em doze meses? Fizemos isto porque a periodicidade da tava era mensal e o prazo era anual. 2) M = 6.i.o capital pelo respectivo fator de acumulação. a fórmula do montante é M = C (1 + i)n. a unidade de tempo adotada para medir a periocidade da taxa de juros já é igual à do prazo t. J=Cin J = 6.000 + 960 M = 6. no caso de juros compostos.a. representa o prazo de aplicação quando medido com a mesma unidade de medida de tempo da taxa de juros. Mais uma observação importante: no regime de capitalização a juros simples.000 i = 8% a. O resultado é o mesmo: M = 6.000 (1 + 0. 2 J = 960 M=C+J M = 6. 0.960 Poderíamos calcular o montante diretamente utilizando a fórmula: M = C (1 + in).16 M = 6. você terá que convertêlo para a mesma unidade . Assim.

.pois 6%/3m = 2%/1m 36% a..t. também.000 Existe um outra possibilidade: poderíamos.a.000 (1 + 0.s. portanto. utilizamos o conceito de TAXAS DE JUROS PROPORCIONAIS. Resolução: Verifique que o prazo é anual e a taxa é trimestral. renderá 4 vezes mais.000 t = 3 anos = 12 trimestres (pois cada ano tem 4 trimestres) = n = 12 i = 5% a. em trimestres. Naquele contexto (regime de juros simples).a.. é proporcional a 2% a. a taxa de 5% a. 3) = 10. na resolução do exercício 2.t.2. converter a taxa trimestral em anual.t.6) M = 16. M = C (1 + in) M = 10. portanto o efeito delas sobre o capital é o mesmo.. é proporcional a 1% a. é proporcional a 9% a.a. . são ditas proporcionais quando obedecerem à seguinte relação: i1/n1 = i2/n2 Outros exemplos: 2% a. = 0. No caso de juros simples as taxas equivalentes são sempre proporcionais. raciocinamos que 5% em um trimestre era a mesma coisa que 20% em quatro. (se em um trimestre a aplicação rende 5%. então.t.000 Taxas Proporcionais Ao transformarmos.m. n ficaria sendo igual a 3 e a taxa seria dada por: i = 5% a.t. que são quatro trimestres. pois 12%/12m = 1%/1m 10% a. Quando duas taxas são equivalentes..6) M = 16. em um ano. pois 10%/1s = 20%/2s 6% a.m. para 20% a.000 (1 + 0.20 .a. 12) = 10. considerando o regime de juros simples a uma taxa de 5% a.000 durante 3 anos. M=? C = 10.t. = 20% a.05 . Iremos converter o prazo. duas taxas i1 e i2. com os respectivos períodos n1 e n2 medidos na mesma unidade de tempo. é proporcional a 20% a. pois 36%/4t = 9%/1t Taxas Equivalentes Duas TAXAS são ditas EQUIVALENTES quando aplicadas sobre o mesmo prazo. produzem os mesmos juros. Neste caso.05 a.000 (1 + 0. Observe que: 20%/4 trimestres = 5%/1 trimestre Assim. escrever: M = C (1 + in) = 10.t.a.000 (1. e manteríamos o prazo em anos. ou seja: 20%). Para que possamos calcular os juros é necessário que adotemos a mesma unidade de tempo para a taxa de juros e para o prazo. Poderíamos. Calcular o montante produzido por um capital igual a 10.

000 x 0. ianual . sobre o valor. serão dados por: J = C . a divisão na expressão acima será feita por 366 e não por 365.01 x 12 = 120 Para a taxa de 12% a.000 Vamos adotar períodos diários. a uma taxa de 36% a. vencida em 10/01/96. os juros seriam: . t = número de dias entre 10/01/96 e 11/07/96 C = 1. Aplicando juro exato ao nosso problema.m..a.12 x 1 = 120 Cálculo de Juros Diários Imagine uma dívida.a. Portanto. portanto você deve saber o número exato de dias de cada mês do calendário. pois se aplicarmos um capital de 1. OBS: 1. no valor de 1. e que só tenha sido paga em 11/07/96. As convenções são: juro exato. Qual o total dos juros pagos: Temos que: J=? i = 36% a. os juros produzidos pelas duas serão iguais: Para a taxa de 1% a. Assim. já que o ano bissexto tem um dia a mais.a.000 durante 1 ano. Para o cálculo dos juros existem três convenções utilizadas na matemática financeira.000. juro comercial (ou ordinário) e juro bancário.n J = 1. Essas mesmas taxas também são equivalentes. os juros (J) produzidospor um capital (C). durante n dias. n/365 n = número de dias contados no calendário do ano civil. O número de dias (n) deve ser contado no calendário. tendo sido cobrados juros simples.i.Por exemplo: vimos anteriormente que 1% a.a. 2. O examinador deverá dizer qual delas devemos utilizar. dada uma taxa anual (ianual). é proporcional a 12% a.: J = C. temos de tomar duas providências inicialmente: Transformar a taxa anual em diária.m. Caso o ano seja bissexto . Juro Exato Característica: a contagem do número de dias (n) se faz utilizando o ano civil (aquele que é representado no calendário). Contar o número de dias entre as datas dadas.: J = C.000 x 0.i.n J = 1.

Para o caso de juro comercial: J = C .36 .J = 100 . 183/360 = 183 1 COMMENTby MATEMATICAFINANCEIRA.36 . mas o juro diário é calculado utilizando o ano comercial. JUROS SIMPLES. 2010 filed in APOSTILA tagged CAPITAL INICIAL. TAXA DE JUROS. Aplicando ao nosso problema: J = 1000 . 0. 181/360 = 181 Juro Bancário Característica: a contagem do número de dias (n) se faz pelo calendário ano civil. TAXAS EQUIVALENTES Conceitos básicos da Matemática Financeira Capital (C) – quantidade de dinheiro que será transacionada Juro (J) – remuneração pelo uso do capital Taxa de Juros (i) – relação entre os juros pagos e o capital num intervalo de tempo chamado período Montante (M) – soma do capital com os juros no final do prazo Fluxo de Caixa – relação de entradas e saídas de dinheiro . 0. n/360 n = no de dias contados no calendário do ano comercial. conforme pode ser verificado na tabela abaixo: Juro Comercial Característica: a contagem do número de dias se faz utilizando o ano comercial (1 ano = 360 e 1 mês = 30 dias.NET on FEVEREIRO 25.36 . Para o caso do juro bancário: J = C . n/360 n = no de dias contados no calendário do ano civil. Aplicando ao nosso problema ao nosso problema: J = 1. inclusive fevereiro). O número n de dias entre 10/01/96 e 11/07/96 contados segundo o calendário civil é 183. JUROS DIARIOS.000 . 183/366 = 180 No denominador da expressão acima utilizamos o valor 366 porque 1996 é ano bissexto. CAPITALIZACAO SIMPLES. ianual . 0. ianual . MONTANTE.

Meu montante. no final do quarto mês.10. isto é. Se eu aplicar um capital de R$ 800.1 5% de 926. TAXA DE JUROS Regimes de Capitalização CAPITALIZAÇÃO é o processo de incorporação do juro capital.00 (5% R$ 840.00 de juro (5% de R$ 800. .00.3 = 972. se eu aplicar os mesmos R$ 800. no segundo mês ou ganhar R$ 42.1 926. de juros.00.00.00). Na CAPITALIZAÇÃO SIMPLES. será dado capital aplicado mais os juros que ele rendeu. e assim por diante. Elas serão estudadas nos capítulos seguintes.Capitalização Simples – o juro de qualquer período é constante pois é sempre calculado sobre o capital inicial Capitalização Composta – o juro de cada período é calculado sobre o capital inicial mais os juros acumulados até o período anterior NO COMMENTSby MATEMATICAFINANCEIRA. isso vai ocasionar um resultado diferente para o valor do meu montante no final da aplicação.1 + 46. REGIME OU SISTEMA DE CAPITALIZAÇÃO é a forma como adicionamos os juros ao capital ao longo do tempo. durante 4 meses. MONTANTE. isto é. que é igual a R$ 40. Agora. o juro de cada período é calculado sobre o MONTANTE do período é calculado sobre o MONTANTE do período anterior. que é igual a R$ 160. R$ 800. conforme a tabela seguinte: Mês 1 2 3 4 Juro do mês 5% de 800 = 40 5% de 840 = 42 5% de 882 = 44. Neste caso.3 Montante apurado 800 + 40 = 840 840 + 42 = 882 882 + 44. 2010 filed in CONCEITOS tagged CAPITAL. que é igual a R$ 960.00. No final dos 4 meses terei recebido. o CAPITAL INICIAL mais os JUROS ACUMULADOS até então. CAPITALIZACAO SIMPLES. o juro de qualquer período constante e sempre calculado sobre o CAPITAL INICIAL.00 à mesma taxa de 5% ao mês. Já na CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA. Os sistemas de capitalização que nos interessam e que estudaremos são dois: Sistema de Capitalização Simples ou Juros Simples.00 a uma taxa de 5% ao mês a JUROS SIMPLES. JURO.00. no primeiro mês vou ganhar R$ 40. Existem fórmulas matemáticas que permitem determinar o juro e o montante em cada regime de capitalização.00). ou seja. isto ocorre porque no regime a juros compostos correm juros sobre juros.1 = 46.NET on FEVEREIRO 25. Sistema de Capitalização Composta ou Juros Compostos. no terceiro mês. CAPITALIZACAO COMPOS TA. todo mês irei receber a mesma quantia a título de juro: 5% de R$ 800. durante prazo idêntico de 4 meses.4 Veja que o montante obtido a juros compostos (R$ 972. R$ 44. 4 vezes R$ 40. só que a JUROS COMPOSTOS.00 + R$ 160.40) foi a maior do que o obtido a juros simples.00. o capital que foi aplicado inicialmente.1 = 926. FLUXO DE CAIXA.

JUROS COMPOSTOS.00 de juros. A definição matemática do montante é dada pela seguinta fórmula básica: M=C+J . MONTANTE. JUROS SIMPLES.00 por um determinado prazo e ganhei R$ 500.NO COMMENTSby MATEMATICAFINANCEIRA. 2010 filed in CONCEITOS tagged CAPITAL INICIAL. REGIMES DE CAPITALIZACAO O que é Montante? MONTANTE (M) é a soma do CAPITAL (C) aplicado no início da operação financeira com os JUROS (J) acumulados no final do prazo de aplicação. vou ficar com R$ 2.NET on FEVEREIRO 25.000.00 no final desse prazo – esse é o meu montante. Por exemplo: Se eu apliquei R$ 2.500.