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PARTE GERAL PESSOAS NATURAIS Conceito de personalidade jurídica A personalidade jurídica é um atributo essencial para ser sujeito de direito (art. 1º do CC). Para a teoria geral do direito civil a personalidade é uma aptidão genérica para titularizar direitos e contrair obrigações. Início da personalidade jurídica da pessoa natural O início da personalidade é marcado pelo nascimento com vida, conforme dicção do art. 2º do CC. Clinicamente o nascimento é aferível pelo exame de docimasia hidrostática de Galeno. Proteção jurídica do nascituro Nascituro é o ente já concebido, mas ainda não nascido. Deixando de lado as discussões teóricas sobre o início da personalidade jurídica, é certo que a segunda parte do art. 2º do CC expressamente “põe à salvo os seus direitos”. Assim, pode-se afirmar que na legislação em vigor o nascituro: a) É titular de direitos personalíssimos (como o direito à vida); b) Pode receber doação, conforme dispõe o art. 542 do CC: “A doação feita ao nascituro valerá, sendo aceita por seu representante legal”; c) Pode ser beneficiado por legado e herança (art. 1798 do CC); d) Pode ser-lhe nomeado curador para a defesa dos seus interesses (arts. 877 e 878 do CPC); e) O Código Penal tipifica o crime de aborto; f) Tem direito a alimentos. Capacidade de direito e capacidade de fato Por capacidade de direito, também conhecida como capacidade de gozo ou capacidade de aquisição, pode ser entendida como a medida da intensidade da personalidade. Todo ente com personalidade jurídica possui também capacidade de direito, tendo em vista que não se nega ao indivíduo a qualidade para ser sujeito de direito. Personalidade e capacidade jurídica são as duas faces de uma mesma moeda. A capacidade de fato, ao contrário da capacidade de direito possui estágios definidos no próprio Código Civil. Ele distingue duas modalidades de incapacidade, a saber: a incapacidade em absoluta e a relativa. Trata-se de um divisor quantitativo de compreensão do indivíduo. De acordo com o art. 3º do CC são considerados absolutamente incapazes: a) Os menores de 16 anos (art. 3º, I) b) Aqueles que sofrem de doença ou deficiência mental (art. 3º, II) c) Os que por causa transitória não puderem exprimir sua vontade (art. 3º, III) De acordo com o art. 4º do CC são considerados relativamente incapazes: a) Os maiores de 16 e menores de 18 anos (art. 4º, I); b) Os ébrios habituais e os viciados em tóxico (art. 4º, II); c) Os deficientes mentais que tenham o discernimento reduzido (art. 4º, II); d) Os excepcionais sem desenvolvimento mental completo (art. 4º, III) e) Os pródigos (art. 4º, IV)

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Emancipação Trata-se de um uma hipótese de antecipação da aquisição da capacidade civil plena antes da idade legal. Três são as formas de emancipação: a) Emancipação voluntária – É aquela concedida por ato unilateral dos pais em pleno exercício do poder parental, ou um deles na falta do outro. b) Emancipação judicial – Realiza-se mediante uma sentença judicial, na hipótese de um menor posto sob tutela. Antes da sentença o tutor será, necessariamente, ouvido pelo magistrado (Código Civil art. 5º, parágrafo único, I, segunda parte). c) Emancipação legal – Ocorre em razão de situações descritas na lei. O art. 5º do CC nos traz as seguintes situações: 1- O Casamento; 2- Exercício de emprego efetivo; 3- Colação de grau em curso de ensino superior; 4- Estabelecimento civil ou comercial, ou a existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor tenha economia própria. Extinção da personalidade jurídica da pessoa natural A morte é o momento no qual a personalidade se extingue. Não se admite no ordenamento pátrio a hipótese de morte civil ou qualquer outro modo de perda da personalidade sem vida. Todavia é possível cogitar de uma presunção de morte, conforme se depreende da leitura do art. 7º do CC. O referido dispositivo trata de duas hipóteses de morte presumida. A primeira trata da probabilidade extrema de morte daquele que se encontre em perigo de vida. (CC art. 7º, I). A segunda hipótese trata dos desaparecidos em campanha de guerra ou feito prisioneiro, caso não seja encontrado até 02 dois anos após o término da guerra (CC art. 7º, II). Ausência das pessoas naturais Ausente é aquele que desaparece de seu domicílio, sem que dele se tenha notícias. Assim, para caracterizar a ausência a não-presença do sujeito deve somar-se com a falta de notícias. A ausência é um processo no qual a proteção dos bens do desaparecido dá lugar à proteção dos interesses dos sucessores. Este processo tem três estágios, conforme a menor possibilidade de reaparecimento do ausente: a) Declaração da ausência e curadoria dos bens; b) Sucessão provisória; e c) Sucessão definitiva.

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e) Organizações religiosas: São entidades que muito se assemelham às associações. organização. em caso de divergência). 59 do CC estabeleceu-lhe competências absolutas: 1º) eleger os administradores. Do art. há uma série ordenada de etapas que devem ser observadas. d) Partidos Políticos: São entidades com liberdade de criação. 44 do CC garantelhes liberdade de criação. especificando o fim para o qual se destina. 3) Elaboração dos estatutos (Há duas formas de instituição da fundação: a direta. 17 da CF). Para a criação de uma fundação. ou a fiduciária. sendo vedado ao poder público negarlhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos. A assembléia geral é o órgão máximo das associações. 9. 4) sociedade anônima. 2) sociedade em comandita simples. c) Fundações: São entidades resultantes de uma afetação patrimonial. Dependendo do tipo de atividade realizada.096/95. Contudo. Outras espécies como as cooperativas e as entidades 3 . a saber: 1) Afetação de bens livres por meio do ato de dotação patrimonial. 2) Instituição por escritura pública ou testamento. 3º) aprovar contas. O § 3º do art.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio PESSOA JURÍDICA O art. 44 do CC prevê cinco espécies de pessoa jurídica de direito privado. por testamento ou escritura pública. organização e funcionamento. estruturação interna. quando o próprio instituidor o faz. pessoalmente. O art. o § 1º. São elas: a) Associações: São entidades formadas pela união de indivíduos com o propósito de realizarem fins não-econômicos. quando confia a terceiro a organização da entidade). 5) Realização do registro civil. as sociedades podem ser simples ou empresárias. com recurso ao juiz competente. tendo autonomia para definir sua estrutura interna. 4) Aprovação dos estatutos (É o órgão do Ministério Público que deverá aprovar os estatutos da fundação. que faz o seu instituidor. Ela possui poderes deliberativos e o art. e) sociedade em comandita por ações. devendo seus estatutos estabelecer normas de fidelidade e disciplina partidária (art. 44 do CC não é um rol taxativo. 44 do CC estabelece que os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto na Lei n. e 4º) alterar o estatuto. 3) sociedade limitada. 2º) destituir os adminitradores. As formas societárias previstas no nosso ordenamento são: 1) sociedade em nome coletivo. b) Sociedades: São as entidades formadas pela união de pessoas que exercem atividade econômica e buscam o lucro como objetivo.

de fatos jurídicos ou fatos jurígenos. 104 enumera os pressupostos de validade do negócio jurídico: a) agente capaz. isto não importa em produção imediata de efeitos. A lei civil dispõe sobre três tipos de elementos acidentais: 1) Condição – Elemento voluntário que subordina o nascimento ou extinção do direito subjetivo a acontecimento futuro e incerto. costumeira. c) Plano de eficácia – Ainda que um negócio jurídico existente seja considerado válido. que determina a produção de efeitos legalmente previstos. Tudo. constitui simples manifestação de vontade. para tanto que seja considerado como tal. Fato jurídico em sentido estrito São todos os acontecimentos naturais que determinam efeitos na órbita jurídica.) b) Plano de validade – O C. em sentido amplo. para apreender sistematicamente o tema faz-se mister analisá-lo sob os três planos em que o negócio jurídico pode ser visualizado: a) Plano de existência – Um negócio jurídico não surge do nada. Com efeito. sem conteúdo negocial. O 4 . uma vez realizado o negócio. permite a extinção de seus efeitos na eventualidade de o fato previsto vir a acontecer. Os fatos jurídicos em sentido estrito subdividem-se em: a) Ordinários – São fatos da natureza de ocorrência comum. 2000. Pode ser legal ou convencional. a morte. Marcos Bernardes de. de cláusula contratual.C. no art. determinado ou determinável. o atendimento a certos requisitos mínimos.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio desportivas não foram previstas neste dispositivo FATO JURÍDICO Conceito de fato jurídico lato sensu Os acontecimentos. c) forma prescrita ou não defesa em lei. São Paulo: Saraiva. O primeiro decorre da lei o segundo. Neste plano “não se cogita de invalidade ou eficácia do fato jurídico. p. perfeito para o sistema que o concebeu. A modalidade suspensiva provoca a aquisição do direito. 83. b) Extraordinários – São fatos inesperados. indistintamente considerados. importa. uma enchente. que geram direitos subjetivos são chamados. ou seja. pois estes podem estar limitados por elementos acidentais de declaração. a realidade da existência. fica circunscrito a se saber se o suporte fático suficiente se compôs. exigindo-se. Negócio jurídico Trata-se de uma declaração de vontade dirigida à provocação de determinados efeitos jurídicos. apenas. o caso fortuito e a força maior. Teoria do Fato Jurídico (Plano da Existência). Ato jurídico em sentido estrito O ato jurídico em sentido estrito. possível. às vezes imprevisíveis: um terremoto. aqui. o decurso do tempo. já a resolutiva. b) objeto lícito. dando ensejo à incidência” (MELLO. cotidiana: o nascimento. 2) Termo – É o marco temporal que define o começo ou o fim dos efeitos jurídicos de um negócio jurídico.

Importante notar. o total desconhecimento do declarante a respeito das circunstâncias do negócio. daí a possibilidade de sua anulação. A doutrina registra ainda o termo de graça. O C. na realidade. só é considerado como causa de anulabilidade do negócio jurídico se for: a) essencial (substancial). 2) a desproporção entre as prestações deve verificar-se no momento do contrato e não posteriormente. c) Coação – Trata-se da violência apta a influenciar a vítima a realizar negócio jurídico que a sua vontade interna não deseja efetuar. e b) escusável (perdoável). tornando o negócio jurídico inexistente. O acidental leva a distorções comportamentais que podem alterar o resultado final do negócio. Neste sentido é a regra do art. 3) Encargo ou modo – É a cláusula geradora de obrigação para a parte beneficiária em negócio jurídico gratuito e em favor do disponente. 5 . a inexperiência ou a leviandade da parte lesada e o dolo de aproveitamento da parte beneficiada). entretanto.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio termo se caracteriza pela futuridade e certeza. ao passo que a ignorância é um estado de espírito negativo. exploradas indevidamente pelo locupletante. imaterial ou anímico (a premente necessidade. e não simplesmente anulável. por seu art. 1923. São vícios de consentimento: a) Erro ou ignorância – Trata-se de uma falsa percepção da realidade. É um peso atrelado a uma vantagem (uma restrição). Suas características são: 1) a lesão só é admissível nos contratos comutativos. que é concedido pelo juiz no curso dos processos mediante dilação de prazo. O principal é quando a causa determinante do negócio. ou pode ser uma obrigação imposta àquele que é beneficiário. aproveitando ao autor do dolo ou a terceiro. prevê a hipótese de legado a termo inicial ou suspensivo. que a doutrina entende que a vis absoluta neutraliza completamente a manifestação de vontade. e 2) subjetivo. b) Dolo – Trata-se de um artifício ou expediente astucioso. d) Lesão – Trata-se de um vício que permite a deformação da declaração de vontade por fatores pessoais do contratante. O termo pode ser suspensivo ou resolutivo. A lesão se compõe de dois requisitos: 1) objetivo ou material (desproporção das prestações avençadas). O primeiro. que se classificam em vícios de consentimento –aqueles em que a vontade não é expressada de maneira absolutamente livre – e vícios sociais – em que a vontade manifestada não tem. que já existe. empregado para induzir alguém à prática de um ato jurídico que o prejudica. e não uma prestação correspectiva sinalagmática. também denominado inicial (dies a quo) é o dia a partir de quando os efeitos de um negócio jurídico começam a produzir. a intenção pura e de boa fé que enuncia. O erro. O segundo corresponde ao dia em que cessam os efeitos do ato negocial. diante da inexperiência ou necessidade. Ele não instaura a relação jurídica. A distinção tem relevo para fins que o principal enseja a anulação do negócio e o acidental só pode levar às perdas e danos. O encargo pode ser uma restrição no uso da coisa. a qual informa que o termo inicial suspende o exercício. não a aquisição do direito. Defeitos do negócio jurídico Trata-se dos defeitos dos negócios jurídicos. de terceiro ou do interesse público. 131. São dois tipos de coação: física (vis absoluta) e moral (vis compulsiva). Pode-se classificar o dolo em principal e acidental.C. 3) a desproporção deve ser considerável.

4. por terceiro interessado. Invalidade do negócio jurídico A previsibilidade doutrinária e normativa da teoria das nulidades impede a proliferação de atos jurídicos ilegais ou portadores de vícios. 5.Não se opera de pleno direito. respectivamente.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio e) Estado de perigo .O ato nulo atinge interesse público superior. e carrega em si vício considerado grave. pronunciada pelo juiz. ou à beira da insolvência. visando produzir efeito do ostensivamente indicado. não se sujeitando ao prazo prescricional ou decadencial. o consilium fraudis (o conluio fraudulento) e o eventus damni (o prejuízo causado ao credor). Dentro dessa perspectiva.Pode ser reconhecida. São eles. uma vez que este se mancomuna de livre vontade para atingir fins espúrios. É um defeito que não vicia a vontade do declarante. em detrimento da lei ou da própria sociedade. é correto dizer-se que o ato nulo (nulidade absoluta).Somente pode ser argüida pelos legítimos interessados.A anulabilidade somente pode ser argüida. 6 . em prazos decadenciais de quatro (regra geral) ou dois (regra supletiva) anos. pela via judicial.Admite confirmação expressa ou tácita. A anulação do ato praticado em fraude contra credores dá-se por meio de uma ação revocatório.Opera-se de pleno direito. Sendo assim. 2. em virtude da diminuição experimentada pelo seu patrimônio.A ação anulatória é decidida por sentença de natureza desconstitutiva 6. a depender da natureza do interesse jurídico violado. 5. salvo norma específica em sentido contrário. b) Fraude contra credores – Consiste no ato de alienação ou oneração de bens. 3. pode ser um exemplo para esse vício. até mesmo. o primeiro de natureza subjetiva e o segundo objetiva. NULIDADE ABSOLUTA 1.Não admite confirmação. decorre de infringência de norma jurídica protetora de interesses eminentemente privados. denominada ação pauliana. 4. é possível afirmar que o reconhecimento desses estados são formas de proteção e defesa do ordenamento jurídico vigente. Importante observar que a simulação deixou de ser uma causa de anulabilidade e passou a figurar entre as hipóteses de nulidade do ato jurídico. de natureza cogente. ante a iminência de dano por que passa o agente.Identifica-se como uma hipótese de inexigibilidade de conduta diversa. 2. São vícios sociais: a) Simulação – È uma declaração enganosa de vontade. Dois elementos compõem a fraude. viola norma de ordem pública. 3. segundo o CC. 6. a qualquer tempo. praticado pelo devedor insolvente. o ato anulável (nulidade relativa). ou. A expressão “meu reino por um cavalo”. NULIDADE RELATIVA 1. pelo MP. legalmente tutelados. Por sua vez. contaminado de vício menos grave. da obra de Shakespeare. assim como de remissão de dívidas. a quem não resta outra alternativa senão praticar o ato.O ato anulável atinge interesses particulares. com o propósito de prejudicar credor preexistente.Pode ser argüida pelas partes.A ação declaratória de nulidade é decidida por sentença de natureza declaratória.

A argüição não se restringe. As mesmas causas ora impedem. 190). ora suspendem a prescrição. A pretensão e a exceção prescrevem no mesmo prazo (art. art. que é perpétuo (reivindicatória). Em se tratando de ato jurídico. como as destinadas a extinguir o condomínio. Registre-se que os “relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou representantes legais. Renunciar à prescrição consiste na possibilidade de o devedor de uma dívida prescrita. dependendo do momento em que surgem. a qualidade de cidadania.167). Finalmente. f) as pretensões de reaver bens confiados à guarda de outrem. e) as que protegem o direito de propriedade. mas se estende a terceiros favorecidos por ela. isto é. a título de depósito. 191 não admite a renúncia prévia da prescrição. O prazo. 193 que a prescrição pode ser alegada “pela parte a quem aproveita”. a de pedir meação no muro vizinho. requer a capacidade do agente. a condição conjugal). b) que não prejudique terceiro. 195). ou ainda.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio Prescrição Direito subjetivo é o poder que o ordenamento jurídico reconhece a alguém de ter. é permitida. que são imprescritíveis. Diz o mencionado art. Terceiros eventualmente prejudicados são os credores. 22 do CPC. desse modo. abdicar do direito de alegar esta defesa indireta de mérito (a prescrição) em face de seu credor. 196). Assim. pois. fazer ou exigir de outrem determinado comportamento. ao prescribente. a soma do tempo corrido contra o credor ao que flui contra o seu sucessor (art. 189 e art. a accessio praescriptionis. c) as de exercício facultativo (ou potestativo). é um poder concedido ao indivíduo para realizar seus interesses. 167 do CC/16). g) as destinadas a anular inscrição do nome empresarial feita com violação de lei ou do contrato (CC. nos termos do art. Assim. Importante observar que existem pretensões imprescritíveis. afirmando que a prescritibilidade é a regra e a imprescritibilidade a exceção. regra que deve ser acolhida pela doutrina e jurisprudência. Representa a estrutura da relação poder-dever. deixando para fazê-lo somente em grau de apelação. É verdadeira permissão jurídica. 208 do CC. antes que se tenha consumado. penhor ou mandato. que derem causa à prescrição. em que não existe direito violado. se este deixou de alegar a prescrição de imediato. não se inicia novamente. b) as que se prendem ao estado das pessoas (estado de filiação. não prescrevem: a) as que protegem os direitos da personalidade. ou não a alegarem oportunamente” (art. consumado o prazo prescricional e sem prejuízo a terceiro. 1. O Código Civil agrupou as causas que suspendem e impedem a prescrição em uma mesma seção. na oportunidade da contestação. entendendo que estão subordinadas a uma unidade fundamental. isto é. regra também aplicável à decadência por força do art. O art. A única conseqüência da tardia alegação da prescrição diz respeito aos ônus de sucumbência: são indevidos honorários advocatícios em favor do réu. d) as referentes a bens públicos de qualquer natureza. 7 . em que ao poder de uma das partes corresponde ao dever da outra. dois são os requisitos para a validade da renúncia: a) que a prescrição já esteja consumada. também. pois a renúncia à possibilidade de alegar a prescrição pode acarretar a diminuição do patrimônio do devedor. E com o principal prescrevem os direitos acessórios (art.

em regra. E não havendo dever. perda dos direitos potestativos quando toma o nome de decadência. 3. que vê retardado o benefício que lhe poderia advir da prescrição. que decorre de certos fatos previstos na lei. modificando ou extinguindo uma situação subjetiva sem que esta possa fazer alguma coisa se não sujeitar-se. parágrafo único). de um comportamento ativo do credor. O efeito da interrupção da prescrição é. Interrupção da prescrição é o fato que impede o fluxo normal do prazo. não prejudica os demais co-obrigados (art. Consequentemente. o de aceitar ou não a proposta de contratar. em uma limitação que a lei estabelece para o exercício de um direito. Qualquer ato de exercício ou proteção ao direito interrompe a prescrição. O tempo limita o exercício dos direitos potestativos pela inércia do respectivo titular. Constituise em um fato que não permite comece o prazo prescricional a correr. significa extinção de direitos em geral. § 1º). 2. ou do último ato do processo para a interromper” (art. O direito potestativo é o poder que o agente tem de influir na esfera jurídica de outrem. o de aceitar ou não herança. como foi mencionada. ou seu herdeiro. para não se eternizarem as interrupções da prescrição. essa vantagem para o titular do direito subjetivo ofendido corresponde às desvantagens para o prescribente. que volta a correr por inteiro. Sempre que possível a opção. a qual recebe o nome de caducidade. São direitos potestativos o do patrão dispensar o empregado. 202. e em sentido restrito. extinguindo-o e pondo a termo ao estado de sujeição existente. art. não há pretensão. portanto. Assim. Aplica-se às relações que 8 .O direito subjetivo atingido é beneficiado pela interrupção. A restrição é benéfica. O lado passivo da relação jurídica limita-se a sujeitar-se ao exercício de vontade da outra parte. 204 do CC).A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros. a causa ou obstáculo impede que comece. instantâneo: “A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a interrompeu.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio Impedimento da prescrição é o obstáculo ao curso do respectivo prazo. não há lesão. diferentemente da suspensão. cujo prazo volta a fluir somente pelo tempo restante. o do doador revogar a doação simples. antes do seu início. Seu fundamento é o princípio da inadmissibilidade de conduta contraditória. não há o seu descumprimento. A decadência traduz-se. A interrupção por um dos credores solidários. constituindo. assim como a interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros (CC. São efeitos da interrupção da prescrição: 1. extinguindo o tempo já decorrido. São direitos potestativos. portanto. porque destituídos dos respectivos deveres. caput. O art. Decadência Existem direitos subjetivos que não fazem nascer pretensões. se o prazo ainda não começou a fluir. Esta. 202. igualmente. em sentido amplo. 204. ela se verificará pela maneira mais favorável ao devedor. começando a correr novo prazo. expressamente declara que a interrupção da prescrição “somente poderá ocorrer uma vez”. aproveita aos outros. dilatando-se o período para composição do dano. diversamente da suspensão da prescrição. inutilizando o já decorrido A interrupção depende. a interrupção operada contra o co-devedor.Inutiliza-se todo o tempo prescricional decorrido.

O termo interessado aí tem sentido técnico: é aquele que pode ser responsabilizado pelo débito. No caso de decadência legal. Por outras palavras: Obrigação é o vínculo jurídico temporário pelo qual a parte credora (uma ou mais pessoas) pode exigir da parte devedora (uma ou mais pessoas) uma prestação patrimonial e agir judicialmente ou mediante instauração de juízo arbitral sobre o seu patrimônio. agora tratadas no art. como. DIREITO DAS OBRIGAÇÕES Conceito e elementos Obrigação é a relação jurídica em virtude da qual uma ou mais pessoas determinadas devem. importando em dar. A decadência é estabelecida em lei ou pela vontade das partes em negócio jurídico. salvo em casos especiais previstos pela lei. 209) que é nula a renúncia à decadência fixada em lei. o avalista ou um terceiro garantidor da dívida. se não for satisfeita espontaneamente. a contrario sensu. também pode pagar. Qualquer pessoa pode pagar uma dívida. se alguém é parente ou amigo do devedor e deseja auxiliá-lo. embora lícitas. como na substituição do devedor por seus herdeiros. como meio de defesa”. por exemplo. sendo objeto de ação constitutiva. desde que se trate de matéria de direito disponível e não haja fraude às regras legais. Enquanto a prescrição deve ser alegada pela parte interessada. O pagamento é feito na forma estipulada. posteriormente. possível e determinada ou determinável. sendo de admitir-se. uma prestação de caráter patrimonial. em favor de outra ou de outras. o objeto e o vínculo jurídico. 814 do Código Civil A obrigação natural confere hoje juridicidade à obrigação moral e ao dever de consciência reconhecidos e cumpridos pelo devedor. Os sujeitos são: a parte credora (uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas) e a parte devedora (uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas). não podendo o credor ser obrigado a receber parcialmente o débito.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio contêm obrigações. Pagamento Pagamento é todo cumprimento de obrigação. A prestação deve ter conteúdo patrimonial e ser lícita. art.997 do CC). Sendo matéria de ordem pública. não pode reaver o pagamento feito conscientemente. ser válida a renúncia à decadência estabelecida em negócio jurídico pelas partes. 210). No entanto. que. deve o juiz conhece-la de ofício (CC. sua ou de outrem.A idéia de obrigação imperfeita ou natural também é válida para as dívidas de jogo e de aposta. fazer ou não fazer. Inadimplemento e mora O inadimplemento ou não-cumprimento da obrigação na maneira estipulada pode revestir formas 9 . mas os efeitos são diversos. a decadência não é “suscetível de oposição. que só são responsáveis pelo débito na proporção dos seus quinhões (art. 1. Mas o Código Civil distingue: o pagamento pode ser feito por terceiro interessado ou por terceiro não interessado. Obrigações naturais São as que não podem ser reclamadas em juízo. dispõe a lei (CC. art. Seus elemento são: os sujeitos. O objeto é a prestação (dar. fazer ou não fazer alguma coisa).

ensejando. 347 do CC). outrossim. Distingue-se da cessão de crédito. 334 do CC). numa relação jurídica. b) por força de contrato ou de recibo com tal fim. 394 do CC).OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio diversas. porque esta se faz antes do pagamento e a sub-rogação se faz por causa do pagamento. salvo se provar a isenção de culpa ou que o dano ainda sobreviria se a obrigação fosse oportunamente desempenhada. importam em impedir de modo definitivo o cumprimento da obrigação. quer por parte do devedor (mora debitoris ou mora solvendi). Esse atraso ou retardamento importa num inadimplemento temporário. ter havido um simples atraso no adimplemento da obrigação. Mora é o retardamento culposo no cumprimento da obrigação. sem necessidade de qualquer interpelação judicial. pelo simples advento do termo ou decurso do prazo. se este oscilar entre o tempo do vencimento e o do pagamento. Há mora do credor quando este se recusa a receber o que lhe é devido. na última hipótese. depois da mora. É o princípio dies interpellat pro homine (art. ou seja. Sub-rogação pessoal pode ser: a) por força de lei. quando a prestação ainda é útil para o credor. o problema que surge é o de saber quais os débitos que devem ser considerados pagos. 400 do CC). mas o foi posteriormente. ou seja. se for débito em dinheiro. com relação a que débitos o pagamento deve ser imputado. o curso dos juros (art. 397 do CC). A constituição em mora se realiza de pleno direito. cabal e definitivo pode ser fortuito ou culposo. Pode. pela conservação do bem e sujeitando-se ainda a recebê-lo pelo seu maior valor. quer por parte do credor (mora creditoris ou mora accipiendi). 346 do CC). a responsabilidade do inadimplente. a transferência do crédito próprio ou alheio. A destruição da coisa e a ilicitude do negócio jurídico. Quando o devedor tem vários débitos em relação ao mesmo credor e paga quantia insuficiente para a liquidação de todos. Pagamento com sub-rogação A sub-rogação é a substituição de uma pessoa ou de uma coisa por outra pessoa ou coisa. diversamente. na forma contratual ou legal (art. nos casos legais (art. Imputação do pagamento Imputação é a escolha da parcela a ser quitada num pagamento parcial do devedor que tem vários débitos em relação a um só credor. vencida e não paga em virtude de culpa do devedor. Pagamento em consignação Pagamento em consignação é o depósito judicial da coisa devida ou depósito em estabelecimento bancário. A mora debitoris pressupõe uma dívida líquida e certa. Uma vez que haja mora. para liberar o devedor. devendo o credor ressarcir o devedor pelas despesas que teve. pelo pagamento (art. Os efeitos da mora creditoris importam em transferir a responsabilidade pela conservação da coisa ao credor. A imputação pode decorrer de acordo entre os interessados ou de determinações legais. o devedor responde também pela impossibilidade da prestação resultante de caso fortuito ou força maior. como se tradição tivesse havido. que não foi cumprida no tempo fixado. em virtude de lei nova. 10 . a transferência do crédito ao pagador de dívida alheia (casos do art. interrompendo. O inadimplemento total.

Para que haja novação são elementos necessários: a) uma obrigação anterior. pouco importando que a coisa dada em pagamento tenha valor maior ou menor do que a prestação originariamente devida. 381 do CC). distinguindo-se a prestação antiga da nova. seja pelo valor ou natureza da prestação. c) a vontade de realizar novação (animus novandi) extinguindo a obrigação anterior. ao mesmo tempo. Em sentido restrito. condicional ou anulável. A dação em pagamento extingue a obrigação. A cláusula penal se apresenta geralmente sob a forma de pagamento de determinada quantia em 11 . Como a compensação. com assentimento do credor e visando à extinção da obrigação. 408 a 416 do CC). Remissão de dívida Remissão das dívidas é a renúncia do credor ao crédito que existe em seu favor. mas pode ser revogada até o momento em que o devedor aceita a remissão.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio Dação em pagamento Os elementos necessários da dação em pagamento são. regulamentado pela lei civil (arts. Na acepção mais ampla e menos técnica. a confusão só pode ser alegada entre credor e devedor. é o negócio jurídico bilateral pelo qual os interessados. 840 do CC). Compensação A compensação é meio de extinguir as dívidas de pessoas que. significa qualquer espécie de negócio. Confusão A confusão é a extinção da obrigação decorrente da identificação numa mesma pessoa das qualidades de credor e devedor (art. e d) capacidade das partes para novar e para dispor. por concessões mútuas. evitam ou terminam um litígio (art. o acordo de vontades do credor e do devedor. embora possa ser simples obrigação natural. ou melhor. Cláusula penal A cláusula penal é um pacto acessório. a extinção de uma obrigação mediante a constituição de uma obrigação nova que se substitui à anterior. Transação A palavra “transação” é utilizada em sentidos diversos. seja por modificação do credor ou do devedor. submetem o devedor que descumprir a obrigação a uma pena ou multa no caso de mora (cláusula penal moratória) ou de inadimplemento (cláusula penal compensatória). por convenção expressa. Novação A novação é a transformação de uma obrigação em outra. em virtude da criação da obrigação nova. pelo qual as partes. b) uma obrigação nova que extingue a anterior. a existência de uma dívida e o pagamento desta pela entrega de uma coisa diferente da prometida. são credora e devedora uma da outra até o limite da existência do crédito recíproco (art. necessitando. pois. A simples declaração do credor importa em extinção da dívida. 368 do CC). para se tornar irrevogável.

pessoalmente. b) Culpa ou dolo do agente . g. suprimida uma delas. revertendo em favor da parte inocente ou de terceiro (v.. merecer censura ou reprovação do direito. só porque o agente causador do dano procedeu obejtivamente mal. utilizado no art. Elementos da responsabilidade civil São elementos estruturais da responsabilidade civil: a) Ação ou omissão do agente .Sem a prova do dano. 2) Teoria da causalidade adequada – Somente considera como causadora do dano a condição por si só apta a produzi-lo. admitindo-se todavia a cláusula cujo conteúdo seja a prática de ato ou mesmo uma abstenção por parte do inadimplente. As principais teoria sobre a relação de causalidade são: 1) Teoria da equivalência das condições – toda e qualquer circunstância que haja concorrido para produzir o dano é considerada uma causa. recorrendo-se eventualmente a vários fatores para a fixação definitiva do seu montante. e ainda de danos causados por coisas e animais que lhe pertençam.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio dinheiro. em regra. A cláusula penal é moratória quando se aplica em virtude de mora do devedor e sem prejuízo da exigência da prestação principal. Agir com culpa significa atuar o agente em termos de. A multa é convencionada no momento da realização do ato jurídico ou posteriormente. obra beneficente). diz-se que a causa não era adequada. 12 . (Primeira parte do art. ninguém pode ser responsabilizado civilmente. O dano pode ser material ou simplesmente moral DIREITOS REAIS Características dos direitos reais Os direitos reais se apóiam na relação entre homem e coisa. sendo que esta deve possuir valor econômico e suscetível de apropriação. o dano não se verifica. d) Dano . pela sua atuação ou em virtude de danos provocados por pessoas ou coisas dele dependentes. de ato de terceiro que esteja sob a guarda do agente. 927 do CC) c) Relação de Causalidade . É essencial que ele tenha agido com culpa.A responsabilidade pode derivar de ato próprio. A sua equivalência resulta de que. O ato do autor do dano era condição sine qua non para que o dano se verificasse. ou como a obrigação que incumbe a alguém de reparar o prejuízo causado a outrem.A obrigação de indenizar não existe. Se existiu no caso em apreciação dano somente por força de uma circunstância acidental. 186.– É a relação de causa e efeito entre a ação ou omissão do agente e o dano verificado. Vem expressa no verbo “causar”. O valor da multa deve ser determinável. RESPONSABILIDADE CIVIL A responsabilidade civil é definida como a situação de quem sofre as conseqüências da violação de uma norma.

766/79 veio derrogar o Decreto-Lei n. conferindo direito real ao comprador. pois. Do usufruto Trata-se de um direito real sobre coisa alheia conferido a alguém de retirar. conferindo ao titular o uso e gozo do direito ou faculdade. DIREITOS REAIS SOBRE COISA ALHEIA Da superfície Trata-se de direito real de fruição ou gozo sobre coisa alheia. 1412). para sobre ela exercer o seu direito. Das servidões Servidão é um encargo que suporta um prédio denominado serviente. com isso. residindo nela. 1225. CC). 25 da referida lei declara irretratáveis e irrevogáveis os compromissos de compra e venda de imóveis loteados. Surgiu da necessidade prática de se permitir edificação sobre bens públicos. Qualquer cláusula de arrependimento. 13 . sem alterar-lhe a substância (Art. ter-se-á. que hoje se aplica somente aos loteamentos rurais. deve-se ter em consideração a condição social do usuário. Em se tratando. são os direitos que se prende à coisa. lícito afigura-se convencionar o arrependimento. a constituição do direito real. de imóvel não loteado. prevalece a irretratabilidade. o compromisso tornou-se irretratável. A Lei n. qualquer delas que a ocupar estará no exercício de direito próprio. mas não alugá-la nem emprestá-la. a saber: a concessão de uso especial para fins de moradia e a concessão de direito real de uso. independendo para o seu exercício da colaboração de outrem e conferindo ao seu titular a possibilidade de ir buscar a coisa onde quer que ela se encontre.481/07 introduziu dois novos direitos reais no Código Civil brasileiro. temporariamente.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio No dizer de Silvio Rodrigues. Inexistindo cláusula nesse sentido. nesses contratos. IV. Das concessões A lei 11. da coisa alheia os frutos e utilidades que ela produz. 6. Do direito do promitente comprador Com o advento do Decreto-Lei n. porém. prevalecendo com a exclusão de concorrência de quem quer que seja. O promitente comprador não recebe o domínio da coisa. O art. 58/37. desde que levado ao registro imobiliário. em benefício de um outro prédio chamado dominante. por não escrita. Do uso O usuário usará da coisa e perceberá os seus frutos. quando o exigirem as necessidades pessoais suas e de sua família (art. E se for conferido a mais de uma pessoa. No que diz respeito às necessidades pessoais. nada devendo às demais a título de aluguel. de origem romana. bem como o lugar onde vive. O titular desse direito pode usar a cada para si. afastando-se. Da habitação A habitação pode ser entendida como uma modalidade especial de uso à moradia. mas passa a ter direitos reais sobre ela. 58/37. pertencendo o solo em poder do Estado.

O art. 183 da CF e no art. Há. 2. praticamente nada acrescentou sobre o instituto. 1. Prov. pouco. e a Administração não pode recusar o contrato. A concessão exige praticamente os mesmos requisitos do usucapião urbano previsto no art. 14 . da preservação ambiental e da proteção dos ecossistemas naturais. até duzentos e cinqüenta metros quadrados de imóvel público situado em área urbana. a qualquer título.º da referida Medida Provisória).481/2007. o qual continua submetido ao conteúdo e contornos normativos da Med. um título específico sobre esse direito. Desde a edição da Medida Provisória n.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio Não se trata propriamente de um direito real novo.º da Med. passa a ser direito do possuidor. n. ou melhor.257/2001). desde que não seja proprietário ou concessionário. As uniões estáveis de natureza homossexual podem ter relevância jurídica em outros planos e sob outras formar. responsável pela introdução do instituto no CC. tentativa de trazer essa camada desfavorecida da população ao mundo legalizado. até 30 de junho de 2001. 1. possuiu como seu. por cinco anos.240 do CC. 5. 2. o direito à concessão de uso especial para fins de moradia só será outorgado àquele “que. I. O que era faculdade. ou V – situado em via de comunicação". inclusive dispondo. IV – reservado à construção de represas e obras congêneres. fundamentais e lapidares do casamento. utilizando-o para sua moradia ou de sua família.220/2001.015/73).220/2001.º da MP estabelece que "É facultado ao Poder Público assegurar o exercício do direito de que tratam os arts. O direito de concessão de uso especial para fins de moradia pode ser reconhecido por ato administrativo ou por decisão judicial e tem publicidade.220. de 4 de setembro de 2001. III – de interesse da defesa nacional. nada mais é do que contrato administrativo pelo qual a Administração faculta ao particular a utilização privativa de bem público. editada como diploma substitutivo ao veto dos arts. DIREITO DE FAMÍLIA CASAMENTO Conceito de casamento Casamento é o vínculo jurídico entre o homem e a mulher que se unem material e espiritualmente para constituírem uma família. ininterruptamente e sem oposição. Isso porque não foi inserido no CC. Pressupostos de existência jurídica do casamento a) Diversidade de Sexo – Nesse sentido a lei é clara e não abre espaço a qualquer exegese extensiva (art. 1. Estes são os elementos básicos. Ocorre que a Lei n. II – destinado a projeto de urbanização. Ocorre que a concessão. n. Pela MP n. 2. 1517). para que a exerça conforme a sua destinação. como se vê. 15 a 20 do Estatuto da Cidade (Lei n. no art. buscando outorgar-lhe títulos de direito real. 37. 7. tem o direito à concessão de uso especial para fins de moradia em relação ao bem objeto da posse. que "O direito de concessão de uso especial para fins de moradia é transferível por ato inter vivos ou causa mortis". Prov.220/2001.º em outro local na hipótese de ocupação de imóvel: I – de uso comum do povo. n. mas não como modalidade de casamento. ao contrário do usucapião. 6. com o registro no Registro Predial (art. de outro imóvel urbano ou rural” (art. 10. 2.º e 2. a concessão de uso especial para fins de moradia compõe o rol dos direitos reais. porém. 11. da Lei n. de caráter declaratório. ao contrário dos demais direitos reais. 167.

se um ou ambos os pretendentes não tiverem atingido a maioridade civil. Pressupostos de validade a) Puberdade – No art. b) Potência – É a aptidão para conjunção carnal. Casamento celebrado perante autoridade incompetente (perante prefeito municipal ou delegado de polícia) não é nulo. Dois são os tipos de impotência que interessam ao direito matrimonial: Impotentia Coeundi (de concepção ou de cópula) – Pode gerar a anulação do casamento. a) Formalidades Preliminares – São as que antecedem o casamento. Desse modo. A regra do art. 1557. O exame pré-nupcial não é obrigatório. b) Formalidades Concomitantes – São as que acompanham a cerimônia e vêem detalhadamente previstas nos art.200 de 1941. conforme disposto no Decreto-lei 3. Dos impedimentos matrimoniais 15 . A lei soleniza-o. Importante notar que sua inobservância determina-lhe a nulidade do ato. Todavia. a publicação dos editais – art 1527 . ou. Impotentia Generandi (de gerar. 1519). a capacidade matrimonial não se confunde com a capacidade civil (18 anos). Havendo divergência entre os pais. III). de procriar) – Não justifica a anulação do casamento. 1517 c/c o art. 1533 a 1538 – (o oficial extrairá o certificado de habilitação durando a eficácia da habilitação por 90 dias).(a dispensa dos editais é possível nas seguintes hipóteses: se ficar comprovada a urgência (grave enfermidade. 1517 comporta. uma exceção: admissibilidade do casamento para evitar cumprimento de pena criminal ou em caso de gravidez (art. e emissão do certificado da habilitação – arts. prescrevendo formalidades de observância obrigatória para a sua regularidade. 1540) os nubentes devem ter aptidão para a vida sexual. o interessado poderá obter do juiz o suprimento judicial correspondente (parágrafo único do art. Pressupostos de regularidade São os que se referem às formalidades do casamento. 1520). salvo no caso de casamento de colaterais de 3º grau (tios e sobrinhos). independentemente do sexo do nubente. Elas são de três ordens: habilitação – arts. 1533 ao art. que é ato jurídico eminentemente formal. mas simplesmente inexistente. confirmando-se a idéia de que a prole não é finalidade do casamento. porém. 1517 o legislador fixou idade núbil aos 16 anos. parto eminente. 1538. c) Sanidade – O CC não previu a sanidade dos nubentes como condição necessária à validade do casamento. Fora as exceções legais (casamento de anciãos e casamento in extremis – art. desde que interesse a um dos cônjuges anulá-lo (art.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio b) Consentimento – A falta de consentimento torna inexistente o casamento. viagem inadiável) e também no caso de casamento nuncupativo).(nesta fase ocorre a apreciação dos documentos e apuração da capacidade dos nubentes e a inexistência dos impedimentos matrimoniais). c) Celebração por Autoridade Competente – Inexiste casamento se o consentimento é manifestado perante quem não tem competência para celebrar o ato matrimonial. será necessária a autorização dos pais ou dos seus representantes legais para a celebração do ato. 1525 e 1526 .

do citado art que. noutras palavras. o legislador estatui. pelo casamento. querendo. pela separação judicial ou pelo divórcio.566 do CC). 1548 nulo é o casamento contraído pelo enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida civil (por não estar em seu juízo perfeito) e por infringência de impedimentos (previstos no CC. em linhas gerais. o adotado tem os mesmos direitos do filho consangüíneo. o vínculo legal que se estabelece à semelhança da filiação consangüínea. Embora haja simetria com a 16 . mas independente dos laços de sangue. da CF. E para reafirmar a recepção do princípio constitucional da igualdade. Marido e mulher são. os outrora denominados impedimentos dirimentes relativos. PARENTESCO Toda pessoa se enquadra numa família por quatro ordens de relações: o vínculo conjugal. Em decorrência do art.. trata-se de uma enumeração taxativa e não exemplificativa. Instaura-se o regime da co-gestão na sociedade familiar. 1.Segundo o disposto no art. companheiros e responsáveis pelos encargos da família. não adquirindo existência. Os efeitos que produz o casamento podem ser encarados como restrições que cada um dos cônjuges impôs voluntariamente à sua liberdade pessoal e que. pela nulidade ou anulação do casamento. A decretação da nulidade pode ser promovida pelo Ministério Público. uma vez assumidas. Espécies de parentesco a) Parentesco natural – É o que se origina da consangüinidade. Dissolução da sociedade conjugal Segundo o disposto no art. c) Parentesco por afinidade . art. os quais dão origem aos chamados deveres conjugais (art. assumem mutuamente a condição de consortes. no atual sistema codificado. produzindo efeitos ex tunc (art.O casamento é inexistente quando lhe faltam um ou mais elementos essenciais à sua formação. simplesmente. a sociedade conjugal termina: pela morte de um dos cônjuges. 1550 o CC trata dos casos de casamento anulável que substituem. é a ausência de requisito ou ausência de qualidade que a lei articulou entre as condições que invalidam ou apenas proíbem a união civil. parágrafo 6º. c) Casamento anulável .O art. qualquer dos nubentes.. 1549). uma vez que reconhece apenas o fato que o invalida.Inicialmente vale ressaltar que o casamento não cria nenhum parentesco entre o homem e a mulher. É por força de uma ficção legal que se estabelece este parentesco. 1563). Da eficácia do casamento Pelo art. poderá acrescer ao seu o sobrenome do outro. b) Casamento nulo . Da invalidade do casamento a) Casamento inexistente . 227. afins. Não existem outras. no parágrafo 1º. incisos I a VII). o parentesco. 1521. e o vínculo sócio-afetivo. Seis são as hipóteses legais de anulação do casamento. ou por qualquer interessado (art. A sentença de nulidade do casamento tem caráter declaratório. devem ser respeitadas enquanto durar a união. 1565 do CC. O ato. a afinidade. logo. nenhum efeito pode produzir. homem e mulher. b) Parentesco civil – É o decorrente da adoção. 1571 do CC. em absoluta igualdade de direitos e deveres. isto é.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio São as circunstâncias que impossibilitam a realização de determinado casamento..

entre homem e mulher desimpedidos. A afinidade. podemos afirmar que alimentos são os auxílios prestados a uma pessoa para prover as necessidades da vida. lazer. empregado pelo constituinte de 1988 refere-se à união livre. São afins na linha na linha reta descendente: genro. assim como o parentesco por consangüinidade. 226. habitação. tudo se incluiria na noção maior de concubinato. Logo. comporta duas linhas: a reta e a colateral. também. profissionalização. a eles compete sustentar e educar os filhos. saúde. A afinidade na linha reta é sempre mantida (art. tem uma conotação amplíssima. inexiste impedimento de o viúvo (ou divorciado) casar-se com a cunhada. não visualizada pelo C/C 1916 e que ganha legítimo reconhecimento na singela fórmula do art. ou seja. São afins em linha reta ascendente: sogro. até a união adulterina. como se fossem marido e mulher. um amplo (lato sensu) e um restrito (stricto sensu). No sentido restrito. o convívio. Também pode derivar de disposição testamentária (art. tanto é que o texto constitucional – art. aos filhos compete sustentar os pais. mas a afinidade colateral (ou cunhadio) extingue-se com o término do casamento. nem do sangue. de homem e mulher. por decorrência jurídica. O termo união estável. é a convivência more uxorio. padrasto e madrasta (no mesmo grau que pai e mãe).É a proposta inédita. que não pode ser reduzida à noção de mero sustento (alimentação) mas envolve. O concubinato não se confunde com a união estável (ou. enquanto nesta a convivência pode ser convertida em casamento. ALIMENTOS Alimentos. enteado. na qual o marido (ou a mulher) convenciona a pensão a ser paga ao outro cônjuge. parágrafo 3º .refere-se à possibilidade de conversão em casamento. na linguagem jurídica. união livre). c) Casamento e União Estável – Por força do princípio constitucional que inseriu as uniões estáveis 17 . a afinidade não decorre da natureza. Só se converte em casamento. desde a posse do estado de casados.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio contagem dos graus no parentesco. na velhice e quando necessitam de auxílio. Fontes da obrigação alimentar A dívida de alimentos pode provir de várias fontes: a) Vontade das partes – Embora hipótese rara ela pode se materializar nos casos de separação consensual. educação. vestuário. UNIÃO ESTÁVEL O termo “união estável” admite dois sentidos. com notoriedade de longos anos. mas tão somente da lei. 1595. porque naquele há sempre impedimento. Da mesma forma. união entre homem e mulher não inquinada de impedimento. parágrafo 2º. sogra. d) O vínculo sócio-afetivo . No sentido amplo. nora. 1920). enteada (no mesmo grau que filho e filha). 1593 quando se refere ao parentesco que resulta de outra origem. b) Parentesco – A lei impõe aos pais o encargo de prover a mantença da família e. Em assim sendo.).

O art. 1694). recebem uma cota igual da herança. Ocorre sempre que o autor da herança morre sem deixar disposição de última vontade. havendo herdeiros necessários (art. desaparece via inventário que.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio como espécie do gênero maior entidades familiares. b) A testamentária – Resultante da vontade do testador. 1. Em outras palavras. Até a partilha todos os herdeiros encontram-se frente ao espólio como condôminos. 1. os companheiros também podem pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver (art. d) Ato Ilícito – Quando o causador do dano fica obrigado a reparar o prejuízo mediante pagamento de uma indenização. possuidores e proprietários de uma cota ideal. II. diz-se sucessão ad intestato (art. abre espaço à vontade soberana do testador. além da legítima. isto é. abstrata.789 que o testador só pode dispor da metade da herança. O direito brasileiro consagrou o sistema da limitada liberdade de testar. Ordem de vocação hereditária O critério da vocação é a proximidade do vínculo familiar. Deriva do testamento.846 do CC.845) diz o art. O estado de indivisão. minucioso e exato. Característica da herança A herança é uma universalidade de direito. Com efeito. da manifestação de vontade do testador que. Ele garante a igualdade de quinhões.786 do CC): a) A legítima – Resultante de lei. prepara a partilha e põe fim ao estado condominial. decorrente da abertura da sucessão. ele não responde pelos encargos superiores às forças da herança. a responsabilidade da herança pelas dívidas do defunto limita-se às suas forças. Assim: a) Herdeiros de grau igual: herdam por cabeça b) Herdeiros de grau diferente: herdam por estirpe Herdeiros legítimos 18 .789 c/c 1. 1. quanto à cota disponível. quando herdam em nome próprio. 948. Existem duas formas de sucessão no direito brasileiro (art. ou seja. É o que deflui do disposto nos arts.792 ainda precisa que o herdeiro nunca responde ultra vires hereditatis. 1. É o que decorre do disposto no art. que só se materializará (ou concretizará) no momento da partilha. 1788 do CC). a pensão alimentar decorre da responsabilidade civil. DIREITO DAS SUCESSÕES Aspectos gerais A sucessão em sentido restrito designa a transmissão de bens de uma pessoa (autor da herança. ou seja. 1. também chamado de de cujus) em decorrência de sua morte para uma outra (chamado genericamente de sucessor). os herdeiros mais próximos excluem os mais remotos (salvo hipótese de representação) e os herdeiros de grau igual. faz conhecer o complexo de bens transmitido pelo de cujus aos herdeiros. Assim.

Quando o cônjuge concorrer com ascendentes. e o de cujus tinha bens particulares (caso em que o cônjuge será. conforme prevê o inciso I do art. o cônjuge sobrevivente concorre à divisão da legítima. Agora. em igualdade com os descendentes ou ascendentes do falecido. sem que o falecido tenha deixado bens particulares. b) Se o regime de bens era o da comunhão parcial. na sucessão legal. o direito real de habitação sobre o imóvel residencial familiar para o cônjuge sobrevivente (art. os ascendentes. essa última situação se equipara à primeira (de comunhão universal) e. quando faltarem herdeiros necessários. nem deste separado de fato há mais de dois anos.846). herdeiro e meeiro. Aqui. aquele livremente adotado pelos cônjuges mediante pacto antenupcial válido. a lei deixa de reconhecer vocação hereditária ao cônjuge. São eles: os descendentes. ao mesmo tempo. deve merecer igual tratamento. todavia. não estivesse separado judicialmente de de cujus. será irrelevante o regime de bens. com maior extensão.831). 1. Em três hipóteses. também. a sucessão devolve-se aos ascendentes. Para excluí-los da sucessão basta que o testador disponha dos bens. ainda. Sucessão dos descendentes A sucessão dos descendentes ocorre por cabeça (quando os herdeiros se encontram no mesmo grau de parentesco do de cujus) ou por estirpe (quando herdeiros de graus diferentes). 1. portanto. a quem se transmite a totalidade ou cota parte da herança. Nesta categoria incluem-se os colaterais até o quarto grau. ao último caberá participar da sucessão em três hipóteses: a) Se o regime de bens do casal era o da separação convencional. e o cônjuge sobrevivente (concorrendo com as duas categorias. em sua totalidade. o princípio da 19 . aos descendentes: a) Se o regime de bens do casal era o da comunhão universal.830 o chamamento do cônjuge está condicionado a que. 1.829) como sucessores. 1829) e o companheiro. 1. A ausência de patrimônio particular do de cujus importa serem comuns todos os seus bens: por uma circunstância fática. c) Se o regime de bens era o da participação final nos aqüestos. sem os contemplar. neste caso. b) Se o regime de bens era o da separação obrigatória. atribuindo a herança. A existência de herdeiros legítimos necessários impede a disposição testamentária dos bens constitutivos da legítima (art.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio São as pessoas indicadas na lei (art. de que essa convivência se tornara impossível sem culpa do sobrevivente”. incidindo a meação. obviamente. A nova lei previu. e c) Se o regime de bens era o da comunhão parcial. Diante de tais exceções à regra da concorrência entre descendentes e cônjuge. apenas sobre o patrimônio comum). na data do óbito. Também aqui haverá herança e meação. Os herdeiros legítimos facultativos são os herdeiros que podem vir a herdar. isto é. Sucessão do cônjuge De acordo com o art. Sucessão dos ascendentes Não havendo descendentes. “salvo prova.

inclusive as referentes a alimentação especial.C. assistência médica e psicológica. tendo direito a no mínimo 1/3 (um terço) da herança. Não havendo descendentes do falecido. ficando excluído os bens particulares deixados pelo de cujus. como se dividirá a herança? C receberá metade da herança cabendo a outra metade a E e F conjuntamente (art.A herança do filho adotivo devolve-se aos seus pais adotivos (art. 2o Os alimentos de que trata esta Lei compreenderão os valores suficientes para cobrir as despesas adicionais do período de gravidez e que sejam dela decorrentes.804. b) Adoção Simples – A herança beneficiará os ascendentes naturais. 41.).836. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. Neste montante incluem-se os bens particulares. LEI Nº 11. exames 20 . A sucessão do filho adotivo por seus ascendentes cria duas situações distintas. 1o Esta Lei disciplina o direito de alimentos da mulher gestante e a forma como será exercido. parágrafo 2o. Concorrendo com descendentes comuns receberá quota igual a que for paga ao descendente. mas não se admite a representação. Sua participação está limitada aos bens adquiridos onerosamente na constância da convivência. do ECA). Art. O convivente somente irá receber a totalidade da herança caso o falecido não tenha deixado nenhum parente suscetível de receber a herança. da concepção ao parto. do C. 1. parágrafo 2o. mas ainda vivos seu avô paterno C e seus avós maternos E e F. o convivente concorrerá à herança com os outros parentes porventura existentes. a saber: a) Adoção plena . Se concorrer com descendentes só do falecido receberá metade do que cada descendente receber. Sucessão na união estável A sucessão do convivente está prevista no art. 1790 do CC. DE 5 DE NOVEMBRO DE 2008.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio proximidade é a regra. E no caso dos pais do de cujus estarem mortos.

Art. Brasília. 5 de novembro de 2008. 3º (VETADO) Art. os alimentos gravídicos ficam convertidos em pensão alimentícia em favor do menor até que uma das partes solicite a sua revisão. a juízo do médico. Art. 10º (VETADO) Art. 7o O réu será citado para apresentar resposta em 5 (cinco) dias. 5º (VETADO) Art. medicamentos e demais prescrições preventivas e terapêuticas indispensáveis. 187o da Independência e 120o da República.869. 6o Convencido da existência de indícios da paternidade. o juiz fixará alimentos gravídicos que perdurarão até o nascimento da criança. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Este texto não substitui o publicado no DOU de 6. Após o nascimento com vida.OAB 1ª FASE RETA FINAL CESPE Direito Civil Material de Apoio complementares.2008 21 . 12.11. 4º (VETADO) Art. Parágrafo único. Art. 9º (VETADO) Art. sopesando as necessidades da parte autora e as possibilidades da parte ré.Código de Processo Civil. 11. internações. considerando-se a contribuição que também deverá ser dada pela mulher grávida. Art. parto. de 25 de julho de 1968. Os alimentos de que trata este artigo referem-se à parte das despesas que deverá ser custeada pelo futuro pai. Parágrafo único. de 11 de janeiro de 1973 . Aplicam-se supletivamente nos processos regulados por esta Lei as disposições das Leis nos 5. na proporção dos recursos de ambos. além de outras que o juiz considere pertinentes.478. 8º (VETADO) Art. e 5.