18/06/2012

Professor Jorge Alan
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Professor Jorge Alan
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Interação da radiação com a matéria
Radiação
*** Eletromagnética (raios X e g) *** Partículas carregadas (e-, a, β, etc) Nêutrons

GERAÇÃO DOS RAIOS X
Os raios X são gerados através de dois processos que ocorrem em nível atômico:
♫A frenagem (Bremsstrahlung); ♫E os Raios X carcterísticos. É importante salientar que tais processos se dão na chamada ELETROSFERA. Assim, a origem dos raios X não é NUCLEAR, ou seja, eles não são gerados no núcleo dos átomos.

Ionização: remoção completa de um ou mais elétrons de valência Excitação: os elétrons são levados a níveis com energias mais altas

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A Frenagem (Bremsstrahlung)
1. Elétron de alta energia penetra no átomo; 2. A atração do núcleo o faz frear; 3. Parte de sua energia cinética “vira” raio X.
1. 2. 3.

Raios X Característicos
Elétron acelerado ioniza o átomo nas camadas mais internas: K, L. Fica uma vaga desocupada nesta camada; Outro elétron do átomo vem ocupá-la, emitindo um fóton de energia típica de cada átomo utilizado como alvo.

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Espectro de Frenagem
É contínuo, isto é, produz-se raios X de várias energias (qualidade) diferentes. Vulgarmente, “produz-se mais raio X ruim e menos raio X bom.”

ESPECTRO CARACTERÍSTICO
Se apresenta como linhas destacadas, “montado” sobre o espectro contínuo. É típico para cada material utilizado como alvo.

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MOLIBDÊNIO - MAMÓGRAFO

PRATA

FLUORESCÊNCIA DE RAIOS X, USADA PARA ANÁLISE DE MATERIAIS.
X-Ray Tube Monitor for Mammography Machines
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AS AMPOLAS DE RAIOS X

Os raios X
•Radiações eletromagnéticas •Pequeno comprimento de onda •Propagam em linha reta •Velocidade da luz •Ioniza a matéria, inclusive o ar

ESQUEMA BÁSICO DE FUNCIONAMENTO.
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Os raios X
 A radiação X  Produzida num tubo  Uma corrente elétrica estimula o catodo a liberar elétrons  Eletros atraídos para o anodo  Há choque de elétrons  Produção do raios-X e liberação de calor

Os raios X
Corrente Elétrica ↓ Estimula Catodo ↓ Libera elétrons ↓ Chocam-se com o anodo ↓ Liberando 1% Raios X e 99% de Calor

O TUBO DE RAIOS X
 É montado dentro de uma calota protetora de metal forrada com chumbo, projetada para evitar exposição à radiação fora do feixe útil e possíveis choques elétricos. Os raios-X produzidos dentro do tubo, são emitidos em todas as direções (feixe divergente). Os raios-X utilizados em exames são emitidos através de uma janela (feixe útil ou primário). Os raios-X que passam pela capa de proteção são chamados radiação de vazamento ou de fuga e podem causar exposição desnecessária tanto do paciente quanto do operador.

O tubo de raios X

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Propriedades dos raios X
Poder de penetração:  Menor o comprimento de onda  Maior o poder de penetração Amortização ou absorção dos raios: Espessura, densidade e número atômico dos elementos que compõem o corpo penetrado Capacidade de ionização da matéria:  Interação na qual elétrons são ejetados dos orbitais pela radiação, resultando elétrons livres de alta energia, íons positivos ou radicais livres

Propriedades dos raios X
 Propagação em linha reta: em todas as direções a partir do foco de emissão, com a velocidade da luz  Criação de fluorescência  Impressão de fotográficos filmes radiográficos e

Equipamentos de Raios X

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FOTO DE UMA AMPOLA

Catodo - Eletrodo negativo
É o pólo (ou eletrodo) negativo do tubo de raios-X. Dividindo-se em duas partes: Filamento catódico e capa focalizadora ou copo de foco (cilindro de Welmelt). Composto de um filamento metálico pelo qual se faz circular corrente elétrica. A passagem da corrente gera aquecimento do material e liberação de elétrons  efeito termoiônico.
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FUNCIONAMENTO BÁSICO
FILAMENTO: ao ser aquecido por corrente elétrica (2 a 5 Ampères), “cospe” elétrons. Dois tamanhos: fino e grosso.

Os filamentos atingem temperaturas de mais de 2.000o C. Para suportar tais temperaturas, são feitos de Tungstênio (W), material de alto ponto de fusão.

Filamento Catódico Tem forma de espiral, construído em tungstênio e medindo cerca de 2mm de diâmetro, e 1 ou 2 cm de comprimento. Através dele são produzidos os elétrons, quando uma corrente atravessa o filamento. Este fenômeno se chama emissão termiônica. A ionização nos átomos de tungstênio ocorre devida ao calor gerado e os elétrons são emitidos
 Normalmente os filamentos de tungstênio são acrescidos de 1 a 2% de tório, que aumenta eficientemente a emissão termiônica e prolonga a vida útil do tubo.

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Copo de Foco

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Catodo: filamento + copo de foco
Tungstênio: W   ponto de fusão (3400ºC) e Z Filamento 1% a 2% de Tório  maior emissão termoiônica. capa focalizadora (copo de foco)

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CAPA FOCALIZADORA
Observe que os filamentos (“molinhas”) estão envolvidos por uma espécie de capa metálica. Ela é eletrizada negativamente e sua função é “ajuntar” os elétrons.

VÁCUO E ACELERAÇÃO
 Dentro da ampola é feito vácuo, que permite acelerar os elétrons. Uma alta voltagem, de milhares de volts, é aplicada entre o filamento e o alvo (catodo e anodo, - e +) para este fim.

Cátodo

Ânodo

Capa carregada negativamente.

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Anodo
Nele ocorrem as interações dos elétrons acelerados com os átomos do alvo e a geração dos fótons de raios X. O tipo de material do alvo afeta a energia média do feixe de raios X produzido. Pode ser fixo ou giratório.

Anodo (eletrodo positivo)
Composto pelo material de alvo, base e material de resfriamento. Alvo: Tungstênio, W   ponto de fusão (3400ºC) e  Z Molibdênio, Ródio ou Alumínio – menor Z (mamografia).

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O ALVO - ANODO
É nele que os elétrons em alta velocidade irão se chocar para produzirem os Raios X. Feito de Tungstênio ou outros materiais.

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DISSIPAÇÃO DE CALOR
Ao ser atingido, o alvo converte cerca de 99% da energia dos elétrons em calor e apenas cerca de 1% em Raios X. Para dissipar tamanha quantidade de calor, o anodo é ligado ou envolvido a uma haste de cobre e, na máquina, a ampola é imersa em óleo.

ANODO GIRATÓRIO
Nos aparelhos convencionais, o alvo gira evitando superaquecimento e danos na área atingida pelos elétrons. Em aparelhos com alvos fixos, como os odontológicos, a potência precisa ser calculada e limitada a ponto de não causar danos irreversíveis à ampola.

A

Observe a cor avermelhada, típica do Cobre, atrás do alvo.

B

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Alvo, Fonte , ponto de Foco ou pista focal
 É a área do anodo que recebe o impacto dos elétrons. No anodo fixo, o alvo é feito de uma liga de tungstênio incluída em um anodo de cobre. No anodo giratório, o alvo é um disco. Este disco tem uma resistência grande à alta temperatura.

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Corrente interna do tubo (mA)
Os elétrons livres no filamento são acelerados em direção ao anodo através da aplicação da alta tensão (ddp) entre catodo e anodo. Fluxo de elétrons forma a corrente do tubo. Aumentando-se a miliamperagem aumenta-se a intensidade de Raio X sem no entanto afetar o contraste do sujeito que se mantém com a mesma proporção (ou seja as diversas intensidades de Raios X que emergem do corpo continuam a manter a mesma relação entre si).
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KILOVOLTAGEM A kilovoltagem aplicada no tubo age como intensificadora de Raios X, quanto mais kV , mais energéticos são os Raios X produzidos (portanto com menores comprimentos de ondas) influindo assim em sua absorção.

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Parâmetros de exposição
Miliamperagem: mA – estabelece a corrente elétrica que passa pelo filamento e permite a liberação dos elétrons do catodo (corrente interna). mAs – é o produto da corrente interna pelo tempo de exposição em segundos. Quilovoltagem: kV – é a ddp aplicada entre os eletrodos.

Aumentando: mA ou tempo, s
Aumenta a quantidade de elétrons liberados no catodo  Aumenta a quantidade de calor e de de raios X produzidos no anodo.

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Diferença de Potencial (ddp) Aumentando o kV
Aumenta a aceleração dos elétrons  aumenta energia dos elétrons  Aumenta a energia dos fótons de raios X emitidos no anodo

É a diferença nos valores de potencial elétrico entre duas pontos do espaço. GERADORES DE ddp: pilhas, baterias, rede elétrica,...

 Janela: região da ampola onde a parede de vidro tem menor espessura.  Radiação de fuga: raios X que conseguem atravessar a blindagem da ampola.  Feixe útil: feixe primário de raios X. Fótons produzidos no alvo da ampola que tomam a direção da janela da ampola.

PRINCÍPIO DO FOCO LINEAR O PONTO DE FOCO REAL É a área do objetivo onde os elétrons “colidem”. O tamanho do ponto de foco real (FONTE) tem um efeito na formação da imagem radiográfica, como já foi visto. Sua relação é: Quanto menor é o ponto de foco mais nítida é a imagem

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O PRINCÍPIO DE FOCO LINEAR Faz com que o tamanho do ponto de foco real pareça menor quando visto da posição do filme devido a uma angulação do anodo com relação ao feixe catódico. Este ponto de foco projetado é chamado de PONTO DE FOCO APARENTE ou EFETIVO. Entretanto a um limite para esta angulação (15° a 20°). Se for muito pequeno causa um excessivo declínio de intensidade do lado anódico do feixe, chamado de EFEITO DE TALÃO OU ANÓDICO.

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As máquinas de Raios-X podem operar a diversas tensões e a diversas correntes no tubo. De um modo geral, temos as seguintes características:
• Diagnóstico: de 40 a 150 KVP e correntes de 25 à 1200 mA. • Terapia: de 60 a 250 KVP e correntes de aproximadamente 8 Ma • Raio-X dentário: de 50 a 90 KVP e correntes de até 10 mA. • Raio-X industrial: de 50 a 300 KVP e correntes de até 10 mA RAIOS X “SUAVES” OU “MOLES” = com maiores comprimentos de ondas e baixa energia produzidos com baixa quilovoltagem, estes são facilmente absorvidos. RAIOS X “DUROS”, com menores comprimentos de ondas e altas energias, produzidos com alta quilovoltagem, esta radiação é mais penetrante e responsável pela imagem radiográfica. Os raios X utilizados em radiografia médica são heterogêneos por constituírem-se de radiações com diferentes comprimentos de ondas, energias e poderes de penetração.
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Efeito fotoelétrico
Acontece quando a radiação X, transfere sua energia total para um único elétron orbital ejetando-o do átomo com velocidade (processo de ionização). O processo de troca de energia pela equação: Ec = h.f Elig , sendo Ec a energia cinética, h.f a energia do raio X incidente e Elig a energia de ligação do elétron ao seu orbital Este elétron expelido do átomo é denominado fotoelétron e poderá perder a energia recebida do fóton, produzindo ionização em outros átomos A direção de saída do fotoelétron com relação à de incidência do fóton, varia com a energia deste.

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Efeito Compton
Quando a energia da Radiação X aumenta, o espalhamento Compton torna-se mais freqüente que o efeito fotoelétrico. O efeito Compton é a interação de um raio X com um elétron orbital onde parte da energia do raio X incidente é transferida como energia cinética para o elétron e o restante é cedida para o fóton espalhado, levando-se em consideração também a energia de ligação do elétron. O fóton espalhado terá uma energia menor e uma direção diferente da incidente. No geral, o efeito Compton ajuda na formação da imagem quando o ângulo de desvio do foton for baixo, e contribui para o aumento da penumbra quando o ângulo é grande

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Produção de pares

A produção de pares ocorre somente quando fótons de energia igual ou superior a 1,02 MeV passam próximos a núcleos de elevado número atômico. Nesse caso, a radiação X interage com o núcleo e desaparece, dando origem a um par elétronpósitron com energia cinética em diferente proporção. O pósitron e o elétron perderão sua energia cinética pela ionização e excitação.
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